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BOLETIM TRIMESTRAL

N.º 110
Janeiro/Março 2011

S.S. Bento XVI envia aos Armistas: votos de Santo Natal, feliz Ano Novo e Benção Apostólica
(Pág. 6 e 7)

Nesta edição:
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Correio Armista Um Sorriso Numpula A. G. Fátima/Tomar

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Memórias esparsas em homenagem a D. José dos Santos Garcia, primeiro bispo da Sociedade Missionária
(Pág. 8 e 9)

SMBN Chibuto

Visite o site da ARM em www.arm.org.pt

Assembleia Geral da ARM, neste ano de 2011, realizar-se-á nos dias 21 e 22 de Maio, em Fátima/Tomar. É ano de eleições dos O.S. para o triénio 2011/2014 Vamos preparar as listas concorrentes!

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Propriedade: ARM Associação Regina Mundi Sede: Rua da Bempostinha, 30 1150-066 Lisboa Tel. 218 851 546 Fax: 218 850 258 NIPC n° 503 268 372 NIB da conta da ARM: 003501210000130053098

CORREIO ARMISTA
Malema, 3 de Dezembro de 2010, Dia de S. Francisco Xavier fazer baptismos, casamentos e assistir as comunidades. Por incrível que pareça, nesse tempo nasceram muitas novas comunidades, sobretudo nas regiões mais muçulmanas, onde os padres não tinham conseguido entrar. Hoje são 106 comunidades, espalhadas numa área de 2.000 km2, assistidas pelos padres José Alexandre e João Baltar e pelas Irmãs da Imaculada Conceição, fundadas por Santa Paulina. No primeiro semestre, das chuvas e malárias, dediquei-me sobretudo ao estudo de todos os livros que encontrei sobre cultura macua e comprei os livros litúrgicos para começar a aprender a ler macua nas comunidades onde o português é desconhecido. Há muitos anos que não tinha tanto tempo para ler e estudar. Comigo veio o Ronaldo Viana, jovem estagiário brasileiro da Sociedade. Ele foi professor de informática na escola profissional de carpinteiros e foi entrando no meio da juventude por meio do teatro, do futebol e curso para acólitos. Tornou-se um líder da juventude nos 10 meses que aqui passou. Enquanto íamos conhecendo o trabalho dos mais velhos,dedicámo-nos a fazer fotografias e a filmar a realidade. Daí surgiu uma série de filmes de sucesso: Travessia, Caminho da Cruz (baseado na Via Sacra encenada na sexta-feira santa), Jovem, Levanta-te (reportagem do Dia Paroquial da Juventude) e Paróquia – Casa do Evangelho (um resumo da vida das duas paróquias). Ele era o realizador técnico e eu suge-

Um ano em Moçambique
É verdade! Um ano passou. Deixei Portugal a 15 de Dezembro. Passei o Natal e Ano Novo no Sul, a visitar os colegas de Maputo, Matola e Chibuto e a aprender com eles. Já no Norte,tratei das burocracias da emigração e passei uns dias com os colegas de Nampula e Nametil. Cheguei a Malema no dia 19 de Janeiro. Esse dia é sagrado (foi a 19.01 que cheguei ao Brasil, há 40 anos, e em 1987,exactamente 17 anos depois, deixei a querida diocese de Teófilo Otóni para ir morar em Belo Horizonte). Malema é uma área de longa tradição para a Sociedade Missionária. As primeiras comunidades foram criadas por leigos antes de os nossos padres chegarem a Mutuáli em 1938, outras foram criadas logo em 1939. Os mais velhos veneram como santos a esses cristãos e aos padres. Muita gente estudou nas escolas fundadas na década de quarenta e foi baptizada por eles. O P. Valente de Matos deixou muitas recordações. Mas o grande fundador das paróquias de Malema e Nataleia foi o P. Manuel Silva. Depois da independência, estas duas paróquias ficaram sem padre. Eram visitadas pelos padres do Mutuáli. Libério e Godinho foram os heróis desse tempo da guerra. D. Manuel Vieira Pinto nomeou um pároco leigo com autorização para

Presidente da Direcção: José Domingues dos Santos Ponciano Direcção, Redacção e Administração: Rua da Bempostinha, 30 1150-066 Lisboa Telem. 927 651 624 Tel. 218 851 546 Fax: 218 850 258 Site: www.arm.org.pt E-mail: geral@arm.org.pt Fotocomposição e Impressão: Escola Tipográfica das Missões Cucujães Tiragem desta Edição: 800 exemplares

Colaboradores deste número: Ronaldo Viana Jerónimo Nunes Santos Ponciano Aires Nascimento

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CORREIO ARMISTA
ria ideias. Foi uma bela parceria. No mês de Agosto tivemos a casa cheia com a visita das meninas LBN e do Presidente da ARM e sua família. Além da presença amiga e da ajuda financeira, foi uma lufada de ar fresco a entusiasmar-nos. Como nós padres já estamos todos na reforma, a vinda de gente mais jovem deu outra cor à Missão e suscitou na juventude de Malema novas esperanças para a sua caminhada. Esperamos que ela(e)s voltem para ficar. Nas férias do P. José Alexandre, eu fui pároco prematuro durante dois meses e meio. Sem inventar nada de novo, dediquei-me sobretudo às comunidades mais longínquas que só podem ser visitadas nesse tempo seco. Foi a melhor ocasião para conhecer os problemas do povo e das comunidades. Qual seria o problema maior a ser atacado? À primeira vista é a formação dos responsáveis pelo funcionamento das comunidades: animadores de zona, anciãos, catequistas, ministros da Comunhão e outros ministérios. Vendo mais a fundo, o problema maior é a evangelização. Porque esses líderes não podem dar o que não receberam. Se não foram bem evangelizados não podem evangelizar nem orientar as comunidades. E a melhor maneira de evangelizar os líderes é trabalhar com toda a comunidade. Fiz a primeira experiência no mês das missões. Como Cristo nos ensinou a começar pelos mais pobres, fomos começar numa comunidade simpática junto à serra de Nampatiua. Foram 3 dias de encontro, dirigidos, em macua, por três leigos experientes. O povo ficou animado, continua a estudar e rezar os textos que deixámos. Na próxima semana lá estaremos para dar continuidade. Não podemos me de simpatia e dedicação total ao povo. É um trabalhador incansável e fazer mais do que ele é impossível. O desafio é simplificar os métodos para podermos aprofundar o que ele fez, ir onde ele não chegou e fazer da paróquia a tal casa do Evangelho – Evangelização. Na cabeça está claro, como vai funcionar, iremos aprendendo na caminhada. Na cidade não vejo quem esteja disposto a dar 3 dias para repetirmos aqui a experiência de Muricai. Teremos de usar outros métodos e começar pela carência mais sentida: o caos da família. Vou socorrer-me da convivência dos últimos anos com os Encontros de Reflexão para Casais na região de S. João da Madeira. Aqui a família é diferente, os problemas apresentam-se de forma diversa e a cultura macua exige outro tratamento. Mas, lá no fundo, a doença é a mesma e os objectivos terão de ser idênticos. O Carlindo que iniciou esse trabalho em S. João, estará connosco porque vê tudo lá do alto. Vamos tentar abrir caminho para um movimento de casais cristãos. Aos nossos amigos que vivem longe pedimos a solidariedade de nos acompanharem com a oração. Porque sem a Graça, isto não avança. Um santo Natal para cada um de vós e um 2011 cheio da bênção de Deus. O amigo, P. Jerónimo Nunes

abandonar a sementeira que fizemos. A ideia é que de cada experiência destas surjam novos apóstolos para irem levar a Boa Nova a outras comunidades. Isso é trabalho para 2011, lá para Maio, depois das chuvas que estão a começar. A novidade deste final de ano é que o P. José Alexandre (que dirigia este barco há 18 anos) vai ser transferido para Pemba e virá para aqui o P. Luís Figueiredo. Eu terei de tomar o leme em Fevereiro. P. Alexandre deixa uma herança enor-

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Programa Encontros com o Património novamente distinguido

Um Sorriso para Ti
Quando no início do ano de 2009 nos propusemos, em parceria com a Sociedade Missionária da Boa Nova, a elevar um projecto que dotasse os nossos missionários de alguns meios na ajuda às crianças mais carenciadas das suas missões e ao mesmo

conscientes que são as gotas, insistentes e persistentes, que enchem o cântaro, pensámos que era possível fazer mais. Tivemos oportunidade de, no terreno, sentir as dificuldades, necessidades, angustias de quem quer fazer mais e não pode, de quem quer

13 DEZ 10 às 22:56 O programa Encontros com o Património recebeu desta vez uma menção honrosa da parte da Associação Portuguesa de Museologia, após os prémios atribuídos pela SPA e Associação Nacional do Ambiente. O programa Encontros com o Património foi distinguido com a menção honrosa em Jornalismo Cultural pela Associação Portuguesa de Museologia. O prémio foi entregue, esta segunda-feira à noite, no Museu do Oriente, durante uma sessão especial promovida por esta associação. Esta é a terceira distinção atribuída a este programa em parceria com o IGESPAR, depois dos galardões da Sociedade Portuguesa de Autores e da Associação Nacional do Ambiente.

Nametil

tempo contribuíssemos no combate a esse flagelo que grassa no mundo, e particularmente em África, que é a pobreza, muitos de nós tivemos dúvidas que tal fosse possível. Com muito empenho, muita colaAo Manuel Vilas Boas, reiteramos os nossos parabéns boração e muita generosidade conseguiu-se, em 2010, que 100 crianças por mais este galardão. tivessem acesso à escola. Os resultados estão à vista de todos. Elaborámos um processo eficaz e transparente. Tendo consciência de que é uma António Gomes da Costa & Ca., Lda. FÁBRICA DE FERRAGENS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL gota de água nesse grande oceano que Telef. 256 374 083 / 84 – Fax 256 374 082 – Apart. 407 é a iliteracia mun4524-907 RIO MEÃO – PORTUGAL dial, mas também

dar mais e nada mais possui, de quem precisa e não sabe pedir nem a quem se dirigir. Pessoas que não acreditam no Estado e que apenas contam com a Igreja. Isto, meus caros, pode parecer lamechas, mas não é. É a pura realidade, nua e crua. Vejam que em qualquer campo difícil, seja em que país for, quem vemos lá? Missionários! Sejam católicos ou não, são os missionários. Ponto. Em Maio de 2010 decidimos, em Cucujães, elevar para 200 as crianças a ser apoiadas. Aproveitar a logística montada e duplicar os apoios. Nesta data as inscrições colocam-se nas 160. Faltam-nos 40 para atingirmos o objectivo. É possível, mas só com o seu apoio é possível. Falta a tua inscrição.

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PROPOSTA DE PROJECTO da ARM em Nampula
TEMA: Serviço de Acolhimento e Apoio Psico-Social das Crianças Órfãs e Desamparadas, vivendo em situações de/na Rua.(Algumas que tendo família se fazem as ruas, precisam ser reencaminhadas ao seu convívio familiar. As que não tem família precisam ser encaminhadas a um centro de acolhimento em parceria). APRESENTAÇÃO:
Para esta projecção, que surge como fruto das vivências do dia-a-dia com a maioria das crianças moçambicanas, precisamos de mostrar a nossa dimensão humana e cristã através de um gesto. Precisamos de mostrar que como humanos, estamos contra a marginalização e abandono das crianças, seja qual for a sua situação económica e social. Estas crianças precisam de recuperar sua identidade, ganhar auto-estima e possuir potencialidades de crescimento físico e psicológico que, inevitavelmente, merecem. Precisamos dar a essas crianças condições que lhes favoreçam uma educação para a preparação incondicional de seu futuro.

OBJECTIVOS
Os objectivos de prestação destes serviços de Acolhimento e Apoio Psico-Social das Crianças Órfãs e Desamparadas, vivendo em situações de/na Rua, visam: 1. Ajudar a criança a recuperar sua auto-estima e a viver plenamente seus direitos; 2. Promover uma mudança de atitude na sociedade onde nos encontramos, isto porque nem todas as crianças que se encontram em situações de rua e na rua são órfã, a maioria delas são marginalizadas simplesmente pelos seus próprios progenitores; ou seja, sendo órfãs, têm alguém que as pudesse proteger e assumir responsabilidade delas. 3. Assistir e ajudar essas crianças na sua realização e reabilitação de suas potencialidades e habilidades; 4. Fazer nelas uma reabilitação psicológica de toda vida “amarga” de que tanto viveram; 5. Mostrar para elas uma outra dimensão de vida e de convivência social. 6. Substituir nelas os rostos de tristeza e desespero pelos de alegria e prosperidade. IDEAL DE ACÇÃO Precisamos de uma estruturação desses serviços com acções concretas e

sábias através de: Coordenação; Administração; Intervenção conjunta; Precisamos de um ensaio e treinamento segundo: Competências de serviços sociais; Humildade no trabalho em equipa: Vontade de colaboração; Espírito de projecto. Estas acções são materializáveis através do espírito de boa vontade e na permissão da correcção fraterna.

APOIO
Contamos, a priori, com o apoio dos irmãos da ARM de Portugal e precisamos de criar condições para que, com o tempo, possamos ser apoiantes do projecto.

PARCERIAS
Contamos com a parceria de: - ARM - Igreja Católica em Nampula em especial as Paroquias sob tutela da Sociedade Missionaria; - Direcçao da mulher criança e acção social; - Orfanatos de Nampula; - ONG Save the Children; - Comunidade se Santo Egidio em Moçambique; Algumas destas instituições são as que trabalham com crianças vulneráveis, desamparadas e vitimas de violência.

NOSSA VISÃO
Promover um desenvolvimento integral da pessoa humana, fazendo com que as crianças que vivem nestas situações passem a aproximar o modo de vida digno e íntegro, que conheçam e vivam os seus direitos e que sejam respeitadas segundo sua situação económica e social.

NOSSA MISSÃO
1. Acolher e proteger as crianças desamparadas e em condições deploráveis; 2. Criar para elas, condições para a educação, saúde e convívio social de que merecem; 3. Viver feliz com elas para fazê-las felizes; 4. Mostrarmos a nossa dimensão humana, social e cristã neste propósito de solidariedade.
Sociedade de Advogados

António Emílio Pires Advogado
Av. Conselheiro Fernando de Sousa, no 19 – 18o 1070-072 Lisboa – Portugal Tel.: 351.21 384 63 00 Fax 351.21 387 01 67 Email: epires@pmbgr.pt

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Ao comemorarmos os 650 anos do seu nascimento e primeiro da sua canonização, a ARM quis prestar uma singela homenagem a NUNO de SANTA MARIA. Pedimos ao Senhor Prof. Doutor Aires A. Nascimento, para ser o autor e escrever algo diferente do que soe fazer-se.

