1
UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHAGUERA
CURSO DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA
IVANEIDE CARLOS DA SILVA
ATIVIDADE PRÁTICA
RADIOTERAPIA
COCOS-BA
2025
2
IVANEIDE CARLOS DA SILVA
ATIVIDADE PRÁTICA
RADIOTERAPIA
Trabalho apresentado ao Curso de Tecnólogo em
Radiologia da UNOPAR - Universidade Pitágoras
Unopar Anhanguera, para a disciplina de
Radioterapia.
COCOS-BA
2025
SUMÁRIO
3
INTRODUÇÃO 4
ATIVIDADE PROPOSTA 5
CONCLUSÃO 14
INTRODUÇÃO:
4
A radioterapia é uma modalidade terapêutica amplamente utilizada no
tratamento de diversas neoplasias, sendo responsável por aproximadamente
50% das curas oncológicas quando combinada a outras abordagens, como
cirurgia e quimioterapia. Baseia-se na utilização de radiações ionizantes com o
objetivo de destruir células tumorais ou impedir sua multiplicação, preservando
ao máximo os tecidos sadios circunvizinhos. Nos últimos anos, os avanços
tecnológicos permitiram o desenvolvimento de técnicas cada vez mais
precisas, como a radioterapia conformacional, a radioterapia guiada por
imagem (IGRT) e a radioterapia estereotáxica, contribuindo para a eficácia do
tratamento e a redução dos efeitos colaterais. Diante disso, compreender os
princípios, aplicações e inovações da radioterapia é essencial para
profissionais da área da saúde, especialmente no contexto do tratamento
oncológico multidisciplinar.
ATIVIDADE PROPOSTA
5
Aula: 2 – MÁQUINA DE TELETERAPIA: ORTOVOLTAGEM;
BETATRONS.
Parte II – Revisão dos Betatrons e Posicionamento
Introdução aos Betatrons
Os Betatrons são aceleradores circulares de partículas utilizados para
acelerar elétrons por meio de campos magnéticos variáveis. Os elétrons
acelerados são então utilizados diretamente ou convertidos em fótons para fins
terapêuticos, especialmente em radioterapia superficial. Esses aparelhos são
particularmente eficazes no tratamento de tumores superficiais e subcutâneos,
como carcinomas cutâneos, devido à sua capacidade de fornecer feixes de
elétrons com energia controlada, permitindo penetração limitada e poupando
tecidos profundos.
Vantagens dos Betatrons em áreas de alta complexidade anatômica:
Alta precisão de dose em camadas superficiais; Menor risco de dano a
estruturas subjacentes (exemplo: cérebro, em lesões cranianas); Ideal para
lesões em regiões convexas como o crânio, onde conformação do feixe é
crítica; Uso de colimadores customizados para melhor adaptação anatômica.
Revisão dos Princípios de Posicionamento
O posicionamento preciso e repetível, do paciente é essencial para
garantir que a radiação atinja apenas a área-alvo, minimizando danos a tecidos
saudáveis.
Importância do alinhamento e imobilização:
Garante reprodutibilidade diária do tratamento; Minimiza os erros de
posicionamento;
Evita movimentos involuntários que comprometeriam a eficácia e
segurança do tratamento.
Ferramentas utilizadas:
6
Máscaras termoplásticas: confeccionadas sob medida para imobilizar a
cabeça e o pescoço;
Suportes corporais personalizados: mantêm a posição do corpo em
tratamentos longos; Sistemas de laser e imagem: para alinhamento do paciente
com o plano de tratamento.
Parte III – Protocolo de Radioterapia Imobilização do Paciente
A máscara termoplástica personalizada é essencial para: Imobilizar com
precisão a cabeça e parte superior do crânio;
Garantir que a lesão seja tratada com alinhamento perfeito a cada
sessão; Evitar movimentações que poderiam comprometer a precisão da dose.
Posição ideal da cabeça da paciente Ana Maria:
Decúbito dorsal (deitada de costas); Cabeça levemente estendida e
rotacionada para o lado oposto da lesão (parietal direita), se necessário;
Suporte occipital e almofadas anatômicas para conforto e estabilidade.
Simulação e Planejamento
Exames de imagem necessários:
Tomografia computadorizada (TC) de planejamento: principal exame
para simulação;
Fusão com imagens de ressonância magnética (RM): para melhor
definição das margens da lesão e estruturas adjacentes.
