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A maturidade 3
Devemos contemplar o Cordeiro de doença Os fiUios de Deus vivem
Deus tirando todo o pecado do mundo. sobre a terra não para ficar doentes,
Ele carregou o pecado de cada uma e mas para glorificar a Deus. Se ficarem
de todas as pessoas. O problema do doentes e trouxerem glória a Deus, isso
pecado, portanto, já está resolvido. En- é ótimo; mas muitas doenças n ã o 0 g l e
tretanto a doença ainda penetra os i% rificam necessariamente. Consequên-
lhos de Deus. temente devemos aprender a confiar
Porém, nós asseveramos que visto o no Senhor enquanto doentes e deve-
Senhor Jesus ter realmente levado nos- mos reconhecer que Ele carrega nossa
sas doenças, não deveria haver tanta doença também Ele curou um grande
enfermidade como há entre os filhos número de pessoas enquanto estava na
de Deus. Enquanto Jesus esteve na ter- terra E Ele é o mesmo ontem, hoje e
ra Ele indubitavelmente dedicou-se à para sempre. Entreguemos nossa enfer-
cura dos doentes. Ele incluiu a cura em midade a Ele e peçamos a Ele pela cu-
Sua obra. Isaías 53:4 cumpriu-se em ra
Mateus 8, não em Mateus 27. Ela foi
realizada untes do Calvário. Tivesse si- 3.A ATiTUDE DO CRENTE PARA
do realizada na cmz, a cura seria iiimi- COM A DOENÇA
tada. Mas não, o Senhor Jesus levou Toda vez que o cristão ficar doente,
nossas doenças antes de Sua cmcifiça- a primeira coisa a fazer é investigar
ção, com o resultado de que este as- a causa do mal diante do Senhor, não
pecto da Sua obra não é iiimitado co- devendo ficar ansioso demais pela
mo foi o carregar dos nossos pecados cura Paulo estabelece um bom exem-
por Ele. plo nos mostrando como ele conhecia
Mesmo assim, inúmeros santos per- bem a sua fraqueza. Devemos exami-
manecem doentes porque perderam a nar se temos desobedecido o Senhor,
oportunidade de serem curados; eles se pecamos em algum lugar, se deve-
não vêem que o Senhof levou nossas mos algo a alguém, se violamos alguma
doenças Deixe-me acrescentar mais al- lei natural, ou negligenciamos alguma
gumas palavras sobre este ponto. A obrigação especial. Devemos saber que
menos que tenhamos a segurança que nossa quebra da lei natural, frequente
Paulo teve após orar três vezes, de mente pode constituir pecado contra
que sua fraqueza permaneceria porque Deus, pois é Deus quem estabelece es-
seria útil para ele, nós devemos pe- tas leis naturais pelas quais governa o
dir a cura Paulo só aceitou sua fraque- universo. Muitos têm medo de morrer;
za depois de orar pela terceira vez e de quando adoecem buscam apressada-
lhe ter sido mostrado distintamente mente os médicos, porque estão ansie
pelo Senhor que Sua graça era sufi- sos para serem curados Esta não deve
ciente para ele e que Sua força seria ser a atitude do cristão. Ele deve pri-
aperfeiçoada em sua fraqueza Até meiro procurar isolar a causa de sua
que tenhamos certeza de que Deus doença Infelizmente quantos irmãos
quer que levemos nossa fraqueza, e irmãs não possuem qualquer paciên-
nós devemos pedir ousadamente que o cia No momento em que adoecem
Senhor mesmo a leve e tire nossa eles procuram pelo remkdio. Você está
à maturidade
tão temeroso de perder sua preciosa mãos de Deus. Aprenda a confiar
vida que através da oração você se êpe- nAquele que cura No Velho Testa-
ga a Deus para a cura, mas simultanea- mento Deus tem um nome especial
mente se apega a um médido para os que é: "Eu sou o Senhor, teu curador"
remédios e injeção? Isto revela quão (Ex 15:26). Busque-o e Ele será gra-
cheio do "eu" você está. Mas como cioso para com os Seus nesta ques-
poderia estar menos cheio do "eu" na tão particular.
doença se nos dias comuns você está O passo inicial que o crente deve,
cheio do "eu"? Aqueles que geralmente portanto, dar quando fica doente, é
estão cheios do "eu", serão aqueles descobrir a causa; depois ele pode
que buscarão ansiosamente pela cura recorrer a vários e diferentes modos
táo logo fiquem doentes. de cura, um dos quais é chamar os
Posso Ihes dizer que a ansiedade de prebíteros da igreja para orar e ungi-lo
nada vale? Visto que você pertence a com óleo.Esta é a única ordem na Bí-
Deus, sua cura não é tão simples. Mei blia com respeito i doença.
mo que você seja curado desta vez, fi- "Está doente alguém entre vós?
cará doente de novo. É preciso que se Chame os anciãos da igreja, e estes
resolva o problema diante de Deus pri- orem sobre ele, ungindo-o com óleo
meiro; e depois poderá ser resolvido o em nome do Senhor; e a oração da fé
problema no corpo. salvará o doente, e o Senhor o levan-
Aprenda a aceitar qualquer lição tará; e, se houver cometido pecados,
que a doença possa ihe trazer. Porque ser-lhe-áo perdoados" (Tg 5:14,15).
se você tiver tratos com Deus, muitos Não se apresse em buscar a cura,
dos seus problemas serão resolvidos mas antes tenha tratos com Deus no
rapidamente. Você descobrirá que fre- inicio. Uma das coisas a ser feita é
quentemente sua doença é devida a al- chamar os anciãos da igreja para
gum pecado ou falta. Após confessar ungir você com óleo. Isto fala do fluir
seu pecado e pedir perdão, você pode do óleo do Cabeça a você, como um
esperar a cura de Deus. Ou, se você ti- dos membros do corpo. O óleo que o
ver avançado um pouco mais com seu Cabeça recebe, corre pelo corpo intei-
Senhor, talvez possa discemir que O ro. Como membro do corpo de Cristo,
ataque do inimigo está envolvido nisso. alguém pode esperar que o óleo no
Ou a questão da disciplina de Deus Cabeça flua até ele. Onde a vida flui, a
pode estar associada com sua falta de doença é levada. O propósito da unção
saúde. Deus corrige com doença para é, portanto, trazer o óleo do Cabeça
torná-lo mais santo, mais maieável OU Através da desobediência, do pecado,
submisso. Quando você trata destes ou talvez por alguma outra razão, o
problemas diante de Deus, poded ver crente colocou-se fora da circulação
a razão exata de sua enfermidade. Al- do corpo e separou-se da vida do corpo.
gumas vezes Deus poderá permitir que Por conseguinte ele precisava cha-
você receba alguma ajuda médica, mas mar os anciãos .da i g y a para reins-
em outras Ele poderá curá-lo instanta talá-10 na circulaçãõ e no fluxo da
neamente sem tal assistência vida do corpo de Cristo. Aconte-
Devemos ver que a cura está nas ce exatamente como no corpo físico;
à maturidade
pois quando algum dos seus mem- Muitos estão enfermos porque corrom-
bros está prejudicado a vida do corpo peram seus corpos.
não pode fluir livremente para ele. Em resumo, portanto, dizemos que
De forma que a unção é para res- nenhuma doença acontece sem uma
taurar tal fluxo. Os anciãos represen- causa. Se um cristão contrai uma doen-
tam a igreja local; eles ungem o cren. ça ele deve tentar localizar sua causa
te em nome do corpo de Cristo a fim ou causas. Depois de confessá-las uma
de que o óleo do Cabeça possa fluir a uma diante de Deus, ele deve chamar
para ele novamente. Que venha o óleo os anciãos da igreja para que possam
do Cabeça sobre aquele membro atra- confessar uns aos outros e orar uns pe-
vés do qual a vida tem sido obstmida! los outros. Os anciãos ungirão o doen-
Nossa experiência nos diz que tal un- te com óleo para que a vida do corpo
ção pode levantar instantaneamente o de Cristo possa ser-lhe restaurada. O
que está seriamente doente. influxo da vida fará desaparecer a
Algumas vezes alguém identifica a doença. Cremos nas causas naturais,
explicação para sua doença como mas adicionalmente devemos afirmar
sendo individualismo. Esta pode ser a que as causas espirituais tèm priorida-
causa principal da doença. Alguns cris- de sobre as naturais. Se as espirituais
tãos são altamente individualistas. Eles forem cuidadas, a doença será curada
fazem tudo conforme sua própria von- completamente.
tade. Fazem tudo por si mesmos. Se a
mão de Deus vem sobre eles, eles adoe- 4. A CORREÇÃO DE DEUS
cem, porque o suprimento do corpo E A DOENÇA
não atinge tais membros. Eu não ouso
simplificar demais estes assuntos. As Um fato maravilhoso é encon-
causas para a doença podem ser muitas trado na Bíblia: é relativamente
e variadas. Uma doença pode ser por fácil que um "pagão" seja curado,
desobedecer o mandamento do Se- mas a cura do cristão não é tão fá-
nhor, recusa em realizar Sua vontade; cil. O Novo Testamento nos mos-
outra pode ser por algum pecado par- tra claramente que sempre que um
ticular cometido; mas outro ainda po- incrédulo buscar o Senhor ele é curado
de ser uma conseqüência de individua- imediatamente, O dom da cura é dado
lismo. No caso de certos indivíduos tanto aos irmaos quanto aos não
Deus passa por cima e não disciplina; crentes. Todavia, a Bíblia Eila de
mas especialmente no caso daqueles alguns crentes que não são curados;
que conhecem a igreja, Ele os corrige entre eles estão Trófmo, Timóteo e
com doenças caso comecem a agir in- Paulo. E estes são os melhores entre
dependentemente. O Senhor não dei- os irmãos. Paulo deixou Trófimo
xará que estes sigam sem alguma disci- doente em Mileto (2 Tm 4:20). Ele
plina. exortou Timóteo para que usasse um
E possível também que a enfermi- pouco de vinho por causa do seu esta-
dade seja a conseqüência de um cor- mago e das suas frequentes enfermida-
po maculado. Se alguém profanar seu des (1Tm 5:23). O pr6prio Paulo ex-
corpo, Deus destruirá esse templo. perimentou um espinho na carne, que
à maturidade 7
o fez sofrer muito, sendo reduzido a me manter mais humilde como Ele fez
grande fraqueza (2 Co 12:7). Seja qual com Paulo, "para que não me exaltas
for a natureza do espinho, problema se pela excelEncia das revelaç6es"
nos olhos ou alguma outra doença, (2 CO 12:7)? Ou é porque Deus deseja
ela maltratava sua carne. Há pessoas enfraquecer meu individualismo obsti-
que sentem grande incómodo quando nado? Qual a utilidade da doença se
um simples dedo é ferido por um es- ela não induz a aprender a lição da fra-
pinho. O de Paulo, todavia, era um es- queza? Muitos estão doentes em vão
pinho enorme. Ele o incomodou tan- porque jamais aceitam o tratamento
to que só podia descrever sua condição do Senhor para seus problemas parti-
física como fraqueza. Os três que fo- culares.
ram citados, são irmáos por excelência, Não olhe para a doença como sendo
porém, nenhum foi curado. Eles tive- algo terrível. Na mão de quem está e s
ram de suportar a doença. safaca? Lembre-se que está na máo de
É evidente que a doença difere bas- Deus. Por que devemos ficar ansiosos
tante do pecado em suas consequên- por nossa enfermidade como se esti-
cias. O pecado não produz nenhum vesse na mZo do inimigo? Saiba que
fruto de santidade, mas a doença sim. Deus mediu todas as nossas doenças.
Quanto mais uma pessoa peca, mais Para ser correto, Satanás B o originador
corrupta se toma; a doença, porém, delas; é ele quem torna as pessoas
produz o fruto da santidade porque a doentes. Todavia, todos os que leram o
máo disciplinar de Deus esta sobre o livro de Jó reconhecem que isso é ape-
doente. Sob tais circunstâncias convém nas atravds da permissão de Deus e está
que o ffio de Deus aprenda como sub- completamente sob a restrição de
meter-se à potente mão de Deus. Deus. Sem a permissão de Deus, Sata-
Se alguém está doente deve tratar nás não pode tornar ninguém doente.
de toda causa da sua doença diante do Deus permitiu que Jó fosse atacado
Senhor. Se depois de tratar de tudo, por uma doença, mas observe que Ele
a máo de Deus ainda permanecer sobre não permitiu que o inimigo tocasse em
ele, ele deve então entender que esta sua vida. Por que então, ficamos táoagi-
enfermidade tem o propósito de re- tados, tão cheios de desespero, tão an-
freá-lo para que não seja orgulhoso, siosos para sermos curados, táo temero-
libertino ou por alguma outra razão. sos de morrer quando somos abatidos
Ele deve aceitá-la e aprender sua lição. pela doença?
