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2025.05.12 - APOSTILA Princípios Universais Do Design

A apostila aborda os princípios universais de design aplicáveis à engenharia de produto, incluindo a Regra 80/20, acessibilidade, operabilidade, simplicidade, tolerância a erros, efeito estético-usabilidade, affordance, alinhamento, antropomorfismo e arquétipos. Cada princípio é descrito com exemplos práticos e suas aplicações na engenharia de produto, destacando vantagens e desvantagens. O documento enfatiza a importância de um design centrado no usuário para melhorar a experiência e a eficácia dos produtos.

Enviado por

Lucas Magalhães
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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A apostila aborda os princípios universais de design aplicáveis à engenharia de produto, incluindo a Regra 80/20, acessibilidade, operabilidade, simplicidade, tolerância a erros, efeito estético-usabilidade, affordance, alinhamento, antropomorfismo e arquétipos. Cada princípio é descrito com exemplos práticos e suas aplicações na engenharia de produto, destacando vantagens e desvantagens. O documento enfatiza a importância de um design centrado no usuário para melhorar a experiência e a eficácia dos produtos.

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📘 APOSTILA – UNIVERSAL PRINCIPLES OF DESIGN

Disciplina: ENG430 – Engenharia de Produto


Instituição: Universidade Federal da Bahia – UFBA
Professor: Lucas Magalhães

1. Regra 80/20 (Princípio de Pareto)


Descrição: O Princípio 80/20, também conhecido como Regra de Pareto, indica
que aproximadamente 80% dos efeitos vêm de apenas 20% das causas. Na
engenharia de produto, isso significa que uma pequena parte das
funcionalidades de um produto é responsável pela maior parte de seu valor
percebido e uso real.

Exemplo prático:

• Microsoft Word: apesar de ter dezenas de funcionalidades, cerca de 80% dos


usuários usam apenas recursos básicos como “negrito”, “copiar/colar” e “salvar”.

• Amazon: 80% do faturamento vem de 20% dos produtos mais vendidos


(geralmente best-sellers e eletrônicos).

• Produção industrial: frequentemente, 20% das máquinas causam 80% dos


atrasos quando analisamos paradas não planejadas.

Aplicação em Engenharia de Produto: Identificar os 20% de funcionalidades


mais usadas permite priorizar melhorias e simplificar a experiência do usuário.

Vantagens:

• Foco em funcionalidades essenciais, evitando desperdícios.

• Redução de custos e tempo de desenvolvimento.

• Melhoria contínua baseada em dados reais de uso.

Desvantagens:

• Pode negligenciar funcionalidades relevantes para nichos específicos.

• Risco de dependência excessiva de métricas passadas.


• Dificuldade de identificar os 20% mais relevantes em produtos muito novos ou
inovadores.

2. Acessibilidade
Descrição: Refere-se ao design inclusivo que permite o uso do produto por todas
as pessoas, independentemente de limitações físicas, sensoriais ou cognitivas.
Um bom design acessível considera múltiplas formas de interação, percepção e
entendimento.

Exemplo prático:

• Natura: algumas embalagens trazem descrições em braille para pessoas com


deficiência visual.

• Apple e Google: oferecem sistemas operacionais com leitores de tela, legendas


automáticas e ajustes de contraste e tamanho de texto.

• Elevadores em shoppings: botões com números em braille e sinalização


sonora.

Aplicação em Engenharia de Produto: Criar produtos que possam ser utilizados


por um público mais amplo, incluindo idosos, pessoas com deficiência e usuários
com baixa alfabetização digital.

3. Operabilidade
Descrição: A operabilidade trata da facilidade de operação de um produto por
qualquer pessoa, independentemente de suas habilidades motoras. Um design
operável exige o mínimo de esforço e movimentos precisos para funcionar
corretamente.

Exemplo prático:

• Terminais de autoatendimento (Itaú, Banco do Brasil): interface com botões


grandes e feedback sonoro.

• Dispositivos Alexa e Google Home: permitem que tarefas sejam feitas apenas
com comandos de voz.

• Carros adaptados da Toyota: controles de direção que substituem pedais por


alavancas manuais.

Aplicação em Engenharia de Produto: Fundamental em setores como


eletrodomésticos, automotivo e médico, onde falhas de uso podem gerar riscos.
4. Simplicidade
Descrição: Um produto simples reduz a curva de aprendizado e o risco de erro.
Bons projetos simplificam as ações do usuário, organizando visualmente as
informações e eliminando o desnecessário.

