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UNIVERSIDADE FEDERAL DO COMISSÃO COORDENADORA DO CEARÁ VESTIBULAR COMENTÁRIOS DA PROVA DE FÍSICA – 1
UNIVERSIDADE FEDERAL DO COMISSÃO COORDENADORA DO CEARÁ VESTIBULAR COMENTÁRIOS DA PROVA DE FÍSICA – 1
UNIVERSIDADE FEDERAL DO COMISSÃO COORDENADORA DO CEARÁ VESTIBULAR COMENTÁRIOS DA PROVA DE FÍSICA – 1

UNIVERSIDADE

FEDERAL

DO

COMISSÃO

COORDENADORA

DO

CEARÁ

VESTIBULAR

COMENTÁRIOS DA PROVA DE FÍSICA – 1 a ETAPA – 2000

COMENTÁRIOS DA PROVA DE FÍSICA – 1 a ETAPA – 2000

01. Considere um relógio de pulso em que o ponteiro dos segundos tem um comprimento, r s = 7 mm, e o ponteiro dos minutos tem um comprimento, r m = 5 mm (ambos medidos a partir do eixo central do relógio). Sejam, v s a velocidade da extremidade do ponteiro dos segundos, e v m , a velocidade da extremidade do ponteiro dos minutos. A razão v s /v m é igual a:

A) 35

B) 42

C) 70

D) 84

E) 96

SOLUÇÃO As extremidades livres dos ponteiros do relógio descrevem movimento circular uniforme com
SOLUÇÃO
As
extremidades
livres
dos
ponteiros
do
relógio
descrevem
movimento
circular
uniforme
com
velocidades angulares diferentes:
ω s = 60ω m .
Por outro lado, a velocidade tangencial de um ponto em movimento circular é v = ωr e assim
v
ω
r
s
s s
7
= =
60
= 84.
Alternativa D.
v
ω
r
5
m
m m

02. O bloco mostrado na figura está em repouso sob a ação da força horizontal F 1 , de módulo igual a 10 N, e da força de atrito entre o bloco e a superfície. Se uma outra força horizontal F 2 , de módulo igual a 2 N e sentido contrário, for aplicada ao bloco, a força resultante sobre o mesmo será:

A) nula

B) 2 N

C) 8 N

D) 10 N

E) 12 N

F

 
F   F  

F

 

1

1 2

2

SOLUÇÃO Estando o bloco em repouso, sob a ação da força F 1 e da força de atrito, f, concluímos que F 1 é menor ou igual ao valor máximo que f pode assumir. Vale lembrar que a aplicação de F 1 fez surgir a força f. Reduzindo o valor de F 1 estaremos reduzindo o valor de f. É isso que fazemos ao aplicarmos uma força F 2 , em sentido oposto ao de F 1 . O valor de f passará de 10 N para 8 N e a força resultante sobre o bloco continuará nula. Alternativa A.

03. Uma partícula descreve trajetória circular, de raio r = 1,0 m, com velocidade variável. A figura abaixo mostra

m/s 2 , e aponta na

a partícula em um dado instante de tempo em que sua aceleração tem módulo, a = 32 direção e sentido indicados. Nesse instante, o módulo da velocidade da partícula é:

A) 2,0 m/s

B) 4,0 m/s

C) 6,0 m/s

D) 8,0 m/s

E) 10,0 m/s

v a 60 o 1,0 m
v
a
60 o
1,0 m

SOLUÇÃO No movimento circular, em qualquer instante de tempo, o módulo da velocidade

está relacionado à

componente radial da aceleração, a r , e ao raio da trajetória, r, pela expressão v 2 = ra r , ou

v =

ra = r
ra
=
r
r, pela expressão v 2 = ra r , ou v = ra = r 1,0
1,0 ⋅ ⋅ 32 0,5 =

1,0

32 0,5

=

16
16

=

4,0

. Portanto, no instante considerado, a velocidade é

ra cos 60

o

=

v = 4,0 m/s.

Alternativa B.

04. Dois raios, procedentes de um ponto luminoso, são refratados por uma lente convergente e representados na figura abaixo. Podemos afirmar que o ponto luminoso se encontra na região:

A) I

B) II

C) III

D) IV

E) V

região II região I F 1 F 2 região III região IV região V
região II
região I
F
1
F
2
região III
região IV
região V

SOLUÇÃO Os prolongamentos dos raios apresentados se interceptam na imagem do objeto. O raio 2, paralelo ao eixo da lente, passa pelo foco, F 1 . Um terceiro raio, 3, passa pelo centro da lente. A intercessão dos raios 2 e 3 determina a posição do objeto, representado aqui pelo ponto luminoso. Alternativa B.

região II região I objeto 1 3 F 1 região III região IV 2 região
região II
região I
objeto
1
3
F 1
região III
região IV
2
região V

imagem

05. A figura ao lado mostra as esferas metálicas, A e B, montadas em suportes isolantes. Elas estão em contato, de modo a formarem um único condutor descarregado. Um bastão isolante, carregado com carga negativa, -q, é trazido para perto da esfera A, sem tocá-la. Em seguida, com o bastão na mesma posição, as duas esferas são separadas. Sobre a carga final em cada uma das esferas podemos afirmar:

-q A B - - - - - - - - - - - -
-q
A
B
-
-
- -
- - -
-
- - - -
- -

A) a carga final em cada uma das esferas é nula.