S.S. Bento XVI envia aos Armistas: votos de Santo Natal, feliz Ano Novo e Benção Apostólica
É com muita emoção que levamos até vós a carta que hoje nos chegou, via Nunciatura Apostólica de Lisboa. Vem da parte da Secretaria de Estado do Vaticano e tem todas as marcas de ser de iniciativa de Sua Santidade o Papa Bento XVI. Trata-se de um gesto de simpatia que ultrapassa as formalidades protocolares e revela a personalidade de um Papa que atende aos mínimos pormenores de gentileza. Comove-nos que a todos os membros da ARM conceda a Sua Benção Apostólica e que formule votos de santo Natal e Feliz Ano Novo para as famílias de cada um. Toca-nos que, em final de Ano, nos tenha a todos no coração para connosco partilhar a alegria da visita a Portugal. Não pode ficar desapercebido que o motivo de tanta gentileza seja a obra que lhe entregámos através da Nunciatura Apostólica, dedicada a S. Nuno. Sua Santidade já a tinha agradecido através de carta assinada pelo Senhor Núncio Apostólico, em 12 de Maio, p.p. (de que demos oportuno conhecimento); se esse gesto nos surpreendeu, a reiteração dele e os termos agora usados deixa-nos sem palavras, pois só alguém muito atento e generoso pode referir-se ao livro entregue como “ponderosa obra Nuno de Santa Maria: fragmentos de memória persistente, da autoria de Aires A. Nascimento, querendo deste modo testemunhar o seu apreço e regozijo pela visita do Sucessor de Pedro”. Se o juízo vai para o autor, não podemos nós deixar de nos sentirmos orgulhosos como ARM, editores, e com isso nos congratularmos com o nosso amigo, Prof. Pe. Aires A. Nascimento que confiou em nós para executarmos o que ele preparou. Mais que qualquer comentário vale por si o documento original que anexamos.

Prontamente aceitou. E neste livro, que não é nenhuma biografia, trouxe à memória o testemunho do rei D. Duarte, Crónica do Condestável, Fernão Lopes, Camões... sobre Nun’Àlvares. De referir que o autor ofereceu os direitos, sendo estes integralmente canalizados para o projecto.

“Um Sorriso para Ti”.

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Memórias esparsas em homenagem a D. José dos Santos Garcia, primeiro bispo da Sociedade Missionária
Era por meados do mês de Abril de 1957. Aproximava-se a Páscoa, que esse ano calhou a 21, um tanto sobre o tarde, como acontece este ano de 2011. O dia de Páscoa desse longínquo ano haveria de ficar indelevelmente marcada pela publicação da encíclica Fidei Donum, dedicada particularmente à África. Para nós, os da Sociedade Missionária Portuguesa (sobretudo para os que despertávamos para a vida), teve um brilho particular a aproximação desse dia: a eleição do primeiro bispo, D. José dos Santos Garcia. É inevitável recordá-lo, em momento em que ele, D. José, passou definitivamente para o Pai (a 11 de Janeiro). Inesperadamente, em semana de Paixão, chegava uma notícia que nos alvoroçou no Seminário de Cucujães. Pela solenidade que revestia, o Reitor, P.e Domingos Marques Vaz, decidiu transmiti-la na capela, no final das “Orações do Meio-dia”. Com emoção contida, anunciou: “Habemus Episcopum; o Santo Padre Pio XII, nomeou esta manhã o P.e José dos Santos Garcia, Superior Regional de Nampula, como bispo da nova diocese de Moçambique, Porto Amélia.” Ao tempo, não se haviam introduzido ainda as palmas no espaço sagrado nem estávamos preparados para tanto. A resposta de aplauso, na surpresa da notícia, foi apenas de um olhar e de um sorriso, ambos admirativos, por parte da comunidade inteira, sem excepção. Ainda emocionado pela novidade que acabava de comunicar, o Reitor não adiantou muitas mais palavras. Na realidade, para nós, alunos (eu ia no 3º ano do curso de filosofia), o nome era conhecido, mas pouco mais tínhamos dele que a imagem de umas barbas fartas e longas, com doze anos em África, sem interrupção, admirado sobretudo pela obra que estava a erguer na Missão do Mutuáli. Era muito, no entanto, o que devíamos aprender de quem com ele convivera e com ele colaborara na edificação de uma comunidade – humana e cristã. Felizmente, não nos faltavam testemunhos imediatos. O P.e Vaz, antigo companheiro de estudos e bem a par da actividade do P.e Garcia, ajoelhou voltado para o sacrário e rezou a antífona do Veni, Sancte Spiritus. Já não teve voz para entoar o Salve Regina porque a comoção era muita; apenas rezou: “Ó Maria, rainha das missões, dai-nos muitos e santos missionários”. Era o primeiro gesto de solidariedade com o novo bispo e simultaneamente de veneração e ansiedade pelo que a designação representava para a Sociedade Missionária. Todos nos irmanámos num mesmo sentimento. Invocávamos sobre ele o Espírito de Deus: a Deus o confiávamos, por Cristo que o escolhera e por Maria de quem esperávamos protecção. A ele lhe desejávamos as maiores bênçãos divinas. No fundo da capela, sentiu-se que o P.e Alfredo Alves, imperturbável, rejubilava. Sem se mover, o P.e Manuel Moreira Campos, Director Espiritual, que tudo acompanhava, contemplativo, curvado sobre o banco, também no fundo da capela, conteve-se para não exteriorizar a sua alegria; só no final do dia, ao exame de consciência, deixou ele expandir o que lhe ia na alma e que reflectia já o que ocupara as conversas do dia inteiro (passado com a tarde sem aulas, em dispensa de actividades dada pelo Reitor): a nomeação de um bispo da Sociedade Missionária devia ser motivo de acção de graças a Deus e de regozijo de todos pelo que significava de confiança por parte do Santo Padre. No dia seguinte, à meditação, o P.e Campos voltaria ao tema. Sublinhava ele: todos sabíamos que Pio XII seguia de perto as actividades da Sociedade Missionária, desde os tempos em que fora Secretário de Estado do Vaticano; todos sabíamos também que o Santo Padre Pio XII, repetidas vezes, havia manifestado as suas expectativas quanto à acção que a Sociedade ia realizando no campo missionário; nem outra coisa era de esperar, como se podia deduzir de tantos gestos do passado, entre os quais se deviam contar as bem significativas as palavras que na encíclica Saeculo exeunte octavo, ele dedicara à Sociedade Portuguesa das Missões Católicas Ultramarinas, salientando que a Sociedade tinha saído do coração do Papa; no ano em que íamos celebrar as Bodas de Prata da institucionalização da Sociedade, a nomeação de um bispo tomado de entre os nossos devia ser motivo de alegria e de renovação de fidelidade à vocação missionária: era momento, insistia, de agradecer a Deus e ao Santo Padre o gesto que nos abrangia a todos nós. Estava dado o tom que iríamos respeitar, mas ficavam a pairar as novas responsabilidades de acompanhamento que iriam pesar sobre a Sociedade Missionária – um bispo, com uma nova diocese, num campo novo de missão, definitivamente aberto por um dos nossos... Por tudo isso havia em todos uma alegria contida, com um misto de ansiedade, que prolongava a do Reitor do Seminário, que era também Assistente Geral e Secretário da Direcção da mesma Sociedade: o campo de trabalho em Moçambique iria alar-

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Memórias esparsas em homenagem a D. José dos Santos Garcia, primeiro bispo da Sociedade Missionária
gar-se e obrigaria a repartir forças e efectivos por mais uma diocese, quando havia consciência de que os grupos do Sul do Save e de Nampula não tinham mãos a medir, apesar de em 1956 ter sido enviado um grupo de oito novos missionários. O Superior Geral não estava em Cucujães. O P.e Alfredo Alves demonstrava contentamento que contagiava. O P.e Francisco Mendes Sequeira acompanhava-o, com o P.e José Lourenço Baptista. Outros não ousavam exteriorizar sentimentos, contentando-se com referir impressões de circunstância ou relatavam episódios antigos em que a figura do novo bispo vinha à colação. Em 10 de Abril de 1957, D. José foi nomeado Bispo da nascente diocese de Porto Amélia (actual Pemba). Era sua vontade receber a sagração episcopal na igreja de Cucujães, em homenagem à Sociedade Missionária que ali tinha a sua Casa principal e como testemunho da sua vinculação a ela, com isso tencionando também significar quanto esperava da colaboração pastoral dos membros do Instituto na nova diocese a que ia presidir. Por razões menores, tal desejo não foi secundado pelo Superior Geral da SM. A cerimónia teve lugar na catedral de Nampula em 16 de Junho daquele ano, com a presença de quase todos os bispos moçambicanos e com grande representação dos missionários da Sociedade Missionária e de outros Institutos. Com a Sociedade Missionária manteve laços de estreita e viva colaboração, considerando-se sempre como um dos seus membros, visitando as suas Casas com regularidade e mostrando-se sempre disponível para as iniciativas para as quais fosse convidado. Contava com a colaboração da mesma Sociedade e apresentava os seus projectos ao Superior Geral da Sociedade, admitindo que nem todos os pedidos iriam ser atendidos, trito de Cabo Delgado, divisão administrativa criada em 1954, o qual era constituído por dois concelhos (Porto Amélia e Ibo) e diversas circunscrições (Macomia, Macondes, Mecúli, Mocímboa da Praia, Montepuez, Palma e Quissanga), com uma população oficialmente estimada em 497.105 habitantes, distribuídos por 78.480 Km2. As dimensões territoriais eram enormes; a evangelização tinha a seu favor a presença de uma congregação, devotada a um trabalho de evangelização sério e metódico – a de S. Luís de Monfort (Monfortinhos); era um grupo originário dos Países Baixos e experimentado por trinta anos de presença. Ao tempo, o grupo era constituído por 29 sacerdotes e 2 irmãos. Ao seu lado, trabalhava um grupo significativo de 27 irmãs da Consolata, de outras origens. O número de católicos era de 37.000 e a rede escolar apresentava 357 postos, 372 professores e 32.253 alunos matriculados. A Diocese de Pemba deve a D. José a criação de todas as estruturas fundamentais de uma Diocese, a começar pelos Seminários e pela formação de vocações de vida consagrada. Homem de acção, apostava na simplicidade das actuações e na colaboração que oferecia e solicitava – com humildade e sem alarido. Passou fazendo o bem. Entrou agora no gozo do seu Senhor. Com saudade o revemos e lhe rezamos. Aires A. Nascimento

mas pressupondo que planos conjugados facilitavam entendimentos na destinação dos missionários. Mantendo uma relação directa e interessada, colocava-se também à disposição da Direcção Geral para funções que estivessem ao seu alcance. Assim ministrou ordens a muitos dos membros da Sociedade, na capela de Santa Filomena, em Cucujães, quando para tal era convidado e tinha disponibilidade (assim aconteceu em 1962, ano em que o signatário das linhas foi por ele ordenado de presbítero). Coincidia a Diocese de Porto Amélia com as dimensões do dis-

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Assembeia Geral 21 e 22 de Maio — Fátima/Tomar Assembleia Geral Convocatória
Nos termos do Art.º 6º dos Estatutos da ARM - Associação dos Antigos Alunos da Sociedade Missionária, convoco todos os Armistas, no pleno gozo dos seus direitos, para a ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA a realizar-se no Seminário de Fátima, no próximo dia 21 de Maio, Sábado, pelas 14,30h, com a seguinte ordem de trabalhos: 1. Apresentação do relatório de actividades. 2. Apreciação, discussão e aprovação das contas de 2010. 3. Delegações de Angola e Moçambique 4. Adesão à COPAEC; 5. Adesão Á UASP 6. Eleições dos Orgãos Sociais para o triénio 2011/2014. 7. Apreciação, discussão e aprovação dos projectos para 2011. 8. Outros assuntos Lisboa, 31 de Março de 2011 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
José Maria Ribeiro Novo

20,00h 21,00h

Jantar Convívio e tempo livre Domingo, dia 22 de Maio

09,00h 10,00h 10,30h

12,00h 13,00h

Saída para Tomar Chegada e recepção no Claustro da Micha, Convento de Cristo Visita guiada, acompanhados pelo Arq. Álvaro Barbosa a todo o convento, incluindo o antigo seminário (cortes, reitoria, camaratas, corredores, campo de futebol, Pegões, celas, claustros, Charola,etc.etc.) Missa no scriptorium (nossa capela no Claustro dos Corvos) Almoço no refeitório do convento servido por restaurante local.

PROGRAMA
A Assembleia Geral deste ano, manda a tradição, será no Seminário do Alto da Fazarga, em Fátima. Terá o seguinte programa: Sábado, dia 21 de Maio 14,00h 14,30h 17,00h 17,30h 19,00h Chegada e recepção Inicio da Assembleia Geral Pausa para café (pequeno lanche) Retoma dos trabalhos Ensaio coral para a missa dominical

O jantar em Fátima será na Casa de S. Nuno, na Av. Nun’Álvares, perto do Santuário. A dormida será em quartos duplos no Seminário da SMBN e na Casa de S. Nuno. O pequeno almoço, tomado no local onde pernoitarem (ou Seminário ou Casa de S. Nuno) Almoço em Tomar será, como já se disse, no refeitório do Convento de Cristo. Preço por pessoa (tudo incluído) 42,00€ Só Almoço no Domingo 16,00€ por pessoa. Após o jantar, e porque estamos em Fátima, é dado algum tempo livre para quem queira ir ao Santuário, que é mesmo nas traseiras da Casa de S. Nuno. Uma vez que as refeições são servidas por terceiros, não pode haver, este ano, a indisciplina que tem acontecido nos anos anteriores. Isto é, precisamos de saber antecipadamente com quantas pessoas teremos que contar. Precisamos das inscrições prévias. Só assim poderemos garantir um bom serviço. Este ano é ano de eleições para o próximo triénio. Elaborem as vossas listas. Podem fazer as vossas inscrições: por e-mail para: geral@arm.org.pt ou, telefone para: 966924794 – Santos Ponciano 966447955 – Armindo Henriques

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Demonstração de Resultados a 31.03.2010
Receita
Saldo Ano anterior Quotas Dona vos Encontro Cucujães Um Sorriso para Ti Leilão Angariação fundos p/ Reconstrução do Chibuto Encontro de Lisboa Venda de Livros Encontro Monsanto Publicidade 4.724,05 € 1.951,66 € 450,00 € 1.628,00 € 24.860,00 € 210,00 € 3.558,00 € 120,00 € 9.473,00 € 110,00 € 300,00 €

Despesa
Livro de cheques Bole ns CTT Papelaria Livro Nuno de Santa Maria Reconstrução Chibuto Um Sorriso para Ti Impressos Bolo aniversário S.G. Alojamento Cucujães Refeições Cucujães 15,38 € 2.661,44 € 19,71 € 202,50 € 6.536,85 € 2.500,00 € 20.000,00 € 151,40 € 52,80 € 672,00 € 909,50 €

Saldo D.O. Fundo Projectos Conta Projectos Totais 47.384,71 €

2.970,82 € 5.840,00 € 4.852,31 € 47.384,71 €

PARECER DO CONSELHO FISCAL
CAROS CONSÓCIOS
No cumprimento das disposições legais e estatutárias, e nos termos do mandato que nos foi conferido pela AG, vimos apresentar-vos o nosso parecer sobre os documentos de prestação de contas da Direcção relativos ao ano findo. Analisados esses documentos, constatou o Conselho Fiscal que os mesmos reflectem a actividade desenvolvida pela ARM bem como a sua situação patrimonial.
O saldo positivo apresentado nas contas gerais da ARM foi apreciado positivamente pelo Conselho Fiscal. Não temos dúvidas, por isso, em dar o nosso parecer favorável às contas apresentadas e propomos que na AG seja deliberado: a) Aprovação do relatório da Direcção e das contas apresentadas; b) Aprovação da proposta da aplicação de resultados apresentada pela Direcção; c) Um voto de pesar por todos os associados falecidos. Lisboa, 31 de Março de 2011
O Presidente do Conselho Fiscal

R I B E I R O N OVO
ADVOGADO

Rua Marquês de Fronteira, 117, 2.º Esq. Telefs. 213 879 258 - 213 858 671

1070-292 LISBOA

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Fotos antigas
Continuamos o nosso trabalho de pesquisa de fotografias da era em que não havia máquinas digitais. Temos conseguido algumas, neste momento mais de duas centenas, não só de encontros idos, mas também da nossa passagem pelos seminários. O Missionário Católico tem sido uma boa fonte. Alguns amigos enviaram-nos as que tinham no baú do sótão. Faltam as tuas. Digitaliza e
Faleceu em 30 de Julho de 2010. Domingos José Sousa Valente, nascido em Bunheiro-Estarreja, em 12 de Maio de 1929, entrou em Tomar em 1939. Chegou ao primeiro ano de filosofia. Despachante alfandegário, vivia em Lisboa. Par cipou em diversas Assembleias Gerais, com a família, sendo reservado. O facto de ele e a esposa serem ministros da comunhão, nos Jerónimos, impediam-no de par cipar com a regularidade que gostaria.

