Matemática Básica
Volume único – Módulo 1 5ª edição Dirce Uesu Pesco Roberto Geraldo Tavares Arnaut

Apoio:

Fundação Cecierj / Consórcio Cederj
Rua Visconde de Niterói, 1364 – Mangueira – Rio de Janeiro, RJ – CEP 20943-001 Tel.: (21) 2334-1569 Fax: (21) 2568-0725 Presidente Masako Oya Masuda Vice-presidente Mirian Crapez Coordenação do Curso de Matemática UFF - Regina Moreth UNIRIO - Luiz Pedro San Gil Jutuca

Material Didático
ELABORAÇÃO DE CONTEÚDO

Departamento de Produção
EDITORA PROGRAMAÇÃO VISUAL

Dirce Uesu Pesco Roberto Geraldo Tavares Arnaut
COORDENAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO

Tereza Queiroz
COORDENAÇÃO EDITORIAL

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CAPA

Cristine Costa Barreto
COORDENAÇÃO DE LINGUAGEM

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COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO

Maria Angélica Alves

Eduardo Bordoni Sami Souza
PRODUÇÃO GRÁFICA

Jorge Moura

Oséias Ferraz Patricia Seabra

Copyright © 2005, Fundação Cecierj / Consórcio Cederj Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Fundação.

A745m Pesco, Dirce Uesu. Matemática básica. v. único / Dirce Uesu Pesco; Roberto Geraldo Tavares Arnaut. 5.ed. – Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2010. 324p.; 21 x 29,7 cm. ISBN: 978-85-7648-424-0 1. Fatoração. 2. Equação do 1° grau. 3. Equação do 2º grau. 4. Progressão aritmética. 5. Progressão geométrica. 6. Análise combinatória. I.Título.
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CDD: 510
Referências Bibliográficas e catalogação na fonte, de acordo com as normas da ABNT.

Governo do Estado do Rio de Janeiro

Governador Sérgio Cabral Filho

Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia Alexandre Cardoso

Universidades Consorciadas
UENF - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO Reitor: Almy Junior Cordeiro de Carvalho UFRJ - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Reitor: Aloísio Teixeira

UERJ - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Reitor: Ricardo Vieiralves

UFRRJ - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO Reitor: Ricardo Motta Miranda

UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Reitor: Roberto de Souza Salles

UNIRIO - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Reitora: Malvina Tania Tuttman

Matemática Básica SUMÁRIO Volume único – Módulo 1 Apresentação e Objetivos ____________________________________ 7 Aula 1 – Frações _____________________________________________ 11 Aula 2 – Números Decimais _____________________________________ 37 Aula 3 – Potenciação __________________________________________ 53 Aula 4 – Radiciação ___________________________________________ 59 Aula 5 – Fatoração ___________________________________________ 69 Aula 6 – Equação do 1º grau ____________________________________ 77 Aula 7 – Sistema de Equações do 1º grau ___________________________ 81 Aula 8 – Equação do 2º grau ____________________________________ 85 Aula 9 – Inequação do 1º grau ___________________________________ 93 Aula 10 – Progressão Aritmética ________________________________ 103 Aula 11 – Progressão Geométrica _______________________________ 115 Aula 12 – Conjuntos _________________________________________ 129 Aula 13 – Introdução às Funções _______________________________ 141 Aula 14 – Funções Compostas e Inversa __________________________ 159 Aula 15 – Função do 1º grau ___________________________________ 171 Aula 16 – Função Quadrática __________________________________ 183 Aula 17 – Função Modular ____________________________________ 195 Aula 18 – Função Exponencial _________________________________ 205 Aula 19 – Função Logaritmo ___________________________________ 215 Aula 20 – Trigonometria ______________________________________ 231 Aula 21 – Funções Trigonométricas ______________________________ 243 Aula 22 – Relações Fundamentais e Redução ao 1º Quadrante _________ 263 Aula 23 – Transformações _____________________________________ 277 Aula 24 – Equações Trigonométricas _____________________________ 291 Aula 25 – Funções Circulares Inversas ____________________________ 305 Aula 26 – Inequações Trigonométricas ___________________________ 313 .

Apresenta¸˜o e Objetivos ca
Prezado(a) aluno(a), gostar´amos de dar boas-vindas nesta que pode ı ser considerada a primeira disciplina do seu Curso de Licenciatura em Matem´tica da UFF/CEDERJ/UAB. Vocˆ est´ iniciando uma jornada que mua e a dar´ a sua vida. Vocˆ agora ´ parte de uma universidade p´blica, que lhe a e e u oferece a oportunidade de obter uma forma¸˜o de excelente qualidade. ca Estamos felizes por iniciar esta caminhada juntos em dire¸˜o a este ca t˜o nobre objetivo que ´ a forma¸˜o de quadros docentes com qualidade em a e ca nosso Estado, para atua¸˜o nos Ensinos Fundamental e M´dio. Para atingir ca e t˜o precioso objetivo, planejamos um curso aberto, com a maior flexibilidade a poss´ ıvel, e favorecendo o processo individual de constru¸˜o de sua autonomia. ca A proposta do curso ´ a forma¸˜o de qualidade diversificada, permitindo e ca planejar caminhadas futuras em P´s-gradua¸˜es, sem limites na escalada do o co processo de conhecimento, na perspectiva maior da educa¸ao autˆnoma, cujo c˜ o lema ´ aprender ao longo da vida. e Em todo o curso de Gradua¸˜o do CEDERJ, apoiado na metodologia ca da Educa¸˜o a Distˆncia, a orienta¸˜o de estudos ´ uma forte componente. ca a ca e Vocˆ, provavelmente, est´ cursando esta disciplina por orienta¸˜o da e a ca coordena¸˜o do curso, que ponderou oportuna uma recupera¸˜o de estudos ca ca centrada em conte´dos importantes de Matem´tica, pelos quais vocˆ passou u a e no Ensino M´dio. N˜o considere esta tarefa menor. Em nenhuma ´rea e a a do conhecimento os conte´dos est˜o t˜o encadeados e dependentes uns dos u a a outros como em Matem´tica. a Se construirmos um bom alicerce, o edif´ ser´ s´lido! ıcio a o Como in´ ıcio de percurso nesta boa jornada, teremos o tempo de caminhar e de descansar e tamb´m de enfrentar algumas ladeiras. Faz parte do e ´ jogo! E imposs´ chegar a lugares significativos, sem subir uma ladeira! ıvel Mas, uma vez no alto do morro, poderemos contemplar o horizonte que descortina a bela paisagem panorˆmica. a Como ter sucesso fazendo uma gradua¸˜o na modalidade a distˆncia? ca a Vocˆ j´ conhece as enormes vantagens que essa modalidade de ensino e a oferece e com certeza seu compromisso com o curso ´ grande. Sua forma¸˜o e ca inicia nesta disciplina com a constru¸˜o de uma s´lida base de conhecimentos ca o matem´ticos e com o desenvolvimento de h´bitos necess´rios para ter sucesso a a a na empreitada. Essa bagagem toda, adquirida nesta disciplina, lhe ser´ exa
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tremamente util, tanto na vida profissional quanto na vida pessoal. Mas ´ ´ e importante salientar algumas daquelas caracter´ ısticas t˜o necess´rias para se a a ter sucesso nessa forma de aprendizagem. Entre outras coisas pode-se mencionar a importˆncia de se ter for¸a a c de vontade, autodisciplina e dedica¸˜o. Organiza¸˜o tamb´m ´ fundamental. ca ca e e Vamos nomear algumas sugest˜es que ser˜o uteis: o a ´ ´ • Estude regularmente. E preciso que vocˆ fa¸a uma agenda de trabalho e c que lhe garanta um tempo espec´ ıfico para o estudo. Isso significa que vocˆ n˜o pode estudar somente quando “tiver” tempo. Somos n´s os e a o respons´veis pelo nosso tempo. a • Consulte a tutoria para tirar d´vidas. A sua presen¸a `s se¸˜es de u c a co tutoria e a forma¸˜o de grupos de estudo s˜o ferramentas poderosas ca a que vocˆ disp˜e para progredir no curso. e o • Busque apoio na execu¸˜o das atividades propostas. A tutoria a distˆncia ca a tem um papel importante a cumprir no seu programa de estudos. Ela lhe dar´ uma maior agilidade para debelar d´vidas e isso ´ um privil´gio a u e e acess´vel aos alunos do ensino a distˆncia. ı a • Estamos sempre trabalhando para que o material did´tico disponibilia zado seja de qualidade e lhe dˆ um caminho seguro para a constru¸˜o e ca do seu conhecimento. • O trabalho semanal com os EPs, Exerc´ ıcios Programados, que ser˜o a disponibilizados todas as semanas, e a posterior an´lise dos correspona dentes gabaritos, o ajudar˜o a estar em dia com os estudos. Esse traa balho lhe permitir´ tra¸ar um mapa do curso, pelo qual vocˆ precisa a c e navegar. Ele lhe indicar´ os temas semanais que vocˆ precisa estudar, a e determinar´ os exerc´ a ıcios t´ ıpicos que vocˆ n˜o deve deixar de fazer, e a marcando um ritmo de estudo e progresso que vocˆ deve tentar manter. e Matem´tica, uma grande op¸˜o! a ca Vamos falar agora um pouco sobre Matem´tica, que j´ foi chamada a a “a rainha das ciˆncias”. e A Matem´tica desempenha um papel fundamental no desenvolvimento a cient´fico e tecnol´gico de nossa sociedade. Assim, maior ´ a nossa responı o e sabilidade de contribuir para uma boa forma¸˜o nessa ´rea. ca a
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H´ muita coisa a respeito da Matem´tica que a maioria das pessoas a a desconhece. O conhecimento delas pode mudar muito a nossa perspectiva dessa ciˆncia, sempre respeitada, mas nem sempre devidamente estimada. e E, como vocˆ sabe, a motiva¸˜o ´ fundamental para o aprendizado. e ca e No intuito de contribuir positivamente a esse respeito, ressaltamos alguns pontos importantes para sua reflex˜o. a • A matem´tica n˜o lida apenas com n´meros, ela lida com n´meros, a a u u formas, rela¸˜es, argumenta¸˜es, enfim, lida com diversas id´ias e suas co co e inter-rela¸˜es. co • Estabelecer a verdade ´ o fim principal de qualquer tipo de ciˆncia. e e Chegar `quilo a que chamamos “verdade cient´ a ıfica”. Fundamental a respeito disso ´ a maneira como, no ˆmbito de cada atividade cient´ e a ıfica, se estabelece a verdade. Na Matem´tica, a “verdade” ´ estabelecida a partir de um conjunto de a e afirma¸˜es, chamadas de axiomas. Uma vez estabelecidas essas “verdaco des fundamentais”, usamos regras da l´gica para deduzir ou estabelecer o ´ todas as outras verdades. E o que chamamos “m´todo dedutivo”. Em e outras ciˆncias, a no¸˜o de verdade ´, em geral, estabelecida por expee ca e ´ rimentos. E por isso que, em muitos casos, uma nova teoria toma o lugar da anterior, que j´ n˜o consegue explicar os fenˆmenos que prevˆ a a o e ou em fun¸˜o do desenvolvimento de novas t´cnicas. Isso n˜o ocorre ca e a na Matem´tica, onde o conhecimento ´ sempre acumulativo. Esse fato a e distingue a Matem´tica das demais ciˆncias. a e • A principal atividade dos matem´ticos ´ resolver problemas. Podemos a e afirmar at´ que um matem´tico feliz ´ um matem´tico que acabou de e a e a resolver um bom problema e, ao fazer isso, descobriu mais uma por¸˜o ca de novos problemas para pensar. • Matem´tica tamb´m ´ sinˆnimo de diversidade. Em muitas l´ a e e o ınguas a palavra matem´tica ´ usada no plural. H´ tantas ramifica¸˜es e suba e a co a ´reas na matem´tica contemporˆnea que ´ imposs´ a a e ıvel acompanhar o desenvolvimento em todas as frentes de pesquisa. A matem´tica ena contra inspira¸˜o para seu desenvolvimento nas mais diversas ´reas de ca a atua¸˜o humana. Uma boa id´ia pode surgir tanto em um problema moca e tivado intrinsecamente na matem´tica como em uma situa¸ao pr´tica, a c˜ a ocorrida em algum campo fora dela.

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O que nos oferece a Matem´tica B´sica a a Nesta disciplina, Matem´tica B´sica, vocˆ ir´ rever alguns conceitos a a e a do Ensino Fundamental e M´dio. A diferen¸a aqui estar´ na forma da abore c a dagem que ser´ dada. Al´m de rever esses conceitos, de maneira efetiva, a e vocˆ construir´ uma atitude matem´tica profissional. A Matem´tica deixar´ e a a a a de ser um conjunto de regras e conven¸˜es e se desenvolver´ num conjunto co a sustentado de conhecimentos que se relacionam e se sustentam. Esperamos que ao final deste semestre vocˆ tenha sucesso e se sinta bastante confiante e para enfrentar os futuros desafios de seu curso. Para orientar seu estudo, a disciplina ´ apresentada em dois volumes, e cada um apresentando o conte´do program´tico sob a forma de aulas. Neste u a Volume I, que inicia a disciplina Matem´tica B´sica, revisaremos conte´dos a a u importantes do Ensino M´dio, entre as quais se destacam: Fra¸˜es, N´meros e co u Decimais, Potencia¸˜o, Radicia¸˜o, Equa¸˜es do Primeiro e Segundo Graus, ca ca co Inequa¸˜es, Progress˜es Aritm´tica e Geom´trica e Conjuntos. co o e e Elementos integrantes em todas as aulas s˜o os exemplos e as atividades a a serem resolvidas. Eles formam parte do conte´do e pontuam o encadeau mento da disciplina. Assim, ´ importante que vocˆ entenda bem o desenvole e vimento dos exerc´ ıcios e resolva todas as atividades. Bom estudo!! Conte sempre com nossa ajuda e nosso est´ ımulo. Sucesso! Roberto Geraldo Arnaut, Celso Costa, M´rio Olivero, Regina Moreth e Dirce Uesu Pesco. a

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Fra¸˜es co

´ MODULO 1 - AULA 1

Aula 1 – Fra¸˜es co
Os n´ meros est˜o no ˆmago de todas as coisas. u a a Pit´goras a

Introdu¸˜o ca
A Matem´tica, na forma como conhecemos hoje, teve seu in´ a ıcio no Per´ ıodo de Ouro da Antiga Gr´cia. Parte primordial deste desenvolvimento e se deve a um grupo de matem´ticos que foi liderado por Pit´goras, autor de a a frases famosas, como a que abre essa aula. Os gregos foram particularmente felizes ao estruturar os conhecimentos matem´ticos desenvolvidos pelas civiliza¸˜es que os precederam, arrumandoa co os essencialmente nos moldes que praticamos at´ hoje. Eles tinham uma vis˜o e a predominantemente geom´trica desses conhecimentos, mas deram tamb´m os e e primeiros passos no estudo dos n´meros. A palavra Aritm´tica, por exemplo, u e ´ de origem grega. e Ao relermos a frase de Pit´goras mais uma vez, somos levados a considea rar a seguinte quest˜o: que tipo de n´ meros ele tinha em mente ao pronunciar a u frase t˜o lapidar? a A quest˜o procede, pois o conceito de n´ mero, como vemos hoje, dea u morou muito tempo para se estabelecer e recebeu contribui¸˜es de muitas co culturas, por gera¸˜es e gera¸˜es de matem´ticos. co co a Por exemplo, os gregos n˜o tinham uma nota¸˜o espec´ a ca ıfica para representar os n´ meros, usavam letras, tais como os romanos depois deles. u A Matem´tica, assim como as ciˆncias em geral, n˜o teria se desenvola e a vido da maneira como observamos hoje sem a contribui¸˜o inestim´vel das ca a culturas hindu e ´rabe, que nos legaram os algarismos hindu-ar´bicos, assim a a como o sistema num´rico posicional. e

N´ meros Naturais u
Mas calma, voltemos um pouco, aos n´ meros tais como foram iniciu almente concebidos. Na forma mais primitiva, quando dizemos n´meros, u estamos nos referindo aos n´ meros chamados naturais, cujo conjunto repreu sentamos pela letra N: N = { 1, 2, 3, 4, . . . }

Os pontinhos indicam que podemos continuar assim, outro n´mero e u outro ainda, indefinidamente. Ou seja, o conjunto N ´ um manancial inese got´vel dessa mat´ria prima que usamos na confec¸˜o da Matem´tica. a e ca a
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Assim. por Gauss. o conjunto dos n´ meros naturais passa a apreco u sentar quest˜es v´rias. tais como carneiros. cujo sucessor ´ 2. Nesse contexto surge um dos primeiros a ca resultados matem´ticos profundos com que tomamos contato. n˜o se deixe enganar pela simplicidade a desses n´ meros. ele pr´prio. e Um teorema not´vel a Esse especial interesse matem´tico pelos n´ meros naturais ocorre esa u pecialmente devido ` multiplica¸˜o. todos os n´ meros podem ser montados a partir de ca u pe¸as b´sicas. um n´ mero primo. Veja. e assim por diante. u O que torna os n´ meros inteiros objetos matem´ticos de grande inteu a resse ´ o fato de podermos operar com eles. frutas. c a u 6 = 2 × 3. a n´ mero t˜o importante nas nossas vidas e na Matem´tica. dependendo de seus divisores. pois 47 ´. Em linguagem informal. dias e tudo o mais. Essa no¸˜o ´ formalizada nos dois axiomas ca e conhecidos como Axiomas de Peano. se u decomp˜e em fatores primos e. os n´ meros maiores do que 1 se dividem em duas ca u categorias: primos e compostos. e O que mais podemos fazer com os naturais? ´ E claro que a seq¨ˆncia de n´ meros naturais serve primordialmente ue u para contar coisas. O primeiro estabelece a existˆncia do e n´ mero natural 1 (afinal. 660 = 22 × 3 × 5 × 11 e 47 = 47. Algumas delas continuam a desafiar mentes brilhantes o a at´ hoje. do ponto de vista da multiplica¸˜o. seguido do 3. uma vez que o zero. um dos maiores matem´ticos de todos os a CEDERJ 12 . Do ponto de a vista da multiplica¸˜o. e Munido dessas duas opera¸˜es. Assim. como um infinito brinquedo lego. 121 = 112 . 30 = 2 × 3 × 5. a decomposi¸˜o ´ unica. come¸amos com u c 1. maior do que dois. A propriedade fundamental geradora dos N´ meros Naturais ´ a que u e cada um deles tem um sucessor. Mas queremos mais do que isso.Fra¸˜es co Preferimos n˜o incluir o zero nesse conjunto. o teorema afirma que. e o u Esse resultado matem´tico era conhecido pelos antigos gregos (vocˆ a e sabe o que ´ o crivo de Erat´stenes?) mas s´ foi rigorosamente demonstrado e o o bem posteriormente. mais ainda. O teorema que mencionamos afirma que todo n´ mero natural. custou bastante u a a para se estabelecer. a menos o ca e ´ da ordem dos fatores. somando-os e multiplicando-os. ´ preciso come¸ar de alguma coisa) e o segundo u e c afirma que todo n´ mero natural tem um sucessor. flechas. os n´ meros primos.

temos aqui duas atividades. b). a co Atividade 01 Explique de maneira convincente o porque dos n´ meros 1134 e 53172 u serem divis´ ıveis por 9. ı e e n˜o se preocupe com isso agora. b) 15 = 3 × 5 3 3 280 = 2 × 5 × 7 70 = 2 × 5 × 7 mmc(a.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 .. usando divis˜es sucessivas. b) = mdc(b.AULA 1 tempos. chegamos ao mdc. digamos a e b: o u m´nimo m´ltiplo comum.. Bem. haver´ tempo para ele no futuro. mdc(a. Vocˆ e a e encontrar´ as solu¸˜es no fim da aula. ı u Para que servem esses n´ meros? u Deve haver uma boa resposta para essa pergunta. Atrav´s da decomposi¸˜o em fatores primos podemos chegar a dois e ca importantes conceitos associados a dois n´ meros dados. para o mdc basta tomar os primos c que aparecem simultaneamente nos dois n´ meros (levando em conta a menor u potˆncia. r). e o maior divisor comum. caso ele compare¸a tanto em a como em b). A id´ia do algoritmo se baseia no seguinte fato: u e Se r ´ o resto quando a ´ dividido por b. . e e a Assim. eles a servem para efetuar certas opera¸˜es de maneira ´tima! co o Como calcul´-los? a Se sabemos a decomposi¸˜o em fatores primos dos n´ meros a e b. uma vez que nos ensinam a determin´-los desde os primeiros passos na escola. ´ ca u e muito f´cil: para o mmc basta tomar os fatores primos que comparecem em a pelo menos um dos dois n´ meros (levando em conta a maior potˆncia. b) 2 × 3 × 5 = 30 4200 = 23 × 3 × 52 × 7 Como os antigos matem´ticos faziam? a Os antigos gregos j´ conheciam algoritmos para calcular o mdc e o mmc a de pares de n´ meros. . caso u e ele compare¸a tanto em a como em b). Veja. a 6=2×3 1050 = 2 × 3 × 52 × 7 b mdc(a. mmc(a. ent˜o mdc(a. Seu nome cient´fico ´ Teorema Fundamental da Aritm´tica. 13 CEDERJ . Atividade 02 Por que ´ dif´ decompor o n´ mero 97343 em fatores primos? e ıcil u Dois velhos conhecidos . Mas. por exemo plo. como calculamos o maior divisor comum de 72 e 30. Veja dois exemplos na e c tabela a seguir. Mas. b). a a para que vocˆ n˜o fique apenas lendo.

124). 126) = 22 × 32 × 7 × 11 = 2772 Vocˆ pode usar essa t´cnica para calcular o mmc de mais do que dois e e n´ meros. vocˆ n˜o gostaria de calcular mmc(297. o c´lculo de mmc(132. isso indica que chegamos ao fim e do processo e o n´ mero obtido nesta etapa. ´ o mdc: mdc(72. 72 = 2 × 3 e 30 = 2 × 3 × 5 e. 30) = 6. Pratique o algoritmo calculando mdc(450. 30) = 2 × 3. . Ao alto de 30 colocamos a parte inteira da divis˜o (Algoritmo de a Euclides) de 72 por 30 e sob o 72 colocamos o resto desta divis˜o. a 2 72 30 12 No segundo passo. Agora. colocamos o resto da primeira divis˜o ao lado do 30 a e repetimos a opera¸˜o: ca 2 72 12 6 2 30 12 Como todo algoritmo. na ca u pr´tica. S´ para ter certeza. 140. 90)? u o e a CEDERJ 14 . 105). basta prosseguir repetindo os passos at´ . a a 132 126 66 63 33 63 11 21 11 7 11 1 1 1 2 2 3 3 7 11 mmc(132. Ele lembra bastante a o conhecido algoritmo de decomposi¸˜o em fatores primos. um algoritmo para o c´lculo do mmc. . portanto. u e 3 2 Realmente. colocamos os n´ meros 72 e 30 na linha e u do meio. A diferen¸a ´ ca c e que efetuamos a decomposi¸˜o dos dois n´ meros simultaneamente. mdc(72. Bom. Veja.Fra¸˜es co Num diagrama de trˆs linhas. 6. e 2 12 6 2 0 2 6 72 30 12 O que aconteceu de diferente nessa etapa do algoritmo? Vocˆ notou e que o resto desta vez ´ igual a zero.

digamos assim. Por exemplo. }. do dia-a-dia. . Assim. Em contrapartida aos n´ meros inteiros dever´ u ıamos considerar os n´ meros quebrados. B 2 O 1 1 A N˜o ´ preciso ser gˆnio para concluir que o a e e comprimento do segmento AB ´ 4 unidae des de comprimento. lados corresa pondentes s˜o proporcionais. h´ situa¸˜es e a co nas quais nem mesmo o conjunto dos inteiros permite considerar. 3. 0. Vocˆ sabe por que representamos os inteiros pela letra Z no lugar de e algo como I? Bem. pois 1 est´ e a para 2 assim como 2 est´ para 4. . h´ situa¸˜es a co nas quais sentimos a necessidade de estender os n´ meros naturais a um conu junto. 1. determine o comprimento do segmento AB. . u n˜o ´ mesmo? a e Realmente. como vocˆ deve saber. digamos assim. a u a e Atividade 03 Quais das seguintes equa¸˜es podem ser resolvidas no ˆmbito dos n´ meros co a u naturais? E no ambito dos n´ meros inteiros? ˆ u a) x + 2 = 7 b) x + 4 = 1 c) 3x + 7 = 4 d) 2x + 4 = 8 e) 2x + 5 = 7 f) 2x + 6 = 13 Os N´ meros Racionais u Como vocˆ deve ter notado. ao fazer a atividade anterior. Veja o exemplo a seguir. A palavra para n´ meros em alem˜o ´ Zahlen. que falava alem˜o. h´ situa¸˜es tanto no ˆmbito da Matem´tica quanto no a co a a caso de situa¸˜es. a 15 Essa essˆncia da propor¸˜o ´ que queremos registrar numericamente.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . 2. mais completo. pois o fato de que. nas quais lan¸amos m˜o da co c a no¸˜o de propor¸˜o. ca ca Exemplo 01 Na figura a seguir. a equa¸ao x + 5 = 3 c˜ n˜o tem solu¸˜o no conjunto dos n´ meros naturais. e ca e CEDERJ . −2. Assim. AB a ´ 4 unidades de comprimento. Mais ainda. em triˆngulos semelhantes. −1. −3. a Teoria de Conjuntos foi criada por Georg e Cantor. a Matem´tica a ca u a demanda o que chamamos conjunto dos n´meros inteiros: u Z = { .AULA 1 Por que representamos os inteiros pela letra Z? Os n´ meros naturais n˜o nos permitem representar certas situa¸˜es imu a co portantes. . . . como as que envolvem perdas e preju´ ızos.

precisamos de dois n´ meros inteiros. ent˜o n = . de um modo geral. os construtores e tantos outros proo fissionais tˆm usado essa no¸˜o de propor¸˜o em seus afazeres. = . O que ´ um n´mero racional? e u Tornando uma hist´ria longa mais curta. b −b b Atividade 05 2 1 Determine o valor de x tal que = . Algo como: e ca ca “cinco medidas de ´gua para duas medidas de arroz” ou “uma medida de a cimento para seis de areia”. obtemos o conjunto representado por Q. Isto ´. seja arroz para duas pessoas. que denotamos por − . a e u e u b. queremos nos referir numeo ricamente a propor¸˜es tais como as que foram exemplificadas: 1 : 2. como uma esp´cie de e n extens˜o dos inteiros. e somente se. e a 2 4 Ufa! Podemos ent˜o dizer que um n´ mero racional ´ representado por a u e a uma fra¸˜o do tipo .Fra¸˜es co Exemplo 02 Desde os prim´rdios os cozinheiros. x−1 3 CEDERJ 16 . ca b Tudo muito bem. seja arroz para uma fam´ de doze pessoas. e representamos a propor¸˜o ca a a : b pela nota¸˜o . Seguindo essa receita podemos variar a quantidade daquilo que queremos preparar. 1 : 2 e 2 : 4 representam a mesma propor¸˜o. com a propriedade importante de que b = 0. satisfazem a co u seguinte rela¸˜o de igualdade: ca c a = b d ⇐⇒ a · d = c · b. na vers˜o ca a 1 2 num´rica. e s˜o iguais. Assim. propor¸˜es nas quais comparamos dois e co n´ mero inteiros. ´ claro. Assim. se n ∈ Z. a a 1 temos Z ⊂ Q. Atividade 04 Use a defini¸˜o anterior de igualdade de n´ meros racionais para verificar ca u 3 −3 que = . por exemplo. Ou seja. se estabelecermos que. Para isso. 5 : 2 co ou 1 : 6 e assim por diante. na qual a e b s˜o n´ meros inteiros com b = 0 e que ca a u b duas fra¸˜es representam o mesmo n´ mero se. −5 5 −a a a Assim. com o seguinte cuidado: devemos levar em conta que. contanto que mantenhamos a propor¸˜o ılia ca 5 : 2 (cinco por dois).

e ca Exemplos: 1 lˆ-se “um meio” e 2 3 lˆ-se “trˆs quintos” e e 5 8 lˆ-se “oito onze avos” e 11 1 lˆ-se “um quinze avos” e 15 7 lˆ-se “sete d´cimos” e e 10 49 lˆ-se “quarenta e nove cent´simos” e e 100 Curiosidade Os homens da idade da Pedra n˜o usavam fra¸˜es. do denominador da fra¸˜o. Mas. 602 . obtemos o n´ mero u u a e chamamos a de numerador e b de denominador. por meio de ca uma barra. era inca 3 dicada colocando-se sobre o inteiro 3 um sinal oval alongado: . por enquanto.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . A palavra racional b fra¸˜o tamb´m ´ usada. 603 . A nossa maneira atual de representar fra¸˜o.AULA 1 Nota¸˜o ca Dado um par de n´ meros inteiros a e b. A ca 1 fra¸˜o . etc. com b = 0. O cona co ceito de fra¸ao tornou-se nec˜ cess´rio com a evolu¸˜o dos a ca conhecimentos. mas serve para contextos mais gerais. Os antigos eg´ ıpcios tinham uma nota¸ao especial de c˜ fra¸˜o com numerador 1. em ca e seguida. isto ´. u Leitura de uma fra¸˜o ca Na tabela abaixo indicamos. o nome de cada parte. Por exemplo. por exemplo. vocˆ deve ter ouvido falar da fra¸˜o ou da u e ca 2 √ 2 fra¸˜o ca . Qual a fra¸˜o representada pela parte sombreada de cada figura? ca a) b) c) d) 17 CEDERJ . os babilˆnios usao vam fra¸˜es com denominaco dores 60. Exerc´ ıcios 1. para cada n´ mero de partes iguais em que u foi dividida a unidade. tomaremos o termo fra¸˜o por sinˆnimo de ca o 2 n´ mero racional. j´ os a romanos usavam fra¸˜es com co denominador 12. o nome de cada parte. N´ mero de u Nome de N´ mero de u Nome de partes cada parte partes cada parte 2 −→ meio 9 −→ nono 3 −→ ter¸o c 10 −→ d´cimo e 4 −→ quarto 11 −→ onze avos 5 −→ quinto 12 −→ doze avos 6 −→ sexto 13 −→ treze avos 7 −→ s´timo e 100 −→ cent´simo e 8 −→ oitavo 1000 −→ mil´simo e Para efetuar a leitura de uma fra¸˜o vocˆ deve ler o numerador e. surgiu no s´culo e XVI. nos quais ca e e numeradores e denominadores s˜o outros objetos matem´ticos e n˜o apenas a a a π n´ meros inteiros. Este ultimo depende do n´ mero de partes ´ u em que foi dividida a unidade.

que fra¸˜o da estante n˜o foi aproveitada? ca a 4. Se 7. a) 8 b) 10 e) cinq¨ enta e um mil´simos u e c) 24 d) 10 a) 3 4 b) 3 5 c) c) 1 2 8 15 d) 5 9 a) 7 b) 8 6. Responda: 15 a) quantos problemas ele acertou? b) quantos problemas ele errou? c) que fra¸˜o representa o n´ mero de problemas que ele errou? ca u 3. Uma estante ´ formada por 9 prateleiras. quanto ´ desse n´ mero? u e e u 5 5 3 8. 15 CEDERJ 18 . 4. Escreva como vocˆ lˆ as fra¸˜es: e e co a) 3 5 2 de 20 5 b) 2 10 c) 11 50 d) 27 100 e) 51 1000 5 de 14 7 5. Jo˜o acertou a 7 dos 15 problemas de uma prova. 6 9 a) trˆs quintos e b) dois d´cimos e c) onze cinq¨ enta avos u d) vinte e sete cent´simos e 5. Determine a) 6. qual ´ esse n´ mero? u e e u 3 1 3 de um n´ mero ´ 30. 2. Se b) 1 de 40 4 c) 3 de 32 4 d) 1 de um n´ mero ´ 5. 10 8. u Gabarito 1. dos quais s˜o mulheres. 15 7. Determine a 8 o n´ mero de professoras dessa escola.Fra¸˜es co 2. 3. Se enchermos 3 prateleiras e de livros. Uma escola tem 40 professores.

5 4 Encontramos uma fra¸˜o ca denominador. co a co o 5 1 Note que ´ o mesmo que uma unidade inteira e mais da unidade. 1 4 Encontramos essa fra¸˜o ca denominador. 4 Podemos passar uma fra¸˜o impr´pria para a forma mista sem recorrer ca o a desenhos ou figuras. 4 1 A forma 1 . co a co o 2o ) Tomamos outras duas unidades. e 4 4 5 1 5 1 Por isso dizemos que ´ o mesmo que 1 inteiro e . dividimos cada uma delas em quatro partes iguais e tomamos cinco delas.AULA 1 Tipos de Fra¸˜es co Observe os seguintes exemplos: 1o ) Tomamos uma unidade. composta de uma parte inteira e outra fracion´ria.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . e 4 4 4 4 1 1 Outra maneira de indicar 1 + ´ 1 . e 4 4 1 e A forma 1 lˆ-se “um inteiro e um quarto”. ´ chaa e 4 5 mada forma mista para representar . Indicamos: = 1 + . 1 4 em que o numerador ´ menor que o e Fra¸˜es assim s˜o chamadas de fra¸˜es pr´prias. 19 CEDERJ . dividimos em quatro partes iguais e tomamos uma delas. 5 4 e em que o numerador ´ maior que o Fra¸˜es assim s˜o chamadas fra¸˜es impr´prias.

2 inteiros. Fra¸˜es assim s˜o chamadas fra¸˜es aparentes. dividimos cada uma delas em quatro partes iguais e tomamos as oito partes. 3 4 5 23 CEDERJ 20 .Fra¸˜es co Exemplo: Passar 21 Devemos descobrir quantas unidades inteiras est˜o contidas em a e 6 quantos sextos sobram depois da separa¸˜o dessas unidades. Exemplos: 1) 1 2) 2 3) 5 3 2 5 2 2 =1+ = + = 3 3 3 3 3 3 5 5 3 10 3 13 3 =1+1+ = + + = + = 5 5 5 5 5 5 5 5 4 4 4 4 4 1 20 1 21 1 = + + + + + = + = 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 3o ) Tomamos duas unidades. 6 6 21 para a forma mista. ca Descobrimos isso dividindo 21 por 6 21 6 21 3 3 → unidades inteiras contidas em 6 ↑ n´ mero de sextos u que sobram Ent˜o a 3 21 =3 . ca e u 3 4 5 23 a co u . isto ´. 6 u ca o Transformar um n´ mero misto em fra¸˜o impr´pria. Note que ´ o co a co e 4 mesmo que 2 unidades inteiras. s˜o fra¸˜es aparentes que representam o n´ mero natural 1. 8 4 8 4 Encontramos uma fra¸˜o ca em que o numerador ´ m´ ltiplo do dee u 8 nominador. e 8 Indicamos: = 2 4 A fra¸˜o aparente ´ uma outra forma de representar o n´ mero natural 2. . .

impr´prias (I) ou co o o aparentes (A). Quantos caminh˜es h´ nessa cidade? a o o a 3 5. 2. 3. Quanto Jos´ deve a lanchonete? e Gabarito 1. Escreva na forma mista as seguintes fra¸˜es impr´prias: co o a) b) c) 13 4 3 5 d) 31 6 1 2 e) 57 11 3 8 3. dos 280 ve´ ıculos existentes s˜o autom´veis e os a o 5 demais s˜o caminh˜es. co u As fra¸˜es impr´prias e n˜o aparentes podem ser escritas na forma mista.00 e isto equivale a de sua d´ e ıvida na lanchonete 4 de Manoel. u As fra¸˜es aparentes podem ser escritas na forma de n´ mero natural. Transforme cada n´ mero misto em fra¸˜o impr´pria: u ca o a) 3 b) 4 c) 1 d) 5 e) 6 4 4.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . Classifique cada uma das fra¸˜es em pr´prias (P). * Fra¸˜es Aparentes → s˜o as fra¸˜es impr´prias em que o numerador ´ co a co o e m´ ltiplo do denominador.AULA 1 As fra¸˜es podem ser classificadas em trˆs categorias. Jos´ possui R$ 480. a) A a) 1 a) 1 2 b) A b) 2 b) 2 3 c) P c) 3 c) 8 5 1 4 d) I d) 5 d) 1 6 e) I e) 5 e) 2 11 13 4 13 3 11 2 51 8 21 CEDERJ . Em uma cidade. co e * Fra¸˜es Pr´prias → s˜o aquelas em que o numerador ´ menor que o co o a e denominador * Fra¸˜es Impr´prias → s˜o aquelas em que o numerador ´ maior ou co o a e igual ao denominador. a) 8 4 3 2 1 4 b) 18 1 8 3 1 3 c) 2 13 d) 32 5 e) 57 2 2. co o a Exerc´ ıcios 1.

Jos´ deve R$ 640. isto ´. Logo. Observe que se 4 s˜o autom´veis e o restante s˜o caminh˜es ent˜o a o a o a 5 5 representamos todos os ve´ ıculos por 5 5 4 1 A fra¸˜o que representa o n´ mero de caminh˜es ´ − = ca u o e 5 5 5 N´ mero total de ve´ u ıculos: 280 1 1 de 280 – n´ mero total de caminh˜es → 280 = 56 u o 5 5 3 x = 480 4 5. as fra¸˜es obtidas represenco a co tam a mesma parte do todo.Fra¸˜es co 4. s˜o algumas das fra¸˜es equivalentes a . e co e s˜o equivalentes. e Fra¸˜es Equivalentes co Note estas a¸˜es: co A¸˜o 1 ca A¸˜o 2 ca A¸˜o 3 ca Dividir uma pizza em Dividir uma pizza em Dividir uma pizza em duas partes iguais e quatro partes iguais e oito partes iguais e comer comer uma parte comer duas partes quatro partes iguais As a¸˜es acima s˜o diferentes. . 3 6 9 12 3 . dizemos que essas fra¸˜es se co 1 2 4 equivalem. Vamos representar a d´ ıvida de Jos´ por x. as fra¸˜es . temos que e Ent˜o a 3x = 4 · 480 = 1920 x = 1920 : 3 = 640 Portanto. co a co Obten¸˜o de fra¸˜es equivalentes ca co Vamos obter fra¸˜es equivalentes ` fra¸˜o co a ca 1·1 1 = 3·1 3 Assim. . a 2 4 8 Fra¸˜es equivalentes s˜o fra¸˜es que representam a mesma parte do todo. entretanto. CEDERJ 22 1 ? 3 1·4 4 = 3·4 12 1·2 2 = 3·2 6 1·3 3 = 3·3 9 1 1 2 3 4 a co . Por esse motivo.00 a lanchonete.

2)=1). ent˜o. Quais s˜o esses n´ meros? u a u a) 4 a = 6 18 b) b 32 = 5 20 c) 2 c = 5 50 23 CEDERJ . multiplicamos o numerador co 1 e o denominador da fra¸˜o por uma mesmo n´ mero natural diferente de ca u 3 zero. a fra¸˜o n˜o pode ser simplificada. A fra¸˜o foi obtida dividindo-se e ca 12 2 2 6 ambos os termos da fra¸˜o ca por 6. Quais das fra¸˜es s˜o equivalentes a co a a) 2 10 1 3 b) 3 12 7 8 c) 4 18 15 45 1 ? 5 5 25 24 36 e) 7 30 f) 12 60 d) 2. Podemos dizer. 12 ıcios Exerc´ 1. a Note que para obter uma fra¸˜o equivalente ` fra¸˜o (b = 0) basta ca a ca b dividir (se poss´ ıvel) ou multiplicar o numerador e o denominador por um mesmo n´ mero natural. desde que ele seja diferente de zero. que ´ a fra¸˜o a 2 6 irredut´ de ıvel . 1 Por exemplo. u Simplifica¸˜o de fra¸˜es ca co 6 1 1 Uma fra¸ao equivalente a c˜ ´ . Encontre a fra¸˜o de denominador 20 equivalente a cada uma das seca guintes fra¸˜es: co a) b) 1 5 1 4 c) d) 3 2 400 2000 4.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . Quais das fra¸˜es abaixo s˜o irredut´ co a ıveis? a) b) c) d) e) 12 60 3. 12 1 6 Dizemos que a fra¸˜o ´ uma fra¸˜o simplificada de ca e ca 2 12 Uma fra¸ao que n˜o pode ser simplificada ´ chamada de irredut´ c˜ a e ıvel.AULA 1 Para encontrar essas fra¸˜es equivalentes. porque 1 e 2 n˜o posca a a 2 1 e ca suem fator comum (mdc(1. As letras abaixo representam n´ meros.

e a co 3 5 1 tendo todas elas denominador 30. Vamos co e 3 5 6 procurar trˆs fra¸˜es.obter fra¸˜es equivalentes a . a. esse mmc ser´ o menor denomia nador comum. Elas tˆm denominadores diferentes. e 5 3 6 7 6 9 2. Reduza ao mesmo denominador comum. a) b) 5 20 b) b = 8 c) 30 20 c)c = 20 d) 4 20 Redu¸˜o de fra¸˜es a um mesmo denominador ca co 4 4 1 Observe as fra¸˜es .500. Jo˜o a a e a 2 e ir´ receber do prˆmio e Maria R$ 1. com o problema . e d) . equivalentes `s trˆs fra¸˜es dadas. tendo todas o mesmo e co a e co denominador. 5 e 6. Qual o valor total a 5 do prˆmio? e CEDERJ 24 . 6 ? 40 4 4 = ⇒ o numerador ´ 4 · 10 = 40 ⇒ e = 3 30 3 30 4 ? 24 4 = ⇒ o numerador ´ 4 · 6 = 24 ⇒ e = 5 30 5 30 ? 1 5 1 = ⇒ o numerador ´ 1 · 5 = 5 e ⇒ = 6 30 6 30 Para reduzirmos duas ou mais fra¸˜es ao menor denominador comum: co 1o ) Calculamos o mmc dos denominadores. Jo˜o e Maria v˜o repartir entre si um prˆmio da Loteria Federal. a. f 2. d. a) a = 12 3. ent˜o. ca Exerc´ ıcios 1. e . 3 5 12 3 a) e b) e 2 3 5 11 2 1 7 2 1 5 c) .00.5. O novo denominador ´ m´ ltiplo de 3. e e 4 4 Estamos.000.6) que ´ 30.b 4 20 4. O menor n´ mero e u u ´ o mmc(3.Fra¸˜es co Gabarito 1. 2o ) Multiplicamos o numerador de cada fra¸˜o pelo quociente entre o denoca minador comum e o denominador inicial da fra¸˜o.

co e reduzimos ao mesmo denominador e aplicamos a regra anterior. 00 Compara¸˜o de Fra¸˜es ca co Comparar duas fra¸˜es significa estabelecer se elas s˜o iguais. Como ela ir´ receber R$ 1. mmc(7.500. 35 35 7 5 Quando vamos comparar duas fra¸˜es que tˆm denominadores diferentes.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . estabelecer qual delas ´ a maior. 3x = 5 · 1.000.000. co a a Se forem diferentes. 00 : 3 = 2.500. 00 = 7. a) 9 10 e 6 6 b) 132 15 e 55 55 c) 12 10 35 . e 30 30 30 d) 36 21 70 . e 5 Da´ ı.500. ou n˜o. a maior delas ´ a que co e tem maior numerador. 2a Situa¸˜o: As fra¸˜es tˆm denominadores diferentes. 25 CEDERJ .5)=35 co Vamos comparar as fra¸˜es co 30 35 Da´ como ı e 28 35 30 28 6 4 > temos que > . A fra¸˜o que representa o valor do prˆmio que ser´ recebido por Maria ca e a 5 2 3 ´ − = do total. 00. ca co e Exemplo: 2 4 e 5 5 2 5 4 5 4 2 ´ menor que e 5 5 2 4 < 5 5 Usamos o s´ ımbolo “<” que significa “´ menor que” e o e s´ ımbolo “>” que significa “´ e maior que” Quando duas fra¸˜es tem denominadores iguais. 7 5 Vamos reduzir as fra¸˜es ao mesmo denominador.00.000.000. e 126 126 126 2.000.500.000. 00 x = 7. ca co e 6 4 e . ent˜o o e a a 5 5 5 3 valor total do prˆmio (x) pode ser determinado por x = 1. e 1a Situa¸˜o: As fra¸˜es tˆm denominadores iguais.AULA 1 Gabarito 1.500.500.

4 2 7 5 8 4. Num campeonato nacional o Fluminense ganhou dos pontos que 7 11 disputou. Qual dos dois obteve melhores 16 resultados? Gabarito 1. enquanto o Vasco ganhou . pois mmc(7. . 16) = 112. 9) = 45.Fra¸˜es co Exerc´ ıcios 1. . CEDERJ 26 gasto em alimentos gasto com material de limpeza 3 1 5 5 3 1 4 ı o a Da´ + = (s´ observar o gr´fico) 5 5 5 . = e 7 112 35 35 18 e > 45 45 45 11 77 80 77 = e > 16 112 112 112 Adi¸˜o e subtra¸˜o de n´ meros fracion´rios ca ca u a 1o Caso: Denominadores iguais 1 3 No mercado gastei do que possuia em alimentos e em material de 5 5 limpeza. Portuguˆs. pois mmc(5. Coloque em ordem crescente as fra¸˜es: co 9 3 7 . a) 2. Compare entre si as fra¸˜es: co a) 7 1 e 5 5 b) 1 1 e 6 13 c) 2 3 e 5 7 d) 2 3 5 e2 6 7 e) 41 43 e 13 15 2. . 5 9 em Portuguˆs. 2 5 4 3 3 4 5 1 1 . . . Qual o maior elemento do conjunto A = 3. . . Que mat´ria reprovou mais? e e 5 5. . e 18 7 2 = e = 5 45 9 5 80 5. Fluminense. e 5 7 8 2 4 7 2 dos alunos foram reprovados em Matem´tica e a 4. 1 7 > 5 5 b) 1 1 > 6 13 c) 3 2 > 7 5 d) 2 3 5 <2 6 7 e) 41 43 > 13 15 7 3 1 1 4 3 5 3. Quanto gastei da importˆncia que possuia? a Vamos representar graficamente. Em certa classe.

. gasto com 4 alimentos: 6 Observando o gr´fico vem: a gasto com material 1 de limpeza: 6 3 4 1 − = 6 6 6 A diferen¸a entre duas fra¸˜es com denominadores iguais ´ uma fra¸˜o c co e ca cujo denominador ´ igual ao das fra¸˜es dadas e cujo numerador ´ a e co e diferen¸a dos numeradores. aplicar a regra anterior. determinar a fra¸˜o ca equivalente com denominador 30.AULA 1 A soma de fra¸˜es com denominadores iguais ´ uma fra¸˜o cujo denomico e ca nador ´ igual ao das parcelas e cujo numerador ´ a soma dos numeradores e e das parcelas. Quanto gastei a mais em alimentos? Vamos representar graficamente. 27 CEDERJ . . depois. . devemos primeiro reduz´ ı-las ao mesmo denominador e. 10 20 30 40 50 60 10 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 5 . . . c 2o Caso: Denominadores diferentes Quando as fra¸˜es tem denominadores diferentes temos que. . . usando o mmc. .6)=30. s˜o fra¸˜es equivalentes a . .Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . . . . . . em prico meiro lugar. . obter fra¸˜es equivalentes que tenham denominadores iguais. Quando vamos somar ou subtrair fra¸˜es que tem denominadores dico ferentes. s˜o fra¸˜es equivalentes a a co . 1 4 No mercado gastei do que possuia em alimentos e em material de 6 6 limpeza. Devemos. co Exemplo: 4 5 + 10 6 4 4 8 12 16 20 24 . . . a co 6 12 18 24 30 36 42 48 54 60 6 Procurando as fra¸˜es equivalentes que tem o mesmo denominador e co usando a regra anterior vem: 12 25 37 + = 30 30 30 ou 24 50 74 37 + = = 60 60 60 30 Note que mmc(10. .

