Gases de Efeito Estufa
Gases de Efeito Estufa
• Componentes gasosos da atmosfera que
contribuem para o efeito estufa.
• Tem a característica comum de absorver parte da
radiação que é emitida p/la superfície da terra.
• Gases de origem maioritariamente natural, a sua
concentração aumenta com actividades humanas.
Gases de Efeito Estufa
• Os principais gases que compõem a atmosfera do planeta Terra –
nitrogênio (N2 ) e oxigênio (O2 ) – estes, praticamente não
estão relacionados ao efeito estufa.
• Moléculas mais complexas e menos abundantes, como:
• Vapor d’água; dióxido de carbono (CO2 ), metano (CH4 ), óxido nitroso
(N2 O), ozônio (O3 ), halocarbonetos e aerossóis são os principais gases
de Efeito Estufa(Le Treut et al., 2007).
• Embora o vapor d’água seja o principal GEE, ele é pouco afetado por
atividades humanas (FORSTER et al., 2007).
• Por isso, CO2 , CH4 e N2 O são considerados os principais GEEs, que
representam juntos mais de 80% da força radiativa promovida por todos os
GEEs da atmosfera terrestre (Ciais et al., 2013).
Gases de Efeito Estufa
• O dióxido de carbono (CO2), proveniente principalmente
da queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo
e gás natural .
• O metano (CH4), outro gás de efeito estufa, gerado
principalmente por atividades agrícolas, como a produção
de arroz, a decomposição de resíduos orgânicos e pela
pecuária no processo de digestão dos ruminantes.
• O óxido de nitrogênio (NOx), liberado principalmente pela
agricultura intensiva, em particular pelo uso de fertilizantes
nitrogenados. O uso excessivo desses fertilizantes
aumenta a concentração de NOx na atmosfera, o que, por
sua vez, intensifica o efeito estufa.
Efeito Estufa
Ações Humanas que Emitem Gases de Efeito
Estufa
• Queima de Combustíveis Fósseis:
• A queima de carvão, petróleo e gás natural para gerar energia, alimentar veículos e processos industriais é
uma das principais fontes de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa.
• Desmatamento:
• A remoção de florestas e a queima de árvores liberam carbono armazenado nas plantas na atmosfera,
contribuindo para o aumento da concentração de CO2.
• Atividades Industriais:
• A produção de cimento, ferro, aço e outros produtos industriais libera gases de efeito estufa, como o CO2,
durante os processos de fabricação.
• Agricultura:
• A criação de gado, o uso de fertilizantes e o cultivo de arroz em áreas alagadas são fontes de metano (CH4)
e óxido nitroso (N2O), gases de efeito estufa com grande potencial de aquecimento.
• Transporte:
• A utilização de veículos movidos a combustíveis fósseis emite CO2 e outros poluentes, contribuindo para
o efeito estufa
• A pecuária é uma das principais fontes de metano, especialmente a criação de ruminantes, que liberam
grandes quantidades desse gás durante a digestão. A produção de carne também está associada ao
desmatamento, uma vez que muitas áreas de florestas tropicais são derrubadas para dar lugar à criação
de pastagens (Artaxo, 2020).
Acções Antrópicas e os Seus Impactos
Mudanças Climáticas, Impactos locais e
estratégias de Adaptação e Mitigação
Tempo e Clima
• O tempo é o estado médio da atmosfera num período e lugar
determinado.
Pode ser visto como uma experiencia momentânea;
• Clima pode ser entendido como um conjunto de elementos estudados
através de registos meteorológicos ao longo de muitos anos.
Pelo menos 30 anos;
Aquecimento
• Actividade Antropogénica e o Clima Global
Poluição
Mudanças
Climáticas
Mudanças Climáticas: Causas
• São variações aos padrões estáveis do tipo de clima ao longo de
vasto período. 30 anos
• Causas:
Naturais
Antropogénicas
Mudanças Climáticas: Impactos
Subida dos níveis do mar;
O derretimento das geleiras
A linha de costa está a recuar
Ecossistemas
Eventos extremos
Extinção de espécies
Incêndios Florestais
Impactos na Saúde Humana
• O relatório da AEA intitulado «Responding to climate change impacts
on human health in Europe: focus on floods, droughts and water
quality (A resposta aos impactos das alterações climáticas na saúde
humana na Europa: ênfase nas inundações, secas e qualidade da
água)» chama a atenção para os impactos das alterações climáticas
na saúde e no bem-estar relacionados com a água que já se fazem
sentir em toda a Europa e incluem mortes, lesões, surtos de
doenças infecciosas e consequências para a saúde mental.