Delineação do volume-alvo: CTV (Clinical Target Volume): inclui a lesão
visível e regiões de possível infiltração microscópica;
PTV (Planning Target Volume): CTV com margens adicionais para
compensar incertezas no posicionamento diário e movimentos do paciente
(geralmente de 0,5 a 1 cm).
Importância do PTV: Compensa variações de posicionamento;
7
Garante que o volume-alvo receba a **dose planejada integralmente;
Protege estruturas críticas ao redor da área tratada.
Parâmetros do Betatron
Energia do feixe de elétrons:
Para uma lesão com profundidade de 1,2 cm, recomenda-se feixe de
elétrons entre 6 MeV a 9 MeV.
6 MeV: penetração até 1,5 cm.
9 MeV: até 2,5 cm.
Escolha ideal:
9 MeV, para garantir cobertura completa da lesão + margem.
Delimitação do campo de radiação:
Uso de colimadores personalizados de cerrobend ou tungstenato para
adaptar o campo ao contorno da lesão;
Campo necessário:
Pelo menos 2 cm além das margens da lesão.
Lesão de 5,5 cm → campo com diâmetro de aproximadamente 9,5 a 10
cm;
A margem adicional é essencial para abranger o PTV.
Planejamento de Dose Dose total recomendada para CEC com invasão
óssea parcial:
60 a 66 Gy, dependendo da agressividade e resposta cirúrgica.
Fracionamento sugerido: 66 Gy em 33 frações de 2 Gy por sessão;
Tratamento diário (5 sessões/semana) → total de 6,5 semanas.
Avaliação da distribuição da dose: Utilização de sistemas de
planejamento tridimensional (3D) com análise de:
Curvas de isodose: representam a distribuição espacial da dose;
Garantem que o PTV esteja dentro da curva de isodose de 95% ou mais;
Evitam hot spots (>107%) ou subdosagens (<95%) que
comprometem eficácia.
8
Importância da cobertura homogênea:
Evita recidiva tumoral;
Minimiza complicações como radionecrose ou alopecia permanente
em áreas não-alvo;
Protege estruturas nobres próximas (osso craniano, meninges).
Resumo Final do Protocolo para Ana Maria dos Santos:
Aula: 16
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS: RADIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIA
RADIOTERAPIA DE INTENSIDADE MODULADA.
ETAPA 1:
EMPATIA: Compreendendo as Necessidades
Leitura e Resumo sobre RIO e IMRT
Radioterapia Intraoperatória (RIO)
9
Vantagens:
• Dose única e direta no leito cirúrgico.
• Redução da dose em tecidos saudáveis.
• Pode reduzir número de sessões pós-operatórias.
Desvantagens:
• Necessidade de equipamento especial no centro cirúrgico.
• Tempo cirúrgico mais longo.
Indicações:
• Cânceres de mama, reto, pâncreas, sarcomas.
Limitações:
• Uso limitado a centros de referência.
• Alto custo de implementação.
Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT)
Vantagens:
• Alta precisão, preservando tecidos saudáveis.
• Ideal para tumores próximos a órgãos críticos.
Desvantagens:
• Exige planejamento mais complexo e tempo maior.
• Maior custo por sessão.
Indicações:
• Tumores de cabeça e pescoço, próstata, ginecológicos.
Limitações:
• Acesso limitado em regiões com baixa infraestrutura.
Mapeamento de Perspectivas Paciente:
10
• Preocupações:
• Medo dos efeitos colaterais e complicações.
• Ansiedade por falta de informação clara.
• Insegurança sobre eficácia e segurança do tratamento.
Impactos na Qualidade de Vida:
• Dor, fadiga, alterações estéticas (exemplo: alopecia).
• Interrupção de rotina e deslocamentos frequentes (IMRT).
• Incertezas sobre o retorno à vida normal.
Informações desejadas:
• Explicações simples e visuais sobre o tratamento.
• Prognóstico realista e tempo de recuperação.
• Canal direto para tirar dúvidas (exemplo: WhatsApp, app).
Equipe Médica:
• Desafios técnicos e logísticos:
• Sincronização entre cirurgia e radioterapia (RIO).
• Demandas tecnológicas e tempo de planejamento (IMRT).
• Falta de integração de dados e imagem entre setores.
Colaboração multidisciplinar:
• Dificuldade de agenda comum entre equipes.
• Falta de protocolos padronizados.
Planejamento e execução:
• Alto tempo de simulação e delineamento no IMRT.
• Necessidade de precisão absoluta nos cálculos.
• Gestores Hospitalares Custos:
• Equipamentos específicos (aceleradores lineares, dispositivos móveis).
