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Judas - em Defesa Da Fé - Parte 3

Judas utiliza três exemplos históricos - os israelitas incrédulos no deserto, os anjos caídos e os cidadãos de Sodoma e Gomorra - para ilustrar o julgamento divino sobre a desobediência a Deus. Ele enfatiza que a incredulidade leva à insubmissão e, por fim, à imoralidade, alertando os crentes a manterem sua fé na Palavra de Deus. A mensagem central é que a rejeição da autoridade divina resulta em condenação inevitável.

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Judas - em Defesa Da Fé - Parte 3

Judas utiliza três exemplos históricos - os israelitas incrédulos no deserto, os anjos caídos e os cidadãos de Sodoma e Gomorra - para ilustrar o julgamento divino sobre a desobediência a Deus. Ele enfatiza que a incredulidade leva à insubmissão e, por fim, à imoralidade, alertando os crentes a manterem sua fé na Palavra de Deus. A mensagem central é que a rejeição da autoridade divina resulta em condenação inevitável.

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JUDAS – EM DEFESA DA FÉ – PARTE 3

ELUCIDAÇÃO

• Antes de Judas continuar com sua descrição dos falsos mestres e anunciar a
condenação vindoura, ele se volta para a história e oferece três exemplos do
julgamento divino.

• Judas menciona os incrédulos israelitas no deserto, os anjos caídos e os cidadãos


de Sodoma e Gomorra.

• Nessas três ocasiões, Judas enfatiza o tema da desobediência e rebelião contra


Deus, o que leva inevitavelmente à condenação.

A. ISRAEL - INCREDULIDADE

(v.5) Embora vocês já estejam cientes de tudo de uma vez por todas, quero
lembrar-lhes que Jesus, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito,
destruiu, depois, os que não creram.

• Judas elogia os crentes por seu conhecimento das Escrituras do Antigo


Testamento.

• O primeiro exemplo é tirado da história de Israel, quando o Senhor agiu e “libertou


seu povo do Egito”. Deus considerava Israel seu povo especial. Através de muitos
milagres, ele tirou a nação do Egito e libertou seu povo da escravidão.

• Judas lembra seus leitores de que todas as pessoas que estavam com 20 anos
de idade ou mais, e não creram, morreram no deserto.

• De acordo com Números 1.45,46, todos os homens que tinham 20 anos ou mais
passavam de 603.550. Se acrescentarmos um número igual de mulheres, então,
aqueles que morreram no deserto a caminho de Canaã foram por volta de
1.207.100 pessoas, e se dividirmos o número total de pessoas pelo número de dias
dos 38 anos de viagem para Canaã depois que Deus proferiu a pena de morte,
chegamos ao número assustador de quase 90 mortes por dia (ver Dt 2.14,15).
• O povo israelita testemunhou muitos e maravilhosos milagres que possibilitaram
sua libertação da escravidão. Ainda assim, esse povo se recusou a confiar na
liderança visível de Deus. Ao rejeitar a orientação que Deus ofereceu,
experimentou a ira de Deus. Essa ira expressou-se através de castigos severos:
muitos israelitas pereceram no deserto.

* * * A mensagem é: não pare de crer na Palavra de Deus; não siga o que seus
olhos ou seu coração dizem, especialmente se eles contradizem a revelação de
Deus na Bíblia; não se paute pelos apelos da carne, do mundo ou do diabo.
Mantenha a sua fé na Palavra de Deus.

B. ANJOS - INSUBMISSÃO

(v.6) E a anjos — os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram
o seu próprio lugar — ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o
juízo do grande Dia.

• O diabo e seus anjos não se contentaram com o limite de autoridade concedido


a eles no céu. Rebelaram-se contra Deus. Insurgiram-se contra o Criador.
Insubmissos, foram lançados no inferno (Ez 28.12-17; Lc 10.18; Ap 12.7-10).
Acorrentados, aguardam agora o dia de seu julgamento final (Is 24.21-22).

• Na opinião de muitos comentaristas, os anjos deixaram sua posição de autoridade


e vieram para a terra a fim de se casarem com mulheres:

(Gn 6.2) os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram bonitas e tomaram
para si mulheres, aquelas que, entre todas, mais lhes agradaram.

• Ou seja, na ocasião em que os anjos (“filhos de Deus”) se casaram com as “filhas


dos homens”, eles geraram gigantes e corromperam a terra

(Gn 6.4). Naquele tempo havia gigantes na terra, e também depois, quando os
filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Estes
foram valentes, homens de renome, na antiguidade.
• A objeção a essa interpretação é que Primeiro, porque anjos não se casam nem
se dão em casamento; são assexuados (Mt 22.30). Segundo, porque lá em
Gênesis 6, quando se fala dos “filhos de Deus”, a referência que se faz é à
descendência piedosa de Sete; e “as filhas dos homens”, uma alusão à
descendência corrompida de Caim.