No s´ de Daniel. Qual ´ a fra¸˜o correspondente ` planta¸˜o de arroz? e e ca a ca 11 5. Calcule: a) b) 3 1 + 4 4 13 5 − 4 4 c) 3 − d) 2 + 5 6 1 2 + 4 4 e) 4 2 3 +6 7 7 1 9 f) 5 − 4 2. Calcule: a) b) 1 1 + 3 4 4 3 − 3 4 c) d) 1 4 2 + + 5 3 9 11 13 + 60 72 e) f) 6 3 + 5 4 3 1 − 7 3 3. ´ de feij˜o e o restante ıtio ca e e a 3 5 ´ de arroz. ca s˜o brancos. da planta¸˜o ´ de milho. O censo revelou que. a) 3.Fra¸˜es co Exerc´ ıcios 1. a) 1 2. a) CEDERJ 28 b) 2 b) 7 12 9 30 c) 13 6 c) 79 45 19 12 d) 11 4 d) 131 360 80 33 e) 75 7 e) 39 20 f) 8 9 f) 2 21 7 12 123 60 b) c) d) . do total da popula¸˜o brasileira. Calcule o valor de cada express˜o abaixo: a a) 4 1 − 3 5 + 5 1 − 4 3 b) 1 + 1 1 4 1 − − − 3 5 3 2 1 1 1 c) 3 + 2 − 4 4 2 6 1 7 1 1 1 −1 + 2 − d) 3 − 2 −2 11 4 4 2 3 1 1 4. a 20 10 s˜o morenos e negros e a fra¸˜o restante ´ de ra¸a amarela. a ca e c 25 Qual a fra¸˜o da popula¸˜o brasileira corresponde ` ra¸a amarela? ca ca a c Gabarito 1.

a ´rea do pasto.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . Para isso. 3 5 15 15 15 A planta¸ao inteira corresponde a c˜ 15 15 8 7 logo. temos de arroz − = 15 15 15 15 5. Exemplos: 3 5 3·5 15 5 1) · = = = 4 6 4·6 24 8 2) 3 7 21 · = =1 7 3 21 Observa¸˜o: Podemos evitar a simplifica¸˜o do produto de fra¸˜es se tomarca ca co mos o cuidado de cancelar os fatores comuns ao numerador e denominador das fra¸˜es que v˜o ser multiplicadas. 5 100 Multiplica¸˜o e divis˜o de n´ meros fracion´rios ca a u a Multiplica¸˜o ca Jo˜o tem um terreno quadrado de lados medindo 1 km. 20 aplicando a f´rmula: Aretˆngulo = b · h onde b → base e h → altura. o pasto ser´ a 20 o gr´fico) a Mas o terreno ´ quadrado e a ´rea de um quadrado ´: A = 1 km · 1 km = e a e 2 1 km . sua ´rea ´ a e de 1 km2 . Assim. (Observe outro. ou 20 20 9 km2 . a 4 5 4 5 20 Portanto para multiplicar duas fra¸˜es. Temos que · = . basta multiplicar os numeradoco res entre si e os denominadores entre si. 1 1 5 3 8 + = + = . que ´ um retˆngulo. co a Exemplos: 8 \ 4 40 32 1) · = \1 7 5 7 \ 1 105 \ 50 3 \ 5 2) · = \ 12 \ 2 5 \ 1 42 29 CEDERJ . o a 3 3 3 3 9 Da´ Aretˆngulo = ı · km2 . Ele precisa a cercar uma parte desse terreno para o pasto de seu gado.AULA 1 4. vai usar 3 3 de um lado e do outro. 9 9 Como o pasto ´ igual a e do terreno. pode ser obtida a e a seja. Que fra¸˜o do terreno ser´ o pasto? Qual ser´ ca a a 4 5 a ´rea desse pasto? a 3 3 Como v˜o ser usados de um lado e do a 4 5 9 do terreno.

a 5 3 a) Quem comeu mais? b) Que fra¸˜o do chocolate sobrou? ca Gabarito 1. a) Os dois comeram a mesma quantidade de chocolate. 5 5 5 5 5 5 CEDERJ 30 . a) 3 2 44 b) c) 6 d) 7 5 35 4 6 1 2. Calcule o valor das express˜es: o 1 3 1 3 · + · 2 5 6 4 3 5 8 7 + − b) · 5 3 7 8 5 2 1 5 2 − c) 1 + · − · 2 4 3 2 5 1 24 5 18 7 · + · −1 d) · 35 5 15 49 3 a) 4. 5 3 5 5 5 3 5 5 2 2 5 4 4 1 e a b) Jos´ e Jo˜o comeram + = e sobrou − = . pois Jos´ comeu e 2 5 2 2 3 2 3 2 a e Jo˜o comeu do restante − = que significa de = . a) b) c) d) 1 9 35 4 17 17 9 2136 3. a) b) c) d) 40 28 40 8575 4. Jos´ comeu e 2 2 de uma barra de chocolate e Jo˜o comeu do restante. Calcule a) O triplo de 1 7 4 5 c) A ter¸a parte de 18 c 11 4 d) Os de 7 5 2.Fra¸˜es co Exerc´ ıcios 1. Calcule os produtos b) A metade de 1 3 2 b) 7 a) 4 3 3 · 5 · 2 3 · 3 8 1 d) 9 · 9 c) 3.

y 4 6 y 4 5 3 5 3 6 Conclu´ ımos : = · . isto ´.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . y 4 5 x 3 5 x 3 6 = : e = · . 4 6 4 5 Sendo O quociente de uma fra¸˜o por outra ´ igual ao produto da 1a fra¸˜o pelo ca e ca a inverso da 2 . ca y Temos: x 3 5 = : y 4 6 Vamos calcular o quociente Multiplicando o quociente pelo divisor. e 4 3 4 12 Note que · = =1 4 3 12 Chama-se inverso ou rec´ ıproco da fra¸˜o ca Inverso ou rec´ ıproco de uma fra¸˜o diferente de zero ´ a fra¸˜o que se ca e ca obt´m trocando entre si o numerador e o denominador da fra¸˜o dada. e 5 x y Como 5 6 · = 1. . e ca O produto de uma fra¸˜o pelo seu inverso ´ 1. membros dessa igualdade pelo inverso de 5 . a fra¸˜o ca e ca 4 3 3 que se obt´m trocando entre si o numerador e o denominador de . 4 6 x Denominemos o quociente procurado pela fra¸˜o . 6 · 5 6 3 6 · = · 6 5 4 5 31 CEDERJ . vem: 6 5 x 3 6 ·1 = · .AULA 1 Divis˜o a Inverso ou rec´ ıproco 4 3 a fra¸˜o . obtemos o dividendo: 3 x 5 · = y 6 4 Vamos multiplicar os dois 6 isto ´. ca e Quociente de fra¸˜es co 3 5 : .

840. a) R$ 960.00 CEDERJ 32 . Jo˜o a a a 1 a gasta metade do sal´rio para alimentar sua fam´ a ılia.00. ca no aluguel da casa e 16 a) Quanto custa o aluguel da casa do Jo˜o? a b) Quanto a fam´ de Jo˜o gasta em condu¸˜o? ılia a ca c) Que fra¸˜o do sal´rio sobra para outras despesas? ca a Gabarito 1.00 b) R$ 180. a) 1 2 48 5 b) 18 b) 3 10 c) 7 15 396 125 d) 1 4 d) c) 37 36 13 64 e) 15 23 f) 12 25 c) 3. a) 2. Calcule o valor das seguintes express˜es: o a) b) c) d) 3 1 + 5 5 1− 11 : 5 1 2 : 1 1 − 3 4 1 3 1− 1 4 : 1− 1 6 · 1− 1 1 3 + : 4 3 4 : 1 5 7 1 + · 3 − 6 7 4 3 · 1 1 : 3 7 1 1 − 2 4 3.Fra¸˜es co Exerc´ ıcios 1. Jo˜o tem o sal´rio incluindo as horas extras de R$ 3. gasta do sal´rio 4 3 do restante em condu¸˜o. Calcule: a) 5 10 : 3 3 c) 3 9 : 5 7 e) 2 1 4 :3 7 14 1 b) 6 : 3 19 38 d) : 80 40 3 f) 5 5 4 2.

como 1000 = 999 + 1. ´ fundamental entender a a e o porque da regra funcionar. voltemos ` nossa vaca fria: e a por que ´ dif´ decompor o n´ mero 97343 em fatores primos? e ıcil u 33 CEDERJ . muito dif´ decompor um n´ mero em fatores a ıcil u primos. e Agora. ıvel e ıvel Mas. como 1 + 1 + 3 + 4 = 9. e somente se. Mas. A pr´tica ´ o ganha-p˜o de muitos maca a e a tem´ticos: pode ser muito. Determinar se um dado n´ mero ´ primo ou n˜o j´ ´ uma tarefa u e a a e titˆnica. Como o n´ mero [1 × 999 + 1 × 99 + 3 × 9] ´ divis´ por 9. Regras s˜o importantes pois s˜o muito uteis em situa¸˜es a a ´ co pr´ticas. 1134 ´ divis´ por 9.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . Mas. isso ´ convincente? Bem. que ´ sime e e ples: um n´ mero ´ divis´ por 9 se. podemos escrever 1134 = 1 × (999 + 1) + 1 × (99 + 1) + 3 × (9 + 1) + 4 = = [1 × 999 + 1 × 99 + 3 × 9] + [1 + 1 + 3 + 4]. se vocˆ simplesmente acredita nas regras. fazem parte da cultura matem´tica. claramente u e ıvel 1134 ´ divis´ por 9 se. No entanto. Assim. essa n˜o ´ uma atitude matem´tica a a e a muito positiva. n˜o e e a h´ mais nada a discutir. uma vez que a e ca e usamos apenas um exemplo. Atividade 02 Por que ´ dif´ decompor o n´ mero 97343 em fatores primos? e ıcil u Solu¸˜o: ca Quanto tempo vocˆ gastou com esse exerc´ e ıcio? Bem. e somente se. Neste caso. 1134 = 1 × 1000 + 1 × 100 + 3 × 10 + 4. a soma de seus algarismos u e ıvel for divis´ por 9. Solu¸˜o: ca Vocˆ deve ter se lembrado do crit´rio de divisibilidade por 9. Procure saber sobre os chamados primos de Mersenne e vocˆ ter´ a e a uma id´ia melhor do que isso quer dizer. a id´ia aqui ´ e e colocar a teoria e a pr´tica em contato. Observe que essa explica¸˜o ´ ilustrativa u ca e mas n˜o ´ uma demonstra¸˜o do crit´rio de divisibilidade por 9. Repita e ıvel e ıvel o racioc´ ınio com o outro n´ mero.AULA 1 Sugest˜es e Solu¸˜es das Atividades Propostas o co Atividade 01 Explique de maneira convincente o porque dos n´ meros 1134 e 53172 u s˜o divis´ a ıveis por 9. A teoria ´ o maravilhoso Teorema a e Fundamental da Aritm´tica que afirma que todo natural admite uma unica e ´ decomposi¸˜o em fatores primos. 1+1+3+4 ´ divis´ por 9. Devido ao ca e nosso sistema num´rico decimal. 100 = 99 + 1 e 10 = 9 + 1. a explica¸˜o ´ simples.

. para resolver a a equa¸˜o (f) precisamos de um n´ mero tal que. o que chamamos conjunto dos racionais. as respostas de (b) e (c) s˜o. um n´ mero ´ u ımpar. co e Portanto. O nome cient´ ıfico do bicho ´ corpo de fra¸˜es dos n´meros e co u inteiros. podem ser resolvidas no conjunto dos n´ meros naturais. Chegar´ a hora de vocˆ aprender esse latim a a e ´ todo. veja: 97343 = 311 × 313. 2 e 1.Fra¸˜es co A pergunta tem um certo subjetivismo e vocˆ poderia ter respondido: e mas n˜o ´ dif´ decompor este n´ mero. Finalmente. respectivamente. devemos verificar se 3 × 5 ´ igual −5 5 a (−3) × (−5). e Atividade 04 Use a defini¸˜o anterior de igualdade de n´ meros racionais para verifica u 3 −3 car que = . e a Para verificar a igualdade CEDERJ 34 . −5 5 Solu¸˜o: ca 3 −3 e = . (d) e (e) tˆm respostas 5. ´ dif´ obter sua decomposi¸˜o em fatores primos. respectivamente. somado a si mesmo resulte ca u em 7. Ora. Mas. no conjunto dos inteiros. e ıcil ca Atividade 03 Quais das seguintes equa¸˜es podem ser resolvidas no ˆmbito dos n´ meros co a u naturais? E no ˆmbito dos n´ meros inteiros? a u a) x + 2 = 7 b) x + 4 = 1 c) 3x + 7 = 4 d) 2x + 4 = 8 e) 2x + 5 = 7 f) 2x + 6 = 13 Solu¸˜o: ca As equa¸˜es (a). precica samos estender os inteiros a um conjunto maior. −3 e −1. n˜o h´. n˜o se preocupe. J´ as u a equa¸˜es (b) e (c) demandam um conjunto maior. pois ambos produtos s˜o iguais a 15. quando vocˆ fizer as disciplinas de Algebra. um n´ mero a a u com tal caracter´ ıstica. Moral da Hist´ria: se os fatores primos de um n´ mero forem relativao u mente grande. Assim.. respectivamente. a e ıcil u A eventual dificuldade reside no fato de que para decompor ter´ ıamos que tentar a sua divisibilidade por todos os primos menores do que 311. uma vez que ´ preciso co e subtrair 3 de 4 e de 7 para obtermos 1 e 4. Para resolver essa equa¸˜o (muito simples). que ´ verdade.

Mas. pois x − 1 deve ser ca e a diferente de zero. considerando essa condi¸˜o. fazemos (x−1)×1 = 2×3. para que 2 1 = . x − 1 = 6.AULA 1 Atividade 05 Determine o valor de x tal que ca Solu¸˜o: 2 seja um leg´ ıtimo n´ mero rau x−1 cional. ca e ca Antes de qualquer coisa. uma fra¸˜o. ´ necess´rio que x seja diferente de 1. ca ou seja. x−1 3 35 CEDERJ .Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . que respeita a condi¸˜o x = 1. cuja solu¸˜o ´ x = 7.

.

cujo t´ a ıtulo ´ e “N´ mero. tanto para a Matem´tica quanto para as a demais ciˆncias. de astronomia. N˜o h´ afirma¸˜o mais verdadeira. se fez sem alarde nem nomes – de maneira anˆnima – bem e o ao estilo da cultura hindu. e hoje enriquecem a cultura ocidental. representado pelos e algarismos hindu-ar´bicos. a u e aliada a uma nota¸˜o extremamente feliz – posicional. mas n˜o o fez sem muita resistˆncia. ´rabe para e a vazio. . Em 711 os ´rabes a e a cruzaram o Estreito de Gibraltar e invadiram a Pen´ ınsula Ib´rica. foi adotado pelos ´rabes no s´culo 8.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . medicina. MMMCDXXIII por CLVII . com diferentes e co significados. levando e na bagagem os algarismos e tantos outros conhecimentos. o nome do vento oeste. Isso n˜o fora considerado pelas outras culturas. Atividade 01 Vocˆ sabe escrever 11 031 usando n´ meros romanos? Experimente mule u tiplicar. que o mundo todo usa. Veja que a etimologia da palavra zero ´ do latim zephyrum. u e a a ca Seria imposs´ atingir o desenvolvimento cient´ ıvel ıfico-tecnol´gico a que chegao mos sem dispor de ferramenta t˜o eficaz quanto os sistema num´rico decimal a e representado por algarismos hindu-ar´bicos. Isso s´ foi poss´ devido ` introdu¸˜o de um s´ o ıvel a ca ımbolo representando o nada – a coluna vazia.AULA 2 Aula 2 – N´ meros Decimais u Introdu¸˜o ca H´ um livro maravilhoso. pronunciado vulgarmente s´fer. diferenciados apenas por suas posi¸˜es em rela¸˜o aos demais co ca algarismos. escrito por Tobias Dantzig. a representar o vazio era inconceb´ ıvel. Sem o zero n˜o poder´ e a ıamos diferenciar 11 031 de 1 131. ca onze mil e trinta e um. a e A grande qualidade do sistema num´rico decimal. por exemplo. a Esse sistema. por volta de 200 aC. Ao escrevermos 11 031. Essa conquista estupenda. tem suas origens na ´ India. usamos o algarismo 1 em trˆs situa¸˜es. 37 CEDERJ . a Linguagem da Ciˆncia”. os nossos n´ meros de cada dia. . o 3 e o 0. O resto da Europa eventualmente se rendeu ao novo sistema. que provem de sifr. ´ sua simplicidade.

pre¸os de u c objetos. na padaria.N´meros Decimais u N´ meros Decimais – os n´ meros nossos de cada dia u u Quando falamos em n´ meros. 000349 171 Esses n´ meros podem representar medidas de comprimento. Apesar de serem uma parcela realmente pequena de n´ meros. notas de provas. 82 10 000. a e Defini¸˜o: Denomina-se fra¸˜o decimal toda fra¸˜o em que o denominaca ca ca dor ´ uma potˆncia de 10 com o expoente natural. mesmo se considerarmos u apenas o conjunto dos n´ meros racionais. 82 = 982 100 171 171 = 1 10 000. e e CEDERJ 38 . 000349 = 1000000 9. com as pessoas comuns. eles bastam para a maioria das u nossas necessidades di´rias. 7547 = − 117547 10 000 349 0. 10 100 1000 10000 ↑ ↑ ↑ ↑ 101 102 103 104 Os denominadores s˜o potˆncias de 10. 00 = Fra¸˜o decimal ca Observe as fra¸˜es escritas abaixo: co 2 3 25 5 . Veja alguns exemplos: u 1205 −11. Veja a defini¸˜o de n´ meros decimais: a ca u Os n´meros decimais s˜o todos aqueles que podem ser escritos na u a p forma ± n . os n´ meros com u u os quais lidamos na nossa vida di´ria. no ˆnibus. a lista anterior pode ser reconhecida como 1205 = 1205 1 10000 1 −11. com p e n inteiros tais que p. estamos nos referindo a uma classe bem especial de n´ meros u racionais – os chamados n´ meros decimais. . . n ≥ 0. 7547 9. 00 0. ´ ındices dos mais diversos e muito mais. 10 Assim. no posto de a o gasolina.

quando ele ´ deslocado ` esquerda o seu valor passa e a a ser 10× o anterior. Assim. Como 4689 = 4 × 1000 + 6 × 100 + 2 × 10 + 9. obedecendo ao princ´ ıpio de cada ordem vale do que 10 est´ a sua esquerda. seu valor passa e a 1 a ser 10 do anterior. Para representar os n´ meros racionais de outro modo. u ampliaremos o sistema de numera¸˜o decimal.8 → oito d´cimos e 19. ` a 1 direita da v´ ırgula. 2o ) Criaremos novas ordens. ent˜o a O algarismo 6 na ordem das centenas −→ vale 6 · 100 O algarismo 8 na ordem das dezenas −→ vale 8 · 10 O algarismo 9 na ordem das unidades −→ vale 9 · 1 O algarismo 4 na ordem das unidades de milhar −→ vale 4 · 1000 Quando um algarismo ´ deslocado uma ordem ` direita.20 → sete inteiros e vinte cent´simos e 5.18 → dezoito cent´simos e 0. ca ca Transformar 0. E.AULA 2 Numeral decimal Sabemos que cada algarismo que comp˜e um numeral ocupa certa oro dem. 043 = 1000 39 CEDERJ 7. chamadas ordens decimais ou casas decimais.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 .421 → dezenove inteiros e quatrocentos e vinte e um mil´simos e Fra¸˜o decimal e numeral decimal ca Transforma¸˜o de numeral decimal em fra¸˜o decimal. ca 1o ) Colocaremos uma v´ ırgula para separar as unidades inteiras das partes da unidade. a Eis alguns numerais e como devem ser lidos: 0.8 → cinco inteiros e oito d´cimos e . Como teremos que representar partes da unidade. vamos apresentar u os n´ meros decimais. no numeral: 4689 O valor dos algarismos deste numeral depende da ordem que ele ocupa. 043 em fra¸˜o decimal. ca 43 0.

23 = 100 → 2 zeros ↓ 2 casas decimais 431 2) 0. logo e e = 0. ca Sabemos que 4. 00431 = 100000 → 5 zeros ↓ 5 casas decimais Transforma¸˜o de fra¸˜o decimal em numeral decimal. 4 10 ↑ 1 casa ↑ decimal 1 zero 2) 34 = 0. por 100 e por 1000. 0035 10000 10000 Para transformar uma fra¸˜o decimal em n´ mero decimal escreve-se o ca u numerador da fra¸˜o com tantas ordens decimais quantos forem os zeros ca do denominador. Exemplos: 1) 324 = 32.N´meros Decimais u Portanto. ca ca Transformar 35 em numeral decimal. 31 = 431 4310 43100 431000 = = = 100 1000 10000 100000 CEDERJ 40 . 10000 35 35 representa 35 d´cimos de mil´simos. Exemplos: 4723 1) 47.31 431 100 Vamos multiplicar os termos dessa fra¸˜o por 10. Para transformar um numeral decimal em fra¸˜o decimal escreve-se uma ca fra¸˜o cujo numerador ´ o numeral decimal sem a v´ ca e ırgula e cujo denominador ´ o algarismo 1 seguido de tantos zeros quantas forem as casas e decimais do numeral dado. 0034 10000 ↑ 4 casas ↑ decimais 4 zeros Propriedades dos n´meros decimais. u Consideremos 4.

N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . duas. casas decimais para a direita.AULA 2 Se transformarmos cada fra¸˜o em numeral decimal. trˆs.156 e 2. 1 = 34. basta deslocar a v´ ırgula uma. Multipliquemos esse numeral por 10. 181 = 4. 10 = 34. e 41 CEDERJ . 1000 2) 4. 518 × 100 = × 100 = = 451. 310 = 4. 3100 = 4. 18 1000 / 1 100 4518 4518 // 4. etc.14 podem ser escritos: 4. etc. a Exemplos: 1) 34. 518 × 10 / 4518 10 4518 × = = 45. por 100 e por 1000: 4. 8 // 1000 10 4518 /// 4. 100 = 34. por 100. obtemos: ca 4.156 e 2.140 (ambos com 3 casas) Consideremos 4. 518 × 1000 = × 1000 = 4518 /// 1000 = Da´ temos: ı 2a Propriedade: Para multiplicar um numeral decimal por 10. 31000 Conclu´ ımos ent˜o a 1a Propriedade: Um numeral decimal n˜o se altera quando retiramos ou acrescentamos a um ou mais zeros ` direita da sua parte decimal. 1810 = 4.518. Exemplo: 4. 31 = 4. 18100 = 4. por 1000. 181000 Conseq¨ˆncia ue A principal conseq¨ˆncia da 1a propriedade ´ que dois n´ meros decimais ue e u quaisquer podem sempre ser representados com o mesmo n´ mero de ordens u decimais.

etc. 12 Aplica¸˜o .Compara¸˜o de decimais ca ca A 2a propriedade ´ aplicada na compara¸˜o de numerais decimais. 421 100 100 10 1000 31421 31421 1 31421 314. 345 > 0.21 : 10 = 0. e ca Exemplo: Comparar os numerais 0. 4 × 10 = 134 2) 431. 45 × 100 = 43145 3) 0.25 : 100 = 4. etc. 345 e 0.003421 CEDERJ 42 . 3450 e 0. 31421 31421 31421 1 : 10 = · = = 31. 1421 100 100 100 10000 31421 31421 1 31421 314. casas decimais para a esquerda. duas.521 2) 434. 00412 × 1000 = 4. por 1000.421 : 1000 = 0. a Vamos dividir 314. 21 : 10 = Da´ temos: ı 3a Propriedade: Para dividir um n´ mero decimal por 10.N´meros Decimais u Exemplos: 1) 13. 31421 100 100 1000 100000 314. 2431 1◦ ) Reescrevemos os dois decimais com igual n´ mero de casas (1a proprieu dade) 0. 21 : 100 = : 100 = · = = 3. por 100 e por 1000. 21 : 1000 = : 1000 = · = = 0. 2431 2◦ ) Eliminamos a v´ ırgula (multiplicar por 10000) e comparamos os n´ meros u restantes.21 por 10. 2431. trˆs. e Exemplos: 1) 5.3425 3) 3. basta u deslocar a v´ ırgula uma. por 100. 3450 > 2431 ent˜o 0.

0453 × 100 c) 0. Transforme em fra¸˜es decimais. 1 × 105 e) 0. 005 × 10−4 −22052 1. 2052 × 104 5.3 b) 1. 67 × 10−5 2 −5 4 −7 Exerc´ ıcios 1. 1 : 1000 .43 d) 0. 147. Transforme as porcentagens abaixo em n´ mero decimal e em fra¸˜o u ca decimal. Quanto passou a ganhar por aula? 5. 004×1000 d) 42. Um professor recebia R$ 200.34 c) 11. e O fator 10n ´ a ordem de grandeza do n´ mero. Transforme um numeral decimal. 47357 × 102 −2. e u Veja. 357 0.222 e) 9. co a) 0.2324 f) 0. A nota¸˜o cient´ ca ıfica de um n´ mero decimal ´ escrevˆ-lo na forma u e e ± a × 10n onde a ´ um decimal tal que 1 ≤ a < 10. 74 : 100 f) 4.00 por aula e teve um aumento de 35%. 3 : 10 43 CEDERJ g) 0. 8 1000 54 b) 10 a) 138 100 41 d) 1000 c) e) 1723 100 324 f) 5 10 3.0014 2. 0 × 10−7 5. no quadro a seguir exemplos de n´ meros com suas respectivas u nota¸˜es cient´ co ıficas e ordens de grandeza.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . 0000567 0. Esse processo pode u ser facilitado se usarmos uma conven¸˜o a que chamamos nota¸˜o cient´ ca ca ıfica. Efetue a) 0. 34×10 b) 0.AULA 2 Nota¸˜o Cient´ ca ıfica ´ E comum precisarmos comparar n´ meros decimais. com n um inteiro. a) 18% b) 34% c) 50% d) 70% 4.

4 c) 1143 100 c) 1. 380 31. 6 + 0.008 1.6 + 0.0074 f) 0. a) 3.7 e c) 4 d) 4210000 e) 0.53 b) 0. a) 0.N´meros Decimais u Gabarito 3 10 2. procedemos de modo similar ao usado na adi¸˜o.0001 Adi¸˜o e subtra¸˜o de decimais ca ca Adi¸˜o ca Para calcular a soma 3. 38 + 31.38 34 100 d) 222 1000 d) 0.4 b) 4. ca Exemplo: 29.34 . a) 0. u 2◦ ) Colocamos v´ ırgula debaixo de v´ ırgula.18 e b) 134 100 b) 5.321 29.34 e 50 100 d) 0.5 e e) 92324 10000 e) 17. 340 14.00324 f) 7 10 18 100 4. 019 44 − CEDERJ . a) 3.14. 424 + 35. 3◦ ) Somamos como se fossem n´ meros naturais e colocamos a v´ u ırgula alinhada com as outras. acrescentando zeros.38 + 31.041 c) 0. Subtra¸˜o ca Para subtrair numerais decimais. 321 15.424 podemos converter os decimais em fra¸˜es e som´-las: co a 38 31424 3600 + 380 + 31424 36 + + = 10 100 1000 1000 35404 = = 35. 404 1000 Ou simplesmente somar os n´ meros decimais da seguinte forma: u 3. 424 = 3. 600 0.43 g) 0. 404 Portanto para somar numerais decimais: 1◦ ) Igualamos o n´ mero de casas decimais das parcelas. R$ 270.00 5.23 14 10000 f) 0.

36 216 108 288 36 66. mas vamos obter o resto 2. 096 10 100 1000 Ou simplesmente multiplicar esses n´ meros da seguinte forma: u 3. co a 36 1836 66096 3. 6 18. 10 | 4 20 2. e 10 | 4 2 2 ⌣ Podemos neste caso obter um quociente mais preciso (com resto 0) se continuarmos a divis˜o. a O que faremos ent˜o? a Vamos acrescentar um zero ao resto (significa multiplicar o resto por 10). 6 × 18. 36 podemos converter os decimais em fra¸˜es e multiplic´-las. 096 Da´ temos que para multiplicar numerais decimais: ı 1◦ ) Multiplicamos os decimais como fossem n´ meros naturais.AULA 2 Multiplica¸˜o de decimais ca Para calcular o produto 3.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . No conjunto dos naturais ´ 2. para n˜o alterar o resultado basta dividirmos o quociente por 10. u ◦ 2 ) Damos ao produto tantas casas decimais quanto seja a soma dos n´ meros de casas decimais dos fatores. u Divis˜o de decimais a Divis˜es exatas o Exemplo 1: Vamos achar o quociente de 10 por 4. Assim teremos: 10 | 4 2 2 10 | 4 20 2. 5 0 ⌣ 45 −→ −→ CEDERJ . isto a significa colocar uma v´ ırgula no quociente depois do 2. 36 = × = = 66. 6 × 18.

344 −→ 400 400 −→ Observamos que. h´ divis˜es entre naturais em que ap´s alguns passos consea o o guimos. −→ 30 | 8 60 3. a Exemplo: Vamos calcular 211 : 90 1◦ passo 211 | 90 31 2 2◦ passo 211 | 90 310 2. Nesses casos. 3 40 Como h´ um resto. o CEDERJ 46 .34444. vem: 30 | 8 60 3. e Divis˜es n˜o exatas o a Nem sempre a divis˜o acaba por apresentar resto 0. . mesmo prosseguindo na divis˜o. e 3◦ passo 211 | 90 310 2. jamais obteremos a resto zero. 34 400 40 4◦ passo 211 | 90 310 2.N´meros Decimais u Exemplo 2: Vamos dividir 30 por 8. 2. Pelo e fato de haver algarismos que se repetem periodicamente no quociente. o quociente ´ chamado de decimal exato. o quociente ser´ da forma 2. a a Notamos que o quociente ´ maior que 2 e menor que 3. por falta. Logo temos: H´ divis˜es n˜o exatas em que conseguimos obter apenas valores aproa o a ximados para o quociente. 7 4 −→ Em resumo.3444. . 2. assim 2. porque nunca se obt´m resto zero. etc. . 75 40 0 ⌣ 30 | 8 6 3 −→ 30 | 8 60 3. o quociente ´ chamado de d´ e ızima peri´dica. O algarismo 4 ir´ repetir-se como resto e obteremos aproximaa dos. De modo similar ao exemplo 1.344. Note que o algarismo 4 se repete. do quociente. obter um quociente decimal e resto 0.

424242 . = 1 3 = 9 − =⇒ = 3 1 = 9 3 (×10) 1 Logo. .: 1) Se a parte que repete ´ 1 algarismo. . 4242 . pois depois da o v´ ırgula tem parte que repete (4) e parte que n˜o repete (3). = 100 23. = 3.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . Exemplo 3: 2. = 1 99 − =⇒ = 141 42 =1 99 99 Esta d´ ızima ´ chamada d´ e ızima peri´dica composta. 333 . . etc . 4242 . 44 . . 44 . . . . . o 1. 3444 . . . . . se a e parte que se repete s˜o 2 algarismos devemos multiplicar por 100. a Solu¸˜o ca 2. . 333 . . . 424242 . = 141 Obs. . Esta d´ ızima ´ chamada d´ e ızima peri´dica simples. . = 100 1. = 10 0. . . 333 . temos que 0. 3 Exemplo 2: 1. 333 . . . = 10 211 = 90 − =⇒ (multiplicar at´ a parte que repete) e (multiplicar at´ a parte que n˜o repete) e a 31 211 = =2 90 90 47 CEDERJ . 3444 . ´ E uma d´ ızima peri´dica simples. . devemos multiplicar por 10. . . . pois depois da v´ o ırgula s´ tem a parte que repete.AULA 2 Transformar uma d´ ızima peri´dica em fra¸˜o o ca Exemplo 1: 0. = 234. . 333 . . . a na d´ ızima peri´dica simples. o Solu¸˜o ca 0. = . = 142. o 2) A fra¸˜o obtida ´ chamada geratriz da d´ ca e ızima.

2◦ ) Eliminamos as v´ ırgulas. }. 1. −2. 8 0 ⌣ Da´ para dividir dois decimais: ı 1◦ ) Igualamos o n´ mero de casas decimais do dividendo e do divisor. que s˜o aqueles que podem ser e u a escritos em forma de fra¸˜o. . 8 = 3. a o CEDERJ 48 . −1. 3◦ ) Dividimos os n´ meros naturais que resultam das etapas anteriores. Pode-se dea u monstrar. 3. 8 ´ o mesmo que dividir 324 por 180. 0. . ca a Q = x | x = . em estudos mais avan¸ados. u Conjuntos num´ricos e Vimos a representa¸˜o dos conjuntos num´ricos: ca e N ´ o conjunto dos n´ meros naturais. . b = 0 . 24 por 1. Z ´ o conjunto dos n´ meros inteiros. b Portanto. . a. 24 : 1. que os n´ meros irracionais s˜o exatac u a mente as d´ ızimas n˜o peri´dicas. e 324 | 180 1440 1. . os n´ meros inteiros. . 2. os n´ meros decimais exatos e as d´ u u ızimas peri´dicas s˜o n´ meros racionais.N´meros Decimais u Divis˜o de decimais a Calcular o quociente 3. e u N = {1. } Q ´ o conjunto dos n´ meros racionais. b ∈ Z. acresu centando zeros. 8 324 18 324 10 324 : = · /= 100 10 100 18 180 / Logo. 2. e u Z = {. . dividir 3. . . 24 : 1. o a u O conjunto dos n´ meros que n˜o podem ser representados por fra¸˜es u a co s˜o denominados n´ meros irracionais e representamos por I.

u Exemplo: Z− = {. . −2.34 + 81.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 .43 . . 7182818 .11.3) × 1. 1.41 . 2.3 l) 27. u Exemplo: Z+ = {0.4143 + 3. O conjunto dos n´ meros racionais e irracionais ´ denominado n´ meros u e u reais e representamos por R.4 e) 43. e u a Exemplo: R∗ ´ o conjunto dos n´ meros reais n˜o nulos. e u a Exerc´ ıcios 1.5 h) 0. .2. .4 c) 78. e = 2. .01 × 43.4 i) (1.4 + 0. . .3 b) 0. 414213 .1 × 4.3 .48 + 4.8 d) 3. π = 3. Nota: Na representa¸˜o de conjuntos num´ricos s˜o usadas as conven¸˜es: ca e a co (i) Sinal (+): elimina os n´ meros negativos de um conjunto. . . .45 49 CEDERJ .04 + 51. 1415926 . 3. −1. .41 × 4 g) 11.AULA 2 Exemplo: √ 2 = 1.4 f) 3. u Exemplo: Z∗ ´ o conjunto dos n´ meros inteiros n˜o nulos. (iii) Sinal (∗): elimina o n´ mero 0 (zero) de um conjunto.001 × 100 j) 1.4 × 10.7. (ii) Sinal (−): elimina os n´ meros positivos de um conjunto. Efetue as seguintes opera¸˜es: co a) 7. 0} (conjunto dos n´ meros inteiros n˜o u a positivos).64 + 3.1. −3.1 .05 + 5. . } (conjunto dos n´ meros inteiros n˜o neu a gativos).

. 1 6. Determine a soma 0. . Calcule 0. 67 q) 2. 7 l) 101. Gabarito 1. 05 2. . 85 i) 1. 10 9 2 9 23 99 17 150 b) 54. 0. 666 . a) 11. 999 . c) 3. 6. 125 c) 16 d) 17.2 : 21 s) 40 : 11 2. 5. . 333 . . . a) 20 3. . .3 p) 17. a) b) c) 3 CEDERJ 50 . 5 s) 3. 232323 . 5 b) 0. 32 r) 4. 001) · 0. 1333 . . 2 f) 13. 92 d) 2. . . 0001 4. 434 o) 93. . c) 2. b) 0. 1133 . Calcule (0. .N´meros Decimais u m) 65 : 2 n) 1 : 20 o) 1870 : 20 p) 274 : 16 q) 8 : 3 r) 88. + 0. 1) · (0.02 : 4 3. e) 31.14 : 0. . 1 10 · 0. 8543 h) 0. 01 4.4 : 0. 005 c) 83.12 b) 0. Determinar a fra¸˜o de cada d´ ca ızima peri´dica: o a) 0. . Calcule os quocientes a) 2. 78 g) 119.16 d) 5. 222 . 01 j) 12. . . 70 n) 0. 636363 . 64 m) 32. 777 . 5.56 : 0. .

0. 037 = −3. 7 × 10−2 . 22000000 Solu¸˜o: ca 22000000 = 2. 037 15 × 10−3 151 × 10−3 0. −0. 012 −0. 151 × 10−3 = 1. 0 × 10−4. 15 × 10−3 = 1. 2 × 107 . 51 CEDERJ .AULA 2 Sugest˜o e Solu¸˜o da Atividade Proposta a ca Atividade 01 Escreva os n´ meros a seguir usando a nota¸˜o cient´ u ca ıfica. 51 × 10−1 . 0001 = 1. 5 × 10−4 .N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . 012 = 0.

.

· a a a a n fatores Notas: 1. no caso em que a = 0. Esta ultima a co co ´ uma das mais importantes fun¸˜es da Matem´tica. vocˆ perceber´ que potencia¸˜o e a ca est´ na base das defini¸˜es das fun¸˜es logaritmo e exponencial. Para entender um pouco mais o porque da imca possibilidade de dar sentido num´rico a 00 vocˆ deve aguardar o estudo e e das disciplinas de C´lculo. E o que chamamos de a a a uma indetermina¸˜o. Tamb´m. · a n fatores Defini¸˜o 2 ca Seja a um n´ mero real n˜o nulo e n um n´ mero natural. com o aprofune u damento do estudo.. denotada por e −n a . co a Defini¸˜o 1 ca Seja a um n´ mero real e n um n´ mero natural.Potencia¸˜o ca ´ MODULO 1 .. A express˜o 00 n˜o tem sentido matem´tico.AULA 3 Aula 3 – Potencia¸˜o ca Vamos come¸ar esta aula com a defini¸˜o de potˆncias de n´meros reais. A potˆncia de expoente −n de a. ´ 2. assumimos por conven¸˜o que e ca a0 = 1 . c ca e u O objetivo mais imediato da defini¸˜o ´ simplificar a nota¸˜o e fornecer um ca e ca m´todo para trabalhar com grandes n´ meros. No entanto. u a u com n ≥ 2. mais adiante no curso. ´ o n´ mero e e u an = a · a · a · .. u u A potˆncia de expoente n de a. a 53 CEDERJ . denotada por an . com n ≥ 2.. ´ o n´ mero e u a−n = 1 1 1 1 · · · . Se a ´ um n´ mero real qualquer escrevemos e u a1 = a .

c) (0. na express˜o an os n´ meros a e n s˜o chamados de base e a u a expoente. 2)3 = (0. j) 10 −2 = 1 10 1 10 2 = 6 1 1 1 × = = 0. 3 3 3 3 81 2 g) 3 4 = 4 3 2 = 4 4 16 × = . 3 3 3 9 e) 61 = 6. 3 3 9 h) 102 = 10 × 10 = 100. 01. 2) × (0. respectivamente. −2 −2 −2 −8 8 CEDERJ 54 . Finalmente. b) (−3)4 = (−3) × (−3) × (−3) × (−3) = 81. i) 104 = 10 × 10 × 10 × 10 = 10000. Note que se a = 0 e n ´ um n´ mero natural vale e u a −n = 1 a n . f) 3 −4 = −2 1 3 = 4 = 1 3 4 1 1 1 1 1 × × × = . 000001. 10 10 100 1 1 1 1 1 1 × × × × × = 0. 10 10 10 10 10 10 k) 10 −6 = = l) (−1)24 = 1.Potencia¸˜o ca 3. 4. 2) = 0. d) 1 3 2 = 1 1 1 1 × = 2 = . 008. m) (−2) −3 = 1 −2 3 = 1 1 1 1 1 × × = =− . Exemplo 1 a) 43 = 4 × 4 × 4 = 64. 2) × (0.

isto ´: e e an · bn = (ab)n . Supondo que as u u potˆncias expressas est˜o bem definidas ent˜o valem as seguintes propriedae a a des: Potˆncias de mesma base e Para multiplicar. an Potˆncias de mesmo expoente e Para multiplicar.AULA 3 Propriedades das potˆncias e Sejam a e b n´ meros reais e m. a = 0 . a b n . isto ´: e n am = am·n . mant´m-se a base e multiplicame e e se os expoentes. Para dividir. mant´m-se a base e subtraem-se os expoentes. co Por objetividade. mant´m-se a base e somam-se os expoentes.: • Nas propriedades enunciadas a base deve ser n˜o-nula nas seguintes a situa¸˜es: o expoente ´ negativo ou a potˆncia est´ no denominador. co e e a • As propriedades tˆm a finalidade de facilitar o c´lculo. isto ´: e e am · an = am+n . partimos direto para os exemplos. mant´m-se o expoente e dividem-se as bases. Para dividir. Devemos us´-las quando for conveniente.Potencia¸˜o ca ´ MODULO 1 . b = 0. isto ´: e e an = bn Potˆncia de potˆncia e e Para calcular a potˆncia de outra potˆncia. n n´ meros inteiros. o a • As propriedades enunciadas podem ser provadas a partir das defini¸˜es. N˜o ´ obrie a a e gat´rio o seu uso. mant´m-se o expoente e multiplicam-se as bases. 55 CEDERJ . Obs. isto ´: e e am = am−n .

b) 45 = 45−2 = 43 = 64. 2 × 10−2 . = 33×2 = 36 = 729. 64 d) 4 = 3 e) 33 2 6 3 = 24 = 16. 28×1023 . Exerc´ ıcios Propostos 1. 042 ´ 4. 3)2 × (0. u onde p ´ um n´ mero inteiro e a um n´ mero real. 2)2 i) 24 )3 j) 24 3 . 5 × 102 e. 6)2 (0. 2 f) a2 b2 = a2 2 b2 2 = 44 b4 . 42 4 c) 32 × 52 = (3 × 5)2 = 152 = 225. Aplica¸˜o ca Todo n´ mero real positivo b pode ser expresso na forma b = a × 10p . e Exemplo 4 Qual ´ a nota¸˜o cient´ e ca ıfica do n´ mero 414 × 521 ? u 14 Solu¸˜o: ca 414 ×521 = 22 ×521 = 228 ×521 = 27 ×221 ×521 = 128×1021 = 1. 04)2 × (50)2 h) (−0. com 1 < a < 10.Potencia¸˜o ca Exemplo 2 a) 32 × 33 = 32+3 = 35 = 243. Esta e u u maneira especial de escrever o n´ mero b ´ denominado nota¸˜o cient´fica. u e ca ı Exemplo 3 A nota¸˜o cient´ ca ıfica de 450 ´ 4. a nota¸˜o cient´ e ca ıfica de 0. Efetue as opera¸˜es indicadas : co a) 23 × 26 b) 32 × 36 × 3−4 c) 54 ÷ 52 398 395 3−4 e) −3 3 d) CEDERJ 56 f) (0. 5)2 g) (−0.

Determine o valor da express˜o 22 × 2−3 × 3−1 × 33 . = = 10. b = a3 . a) 29 b) 34 c) 52 d) 33 e) 3−1 f) 0. 09)160 adotando (1. Encontrar o valor aproximado de 1.000 × (1. 6. a2 b3 4. 0225 g) 4 h) 9 i) 212 j) 264 81/4 8. Simplifique a fra¸˜o ca 2n + 2n+1 + 2n+2 . 2n+1 13. Determine o valor de 102 × 10−4 × 10−3 . determine o valor de u 3 2 3 ab 2. 7.000. u respectivamente. 3. Determine o valor de (0. Determine o valor da express˜o a − 1 2 ÷ − 1 2 × − 1 2 + 2−6 . u 11. 8. a 3. c = 2a . 32)2. Determine o valor de 5−1 + 7−1 . Qual ´ a metade de 222 ? e 12. 7/2 49 2 13. 29 1/128 11. Sendo a e b n´ meros reais diferentes de zero. 6. 2. 1104 12. 4. onde n ∈ N. 09)8 ∼ 2 e 210 ∼ 1000. a = b 57 CEDERJ . Determine a quantidade de algarismos do n´ mero 168 × 1259 . Gabarito 1. um trilh˜o a 36/35 10. 10−2 × 10−6 9. determine o valor de 2abc2 . 7. 5.Potencia¸˜o ca ´ MODULO 1 . 2)3 + (0. Se a = 24 . 221 0. 3−1 4 3 6 5. Determine a rela¸˜o entre a e b onde a e b s˜o n´ meros naturais que ca a u expressam os n´ meros de algarismos de x = 412 × 520 e y = 414 × 518 . 1000 5 a 9.AULA 3 2 2.

.

Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 . conforme vocˆ perceber´. Vamos examinar co ca os seguintes casos: Primeiro caso: a = 0 e n ∈ N. 59 CEDERJ . Segundo caso: a > 0 e n ∈ N sendo n par O n´ mero a possui duas ra´ en´simas. ou seja: ´ e e o √ n 0 = 0. ca ca a ca Defini¸˜o 1 ca Seja a um n´ mero real e n um n´ mero natural. Vamos ` defini¸˜o. Mais adiante vamos definir melhor a √ representa¸˜o n a. escrevemos simplesmente √ √ a e lemos “raiz quadrada de a”. − a ´ o sim´trico da ca e e √ 2 raiz quadrada de a e (− a) = a. e somente se. por sim´trica da primeira. em vez de a . O n´ mero x u u u n ´ chamado raiz en´sima de a se. u ızes e ızes a e √ n A raiz en´sima positiva de a ´ representada pelo s´ e e ımbolo a. ca ızes e u √ 2 No caso em que n = 2 e a > 0. Essas duas ra´ s˜o sim´tricas. Nesta situa¸˜o. A raiz en´sima e √ negativa de a. ´ representada pelo s´ e e ımbolo − n a. ca Existˆncia e Da defini¸˜o conclui-se que determinar as ra´ ca ızes en´simas de a ´ o e e mesmo que determinar todas as solu¸˜es da equa¸˜o xn = a.AULA 4 Aula 4 – Radicia¸˜o ca Nesta aula estudaremos radicia¸˜o que ´. Ou e e seja. n ≥ 2 A unica raiz en´sima de zero ´ o pr´prio zero. e e Nota¸˜o ca √ Usaremos a nota¸˜o n a . para representar ra´ en´simas do n´ mero a. ca e e a a opera¸˜o inversa da potencia¸˜o. temos a seguinte equivalˆncia: e x ´ raiz en´sima de a ⇐⇒ xn = a. x = a.

CEDERJ 60 . Assim. e √ 3 8 = 2. por exemplo. isto ´: e √ 3 −64 = −4 . estamos representando n´ meros positivos. e √ 4 16 = 2 √ 4 − 16 = −2 . n˜o existe nenhum a a 2 n´ mero real x tal que x = −4. √ 6 5. u Exemplo 1 √ 4 3. b) O n´ mero −64 tem uma unica raiz c´ bica no conjunto dos n´ meros u ´ u u √ 3 reais. u Quarto caso: a = 0 e n ∈ N sendo n ´ ımpar O n´ mero a possui exatamente uma unica raiz en´sima no conjunto u ´ e dos n´ meros reais. que ´ representada pelo s´ e ımbolo −64 e vale −4. isto ´. O n´ mero 16 tem duas ra´ u ızes quartas. Esta raiz tem o mesmo sinal de a e ´ representado pelo u e √ s´ ımbolo n a. Ou dito de outro modo. O que queremos dizer com isto? Simplesa mente que no conjunto dos n´ meros reais n˜o tem sentido uma express˜o u a a √ √ 8 como −2 ou −6 . Exemplo 2 N˜o existe raiz quadrada de -4. A raiz quarta positiva de 16 ´ 2. √ 3. Exemplo 3 a) O n´ mero 8 tem uma unica raiz c´ bica que ´ representada com o u ´ u e √ 3 s´ ımbolo 8 e vale 2. ızes a Terceiro caso: a < 0 e n ∈ N sendo n par Neste caso n˜o existe raiz.Radicia¸˜o ca Portanto cuidado quando escrevemos. e A raiz quarta negativa de 16 ´ -2. As ra´ quartas de 16 s˜o 2 e -2.

por exemplo. pois (−8)2 = 64. Propriedades das Ra´ ızes Sejam a e b n´ meros reais e m. mant´m-se o ´ e ındice e multiplicam-se os radicandos. Para dividir. u e √ c) 3 0 = 0. mant´m-se o ´ e ındice e dividem-se os radicandos. a √ 3 h) 27 = 3. Ent˜o valem as seguintes propriedades: a Propriedade 1 (Radicais de mesmo ´ Indice) Para multiplicar. e √ n a a √ = n . Escreve-se. 6 e − 6 para representar 2 6 . s˜o e e a bem definidas. na raiz quadrada. √ i) 3 −27 = −3. √ g) −4 n˜o tem sentido em R.: 1) No s´ ımbolo √ n a dizemos que: √ ´ o radical e a ´ o radicando e n ´ o´ e ındice da raiz. Exemplo 4 a) O n´ mero 8 ´ uma raiz quadrada de 64. Suponha que as u u ra´ ızes en´simas que escreveremos nas propriedades de 1 at´ 4. √ e) − 16 = −4. b = 0. √ j) 3 −1 = −1. a seguir.AULA 4 Obs. 2) Conforme j´ observado. n b b 61 CEDERJ . pois 82 = 64.Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 . por conven¸˜o. √ f) ± 16 = ±4. u e b) O n´ mero -8 ´ uma raiz quadrada de 64. n n´ meros inteiros. omite-se o a ca √ √ √ ´ ındice. e √ n a× √ √ n n b = ab . √ d) 16 = 4. isto ´. isto ´. √ k) 4 2401 = 7.

e √ n a m = √ n am . isto ´.Radicia¸˜o ca Exemplo 5 √ √ √ a) 3 3 × 3 9 = 3 27 = 3 √ √ √ b) 2 × 5 = 10 √ √ √ c) 3 32 = 3 8 × 3 4 √ √ √ √ √ d) 8 = 2 × 4 = 2 × 2 = 2 2 Propriedade 2 (Raiz de Raiz) Para calcular uma raiz de outra raiz. isto ´. isto ´. e √ n √ m a = mn a . mant´m-se o radicando e multiplicame se os ´ ındices. Exemplo 6 √ √ 3 729 = 6 729 = 3 a) √ 3 4 √ b) 5 = 24 5 Propriedade 3 (Raiz de Potˆncia) e Calcular a raiz e em seguida a potˆncia ´ o mesmo que calcular a potˆncia e e e e em seguida a raiz. Exemplo 7 √ √ 5 a) 45 = 4 = 25 = 32 √ √ 2 4 b) 162 = 4 16 = 22 = 4 Propriedade 4 (Altera¸˜o do ´ ca Indice) Multiplicar ou dividir ´ ındice e expoente por um mesmo n´ mero n˜o altera u a o resultado. Exemplo 8 √ √ √ 6 6:3 a) 23 = 23:3 = 2 √ √ √ 16 16:8 b) 28 = 28:8 = 2 √ √ √ √ √ 2×3 3×2 c) 5 × 3 2 = 53 × 22 = 6 500 CEDERJ 62 . m ∈ Z . e √ √ n am = np amp .

trataremos a radicia¸˜o ca ca como um caso especial de potˆncias de expoentes fracion´rios. n um n´ mero natural ´ u u ımpar e m um n´ mero u n racional na forma irredut´ ıvel. n˜o tem sentido usar a Propriedade 3 para escrever 4 (−2)3 = a √ √ 3 4 −2 . Voltamos a enfatizar que as propriedades enunciadas s˜o v´lidas sob a a a condi¸˜o que as potˆncias e radicais estejam bem definidas. Nosso pr´ximo assunto tem como objetivo ampliar a utiliza¸˜o de potˆno ca e cias e radicais com o objetivo de facilitar opera¸˜es com n´ meros reais. ou discuta com seus colegas de grupo de estudo. As demonstra¸˜es das propriedades enunciadas n˜o s˜o dif´ co a a ıceis de serem realizadas. veja a Defini¸˜o 2 a seguir. a e 63 CEDERJ . Se tiver dificuldade procure seu tutor.AULA 4 Notas: 1. Se vocˆ tiver tempo co e tente provar algumas delas. u 2. no conjunto dos a = n´ meros reais. A potˆncia de base a e expoente racional e m ´ definida por e n m √ a n = n am . as mesmas propriedades e v´lidas para as potˆncias de expoente inteiro. e a Potˆncia de Expoente Racional e Defini¸˜o 2 ca a) Seja a un n´ mero real positivo. b) Seja a um n´ mero real. uma vez que n˜o tem sentido 4 −2 . Basta um uso cuidadoso das defini¸˜es. n um n´ mero natural n˜o-nulo e m um u u a n n´ mero racional na forma irredut´ u ıvel.Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 . Nota: Valem para as potˆncias de expoente racional. Ou de co u um outro ponto de vista. A potˆncia de base a e expoente e racional m ´ definido por e n am/n = √ n am . Por exemca e plo.

a Exemplo 10 a) b) c) 1 √ 3 2 √ 5 2 = = 1 √ 3 2 √ 5 2 × × √ √3 3 = √ 3 3 √ 5 4 √2 5 4 2 1 = √ 5 × 16 √ √ 3+ 2 √ √ 3+ 2 √ 1√ 3− 2 = √ 3− 2 √ = √ √ 3+ 2 1 = √ 3+ √ 2 Exerc´ ıcios Propostos 1. determine o maior. Escrever 45 + 80 na forma de um unico radical.Radicia¸˜o ca Exemplo 9 a) 33/5 = b) 21/7 = c) 2−2/5 1 √ 5 √ 7 33 √ 7 2 21 = √ 5 = 2−2 1 d) 2 2 × 2 3 = 2 2 1+1 3 5 = 26 = √ 6 25 Racionaliza¸˜o ca Racionalizar o denominador de uma fra¸˜o significa eliminar os radicais do ca denominador sem alter´-la. ´ 3. Efetue 3 228 + 230 10 4. Efetue: √ √ √ 3 a) 3 16 × 3 4 d) 272 √ √ 30 8 b) √ e) 36 6 √ √ 256 f) 72 c) √ √ 2. Dados os dois n´ meros 3 3 e 4 4. Escreva na forma de um unico radical: ´ √ 3 √ √ √ 2 3 6 4 c) √ a) 2 × 3 × 5 5 3 √ 2 b) 3 2 d) 3 √ 4 3 √ √ 5. u CEDERJ 64 .

a) 4. 3−1 3+1 √ 4 . (PUC-93) Somando as d´ ızimas peri´dicas 0. 3 2 √ √ 35 8. . 777 .Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 . a) 12 16200 b) √ 5. e 0. . 12 √ √ 3+1 3−1 √ +√ . . a) 4 27 b) 7 3 √ 7. obt´mo e se: a) um inteiro b) um racional maior que 1 c) um racional menor que 1 d) um irracional maior que 1 e) um irracional menor que 1 65 CEDERJ . a) 3 2 2 b) 7 9. . 444 . .AULA 4 6. 2. 111 . . √ a) 4 b) 5 c) √ 7 5 29 √ 4. 5454 . Determine o valor de 93/2 − 272/3 8. b) 4 c) 4. Simplificar 75 . . . 3 3 √ √ 6. 1 c) √ 5 27 d) √ 1 √ 5− 3 10. . 3. . 777 . . 1. Escrever cada potˆncia na forma de radical: e a) 33/4 b) 31/7 c) 51/2 1/2 d) 2−2/3 7. 2 4 d) 9 e) √ 27 f) 6 2 √ 4 18 c) √ √ 5 15 32 27 d) 12 16 3 c) c) 5 d) d) 1 √ 3 4 √ √ 5+ 3 2 9 3 Exerc´ ıcios de Refor¸o c √ 1. 5/2 10. Simplifique Gabarito 1. 4545 . (PUC-99) O valor de √ ´: e 0. . d) 3 e) 4 3 2. Racionalizar o denominador: √ 5 3 a) √ b) √ 2 7 9.