B) a carga final em cada uma das esferas é negativa.

C) a carga final em cada uma das esferas é positiva.

D) a carga final é positiva na esfera A e negativa na esfera B.

E) a carga final é negativa na esfera A e positiva na esfera B.

SOLUÇÃO Quando o bastão se aproxima do condutor descarregado, induz uma separação de cargas, passando a esfera A (parte do condutor situada mais próximo ao bastão) a deter um excesso de carga positiva. A esfera B fica com excesso de carga negativa. Ao afastarmos uma esfera da outra, em presença do bastão, essa separação de cargas torna-se definitiva: cargas positivas na esfera A e cargas negativas na esfera B. Alternativa D.

06. Um recipiente fechado, contendo um gás perfeito, está inicialmente à temperatura T = 0 o C. A seguir, o recipiente é aquecido até que a energia interna desse gás duplique seu valor. A temperatura final do gás é:

A) 546 K

B) 273 K

C) 0 K

D) 273 o C

E) 0 o C

SOLUÇÃO

A energia interna de um gás perfeito é proporcional à sua temperatura Kelvin. A temperatura inicial do gás é

T = 273 K. Quando sua energia é duplicada, o mesmo ocorre com sua temperatura, que passa assim a valer

T f = 2 T = 546 K.

Alternativa A.

07. Você está parado, em um cruzamento, esperando que o sinal vermelho fique verde. A distância que vai de seu olho até o sinal é de 10 metros. Essa distância corresponde a vinte milhões de vezes o comprimento de onda da luz emitida pelo sinal. Usando essa informação, você pode concluir, corretamente, que a freqüência da luz vermelha é, em Hz:

A)

B)

C)

D)

E)

6 x 10 6 6 x 10 8 6 x 10 10 6 x 10 12 6 x 10 14

SOLUÇÃO Os dados desta questão nos permitem calcular o comprimento de onda da luz vermelha,
SOLUÇÃO
Os dados desta questão nos permitem calcular o comprimento de onda da luz vermelha, emitida pelo
semáforo:
20 000 000 λ = 10 m, ou
λ = 5 x 10 -7 m, ou
λ = 500 nm.
A freqüência f, a velocidade de propagação da onda, c, e o comprimento de onda, λ, satisfazem a relação
f =
c/λ (aqui consideramos a velocidade da luz, no ar, igual a c = 3 x 10 8 m/s).
8
3
⋅ 10
15
14 Hz.
− 7
5
⋅ 10

Logo: f =

=

0,6 10

=

6

10

Alternativa E.

08. Um cilindro, cujo volume pode variar, contém um gás perfeito, à pressão de 4 atm, a uma temperatura de 300 K. O gás passa, então, por dois processos de transformação:

i) seu volume aumenta sob pressão constante até duplicar, e

ii) retorna ao volume original, através de uma compressão isotérmica.

A temperatura e a pressão do gás, ao final dos dois processos acima descritos serão, respectivamente:

A) 300 K e 8 atm

B) 600 K e 4 atm

C) 300 K e 4 atm

D) 600 K e 8 atm

E) 600 K e 2 atm

SOLUÇÃO Os processos a que o gás foi submetido estão mostrados no diagrama abaixo. Usando
SOLUÇÃO
Os processos a que o gás foi submetido estão mostrados no diagrama abaixo.
Usando a equação dos gases perfeitos, podemos calcular o
2
p2
valor da temperatura no ponto 1, T 1 :
p 1 V 1 = 4x2V → 8V = nRT 1 (a).
p i V i = 4V → 4V = nRT i (b).
Dividindo (a) por (b) temos T 1 = 2T i = 600 K.
Como o segundo processo é isotérmico, a temperatura do
gás no ponto 2 será T 2 = T 1 .
Usando novamente a equação dos gases obtemos:
1
4
i
p 2 V = nRT 1 (c).
Dividindo (c) por (a) obtemos p 2 = 8.
Ou seja: T 2 = 600K e p 2 = 8 atm
Alternativa D.
volume
V
2V
pressão (atm)

09. De acordo com Einstein, um feixe de luz é composto de fótons (partículas de luz). Cada fóton transporta uma quantidade de energia proporcional à freqüência da onda associada a esse feixe de luz. Considere

1

dois feixes de luz, 1 e 2, com comprimentos de onda λ 1 e λ 2 , respectivamente, com λ 1 = 4 λ 2 . Sejam E 1 , a

energia dos fótons do feixe 1 e E 2 , a energia dos fótons do feixe 2. Assinale a alternativa correta.

