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Revisão de Véspera TJ-AL - Direito Penal - Prof: Ridison Lucas (@profrilu)

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REVISÃO DE DIREITO PENAL

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Agora vamos bater firme nas dicas para a nesse momento acaba consumando a infração. O agente
responde, no dolo geral, conforme o seu desejo inicial (se
prova. Lembre-se que o material é apenas envenenou e jogou no mar, e a perícia descobre que morreu
para REVISÃO! afogado, responderá por homicídio qualificado pelo emprego
de veneno).
DICA 1 do RILU ► O dolo, segundo uma visão finalista, faz parte do tipo,
► Tempo do crime (Atividade): Considera-se praticado o enquanto na concepção causalista integra a culpabilidade.
crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja ► O CP não apresenta o conceito de crime culposo,
o momento do resultado. tratando-se de tipo aberto, devendo o juiz, no caso concreto,
► Lugar do crime (Ubiquidade): Considera-se praticado o promover um juízo de valor.
crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ► São elementos do crime culposo: conduta voluntária,
ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria inobservância de um dever objetivo de cuidado;
produzir-se o resultado. resultado lesivo não querido, tampouco assumido, pelo
agente; nexo causal entre a conduta descuidada e o
LUTA resultado; previsibilidade; tipicidade.
► Na culpa consciente, o agente prevê o resultado e pratica
DICA 2 do RILU (CRIME e FATO TÍPICO) a conduta acreditando que ele não irá ocorrer; na culpa
►CRIME = Fato Típico, Ilícito e Culpável. São elementos do inconsciente, embora previsível o resultado, o agente não o
fato típico: prevê.
a) conduta humana voluntária = Movimentos reflexos e ► Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser
estado de inconsciência incompleta (sonambulismo, punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica
hipnose) são casos de involuntariedade e, portanto, afastam dolosamente.
a conduta.
b) resultado = Não há crime sem resultado jurídico, mas DICA 4 do RILU (ANTIJURIDICIDADE)
pode ter crime sem resultado naturalístico. ► Causas de exclusão da ilicitude ou antijuridicidade:
c) nexo de causalidade = O resultado, de que depende a a) Estado de Necessidade = conduta de quem, não
existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu tendo o dever legal de afastar o perigo, sacrifica um bem
causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o jurídico para salvar outro, próprio ou alheio, ameaçado
resultado não teria ocorrido. A superveniência de causa por situação de perigo atual ou iminente não provocado
relativamente independente exclui a imputação quando, por dolosamente pelo agente, cuja perda não era razoável
si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto,
exigir.
imputam-se a quem os praticou.
d) tipicidade = Tipicidade formal (mero ajuste do fato à
* Ataque de animal = EN
norma penal incriminadora). Tipicidade material (relevância * Animal usado como arma por uma pessoa = LD
da lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado). O STJ b) Legitima Defesa = repelir injusta agressão, atual ou
reconhece que a falta de tipicidade material pode, por si só, iminente, a direito próprio ou alheio, usando
tornar o fato atípico. moderadamente os meios necessários.
c) Estrito Cumprimento de Dever Legal
Coação Física irresistível = Quebra o Fato Típico d) Exercício Regular de Direito
Coação moral irresistível = Exclui a culpabilidade
(inexigibilidade de conduta diversa) DICA 5 do RILU (CULPABILIDADE)
Coação moral resistível = Atenuante ► Culpabilidade é o juízo de reprovabilidade que se
exerce sobre uma determinada pessoa que pratica um
DICA 3 do RILU (DOLO E CULPA) fato típico e antijurídico, tendo como requisitos a
► Diz-se que o crime é doloso quando o agente quis (dolo imputabilidade, a potencial consciência da ilicitude e a
direto) o resultado ou assumiu (dolo eventual) o risco de exigibilidade de conduta diversa. Causas de exclusão da
produzi-lo, e que o crime é culposo, quando o agente deu culpabilidade:
causa a resultado previsível por imprudência
a) inimputabilidade (emoção e paixão não excluem):
(comportamento positivo), negligência (comportamento
negativo) ou imperícia.