. . . prove que r tamb´m ´ irracional. c = 1. 0101010101 . √ √ 6. prove que 6. 1 < 50 √ < 6. ca √ e e b) Admitindo que 6 seja irracional. e c) A soma de dois n´ meros irracionais pode ser racional. (CESGRANRIO-84) Dentre os n´ meros x indicados nas op¸˜es abaixo. (FGV-SP) Assinale a alternativa incorreta: a) Todo n´ mero inteiro ´ racional. 10101010 . u e 4. Escreva na forma fracion´ria os n´ meros a u a = 0. (FUVEST) Seja r = 2 + 3.30 d) 1. u d) O produto de dois n´ meros irraiconais ´ sempre irracional. 1010101010 . 4141 . . (FUVEST) Usando (1. . b) 0.11 c) 10. e a ¯ Y = 0. 325151 . u e b) O quadrado de um irracional ´ real. Escrever na forma decimal os n´ meros: u a= 1 2 b= 9 5 c= 2 45 5. √ a) Escreva 6 em fun¸˜o de r. 075 b = 2. 0101010101 . 41)2 < 2 < (1. 42)2.28 c) 1. (UFF 95 . .Radicia¸˜o ca 3. (UF-AL-80) A express˜o 10 + 10 · 10 − 10 ´ igual a: a e √ √ √ c) 10 − 10 d) 3 10 a) 0 b) 10 e) 90 7. u co 14 9 < x < ´: e aquele que satisfaz 11 7 a) 1.32 e) 1. . (UFF-1a fase) Se X e Y s˜o racionais onde X = 0. . . assinale a alternativa que representa o quociente de X por Y a) 0. d) 10 9.35 8. 3. . . 1 + 50 √ √ 11.24 b) 1.1a fase) Assinale qual das express˜es abaixo n˜o ´ um n´ mero o a e u ¯ real: a) 1 − 2 1 −2 b) √ 3 π c) 1 2 1 −2 d) √ 3 −π e) 1 − 3 −1 3 10. CEDERJ 66 . .

b = 1. 1414 . ent˜o: 4x 1 4x2 + 1 a) y = c) y = 2x √ √ 4x x+1 4x4 + 4x2 + 2 b) y = d) y = 2x 2x Gabarito . . .Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 . d) 4. d) 7.b= . 666 . Demonstra¸˜o ca r2 − 5 2 12. (PUC-RJ-80) Efetuadas as opera¸˜es indicadas. u 2 a + bp a Demonstre: Se > p. . ent˜o. e) √ b) Demonstra¸˜o ca 3 239 13219 . 044 . a) 10. b e p n´ meros reais. (FATEC-SP-80) Sejam x ∈ R∗ .AULA 4 12. 333 . a a+b b b > 0 e p > 1. b) 8. b) 2. calcule. . a 14. e c = 0. ent˜o < p. 5.Exerc´ ıcios de refor¸o c 1. 127 198 14. . d) 67 CEDERJ . . a > 0. (FATEC-SP) Se a = 0.c= 40 99 9900 15. . (FUVEST) Sejam a. . Demonstra¸˜o ca 11. b = 1. a = 0. c = 0. a · b−1 + c. . conclu´ co ımos que o n´ mero: u 1 2 × (3 − 7 ) 2 +3 2/4 − 1/6 19 a) ´ > 5 b) est´ entre 2 e 3 c) ´ < e a e d) est´ entre 5 e 6 e) ´ > 6 a e 14 √ 1 a 15. m = x − e y = 1 + m2 . a = 6. d) 9. 13. . 5. a) 6= 13. 8. a) 3.

.

Por exemplo. x ´ fator comum de 2x2 e 3xy e c) 36x2 y 2 − 48x3 y 4 = 12x2 y 2 3 − 4xy 2 . agrupamento. Assim. a express˜o cx + cy ´ a e equivalente ` express˜o fatorada c(x + y). Note que. cx + cy = c(x + y). Segundo caso: Agrupamento a) ac + bc + ad + bd = c(a + b) + d(a + b) = (a + b)(c + d) b) ab + ac − b − c = a(b + c) − 1(b + c) = (b + c)(a − 1) c) 6x2 − 4ax − 9bx + 6ab = 2x(3x − 2a) − 3b(3x − 2a) = (3x − 2a)(2x − 3b) d) ab + a − b − 1 = a(b + 1) − 1(b + 1) = (b + 1)(a − 1) Terceiro caso: Diferen¸a de Quadrados c A diferen¸a entre dois quadrados a2 − b2 ´ igual ao produto da soma c e a + b pela diferen¸a a − b. diferen¸as de quadrados. 69 CEDERJ . a ´ fator comum de ac e ad e b) 2x2 − 3xy = x(2x − 3y). c Primeiro caso: Fator Comum a) ac + ad = a(c + d). A justificativa ´ que: e (a + b)(a − b) = a(a − b) + b(a − b) = a2 − ab + ba − b2 = a2 − b2 . fator comum.Fatora¸˜o ca ´ MODULO 1 . a a A seguir vamos trabalhar algumas t´cnicas b´sicas de fatora¸˜o. 12x2 y 2 ´ fator comum de 36x2 y 2 e e 48x3 y 4 . soma e diferen¸a de cubos e cubo perfeito. quadrado c perfeito. c a2 − b2 = (a + b)(a − b) . d) 3x2 + 6x3 + 12x4 = 3x2 1 + 2x + 4x2 . 3x2 ´ fator comum dos trˆs e e termos. entre e a ca as quais.AULA 5 Aula 5 – Fatora¸˜o ca Fatorar ´ transformar uma soma ou diferen¸a de duas ou mais parcelas e c como produto de dois ou mais fatores.

(a + b)2 = a2 + 2ab + b2 . mais o quadrado da segunda parcela b2 . A justificativa ´ que: e (a+b)2 = (a+b)(a+b) = a(a+b)+b(a+b) = a2 +ab+ba+b2 = a2 +ab+ab+b2 = a2 +2ab+b2 . Obs. a . A justificativa ´ que: e (a−b)2 = (a−b)(a−b) = a(a−b)−b(a−b) = a2 −ab−ba+b2 = a2 −ab−ab+b2 = a2 −2ab+b2 . 2ab.: N˜o confunda o quadrado da diferen¸a (a − b)2 com a diferen¸a de a c c quadrados a2 − b2 .Fatora¸˜o ca Veja alguns exemplos: Exemplo 1 a) a2 − 16 = a2 − 42 = (a + 4)(a − 4) b) 81 − m6 = 92 − m3 2 = 9 + m3 9 − m3 c) 4 − (x − y)2 = (2 + x − y)(2 − (x − y)) = (2 + x − y)(2 − x + y) Quarto caso: Quadrado Perfeito O desenvolvimento da express˜o (a + b)2 . O quadrado da diferen¸a entre duas parcelas (a − b)2 ´ igual ao quadrado da c e 2 primeira parcela. (5 − 2)2 = 32 = 9 52 − 22 = 25 − 4 = 21 . isto ´. e (a − b)2 = a2 − 2ab + b2 . somado com o quadrado da segunda parcela. a . somado com o dobro do produto das duas parcelas. b2 . 2ab. menos o dobro das duas parcelas. portanto. Veja os exemplos a seguir: Exemplo 2 a) (2 − x)2 = 22 − 2 · 2x + x2 = 4 − 4x + x2 b) (3a − 2b)2 = (3a)2 − 2 · 3a · 2b + (2b)2 = 9a2 − 12ab + 4b2 CEDERJ 70 . resulta no quadrado da pria 2 meira parcela.

AULA 5 c) m2 − 6m + 9 = (m − 3)2 ↓ ↓ √ √ 2 m 9 d) 25x2 + 30xy + ↓ √ 25x2 e) x2 + 4xy + ↓ √ x2 4y 2 = (x + 2y)2 ↓ 4y 2 9y 2 = (5x + 3y)2 ↓ 9y 2 Veja agora a t´cnica com um exemplo mais elaborado envolvendo fae tora¸˜o. Vamos simplificar as express˜es supondo cada denominador difeca o rente de zero: 10x2 − 10 10(x2 − 1) 10(x + 1)(x − 1) 10(x + 1) = = = 2 − 2x + 1 2 x (x − 1) (x − 1)(x − 1) x−1 a2 − 4 (a + 2)(a − 2) (a + 2)(a − 2) a−2 = = = 2 + 4a + 4 2 a (a + 2) (a + 2)(a + 2) a+2 f) g) Soma e Diferen¸a de Cubos c A soma de dois cubos ´ igual ao produto do fator a + b pelo fator e 2 a − ab + b . isto ´. Diferen¸a de Cubos c A diferen¸a entre dois cubos ´ igual ao produto do fator a − b pelo fator c e 2 a + ab + b . e 2 a3 − b3 = (a − b) a2 + ab + b2 . isto ´.Fatora¸˜o ca ´ MODULO 1 . e 2 a3 + b3 = (a + b) a2 − ab + b2 . 71 CEDERJ .

3ab . menos trˆs vezes o quadrado da primeira pela segunda. e a . b3 . CEDERJ 72 . ´ igual ao cubo da c e primeira parcela. portanto. 3a2 b. menos o e cubo da seginda parcela. mais o cubo da segunda parcela. mais trˆs vezes o quadrado da primeira pela segunda. portanto. mais trˆs vezes a primeira pelo quadrado do segundo. a3 . O cubo da diferen¸a entre duas parcelas. b3 . Examine esses exemplos envolvendo fatora¸˜o: ca Exemplo 3 a) x3 + 8 = (x + 2) x2 − 2x + 4 Veja novos exemplos envolvendo simplifica¸˜o de fra¸˜es com denomica co nador diferente de zero: c) d) (x − 2) x2 + 2x + 4 x3 − 8 x2 + 2x + 4 = = x2 − 4 (x − 2)(x + 2) x+2 (x + 4) x2 − 4x + 16 x3 + 64 x2 − 4x + 16 = = x2 + 8x + 16 (x + 4)2 x+4 b) 125 − 64m3 = (5 − 4m) 25 + 20m + 16m2 Cubo Perfeito O cubo da soma de duas parcelas ´ igual ao cubo da primeira parcela.Fatora¸˜o ca Justificativa (a + b) a2 − ab + b2 = = = = = = = = = = a a2 − ab + b2 + b a2 − ab + b2 = a3 − a2 b + ab2 + ba2 − ab2 + b3 = a3 − a2 b + ab2 + a2 b − ab2 + b3 = a3 + b3 . e 2 3a b. (a − b)3 = a3 − 3a2 b + 3ab2 − b3 . mais trˆs e e 2 vezes a primeira pelo quadrado do segundo. 3 (a + b)3 = a3 + 3a2 b + 3ab2 + b3 . (a − b) a2 + ab + b2 a a2 + ab + b2 − b a2 + ab + b2 = a3 + a2 b + ab2 − ba2 − ab2 − b3 = a3 + a2 b + ab2 − a2 b − ab2 − b3 = a3 − b3 . (a − b)3 . 3ab2 .

Os exemplos a seguir utilizam as igualdades envolvendo cubos perfeitos e fatora¸˜o. Fatore: a) xy + 3y + x + 3 b) x2 − y 2 c) 25x2 − 4y 2 d) 36m2 − 100n2 e) 121 − 169a2 b2 f) (2x + y)2 − (x − 2y)2 g) x8 − 1 h) 10a2 b3 c4 − 15a3 b2 c4 − 34a4 b3 c2 i) mn − m − n + 1 j) y 4 − 16 73 CEDERJ (a − b) a2 − 2ab + b2 = a a2 − 2ab + b2 − b a2 − 2ab + b2 = a3 − 2a2 b + ab2 − a2 b + 2ab2 − b3 = a3 − 3a2 b + 3ab2 − b3 .Fatora¸˜o ca ´ MODULO 1 .AULA 5 Justificativa (a + b)3 = (a + b)(a + b)2 = = = = = (a − b)3 = (a − b)(a − b)2 = = = = = (a + b) a2 + 2ab + b2 = a a2 + 2ab + b2 + b a2 + 2ab + b2 = a3 + 2a2 b + ab2 + a2 b + 2ab2 + b3 = a3 + 3a2 b + 3ab2 + b3 . . Siga atentamente os c´lculos. ca a Exemplo 4 a) (3x+4y)3 = (3x)3 +3(3x)2 (4y)+3(3x)(4y)2 +(4y)3 = 27x3 +108x2y +144xy 2 +64y 3 b) (x − 2y)3 = x3 − 3x2 (2y) + 3x(2y)2 − (2y)3 = x3 − 6x2 y + 12xy 2 − 8y 3 c) a) 27 + 135x + 225x2 + 125x3 = (3 + 5x)3 ↓ ↓ √ √ 3 3 27 = 3 125x3 = 5x d) b) 64 − 48x + 12x2 − x3 = (4 − x)3 ↓ ↓ √ √ 3 3 3 = x 64 = 4 x Exerc´ ıcios Propostos 1.

Os n´ meros naturais a e b. com a > b.Fatora¸˜o ca 2. Fatorar as seguintes express˜es: o a) 4x2 + 6xy + 2x b) (a − b)2 + 2(a − b) c) 2ab − ac − 2xb + xc d) 42x3 y − 70x2 y − 6x + 10 e) 16x2 − 36 f) 2x3 y 3 − 16x2 y 4 + 32xy 5 g) 25 − x2 + 6xy − 9y 2 h) x6 + y 6 i) 8a3 − 1 j) a3 − 3a2 b + 3ab2 − b3 4. s˜o tais que a2 − b2 = 7. CEDERJ 74 . Simplificar as fra¸˜es. Calcular o valor de a2 + 6. u a Determine o valor de a − b. 2 a a f) x4 − 1 x4 − 2x2 + 1 a3 − 27 a2 + 3a + 9 a3 − 3a2 b + 3ab2 − b3 a3 − b3 a2 − b2 a2 − 2ab + b2 b) g) c) h) d) i) e) 5. supondo cada denominador diferente de zero: co a) dx − ex mx − nx ax4 − x3 x3 y x2 + xy + x + y x2 − 1 a3 + a2 − ab2 − b2 a2 + ab + a + b (a − b)2 + 4ab 5a + 5b 1 1 se a + = 6. Simplifique: a) b) ab + a + b + 1 a2 − 1 a2 − b2 a2 + ab − a − b 3.

1 75 CEDERJ . a) 2x(2x + 3y + 1) f) 2xy 3 (x − 4y)2 b) (a − b)(a − b + 2) g) (25 + x − 3y)(25 − x + 3y) c) (a − x)(2b − c) h) x2 + y 2 x4 − x2 y 2 + y 4 d) 7x2 y − 1 (6x − 10) i) (2a − 1) 4a2 + 2a + 1 e) (4x + 6)(4x − 6) j) (a − b)3 ax − 1 x+y d−e 4. a) b) c) m−n y x−1 a+b x2 + 1 d) a − b e) f) 2 5 x −1 2 2 a − 2ab + b a+b g) a − 3 h) 2 i) a + ab + b2 a−b 5. 34 6. a) (x + 3)(y + 1) b) (x + y)(x − y) c) (5x + 2y)(5x − 2y) d) (6m + 10n)(6m − 10n) e) (11 + 13ab)(11 − 13ab) 2.AULA 5 Gabarito 1.Fatora¸˜o ca ´ MODULO 1 . a) b+1 a−1 f) (3x − y)(x + 3y) g) ((x2 )2 + 1)(x2 + 1)(x + 1)(x − 1) h) a2 b2 c2 (10bc2 − 15ac2 − 34a2 b) i) (n − 1)(m − 1) j) (y 2 + 4)(y + 2)(y − 2) b) a−b a−1 3.

.

na forma de igualdade ´ chamada de equa¸˜o. ca e 77 CEDERJ . c a e a pode assumir qualquer valor. a e ca Substituindo x por 6. ca ca 3 · x − 1 = 17. pois x.2) ´ verdadeira pois 3 · 6 − 1 = 18 − 1 = 17 c e A senten¸a (6. Vamos determinar o Conjunto-Solu¸˜o da equa¸˜o ax + b = 0: ca ca b ax + b = 0 ⇔ ax = −b ⇔ x = − . Toda senten¸a aberta. a senten¸a aberta 3 · x − 1 = 17 se transforma em c 3 · 6 − 1 = 17 que ´ uma senten¸a verdadeira. (6. Conjunto-Verdade ou Conjuntoc c Solu¸˜o de uma equa¸˜o ´ o conjunto de todas as ra´ ca ca e ızes. onde a e b s˜o n´ meros reais e a u a = 0. uma vez que para este valor de x. o Conjunto-Solu¸˜o de ax + b = 0.1) (6. a b Portanto. ca e Equa¸˜o do 1o Grau ca Equa¸˜o do 1o Grau ´ toda senten¸a aberta em uma vari´vel real x. ca e c a que pode ser expressa na forma ax + b = 0.Equa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . a = 0 . chamado vari´vel. Nesta situa¸˜o x = 6 ´ e c ca e uma raiz (ou uma solu¸˜o) da equa¸˜o. com a = 0 ´ V = {− a }.1) ´ falsa pois 3 · 5 − 1 = 14 = 17 c e A senten¸a (6.2) (6. ´ e c c onde aparece uma vari´vel real.3) n˜o ´ verdadeira nem falsa. Resolver uma equa¸˜o ´ determinar o seu Conjunto-Verdade. Esse ultimo tipo ´ um exemplo de senten¸a aberta.3) Raiz e Conjunto-Verdade Raiz (ou solu¸˜o) de uma equa¸˜o ´ um n´ mero que transforma a ca ca e u senten¸a aberta em senten¸a verdadeira.AULA 6 Aula 6 – Equa¸˜o do 1o Grau ca Senten¸a Aberta e Equa¸˜o c ca Vamos analisar as seguintes senten¸as: c 3 · 5 − 1 = 17 3 · 6 − 1 = 17 3 · x − 1 = 17 Observe que: A senten¸a (6.

Logo. De fato. c b) O n´ mero 5 n˜o ´ raiz da equa¸˜o 4x − 1 = 7. e somente se. pois ca ca e 3x + 2 = 3x − 1 ⇔ 0x = −3 ⇔ 0 = −3 que ´ uma senten¸a falsa. ca ca e Da´ o conjunto solu¸˜o V . x = 6. da equa¸˜o ´ V = Aplica¸˜es da Equa¸˜o do 1o Grau co ca Exemplo 2 16 . Achar esses n´ meros. d) O conjunto solu¸˜o da equa¸˜o 3x + 2 = 3x − 1 ´ ∅.Equa¸˜o do 1o Grau ca Exemplo 1 a) O n´ mero 2 ´ raiz da equa¸˜o 4x − 1 = 7. 4 3 ı. f) Resolver a equa¸˜o ca Solu¸˜o: ca 3x x + 1 9x − 4(x + 1) 12 16 − =1⇔ = ⇔ 9x−4x−4 = 12 ⇔ 5x = 12+4 ⇔ x = . c c) O conjunto solu¸˜o V da equa¸˜o 3x − 18 = 0 ´ V = {6}. u e u Solu¸˜o: ca Considere os n´ meros x. pois substituindo x por u a e ca 5 a senten¸a aberta 4x − 1 = 7 se transforma em 4 · 5 − 1 = 7 que ´ c e uma senten¸a falsa. Note que 0x = 0 ´ uma senten¸a verdadeira seja qual for x ∈ R. 5 A soma de quatro n´ meros inteiros e consecutivos ´ 38. pois substituindo x por 2 a u e ca senten¸a aberta 4x − 1 = 7 se transforma em 4 · 2 − 1 = 7 que ´ uma c e senten¸a verdadeira. Ent˜o: u a x + x + 1 + x + 2 + x + 3 = 38 ⇔ 4x = 38 − 6 ⇔ x = 8 . V = R. x + 2 e x + 3. ca ca e 3x − 18 = 0 se. x + 1. 4 3 12 12 5 3x x + 1 − = 1. os n´ meros s˜o: 8. e c e) Qual ´ o conjunto solu¸˜o V da equa¸˜o 3x − 6 = 3(x − 2)? e ca ca Solu¸˜o: ca 3x − 6 = 3x − 6 ⇔ 0x = 0 . u a CEDERJ 78 . 10 e 11. 9. e c Portanto.

A soma de cinco n´ meros ´ u ımpares e consecutivos ´ 905. Quais s˜o esses e a n´ meros? u 9. Resolva em R. a equa¸˜o 12 + 4x = 0. 2 3 15 4x − 2 1 1 − 4x 7. 10. a Exerc´ ıcios Propostos 1. 183 e 185 120 e 80 20 e 2 79 CEDERJ . Somando 4 a ambos. a equa¸˜o x[2x − (3 − x)] − 3 x2 − 1 = 0. ca 2. 181. Quais s˜o as a a idades atuais das duas pessoas? Solu¸˜o: ca Sejam x a idade da pessoa mais nova. 179. a equa¸˜o 3x + 1 = 3x + 4. V V V V V = {9} = {−3} = {1} =∅ =R 6. Resolva em R. o maior c u e torna-se o qu´druplo do menor. Resolva em R. 5. Logo. ca 5. a equa¸˜o ca − =2− . a equa¸˜o 5(x − 1) = 5x − 5. A diferen¸a entre dois n´ meros ´ 18.AULA 6 Exemplo 3 A idade de uma pessoa ´ o dobro da de outra. V = { 23 } 5 5 V = {− 3 } 177. ca 4.Equa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . Resolva em R. 7. 9. a u Gabarito 1. A soma de dois n´ meros ´ 200. 4. Determine os dois n´ meros. Resolva em R. e 10. Usando dados de cinco anos atr´s encontramos que a x − 5 + 2x − 5 = 2x ⇔ x = 10 e 2x = 20 . a equa¸˜o ca 142 5x − 1 x − = . 2x a idade da mais velha. 2. 5 10 2 8. H´ cinco anos a soma das e a idades das duas pessoas era igual ` idade atual da mais velha. 3. as idades atuais s˜o 10 anos e 20 anos. Resolva em R. a equa¸˜o 3x − 27 = 0. Resolva em R. Ache-os sabendo que a metade de um u e 3 ´ igual a 4 do outro. Portanto. 8. ca 6. ca 3.

.

observe que: x=1 y=7 .1) ou (7. a ca co 81 CEDERJ . No entanto. N˜o ´ poss´ decidir se (7. co 2. x=8 y=4 s˜o algumas das solu¸˜es da equa¸˜o x − y = 4.Sistemas de Equa¸˜es do 1o Grau co ´ MODULO 1 . e ca o Nota: 1. Repare que x = 6 e y = 2 ´ a co ca e solu¸˜o de ambas as equa¸˜es x + y = 8 e x − y = 4. ´ solu¸˜o do sistema e ca x+y =8 x−y = 4 Uma solu¸˜o de um sistema de duas equa¸˜es e duas inc´gnitas x e y ´ ca co o e qualquer par ordenado (x. Da mesma forma a co ca x=7 y=3 . x=5 y=1 . um sistema de co e duas equa¸˜es do primeiro grau possui uma unica solu¸˜o em x e y ou co ´ ca n˜o possui solu¸˜o ou possui infinitas solu¸˜es. as situa¸˜es abertas ca co x+y = 8 x−y =4 (7. a equa¸˜o a u ca ax + by = c .2) s˜o a u a e ıvel a verdadeiras ou falsas. uma equa¸˜o do primeiro grau possui muitas ca solu¸˜es. x=6 y=2 . isto ´. Um conjunto de duas equa¸˜es do primeiro grau. y) que satisfaz as duas equa¸˜es. Conforme visto acima. b e c s˜o n´ meros reais.2) onde x e y s˜o n´ meros reais. Da´ que x = 6 e y = 2 ca co ı. com a = 0 e b = 0. ´ dita uma equa¸˜o do primeiro grau com duas inc´gnitas.1) (7. x=2 y=6 s˜o algumas das solu¸˜es da equa¸˜o x + y = 8. co Defini¸˜o 1 ca Se a. x=6 y=2 . x=7 y=1 .AULA 7 Aula 7 – Sistemas de Equa¸˜es do 1o Grau co Considere numa situa¸˜o um pouco mais geral.

a vari´vel ca a y. ı. co o M´todo da Substitui¸˜o e ca Exemplo 1 Determine o conjunto solu¸˜o do sistema ca Solu¸˜o: ca 2x + 5y = 1 . −11x = 22 o que implica x = −2. vamos “isolar”. co + 4x + 10y = 2 −15x − 10y = 20 −11x + 0y = 22 . 1 − 2(−2) ⇔ y = 1. Portanto. x = −2 e y = 1 ou V = {(−2. e ca y= M´todo da Adi¸˜o e ca Determine o conjunto solu¸˜o do sistema ca Solu¸˜o: ca 2x + 5y = 1 . Multiplicando a primeira equa¸˜o por 2 e a segunda equa¸ao por -5. 3x + 2y = −4 A partir da equa¸˜o 2x+5y = 1. 5 Portanto. 3x + 2y = −4 1 − 2x 5 = −4 ⇔ 15x + 2 − 4x = −20 ⇔ 11x = −22 ⇔ x = −2 . 1)} ´ o conjunto solu¸˜o. Da´ x = −2 e y = 1 ou V = {(−2. Substituindo x = −2 em qualquer das duas equa¸˜es iniciais temos que co 2(−2) + 5y = 1 ⇔ y = 1 . 1)} ´ o conjunto solu¸˜o. isto ´: e 1 − 2x 2x + 5y = 1 ⇔ y = . por exemplo. 5 Substituindo o valor de y na equa¸˜o 3x + 2y = −4 temos que ca 3x + 2 Logo.Sistemas de Equa¸˜es do 1o Grau co Vamos agora aprender dois m´todos para achar solu¸˜es de um sistema e co de duas equa¸˜es com duas inc´gnitas. e ca c˜ em seguida adicionando as equa¸˜es encontramos que. e ca Veja mais um exemplo usando o m´todo da substitui¸˜o: e ca CEDERJ 82 .

H´ cinco anos a idade de Pedro era o dobro da idade de Joana. no entanto. −1)} 24 15 3060 83 CEDERJ . V = {(1. 1)} V = {(1. 3x + y = 2 3. 3x + 2y = 5 x − 4y = 5 . O IBGE contratou um certo n´ mero de entrevistadores para realizar o u recenseamento em uma certa cidade. todas e a as residˆncias foram visitadas e cada recenseador visitou 102. e ca co Exerc´ ıcios Propostos 1. Resolva o sistema 2. 2x − y = 1 A partir da primeira equa¸˜o x + 3y = 4 “isolamos”. 2. por exemplo. Como. x = 1 e y = 1 ou V = {(1. 3 Substituindo este resultado na equa¸˜o em 2x − y = 1 temos que ca 2x − Logo. 3. Daqui a a cinco anos a soma das duas idades ser´ de 65 anos. 4. 3 Portanto.AULA 7 Exemplo 2 Resolver o sistema Solu¸˜o: ca x + 3y = 4 . Num s´ existem patos e porcos. quantas e residˆncias tem a cidade? e Gabarito 1. 4−x 3 = 1 ⇔ 6x − 4 + x = 3 ⇔ 7x = 7 ⇔ x = 1 . 5. 60 delas n˜o seriam visitadas. y= 4−1 = 1. Resolva o sistema 2x − y = 1 . 1)} ´ a solu¸˜o do sistema de equa¸˜es. a ca vari´vel y. isto ´: a e 4−x x + 3y = 4 ⇔ y = . num total de 40 cabe¸as e 128 p´s. Quantos anos a Pedro ´ mais velho que Joana? e 5. ıtio c e Determine o n´ mero de porcos desse s´ u ıtio.Sistemas de Equa¸˜es do 1o Grau co ´ MODULO 1 . 4. Se cada um deles recenseasse 100 residˆncias.

.

Vamos estabelecer um procedimento para encontrar essas ra´ ızes. onde a. e ca ca 2 De fato. c ∈ R. b. com ca a = 0. ca c) Na equa¸˜o x2 − 10x = 0 temos a = 1. b. ca e ca onde a.Equa¸˜o do 2o Grau ca ´ MODULO 1 . o 1o passo: Vamos multiplicar a equa¸˜o por 4a: ca 4a ax2 + bx + c = 4a(0) ⇔ 4a2 x2 + 4abx + 4ac = 0 . 85 CEDERJ . possui no m´ximo duas ra´ a ızes. 2o passo: Vamos somar b2 aos dois membros da igualdade: 4a2 x2 + 4abx + 4ac + b2 = 0 + b2 ⇔ 4a2 x2 + 4abx + 4ac + b2 = b2 . b = 0 e c = −25. ent˜o ax + bx + c = 0 ´ reduzida ` equa¸˜o bx + c = 0 a e a ca que ´ uma equa¸˜o do 1o grau (na hip´tese em que b = 0). ca Resolu¸˜o de uma Equa¸˜o do 2o Grau (M´todo de ca ca e Baskara) Uma equa¸˜o do 2o grau ax2 + bx + c = 0. com a = 0. se a = 0. b = −1 e c = −1. ca b) Na equa¸˜o x2 − x − 1 = 0 temos a = 1. b = −10 e c = 0.AULA 8 Aula 8 – Equa¸˜o do 2o Grau ca Defini¸˜o ca Defini¸˜o 1 ca Equa¸˜o do 2o Grau ´ toda equa¸˜o da forma ax2 +bx+c = 0. Veja como funciona passo-a-passo. Nota: Repare que a = 0 ´ fundamental na defini¸˜o da equa¸˜o do 2o grau. e ca o Exemplo 1 a) Na equa¸˜o 7x2 + x − 1 = 0 temos a = 7. O m´todo de Baskara consiste em completar e quadrados para isolar a inc´gnita x. ca d) Na equa¸˜o x2 − 25 = 0 temos a = 1. c ∈ R. b = 1 e c = −1.

CEDERJ 86 . 2 Portanto. diz-se a a a ca completa. Vamos o tratar estes casos. b = 11 e c = 28. e ca ca b) Vamos achar as ra´ da equa¸˜o x2 + 11x + 28 = 0.: 1) Se a. b = −7 e c = 6. b e c s˜o reais n˜o-nulos. e ca ca Obs. a equa¸˜o ax2 + bx + c = 0. S = {−7. ent˜o. sem passar pela f´rmula geral. Ent˜o: x= −(−7) ± √ (−7)2 − 4 × 1 × 6 7 ± 25 7±5 = = ⇒ x = 1 ou x = 6 . ızes ca Solu¸˜o: ca a Temos que a = 1. 6} ´ o conjunto solu¸˜o da equa¸˜o. ızes ca Solu¸˜o: ca Temos que a = 1. S = {1. O n´ mero ∆ = b − 4ac recebe a denomina¸˜o de ca u ca discriminante da equa¸˜o. 2) Se pelo menos um dos n´ meros reais b ou c ´ nulo. 2×1 2 2 Portanto. ca Exemplo 2 a) Vamos achar as ra´ da equa¸˜o x2 − 7x + 6 = 0. −4} ´ o conjunto solu¸˜o da equa¸˜o. Uma equa¸˜o do 2 grau incompleta ca pode ser resolvida diretamente.Equa¸˜o do 2o Grau ca 3o passo: Neste ultimo passo vamos manipular algebricamente a equa¸˜o ´ ca obtida no passo anterior: 4a2 x2 + 4abx + 4ac + b2 = b2 ⇔ 4a2 x2 + 4abx + b2 = b2 − 4ac ⇔ (2ax + b)2 = b2 − 4ac √ ⇔ 2ax + b = ± b2 − 4ac √ −b ± b2 − 4ac ⇔ x= 2a A express˜o que acabamos de determinar para a raiz x da equa¸˜o ´ chaa ca e 2 mada de solu¸˜o geral. Ent˜o: a x= −11 ± (11)2 − 4 × 1 × 28 −11 ± = 2×1 2 √ 9 = −11 ± 3 ⇒ x = −7 ou x = −4 . ent˜o. a equa¸˜o u e a ca 2 o ax +bx+c = 0 diz-se incompleta.

uma das ra´ ´ sempre nula e a outra ´ da forma − a . ca a ca u 3x2 + 12 = 0 ⇔ 3x2 = −12 ⇔ x2 = 2o caso: c = 0.Equa¸˜o do 2o Grau ca ´ MODULO 1 . 2x2 − 36 = 0 ⇔ 2x2 = 36 ⇔ x2 = 2 √ √ Da´ S = {−3 2. ou seja. a b Portanto. 3 2} ´ o conjunto solu¸˜o. 87 4 . a equa¸˜o ax2 + bx + c = 0 se torna ax2 + c = 0. 3 } ´ o conjunto solu¸˜o da equa¸˜o. Resolvendo ca diretamente encontramos que: ax2 + bx = 0 ⇔ x(ax + b) = 0 ⇔ x = 0 ou ax + b = 0 ⇔ x = 0 ou ax = −b ⇔ b ⇔ x = 0 ou x = − .AULA 8 Equa¸˜es Incompletas co 1o caso: b = 0. Exemplo 3 a) Resolvendo a equa¸˜o 4x2 − 16 = 0 temos: ca 4x2 − 16 = 0 ⇔ 4x2 = 16 ⇔ x2 = Da´ S = {−2. 4 c) Resolvendo a equa¸˜o 3x2 + 12 = 0 temos: ca Exemplo 4 a) Resolvendo a equa¸˜o 6x2 − 8x = 0 temos: ca 6x2 − 8x = 0 ⇔ 2x(3x − 4) = 0 ⇔ 2x = 0 ⇔ x = 0 ou 3x − 4 = 0 ⇔ x = 4 e ca ca ı. e ca √ −12 ⇔ x2 = −4 ⇔ x = ± −4 . 3 CEDERJ . Da´ S = {0. Neste caso. a equa¸˜o ax2 +bx+c = 0 se torna ax2 +bx = 0. Portanto. ızes e e c a c a 16 ⇔ x2 = 4 ⇔ x = ±2 . ı. 2} ´ o conjunto solu¸˜o. ca ca ızes e ca a ca No caso em que − < 0. ca a solu¸˜o pode ser obtida: ca c c ax2 + c = 0 ⇐⇒ ax2 = −c ⇐⇒ x2 = − ⇐⇒ x = ± − . e ca b) Resolvendo a equa¸˜o 2x2 − 36 = 0 temos: ca √ 36 ⇔ x2 = 18 ⇔ x = ±3 2 . a a Repare que na situa¸˜o que − > 0. ı. 3 Da´ S = ∅. a equa¸˜o admite duas ra´ sim´tricas. a equa¸˜o n˜o possui solu¸˜o nos n´ meros reais. Neste caso. a equa¸˜o n˜o possui solu¸˜o real. ı.

sem resolver a equa¸˜o dada. a ca ızes Exemplo 5 a) Na equa¸˜o 9x2 + 6x + 1 = 0 temos que ca ∆ = 36 − 36 = 0 . onde ∆ = b2 − 4ac . podemos afirmar que ela n˜o ca a possui ra´ reais pois ∆ < 0. a ca ızes Se ∆ > 0 ent˜o a equa¸˜o tem duas ra´ reais e distintas. 7} ´ o conjunto solu¸˜o da equa¸˜o. Assim. onde ∆ = b2 − 4ac . e ca ca Discuss˜o Sobre Existˆncia e N´ mero de Ra´ a e u ızes As ra´ da equa¸˜o do 2o grau s˜o obtidas pela f´rmula ızes ca a o √ −b ± ∆ x= . sem resolver a equa¸˜o dada.Equa¸˜o do 2o Grau ca b) Resolvendo a equa¸˜o x2 − 7x = 0 temos que ca x2 − 7x = 0 ⇔ x(x − 7) = 0 ⇔ x = 0 ou x − 7 = 0 ⇔ x = 7 . ızes b) Na equa¸˜o x2 + x + 4 = 0 temos que ca ∆ = 1 − 16 = −15 . podemos afirmar que ela possui ca duas ra´ reais e iguais pois ∆ = 0. 2a 2a CEDERJ 88 . ızes Rela¸˜o entre os Coeficientes e as Ra´ ca ızes de uma Equa¸˜o do 2o Grau ca Sabemos que as ra´ da equa¸˜o ax2 + bx + c = 0 s˜o dadas por ızes ca a √ √ −b + ∆ −b − ∆ x1 = ou x2 = . ı. Se ∆ < 0 ent˜o a equa¸˜o n˜o tem ra´ reais. 2a Portanto. a ca a ızes Se ∆ = 0 ent˜o a equa¸˜o tem duas ra´ reais e iguais. Assim. Da´ S = {0.

Equa¸˜o do 2o Grau ca

´ MODULO 1 - AULA 8

Assim, Soma (S = x1 + x2 ) das Ra´ ızes Usando os resultados anteriores obtemos que √ √ −b − ∆ −b + ∆ −2b b S = x1 + x2 = + = =− . 2a 2a 2a a Logo, b S=− . a

Produto (P = x1 · x2 ) das Ra´ ızes Usando os resultados anteriores obtemos que
P = x1 ·x2 = √ √ −b + ∆ −b − ∆ · 2a 2a = b2 − b2 − 4ac 4ac c b2 − ∆ = = 2 = . 2 2 4a 4a 4a a

Logo, P =

c . a

Composi¸˜o da Equa¸˜o do 2o Grau ca ca
O nosso objetivo ´ determinar um processo para a obten¸˜o de uma e ca o equa¸˜o do 2 grau conhecidas as suas ra´ ca ızes. Considere a equa¸˜o ca ax2 + bx + c = 0, onde a, b, c ∈ R e a = 0. Dividindo a equa¸˜o por a ca temos que 0 b ax2 bx c c + + = ⇔ x2 − − x + = 0. a a a a a a c b Como S = − e P = temos: a a x2 − Sx + P = 0 . Portanto, a partir da prescri¸˜o de dois n´ meros x1 e x2 , a equa¸˜o ca u ca 2 x − Sx + P = 0, admite estes n´ meros como ra´ desde que S = x1 + x2 u ızes e P = x1 · x2 . Exemplo 6 a) Calcule a soma e o produto das ra´ das equa¸˜o x2 − 8x + 20 = 0. ızes ca Solu¸˜o: ca Temos que:
S=− b (−8) =− =8 e a 1 P = c 20 = = 20 . a 1

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CEDERJ

Equa¸˜o do 2o Grau ca

b) Calcule a soma e o produto das ra´ das equa¸˜o x2 + 18x − 25 = 0. ızes ca Solu¸˜o: ca Temos que:
S=− 18 b =− = −18 e a 1 P = −25 c = = −25 . a 1

c) Calcule a soma e o produto das ra´ das equa¸˜o 3x2 − 54 = 0. ızes ca Solu¸˜o: ca Temos que:
S=− b 0 =− =0 e a 3 P = −54 c = = −18 . a 3

d) Escreva a equa¸˜o do 2o grau cujas ra´ s˜o 4 e -8. ca ızes a Solu¸˜o: ca Temos que: S = 4 + (−8) = −4 P = 4 × (−8) = −32 . Usando a f´rmula x2 − Sx + P = 0 temos que o x2 + 4x − 32 = 0 . e) Escreva a equa¸˜o do 2o grau cujas ra´ s˜o 2 + ca ızes a Solu¸˜o: ca Temos que: √ √ S =2+ 3+2− 3=4 √ √ P = (2 + 3) · (2 − 3) = 4 − 3 = 1 . Usando a f´rmula x2 − Sx + P = 0 temos que o x2 − 4x + 1 = 0 . Exerc´ ıcios Propostos 1. Se x ´ positivo e se o inverso de x + 1 ´ x − 1, determine o valor de x. e e b2 2 2. Determine a rela¸˜o entre a e b para que a equa¸˜o ca ca x + 1 + ax = 0 2 n˜o possua raiz real. a
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√ √ 3 e 2− 3 .

Equa¸˜o do 2o Grau ca

´ MODULO 1 - AULA 8

3. Resolva as equa¸˜es: co a) 2x2 − 5x − 3 = 0 b) x2 − 6x + 8 = 0 c) x2 − 4x + 4 = 0 √ d) x2 + 3 2 x + 4, 5 = 0 4. Determine m para que a equa¸˜o 3x2 + (5m − 2)x + m − 1 = 0 admita ca ra´ sim´tricas. ızes e 5. Determine o valor de m para que o produto das ra´ ızes da equa¸˜o ca 2 5x − 8x + 2m − 1 = 0 seja igual a 20. 6. Determine a m´dia aritm´tica das ra´ da equa¸˜o e e ızes ca x2 − (p − m)x + 3p − 4m = 0 . 7. Determine os valores de k para os quais a equa¸˜o ca (2k − 3)x2 − (5k + 6)x + k + 4 = 0 . a) Tenha ra´ sim´tricas ızes e b) Tenha uma s´ raiz nula o 8. Determine o valor de m de modo que o n´ mero 3 seja uma das ra´ u ızes 2 da equa¸˜o 2x − (4m + 1)x − m + 2 = 0. ca 9. Determine a equa¸˜o do 2o grau de ra´ ca ızes a) 6 e -4 √ √ b) 4 + 3 e 4 − 3 3 c) e -2 5 10. Resolva a equa¸˜o x2 − 3kx + 2k 2 = 0. ca

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Equa¸˜o do 2o Grau ca

Gabarito
√ 1. 2 2. a2 < b2 √ 1 3. a) S = {3, − 2 } b) S = {2, 4} c) S = {2} d) S = { −32 2 } 4. m = 2 5 5. m = 101 2 6. p−m 2 6 7. a) k = − 5 b) k = −4 17 8. m = 13 9. a) x2 − 2x − 24 = 0 b) x2 − 8x + 13 = 0 c) 5x2 + 7x − 6 = 0 10. S = {k, 2k}

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Inequa¸˜o do 1o Grau ca

´ MODULO 1 - AULA 9

Aula 9 – Inequa¸˜o do 1o Grau ca Defini¸˜o ca
Defini¸˜o 1 ca Chama-se inequa¸˜o do 1o grau na vari´vel x toda inequa¸˜o ca a ca que se reduz a uma das formas ax + b ≥ 0, ax + b > 0, ax + b ≤ 0 ou ax + b < 0, onde a e b s˜o n´ meros reais a u quaisquer com a = 0.

