DIREITO PENAL II - ARTIGOS 77 – 120
Suspensão condicionada da pena (art. 77 ao 82):
Conceito – a pena privativa de liberdade não superior a dois anos pode ter sua execução suspensa, por um período de dois
a quatro anos, mediante o cumprimento, pelo réu, de determinadas condições estabelecidas pelo juiz. O sursis é um direito
subjetivo do condenado que atende os requisitos descritos.
Objetivo: evitar o encarceramento em massa ao suspender e extinguir o cumprimento da pena privativa de liberdade.
- É um direito subjetivo do condenado, preenchido os requisitos legais, mas depende de sua aceitação.
- É um benefício oferecido/concedido a pessoa do condenado, não ao réu.
Sursis penal: suspensão condicional da pena, já houve processo e existe condenação.
Sursis processual: suspensão condicional do processo
- O código penal adota o Franco-belga onde aplica-se a pena privativa de liberdade e depois concede o benefício da
suspensão condicional da pena.
Requisitos da suspensão da pena - art. 77:
- Não superior a 2 anos poderá ser suspensa, por 2 a 4 anos, desde que:
- não seja reincidente em crime doloso;
- circunstâncias judiciais favoráveis.
Requisitos objetivos:
1) Natureza da pena: privativa de liberdade.
Art. 80, CP – A suspensão não se estende às penas restritivas de direitos nem multa.
2) Quantidade da pena: não pode ser superior a 2 anos.
3) Não tenha a pena privativa de liberdade sido substituída por restritiva de direitos
Assim, a aplicação prática do sursis vai se dar na hipótese de réu não reincidente em crime doloso que venha a ser
condenado a pena igual ou inferior a 2 anos por crime cometido com emprego de violência ou grave ameaça à pessoa.
Requisitos subjetivos:
1) Réu não reincidente em crime doloso
Exceção: Condenação anterior foi exclusivamente à pena de multa (art. 77, §1°, CP). Súmula 499 do STF: Não obsta à
concessão do sursis condenação anterior à pena de multa.
2) Circunstâncias judiciais favoráveis
Espécies de sursis:
1) Simples: Pena máxima de 2 anos e período de suspensão de 2 a 4 anos. Aplica ao condenado, em pena não
inferior a 2 anos, que não reparou o dano (de forma injustificada) ou que tenha presente circunstâncias judiciais
parcialmente favoráveis. No primeiro ano vai prestar serviços à comunidade ou submeter-se à limitação de fim de
semana.
2) Especial: Pena máxima de 2 anos e período de suspensão de 2 a 4 anos. Aplica ao condenado que reparou o dano
(ou é impossível reparar o dano) e que tenha circunstâncias judiciais favoráveis. No primeiro ano é proibido
frequentar determinados lugares, de ausentar da comarca onde reside em autorização do juiz e deverá comparecer
pessoalmente e obrigatório ao juiz, mensalmente, para informar e justificar suas atividades.
3) Etário: Pena máxima até 4 anos com período de suspenção de 4 a 6 anos. Poderá ser suspensa desde que o
condenado seja maior de 70 anos de idade
4) Humanitário: Pena máxima até 4 anos com período de suspenção de 4 a 6 anos. Poderá ser suspensa desde que
haja razões de saúde que justifiquem a suspensão.
Regra geral do sursis: Condenação não superior a 2 anos e período de prova de 2 a 4 anos.
Sursis etário ou humanitários: Condenação não superior a 4 anos e período de prova de 4 a 6 anos.
Cumprimento integral do período de prova: Após o cumprimento integral do período de prova, sem revogação, o juiz
proferirá uma sentença declaratória extinguindo a pena privativa de liberdade.
Revogação:
- Pode acontecer durante ou após o período de prova, mas antes do trânsito em julgado da sentença que venha a decretar
a extinção da pena.
- Se houver a revogação do benefício, o condenado deverá cumprir integralmente a pena privativa de liberdade à qual ele
havia sido condenado.
- A revogação pode ser obrigatória ou facultativa.
Revogação obrigatória (art. 81, I, II e III): Ser condenado em sentença irrecorrível por crime doloso (o crime pode ter
sido cometido antes ou depois da sursis), não haverá revogação se a pena for de multa, e deixar de prestar serviço
comunitário ou limitação de fim de semana.
Revogação facultativa (art. 81 §1°): Se o condenado descumpre qualquer outra condição imposta ou é
irrecorrivelmente condenado, por crime culposo ou por contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva de
direitos.
Prorrogação do período de prova: Se o beneficiário estiver respondendo por outro processo de crime (doloso ou culposo)
ou contravenção, além do que ele recebeu a suspensão condicional da pena, será prorrogado o prazo da suspensão até o
fim do julgamento.