Necrologia
Tivemos conhecimento através do jornal Correio de Unhais, edição de Janeiro, do falecimento no dia 3 de Janeiro do Armista João José Gaspar Alexandre, num hospital de Lisboa, onde residia e trabalhava como despachante alfandegário, e foi sepultado no cemitério do Alto de S. João. O João Alexandre era natural de Unhais da Serra, entrou no Seminário de Tomar em 1958, e era irmão de outro Armista, o Carlos tendo este entrado, também em Tomar em 1957. Ao Carlos e restante família queremos apresentar as nossas sen das condolências. ******************* Foi através da internet que soubemos do falecimento, em 2010, do Vitor Manuel Paulino Gabriel. Era natural do Louriçal do campo, Castelo Branco, e entrou em Cucujães em 1972. Ingressou na Força Aérea, onde a ngiu o posto de Major. Era irmão de outros dois armistas, Joaquim Zacarias Paulino Gabriel e José António Paulino Gabriel. Residiu em Lisboa e actualmente no norte do país.

envia por e-mail ou envia os originais, que nós devolvemos na volta do correio Teremos, em breve, tudo disponível no blogue da ARM. Vai espreitando. Vais ter surpresas muito agradáveis.

Faleceu na mesa de operações do Egas Moniz, em Lisboa, no passado dia 4 de Janeiro, o armista António Domingos Leitão de Carvalho o funeral depois de uma missa de corpo presente na capela da casa mortuária de Linda-a-Velha, foi para o crematório de Rio de Mouro. Era irmão do também armista José Domingues Leitão Carvalho, Nasceu em Castelo Novo, Castelo Branco, a 11 de Novembro de 1943, entrou em Tomar em 1955. Terminou filosofia, tendo saído em 1965. Trabalhou no BES e exerceu a actividade de construção e serviços. Actualmente estava reformado e vivia em Linda-a-Velha. Tinha dois filhos. ******************* Às famílias enlutadas e de forma par cular aos que são armistas, as nossas sen das condolências.

RUA ENGENHEIRO CANTO RESENDE, 3 — 1050-104 LISBOA TELEF. 213 540 609 FAX 213 531 987

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Comemorar em 2011
D.José
D. José dos Santos Garcia foi o primeiro bispo da Sociedade Missionária, facto que não deve ser ignorado ou esquecido. Assim, conjuntamente com a SMBN, estamos a preparar a evocação da sua memória para o próximo dia 16 de Junho, dia da sua ordenação episcopal,. Estão a ser desenvolvidas algumas acções no sentido de que o evento ocorra no salão nobre da Câmara Municipal da Covilhã, e com a colaboração da Diocese da Guarda. Nesse dia será lançado um livro monográfico de D. José, da autoria do Prf. Doutor P.e Aires do Nascimento, já em fase de envio para a gráfica. É a nossa singela homenagem ao Homem, ao Padre e ao Missionário, que foi D. José dos Santos Garcia. entregou o Caso a ARM cujo presidente aceitou e disse que promoverá um encontro com dia a determinar. Não será possível estares por aqui por essa ocasião? Vou fazer a mesma pergunta ao Pe. J. António. Estamos na véspera do começo do nosso Retiro anual ao qual será a Assembleia. Amanhã será o dia da chegada. Envio-te um pequeno resumo histórico dos três anos que aqui passámos juntos. Pe. André” Dado que o P.e João Almendra vem a Portugal em Julho para celebrar as Bodas de Ouro sacerdotais em 31 de Julho, está a prever-se que o dia 24 do mesmo mês será a data mais conveniente. Está na forja o último livro sobre os nossos seminários. No próximo número daremos mais pormenores.

Angola
A ARM em Angola está de parabéns e em grande força. São cerca de 20, e reúnem-se mensalmente no Seminário da Boa Nova em Luanda, com as famílias. Estão a organizar-se para estarem presentes e nos representarem na ordenação sacerdotal do Pe. José Pedro Carlos, no próximo dia 5 em Malanje. Foram estas boas noticias que nos comunicou o Serafim Gomes no passado dia 7, numa das suas vindas a Lisboa. Os encontros têm tido o patrocínio da SMBN, e em particular dos P.es Augusto Farias e José António. Força e coragem. Podem sempre contar connosco.

Valadares
Foi no ano de 1961 que, em Vilar do Paraíso, nasceu o Seminário da Boa Nova. Estamos, pois, a comemorar o seu cinquentenário. O seu primeiro reitor foi o nosso querido Pe. André, e os formadores os P.es João Almendra, José António e Aires Nascimento. Em Outubro a ideia vinda do Pe. André deu os primeiros passos e escreveu ao P.e João Almendra: “Amigo João Há quanto tempo a gente não tem comunicação. Mas hoje também é dia. Certamente te lembras que para o ano faz 50 anos que nós os três: José António, tu e eu mais 24 alunos demos entrada nestas terras da Boa Nova e Penedo. P. Aires já

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NOTÍCIAS BREVES DA SMBN
ANO DA RECONCILIAÇÃO / 2011
“Em nome de Cristo suplicamos-vos: Reconciliai-vos com Deus” Nº 1ª 2ª 3ª 4ª ACTIVIDADE Assembleia Regional de Portugal Retiro (comunidades de Valadares e Cucujães) Retiro (comunidade de Lisboa / Fátima / Cernache ) Publicação de um livro sobre: D. António Barroso; D. Evangelista Lima Vidal D. Teotónio D. Manuel Ferreira da Silva Encontro anual dos familiares dos membros da SMBN Festa Missionária Celebração da festa litúrgica N.ª Senhora da Boa Nova Encontro com ex-padres e ex-membros da SMBN Peregrinação Missionária Retiro anual Actualização doutrinal / pastoral sobre o sacramento da Reconciliação Igreja em diálogo / Colóquios Retiro do Advento (Comunidades de Valadares e Cucujães) Retiro de Advento (Comunidades de Lisboa / Fátima / Cernache) Impressão de uma oração sobre a reconciliação Apelo à valorização da reunião mensal (programação, avaliação, revisão de vida, partilha, etc...) Em comunhão com os que partiram Envolver a animação missionária (grupos paroquias, leigos Boa Nova, auxiliares, etc... Envolver a imprensa missionária Homenagem a D. José dos Santos Garcia Lançamento de um opúsculo Celebração dos 50 anos do Seminário da Boa Nova - Valadares DATA / LUGAR 17 a 19 Janeiro Seminário de Valadares 11 Março / Valadares 12 Março / Fátima ORIENTADOR DG Superior Geral Superior Geral DG / Editorial / Tipografia Coordenação: Pe. Castro Seminário de Cernache / / Animação Missionária Cucujães Folheto preparado pela DG DG Animação Missionária DG DG Pe. Anselmo Vigário Geral Vigário Geral Tipografia Todas as comunidades Escala Animação Missionária / Editorial / Departamento das Viagens CIM DG Pe. Aires DG Seminário de Valadares

Abril

5ª 6ª 7ª 8ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª 14ª

25 Abril / Cernache 5 Junho 31 de Maio Junho 18 / 19 Junho 4 a 8 de Julho / Valadares 12 a 14 de Setembro Valadares Setembro / Outubro 2 Dezembro Cucujães 3 de Dezembro Cernache Janeiro Anual Anual Anual Anual Data a combinar Data a combinar

15ª 16ª 17ª 18ª 19ª

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O meu EIFM (estágio missionário)
Mon, 8 Nov 2010 11:55:51 Caro Ponciano, É com imensa alegria que lhe envio este e-mail. Tenho a dizer que o meu EIFM chegou ao fim. Assim, gostaria de partilhar consigo alguns pontos: No campo de missão desenvolvi actividades. Essas actividades preencheram meu tempo e beneficiaram-me no crescimento pessoal e no complemento da vivência espiritual e caminhada vocacional. Acredito que tornar-se missionário é o dom mais profundo e importante que podemos oferecer aos povos que ainda não conhecem a Boa Nova. Durante o EIFM procurei reflectir sobre a importância da relação intersubjectiva com o povo. Cheguei a conclusão que a relação é uma dádiva enriquecedora que não pode faltar no pacote de tempero do menu de um missionário. Essa relação fundamentada de emoção/paixão pelo Cristo, de levá-lo ao conhecimento do meu irmão, o desconhecido, o outro, o diferente é a garantia da presença do Mestre, que me acolhe, que está comigo e me impulsiona: “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a todos os povos" (Mc 16,15). O dar-se ao outro deve ser a sobremesa diária de quem anuncia a Boa Nova. Foi nessa perspectiva que procurei trabalhar em conjunto com nossos Padres, Irmãs, Animadores de diversos grupos e Catequistas. Dediquei-me mais à juventude, na dimensão desportiva e teatral. Foi uma experiência muito rica: assim tive contacto com jovens, crianças, mães e pais de diferentes credos religiosos. Formámos uma equipa futebolística: São Miguel Futebol Clube da Paróquia de Malema. É uma equipa formada por jovens não só católicos. Esse contacto com jovens de diferentes religiões tem ajudou-me a ver, conviver, aceitar o outro como ele é. Aprendi mais do que pensava ensinar. Além do grupo futebolístico continuei trabalhando com o grupo teatral. Durante esse tempo fomos criando condições favorecedoras de formação para os nossos jovens. Optamos por uma formação mais humana. Isso tem favorecido muito o desempenho artístico dos nossos jovens. Para coroar o meu EIFM fizemos um Documentário PARÓQUIA: CASA DO EVANGELHO relatando a história da SMBN em Moçambique, na paróquia de Malema e as actividades pastorais. Os jovens que executaram esse projecto são fruto do trabalho realizado no grupo de teatro. Sinto-me feliz por ver jovens com potencialidades nesta paróquia. Deus abençoe a todos. Ajudei nas aulas de informática na Escola Profissional. Foi um trabalho de cunho voluntário. Criei boa relação com os estudantes. Portanto, sinto-me contente com o pouco que pude oferecer de mim ao povo de Malema, de modo especial à juventude. E muito agradecido pelo muito que aprendi com ele. Domingo, 7 de Novembro: às 8hs, na missa, despedida na igreja Matriz de Malema; às 11hs, estive com dois grupos de jovens Nelima e São José, na comunidade Nelima. Lá despedi-me deles; às 14hs entrei em acção desportiva: meu último jogo na equipa São Miguel, formada por jovens. Às 17hs fui à comunidade de Canhunha participar de uma festa de casamento de um casal amigo. As 18h30, juntos, padres e irmãs fomos jantar na casa do Sr. Director Distrital de Educação. A alegria deste povo é a garantia de que Deus me chama para o anúncio da Boa Nova. No dia 12 de Novembro, sexta-feira, partirei de Malema; dia 14 de Nampula; e, dia 17 de Maputo para o Brasil. Ronaldo Viana

Art.º 24 dos Estatutos da ARM: São deveres dos associados e) Assinar a revista Boa Nova aproveitada como veículo noticioso da ARM

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O Boletim Trimestral da ARM tem, incontestavelmente, grande relevância como meio de comunicação entre os seus associados. É também a grande despesa, quer pela impressão, quer pela expedição, a grande despesa na conta de demonstração de resultados da Associação. A Direcção desejaria que a publicação fosse auto-suficiente. Para atingir este objectivo era necessário reduzir os custos e aumentar as receitas. Tomámos as seguintes medidas: 1. Formalizou com os CTT protocolo para o envio em correio editorial; 2. Fez um apelo especial e particular aos Armistas empresários, ENI’S e profissionais liberais para que fizessem publicidade; A tiragem de cada edição aumentou de 500 para 800, Chegando cada vez mais longe e a um maior número de antigos alunos. Reiteramos, pois, o nosso apelo para que colaborem connosco.

Reconstruir Chibuto – fase 2
Graças à generosidade de alguns armistas e de algumas paróquias, a primeira fase de reconstrução da Escolinha do Chibuto está concluída. Já No mesmo terreno da missão, em frente à Escolinha, existem umas ruínas, que são passíveis de reconstrução, para fazer um refeitório para as 40 crianças que neste momento frequentam a escola. O custo das obras de recuperação é de 3.000€ (três mil euros). 3.000€ é quanto custa transformar estas paredes em refeitório e servir diariamente 2 refeições a 40 crianças. Pensamos que com a mesma estratégia, é possível terminar esta fase da Missão do Chibuto. Esperamos que com a ajuda de todos conseguir dar corpo e finalizar mais este projecto. Assim Deus nos ajude.

tem portas, janelas e casas de banho. Aguardamos algumas fotos para documentar, conforme e-mail recebido do Senhor Pe. Adauto da Silva: “Caro Ponciano. Recebi a sua mensagem dos pequenos pedidos de nossa Escolinha. Os trabalhos estão a andar não estão de bom ritmo como eu gostaria que estivessem. Mas nas janelas só faltam os vidros e portas estão quase a terminar bem como casas de banhos. O refeitório já dei inicio. O tempo por aqui chove muito todos os dias. Este final de Ano muito trabalho, Natal etc... Estou a organizar melhor para o envio das fotos, como pediu. Esta noite roubaram a aporta da cozinha da Escolinha. É Mocambique! Este mês de Dezembro as crianças estão de férias voltam em Janeiro Penso que recebeu as fotos das 40 crianças para o ano de 2011. Um feliz Natal. Pe. Adauto”.

BOLETIM N.º 110 Janeiro/Março de 2011 ARM – Associação Regina Mundi dos Antigos Alunos da Sociedade Missionária da Portuguesa

Pode enviar o seu donativo em cheque ou vale postal, à ordem da ARM, para a Casa Central da SMBN R. da Bempostinha, 30 1150-066 Lisboa, ou depositar directamente na Caixa Geral de Depósitos: Conta n.º 0121/001300/530 com o NIB: 003501210000130053098 Enviaremos o respectivo recibo, para efeitos de dedução em sede de IRS.