Nota: Defini¸˜es equivalentes podem ser formuladas para inequa¸˜es do co co 2o grau e sistemas de inequa¸˜es. Por exemplo, co 2x − 3 < 0 5x + 1 ≥ 0 ´ um sistema de inequa¸˜es do primeiro grau. Por outro lado, e co x2 − 5x + 2 ≤ 0 ´ uma inequa¸˜o do segundo grau. e ca Resolver uma inequa¸˜o do primeiro grau ´ encontrar todos os n´ meros ca e u reais x que satisfazem a desigualdade. A solu¸˜o pode ser obtida com auxilio ca de propriedades conhecidas de n´ meros reais. Veja a seguir algumas dessas u propriedades: Se x e y s˜o n´ meros reais, ent˜o a u a x < y ⇐⇒ x + a < y + a , ∀ a ∈ R; x < y ⇐⇒ xa < ya , ∀ a ∈ R , a > 0; x < y ⇐⇒ xa > ya , ∀ a ∈ R , a < 0. Propriedades equivalentes valem para os sinais ≤ , ≥ e >. Exemplo 1 Resolver a inequa¸˜o −3x + 9 ≥ 0 em R. ca Solu¸˜o: ca −3x + 9 ≥ 0 ⇔ −3x ≥ −9 ⇔ 3x ≤ 9 ⇔ x ≤ 3 . Logo, o conjunto solu¸˜o ´ S = {x ∈ R | x ≤ 3}. ca e
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Inequa¸˜o do 1o Grau ca

Exemplo 2 Resolver a inequa¸˜o 3(2x − 1) − 4(x − 2) ≥ 3 em R. ca Solu¸˜o: ca 3(2x − 1) − 4(x − 2) 6x − 3 − 4x + 8 2x + 5 2x x ≥ 3 ≥ 3 ≥ 3 ≥ −2 ≥ −1

Logo, o conjunto solu¸˜o ´ S = {x ∈ R | x ≥ −1}. ca e Exemplo 3 Resolver a inequa¸˜o 1 < 3x − 5 < 10 em R. ca

Solu¸˜o: ca

Devemos resolver as inequa¸˜es 1 < 3x−5 e 3x−5 < 10, ou seja, temos co um sistemas de inequa¸˜es, co 1 < 3x − 5 3x − 5 < 10 . Resolvendo a primeira inequa¸˜o encontramos ca 1 < 3x − 5 ⇔ −3x < −5 − 1 ⇔ −3x < −6 ⇔ 3x > 6 ⇔ x > 2 . Podemos representar graficamente o conjunto solu¸˜o S1 desta inequa¸˜o. ca ca Veja a figura a seguir: S1 2 Para a segunda equa¸˜o temos que ca 3x − 5 < 10 ⇔ 3x < 10 + 5 ⇔ 3x < 15 ⇔ x < 5 . Representando o conjunto solu¸˜o S2 sobre uma reta, encontramos ca S2 5

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Resolva as inequa¸˜es do 1o grau em R: co a) 3(x − 8) − 5(x + 2) > 3 x+3 x−1 b) − ≥0 4 3 3x 2x − ≤1 c) 5 3 d) −2 < 3x − 1 < 5 e) x < 3x − 4 < 2x + 5 Gabarito a) {x ∈ R | x < −37 } 2 b) {x ∈ R | x ≤ 13} c) {x ∈ R | x ≥ −15} 1 d) {x ∈ R | − 3 < x < 2} e) {x ∈ R | 2 < x < 9} Inequa¸˜o Produto ca Nesta se¸ao vamos considerar caso simples de inequa¸˜o obtidas atrav´s c˜ ca e de produto de duas inequa¸˜es do primeiro grau. considere equa¸˜es do primeiro grau f (x) = 0 e g(x) = 0. f (x)g(x) ≤ 0 ou f (x)g(x) < 0 . co onde f (x) = ax + b e g(x) = cx + d . Vamos resolver inequa¸˜es produto do tipo co f (x)g(x) ≥ 0 . f (x)g(x) > 0 . Vamos ver como isto funciona atrav´s dos e exemplos a seguir. ca e Exerc´ ıcios 1. co Para isto. A solu¸˜o de qualquer destas inequa¸˜es pode ser obtida atrav´s do ca co e estudo dos sinais de f (x) e g(x). 5 1111111111 0000000000 S2 S1 S = S 1 ∩ S2 2 000 111 2 5 O conjunto solu¸˜o ´ S = {x ∈ R | 2 < x < 5}.Inequa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . 95 CEDERJ .AULA 9 A interse¸˜o S1 ∩ S2 dessas duas solu¸˜es d´ a solu¸˜o S procurada. ca co a ca Veja a figura a seguir.

f (x) > 0 e qualquer valor menor que -3. g(x) = −2x + 6 e h(x) = x − 2. como o conjunto solu¸˜o. f (x) < 0. f (x) < 0.Inequa¸˜o do 1o Grau ca Exemplo 4 Resolver a inequa¸˜o (x + 3)(−2x + 4) ≥ 0. ca Escrevendo f (x) = x + 3 e g(x) = −2x + 4 a inequa¸˜o se torna ca f (x) · g(x) ≥ 0. g(x) > 0. co Vamos agora determinar o sinal do produto f (x)g(x): _ f (x) g(x) f (x)g(x) −3 + _ −3 1 0 1 0 + + + 11 00 11 00 + _ 2 _ 1 0 1 0 111111111 000000000 1 0 1 0 2 Uma vez que estamos resolvendo a inequa¸˜o f (x)g(x) ≥ 0 encontramos ca S = {x ∈ R | −3 ≤ x ≤ 2} . para determinar o sinal (+) ou co (−) resolvemos as inequa¸˜es f (x) > 0. ca Solu¸˜o: ca Escrevendo f (x) = x. + 2 Sinal de g(x) Note que qualquer valor maior que 2. Solu¸˜o: ca + −3 Sinal de f (x) Note que qualquer valor maior que -3. a inequa¸˜o se ca torna f (x)g(x)h(x) < 0. g(x) > 0 e g(x) < 0. Estudaremos o sinal de f (x) e g(x). ca Exemplo 5 Resolver a inequa¸˜o x(−2x + 6)(x − 2) < 0. Estudando os sinais encontramos: _ 0 + x=0 + 3 _ _ 2 + x−2=0⇒x=2 −2x + 6 = 0 ⇒ x = 3 CEDERJ 96 . g(x) < 0 e qualquer valor menor que 2. Os valores divis´rios -3 para f (x) e 2 para g(x) s˜o obtidos resolvendo as o a equa¸˜es f (x) = 0 e g(x) = 0. Em seguida.

vaco mos tratar o caso de inequa¸˜es onde aparecem quociente do tipo co f (x) f (x) f (x) ≥ 0.Inequa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . Ora. c = 0. como o conjunto solu¸˜o.AULA 9 Vamos agora determinar o sinal do produto f (x)g(x)h(x): f (x) g(x) h(x) f (x)g(x)h(x) _ 0 + _ _ 2 + + _ + 000000 111111 0 2 + + + + + 3 _ _ + 0000 1111 3 Uma vez que estamos resolvendo a inequa¸˜o f (x)g(x)h(x) < 0. > 0. temos um problema! Nas inequa¸˜es apau co rece como denominador g(x) = cx + d. g(x) onde f (x) = ax + b e g(x) = cx + d. Iremos encontrar o conjunto solu¸˜o S destas inequa¸˜es no conjunto ca co dos n´ meros reais. encontraca mos: S = {x ∈ R | 0 < x < 2 ou x > 3} . com a = 0 e c = 0. Resolva as inequa¸˜es do 1o grau em R: co a) (x + 1)(x − 5) > 0 b) (−x − 1)(3x − 5) < 0 c) (x − 1)(−x + 3)(x − 2) < 0 d) 2x(3x + 1)(−x + 2) ≤ 0 Gabarito a) {x ∈ R | x < −1 ou x > 5} 5 b) {x ∈ R | x < −1 ou x > 3 } 1 c) {x ∈ R | 1 < x < 2 ou x > 3} d) {x ∈ R | − 3 ≤ x ≤ 0 ou x ≥ 2} Inequa¸˜o Quociente ca Na mesma linha das inequa¸˜es produto que acabamos de estudar. a inequa¸˜o n˜o tem ca a 97 CEDERJ . No entanto. ca Exerc´ ıcios 1. ≤ 0 ou g(x) g(x) g(x) f (x) < 0.

para resolvermos uma inequa¸˜o quociente o procedimento segue ca a linha daquele usado na resolu¸˜o da inequa¸˜o produto. Como a regra de sinais para o quociente ´ similar ` regra de sinais para e a o produto. x−3 3x − 4 3x − 4 3x − 4 − x + 3 2x − 1 ≤1⇔ −1≤0⇔ ≤0⇔ ≤ 0. ca Exemplo 8 Resolver a inequa¸˜o ca Solu¸˜o: ca Temos que: 3x − 4 ≤ 1.Aqui ´ necess´rio ca ca e a observar o cuidado extra que g(x) = 0. Logo. x−3 x−3 x−3 x−3 CEDERJ 98 . Para contornar esta c dificuldade procuraremos o conjunto solu¸˜o S da inequa¸˜o de modo que ca ca S⊂ x∈R|x=− d c . Isto ocorre quando x = − .Inequa¸˜o do 1o Grau ca d sentido quando g(x) = 0. x−3 _ 2 _ 00000 11111 + + _ _ 2 + 3 + + 1111111 0000000 3 Observando as representa¸˜es dos sinais concluimos que co S = {x ∈ R | x < 2 ou x > 3} ´ o conjunto solu¸˜o da inequa¸˜o. e ca ca Exemplo 7 Resolver a inequa¸˜o ca Solu¸˜o: ca 3x − 6 ≥ 0. S = {x ∈ R | x ≤ 2 ou x > 3}. Exemplo 6 Resolver a inequa¸˜o ca Solu¸˜o: ca Temos que: 3x − 6 = 0 ⇒ x = 2 x−3 =0 ⇒x= 3 3x − 6 > 0. x−3 A solu¸˜o ´ idˆntica ao exemplo anterior com a diferen¸a de que o ca e e c n´ mero x = 2 que anula o numerador deve ser acrescentado ao conjunto u solu¸˜o.

podemos representar graficamente os sinais.Inequa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . [f (x)]n ≤ 0 ou [f (x)]n < 0 . Exerc´ ıcios 1.AULA 9 Assim. S = {x ∈ R | e ca ≤ x < 3}. _ 1/2 + _ _ _ + 1/2 Note que 1 2 3 3 1 2 1111111 0000000 1 0 1 0 + + + ´ solu¸˜o. onde f (x) = ax + b. [f (x)]n > 0 . (3x − 6)6 < 0 co 6 e (3x − 6) ≤ 0 99 CEDERJ . a = 0 e n > 1 ´ um n´ mero natural. Resolva as seguintes inequa¸˜es: co x+3 <0 x+5 x b) ≤0 −x + 3 x+3 c) <1 x−1 x+5 d) <2 3x − 4 a) Gabarito a) {x ∈ R | −5 < x < −3} b) {x ∈ R | x ≤ 0 ou x > 3} 4 3 c) {x ∈ R | x < 1} d) {x ∈ R | x < ou x > 13 } 5 Inequa¸˜o Potˆncia ca e Encerrando nosso breve estudo de inequa¸˜es vamos colocar em destaco que inequa¸˜es do tipo co [f (x)]n ≥ 0 . (3x − 6)6 > 0. Logo. e u Exemplo 9 Resolver as inequa¸˜es (3x − 6)6 ≥ 0.

ca Solu¸˜o: ca Solu¸˜o: ca A solu¸˜o ´ idˆntica que no exemplo anterior. a) S = ∅ b) S = R 1 c) {x ∈ R | x ≤ 4} d) {x ∈ R | x ≥ 3 } . 7 . ca A potˆncia de expoente ´ e ımpar tem sempre o sinal da base. Ent˜o: a (4x − 8)3 > 0 ⇔ 4x − 8 > 0 ⇔ x > 2 .Inequa¸˜o do 1o Grau ca Solu¸˜o: ca Como n = 6 (par). Em vista disso podemos a escrever o conjunto solu¸˜o S para cada inequa¸˜o: ca ca (3x − 6)6 ≥ 0 ⇒ S = R (3x − 6)6 > 0 ⇒ S = R − {2} (3x − 6)6 < 0 ⇒ S = ∅ (3x − 6)6 ≤ 0 ⇒ S = {2} Exemplo 10 Resolva a inequa¸˜o (4x − 8)3 > 0. a potˆncia de ca e e e e expoente ´ ımpar tem sempre o sinal da base. S = {x ∈ R | x > 2} ´ o conjunto solu¸˜o. Resolva as seguintes inequa¸˜es: co a) (7 − 3x)4 < 0 c) (x − 4)7 ≤ 0 b) (2x − 1)100 ≥ 0 d) (3x − 1)1001 ≥ 0 Gabarito CEDERJ 100 1. e ca Exemplo 11 Resolva a inequa¸˜o (3x − 7)101 < 0. ent˜o a potˆncia (3x − 6)6 nunca ser´ negativa. 3 Exerc´ ıcios 1. Logo. Ela a e a ser´ positiva se 3x − 6 = 0 e nula se 3x − 6 = 0. Ent˜o: a (3x − 7)101 < 0 ⇔ 3x − 7 < 0 ⇔ x < 7 e ca Logo. isto ´. S = {x ∈ R | x < 3 } ´ o conjunto solu¸˜o.

{x ∈ R | 0 < x < 3 ou 3 < x < 4} 3. Determine o menor inteiro que verifica a inequa¸˜o ca 3(4x − 2) − 2(5x − 3) ≤ 5(x + 1) . {x ∈ R | x < 0 ou x ≥ 2} 6.AULA 9 Exerc´ ıcios Propostos 1. x−3 4−x > 0. x 2 x 56 − 7x ≥ 0. Ache todos os n´ meros reais x que satisfa¸am x2 − 4 u c 8. x+3 2x − 7 ≤ 5. 10. {x ∈ R | x < 3} 9. Ache os valores reais de x para os quais vale a desigualdade 6. Determine os valores de x ∈ Z que satisfa¸am a inequa¸˜o c ca 4. 3−x −4 3 −1 + ≥ . {x ∈ R | x > 2} 8. 4 7. Ache todos os n´ meros reais x que satisfa¸am u c x−1 < 2. − 1 2.Inequa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . 3 10 (x − 2)5 > 0. Resolva a inequa¸˜o em R: x(x − 3)6 (3x − 12)5 < 0. Determine os valores reais x que satisfa¸am c c 9. 5x − 37 5. u co c˜ Gabarito 1. 7 101 CEDERJ . {x ∈ R | x < 3 ou x > 3} 5. x = 8 7 4. 2. {x ∈ R | −3 < x < 4} 10. ca 3. Determine o n´ mero de solu¸˜es inteiras do sistema 3 ≤ u co 7. Determine os valores reais x que satisfa¸am 4 ≤ 0. Determine o n´ mero de solu¸˜es inteiras da inequa¸ao −3 < x + 2 ≤ 4.

.

· · · e √ 1. · · · . ou uma sequˆncia abreviadamente. a2 . 7. e 1. an . 3. · · · a e e · · · . a2 . No entanto.Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 . Neste caso. atrav´s da inscri¸˜o de e e ca trˆs pontinhos · · · ` direita da sequˆncia. π. k} e descrever as sequˆncias de n´ meros reais finitas como fun¸˜es f : Ik → R. basta considerar o conjunto finito Ik = {1. a3 . tamb´m considerae a e e remos sequˆncias finitas. 3. e u co Exemplo 1 Escreva explicitamente os termos da sequˆncia an = (−1)n+1 para todo e ∗ n∈N . 9. · · · onde an ´ um n´ mero real qualquer com i ∈ N∗ . a e e 1 2 3 1 0 1 0 1 0 a1 a2 a3 1 0 1 0 1 0 N∗ R ´ Nota: E necess´rio considerar tamb´m sequˆncias finitas do tipo a1 . 5. Por exemplo. 103 CEDERJ . · · · . 2 s˜o respectivamente uma sequˆncia infinita e uma sequˆncia finita. −2. 3. expressamos a sequˆncia infinita. ca a u (ai ) = a1 . ´ e u e e uma cole¸˜o enumer´vel de n´ meros reais escrita ordenadamente. ak . 2. 5.AULA 10 Aula 10 – Progress˜o Aritm´tica a e Sequˆncias e Introdu¸˜o ca Uma sequˆncia de n´ meros reais. e u Na verdade.

Exemplo 2 Escreva explicitamente os termos da sequˆncia (an ) tal que a1 = 2 e e an+1 = an + 2n. para todo n ∈ N∗ e • (an ) ´ estritamente decrescente se an > an+1 . para todo n ∈ N∗ e • (an ) ´ constante se an = an+1 . para todo n ∈ N∗ e Exerc´ ıcios Propostos 1.. Logo. a2 .. . 1. a2 . Considere a sequˆncia (an ). a3 . . 14. 4. a3 . 22. . a4 .Progress˜o Aritm´tica a e Solu¸˜o: ca Temos que a1 = (−1)1+1 = (−1)2 = 1 2+1 3 a2 = (−1) = (−1) = −1 ..). Logo. . e CEDERJ 104 .. . Classifica¸˜o das Sequˆncias ca e Tipos Especiais de Sequˆncias e • (an ) ´ estritamente crescente se an < an+1 .) = (2..). . 8. a5 . onde an = 2n − 1... (an ) = (a1 . Solu¸˜o: ca Observe que: a1 a2 a3 a4 a5 =2 = a1+1 = a2+1 = a3+1 = a4+1 = a1 + 2 × 1 = 2 + 2 = 4 = a2 + 2 × 2 = 4 + 4 = 8 = a3 + 2 × 3 = 8 + 6 = 14 = a4 + 2 × 4 = 14 + 8 = 22 .) = (1. .. para todo n ∈ N∗ e • (an ) ´ crescente se an ≤ an+1 . para todo n ∈ N∗ e • (an ) ´ decrescente se an ≥ an+1 . −1. . Fa¸a as contas e escreva e c os primeiros cinco termos da sequˆncia. (an ) = (a1 .

.) ` sequˆncia (an ) tal que a e a1 = a .A. . Determine o 5o termo da sequˆncia definida por e 4.Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 . 10. .. . . . ∀n ∈ N∗ ou seja. ..AULA 10 2. de raz˜o 0 e a 105 CEDERJ . Assim.A. 10. ∀n ∈ N∗ .) ´ uma P. . .A. −4. a3 . an+1 = an + r . 4. de raz˜o -2 e a ´ uma P. . Segue da defini¸˜o que: u a ca r = an+1 − an . 6. 11 111 1111 11111 a1 3an+1 = = 20 an . 9 9 9 9 + + + + 2 3 4 5 = = = = . a + 2r . ∀n ∈ N∗ determine o valor da express˜o a 1234567 × 81 + 72 .) ´ uma P. a + r .) cujo termo geral ´ dado por e e an = n + 2(n + 2). . Seja a sequˆncia (a1 . . . −8.A. .A. .) (an ) = (10.) . Chama-se Progress˜o Aritm´tica u a e (P. 3. de raz˜o 2 e a (an ) = (10. 10. (an ) = (a . O n´ mero real r chama-se raz˜o da P. Ent˜o: e a (an ) = (−10. r = a2 − a1 = a3 − a2 = a4 − a3 = · · · Exemplo 3 Seja (an ) uma sequˆncia. Determine os quatro primeiros termos. a + 3r . . 11 Progress˜o Aritm´tica a e Defini¸˜o 1 ca Sejam a e r dois n´ meros reais. 8. A partir da sequˆncia e a1 a2 a3 a4 = 1 = 12 = 123 = 1234 × × × × . a2 . −6. .

A. a e Solu¸˜o: ca Temos que a10 = a1 + (10 − 1)r. . Pela defini¸˜o de P. .).A. . Como a1 = 3 e r = 4 obtemos: a10 = 3 + 9 × 4 = 39 . .A. . . an = a1 + (n − 1)r Esta ultima express˜o traduz o e-n´simo termo da P. Logo. 7. 2014. (2006. em fun¸˜o do ´ a e ca primeiro termo e da raz˜o. Seja uma P. a20 = a1 + 19r = 2006 + 19 × 4 = 2082 . . co ent˜o em que ano ocorrer´ a vig´sima elei¸˜o a partir de 2006? a a e ca Solu¸˜o: ca A P. a3 . ca = a1 + r = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r . determine o 10o termo. temos que: a2 a3 a4 (an ) = (a1 . Concluimos que a vig´sima elei¸˜o ser´ no ano de 2082. . ent˜o: e a • (an ) ´ estritamente crescente se r > 0 e • (an ) ´ estritamente decrescente se r < 0 e • (an ) ´ constante se r = 0 e Termo Geral de uma P.) tem como primeiro termo 2006 e raz˜o a igual a 4.Progress˜o Aritm´tica a e Classifica¸˜o ca Se (an ) ´ uma P. 2010.A.). Logo. . e ca a CEDERJ 106 .A. .A. a2 . a o e a Exemplo 4 Na progress˜o aritm´tica (an ) = (3. . a4 . concluimos que o 10o termo ´ igual a 39. A f´rmula ´ chamada express˜o do termo geral. e Exemplo 5 Se as elei¸˜es para presidente continuarem a ocorrer a cada quatro anos. 11.

O 150o n´ mero ´ u ımpar positivo ´: e a) 151 b) 291 c) 301 d) 299 e) 399 6. cujo produto ´ 3 a e √ d) possuem soma igual a 10 e) possuem soma igual a 102 Desafio: Qual a rela¸˜o dos coeficientes a. calcule o e a primeiro termo. ´ e 7. Quantos m´ ltiplos inteiros de 15 pertencem ao conjunto A? u 11. a6 .75 sua raz˜o. a4 .Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 .A. Inserindo-se cinco n´ meros entre 18 e 96 de modo que a sequˆncia u e (18 .   a1  = 1 = 4an + 1 4 8. As ra´ da equa¸˜o x4 − 10x2 + 9 = 0: ızes ca a) possuem soma igual a 10 b) est˜o em P.A. a2 . se colocadas em ordem crescente a c) est˜o em P. Calcule a raz˜o de uma P. b e c da equa¸˜o ax4 +bx2 +c = 0 ca ca para que as ra´ estejam em P. de 23 termos cujo primeiro termo ´ 8 e o a e ultimo termo ´ 74. Sendo 47 o d´cimo termo de uma P. Seja A o conjunto dos 1993 primeiros n´ meros inteiros estritamente u positivos.A. a5 .? ızes 107 CEDERJ .A. Na sequˆncia (an ) dada por e n´ mero natural. Ent˜o a45 vale: u a a) 43 4   an+1 em que n ´ um e b) 13 c) 45 4 d) 12 e) 15 9..AULA 10 Exerc´ ıcios Propostos 5. a3 . 96) seja uma progress˜o aritm´tica tem-se a e a3 igual a: a) 43 b) 44 c) 45 d) 46 e) 47 10.A. e 2.

· · · . e u a1 · · · ap . Dois termos s˜o chaa mados equidistantes dos extremos se o n´ mero de termos que precede u um deles ´ igual ao n´ mero que sucede o outro. Propriedade 2 Cada termo de uma P. CEDERJ 108 . e ap + ak = a1 + an . ´ a m´dia aritm´tica entre o termo anterior e e e e posterior. p−1 n−k Nota: Se ap e ak s˜o termos equidistantes em uma P. Propriedade 1 A soma de dois termos equidistantes dos extremos ´ igual ` soma dos e a extremos.A. ap = a1 + (p − 1)r ak = a1 + (k − 1)r an = a1 + (n − 1)r da´ ı.A. De fato.A. Termos Equidistantes dos Extremos Defini¸˜o 2 ca Considere os n primeiros termos de uma P. isto ´. ak · · · an . ent˜o: a a p − 1 = n − k =⇒ p + k = 1 + n .Progress˜o Aritm´tica a e Propriedades de uma P. ap + ak = = = = 2a1 + (p + k − 2)r 2a1 + (n + 1 − 2)r a1 + a1 + (n − 1)r a1 + an .A.

. −1 = a1 + a3 1 5 =⇒ −2 = a1 + =⇒ a1 = − 2 2 2 a3 + a5 1 7 2 = =⇒ 4 = + a5 =⇒ a5 = . ap+1 . . Exerc´ ıcios Propostos 12. a3 . e ap = Exemplo 6 (a1 .A. .Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 . (a1 . Ent˜o: a ap−1 = a1 + (p − 1 − 1)r ap+1 = a1 + (p + 1 − 1)r ap−1 + ap+1 = a1 + (p − 1)r = ap 2 isto ´. ap .). . .A. a2 .A. 2 2 ap−1 + ap+1 . Solu¸˜o: ca Usando a propriedade 2 temos: a3 = Logo. Se a. a5 ) s˜o os cinco primeiros termos de uma P. 46o e 48o termos a m´dia e e aritm´tica dos 46 termos restantes ´: e e a) 100 b) um n´ mero menor que 100 u c) um n´ mero compreendido entre 100 e 4600 u 109 CEDERJ . 5o . . os 3o . 2 2 2 1 −1 + 2 =⇒ a3 = . ´ 100. ap−1 . a3 .A. A m´dia aritm´tica de 50 n´ meros que s˜o termos consecutivos de uma e e u a P. 2 ap−1 + ap+1 = 2a1 + (2p − 2)r = a1 + (p − 2)r = a1 + p · r = 2a1 + 2(p − 1)r . Determine a a1 .A. Retirando-se dessa P. b e c. nesta ordem. −1 .AULA 10 Demonstra¸˜o: ca Seja a P. a3 e a5 . s˜o termos consecutivos de uma P.. 2 . ent˜o o a a valor de 2a − 3b + 2c ´ igual a : e a) a + c b) −b c) a d) b e) c 13. .

Logo. . de a1 = 1 .A. Pode-se afirmar que: e 1) ( 2) ( 3) ( ) A soma do 1o com o 23o termo ´ maior que 50 e ) A soma do 9o com o 15o termo ´ menor que 50 e ) O dobro do 12o termo ´ 50 e Soma dos Primeiros n Termos de uma P. Assinale (V) ou (F) conforme as senten¸as sejam verdadeiras ou falsas. · · · . 2S = 100 × 101 =⇒ S = que: S= (a1 + an )n . r = 1 . de raz˜o 1. Vamos considerar o seguinte problema: Achar a soma dos 100 primeiros termos da sequˆncia (1. c Numa P. 2. 2004 . a soma do 7o com o 17o termo ´ 50. 3. . De um modo geral temos ca Exemplo 7 Qual a soma dos inteiros consecutivos 1 .A. 3. 3 . 2 .) ´ uma P. n = 2005 e an = 2005. S= (1 + 2005) × 2005 = 2.011.Progress˜o Aritm´tica a e d) 5000 e) 4600 14. 2 Note acima a aplica¸˜o da propriedade 1.A. . . e Solu¸˜o: ca Note que (1.015 . 2 CEDERJ 110 . 2.). . Consideremos a soma duas e a vezes em ordem crescente e decrescente: S S 2S = = = 1 100 101 + + + 2 99 101 + + + 3 98 101 + + + ··· ··· ··· + + + 98 3 101 + + + 99 2 101 + + + 100 1 101 logo.A. 2 100 × 101 =⇒ S = 5050 . 2005? Solu¸˜o: ca Temos uma P. .

Sabendo que a soma dos nove primeiros termos de uma P. 17.AULA 10 Exerc´ ıcios Propostos 15. Numa P. A soma dos n primeiros termos de uma P. · · · para obtermos soma negativa? 23. de denominador 4. de cinco termos.A.A. ´ n(n − 2). a 24. Determine o 5 termo desta progress˜o. Determine a soma dos n´ meros inteiros estritamente positivo menores u que 101 e que n˜o s˜o divis´ a a ıveis por 3. A soma dos p primeiros n´ meros naturais ´ u ımpares ´ igual: e a) ao quadrado da metade de p b) ao cubo de p c) ao quadrado de p d) ` metade do quadrado de p a e) ao triplo de p 16. A soma dos m´ ltiplos de 11 comprrendidos entre 1 e 1000 ´: u e a) 42000 b) 45045 c) 47500 d) 43045 e) 45450 111 CEDERJ .874.Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 . Determine o primeiro termo e a raz˜o dessa P.A. 7 .A. 18. Considere uma P. qualquer que e o seja n.A. 8 . Qual o n´ mero m´ u ınimo de termos que devemos somar na P. a 20. ´ 17. ´: e a) 10 b) 20 c) 60 d) 80 e) 100 19. Calcule a soma dos seus trinta primeiros termos. A soma dos n primeiros termos de uma P. sabe-se que a14 = 3 e a16 = 11. A soma dos termos ´ 10 e a soma e do primeiro com o terceiro ´ -2. e o calcule o seu 5 termo. O produto da raz˜o pelo primeiro e a termo ´: e a) 6 b) -3 c) -12 d) -6 e) -15 22. 5 .A.A. infinita ´ dada por e 2 ∗ Sn = 4n − 6n para todo n ∈ N . 21. A soma das fra¸˜es irredut´ co ıveis positivas menores do que 10. 6 .

A sucess˜o restante ´ uma P. · · · ) ´: e a) CEDERJ 112 2 5 b) − 1 4 c) 3 2 d) − 4 5 e) − 5 2 . Ent˜o. an . est˜o u e a relacionados por ap = ap−1 + 2. de u e maneira que a terceira parte excede ` primeira de 140. 2x + 1 . determine a57 .A. A soma dos n´ meros entre 0 e 101 n˜o divis´ u a ıveis por 5 ´: e a) 1000 b) 2000 c) 3000 d) 4000 e) 5000 30.A (x . · · · . Se o n´ mero 225 for dividido em trˆs partes. 4 . a2 . · · · em que n ´ inteiro positivo. ´: e a) 5 + 2n b) 2n + 3 c) n + 4 d) 2n + 1 1−n n e) 2n − 3 . 3 .. a3 . Em uma P. Se a1 = 1.A. ··· c) 1−n 2 d) 2n + 3 2 e) n + 1 32. 3−n n . A soma dos n primeiros termos de uma P. a quinto e sexto termos. 5x + 7 . 2−n n 31. 26.A. terceiro. O valor de x da P.A. de sete termos. Numa P. · · · . Logo. de raz˜o: a e a a) k b) 2k c) k 2 d) 3k e) k 3 28.Progress˜o Aritm´tica a e Exerc´ ıcios Complementares 25. formando uma P.A. o termo e a geral dessa P. o primeiro termo ´: a e a) 1 2 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 29.A. Os n´ meros a1 . com p = 2 . A soma dos n primeiros elementos da seq¨ˆncia ue ´ dado por: e a) 0 b) 1 n . Essas partes a ser˜o: a a) primos entre si b) m´ ltiplos de 5 e 10 ao mesmo tempo u c) n´ meros cujo produto ´ 54375 u e d) m´ ltiplos de 5 e 3 ao mesmo tempo u e) indeterminados 27. ´ n2 + 4n. de raz˜o k. retiramos o segundo. tem-se que a15 − a5 = 5 e o primeiro termo ´ oito vezes a e raz˜o.

113 c d e d 30. 9090909 5. (7 . 32. A raz˜o dessa P. 31. r = 3 7. 15 . 27. 13 . 22. ´: a e a) 7 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 Gabarito dos Exerc´ ıcios Propostos 1. b c e a b 113 CEDERJ . 16. ´ 20. 13. d 6.. am + an = ap + aq ent˜o: a a) m + n = p + q b) m − n = p − q c) mn = pq d) p m = n q e) m = n = p = q 34. 22. 28. 21. 26.A.A. 33. 10 . b 12. 3)V c 1986 17.A. (1 . 29. 19. 3 . 270 18. 16) 20 3. 31) 2. 7 .AULA 10 33. 23. 14. A soma do 4o e 8o termos de uma P. a1 = −2 e r = 8 3367 c 18 7 b Gabarito dos Exerc´ ıcios Complementares 25. 25 8. 132 11. 15. d a 1)F.Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 . 2)F. Se numa P. e 20. 24. 9 4. d 9. O 31o termo ´ o dobro do e e 16o termo. 34. b 10.

.

6 .) ` sequˆncia (an ) tal que a e a e a1 = a an+1 = an · q . finitas com n termos: a1 . Chama-se Prou a gress˜o Geom´trica (P. · · · ) tem como primeiro termo a1 = 2 e raz˜o q = 3. aq 2 . a2 . · · · .G.G. an Exemplo 1 A P. an . Com pequena a e e modifica¸˜o est˜o definidas P.Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 .G (an ) = (2 . q= a2 a3 a4 = = = ··· a1 a2 a3 an+1 . o e Defini¸˜o 1 ca Sejam a e q dois n´ meros reais n˜o nulos. · · · ) . ca a Segue da Defini¸˜o 1 que. ∀n ∈ N∗ . ∀n ∈ N∗ . u e a Nota: A progress˜o geom´trica definida acima ´ infinita. a 115 CEDERJ . Portanto.AULA 11 Aula 11 – Progress˜o Geom´trica a e Introdu¸˜o ca Vamos continuar considerando tipos especiais de sequˆncias de n´ meros e u ´ reais. E o caso das progress˜es geom´tricas. aq . aq 3 . O n´ mero real q ´ chamado de raz˜o da P. 18 . se a1 = 0 e q = 0. ent˜o ca a q= Assim. (an ) = (a .G.

1 4 . −4 . · · · ) temos que a1 = 0 . 0 . 0 .Progress˜o Geom´trica a e Classifica¸˜o das P. 10 . q = 5 3 3 b) (an ) = − 3 . CEDERJ 116 . −16 . As e 8 condi¸˜es para a P. q = 1 2 • (an ) ´ estritamente decrescente se an > an+1 8 e para todo n ∈ N∗ . · · · temos que a1 = −2 . q = 1 2 b) (an ) = − 2 . 1 2 .G. − 4 . 50 . 0 . · · · ) temos que a1 = 2 . 2 . 8 . As condi¸˜es para uma P. ser estritamente crescente s˜o: co a > a1 > 0 < > : a1 < 0 e ou e q>1 0<q<1 Exemplo 2 a) (an ) = (2 .G. ser decrescente s˜o: co a > a1 > 0 < > : a1 < 0 e ou e 0<q<1 q>1 Exemplo 3 a) (an ) = 1 . · · · ) . 0 . e Exemplo 5 a) (an ) = (0 . e Exemplo 6 (an ) = (2 . a1 = 2 e q = −2. · · · temos que a1 = −3 . 2 . · · · temos que a1 = 1 . −4 . − 2 . e Exemplo 4 (an ) = (2 . −8 .G. · · · ) • (an ) ´ singular se a1 = 0 ou q = 0. q = qualquer b) (an ) = (3 . q = 0 • (an ) ´ alternante se a1 = 0 e q < 0. · · · ) temos que a1 = 3 . q = 2 • (an ) ´ constante se a1 = 0 e q = 1. ent˜o: e a • (an ) ´ estritamente crescente se an < an+1 para todo n ∈ N∗ .G’s ca Se (an ) ´ uma P.

6 . · · · ). 1 −9 = . e 117 CEDERJ . q ∈ R. logo a P. 3 . 0 . logo a P. e −3 = 3. q = 0 5 −2 = 1. 16 .. q = 3 −1 = −3. ´ constante. 4 .G. · · · ). Da´ (an ) = (18 . ∀ n ∈ N∗ 3 c) (an ) tal que e a3 = 6 a2 = = 2. 27 .G. · · · ). −3 . q = decrescente. an = a1 q n−1 . ´ estritamente e a) (an ) = (1 .Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 . logo a P. q = 1 crescente. · · · ). ´ estritamente e −1  an+1 d) (an ) = (−1 . e g) (an ) = (0 . a e Exemplo 7 Em cada item abaixo. −2 . logo a P.G ´ constante. 0 . 9 .G. (an ) = (a .   a1 = = 18 18 a1 = =6 .G. ´ estritamente e b) (an ) = (−27 . e) (an ) = (−2 . pela defini¸˜o. −9 . determinemos sua raz˜o e sua classia fica¸˜o: ca 4 = 4. Sabemos que.AULA 11 Termo Geral de uma P. logo a P. · · · ). ´ alternante. · · · ).G ´ singular. e h) (an ) = (−1 . Da´ ca ı. q = −27 3 crescente. logo.G. −9 . a 3 3 1 q = 3 . −3 . aq .G.G. Ent˜o temos que ı. · · · ).G ´ estritamente decrescente. logo a P. a P. −9 . A express˜o acima ´ denominada termo geral de uma P. logo a P. q = f) (an ) = (5 . aq 2 . Observe que a2 = an 3 3 . dada a P. 0 .G. e −2 = 0. 64 . 0 . −2 . · · · ). · · · ).

1 . 8 8 2 16 Portanto.5% . Hoje ela ´ de 481. Em um parque ecol´gico. a5 . A sequˆncia (an ) = (1 . temos: ca q= Da´ ı. uma P. Ent˜o a taxa m´dia anual de crescimento e a e da popula¸˜o de on¸as. h´ cinco anos.6% d) 8. · · · ) ´ uma P. 48 5 = 1. a .7% CEDERJ 118 b) 5. 1 .G. achar a soma 4 2 desses termos.G. 2 4 2 1 a5 = a6 1 ×2=1 2 = 1×2=2 a7 = 2 × 2 = 4 1 1 1 1 ÷2= × = a2 = 4 4 2 8 1 1 1 1 a1 = ÷2= × = .Progress˜o Geom´trica a e Exemplo 8 Se a1 . se elas s´ se reproduzem uma vez por ano ´ de: ca c o e 1 (Dado: 1. o valor de a pode ser: a e a a) 4 b) 3 c) 2 d) 1 2 e) 8 2. Solu¸˜o: ca Usando a defini¸˜o de P.2% e) 8. 16 8 4 2 16 Exerc´ ıcios Propostos 1. Ent˜o. a7 formam. ´ − 3 e o 14o termo ´ -729. a2 .. ent˜o o 10o termo e 1 e a ´: e a) -27 b) -18 c) -54 d) -9 e) -36 3. nessa ordem. S= 1 1 1 127 1 + + + +1+2+4= . a popula¸˜o de on¸as pintadas o a ca c era de 325. Ent˜o o 1o termo dessa progress˜o ´: e a a e a) 3 b) 4 c) 6 d) 8 e) 9 4. 082) a) 6. 1 1 1 4 ÷ = × = 2. a diferen¸a entre o 2o e o 1o termo ´ 9 e a diferen¸a entre c e c o 5o e o 4o termo ´ 576. a6 .G.G. O nono termo dessa proe e gress˜o ´ 256. Se o 7o termo de uma P.G. Numa P.8% c) 7.

as somas dos trˆs e quatro a e primeiros termos de uma P. a soma dos dois primeiros vale 1 e a soma dos dois ultimos vale 9. se p + k = n + 1 temos ap · ak = a1 · an . Calcule a raz˜o dessa progress˜o. Qual dos valores abaixo est´ mais ca a pr´ximo do valor da d´ o ıvida em 1989? a) 14 bilh˜es de d´lares o o b) 500 bilh˜es de d´lares o o c) 700 bilh˜es de d´lares o o d) e) 4 bilh˜es de d´lares o o 4 trilh˜es de d´lares o o 6. qual o e total de c´lulas ao final de 10 segundos? e 8. Se S3 = 21 e S4 = 45 s˜o. cujo termo inicial ´ 3. ´ a a 7.G. Note que: 1 × 32 = 2 × 16 = 4 × 8 . 32). 8 .Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 . Um pa´ contraiu em 1829 um empr´stimo de 1 milh˜o de d´lares para ıs e a o pagar em cem anos a taxa de juros de 9% ao ano. 2 . De fato. Por problemas de balan¸a comercial.AULA 11 5. 16 . 119 CEDERJ . Sabendo-se que uma c´lula se divide em duas a cada segundo.G. 4 . respectivamente. ent˜o a soma dos e a cinco primeiros termos dessa progress˜o ´: a e a) 66 b) 69 c) 93 d) 96 e) 105 Propriedades de uma P. Ent˜o. Propriedade 1 (Termos Equidistantes) O produto de dois termos equidistantes dos extremos ´ igual ao produto dos e extremos. Numa P. nada foi pago at´ hoje e a d´ c e ıvida foi sendo “rolada” com capitaliza¸˜o anual de juros.G. Exemplo 9 Seja (an ) = (1 . de quatro termos positivos. suponhamos p + k = n + 1. ou seja. sejam a ap = a1 · q p−1 ak = a1 · q k−1 an = a1 · q n−1 Fazendo ap · ak temos: ap · ak = a1 · a1 · q p+k−2 = a1 · a1 · q n+1−2 = a1 · a1 · q n−1 = a1 · an .

· · · ). Note que: 92 = 3 × 27 272 = 9 × 81 812 = 27 × 243 Exemplo 11 O terceiro e o s´timo termo de uma P.G.. 9 . p Logo. 10 e 18. respectivamente. ap−1 . a5 · a5 = a3 · a7 (propriedade 1) a2 = 10 × 18 5 √ a2 = 180 =⇒ a5 = 6 5 5 √ Logo. 81 . a CEDERJ 120 . e Determine o quinto termo dessa progress˜o. · · · ). De fato. valem. Logo. a Solu¸˜o: ca Note que 5 + 5 = 3 + 7. ap . p Exemplo 10 Seja (an ) = (3 . · · · . 243 . sejam ap−1 = a1 · q p−1−1 ap+1 = a1 · q p+1−1 ap = a1 · q p−1 Vamos provar que Fazendo ap−1 · ap+1 temos: ap−1 · ap+1 = a1 · a1 · q 2p−2 = a1 · q p−1 · a1 · q p−1 = a2 . ap+1 . a2 . 27 .Progress˜o Geom´trica a e Propriedade 2 (M´dia Geom´trica) e e Cada termo de uma P. ´ a m´dia geom´trica entre o e e e termo anterior e o posterior. = ap−1 · ap+1 .G. a2 = ap−1 · ap+1 . o quinto termo dessa progress˜o vale 6 5. a2 p Seja (an ) = (a1 . a partir do segundo.

G.G. ent˜o e e a |Pn | = Demonstra¸˜o: ca De fato. . de razˆo: a a) 5 4 d) ´ uma P.Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 . A2 . cujo s´timo termo vale: e e a) 96 b) 192 c) 484 d) 252 √ x2 + 11 . a e b) 3 2 c) 5 3 d) 4 e) 31 Produto de n Termos de uma P. sejam Pn = a1 · a2 · . u nessa ordem. o 1o . sabe-se que a1 + a10 = −513 e a4 · a7 = 512. a 13. log A3 . . (propriedade 1) .A. de raz˜o log q e a e) n˜o ´ P.G e Pn ´ produto dos n primeiros termos. Numa P. Determine a raz˜o dessa P. Numa P.A. de termos positivos. de raz˜o q e a b) ´ uma P. · · · ) ´ uma P. e u 2x + 2 .G de termos positivos e distintos e de e raz˜o q. A sequˆncia de n´ meros reais e positivos dado por x − 2 . · · · ´ uma P.G.G.G. obtemos uma P.G. Adicionando-se a mesma constante a cada um dos n´ meros 6. 10 e 15. o 5o e o 21o termo formam. A raz˜o dessa P. e) 384 10.G.G. 121 CEDERJ (a1 · an )n . . · an Pn = an · an−1 · . Teorema 1 Se (an ) ´ uma P. . Se (A1 . ´: a e a) 2 b) 4 c) 16 d) 20 e) imposs´ de ser determinado ıvel 11. ent˜o (log A1 .AULA 11 Exerc´ ıcios Propostos 9.A. · · · ) a a a) ´ uma P. de raz˜o log q 2 e a 12. |Pn | = (a1 · an )n .A. uma P. . · a1 2 Pn = (a1 · an )(a2 · an−1 ) · · · (an · a1 ) = (a1 · an )n Da´ ı. de raz˜o log q e a c) ´ uma P. log A2 . nem P. estritamente decrescente. A3 . nessa ordem.G.G.

Solu¸˜o: ca Observe que q = −3 = −3 1 a8 = a1 q 7 = 1 × (−3)7 = (−1) × 37 . 9 . a Sn Sn q Sn q − S n = = = a1 + a2 + · · · + an−1 + an a1 q + a2 q + · · · + an−1 q + an q an · q − a1 a1 q n−1 · q − a1 = a1 q n − a1 a1 q n − 1 . Exemplo 12 Na P. Como dos 8 termos 4 s˜o positivos e 4 s˜o negativos.G. −3 . (1 .G. se q = 1 ent˜o Sn = n · a1 . Vamos considerar o caso q = 1. Da´ ı.: A f´rmula anterior nos permite calcular o m´dulo do produto. temos que a a Soma dos n Primeiros Termos de uma P. · · · ).Progress˜o Geom´trica a e Obs. de raz˜o q e Sn a soma dos n primeiros termos de (an ) e a ent˜o: a Sn = n · a1 se q = 1 Sn a1 1 − q n a1 q n − 1 = = 1−q q−1 se q = 1 Demonstra¸˜o: ca De fato.G. |P8 | = (a1 · a8 )8 = (1 × (−1) × 37 )8 = P8 = 328 . basta analisar o sinal dos termos. −27 . q−1 Sn (q − 1) = Sn = CEDERJ 122 . determine o produto dos 8 primeiros termos. Teorema 2 Se (an ) ´ uma P. Para o o obter o sinal de Pn . √ 356 = 328 .

Uma P.AULA 11 Exemplo 13 Determine a soma dos 10 primeiros termos da P.555.945.555. O produto dos 15 primeiros termos ´: e e) 215 √ 15. existe.G. Ache a raz˜o dessa proa gress˜o. Se o produto a dos termos dessa progress˜o ´ 239 .555 18. q−1 3−1 2 Exerc´ ıcios Propostos 1 14.G.000.G estritamente decrescente tem-se a1 = − 9 e a15 = −9.G. a 17. sabendo-se que o quinto termo ´ 162 e a raz˜o ´ igual a 3 ´: e a e e a) 162 b) 620 c) 324 d) 242 e) 342 19.555 e) infinita b) 10. sua soma resulta: a) 5.000 c) 9. em seis gera¸˜es ´: u co e a) 63 b) 126 c) 127 d) 32 e) 64 Limite da Soma O Limite da Soma dos Infinitos Termos de uma P.G.G. ´ finita e igual a lim S = e . de 8 termos tem primeiro termo igual a 10. Ent˜o: a a1 q 10 − 1 1 × 310 − 1 310 − 1 = = = 29524 . O logaritmo decimal do produto de seus termos vale 36. Uma P. 9 . de raz˜o q tal que −1 < q < 1. Solu¸˜o: ca Temos que q = S10 = 3 1 = 3.G.. Teorema 3 Seja (an ) uma P.G tem primeiro termo igual a 1 e raz˜o igual a 2 . finita (5 .555 d) 55. Numa P. (1 . 3 .Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 . A soma S dos infinitos a a1 termos dessa P. 50 . Dada a P. 27 . n→∞ 1−q 123 CEDERJ . · · · .G. A soma dos cinco primeiros termos de uma P. ent˜o o n´ mero de termos ´ igual a: a e a u e a) 1 b) -1 c) 11 d) -11 a) 12 b) 13 c) 14 d) 15 e) 16 16. O n´ mero de ancestrais de uma pessoa. 5000000). · · · ).

Se Rosˆngela n˜o o a a 2 foi ao encontro. 10−n . 1 . b) 3 5 + · · · vale: c) 4 5 d) 1 e) 3 21. . e) 0. (N˜o provaremos este resultado aqui pois foge ao nosso objetivo). a S = a1 + a2 + · · · + an−1 + an + an+1 · · · = lim Sn = lim n→∞ a1 1 − q n a1 (1 − 0) = . c) 0. . Como q = 2 = . 10−2 . um tempo t2 = 2 · t1 o e ap´s isso. . · · · . . n→∞ 1−q 1−q Portanto: S= Exemplo 14 a1 . . O valor de a) 0. . Solu¸˜o: ca 1 .666. quanto tempo Roberto esperou at´ ir embora? e a) 45 min 23. temos que −1 < q < 1 e podemos aplicar a equa¸˜o ca 1 2 a1 S = 1−q para calcularmos essa soma. . Roberto resolveu esa a a 1 perar um tempo t1 igual a meia hora e ap´s isso. .444. . 4 + 0. a) Calcule S5 b) Qual o limite de Sn quando n tende a ∞? 22. . · · · . d) 0. ··· . CEDERJ 124 b) 50 min √ c) 55 min d) 1 h e) 2 h e 0. 004 + · · · ´: b) 0. um tempo t3 = 1 · t2 e assim por diante. . Logo. como −1 < q < 1 ent˜o: a n→∞ lim q n = 0 . e 10−3 .555.G. 1−q 1 2 1 4 1 8 Determine a soma dos infinitos termos da P.333.222. Roberto chega `s 15 h para um encontro que havia marcado com a Rosˆngela. . Logo: S= Exerc´ ıcios Propostos 20.Progress˜o Geom´trica a e Demonstra¸˜o: ca De fato. Como Rosˆngela n˜o chegara ainda. 04 + 0. . Seja Sn a soma dos n primeiros termos da sequˆncia infinita 10−1 . A soma 1 − 2 + 4 − 3 9 a) 2 5 8 27 1 a1 1 = 1−q 1− 1 2 = 1 1 2 = 2.

. √ √ √ a) 32 b) 2 + 1 c) 2 − 1 . o e 26. · · · ´: e d) 0.AULA 11 24. Os trˆs primeiros termos de uma P. O limite da soma dos termos da P. (1 . Quantos termos da P. .357357. Calcular o comprimento total percorrido pela mesma bola em suas trajet´rias at´ atingir o repouso.G. a2 = e) 1 2 √ 3 2 e 125 CEDERJ . . .G. Exerc´ ıcios Complementares 28. Uma bola ´ lan¸ada na vertical. de uma e c altura h.357357357.280? a) 4 b) 6 c) 8 d) 10 1 √ 2 e) 12 1 2 29. s˜o a1 = e a √ 6 o a3 = 2.G. · · · ) devem ser somados para que a soma seja 3.357 b) 357 99 . 9 . Calcule a soma dos infinitos segmentos A1 B1 + B1 A2 + A2 B2 + B2 A3 + · · · A1 A2 A3 B2 B1 25. Cada vez que bate no solo. 357 106 . 357 109 27. d) 2 . O 4 termo ´: e √ √ 1 c) 5 2 a) √2 b) 1 d) 3 2 √ 2 .G. B1 A2 = 2. 3 . a) 357 e) 0. O limite da soma dos termos da P. Na figura a seguir A1 B1 = 3 .Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 . c) 357. de encontro ao solo. . ela sobe at´ a metade da e altura que caiu. O valor de a) 1 x √ x x x x · · · ´: e b) 2x c) x2 2 d) x 357 103 e) x 3 . ··· 4 √ 2 +1 3 √ ´: e e) √ 1− 2 2 30.

Os ˆngulos de um triˆngulo est˜o em P.G. 2x).G. · · · o termo que precede 1 ´: e √ √ √ c) 1+2 3 d) 3 − 1 e) 1−2 3 35. Em uma P. · · · . nessa ordem. A sequˆncia (x . com x = 0 ´ uma P.. Ent˜o o triˆngulo: a a a a a a 36. 1 .G. Ent˜o x vale: o a a) -1 b) 0 √ c) 1 10 √ 2− 3 2 d) 1 e) 10 34.G. Ent˜o: e e a a) x ´ um n´ mero racional e u b) x ´ um n´ mero irracional e u c) y ´ um n´ mero racional e u d) y ´ um n´ mero irracional e u e) y x ´ um n´ mero irracional e u 37.G. O n´ mero real x ´ positivo e diferente de 1. Os valores de x de modo que x2 − a) -3 e 5 b) -5 e 3 x2 9 + x2 4 − x2 8 + · · · = 6 s˜o: a e) 0 e 2 c) 3 e -3 d) 5 e -5 32. 32−1 . eles passam a constituir uma P. √ √ b) 3 + 1 a) 1 − 3 a) tem um ˆngulo de 60o a b) ´ retˆngulo e a c) ´ acutˆngulo e a d) ´ obtusˆngulo e a e) ´ is´sceles e o . O quadrado de x. o u e pr´prio x e log x formam uma P.Progress˜o Geom´trica a e 31. Dada a P.G. crescente ´ 36 e se e u e somarmos 6 unidades ao ultimo. A soma dos trˆs n´ meros que formam uma P. a raz˜o ´ igual a: a e a) 2 b) 4 c) -2 d) 1 2 e) 3 CEDERJ 126 . de raz˜o 2.A. xy . de ´ raz˜o: a a) 1 2 b) 1 3 c) 2 d) -3 e) 4 33. em que a8 = 10 e a15 = 1280.

b 30. b 20. a) 0. 6. c 33. 16. 11. 17. 14. d 31. d 27. b 34. c d a d e q=3 1024 c b 10. 13. e 29. d Gabarito dos Exerc´ ıcios Complementares 28. 9. c 37. c 36. 3 h 26. 8.AULA 11 Gabarito dos Exerc´ ıcios Propostos 1. 2.Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 . 12. 11111 1 b) 9 22. d 23. b 21. 4. 5. b 35. 15. e 24. b d 2 a b b q = 10 ou q = −10 a d 19. 7. 3. 18. a 127 CEDERJ . d 32. 9 25.

.