Se a revogação for facultativa, o juiz, ao invés de decretar a revogação, deve prorrogar o período de prova até o fim do
processo.
Cumprimento das condições: Se acabar o prazo sem que haja revogação, considera extinta a pena privativa de liberdade.
Revogação vs Cassação do sursis
A revogação ocorre após o início do período de prova
A cassação ocorre antes do início do período de prova.
- Hipóteses:
1) Não comparecimento do réu à audiência admonitória (concordância);
2) Renúncia do benefício pelo condenado;
3) Condenação transitada em julgado a pena privativa de liberdade antes do início do período de prova (incompatibilidade)
4) Pena privativa de liberdade que venha a ser majorada em grau recursal acima do máximo legal (2 anos) para o benefício.
Sursis sucessivo: É concedido ao condenado após o término do período de prova da condenação anterior. É possível
quando o agente pratica crime culposo ou contravenção após o cumprimento da suspensão.
Sursis simultâneo: É obtido pelo condenado durante o período de prova do sursis anterior. Só é possível quando a nova
condenação se der em virtude da prática de crime culposo ou contravenção penal. Como se trata de hipótese de
revogação facultativa, o sursis anterior poderá ser mantido.
Livramento condicional (art. 83 ao 90)
Conceito – é a concessão, pelo poder jurisdicional, da liberdade antecipada ao condenado, mediante a existência de
pressupostos, e condicionada a determinadas exigências durante o restante da pena que deveria cumprir o preso. Segundo
Noronha, trata-se de direito subjetivo do preso, atendido os requisitos. Ditado tanto pelo art. 83 a 93 do CP, e pelos arts.
131 a 146 da LEP – Lei de Execução Penal.
Natureza jurídica – é incidente da execução da pena, portanto, concedido pelo juiz da execução. É regulamentado, no
Código Penal, no Código de processo Penal e na Lei de execuções Penais.
Suspensão condicional da pena Livramento condicional
Momento Antes do cumprimento da pena Durante a execução da pena, após o
cumprimento de parcela desta
Incide sobre Pena privativa de liberdade não superior Pena privativa de liberdade igual ou
a 2 anos superior a 2 anos
Reincidente Não se aplica ao reincidente em crime Aplica-se ao reincidente em crime doloso,
doloso (exceto se condenação anterior exceto o reincidente específico em crimes
for de multa. Art. 77, §1, CEP e Súmula hediondos e outras exceções previstas na
499, STF). LEP.
Período de Suspensão da pena por 2 a 4 anos Até o fim da duração da pena privativa de
prova liberdade
Requisitos Art. 77, CP Art. 83, CP
- Antecipação da liberdade, após o cumprimento de parcela da pena.
- Trata-se de uma liberdade:
1) Antecipada – liberdade concedida antes do término da pena privativa de liberdade;
2) Condicional – depende de algumas condições;
3) Precária – pode ser revogada.
- Difere da suspensão condicional da pena, pois nesta não há o início do cumprimento de pena.
- Natureza jurídica: benefício que se apresenta como direito subjetivo do condenado.
- Momento da concessão: durante a execução da pena.
- Egresso: denominação do condenado que se encontra em gozo do benefício do livramento condicional.
Requisitos (art. 83):
- Cumprida MAIS de 1/3 da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes. (EX. 4
ANOS + 1 DIA)
- Cumprida MAIS da metade se o condenado for reincidente em crime doloso. (EX.: 6 ANOS + 1 DIA)
- Comprovado:
a) bom comportamento durante a execução da pena;
b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 meses;
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e
d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto.
- Tenha reparado o dano causado pela infração, salvo se for impossível repará-lo.
- Cumprido MAIS de 2/3 da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o agente não for reincidente específico em crimes dessa
natureza.
- Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará
também subordinado à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinquir.
Requisitos objetivos do livramento condicional:
1) Condenação a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 anos;
2) Cumprimento de parcela da pena – MAIS de 1/3 da pena para não reincidentes em crimes dolosos e com bons
antecedentes (livre condicionamento simples), MAIS da ½ da pena para reincidentes em crimes dolosos
(livramento condicional qualificado) e MAIS de 2/3 da pena para não reincidente em crimes hediondos,
equiparados e tráfico de pessoas (livramento condicional específico);
3) Reparação do dano, salvo efetiva impossibilidade.
Requisitos subjetivos do livramento condicional:
1) Bom comportamento durante a execução da pena (art. 83, III, a, CP);
2) Não cometimento de falta grave nos últimos 12 meses (at. 83, III, b, CP);
3) Bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído (art. 83, III, c, CP);
4) Aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto (art. 83, III, d, CP);
5) Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, constatação de condições
pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinquir (art. 83, parágrafo único, CP).