- doença mental, desenvolvimento mental incompleto ou
► O dolo direto de 1º Grau está relacionado à intensão e retardado + ao tempo da ação ou da omissão,
vontade do agente de cometer determinado crime, já o de 2º inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato
Grau está relacionado à intensão e vontade do agente de ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
cometer determinado crime, embora termine por incluir Se for parcial, pode reduzir a pena de 1/3 a 2/3.
efeitos colaterais, praticamente certos e, em razão disso, ser - menor de 18 anos;
também conhecido como "dolo de consequências - embriaguez completa (e involuntária), proveniente de
necessárias". Ex.: Com uma bomba mata seu desafeto, e, caso fortuito ou força maior. Embriaguez Patológica
como EFEITO COLATERAL, acaba por matar vários exclui! Embriaguez voluntária ou culposa não exclui.
inocentes (dolo direto de 2º Grau). b) inexistência da possibilidade de conhecimento da
► O dolo geral ocorre quando o agente, acreditando já ter ilicitude:
consumado o crime desejado, pratica nova conduta e só

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- erro de proibição = O desconhecimento da lei é - Crimes unissubsistentes
inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, - Crimes Omissivos puros
isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um - Contravenções Penais
sexto a um terço. - Crimes que a lei pune somente quando ocorre o
c) inexigibilidade de conduta diversa: resultado
- coação moral irresistível;
- obediência hierárquica. Ela faz com que apenas o autor DICA 9 do RILU (ERRO DE TIPO)
da ordem seja punido, desde que a ordem seja proferida ► O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de
por superior hierárquico, que não seja manifestamente crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime
ilegal e que o cumpridor se atenha aos limites da ordem. culposo, se previsto em lei.
► É isento de pena quem, por erro plenamente
DICA 6 do RILU (CRIME IMPOSSÍVEL) justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato
► Não se pune a tentativa quando, por ineficácia que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há
absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é
objeto, é impossível consumar-se o crime. Se o PRF punível como crime culposo.
verifica a olho nu que a CNH é falsa, por exemplo. Ou ► Responde pelo crime o terceiro que determina o erro.
então atirar em que já está morto (não é homicídio), ► O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é
► A jurisprudência dos Tribunais Superiores tem praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste
entendido que a existência de sistema de monitoramento caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da
do local por câmeras não autoriza, por si só, o pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. De
reconhecimento de crime impossível. acordo com a regra do art. 20, § 3º, do CP, deve-se levar
em conta, para a aplicação da pena, as condições da
DICA 7 do RILU (DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA, vítima virtual, isto é, aquela que o sujeito pretendia
ARREPENDIMENTO EFICAZ E atingir, mas que no caso concreto não sofreu perigo
ARREPENNDIMENTO POSTERIOR) algum, e não a vítima real, que foi efetivamente atingida.
► DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA: É preciso que o agente Nesses termos, se “A” queria matar seu pai, mas acabou
causando a morte de outra pessoa, incide a agravante
tenha ingressado na fase dos atos de execução. O
genérica relativa ao crime praticado contra ascendente
agente interrompe voluntariamente seus atos de
(art. 61, II, “e”, do CP), embora não tenha sido cometido
execução, impedindo, por ato seu, a consumação da
o parricídio.
infração penal, razão pela qual a desistência voluntária é
também chamada de tentativa abandonada. Só responde
pelos atos praticados. DICA 10 do RILU (Coautoria e Coparticipação)
► Arrependimento Eficaz: quando o agente, depois de ► Pela teoria Monista (regra no CP), o crime, ainda que
esgotar todos os meios que dispunha para chegar à praticado por várias pessoas em colaboração, continua
consumação da infração, arrepende-se e atua em sentido único, indivisível. Mas, como exceção, adotou a teoria
contrário, evitando a produção do resultado inicialmente pluralista em alguns casos, como exemplo:
pretendido. Só responde pelos atos praticados. a) corrupção ativa e passiva
► Arrependimento Posterior: Nos crimes cometidos b) facilitação de contrabando e descaminho
sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o c) falso testemunho e suborno (art. 342, §1° “testemunha
dano ou restituída a coisa, até o recebimento da subornada” e art. 343 “quem suborna a testemunha”)
denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a ► Quem, de qualquer modo, concorre para o crime
pena será reduzida de um a dois terços. incide nas penas a este cominadas, na medida de sua
culpabilidade.