AULA 12 Aula 12 – Conjuntos Objetivos: Nesta aula pretendemos que vocˆ: e • Entenda o conceito de conjunto e possa realizar opera¸˜es entre conco juntos.) e a u que podem ser agrupadas por possu´ ırem caracter´ ısticas comuns. Introdu¸˜o ca Conjunto ´ toda reuni˜o de elementos (pessoas. b. e • Trabalhe com intervalos de n´ meros reais e realize opera¸˜es entre inu co tervalos. e a Um conjunto que n˜o possui elemento ´ um conjunto vazio. objetos. . e a Subconjuntos Um conjunto B cujos elementos todos pertencem a um outro conjunto A ´ dito um subconjunto deste outro conjunto. o. Exemplo: Se B = {x | os dias da semana cuja primeira letra ´ f } ent˜o B = ∅. / e a Conjunto unit´rio e conjunto vazio a Um conjunto que possui apenas um elemento ´ dito um conjunto unit´rio.Conjuntos ´ MODULO 1 . d . . Usamos o s´ a e ımbolo ∅ para representar um conjunto vazio. Para representar que u est´ no conjunto A e que a o elemento d n˜o est´ no conjunto A escrevemos u ∈ A “lˆ-se u pertence a a a e A” e d ∈ A “lˆ-se d n˜o pertence a A”. . e u para representar elementos de conjuntos usamos letras min´sculas a. u Exemplo: A = {a. e. u} tamb´m pode ser escrito como A = {x | x ´ e e vogal de nosso alfabeto}. etc. e 129 CEDERJ . i. C . c. B. . Exemplo: o conjunto de todas as letras de nosso alfabeto ou o conjunto de todas as mulheres brasileiras. • Recorde a estrutura dos conjuntos num´ricos. S´ ımbolos Para representar conjuntos usamos as letras mai´ sculas A. n´ meros.

e. B = {a. interse¸˜o e produto cartesiano de conjuntos a ca Dados dois conjuntos A e B podemos formar trˆs novos conjuntos: e i) o conjunto uni˜o de A e B ´ o conjunto formado por todos os elementos a e de A e de B. f }. c. b. a). c. de A por B ´ um novo conjunto. b. A B Exemplo: Se B = {a. C n˜o ´ um subconjunto de A. b). b. e. e a a Uni˜o. e definido por A × B = {(x. b}. a). (2. A∩B = {x | x ∈ A e x ∈ B} “lˆ-se o conjunto dos x tal que x pertence e a A e x pertence a B”. ent˜o a A × B = {(1. b)} . Nota: Se A tem n elementos e B tem m elementos ent˜o A × B tem m · n a elementos. e. Usamos a nota¸˜o: a e ca B ⊂ A “lˆ-se B est´ contido em A” ou A ⊃ B “lˆ-se A cont´m B” e C ⊂ A e a e e “lˆ-se C n˜o est´ contido em A”.Conjuntos Exemplo: A = {a. 2} e B = {a. y) | x ∈ A e y ∈ B} . e}. i} e A ∩ B = {a. iii) o conjunto produto cartesiano. c. e. (2. i} ent˜o B ´ um a e subconjunto de A. i} e A = {a. e} e C = {a. e} ent˜o a A ∪ B = {a. d. d. d. A × B. (1. Exemplo: Se A = {1. A ∪ B {x | x ∈ A ou x ∈ B} “lˆ-se o conjunto dos x e tal que se x pertence a A ou x pertence a B” A B e a ii) o conjunto interse¸˜o de A e B ´ o conjunto dos elementos que est˜o ca simultaneamente em A e em B. CEDERJ 130 .

ca A B CA B ´ o que falta a B para ser igual a A. 131 CEDERJ . e Tamb´m ´ comum o uso da nota¸˜o Ac . se A = {a. i} e B = {a}. representado por CA B. Podemos escrever que 3 ∈ A e que {2. a diferen¸a A − B ´ c e chamada de Complemento de B em rela¸˜o a A. e ca Exemplo: A = {1. 4}. podemos nos referir ao conjunto universo representado pela letra U. No entanto ´ perfeito escrever: {{2. Numa situa¸˜o especificada U ´ o conca e junto que cont´m como subconjuntos os conjuntos estudados. ent˜o escrevemos: ca a U − A = CU A = CA = A. b}. e A ⊂ U “lˆ-se o conjunto A est´ contido no conjunto universo U”. Assim. 4} ∈ A. e.Conjuntos ´ MODULO 1 . 3. c A − B = {x | x ∈ A e x ∈ B}. Usamos a nota¸˜o A − B para a ca o conjunto diferen¸a. / A B Quando estamos estudando conjuntos. tais que B ⊂ A. e e ca / Tamb´m aparece a nota¸˜o CA e A. Note que n˜o ´ correto escrever a e {2.AULA 12 Conjunto Diferen¸a e Conjunto Complementar c O conjunto diferen¸a entre os conjuntos A e B ´ formado pelos elemenc e tos que pertencem a A e n˜o pertencem a B. e a U A O conjunto complementar do conjunto A ´ o conjunto formado pelos elee mentos do conjunto universo que n˜o pertence a A. e Caso Particular Quando temos dois conjuntos A e B. Observa¸˜o: Sendo U o conjunto Universo. O conjunto A possui 5 elementos. {2. Ent˜o na verdade este a a conjunto ´ igual a U − A. 4} ⊂ A. Ac = {x | x ∈ U e x ∈ A}. e Por exemplo. i}. 4}} ⊂ A. ent˜o: a CA B = A − B = {e. a.

de modo geral. {a. Veja por quˆ. A}. {e}. N˜o ´ dif´ provar que u a e ıcil n(A ∪ B) = n(A) + n(B) − n(A ∩ B). {i}. como o conjunto cujos elementos s˜o todos os subconjuntos de A. Agora fa¸o a seguite pergunta: em que circunstˆncia ´ correto c a e escrever n(A ∪ B) = n(A) + n(B) ? A resposta ´: apenas quando A ∩ B = ∅. vale n(A ∪ B) = n(A) + n(B) − n(A ∪ B). i. contar B e adicionar os resultados. e}. estaremos contando duas vezes os elementos de A ∩ B ⊂ A ∪ B. b) O conjunto vazio ´ subconjunto de qualquer conjunto. e. Portanto. {e. a N´mero de elementos de um conjunto u Um conjunto ´ dito finito quando possui um n´ mero finito n de elemene u tos. a o e) A ⊂ U. Em seguida. contar e ca A ∪ B ´ equivalente a contar A. ∅ ⊂ A. ao escrevermos n(A) + n(B). {a. Pois nessa situa¸˜o. e c) A ⊂ A. por n(B) u o n´ mero de elementos de B. todo conjunto est´ contido em si pr´prio. a a) o s´ ımbolo ∈ ´ usado para relacionar um elemento e seu conjunto ene quanto que o s´ ımbolo ⊂ ´ usado para relacionar dois conjuntos. a CEDERJ 132 . e. } ent˜o P (A) = {∅. e g) Se A ⊂ B e B ⊂ A ent˜o B = A (esta ´ uma maneira muito util de a e ´ verificar que dois conjuntos s˜o iguais). por n(A ∪ B) o n´ mero de elementos de A ∪ B u u e por n(A ∩ B) o n´ mero de elementos de A ∩ B. Qual ´ o m´todo para encontrar n(A ∪ B). {a. e f) Se A ⊂ B e B ⊂ C ent˜o A ⊂ C. i}. e Exemplo: Se A = {a. Dados os conjuntos a e finitos A e B representamos por n(A) o n´ mero de elementos de A. P (A). a P (A) = {X | X ´ subconjunto de . i}. d) Tamb´m A ∈ P (A) e ∅ ∈ P (A). obtendo n(A) + n(B).Conjuntos Conjunto das partes Dado um conjunto A definimos o conjunto das partes de A. o n´ mero e e e u de elementos do conjunto A ∪ B. para e qualquer conjunto A. i}}. Todo conjunto ´ subconjunto de um conjunto universo. No caso e em que A ∩ B = ∅. Em caso contr´rio o conjunto ´ chamado infinito. recordamos e listamos algumas propriedades e observa¸˜es inco teressantes. Contamos A e B e somamos. {a}. a Nota: Se um conjunto tem n elementos ent˜o P (A) possui 2n elementos.

em fun¸˜o de que os segmentos de reta OA e OB medem ca √ respectivamente. O segmento de u reta OI ´ muito especial. a u √ co Tamb´m. Representamos na reta [a.AULA 12 Representa¸˜o de Conjuntos Num´ricos ca e Podemos representar geometricamente os n´ meros reais em uma reta. Sendo a ∈ R. j´ estamos ca a usando) os seguintes s´ ımbolos: | significa “tal que” ∧ significa “e” ⇔ significa “equivalente” (i) Intervalos de n´ meros reais. tal que x seja igual e ou maior que a e igual ou menor que b. u A cada ponto da reta est´ associado um n´ mero real e a cada n´mero real a u u est´ associado um ponto da reta. 2 e π. b ∈ R e a < b. Foi escolhido para ter comprimento 1. b] por: a b 133 CEDERJ . Veja a e Figura acima. b]. a distˆncia entre os n´ meros inteiros n e n + 1 ´ ca a u e a mesma distˆncia que entre os n´ meros 0 e 1. Lˆ-se: x pertence a R. respectivamente. 2 e −π ganharam as posi¸˜es indicadas na e figura acima. u ∃ significa “existe” ∨ significa “ou” ⇒ significa “implica que” Intervalos s˜o subconjuntos dos n´ meros reais determindos por desigualdaa u des. b] ´ o conjunto dos n´ meros reais e u compreendidos entre a e b. Na continua¸˜o de nosso estudo vamos usar (na verdade. incluindo a e b. temos: Intervalo fechado {x ∈ R | a ≤ x ≤ b} = [a. por exemplo. [a. a B -1 O 0 I 1 2 A 2 3 IR Para fazer a representa¸˜o escolhemos dois pontos O e I da reta e ca associamos a eles os n´ meros reais 0 e 1.Conjuntos ´ MODULO 1 . u a Nesta representa¸˜o. Os n´ meros reais negativos s˜o colocados na reta ` esquerda u a a do ponto O e os n´ meros positivos ` direita do ponto zero.

b). 5 8 Intervalo aberto ` esquerda e fechado ` direita a a {x ∈ R | a < x ≤ b} = (a. b) ´ o conjunto dos n´ meros reais compreendidos entre a e b. E uma conven¸˜o para significar que a e b n˜o pertencem ao ca a intervalo (a. ca e a b Note que na figura acima os pontos a e b s˜o representados por pona ´ tos vazados. b] ´ o conjunto dos n´ meros reais compreendidos entre a e b. Intervalo aberto {x ∈ R | a < x < b} = (a. 8] = {x ∈ R | 5 ≤ x ≤ 8}. 5 8 Note que na figura acima os pontos a e b s˜o representados por um ponto a ´ uma conven¸˜o que adotamos para significar que a e b pertencem cheio. 8] = {x ∈ R | 5 < x ≤ 8} ´ o conjunto formado pelos n´ meros e u maiores que 5 e iguais ou menores que 8. n˜o incluindo a e e u a b. 8) = {x ∈ R | 5 < x < 8} ´ o conjunto dos n´ meros maiores e u que 5 e menores que 8. Intervalo fechado ` esquerda e aberto ` direita a a {x ∈ R | a ≤ x < b} = [a. n˜o incluindo a e e u a incluindo b. Exemplo: (5. b]. Veja a representa¸˜o geom´trica abaixo. ca e a b CEDERJ 134 . x pode ser igual ou maior que 5 e igual ou menor que 8. Veja a representa¸˜o geom´trica abaixo. Veja a interpreta¸˜o geom´trica abaixo. b) ´ o conjunto dos n´ meros reais compreendidos entre a e b incluindo a e n˜o e u a incluindo b. ca e a b Exemplo: (5.Conjuntos Exemplo: [5. E ca ao intervalo [a.

. 8) = {x ∈ R | 5 ≤ x < 8} ´ o conjunto dos n´ meros maiores que e u 5 ou iguais a 5 e menores que 8 5 8 Intervalos infinitos [a.b. Isto e e ´. ´ definido por e 1 −m 1 1 1 = . das defini¸˜es anteriores.AULA 12 Exemplo: [5. -1 0 Nota: R = (−∞. −1)={x ∈ R | x < −1}. denominamos potˆncia n-´sima de b e representamos por bn . ao produto de n u u fatores b.Conjuntos ´ MODULO 1 .. ∞). co a u b = 0 e c = 0.c)n = bn . ca bm = b0 = 1. ca e a Exemplo: (2. se b = 0.cn d) bm . ent˜o. Note que. a 1 −m b m bm m a) b = b) = m b c c c) (b. b b b b Por defini¸˜o. Veja e u u a representa¸˜o geom´trica abaixo. vem que se n e m s˜o n´ meros inteiros.. e bn = b. ∞) = {x ∈ R | x > 2} 2 Outro exemplo:(−∞..bn = bm+n e) (bm )n = bm. ∞) = {x ∈ R | x ≥ a}.n 1 3 1 1 Exemplos: = 3 = 2 2 8 −3 2 3 3 (−3)3 27 − = − = =− 3 3 2 2 8 (−m fatores) 135 CEDERJ . ´ o conjunto de todos os n´ meros reais maiores ou iguais ao n´ mero a. Potˆncias e ra´ e ızes de n´meros reais u Dado um n´ mero real b e um n´ mero natural n ≥ 1.b (n fatores) Tamb´m se b = 0 e m ´ um n´ mero inteiro negativo ent˜o a m-´sima potˆncia e e u a e e de b. colocamos.b..

Casos de existˆncia da raiz e 1) Se n > 0 ´ par e b ≥ 0 ent˜o sempre existe e a √ 6 No entanto n˜o tem sentido −2. n b b e u Potˆncia racional de um n´mero real m Se b ´ um n´ mero real e q = e u ´ um n´ mero racional. lemos “raiz c´ bica de c”. chamamos este n´ mero de raiz n-´sima de b e indicamos como u e x= √ n b. indicamos sim√ √ plesmente por b e lemos “raiz quadrada de b”. Caso x exista. e Exemplo: (−9)− 3 = 136 2 3 (−9)−2 = 3 1 = (−9)2 3 1 1 1 = √ = √ . e u n ent˜o definimos a √ m n bq = b n = bm . onde n > 0. 2) Se n > 0 ´ ´ e ımpar e b ´ um n´ mero real qualquer ent˜o existe e u a plo. a √ n b. desde que a raiz n-´sima de bm esteja bem definida. Por exemplo.b = a . u u Nota 2: Sempre que a raiz estiver bem definida vale √ n √ √ √ a a n n n n a . Tamb´m 3 c.Conjuntos Ra´ ızes de n´ meros reais u Considere um n´ mero natural n e um n´ mero real b. 243 3 √ n b. Por exem- √ e u Nota 1: No caso de 2 b. Queremos enconu u trar um outro n´ mero real x tal que u xn = b. √ 1 1 3 −125 = −5. onde c ´ um e e n´ mero real. 5 − =− . √ 4 81 = 3. b e = √ . 3 81 81 333 CEDERJ . onde b ´ um n´ mero real positivo.

4. {2}}. 6. (FGV-72) Se A = {1. 2. e) A ⊃ C. 1}. 6. Sendo A = {2. g) D ⊃ B. c) C ⊂ D. 2. (EPUSP-70) No diagrama. (AMAN-74) Dados os conjuntos A = ∅ e B = ∅ tais que (A ∪ B) ⊂ A ent˜o: a a) A ⊂ B b) A ∩ B = ∅ c) A ∪ B = ∅ d) B ⊂ A e) B ∈ A 137 CEDERJ . 8}. 3. 8}. escrever em s´ ımbolos da teoria dos conjuntos: a) 2 pertence a A b) 1 pertence a B c) 3 n˜o pertence a B a d) A n˜o ´ igual a B a e 3. 2. y. c) {0. 6. B = {2. } e D = {0. {+2}} d) {0. C = {0. Dado o conjunto A = {x. 4. {0}} 5. z}. (A − B) ´: e a) {3. assinalar as afirma¸˜es verdadeiras: co a) B ⊂ A. 2. {1}}. a parte hachurada representa: a) (A ∪ C) − B c) (A ∩ B) − C e) A − (B − C) b) (B ∩ C) − A d) (A ∩ C) ∪ B B A C 6. 3. x. b) {3. 2. {3}}. 5} e B = {0.AULA 12 Exerc´ ıcios 1. 10}. 8. z} d) x ∈ A e) {x} ∈ A f) A ∈ A 2. b) B ⊂ D d) D ⊂ A f) A ⊃ B h) C ⊂ A 4. associar V (verdadeira) ou F (falsa) em cada senten¸a a seguir: c a) 0 ∈ A b) y ∈ A / c) A = {y. 3. {1}} e B = {1.Conjuntos ´ MODULO 1 . Sendo A = {0.

3. a d) se x ∈ B ent˜o x ∈ A. (UFRS-80) Sendo A = {0. 2} ⊂ u X ⊂ {1. (MACK-SP-79) Se A e B s˜o dois conjuntos tais que A ⊂ B e A = ∅.049 d) n = 2. / c) se x ∈ B ent˜o x ∈ A. I) A ∩ (B ∪ C) II) A ∩ (B ∩ C) III) A ∩ (B ∩ C) IV) A ∩ (B ∩ C) A(s) afirma¸˜o(¸˜es) correta(s) ´ (s˜o): ca co e a a) I b) III c) I e IV d) II e III e) II e IV C A B 12. O conjunto Y de todos os subconjuntos de A tem n elementos. 1} e B = {2.047 c) n = 2. / b) sempre exite x ∈ B tal que x ∈ A.050 8. O n´ mero de elementos de (A × B) e u ´: e a) 2m + 2n b) 2m×n c) 2m+n d) m × n e) m + n 11. (FGV-SP-80) Considere as afirma¸˜es a respeito da parte hachurada co do diagrama seguinte: OBS. o n´ mero de elementos u [P (A) ∩ P (B)] ´: e a) 0 CEDERJ 138 b) 1 c) 2 d) 4 e) 8 . (CONCITEC-72) Seja A um conjunto de 11 elementos.: U = A ∪ B ∪ C ´ o conjunto universo e B e C s˜o os complee a mentares de B e C. 3}. respectivamente. (PUC-RJ-79) O n´ mero de elementos do conjunto A ´ 2m e o n´ mero u e u n de elementos do conjunto B ´ 2 . Pode-se concluir que: a) n = 2. (CESGRANRIO-79) O n´ mero de conjuntos X que satisfazem: {1. 2.Conjuntos 7.048 b) n = 2. a ent˜o a a) sempre existe x ∈ A tal que x ∈ B.046 e) 2. 4} ´: e a) 3 b) 4 c) 9 d) 6 e) 7 10. / a / e) A ∩ B = ∅ 9.

∞) e C = [−3. F. f) F . c) 6. g). d). V.Conjuntos ´ MODULO 1 . a) 2 ∈ A. a) a 8. a a II . a). um estudante observa que: e I . 2. ∞). 4]. d) A = B. c) V . de manh˜ ou ` tarde. c) 11.Choveu 7 vezes. 4] CR B = [−2. Dados A = [1. 4] 14. (ITA) Depois de N dias de f´rias. b) 5. n˜o chove ` tarde.Quando chove de manh˜. V. IV . d) 12. 4. 1] A ∩ B ∩ C = (1. V 14 b) b) 9 c) 10 d) 11 e) 8 139 CEDERJ . d) 9.AULA 12 13. assinale A−B =∅ (A ∪ B) ∩ C = [1. h) s˜o verdadeiras. a) F . b) 10. −2) ∪ (1.Houve 5 tardes sem chuva. c). a O n´ mero N de dias de f´rias foi: u e a) 7 Gabarito 1. e) F . b) 1 ∈ B. 3. d) 7. d) V . b) F . a a a III . falso ou verdadeiro ( ( ( ( ) ) ) ) B = (−∞.Houve 6 manh˜s sem chuva. c) 3 ⊂ B. b) 13.

.

Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . c}. os n´ meros reais podem ser identificados com u 2 uma reta. y) | x ∈ A e y ∈ B}. A × B = {(x. Exemplo: Se A = {1.AULA 13 Aula 13 – Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Objetivos: Ap´s estudar esta aula vocˆ ser´ capaz de: o e a • Distinguir entre uma rela¸˜o e uma fun¸˜o entre dois conjuntos. (b. A × ∅ = ∅ ou ca e ∅ × B = ∅. (2. contradom´ ınio e esbo¸ar gr´ficos de fun¸˜es. c). Veja a figura abaixo. ca ca • Definir dom´ ınio. e 4) O produto cartesiano de duas c´pias do conjunto de n´ meros reais R. 1). 2) Se A = ∅ ou B = ∅. isto ´. (c. 2)} Notas: 1) De modo geral A × B = B × A. 3) Se A = B podemos escrever o produto cartesiano A × A como A2 . onde o ponto P do 141 CEDERJ . b). (2. 2). a). Como vimos na Aula 1. 1). a). por defini¸˜o A × B = ∅. (b. 2). y) | x ∈ R e y ∈ R}. isto ´. (2. atrav´s de e e um sistema de coordenadas. pode ser identificado com um plano. (c. (a. c)} e B × A = {(a. o u fornece R2 = {(x. A × A = A2 . 2} e B = {a. ent˜o: a A × B = {(1. b. nos quais o primeiro elemento e pertence a A e o segundo elemento pertence a B. c a co Produto cartesiano Dados dois conjuntos n˜o vazios A e B. b). (1. (1. Tamb´m R . o produto cartesiano de A por a B ´ o conjunto formado pelos pares ordenados. 1).

uma rela¸˜o R sobre A e B (ou de A em ca B) ´ uma rela¸˜o que associa elementos x ∈ A a elementos y ∈ B. Veja a e u 1 representa¸˜o do ponto Q = − 1. 1). 10} A = {−1. 9)} b) R2 = {(x. 1). 1. ca ca Como vocˆ ver´. 9. 9). (3. x ∈ D ⇔ ∃ y. (1. − . 0. y). y ∈ B | (x. (3.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co plano ´ identificado com um par de n´ meros reais: P = (x. 0). y) ∈ A × B | x = Solu¸˜o: ca R2 = {(1. Exemplo: B = {0. u Rela¸˜es co Dados dois conjuntos A e B. chama-se dom´ ca ınio de R ao conjunto D de todos os elementos de A que aparecem como primeiros elementos nos pares ordenados de R. atrav´s de exemplos. ca 2 5) Se os n´ meros de elementos dos conjuntos A e B s˜o n(A) e n(B) ent˜o u a a para o n´ mero de elementos de A × B vale n(A × B) = n(A) × n(B). (0. y) ∈ R. (0. toda rela¸˜o de A em B detere a e ca mina um subconjunto de A × B. 3} Determine a) R1 = {(x. 1. 0)} √ y} Dom´ ınio e imagem ou contradom´ ınio Dada uma rela¸˜o R de A em B. y) ∈ A × B | y = x2 } Solu¸˜o: ca R1 = {(−1. 1). CEDERJ 142 . mediante e ca uma lei previamente determinada (lei de associa¸˜o ou de rela¸˜o).

2}. ca II) para cada elemento x ∈ D(R) existe um unico y ∈ B tal que (x. Isto significa que. dados os conjuntos A e B. 2. 2) e Im = {−1. 1.AULA 13 Denominamos imagem da rela¸˜o R (ou contradom´ ca ınio) ao conjunto Im de todos os elementos de B que aparecem como segundos elementos nos pares ordenados de R. (0. ca Uma rela¸ao R de A e B que ´ uma fun¸˜o ´ mais comumente represenc˜ e ca e tada pela letra f e do seguinte modo: f : A → B. (2. Im(R) ⊂ B. 143 CEDERJ .Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . −2}. y) ∈ R. 1. Representa¸˜o gr´fica e diagramas de uma rela¸˜o ca a ca Para o ultimo exemplo dado podemos associar a representa¸˜o gr´fica ´ ca a e o diagrama y 2 1 x 1 -1 -2 2 Fun¸˜o ca Fun¸˜o ´ uma rela¸˜o com propriedades especiais. 6} e R = {(0. y) ∈ R ´ III) a imagem da rela¸˜o R. −2)}. Ent˜o a D = {0. y ∈ Im ⇔ ∃ x. onde. D(R) = A. 2. 1. B = {−1. −1). Exemplo: Sejam A = {0. Uma rela¸˜o R do ca e ca ca conjunto A no conjunto B ´ uma fun¸˜o se e ca I) o dom´ ınio da rela¸˜o R. −2. (2. x → y = f (x). x ∈ A | (x. a fun¸˜o tem a lei de correspondˆncia ca e y = f (x). 2). 1).

4. 2. vamos considerar a fun¸˜o f : A → B definida por y = x + 1. u ca podemos representar a fun¸˜o graficamente como pontos do plano. ´ (II) Nenhuma seta termina em mais de um elemento de B A B A B é função é função A B A B não é função não é função Representa¸˜o Gr´fica ca a Dados subconjuntos A e B de n´ meros reais e uma fun¸˜o f : A → B. 1. ou seja. ca f (x) = x + 1 5 x=0→y =0+1=1 x=1→y =1+1=2 x=2→y =2+1=3 • O conjunto A ´ o dom´ e ınio da fun¸˜o. 3}. No exemplo acima. No eixo ca horizontal representamos o dom´ ınio e no eixo vertical. 3. ´ denominado cone e junto imagem da fun¸˜o. 1. que indicamos por Im. 2} e B = {0. 2. que ´ um subconjunto de B. 2. 3}. ca Im = {1.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Exemplo: Sejam os conjuntos A = {0. ca • O conjunto {1. 5}. Representa¸˜o de fun¸˜es por diagramas ca co Um diagrama de setas representando uma rela¸˜o de um conjunto A ca em um conjunto B ´ uma fun¸˜o se: e ca (I) De cada elemento de A parte exatamente uma unica seta. o contradom´ ınio. CEDERJ 144 .

Esta propriedade tem a seguinte interpreta¸˜o: ´ ca toda reta vertical passando pelo dom´ ınio intercepta o gr´fico da fun¸˜o em a ca exatamente um ponto. ca representada abaixo ´ fun¸˜o. pois toda reta vertical passando por pontos de e ca abscissa x ∈ A encontra o gr´fico de f num s´ ponto. (0.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . 0). 2. vem que y=f(x) x = −1 → y = 0 x=0→y=1 x=2→y=3 -1 3 2 1 x 1 2 3 f = {(−1. (2. Exemplos: a) A rela¸˜o f de A em R.3)} e os trˆs pontos assinalados formam o gr´fico da e a fun¸˜o. onde a ca A = {x ∈ R | −1 ≤ x ≤ 1} n˜o ´ fun¸˜o.AULA 13 Exemplo: A = {−1. f (x) = x2 com A = {x ∈ R | −1 ≤ x ≤ 2}. x → y = f (x). a o y -1 2 x b) O gr´fico da rela¸˜o R de A em R representada abaixo x2 + y 2 = 1. 0. ´ que a cada x deve ca e corresponder um unico y. 0. pois h´ retas verticais passando a e ca a por pontos de A que encontram o gr´fico de R em dois pontos. 1). ca Observa¸˜o sobre gr´ficos: Sabemos que um dos requisitos ao qual uma rela¸˜o ca a ca deve satisfazer para ser uma fun¸˜o. 2} e B = {−1. 4} e f (x) = x + 1. 3. 1. a y -1 1 x 145 CEDERJ .

B = {−1. esbo¸amos o gr´fico. Exemplo: (a) Se a fun¸˜o f : A → B. ca ca y 6 5 4 3 2 1 0 1 2 3 x (b) Seja f : R → R x → y = 2x. ponto a ponto. representamos. com alguns pontos auxiliares. 1. a Usando os valores j´ calculados na tabela do exemplo a). a x 0 1 y 0 2 2 3 4 6 Nesta situa¸˜o. a c a y 2 -1 0 1 x -2 CEDERJ 146 . 4. No ena tanto podemos. ent˜o. Veja a tabela de valores abaixo. Para esta fun¸˜o ´ imposs´ construir ca e ıvel uma tabela indicando explicitamente todos os pontos do gr´fico. 6}. deduzir a forma do gr´fico f . onde A = ca e ´ {0. E poss´ ıvel calcular todos os pontos do gr´fico cartesiano de f . ´ tal que x → y = 2x. 3}. 2. ´ constitu´ pelos pontos representaa a e ıdo tivos dos pares (x. atribuimos valoc a ca res convenientes a x no dom´ da fun¸˜o e determinamos os correspondentes ınio ca valores de y = f (x). y).Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Esbo¸o do Gr´fico de uma Fun¸˜o c a ca Para esbo¸armos o gr´fico cartesiano de uma fun¸˜o f . a fun¸˜o. 0. 2. O gr´fico.

2 2 2 4 2 4 √ 2 √ √ √ f ( 2) = ( 2) − 2 = 2 − 2 . b) f (x) = 2 ⇒ x2 − x = 2. 1 1 1 1 1 1 f = − = − =− . b) Determinar os elementos de D(f ) cuja imagem pela f vale 2. f (6) = 62 − 6 = 30. Seja a fun¸˜o f : [0. Do mesmo modo. 2 √ f ( 3 − 2). f √ 1 . Solu¸˜o: ca a) Para calcularmos a imagem de 6 pela f . 2 Solu¸˜o: ca a) f (0) = 02 − 0 + 1 = 1.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . basta substituir x por 6 em f (x) = x2 − x. x2 = −1 s˜o os dois valores solu¸˜o. x2 − x − 2 = 0 √ −b ± b2 − 4ac x= 2a √ 1±3 1± 1+8 = x= 2 2 x1 = 2.AULA 13 Exerc´ ıcios Resolvidos 1. ∞) → R dado por f (x) = ca √ 1 f (0). Seja a fun¸˜o f : R → R ca x → y = x2 − x a) Calcular f (6). 0+1 147 CEDERJ 2 x2 − x + 1 · Calcule x+1 . a ca 2. f ( 2). f e f ( 2 − 1). √ √ √ f ( 3 − 2) = ( 3 − 2)2 − ( 3 − 2) √ √ = 3−4 3+4− 3+2 √ = 9 − 5 3.

: ca e o 2x 2 f (x) = x . no qual a defini¸˜o faz sentido (ou e ca onde a fun¸˜o pode operar). f (x) = . · 2 5 2−6 √ √ = = .Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co 1 1−2+4 − 1 +1 ( 1 )2 − 1 + 1 2 2 4 = 4 1 2 = 1+2 = 1 +1 +1 2 2 2 √ √ √ ( 2 − 1)2 − ( 2 − 1) + 1 √ = c) f ( 2 − 1) = 2−1+1 √ √ √ 2−2 2+1− 2+1+1 5−3 2 √ = = √ = 2 2 √ √ √ √ 5 2 − 3 2. Sendo f (x) = x2 . D(f ). subentende-se que o dom´ ınio de defini¸˜o ca x+1 de f . etc. 4 3 2 3. f : R → R assinale (V) ou (F): a) f (2) = f (−2) ( ) b) f (1) > f (0) ( ) √ √ √ √ c) f ( 2 + 3) = f ( 2) + f ( 3) − 5 ( ) √ √ √ √ d) f ( 2 · 3) = f ( 2) · f ( 3) ( ) Solu¸˜o: ca  f (2) = 22 = 4 a) (V) f (−2) = (−2)2 = 4 ⇒ f (2) = f (−2)  f (1) = 12 = 1 b) (V) f (0) = 02 = 0 ⇒ f (1) > f (0) √ √ √ √ √ √ c) (F) f ( 2 + 3) = ( 2 + 3)2 = 2 + 2 6 + 3 = 5 + 2 6 √ √ √ √ f ( 2) + f ( 3) − 5 = ( 2)2 + ( 3)2 − 5 = 2 + 3 − 5 = 0 √ √ √ √ ⇒ f ( 2 + 3) = f ( 2) + f ( 3) − 5 √ √ √ √ √ d) (V) f ( 2 · 3) = ( 2 · 3)2 = ( 6)2 = 6 √ √ √ √ ˙ f ( 2) · f ( 3) = ( 2)2 ( 3)2 = 2 · 3 = 6 √ √ √ √ ⇒ f ( 2 · 3) = f ( 2) · f ( 3) Determina¸˜o de Dom´ ca ınios de Fun¸˜es Num´ricas co e Em geral. ´ o maior subconjunto de R. quando se define uma fun¸˜o f atrav´s de uma f´rmula (ex.). 2 2· 2 b) f 1 2 = 3 4 3 2 = 3 2 1 × = . ca CEDERJ 148 .

Ou seja D(f ) = x∈R| √ 1 <x≤ 3 2 149 CEDERJ . 2x − 1 pode assumir todos os valores reais. c) f (x) = √ 3 2x − 1 O radicando de uma raiz de ´ ındice ´ ımpar pode ser negativo ou nulo ou positivo. 3 ≥ x2 e x > . D(f ) = R. +∞).Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . a 3 − x2 ≥ 0 e 2x + 1 > 0 1 Ou seja.AULA 13 Exemplos: Defina os dom´ ınios das fun¸˜es abaixo. co x+3 x−2 a) f (x) = Basta impor que o denominador n˜o pode ser nulo: x − 2 = 0 ⇔ x = 2 a Portanto. o radicando de uma raiz quadrada n˜o pode ser negativo. Portanto. b) f (x) = √ 2x − 6 Em R. ´ exigˆncia que os e e radicandos sejam n˜o negativos. D(f ) = {x ∈ R | x ≥ 3} = [3. Assim. 2 Veja as representa¸˜es gr´ficas: co a e -V3 V3 1/2 Portanto a interse¸˜o destes conjuntos determina o dom´ ca ınio. D(f ) = {x ∈ R | x = 2} = R − {2}. o denominador deve ser a e n˜o nulo. 2x − 6 ≥ 0 ⇔ 2x ≥ 6 ⇔ x ≥ 3 Portanto. √ 4 3 − x2 d) f (x) = √ 2x + 1 Como as ra´ ızes envolvidas s˜o todas de ´ a ındice par. Al´m disso. ou seja. Pora tanto.

Sejam A = {x ∈ Z | −2 ≤ x ≤ 2}. b) Indicar os conjuntos Dom´ ınio e Imagem. B = {x ∈ Z | −6 ≤ x ≤ 6} e a rela¸˜o R = {(x. J. Determine o n´ mero real x. 5} se D = {(x. Identifique as fun¸˜es. y) ∈ A × B | x = y + y 2}. y = 4x − 1 ca a u define uma rela¸˜o H ⊂ R × R. Considere as rela¸˜es G. Defina os m´ximos subconjuntos de n´ meros reais que s˜o dom´ a u a ınios das fun¸˜es abaixo: co a) f (x) = 2x − 3 x−2 b) f (x) = 5 x+2 3. Seja Z o conjunto dos n´ meros inteiros e sejam os conjuntos A = {x ∈ u Z | −1 < x ≤ 2} e B = {3.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Exerc´ ıcios . tal que (x. 2. 4. u a) x = 0 b) x = 1 c) x = −1 d) x = 5 e) x = −5 CEDERJ 150 . a co relação G y relação H y B B A x a x A relação M y relação J y B B A x A x 4. onde R s˜o os n´ meros 2x − 3 reais. M do conjunto A no conjunto B conco forme os gr´ficos abaixo.S´rie A e 1. y) ∈ (A × B) | y ≤ x + 4}. Solicita-se: ca a) Enumerar os pares ordenados de R. 1) ∈ H. H. Ent˜o: a a) D = A × B b) D tem 2 elementos c) D tem 1 elemento d) D tem 8 elementos e) D tem 4 elementos 5.

temos: y = x a) 2 pares b) nenhum par c) 3 pares d) infinitos pares e) 1 par 7. Estabelecer se cada um dos esquemas abaixo define ou n˜o uma fun¸˜o a ca de A = {−1. basta: ca a) apagar a seta (1) e retirar o elemento s b) apagar as setas (1) e (4) e retirar o elemento k c) retirar os elementos k e s d) apagar a seta (4) e retirar o elemento k e) apagar a seta (2) e retirar o elemento k 151 CEDERJ . 0. 2. 0. 3}.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . Justificar. y) de n´ meros reais que satisfazem `s u a condi¸˜es co  x2 + y 2 ≤ 1 . representada no ca ¯ diagrama abaixo: M x 4 1 2 N t p 3 y z w k q r s 5 Para que f seja uma fun¸˜o de M em N. 2} em B = {−2. 1. −1. A a) -1 0 1 2 R B b) -2 -1 0 1 2 3 -1 0 1 2 A S B -2 -1 0 1 2 3 A c) -1 0 1 2 T B d) -2 -1 0 1 2 3 -1 0 1 2 A V B -2 -1 0 1 2 3 8.AULA 13 6. (UFF-93 1a fase) Considere a rela¸˜o f de M em N. 1. Determinado-se os pares (x.

(PUC-95) Dentre os 4 desenhos a seguir: y y x x I y y II x x III IV a) Somente I pode ser gr´fico de fun¸˜o da forma y = f (x).Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co 9. a co c) Nenhum deles pode ser gr´fico de fun¸˜es da forma y = f (x). III e IV podem ser gr´ficos de fun¸˜es da forma y = f (x). Esboce o gr´fico de: a a) y = x2 − 1. a ca b) I. 2] CEDERJ 152 x . 10. (UFF-94-1a fase) O gr´fico que melhor representa a fun¸˜o polinomial a ca ¯ 4 2 p(x) = (x − 1) (x − 4)(x + 9 ) ´: e A) y B) y 0 C) x D) 0 x y y E) y 0 x 0 x 0 11. D = R b) f (x) = x − 2. a a co e) Nenhuma das respostas acima. sendo D = [−2. a co d) II e IV n˜o podem ser gr´ficos de fun¸˜es da forma y = f (x).

c a S˜o fun¸˜es: a co a) somente a I b) somente a II c) somente a III d) todas e) nenhuma 16. a segunda. para aquele dia. Determine a e b. o unico que pode representar uma a ´ fun¸˜o de vari´vel real ´: ca a e a) y b) y c) y x x x d) y e) y x x 153 CEDERJ . o conjunto das trˆs ´ e m˜es. calcule o n´ mero de elementos de A × B. o conjunto das seis crian¸as e as seguintes rela¸˜es: a c co I) A que associa cada m˜e a seu filho. 13. (UFF/95 . x − 8) = (1 − 3y. Se os conjuntos A e B possuem. A primeira teve gˆmeos.1a fase) Em um certo dia.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . Considere. trˆs m˜es deram ` luz em uma e a a ¯ maternidade. 2y) = (6. a III) A que associa cada crian¸a a seu irm˜o. trigˆmeos e a tere e ceira. u 15. de modo que: a) (x + 2. y − 3) = (2x + 1. de modo que os pares ordenados (2a − 1. (PUC) Entre os gr´ficos abaixo. um unico filho. a II) A que associa cada filho a sua m˜e. 5 e 7 elementos. y 2) 14. y) c) (x2 + x. b + 2) e (3a + 2.AULA 13 12. 2b − 6) sejam iguais. respectivamente. 3y − 1) b) (2x. Determinar x e y.

(UFC-CE) Qual dos gr´ficos a seguir n˜o pode representar uma fun¸˜o? a a ca a) y b) y c) y d) y e) y 19. 1415) = 0 c) 0 ≤ f (a) + f (b) + f (c) ≤ 3 d) f [f (a)] = 0 e) f (0) + f (1) = 1 20. 1} e 154 CEDERJ . (SANTA CASA-82) Seja f uma fun¸˜o de Z em Z. (UERJ/93) A fun¸˜o f definida no conjunto dos inteiros positivos por: ca   n . se x ´ par e f (x) = 1. pode-se afirmar que: co a) f ´ injetora e n˜o sobrejetora e a b) f ´ sobrejetora e n˜o injetora e a c) f (−5) · f (2) = 1 d) f (f (x)) = 0. ∀ x ∈ R e) O conjunto-imagem de f ´ {0.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co 17. se n for ´ ımpar O n´ mero de solu¸˜es da equa¸˜o f (n) = 25 ´: u co ca e a) zero b) um c) dois d) quatro e) infinito 18. definida por ca  0. se n for par f (n) = 2 3n + 1. se x ´ ´ e ımpar Nestas condi¸˜es. (FGV-SP) Considere a seguinte fun¸˜o de vari´vel real ca a  1 se x ´ racional e f (x) = 0 se x ´ irracional e Podemos afirmar que: a) f (2. 3) = 0 b) f (3.

(UNIFICADO-92) Qual dos gr´ficos abaixo representa.AULA 13 21. NAO ´ injetora a co definida por: a) T (x. Ent˜o f (x) ´ igual a: a e a) x2 − 2 b) 10 − 3x c) −3x2 + 16x − 20 d) x2 − 6x + 10 e) x2 + 6x − 16 155 CEDERJ . (FUVEST-82) O n´ mero real α ´ solu¸˜o simultˆnea das equa¸˜es u e ca a co f (x) = 0 e g(x) = 0 se e somente se α ´ raiz da equa¸˜o: e ca a) f (x) + f (x) = 0 b) [f (x)]2 + [g(x)]2 = 0 c) f (x) · g(x) = 0 d) [f (x)]2 − [g(x)]2 = 0 e) f (x) − g(x) = 0 ˜ e 22.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . x) c) T (x.S´rie B e 1. y) = (−y. y) = (2x. (PUC-93) Entre as fun¸˜es T : R2 → R2 abaixo. ca A) y B) C) D) y y E) y y x x x x x 2. y) = (x. y + 1) Exerc´ ıcios . 2y) d) T (x. em R2 as solu¸˜es a co 2 2 da equa¸˜o y = x(x − 1). f (50) ´ igual a: a e a) 105 b) 103 c) 101 d) 99 e) 97 3. Ent˜o. (FUVEST-SP) Seja f uma fun¸˜o tal que f (x + 3) = x2 + 1 para todo ca x real. tal que f (x + 1) = ca f (x) + 2 e f (2) = 3. 0) b) T (x. y) = (x + 1. (IBEMEC 98) Considere a fun¸˜o f . x) e) T (x. y) = (y. de R em R.

considere as afirmativas: u I) existe um n´ mero natural n˜o-nulo n tal que f (n) = n. O valor de f (−2) + f − +f ´: e 5 3 9. (UFF/96) Para a fun¸˜o f : N∗ → N∗ .) Se f (3x) = ¯ a) x+5 6 b) 3x − 1 2 x + 1 ent˜o f (x − 1) ´ igual a: a e 2 5x + 3 3x c) d) e) 3x − 2 2 2 2 · f (n) + 1 5. 3. CEDERJ 156 . (UFMG) A fun¸˜o f : R → R associa a cada n´ mero real x o meca u 1 2 nor inteiro maior do que 2x.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co 4. ca a) Determine as ra´ da equa¸˜o g(x) = 0 ızes ca b) Determine os intervalos do dom´ ınio de g(x) nos quais esta fun¸˜o ´ ca e estritamente crescente. a e Assinale a op¸˜o que cont´m a(s) afirmativa(s) correta(s): ca e a) apenas II d) apenas I b) apenas I e III e) apenas I e II c) I. que a cada n´ mero natural n˜oca u a nulo associa o seu n´ mero de divisores. qualquer que seja o valor da vari´vel x. II e III 8. . Sabendo a que f (2) = 1 podemos concluir que f (5) ´ igual a: e 5 1 a) b) 1 c) d) 5 e) 10 2 3 7. 2. (FUVEST/93) Uma fun¸˜o de vari´vel real satisfaz a condi¸˜o ca a ca f (x+1) = f (x)+f (1). Se f (n + 1) = para n = 1. . u a II) f ´ crescente e III) f n˜o ´ injetiva. . e se f (1) = 2. (UGF-96-2o Sem. ent˜o o a 2 valor de f (101) ´: e a) 49 b) 50 c) 53 d) 52 e) 51 6. (UFRJ/93) Uma fun¸˜o f (x) tem o seguinte gr´fico: ca a Considere agora uma nova fun¸˜o g(x) = f (x + 1).

Definimos: f : N → N Calcule f (3). a cada n´ mero real ca u x. (CESGRANRIO) Seja f (x) a fun¸˜o que associa. Ent˜o o valor m´ximo de u a a f (x) ´: e a) 1 b) 3 c) 4 d) 5 e) 7 11.AULA 13 10. (PUC-92) Um reservat´rio tem a forma de um cone de revolu¸˜o de eixo o ca vertical e v´rtice para baixo. (FEI-73) Chama-se ponto fixo de uma fun¸˜o f um n´ mero real x tal ca u 1 a que f (x) = x. Enche-se o reservat´rio por interm´dio e o e de uma torneira de vaz˜o constante. Os pontos fixos da fun¸˜o f (x) = 1 + s˜o: ca x a) x = ±1 √ 1± 5 b) x = 2 c) n˜o tem ponto fixo a d) tem infinitos pontos fixos 13.  f (0) = 1 f (n + 1) = 2f (n) 12.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . O gr´fico que melhor representa a a o n´ da ´gua em fun¸˜o do tempo. o menor dos n´ meros (x + 1) e (−x + 5). contado a partir do instante em ıvel a ca que a torneira foi aberta ´: e A) nível B) nível tempo C) nível D) nível tempo E) nível tempo tempo tempo 157 CEDERJ .

c) 20. b) 18.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Gabarito S´rie A e 1. d) 3 d) 4. a) S´rie B e 1. d) 9. 3. b) 11. (2. 0. 35 15. −1. c) 7. b) 8. d) x = ±2 e y = ± 3. c) 19. a) n˜o b) n˜o c) sim d) sim. b) D(f ) = {x ∈ R | x > −2} = (−2. b) Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. c) 6. √ c) x = −3 ou x = 2 e y = 0 ou y = 2. 2}. 1)}. 8. (0.1) 12. 12. a) x ∈ {−2. a = −3. Apenas G ´ fun¸˜o. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. −2). e) 21. 2) ∪ (2. ∞). b) 16. d) a a 11. d) 7. 4. 3} b) (−3. -2 10. d) e ca 5. −1). Im(R) = {−2.b) 10. b) D(R) = {0. a) D(f ) = {x ∈ R | x = 2} = (−∞. 1}. f (3) = 16 CEDERJ 158 . b) 22. 14. a) R = {(2. ∞). A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. 0. e e ıcio 6. 2. b) 13. a) 2. 0). d) 17. a) 5. d) 9. a) x = 1 e y = −1 b) x = 5 e y = −3. (0. −1) e (0. b = 8 13.

Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . ca • Possa resolver problemas envolvendo fun¸˜es inversas e possa represenco tar graficamente as solu¸˜es. Nota¸˜o: h = g ◦ f . h a fun¸˜o a ca ca composta de f e g. ca No diagrama abaixo est´ representada a composi¸˜o de f em g. ca • Possa decidir quando uma fun¸˜o possui ou n˜o inversa.AULA 14 Aula 14 – Fun¸˜es composta e inversa co Objetivos: S˜o objetivos desta aula possibilitar que vocˆ: a e • Entenda e trabalhe com o conceito de fun¸˜o composta. Ent˜o a fun¸˜o h de A em C. injetiva e bijetiva e de ca fun¸˜o inversa. ca a • Entenda os conceitos de fun¸˜o sobrejetiva. co Fun¸˜o composta ca Considere f uma fun¸˜o do conjunto A no conjunto B e g uma fun¸˜o ca ca do conjunto B no conjunto C. a ca A −→ B −→ C g◦f f g Exemplos (i) Se ent˜o h = g ◦ f ´ tal que a e A 0 h a b c 2 d 1 159 CEDERJ . pode ser definida por h(x) = g(f (x)).

+ 5] CEDERJ 160 . a) obter a fun¸˜o composta h = g ◦ f e m = f ◦ g ca b) calcule h(2) e m(−3) c) existem valores x ∈ R tais que h(x)=0? Solu¸˜o: ca a) h(x) = g(f (x)) = g(x2 − 1) = x2 − 1 + 3 h(x) = x2 + 2 m(x) = f (g(x)) = f (x + 3) = (x + 3)2 − 1 m(x) = x2 + 6x + 9 − 1 = x2 + 6x + 8 b) h(2) = 22 + 2 = 4 m(−3) = (−3)2 + 6(−3) + 8 m(−3) = 9 − 18 + 8 = −1 c) h(x) = 0 ⇔ x2 +2 = 0 (esta equa¸˜o n˜o tem solu¸˜o x ∈ R). +3] √ √ c) [−2. + 2] a) [+ 5. Sabendo-se que f (x) = 5 + x2 e que a √ imagem da fun¸˜o f ◦ g ´ o intervalo real [+ 5. +3]. + 5] d) [− 5. a √ (ii) Sejam f : R → R e g : R → R. Resposta: ca a ca N˜o. f : Z → Z f (x) = x − 2 u ent˜o a fun¸˜o composta h : Z → Z pode ser calculada por a ca h(x) = g(f (x)) h(x) = g(x − 2) h(x) = (x − 2)3 g: Z → Z g(x) = x3 Exerc´ ıcios resolvidos (i) Sejam as fun¸˜es f : R → R e g : R → R definidas por f (x) = x2 − 1 e co g(x) = x + 3.Fun¸˜es composta e inversa co (ii) Suponha Z o conjunto dos n´ meros inteiros. +2] √ √ e) [− 5. a alternativa que ca e representa a imagem da fun¸˜o g ´: ca e √ b) [−2.

a Logo.AULA 14 Solu¸˜o: ca g f Im(fog) R R V5 3. Determine co a express˜o de f . Ora x − 3 ≥ 0 ⇔ x ≥ 3 e x − 3 < 0 ⇔ x < 3. ca Em virtude da defini¸˜o de f precisamos saber quando x − 3 ≥ 0 e ca quando x − 3 < 0. Logo √ 5 ≤ 5 + g 2 (x) ≤ 3 ⇒ Ent˜o 0 ≤ g 2(x) ≤ 4.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . R f ◦ g(x) = f (g(x)) = 5 ≤ 5 + g 2(x) ≤ 9 5 + g 2(x).  (x − 3)2 se x ≥ 3 Logo h(x) = x − 3 se x < 3 (iv) Sejam as fun¸˜es reais g(x) = 3x+2 e (f ◦g)(x) = x2 −x+1. (iii) Sejam as fun¸˜es f : R → R e g : R → R definidas por co  x2 se x ≥ 0 f (x) = g(x) = x − 3. x se x < 0 Encontre a express˜o que define f ◦ g = h. a Solu¸˜o: h(x) = f (g(x)) = f (x − 3). Solu¸˜o: ca f (y) = f (y) = y−2 3 2 − y−2 +1 3 y 2 − 4y + 4 y − 2 − +1 9 3 1 f (y) = [y 2 − 4y + 4 − 3(y − 2) + 9] 9 1 f (y) = [y 2 − 7y + 19] 9 161 CEDERJ . a (f ◦ g)(x) = f (g(x)) = f (3x + 2) = x2 − x + 1 y−2 Fa¸amos agora 3x + 2 = y ⇒ x = c 3 Logo. Os valores de g(x) que verificam a desigualdade a acima s˜o −2 ≤ g(x) ≤ 2. 2]. Im g(x) = [−2. Resposta b).

3} e f. e ca Exemplos: Sejam A = {0. representado abaixo. Uma fun¸˜o g : A → B ´ injetora (ou injetiva) se elementos diferentes ca e x1 e x2 do dom´ ınio A d˜o como imagens elementos g(x1 ) e g(x2 ) tamb´m a e diferentes. 1. x1 = x2 ⇒ g(x1 ). injetora e bijetora co Uma fun¸˜o f : A → B ´ sobrejetora se Im(f ) = B. x2 ∈ A. ´ dita uma fun¸˜o bijetora. g : A → B como nos diagramas abaixo. 2}.Fun¸˜es composta e inversa co Fun¸˜es sobrejetora. B = {1. Isto para todo ca e elemento y ∈ B existe x ∈ A tal que f (x) = y. Uma fun¸˜o f : A → B que tem ambas as propriedades injetora e soca brejetora. ca a e ca e f A 0 B 1 A 0 g B 1 1 2 2 3 1 2 2 3 D=A Im = B D=A Im = B Identifica¸˜o a partir do gr´fico se uma fun¸˜o ´ sobrejetora. nem sobrejetora. a e CEDERJ 162 . ca a Se as retas paralelas a Ox e passando pelo contradom´ ınio de f encontram o gr´fico de f em pelo menos um ponto. A fun¸˜o f n˜o ´ injetora. injeca a ca e tora ou bijetora Seja y = f (x) uma fun¸˜o. vale a propriedade: e x1 . Isto ´. 2. g(x) ∈ Im(g) e g(x1 ) = g(x2 ). Considere seu gr´fico. A fun¸˜o g ´ bijetora. f ´ sobrejetora.

f ´ injetora. 0. (2. −1). (1. co Vamos tentar te convencer da validade desta resposta atrav´s de diae gramas. se A = {−1. 1). a o e y f Im(f) 0 x D(f) Fun¸˜o inversa ca Uma fun¸ao f : A → B ´ uma rela¸˜o entre os conjuntos A e B com c˜ e ca propriedades especiais. Entre outras ca ca palavras. Os pares ca e ordenados (x. f se escreve como f = {(−1. a Por exemplo. Suponha c˜ que as coordenadas s˜o trocadas para obter uma nova rela¸ao g.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . (1. f ´ bijetora. 4} e f (x) = x2 . ca Se vocˆ pensar um pouquinho vai chegar ` conclus˜o de que g ´ uma e a a e nova fun¸˜o apenas no caso em que a fun¸˜o f for bijetora. y) deste subconjunto s˜o tais que y = f (x).AULA 14 Se as retas paralelas a Ox encontram o gr´fico de f no m´ximo em um a a ponto. somente as fun¸˜es bijetoras f possuem uma inversa f −1 . B = {−1.4)}. 2}. f como rela¸˜o ´ um subconjunto de A×B. e y CD(f)=Im f 0 x D(f) Se as retas paralelas a Ox e passando pelo contradom´ ınio de f encontram o gr´fico de f em exatamente um s´ ponto. 1). a c˜ g = {(1. 1. 163 CEDERJ . Em que condi¸˜es podemos garantir que. Enquanto rela¸ao. ap´s a invers˜o. g ´ ainda uma co o a e fun¸˜o (e n˜o meramente uma rela¸˜o?) Nos casos afirmativos g ´ chamada ca a ca e −1 fun¸˜o inversa de f e geralmente denotada por f . (4. 2)}. 1. 1).

