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Psicologia e à Tica - Unidade 16

O documento apresenta a disciplina de Psicologia e Ética I, destacando a importância da psicologia na compreensão do comportamento humano e a ética como um guia para a prática profissional. Aborda a relação entre direitos humanos e psicologia, enfatizando a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Código de Ética dos Psicólogos, que orienta a atuação profissional em conformidade com valores de dignidade e igualdade. O texto também discute a necessidade de uma psicologia engajada socialmente, respeitando a diversidade e promovendo a justiça social.
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Psicologia e à Tica - Unidade 16

O documento apresenta a disciplina de Psicologia e Ética I, destacando a importância da psicologia na compreensão do comportamento humano e a ética como um guia para a prática profissional. Aborda a relação entre direitos humanos e psicologia, enfatizando a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Código de Ética dos Psicólogos, que orienta a atuação profissional em conformidade com valores de dignidade e igualdade. O texto também discute a necessidade de uma psicologia engajada socialmente, respeitando a diversidade e promovendo a justiça social.
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PSICOLOGIA

E ÉTICA I
Prof.ª Mayk diego Gomes da Glória machado.
Prof. ª Jéssika Lorrane Montalvão Silva
2

SUMÁRIO

Apresentação da disciplina de Psicologia e ética I..............3


Teoria dos direitos humanos...............................................4
Resolução 010/2005 ...........................................................6
Referências Bibliográficas...................................................9
3

PALAVRA DO PROFESSOR

O PROFESSOR:
Mayk Diego Gomes da Glória Machado Mestre em Psicologia pela Universidade Federal
de Goiás. Graduação em Psicologia pela Universidade Paulista - UNIP. Pós-Graduação
em Saúde Mental e Dependência Química pela Faculdade Delta. Especialização em
Gênero e Diversidade na Escola pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Especialização em Terapia Sistêmica de Casal e Família pela Faculdade Delta, e em
Sexologia em pela IBRA. Servidor público da Secretaria Municipal de Saúde de
Aparecida de Goiânia, atuando como Chefe de Atenção à População em Situação de Rua.
Tem especial interesse na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social e Saúde
atuando principalmente nos seguintes temas: Saúde Mental; Emergências em Saúde
Mental; Intervenções conjugais e familiares; População em Situação de Rua; Uso de
Substâncias Psicoativas; Estudos Feministas e Relações de Gênero na Psicologia;
Sexualidade Humana, Psicologia e Direitos Humanos.

PROFESSOR (A);
Jéssika Lorrane Montalvão Silva

Graduação em Psicologia pelo Centro Universitário do Vale Araguaia – Univar em Mato-


grosso. Pós-graduação em Saúde Mental, Pós-graduação em Psicologia Hospitalar pela
Faculdade Faveni – Bahia, Atuando como Psicóloga Clínica, Docente na Escola interativa
Coopema, e docente no Centro Universitário do Vale Araguaia – UNIVAR.

APRESENTACÃO DA DISCIPLINA DE PSICOLOGIA E ÉTICA I

Psicologia é a área da ciência que estuda a mente e o comportamento humano e as


suas interações com o ambiente físico e social. A palavra provém dos termos
gregos psico (alma)e logía (estudo). O objetivo da psicologia
é diagnosticar, compreender, explicar e orientar a mudança de comportamentos
humanos, estuda como as influências externas (a convivência com outras pessoas,
familiares e as experiências de vida de cada indivíduo) e até mesmo internas (como
crenças, valores e visão de mundo), afetam a forma do ser humano pensar, sentir e agir.
4
E a ética faz parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que
motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo o
respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer
realidade social, formando um conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral
de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.

Na Aula de Hoje Aprenderemos Sobre;


Nessa Unidade de Aprendizagem 16, o acadêmico poderá compreender o surgimento e o
crescimento sobre direitos humanos e o impacto na ciência.

OBJETIVO
Objetivo é entender os impactos das mudanças sociais e a construção dos conceitos dos
direitos humanos, bem como sua relação com a psicologia.

1 – Teoria Direitos Humanos


A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi ocasionada, principalmente,
pela tragédia humanitária ocorrida no período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Esse marco na história, revelou ao mundo situações de genocídio que transcenderam os
campos de batalha. Houve um verdadeiro extermínio de pessoas, milhões delas. Apenas
pelo fato de existirem e serem quem são, judeus, crianças, mulheres, negros,
homossexuais, idosos e camponeses tiveram suas vidas extintas.

Com o conhecimento dos povos sobre tal catástrofe, sentimento de revolta e medo
fizeram com que as pessoas buscassem o resgate da racionalidade humana. O objetivo era
estabelecer um consenso universal de que todos os seres humanos têm o direito de viver.
Sem ressalvas, independentemente de onde morem, que línguas falem, qual condição
social possuam ou quaisquer outras características.

Sendo assim, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi


constituída em 30 artigos destinados à preservação da vida humana para todas e todos.