- O cometimento de falta grave NÃO INTERROMPE o prazo para obtenção de livramento condicional. Mas se tiver sido
cometida nos últimos 12 meses, o livramento condicional não poderá ser concedido.
Condições a serem cumpridas durante o livramento condicional:
A. O período de prova dura pelo tempo restante da pena privativa de liberdade.
B. O livramento condicional depende da concordância do condenado às condições estabelecidas. Essa concordância
se dá na cerimônia de livramento condicional.
1) Condições legais (VÃO SER ESTABELECIDAS PELO JUIZ):
- Obter ocupação lícita, dentro do prazo razoável se for apto para o trabalho;
- Comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação;
- Não mudar do território da comarca do juízo da execução, sem prévia autorização deste.
2) Condições judiciais (PODEM SER ESTABELECIDAS PELO JUIZ):
- Não mudar de residência sem comunicar ao juiz e à autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção;
- Recolher-se à habitação em hora fixada (voltar para casa no horário estipulado);
- Não frequentar determinados lugares.
- Utilizar equipamento de monitoração eletrônica.
3) Condições legais indiretas: Condições estabelecidas no CP para que o benefício do livramento condicional não seja
revogado. Artigos 86 e 87 do CP.
Revogação do livramento: Se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível:
- Por crime cometido durante a vigência do benefício;
- Por crime anterior, observado ao disposto do art. 84 do CP.
Soma de penas: As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-se para efeito do livramento.
Revogação obrigatória – são causas obrigatórias de revogação de livramento condicional a condenação a pena privativa de
liberdade em sentença irrecorrível (art. 86):
I - por crime cometido durante a vigência do benefício;
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código.
Obs.: as penas que correspondem às infrações diversas devem ser somadas para efeito de livramento.
Revogação facultativa – de acordo com o que dispõe o art. 87 do Código Penal, PODERÁ o juiz revogar o livramento
condicional se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou for irrecorrivelmente
condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja privativa de liberdade.
Efeitos da condenação:
Conceito – são os efeitos secundários ou acessórios da sentença, segundo Frederico Marques “ao lado dos efeitos que a
condenação produz como ato jurídico, consequências dela derivam como fato ou acontecimento jurídico a sentença
condenatória, de par com seus efeitos principais, têm o que alguns denominam efeitos reflexos e acessórios, ou efeitos
indiretos, secundários, que são consequência dos efeitos principais, ou efeitos da sentença como fato jurídico”. Assim, os
efeitos que a condenação criminal projeta dividem-se em efeitos principais e efeitos secundários. Estes últimos podem ser
de natureza penal ou extrapenal. Estão previstos no Código Penal (arts. 91, 92, do CP, e 184, § 3º LEP), e também em leis
extravagantes.
- Consequências decorrentes da condenação transitada em julgado.
- Se estendem para outras esferas, como cível, trabalhista, etc.
Se aplicam a:
- Sentença condenatória transitada em julgado em desfavor de imputável;
- Sentença condenatória transitada em julgado em desfavor de semi-imputável, ainda que a ele se aplique medida de
segurança.
Não se aplicam a:
- Sentença transitada em julgado que aplica medida de segurança (absolutória) a inimputável;
- Sentença que homologa transação penal ou ANPP.
Efeito principal:
- Imposição da sanção penal: Aplicação da pena privativa de liberdade, restritiva de direitos, multa e a medida de
segurança aplicável ao semi-imputável que apresente periculosidade.
Efeito secundário:
- De natureza penal:
a) Marco para reincidência;
b) Configuração de maus antecedentes;
c) revogação do livramento condicional e do sursis;
d) Impedimento de concessão da suspensão condicional da pena, diante de prática de novo crime;
e) Conversão da pena restritiva de direitos em privativa de liberdade;
f) Aumento ou interrupção do prazo prescricional da pretensão executória;
g) Revogação da reabilitação;
h) Impede a concessão de transação penal, suspensão condicional do processo e ANPP.
- De natureza extrapenal:
- Genéricos
- Recaem sobre qualquer condenação;
- Estão previstos no art. 91, CP;
- São efeitos automáticos, não sendo necessária declaração expressa na sentença.
- Específicos
- Recaem somente sobre condenação de crimes específicos;
- Estão previstos no art. 92, CP;
- Não são automáticos, sendo necessária declaração expressa na sentença.
Reabilitação:
Conceito – é a declaração judicial de que estão cumpridas ou extintas as penas impostas ao sentenciado, que assegura o
sigilo dos registros sobre o processo e atinge outros efeitos da condenação. Não extingue a punibilidade, mas apenas faz
com que fiquem suspensos condicionalmente alguns efeitos da condenação.