(iii) Im(f −1 ) = D(f ) = A. ca a f −1 (4) =? Portanto.Fun¸˜es composta e inversa co Caso (I): Se f n˜o ´ injetora ent˜o n˜o existe inversa. pois f (a) = ca a f (b) = 1. A rela¸˜o entre os pares ordenados de f e f −1 pode ser expressa simbolicaca mente por (x. b. Caso (II): Se f n˜o ´ sobrejetora ent˜o n˜o existe inversa. c} e B = {1. possui a fun¸˜o inversa f −1 se e ca ca somente se f ´ bijetora. onde A = {a. c} e B = {1. 2} A fun¸˜o inversa n˜o pode ser definida para o elemento 1. e Seja f : A → B uma fun¸˜o bijetora. onde A = {a. Ent˜o a fun¸˜o inversa f −1 : B → ca a ca A tem as seguintes propriedades: (i) f −1 ´ uma fun¸˜o bijetora de B em A. 4} A fun¸˜o inversa n˜o pode ser definida em 4 ∈ B. Veja um exemplo. a e a a representado no diagrama abaixo. 3. a e a a representado no diagrama a seguir. x) ∈ f −1 ou y = f (x) ⇔ x = f −1 (y) CEDERJ 164 . e ca (ii) D(f −1 ) = Im(f ) = B. 2. y) ∈ f ⇔ (y. uma fun¸˜o f : A → B. Veja um exemplo. b.

e ca Observa¸˜es Importantes co (i) Um exame do gr´fico abaixo nos leva ` conclus˜o que os pontos (x. y (x.y) y=x x (y. (iii) Um exemplo importante ´ o da fun¸˜o identidade. logo. se escrevermos y = I(x). I(x) = x. e ca Isto ´. Isto ´. procuramos isolar x. temos que y = x. y = 3x + 2. f (y) = x = 3 Nota: Como a vari´vel pode indiferentemente ser trocada tamb´m podemos a e escrever x−2 f −1 (x) = 3 (ii) Qual ´ a fun¸˜o inversa da fun¸˜o bijetora em f : R → R definida por e ca ca f (x) = x3 ? √ Solu¸˜o: y = f (x) = x3 . Veja a figura abaixo. I : R → R. y−2 y = 3x + 2 ⇒ x = 3 y−2 −1 Logo. s˜o sim´tricos com rela¸˜o ` reta a e ca a y = x. ca √ √ f −1 (x) = 3 x.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . a fun¸˜o identidade e sua inversa coincidem. ca a Partindo de y = f (x). abaixo representados.x) 0 x y 165 CEDERJ . Portanto f −1 (y) = x = 3 y. (i) Qual a fun¸˜o inversa da fun¸˜o bijetora f : R → R definida ca ca por f (x) = 3x + 2? Solu¸˜o: se y = f (x) ent˜o f −1 (y) = x. x) do plano. x = 3 y. y) a a a e (y.AULA 14 Exemplos. Ou seja. ca y y=x 2 2 x ´ E claro que I −1 = I. A representa¸˜o gr´fica e ca a desta fun¸˜o resulta na bissetriz do primeiro quadrante.

a Exemplo: f −1 ◦ f (x) = f −1 (y) = x Seja a fun¸˜o f em R definida por f (x) = 2x − 3. (ii) Sejam f : A → B e a fun¸˜o inversa f −1 : B → A. y) ∈ f ⇔ (y. os pontos que representam uma fun¸˜o e ca sua inversa s˜o sim´tricos em rela¸˜o ` reta y = x. no plano. Construir num mesmo ca plano cartesiano os gr´ficos de f e f −1 . Isto ´. implica que e ent˜o f ◦ f −1 = Id. De fato a co y = f (x) ⇔ x = f −1 (y). a Solu¸˜o: ca f (x) = 2x − 3 x y -1 -5 0 -3 1 -1 2 1 3 3 4 5 y f y=x f-1 f −1 (x) = x+3 2 x y -5 -1 -3 0 -1 1 1 2 3 3 5 4 x CEDERJ 166 . Ent˜o f ◦ f −1 : B → B ca a −1 e f ◦ f : A → A s˜o fun¸˜es identidade. a f ◦ f −1 (y) = f (x) = y Tamb´m e e ent˜o f −1 ◦ f = Id. os gr´ficos que a e ca a e a −1 representam f e f s˜o sim´tricos em rela¸˜o ` reta bissetriz do 1o e 4o a e ca a ¯ ¯ quadrante.Fun¸˜es composta e inversa co Lembrando a rela¸˜o ca (x. x) ∈ f −1 podemos concluir que.

a. respectivamente: a a) 1 e 1 2 b) −1 e 1 2 c) 1 e 2 d) 1 e −2 e) 1 e 1 8. a 5. 2). 3. Determine o dom´ ınio de cada fun¸˜o: ca √ √ I) f (x) = |x| II) f (x) = x2 − 4 III) f (x) = 1/x IV) f (x) = x/x 167 CEDERJ . (UNI-RIO 97 .S´rie A e 1.1) b) (1. definida por ca a x+1 f (x) = . (UFF 2001) Dada a fun¸˜o real de vari´vel real f . 0) ∪(1. (UFF 96 . (UFRS .2a fase) Sendo f a fun¸˜o real definida por f (x) = x2 −6x+8. ent˜o f (x + 1) − f (x) ´: a e a) 3 b) f (x) c) 2f (x) d) 3f (x) e) 4f (x) 7. g(x) = 2x. para todo real. onde ca x−2 f (x) = · O n´ mero real x que satisfaz f (f (x)) = −1 ´: u e x+2 a) −4 b) −2 c) 2 d) 4 e) n. 9. Determine: a) f ◦ g(x) b) f ◦ f (x) c) g ◦ f (x) d) g ◦ g(x). Dados f (x) = x2 − 1.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . ca ¯ para todos os valores x > 3.d. x = 1: x−1 a) determine (f ◦ f )(x) b) escreva uma express˜o para f −1 (x). 6. 2) ∪(2. ∞) e) (−∞. 1) ∪(2. ent˜o {x ∈ R | P (x) > 0} ´: a e a) (0. (FATEC SP) Seja a fun¸˜o f tal que f : (R − {−2}) → R.AULA 14 Exerc´ ıcios .1a fase) A fun¸˜o inversa da fun¸˜o bijetora f : R − ca ca ¯ 2x − 3 {−4} → R − {2} definida por f (x) = ´: e x+4 x−4 4x + 3 x+4 a) f −1 (x) = b) f −1 (x) = c) f −1 (x) = 2x + 3 2x − 3 2−x 4x + 3 4x + 3 −1 −1 d) f (x) = e) f (x) = x−2 x+2 4. ent˜o a e b valem.81) Se P (x) = x3 − 3x2 + 2x. Se f (x) = 3x . (FUVEST SP) Se f : R → R ´ da forma f (x) = ax + b e verifica e f [f (x)] = x + 1. 2. ∞) d) (0. Determine o valor de f −1 (3).2) c) (−∞.

(UFF 96 .2a fase) Dadas as fun¸˜es reais de vari´vel real f e g definidas co a ¯ √ por f (x) = x2 − 4x + 3. a fun¸˜o definida por ca  f (0) = 2    o valor de f (5) ´: e a) 17 CEDERJ 168 f (1) = 5    f (n + 1) = 2f (n) − f (n − 1) c) 5 d) 4 e) 10 b) 6 . Se f (x + 1) = a) x = 1/2 3x + 5 (x = −1/2). tal que u c) f −1 (x) = f 1 . com x ≥ 2 e g(x) = 2 + 1 + x. para qualquer n´ mero real x. Sejam as fun¸˜es reais g(x) = 2x − 2 e (f ◦ g)(x) = x2 − 2x. (CE. determine: a) (g ◦ f )(x) 3. com x ≥ −1. o dom´ ınio de f (x) ´ o conjunto dos e 2x + 1 n´ meros reais x tais que: u b) x = −1/2 c) x = −5/3 d) x = 5/3 e) x = −3/5 Exerc´ ıcios . Nos gr´ficos abaixo determine D(f ) e Im(f ) a I) y 12 f II) y 1 -5 1 x 2 1 -1 f 0 3 x 11.SESP-81) Seja f : N → Z. se x = 0 x b) f (0) = f (3) e) f (x − 3) = f (x) − f (3) 4.Fun¸˜es composta e inversa co 10.S´rie B e 1. tem-se: a) f (3x) = 3f (x) d) f (−x) = f (x) √ b) f −1 (120) 9 − x2 . a 2. Determine co a express˜o de f . Dada a fun¸˜o f (x) = ca |x| ≥ 3.

se x ´ par e 2 f (x) = x + 1  . c˜ a e c) A fun¸ao f ´ bijetora. 0) b) (0. Considere a fun¸˜o f : N → N definida por: ca x  . +∞) e) (−∞.AULA 14 5. (MACK SP) Sendo f (x − 1) = 2x + 3 uma fun¸˜o de R em R. Assinale a alternativa e u verdadeira: x+1 ´ o conjunto: e x2 − 3x + 2 a) {x ∈ R | −1 ≤ x < 1 ∨ x > 2} b) {x ∈ R | −1 ≤ x ≤ 1 ∨ x ≥ 2} c) {x ∈ R | x ≤ −1 ∧ x ≥ 2} d) {x ∈ R | −1 ≤ x ≤ 1} e) ∅ 169 CEDERJ . c˜ e a e e) A fun¸ao f ´ sobrejetora e n˜o ´ injetora. a fun¸˜o ca ca inversa f −1 (x) ´ igual a: e a) (3x+1)·2−1 b) (x−5)·2−1 c) 2x+2 d) x−3 2 e) (x+3)·2−1 6. se x ´ ´ e ımpar 2 a) A fun¸ao f ´ injetora. O dom´ ınio da fun¸˜o y = ca onde N ´ o conjunto dos n´ meros naturais. (CESGRANRIO) Considere as fun¸˜es co f: R→R x → 2x + b g◦f: R→ R x → g(f (x)) = 4x2 − 12x + 9 podemos afirmar que b ´ um elemento do conjunto: e a) (−4.2) c) (2. c˜ e d) A fun¸ao f ´ injetora e n˜o ´ sobrejetora. c˜ e b) A fun¸ao f n˜o ´ sobrejetora.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . −4) g: R → R x → x2 onde b ´ uma constante. c˜ e a e 8. Conhecendo-se a composta e 7.4) d) (4.

uma express˜o para f (1/x) a +1 x2 x2 + 1 d) 1 +x x2 e) 1 x2 + 1 c) 11. a Gabarito S´rie A e c) g ◦ f (x) = 2x2 − 2 x+1 d) g ◦ g(x) = 4x 2. a) 7. a) (f ◦ f )(x) = x b) f −1 (x) = x−1 5. O valor de f −1 (4) ´: ca e x a) 1/4 b) 1/2 c) 1 d) 2 e) 4 10. 2] 11. a) 5. a) 8. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. a) f ◦ g(x) = 4x2 − 1 b) f ◦ f (x) = x4 − 2x2 . 1].9. d) 4. I) R. c) 4. 5 3. a) (g ◦ f )(x) = x 9. a) S´rie B e 1 1. c) 9. f (x) = x2 − 1 4 6. + Im(f ) = [−1. ∀ x ∈ R b) ∃ y ∈ R | (F ◦ F )y = y c) F ◦ F ´ injetora e d) (F ◦ F )(x) = 0 apenas para 2 valores reais de x e) todas as anteriores s˜o falsas. e e ıcio 2. (CESGRANRIO-79) Seja f : (0. d) 6. III) R∗ . e) b) 13 3. 3]. ent˜o: ca a a) (F ◦ F )(x) = x|x2 − 1|. c) 11. (UFMG-80) Seja f (x) = ´: e a) x2 + 1 b) x2 + 1 x2 x2 1 · Se x = 0. Im(f ) = [0. +∞) a fun¸˜o dada por ca 1 f (x) = 2 e f −1 a fun¸˜o inversa de f . b) 10. c) 7. b) 1. IV) R∗ 10. I) D(f ) = [−5. Se F ◦ F representa ca a fun¸˜o composta de F com F . 12] II) D(f ) = [0. e) 8. Considere a fun¸˜o F (x) = |x2 − 1| definida em R. +∞) → (0. a) Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. II) {x ∈ R | x ≤ −2 e x ≥ 2}.

• Identificar se a fun¸˜o linear afim ´ crescente ou decrescente e descrever ca e os pontos do dom´ ınio onde a fun¸˜o ´ positiva ou negativa. vocˆ saber´: o e a • Reconhecer uma fun¸˜o linear afim. ca Q P A O Observe na figura os triˆngulos retˆngulos AOb e bP Q.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . ca e Defini¸˜o ca Uma fun¸ao f : R → R dada por f (x) = ax + b. b) e − . Esta reta ´ o gr´fico e a a de f . ambos com a a a ˆngulo agudo θ. identificar o coeficiente angular e ca representar graficamente no plano. onde a e b s˜o n´ meros c˜ a u o reais e a = 0 ´ chamada de fun¸˜o polinomial do 1¯ grau (ou fun¸˜o linear e ca ca afim). 0 definem uma reta no plano. Suponha para a representa¸˜o abaixo que a > 0 e b > 0. O n´ mero a ´ chamado coeficiente angular e b coeficiente linear da u e fun¸˜o. mas provavelmente o a vocˆ sabe que podemos calcular a tangente do ˆngulo θ usando os triˆngulos. ca Representa¸˜o gr´fica ca a Seja y = f (x) = ax + b. Ent˜o a x=0→y=b b x=− →y=0 a b e os pontos (0. e a a 171 CEDERJ .AULA 15 Aula 15 – Fun¸˜o do 1o grau ca ¯ Objetivos: Ap´s estudar esta aula. N´s ainda n˜o revisamos trigonometria.

e ca θ θ x x a>0 a<0 Exerc´ ıcios resolvidos a ca (i) Construa o gr´fico da fun¸˜o linear f (x) = −x + 3. onde θ ´ a inclina¸˜o do gr´fico a a ca e ca a de f .o Fun¸˜o do 1¯ grau ca Assim tg θ = QP Ob e tg θ = . o coeficiente a ca linear b da reta gr´fico de f ´ o valor da ordenada do ponto de interse¸˜o da a e ca reta com o eixo Oy. y) do gr´fico ca a y = f (x) = −x + 3 x=3 ⇒ y=0 Ent˜o (0. e OA bP b y−b tg θ = b = a e tg θ = . x Nota: (i) Segundo o gr´fico da fun¸˜o linear f (x) = ax + b. temos dois casos a) 0 < θ < 90◦ ⇒ tg θ > 0 e a > 0 logo f ´ fun¸˜o crescente. e ca y=f(x) y=f(x) b) 90◦ < θ < 180◦ ⇒ tg θ < 0 e a < 0 logo f ´ fun¸˜o decrescente. (ii) O valor a d´ origem ` equa¸˜o a = tg θ. Solu¸˜o: Precisamos determinar apenas dois pontos (x.0) s˜o pontos do gr´fico. x a Juntando as equa¸˜es vem que co y−b a= ⇒ y = ax + b. a a a y x=0 ⇒ y=3 3 2 1 1 2 3 x CEDERJ 172 . Isto ´.3) e (3.

b y = ax + b > 0 ⇔ x > − a b y = ax + b = 0 ⇔ x = − a b y = ax + b < 0 ⇔ x < − a b O gr´fico mostra que para x > − o valor y = f (x) ´ positivo e para a e a b x < − . Logo f (x) = x − 3.AULA 15 (ii) Determine a equa¸˜o da reta y = ax + b cujo gr´fico est´ abaixo. e a y + - -b a x Caso B: a < 0 b y = ax + b = 0 ⇔ x = − a b y = ax + b > 0 ⇔ x < − a b y = ax + b < 0 ⇔ x > − a 173 CEDERJ . y = f (x) ´ negativo. 3 √3 3 e a a ×0+b Para achar b.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . Caso A: a > 0. Logo. 3 √ Estudo do sinal de y = f (x) = ax + b Queremos estudar a varia¸˜o do sinal de y = f (x) quando x varia. −3) ´ ponto do gr´fico. ca a a y 30º x -3 √ 3 3 Solu¸˜o: Como tg 30◦ = ca este ´ o valor de a. y = f (x) = e x + b. usamos que (0. Ent˜o −3 = 3 √ 3 e b = −3. ca Vamos dividir em dois casos.

1). 2 3 x∈R|x< (b) −x + 1 > 0 ⇔ −x > −1 ⇔ x < 1. mostra que para x < − o valor a a b y = f (x) ´ positivo e para x > − o valor y = f (x) ´ negativo.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca b O gr´fico de y = f (x) = ax + b. ca e (c) A inequa¸˜o ´ um produto e para resolvˆ-la ´ eficiente fazer uma tabela. e e a y=f(x) + -b a - x Exerc´ ıcios resolvidos Resolva as inequa¸˜es abaixo: co a) 3x − 2 < 0 b) −x + 1 > 0 c) (3x + 6)(−2x + 8) > 0 x+3 d) ≤2 2x + 1 Solu¸˜o: ca (a) 3x − 2 < 0 ⇔ 3x < 2 ⇔ x < O conjunto solu¸˜o S = ca 2 3 2 3 = −∞. ca e e e Primeiro encontramos as ra´ de ızes y = 3x + 6 → raiz x = −2 y = −2x + 8 → raiz x = 4 e constru´ ımos a tabela -2 4 3x+6 -2x+8 (3x+6)(-2x+8) 174 R + + + + + CEDERJ 3x + 6 > 0 ⇔ x > −2 3x + 6 < 0 ⇔ x < −2 −2x + 8 > 0 ⇔ x > 4 −2x + 8 < 0 ⇔ x < 4. . O conjunto solu¸˜o ´ S = {x ∈ R | x < 1} = (−∞.

e usando que o produto de n´ meros de mesmo u sinal ´ positivo e o produto de n´ meros de sinais contr´rios ´ negativo. ıdo ca 175 CEDERJ . O valor x = − e ca 3 2 anula o denominador.AULA 15 Com os dados anteriores. O conjunto solu¸˜o ´ ca e Na inequa¸˜o quociente ca S= 1 1 − . este valor deve ser exclu´ do conjunto solu¸˜o. Logo. e u a e completamos a tabela. o conjunto solu¸˜o ca S = (−∞. Como o denominador nunca pode ser zero. 2x + 1 Esta ultima inequa¸˜o ´ equivalente ` inequa¸˜o proposta inicialmente ´ ca e a ca e tem forma pr´pria para resolvermos. ∞) (d) Antes de resolver temos que reduzir o segundo membro a zero: x+3 x + 3 − 2(2x + 1) −2≤0 ⇔ ≤0 2x + 1 2x + 1 −3x + 1 ⇔ ≤ 0. 2 3 1 1 Nota: O valor x = anula o numerador e ´ solu¸˜o. −2) ∪ (4. Vamos construir a tabela o 1 3 1 −3x + 1 > 0 ⇔ −3x < −1 ⇔ x > 3 −1 2x + 1 > 0 ⇔ x > 2 −1 2x + 1 < 0 ⇔ x < 2 −3x + 1 > 0 ⇔ −3x > −1 ⇔ x < -1/2 -1/3 R -3x+1 2x+1 -3x+1 2x+1 + + + + + −3x + 1 ≥ 0 procuramos os valores de x que 2x + 1 tornam o primeiro membro positivo ou nulo.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 .

Suponha que esta taxa se mantenha e no futuro. a reta que representa a fun¸˜o f a ca passa pelo ponto: a) (1. −2) c) (−1.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca Exerc´ ıcios .000 habitantes.S´rie A e 1. (IBMEC-2001) Na figura abaixo. Determine em que d´cada o vilarejo ter´ 20. e a 2. 1). b) Observe que a partir de 1960 o crescimento da popula¸˜o em cada ca d´cada tem se mantido constante. e população 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1910 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 ano a) Determine em que d´cada a popula¸˜o atingiu a marca de 5.000 habie ca tantes.4) e) (3.6) . a popula¸˜o e ca ´ dada em milhares de habitantes. Determinar o valor de m para que o gr´fico da fun¸˜o y = f (x) = a ca 1 (2x + m) passe pelo ponto (−2.3) CEDERJ 176 b) (−2. No eixo das ordenadas. 3 3. 4) d) (2. (UFRJ 98) O gr´fico a seguir descreve o crescimento populacional de a certo vilarejo desde 1910 at´ 1990. est˜o representadas as fun¸˜es reais: a co 2 f (x) = ax + 2 e g(x) = − x + b 3 y f g B A 0 C x Sabendo que AC × 0B = 8 ent˜o.

1/2} c) {x ∈ R | −1 < x < 1} d) {x ∈ R | x < 0} e) {x ∈ R | x < 1} 177 CEDERJ . ∞) 7.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . (UERJ 93) O conjunto solu¸˜o da inequa¸˜o ca ca intervalo: a) (−∞. Determine f (x) cujos gr´ficos s˜o representados abaixo: a a y y 5 x 6 -3 3 x y 12 y 45º x 60º -10 x 5. 2 3 c) −1. −1) b) −∞. Resolver as inequa¸˜es do 1o grau: co ¯ a) 4x + 40 > 0 b) 12 − 6x ≥ 0 c) 2x + 3 < 13 d) x + 1 < 2x e) 1 + 2x < 1 − 2x f) 2(x − 1) ≥ 1 − 3(1 − x) 6. 2 3 2x − 3 ≥ 1 ´ o seguinte e 3x − 2 e) 2 .AULA 15 4.1 3 d) [−1. (CESGRANRIO) O conjunto de todos os n´ meros reais x < 1 que u 2 satisfazem a inequa¸˜o ca < 1 ´: e x−1 a) {0} b) {0.

3) c) (0. (UFSC) Seja f (x) = ax + b uma fun¸˜o afim.3) b) (2. O valor de f (8) ´: e a) 0 11. definida por f (x) = 3x − 2. tem um custo C de 10 reais para um peso P de at´ 1 kg. para os quais (x − 1) · (x − 2) · (x − 3) > 0. para ser enviada pelo correio. Sabe-se que f (−1) = 4 ca e f (2) = 7. (PUC 91) A raiz da equa¸˜o ca x−1 x−3 = ´: e 7 4 c) 5/3 d) 3/5 e) 2/5 13. 03x c) f (x) = 1.3) d) (0. (UNIFOR/CE) Seja a fun¸˜o f de R em R.1) e) (1. (CESGRANRIO) Os valores positivos de x. (UFF 93) b) 3 c) 13 y 6 d) 23 e) 33 -2 x A soma do coeficiente angular com o coeficiente linear da reta representada no gr´fico acima ´: a e a) −3 a) −5/3 b) −3 b) −3/5 c) 3 d) 4 e) 9 12. 3x 9. 3 e) C = 10P − 7 c) C = 10 + 0. (PUC-RJ) Uma encomenda.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca 8.2) 10. 3(P − 1) . ca A raiz da equa¸˜o f (f (x)) = 0 ´: ca e a) x ≤ 0 b) 0 < x ≤ 1 3 c) 1 <x≤1 3 d) 1 < x < 8 3 e) x > 8 3 14. Para cada quilo e adicional o custo aumenta 30 centavos. 97x e) f (x) = 1. constituem o intervalo aberto: a) (1. (FUVEST-SP) A fun¸˜o que representa o valor a ser pago ap´s um ca o desconto de 3% sobre o valor x de uma mercadoria ´: e a) f (x) = x − 3 d) f (x) = −3x b) f (x) = 0. A fun¸˜o que representa o ca custo de uma encomenda de peso P ≥ 1 kg ´: e a) C = 10 + 3P d) C = 9 + 3P CEDERJ 178 b) C = 10P + 0.

2 e UT por quilˆmetro rodado.00. Um usu´rio gastou nesse mˆs 220 pulsos.1) e forme com os eixos coordenados um triˆngulo de ´rea igual a 6. nos percursos sem parada.S´rie B e 1. Se. sal´rios etc.00 e o da e c assinatura era R$ 125. os tax´ ımetros marcam. manuten¸ao de equipamentos. o total de quilˆmetros percorridos foi: o a) 15.2 UT. e Em certo mˆs. ca e O custo de produ¸˜o ´ composto de duas parcelas. al´m da assinatura. uma pessoa que tem registrados 150 pulsos na conta mensal de seu telefone pagar´ somente 150 − 90 = a 60 pulsos. Uma parcela fixa. o o tax´ ımetro registrava 8. de modo a o que toda produ¸˜o ´ comercializada. dependendo do n´ mero de pulsos que excede a u ¯ 90 pulsos mensais.0) pertencem ao gr´fico de f . ao final de um percurso sem paradas.5 16. uma quantia inicial de 4 UT (Unidade Taxim´trica) e mais 0.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . a e Qual o valor cobrado na conta telefˆnica? o 3. ent˜o a + b ´ igual a: a a e a) 9/2 b) 3 c) 2/3 d) −3/2 e) −1 Exerc´ ıcios . corresponde a gastos com aluguel. c˜ a e a dependente da quantidade de ´leo fabricado. o 179 CEDERJ . que ´ assinatura. (UNICAMP-92) Calcule a e b positivos na equa¸˜o da reta ax + by = 6 ca de modo que ela passe pelo ponto (3. o pre¸o de cada pulso excedente era R$ 2. (PUC) Em uma certa cidade. (UFRJ-91) Suponha que as liga¸˜es telefˆnicas em uma cidade sejam co o apenas locais e que a tarifa telefˆnica seja cobrada do seguinte modo: o 1o ) uma parte fixa. tal que f (x) = ax + b. (UFRJ-95) Uma f´brica produz ´leo de soja sob encomenda.5 b) 21 c) 25. a a 2. e ¯ 2o ) uma parte vari´vel. Se os pontos (0 − 3) e ca (2.AULA 15 15. Assim. Seja a fun¸˜o f : R → R.5 d) 27 e) 32. a outra parcela ´ vari´vel. ca e independente do volume produzido.

(UFPI) Se m. n e p s˜o os n´ meros inteiros do dom´ a u ınio da fun¸˜o real ca 2 2 2 a e f (x) = (3 − 2x) · (2x + 3). 4. (CESGRANRIO) Dada a inequa¸˜o (3x − 2)3 (x − 5)2 (2 − x) x > 0 ca tem-se que a solu¸˜o ´: ca e 2 a) z | x < ou 2 < x < 5 3 2 b) x | < x < 2 ou x < 0 3 c) 2/3 ≤ x ≤ 2 d) 2/3 < x < 5 e) diferente das quatro anteriores CEDERJ 180 .o Fun¸˜o do 1¯ grau ca No gr´fico abaixo.000. ent˜o m + n + p ´ igual a: a) 2 b) 5 c) 6 d) 8 e) 9 6. ambos em fun¸˜o do n´ mero ca u de litros comercializados. A escala ´ tal que uma unidade representa e R$ 1. a b) Determine o volume m´ ınimo de ´leo a ser produzido para que a o empresa n˜o tenha preju´ a ızo. o custo correspondente ` parcela fixa. Resolver as seguintes desigualdades: a) (x − 1)(2x + 1) < 2x(x − 3) b) c) x+1 x+2 + >0 2 3 t2 − 1 1 t − ≤ (t − 1) 2 4 2 5.00 (mil reais) no eixo das ordenadas e mil litros no eixo das abscissas. em reais. a) Determine. a reta r1 representa o custo de produ¸˜o e a reta a ca r2 descreve o faturamento da empresa.

1+x ´: e x−4 8. por sua vez. a) 13. e) 8. (PUC-SP) O dom´ ınio da fun¸˜o real dada por f (x) = ca a) {x ∈ R | x > −1 e x < 4} b) {x ∈ R | x < −1 ou x > 4} c) {x ∈ R | x ≥ −1 e x ≥ 4} d) {x ∈ R | x ≤ −1 ou x > 4} e) n.00 e pretende que este valor represente 80% do ca pre¸o de venda ao lojista. (UNICAMP) Duas torneiras s˜o abertas juntas.a. 0) f) {x ∈ R | x ≤ 0} = (−∞. a Quanto o consumidor final dever´ pagar por uma bicicleta? a 10. c) 15. d) 181 CEDERJ . b) 9. a) f (x) = y = x − 3 5 y = −x − 10 5. a 2¯ enchendo outro tanque de igual volume em 4 horas. c) 14. a) a d´cada de 40 b) 2040 < A < 2050 2. a 1a enchendo um a ¯ a tanque em 5 horas.AULA 15 7. Esta. (ESPM/SP) Uma empresa de bicicletas possui um custo unit´rio de a produ¸˜o de US$ 28. No fim de quanto tempo. ∞) e) {x ∈ R | x < 0} = (−∞.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . 0] 6. b) 16. 2] c) {x ∈ R | x < 5} = (−∞. ∞) b) {x ∈ R | x ≤ 2} =) − ∞. b) e √ 3 b) y = −2x + 6 c) y = 3x + 12 d) 4. 5) d) {x ∈ R | x > 1} = (1.r. o volume que falta para encher o 2o tanque ´ 1/4 a e ¯ do volume que falta para encher o 1o tanque? ¯ 9. (PUC/MG) Seja f : R → R uma fun¸˜o definida por f (x) = ca 7 O valor de x na equa¸˜o f −1 (x) = ´: ca e 2 a) 3/8 b) 4/5 c) 2/7 d) −4/5 2x − 3 · 5 e) −3/8 Gabarito S´rie A e 1. m = 7 3. c) 11. c) 7. e) 12. deseja que o valor pago ao c fabricante seja apenas 70% do total que custar´ ao consumidor final. a) S = {x ∈ R | x > −10} = (−10. a partir do momento em que as torneiras s˜o abertas. e) 10.

k b) x ∈ R | x > − = − . a) 6. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. b = 3 2. a = 1.000. b) Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. a = R$ 385.00 3. 5. e e ıcio CEDERJ 182 .∞ 4. US$50.00 10.00 b) 10000 litros 1 7 7 1 = −∞. a) R$ 10. 3h45min c) t ∈ R | t ≤ 2 2 9.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca S´rie B e 1. d) 8. b) 7. a) x ∈ R | x < 5 5 5 5 3 3 = −∞.

a respectivamente. y a>0 y a<0 g(x) = −x2 + x. • Determinar as ra´ de uma fun¸˜o quadr´tica e seus pontos de m´ximo ızes ca a a ou de m´ ınimo.AULA 16 Aula 16 – Fun¸˜o quadr´tica ca a Objetivos: Ap´s estudar esta aula. vocˆ saber´: o e a • Reconhecer uma fun¸˜o quadr´tica. e c˜ a ca Gr´fico no sistema cartesiano a Toda fun¸ao quadr´tica ´ representada graficamente por uma par´bola. ca e e Defini¸˜o ca Dados os n´ meros reais a. x → y = ax + bx + c ´ chamada fun¸ao quadr´tica ou fun¸˜o polinomial de grau dois. a fun¸˜o u ca 2 f : R → R. bem como representar seu gr´fico ca a a num sistema de coordenadas. e Exemplos Abaixo temos os gr´ficos de f (x) = x2 − 2x + 1. • Descrever para uma dada fun¸˜o quadr´tica os intervalos do dom´ ca a ınio onde a fun¸˜o ´ positiva ou ´ negativa. Se a < 0 a concavia e dade ´ para baixo. 0 1 x 1 x 183 CEDERJ . c˜ a e a Temos duas observa¸˜es importantes: co (i) As par´bolas que s˜o gr´ficos de fun¸˜es quadr´ticas tˆm eixo paralelo a a a co a e ao eixo vertical Oy (ii) Se a > 0 a concavidade da par´bola ´ para cima. b e c (com a = 0).Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 .

−→ x1 x2 x a>0 a<0 x1 x2 x II) Interse¸˜o com o eixo Oy ca Fazendo x = 0. b) Se ∆ = 0 ⇒ temos apenas uma raiz x0 em (*) ⇒ o gr´fico tangencia o a −→ x0 x0 a>0 x a<0 x c) Se ∆ < 0 ⇒ n˜o existe solu¸˜o para (*). onde as par´bolas a a a −→ interceptam. As solu¸˜es desta opera¸˜o s˜o co ca a √ −b ± ∆ x= . −→ x1 x2 x a>0 a<0 x1 x2 x −→ −→ eixo Ox. Solu¸˜o: Devemos ter ∆ = b2 − 4ac = 0. temos que y = a · 02 + b · 0 + c. . Neste caso a par´bola n˜o corta a ca a a o eixo Ox. ca CEDERJ 184 −→ 42 − 4 · 1 · m = 0 ⇔ 4 − 4m = 0. (0. e ca Exemplos: Determine o valor de m para que a fun¸˜o quadr´tica ca a f (x) = x2 − 4x + m possua apenas uma raiz. ∆ = b2 − 4ac (*) 2a a) Se ∆ > 0 ⇒ temos duas ra´ x1 e x2 distintas em (*) ⇒ o gr´fico corta ızes a o eixo Ox nestes pontos. ca Os gr´ficos anteriores mostram exemplos de gr´ficos. m = 1. Logo y = c. uma ou duas vezes o eixo Ox. c) ´ o ponto de interse¸˜o com o eixo y.Fun¸˜o quadr´tica ca a Interse¸˜o com os eixos coordenados ca (I) Interse¸˜o com Ox. No caso de apenas um ponto de −→ interse¸˜o a par´bola ´ tangente ao eixo Ox. Portanto. ca a e Para encontrar genericamente os pontos de interse¸˜o com Ox fazemos ca 2 ax + bx + c = 0.

x = . Ent˜o chamando de S a soma das ra´ e de P o produto das ra´ a ızes ızes. 2a Ou seja √ √ −b + ∆ −b − ∆ x1 = e x2 = . x1 · x2 = a a Nota: Se f (x) = y = ax2 + bx + c y = a x2 + b c x+ a a . (II) Fatora¸˜o da fun¸˜o quadr´tica ca ca a Afirmamos que y = f (x) = ax2 + bx + c = a(x − x1 )(x − x2 ). 2a 2a a ızes. a(x − x1 )(x − x2 ) = a(x2 − x1 x − x2 x + x1 x2 ) = a[x2 − (x1 + x2 )x + x1 x2 ] = a x2 + b c x+ a a = ax2 + bx + c 185 CEDERJ . s˜o as ra´ (I) Soma e produto das ra´ ızes √ √ −b + ∆ −b − ∆ + = x1 + x2 = 2a 2a −b b b = − =− 2a √ 2a a √ −b + ∆ −b − ∆ x1 · x2 = · = 2a √ 2a √ (−b + ∆)(−b − ∆) = = 4a2 b2 − ∆ b2 − (b2 − 4ac) = = = 4a2 4a2 4ac c = 2 = 4a a b c x1 + x2 = − . De fato. encontramos y = a(x2 − Sx + P ).Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 .AULA 16 Determina¸˜o das ra´ ca ızes √ −b ± ∆ Para ax2 + bx + c = 0.

a (a) Identifica¸˜o coordenada xv . 4a ax2 v 2 . Portanto. a co xv = yv b 2a xv = b 2a yv Nota: Conforme dito. no caso em que ∆ ≥ 0. o ponto m´dio a a e xv do segmento cujos extremos s˜o os pontos x1 e x2 (ra´ a ızes da equa¸˜o) ´ ca e x1 + x2 onde ocorre o valor m´ ınimo da fun¸˜o. yv ) as coordenadas do ponto m´ximo (a > 0) a ou ponto m´ ınimo (a < 0) da par´bola. No caso em que ∆ < 0. ca Devido ` simetria da par´bola. ´ poss´ ainda provar que xv = − e ıvel 2a a ´ ainda o ponto onde ocorre o m´ximo ou m´ e a ınimo. e e ızes x1 + x2 −b xv = = · 2 2a (b) C´lculo de yv a O ponto V = (xv . e a y Eixo da parábola xv x yv v CEDERJ 186 −b −b yv = + bxv + c = a +b +c 2a 2a b2 b2 b2 − 2b2 + 4ac −b2 + 4ac = − +c= = 4a 2a 4a 4a −∆ yv = . o valor xv que fornece o m´ ınimo representa a m´dia aritm´tica das ra´ x1 e x2 . Como xv = ca . a Vamos denotar por (xv . encontramos 2 b b que xv = − . yv ) identifica o v´rtice da par´bola. neste ponto ocorre o valor yv m´ ınimo para y (caso a > 0) e o valor yv m´ximo para y a (caso a < 0). os gr´ficos das duas situa¸˜es. Veja abaixo. quando ∆ ≥ 0.Fun¸˜o quadr´tica ca a (III) Pontos de m´ximo (a < 0) ou de m´ a ınimo (a > 0) para uma fun¸˜o ca quadr´tica.

Determinar as ra´ da fun¸˜o definida pela equa¸˜o y = x2 − 2x − 8 ızes ca ca e fazer um esbo¸o do gr´fico.AULA 16 c) Dom´ ınio e conjunto imagem O dom´ ınio y = f (x) = ax2 + bx + c ´ toda a reta real R.Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 . c a Solu¸˜o: ca x2 − 2x − 8 = 0 ∆ = b2 − 4ac ∆ = (−2)2 − 4(1) · (−8) = 4 + 32 = 36 √ −b ± ∆ x= 2a √ √ (−2) + 36 2+6 (−2) − 36 2−6 = = 4 e x2 = = = −2 x1 = 2·1 2 2·1 2 Gr´fico da Par´bola a a a = 1 > 0 ⇒ concavidade voltada para cima y ∆ = 36 > 0 ⇒ a par´bola intercepta o eixo x em dois pontos. a -2 4 x 187 CEDERJ . 1o caso: a > 0 ¯ y 4a D v Im(f ) = y ∈ R | y ≥ 2o caso: a < 0 ¯ D y v −∆ 4a 4a Im(f ) = y ∈ R | y ≤ Exemplos −∆ 4a 1. e O conjunto imagem depende do sinal do coeficiente a.

a Solu¸˜o: y = x2 − x − 6 ca x2 − x − 6 = 0 ∆ = 1 + 24 = 25 √ 1+5 1 + 25 = =3 x1 = 2 ·√ 1 2 1 − 25 1−5 x2 = = = −2 2·1 2 Ra´ ızes: 3 e − 2 V = −b −∆ . 2 4 Gr´fico da Par´bola a a ∆ = 26 ⇒ ∆ > 0 ⇒ intercepta o eixo Ox em dois pontos y a = 1 ⇒ a > 0 ⇒ concavidade para cima −→ -2 3 x 1 ( 2 .Fun¸˜o quadr´tica ca a 2. determinar o v´rtice da par´bola e ca e a constuir o seu gr´fico. ∆ < 0 (n˜o tem ra´ reais). a ızes Gr´fico da Par´bola a a a = −1 < 0 ⇒ concavidade voltada para baixo ∆ = −15 < 0 ⇒ n˜o intercepta o eixo x a x 3. Determinar as ra´ da fun¸˜o definida pela equa¸˜o y = −x2 + x − 4 ızes ca ca e fazer um esbo¸o do gr´fico. 2a 4a = 1 −25 . Dada a equa¸˜o y = x2 − x − 6. -25 ) 4 CEDERJ 188 . c a Solu¸˜o: −x2 + x − 4 = 0 ca x2 − x + 4 = 0 ∆ = (−1)2 − 4(1) · (4) = 1 − 16 = −15.

x2 ) x ∈ (−∞. a > 0 Caso 6: ∆ = 0.Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 . temos 6 casos a considerar. x1 ) ∪ (x2 . ∞) x ∈ (x1 . ca Caso 1: ∆<0ea>0 Caso 2: ∆ < 0 e a < 0 Os gr´ficos das par´bolas nestes casos n˜o interceptam o eixo Ox. a y y −→ x x Caso 3: ∆ > 0 e a > 0 Caso 4: ∆ > 0 e a < 0 Os gr´ficos das par´bolas nestes casos interceptam o eixo Ox em dois a a pontos (as ra´ x1 e x2 ) ızes y y −→ x x1 + x1 x2 + x + x2 e y ´ positivo para e y ´ positivo para x ∈ (∞. 189 CEDERJ . a < 0 x1 = x2 x1 = x2 Ent˜o y ´ positivo para todo x = x1 no caso 5 e y ´ negativo para todo a e e x = x1 no caso 6.AULA 16 Estudo do sinal da fun¸˜o quadr´tica ca a No estudo do sinal da fun¸˜o y = ax2 +bx+c. ∞) Caso 5: ∆ = 0. x1 ) ∪ (x2 . a a a Ent˜o y > 0 no caso 1 e y < 0 no caso 2. x2 ) y ´ negativo para e y ´ negativo para e x ∈ (x1 .

(x1 . Resolva o inequa¸˜o ca 5x2 − 3x − 2 > 0 Solu¸˜o: ca ∆ = b2 − 4ac ∆ = 9 − (4 · 5 · −2) ∆ = 49 > 0 √ −b ± ∆ x= 2a 3±7 −2 x= x1 = 1. mesmo de a contr´ rio de a a mesmo de a x1 x2 x O sinal de y nos intervalos (∞. x2 ) e (x2 .Fun¸˜o quadr´tica ca a Regra s´ ıntese para quest˜o do sinal a (i) Se ∆ < 0 o sinal de y ´ o mesmo de a e (ii) Se ∆ = 0 o sinal de y ´ o mesmo de a (exceto para x = x1 = x2 quando e y = 0) (iii) Se ∆ > 0. x1 ). Exemplos 1. x2 = 10 5 b 3 xv´rtice = − = e 2a 10 ∆ 49 yv´rtice = − = − e 4a 20 Conjunto solu¸˜o S ca S= x ∈ R | x > 1 ou x < − 2 5 CEDERJ 190 . ∞) obedecem ao esquema acima.

Determine em cada caso os sinais de a. Determinar m.Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 . o 191 CEDERJ . (UFRJ/92) A figura abaixo ´ o gr´fico de um trinˆmio do segundo grau. de modo que a par´bola definida pela fun¸˜o: a ca a) f (x) = (−2m + 3)x2 + 3x − 2 tenha concavidade voltada para baixo b) y = (5 − 3m)x2 + 16 tenha concavidade voltada para cima y 2.S´rie A e 1. b. a) y b) y x x 4. e a o y 3 -1 2 5 x Determine o trinˆmio. Encontre o conjunto S ⊂ R onde para todo x ∈ S ⇒ y > 0. Determine a equa¸˜o quadr´tica cujo gr´fico ´: ca a a e -1 0 3 x -5 3. onde y = x2 − 4x + 4 Solu¸˜o: ca ∆ = (−4)2 − 4 · (4) · (1) ∆ = 16 − 16 = 0 ∆=0 −(−4) x= =2 2·1 y 2 x O conjunto solu¸˜o ´: ca e S = {x ∈ R | x = 2} Exerc´ ıcios .AULA 16 2. c e ∆.

(VEST-RIO/93) O valor m´ ınimo da fun¸˜o real f (x) = x2 + x + 1 ´: ca e a) −1 b) 0 c) 1/2 d) 2/3 e) 3/4 10. (PUC-RIO/99) O n´ mero de pontos de intersec¸˜o das duas par´bolas u ca a 2 2 y = x e y = 2x − 1 ´: e a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 9. Resolver as seguintes inequa¸˜es: co a) x2 + 2x − 3 > 0 b) −4x2 + 11x − 6 ≤ 0 c) 9x2 − 6x + 1 > 0 d) x2 − 5 < 0 e) x(x + 4) > −4(x + 4) f) (x − 1)2 ≥ 3 − x 6. A a alternativa que melhor representa os gr´ficos de f e g ´: a e a) y b) y x x c) y d) y e) y x x x 8. o valor da constante p deve ser igual a: a) −6 b) −2 c) 0 d) 2 e) 6 CEDERJ 192 . definidas por f (x) = mx + nx + p e g(x) = mx + p. (UFF-95) Considere m. n e p n´ meros reais e as fun¸˜es reais f e g de u co 2 vari´vel real.Fun¸˜o quadr´tica ca a 5. (UFF) Para que a curva representativa da equa¸˜o dada por ca 2 y = px − 4x + 2 tangencie o eixo dos x. (PUC-90) O n´ mero de pontos de interse¸˜o da par´bola u ca a 2 y = −4x + 3x + 1 com a reta y = 5x − 2 ´: e a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 7.

2) a) (−1. o jogador “Chor˜o” a chutou a bola em dire¸˜o ao gol. A sombra ca da bola descreveu uma reta que cruzou a linha do gol. Ap´s o chute o de “Chor˜o”. a A representa¸˜o gr´fica do lance em um plano cartesiano est´ sugerida ca a a na figura a seguir: y 9m x 16 m x2 A equa¸˜o da par´bola era do tipo: Y = − + C. no instante em que os raios solares incidiam perpendicularmente sobre o gramado.Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 .0) e) (1.S´rie B e 1. − d) . a c a sua sombra se encontrava a 16 metros da linha do gol. (PUC-91) O m´ ınimo valor da fun¸˜o f (x) = x2 −6x+10 ocorre quando ca x vale: 5 a) 6 b) −6 c) 3 d) −3 e) − 3 Exerc´ ıcios . (UNIFICADO-93) O v´rtice da par´bola y = x2 + x ´ o ponto: e a e 1 1 1 3 c) (0. (UFF-95) Determine o dom´ ınio da fun¸˜o real f (x) definida por ca 900 · f (x) = x − x 3. 0). e d. 2 4 2 4 12. (FUVEST-SP) 1 1 a) Se x + = b. nenhum jogador conseguiu tocar na bola em movimento. −2) e (1. 193 CEDERJ . A bola descreveu uma par´bola e quando come¸ou a cair da altura m´xima de 9 metros. (UFF-90) Duas fun¸˜es f e g definidas por f (x) = x2 + ax + b e co g(x) = cx2 + 3x + d interceptam-se nos pontos (0. O ponto onde a ca a 36 bola tocou o gramado pela primeira vez foi: a) na baliza b) atr´s do gol c) dentro do gol d) antes da linha do gol a 4.30 m de altura interna. c. calcule x2 + 2 x x 5 1 2 b) Resolva a equa¸˜o x − 5x + 8 − + 2 = 0 ca x x 2. b.AULA 16 11. Determine os valores de a. (UERJ/97) Numa partida de futebol. 0) b) − . de 2.

d) 11. D(f ) = {x ∈ R | −30 ≤ x < 0 ou x ≥ 30} 2 3. ent˜o vale: a x x x 1 1 a) b) c) 1 d) 2 2 4 e) −1 ou 2 6. a) b2 −2 b) 1. a) a < 0. y = − x2 + 3 5 4 3 x+ 5. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. b > 0. y = (x2 − 2x − 3) 3. Determine as dimens˜es do quadrado e do retˆngulo de forma que a soma de suas o a a ´reas seja a menor poss´ ıvel. a) m > S´rie B e √ 3± 5 1. (UFRJ-90) Resolva a inequa¸˜o: ca x4 − 9x2 + 8 < 0 Gabarito S´rie A e 3 5 5 . c) 4. e) 10. √ retˆngulo: altura = 2. 7. c) 9. a = 1. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. ∆ > 0. ∆ > 0 4.Fun¸˜o quadr´tica ca a 2 4 4 5. comprimento = 6 7. S = {x ∈ R | −2 2 < x < −1 a √ ou 1 < x < 2 2} Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. b = −2. (PUC-88) Um quadrado e um retˆngulo. c > 0. e) 8. c = −1. s˜o constru´ a ıdos usando-se todo um arame de 28 cm. 2. cujo comprimento ´ o triplo da a e largura. lado quadrado = 3. c) 1. b) 12. a) {x ∈ R | x < −3 ou x > 1} b) x ∈ R | x ≤ ou x ≥ 2 3 3 4 1 c) x ∈ R | x = d) {x ∈ R | 0 < x < 5} e) {x ∈ R | x ≤ −1 ou x ≥ 2} 3 f) {x ∈ R | x = −4} 6. e e ıcio CEDERJ 194 . b < 2. b < 0. c) 6. (PUC-91) Se 1 − + 2 = 0. d = −2 5. c) 7. b) a > 0. 2 3 4 1 c > 0.

ca o a Exemplo 2. se x ≥ 0. por exemplo ´ (−12) sempre verdade que x √ x2 = x. co co o Introdu¸˜o ca O m´dulo de um n´ mero real x ´ definido por: o u e |x| = x se x ≥ 0 −x se x < 0 O m´dulo de x tamb´m ´ chamado de valor absoluto de x.AULA 17 Aula 17 – Fun¸˜o Modular ca Objetivos: O objetivo desta aula ´ possibilitar que vocˆ: e e • Compreenda o conceito de m´dulo de um n´ mero real e o conceito de o u fun¸˜o modular. |3. 15 | − 1| = 1 1 | − 7| = 1 7 |0| = 0 Fun¸˜o modular ca Chamamos de fun¸˜o modular qualquer fun¸˜o de vari´vel real x cuja ca ca a defini¸˜o envolva m´dulos da vari´vel. O exemplo mais simples de uma fun¸˜o envolvendo m´dulos ´ o ca o e da fun¸˜o f : R → R definida por: ca f (x) = |x|. ca • Possa construir gr´fico de fun¸˜es modulares. o e e Exemplo 1 |3| = 3 √ Observa¸˜o. N˜o ´ ca u a e √ 2 = 12. Para qualquer n´ mero real x vale sempre x2 = |x|.Fun¸˜o Modular ca ´ MODULO 1 . 15| = 3. a co • Possa resolver equa¸˜es e inequa¸˜es envolvendo m´dulos. 195 CEDERJ . E claro que 2 = x.

