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Geologia e Relevo de Moçambique

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GEOGRAFIA DE MOÇAMBIQUE

UNIDADE II

GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA DE MOÇAMBIQUE

 Unidades geológicas de Moçambique


 Localização e extensão
 Principais recursos minerais (ocorrência e jazigos)
 Classificação das formas de relevo moçambicano
 Características do relevo moçambicano
 Principais planaltos e formações montanhosas de Moçambique
(localização)

2. Unidades geológicas

Escala de tempo geológico representa a linha do tempo desde o presente até


a formação da Terra, dividida em éons, eras, períodos, épocas e idades, que
se baseiam nos grandes eventos geológicos da história do planeta.

Escala de tempo geológico:

 Eventos geológicos – Pré-câmbrico (paleozóico, mesozóica e


cenozóico = eras geológicas)
 Eventos biológicos – Pré-câmbrico e Fanerozóico

Em Moçambique, do ponto de geológico, distinguem-se duas unidades


geológicas, das quais: Pré-câmbrico e Fanerozóico.

Geografia de Moçambique. Jaquissone Domingos (2025)


A. Região Sul – formações rochosas do fanerozóico = rochas sedimentares
(Quaternário e terciário), excepto a zona fronteiriça a sudoeste com a
Suazilândia e com a África do Sul.

B. Região Centro – formações rochosas do fanerozóico (centro este) = rochas


sedimentares do quaternário. Rochas do pré – câmbrico (centro oeste) =
rochas metamórficas e magmáticas eruptivas.

C. Região Norte, excepto ao longo do litoral (formações do fanerozóico


constituídas por rochas sedimentares) a região oeste da província do
Niassa podem-se encontrar rochas do Karro; e formações do Précâmbrico
(magmáticas eruptivas).

Classificação das formas de relevo moçambicano

Os processos de formação do relevo em Moçambique, sob ponto de vista


cronológico, distinguem-se três principais fases: Pré-câmbrico, Karro e Pós
Karro. Esses processos resultaram na combinação de fenómenos e processos
exógenos e endógenos em que se registaram fases de deformação, destruição
e consolidação da crusta.

No Pré-câmbrico, de forma geral, tiveram lugar as principais fases de


transformações tectónicas de formação de montanhas.

No Karro ocorreram também algumas formações montanhosas com destaque


para os pequenos Libombos a Oeste de Maputo assim como acidentes
orográficos para o Norte do rio Save até Lupata em Tete, bem como no Norte
do país. Os movimentos endógenos desta fase criaram depressões que mais
tarde foram ocupadas pelos actuais lagos tectónicos de Niassa, Chirua, Chiúta
e Amaramba.

Geografia de Moçambique. Jaquissone Domingos (2025)


O Pós-Karro corresponde ao Jurássico, Cretácico e Terciário foi uma fase de
intensa actividade exógena (erosão) que resultou na formação de bacias onde
foram depositados sedimentos onde foram descobertas jazidas (ex: gás natural
de Búzi, Pande e Temane), assim como no desgaste de várias montanhas.

De uma forma geral, as características geomorfológicas de Moçambique são


as do rebordo oriental do continente africano, distinguindo-se uma zona
montanhosa que decresce em degraus aplainados até a planície litoral. Ou
seja, o relevo moçambicano não é homogéneo, é marcado pela presença de
zonas planas baixas nas regiões costeiras, registando-se um aumento de
altitude à medida que se caminha para o interior e norte do país. A altitude
média é de 370 metros. Há uma clara distinção entre a região a sul do Rio
Save com uma altitude média de apenas 120 m; e a região a norte do Rio Save
com uma altitude média de 435 m.

Desta forma, em conformidade com a sua altitude, o território moçambicano


apresenta as seguintes formas de relevo: planícies, planaltos e montanhas.