• As Escrituras porém, não revelam como esses anjos perderam a sua posição. É
possível também supor que eles tenham se recusado a obedecer às ordens de
Deus, pois queriam ser iguais a ele.

(Gn 3.5) Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerem, os olhos de vocês
se abrirão e, como Deus, vocês serão conhecedores do bem e do mal.

(Lc 4.6) E disse: — Eu lhe darei todo este poder e a glória destes reinos, porque
isso me foi entregue, e posso dar a quem eu quiser.

• “ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia.”.
Não devemos interpretar esse texto como uma afirmação de que os anjos caídos
estão aprisionados em um determinado lugar. Se esse fosse o caso, o mundo não
seria perturbado por demônios.

• A imagem que Judas transmite é a de que os anjos rebeldes estão vivendo em


trevas espirituais e estão acorrentados à sua sentença de julgamento divino, da
qual jamais podem escapar.

* * * A mensagem para nós é clara. Sempre que nos sucumbimos à tentação de


viver de forma autônoma, fazendo o que quisermos, rejeitando a autoridade de
Deus expressa na Palavra, removendo qualquer noção de autoridade sobre nós,
estamos travando guerra contra o Céu e corremos risco de sermos julgados.

C. SODOMA E GOMORRA - IMORALIDADE

(v.7) Igualmente Sodoma, Gomorra e as cidades vizinhas, que também se


entregaram à imoralidade e adotaram práticas contrárias à natureza, foram postas
como exemplo do castigo de um fogo eterno.
a. Ao longo do Antigo e do Novo Testamentos as cidades de Sodoma e Gomorra
se destacam como símbolos de imoralidade e são conhecidas por causa de sua
destruição definitiva pelo fogo e enxofre.

• Os habitantes de Sodoma e Gomorra, literalmente, “se entregaram à imoralidade


e adotaram práticas contrárias à natureza [outra carne]”. Tratava-se de adultério,
prostituição, zoofilia, homossexualidade e de todo tipo de imoralidade ou perversão
sexual.

• Sobre os pecados de Sodoma, mais tarde, Ezequiel, inspirado por Deus, falou:

(Ez 16.49-50) Sodoma cometia os pecados de orgulho, glutonaria e preguiça,


enquanto os pobres e necessitados sofriam. Era arrogante e cometia pecados
detestáveis, por isso eu a exterminei, como você viu.

• Portanto, quando os homens de Sodoma estavam interessados em relações


sexuais com homens, perverteram a ordem criada para a relação natural, ou seja,
os homens de Sodoma não desejavam mulheres, ao invés disso, esses homens
exigiam relações homossexuais com os homens que estavam visitando Ló.

c. Castigo. No versículo 7, Judas comenta que os habitantes de Sodoma e


Gomorra “servem de exemplo daqueles que sofrem o castigo do fogo eterno”.

• Desde que o fogo e o enxofre destruíram aquela área, Sodoma e Gomorra


tornaram-se símbolos equivalentes da ira de Deus para com o pecado”.

• Judas liga a destruição permanente de Sodoma e Gomorra e das cidades


circunvizinhas com o castigo do “fogo eterno” que aguarda as pessoas que se
recusam a obedecer a Deus e escolhem desobedecer a ele.

* * * Alguma coisa sempre terá autoridade sobre você. Se não for a revelação da
Palavra de Deus, terá autoridade sobre você os seus desejos, as suas inclinações,
os seus sonhos, a cultura subjetiva e existencialista na qual estamos inseridos etc.
Submeta-se à Palavra de Deus. Faça da Palavra a fonte de autoridade sobre sua
vida e vocação.
CONCLUSÃO

• Pois bem, o pecado de Israel foi a incredulidade, dos anjos a insubmissão e de


Sodoma e Gomorra a imoralidade.

• A cronologia dos fatos seria esta: primeiro os anjos, depois Sodoma e Gomorra
e, por fim, Israel no deserto.

• Judas, no entanto, coloca primeiro Israel, depois os anjos e, por fim, Sodoma e
Gomorra. Por quê? O que esta ordem dos fatos pode estar nos dizendo?

• Parece-nos que Judas quer mostrar que tudo começa com a incredulidade na
fonte de revelação de Deus (a Palavra); o que, então, dá lugar à insubmissão;
finalmente, produz imoralidade. Sim, exatamente nesta ordem: não se crê na
Palavra, torna-se autônomo e insubmisso, chegando-se à imoralidade e à
devassidão.

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