Fun¸˜o Modular ca

O gr´fico desta fun¸˜o ´ apresentada na figura a seguir. Observe que, a ca e como f (x) = |x| = x se x ≥ 0 , −x se x < 0

ent˜o o gr´fico de f ´ formado pela reta y = x na parte do dom´ da fun¸˜o a a e ınio ca onde x ≥ 0 e y = −x na parte do dom´ ınio da fun¸˜o onde x < 0. ca

0

Constru¸˜o de gr´ficos ca a
Vamos considerar um caso um pouco mais geral, onde f (x) ´ uma e fun¸˜o definida por f (x) = |g(x)|. Para construir o gr´fico analisamos para ca a que intervalos de x, vale g(x) ≥ 0 e para que intervalos de x, g(x) < 0. Isto ´, fazemos o estudo de sinais da fun¸˜o g(x) sobre a qual atua o m´dulo. e ca o Naturalmente, vale que f (x) = |g(x)| = g(x) se g(x) ≥ 0 e f (x) = |g(x)| = −g(x) se g(x) < 0. Vamos a alguns exemplos. Exemplo 3 Esboce o gr´fico de f (x) = |4 − x2 |. a Solu¸˜o: ca Fazemos o estudo de sinais de 4 − x2 . Esta ´ uma fun¸˜o quadr´tica, e ca a com ra´ ızes ±2, cujo gr´fico ´ uma par´bola com concavidade voltada para a e a baixo. O gr´fico de 4 − x2 ´ a e

0

CEDERJ

196

Fun¸˜o Modular ca

´ MODULO 1 - AULA 17

O gr´fico de f (x) = |4 − x2 | ser´ a a

0

Note que para −2 ≤ x ≤ 2 temos que x2 −4 ≥ 0. Portanto, o gr´fico de a 2 f (x) coincide com o gr´fico de x − 4. No entanto, para os valores x < −2 e a 2 x > 2 temos que x − 4 < 0. Logo o gr´fico de f (x) ´ o sim´trico, em rela¸˜o a e e ca 2 ao eixo Ox, do gr´fico de x − 4. a Exemplo 4 f (x) = |x − 2| + |x + 1| Solu¸˜o: ca Neste caso ´ necess´rio separar o dom´ em v´rios intervalos. Temos: e a ınio a x−2 se x ≥ 2 |x − 2| = e −(x − 2) = 2 − x se x < 2 |x + 1| = x+1 se x ≥ −1 . −(x + 1) = −x − 1 se x < −1
2-x -1 -x-1 -1 x+1 2 2-x 2 x+1 x-2

Intervalos a serem considerados:
|x-2|

|x+1|

  (2 − x) + (−x − 1) = 1 − 2x  f (x) = |x − 2| + |x + 1| = 2 − x + (x + 1) = 3   x − 2 + x + 1 = 2x − 1 Cujo gr´fico ´ : a e

Portanto,

se x < −1 se − 1 ≤ x < 2 se x ≥ 2

0

197

CEDERJ

Fun¸˜o Modular ca

Equa¸˜es e inequa¸˜es modulares co co
Uma equa¸˜o modular ´ simplesmente uma equa¸˜o que envolve fun¸˜es ca e ca co modulares (o mesmo para inequa¸˜es). co A seguir vamos listar algumas propriedades simples, no entanto muito uteis, para resolver equa¸˜es e inequa¸˜es modulares: ´ co co 1. |x| ≥ 0 para todo x ∈ R. Portanto n˜o existe n´ mero real x para o a u qual |x| < 0. 2. Se a > 0 ent˜o a 3. |x| = 0 ⇔ x = 0. 4. Se |a| > 0 ent˜o a |x| < a ⇒ −a < x < a . |x| = a ⇔ x = a ou x = −a .

5. |x| = |y| ⇔ x = y ou x = −y. Exemplo 5 1. Resolva a equa¸˜o |x2 − 4x| = 4 ca Solu¸˜o: (Veja a propriedade 2) ca |x2 − 4x| = 4 ⇒ x2 − 4x = 4 ou x2 − 4x = −4 √ √ 4 ± 32 x2 − 4x = 4 ⇒ x2 − 4x − 4 = 0 ⇒ x = =2±2 2 2 2 2 x − 4x = −4 ⇒ x − 4x + 4 = 0 ⇒ x = 2 Portanto a o conjunto solu¸˜o S da equa¸˜o ´ o conjunto: ca ca e S = {2 + √ 2, 2 − √ 2, 2}

2. Resolva a equa¸˜o |2x + 3| = |x − 4| ca Solu¸˜o: (Veja a propriedade 6) ca |2x + 3| = |x − 4| ⇒ 2x + 3 = x − 4 ou 2x + 3 = −(x − 4) 2x + 3 = x − 4 ⇒ x = −7
7 2x + 3 = −(x − 4) ⇒ 3x = −7 ⇒ x = − 3

O conjunto solu¸˜o S da equa¸˜o ´ o conjunto: ca ca e 7 S = {−7, − }. 3
CEDERJ 198

Fun¸˜o Modular ca

´ MODULO 1 - AULA 17

3. Resolva a inequa¸˜o |2x − 1| ≤ 4 ca Solu¸˜o: (Veja a propriedade 5) ca |2x − 1| ≤ 4 ⇒ −4 ≤ 2x − 1 ≤ 4
3 −4 ≤ 2x − 1 ⇒ − 2 ≤ x 5 2

2x + 3 ≤ 4 ⇒ x ≤

O conjunto solu¸˜o S da inequa¸˜o ´ o conjunto: ca ca e 3 5 . S= − , 2 2 4. Resolva a inequa¸˜o |x2 − 4| ≥ 4 ca Solu¸˜o: (Veja a propriedade 4) ca |x2 − 4| ≥ 4 ⇒ x2 − 4 ≥ 4 ou x2 − 4 ≤ −4 √ √ √ x2 − 4 ≥ 4 ⇒ x2 ≥ 8 ⇒ x ≥ 8 = 2 2 ou x ≤ −2 2

x2 − 4 ≤ −4 ⇒ x2 ≤ 0 ⇒ x = 0

Portanto o conjunto solu¸˜o S ´ composto de todos os valores x tais ca e √ √ que x = 0 ou x ≤ −2 2 ou x ≥ 2 2. √ √ Ent˜o a S = {0} ∪ (−∞, −2 2] ∪ [2 2, ∞).

Exerc´ ıcios - S´rie A e
1. O gr´fico que melhor representa a fun¸˜o f (x) = |x + 1| − |x − 1| ´: a ca e a)
y

b)
-1
2

y 1 x

c)

y 2

-1

1 -2

x

-2
-1 1 y 2 x

d)

e)
y 2

-1 -2

1

x

-2

-1

1

2

x

2. (Uni-Rio - 99) Sejam as fun¸˜es co f :R → R g:R → R e x → y = |x| x → x2 − 2x − 8 Fa¸a um esbo¸o do gr´fico da fun¸˜o f og. c c a ca
199 CEDERJ

Fun¸˜o Modular ca

3. (UFRJ - 99) Durante o ano de 1997 uma empresa teve seu lucro di´rio a L dado pela fun¸˜o ca L(x) = 50(|x − 100| + |x − 200|) onde x = 1, 2, ..., 365 corresponde a cada dia do ano e L ´ dado em e reais. Determine em que dias (x) do ano o lucro foi de R$ 10.000, 00. 4. (FUVEST) Determine as ra´ das seguintes equa¸˜es: ızes co a) |2x − 3| = 5 b) |2x2 − 1| + x = 0

5. (Osec-SP) O conjunto solu¸˜o da inequa¸˜o |x + 1| > 3 ´ o conjunto ca ca e dos n´ meros reais x tais que: u a) 2 < x < 4 b) x < −4 ou x > 2 d) x < −4 e x > 2 e) x > 2 c) x ≤ −4 ou x > 2

6. (MACKENZIE-SP) A solu¸˜o da inequa¸˜o |x| ≤ −1 ´ dada pelo conca ca e junto: a) ∅ b) ] − 1; 1[ c) [−1; ∞[ d) [−1; 1] e) ] − ∞; −1]

7. (PUC/CAMPINAS-SP) Na figura abaixo tem-se o gr´fico da fun¸˜o f, a ca de R em R, definida por: a) f(x)=|x + 1| b) f(x)=|x − 1| c) f(x)=|x| − 1 e) f(x)=|1 − x| d) f(x)=|x2 − 1|
1 1

8. (UECE) Sejam Z o conjunto dos n´ meros inteiros, S = {x ∈ Z; u 2 x − 3x + 2 = 0} e T = {x ∈ Z; |x − 1| < 3}. O n´ mero de eleu mentos do conjunto T − S ´: e a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

9. (Cesgranrio) A soma das solu¸˜es reais de |x + 2| = 2|x − 2| ´: co e a) 1 3 b) 2 3 c) 6 d) 19 3 e) 20 3

10. (CESGRANRIO) Trace o gr´fico da fun¸˜o f de R em R, definida por a ca 2 2 f (x) = (x − 1) + |x − 1| + 1.
CEDERJ 200

Fun¸˜o Modular ca

´ MODULO 1 - AULA 17

Exerc´ ıcios - S´rie B e
1. (UNIFICADO - 97) O gr´fico que melhor representa a fun¸˜o real dea ca √ e finida por f (x) = x2 − 2x + 1 ´: a) b) c)

1 1
-1

1
1

d)

e)

1 -1

1 1

2. (UNIFICADO - 96) O gr´fico que melhor representa a fun¸˜o real dea ca 2 + 1 ´: e finida por f (x) = (x − 1) a)
y

b)

y

c)

y

1 1 x

1 1 x

1 1 x

d) y

e)

1 1 x

1 1

3. (PUC - 96) Sendo a > 0, o conjunto dos reais x tais que |a − 2x| < a ´: e a a) 2 b) o intervalo aberto (0, a) −a 3a c) o intervalo aberto , 2 2 a d) o intervalo aberto ,a 2 e) vazio

201

CEDERJ

(CESGRANRIO) Seja a fun¸˜o definida no intervalo aberto ] − 1. (F. (FEI-SP) A solu¸˜o da inequa¸˜o ca ca a) 0 < x < 1 b) x < −1 ou x > 0 c) −1 < x < 0 d) x < 0 ou x > 1 e) x < −1 ou x > 1 1 < 1 ´: e |1 − 2x| 7. ent˜o pode-se afirmar que f (g(x)) ´ igual a: a e a) x2 + 6x − 11 b)x2 + 6x − 9 c) x2 − 6x + 11 d) x2 − 6x + 9 e) x2 − 6x − 11 5.C.Fun¸˜o Modular ca 4.99) Considere o sistema y > |x| y≤ 2 A regi˜o do plano que melhor representa a solu¸˜o ´: a ca e a) y b) 2 y c) 2 y 2 0 0 x 0 x x d) y e) 2 y 2 0 x 0 x 6. 1[ ca x −1 por f (x) = . f a vale: 1 − |x| 2 a) CEDERJ 202 1 2 b) 1 4 c) −1 2 d) −1 e) −2 . (UFMG) Se f (x) = |x| + 1 e g(x) = −x2 + 6x − 10 para todo x real. (UFF . Ent˜o. Chagas-BA) O maior valor assumido pela fun¸˜o y = 2−|x−2| ´: ca e a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) ∞ 8.

MACK) O conjunto solu¸˜o da equa¸˜o ca ca a) R − {0. e |x| |x − 1| = ´: e x x−1 203 CEDERJ . y) ∈ R2 | |x| ≤ 1 e |y| ≤ 1} a representa¸˜o ca gr´fica de R num plano cartesiano ´: a e a) uma reta b) um triˆngulo a c) um quadrado d) um losango e) uma circunferˆncia e 10. (U. 1} b) {x ∈ R | x > 1 ou x < 0} c) {x ∈ R | 0 < x < 1} d) ∅ e) nenhuma das alternativas anteriores ´ correta. (UNI-RIO-92) A representa¸˜o gr´fica da fun¸˜o y = |x2 − |x|| ´: ca a ca e a) 1 -1 0 1 b) 1 -1 0 1 c) -1 0 1 d) e) -1 0 1 0 11. (UNI-RIO) Sendo R = {(x.Fun¸˜o Modular ca ´ MODULO 1 .AULA 17 9.

vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. e e ıcio CEDERJ 204 .Fun¸˜o Modular ca Gabarito S´rie A e 1) c) 2) y 9 8 -2 -9 1 4 x 3) x = 50 ou x = 250 4) a) x = −1 e x = 4 6) a) 7) e) 8) c) 9) e) 10) y b) x = − 1 e x = −1 2 5) b) -1 1 x S´rie B e 1) e) 2) c) 11) b) 3) b) 4) c) 5) b) 6) d) 7) b) 8) d) 9) c) 10) c) AUTO-AVALIACAO ¸˜ Antes de passar ` aula seguinte.

. No entanto.AULA 18 Aula 18 – Fun¸˜o Exponencial ca Objetivos: Ao final desta aula. Devemos distinguir 2 casos. vocˆ dever´ ser capaz de: e a • Entender o conceito de fun¸˜o exponencial e expressar gr´ficos destas ca a fun¸˜es. a n = am . o assunto limite. 1). ax ´ um n´ mero real bem e u Devemos comentar o que foi dito neste item a).Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 . Tomamos uma seq¨ˆncia de n´ meros racionais qn convergindo para ue u x qn x e ent˜o a ´ o limite de a . nestes termos. co • Resolver equa¸˜es exponenciais. · a (n vezes). . para todo x ∈ R. podemos n considerar que n > 0 (do contr´rio multiplicar´ a ıamos numerador e denominador por −1). Note que dado um n´ mero racional . o gr´fico da fun¸˜o sempre passa pelo ponto a ca (0. pois. a > 0 e a = 1. co Defini¸˜o ca Uma fun¸˜o exponencial ´ uma fun¸˜o f : R → R definida por f (x) = ax . ızes e ca √ m m n u Por exemplo. para todo x ∈ R. usamos ra´ en´simas compostas com exponencia¸˜o. onde x ´ real. se n ´ um n´ mero natural. definido. Neste caso. Sabemos calcular an . pois ax > 0. devemos usar a t´cnica de aproxima¸˜o por a e e ca limite. Gr´fico a Como f (0) = a0 = 1. ca b) Im(f ) = (0. e u Vamos fazer duas observa¸˜es sobre a defini¸˜o de fun¸ao exponencial: co ca c˜ a) Dom(f ) = R. ´ a e e avan¸ado em rela¸˜o ao n´ que estamos trabalhando e pedimos para vocˆ c ca ıvel e aceitar sem provas a argumenta¸˜o que desenvolvemos. ca e ca onde a ´ um n´ mero real fixo. an = a · a · . Para os casos de a expoentes racionais. Se n ´ e u e −n 1 um n´ mero inteiro negativo e a = 0 ent˜o an = u a . Ent˜o sabemos calcular aq onde q ´ n´ mero racional. Para a e u o c´lculo de ax . ∞). de acordo com os valores de a. 205 CEDERJ .

y y=a 0<a<1 x 1 x Exerc´ ıcios resolvidos 1.1) x y = e−3x = Como e ∼ 2. portanto o gr´fico ´ do tipo a e e3 y y=e -3 1 x CEDERJ 206 . a e ca y y=a a >1 x 1 x a e ca Se 0 < a < 1 ent˜o f (x) = ax ´ uma fun¸˜o decrescente.718 ent˜o 0 < a = 1 e 3x = 1 e3 x 1 < 1. Esboce os gr´ficos das fun¸˜es y = 2x e y = e−3x .Fun¸˜o Exponencial ca Se a > 1 ent˜o a f (x) = ax ´ uma fun¸˜o crescente. a co Solu¸˜o: ca y=2 (0.

x = 3. Resolva a equa¸˜o 32x−2 · 92x−6 = 81. Neste caso o conjunto solu¸˜o s˜o os valores x para e ca ca a os quais f (x) = g(x). o ca e Exerc´ ıcios resolvidos 1. Os valores x que resolvem a equa¸˜o s˜o aqueles que provocam a igualdade ca a g(x) = h(x). 32x−2 · (32 )2x−6 = 34 32x−2 · 34x−12 = 34 3(2x−2)+(4x−12) = 34 36x−14 = 34 Ent˜o.AULA 18 Equa¸˜es exponenciais co Uma equa¸˜o exponencial ´ uma equa¸˜o envolvendo potencia¸˜o. e g(x)f (x) = h(x)f (x) ⇔ g(x) = f (x) . Vamos a alguns exemplos. 207 CEDERJ . ca Solu¸˜o: Vamos colocar esta equa¸˜o na forma 3f (x) = 3g(x) . onde g(x) > 0. se a > 0. Ent˜o.Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 . Muitas equa¸˜es exponenciais podem ser reduzidas a uma das formas acima co ap´s alguma manipula¸˜o alg´brica. a ´ n´ mero real positivo diferente de 1 e af (x) = ag(x) ´ a equa¸˜o exponencial. Solu¸˜o: ca x = 3. 2o Caso: f (x). 6x − 14 = 4 a Logo. para todo x e g(x)f (x) = h(x)f (x) . a Vamos estudar apenas os casos mais simples destas equa¸˜es: co a co e u 1o Caso: f (x) e g(x) s˜o fun¸˜es. g(x) e h(x) s˜o fun¸˜es. ca ca 32x−2 · 92x−6 = 81. Isto ´. g(x) = 1 e a co h(x) = 1. h(x) > 0. a af (x) = ag(x) ⇔ f (x) = g(x) . onde ca e ca ca a vari´vel pode aparecer na base e necessariamente aparecendo no expoente.

Solu¸˜o: Vamos isolar o termo 3x . vem que. ca Solu¸˜o: Vamos fazer a substitui¸˜o y = 2x e reduzir a uma equa¸˜o ca ca ca o do 2¯ grau. ca 3x−1 + 3x+1 = 30 3x · 3−1 + 3x · 3 = 30 1 x · 3 + 3 · 3x = 30 3 1 3x · + 3 = 30 3 10 3x · = 30 3 3 3x = × 30 = 9 10 3x = 32 ⇒ x = 2 Solu¸˜o: x = 2 ca CEDERJ 208 . Neste caso podemos escrever co 2 0 que x = 1.Fun¸˜o Exponencial ca 2. y = −1 ou y = 4. Resolva a equa¸˜o 4x − 3 · 2x − 4 = 0. Comparando os expoentes. Substituindo agora y = 2x . vem que y2 − 3 · y − 4 = 0 √ 3 ± 9 + 16 y= . 2 Logo. 2x = −1 n˜o tem solu¸˜o. Solu¸˜o: Como x ´ a base. Substituindo y = 2x . 4x − 3 · 2x − 4 = 0 (22 )x − 3 · 2x − 4 = 0 (2x )2 − 3 · 2x − 4 = 0. Resolva 3x−1 + 3x+1 = 30. xx −4 = 1 = x0 ⇒ x2 − 4 = 0 ⇒ x = ±2 Solu¸˜o: ca x = ±2 4. Resolva a equa¸˜o xx ca 2 −4 = 1. s´ tem sentido ca e e o procurar solu¸˜es com x > 0 e x2 − 1 = 0. e o segundo membro ´ 1. a ca 2x = 4 ⇒ 2x = 22 ⇒ x=2 Solu¸˜o: x = 2 ca 3.

Resolva a inequa¸˜o 2−x < 16. Como a base est´ entre 0 e 1. reduzica f (x) la a uma inequa¸˜o do tipo h(x) ca > h(x)g(x) . al´m disso. a desia a ca gualdade deve ser invertida. em rela¸˜o aos expoentes. em geral. onde f (x) e h(x) s˜o fun¸˜es a co e.Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 . ca Solu¸˜o: ca 2−x < 16 x 1 < 24 2 1 2 x < 1 2 −4 . ca ca 9x+ 2 − 4 · 3x + 1 ≤ 0 9x · 9 2 − 4 · 3x + 1 ≤ 0 (32 )x · 3 − 4 · 3x + 1 ≤ 0 3 · (3x )2 − 4 · 3x + 1 ≤ 0. h(x) > 0 e h(x) = 1. Resolva a inequa¸˜o 9x+ 2 − 4 · 3x + 1 ≤ 0. temos que 3y 2 − 4y + 1 ≤ 0 209 CEDERJ 1 1 . para todo valor x. 1 2 x < 1 1 2 −4 ⇒ x > −4 2. ent˜o. e A solu¸˜o ent˜o depende da base h(x): ca a 1) se h(x) > 1 ent˜o a f (x) h(x) > h(x)g(x) ⇒ f (x) > g(x) 2) se 0 < h(x) < 1 ent˜o a f (x) g(x) h(x) > h(x) ⇒ f (x) < g(x) Exerc´ ıcios resolvidos 1. ca Solu¸˜o: Vamos fazer a substitui¸˜o 3x = y. Assim.AULA 18 Inequa¸˜es exponenciais co Para resolvermos uma inequa¸˜o exponencial devemos. Substituindo y = 3x .

Assim. (CESGRANRIO-RJ) O gr´fico que melhor representa a fun¸ao a c˜ 2x f (x) = e ´: e a) 1 y b) y c) y 1 x x 1 x d) y e) y 1 x x CEDERJ 210 . Determine o dom´ ınio da fun¸˜o ca f (x) = √ 3x − 1 Solu¸˜o: Como s´ tem sentido ra´ ca o ızes quadradas de n´ meros positivos u x ou nulos. devemos 3 3 resolver as inequa¸˜es. O conjunto solu¸˜o da inequa¸˜o ´ o intervalo fechado [−1. devemos ter 3 − 1 ≥ 0. Portanto. co 1 ≤ 3x ≤ 1 .S´rie A e 1. 3y 2 − 4y + 1 ≤ 0 ⇒ ≤ y ≤ 1. ∞). 3 2 4± √ 1 ≤ 3x ⇒ 3−1 ≤ 3x ⇒ −1 ≤ x 3 3x ≤ 1 ⇒ 3x ≤ 30 ⇒ x ≤ 0. 3x ≥ 1 ⇒ 3x ≥ 30 ⇒ x ≥ 0 Portanto. 0]. Exerc´ ıcios .Fun¸˜o Exponencial ca 16 − 12 A equa¸˜o 3y − 4y + 1 = 0 tem solu¸˜es y = ca co ⇒ y=1 6 1 1 ou y = · Logo. Dom(f ) = [0. ca ca e 3.

em B e A. determine os valores de k e a. respectivamente.Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 . a y A (0. 21 4. sendo uma negativa e outra positiva. (UNESP-93) Uma substˆncia se decomp˜e aproximadamente segundo a a o lei Q(t) = K2−0. 3 e tem inclina¸˜o 10 · Pelo ca 7 1 ponto C = 2 . co . co 211 CEDERJ 2 · 3 2 e 0. determine o valor de a. 0 passou-se a perpendicular ao eixo x. a ca b) tem uma unica solu¸˜o entre 0 e ´ ca c) tem uma unica solu¸˜o entre − ´ ca e) tem mais de duas solu¸˜es. ca a) n˜o tem solu¸˜o. e que 8 a medida do segmento AB ´ dada por e . 3 d) tem duas solu¸˜es. conforme mostra a figura. Verifique se 2x − 1 = x possui a solu¸˜o.AULA 18 2.5t . onde K ´ uma constante. ca 5. (FUVEST-99) A equa¸˜o 2x = −3x + 2. a 3. que corta os gr´ficos. 5/3) B C ½ x Supondo-se que B esteja entre A e C. t indica o tempo (em minue tos) e Q(t) indica a quantidade de substˆncia (em gramas) no instante t. com x real. a Considerando-se os dados desse processo de decomposi¸˜o mostrados ca no gr´fico. (UNESP-94) A figura mostra os gr´ficos de uma fun¸˜o exponencial a ca 5 x y = a e da reta que passa pelo ponto 0. Esboce os gr´ficos de y = 2x − 1 e y = x.

(UFF 95) Em uma cidade. e ca ca ´: e 1 4 1 e) a) 0 b) c) d) 1 5 2 3 CEDERJ 212 . (UNI-RIO) O qu´druplo da solu¸˜o da equa¸˜o 54x+3 = 25 ´: a ca ca e a) 1 b) −1 c) −16 d) 5 e) − 1 4 8. a popula¸˜o de pessoas ´ dada por ca e P (t) = P o2t e a popula¸˜o de ratos ´ dada por R(t) = Ro4t . 2 +5x−3 1 2 x−3 ≤ 1 · 4 . em que ano o n´ mero de ratos ser´ igual ao de pessoas? u a 7.Fun¸˜o Exponencial ca 6. sendo ca e o tempo medido em anos. Determine o dom´ ınio das fun¸˜es reais: co √ a) f (x) = 2x2 −1 − 1 1 b) f (x) = x 4 − 2x 12. Deter- 14. (UNI-RIO-99) Seja uma fun¸˜o f definida por f (x) = 2x ca mine os valores de x tais que f (x) seja menor do que 8. +∞[ c) [5. Se em 1992 havia 112. +∞[ d) {x ∈ R | x ≤ −5} e) {x ∈ R | x ≥ −5} 13. 5] b) [4.000 pessoas e 7. (PUC-SP) O valor de x.000 ratos. (UNI-RIO) O valor de x na equa¸˜o: 3x−1 + 2 · 3x+1 − 3x = ca a) 2 b) 2/3 c) 1/2 d) −1/2 16 ´: e 27 e) −2 9. (CESGRANRIO) O n´ mero de ra´ reais de 32x u ızes a) 0 b) 1 c)2 d) 3 e) maior que 3 11. (PUC) A raiz da equa¸˜o 22x − 15 · 2x − 16 = 0 ´: ca e a) 16 b) 12 c) 10 d) 8 2 −7x+5 e) 4 = 1 ´: e 10. que ´ solu¸˜o da equa¸˜o 4x+2 = 8−x+3 . (UNI-RIO-96) Assinale o conjunto-solu¸˜o da inequa¸˜o ca ca a) ] − ∞. x ∈ R.

ent˜o x2 ´ igual a: a e 1 1 a) 0 b) c) d) 1 e) 4 9 4  2x + 3y = 11 10. 1[∪[3. ent˜o os valores de x s˜o: 1 1 1 1 1 1 1 a) 0 e b) e − c) e − d) e − 2 4 2 2 2 8 8 a) y = 3x − 1 b) y = |2x − 2| e) 0 e 1 3. ´: e a) ]0. (PUC-MG) Se 3x+1 + 3x−1 − 3x−2 = 87. (PUC-RS) A solu¸˜o da equa¸˜o 2x+1 − 23−x − 6 = 0 pertence ao ca ca intervalo: a) −1 ≤ x < 2 b) −1 < x ≤ 2 c) 2 < x < 4 d) 2 < x ≤ 4 e) 3 ≤ x < 4 6. (FEI-SP) Para que valor real de x temos 8x − 8−x = 3 · (1 + 8−x ): 1 2 a) 4 b) c) 2 d)1 e) 2 3 8. (FESP SP) Se x 2 = 16x . (UNI-RIO .Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 . (CESGRANRIO) Se (x.AULA 18 Exerc´ ıcios . +∞[ b) {x ∈ R | 0 < x < 1} 1 3 c) [3. ent˜o 2x − 1 ´ igual a: a e a) 5 b) 6 c) 7 d) 8 e) 9 9. (FESP-SP) A solu¸˜o da inequa¸˜o ca ca a) x ≤ 0 b) x ≥ 0 c) x ≤ −1 ou x ≥ 1 d) −1 ≤ x ≤ 1 e) x ≥ 1 3 5. y) ´ solu¸˜o do sistema e ca  2x − 3y = 5 soma (x + y) ´ igual a: e a) 11 b) 3 d) 6 d) 4 e) 5 a 213 CEDERJ . (MACKENZIE-SP) O valor de m. que satisfaz a equa¸˜o ca d) − 8 9 e) −6 7. (UECE) Se 64|x| − 2 · 8|x| + 1 = 0. Esboce o gr´fico de cada fun¸˜o abaixo e determine o conjunto imagem a ca √ a a 2. +∞[ ≥ 1 3 x+1 d) R ´: e e) ∅ x(x+1) 4.S´rie B e 1. 10 (2m+2 )3 = 2 3 ´: e 4 8 a) − b) 6 c) − 9 3 m ∈ R.2000) O conjunto-solu¸˜o da inequa¸˜o x2x ≥ xx+3 . onde ca ca x > 0 e x = 1.

vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. e e ıcio CEDERJ 214 . ∞) b) D(f ) = R − {0} 12) c) 13) (−6. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento.Fun¸˜o Exponencial ca Gabarito S´rie A e 1) c) 4) y 2) K = 2048 a = 4 min 3) a = 4 1 1 x possui duas solu¸˜es: x = 0 e x = 1 co 5) b) 6) Em 1996 7) b) 8) e) 9) e) 10) c) 11) a) D(f ) = (−∞. 1) 14) d) S´rie B e 1) a) y x b) y 2 1 x 2) c) 3) a) 4) d) 5) b) 6) a) 7) e) 8) a) 9) a) 10) d) Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. −1] ∪ [1.

Usamos a nota¸˜o u ca x = loga y . e lemos “x ´ o logaritmo de y na base a”. Para a fun¸˜o exponencial temos os seguintes conjuntos para dom´ ca ınio e contradom´ ınio ou imagem. e ca e e Logo podemos pensar na fun¸˜o inversa de f (x) = ax . 215 CEDERJ .Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . Tomamos um n´ mero real a. Denominamos o logaritmo de y na base a como sendo o n´ mero real x tal que ax = y. Isto ´. satisfazendo a > 0 e a = 1 e ca u definimos. f : R → R. loga y = x ⇐⇒ ax = y. Sejam a um n´ mero real positivo (a > 0) e y um n´ mero real tal que u u y > 0 e y = 1. ∞) . co Introdu¸˜o ca N´s j´ estudamos na aula anterior a fun¸˜o exponencial. Note que este dom´ ınio para a fun¸˜o inversa ´ a imagem ou ca e contradom´ ınio da fun¸˜o exponencial. vocˆ: e e • Compreender´ o conceito de fun¸˜o logar´ a ca ıtmica como inversa da fun¸˜o ca exponencial. Tamb´m a fun¸˜o exponencial ´ injetiva. ca O objetivo desta aula ´ estudar o logaritmo como fun¸˜o inversa da e ca exponencial. e Portanto. definida no dom´ ca ınio (0. ∞) = R+ . f (x) = ax . • Entender´ e ser´ capaz de provar as principais propriedades da fun¸˜o a a ca logaritmo. se x1 = x2 ⇒ ax1 = ax2 . Lembre como o a ca foi a defini¸˜o. Dom(f ) = R e Im(f ) = (0. • Usar´ as propriedades da fun¸˜o logaritmo para resolver equa¸˜es e a ca co inequa¸˜es.AULA 19 Aula 19 – Fun¸˜o logaritmo ca Ojetivos: Ao t´rmino desta aula.

ca a ca veja o diagrama abaixo. a • a ´ a base do logaritmo. Para se convencer disto. e • y ´ o logaritmando ou antilogaritmo e • x ´ o logaritmo. e Em resumo. ∞) ax = y y −→ −→ R loga y = x O diagrama anterior explicita tamb´m os dom´ e ınios e contradom´ ınios das fun¸˜es. onde a primeira fun¸˜o ´ a fun¸˜o exponencial. a = 1). o dom´ ınio da fun¸˜o loga ´ o intervalo ca e (0. pois 26 = 64 b) log1 20 = 0.Fun¸˜o logaritmo ca Na express˜o loga y = x. a ca e ca segunda. ca c exponencial logaritmo R x −→ −→ (0. a fun¸˜o logaritmo e observe que a composi¸˜o das fun¸˜es resulta ca ca co na fun¸˜o identidade (come¸amos com x e terminamos com x). pois 5−2 = 25 25 CEDERJ 216 . ∞). co Nota: i) Fixada a base a (a > 0. Ent˜o para todo y > 0 tem sentido escrever loga y. a express˜o x = loga y define a fun¸˜o loga como uma a ca fun¸˜o da vari´vel y e inversa da fun¸˜o exponencial. e Veja alguns exemplos simples: a) log2 64 = 6. pois 151 = 15 d) log5 1 1 = −2. pois 200 = 1 c) log15 15 = 1. a ii) A imagem ou contradom´ ınio de loga ´ todo o conjunto R.

ca Como a fun¸˜o logar´ ca ıtmica y = loga x ´ a inversa da fun¸˜o exponene ca cial y = ax .AULA 19 Gr´ficos da fun¸˜o logaritmo a ca A fun¸˜o logaritmo ´ a fun¸˜o inversa da fun¸˜o exponencial. se a > 1 (base > 1). Repreca a e sentando em um mesmo gr´fico as fun¸˜es logaritmo e exponencial. Portanto. a y 1 x ´ Nota: E importante revisar o m´todo que permite a constru¸˜o dos gr´ficos e ca a da fun¸˜o logaritmo. a a Basta usar o fato de que o gr´fico de uma fun¸˜o e sua inversa s˜o sim´tricos a ca a e o o em rela¸˜o ` reta y = x. podemos obter seu gr´fico a partir do gr´fico da exponencial. se 0 < a < 1 (base entre 0 e 1). a ca concluimos que: a) Gr´fico de y = loga x. que ´ a reta bissetriz do 1¯ e 2¯ quadrantes. veja o item 2 da aula anterior. base b > 1 y y=x y=b x 1 1 x y = logbx 217 CEDERJ .Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . ca e ca ca a partir dos gr´ficos das fun¸˜o exponencial. a y 1 x b) Gr´fico de y = loga x. temos: a co I.

Exemplo: log5 125 = log5 53 = 3. ca a A equa¸˜o x2 −4 = 0 tem solu¸˜o x = ±2. 0 < base b < 1 y y=b x y=x x y = logbx Nos dois casos. co a Portanto. Propriedades imediatas a) logb 1 = 0. ca As condi¸˜es sobre y = logb x s˜o b > 0. Portanto. o gr´fico a da fun¸˜o y = logb x sempre passa pelo ponto (1. pois bm = bm . Logo x2 −4 > 0 ⇒ x < −2 ca ca ou x > 2 CEDERJ 218 . Exerc´ ıcios resolvidos a) Calcule log 1 9 √ 5 27. para qualquer base b. vale que Dom(f ) = R∗ = (0. √ 5 1 32 1 9 x Solu¸˜o: ca log 1 9 27 = x ⇒ x = 3−2 x √ 5 27 = √ 5 34 ⇒ = 34/5 4 2 ⇒ x=− 5 5 3−2x = 34/5 ⇒ −2x = b) Determine o dom´ ınio da fun¸˜o f (x) = logx (x2 − 4). para a fun¸˜o f (x) = logb x. ca b) logb b = 1. x = 1 e x2 − 4 > 0. 0). b = 1 e x > 0. o dom´ ınio da fun¸˜o acima ser´ x > 0.Fun¸˜o logaritmo ca II. ∞) ca + e Im(f ) = R. qualquer que seja a base b. pois b0 = 1. pois b1 = b. c) logb bm = m.

Dom(f ) = (2. Seja logb aw = x e w logb a = y. a bz = bz1 +z2 ⇒ z = z1 + z2 . x logb = logb x − logb y y 1 d) logbz a = · logb a z w w e) logbz a = · logb a z Vamos mostrar por que valem as propriedades enunciadas. -2 2 Propriedades do logaritmo Na Se¸˜o 3 vimos propriedades que decorrem diretamente da defini¸˜o. w 219 CEDERJ .AULA 19 Portanto. ´ a Prova da propriedade b). logb x = z1 e logb y = z2 . e logb aw = w · logb a c) Logaritmo do quociente. ∞). a) Logaritmo do produto. Queremos provar que z = z1 + z2 .Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . logb (x · y) = logb x + logb y b) Logaritmo da potˆncia. bx = x · y. Precisamos provar que x = y. bz1 = x e bz2 = y . Ent˜o. Logo. bx = aw e logb a = y . bz1 · bz2 = xy ⇒ bz1 +z2 = xy . ca ca Veremos agora outras propriedades. Esta ultima igualdade era o que precis´vamos provar. Seja logb (x · y) = z. Precisamos apenas trabalhar cuidadosamente com a defini¸˜o de logaritmo. Podemos escrever. Temos. ca Prova da propriedade a).

Vamos provar este resultado. Conseguimos isto com a propriedade: logb a = onde a. Esta ultima igualdade prova a propriedade d). y Juntando os dois resultados est´ completa a prova da propriedade c). ´ a Prova da propriedade c).Fun¸˜o logaritmo ca Logo. Ou seja bx = a z e by = a z ⇒ x = y . y y y y 1 = logb y −1 = −1 · logb y . z CEDERJ 220 logc a . Elevando ` potˆncia w a ultima igualdade vem que a e ´ bx = aw e by = aw ⇒ x = y . Usando as propriedades a) e b) anteriores escrevemos logb Mas. ´ Prova da propriedade e). escrevemos w logbz aw = w logbz a = logb a . precisamos provar que x = . y Se logb a = x. Usando a propriedade b) e em seguida a propriedade d). Temos z bzx = a e logb a z = y . b = 1 e c = 1. bx = aw e b w = a . Esta ultima igualdade era o que precis´vamos provar. x 1 1 = logb x · = logb x + logb . logc b . z 1 1 1 Mudan¸a de base c Todos as propriedades que vimos at´ agora envolvem logaritmos de e mesma base. logc a = y e logc b = z. c > 0. Precisamos provar que x = y. b. Seja logbz a = x e 1 logb a = y. a logb Prova da propriedade d). Em algumas aplica¸˜es ´ interessante transformar um logaritmo co e de uma base para outra.

ou podem ser reduzidas a ıvel a e a estes tipos. A maioria das equa¸˜es logar´ a co co ıtmicas. ent˜o o conjunto solu¸˜o S = {4}. s˜o chamados logaritimos naturais ou nepea rianos. bx = a. Vamos aos trˆs tipos co e e b´sicos. a co a ca 221 CEDERJ a > 0 e a = 1. f (x) > 0 e g(x) > 0 . Exemplo: Se log2 x = 3 e log2 y = 5. bx = cy e czx = bx ⇒ zx = y . ca 4 Restri¸˜es: 3x − 4 > 0 ⇒ x > co e x + 4 > 0 ⇒ x > −4 3 Como x = 4 atende `s restri¸˜es.71 ´ o valor que aproxima e com trˆs casas decimais exatas.AULA 19 De fato. cy = a e cz = b ⇒ bx = cy e cz = b . em nosso n´ de estudo. Esta ultima igualdade prova o que quer´ ´ ıamos. Devemos sempre observar as restri¸˜es co na base: nos logaritmandos: Exemplo: log2 (3x − 4) = log2 (x + 4). O logaritmo neperiano de x ´ indicado por ℓn x ou lg x. fazendo algumas manipula¸˜es alg´bricas.Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . O n´ mero e. s˜o de trˆs tipos b´sicos. a u u e u 2. Logo. O logaritmo decimal a de um n´ mero x (com x > 0) ´ indicado por log x (pode-se omitir o 10 na u e base). e Observa¸˜o: ca O n´ mero e ´ junto com o n´ mero π os dois mais importantes n´ meros u e u u da Matem´tica. Solu¸˜o: 3x − 4 = x + 4 ⇒ x = 4. logy x = Observa¸˜es: co • Os logaritmos de base 10 s˜o chamados decimais. • Os logaritmos de base e. ´ um n´ mero irracional. como o n´ mero π. e e log2 x 3 = · log2 y 5 Equa¸˜es logar´ co ıtmicas S˜o equa¸˜es envolvendo logaritmos. a 1o tipo ¯ Logaritmos de mesma base loga f (x) = loga g(x) ⇒ f (x) = g(x).

e co CEDERJ 222 . o conjunto solu¸˜o ´ S = {1/4. podemos ter vari´veis no logaritmando e na base ao mesmo co a tempo. ca e log2 x = −2 ⇒ x = 2−2 = Inequa¸˜es logar´ co ıtmicas S˜o inequa¸˜es onde aparecem a fun¸˜o logar´ a co ca ıtmica envolvendo a vari´vel. logo ca ızes x2 − 3x + 2 > 0 ⇒ x < 1 ou x > 2 y 1 2 x O valor x = 2 2 atende a estas condi¸˜es. ca a ¯ Acontece quando uma substitui¸˜o do tipo y = logb x reduz o problema ca a uma equa¸˜o que sabemos resolver. ca 1 4 Portanto. a Vamos examinar algumas t´cnicas para resolver estas inequa¸˜es. 16}.Fun¸˜o logaritmo ca 2o tipo Aplica¸˜o da defini¸˜o de logaritmo. logo o conjunto solu¸˜o ´ S = { } co ca e 3 3 3o tipo Substitui¸˜o de vari´vel. Observando sempre as restri¸˜es: co na base: b>0eb=1 no logaritmando: f (x) > 0 Nestas equa¸˜es. ca ca ¯ Exemplo: (log2 x)2 − 2 log2 x − 8 = 0 log2 x = x ⇒ x = 24 = 16 Solu¸˜o: Substituindo y = log2 x. temos y 2 −2y −8 = 0 ⇒ y = 4 ou y = −2. Exemplo: logx (x2 − 3x + 2) = 2 Solu¸˜o: Temos que x2 − 3x + 2 = x2 ⇒ −3x + 2 = 0 ⇒ x = ca Restri¸˜es: co • x2 − 3x + 2 > 0 • x>0ex=1 (base) 2 3 A equa¸˜o x2 − 3x + 2 = 0 tem ra´ x = 2 e x = 1. como uma equa¸˜o do 2o grau. ca ca ¯ logb (f (x) = a ⇒ f (x) = ba .

logb f (x) > a ⇒ logb f (x) > logb ba • f (x) > 0 e g(x) > 0 (logaritmando) logb f (x) > logb g(x) ⇒ f (x) < g(x) Exerc´ ıcios resolvidos 1. Quais sejam. e • se b > 1. Portanto. ca a • Note que pois a = logb ba . 1 < log2 x < 2. 1 . Solu¸˜o: Fazemos a substitui¸˜o y = log2 x.3 2 2. logo o conjunto solu¸˜o ´ ca e ca e S = (2. o conjunto solu¸˜o S ´ ca e 2 Solu¸˜o: log3 (2x − 1) < log3 5 ⇒ 2x − 1 < 5 ⇒ 2x < b ⇒ x < 3 ca Restri¸˜o: 2x − 1 > 0 ⇒ x > ca S= 1 . Resolva a inequa¸˜o ca (log2 x)2 = 3 log2 x + 2 < 0. logb f (x) > logb g(x) ⇒ f (x) > g(x) • se 0 < b < 1 Isto respeitadas as restri¸˜es para existˆncia dos logaritmos. sendo inversa da exponencial. a ızes Portanto. ou fazer substitui¸˜o de vari´veis y = logb x. co e • b > 0 e b = 1 (base) Observa¸˜o: ca • Para reduzir uma inequa¸˜o ` forma logb f (x) > logb g(x). a fun¸˜o y = logb x. 223 CEDERJ .AULA 19 Em primeiro lugar. ca ´ crescente b > 1 e decrescente quando 0 < b < 1. 4). temos que ca a usar propriedades do produto ou do quociente (para reunir dois logaritmos).Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . log2 x > 1 ⇒ log2 x > log2 2 ⇒ x > 2 log2 x < 2 ⇒ log2 x < log2 4 ⇒ x < 4 A restri¸˜o no logaritmando ´ x > 0. encontramos ca ca 2 y − 3y + 2 < 0 ⇒ 1 < y < 2 1 2 (pois y = 1 e y = 2 s˜o as ra´ de y 2 − 3y + 2 = 0). Assim. Resolva a inequa¸˜o ca log3 (2x − 1) < log3 5.

77815 Nota: Observe que. Cararcter´ ıstica e mantissa log10 Usando uma calculadora. co a -3 3 As restri¸˜es s˜o x − 1 > 0 ⇒ x > 1 e x + 1 > 0 ⇒ x > −1 co a O conjunto solu¸˜o ´ ca e S = (−3. Sabendo disso. log 600 etc. 3). log 60. ∞) = (1. ent˜o n − 1 ≤ log x < n a CEDERJ 224 . se x tem 3 d´ ıgitos. que u e chamamos mantissa e diferem na parte inteira. ı Assim. log 60 = log 6 · 10 = log 6 + log 10 = 1 + 0.  caracter´ ıstica: 2 log 600 tem mantissa: 0. se x tem 3 d´ ıgitos. que chamamos caracter´stica. se x ´ um a e inteiro positivo de n d´ ıgitos. ent˜o 2 ≤ log x < 3. Resolva a inequa¸˜o ca log2 (x − 1) + log2 (x + 1) < 3. vemos que log 6 ≈ 0. 77815 Os n´ meros log 6. 77815 (lembre que log 6 = 6). ∞) ∩ (−1.Fun¸˜o logaritmo ca 3. Solu¸˜o: Usamos a propriedade do produto para juntar os dois logaritca mos log2 (x − 1) + log2 (x + 1) < 3 log2 (x − 1)(x + 1) < log2 23 = log2 8 (x − 1)(x + 1) < 8 x2 − 1 < 8 x2 − 9 < 0 As solu¸˜es de x2 − 9 = 0 s˜o x = ±3 logo x2 − 9 < 0 ⇒ −3 < x < 3. log 600 etc. ent˜o a 100 ≤ x < 1000 ⇒ 2 3 2 3 10 ≤ x < 10 ⇒ log 10 ≤ log x < log 10 ⇒ 2 ≤ log x < 3. 3) ∩ (1. Em geral. Portanto. tˆm a mesma parte decimal. 77815 = 1. 77815 log 600 = log 6 · 100 = log 6 + log 102 = 2. podemos calcular facilmente log 60.

Exerc´ ıcios .Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . calcule f (g(2)). Calcule: 1 27 d) log13 13 · log15 1 a) log3 b) log25 125 e) log0. t ≥ 0 e N(2) = 3N0 . Solu¸˜o: Calculamos seu logaritmo decimal. ent˜o 250 ´ um inteiro de 16 d´ a e ıgitos.AULA 19 Exerc´ ıcios resolvidos 1.S´rie A e 1. (UERJ-92) O valor de 4log2 9 ´: e a) 81 b) 64 c) 48 d) 36 e) 9 4. 3010 b) log 0. 0128 Solu¸˜o: ca a) log 200 = log 2 · 102 = log 2 + 2 = 2. 0128 = log 128 × 10−4 = log 128 + log 10−4 = log 27 − 4 = −4 + 7 · log 2 = −4 + 7 × (0. Determine o n´ mero de d´ u ıgitos do inteiro 250 . calcule logx 6. ca 5. Sendo f (x) = 32x e g(x) = log4 x. 3. 893 2. 3010 = 15. ent˜o o valor a de k ´: e 1 1 1 3 a) loge b) loge 3 c) loge 3 d) loge 4 e) log2 e 2 2 3 4 a3 . Sendo logx a = 4. Resolva a equa¸˜o log3 (2x − 1) − log3 (5x + 3) = −1 ca 7. logx b = 2 e logx c = 1. Determine o dom´ ınio da fun¸˜o f (x) = logx x2 − 3x + 2. 3010) = −1. Usando log a = 0. b2 c2 225 CEDERJ . ca log 250 = 50 × log 2 = 50 × 0. 05 Como 15 ≤ log250 < 16. (UNI-RIO 92) Se N(t) = N0 ekt .01 10 c) log 1 4 √ 3 64 2. 3010 calcule a) log 200 b) log 0.

Se log10 30 = log10 2+2 log10 o valor de x ´: e a) − loge 2 CEDERJ 226 3−log10 ex . usando que log 2 = 0. log y 6 2 2 log x a ca Determine uma rela¸˜o entre x e y que n˜o envolva a fun¸˜o logaritmo. onde log ´ o logaritmo na base ca ca e decimal. 81 10. ca 9. a alternativa que representa d) − loge 20 e) − loge 30 b) − loge 5 c) − loge 15 . O gr´fico abaixo expressa a a varia¸˜o de log y em fun¸˜o de log x. Resolva o sistema log (2x + y) = 0 a 13. 3  x + y = 7 12. ent˜o 3x + 3−x ´ igual a a e 8 5 a) b) c) 4 d) 6 7 2 √ e) 9 16. 4771. 003 c) log 0. calcule: a) log 3000 b) log 0. Calcule log0. 11. Simplifique a express˜o (logx 9) · (log81 16) · (log4 3) a 15.Fun¸˜o logaritmo ca 8. 3010. Um n´ mero x tem logaritmo igual a 4 na base a e tem logaritmo igual u a a 8 na base · Calcule x e a.04 125. Resolva o sistema log x + log y = log 12 a a a   2x = 1 24+y 14. Usando log 3 = 0. (UFRJ-98) Sejam x e y duas quantidades. (UNI-RIO 93) Se x = log3 2.