• Os idosos, as crianças, as pessoas com problemas de saúde, os
grupos com rendimentos mais baixos, os agricultores e as equipas dos
serviços de emergência estão entre os grupos que registam maiores
impactos na saúde devido a inundações, secas, incêndios florestais
ou doenças transmitidas por água e vetores.
Impacto/implicações das Mudanças
climáticas na Biodiversidade e
ecossistemas
• O aumento das emissões de CO2 tem levado à acidificação dos
oceanos, o que afeta os ecossistemas marinhos e a
biodiversidade (Barboza et al., 2019).
• A absorção de CO2 pelos oceanos resulta na formação de ácido
carbônico, o que torna a água mais ácida e prejudica organismos
marinhos, como corais e moluscos, que dependem de um
ambiente de pH equilibrado para sobreviver.
• A degradação desses ecossistemas tem implicações para a
pesca e para a segurança alimentar global, uma vez que muitos
países dependem dos oceanos como fonte de alimento (Lima et
al., 2024).
Impacto/implicações das
Mudanças climáticas na
Biodiversidade e
ecossistemas
• As práticas industriais, agrícolas e
urbanas têm contribuído para o
aquecimento global, e a
destruição de ecossistemas
essenciais para a absorção de
carbono, como as florestas
tropicais, e agrava ainda mais
esse processo.
Mudanças Climáticas: Impactos Locais
Modelagem climática
• Modelar o clima consiste em representar matematicamente o
sistema climático terrestre, o que inclui a representação do
comportamento da atmosfera, da criosfera (todo o gelo e neve
existente na superfície terrestre), da hidrosfera e da litosfera,
bem como de suas interações, a fim de se obter previsões em
várias escalas de tempo (LIMA; COLLISCHONN; MARENGO,
2014)
Tipos de modelos climáticos
• Segundo FLATO et al. (2013), modelos climáticos são as principais
ferramentas para analisar a resposta do sistema climático frente a
várias forçantes e para fazer projeções climáticas em escalas de
tempo sazonal a decadal.
• Os principais modelos existentes são os Modelos de Circulação Geral
Atmosfera-Oceano (AOGCM, Atmosphere–Ocean General Circulation
Models), os Modelos do Sistema Terrestre (ESM, Earth System Models),
os Modelos do Sistema Terrestre de Complexidade Intermediária
(EMIC, Earth System Models of Intermediate Complexity) e os Modelos
Climáticos Regionais (RCM, Regional Climate Models).
Tipos de modelos climáticos
• Modelos de Circulação Geral Atmosfera-Oceano (AOGCM, Atmosphere–Ocean General
Circulation Models)-Esses modelos conseguem simular de forma satisfatória temperaturas
quentes extremas, surtos de ar frio (RANDALL et al., 2007).
• Modelos do Sistema Terrestre (ESM, Earth System Models)- apresentam ferramentas mais
abrangentes para simular respostas passadas e futuras do clima frente a forçantes externas.
• Modelos do Sistema Terrestre de Complexidade Intermediária (EMIC, Earth System Models of
Intermediate Complexity)- são mais utilizados para entender feedbacks climáticos em escala
de tempo milenar ou quando são necessárias integrações longas de modelos ou conjuntos
grandes
• Modelos Climáticos Regionais (RCM, Regional Climate Models). comumente são utilizados
para simulações de modelos climáticos globais utilizando downscaling em alguma região
específica para fornecer informações mais detalhadas (SOUZA et al., 2014; RUMMUKAINEN,
2010).