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BOLETIM TRIMESTRAL

Assembleia Geral 2011 Eleição dos novos Órgãos Sociais para o triénio 2011/2014

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Nesta edição:
Correio Armista O.S. ARM D. José Santos Garcia Encontro Nacional Delegações SMBN Chibuto
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4e5 6e7 8e9 11 12

Destaques, com datas a reter: Valadares, dia 24 de Julho Miranda Douro, dia 21 de Agosto Barcelos, dia 10 de Setembro

Livros para Moçambique
Na pág. 6 está um apelo do Ir. António Lopes. Neste final de ano lectivo, os armistas e esposas, que são professores não conseguirão nas respectivas escolas angariar: 120 livros de leitura 120 gramáticas 120 cadernos de exercícios? Vamos lá, mãos à obra.

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Propriedade: ARM Associação Regina Mundi Sede: Rua da Bempostinha, 30 1150-066 Lisboa Tel. 218 851 546 Fax: 218 850 258 NIPC n° 503 268 372 NIB da conta da ARM: 003501210000130053098 Presidente da Direcção: José Domingues dos Santos Ponciano Direcção, Redacção e Administração: Rua da Bempostinha, 30 1150-066 Lisboa Telem. 927 651 624 Tel. 218 851 546 Fax: 218 850 258 Site: www.arm.org.pt E-mail: geral@arm.org.pt Fotocomposição e Impressão: Escola Tipográfica das Missões Cucujães Tiragem desta Edição: 800 exemplares Colaboradores deste número: Santos Ramos Domingos Cardoso Fernandes Santos Ponciano José Campinho Emilio Pires Amadeu Araújo

CORREIO ARMISTA
De: José Adauto dos Santos Silva [mailto:peadautosilva@gmail.com] Enviada: sexta-feira, 3 de Junho de 2011 Para: ARM Associação Regina Mundi Assunto: Escolinha de Chibuto Paz e Bem! Caro Ponciano. Cá estamos bem. Os trabalhos estão andar. A escolinha já dá para apreciar melhor já terminamos os trabalhos de janelas, portas, vidros, as 2 casas de banhos, portões e outros arranjos de primeiras necessidades e também já temos energia. Também comprei cadeirinhas. Estou a terminar de fazer uma cisterna de depósito de água. Já combinámos com os pais das crianças para a compra de fardas, os pais vão contribuir para compra do tecido. Faltam algumas coisas, mas vamos acertando. Penso que recebeu as fotos que o Lubaki mandou. Um Abraço Pe. Adauto Silva *************************** De: Graciano Armando [mailto:gracianoarmando@gmail.com] Enviada: sexta-feira, 10 de Junho de 2011 Para: ARM-Associação Regina Mundi Assunto: Re: AG da ARM Boa tarde ARMistas. Cá em Moçambique estamos bem, embora não tenha me encontrado com muitos dos meus irmãos nos últimos momentos, mas já estive com os que estão no distrito de Ribaue. No entanto a maioria de nós sabe do decurso da Assembleia Geral e com muita alegria saudamos a nossa direcção. Que Deus possa encaminha-los durante o seu mandato 2011/2014. Cá, os ARMistas estão-se preparando para uma visita aos padres de Malema. ARMistas, Mocambique, Graciano Armando ************************* De: Victor CARDOSO [mailto:victormanuel.cardoso@orange.fr] Enviada: sexta-feira, 22 de Abril de 2011 Para: ARM-Associação Regina Mundi Assunto: Espantoso! Bom dia, caro senhor Santos Ponciano Obrigado pela sua mensagem e pela rapidez da resposta. O meu irmão chamou-me ontem a “resmungar” contra as cartas da ARM, o que eu ignorava completamente. Mas a chamada de meu irmão, o e-mail que ele me deu ao telefone e a sua mensagem abriram-me uma porta fantástica: a ARM. Não sabia que havia um movimento tão importante e um sitio Internet tão bem feito que mantinha viva a memoria dos antigos alunos dos seminários das missões. Fiquei espantado com a vitalidade da associação e a qualidade das actividades que desenvolvem. Eu passei quase 6 anos no seminário, em Tomar, em Cernache do Bomjardim e em Cucujães, dos 12 aos 18 anos. Foram anos que marcaram para sempre a minha vida, com coisas muito positivas, sobretudo nos primeiros anos, mas também com situações traumatizantes e valores educativos contestáveis. Conservo uma memoria muito viva de certos acontecimentos, positivos e negativos, das leituras, dos passeios a pé pela serra. Ainda me lembro do nome de alguns colegas: Manuel da Costa Andrade e Rui Pereira de Carvalho. E tenho muita estima pelo padre Januário, o professor de literatura em Cucujães que eu nunca esqueci. Ao consultar o sitio Internet da ARM, há sítios e nomes que reaparecem na memoria, com um grande sentimento de nostalgia. Gostava tanto de visitar o antigo seminário de Tomar, as camaratas, a capela, os corredores, mas não posso estar em Portugal no dia 21 e 22 de Maio. Vivo perto de Paris, a meio caminho entre Paris (20km) e EuroDisney (15km). Tenho 67 anos e sou viúvo desde há 17 anos. Eu tenho um irmão que também andou no seminário de Tomar e de Cernache, mas saiu mais cedo do que eu. Nunca me falou da ARM e tenho a impressão que não recebeu até agora nenhuma convocatória. Chama-se Eduardo Casqueira Cardoso e mora na Gafanha da Nazaré. Que iniciativas deve tomar para fazer parte da “família” da ARM? Obrigado por tudo. Uma Páscoa feliz! Victor CARDOSO

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Órgãos Sociais para o triénio de 2011 a 2014
No passado dia 21 de Maio, a ARM – Associação Regina Mundi, dos Antigos Alunos da Sociedade Missionária Portuguesa, reunida em Assembleia Geral, em Fátima, no Seminário do Alto da Fazarga, de acordo com os seus Estatutos, elegeu, por unanimidade, os seus Órgãos Sociais, para o triénio de 2011/2014, deliberando ainda que os mesmos órgãos Sociais tomariam posse de imediato.

Direcção:
Presidente: José Domingues Santos Ponciano Secretário: António Emilio Pires Tesoureiro: Vitor Manuel Santos Antunes 1.º Vogal: Gabriel Santos Conceição 2.º Vogal: Telmo Gonçalo Marques Santos
A Direcção, nos termos estatutários, pediu ao Senhor Pe. Albino dos Anjos, para que fosse o nosso Assistente Missionário, que prontamente aceitou.

Mesa da Assembleia Geral:
Presidente: José Maria Ribeiro Novo 1.º Secretário: Vitor Manuel Silva Borges 2.º Secretário: Firmino Ramos Falcão

A nova Direcção comprometeu-se a, durante o mandato para o qual agora foi eleita, dar consistência aos projectos Conselho Fiscal: que estão em curso, nomeadamente a cooperação com a SMBN e seus memPresidente: bros, combate à pobreza, via alfabetiArmindo Alberto Henriques zação, nas terras de missão e outros. Mas o maior compromisso desta DiVice-Presidente: recção, para este triénio, é para com os José Abilio Quina próprios armistas, principalmente os mais debilitados. Secretário: Serão criadas estruturas de apoio aos Miguel Nunes Ramalho nossos doentes, aos que sofrem de solidão e de precariedade económica. É uma tarefa árdua, mas possível e já estamos a trabalhar nela e com a vossa ajuda de todos e a habitual António Gomes da Costa & Ca., Lda. generosidade sabemos FÁBRICA DE FERRAGENS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL que conseguiremos. Telef. 256 374 083 / 84 – Fax 256 374 082 – Apart. 407 Contamos contigo. 4524-907 RIO MEÃO – PORTUGAL Contamos com todos.

Faleceu no dia 8 de Fevereiro, em Lisboa, onde residia, o armista António da Costa Salvado. Só agora soubemos da sua morte. Contava 96 anos de idade. Natural de freguesia de Alcaide, concelho do Fundão, entrou no seminário de Tomar em 1927. Pessoa reservada, mas muito atento a tudo o que passava na ARM e SMBN, igualmente muito generoso, assíduo das nossas reuniões. A última vez que o vimos foi no encontro regional de Lisboa em 2009, ainda sem necessitar de cuidados de terceiros. Rimo-nos com a sua juventude ao lado do Dr. Roque Prata. Para o livro da ARM escreveu: “Ali [nos seminários] só se respirava amizade, lealdade e fraternidade. Fraternidade, que se tem mantido nos encontros regionais e nacionais que a ARM nos tem proporcionado desde a sua fundação. Quero também aqui deixar bem expresso o meu preito de homenagem e gratidão a todos os superiores e professores que me prepararam para ser um homem livre e honesto ao longo da minha vida; BEM HAJAM”

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Um Sorriso para Ti
O projecto está a decorrer normalmente, faltando-nos apenas 20 padrinhos. Se ainda não te decidiste, está chegada a hora. No ano lectivo de 2010/2011 está assim definido: Angola, Gabela 20 crianças Moçambique, Malema 40 crianças Pemba 40 crianças Chibuto 40 crianças Nametil 20 crianças Ocua 20 crianças Os responsáveis pela implementação do projecto são respectivamente: P.es António Kusseta, na Gabela, Jerónimo Nunes, em Malema, José Alexandre e Libério, em Pemba, Adauto Silva, no Chibuto, Godinho e José Alexandre, em Nametil e Ir. Isabel em Ocúa. Esperamos no próximo boletim ter espaço para dar mais informações e terminar o diário de visita a Moçambique.

D. José dos Santos Garcia
padres da Diocese, D. António dos Santos, bispo emérito da Guarda, e muitos amigos. Outros haveria que gostariam de ter marcado a sua presença, mas sendo num dia de trabalho, tornou-se mais difícil. A sessão foi aberta pelo presidente da CMC, Dr. Carlos Pinto, amigo pessoal de D. José. Seguidamente usou da palavra o superior Geral da SMBN, Pe. Albino dos Anjos e o presidente da ARM, Santos Ponciano. O Prof. Doutor Salgado de Matos fez a apresentação do livro e por fim o autor da monografia de D. José, Prof. Doutor Pe. Ai-

Decorreu na Cidade da Covilhã, no passado dia 21 de Junho, a Homenagem a D. José dos Santos Garcia, primeiro bispo da Sociedade Missionária da Boa Nova e primeiro bispo de Pemba (ex-Porto Amélia). Promovida pela Sociedade Missionária da Boa Nova, Diocese da Guarda e Câmara municipal

da Covilhã e à qual a ARM não podia deixar de se associar. Dos convidados há a destacar a presença, que muito nos honrou, de S. Exa. Revma. Mons. Rino Passi-

RUA ENGENHEIRO CANTO RESENDE, 3 — 1050-104 LISBOA TELEF. 213 540 609 FAX 213 531 987

gato - Núncio Apostólico em Lisboa. O Salão Nobre da CMC estava cheio, cerca de 100 pessoas, entre os quais alguns armistas, padres da SMBN,

res Nascimento. Uma cerimónia em que não se pouparam elogios, diga-se bem merecidos, ao homenageado e fortemente carregada de emoções, num ambien-

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Primeiro bispo da SMBN
te alegre, de festa, mas acima de tudo de muito respeito e carinho. Homenageou-se o Homem, o Padre, o Bispo e o Missionário. Seguiu-se a Eucaristia na Igreja de S. Tiago. Presidiu o Senhor Núncio que logo no início deu a Benção Papal à SMBN e à cidade da Covilhã, como S.S. Bento XVI lhe havia pedido. Estão de parabéns os jesuítas, a quem está confiada a Igreja de S. Tiago, pela Cerimónia. Muito bonita, com a envolvência dos paroquianos, que exigiu uma excelente preparação. Lemos a presença do Senhor Núncio com a grande respeitabilidade e amizade que D. José granjeava no Vaticano, mas também como um sinal bem claro que o actual Papa quer enviar à Igreja para que esta não esqueça os seus membros.

Bom Jardim
“É este appelido – do Bom Jardim – que junto ao nome de Sernache distingue esta povoação d’outra que ha no paiz com o nome de Sernache dos Alhos. Deu-se primitivamente o nome de Bom Jardim a um mosteiro, muito antigo, que os freires da Ordem do Hospital ali fundaram. Foi junto a este mosteiro que D. Alvaro Gonçalves Pereira, Prior do Crato, fundou no século XIV o Catello e Paços do Bom Jardim, onde seu filho – o heroico condestável D. Nuno Alvares Pereira – nasceu no dia 24 de Junho de 1360, e se educou até aos 13 annos de edade. Em volta d’estas edificações fizeram os dois plantações de carvalhos, touças de castanho, pinheiros e outras arvores, tudo cercado por um forte muro. Dentro d’esta cerca tinham elles caça de toda a sorte principalmente veados, corças e porcos montezes. Esta cerca é hoje conhecida pelo nome de parque do Bomjardim.”
Cândido Teixeira (1906)

Seguiu-se um jantar, restrito, oferecido pela Câmara Municipal da Covilhã e pelas 22h rumámos a casa levando no coração o nobre sentimento de que se tínhamos contribuído para que a obra dos homens bons não caia no esquecimento e reavivada a memória do bom exemplo que foi D. José para os homens do seu tempo e das gerações vindouras.