Ficar doente não terá valor se a liçáo Sempre é bom ter em mente a
não for aprendida.. A doença por si só, lembrança de que a doença está na
não torna um homem santo, masofato mão de Deus. Ela foi medida e limita-
de aceitar sua lição produz santidade. da por Ele. Depois que Jó cumpriu o
Alguns pioram espiritualmente durante curso da sua prova, sua doença termi-
a doença; tornam-se mais egocêntricos. nou, pois tinha realizado seu propósito
I? por isso que o indivíduo deve desco- nele - "Ouvistes da paciência de Jó, e
brir a lição nessas ocasióes. Que pro- vistes o fim que o Senhor lhe deu,
veito ou fruto pode ser extraído dela? porque o Senhor é cheio de misericór-
A mão de Deus está sobre mim para dia e compaixão" (Tg 5 :11). Que ver-
B maturidade
gonha tantos estarem doentes sem re- seu bem-estar, ele habitualmente res-
conhecer o propósito da doença e sem pondia com queixas sobre sua fraqueza
aprender sua lição. Todas as enfermi- física. Ele dava um relatório detalhado
dades estáo na mão do Senhor e são - de quantos minutos sofreu com febre,
medidas para nós para que possamos quanto tempo durou a dor de cabeça,
aprender nossas lições . Quanto mais quantas vezes por minuto respirou e
cedo aprendermos, mais rápido estas quão irregular era a batida do seu c-
enfermidades passarão. ração. Ele vivia em constante descon-
Falando francamente, muitos estão forto. Gostava de contar às pessoas sua
doentes porque amam demais a si mes- angústia para que pudessem se compa-
mos. A menos que o Senhor remova decer dele. Nada tinha para relatar se-
este amor-próprio dos seus corações, não sua história de doença interminá-
Ele não pode usá-los. Portanto deve- vel. E às vezes queria saber porque náo
mos aprender a ser aqueles que não era nuncacurado.
amam a si mesmos. Algumas pessoas É difícil falar a verdade e algumas
não pensam em mais nada senão em si vezes pode custar caro. Um dia me
mesmas. O universo inteiro parece re- senti fortalecido interiormente para
volver ao redor delas. Elas são O centro ihe diier candidamente que sua longa
da terra e do universo. Dia e noite es- doença era devida ao seu amor pela en-
tZo ocupadas consigo mesmas. Toda fermidade. Ele naturalmente negou-o.
criatura existe para elas e tudo roda ao Todavia eu continuo apontando a ele:
seu redor. Até mesmo Deus, nos céus, você tem medo que sua doença d o dei-
é para elas, Cristo é para elas, a igre- xe. Você se apega à condolência, amor
ja também. Como Deus pode destm- e cuidado. Visto que não pode conse-
ir tal egocentrismo? Por que algumas guir estas coisas de outra forma, voce
doenças são difíceis de serem curadas? as obtém ficando doente. Deve livrar-
Quão propositalmente solicitam a -se desse desejo egoísta antes que Deus
condolência dos homens! Se rejeitas- possa curá-lo. Quando as pessoas per-
sem a condolência humana, suas doen- guntarem como está, deve aprender a
ças logo seriam curadas. dizer que "tudo está bem." Seria isto
Um fato notável 6 que muitos estáo mentir quando não passou bem a noi-
doentes porque gostam de ficar doen- te? Lembre-se da história da mulher
tes. Na doença recebem a atenção e o em Sunem. Ela deitou o flho morto
amor que comumente não d e s f ~ t a m na cama do homem de Deus e foi ver
na saúde. Eles frequentemente se tor- Eliseu. Quando Ihe foi perguntado:
nam doentes para que possam habitual- "Vais bem? Vai bem teu marido? Vai
mente ser amados. Tais pessoas preci- bem teu fdho? Ela respondeu: Vai
sam ser repreendidas severamente; se bem" (2 Reis 4:26). Como podia ela
estivessem dispostas a receber o trata- dizer isso, sabendo que a criança j i ha-
mento de Deus nesta questão particu- via morrido e estava deitada sobre a
lar logo ficariam boas. cama de Eliseu? Porque ela tinha fé.
Conheço um irmão que sempre Ela cria que Deus ia ressuscitar .seu fi-
esperava amor e bondade dos outros. Iho. Assim voc€ deve crer hoje tam-
Sempre que lhe perguntavam sobre bém.
a maturidade 9
Seja qual for a causa, intrínseca ou bem de você. Não espere até ficar
extrinseca, a doença terminará quando doente para confessar sua negligência.
Deus tiver alcançado Seu propósito. É importante cuidar do seu corpo du-
Pessoas como Paulo, Timóteo e Trófi- rante os dias comuns.
mo são exceções. Embora suas doenças
fossem prolongadas, eles reconheciam 5. O MODO DE BUSCAR A CURA
que isto era útil para sua obra. Eles
aprenderam como cuidar de si para a Como devem os homens buscar a
glória de Deus. Paulo persuadiu Tim6- cura diante de Deus? Três sentenças no
teo a tomar um pouco de vinho e Evangelho de Marcos são dignas de se-
tomar cuidado com o que comia e be- rem aprendidas. Eu as considero mui-
bia. A despeito da fragilidade deles a tíssimo úteis, pelo menos o são para
obra de Deus não foi negligenciada. mim. A primeira menciona o poder do
O Senhor lhes deu graça suficiente pa- Senhor; a segunda a vontade do
ra vencer suas dificuldades. Paulo tra- Senhor; e a terceira a ação do Senhor.
balhou em fraqueza. Lendo seus escri- a) O Poder do Senhor: "Deus po-
tos podemos facilmente concluir que de." "E Jesus perguntou ao pai dele:
ele realizou tanto quando dez pessoas Há quanto tempo sucede-lhe isto? E
poderiam fazer. Deus usou este homem ele disse: "Desde a infância. E muitas
fraco para exceder a dez pessoas for- vezes o tem lançado no fogo e na hgua
tes. Embora seu corpo fosse frágil, para O destruir; mas se podes fazer al-
Deus entretanto, lhe deu força e vida. guma coisa, tem compaixão de nós e
Estes, porém, sáo exceções na Bíblia. ajuda-nos." E Jesus disse a ele: "Se
Alguns dos vasos especiais de Deus podes! Tudo é possíve ao que crê"
podem receber o mesmo tratamento. (9:21-23). O Senhor simplesmente re-
Mas os soldados rasos principalmente petiu as três palavras que o pai da crian-
os iniciantes, devem examinar se peca- ça havia pronunciado. O pai clamou:
ram; e após confessar seus pecados ve- "Se tu podes, ajuda-nos." O Senhor res-
rão suas doenças imediatamente cura- pondeu: "Se tu podes! Ora, todas as
das. coisas são possíveis ao que crê." O pro-
Finalmente, desejo que vocês vejam blema aqui não é "se tu podes" mas
diante do Senhor que algumas vezes ".se tu podes crer."
Satanás pode desfechar ataques repen- Náo é verdade que o primeiro pro-
tinos, ou vocês quebram involuntaria- blema que surge com a doença é uma
mente alguma lei natural. Ainda assim duvida quanto ao poder de Deus? Sob
pode levar isso diante do Senhor. Se um microscópio o poder da bactéria
for ataque do inimigo, repreenda em parece ser maior do que o poder de
nome do Senhor. Certa vez uma irmã Deus. Raramente o Senhor interrom-
ficou prostrada com febre. Depois de pe as pessoas quando ainda estão
descobrir que era um ataque satânico, falando, mas aqui Ele parece co-
ela a repreendeu em nome do Senhor mo que irado. (Que o Senhor me per-
e a febre a deixou. Se você violar uma doe por falar assim!). Quando Ele ou-
lei natural colocando sua máo no fogo, viu o pai da criança dizer "se tu podes,
certamente ficara queimado. Cuide tem compaixão e ajuda-nos." Ele brus-
B maturidade
camente reagiu dizendo: "Por que di- ri. O problema a ser resolvido no iní-
zes se tu podes? Todas as coisas são cio é: Deus pode?; o segundo é: Deus
ao que cri. Na doença a ques- quer? Não' existe doença tão impura
tão não é se eu posso ou não, mas se quanto a lepra. E tão impura que se-
você crê ou nzo." gundo a lei qualquer pessoa que tocas-
O passo inicial para um filho de se num leproso tomava-se impura. To-
Deus dar na doença, portanto, é levan- davia o Senhor tocou o leproso e lhe
tar a cabeça e dizer: "Senhor, Tu po- disse: "Eu quero". Se Ele quis curar o
des!". Você se lembra com certeza, leproso, quanto mais quer curar nas-
do primeiro estágio da cura do para- sas doenqas. Podemos proclamar com
lítico pelo Senhor? Ele perguntou aos intrepidez: "Deus pode" e "Deus
fariseus: "Qual é mais fácil? dizer quer".
ao paralítico: 'Perdoados estão os teus c) A Açáo do Senhor: "Deuz fez."
pecados,' ou dizer: 'levanta-te, toma o Deus deve fazer mais uma coisa. "Em
teu leito, e anda'?" (Mc 2 :9)Os fariseus verdade vos digo que qualquer que dis-
naturalmente pensaram que era mais ser a este monte. Erga-te e lança-te ao
fácil dizer que os pecados estão per- mar; e não duvidar em seu coração,
doados, pois quem poderia provar se mas crer que se fará aquilo que diu,
estavam ou não? Mas as palavras do Se- assim lhe será feito. Por isso vos digo
nhor e seus resultados mostraram a que tudo o que pedirdes em oração,
eles que Ele podia curar as doenças e crede que o recebestes, e te-10-eis" (Mc
perdoar pecados. Ele não perguntou 11: 23,24). O que é fé? A fé crê que
qual era mais difícil, mas qual era mais Deus pode, Deus quer, e Deus fez. Se
fácil. Para Ele, ambos eram igualmen- você crer que recebeu, você o receberá.
te fáceis. Para o Senhor era tão fácil Se Deus lhe der Sua Palavra, você pode
ordenar ao paralítico que se levantasse agradecer a Ele dizendo: "Deus me
e andasse, quanto perdoar os seus pe- curou; Ele ji o fez!" Muitos crentes
cados. Para os fariseus ambos eram di. esperam ser curados. A esperança con-
ficeis. sidera as coisas do futuro, mas a fé tra-
b) A Vontade do Senhor: "Deus ta com o passado. Se cremos realmen-
quer." Sim, Ele realmente pode, mas te, não esperaremos por vinte ou cem
como posso saber se Ele quer? Eu não anos, mas nos levantaremos imediata-
conheço Sua vontade; talvez Ele não mente e diremos: "Graças a Deus, Ele
queira curar-me. Esta é outra história me curou. Graças a Deus, eu recebi.
que lemos em Marcos novamente. Graças a Deus, estou limpo! Graças a
"E veio a ele um leproso que, de joe- Deus, estou bem." Uma fé perfeita pc-
ihos, ihe rogava dizendo: 'Se quiseres, de proclamar que Deus pode, Deus
bem podes tomar-me iimpo.' Jesus quer e que Deus fez.
pois, compadecido dele, estendendo a A fé trabalha com o que "é" e não
mão, tocou-o e disse-lhe: 'Quero, sé com o "desejo". Permita-me usar uma
limpo' " (Mc 1 :40,41). simples ilustração. Suponhamos que
Náo importa quão grande seja o você pregue o evangelho e alguém pro-
poder de Deus. Se Ele não tiver o de- fesse que creu. Pergunte a ele se está
sejo de curar, Seu poder não me ajuda- salvo, e se ele responder que espera ser
à maturidade
salvo, entao voc8 sabe que sua resposta nzo 6 a verdadeira fé. Se ele crê, agra-
é inadequada. Se ele disser: serei salvo, decerá a Deus e dirá: Eu recebi a cura.
a resposta ainda está incorreta. Mesmo Retenha estes três passos: Deus po-
que ele tesponda dizendo: acho que de, Deus quer, Deus fez. Quando a f6
serei defmitivamente salvo, ainda está possuida pelo homem chega ao tercei-
faltando algo. Mas quando ele respon- ro estágio, a doença se vai.
de: eu estou salvo, você sabe que ele
está certo. Se alguém crê, entZo ele
está salvo. Toda fé trata com o p a i Do Livro: The Spiritual Man
sado. Dizer eu creio que serei curado Tradutor: N.A.D.A.
9 maturidade
VENCENDO
A MORTE
4 experiência de vencer a morte
ngo é incomum entre os santos. Pelo
sangue do cordeiro os israelitas foram
protegidos da mão do anjo da morte
que matou os primogênitos do Eejto.
Em nome do Senhor, Davi foi salvo
das garras do leão e do urso e também
da mão de Goiias. Lançando algum ali-
mento dentro da panela Eiiseu retirou
a morte que ali havia (2 Rs 4:3841).
Sadraque, Mesaque e Abednego não uma vitória completa devemos destrui^
sofreram nenhum dano na fornalha este ultimo inimigo (1 Co 15:26). Dei-
de fogo (Dn 3:1b27). Daniel deu tes- xaremos um inimigo inconquistado, se
temunho de Deus, fechando as bocas falharmos em experimentar o triunfo
dos leões quando foi lançado na cova. sobre a morte.