O Código de Ética da/o Psicóloga/o – que orienta toda e qualquer prática


profissional, independentemente da área de atuação – traz em um de seus pressupostos
básicos o indicativo de que o trabalho deve ser embasado na Declaração Universal dos
Direitos Humanos. “Os direitos humanos oferecem um horizonte ético para nortear a
atuação profissional, devem ser entendidos como guias para a escolha de nossos modelos
teóricos e para a adoção de práticas” (OLIVEIRA, 2009).
5
Considerando isso, pode-se afirmar que a Psicologia tem ferramentas para o
trabalho de redução de conflitos, comunicação não violenta, habilidades sociais e
emocionais, de forma a garantir a segurança social e a paz. Segundo Ângelo, “a profissão
possui arcabouço para atuar na mitigação dos efeitos das violações de direitos humanos,
desde o trauma psicológico até o trabalho com a memória coletiva em emergências e
desastres”. Práticas que se propõem a curar a homo e a transexualidade são exemplos de
uma atuação desvinculada dos direitos humanos por produzirem sofrimento ao não atingir
seus objetivos e não reconhecer a diversidade sexual e de gênero como naturais. “Essa é
uma violação do direito a não-discriminação, dignidade, liberdade e identidade, além da
compreensão contemporânea de direitos sexuais enquanto direitos humanos.”

Embora a pauta dos direitos humanos esteja muito associada à diversidade


humana, não está restrita a ela. Existem outros direitos fundamentais que têm relação
direta com práticas psicológicas em todos os espaços onde as/os profissionais de
Psicologia atuam. “Psicólogas/os que atuam nas políticas públicas, sejam elas de
Assistência Social, Saúde, Educação e Justiça, por exemplo, devem estar
comprometidas/os com o artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos que
versa sobre o direito à subsistência material, já aquelas/es que trabalham nas Redes de
Atenção Psicossocial devem atentar para os direitos de liberdade, pensando no cuidado
em liberdade e em comunidade. Além disso, o Sistema Conselhos de Psicologia tem se
comprometido com os direitos de não-discriminação e de igualdade, de forma a garantir
atenção e saúde livres de preconceito para grupos sociais que são socialmente
estigmatizados”,

A Psicologia deve, portanto, estar atenta a essas conquistas, respeitando os direitos


de ir e vir em condições de igualdade e o reconhecimento da diversidade. “É necessário
pensarmos em maneiras de eliminar as barreiras (atitudinais, comunicacionais e
físicas/arquitetônicas), especialmente se tratando de pessoas com deficiência”

“QUANDO FALAMOS EM PSICOLOGIA E DIREITOS HUMANOS, QUEREMOS


PENSAR UMA PSICOLOGIA QUE EFETIVAMENTE NÃO SE DESVINCULE DA POLÍTICA,
QUE NÃO SE COLOQUE COMO NEUTRA, COMO UMA COISA ABSTRATA, AFASTADA DA
REALIDADE. QUEREMOS FALAR SOBRE UMA PSICOLOGIA VOLTADA PARA A PRÁTICA
NA QUAL ESTÁ INSERIDA, PREOCUPADA COM O MUNDO.” (Coimbra,2008)
6

Quando relata sobre direitos humanos, direciona ao indivíduo e seus direitos, pelo
simples fato dele ter sido constituído de forma humana, ou seja, nascer ser humano. De
forma singela o conceito básico de normas que formaliza os direitos básicos humanos, é
que todos os indivíduos deveriam ter como exercícios de estado democráticos e da
sociedade de modo geral. A concepção de direitos humanos está atrelada diretamente aos
paradigmas do campo da psicologia e da ciência como o todo.

Na década de 60, com a crise na ciência, e no questionamento nas bases


positivistas e a inserção de outros métodos, teorias e epistemologia pra auxiliar na
construção dos conhecimentos, também tem o resgate dos direitos humanos e permeando
a ciência e se constituindo posteriormente como chamamos hoje de bioética.

A declaração universal dos direitos humanos, que é construída, logo após a


segunda guerra mundial (10/12/1948) ela traz uma compreensão do indivíduo, e de que
temos que respeitar suas diversas performance e independente de suas características, de
compreensão desse indivíduo de forma diferente.

A declaração universal dos direitos humanos relata que não é o problema ser
diferente, até é incentivado que nós encontremos as nossas diferenças. O que é voltada
para a psicologia é que os psicólogos não se deixem levar por essas diferenças individuais
e que não pode ser transformada em desigualdade social, e o grande desafio da psicologia
e que essa diferença, essas singularidades que se apresenta no set terapêutico não seja
legitimada pela sociedade como desigualdade social. Exemplo: negros, mulheres etc.