Sociedade de Advogados

António Emílio Pires Advogado
Av. Conselheiro Fernando de Sousa, no 19 – 18o 1070-072 Lisboa – Portugal Tel.: 351.21 384 63 00 Fax 351.21 387 01 67 Email: epires@pmbgr.pt

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Sr. Ponciano, Ontem passou pelo Maputo, vinda da Colombia, de onde é natural a Irmã Directora da Escola Secundária P. Paulo, de Macomia (Cabo Delgado). Macomia fica a 200 km. a caminho do norte. Ela foi fazer uma operação e regressa cheia de empenhamento pela escola que dirige com agrado de toda a gente. Ela e a Congregação conseguiram construir mais 12 salas de aula para poderem introduzir as turmas pré-universitárias da 11ª e 12ª classes. Fazê-las em Pemba e noutra localidade era muito dispendioso e os pais dos alunos são pobres. Os mais capacitados, muitos ficariam sem possibilidade de continuar a estudar. Ela andou pelas Livrarias do Maputo a comprar mais livros para completar os já existentes. Na 11ª classe, em letras, há a disciplina de francês (a começar). Ela não encontrou nenhum livro dessa disciplina nas livrarias do Maputo. Lá em Macomia está o professor mas sem livro para ensinar. Não faço comentários. Como o Sr. Ponciano costuma ser o mexe-mexe em assuntos desta natureza (e muito gratos lhe estamos por isso) se puder dar uma ajuda aqueles jovens bom seria. Os alunos da 11ª são 120. Para agora é urgente por nas mãos do professor a ferramenta com que possa trabalhar. O importante seria por algo no Maputo. Daqui para Pemba e Macomia eu me encarrego. Desde já muito agradecido pelo que puder fazer por este projecto. Ir. António Lopes

A REUNIÃO ANUAL DA ARM EM 2011
ponderoso ronronar que ecoava nas paredes e na abóbada. Na visita guiada ao Convento, o nosso grupo teve dificuldade em manter-se homogéneo, silencioso e atento. O Senhor Arquitecto que nos guiou parece ter-nos compreendido e deu-nos o devido desconto por, afinal, sermos um excitado grupo especial de antigos moradores. De certo modo, pareceu-me que ele sentiu alguma compensação enquanto na Capela pôde acompanhar, atentamente e com ar de muita satisfação, todos os momentos musicais da celebração da missa. É possível resumir assim o que se passou nestas breves linhas, parecendo que não haveria nada mais para dizer. Só que, as organizações, como as pessoas, também têm a sua alma e dão origem ao cruzamento de ideias e emoções. Vem isto a propósito do explosivo confronto de declarações que presenciámos na Assembleia Geral da ARM, em Fátima, em que um membro participante usou da palavra e fez um discurso dramático de quase corte cerce com a Organização por, em certa altura, ter apelado à solidariedade do Presidente em favor de outro Armista carenciado e ele não ter dado seguimento ao seu pedido. A corda ficou esticada e quase a partir mas não se via bem para que lado. Já não foi esta a primeira vez que a vertente da solidariedade social da ARM é questionada. Por exemplo, já ouvimos dizer, numa das reuniões de anos anteriores, que a ARM não é uma agência de empregos. Mas nada impede que os Armistas se ajudem uns aos outros nesse domínio, se tiverem condições para o fazer. E toda a gente entende que se não se puder fazer nada,

Decorreu, nos passados dias 21 e 22 de Maio, a reunião anual da ARM que, desta vez, foi repartida por dois locais: Fátima e Tomar. No essencial, podemos dizer que houve participação significativa de Armistas, que as contas da Direcção foram aprovadas e que os Órgãos Sociais, com algumas novidades, foram reeleitos para um novo mandato. E se quisermos acrescentar um pouco mais, podemos dizer que o dia passado no Convento de Cristo foi recheado das emoções fortes que a magia dos locais onde vivemos quando crianças estudantes sempre nos proporcionam. A missa no local da nossa antiga capela foi algo que a todos tocou. Só faltou mesmo a inocência do coro das vozes brancas que nós, então pequenos cantores dos onze e doze anos, podíamos fazer. De certo modo, esta sensação de ausência foi bem preenchida pelo excelente contributo dos dois instrumentistas de obué e do organista. Mais uma vez o Zé Quina, que coordenou a parte musical, está de parabéns. No Refeitório, mais importantes que a própria ementa do almoço foram os bancos em que nos sentámos e os companheiros que ficaram perto de nós. As recordações surgiram em catadupa dando origem à exaltação das conversas que se misturavam num

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A REUNIÃO ANUAL DA ARM EM 2011
não haverá lugar a recriminações e a cobranças. O nosso companheiro, com o seu tom dramático, quis cobrar, por aquilo que não se fez, à ARM como organização e ao seu Presidente como pessoa individual. Embora as organizações sejam pessoas jurídicas, não são capazes de se defender a elas próprias e precisam sempre da voz de uma pessoa física. A pessoa mais indicada é quase sempre o seu Presidente que, neste caso, assumiu a defesa de ambos. Encheu o peito de ar, inspirou excitação e surpresa, misturou bem esses condimentos, e justificou o que parecia injustificável. Afinal a ARM não distribuiu omeletes porque não tinha ovos para as fazer e mesmo que os tivesse, ele, Presidente, não os iria usar por não se sentir com mandato para isso. Mais disse que ele próprio se disponibilizou para resolver a situação com os ovos do seu cesto. A que os interlocutores da parte necessitada terão acabado por responder que eles próprios iriam resolver o problema. E assim pudemos ver que, ao contrário do ditado, a ARM é uma casa onde não há pão e onde todos ralham e todos têm razão. Isto leva-nos a pensar que faz todo o sentido dinamizar agora mais a vertente da solidariedade social da ARM, tanto mais que toda a gente está apreensiva em relação ao futuro. Ninguém pode dizer que está protegido da canícula que a crise promete. Seguramente que a ajuda armista vai ser importante e necessária para muitos de nós. Mas só será útil se houver recursos e for prestada a tempo. A experiência diz-nos que uma ajuda do tipo “passa palavra que o fulano A precisa” não funciona. O dia a dia da maioria das pessoas é feito de sucessivas exigências que têm de ser hierarquizadas. E uma coisa de passa palavra não fica provavelmente no topo da lista das prioridades. É importante que o Presidente da ARM tenha poderes e recursos ao seu alcance para utilização imediata. Uma vez confrontado com uma situação, não pode ficar à espera da próxima Assembleia Geral para pedir meios e poderes para atender a essa situação urgente. Por isso, sugerimos que seja criada, na escrita da ARM, uma conta chamada “Fundo Social de Emergência” a ser alimentada a todo o tempo por donativos dos associados. Poucos Euros de muitos podem constituir um fundo de valor razoável. Numa próxima Assembleia Geral, aprovar-se-ia um regulamento conveniente. E o Presidente seria investido dos poderes necessários para o poder usar em tempo e conforme as situações reais que lhe forem apresentadas. Na Assembleia Geral anual informaria os membros da Associação sobre os casos a que teve de atender. E seguramente que haveria ocasiões em que todos os Armistas sentiriam grande conforto e orgulho por terem podido dar atempadas e decisivas ajudas. Seria bom que todos pensassem nisto.
Rua Marquês de Fronteira, 117, 2.º Esq. Telefs. 213 879 258 - 213 858 671 1070-292 LISBOA

Homenagem a D. José Santos Garcia

R I B E I R O N OVO
ADVOGADO

António Santos Ramos

Foi no passado dia 21 de Junho, pelas 17 horas, que no Salão Nobre da Câmara Municipal da Covilhã que a edilidade em parceria com a Diocese da Guarda, a Sociedade Missionária da Boa Nova e a ARM homenagearam o Homem, o Prelado e o Missionário que foi D. José dos Santos Garcia. Na cerimónia foi apresentado o livro: “D. José dos Santos Garcia, 1.º bispo da SMP”, monografia do homenageado, da autoria do Senhor Pe. Aires A. Nascimento. Ficou essa apresentação a cargo do Prf. Doutor Salgado de Matos, que nos honrou com a sua presença e a quem agradecemos, tendo referido que D. José foi um Homem “rural, português e missionário”, que a “missionação terá sido a grande obra portuguesa no séc. XX” e que o livro levado a lume será, na sua opinião, “a melhor obra sobre as missões portuguesas até agora publicada”.

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Sustentabilidade da ARM
Foi feito um esforço, por parte desta Direcção para através da publicidade no boletim, se procurar financiar o seu custo de produção e de distribuição, com bons resultados é certo, mas insuficiente, podendo esta ser uma via ao dispor dos armistas que a julguem útil, para contribuir para a sustentabilidade da ARM. Porém, a medida concreta e imediata que se impõe, é a de cada um de nós, na medida das reais possibilidades, passar a proceder ao pagamento de uma quota, cujo valor mínimo penso poderia ascender a €10,00 anuais, (podendo o armista preencher o valor com a importância que entender) a fazer por transferência bancária, conforme ordem de pagamento que vai em anexo ao presente boletim e devolvê-la à Direcção que a encaminhará para cada banco. Não sendo as quotas obrigatórias, mas as despesas são reais, se não houver colaboração, nada feito.

Região Bragança/Miranda dia 20 de Agosto
À semelhança do ano passado, a reunião da Delegação de Bragança, este ano de 2011, vai ocorrer no verão, mais propriamente no dia 20 de Agosto. Como ficou acordado já em 2010 será em Miranda do Douro. O Programa, ainda sujeito a eventuais afinações de última hora, consistiria essencialmente no seguinte: - 10H00: Recepção de Boas Vindas com “Capa de Honras” na Câmara Municipal Miranda do Douro; - 11H00: Celebração Litúrgica da Santa Missa, na Sé Catedral de Miranda Do Douro por um Sacerdote da Sociedade Missionária; - 12H15: Reunião para a “Foto de Família” de todos os Armistas e suas famílias presentes no encontro; - 12H30: Almoço na Estalagem de Miranda do Douro – Antiga Pousada de Miranda ( serviço do Restaurante Mirandês) – estimando-se o custo do almoço em 20 a 25 Euros por pessoa; - 16H00: Possibilidade dos presentes poderem efectuar um passeio de barco no Rio Douro, com a duração de aproximadamente 1 hora, para aqueles que manifestarem tal desejo e se inscreverem aquando da recepção na C.M.Miranda – Trata-se de um lindo passeio com características paisagísticas e ambientais, onde é possível desfrutar das magníficas arribas do Douro e visualizar espécies de aves protegidas, com particular destaque da águia real. - 17H00: Porto de Honra e Despedida. O programa promete e poderá permitir um são convívio entre os armistas e suas famílias. Os contactos para reserva são: Gabriel Carvalho: gabrielsc@sapo.pt 917258242 Artur Nunes: artur.nunes@cm-mdouro.pt 925000350 Emílio Pires: epires@pmbgr.pt 917238815 António Emílio Pires N.R. O programa promete. Diz quem lá esteve no ano passado que a festa foi de arromba. Para que este ano seja superada, é esse sempre o nosso objectivo, inscreve-te já e traz outro, que está na dúvida, contigo e com a tua família. Contamos com todos.

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Encontro/Convívio Regional de Barcelos
JOSÉ CAMPINHO JOAQUIM COSTA AMÉRICO FERREIRA SENRA DA COSTA Os ex da região de Barcelos resolveram, este ano, trocar as voltas à rotina: vão realizar o seu encontro/convívio regional anual um pouco mais cedo e em local um pouco mais longe do que o habitual... Assim, o encontro/convívio deste ano será em Setembro, no dia 10, não nas casas dos Costas, do Joaquim e do Manuel, em Alvelos, conforme vinha acontecendo (e com muito sucesso, como será justo reconhecer...), mas na casa de férias do Senra da Costa, em Ferreiros, ali para os lados da Póvoa de Lanhoso, na estrada Braga-Chaves. Porque o local é novo e porque a equipa organizadora (o Joaquim Costa, o Senra da Costa , o Américo Ferreira e eu próprio) não quer que ninguém se perca, sugere que o pessoal se concentre no Bom Jesus, em Braga, junto ao miradouro, lá donde se «vê Braga por um canudo»..., às 11 horas, para, depois de um cafezinho tomado na esplanada, se partir em caravana automóvel para a casa do Senra da Costa, na esperança de que o churrasco (?!) possa começar a ser servido a partir das 12,30h. Qualquer atraso, engano ou desconhecimento do percurso não será mal que os telemóveis não resolvam! Basta mantêlos ligados... O convite está feito e, como sempre, é extensível a todos os ex de todas as regiões do país, nomeadamente à Direcção da ARM que sempre nos tem honrado com a sua presença. Entretanto, porque um encontro/convívio como este, que esperamos muito participado, implica, naturalmente, alguma atenção logística, a equipa organizadora solicita que as confirmações de presença sejam encaminhadas, o mais tardar, até 6 de Setembro (3.ª Feira), para os contactos telefónicos abaixo mencionados. Na certeza de que seremos muitos, pela equipa José Campinho Contactos telefónicos: 962 308 451 (José Campinho) 966 942 595 (Joaquim Costa) 962 521 036 ( Senra da Costa)

Como já tem vindo a ser noticiado, este ano, em que o Seminário de Valadares faz 50 anos, vai haver festa rija. Conseguiremos juntar os primeiros formadores: Pe. André, Reitor, e P.es João Almendra (neste momento no Brasil) e José António (que antecipou a viagem de Angola). O programa é o que se segue: Dia 24 de Julho de 2011 Seminário da Boa Nova Valadares 10,00H Chegada e recepção 11,00H Missa 13,00H Almoço no refeitório do seminário, com bolo e brinde à SMBN, aos formadores e formandos 15,30H Abertura de sessão pelo Senhor Pe. Albino dos Anjos, Superior Geral 16,00H Intervenção do Senhor Pe. André, primeiro Reitor. 16,15H Intervenção do Senhor Pe. Zacarias, actual Reitor do Seminário 16,30H Apresentação do livro sobre Valadares da autoria dos P.es André, Aires e antigos alunos José Quina, Marinho Borges e Joaquim Alves. 17,30H Romagem à Gruta 18,00H Debandada Poderão haver alterações, mas não significativas, ao programa inicial. Convém informarem quantas pessoas pretendem estar presentes para efeitos de logística. Vamos fazer um apelo particular aos armistas que estiveram em Valadares em 1961. Seria muito interessante juntar todos, mas mesmo todos, os formadores e formandos. Daremos mais informação.

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NOTÍCIAS BREVES DA SMBN
Caríssimos Amigos, Saúde e Paz em Jesus e Maria! Tenho a alegria de informar que o novo Ano de Formação terá início no próximo dia 10 (dez) do corrente mês de Fevereiro, no Seminário de Cernache do Bonjardim. Os dois alunos que vão fazer o seu Ano de Espiritualidade são ambos moçambicanos, o Jaime Pedro Mathe, natural do Maputo, e Proença Tonito Gabriel, natural de Alua, Nampula. Estes dois alunos deverão chegar, se Deus quiser, na próxima sexta-feira, ao princípio da noite. Nesse dia 10, às 11.00H, haverá uma reunião do Superior Geral com o novo Reitor do Seminário, P. Amadeu Pinto de Oliveira, e restante comunidade. Às 12,00H será a Santa Missa, com que começará o novo Ano de Formação. Peçamos ao Divino Espírito Santo e aos Padroeiros da Sociedade Missionária, Nossa Senhora da Conceição e São Francisco Xavier, que este novo Ano de Formação decorra sob a Sua assistência e protecção. Saudações muito amigas. P. Martinho nos seminários da Sociedade Missionária, em Tomar e Cernache do Bonjardim, em Portugal. Em 3 de Novembro de 1949 partiu para as Missões de Moçambique, para a diocese de Nampula. Aí se dedicou à missionação por vinte e seis anos, até Novembro de 1975, trabalhando nas missões de Murrupula, Meconta, Mucutamala, Malatane, Moma e Ilha de Moçambique. Em Novembro de 1975, foi preso em Malatane e expulso de Moçambique, pelo simples motivo de ter uma estação de rádio amador na missão. Regressou a Portugal e ficou em descanso no Seminário das Missões de Cucujães, com a saúde bastante abalada. Fez um curso de formação permanente para o Clero, em Salamanca, Espanha, com o intuito de ir trabalhar para o Brasil com outros missionários vindos de Moçambique. O agravamento do estado de saúde obrigou-o a ficar em Portugal. Dotado de grande sensibilidade artística demonstrou-a em breves poemas religiosos, quase todos musicados pelo seu colega P. João Avelino, e em numerosas pinturas e desenhos. Nos últimos anos, no Seminário de Cucujães e em casa de familiares, dedicou-se totalmente ao serviço de confissões, à direcção espiritual e ao acompanhamento de pessoas com problemas psicológicos operando muitas vezes autênticos milagres. Tendo perdido a visão, consagrou-se ainda mais, nos últimos tempos, à contemplação e à oração. Adormeceu no Senhor no Lar de Santa Teresinha na manhã de 9 de Junho. Por sua expressa vontade, foi sepultado em Cucujães junto dos seus companheiros missionários.