Paulo sacudiu uma víbora mortal den- Existe morte na natureza, morte em
tro do fogo e não sofreu dano algum nós, e morte de Satanás. A terra jaz
(At 28:3-5). Enoque e Elias foram sob maldição; ela é governada portan-
ambos arrebatados para o d u sem to por esta maldição. Se desejamos
provar a morte - exemplos perfeitos viver vitoriosamente sobre esta terra,
da morte sendo vencida. teremos de vencer a morte que está
O alvo de Deus é levar Seus fuhos no mundo. A morte está em nosso
a passar pela experiência de conquis- corpo. No dia em que nascemos ela c*
tar a morte agora. Triunfar sobre o pe- meça a operar em nós; pois, qual de
cado, o "eu", o mundo e Satanás é ne- nós não começa, a partir daquele dia a
cessáric; mas a vitória não está com- viajar em direção 4 sepultura? Não en-
pleta m um triunfo correspondente care a morte simplesmente como uma
sobre a morte. Se desejamos usufniir v crise"^, ela é preeminentemente algo
A maturidade 13
progressivo. Já está em nós, gradativa e com a conseqüência do pecado como
implacavelmente nos devorando. Nossa com O próprio pecado. Ele não só con-
libertação dessa tenda terrena é nada trasta a justiça e transgressão mas
mais que a crise consumatória da pro- também compara vida e morte. Mui
longada operação da morte. Ela tos cristãos enfatizam a idéia de vencer
pode atacar nosso espírito privando-o as várias manifestações do pecado em
de vida e poder; pode atacar nossa al- seu caráter e vida diária, todavia fa-
ma, mutilando seu sentimento, pensa- iham em dar ênfase a como vencer o
mento e vontade; pode atacar nosso resultado do pecado, a saber, a morte.
corpo, tornando-o fraco e doente. O apóstolo, porém, 6 usado por Deus
nestes poucos capítulos para discutir
&endo Romanos 5 vemos que a não só as manifestações do pecado na
"morte reinou" (v.17). A morte não vida diária como também a conse-
existe somente, ela também reina. Ela qüência do pecado que é a morte.
reina no espírito, alma e corpo.
Embora nosso corpo ainda esteja vivo, Bevemos ver claramente a relação
a morte já está reinando nele. Sua in- entre estes dois elementos. Cristo mor-
fluência ainda não alcançou seu zênite, reu para nos salvar não apenas dos
mas ela está reinando e ampliando suas nossos pecados, mas da morte tam-
fronteiras visando absorver o corpo bém. Deus agora está nos chamando
inteiro. Vários sintomas que descobri- para subjugar estes fenômenos. Como
mos em nosso corpo demonstram quão pecadores estávamos mortos em pe-
grande é o seu poder sobre nós. Tudo cados, pois o pecado e a morte reina-
isso conduz as pessoas para aquela ram sobre nós; mas o Senhor Jesus
morte final - a morte física. em Sua morte por nós tragou nosso
Enquanto existe o reino da morte, pecado e morte. A morte reinou a
existe também o reino da vida (Rm. principio em nosso corpo, mas estan-
5:17). O apóstolo Paulo nos assegura do identificados com Sua morte mor-
que todos os que recebem a abundân- remos para o pecado e fomos feitos vi-
cia da graça e o livre dom da justiça vos para Deus (6:ll). Por causa da
"reinam em vida", uma força que ex- nossa união com Cristo "a morte não
cede em muito o poder operador da tem mais domínio sobre ele (nós)" e
morte. Mas os cristão hoje têm estado não pode mais nos prender (6:9, 11).
tão ocupados com o problema do pe. A salvação de Cristo substitui o pe-
cado que o problema da morte tem cado pela justiça e a morte pela
sido virtualmente esquecido. Tão vida. Visto que o objetivo princi-
importante quanto vencer o pecado, o pal do apóstolo nesta porção da
vencer a morte (um problema congê- Escritura é tratar com o pecado
nere) não devia ser negligenciado. Sa- e a morte, nossa aceitação não po-
bemos que Romanos 5 a 8 trata dis. de ser completa se absorvemos ape-
tintamente da questão de vencer o pe- nas metade do tema. Paulo descreve a
cado, mas ele dá igual atenção ao fato plena salvação do Senhor Jesus nestes
da morte: "o salário do pecado é a termos: "a lei do Espírito da vida em
morte" (6:23). Paulo trata tanto Cristo Jesus me livrou da lei do pecado
A maturidade
e da morte" (8:2). Imaginemos que tado a morte para nós, não preci-
temos abundante experiência de ven- samos mais prestar nenhuma aterição
cer o pecado, mas quanto temos expe- a ela. Como podemos então exibir a
rimentado com relação a vencer a mor- vitória do Senhor experimentalmente?
te? Por certo nXo há nenhuma base para
nossa vitória à parte daquela realizada
Tendo recebido a vida nãozriada de no Calvário; porém não reivindicar o
Deus em nosso espírito, nós que cre- que o Calvário realizou para nós,
mos no Senhor e somos regenerados, certamente não é o caminho da ntó-
inegavelmente teremos como resultado ria. Nós não conquistamos o pecado
certa experiência em tnunfar sobre sendo passivos, nem tampouco pode-
a morte, mas deve nossa experiência mos conquistar a morte fazendo pou-
ser limitada a esta pequena medida? co caso dela. Deus deseja que sejamos
Quanto a vida pode vencer a morte? sérios com respeito a vencer a morte;
Decisivamente a maior parte dos san- isto é, através da morte de Cristo nós
tos do Senhor não desfrutou plena- podemos realmente vencer o poder da
mente desta experiência particular morte em nosso corpo. Até aqui
que Deus providenciou para eles. temos subjugado muitas tentações e
Não devemos confessar que a morte também a carne, o mundo e Satanás;
opera mais ativamente em nosso corpo agora devemos nos levantar para ven-
do que a vida? Devemos estar tão cer o poder do último inimigo.
atentos ao pecado e à morte como
Deus está. Devemos vencer a morte e o @e deteninamos resistir à morte
pecado também. da mesma maneira que temos resisti-
do ao pecado, nossa atitude para com
v i s t o que Cristo conquistou a mor- ela será mudada completamente. A
te, os crentes m õi precisam morrer em- humanidade está marchando em di-
bora ainda posrom morrer. 6 o mesmo reção à sepultura, e por ser a morte a
quanto ao fato de Cristo ter condena- porção comum de toda a raça caída,
do o pecado na carne a fm de que os naturalmente tendemos a adotar uma
crentes não necessitem pecar mais, atitude submissa. Não aprendemos a
embora eles ainda possam pecar. Se o nos levantar contra ela. A despeito do
alvo de um cristão é não pecar então nosso conhecimento da volta imi-
seu objetivo deve ser também não nente de nosso Senhor e da esperança
morrer. Visto que seu relacionamento de não passarmos pela sepultura mas
com O pecado é regulado pela morte sermos arrebatados ao céu, muitos de
e ressurreição de Cristo, assim sua nós nos preparamos para esperar pela
relação com a morte deve ser regula- morte. Quando a justiça de Deus
da por ambas. Em Cristo o cristão opera em nós, detestamos o pecado;
conquistou completamente tanto o mas não temos permitido que a
pecado quanto a morte. Daí Deus o vida de Deus assim opere em nós
chamar agora para vencer os dois ex- para que possamos igualmente c@
perimentalmente. Presumimos geral- meçar a odiar a morte.
mente, que visto Cristo ter conquis- Para vencer a morte os crentes
a maturidade
devem mudar sua atitude de sub- força para suportar o poder da morte;
missão para outra de resistência à devemos, pelo contrário, pedir poder
morte. A menos que rejeitemos nosso para derrotar seu poder.
tratamento pussivo não poderemos Visto que a morte veio do pecado,
derrotar a morte, mas seremos es- assim nossa vitória sobre a morte vem
carnecidos por ela, e fmalmente che- da obra do Senhor Jesus que morreu
garemos a um fm fora de tempo. por nós e nos salvou do pecado. Sua
Numerosos santos hoje interpretam obra redentora está intimamente ligada
erradamente a passividade tomando-a à morte -"Portanto, visto que os f&os
por fé. Eles argumentam que en- são participantes comuns de carne e
tregaram tudo a Deus. Se eles náo sangue, também Ele semelhantemente
devem morrer, Ele certamente os participou das mesmas coisas, para que
salvará dela; se devem morrer, então pela morte derrotasse aquele que tinha
Ele sem dúvida permitirá que morram: o poder da morte, isto é, o Diabo; e li-
seja feita a vontade de Deus. Tal decla- vrasse todos aqueles que com medo da
ração parece wrreta, mas isto é fé? morte, estavam por toda a vida sujei-
De modo nenhum. E simplesmente tos i escravidão" (Hb 2:14,15). A
uma passividade preguiçosa. Quando cruz 6 a base da vitória sobre o seu p e
não sabemos a vontade de Deus, é der.
conveniente orarmos: "não a mi-
nha vontade, mas a Tua, seja feita" Satanás tem este poder, o qual pro-
(Lc 22:42). Isto não quer dizer que vém do pecado: "Portanto, assim
náo precisamos orar apecificamente, como por um só homem entrou o
fazendo conhecidos nossos pedidos pecado no mundo, e pelo pecado
diante de Deus Não devemos nos a morte, assim também a morte passou
submeter passivamente à morte, pois a todos os homens, porquanto todos
Deus nos instrui a trabalhar ativa- pecaram" (Rm '5:12). Mas o Senhor
mente junto com Sua vontade. A me- Jesus invadiu o dominjo da morte e
nos que saibamos definitivamente que através do Seu ato redentor removeu
Deus quer que morramos, não deve- seu aguilhão que 6 o pecado, 'desar-
mos permitir passivamente que a mor- mando assim o poder de Satanás. Pela
te nos oprima. Pelo contrário, deve- morte. de Cristo, o pecado perdeu
mos cooperar ativamente com a von- sua força, e assim a morte foi também
tade de Deus para resistir à ela. privada do seu poder. Através da cmci-
ficação de Cristo, daqui em diante, nós
p o r que devemos adotar tal atitu- derrotaremos o poder da morte e le-
de? A Bíblia trata a morte como nos- vantaremos sua cerca ao nosso redor
so inimigo (I Co 15:26). Consequente- reclamando a vitória do Calvário.
mente, devemos resolver opor-nos i ela Três caminhos diferentes estão
e subjugá-la. Visto que o Senhor Jesus abertos aos cristãos para vencerem a
enfrentou e venceu a morte na terra morte: (1) confiando que não morrere-
por nós, Ele quer que nós a conquis- mos até que nossa obra esteja termina-
temos pessoalmente nesta vida. Não da; (2) não tendo medo da morte mes-
devemos pedir a Deus que nos conceda mo que ela venha, pois sabemos que
à maturidade
seu aguilhão foi removido; (3) crendo não podia morrer antes do momento
que seremos completamente libertados designado por Deus, nem poderia mor-
da morte visto que seremos arre- rer em qualquer outro lugar além do
batados na volta do Senhor. Vamos Gólgota Nós também não devemos
considerá-los um por u m morrer antes do nosso tempo.
O apóstolo Paulo da mesma forma
MORTE DEPOLS QUE NOSSA experimentou resistir à morte. Os p@
OBRA ESTIVER TERMiNADA deres das trevas insistiram na sua parti-
da premahira; mas ele os venceu em
Amenos que um cristão saiba ple- cada caso. Uma vez quando estava pri-
namente que sua obra está termi- sioneiro, tendo a morte como possí-
nada e que o Senhor não mais exije vel resultado, ele confessou dizendo:
que ele fique, ele deve por todos os "Mas, se o viver na carne resultar
meios resistir à morte. Se os sintomas para mim em f ~ t do o meu traba-
da morte já têm sido vistos em seu lho, não sei então o que hei de es-
corpo antes que sua obra esteja aca- colher. Mas de ambos os lados
bada, ele positivamente deve resistir estou em aperto, tendo desejo de
a ela e aos seus sintomas. Ele deve partir e estar com Cristo, porque
crer que o Senhor vai confmar sua isto é ainda muito melhor; todavia,
resistência, pois ainda tem trabalho por causa de vós, julgo mais neces-
a ser feito. Assim, antes que nossa ta- sário permanecer na carne. Tendo
refa designada fmalize podemos con- esta confiança, sei que ficarei, e per-
fiar no Senhor tranqüilamente, mesmo manecerei com todos vós para vos-
em face de perigosos sinais físicos. C@ so progresso e gozo na fé" (Fp 1:
operando com o Senhor e resistindo à 22-25).
morte, logo o veremos operando com Paulo náo tinha medo de morrer, po-
o intuüo de tragar a morte por meio rém antes que a obra fosse realizada
de Sua vida ele sabia pela fé em Deus que não mor-
Observe como o Senhor Jesus re- reria. Esta foi sua vitória sobre a mor-
sistiu às garras da morte. Quando o te. E bem no fm, quando ele dis-
povo tentou empurrá-lo penhasco se: "Combati o bom combate, acabei
abaixo, Ele passou no meio deles e a carreira, guardei a fé," ele também
seguiu Seu caminho (Lc 4:29, 30). sabia que "o tempo da (sua) partida
Certa ocasião "Jesus andava pela Gali- (estava) próximo" (2 Tm 4:7,6).An-
léia; (mas) não queria andar pela Ju- tes de termos completado nossa car-
déia, porque os judeus procuravam ma- reira não devemos morrer.
tá-lo" (João 73). Em outra ocasião
os judeus "apanharam pedras para lhe pedra conhecia o tempo da sua
atirarem; mas Jesus ocultou-se e saiu par!ida também: "Sabendo que bre-
do templo" (João 859). Por que vemente hei de deixar este meu taber-
Jesus resistiu três vezes i morte? náculo, assim como nosso Senhor
Seu tempo ainda hão havia chegado. Jesus Cristo já mo revelou" (2 Pe 1 :14).