DICA 8 do RILU (CONSUMAÇÃO E TENTATIVA) ► Se a participação for de menor importância, a pena
► Consumado = quando nele se reúnem todos os pode ser diminuída de um sexto a um terço.
► Se algum dos concorrentes quis participar de crime
elementos de sua definição legal
► Tentado = quando, iniciada a execução, não se menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena
será aumentada até metade, na hipótese de ter sido
consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.
previsível o resultado mais grave.
Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a
► Não se comunicam as circunstâncias e as condições
pena correspondente ao crime consumado, diminuída de
de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime.
um a dois terços.
► O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio,
► Crime falho é aquele em que o agente esgota,
salvo disposição expressa em contrário, não são
segundo seu entendimento, todos os meios que tinha ao
puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser
seu alcance a fim de alcançar a consumação da infração
tentado.
penal, que somente não ocorre por circunstâncias alheias
► Crimes de mão própria são aqueles que somente
à sua vontade.
podem ser praticados pela pessoa expressamente
► Tentativa incruenta ocorre quando não obstante
indicada no tipo penal. É o caso do falso testemunho.
tenha o agente se utilizado dos meios que tinha ao
Tais crimes não admitem coautoria, mas somente
seu alcance, não consegue atingir a pessoa ou coisa
participação.
sobre a qual deveria recair sua conduta.
► Admite-se a coautoria nos crimes omissivos
► Tentativa inidônea é aquela em que por ineficácia
impróprios.
absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do
objeto, é impossível consumar-se o crime.
► O crime omissivo impróprio admite sim tentativa! DICA 11 do RILU (Extinção da Punibilidade)
► Os crimes omissivos próprios ou puros não ► Extingue-se a punibilidade:
admitem a forma tentada. I - pela morte do agente;
► NÃO ADMITEM TENTATIVA (vai cair): II - pela anistia, graça ou indulto;
- Crimes culposos (salvo culpa imprópria) III - pela retroatividade de lei que não mais
- Crimes preterdolosos considera o fato como criminoso;
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IV - pela prescrição, decadência ou perempção; c) deixar de comunicar, imediatamente, ao juiz
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo competente a prisão ou detenção de qualquer
perdão aceito, nos crimes de ação privada; pessoa;
VI - pela retratação do agente, nos casos em d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão
que a lei a admite; ou detenção ilegal que lhe seja comunicada;
VII - pelo perdão judicial, nos casos previstos e) levar à prisão e nela deter quem quer que se
em lei. proponha a prestar fiança, permitida em lei;
► A prescrição, antes de transitar em julgado a f) cobrar o carcereiro ou agente de autoridade policial
sentença final, regula-se pelo máximo da pena carceragem, custas, emolumentos ou qualquer outra
privativa de liberdade cominada ao crime, despesa, desde que a cobrança não tenha apoio em
verificando-se: lei, quer quanto à espécie quer quanto ao seu valor;
I - em 20 anos, se o máximo da pena é superior a g) recusar o carcereiro ou agente de autoridade
12; policial recibo de importância recebida a título de
II - em 16 anos, se o máximo da pena é superior a carceragem, custas, emolumentos ou de qualquer
oito anos e não excede a doze; outra despesa;
III - em 12 anos, se o máximo da pena é superior a h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa
quatro anos e não excede a oito; natural ou jurídica, quando praticado com abuso ou
IV - em 8 anos, se o máximo da pena é superior a desvio de poder ou sem competência legal;
dois anos e não excede a quatro; i) prolongar a execução de prisão temporária, de
V - em 4 anos, se o máximo da pena é igual a um pena ou de medida de segurança, deixando de
ano ou, sendo superior, não excede a dois; expedir em tempo oportuno ou de cumprir
VI - em 3 anos, se o máximo da pena é inferior a 1 imediatamente ordem de liberdade.