Propósitos:
- Assegurar ao condenado o sigilo dos registros sobre o seu processo e condenação;
- Cessar os efeitos secundários extrapenais específicos da condenação (previstos no art. 92, CP).
Atenção: a reabilitação não retira a condição de reincidente caso o agente venha a praticar nova infração.
Requisitos para a reabilitação:
1) Dois anos da extinção da pena;
2) Domicílio no Brasil neste período;
3) Demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado;
4) Ressarcimento do dano causado pelo crime, salvo impossibilidade o fazer, ou diante de renúncia da vítima ou
novação da dívida.
Medidas de segurança (periculosidade):
- Internação e tratamento ambulatório.
PENA MEDIDA DE SEGURANÇA
Finalidade retributiva, preventiva Finalidade preventiva
e de ressocialização
Aplicação por período Aplicação por período
determinado indeterminado. Há previsão do
tempo mínimo de sua duração.
Pressuposto: culpabilidade (juízo Pressuposto: periculosidade (juízo
de diagnose) de pro gnose)
Aplicável aos imputáveis e semi- Aplicável aos inimputáveis e semi-
imputáveis sem periculosidade imputáveis com periculosidade
Sentença condenatória Sentença absolutória imprópria
Requisitos para sua aplicação:
1) Prática de fato típico e ilícito;
2) Não ocorrência da extinção da punibilidade;
3) Periculosidade do agente (inimputável e semi-imputável).
Definição:
- Probabilidade de que o agente, inimputável ou semi-imputável, volte a praticar condutas definidas como infrações penais.
Logo, não se trata de uma possibilidade, mas de um alto grau de probabilidade de nova prática delitiva. É uma análise para
o futuro. Daí falar-se em juízo de prognose (prognóstico).
Espécies:
1) Periculosidade presumida: trata-se de presunção absoluta de periculosidade em relação ao inimputável que
praticou infração penal. Dispensa perícia específica para determinar a periculosidade do agente. Impõe-se sobre o
agente uma sentença absolutória imprópria.
2) Periculosidade real: trata-se da análise específica de periculosidade realizada em relação ao semi-imputável que
comete uma infração penal. Requer perícia específica para determinar a periculosidade do agente. Impõe-se sobre
uma sentença condenatória.
Medidas de segurança ao semi-imputável:
- Sistema do duplo binário (duplo trilho ou dupla via)
Aplica-se a pena privativa de liberdade e, ao final desta, procede-se à análise da periculosidade, para fins de aplicação
da medida de segurança.
- Sistema vicariante ou unitário (Adotado pelo Código Penal)
Ao semi-imputável aplica-se a pena reduzida de 1 a 2/3 OU a medida de segurança conforme o juiz entender mais
adequado.
- Inimputável (ou semi-imputável com periculosidade) que praticou crime sujeito à pena de reclusão: internação
(detentiva)
- Inimputável (ou semi-imputável com periculosidade) que praticou crime sujeito à pena de detenção: internação
(detentiva) ou tratamento ambulatorial (restritiva). O juiz decide de acordo com o grau de periculosidade do
inimputável.
Prazo mínimo da medida de segurança:
- O prazo mínimo da medida de segurança (internação ou tratamento ambulatorial) será de 1 a 3 anos.
Prazo máximo da medida de segurança:
- Não há prazo máximo pelo CP. Em tese, o agente que continua a apresentar periculosidade, poderia passar o resto de
sua vida internado ou submetido a tratamento ambulatorial.
Ação penal
Conceito – é o direito subjetivo, de invocar a prestação jurisdicional penal ao Poder Judiciário. É a faculdade de proceder
em juízo contra autor de uma infração penal, com o intuito de que lhe sejam aplicadas as sanções previstas em lei. É
também o direito público subjetivo do Estado-Administração, único titular do poder-dever de punir, de pleitear ao Estado-
Juiz a aplicação do direito penal objetivo, com a consequente satisfação da pretensão punitiva.
- Caminho processual percorrido para a aplicação da lei penal ao caso concreto.
- Titulares da ação penal: Ministério Público – ação penal pública - ou ofendido – ação penal privada - (ou representante
legal)
- Natureza jurídica: processual vs híbrida (penal e processual)
Espécies:
1) Ação penal pública:
a. Incondicionada;
b. Condicionada à representação do ofendido;
c. Condicionada à requisição do Ministro da Justiça
2) Ação penal de iniciativa privada:
a. Propriamente dita ou exclusivamente privada;
b. Subsidiária da pública;
c. Personalíssima.