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Aviao Sem Asa

O documento narra a dor e o luto de uma jovem chamada Lucy após a morte de sua mãe, enquanto ela enfrenta a incerteza sobre seu futuro e a possibilidade de viver em um lar temporário. A narrativa explora suas memórias sobre a ausência do pai e a luta da mãe para criá-la. Lucy tenta se manter forte, mesmo diante da perda devastadora e da necessidade de buscar apoio.

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Aviao Sem Asa

O documento narra a dor e o luto de uma jovem chamada Lucy após a morte de sua mãe, enquanto ela enfrenta a incerteza sobre seu futuro e a possibilidade de viver em um lar temporário. A narrativa explora suas memórias sobre a ausência do pai e a luta da mãe para criá-la. Lucy tenta se manter forte, mesmo diante da perda devastadora e da necessidade de buscar apoio.

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Avião Sem Asa.

Para minha melhor amiga,


Que sempre me ajudou a não ver o pior lado
das coisas.

1.
1
8 Anos Atrás.

Não.
– Você precisa se acalmar, querida.
Como vou me acalmar sabendo que minha mãe acabou de morrer?
Não pode ser.
– Ela estava bem há alguns dias – disse com lágrimas já me tomando por
completo. – Como isso aconteceu?
A enfermeira suspirou.
– Eu sei. Eu prometi para você que ficaria de olho no quadro dela, e assim fiz,
mas quando piorou infelizmente não pude fazer nada. Ela se rendia cada vez
mais. – ela tocou no meu ombro. – Olhe para mim.
Eu estava completamente tomada pelo luto, mas ainda sim olhei para ela, com
os olhos marejados.
– Meu bem. – ela limpou uma das lágrimas que escorriam pela minha bochecha.
– Sinto tanto.
Ela deu um pequeno sorriso como forma de consolo, e isso foi de cortar o
coração, por quê é o mesmo que minha mãe dá.
Ou dava. Eu precisava fugir dali. Precisava de um tempo sozinha.
Pare de bobeiras, você precisa da sua mãe. Mais uma vez fui atacada pela
minha mente.
– O que vai acontecer comigo? – foi a primeira coisa importante que me veio à
cabeça.
Meu pai havia ido embora. Ele não deixou rastros. Minha mãe nunca me disse
nada sobre ele em nenhum momento, mesmo que eu já tivesse pedido milhões
de vezes. Ela dizia que meu pai era “complicado demais” para mim. Confesso
que nunca me importei de verdade com meu pai, porque se ele se importasse
comigo, iria estar aqui.
– Lar temporário. Sabe o que é?
Balancei a cabeça em negação.
– É uma casa onde você mora com uma família até você fazer 18 anos.
Parece bom. Talvez você devesse tentar, não é?
– Eles vão me amar?
– Eu espero muito que sim, querida. – antes de se virar e me deixar sozinha no
saguão do hospital, ela acenou. – Preciso ir ver outros pacientes. Espere aqui,
ok?
Preciso daquele lar temporário para bancar meus estudos. Eu não posso me dar
ao luxo de chorar agora, eu preciso comer, dormir, e logo depois ir atrás de lares
temporários.
Pego dois dólares e peço um capuccino na máquina de café.
– Você é muito inteligente. Tem 17 anos, certo? Prazer Lucy, sou a Diana –
disse uma jovem mulher. Ela era extremamente elegante, mas não foi isso que
me chocou.
– Como sabe meu nome?

2
– Bom, além de estar no seu crachá de visitante... – ela apontou para ele. – Sou
do conselho tutelar. E aliás, sinto muito pela sua perda.
Ela me fez lembrar que eu havia acabado de perder minha mãe.
– Tudo bem, eu estou bem. – Menti.
Ela arrumou uma mecha de cabelo, que estava rebelde em meu penteado.
– Ninguém fica bem depois de perder um ente querido, anjo. – ela abaixou. –
Principalmente quando é a mãe.
Eu me rendi.
Eu estava de volta à quando tinha 2 anos e via o meu pai ir embora sem nem
olhar para trás. Mas existe uma grande diferença entre ele e minha mãe. Ele nem
sequer me deu amor, estava sempre em casas de shows e boates com as suas
mulheres, enquanto a minha mãe ficava em casa lutando para me criar e
fingindo que não via o meu pai chegar em casa bêbado e com cheiro de bebida.
-- Ei. –

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