A) E 1 = 4E 2

B) E 1 = 2E 2

C) E 1 = E 2

D) E 1 = 0,5E 2

E) E 1 = 0,25E 2

SOLUÇÃO Como já vimos na questão 7, a freqüência, f, a velocidade, c, e o comprimento de onda, λ, da onda luminosa, satisfazem a relação f = c/λ. Assim, podemos determinar as freqüências, f 1 e f 2 , das duas ondas:

Daí obtemos a relação

f 1 = c/λ 1

= c/(1/4) λ 2

e

f 2 = c/λ 2 .

f

f

1

2

E

E

1

2

. Alternativa A.

=

4

=

E

1 = 4E

2

10. No circuito mostrado abaixo, na figura (a), a corrente através da lâmpada L 1 é 1 A

e a diferença de

potencial através dela é 2 V. Uma terceira lâmpada, L 3 , é inserida, em série, no circuito e a corrente através de L 1 cai para 0,5 A [figura (b)]. As diferenças de potencial (V 1 , V 2 e V 3 ), em volts, através das lâmpadas L 1 , L 2 e L 3 , são, respectivamente:

A) 2, 3 e 1

B) 2, 2 e 2

C) 1, 2 e 3

D) 2, 1 e 3

E) 3, 2 e 1

L 1 L 2 L 1 L 2 L 3 (a) (b) 6 V 6
L 1
L 2
L 1
L 2
L 3
(a)
(b)
6 V
6 V

SOLUÇÃO Quando o circuito contém apenas as lâmpadas L 1 e L 2 [fig. (a)], a corrente que circula por elas é i = 1 A. A diferença de potencial entre os terminais de L 1 é U 1 = 2 V, donde concluímos que entre os terminais de L 2 uma diferença de potencial, U 2 = 4 V. Calculemos as resistências, R 1 e R 2 , das duas lâmpadas:

R 1 = U 1 /i = 2 e R 2 = U 2 /i = 4 . Ao adicionarmos a terceira lâmpada ao circuito, como na figura (b), a corrente cai para i'= 0,5 A. Portanto, V 1 = R 1 i' = 1 V e V 2 = R 2 i' = 2 V. Como a soma das diferenças de potencial aplicadas às lâmpadas é 6 V, concluímos que V 3 = 3 V. Alternativa C.

11. Uma partícula, de massa m, movendo-se num plano horizontal, sem atrito, é presa a um sistema de molas de quatro maneiras distintas, mostradas abaixo.

I II III IV
I
II
III
IV

Com relação às freqüências de oscilação da partícula, assinale a alternativa correta.

A) As freqüências nos casos II e IV são iguais.

B) As freqüências nos casos III e IV são iguais.

C) A maior freqüência acontece no caso II.

D) A maior freqüência acontece no caso I.

E) A menor freqüência acontece no caso IV.

SOLUÇÃO Vejamos qual a freqüência de oscilação em cada um dos arranjos:

Arranjo I:

1 k f I = . 2π m
1
k
f I
=
.
m

1

Arranjo II: f II = 2π

, pois esse arranjo equivale a uma única mola de constante elástica k I I = (1/2)k. II = (1/2)k.

1

Arranjo III: f III = 2π

m
m

2k , pois esse arranjo tem uma constante equivalente, k III = 2k.

Arranjo IV: esse arranjo é equivalente ao arranjo III, pois as forças de ambas as molas sobre o corpo de massa m têm mesmo sentido. Do que foi exposto concluímos que:

a) os arranjos III e IV apresentam freqüências iguais e de maior valor.

b) A menor freqüência corresponde ao arranjo II.

Alternativa B.

12. Duas placas idênticas, circulares, planas e paralelas, são carregadas com cargas de sinais opostos, conforme indicado na figura abaixo. Considere o ponto P, situado no eixo das placas, e o ponto R, no plano que se situa no meio das duas placas. O trabalho que devemos realizar para levar uma carga positiva de P até R, com velocidade constante:

A) nulo.

B) negativo

C) positivo.

D) depende do caminho percorrido entre P e R.

E) depende da posição do ponto R no plano.