Ele sabia que havia uma hora designa- Admitir-por uma avaliação das nossas
da para o Messias ser cortado; Ele circunstâncias, condiçóes físicas e sen-
à maturidade
timento - que nosso tempo chegou é porque Jesus é nossa vida. Sabemos
um erro da nossa parte; ao invés disso que Deus frequentemente faz Suas
devemos possuir, indicaçoes definidas exceçóes. Alguns morrem antes da
do Senhor. Visto que vivemos paraEle, idade de setenta. Nossa fé só pode pe-
assim devemos morrer para Ele. Qual- dir a Deus para não partirmos antes de
quer chamado para partir que não terminada a nossa tarefa. Seja nossa
venha do Senhor deve ser resistido. vida longa ou curta, não podemos pe-
Lendo o Velho Testamento vemos recer como os pecadores antes que me-
que todos os patriarcas morreram tade dos dias que nos foram designa-
"cheios de anos." O que significa esta dos terminem. Nossos arios devem ser
frase? Significa que viveram completa suficientes o bastante para realizarmos
mente os dias designados por Deus pa- a obra da nossa vida. Então, quando
ra eles. Deus repartiu para cada um de vier o fm, podemos partir em paz com
nós uma certa idade (Jo 21). Se não a graça de Deus sobre nós, tão natu-
vivermos até aquela idade não con- ralmente como a queda de um melão
quistamos a morte. Como podemos plenamente amadurecido. O livro de
conhecer o tempo designado para Jó descreve tal partida dessa forma:
nós? A Bíblia oferece um padrão - "Em boa velhice irás à sepultura, como
"A duração da nossa vida é de seten- se recolhe o feixe de trigo a seu tem-
ta anos; se alguns, pela sua robustez, po" (Jó 5:26).
chegam a oitenta anos" (S1 90:lO).
Não estamos s u g e ~ d oque todos de- vencer a morte não significa neces-
vem viver pelo menos setenta anos, sariamente não passar pela sepultura,
pois não podemos usurpar a soberania pois Deus pode desejar que alguns
de Deus assim; mas no caso de não vençam através da ressurreição, como
recebermos nenhum registro de um fez o Senhor Jesus. Ao passar pela
período mais curto, aceitemos este morte, os crentes, como seu Senhor,
número como padrão e rejeitemos não precisam temê-la. Se buscarmos
qualquer partida antes disso. Permane- vencer as garras da morte por estarmos
cendo na Palavra de Deus nós veremos com medo ou relutantes para morrer,
a vitória. já estamos vencidos. Pode ser que o
Senhor nos salve da morte nos ar-
SEM TEMOR NA MORTE rebatando vivos para o céu; nós, toda-
via, não devemos pedir por Sua volta
A o falar sobre vencer a morte não rápida movidos pelo temor da morte.
queremos insinuar que nosso corpo Tal preocupação mostra que já esta-
nunca morrerá. Embora creiamos que mos vencidos pela morte. Devemos ver
"nem todos dormiremos" (I Co 15:51), que mesmo que passemos pela sepultu-
dizer que nós não morreremos é su- ra nós estamos simplesmente andando
perstição. Visto que a Bíblia sugere o de um cômodo para outro. Não há jus-
espaço comum de vida como sendo tificativa pra uma dor interior insupor-
setenta anos de idade, devemos esperar tável, temor e tremor.
viver tal período se temos fé. Mas não No inicio éramos "aqueles que com
podemos esperar viver para sempre medo da morte, estavam por toda a vi-
da sujeitos à escravidão" (Hb 2:15). O sim arrebatado constitui mais um tipo
Senhor Jesus, entretanto, nos livrou de vitória sobre a morte. Enquanto
e por isso não mais a tememos. Sua permanecermos vivos na terra não nos
dor, trevas, e solidão não podem nos é possível negar que talvez sejamos
ameaçar. Um apóstolo que experimen- aqueles que serão assim arrebatados.
tou a vitória sobre a morte testificou Não devemos, portanto, estar prepara.
que "morrer é lucro ...Meu desejo épar- dos para vencer completamente a
tir e estar com Cristo, pois isto é morte?
ainda muito melhor" (Fp 1:21. 23).
Nem uma sombra de temor poderia ser Talvez morramos; entretanto, não
encontrada lá. A vitória sobre a morte estamos necessariamente sob nenhu-
foi real e completa. ma obrigação de morrer. As palavras
que o Senhor Jesus proclamou de vi-
ARREBATADOS VIVOS rios modos torna este ensinamento cla-
ro como cristal. Por um lado o Senhor
sabemos que na volta do Senhor afirmou: "quem come a minha carne
Jesus muitos serão arrebatados vivos. e bebe o meu sangue tem a vida eterna;
Esta é a última maneira de vencer a e eu o ressuscitarei no Último dia" (Jo
morte. Tanto 1 Corintios 15:51-52 654). Por outro lado, ainda na mesma
como 1 Tessalonicenses 4:14-17 discu- ocasião, Jesus também afirmou isto:
tem esta maneira. Reconhecemos que "Este é o pão que desceu do céu; não
não existe data estabelecida para a é como o caso de vossos pais, que co-
vinda do Senhor. Ele poderia ter vol- meram o maná e morreram; quem cc-
tado a qualquer tempo nos últimos mer este pão viverá para sempre"
vinte séculos. Os crentes puderam (v. 58). O que o Senhor está dizendo é
então nutrir a esperança de serem que entre os que crêem nEle, alguns
arrebatados sem passar pela sepul- morrerão e ressuscitarão enquanto que
tura. Visto que a vinda do Senhor outros não passarão de modo nenhum
está atualmente muito mais próxima pela morte.
do que antes, nossa esperança de ser- O Senhor Jesus expressou esta
mos arrebatados vivos é maior do que opinião na morte de Lázaro: "Eu
a de nossos predecessores. Não dese- sou a ressurreição e a vida; quem
jamos dizer muito, mas estas poucas crê em mim, ainda que morra, viverá;
palavras podemos a f m a r com segw e todo aquele que vive e crê em mim,
rança, a saber, se o Senhor Jesus vies- jamais morrerá" (Jo 11:25,26). Aqui
se em nossos dias, não gostariamos o Senhor não é apenas a ressurrei.
de estar vivos a fm de sermos arreba- ção mas também a vida Entretanto,
tados vivos? Se é mim, então deve- muitos de nós cremos nEle como a
mos vencer a morte, não nos permi- ressurreição, mas esquecemos que Ele
tindo morrer antes do tempo desig- é igualmente a vida. Admitimos rapi-
nado a nós para sermos arrebatados damente que Ele nos ressuscitará de-
vivos. Segundo a profecia da Escri- pois de morrermos, mas admitimos
tura, alguns crentes serão arrebata- do mesmo modo que Ele, por ser nos-
dos sem passar pela morte. Ser as- sa vida, é capaz de nos manter vivos?
à maturidade
O Senhor Jesus expõe para nós Suas Jesus venceu totalmente este inimigo;
duas espécies de obra, todavia só hoje Deus quer que Sua igreja experi-
cremos numa. Os crentes através mente esta vitória de Cristo. Todos
destes vinte séculos terão com certe- sentimos que estamos vivendo no tem-
za experimentado a palavra do Senhor po do fm. O Espírito Santo está atual-
que "quem crê em mim, ainda que mente nos conduzindo a travar a últi-
morra, viverá"; certamente outros ma bataiha com a morte antes que o
desfmtarão no futuro sua outra arrebatamento chegue.
a f i a ç ã o : "todo aquele que vive e Ao reconhecer que seus dias estão
crê em mim, jamais morrerá" Miiha- contados, Satanás exerce toda a
res e milhares de crentes já partiram força para impedir os cristãos de se-
na fé; mas Deus diz que alguns nunca rem arrebatados. Isto explica em
morrerá0 - não que alguns jamais parte porque os fuhos de Deus estão
ressuscitarão, mas, alguns nunca mora sendo ião ferozmente atacados em
rem. Conseqüentemente não temos seus corpos hoje. Devido à severida-
razão para insistir que primeiro deve- de desses ataques físicos, eles parecem
mos morrer e depois sermos ressusci- perceber em si mesmos o odor da mor-
tados. Visto que a vinda do Senhor te, abandonando assún qualquer espe-
está próxima, porque devemos morrer rança de serem arrebatados vivos. Eles
de antemão e esperar pela ressurrei- não têm idéia de que isto é nada mais
ção? Por que não esperar o Senhor que o desafio do inimigo, visando im-
vir e nos arrebatar para sermos total- pedir sua ascensão. Se entretanto, re-
mente libertados do poder da morte? ceberem a chamada do arrebatamento,
O Senhor indica que Ele será res- naturalmente passam a possuir um
surreição para muitos mas também espírito combativo contra a morte.
vida para alguns. Embora seja maravi- Pois eles sentem em seus espíritos que
lhoso ser ressuscitado dos mortos, a morte é um obstáculo ao arrebata-
como foi a experiência de Lázaro, mento, o qual deve ser vencido.
isto de modo nenhum esgota o modo
de vencer a morte. O Senhor tem ou- @ diabo 6 assassino (Jo 8:44). O
tro m6todo: "nunca morrerá." Esta- propósito da obra de Satanás contra
mos designados a andar pelo vale da os santos é matá-los. Ele tem uma tá-
sombra da morte; por outro lado Deustica especial para os últimos dias:
ergueu uma ponte flutuante para "esgotar os santos" (Dn 7:25). Se
nós para que possamos ir direto paraele puder acrescentar apenas um
o céu. Esta ponte flutuante é o arre-
pouquinho de ansiedade ao espírito
batamento. do crente, aumentar um mínimo de
intranqüiiidade em sua mente, levar
@ tempo do arrebatamento se o santo a perder o sono por uma noi-
aproxima Se alguém deseja ser arre- te, comer menos da próxima vez e tni-
batado vivo, deve aprender aqui e balhar excessivamente em outra hora,
agora, como vencer a morte. Antes então ele fez incunaes com seu poder
do arrebatamento, O último inimigo da morte. Embora um pingo dágua
deve ser vencido. Na cmz o Senhor não tenha poder, o pingar contínuo
20 à maturidade
pode indisputavelmente fazer um bu- para vencer a morte experimental-
raco na pedra. Estando bem familiari- mente. Neste caso, nossa experiência
zado com esta verdade, Satanás provo- teria sido como passar sobre pontes
ca uma preocupação pequena aqui, an- quebradas e estradas arrancadas, pois
siedade ali, uma negligência acolá para naquela experiência todas as nossas
esgotar literalmente os santos. circunstâncias parecem exigir nossa
morte - todavia não podemos mor
Algumas vezes o diabo ataca os rer. Uma e outra vez nos desespe-
crentes e os leva a morrer. Muitas ramos da vida, mas *da mio pode-
mortes são ataques assim, embora mos. morrer; perguntamos a nós
poucos reconheçam sua finalidade. mesmos, porgue devemos morrer
Talvez seja simplesmente um resfria- agora, pois embora a batalha au-
do, insolaçXo, insônia, exaustão ou mente ferozmente, não sentimos von-
perda de apetite. Talvez seja impureza, tade de morrer; ao invés disso parece
ira, ciúme ou licenciosidade. A falha que clamamos - Eu não quero mor-
em perceber que o poder da morte rer! Qual é a implicação desse tipo de
está por trás desses fenômenos, com- experiência? Simplesmente que Deus
promete a plena vitória para os cris- está nos guiando a lutar nossa última
tãos. Se eles os reconhecessem como batalha com a morte antes de sermos
ataques da morte e resistissem correta- arrebatados. Estes assaltos não são
mente a eles triunfariam. Quão fre- designados com qualquer outro pro-
quentemente os santos atribuem tais pósito senão o de fmstrar que seja-
coisas i sua idade ou a outros fatores mos arrebatados vivos.
e perdem o real signif~cadode tudo.
O Senhor Jesus vai voltar logo. De- c o m a vitória de Cristo, devemos
vemos portanto fazer guerra total fechar fortemente as portas do hades,
contra a morte. Assim como luta- amplamente abertas. Devemos ficar
mos contra o pecado, o mundo e f m e s contra a morte, proibindo
Satanás, assim devemos lutar contra a que ela faça quaisquer incu~sõesem
morte. Não devemos apenas pedir a nossos corpos. Resista a tudo que
vitória; devemos também agarrá-la. possua a disposição para a morte.
Devemos reclamar o triunfo de Cristo Encare a doença, a fraqueza e o s e
sobre a morte em toda a sua plenitude. frimento com esta atitude. As vezes
Se fizéssemos uma revisão de nossa o corpo pode não estar consciente
experiência passada sob a luz de de coisa alguma, mas a morte já está
Deus, descobriríamos quantas vezes trabalhando. Ansiedade do espírito
fomos assaltados pela morte sem saber. ou tristeza na alma podem produzir
a morte também. Deus agora está
Onfdtas vezes atribuímos os acon- nos chamando ao arrebatamento;
tecimentos a outras causas e por isso por conseguinte, devemos subjugr
perdemos o poder de resistir. Se tivés- qualquer coisa que possa impedir
semos reconhecido certos eventos co- este evento.
mo sendo ataques por parte da morte, Deus coloca Seus f&os em várias
teríamos sido fortalecidos por Deus circunstâncias que os impele, deses-
perada e desamparadamente, a entre. cimentos seguirem a linha da mínima
gaem suas vidas na mão do Senhor, resistência A morte deve ser indivi-
como que por um fio de fé. Pois a duaimente resistida e o arrebatamento
sua mão é a única esperança deles. E deve ser reclamado de todo o coração.
durante tal período é como se estive* A fé é necessária, mas isto não signi-
sem clamando: "Senhor, deixe-me vi. fica abandonar passivamente a respon-
ver!" A batalha de hoje é a bataiha sabilidade. Se crermos apenas men-
pela vida. talmente que podemos escapar da mor-
te e ainda continuarmos nos submeten-
@spíritos maus e assassinos estão do passivamente ao seu poder, como
operando por toda parte. A menos que seremos beneficiados?
os santos resistam e orem, eles serão
vencidos. Morrerão inescapavelmente, PECAM) MORTAL
se continuarem passivos. Se você
orar "Senhor,permita-me vencer a A Bíblia menciona um tipo de peca-
morte," Ele responderá dizendo: "Se do mortal ou "pecado para a morte"
você resistir à morte, eu permitirei que que os crentes podem cometer (I Jo
você a vença!" A oração somente 6 5:16). A morte aqui não indica morte
fútil quando a vontade é passiva. Você espiritual, pois a vida eterna de Deus
deve dizer: "Senhor, por causa da Tua nunca pode ser extinguida; nem pode
vitória sobre a morte, eu agora resisto ser uma alusão à "segunda morte" vis-
todos os seus ataques. Estou determi- to que as ovelhas do Senhor não
nado a vencer a morte imediatamente. podem perecer. Necessariamente ela
Senhor, toma-me vitorioso." significa a morte do corpo.