Nota
• Modelos climáticos possuem incertezas em suas formulações e
em sua condição inicial. Sendo assim, uma simulação individual
apresenta apenas um dos possíveis caminhos para o qual o clima
pode seguir. Ou seja, vários modelos climáticos ou até mesmo
simulações de um único modelo podem representar de forma
mais adequada o clima futuro, mas ambas as soluções para
validação dos modelos implicam em custos (FLATO et al., 2013)
Mudanças Climáticas: Acções de
Mitigação Adaptação
• Adaptação: Ajuste num sistema em resposta as mudanças actuais ou
futuras no clima e aos seus impactos
• reassentamento em locais seguros, residências seguras, utilização de
espécie de cultivo que se adeque melhor ao clima.
• Mitigação: qualquer intervenção antropogénica que tanto pode reduzir
como controlar ou prevenir as fontes (emissões) de GEE bem como
aumentar a capacidade de sumidouro (sequestro).
• Resiliência: quantidade de alterações que um dado sistema pode
acarretar sem modificar o seu estado prévio. A capacidade de um
sistema, comunidade ou sociedade expostos aos eventos extremos de
resistir, de absorver, de acomodar e de recuperar dos efeitos de um
desastre.
Mudanças Climáticas: Acções de Mitigação
Adaptação
• Redução de emissão de GEE
• Redução da vulnerabilidade aos impactos das MC.
Uso de energias renováveis;
Uso sustentável dos Recursos Naturais;
Sistema de alerta aos desastres
Preservar e restaurar florestas
Educação ambiental
Reassentamento em locais seguros
Residências seguras,
• Moçambique possui uma capacidade adaptativa baixa, reduzidos
MC em recursos e infraestruturas frágeis.
• Moçambique é vulnerável as alterações climáticas devido a sua
Moçambique localização geográfica, a sua longa costa e a existência de extensas
áreas com altitude abaixo do nível do mar.
Principais acordos sobre as Mudanças
Climáticas
• Protocolo de Montreal, 1987. O Protocolo de Montreal foi um
acordo ambiental histórico.
• Todos os países do mundo eventualmente ratificaram o tratado;
• Exigia que parassem de produzir substâncias que danificam a
camada de ozônio, como os clorofluorcarbonetos (CFCs).
• O protocolo conseguiu eliminar quase 99% dessas substâncias
destruidoras da camada de ozônio.
Principais acordos sobre as Mudanças
Climáticas
• Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças
Climáticas (UNFCCC), 1992.
• Ratificado por 197 países, incluindo os Estados Unidos, o acordo
histórico, foi o primeiro tratado global a abordar explicitamente as
mudanças climáticas.
• Ele estabeleceu um fórum anual, conhecido como Conferência
das Partes, ou COP, para discussões internacionais voltadas à
estabilização da concentração de gases de efeito estufa na
atmosfera.
• Essas reuniões produziram o Protocolo de Kyoto e o Acordo de
Paris.
Principais acordos sobre as Mudanças
Climáticas
• Protocolo de Kyoto, 2005. O Protocolo de Kyoto, adotado em
1997 e entrou em vigor em 2005,
• Ele exigiu que os países desenvolvidos reduzissem as emissões
em uma média de 5% abaixo dos níveis de 1990 e estabeleceu um
sistema para monitorar o progresso dos países.
• Mas o tratado não obrigou os países em desenvolvimento,
incluindo os principais emissores de carbono China e Índia, a
tomar medidas.
• Os Estados Unidos assinaram o acordo em 1998, mas nunca o
ratificaram e depois retiraram sua assinatura.
Principais acordos sobre as Mudanças
Climáticas
• Acordo de Paris, 2015. O acordo climático global mais
significativo até o momento, o Acordo de Paris exige que todos os
países estabeleçam promessas de redução de emissões.
• Os governos estabelecem metas, conhecidas como
contribuições nacionalmente determinadas (NDCs), com os
objetivos de impedir que a temperatura média global suba 2 °C
(3,6 °F) acima dos níveis pré-industriais e buscar esforços para
mantê-la abaixo de 1,5 °C (2,7 °F).
• Ele também visa atingir emissões líquidas globais zero, onde a
quantidade de gases de efeito estufa emitida é igual à quantidade
removida da atmosfera, na segunda metade do século.