2- Resolução 010/2005

O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais


e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei nº 5.766, de 20 de dezembro de 1971;

CONSIDERANDO o disposto no Art. 6º, letra "e", da Lei nº 5.766 de 20/12/1971, e o


Art. 6º, inciso VII, do Decreto nº 79.822 de 17/6/1977;

CONSIDERANDO o disposto na Constituição Federal de 1988, conhecida como


Constituição Cidadã, que consolida o Estado Democrático de Direito e legislações dela
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decorrentes;

Toda profissão define-se a partir de um corpo de práticas que busca atender


demandas sociais, norteado por elevados padrões técnicos e pela existência de normas
éticas que garantam a adequada relação de cada profissional com seus pares e com a
sociedade como um todo.

Um Código de Ética profissional, ao estabelecer padrões esperados quanto às


práticas referendadas pela respectiva categoria profissional e pela sociedade, procura
fomentar a autorreflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis, de modo a
responsabilizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas consequências no exercício
profissional. A missão primordial de um código de ética profissional não é de normatizar
a natureza técnica do trabalho, e, sim, a de assegurar, dentro de valores relevantes para a
sociedade e para as práticas desenvolvidas, um padrão de conduta que fortaleça o
reconhecimento social daquela categoria.

Códigos de Ética expressam sempre uma concepção de homem e de sociedade que


determina a direção das relações entre os indivíduos. Traduzem-se em princípios e normas
que devem se pautar pelo respeito ao sujeito humano e seus direitos fundamentais. Por
constituir a expressão de valores universais, tais como os constantes na Declaração
Universal dos Direitos Humanos; socioculturais, que refletem a realidade do país; e de
valores que estruturam uma profissão, um código de ética não pode ser visto como um
conjunto fixo de normas e imutável no tempo. As sociedades mudam, as profissões
transformam-se e isso exige, também, uma reflexão contínua sobre o próprio código de
ética que nos orienta.

A formulação deste Código de Ética, o terceiro da profissão de psicólogo no


Brasil, responde ao contexto organizativo dos psicólogos, ao momento do país e ao estágio
de desenvolvimento da Psicologia enquanto campo científico e profissional. Este Código
de Ética dos Psicólogos é reflexo da necessidade, sentida pela categoria e suas entidades
representativas, de atender à evolução do contexto institucional-legal do país,
marcadamente a partir da promulgação da denominada Constituição Cidadã, em 1988, e
das legislações dela decorrentes.

Consoante com a conjuntura democrática vigente, o presente Código foi


construído a partir de múltiplos espaços de discussão sobre a ética da profissão, suas
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responsabilidades e compromissos com a promoção da cidadania. O processo ocorreu ao
longo de três anos, em todo o país, com a participação direta dos psicólogos e aberto à
sociedade.

Este Código de Ética pautou-se pelo princípio geral de aproximar-se mais de um


instrumento de reflexão do que de um conjunto de normas a serem seguidas pelo
psicólogo. Para tanto, na sua construção buscou-se:

a) Valorizar os princípios fundamentais como grandes eixos que devem


orientar a relação do psicólogo com a sociedade, a profissão, as entidades
profissionais e a ciência, pois esses eixos atravessam todas as práticas e estas
demandam uma contínua reflexão sobre o contexto social e institucional.

b) Abrir espaço para a discussão, pelo psicólogo, dos limites e interseções relativos
aos direitos individuais e coletivos, questão crucial para as relações que estabelece
com a sociedade, os colegas de profissão e os usuários ou beneficiários dos seus
serviços.

c) Contemplar a diversidade que configura o exercício da profissão e a crescente


inserção do psicólogo em contextos institucionais e em equipes multiprofissionais.

d) Estimular reflexões que considerem a profissão como um todo e não em suas


práticas particulares, uma vez que os principais dilemas éticos não se restringem
a práticas específicas e surgem em quaisquer contextos de atuação.

Ao aprovar e divulgar o Código de Ética Profissional do Psicólogo, a expectativa


é de que ele seja um instrumento capaz de delinear para a sociedade as
responsabilidades e deveres do psicólogo, oferecer diretrizes para a sua formação
e balizar os julgamentos das suas ações, contribuindo para o fortalecimento e
ampliação do significado social da profissão.

I - O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da


dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que
embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

II - O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e


das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência,
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discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

III - O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente


a realidade política, econômica, social e cultural.

IV - O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento


profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo científico
de conhecimento e de prática.

V - O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população às


informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões éticos
da profissão.

VI - O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com dignidade,
rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo aviltada.

VII - O psicólogo considerará as relações de poder nos contextos em que atua e os


impactos dessas relações sobre as suas atividades profissionais, posicionando-se de forma
crítica e em consonância com os demais princípios deste Código.(CONSELHO
FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2005).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional dos Psicólogos,


Resolução n.º 10/05, 2005.

COIMBRA, Cecília Maria Bouças; LOBO, Lilia Ferreira; NASCIMENTO, Maria Lívia do. Por
uma invenção ética para os Direitos Humanos. Psicologia clínica, v. 20, p. 89-102, 2008.

OLIVEIRA, Erival da Silva. Direitos humanos. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2009.

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