Obsenremos agora especificamente
@J Senhor capacitará você a vencer a qual é a essência do pecado mortal. Fa-
morte. Portanto, lance mão das pro- zendo assim poderemos saber como
messas que Deus ihe deu, peça a vi- nos manter longe dele, a fim de que (1)
da, e confie que nada poderá preju- nossa carne não seja corrompida, (2)
dicá-lo. Não admita o poder da morte, não venhamos a perder a bênção de
para que não atinja você. Por exem- sermos arrebatados antes da morte, ou
plo, você pode estar numa área infeta- (3) podermos ainda terminar a obra
da de doenças; todavia você pode re- do Senhor, a nós designada antes que
sistir a todas elas e não permitir que nossos dias sejam cumpridos e morra-
nenhuma o ataque. Não permita que mos, caso Ele demore e tenhamos
a morte o golpeie por meio da doença. de passar pela sepultura. Podemos di-
Não podemos mais aguardar pas- zer que por causa de negligência nesta
sivamente a volta do Senhor, nos con- questão muitos f f i o s de Deus tiveram
fortando com a idéia de que todos se- seus dias encurtados e perderam suas
remos arrebatados de qualquer forma. coroas. Muitos obreiros poderiam estar
Devemos estar preparados. Como em servindo ainda ao Senhor, se tivessem
todos os outros assuntos, o arrebata- dado atenção a isto.
mento requer a cooperação da igreja
com Deus. A fé nunca deixa os aconte- A Palavra não declinou concreta-
3 maturidade
mente o que é este pecado. Ela s6 nos esposa do pai, foi culpado também
assegura que tal pecado é possível. deste tipo de pecado, forçando o
Pelos registros das Escrituras entende- ap6stolo Paulo a pronunciar julga-
mos que este pecado varia de acordo mento sobre ele, dizendo aos de
com a pessoa. Uma pecado para al- Corinto: "seja entregue a Satanás para
guns 6 mortal, todavia para outros destmição da carne" (1 Co 5:s). Fo-
pode não ser um pecado para a morte, ram muitos os irmãos em Corinto que
e vice-versa. Isto .5 devido às diferenças morreram por terem sido culpados de
na graça recebida, a luz aceita e a po- profanar o corpo e o sangue do Se-
sição alcançada entre os diversos nhor (1 Co 11:27-30). Eles comete-
crentes. ram o pecado para marte também.
Embora a Bíblia jamais identifique Para vencer a mortalidade deve-
este pecado, podemos entretanto mos vencer com persistência o pecado,
observar y e , qualquer pecado que re- pois a primeira resulta do último. Se
sulta em morte constitui-se em pecado desejamos viver até nossos dias serem
mortal. O povo de Israel cometeu tal consumados ou até que o Senhor vol-
pecado em Cades (Nm 13:25-14:12). te, devemos ser cuidadosos em não
Embora tivessem tentado o Senhor pecar. Negligência quanto a isso tem
muitas vezes antes (14:22), Ele sim conduzido muitos para a sepultura
plesmente sempre os perdoava. Embo- prematuramente. O pecado mortal
ra ainda os perdoasse desta vez, após não 6 nenhuma transgressão parti-
terem recusado entrar em Canaã, Ele cular e terrível, pois em nenhum
também fez seus corpos caírem mor- lugar ele 6 estabelecido ou especifi-
tos no deserto (14:32). cado. Um pecado como fornicação,
cometido pelos coríntios, pode ser
Mas a p a s de Meribá, Moisés foi considerado como mortal; mas pala-
provocado a falar "impmdentemen- vras irrefletidas, tais como as que
te" (SI 106:33): este foi seu "pecado Moisés pronunciou, também podem
mortal"; ele morreu fora de Canaã. se tomar um pecado para morte
Aarão cometeu a mesma ofensa que (pois observe como as Escrituras
Moi& e foi também proibido de en- caracterizam Moisés: "Ora, Moisés era
trar na terra santa (Nm 20:24). O mui manso, mais do que todos os ho-
homem de Deus que viajava de Judá mens na face da terra" Nm 12:3;
para Betel desobedeceu à ordem do por isso nenhum pecado poderia ser
Senhor com respeito a comer e beber; tolerado na vi& deste homem).
fazendo isso cometeu seu pecado
mortal (I Reis 13:21-22). No Novo Tes- Agora 6 o dia da graça. Deus 6
tamento vemos como Ananias e Safira cheio de graça. Que nossos corações
foram punidos com a morte por te- sejam confortados. Não permita que
rem cometido o que para eles foi seu Satanás o acuse, insinuando que vo-
pecado mortal, pois t e n t a m mentir cê cometeu o pecado mortal e por
ao Espírito Santo guardando parte dos isso deve morrer. Embora a Bíblia
rendimentos de sua terra (At 5). O não nos encoraje a orar por outros
homem de Corinto que 'viveu com a que cometeram este pecado mortal,
a maturidade
Deus nos perdoará se julgarmos a diiirio e prático do crente. Ele ensina
nós mesmos e nos arrependermos bastante a respeito de como a pessoa
genuinamente. O homem de 2 Co- pode guardar sua vida. Vamos concen-
ríntios 2:6,7, segundo muitos, 6 o trar nossa atenção nas instmç6es rela:
mesmo homem que viveu com a esposa tivas ao modo de vencer a morte.
do pai. Em I Coríntios 11:30-32 somos "Filho meu, não te esqueças da
lembrados de que embora tenhamos minha instmção, e o teu wraçzo
cometido o pecado para morte, po- guarde os meus mandamentos;
demos entretanto, escapar dela se nos porque eles te darão longura de
julgamos verdadeiramente. Portanto, dias, e anos de vida e paz" (3:l-2)
não permita que qualquer pecado "Isso seri saúde para a tua carne,
reine em seu corpo para que não se e refrigério para os teus ossos"
torne em seu pecado mortal. Nossa (3:8)
carne pode estar enfraquecida, toda- "Retenha o teu coração as minhas
via jamais devemos perder a atitude palavras; guarda os meus manda-
de julgar a n6s mesmos. Devemos mentos e vive" (4:4)
julgar nosso pecado sem misericbr- "Ouve, f&o meu, e aceita as
dia. verdade que nunca podemos minhas palavras, para que se multi-
alcançar a perfeição sem pecado nesta pliquem os anos de tua vida" (4:lO)
vida, mas a confissão frequente e "Apega-te h intmção e não a lar-
confiança na graça de Deus são indis- gues; guarda-a, porque ela é a tua
pensáveis. Deus ainda nos perdoará. vida" (4:13)
Aqueles que buscam a vitória sobre a "Porque (minhas palavras) são vida
morte precisam 1embrar.se disso. para os que as encontram, e saúde
Então ihes faz saber a obra deles, para todo o teu corpo" (4:22)
e as suas transgressões porquanto se "Guarda w m toda a diligência o
têm portado com soberba. E abre- teu coração, porque dele procedem
-lhes o ouvido para a instmção, e as fontes da vida" (4:23)
ordena que se convertam da ini- ''O que adultera com uma mulher é
quidade. Se o ouvirem, e o seM- falto de entendimento; destrói-se a
rem, acabarão seus dias em prospe- si mesmo, quem assim procede"
ridade, e os seus anos em (6:32)
delícias. Mas se não o ouvirem, "Porque o que me achar (sabedo-
i espada serão passados, e expira- ria) achará a vida e alcançará o fa-
rão sem conhecimento. Assim os vor do Senhor" (8:35)
ímpios de coração amontoam a "porque por mim (sabedoria) se
sua ira; e quando Deus os p6e em multiplicam os teus dias, e anos de
grilhdes, não clamam por socorro. vida se te acrescentarão" (9:ll)
Eles morrem na mocidade e a sua "A justiça livra da morte" (10:2b)
vida perece entre as prostitutas 'O temor do Senhor aumenta os
(Jb 36:9-14). dias; mas os anos dos impios serão
abreviados" (10:27)
O ENSINO DE PROVERBIOS "Na vereda da justiça está a vida;
provérbios 6 um livro sobre o andar mas a vereda do erro conduz para
h maturidade
a morte" (12:28) extinguirá gradativamente. Por exem-
'O temor do Senhor é uma fonte plo: Deus exorta vo& a honrar teu pai
de vida, para o homem se desviar e tua máe para que te vá bem, e sejas
dos laços da morte" (14:27) de longa vida sobre a terra' @f 6:2,3).
'Çoraçgo tranquilo d a vida da car- Se desobedecermos, nossos anos na
ne; a inveja, porém, é a podridão terra serão diminuídos pelo pecado.
dos ossos" (1430) Deus deseja que ouçamos Suas pala-
"Para o sábio o caminho da vida é vras para possuir a sabedoria, buscar
para cima, a fm de que ele se des- a justiça e guardar nossos corações, a
vie do Seol que é em baixo" (15: fm de não perdermos nossa vida. Se
24) queremos ter vida devemos aprender
'Quem rejeita a correçáo menoi a obedecer.
preza a sua alma" (1 5:32)
'Wa luz do semblante do rei está a OS PODERES DA ERA VINDOURA
vida" (16:15) 0
'O que guarda o seu caminho pre- @ nos dito que no reino futuro o
seiva a sua vida"(16:17) Senhor Jesus deve ser o sol da justiça
'Quem guarda o mandamento com cura em suas asas (M1 4:2). E
guarda a sua alma; aquele que "nenhum morador dirá: 'Enfermo
náo faz caso da palavra morrerá." estou"' (1s 33:24). Naquele tempo
(19:16). n6s os crentes, desfmtaremos aquilo
'O temor do Senhor encaminha que as Escrituras predizem: "o que é
para a vida" (19:23) corruptível se revestir da inconuptibi-
"Ajuntar tesouros com língua falsa lidade, e isto que 6 mortal se revestir da
6 um vapor passageiro e uma arma- imortalidade, entzo se cumprirá a pa-
d i a de morte" (21 5). lavra que está escrita: Tragada foi a
'O homem que anda desviado do morte na vitória"' (1 Co 15:54). Para
wnúiho do entendimento repou- os cristãos, a característica da era do
sará na congregaçao dos mortos" reino d que náo existe mais fraqueza,
(2136) doença ou morte, porque nossos cor-
"Aquele que segue a justiça e a pos teráo sido redimidos e Satanás
bondade achará a vida, a justiça pisado debaixo dos pds.
e a honra"(21:21) As Escrituras nos ensinam igual-
Quando o Espírito de Deus nos mente que podemos antegozar ospode-
conduz a fm de vencer a morte, n6s res da era vindoura agora (Hb 65).
descobrimos novos significados nestes Embora nossos corpos estejam ainda
versos. Estamos acostumados a consi- esperando para serem redimidos, hoje,
derar a '\ida" como uma espécie de pela fé, n6s podemos gozar de ante-
terminologia Mas quando somos ilu- mão os poderes da era vindoura
minados começamos a reconhecer que não tendo fraqueza, nem doença,
nossa vida física será prolongada se nem morte. Esta d uma experiência
cumprirmos as condiçaes de Deus. muito profunda, mas se o cristzo sa-
Se, pelo contrário, desobedecermos tisfuer as exigências de Deus e con-
estes mandamentos nossa vida se fiar plenamente em Sua Palavra, ele
poderá desfmtar de tal experiência. vista, o Espirito Santo pretende le-
Para a fé não existe tempo; ela pode var os crentes a experimentar ainda
não só extrair o que Deus fez por mais esta possessão.
nós no passado, mas tamb6m o que Devemos crer que é possível ante-
Deus há de fazer por nós no futuro. gozar os poderes da idade vindoura.