(um) ano. ► A sanção penal será aplicada de acordo com as
regras do Código Penal e consistirá em:
DICA 12 do RILU (Abuso de Autoridade) a) multa;
► A ação penal será iniciada, independentemente de b) detenção por dez dias a seis meses;
inquérito policial ou justificação por denúncia do c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de
Ministério Público, instruída com a representação da qualquer outra função pública por prazo até três
vítima do abuso. anos.
►Se o órgão do Ministério Público não oferecer a
denúncia no prazo fixado nesta lei, será admitida ação DICA 13 do RILU (Crimes contra a
privada. O órgão do Ministério Público poderá, porém, Administração da Justiça)
aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia ► Denunciação caluniosa = Dar causa à instauração
substitutiva e intervir em todos os termos do processo, de investigação policial, de processo judicial, instauração
interpor recursos e, a todo tempo, no caso de negligência de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de
do querelante, retomar a ação como parte principal. improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe
►A audiência de instrução e julgamento será pública, se crime de que o sabe inocente.
contrariamente não dispuser o Juiz, e realizar-se-á em ► Comunicação falsa de crime ou de contravenção =
dia útil, entre dez (10) e dezoito (18) horas, na sede do Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a
Juízo ou, excepcionalmente, no local que o Juiz designar. ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se
►Se o órgão do Ministério Público, ao invés de ter verificado.
apresentar a denúncia requerer o arquivamento da ► Auto-acusação falsa = Acusar-se, perante a
representação, o Juiz, no caso de considerar autoridade, de crime inexistente ou praticado por outrem.
improcedentes as razões invocadas, fará remessa da ► Falso testemunho ou falsa perícia = Fazer
representação ao Procurador-Geral e este oferecerá a afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como
denúncia, ou designará outro órgão do Ministério Público testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em
para oferecê-la ou insistirá no arquivamento, ao qual só processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou
então deverá o Juiz atender. em juízo arbitral.
► Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: - As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o
a) à liberdade de locomoção; crime é praticado mediante suborno ou se cometido com
b) à inviolabilidade do domicílio; o fim de obter prova destinada a produzir efeito em
c) ao sigilo da correspondência; processo penal, ou em processo civil em que for parte
d) à liberdade de consciência e de crença; entidade da administração pública direta ou indireta.
e) ao livre exercício do culto religioso; - O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no
f) à liberdade de associação; processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou
g) aos direitos e garantias legais assegurados ao declara a verdade.
exercício do voto; Art. 343. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer
h) ao direito de reunião; outra vantagem a testemunha, perito, contador, tradutor
i) à incolumidade física do indivíduo; ou intérprete, para fazer afirmação falsa, negar ou calar a
j) aos direitos e garantias legais assegurados ao verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou
exercício profissional. interpretação
► Constitui também abuso de autoridade: ► Coação no curso do processo = Usar de violência
a) ordenar ou executar medida privativa da liberdade ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse
individual, sem as formalidades legais ou com abuso próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer
de poder; outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em
b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo
vexame ou a constrangimento não autorizado em lei; arbitral.

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► Exercício arbitrário das próprias razões = Fazer ► Emprego irregular de verbas ou rendas
justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, públicas: Dar às verbas ou rendas públicas aplicação
embora legítima, salvo quando a lei o permite. diversa da estabelecida em lei:
► Fraude processual = Inovar artificiosamente, na ► Concussão: EXIGIR, para si ou para outrem,
pendência de processo civil ou administrativo, o estado direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou
de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem
erro o juiz ou o perito. indevida.