Art.º 24 dos Estatutos da ARM: São deveres dos associados e) Assinar a revista Boa Nova aproveitada como veículo noticioso da ARM

A Sociedade Missionária tem promovido ao longo do ano de 2011 um ciclo de conferências e colóquios que temos noticiado e enviado convites via e-mail. O próximo colóquio subordinado ao tema: “Quem foi (é) Jesus Cristo?” decorrerá em Valadares nos dias 8 e 9 de Outubro.

P. ANTERO GOMES DA SILVA 1919 - 2011
O P. Antero Gomes da Silva, nasceu em 22 de Fevereiro de 1919, na freguesia de Santa Maria de Lamas, no concelho de Santa Maria da Feira, na diocese do Porto. Estudou nos Seminários da Sociedade Missionária, em Tomar, Cernache do Bonjardim e Cucujães. Fez a consagração missionária pelo Juramento na Sociedade Missionária em 15 de Setembro de 1940. Foi ordenado sacerdote, no Seminário de Cucujães, em 23 de Setembro de 1944. Nos primeiros cinco anos de sacerdote, de 1944 a 1949, foi prefeito e professor

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Curso de 1958 Convento de Cristo – Tomar
Encontro Comemorativo do 53º Aniversário a realizar em Cernache do Bonjardim/Figueiró dos Vinhos em 9 de Outubro de 2011. É já no próximo dia 9 de Outubro que nos voltamos a encontrar mais uma vez no Seminário de Cernache do Bonjardim. Com grande expectativa de ser um óptimo dia e imbuídos de uma alegria contagiante por mais um encontro. Há uma mística especial que começou a enraizar-se em nós naquele já

conheçamos e com o apoio da direcção da A.R.M., levemos a mensagem de esperança aos que no já longínquo ano de 1958 em Tomar se sentaram a nosso lado. Vamos comemorar o 53º aniversário do curso de 1958. Não podemos cair na rotina. Seria o princípio do fim. É necessário que em cada ano, haja inovação, surpresa, encantamento, desejo de encontro. Todos temos o dever de colaborar no programa de cada ano: local de realização, actividades a desenvolver, tipo de almoço... Que cada um traga uma proposta. Vamos encontrar-nos em 9 de Outubro, com um programa simples:

150 Anos em Missão

longínquo dia de Outubro de 1958. Oriundos de várias zonas do País e provenientes de famílias modestas mas bem estruturadas, iniciámos então uma caminhada comum, inda meninos, que nos marcaria para toda a vida. Aprendemos a crescer quase de mãos dadas, sujeitos a uma disciplina rigorosa e moldámos a nossa personalidade com princípios humanistas/cristãos em que valores como a amizade, a solidariedade, a inter-ajuda constituíram a base da nossa forma de ser de estar de agir de fazer e que foram o alicerce das nossas vidas por mais diversificadas que tenham sido. Somos hoje homens de bem que, creio eu, estamos bem na vida e faço votos que também com a vida. Mas na hora do encontro notamos que há muitos que faltam, por vários motivos, diremos nós. Talvez por indiferença uns, deserdados da sorte outros, para quem a vida foi madrasta, a quem a crise neste inicio de século lançou na valeta. Temos de agir, agilizar processos de solidariedade e inter-ajuda, fazendo com que nos seus olhos renasça a esperança e nos seus lábios brote de novo o sorriso. Sinalizemos os casos em crise que

– 10h – Encontro frente à porta principal do Seminário de Cernache do Bonjardim e foto de família – 10h30m – Passeio pela quinta com visita à gruta, ao nicho de Sto. Nuno de Santa Maria e às nossas antigas instalações do Seminário – 12h – Missa solene na Igreja do Seminário – 14h – Almoço/convívio em Figueiró dos Vinhos no restaurante do nosso amigo e Colega Manuel Antunes – 17h – Um adeus até breve Todos estão convidados e obrigados a comparecer. Troquemos mensagens, pesquisemos no baú das nossas recordações o contacto de colegas que ainda não vieram até nós. Vem amigo vem e trás outro amigo contigo, para que todos estejamos em festa. Comunica a tua presença no encontro para o nosso amigo e colega Luís Barata Tomé TLM – 936379794 Até lá eu darei mais notícias. Um grande abraço
Domingos Cardoso Fernandes

É a quarta obra sobre a Sociedade Missionária, da autoria do Senhor Pe. Manuel Castro Afonso, na sequência das celebrações jubilares de 2005, às quais consagrou parte do meu tempo, com toda a dedicação. A primeira parte é um esboço histórico do Colégio das Missões Ultramarinas, em Cernache do Bonjardim, desde 1855/56. A segunda narra-nos a história da Sociedade Missionária institucionalizada pelo Papa Pio XI, em 1930. O Pe. Castro Afonso, Superior-Geral da SM por vários mandatos, conheceu todos os membros da SM e esteve com eles, e suas comunidades nos 4 continentes. Tem pois a autoridade e o saber. A sua leitura leva-nos ao interior da SM e toda a sua acção, com relatos, factos, datas e nomes, que dificilmente conseguimos guardar a leitura para o dia seguinte. Ao Senhor Pe. Castro Afonso, que teve a gentileza de nos enviar 1 exemplar, o nosso agradecimento e os nossos sinceros parabéns.

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O Boletim Trimestral da ARM tem, incontestavelmente, grande relevância como meio de comunicação entre os seus associados. É também a grande despesa, quer pela impressão, quer pela expedição, a grande despesa na conta de demonstração de resultados da Associação. A Direcção desejaria que a publicação fosse auto-suficiente. Para tal tomou 2 medidas: 1. Formalizou com os CTT protocolo para o envio em correio editorial; 2. Aumentou a sua paginação e distribuição por forma a ganhar espaço para a publicidade. Apelamos, pois, aos empresários, ENI’S e profissionais liberais para que colaborem connosco.

Reconstruir Chibuto - fase 1 Comentários para quê?
Ao lado: a imagem que nos chegou em 2009, abandonada Em baixo: o estado actual, com 40 crianças. O antes e o depois. Obrigado a todos. (as fotos foram enviadas a 30 de Maio de 2011)

Reconstruir Chibuto fase 2
Antes

Vamos transformar estas ruínas numa cantina para as crianças da escolinha do Chibuto? Colabora.

ESCOLINHA EM REABILITAÇÃO DE CASA DE BANHO

BOLETIM N.º 111 Abril/Junho de 2011 ARM – Associação Regina Mundi dos Antigos Alunos da Sociedade Missionária da Portuguesa

LAVABO NA INSTALAÇÃO DA ESCOLINHA 2011

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BOLETIM TRIM ESTR AL

Boas Festas

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Julho/Dezembro 2011

Nesta edição:
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Delegações D. António Couto Ano de 1958 Ano de 1961 Delegações 50o Valadares

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D. António Couto
Bispo de Lamego

A Direcção da A.R.M. — Associação Regina Mundi, deseja a todos os Armistas, suas famílias e amigos, um Santo Natal e um Ano Novo de 2012 muito feliz.

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Propriedade: ARM Associação Regina Mundi Sede: Rua da Bempostinha, 30 1150-066 Lisboa Tel. 218 851 546 Fax: 218 850 258 NIPC n° 503 268 372 NIB da conta da ARM: 003501210000130053098 Presidente da Direcção: José Domingues dos Santos Ponciano Direcção, Redacção e Administração: Rua da Bempostinha, 30 1150-066 Lisboa Telem. 927 651 624 Tel. 218 851 546 Fax: 218 850 258 E-mail: geral@arm.org.pt Site: www.arm.org.pt Fotocomposição e Impressão: Escola Tipográfica das Missões Cucujães Tiragem desta Edição: 800 exemplares Colaboradores deste número: Domingos Cardoso Fernandes Santos Ponciano José Abilio R. Quina Joaquim Costa Pe. Castro Afonso Marinho Borges

Delegação de Cucujães
Decorreu no passado dia 27 de Novembro o encontro da Delegação de Cucujães, com a organização, este ano, da responsabilidade do Manuel Ferreira, com a colaboração dos Delegados. A reunião foi pouco participada, pese embora o grande empenho dos organizadores, que enviaram inúmeras cartas, e-mail’s, SMS e telefonemas pessoais. Era grande a expectativa para este ano, dada a grande afluência de “malta nova” no ano de 2010. Foi este o grande tema da reunião, no salão junto à eira. “O que podemos fazer para motivar o regresso aos encontros?” . Sabemos que precisamos fazer algo de diferente, que sejam mais apelativos, que as pessoas se sintam integradas, etc. etc. Mas o quê, em concreto? Não chegámos a conclusões. Fica aqui o repto a todos: O que gostariam

que fosse feito nos encontros? Almoço no refeitório com todos os membros da comunidade, o que muito nos alegrou, romagem à gruta e a debandada. Discutiu-se ainda a data do próximo ano, estando na dúvida se deveríamos antecipar para Outubro ou não. Um ponto ficou assente: quem vai organizar è o Manuel Ferreira, o irmão dele, o Dionisio Correia e os Delegados.

Delegação de Valadares
Cumprindo rigorosamente a data dos encontros de Valadares (Domingo mais próximo do dia de S.Martinho), realizou-se no dia 13 de Novembro reunindo cerca de três dezenas de armistas e familiares. Cumprimentos da praxe, rumou-se à sala de reuniões onde o Senhor P.e Américo, bem conhecido de todos nós, missionário no Brasil e que se encontra em Portugal para tratar da sua saúde, nos agraciou com um entusiasta e emotivo testemunho do trabalho nas Missões. Segui-se a Missa e o almoço. “Neste encontro, fomos, a nosso pedido, brindados por uma muito interessante palestra do Prof. Dr. Padre Anselmo Borges, sobre o Último Segredo de José Rodrigues dos Santos. Alguém filmou o acontecimento e lançou no Youtube o seguinte Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=SFwzeQBJajY “ Assim escreve o Quim Alves, assíduo destes nossos encontros e atento a tudo o que se passa, no nosso blogue http://arm-smbn.blogspot. com/p/encontros-regionais. html. Seguiu-se o tradicional magusto, e ao final da tarde rumámos a casa, tendo no pensamento o próximo encontro para voltar a encontrar os amigos e recordar tempos idos.

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Região Bragança/Miranda
dia 20 de Agosto
Foi no dia 20 de Agosto que à hora marcada, 10h, o largo fronteiriço à C.M. de Miranda do Douro começou a encher de rapaziada transmontana e alguns de outras zonas do país, para o seu encontro anual na Região. Se no ano de 2010 nos haviam surpreendido com a sua capacidade de organização e mobilização ao juntarem cerca de 4 dezenas e meia, este ano de 2011 foi de arromba. Sessenta e três, contabilizaram-se. É obra. Os nossos agradecimentos e paSenhor P.e Armando Soares e concelebrou o Senhor P.e Amado. O almoço na Estalagem de Miranda, a que não podia faltar o bacalhau e a posta mirandesa. Uma breve informação sobre as actividades da ARM e mensagens enviadas pelo Senhor Padre Superior Geral, que não pôde estar presente, bem como do Senhor Padre André Marcos. Apresentaram-se os novos, actualizaram-se contactos e seguidamente, para quem quis (39), uma viagem de barco

D. António Couto,
Bispo de Lamego

rabéns aos organizadores. Os cumprimentos habituais, de quem não se vê há muito, e subimos para uma recepção no Salão Nobre da C. M. Miranda com as capas de honra. Acolhimento por parte do anfitrião, Artur Nunes, e uma resenha rápida sobre as histórias da cidade de Miranda, Capa de Honra, Sé e língua mirandesa. Quem quis recordou o momento e a passagem por Miranda com uma fotografia envergando a Capa de Honra. Seguiu-se a Eucaristia presidida pelo

ao Douro Internacional (Parque Natural). Marcou-se a data, local e responsável para o ano de 2012. Anotem, se fazem o favor, na vossa agenda: Dia 18 de Agosto, em Bragrança e os organizadores são o João Andrade e o Adérito Lhano. Às 18h era hora de partida. Saímos com duas notas muito positivas: 1 - Que quem esteve no ano passado este ano voltou, porque gostou.

2 - A presença de muitos armistas novos, jovens na sua idade e que participaram pela primeira vez. Saibamos nós acarinhá-los e motivá-los a continuar. Parece-nos estarmos todos no bom caminho ao fazer-se reunião desAntónio Gomes da Costa & Ca., Lda. FÁBRICA DE FERRAGENS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL contraída, diversificada e de interesse comum. Telef. 256 374 083 / 84 – Fax 256 374 082 – Apart. 407 Lisboa, 21/Agosto/2011 4524-907 RIO MEÃO – PORTUGAL Santos Ponciano

Foi nomeado pela Santa Sé no dia 19 de Novembro e tomará posse no dia 29 de Janeiro de 2012. “A grande missão de um bispo, do seu presbitério e de todo o povo de Deus que lhe está confiado, seja em que região, língua ou cultura for, terá de ser sempre levar Jesus Cristo ao coração das pessoas. E é isso que eu pretendo” , vincou em entrevista ao programa ECCLESIA na RTP-2. Sublinha que a “grande maioria” dos europeus foi baptizada mas em termos “de coração cristão” o Velho Continente tem “pouca gente” “Que não se seja só . cristão porque um dia se foi baptizado e está registado nos livros, mas que se seja cristão com a vida. É este o cristianismo que nos interessa” frisou o tam, bém presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização. D. António Couto considerou que a desertificação da diocese é uma “realidade a que não se pode fugir” e salientou que a sua “primeira linha de rumo” em qualquer lado é “ir ter com as pessoas” e “ver quais são os seus problemas” Só . depois avançará com projectos para “avivar o cristianismo” em conjunto , com os fiéis, dado que não gosta de “trabalhar sozinho” . In Ecclesia A Direcção da ARM, em seu nome e em nome de todos os armistas quer, com alegria, congratular-se e felicitar D. António Couto por esta nomeação e dizer-lhe como nos sentimos orgulhosos e felizes. Que Deus o ajude e o Espírito Santo o ilumine para que leve por diante a sua Missão.

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Sr. Ponciano, Venho, mais uma vez, agradecer o empenho que teve na recolha de livros, sobretudo de francês para a ESCOLA SECUNDÁRIA P. PAULO - Macomia. Os livros já se encontram na escola a servir os alunos deste ano e dos próximos anos. Houve demora no transporte daqui para Pemba mas tudo está resolvido. A todos os que contribuiram, em nome dos alunos da Escola Sec. P. Paulo, o nosso muito obrigado. Ir. António Lopes P.S. Estive em Pemba e Macomia em Setembro. Ali pude constatar o grande esforço que as Irmãs Carmelitas de S. José estão dispendendo para que os alunos/as aproveitem ao máximo. As Escolas Secundárias mais próximas ficam a mais de 100 km. Elas construiram mais 12 salas de aula para introduzirem ali a 11ª e 12ª classes. Este ano já funcionou a 11ª e para o ano próximo a 11ª e a 12ª. Assim os alunos que tenham capacidade não terão de se deslocar para longe para continuarem os estudos superiores. NR. Em Agosto, e em resposta ao apelo que fizemos, enviámos para Moçambique cerca de 300 livros. Obrigado a todos.