Quando Paulo exclama: ''Graças a
@apóstolo Paulo descreve a mudan- Deus que nos dá a vitória por nosso
ça em nossos corpos dessa forma: Senhor Jesus Cristo" (1 Co 15: 57),
"Porque, na verdade, nós, os que esta- ele está apontando para o presente e,
mos neste tabemáculo, gememos está preocupado com o problema da
oprimidos, porque não queremos ser morte. Embora esteja se referindo
despidos, mas sim revestidos, para i futura vitória total sobre a morte,
que o mortal seja absorvido pela mesmo assim não se contenta em dei-
vida Ora, quem para isto mesmo xar tal experiência inteiramente para
nos preparou foi Deus, o qual nos o futuro. Ele declara que podemos
deu como penhor o Espírito" (2 Co vencer por meio do Senhor Jesus,
5:4,5). A palavra "penhor" aqui agora!
traz a idéia de "sinal" -um pagamen-
to para garantir um pleno pagamento no Deus tem este Seu princípio en-
futuro. O Espirito Santo em nós é a tre outros-aquilo que Ele deseja
garantia de Deus de que "o que 6 exibir numa certa era, manifesta
mortal seja absorvido pela vida." primeiro em alguns. O que todos
Embora não tenhamos experimentado experimentarão no milènio, os mem-
esta vitória plenamente hoje, nós bros de Cristo devem experimentar
a experimentamos parcialmente por- atualmente. Mesmo nas dispensações
que possuímos o Espirito Santo passadas houve pessoas que experi-
como sinal. A dádiva do Espírito d mentaram de antemão os poderes da
para que possamos antegozar o futuro era vindoura. Quanto mais deve a
triunfo da vida. igreja hoje experimentar a vitória de
"Agora (Deus) manifestou (a Si Cristo sobre a morte. Deus deseja
mesmo) pelo aparecimento de nosso que abramos caminho através das
Salvador Cristo Jesus, o qual destruiu fronteiras do "hades" agora. O Senhor
a morte, e trouxe à luz a vida e a os chama para vencer a morte por
imortalidade pelo evangelho" (2Tm amor do Seu corpo. A menos que con-
1:lO). Vida e imortalidade, declara o quistemos o último inimigo, nossa
apóstolo, é a porção comum de todos batalha nxo está concluída.
os que recebem o evangelho. Por Busquemos cada um de n6s a
conseguinte nasce a pergunta: até que mente do Senhor com respeito ao nos-
ponto o Espírito Santo pode induzir o so futuro. Não nutrimos nenhum con-
crente a possuir sua porção? A morte ceito supersticioso de que não iremos
foi abolida; conseqüentemente, os morrer. Mas, se agora 6 o fun do tem-
crentes devem experimentar algo dis- po e a vinda de Cristo não vai mais
so. Esta era, no entanto, está prestes demorar mas se consumará dentro
a terminar: com o arrebatamento em do nosso tempo de vida, então deve-
mos exercitar nossa fé para lançar mão @h quão esplêndida 6 a glória
da Palavra de Deus e confiar que futura! Quão perfeita é a salvação
não morreremos, mas veremos o rosto que Deus preparou para nós! Levan-
do Senhor enquanto ainda estamos temo-nos e elevemo-nos. Que o "&u"
vivos. E todos os que temos esta espe- possa assim nos encher para que a car-
rança nEle, purifiquemo-nos assim ne não encontre mais base nem o mun-
como Ele é puro. Momento a momen- do exerça nenhuma atraçáo! Que o
to vivamos para Ele, extraindo Sua amor do Pai possa estar assim em
vida de ressurreição para as neces- nós a fm de não mantermos mais ne-
sidades do espírito, alma e corpo. nhuma comunicaçâo com Seu inimigo!
Que o Senhor Jesus possa satisfazer
"Pela f6 Enoque foi trasladado para nossos corações a fm de não desejar-
não ver a morte" (Hb 115).Creiamos mos mais ninguém! E que o Espírito
assim também. Creiamos que a morte Santo possa gerar em cada crente a
não é necessária, que i arrebatamento oração: "Vem, Senhor Jesus!"
é certo, que o tempo não será longo.
"Antes da sua transladação Enoque al-
cançou testemunho de que agradara Do livro: The Spiritual Man
a Deus". (Hb 11 5 ) . E quanto a nós? Tradutor: D.O.M.
à maturidade
Ressurreto; no que ele efetuou, em caminho somos levados a conhecer a
um corpo débil e fraco, prodígios VITORIA SOBRE A MORTE, e até
de persistência e sofrimentos sob os mesmo sobre Satanás e o pecado.
quais a mais vigorosa natureza teria "Sempre entregues à morte" - essa
sucumbido". Outros servos do Senhor morte que está em nosso corpo mor-
também "manifestaram a vida de Jesus tal e muitos ataques diretos de morte
em sua carne mortal e baca enquanto como os que Paulo fala de suas "afli-
suportavam condiçóes que, comumen- çóes na Ásia" - mas é vitória sobre a
te, os teriam matado. A fraqueza física morte i medida em que trazemos a
estava lá o tempo todo, e bem eviden- "vida de Jesus", para que seja "mani-
temente, mas com ela estava uma festada em nossa carne mortal" -pois
energia vital supernatural em cujo "a morte já não tem domínio sobre
poder o trabalho era realizado. A Ele'"'.
energja supernatural é a V D A do
Homem Ressurreto, Jesus, comunica-
do a um membro do Seu corpo pelo
Espírito da Vida ..."
Este é o caminho mais profundo
da Cruz, o qual todos os que podem
beber do cálice com o qual o seu
Senhor foi batizado podem conhecer.
Cristo 'levou nossas enfermidades" -
portanto nós podemos ser curados.
Mas podemos ser levados a dizer assim Este artigo foi extraido do livro
como o apóstolo da Cruz: "como se "AU things new" de Jessie Penn Lewis.
morrendo, e eis que vivo". Por este Tradução da A.P.L.
EU ou CRISTO
D. L. Moody
a maturidade
TESOURO ABERTO
Deuteronômio 28: 12
Stephen Kaung
"Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado
para vos apresentar como uma virgem pura a um só esposo, que 6
3 B maturidade 33
Cristo. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua
astúcia, assim também sejam corrompidas as vossas mentes, e se apar-
tem da simplicidade e pureza devidas a Cristo (I1 Corintios 11 :2-3)
Nós, que somos rediidos pelo Senhor, comprados pelo sangue, somos
virgens aos olhos de Deus e devemos manter a nossa virgindade, nossa castida-
de diante dEle. Fomos desposados com Cristo e estamos esperando por Ele, por
aquele dia de uniáo matrimonial;mas, antesque esse dia chegue, como Wgensque
somos, devemos manter nossa virgindade para o Senhor. Não é alguma coisa fá-
cil. O inimigo, o mundo, o pecado, a carne, tudo tenta nos corromper e destruir
nossa castidade para com Deus; mas, graças a Deus, pois através de tudo isto
nós descobrimos que Deus é poderoso para nos guardar até o dia de Cristo. Atra-
v& de cada problema, de todos os tipos de tentaçóes, através da tempestade e
do mar rugidor, Deus 6 poderoso para guardar aqueles que sáo Seus.
Este Salmo é considerado como o Salmo de Lutero. Martinho Lutero, o
grande reformador, juntamente com seus companheiros, estava desejoso de sa-
crificar sua vida por causa do serviço do Senhor. Podemos pensar que ele e seus
companheiros certamente não conheciam temor algum e que não tinham ne-
nhum momento de desespêro pois possuíam coraçáo de "leóes"; mas, se bem co-
nhecemos os Sres humanos, temos que concluir que às vezes os seus corações
se abatiam. Quando isso acontecia, Lutero dizia ao seu companheiro Melan-
chthon, que era mais novo do que ele e foi o teólogo da reforma: "Vamos cantar
o Salmo 46." Lutero possuia uma tradução especial deste Salmo. Uma de suas
porções diz o seguinte:
A medida em que cantavam este Salmo seus espíritos eram elevados e eles
eram capazes de prosseguir no seMço de Deus de reforma.
Este Salmo é dividido em três partes, como prontamente podemos ver pois
cada uma delas termina com "Sela" que significa pausa ou descanso, náo algo
passivo, porém bastante ativo.
Primeira parte: do versiculo 1 ao 3 - A Tempestade
Segunda parte: do versiculo 4 ao 7 - O Segredo
Terceira parte: do versiculo 8 ao 11 - A Calma da Vitória
Quando as virgens começavam a entoar este cântico, cantavam com uma
declaração de sua fé, de sua plena confiança em Deus. O versiculo 1 diz: "Deus
34 A maturidade 7
é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulaçóes."
à maturidade 35
ção e as tentações nos pegam em armadilhas, o mundo nos seduz e o nosso ini-
migo, Satanás, nos ataca. Portanto é essencial que nós como crentes virgens,
habitemos e n Cristo permanecendo na cidade de refúgio. Enquanto fuermos
isto seremos preservados. Esta é a preservação dos santos.
No Velho Testamento o Sumo Sacertote morreria porque ele era um ser
humano; mas, no Novo Testamento o nosso Sumo Sacerdote nunca morre. A
Bíblia diz: "Por isso tamMm pode salvar totalmente os que por ele se chegam
a Deus, vivendo sempre para interceder por eles." (Hebreus 7:25). Graças a Deus
porque temos uma cidade de refúgio e um.Sumo Sacerdote que nunca morre.
Portanto convém a n6s que nunca deixemos a cidade de refúgio mas permaneça.
mos lá para sempre, habitando em Cristo. Se fuermos isto, descobriremos que
estamos a salvo das máos do inimigo. É desta forma que mantemos nossa Wgin-
dade, nossa castidade àquele Homem -Cristo.
"Deus é o nosso refúgio e fortale za..." Note que Ele é também a nossa
força. Em certo sentido, "refúgio" é negativo, mantendo-nos a salvo e nos pro-
tegendo do mal; mas, "força" é positivo. Nós não apenas podemos nos esconder
em Cristo e ser protegidos, mas nEle e por Ele n6s temos a força para vencer
nossos inimigos, e é isto que você encontrará em Romanos 8. Ao ler este capítn-
lo, o que você encontrará lá?
Quem nos separará do amor de Cristo?
Será tribulapo, ou angústia, ou perseguiçgo,
ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
Como está escrito: Por amor de ti, somos
entregues à morte o dia todo, fomos
considerados como ovelhas para o matadouro.
Em todas estas cousas, pordm, somos mais
que vencedores, por meio daquele que nos amou.
(Romanos 8:35-37)
& verdade que neste mundo nós temos tribulações; mas, o Senhor disse: "Eu
venci o mundo". EntXo, através dEle que nos amou, nós somos mais que ven-
cedores.
Observe I1 Coríntios capítulo 2, versículo 14: "Graças, porém, a Deus que
em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e, por meio de nós, manifesta em todo
lugar a fragrância do seu conhecimento." EM CRISTO SEMPRE NOS CONDUZ
EM TRIUNFO.. .
Fipenses 4, versículo 13 diz: "tudo posso naquele que me fortalece."
Portanto você pode ver que o nosso Senhor Jesus não 6 somente o nosso refúgio
onde podemos nos esconder e ser protegidos; mas, Ele é a nossa força e através
dEle que nos fortalece nós podemos todas as cousas. bgicamente existe o apren-
dizado da lição de que nada podemos sem Ele. Ao tentarmos fazer as cousas,
e várias vezes sermos derrotados, aprenderemos, então, isto; mas esta 6 apenas a
metade da lição. Se continuarmos dessa forma nos tornaremos muito passivos
pensando que não podemos fazer nada e portanto não fazemos nada. A outra
metade é: 'Tudo posso naquele que me fortalece" porque Ele é a minha força.
36 a maturidade
"... socorro bem presente na tribulaçgo." Deus náo nos prometeu que pas-
saremos por este mundo sem afliçóes, mas Ele prometeu ser um socorro nelas.
Uma irmã, Anie J. F l i t , escreveu um belo hino e um de seus versos diz:
Deus não prometeu
CBus sempre azuis,
Veredas ornadas de flores
Por toda a nossa vida.
Deus nZo prometeu
Sol sem chuva,
Gozo sem pesar,
Paz sem sofrimento.
à maturidade 37
Agora o pensamento comep a mudar. No versiculo 4 ao versículo 7 nos
é dito um segredo. Por que é que quando o mar está bramindo, as ondas esta0
se levantando e as montanhas estão tremendo você pode ter tal força e paz?
e dito:
Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das
moradas do Altissimo.
Deus está no meio dela: jamais será abalada;
Deus a ajudará desde antemanhã.
Agora muda a metáfora. Na primeira estrofe nós vemos que Deus é o nos-
so refúgio - nós estamos em Cristo e aprendemos a habitar ali para manter nos-
sa castidade a Ele. Na segunda estrofe não é apenas que estamos em Cristo, é
também Cristo em 116s. O rio está na cidade. Sem dúvids isto nos fala de algo
coletivo: seja porém coletivo ou individual, o significado 6 o mesmo. As virgens
a o a cidade de Deus.
Há um rio, a j a s correntes
alegram a cidade de Deus,
o santuário das moradas do Altissimo.
Ngo apenas habitamos nEle, mas também Ele habita em nós. Se habitamos
nEle e Ele em nós, entáo damos muito fruto. Realmente damos graças ooraue o
Espírito de Deus 6 esse rio de vida. Não há nenhum fim para o seu fluir. Ele nun-
ca é esgotado e quão satisfatórias são as suas águas. Aqui está o segredo: O Espí-
rito da vida está em nós individual e coletivamente e por causa disto Cristo habi-
ta em 116s. Como Ele habita em n6s, há um inesgotável suprimento de vida. A
vida traga toda a morte. Ela vence todas as coisas porque é a vida de ressurrei-
@O.