Exemplo prático:

• Google: barra de busca centralizada, sem distrações.

• Kindle (Amazon): interface limpa, com poucos botões e função de leitura direta.

• Spotify: playlists organizadas de maneira intuitiva, com atalhos visuais bem


definidos.

Aplicação em Engenharia de Produto: A simplicidade reduz custos de suporte


técnico e aumenta a adesão inicial do usuário ao produto.

5. Tolerância a Erros (Forgiveness)


Descrição: Esse princípio defende que o design deve prever erros humanos e
permitir que sejam corrigidos com facilidade, sem grandes consequências.
Previne frustrações e falhas catastróficas.

Exemplo prático:

• Gmail: botão “desfazer envio” após clicar em enviar.

• Aplicativos de bancos: confirmação em dois passos para transferências.

• Tesla: piloto automático que avisa e corrige trajetórias perigosas, aumentando


a margem de segurança.

Aplicação em Engenharia de Produto: Muito últil em sistemas complexos, como


softwares de engenharia, usinas de energia e equipamentos médicos.

6. Efeito Estético-Usabilidade
Descrição: Usuários tendem a considerar que produtos esteticamente
agradáveis são mais fáceis de usar, mesmo que não sejam tecnicamente
superiores. A estética influencia diretamente a percepção da qualidade e da
confiança no uso.

Exemplo prático:
• Apple: forte apelo visual que reforça a percepção de qualidade e simplicidade.

• Xiaomi: design sofisticado em smartphones de baixo custo, aumentando o


valor percebido.

• Nespresso: máquinas de café com acabamento elegante, mesmo com


operação simples.

Aplicação em Engenharia de Produto: Design visual agradável influencia o


sucesso comercial e a fidelização do cliente, especialmente em mercados
competitivos.

7. Affordance
Descrição: Affordance é a qualidade de um objeto que sugere como ele deve ser
usado. Um design com boa affordance “explica” sua função sem precisar de
instruções.

Exemplo prático:

• Maçanetas: o formato define se devem ser puxadas ou empurradas.

• Botões de micro-ondas: símbolos como “+30s” indicam que adicionam tempo.

• Interface do Instagram: ícones como coração (curtir), avião (enviar) e balão de


fala (comentar) sugerem sua função naturalmente.

Aplicação em Engenharia de Produto: Melhora a experiência do usuário e reduz


a dependência de treinamentos e manuais.

8. Alinhamento
Descrição: Elementos alinhados visualmente trazem organização e facilitam a
leitura e interpretação. O alinhamento cria padrões mentais que aceleram a
tomada de decisão do usuário.

Exemplo prático:

• Interfaces de SAP ou Totvs: dashboards com tabelas e gráficos alinhados


facilitam a visualização e análise.

• Sites de e-commerce como Mercado Livre: organização padronizada de título,


imagem, preço e botão de compra.

• Catálogos da IKEA: produtos dispostos simetricamente, facilitando


comparação.
Aplicação em Engenharia de Produto: Facilita o uso de sistemas e manuais
técnicos, reduz erros e tempo de execução.

9. Antropomorfismo
Descrição: Trata-se de atribuir características humanas a produtos ou sistemas,
gerando maior empatia e aceitação. Formas, vozes e expressões humanas
criam uma conexão emocional.

Exemplo prático:

• Siri, Alexa e Google Assistant: vozes amigáveis e frases humanizadas.

• Robôs da Boston Dynamics: com formas corporais e movimentos semelhantes


aos humanos.

• Totens de atendimento com avatares animados: utilizados em aeroportos e


hospitais.

Aplicação em Engenharia de Produto: Utilizado em robótica, IA, brinquedos e


sistemas de atendimento automatizado.

10. Arquétipos
Descrição: Arquétipos são formas, símbolos ou comportamentos que são
universalmente reconhecidos e compreendidos. Seu uso facilita a comunicação
com o usuário sem necessidade de explicação adicional.

Exemplo prático:

• Engrenagem = configurações. Presente em celulares, sistemas operacionais e


eletrodomésticos.

• Coração = curtir/favoritar.

• Carrinho = adicionar ao carrinho de compras.

Aplicação em Engenharia de Produto: Reduz o tempo de adaptação ao produto,


melhora a comunicação e evita erros de uso.

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