Encontro do Minho
Dinamizado pelo pessoal de Barcelos, lá se realizou no dia 10 de Setembro o ENCONTRO ANUAL dos antigos alunos da SMBN desta região minhota, ainda que agora espalhados por diversos cantos do nosso Portugal, pois vieteimosamente mais tarde. Por volta das 11 horas, começaram a chegar ao alto do Bom Jesus, sorridentes, bem dispostos, quase todos acompanhados das respectivas esposas. Adivinhava-se um dia diferente. sentes. E ia-se saboreando e petiscando umas deliciosas entradas caseiras, umas gostosas sardinhas assadas na brasa e as sempre apetitosas febras e costelinhas ao cuidado do infatigável Zé Luís, tudo acompanhado pelo bom

ram de Lisboa, Póvoa de Varzim, Famalicão, Braga, Amares, e Fafe, nomeadamente. Manhã de Sábado, nebulosa, cinzenta, quase a ameaçar chuva, que, embora miudinha, cairia

RUA ENGENHEIRO CANTO RESENDE, 3 — 1050-104 LISBOA TELEF. 213 540 609 FAX 213 531 987

Apresentados os cumprimentos e saudações habituais nestas circunstâncias, o destino era a “ALDEIA DO BULHOSO“, em Ferreiros - Póvoa de Lanhoso onde nos esperava a simpatia do casal Senra da Costa. As presenças não eram muitas, três dezenas, nem isso importa, vieram os que puderam e quiseram. E lá estava pela primeira vez, expectante e cheio de ansiedade, o Manuel Azevedo (1959). E fezse festa, confraternizando uns com os outros, recordando tempos passados e memorias sempre pre-

vinho verde do Zé Costa e por ele servido, de copo ou malga numa mão e a caneca ou garrafa na outra. Todo este ambiente testemunhado pelo Santos Ponciano, Presidente da ARM que nos honrou com a sua presença. Pena não terem comparecido mais membros directivos da ARM ou efectivos da SMBN. Talvez apareçam no próximo ano que até já tem sítio marcado: em Remelhe, terra de D. António Barroso, em casa do António Torres (1962). Barcelos, 15 de Setembro de 2011 Joaquim Costa

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Curso de 1958 Convento de Cristo – Tomar
Encontro comemorativo do 53º aniversário realizado em Cernache do Bonjardim/Figueiró dos Vinhos em 9 de Outubro de 2011 Uma esplêndida manhã de Verão apesar de ser Outono, convidativa a um mergulho no mar ou a um passeio no campo, deu as boas vindas aos quarenta e três presentes, entre antigos alunos do curso de 1958, familiares e convidados, na porta principal da entrada do Seminário das Missões de Cernache do Bonjardim. As frondosas tílias que avenida abaixo se estendem do Seminário até à gruta de N.ª Senhora de Lurdes, fizeram guarda de honra aos visitantes e ouviram mais uma vez histórias comoventes ali vividas há mais de meio século. O padre Domingos Carvalho convidou ao recolhimento, por momentos, junto à imagem de Nossa Senhora de Lurdes e entre um pai-nosso e uma ave-maria recordou os ausentes e lembrou aos presentes, que aquela Virgem Maria milagrosa é para os homens de fé a estrela e o caminho. Na Igreja do Seminário foi celebrada a Santa Missa presidida pelo padre Domingos Carvalho, coadjuvado pelo padre Godinho. Da homília proferida pelo celebrante ressaltou o seguinte pensamento:“Quando receberes o convite do Senhor para o seu banquete, não o rejeites aceita-o com alegria, comparece com o traje apropriado, sabe ocupar o teu lugar e sabe agradecer” . Um grupo de jovens acompanhou as cerimónias com cânticos apropriados seguido por todos os presentes. Finda a Santa Missa alguns aproveitaram a ocasião e compraram castanhas oriundas da quinta do Seminário e deitaram de novo um olhar nostálgico para as instalações que há muitos anos foi sua casa. Uma extensa coluna de automóveis serpenteou o percurso entre Cernache de Bonjardim e o casal de São Simão – Aguda – Figueiró dos Vinhos, um pequeno povoado constituído por casinhas de xisto recuperadas e onde o restaurante Varanda do Casal sobressai. A paisagem envolvente é imponente e de cortar a respiração. As fragas de São Simão que adornam a ribeira de Alge no seguimento dos vales do rio Zêzere mais parecem as torres de uma catedral quase tocando as nuvens. O “Mais dois colegas estavam presentes no encontro pela 1ª vez. Todos vão estabelecer contactos para que outros compareçam” . Apagou as 53 velas comemorativas do encontro o padre Domingos Carvalho que nos seus 87 anos é para todos um exemplo de optimismo, força anímica e tenacidade. Com o bolo numa mão e uma taça de espumante na outra, coube aos presentes pela 1ª vez, colegas Dimas Nunes e Manuel Antunes, desejarem a todos as maiores felicidades num uníssono tilintar de taças. Nos rostos expressivos de cada um dos presentes transparecia alegria, satisfação e emoção. Todo o ambiente envolvente convidava a continuar ali. Mas os quilómetros que separavam o Casal de São Simão da residência de cada um apelavam à partida. Beijos, fortes abraços, sonantes palmadas nas costas e até uma lágrima furtiva constituíram a despedida. Até 14 de Outubro de 2012 em Cernache do Bonjardim.

homem sente-se pequenino e apenas exclama”magnífico” . O nosso colega Manuel Antunes recebeu-nos principescamente e serviu-nos um lauto almoço. O autor destas linhas, na hora dos Um grande abraço brindes saudou os presentes e colocou-lhes algumas questões pertinenDomingos Cardoso Fernandes tes obtendo para elas a aprovação por unanimidade: T.L.M. - 936 802 324 “Este encontro deve continuar a realizar-se todos os anos no 2º Domingo d.cardosofernandes@hotmail.com de Outubro” . “Em 2012 o encontro será de novo em Cernache de Sociedade de Advogados Bonjardim em 14 de Outubro” . António Emílio Pires “Em 2013, coAdvogado memoração do 55º aniversário do curAv. Conselheiro Fernando de Sousa, no 19 – 18o so de1958, o encon1070-072 Lisboa – Portugal Tel.: 351.21 384 63 00 Fax 351.21 387 01 67 tro realizar-se-á no Email: epires@pmbgr.pt Convento de Cristo em Tomar” .

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“VAMOS COM ALEGRIA PARA A CASA ...”
Efectivamente. Foi com estas palavras, evocando o regresso à casa, acompanhadas ao som do órgão do Adelino Serafim e do melodioso oboé a cargo do signatário que, jubilosamente iniciámos a liturgia da missa no Scriptorium (nossa antiga capela), no domingo dia 16 de Outubro de 2011, cinquenta anos apôs ali termos entrado, temerosos e expectantes perante o pouco claro mundo novo que se nos deparava. Cinquenta anos decorreram. O fato preto e gravata da mesma cor foram agora substituídos por outros coloridos indumentais ao gosto. A cabeleira e boina pretas de outrora cederam lugar ao grisalho e ao branco, não faltando já entre o nosso grupo quem madura e sapientemente ostente a coroa ou a testa, ou ambas, já alargadas apôs suplantarem qualquer obstáculo capilar, evidenciando o que com propriedade de termo poderíamos designar por cabeças brilhantes. Éramos umas três dezenas colegas da turma de 1961, totalizando, com os familiares colaterais e descendentes e ainda com os amigos e convidados um expressivo número próximo dos 60. Há cinquenta anos, no dia 2.10.1961 éramos 81, distribuídos por duas prefeituras. Pelas 10 horas, provenientes do Minho, de Trás-os-Montes, do Douro e Beira Interior, Beira Alta, Beira Baixa e do Ribatejo, fomos arribando à nossa antiga portaria do Claustro da Micha, de onde se iniciou a visita guiada aos diferentes espaços do ilustre e celebérrimo monumento que o escasso tempo disponível nos permitiu recorrer, visita esta que, com o magistral brilhantismo que lhe é peculiar, generosamente foi dirigida pelo Sr. Arq.º Álvaro Barbosa, em representação da Sra. Diretora do Convento de Cristo, Dra. Ana Carvalho Dias. Um desenrolar de recordações se sucediam em catadupa, à medida que se reviam colegas, se percorriam espaços, porventura não esquecidos, porém não revistos desde há 20, 30, 40 ou mesmo quase 50 anos. Os claustros, a charola, o refeitório, os corredores, as camaratas... foram lugares de passagem Lugares de passagem obrigatória. Quem de nós não teria memórias a evocar e histórias a reviver? Após um breve ensaio aos trechos musicais coligidos em Guião impresso explicitamente para o acontecimento, sob a presidência do nosso colega de curso P. Francisco Godinho - único que se ordenou do nosso plantel – que, proveniente de Moçambique onde se encontra em serviço de missão, gentilmente fez coincidir a sua viagem a Portugal com a data deste encontro, acompanhado pelo diligente colaborador P. António Figueiredo, teve início a celebração eucarística, momento deveras alto deste evento. O trabalho de casa tinha sido bem feiFindo o almoço, no mais emblemático dos claustros procedeu-se à foto de família cujo registo aqui se insere. Se bem que o denominador comum de todo o tempo ali passado foi a convivência fraterna, o convívio propriamente dito teve lugar num dos salões das camaratas, contíguo ao salão das longínquas Cortes de Tomar. Fila posterior: Luís Manuel Martins Rainha, José António Resende Oliveira, José António da Silva Martins, Fernando Rodrigues Baptista, Manuel Lopes Cardoso da Silva, José Maria Cardoso Martins, José Tavares Branco; Fila intermédia: Fernando Alves Farinha, Manuel Monteiro Gonçalves, José Pires Veloso, José Abílio Raposo Quina, Domingos Soares Mendes, José Moreira Guedes dos Santos, José Gomes Campinho, Francisco Manuel Moura Cancela (frente), P Francisco Godinho da Costa. Fila da Frente: Francisco Barata Ribeiro, António Manuel de São Vicente, Manuel João Alves Lourenço, Amorim Barata Garcia, Adelino Dias Cardoso, Joaquim Zacarias Paulino Gabriel, José Joaquim Guimarães Angélico. Com tanto para reviver, para conversar, para recordar, a mobilização do contingente não era tão expedita como há 50 anos, quando nos deslocávamos em formatura dupla; por conseguinte o exacto cumprimento de horário pré-estabelecido ficou a aguardar melhores dias noutros possíveis e vindouros encontros. Na verdade o tempo que sobejou para o convívio constante do programa, mesmo que tenha sido nomeado um moderador ad hoc, não foi suficiente para potenciar a intervenção de todos. Obviamente que também será tema para um nascituro encontro. No rescaldo da comemoração da efeméride, alvitro que foi dado cumprimento ao objectivo que nos propusemos e que para todos os participantes foi um dia inesquecível pelo clima festivo e ambiente de amizade fraterna que pautou a reunião. José Abílio Quina

to: vários colegas já tinham recebido com anterioridade os trechos musicais propostos o que deu como resultante um coro desinibido e seguro, com algumas vozes destemidas e firmes a enriquecer harmoniosamente a melodia estruturante. Acompanhou o coro o instrumental já referido: órgão, oboé e flauta transversal. A capela ecoava como noutros tempos, emprestando júbilo, fervorosa vivência e solenidade ao excelso ato de culto litúrgico. Por sugestão da Sra. Directora optámos por tomar o almoço não no nosso refeitório, onde ficaríamos dispersos ao longo das extensas mesas corridas de mármore e dos bancos fixos também corridos, de assento de espartana madeira, mas na cafetaria, em sala contígua à capela, em ambiente de mais aconchego e facilidade comunicativa. O frugal, mas condigno repasto foi-nos servido pela empresa concessionária da cafetaria do monumento. O arroz conventual fez-nos lembrar os dias de passeio extraordinário nos fins dos períodos lectivos.

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Encontro de Lisboa
Dia 22 de Outubro, mantendo a tradição de se realizar no sábado anterior ao dia mundial das missões, num dia solarengo, lá nos fomos juntando no largo fronteiriço à Igreja do Santo Condestável. Ás 11h a missa, presidida pelo Pe. Albino e concelebrada pelos P.es Martinho, Mayor Sequeira, Mamede há 4 anos nos tem franqueado as portas, não só do templo como outras instalações paroquiais. O nosso obrigado. O Telmo e o Antunes têm-se desdobrado em cada ano que passa trazer um companheiro novo, com sucesso, rejuvenecendo assim a ARM.

Carta de Bento XVI
endereçada ao Senhor Pe. Aires Nascimento
S.S. Bento XVI, em 25 de Julho, através da Secretaria de Estado do Vaticano, num gesto singular, muito expressivo, endereça uma

e Martinho, que nos honraram com a sua presença no almoço, a foto de família (na qual não estão muitos dos cerca de 65 que marcaram presença) e rumámos ao restaurante “O Canas” onde nos esperava o almoço. Teremos que referenciar e agradecer ao prior da paróquia, Senhor Pe. José Agostinho, que desde

R I B E I R O N OVO
ADVOGADO

Rua Marquês de Fronteira, 117, 2.º Esq. Telefs. 213 879 258 - 213 858 671

As noticias próprias destes encontros, umas palavras de encorajamento e de partilha do Senhor Padre Superior Geral que na semana seguinte iria para Moçambique. Não será difícil adivinhar o ambiente franco e alegre vivido à mesa do restaurante estrategicamente redondas, pela quantidade de informação que cada um tem para partilhar. Foi uma tarde bem passada em que se privilegiou o convívio e confraternização, sempre tão necessários na aproximação 1070-292 LISBOA das pessoas.

carta ao Pe. Aires Nascimento, autor do livro “D. José dos Santos Garcia: Testemunho e Memória”edição da ARM/SMBN, agradecen, do não só o exemplar que lhe foi enviado através da Nunciatura de Lisboa, mas principalmente a obra “nascida de gratidão para com o bispo que há quase cinquenta anos o consagrou sacerdote em favor dos homens” . E continua: “manifestar apreço pelas nobres expressões com que o apresenta e pelos termos com que exprime seu devotamento à Igreja e olha o crescimento da mesma, nomeadamente pelos sulcos que D. José pacientemente um dia abriu e fecundou com a Boa Nova de Jesus Cristo.” concede ao Padre ...” Aires, extensiva a quantos lhe são queridos, a Sua Benção Apostólica. Aproveito o ensejo para lhe afirmar a expressão da minha fraterna estima e grande consideração em Cristo Senhor” . Ao Pe. Aires do Nascimento as nossas felicitações e o nosso bem haja. É uma felicidade enorme constatar, no prazo de um ano, que S.S. por duas vezes distingue outras tantas obras de sua autoria e às quais a ARM está directa e convictamente ligada e envolvida. Que esta carta seja também motivação para abraçar um estudo mais lato no tempo e aprofundado do que foi o missionação portuguesa no séc. XX. Parabéns.