"Deus está no meio dela: jamais será abalada..." Se Deus 6 por n6s, quem
será contra nós? (Romanos 8:31). Ele É suficiente e essa vida vence todas as
cousas, de tal forma que é dito: "Deus a ajudará desde antemanha." É Verdade
que Ele permite até mesmo a negra noite vir, e algumas vezes nós temos que
passar por algumas experiências que são como morte. Da morte vem a ressurrei-
ção. A noite vai longe e a manhã se aproxima. Sem dúvida, a manhã nos fala da
ressurreição. Este é o segredo de vencer todas as cousas.
Vamos agora oihar para a Última estrofe.
Vide, contemplai as obras do Senhor,
que assolações efetuou na terra.
Ele põe termo à guerra at.4 aos c o n f i do mundo,
quebra o arco e despedaça a lança;
queima os carros no fogo.
Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus...
Quando estamos na tempestade, aprendemos o segredo da habitação do
espírito da vida em nós, e à medida em que aprendemos isto 116s entramos no
sossêgo. "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus." Sempre que vierem as tenta-
ções, angústias ou problemas, n6s tendemos a sair e lutar contra todas essas cou-
sas, porque sabemos que elas estão tentando nos afastar de Cristo. Ao lutarmos
tentando manter a nossa castidade a Deus, ficamos tensos e estressados, e há
então muita inquietude dentro de nós. Cedo descobrimos que não somos adver-
sários à altura. Nós falhamos. Quando a tempestade está devastando do lado de
fora, n6s somos devastados do lado de dentro. Somente quando aprendemos o
segredo de nos esconder em Cristo é que começamos a trazer o rio da vida dentro
em 116s. Entao o nosso empenho e a nossa luta cessarão e descansaremos em fé.
Nós nos aquietaremos e assistiremos Deus operar. Deus é Deus e Ele é poderoso
não apenas para governar, mas também para vencer todas essas situaçóes. Se n6s
à maturidade 39
PARA NOSSO
PROVEITO
A Bi'blia nos ensina que o Corpo de Cristo é a reunião dos fiéis. Essas pala-
vras são geralmente tomadas em seu sentido espiritual, ao passo que a Bíblia nos
questiona, explicitamente se não sabemos que os nossos corpos são membros de
Cristo. Da mesma forma, quando a Bíblia fala da habitaçzo do Espírito Santo ou de
Cristo, limitamos a sua presença ? parte
i espiritual do nosso ser, nossa alma w nosso
coração. No entanto a Bíblia diz expressamente: "Acaso não sabeis que o vosso cor-
po é santuário do Espirito Santo?" Quando a Igreja compreender que o corpo
também tem uma parte na redenção - a qual é por Cristo - pela qual ele deve
ser trazido de volta ao seu destino iricial, para ser o lugar de habitaçio do Espí-
rito Santo, para servir como Seu inst~mento,para ser santificado pela Sua pre-
sença, ela também reconhecerá toda a posiç%oque a cura divina tem na Bíblia e
nos conseihos de Deus.
A nar~açãoda criação nos conta que o homem é composto de três partes.
Primeiramente Deus Formou o corpo, do pó da terra, após o que, soprou nele
"o fôlego de vida". Assim, Ele levou sua própria vida, Seu Espírito, a entrar
nele. Por esta união, do Espirito com a matéria o homem se tornou uma "alma
vivente". A alma, que essencialmente é o homem, encontra o seu lugar entre o
corpo e o espírito; ela é o elo que os une. Pelo corpo, a alma se encontra em
relacionamento com o mundo externo; pelo espíiito, com o mundo invisível
e com Deus. Através da alma, o espírito pode sujeitar o corpo à ação dos pode-
res celestiais e, assim, espiritualizá-10. Através da alma, o corpo também pode
42 à maturidade
a@ sobre o espirito e atrai-lo para as coisas que são terrenas. A alma, sujeita
hs solicitações, tanto do espirito quanto do corpo, está em uma posição de esc*
iha entre a voz de Deus, falando pelo espírito, ou a voz do mundo, falando
através dos sentidos.
Esta união do espírito e do corpo formam uma cmbinaçao que é singular
na criaçzo: ela faz com que o homem seja ajóia da obra de Deus. Outras criatu-
ras já existiram, algumas eram como anjos, tudo espírito, sem qualquer corpo
material, e outras eram como os animais, somente carne, possuindo um corpo
animado, com uma alma viva, mas destituídos de espirito. O homem foi desti-
nado a mostrar que o corpo material, governado pelo espírito, era capaz de ser
transformado pelo pode1 do Espírito de Deus e sendo assim,levado a participar
da glória celestial.
Sabemos o que o pecado e Satanás têm feito com esta possibilidade de trans-
formação gradual. Por intermédio do corpo, o espírito foi tentado e se tornou
um escravo dos sentidos. Também conhecemos o que Deus fez para destmir a
obra de Satanás e realizar o propósito da criaçso.
"Para isto se manifestou o Filho deDeus, para destruir as obras do diabo."
(I Jo 3:8).
Deus preparou um corpo para Seu Filho: "Sacrifício e oferta não quizeste,
antes corpo me formaste" (Hb 10:s).
"E o Verbo se fez carne" (Jo 1 :14).
"Porquanto nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade".
(C1 2:9)
"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados",
(I Pe 2:24).
E agora Jesus, ressuscitado de entre os mortos, com um corpo tso livre do pe-
cado quanto Seu espírito e Sua alma, comunica aos nosso corpo a virtude do
Seu corpo glorificado. A ceia do Senhor é "a comunháo do corpo de Cristo"; e
nossos corpos são "membros de Cristo" (I Co 10:16; 6:lS; 12:27).
A fé nos coloca em possessão de tudo o que a morte de Cristo e a Sua ressur-
reição obtiveram para nós. E náo é somente em nosso espírito e nossa alma que a
vida do Jesus ressurreto manifesta sua presença aqui, mas é no corpo também
que ela age, de acordo com a medida da nossa fé.
"Acaso náo sabeis que o vosso corpo é santuário do Espirito Santo que está
em vós?" Muitos crentes imaginam que o Espírito Santo vem para habitar em
nosso corpo, assim como nós habitamos em uma casa. Mas não é assim. Eu pos-
so habitar em uma casa, sem que ela se tome parte do meu ser. Eu posso deixa
-Ia, sem sofrimento; não existe nenhuma união vital entre minha casa e eu. Náo
é assim com a presença de nossa alma e espírito em nosso corpo. A vida de uma
planta dá vida e anima cada uma de suas partes, e nossa alma não está limitada a
habitar em tal e tal parte do corpo, como, por exemplo, no coração ou na ca-
beça, mas penetra através dele, até mesmo à extremidade dos membros mais
I
inferiores. A vida da alma difunde-se por todo o corpo; a vida, por toda a parte,
comprova a presença da alma. I? da mesma forma que o Espírito Santo vem para I
l
A maturidade
habitar em nosso corpo. Ele penetra sua totalidade. Ele nos anima e nos possui
infinitamente, além do que podemos imaginar.
Da mesma forma que o Espírito Santo traz à nossa alma e ao nosso espírito,
a vida de Jesus, Sua santidade, Seu gozo, Sua força, Ele vem também para comu-
nicar ao corpo doente, toda a vigorosa vitalidade de Cristo, assim que amão de fé é
estendida para recebê-la. Quando o corpo está plenamente sujeito a Cristo, cru-
cificado com Ele, tendo renunciado a toda vontade própria e a toda independên-
cia, não desejando nada, senão ser o templo do Senhor, é ai então que o Espí-
rito Santo manifesta o poder de Salvador ressurreto no corpo. Somente então
podemos glorificar a Deus em nosso corpo, deixando-o em plena liberdade, para
manifestar ali o Seu poder, para mostrar que Ele sabe como estabelecer o Seu
templo, livre do domínio de enfermidade, pecado e Satanás.
O Corpo para o Senhor
"Os alimentos são para o estômago, e o estômago para os alimentos; mas
Deus destruirá tanto estes como aquele. Porém o corpo não é para impureza, mas
para o Senhor, e o Senhor para o corpo." (I Co 6:13)
Um dos teólogos mais eruditos disse que a corporeidade é o alvo dos cami-
nhos de Deus. E, verdadeiramente, o que Deus realizou ao criar o homem. É
isto que faz com que os habitantes do céu se maravilhem e admirem, quando
contemplam a glória do Filho. Vestido com um corpo humano, Jesus tpmou pa-
ra sempre o Seu lugar no trono de Deus, para participar da Sua glória. E isto que
Deus desejava. E será reconhecido naquele dia em que a humanidade regenerada,
formando o corpo de Cristo, for verdadeira e visivelmente o templo do Deus
vivo (I1 Co 6: 16); e quando toda a criação, no novo céu e nova terra, comparti.
ihar a glória dos fdhos de Deus. O corpo material será então plenamente santifi-
cado, glorificado pelo Espírito; e este corpo, assim espiritualizado, será a mais
alta glória do Senhor Jesus Cristo e de Seus redimidos.
É antecipando esta nova condição das coisas, que o Senhor atribui grande
importância à habitação e santificação de nossos corpos, aqui na terra, pelo Seu
Espírito. Esta verdade é tão pouco entendida pelos crentes, que ainda menos
eles buscam o poder do Espírito Santo em seus corpos. Muitos deles, também,
crendo que este corpo Ihes pertence, usam-no como Ihes apraz. Não compreen-
dendo o quando depende do coipo a santificação da alma e do espírito, eles não al-
cançam todo o significado das palavras: "O corpo é para o Senhor", de forma a
recebê-las em obediência.
"O corpo é para o Senhor". O que significa tal afirmação? O apóstolo aca-
bou de dizer: "Os alimentos são para o estômago, e o estômago para os alimen-
tos; mas Deus destruirá tanto estes como aquele". Comer e beber proporcionam
ao crista0 uma oportunidade de cumprir esta verdade: "O corpo é para o
Senhor." Ele deve, verdadeiramente, aprender a comer e a beber para a glória de
Deus. Foi através do ato de comer que o pecado e a queda vieram. Foi também
através desse ato que o diabo procurou tentar ao nosso Senhor. Assim, o pró-
44 à maturidade
prio Jesus santificava Seu corpo, comendo somente segunao a vontaae de >eu
Pai (Mt 4:4). Muitos crentes falham em vigiar seus corpos, em observar uma
santa sobriedade através do temor de tomá-lo inadequado para o serviço de
Deus. Comer e beber nunca deveriam impedir a comunhão com Deus; seu alvo é,
ao contrário, facilitá-la por manter o corpo em sua condição normal.
O apóstolo também faia de fomicaç%o,este pecado que corrompe o corpo,
e que está em oposição direta As palavras: "O corpo é para o Senhor". O signifi-
cado aqui não é simplesmente devassidão, fora do estado matrimonial, mas
também nesse estado; toda voluptuosidade, toda falta de sobriedade, de qual-
quer tipo, é condenada nessas palavras: "Vosso corpo é santuário do Espirito
Santo" (I Co 6: 19). Da mesma forma, tudo o que é feito para manter o corpo -
para vesti-lo, fortalecê-lo. dar-lhe descanso através do sono, ou proporcionar-lhe
diversão - deve ser colocado sob o controle do Espirito Santo. Assim como sob
a Velha Aliança, onde o templo era c o n s t ~ í d oexclusivamente para Deus e pera
o Seu serviço, assim também o nosso corpo foi criado para o Senhor, e para Ele
somente.
Um dos principais benefícios da cura divina será nos ensinar que o nosso
corpo deve ser libertado do jugo da nossa vontade própria, para se tomarproprie-
dade do Senhor. Deus náo concede cura em resposta às nossas oraçbes, até que
Ele tenha alcançado o fm pelo qual Ele permitiu a doença Ele deseja que esta
disciplina possa nos trazer a uma mais intima comunhão com Ele; Ele nos faz
entender que temos considerado nosso corpo como sendo nossa propriedade,
quando ele pertence ao Senhor, e que o Espirito Santo busca santificar todas as
suas açóes. Ele nos leva a entender que se rendermos o nosso corpo, sem reservas,
à influência do Espirito Santo, experimentaremos o Seu poder em nós, e Ele nos
curará ao trazer ao nosso corpo a própria vida de Jesus; em resumo, Ele nos leva
a dizer com plena convicçãõ: "O corpo é para o Senhor".
Existem crentes que buscam a santidade, mas somente para a alma e para o
espírito. Em sua ignorância eles se esquecem de que o corpo e todos os seus sis
temas nervosos, que a mão, os ouvidos, os olhos, a boca, são chamados para
testificar diretamente da presença e da graça de Deus neles. Eles não têm com-
preendido essas palavras suficientemente: ''vossos corpos são membros de Cris
to". "Se pelo Espirito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis"
(I Co 6:15; Rm 8:13).
"O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e
corpo, sejam ~ 0 n ~ e r v a díntegros
0~ e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor
Jesus Cristo". (I Ts 5:23)
6,que renovação nos acontece quando, pelo Seu próprio toque, o Senhor
cura os nossos corpos, quando Ele toma posse deles, e quando, pelo Seu Espí-
rito, Ele se torna vida e saúde para eles!
É com uma indescritivel consciência de santidade, de temor e de gozo, que
o crente pode oferecer seu corpo como um sacrifício vivo, para receber a cura,
e ter como sua legenda essas palavras: "O corpo é para o Senhor".
B maturidade 45
O Senhor para o Corpo
"Porém o corpo não é para a impureza, mas para o Senhor, e o Senhor
para o corpo". (I Co 6:13)
46 ti maturidade
ta: "Ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me f m o u nas minhas alturas. Ele
adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braçosvergaram
um arco de bronze." (SI 18:33-34)
E novamente nessas palavras: "O Senhor é a força da minha vida" (SI 27:1),
ele não somente quer mencionar o homem espiritual mas o homem em sua totali-
dade.