► Favorecimento pessoal = Auxiliar a subtrair-se à ► Corrupção passiva: Solicitar ou receber, para si
ação de autoridade pública autor de crime a que é ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que
cominada pena de reclusão. Se quem presta o auxílio é fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão
ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal
criminoso, fica isento de pena. vantagem.
► Favorecimento real = Prestar a criminoso, fora dos ► Facilitação de contrabando ou descaminho:
casos de co-autoria ou de receptação, auxílio destinado a Facilitar, com infração de dever funcional, a prática
tornar seguro o proveito do crime. de contrabando ou descaminho;
► Exercício arbitrário ou abuso de poder = Ordenar ► Prevaricação: Retardar ou deixar de praticar,
ou executar medida privativa de liberdade individual, sem indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra
as formalidades legais ou com abuso de poder: disposição expressa de lei, para satisfazer interesse
► Patrocínio infiel = Trair, na qualidade de advogado ou sentimento pessoal.
ou procurador, o dever profissional, prejudicando ► Condescendência criminosa: Deixar o
interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado: funcionário, por indulgência, de responsabilizar
► Patrocínio simultâneo ou tergiversação = Advogado subordinado que cometeu infração no exercício do
ou procurador judicial que defende na mesma causa, cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o
simultânea (pat. Simultâneo) ou sucessivamente fato ao conhecimento da autoridade competente.
(tergiversação), partes contrárias. ► Advocacia administrativa: Patrocinar, direta ou
► Sonegação de papel ou objeto de valor probatório indiretamente, interesse privado perante a
= Inutilizar, total ou parcialmente, ou deixar de restituir administração pública, valendo-se da qualidade de
autos, documento ou objeto de valor probatório, que funcionário.
recebeu na qualidade de advogado ou procurador. ► Violência arbitrária: Praticar violência, no
► Exploração de prestígio = Solicitar ou receber exercício de função ou a pretexto de exercê-la.
dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir ► Abandono de função: Abandonar cargo público,
em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário fora dos casos permitidos em lei.
de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha. ► Exercício funcional ilegalmente antecipado ou
prolongado: Entrar no exercício de função pública
DICA 14 do RILU (Crimes praticados por antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar
funcionário público contra a Administração em a exercê-la, sem autorização, depois de saber
geral) oficialmente que foi exonerado, removido, substituído
► CRIMES PRÓPRIOS! ou suspenso.
► PECULATO: Apropriar-se o funcionário público de ► Violação de sigilo funcional: Revelar fato de
dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público que tem ciência em razão do cargo e que deva
ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação.
ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. Aplica-se ► Violação do sigilo de proposta de
a mesma pena, se o funcionário público, embora não concorrência: Devassar o sigilo de proposta de
tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o
ou concorre para que seja subtraído, em proveito ensejo de devassá-lo.
próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe ► Funcionário público = para os efeitos penais,
proporciona a qualidade de funcionário. quem, embora transitoriamente ou sem
= Peculato culposo (ÚNICO QUE ADMITE CULPA)! Se remuneração, exerce cargo, emprego ou função
o funcionário concorre culposamente para o crime de pública. Equipara-se a funcionário público quem
outrem. No Culposo, a reparação do dano, se exerce cargo, emprego ou função em entidade
precede à sentença irrecorrível, extingue a paraestatal, e quem trabalha para empresa
punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a prestadora de serviço contratada ou conveniada para
pena imposta. a execução de atividade típica da Administração
► Inserção de dados falsos em sistema de Pública.
informações: Inserir ou facilitar, o funcionário ► A pena será aumentada da terça parte quando os
autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou autores dos crimes previstos neste TÓPICO forem
excluir indevidamente dados corretos nos sistemas ocupantes de cargos em comissão ou de função de
informatizados ou bancos de dados da Administração direção ou assessoramento de órgão da
Pública com o fim de obter vantagem indevida para si administração direta, sociedade de economia mista,
ou para outrem ou para causar dano. empresa pública ou fundação instituída pelo poder
► Modificação ou alteração não autorizada de público.
sistema de informações: Modificar ou alterar, o
funcionário, sistema de informações ou programa de DICA 15 do RILU (Crimes praticados por
informática sem autorização ou solicitação de particular contra a Administração em geral)
autoridade competente. ► Usurpação de função pública: Usurpar o exercício
► Extravio, sonegação ou inutilização de livro de função pública
ou documento: Extraviar livro oficial ou qualquer ►Resistência: Opor-se à execução de ato legal,
documento, de que tem a guarda em razão do cargo; mediante violência ou ameaça a funcionário
sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente.