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Sustentabilidade da ARM
Foi feito um esforço, por parte desta Direcção para através da publicidade no boletim, se procurar financiar o seu custo de produção e de distribuição, com bons resultados é certo, mas insuficiente, podendo esta ser uma via ao dispor dos armistas que a julguem útil, para contribuir para a sustentabilidade da ARM. Porém, a medida concreta e imediata que se impõe, é a de cada um de nós, na medida das reais possibilidades, passar a proceder ao pagamento de uma quota, cujo valor mínimo penso poderia ascender a € 10,00 anuais, (podendo o armista preencher o valor com a importância que entender) a fazer por transferência bancária, conforme ordem de pagamento que vai em anexo ao presente boletim e devolvê-la à Direcção que a encaminhará para cada banco. Não sendo as quotas obrigatórias, mas as despesas são reais, se não houver colaboração, nada feito.

Delegação Guarda/Castelo Branco
Foi no dia 19 de Novembro, com muita chuva e algum frio, razões que, cremos, desencorajaram alguns de nós a comparecer (mesmo após termos confirmado a presença) que na cidade da Covilhã se reuniram duas dezenas de antigos alunos, e familiares, residentes e naturais na região desde Castelo Branco até à Guarda. O local de encontro foi no Jardim de S. Francisco e após os cumprimentos sempre efusivos, iniciámos a visita ao Museu de Arte Sacra daquela cidade. O museu tem um espólio de 600 peças, muito bonitas, cedidas pelo prazo de 20 anos pelas paróquias do concelho, muito bem estruturado. Obedece a visita, a tantas secções como quantos são os sacramentos. Termina com uma capela e uma exposição temporária (à data, de bandeiras). Aqui uma referência e um agradecimento especial à Dra. Regina

Alexandre, que nos acompanhou, e ao que sabemos, responsável da montagem do museu. Os nossos parabéns. Seguiu-se o almoço no Centro Cívico, acompanhados pelo seu responsável e Arcipreste da Covilhã, Senhor Pe. Fernando Brito, a quem devemos uma palavra de agradecimento pelo acolhimento, disponibilidade e alegria com que nos recebeu. A seguir ao almoço, antes das castanhas e jeropiga, umas palavras dando notícias da vida da Associação, projecção de vários filmes de fotos de reuniões anteriores e projectos em curso. Foi nesta reunião, pela boca do Senhor Pe. Fernando Brito que tivemos conhecimento oficial, do que já era falado nos bastidores, da nomeação de D. António Couto como Bispo de Lamego. Próximo ano, será dia 17 de Novembro, em local a indicar.

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Delegação Cernache do Bonjardim
Regressar a Cernache é sempre uma festa. Porque há pouco tempo, dia 8 de Outubro, tinha ali havido um encontro, temia-se que a afluência fosse parca. Felizmente não. Dia 20 de Novembro, às 10h da manhã lá estavam cerca de 4 dezenas de armistas e familiares(muitos faltam na fotografia pois já se passeavam pelo claustro). Missa com a comunidade na igreja do seminário, uma visita à gruta, ao monumento de S. Nuno e ainda à biblioteca e anfiteatro de ciências, sempre acompanhados pelo Senhor Pe. Castro Afonso, preencheram o horário antes de almoço. Curiosas as perguntas e os reparos, e ainda as chamadas de atenção (para que o colega se recordasse) principalmente na sala de ciências. Hoje poderemos afirmar, sem grande margem de erro, que estava muito melhor equipada que a maioria das escolas à época. Sentimo-nos meninos voltados ao banco da escola, e até respirámos algum saber adquirido naquela casa. Almoço, no refeitório, pois claro, com todos os Membros da Casa. Algumas notícias, projecção de fotos e chegava-se a hora das castanhas. Comprou-se vinho, e aqui lembrou-se que foi a ARM a incentivar o cultivo da

Projecto Um Sorriso para Ti
Permitam-nos um pequeno alerta para quem apadrinhou uma ou mais crianças em 2009 e/ou 2010: Se optou pelo pagamento por transferência bancária, não tem com que se preocupar. Nós e o seu banco tratamos de tudo. Se optou pelo pagamento por cheque, vale postal ou transferência feita pelo próprio (ATM, home-banking ou outra) deverá fazer o pagamento, nos mesmos moldes, até meados de Janeiro de 2012, pois como foi dito, o projecto para ter sustentabilidade tem a duração mínima de 3 anos. Se tem dúvidas quanto ao meio de pagamento, não hesite em contactar-nos: Telefone: 966 924 794 E-mail: geral@arm.org.pt N.R. Contamos em breve dar noticias mais aprofundadas e ilustradas com fotografias, pois, como foi noticiado, o Senhor P.e Superior Geral esteve em Moçambique de visita a todas as missões e um dos pontos da sua agenda era recolher informação sobre o projecto. Este empenhamento da Direcção Geral da SMBN é por si prova da importância que o projecto tem no desenvolvimento da acção dos nossos missionários junto das crianças mais carenciadas das suas comunidades. Na AG do próximo ano, em Cernache, faremos um balanço destes três anos.

vinha e a absorver a produção, o que não tem acontecido e tem estado a causar algum constrangimento não só logístico, mas também material, ficando a promessa que na próxima AG, em Maio, e que será em Cernache, esgotaremos a produção.

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NOTÍCIAS BREVES DA SMBN
Porto Amélia. De 1982 a 1987 está em Valadares e Cucujães. Nomeado para as Missões em 1987, parte para Pemba, Mavalane, Chibuto, Matola e Malema., onde viria a falecer no dia 5 de Dezembro de 2011.
Art.º 24 dos Estatutos da ARM: São deveres dos associados e) Assinar a revista Boa Nova aproveitada como veículo noticioso da ARM

DOIS NOVOS MEMBROS DA SMBN

Faleceu o P.e José Nuno
O Pe. José Nuno, natural de Vilar do Andorinho, entrou em Tomar em 1948 e foi formador, no mesmo seminário, nos anos lectivos de 59 a 62. Estava no Brasil onde exerceu a sua acção apostólica, por 35 anos, numa das áreas mais pobres de Minas Gerais, na diocese de Araçuaí, no Vale do rio Jaquitinhonha, onde grassa a doença de Chagas que não tem cura. Empenhou-se na renovação pastoral, e na formação da consciência cívica das populações. Atingido por leucemia, quis continuar com o povo de Berilo até ao fim. Faleceu a 3 de Dezembro de 2011, num hospital da cidade de Belo Horizonte, para onde tinha sido levado de urgência. Foi sepultado na cidade de Berilo a pedido da população a quem havia dedicado a sua vida.

Em 4 de Dezembro fizeram o Juramento de consagração à actividade missionária, e tornam-se membros da Sociedade Missionária da Boa Nova, dois seminaristas que estão a terminar os dez meses do Ano de Formação Espiritual e Missionária, em Cernache do Bonjardim, em Portugal. São ambos de Moçambique. O Jaime Pedro Mathe, de 30 anos, é natural da paróquia de Mavalane, na cidade e arquidiocese do Maputo. O Proença Tonito Gabriel, de 28 anos, e natural da paróquia de Alua, na diocese de Nacala. Depois do Juramento seguirão

O Superior Geral, Senhor P.e Albino dos Anjos, esteve um mês em Moçambique, de visita a todas as Missões da SMBN. De regresso, um tanto cansado fisicamente, vem muito optimista e cheio “daquela” alegria própria de quem já esteve 10 anos em terras de missão, mais propriamente em Pemba. Encontrou alguns problemas, principalmente de saúde, dada a idade avançada da maioria dos membros e a precariedade na assistência sanitária, mas também encontrou grande alegria, entusiasmo e vontade de trabalhar de todos os Membros (padres, irmãos e irmãs missionários). Recordamos que em Moçambique trabalham em Pemba, Nampula, Ocúa, Nametil, Malema, Maputo (Bairro do Aeroporto – Mavalane) e Matola (Seminário). Esteve também em contacto com as escolas, crianças e responsáveis pela implementação do projecto “Um Sorriso para Ti” .

Faleceu o P.e João Baltar
P. Baltar nasceu em Burgães (Santo Tirso), dia 02 de Janeiro de 1944. Entrou no Seminário de Tomar em 1955. Foi ordenado Sacerdote, em Cucujães, em 28 de Julho de 1968. Partiu para Pemba (então Porto Amélia) em 1969. Em 1971 foi incorporado no Exército Português como Capelão até 1974, regressou a

para Moçambique onde irão completar o período de formação espiritual e missionária com mais um segundo ano a trabalhar numa comunidade apostólica. Virão depois completar os estudos teológicos na UCP, no Porto. Este estágio intermédio, que deveria ser num país diferente do seu, terá de ser em Moçambique, devido à impossibilidade de obter, em tempo útil, vistos de entrada e estadia. Os dez meses do ano de formação decorreram em Cernache do Bonjardim, berço, em Portugal, do carisma de missionação do clero secular. Foi dirigido pelo P. Manuel Castro Afonso, português, missionário na Zâmbia, e pelo P. Raimundo Ambrósio Inteta, moçambicano, missionário no Brasil. Pe. Castro Afonso

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Encontro de Coimbra - 26 de Novembro
O local da concentração foi na Baixa conimbricense, na Praça 8 de Maio, frente à histórica igreja de Santa Cruz, onde repousa o fundador da nacionalidade D. Afonso Henriques. Em manhã solarenga, os armistas foram chegando a partir das 11h30. Às 12h00, já éramos um grupinho bem composto, com as conversas a fluírem animadamente. O ambiente circundante era de festa, pois estava a decorrer nessa manhã um mercado solidário, por sinal muito participado, a que as vestes das várias va e Joaquim Monteiro. E, por último, por ser o primeiro, tivemos a honra de ter connosco o nosso presidente, Santos Ponciano. O encontro registou a presença de catorze armistas e sete familiares. Às 12h45 dirigimo-nos para o restaurante “Cova Funda/O Espanhol” ali , bem perto, onde nos estava reservado um lauto almoço, com ementa seleccionada pelo Gil Inácio, cliente habitual desta casa. Foi-nos servida uma excelente grelhada mista de carnes na telha,

150 Anos em Missão

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Fotos antigas
No site e no blogue da ARM estão neste momento disponíveis mais de 1.500 fotografias que abrangem a vida da associação (desde a nossa entrada nos seminários) desde 1927 até 2011. Se derem por lá uma vista de olhos vão ficar muito surpreendidos. Haverá sempre uma qualquer em que nós, meninos ou mais crescidinhos, aparecemos. É interessante observar nos encontros em que as mesmas são projectadas, a curiosidade, o encanto e as recordações que tais imagens nos despertam. A todos que connosco colaboraram e nos confiaram as “suas” fotos, o nosso bem haja. A quem tiver, e que ainda não estejam publicadas, pedimos o favor de que as enviem digitalizadas para o e-mail da ARM ou as mandem por correio que nós digitalizamo-las e na volta do correio serão devolvidas. Site: www.arm.org.pt ou: http://arm-smbn.blogspot.com/

confrarias presentes, que se associaram a esta acção, e os muitos turistas que, por ali circulavam, emprestavam um colorido especial. Vários armistas, não residentes em Coimbra e arredores, deram-nos o prazer da sua presença: o José António Resende (Oliveira de Azeméis), o José Pires Veloso (Guarda), o Gabriel Santos Conceição (Caldas da Rainha), o João Gamboa (Aveiro) e o António Figueiredo (Tomar). Foi também motivo de enorme alegria a estreia nestes encontros de Coimbra do Ivo de Jesus Martins, economista, a trabalhar na Repartição de Finanças de Penela, e do José Gamboa Martias, enfermeiro no Hospital Sobral Cid. Marcaram ainda presença “os habituais” Gil Inácio, Marinho Borges, António Raimundo Amado, Alfredo Calado, Gabriel Sil-

acompanhada de um mui saboroso arroz de feijão, regado com um bom tinto bairradino, um móbil à altura para resgatar as nebulosas anímicas do passado, dando voz a vivências e espaços outrora partilhados, determinantes nos nossos percursos, e marcantes da nossa identidade (armista). O nosso presidente, Santos Ponciano, teve ainda a amabilidade de nos brindar com a projecção de fotos relativas à visita que realizou no ano passado a Moçambique, um registo bem expressivo do trabalho dos nossos missionários e, sobretudo, uma constatação da mais-valia do projecto de apoio a crianças “Um Sorriso para Ti” da iniciativa da , ARM. Os organizadores Gil Inácio e Marinho Borges

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O Boletim Trimestral da ARM tem, incontestavelmente, grande relevância como meio de comunicação entre os seus associados. É também a grande despesa, quer pela impressão, quer pela expedição, a grande despesa na conta de demonstração de resultados da Associação. A Direcção desejaria que a publicação fosse auto-suficiente. Para tal tomou 2 medidas: 1. Formalizou com os CTT protocolo para o envio em correio editorial; 2. Aumentou a sua paginação e distribuição por forma a ganhar espaço para a publicidade. Apelamos, pois, aos empresários, ENI’s e profissionais liberais para que colaborem connosco.

Comemoração dos 50 anos do Seminário da Boa Nova
Decorreu em Valadares, no passado dia 24 de Julho, a festa comemorativa dos 50º aniversário da fundação do Seminário da Boa Nova. Porque o dia era de festa, foi num ambiente de grande alegria que se juntaram cerca de 6 dezenas de antigos alunos, muitos sacerdotes da SMBN e paroquianos de Vilar do Paraíso, Valadres e Gulpilhares. AssociouPelas 15 horas sessão em que usaram da palavra o Padre Superior Geral, Reitor do Seminário, apresentação do livro “Valadares - Seminário das Missões da Boa Nova, Lembranças dos primeiros tempos” a cargo do seu coordenador Senhor P.e Aires do Nascimento e Benção final dada pelo Senhor Núncio que também partilhou connosco parte

-se também o Presidente da Junta de Valadares. Um total de 2 centenas de pessoas. Os Leigos da Boa Nova também quiseram fazer-se representar de uma forma muito expressiva. Tivémos a honra da presença de S. Ex.ª Rev.ma Mons. D. Rino Passigato, Núncio Apostólico em Lisboa que presidiu à Eucaristia e benzeu o mo-

das suas experiências missionárias em Àfrica e América Latina. Foi para nós, armistas, muito gratificante conseguir juntar nas comemorações o primeiro Reitor, Senhor Pe. André Marcos, e os primeiros formadores, P.es João Almendra (vindo do Brasil), José António (vindo de Angola) e Aires do Nascimento com um

BOLETIM N.º 112 Julho/Dezembro de 2011 ARM – Associação Regina Mundi dos Antigos Alunos da Sociedade Missionária da Portuguesa

numento, cruzeiro, que nos jardins do seminário assinala a data. Muitos dos armistas que compareceram fizeram parte das primeiras turmas no ano de 1961 e 1962, e não se reencontravam desde essa data. Após a missa, o almoço foi servido no refeitório.

grupo muito interessante de primeiros alunos. A romagem à gruta fechou a jornada festiva. Santos Ponciano Lisboa, 27 de Julho de 2011