Muitos crentes têm experimentado que a promessa: "Aqueles que esperam
no Senhor renovam as suas forças" (1s 40:31), toca o corpo, e que o Espírito
Santo aumenta a força física.
Mas é especialmente na cura divina que nós vemos a verdade dessas pala-
vras: "O Senhor é para o corpo". Sim, Jesus o soberano e misericordioso Cura-
dor, está sempre pronto para salvar e curar.
Alguns anos atrás, havia na Suíça uma jovem com tuberculose e próxima da
morte. O médico havia aconseihado que ela fosse para um clima mais ameno,
mas ela estava muito fraca para fazer a viagem. Ela aprendeu que Jesus 6 Aquele
que cura a doença Ela creu nas boas novas e, uma noite, enquanto pensava nes
te assunto, pareceu à ela que o corpo do Senhor se aproximou e que ela deve-
ria tomar essas palavras literalmente: "Seu corpo para o nosso corpo". Deste
momento em diante ela começou a melhorar. Algum tempo após elacomeçou a
realizar leituras bíblica e, mais tarde, se tomou uma obreira muito abençoada
para o Senhor, entre as mulheres. Ela aprendeu a entender que o Senhor é para
o corpo.
Querido enfermo, o Senhor tem lhe mostrado, através da doença, que p e
der o pecado tem sobre o corpo. Pela sua cura Ele também lhe mostra o poder
da redenção do corpo. Ele o chama para mostrar-ihe aquilo que você não tem en-
tendido até agora: que "o corpo 6 para o Senhor". Portanto, dê-lhe o seu corpo.
Dê-o ? Ele
i com a sua doença e com o pecado, o qual é a fonte originária da en-
fermidade. Creia sempre que o Senhor tem cuidado deste corpo e que manifes
t a h com poder que Ele, realmente, é o Senhor que é para o corpo.
O Senhor, que tomou sobre Si mesmo um corpo aqui na terra e o regenerou;
do mais alto céu, onde Ele está agora, vestido com o Seu corpo glorificado, nos
envia a Sua força M a , desejando assim manifestar o Seu poder em nosso cor-
po.
É a Doença uma Disciplina?
"Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que
dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos
condenados com o mundo".
(1 Co 11:30-32)
h maturidade 47
Deus, uma disciplina para o pecado. Paulo vê que isto é uma verdadeira discipli-
na, uma vez que ele fala posteriormente: "disciplinados pelo Senhor" e acrescen-
ta que é para impedir que eles caiam em pecado ainda profundo; para preveni-
10s de serem "condenados com o mundo" é que estão, desta forma, sendo afligi-
dos Ele os adverte de que, se não fossem julgados, nem disciplinados pelo
Senhor; que se por tal exame eles descobrissem a causa da doença e condenassem
seus pecados, o Senhor não mais necessitaria exercitar severidade. Não é eviden-
te, que aqui a doença é um julgamento de Deus, uma disciplina para o pecado,
e que nós podemos evitá-la examinando e julgamento a nós mesmos?
Sim, a doença e,' mais frequentemente do que cremos, um julgamento, uma
disciplina para o pecado. Deus "não aflige nem entristece de bom grado os fuhos
dos homens" (h 3:33). Não é sem uma causa que Ele nos priva de saúde. Tal-
vez possa ser para nos tomar atentos a algum pecado que podemos reconhecer.
"Não peques mais, para que não te suceda cousa pior." (Jo 5: 14). Ou tslvez,
porque os fuhos de Deus tenham sido enredados em orgulho e mundanismo; ou
pode ser que a auteconfiança, ou capricho, tenha sidomisturada com o seu ser-
viço para Deus. I? ainda bastante possível que a disciplina não seja direcionada a
nenhum pecado em particular, mas que possa ser o resultado da predominância
do pecado, que pesa sobre toda a raça humana. Quando, em João 9:3, no caso
do homem cego de nascença, os discípulos perguntaram ao Senhor: "Mestre,
quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?" e Ele lhes respondeu:
"Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras
de Deus", Ele, de forma alguma, disse não haver relacionamento entre o pecado
e a enfermidade, mas Ele nos ensina a não acusarmos cada pessoa doente, de
pecado.
Em qualquer caso, a doença é sempre uma disciplina que deve despertar a
nossa atenção para o pecado, e nos fazer desviar dele. Portanto, uma pessoa
doente deve começar julgando, ou discernindo a si mesmo (I Co 11:31); c o l e
candase diante de Seu Pai celestial com um desejo sincero de ver qualquer coisa
que possa tê-lo entristecido, ou que possa ter tomado a disciplina necessária
Fazendo assim, ele certamente pode contar com a luz do Espírito Santo, que cla-
ramente lhe mostrará a sua falha. Que ele esteja pronto para, de uma vez por t e
das, renunciar ao que puder discemir, e se colocar ? disposiçãodo
i Senhor para
seivi-10 em perfeita obediência; mas que ele não imagine que pode conquistar
o pecado pelos seus próprios esforços. Não, isto lhe é impossivel. Mas que ele
possa, com toda a força da sua vontade, estar ao lado de Deus em renunciar
ao que for pecado aos Seus olhos, e que ele creia que é aceito por Ele. Proceden-
do assim, ele estará entregando a si mesmo, consagrando-se de forma nova à
Deus, desejando fazer somente a sua santavontade, em todas as coisas.
As Escrituras nos asseguram que se assim examinamos a nós mesmos, o Se-
nhos não nos julgará. Nosso Pai somente disciplina Seus fihos i medida do ne-
cessário. Deus busca nos livrar do pecado e do "eu"; táo logo O entendemos e
rompemos com essas coisas, a doença pode cessar; ela já cumpriu o seu seiviço.
Nós precisamos chegar a ver o que a doença significa, e reconhecer nela a disci-
48 B maturidade
plina de Deus. Alguém pode reconhecer vagamente que comete pecados, en-
quanto que raramente tenta definir o que eles são; ou se o faz, essa pessoa pode
não crer que é possível abandoná-los; e se ela decide renunciara eles, pode falhar
em confiar que Deus porá um fun à disciplina. E, no entanto, quão gloriosa é a
segurança que as palavras de Paulo nos dá aqui!
Querido enfermo, você entende que o seu Pai celestial tem algo para repre
var em você? A sua doença ajudá-leá a descobrir tal coisa, e o Espírito Santo
o guiará na procura Então, renuncie de uma vez ao que Ele apontar. Você não
pode permitir que a menor sombra permaneça entre o seu Pai e você. É a Sua
vontade perdoar os seus pecados e curar a sua enfermidade. Em Jesus nós temos,
tanto o perdão, quanto a cura; eles são dois aspectos da Sua obra redentora Ele
o chama para viver uma vida de dependência nEle, em um grau maior do que tem
sido até agora Abandone-se, então, nEle, em completa obediência, e ande, daqui
em diante, como um pequenino, seguindo os Seus passos. E com alegria que seu
Pai celestial o livrará da disciplina, que Ele revelará a Si mesmo a você, como o
seu Curador, que Ele o trará mais perto dEle por esse novo laço do Seu amor,
que Ele o fará obediente e fiel em seM-10.
Se, como um Pai sábio e fiel, Ele tem sido obrigado a discipliná-lo, é tam.
bém como um Pai que Ele deseja a sua cura, e que ele deseja abençoá-lo e guardá-
lo daqui em diante.
Obediência e Saúde
"Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou, e disse: Se ou-
vires atento a voz do Senhor teu Deus, e fneres o que é reto diante dos
seus olhos, e deres wdvido aos seus mandamentos, e guardares todos os
seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre
os egípcios; pois eu sou o Senhor que te sara"
(6x 15:25,26)
Foi em Mara que o Senhor deu ao Seu povo esta ordenança. Israel acabara
de ser iiberto do jugo d o Egito quando a sua fé foi colocada à prwa no deserto,
pelas águas de Mara. Foi após haver adoçado as amargas águas, que o Senhor p r e
meteu que não colocaria sobre os f f i o s de Israel qualquer uma das doenças que
havia trazido sobre os egipcios, por todo o tempo em que eles O obedecessem.
Eles seriam expostos a outras provas, eles poderiam, eventualmente, passar neces-
sidade de pão e de água, eles teriam que lutar com poderosos inimigos e encon-
trariam grandes perigos; todas estas coisas poderiam vir sobre eles, a despeito da
sua obediência, mas a doença não poderia tocá-los. Em um mundo ainda sob o
poder de Satanás, eles poderiam ser um alvo de ataques exteriores, mas os seus
corpos não seriam oprimidos pela doença, pois Deus os havia livrado dela. Não
disse Ele: "Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus... nenhuma enfermida-
de virá sobre ti, das que enviei sobre os egipcios; pois eu sou o Senhor que te
sara"?
a maturidade 49
E novamente em outro lugar: "SeMreis ao Senhor vosso Deus ... e tirará
do vosso meio as enfermidades" (fix 23:25; ler também Lv 26:14, 16; Dt 7:15,
23; 28:15-61).
Isto chama a nossa atençáo para uma verdade de grande importância: O
relacionamento íntimo que existe entre a obediência e a saúde; entre a santi-
ficação, que é a saude da alma, e a cura divina, que assegura a saúde do corpo
- ambos são incluídos na salvação que vem de Deus. É digno de nota que, em
várias línguas, essas três palavras - salvaçáo, cura e santificação . sáo derivadas
da mesma raiz e apresentam o mesmo pensamento fundamental. (Por exem-
plo, o alemão Heil, a salvação; HeiZung, cura; Heilichung, santificaçáo). Salvação
é a redençáo que o Salvador obteve para nós; saúde é a salvação do corpo, que
também vem a nós do Divino Curador e, finalmente, santificação nos lembra que
a verdadeira salvação e a verdadeira saude, consistem no ser santo como Deus é
santo.
Portanto, é dando saúde para o corpo e santificação para a alma, que Jesus é
realmente o Salvador do Seu povo.
Nosso texto claramente declara o relacionamento que existe entre a santi-
dade de vida e a cura do copo. As expressões que confirmam isto parecem ser
propositadamente multiplicadas: "Se ouvires atento ... e fneres o que é reto...
e deres ouvido ... e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade
virá sobre ti".
Aqui nós temos a chave para toda a verdadeira obediência e santidade.
Nós sempre achamos que conhecemos bem a vontade de Deus, revelada em
Sua Palavra; mas por que é queeste conhecimento nâo traz obediência? E que
para obedecermos, nós precisamos começar dando atenção. "Se ouvires aten-
to a voz do Senhor teu Deus... e deres ouvido ..." Uma vez que a vontade de
Deus me alcança, através da leitura de um livro, ela pode ter apenas um pequeno
poder em mim, enquanto que se eu entrar em direta comunhão com Deus, e
ouvir a Sua voz, Seu mandamento é estimulado com um vivo poder, para faci-
litar a sua realização. Cristo é a Palavra viva e o Espírito Santo é a Suz voz.
Ouvir a Sua voz significa renunciara toda a nossa vontade própria e sabedoria,
fechar os ouvidos para qualquer outra voz, de tal maneira a não esperar nenhuma
outra direçáo, senão aquela do Espírito Santo. Alguém que é rediiido é como
um servo ou uma criança, que precisa ser direcionado; ele sabe que pertence
completamente Deus e que todo o seu ser, espírito, alma e corpo, deve glorifi-
car a Deus.
Mas ele é igualmente consciente de que isto está acima de sua força, e que
ele precisa receber, hora após hora, a direção que necessita Ele sabe também que
o mandamento divino, enquanto for uma letra morta para ele, não pode lhe c@
! municar força e sabedoria e que somente quando ele atentamente der ouvidos,
i irá obter a força desejada. Portanto, ele assim ouve e aprende a obsetvar as leis
de Deus. Esta vida de atenção e açáo, de renúncia e de cnicificação, constitui
umavida santa Primeiramente o Senhor nos traz a isto pela doença, e nos faz en-
tender aquilo que nos falta;e entáo, também pelacura, que chama a alma para esta
I 50 à maturidade
vida de continua atenção i voz de Deus
Muitos cristãos não vêem na cura divina algo mais do que uma temporária
bênçáo para o corpo, enquanto que, na promessa do nosso santo Deus, a sua
fmalidade é nos tomar santos.
O chamado à santidade soa diariamente mais forte e claro na Igreja. Mais e
mais crentes estão chegando a entender que Deus quer que eles sejam como
Cristo; e o Senhor está novamente começando a fazer uso da Sua virtude curado-
ra, buscando assim nos mostrar que, ainda em nossos dias, o Santo de Israel é
"o Senhor que te cura", e que é a Sua vontade guardar a Seu povo, tanto na saú-
de do corpo, como na obediência.
Que aquele que procura pela cura de Senhor, a receba com alegria. Não é
uma obediência legal que lhe é requerida, uma obediência que dependa da sua
força Não, ao contrário, Deus ihe pede o abandono de uma pequenina criança,
a atençáo que dá ouvios e consente em ser guiada. E isso que Deus espera dessa
pessoa, e a cura do corpo será resposta a esta fé como de uma criança. O Senhor
revelar-se-á a ela como o poderoso Salvador, que cura o corpo e santifica a alma.
CINCO COROAS
h maturidade