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competente para executá-lo ou a quem lhe esteja ► O crime de falsificação de documento público é
prestando auxílio absorvido pelo uso de documento falso quando
► Desobediência: Desobedecer a ordem legal de praticados pela mesma pessoa, uma vez que o crime fim
funcionário público absorve o crime meio). PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO.
►Desacato: Desacatar funcionário público no Uso de documento falso
exercício da função ou em razão dela. ► USO DE DOCUMENTO FALSO = Fazer uso de
► Tráfico de Influência: Solicitar, exigir, cobrar ou qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se
obter, para si ou para outrem, vantagem ou referem os arts. 297 a 302 do Código Penal. Pena - a
promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato cominada à falsificação ou à alteração.
praticado por funcionário público no exercício da ► Falsidade ideológica = Omitir, em documento
função público ou particular, declaração que dele devia
► Corrupção ativa: Oferecer ou prometer vantagem constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração
indevida a funcionário público, para determiná-lo a falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim
praticar, omitir ou retardar ato de ofício de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a
► Descaminho: Iludir, no todo ou em parte, o verdade sobre fato juridicamente relevante. Pena -
pagamento de direito ou imposto devido pela reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o
entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria documento é público, e reclusão de um a três anos, e
► Contrabando = Importar ou exportar mercadoria multa, se o documento é particular. Se o agente é
proibida. funcionário público, e comete o crime prevalecendo-
► Impedimento, perturbação ou fraude de se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de
concorrência: Impedir, perturbar ou fraudar assentamento de registro civil, aumenta-se a pena
concorrência pública ou venda em hasta pública, de sexta parte.
promovida pela administração federal, estadual ou ► Falsidade de atestado médico = Dar o médico,
municipal, ou por entidade paraestatal; afastar ou no exercício da sua profissão, atestado falso. Se o
procurar afastar concorrente ou licitante, por meio de crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se
violência, grave ameaça, fraude ou oferecimento de também multa.
vantagem.
► Inutilização de edital ou de sinal: Rasgar ou, de
qualquer forma, inutilizar ou conspurcar edital www.exercitophd.com.br
afixado por ordem de funcionário público; violar ou
inutilizar selo ou sinal empregado, por determinação @profrilu
legal ou por ordem de funcionário público, para
identificar ou cerrar qualquer objeto.
► Subtração ou inutilização de livro ou documento:
Subtrair, ou inutilizar, total ou parcialmente, livro
oficial, processo ou documento confiado à custódia
de funcionário, em razão de ofício, ou de particular
em serviço público.
► Sonegação de contribuição previdenciária:
Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária
e qualquer acessório, mediante as seguintes
condutas:
I – omitir de folha de pagamento da empresa ou de
documento de informações previsto pela legislação
previdenciária segurados empregado, empresário,
trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a
este equiparado que lhe prestem serviços;
II – deixar de lançar mensalmente nos títulos
próprios da contabilidade da empresa as quantias
descontadas dos segurados ou as devidas pelo
empregador ou pelo tomador de serviços;
III – omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros
auferidos, remunerações pagas ou creditadas e
demais fatos geradores de contribuições sociais
previdenciárias.
É extinta a punibilidade se o agente,
espontaneamente, declara e confessa as
contribuições, importâncias ou valores e presta as
informações devidas à previdência social, na forma
definida em lei ou regulamento, antes do início da
ação fiscal.

DICA 16 do RILU (Crimes de Falsidade


Documental – Fé Pública)

FIM

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