é

é

é

+ + + + + + + + + + + + R - -
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
R
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
P

SOLUÇÃO

O potencial elétrico no ponto R é nulo, por simetria. O potencial elétrico no ponto P é negativo, por estar

mais próximo das cargas negativas. Assim, uma carga positiva, em P, somente "subirá" para o ponto R se um

trabalho externo for realizado sobre ela.

Alternativa C.

13. Uma carga positiva percorre uma trajetória circular, com velocidade constante, no sentido anti-horário, sob a ação de um campo magnético uniforme (veja figura abaixo). A direção do campo magnético:

A) tangencia a trajetória, no sentido horário.

B) tangencia a trajetória, no sentido anti-horário.

C) radial, apontando para o ponto O.

D) perpendicular ao plano definido por esta página e aponta para fora dela.

E) perpendicular ao plano definido por esta página e aponta para dentro dela.

é

é

é

v q O
v
q
O

SOLUÇÃO A carga descreve um movimento circular uniforme porque a força resultante, F, sobre ela, aponta para o centro da circunferência. O campo magnético que dá origem a essa força é, simultaneamente, perpendicular a F e a v, portanto, perpendicular ao plano definido por esta página. O sentido do campo pode ser determinado por meio da chamada "regra da mão direita": alinhando-se o dedo polegar da mão direita com o vetor força, F, e seu companheiro, o dedo indicador com o vetor velocidade, v, o dedo médio, ficando perpendicular aos dois antes mencionados, dá o sentido do vetor campo magnético, B. Neste caso, B aponta para dentro da página. Alternativa E.

14. No circuito abaixo, D é um dispositivo cujo comportamento depende da diferença de potencial aplicada sobre ele: comporta-se como um resistor normal de resistência igual a 5 , enquanto a diferença de potencial entre seus extremos for inferior a 3,0 volts e, impede que essa diferença de potencial ultrapasse 3,0 volts, mesmo que a f.e.m., E, da bateria (ideal) aumente. A f.e.m., E, está aumentando continuamente. Quando E atingir 12 volts, o valor da corrente no circuito será, em ampères:

A) 0,5

B) 0,8

C) 0,9

D) 1,0

E) 1,2

E

10

em ampères: A) 0,5 B) 0,8 C) 0,9 D) 1,0 E) 1,2 E 10 Ω D
em ampères: A) 0,5 B) 0,8 C) 0,9 D) 1,0 E) 1,2 E 10 Ω D
em ampères: A) 0,5 B) 0,8 C) 0,9 D) 1,0 E) 1,2 E 10 Ω D

D

SOLUÇÃO Se a bateria está fornecendo 12 volts, a resistência do dispositivo D não deve mais ser igual a 5 . Caso

fosse esse o valor, teríamos uma corrente i =

12V =

15

0,8A e haveria uma diferença de potencial, V D , dada

por

5 x 0,8 = 4 V sobre D, o que não é permitido. Logo, o valor da f.e.m. da bateria fez com que o dispositivo D limitasse a diferença de potencial, V D , a 3 volts. Esse fato faz com que, sobre o resistor de 10 , haja uma

diferença de potencial de 9 volts. Daí, temos a corrente i =

9V

10

=

0,9A.

Alternativa C.

15. Um cilindro reto, sólido, está dentro de um recipiente de base plana e horizontal. Uma torneira despeja água no recipiente (veja figura ao lado). Analise os gráficos I, II, III e IV, abaixo. Marque a alternativa em que ambos os gráficos indicados são possíveis representações corretas da intensidade da força de contato (F) exercida pelo recipiente sobre o cilindro, em função da altura do nível (y) da água.

(A)

I e IV.

(B)

III e IV.

(C)

I e II.

(D)

II e IV.

(E)

II e III.

F I 0 y
F
I
0
y
F III 0 y
F
III
0
y
F II 0 y
F
II
0
y

F

IV

0

y

y F
y
F

SOLUÇÃO

Enquanto não existe água no recipiente, a força F tem valor constante, igual ao peso do cilindro. À medida que a água se acumula no recipiente, vai aumentando o empuxo sobre o cilindro. O empuxo é proporcional ao volume da água deslocada pelo cilindro, por isso, igualmente proporcional a y. A condição de

equilíbrio é:

F = peso - empuxo,

ou

F = a - by (0 y altura do cilindro), onde a e b são constantes e positivos. Assim, F diminui quando y aumenta. Por isso, o gráfico IV não pode representar F como função de y. Por outro lado, a força F não inverte seu sentido, o que elimina a possibilidade de ela ser representada pelo gráfico I. Restam os gráficos II e III. Caso a densidade do cilindro seja maior que a densidade da água, o gráfico II é a solução procurada. Caso essas densidades sejam iguais, o gráfico III representa a solução correta. Alternativa E.