Características do relevo moçambicano

Em função da sua estrutura, a planície é ocupa cerca de 44% do território


moçambicano, com altitudes inferiores a 200 m. Esta planície que se
desenvolve na costa (com formações do Terciário e Quaternário), corresponde
a uma zona estreita desde a foz do rio Rovuma e o delta do rio Zambeze,
aumenta à medida que se caminha para o Sul do delta do rio Zambeze,
preenchendo quase na totalidade a superfície situada a Sul do rio Save,
constituindo a Grande Planície Moçambicana.

O Planalto Moçambicano com uma extensão de 51% compreende altitudes


entre 200 e 1000 m, localizada maioritariamente a norte do país. Na verdade,
distinguem-se duas zonas planálticas, onde a primeira designada por planaltos

Geografia de Moçambique. Jaquissone Domingos (2025)


médios, as altitudes variam entre 200 e 600 m. A segunda, denominada por
altiplanáltica, as altitudes são superiores a 600 m com maior localização no
Norte (Niassa e Nampula) e Centro (Zambézia, Tete e Manica) do país.

Principais planaltos e formações montanhosas de Moçambique


(localização)

Os planaltos estendem-se para as fronteiras ocidentais e encontram-se nas


regiões do norte e do centro e numa pequena faixa de Maputo e Gaza, ao
longo da fronteira ocidental sul.

Pela sua identidade morfológica, os planaltos mais conhecidos são o da


Zambézia; da Angónia junto à fronteira com o Malawi, onde as altitudes
chegam a ultrapassar os 1000 metros; da Marávia, junto à fronteira com a
Zâmbia; do Chimoio, estendendo-se de norte para sul e alargando-se até à
fronteira com o Zimbabwe; de Lichinga, ao longo do lago Niassa e no sentido
norte/sul e o planalto de Mueda, na região mais a norte do país.

As principais formações montanhosas situam-se nas regiões ocidentais do


centro e norte do território, erguendo-se da zona planáltica e com altitudes
superiores s 1000 m. As mais importantes surgem agrupadas formando
cadeias montanhosas, destacando-se, de norte para o sul, a cadeia da
Maniamba-Amaramba, na província do Niassa, circundando o lago com o
mesmo nome, sendo a serra Jéci a que apresenta maior altitude com 1836 m;
as formações de Chire-Namúli, na província da Zambézia, cujo ponto mais
elevado é o Monte Namúli com 2.419 m; a cadeia de Manica ou Chimanimani,
ao longo da fronteira com o Zimbabwe, localiza-se o Monte Binga com 2436 m,
sendo este o ponto mais elevado de Moçambique e a cadeia dos Libombos, na
zona ocidental sul do país. Embora estas formações apresentem altitudes
inferiores a 1000 metros, são consideradas montanhas, dado que no conjunto
do relevo do sul, elas destacam-se como sendo as estruturas mais elevadas.

Geografia de Moçambique. Jaquissone Domingos (2025)


As depressões também constituem formas de relevo e em Moçambique
destacam-se os vales dos rios e as formas de relevo negativas onde se
assentam os lagos e pântanos. As planícies, planaltos e cadeias montanhosas,
são continuamente interrompidas por estas depressões.

Em Moçambique a depressão de maior significado geomorfológico é o Vale do


rio Zambeze, não apenas por constituir um dos maiores do continente africano,
como ainda por atravessar regiões de litologia e tectónicas complicadas, às
quais o rio teve de se adaptar.

As formas negativas do relevo resultam de movimentos grabens tectónicos e


representam superfícies falhadas com características da África Oriental que na
sua continuidade (desta superfície) para o Norte localiza-se a Depressão do
Niassa onde se instalaram os lagos Niassa, Chirua, Chiúta e Amaramba.

Trabalhos individuais:

 Principais minerais (10)

Recurso Mineral Ocorrência (Província/distritos) Jazigo Província/distritos) Observação


 Principais planaltos moçambicanos

Recurso Mineral Província (s) Altitude Observação

 Principais formações montanhosas

Formação Monte Altitude Localização Observação

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Geografia de Moçambique. Jaquissone Domingos (2025)

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