• Treinamento de equipes e manutenção de sistemas.
Obstáculos de acesso:
o Poucos centros habilitados.
11
o Desigualdade regional de recursos.
• Falta de políticas públicas para ampliação da cobertura.
ETAPA 2: DEFINIÇÃO: O Problema a Ser Resolvido
Declarações de Problema:
1. Como podemos melhorar a comunicação e o suporte emocional aos
pacientes submetidos à IMRT, reduzindo a ansiedade e melhorando a adesão
ao tratamento?
2. Como podemos integrar melhor os fluxos cirúrgicos e radioterápicos
na RIO para otimizar o tempo de sala cirúrgica e aumentar a eficiência da
equipe?
3. Como tornar o acesso à IMRT e RIO mais equitativo em regiões com
infraestrutura limitada?
ETAPA 3: IDEAÇÃO Gerando Soluções Criativas
Brainstorming de Soluções
Problema 1: Comunicação com Pacientes – IMRT
Ideia 1: Aplicativo educativo com realidade aumentada que explica cada
etapa da radioterapia.
Ideia 2: Criação de “Consultores de Radioterapia” – enfermeiros
treinados para oferecer suporte informativo e emocional antes, durante e após
o tratamento.
Escolha: Aplicativo Educativo com RA
Justificativa: Inovador, interativo, disponível a qualquer hora e
personalizável conforme o perfil do paciente.
Problema 2: Integração de Fluxos – RIO
Ideia 1: Software de agendamento e sincronização entre bloco cirúrgico
e radioterapia com notificações automáticas.
12
Ideia 2: Criação de “equipes híbridas” com capacitação cruzada (ex:
cirurgião com noções de RIO).
Escolha: Software de Integração Cirúrgica-RIO
Justificativa: Viável com tecnologia atual, melhora a logística e reduz
atrasos operacionais.
Problema 3: Acesso Equitativo – RIO e IMRT Ideia 1: Unidade móvel de
RIO para regiões periféricas (uso de acelerador portátil)
Ideia 2: Programa público de parcerias com hospitais privados com cotas
para pacientes do SUS.
Escolha: Programa Público-Privado de Parcerias com Cotas SUS
Justificativa: Mais fácil de implementar em curto/médio prazo, sem necessidade
de comprar novos equipamentos.
ETAPA 4: PROTOTIPAGEM - Construindo uma Representação
Protótipo 1: Aplicativo de Educação ao Paciente (IMRT)
Nome: "Radioterapia Sem Mistério"
Funcionalidade: Explicações com animações 3D sobre o que é a IMRT,
como é feita, o que esperar.
Área de perguntas frequentes.
Módulo de acompanhamento dos efeitos colaterais com dicas práticas.
Canal de mensagens com equipe de enfermagem.
Protótipo 2:
Software de Integração RIO-Cirurgia
Nome: "RIO-Sync"
Descrição:
13
Sistema que integra agendas de cirurgiões, físicos médicos e
radioterapeutas.
Envia lembretes automáticos de preparação da sala de cirurgia para
RIO.
Gera relatórios de tempo, eficiência e atrasos por caso.
Funcionamento:
Interface integrada ao prontuário eletrônico.
Dashboard com status de pacientes agendados para RIO.
Comunicação em tempo real entre setores.
Protótipo 3:
Programa de Parcerias Público-Privadas
Nome: "RIO e IMRT para Todos"
Modelo: Hospitais privados com infraestrutura ociosa recebem incentivos
fiscais ao oferecer cotas de tratamento para pacientes do SUS.
Regulado por um sistema digital com critérios de prioridade, região e
patologia.
Monitoramento público via portal de transparência.
Funcionamento:
Cadastro por hospitais públicos. Encaminhamento baseado em triagem
e prioridade clínica. Acompanhamento conjunto dos resultados.
CONCLUSÃO:
14
A radioterapia desempenha um papel fundamental no tratamento do
câncer, oferecendo uma abordagem eficaz e cada vez mais segura no controle
tumoral. Os avanços tecnológicos têm possibilitado maior precisão na entrega
da dose de radiação, minimizando os danos aos tecidos saudáveis e
proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes. Além disso, a
integração da radioterapia com outras modalidades terapêuticas potencializa os
resultados clínicos, tornando o tratamento mais eficiente. Assim, o
conhecimento aprofundado sobre os fundamentos e as aplicações da
radioterapia é indispensável para a formação de profissionais comprometidos
com a excelência no cuidado oncológico.