Fun¸˜o logaritmo ca

´ MODULO 1 - AULA 19

17. (UNI-RIO 94) Um explorador descobriu, na selva amazˆnica, uma o esp´cie nova de planta e, pesquisando-a durante anos, comprovou que o e seu crescimento m´dio variava de acordo com a f´rmula A = 40 · (1, 1)t, e o onde a altura m´dia A ´ medida em cent´ e e ımetros e o tempo t em anos. Sabendo-se que log 2 = 0, 30 e log 11 = 1, 04, determine: a) a altura m´dia, em cent´ e ımetros, de uma planta dessa esp´cie aos 3 e anos de vida; b) a idade, em anos, na qual a planta tem uma altura m´dia de 1,6 m. e 18. (PUC 90) Se a = log8 225 e b = log8 15, ent˜o: a a) 2a = b b) 3a = 2b c) a = b d) 2b = a e) 3b = 2a

Exerc´ ıcios - S´rie B e
x+1 1. (UNI-RIO 99) Seja a fun¸˜o definida por f (x) = log2 ca · O valor 2x de x para o qual f (x) = 1 ´ tal que: e 1 100 1 3 d) < x < 5 10 a) 0 < x < b) 1 1 <x< 100 10 3 e) x > 10 c) 1 1 <x< 10 5

√ 2. (UNICAMP 93) Calcule o valor da express˜o logn (logn n n n), onde a n ´ um n´ mero inteiro, n ≥ 2. Ao fazer o c´lculo, vocˆ ver´ que esse e u a e a valor ´ um n´ mero que n˜o depende de n. e u a 3. (FUVEST SP) Sendo a2 + b2 = 70ab, calcule log5 de m = log5 2 e n = log5 3. (a + b)2 , em fun¸˜o ca ab

4. (UFF 95) Sejam x, y e p n´ meros reais positivos e p = 1. Se u x+y logp (x + y) = m e logp x + logp y = n, ent˜o logp a ´ igual a: e xy m a) mn b) c) m · n d) m + n e) m − n n 5. Resolva as equa¸˜es: co a) logx (4x − 4) = 2 b) logx+2 (x2 + 4) = logx+2 (3x2 + 1)

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CEDERJ

Fun¸˜o logaritmo ca

6. (PUC 99) Sabendo-se que log10 3 ∼ 0, 47712, podemos afirmar que o = 25 n´ mero de algarismos de 9 ´: u e a) 21 b) 22 c) 23 d) 24 1 1 + log ´: e a b d) P −1 e) P +1 e) 25

7. Se log a + log b = P , ent˜o o valor de log a a) 1 P b) −P c) P

√ 8. Calcule o valor de log10 3 + log10 0, 001 − log0,1 10 10, sabendo que log 2 = 0, 3010 e log 3 = 0, 4771. 9. (CESGRANRIO 90) Sendo a e b as ra´ da equa¸˜o x2 +100x−10 = 0, ızes ca 1 1 calcule o valor de log10 + . a b 10. Sabe-se que log10 3 = 0, 477 e que log10 103 = 2, 013. O tempo no qual triplicar´ uma popula¸˜o que cresce 3% ao ano ´ de aproximadamente: a ca e a) 37 anos b) 47 anos c) 57 anos d) 67 anos e) 77 anos

11. (UNESP 92) A curva da figura representa o gr´fico da fun¸ao y = loga x a c˜ (a > 1). Dos pontos B = (2, 0) e C = (4, 0) saem perpendiculares ao eixo das abcissas, as quais interceptam a curva em D e E, respectivamente. Se a ´rea do trap´zio retangular BCED vale 3, provar que a a e 1 a ´rea do triˆngulo ABD, onde A = (1, 0), vale · a 2
y

E D A B C

y = logax

x

12. (UFRN 83) Considere log 2 = 0, 3010 e log 3 = 0, 4771. Ent˜o, qual a a quantidade de algarismos do n´ mero 315 × 212 × 623 ? u 13. (PUC 93) Sabendo-se que log10 3 ∼ 0, 47712 e que N = 3100 , podemos = afirmar que o n´ mero de algarismos do inteiro N ´: u e a) 47
CEDERJ 228

b) 48

c) 49

d) 50

e) 51

Fun¸˜o logaritmo ca

´ MODULO 1 - AULA 19

14. (FUVEST 92) Seja x = 21000 . Sabendo que log10 2 ´ aproximadamente e igual a 0,30103, pode-se afirmar que o n´ mero de algarismos de x ´: u e a) 300 b) 301 c) 302 d) 1000 e) 2000

15. (PUC 93) Sabendo-se que log10 3 ∼ 0, 47712 e que N = 3100 , podemos = afirmar que o n´ mero de algarismos do inteiro N ´: u e a) 47 b) 48 c) 49 d) 50 e) 51

Gabarito
S´rie A e 1) a) −3 b) 3 c) −1 d) 0 e) − 1 2) 3 3) a 4) (0, 1) ∪ (2, ∞) 2 2 2 5) 6 6) 6 7) b 8) y = 100x 9) a) 3,4771 b) −2, 5229 c) −0, 0916 4 10) b 11) a = 9, x = 9 12) x = 4 e y = 3 ou x = 3 e y = 4 13) logx 3 14) x = 5, y = −9 15) a 16) b 17) a) 53, 24 cm b) 15 anos 18) d S´rie B e 1) e 2) −2 3) 3m + 2n 4) e 5) a) 2, 2, 094 0, 349 = 8) −1, 9771 9) 1 10) a 7) 1, 398 0, 233 12) 29 13) b 14) c 15) b b) ±
3 2

6) d

11) Demonstra¸˜o ca

Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte, vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. e e ıcio

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Trigonometria

´ MODULO 1 - AULA 20

Aula 20 – Trigonometria
Introdu¸˜o ca
O termo trigonometria significa, em uma tradu¸˜o literal, medidas de ca um triˆngulo. Mais especificamente, a trigonometria estuda rela¸˜es envola co vendo ˆngulos e raz˜es dos lados de triˆngulos semelhantes. a o a Historicamente as primeiras rela¸˜es trigonom´tricas j´ eram conhecico e a das pelos eg´ ıpcios e babilˆnicos em 1600 A.C., aproximadamente. Na antiguio dade, muitos avan¸os na trigonometria se devem principalmente as aplica¸˜es c co em astronomia (ver [1], [2], [3] e [4]): • Aristarco (310-230 A.C.), desenvolveu um consistente m´todo para ese timar o raio da lua e do sol bem como de suas distˆncias relativas a a terra. • Erat´stenes (276-194 A.C.), por sua vez, calculou uma das mais famosas o estimativas para o per´ ımetro da circunferˆncia da terra e seu raio. Para e isso, comparou posi¸˜es relativas de sombras exatamente ao meio dia do co solst´ de ver˜o em duas cidades: Siene e Alexandria. Assim, obteve ıcio a que o ˆngulo α da figura abaixo era cerca de 1/50 do circulo. a
an ex Al α dri a

R α O Siene

Sabendo que a distˆncia entre as duas cidades era cerca de 925 Km, a estimou que o per´ ımetro da terra seria de cerca de 925 x 50 = 46.250 km, sendo que o valor correto ´ de 40.075 km. e • O astrˆnomo grego Hiparco (180-125 A.C.) ´ considerado o pai da trio e gonometria devido as suas importantes contribui¸˜es. A ele ´ atribu´ co e ıdo a constru¸˜o da primeira tabela trigonom´trica e tamb´m uma das prica e e meiras referˆncias a utilizar a medida do ˆngulo em graus (sistema e a sexagesimal).

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CEDERJ

Trigonometria

• Cl´udio Ptolomeu foi o autor do mais celebre tratado de astronomia a (e trigonometria) da antiguidade: O almagesto. N˜o h´ registros prea a cisos da ´poca em que viveu Ptolomeu, mas seus trabalhos provavele mente foram realizados no s´culo II. O almagesto apresenta o sistema e geocˆntrico, ou seja terra como centro do universo. Essa teoria pere sistiu at´ a idade m´dia, sendo posteriormente substitu´ pela teoria e e ıda heliocˆntrica de Nicolau Cop´rnico (1473-1543). e e Agora que j´ discutimos um pouco da hist´ria da trigonometria, vaa o mos apresentar os primeiros conceitos trigonom´tricos. Para isso iniciaremos e discutindo o conceito b´sico de ˆngulo e o sistema sexagesimal (unidade de a a grau). Em seguida, apresentaremos as principais rela¸˜es trigonom´tricas em co e um triˆngulo retˆngulo: seno, cosseno, tangente, etc, bem como as principais a a rela¸˜es fundamentais entre esses elementos. co

ˆ Angulos - Medidas
ˆ Angulo Vamos considerar um ˆngulo AOP como origin´rio da rota¸˜o da semia a ca − → − → reta OA da posi¸˜o inicial (P.I.) ` posi¸˜o terminal OP (P.T.) ca a ca
P P.T.

O

P.I.

A

P P.T.

O

P.I.

A

e ca e a O ˆngulo AOP ´ positivo se o sentido da rota¸˜o indicado ´ anti-hor´rio a e negativo se o sentido da rota¸˜o ´ hor´rio. ca e a
CEDERJ 232

60 3600 Sistema circular (unidade radiano) Defini¸˜o: Um radiano ´ o ˆngulo central que subtende na circunferˆncia um ca e a e arco cujo comprimento ´ igual ao raio. Nota¸˜o: 1 rd e ca B 1 rd O AB→ arco AB A ⌢ ⌢ AB → comprimento do arco AB AOB = 1 rd se AB = R ⌢ Se α ´ um ˆngulo em radianos que intercepta na circunferˆncia um arco e a e de comprimento l.AULA 20 Medida de ˆngulo e arcos a Sistema sexagesimal (unidade graus) 1 Defini¸˜o: Angulo de 1 grau denotado por 1◦ ´ o ˆngulo ca ˆ e a do ˆngulo reto. a 90 O grau admite dois subm´ ltiplos: u minuto denotado por ′ e definido por 1′ = 1 do grau. a ◦ 233 CEDERJ . Vamos encontrar este ˆngulo em radianos.Trigonometria ´ MODULO 1 . temos: B R α O A AB= l ⌢ ˆ Angulo central 1 rd α rd Logo. Convers˜o a – – Comprimento do arco R l O ˆngulo de uma volta em torno de uma circunferˆncia em graus ´ a e e 360 . l = αR . 60 1 1 segundo denotado por ′′ e definido por 1′′ = do minuto = do segundo.

(Considere π = 3. 25◦ – x Resposta: 1. 05 360◦ Temos que 1 rd ´. e e 2πR Da´ α = ı. 14 15 60 = 60. 25◦ · 2π = 1.Trigonometria Sabemos que o comprimento de uma circunferˆncia ´ 2πR. ⇒ α = 2π. aproximadamente. 57◦ 19′ 29′′ . 3. 3 ◦ ⇒ x= 120◦ · 2π 2π = ◦ 360 3 2. Exprimir 1 rd em graus. 25◦ ⇒ x= 60. Exerc´ ıcios resolvidos 1. Exprimir 60◦ 15′ em radianos. Exprimir 120◦ em radianos. 360◦ – 2π 120◦ – x Resposta: 2π rd. R Portanto a rela¸˜o entre os sistemas ´: ca e 360◦ ↔ 2π. 14) 60◦ 15′ = 60◦ + 360◦ – 2π 60. 05rd. (Considere π = 3. 14) Solu¸˜o ca 360◦ – 2π x – 1 1800’0 | 3 14 2300 57◦ 19′ 29′′ 102◦ 60 6120′ 2980′ 154′ 60 9240′′ 2960 134′′ ⇒ x= 360◦ 180 = 2π 3. e CEDERJ 234 .

235 CEDERJ . o ˆngulo convexo formado pelos ponteiros de um a rel´gio que marca 3h 42min. em graus. Calcular. a e 9 8 7 b 6 a 4 5 3 b = 30 · 5 + 6 · 2 = 150 + 12 = 162◦ Da´ o ˆngulo convexo pedido ´: ı a e x = b − a = 162◦ − 21◦ = 141◦ 5. Solu¸˜o: ca Ponteiro pequeno 30◦ a tempo 60′ 20′ 12 a b 4 6 5 1      2 3 ⇒ a= 20 · 30 = 10◦ 60 Temos que a + b = 4 · 30 = 120 ⇒ b = 120 − 10 = 110◦ . 12  Ponteiro pequeno tempo   30 · 42 ⇒ a= = 21◦ 30◦ 60′  60  a 42′ Este ˆngulo ´ o que determina o ponteiro das horas. Resposta: 110◦ .Trigonometria ´ MODULO 1 . o Solu¸˜o: Note que em 1h (60′) o ponteiro pequeno percorre um ˆngulo ca a ◦ de: 360 = 30◦ .AULA 20 4. Calcular o menor ˆngulo entre os ponteiros de um rel´gio que marca a o 12h e 20min.

A que horas. 20h 43min 37. O ponteiro dos minutos mede 10 cm. 8◦ . ´ a a e metade do n´ mero que marca os minutos.2 segundos. 1◦ . 22◦ 30′ 8. 4◦ . Encontre o menor ˆngulo formado pelos ponteiros de um rel´gio `s 9h a o a 10min. u 7. 4. (Considere π = 3. 12. (Considere π = 3.56 cm 10. Determine o comprimento do arco.Trigonometria Exerc´ ıcios propostos 1. 36 4. Transformar 12◦ em radianos. 10. Mostre que o ˆngulo que o ponteiro das horas descreve. 6◦ 5. a do segundo com o terceiro ´ 9◦ e a soma do primeiro e e π com o terceiro ´ e rd. sabendo que a soma do primeiro com o e a segundo ´ 12◦ . 9. 2. 8. Converter 2 em graus. um arco de 0. Achar trˆs ˆngulos. em graus. Quantos graus mede. 145◦ 9. da noite. em graus. 53 rd 3. os ponteiros de um rel´gio coincidem entre os o n´ meros 8 e 9 do mostrador? u Gabarito 1. 36◦ 31′ 7. 3. 105 rd? 5. 14) π 6. 14) 2. 209 rd CEDERJ 236 . aproximadamente. Encontre o menor ˆngulo formado pelos ponteiros de um rel´gio `s 2h a o a 15min. 0. Exprimir 30◦ 15′ para radianos. Determine o comprimento do arco quando a sua extremidade descreve 12 minutos. 0.

b e c a a Considere as seguintes nota¸˜es: co C a b A c B seno → sen cosseno → cos tangente → tg secante → sec cossecante → csc cotangente → cotg cotg B = sec B = csc B = c cateto adjacente = b cateto oposto sen B = cos B = tg B = b cateto oposto = a hipotenusa c cateto adjacente = a hipotenusa a hipotenusa = c cateto adjacente hipotenusa a = b cateto oposto b cateto oposto = c cateto adjacente A partir das defini¸˜es anteriores.AULA 20 Fun¸˜es trigonom´tricas de um ˆngulo agudo co e a Seja um triˆngulo retˆngulo ABC de lados a. a co co podemos verificar que: I) sen2 x + cos2 x = 1 sen x II) tg x = cos x 1 cos x III) cotg x = = tg x sen x 1 IV) sec x = cos x 1 V) csc x = sen x Auxiliares: sec2 x = 1 + tg2 x csc2 x = 1 + cotg2 x 237 CEDERJ . De acordo com as defini¸˜es das fun¸˜es.Trigonometria ´ MODULO 1 . Ent˜o co-fun¸˜es de ˆngulos ca co a co a complementares s˜o iguais a Rela¸˜es fundamentais co Seja x um ˆngulo agudo. ´ imediato que: co e sen C = c = cos B a b cos C = = sen B a c tg C = = cotg B b cotg C = sec C = b = tg B c a = csc B b a csc C = = sec B c Sendo B + C = 90◦ (ˆngulos complementares) e as fun¸˜es associaa co das em cada rela¸˜o chamadas de co-fun¸˜es.

ent˜o a a a 2 da altura pois C (AC)2 = (AM)2 + (MC)2 l 3l ⇒ (MC)2 = l2 − = 4 4 √ l 3 ⇒ MC = 2 Assim: 2 2 30◦ l l 60◦ A M l 60◦ l 2 B √ √ l 3 MC 3 a) sen A = = 2 ⇒ sen 60◦ = . BC 2 l 2 2 √ l 1 2 AB ◦ = √ = √ ⇒ cos 45 = . cos 60◦ . √ √ = l2 + l2 ⇒ BC = l 2. CEDERJ 238 . tg 60◦ √ l 3 ser´ a medida a Considere um triˆngulo equil´tero de lado l. cos 45◦ . b) cos A = AC l 2 MC c) tg A = = AM √ l 3 2 l 2 ⇒ tg 60◦ = √ 3. b) cos B = BC 2 l 2 2 c) tg B = l AC = = 1 ⇒ tg 45◦ = 1. AB l Assim.Trigonometria Valores not´veis a sen 45◦ . BC l 2 l AM 1 2 = ⇒ cos 60◦ = . sen 60◦ . tg 45◦ Considere um triˆngulo retˆngulo is´sceles de catetos l a a o C 45◦ l A √ l 2 45◦ l B 2 a ent˜o l 2 ser´ a medida da hipotenusa pois BC a √ AC 2 1 l ◦ a) sen B = = √ = √ ⇒ sen 45 = .

b) cos 30 = AC l 2 a) sen 30◦ = AM c) tg 30◦ = = MC l 2 √ l 3 2 √ 3 1 = √ ⇒ tg 30◦ = . 5 km 5 2 239 CEDERJ . cos 30◦ . Na rodovia A existe um posto de gasolina que dista 5 km de O.AULA 20 sen 30◦ . a a Solu¸˜o: ca rod B d O 30 ◦ 5 posto rod A sen 30◦ = Resposta: 2. AC l 2 √ √ l 3 3 MC 2 ◦ ◦ = ⇒ cos 30 = . tg 30◦ No triˆngulo AMC do item anterior vem: a l AM 1 = 2 ⇒ sen 30◦ = . 5 km d 1 ⇒ d = 5 · = 2. Determine a distˆncia do posto de gasolina ` rodovia B. Duas rodovias A e B encontram-se em O. 3 3 Logo temos o seguinte quadro de valores: x 30◦ 45◦ 60◦ sen x cos x tg x √ √ 1 3 3 2 2 3 √ √ 2 2 1 2 2 √ √ 3 1 3 2 2 Exerc´ ıcios resolvidos 1.Trigonometria ´ MODULO 1 . formando um ˆngulo de a ◦ 30 .

Simplificar a express˜o y = a Solu¸˜o: ca y= cos3 a − sen3 a 1 + sen a cos a (cos a − sen a)(cos2 a + cos a sen a + sen2 a) ⇒ 1 + sen a cos a (cos a − sen a)(1 + cos a sen a) y= = cos a − sen a 1 + sen a cos a y = cos a − sen a CEDERJ 240 . Nas figuras. calcular sen x. calcular h e d.Trigonometria 2.F. 3 √ Resposta: d = 20 m e h = 20 3 m △BCD tg 60◦ = 3. sen x + cos x = 1 temos sen2 x + 144 25 = 1 ⇒ sen2 x = 169 169 5 13 5 (x agudo). D h A 30◦ 40 m B 60◦ d C Solu¸˜o: ca √ h ⇒ h=d 3 d √ h 3 △ACD tg 30◦ = ⇒ h= (40 + d) ⇒ 40 + d 3 √ √ √ 3 d 3= (40 + d) ⇒ d = 20 m e h = 20 3 m. 12 ⇒ sen x = 4. Sabendo que tg x = Solu¸˜o: ca Sabemos que 1 + tg2 x = sec2 x 25 169 13 1+ = sec2 x ⇒ sec2 x = ⇒ sec x = 144 144 12 12 ⇒ cos x = 13 2 2 Usando a F.

determine h. ∀x = Determine o valor de f π 3 kπ . Considere o triˆngulo retˆngulo ABC com as dimens˜es a = 7. e a 6. Sendo O o centro da circunferˆncia de raio unit´rio. a a e a determine a altura da ´rvore. C x B O 15◦ A a+b a−b e csc x = . Uma pessoa de 1. 70 m de altura observa o topo de uma ´rvore sob a um ˆngulo α. k ∈ Z. Calcular o valor de tg x. de a 5. a 3. definida por ca f (x) = sen x + cos x + cotg x + csc x − tg x − sec x. a a o b = 4. a a 241 CEDERJ . sendo dados α. 5 m. b e c ´ retˆngulo. β e d. Seja a fun¸˜o f . Na figura. 2 ızes ca 7. Sendo sen x = c c lados a. determine o valor e a de x.AULA 20 Exerc´ ıcios propostos 1. C a x A c b B 2. mostre que o triˆngulo ABC. h α d β 4. Conhecendo a distˆncia a do observador at´ ´rvore. 5 m e c = 6 m. Para que valores de m as ra´ da equa¸˜o 4x2 + (2 − 3m)x + m2 = 0 s˜o a tangente e a cotangente de um mesmo ˆngulo.Trigonometria ´ MODULO 1 .

p.. 10. 2 7. 75 2. Meu professor de matematica e outras hist´rias. Lobo da Costa.Ano 10. 01 mar.N. −2 8. 5 √ 3−3 6. 3o edi¸˜o. 0 9.. 2. A Hist´ria da Trigonometria. A enciclopedia livre. o ca Publica¸˜o SBM.Trigonometria 8. S˜o Paulo. 1997. 0. 0. B. 3a Edi¸˜o.wikipedia. Quando a gangorra toca o ch˜o forma com ele uma ˆngulo a a ◦ de 30 .Revista da SBEM (Sociedade Brasileira de Educa¸˜o a ca Matem´tica) . h = d tg α tg β tg β − tg α sen3 x sen5 x + + . 1.. Lima. 2003.L. 2 sen x 1 + cos2 x Referˆncias e 1.69. 3 2 10. Hist´ria da Matem´tica.. http://pt. ca 3. Duas crian¸as brincam em uma gangorra cuja t´bua tem 3 m de comc a primento. Simplificar a express˜o a sen a − sen b cos a + cos b y= + cos a − cos b sen a + sen b 9. E. 60 . M. 1974. 70 + a tg α 3. Educa¸ao Mao c˜ tem´tica em Revista . Boyer. a a CEDERJ 242 . C. 2 4 4. Determine o valor de sen x + Gabarito 1. Wikipedia.org 4. Determine a altura que se eleva a crian¸a que est´ na outra c a extremidade. Editora Edgard Bl¨ cher o a ca u Ltda.

definiremos as fun¸˜es seno. co co e u e n˜o apenas ˆngulos de 0 a 90 graus . e ca co co-seno. Ciclo trigonom´trico . e co A id´ia central ´ que as fun¸˜es trigonom´tricas ser˜o definidas a partir de e e co e a uma outra fun¸˜o que associa a cada n´ mero real um ponto sobre o ciclo ca u trigonom´trico. seja na primeira passagem ou ap´s v´rias voltas completas no ciclo trigoo a nom´trico. inicialmente apresentamos co e o ciclo trigonom´trico e as determina¸˜es positivas e negativas de uma arco. tangente.determina¸˜es e co Ciclo Trigonom´trico e Chamamos de ciclo trigonom´trico a uma circunferˆncia de raio unit´rio e e a na qual fixamos um ponto (A) como origem dos arcos e a adotamos o sentido anti-hor´rio como positivo.AULA 21 Aula 21 – Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Introdu¸˜o ca Na se¸˜o anterior estudamos as rela¸˜es trigonom´tricas que envolvem ca co e os angulos agudos de um triˆngulo retˆngulo. Nosso objetivo ´ estender estas ˆ a a e rela¸˜es para definir as fun¸˜es trigonom´tricas para qualquer n´ mero real. Feito isso. as fun¸˜es trigonom´tricas como definiremos a o co e seguir surgiram como evolu¸˜o de diversos resultados. a + O r=1 A (origem) − Arco Trigonom´trico e Chamamos de arco trigonom´trico AP ao conjunto dos infinitos arcos e de origem A e extremidade P . partindo-se da origem a A e girando em qualquer sentido (positivo ou negativo) at´ a extremidade e P . Para definirmos as fun¸˜es trigonom´tricas. etc. Esses arcos s˜o obtidos. na se¸˜o seguinte. Para isso utilizaremos o importante a a conceito de radiano apresentado na se¸˜o anterior. ca No contexto hist´rico. Entre eles podemos ca destacar os trabalhos de Fran¸ois Vi´te (1540-1603) e principalmente de Lec e onhard Euler (1707-1783) em um dos seus mais importantes tratados: Introductio in analysin infinitorum(1748). e 243 CEDERJ ⌢ .Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 .

por conven¸˜o: e ca a) Positivo se o sentido do percursso de A para P for o anti-hor´rio. tal que e ca 0 ≤ α0 < 2π ´ chamada primeira determina¸˜o positiva do arco. e ca P (α0 ) ⌢ A Primeira determina¸˜o positiva ca a u Adicionando ` primeira medida o n´ mero 2π. chamamos de ˆngulo trignom´trico AOP ao conjunto a e − → − → dos infinitos ˆngulos de lado inicial OA e lado terminal OP . de origem A e extremidade P ´. a P 60◦ A P (60◦ ) 60◦ A P (−300◦) 60◦ A ⌢ O ponto P ´ extremidade de infinitos arcos de origem A e a medida de e cada um deles ´ chamada determina¸˜o. que equivale a percorrer uma volta do sentido anti-hor´rio. obt´m-se o n´ mero α0 +2π que ´ a segunda a e u e determina¸˜o positiva de AP . A medida α0 do arco AP .Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Analogamente. A e medida do arco AP . ca P (α0 + 2π) A ⌢ CEDERJ 244 Segunda determina¸˜o positiva ca . a b) Negativo se o sentido de percursso de A para P for hor´rio. a P A O Conjunto das determina¸˜es de um arco co Seja P um ponto qualquer de um ciclo trigonom´trico de origem A.

Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . Determina¸˜es positivas co α0 α0 + 1 · 2π α0 + 2 · 2π α0 + 3 · 2π . com n ∈ Z. e ca P A As infinitas determina¸˜es dos arcos de origem A e extremidade P s˜o: co a primeira segunda terceira quarta . ca P ⌢ (α0 − 2π) A Primeira determina¸˜o negativa ca Subtraindo da primeira determina¸˜o positiva o n´ mero 2 · 2π = 4π. n ∈ Z} Todas essas determina¸˜es s˜o do tipo αo +n·2π. . e assim por diante. que equivale a ca u a percorrer duas voltas no sentido anti-hor´rio. obt´m-se o n´ mero α0 + 4π a e u que ´ a terceira determina¸˜o positiva do arco AP . o conjundo das determina¸˜es do arco trigonom´trico AP ´: co e e {α ∈ R | α = αo + n · 2π. Determina¸˜es negativas co α0 − 1 · 2π α0 − 2 · 2π α0 − 3 · 2π α0 − 4 · 2π . . obt´m-se α0 − 2π que ´ a a e e primeira determina¸˜o negativa do arco AP . obt´m-se α0 − 4π a e que ´ a segunda determina¸˜o negativa e assim por diante. que equica u vale a percorrer uma volta no sentido hor´rio. e ca P (α0 + 4π) A ⌢ Terceira determina¸˜o positiva ca Subtraindo da primeira determina¸˜o positiva o n´ mero 2π. . ca u que equivale a percorrer duas voltas no sentido hor´rio. . . . e portanto co a ⌢ 245 CEDERJ .AULA 21 Adicionando ` primeira determina¸˜o o n´ mero 2·2π = 4π.

n2 ∈ Z b = α0 + n2 · 2π ⇒ a − b = 2πn ou a − b = 360◦ . E costume. utilizado no conjunto das determina¸˜es pode ser o valor u co ´ de uma qualquer das determina¸˜es. escolher o co e valor da 1a determina¸˜o positiva ou negativa.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Observa¸˜es co a) Se a medida dos arcos for expressa em graus. isto ´. n1 ∈ Z. e Se a e b s˜o cˆngruos ent˜o: a−b = 2kπ. Calcule a primeira determina¸˜o positiva (α0 ) dos seguintes arcos: ca 125π 97π c) −810◦ d) − a) 1620◦ b) 11 7 Solu¸˜o ca ◦ ◦ a) 1620 | 360 180◦ 4 b) 125π 11 15π 11 22π 11 5 15π 11 14π 7 α0 = 180◦ ◦ ◦ c) −810 | 360 −90◦ −2 α0 = 97π d) − 7 − 13π 7 α0 = 360◦ − 90◦ = 270◦ α0 = 270◦ CEDERJ 246 −6 13π π α0 = 2π − = 7 7 π α0 = 7 . determinar a rela¸˜o entre a e b. Dois arcos a e b s˜o cˆngruos quando tem a mesma origem e a mesma a o extremidade. mas a cada a u n´ mero real est´ associado um unico P . k ∈ Z. Determinar o conjunto das determina¸˜es dos arcos de origem A e co extremidade B assinalados na figura. ca c) A cada ponto P est˜o associados infinitos n´ meros reais. n ∈ Z. k ∈ Z ou a−b = 360k. do conjunto das detera co mina¸˜es. n ∈ Z 6 2. co ca Solu¸˜o: ca a = α0 + n1 · 2π ⇒ a − b = 2π(n1 − n2 ). devemos escrever α = αo + n · 360◦ . b) O n´ mero αo . 7π 6 A P x∈R|x= 7π + n · 2π. a o a Exerc´ ıcios resolvidos 1. u a ´ Se a e b s˜o duas determina¸˜es quaisquer. por´m. n ∈ Z Def. diferem entre si por um n´ mero inteiro de voltas na e u circunferˆncia.

Determine a 1a determina¸˜o negativa do arco ca 3. Calcular a 3a determina¸˜o positiva do arco 1910◦ . ca 1910◦ | 360◦ 110◦ 5 ⇒ 1a det. 247 CEDERJ . Calcular a 4a determina¸˜o negativa do arco 810◦ . Escrever em uma unica express˜o. Escrever o conjunto das determina¸˜es do arco AP . 3 2. co a) A=P ⌢ P b) A c) P A d) A 4. e 4.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . o conjunto dos arcos assinalados. ca 810◦ | 360◦ ⇒ 1a det. e Exerc´ ıcios Propostos 1. Calcular a 1a determina¸˜o positiva dos arcos. negativa ´ α0 − 4 · 360◦ ⇒ 90◦ − 1440◦ = −1350◦ . ´ a com extremidade P e Q. conforme o caso: a) 30◦ Q P A Q P b) π 4 P A 5. positiva α0 = 110◦ Como a 3a det. positiva α0 = 90◦ 90◦ 2 A 4a det. ca a) 1630◦ b) −1430◦ c) 2300◦ 37π . positiva ´ α0 + 2 · 360◦ vem 110◦ + 720◦ = 830◦ .AULA 21 3. Determine o menor a o valor positivo de x. Sabendo que π −x e 2x+π s˜o dois arcos cˆngruos.

k ∈ Z 4 2π 5) 3 b) 2πn + Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Introdu¸˜o ca Consideremos. por exemplo. e Quando dizemos que um arco AP pertence ao 2◦ quadrante. n∈Z 2 3π c) 2πn + π. um sistema cartesie ano ortogonal XOY conforme mostra a figura (1). queremos dizer que a extremidade P pertence ao segundo quadrante. Os pontos A(1. n ∈ Z b) 10◦ c) 140◦ π . k ∈ Z 6 π b) V = x ∈ R|x = kπ + .Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Gabarito 1) a) 190◦ 5π 2) − 3 3) a) 2πn. y B ⌢ A′ O A x B′ Figura 1 B primeiro quadrante O B segundo quadrante O B terceiro quadrante O B quarto quadrante O A A ′ A A ′ A A ′ A B′ CEDERJ 248 B′ . n∈Z 2 π 4) a) V = x ∈ R|x = kπ + . n ∈ Z d) 2πn + . B(0. −1) dividem o ciclo trigonom´trico em quatro quadrantes. 0). 1). no ciclo trigonom´trico de origem A. 0) e B ′ (0. A′ (−1.

e ca ca Em s´ ımbolo f : R → R tal que f (x) = sen(x) = ON N sen x O x M P A ⌢ A cada n´ mero real x corresponde um unico ponto P . oposto ⇔ sen x = ⇔ sen x = ⇔ sen x = ON hipotenusa OP 1 N x O P M A 249 CEDERJ . por sua vez. Representa-se: sen AP = ON y N P x ⌢ ⌢ sen AP ⌢ O A arco AP de medida x. por defini¸˜o. a fun¸˜o seno. extremidade do u ´ Observa¸˜o ca A defini¸˜o acima ´ coerente com aquela no triˆngulo retˆngulo. corresponde uma unica ´ ordenada chamada seno de x. A fun¸˜o de R em R que a cada n´ mero real ca u associa a ordenada do ponto P ´.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 .AULA 21 Defini¸˜o da fun¸˜o seno ca ca O seno de um arco trigonom´trico AP de extremidade P ´ a ordenada e e do ponto P . De ca e a a π fato. se 0 < x < ent˜o P ∈ I ◦ quadrante e al´m disso OP = 1 (raio) e a e 2 MP = ON. A cada ponto P . Assim no triˆngulo OMP retˆngulo em M. temos: a a sen x = MP MP cat.

as v´rias situa¸˜es poss´ a co ıveis. Posi¸˜o do ca ponto P Medida do arco em graus Medida do arco em radianos Seno de x Propriedade No ciclo trigonom´trico e P ≡A x = 0◦ x=0 sen x = 0 O=N A=P P ∈ 1◦ Q 0◦ < x < 90◦ 0<x< π 2 0 < sen x < 1 O seno ´ crese cente no 1◦ quadrante N O P A P =N P ≡B x = 90◦ x= π 2 sen x = 1 Valor m´ximo a O A P N O A P ∈ 2◦ Q 90◦ < x < 180◦ π <x<π 2 0 < sen x < 1 O seno ´ dee crescente P = A′ x = 180◦ x=π sen x = 0 P O=N A P ∈ 3◦ Q 180◦ < x < 270◦ π<x< 3π 2 −1 < sen x < 0 O seno ´ dee crescente O P N A P = B′ x = 270◦ x= 3π 2 sen x = −1 Valor m´ ınimo O A P =N P ∈ 4◦ Q 270◦ < x < 360◦ 3π < x < 2π 2 −1 < sen x < 0 O seno ´ crese cente O N A P CEDERJ 250 . na u tabela a seguir. a o n´ mero real x varia de 0 a 2π e o seno de x varia de −1 a 1.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Varia¸˜o da fun¸˜o seno ca ca Enquanto o ponto P percorre a primeira volta. no sentido anti-hor´rio. Observe.

AULA 21 Gr´fico a Note que sen x = sen(x±2π).Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . 251 CEDERJ . c) ´ Impar pois sen(−x) = − sen x 60◦ −60◦ d) Peri´dica de per´ o ıodo 2π. pois x e x±2π s˜o as medidas de arcos de a mesma extremidade e de acordo com a tabela do item anterior. concluimos que o gr´fico da fun¸˜o f : R → R tal que f (x) = sen x ´: a ca e 1 π π 2 3π 2 2π 4π −1 e o conjunto imagem ´ {y ∈ R | − 1 ≤ y ≤ 1} e Note que 1 2 sen 30◦ = sen 390◦ sen 30◦ = sen(30◦ + 360◦ ) = sen 390◦ = Propriedades 1 2 Do que foi apresentado anteriormente podemos concluir que a fun¸˜o ca seno ´: e a) positiva no 1◦ e 2◦ quadrantes. negativo no 3◦ e 4◦ quadrantes 100◦ 40◦ 200◦ 300◦ sen 40◦ > 0 sen 100◦ > 0 sen 200◦ < 0 sen 300◦ < 0 b) crescente nos 1◦ e 4◦ quadrantes e decrescente nos 2◦ e 3◦ quadrantes.

por defini¸˜o. e ca ca Em s´ ımbolo f : R → R tal que f (x) = cos(x) = OM P x O M A ⌢ A cada n´ mero real corresponde um unico ponto P . corresponde uma unica ´ abscissa chamada co-seno de x. A fun¸˜o de R em R que a cada n´ mero real ca u x associa a abscissa do ponto P ´. ´ a abscissa e e do ponto P . Calcule: a) sen 0◦ e) sen 90◦ 2. a) 0 2. a) √ 3 2 1 b) 2 2 c) 2 b) 1 2 √ 3 d) 2 √ e) 1 f) √ 3 2 g) 1 2 h) 0 b) sen 750◦ b) sen 30◦ f) sen 120◦ c) sen 45◦ g) sen 150◦ d) sen 60◦ h) sen 180◦ Fun¸˜o Co-seno ca Defini¸˜o ca O co-seno de um arco trigonom´trico AP de extremidade P . a fun¸˜o co-seno. De fato. A cada ponto P . extremidade do u ´ a Obs.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Exerc´ ıcios Propostos 1. Representa-se cos AP = OM P A ⌢ ⌢ O M arco AP de medida x. por sua vez. A defini¸˜o dada ´ coerente com aquela apresentada no triˆngulo ca e π ◦ a retˆngulo. Calcular o valor de: a) sen 420◦ Gabarito 1. se 0 < x < a ent˜o P pertence ao 1 quadrante e 2 al´m disso OP = 1 (raio). e CEDERJ 252 .

Posi¸˜o do ca ponto P P ≡A Medida do arco em graus x = 0◦ Medida do arco em radianos x=0 Co-seno de x Propriedade No ciclo trigonom´trico e A=P =M cos x = 1 Valor m´ximo a O co-seno ´ e decrescente no 1◦ quadrante O P A P ∈ 1◦ Q 0◦ < x < 90◦ 0<x< π 2 0 < cos x < 1 O M P P ≡B x = 90◦ x= π 2 cos x = 0 P O=M A P ∈2 Q ◦ 90 < x < 180 ◦ ◦ π <x<π 2 −1 < cos x < 0 O co-seno ´ e decrescente no 2◦ Q Valor m´ ınimo M O A P = A′ x = 180◦ x=π cos x = −1 3π 2 M =P O A P ∈ 3◦ Q 180◦ < x < 270◦ π<x< −1 < cos x < 0 O co-seno ´ e crescente no 3◦ Q M O P A P = B′ x = 270◦ x= 3π 2 cos x = 0 O=M A P P ∈ 4◦ Q 270◦ < x < 360◦ 3π < x < 2π 2 0 < cos x < 1 O co-seno ´ e crescente no 4◦ Q M O P A 253 CEDERJ . u na tabela a seguir as v´rias situa¸˜es poss´ a co ıveis. temos: a a cos x = OM OM cat.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 .AULA 21 Assim. no triˆngulo OMP retˆngulo em M. Observe. adjacente ⇔ cos x = ⇔ cos x = ⇔ cos x = OM hipotenusa OP 1 P x O M A Varia¸˜o da fun¸˜o co-seno ca ca Enquanto o ponto P percorre a primeira volta no sentido anti-hor´rio. a o n´ mero real x varia de 0 a 2π e o co-seno de x varia de −1 a 1.

pois x e x ± 2π s˜o as medidas de arcos a de mesma extremidade. pois cos(−x) = cos x cos(−40◦ ) = cos 40◦ O −40◦ 40◦ d) Peri´dica de per´ o ıodo 2π CEDERJ 254 . e de acordo com a tabela anterior. Decrescente no primeiro e segundo quadrantes. Negativa no segundo e terceiro quadrantes. c) Par. concluimos que o gr´fico da fun¸˜o f : R → R tal que f (x) = cos(x) ´: a ca e 1 O −1 π 2 π 3π 2 2π 5π 2 3π 7π 2 4π e o conjunto imagem ´ {y ∈ R | − 1 ≤ y ≤ 1} e Note que 120◦ 60◦ −1 2 Propriedades 1 2 cos 120◦ = cos(360◦ + 120◦ ) = cos 480◦ = − cos 60◦ = − 1 2 Do que foi apresentado. podemos concluir que a fun¸˜o co-seno ´: ca e a) Positiva no primeiro e quarto quadrantes. ◦ 110 50◦ cos 50◦ > 0 cos 220◦ < 0 sen 110◦ < 0 sen 310◦ > 0 220◦ 310◦ b) Crescente no terceiro e quarto quadrantes.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Gr´fico a Note que cos x = cos(x ± 2π).

numa volta completa no ciclo trigonom´trico.AULA 21 Exerc´ ıcios Propostos 1. 255 CEDERJ .Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . Por defini¸˜o tg AP = AT ca B P T A ⌢ ⌢ C O D A fun¸˜o tangente ´ tal que ca e f : R − kπ + π . a) 1 2. a) 1 2 3 b) 2 √ 2 c) 2 1 b) − 2 √ d) 0 1 e) − 2 f) − √ 3 2 g) −1 b) cos 1200◦ Fun¸˜o Tangente ca Defini¸˜o ca Consideremos um arco AP com P = B e P = D e seja T a interse¸˜o ca da reta OP com o eixo das tangentes AT . Calcule a) cos 0◦ e) cos 120◦ b) cos 30◦ f) cos 150◦ c) cos 45◦ g) cos 180◦ d) cos 90◦ 2. A cada meia volta a verificamos que todos os valores da tangente se repetem. Calcule o valor de: a) cos 780◦ Gabarito 1. e faz o valor da tangente (AT ) tender a +∞ ( ou a −∞) quando o ponto P se aproxima de B ou D (onde a tangente n˜o existe). k∈Z →R 2 y = tg x = AT Observe que o ponto P .

k ∈ Z 2 Imagem Im(f ) = R Varia¸˜o da fun¸˜o tangente ca ca x = 90◦ P ≡B A A≡P ≡T x = 0◦ 0◦ < x < 90◦ T O tg x > 0 x = 180◦ A tg x = 0 90◦ < x < 180◦ P O P ∃ tg x 180◦ < x < 270◦ T A≡T P A tg x < 0 tg x = 0 270◦ < x < 360◦ A O tg x > 0 O A P T O P ≡A ∃ tg x tg x < 0 tg x = 0 Gr´fico a − 3π −π − π 2 2 π 2 π 3π 2 2π 5π 2 Propriedades O per´ ıodo da fun¸˜o tangente ´ π.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Conseq¨ˆncias ue Da defini¸˜o da fun¸˜o y = tg x decorre que: ca ca π Dom´ ınio D(f ) = R − kπ + . 2 2 CEDERJ 256 A≡P ≡T x = 360◦ . k ∈ Z. A fun¸˜o y = tg x ´ crescente no intervalo ca e kπ − π π < x < kπ + . ca e A fun¸˜o y = tg x ´ ´ ca e ımpar tg(−x) = − tg x.

AULA 21 Sinais A tangente de um arco ´ positiva no 1◦ e 3◦ quadrantes e negativa no e ◦ ◦ 2 e 4 quadrantes.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . no intervalo tg x 2. 0◦ ≤ x ≤ 360◦ V = {60◦. Determinar o conjunto verdade da equa¸˜o tg x = ca 0◦ ≤ x ≤ 360◦ Solu¸˜o: ca 60 ◦ √ 3 tg x = √ 240◦ 3 ⇒ x = 60◦ ou x = 240◦. Exerc´ ıcios resolvidos 1. Completar o quadro abaixo: x 0◦ 30◦ 45◦ 60◦ 90◦ 180◦ 270◦ 360◦ Solu¸˜o ca x 0◦ 30◦ 45◦ 60◦ 90◦ 180◦ 270◦ 360◦ tg x 0 √ 3 3 1 √ 3 ∃ 0 ∃ 0 √ 3. 240◦ } 257 CEDERJ .

Se tg x = Solu¸˜o ca 3π 3 eπ<x< . a press˜o ca c a a em um tambor de ar comprimido varia com o tempo conforme a exπ . 3. teremos: tg x = . V = 3. t > 0. 5 5 5 Exerc´ ıcios propostos 1. V = 2. sen x = − e cos x = − . Determine o conjunto verdade da equa¸˜o sen x+cos x = 0. sen x = e cos x = 4 5 5 3 3 4 3π Tomando π < x < . √ π 3π 5π 7π . Se 0 < α < π e sen α = a. determine o valor de cos x − sen x. . 4 2 Seja o triˆngulo retˆngulo temos: a a 5 x 4 3 3 3 4 tg x = . 2 4.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e 3. 2π CEDERJ 258 . 4 4 4 4 7π 11π . 3π]. 4 4 −a 1 − a2 4. a Gabarito 1. . Determine tg(π − α). no intervalo ca [4. 2. Determine o conjunto verdade da equa¸˜o | tg x| − 1 = 0 no intervalo ca 0 ≤ x ≤ 2π. 2 4 5 5 4 3 1 Portanto cos x − sen x = − − − =− . Na esta¸˜o de trabalho de pintura de pe¸as de uma f´brica. Determine o instante t que press˜o P (t) = 50 + 50 sen t − a 2 corresponde ao valor m´ ınimo da press˜o.

sec(−x) = sec x. cotg(−x) = − cotg x. ca e • A fun¸˜o y = cotg x ´ ´ ca e ımpar. e co a Fun¸˜o co-tangente ca Sabemos que cotg x = 1 . ca • O per´ ıodo da fun¸˜o co-tangente ´ π. k ∈ Z) 2 • Im(f ) = {y ∈ R | y ≤ −1 ou y ≥ 1}. • Sinais A co-tangente de um arco ´ positiva no 1◦ e 3◦ quadrantes e negativa e ◦ ◦ no 2 e 4 quadrantes. Fun¸˜o secante ca Sabemos que sec x = 1 . tg x Podemos concluir que a fun¸˜o y = cotg x = f (x).AULA 21 Fun¸˜es co-tangente. 259 CEDERJ . ca e • Sinais A secante de um arco ´ positiva no 1◦ e 4◦ quadrantes e negativa no 2◦ e ◦ e 3 quadrantes. pois a fun¸˜o tangente tem imagem igual a R. • O per´ ıodo da fun¸˜o secante ´ 2π. pois a fun¸˜o co-seno tem ca imagem com valores −1 ≤ y ≤ 1. k ∈ Z) • Im(f ) = R. ca e • A fun¸˜o y = sec x ´ par. co-seno e tangente). k ∈ Z pois a fun¸˜o secante n˜o existe quando ca a 2 a fun¸˜o co-seno ´ zero ca e π (cos x = 0 ⇔ x = + kπ. tem ca π • D(f ) = R − kπ + .Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . k ∈ Z} pois a fun¸˜o co-tangente n˜o existe quando ca a a fun¸˜o tangente ´ zero ca e (tg x = 0 ⇔ x = kπ. secante e co-secante pode ser feito a co partir das trˆs fun¸˜es j´ estudadas (seno. tem ca • D(f ) = R − {kπ. cos x Podemos concluir que a fun¸˜o f (x) = y = sec x. secante e co-secante co O estudo das fun¸˜es co-tangente.

pois a fun¸˜o seno tem imagem ca com valores −1 ≤ y ≤ 1. Se x = Solu¸˜o ca π 5π . k ∈ Z) • Im(f ) = {y ∈ R | y ≤ −1 ou y ≥ 1}. . k ∈ Z} pois a fun¸˜o co-secante n˜o existe quando a ca a fun¸˜o seno ´ zero ca e (sen x = 0 ⇔ x = kπ. calcular o valor da express˜o a 6 E = sec x + cotg x + csc(3x) E = sec π 2π π π π π + cotg + csc 3 · = sec + cotg + csc 6 6 6 6 3 2 √ 1 1 1 = + π + = 3+1 cos π tg 3 sen π 6 2 CEDERJ 260 . ca e • A fun¸˜o y = csc x ´ ´ ca e ımpar. ca Solu¸˜o ca sec x = 2 1 1 ⇒ = 2 ⇒ cos x = 1  cos x 2 sec x = cos x π 3   Para 0 ≤ x ≤ 2π. • O per´ ıodo da fun¸˜o co-secante ´ 2π. temos V = 2. 3 3 5π 3 π . Exerc´ ıcios resolvidos 1. tem: ca Sabemos que csc x = • D(f ) = R − {kπ. x ∈ [0. • Sinais A co-tangente de um arco ´ positiva no 1◦ e 2◦ quadrantes e negativa e ◦ ◦ no 3 e 4 quadrantes.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Fun¸˜o co-secante ca 1 . sen x Podemos concluir que a fun¸˜o f (x) = y = csc x. 2π]. csc(−x) = − csc x. Resolver a equa¸˜o sec x = 2.

= 2 3 sen x √ 7 7 3 √ = − . ca √ √ 3 Solu¸˜o 2 sen x − 3 ≥ 0 ⇒ sen x ≥ ca . para 0 ≤ x ≤ 2π. Resolver a inequa¸˜o 2 sen x − 3 ≥ 0 para 0 ≤ x ≤ 2π. 3 2 √ 7 3 2 √ 4. 3 3 ıcios propostos Exerc´ √ π 2 6 1. Se < x < π e sen x = . 2 2 − 2 2 3 Para 0 ≤ x ≤ 2π. ca 3. Resolver a inequa¸˜o 2 cos x + 1 < 0. para 0 ≤ x ≤ 2π. determine o valor de sec x. Se cos x = Solu¸˜o ca √ 7 3π e < x < 2π. 0 < x < π 4.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . 0 ≤ x ≤ 2π. Para que valores de x. da´ cotg x = ı. π 5π 3π π ≤ x < ou ≤x< . V = x∈R 2π 4π <x< 3 3 1 existe no sen x 3. Resolver a inequa¸˜o tg x ≥ 1. a fun¸˜o f (x) = √ ca campo dos n´ meros reais? u 4. 2 5 2.AULA 21 3. −5 2. Determine o valor de cotg x. 2 2π 3 √ 3 2 π 3 √ 2 7 2 sen x = 1 − cos x = 1 − = 1− = ⇒ sen x = ± . temos: V = x∈R| π 2π ≤x≤ . ca Gabarito 1. 9 9 3 √ cos x 3π 2 como < x < 2π ent˜o sen x = − a e. 4 2 4 2 261 CEDERJ .

.

k ∈ Z temos o triˆngulo retˆngulo a a 2 OP1 P . k ∈ Z. podemos verificar diretamente 2 Se x = 0 ⇒ sen2 x + cos2 x = 0 + 1 = 1 π Se x = ⇒ sen2 x + cos2 x = 1 + 0 = 1 2 Se x = π ⇒ sen2 x + cos2 x = 02 + (−1)2 = 1 Se x = 3π ⇒ sen2 x + cos2 x = (−1)2 + 02 = 1 2 Logo vale a rela¸˜o sen2 x + cos2 x = 1.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . J´ estudamos as rela¸oes fundamentais para o a c˜ triˆngulo retˆngulo.AULA 22 Aula 22 – Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o co ca ao 1◦ quadrante Rela¸˜es Fundamentais co Introdu¸˜o ca As identidades trigonom´tricas estabelecem rela¸˜es de igualdade ene co tre as fun¸˜es trigonom´tricas. usando o teorema de Pit´goras vem: a O 2 2 2 y P x P1 x OP1 + P1 P = OP ⇒ cos2 x + sen2 x = 1 b) Se x = kπ . por exemplo.co-seno e tangente co Teorema 1 Para todo x ∈ R. simplificar express˜es. ca 263 CEDERJ . e Rela¸˜es Fundamentais envolvendo seno. vale a rela¸˜o ca sen2 x + cos2 x = 1 Prova kπ a) Se x = . Atrav´s destas identidades ´ poss´ co e e e ıvel. Vamos agora estudar as rela¸˜es fundamentais no c´ a a co ırculo trigonom´trico.

seja M sua imagem no u 2 c´ ırculo trigonom´trico. temos tg x = 0 = cos x Rela¸˜es Fundamentais envolvendo cotangente. cossecante co 1. secante. Denominamos secante de x e ca indicamos por sec x a medida alg´brica de OT . k ∈ Z. k ∈ Z. B C M A' x O A d x O P1 P T A Denominamos cotangente de x e indicamos por cotg x a medida alg´brica e do segmento BC. e π 2. x = kπ. Dado um n´ mero real x. ca sen x b) Se x = kπ. e CEDERJ 264 . x = kπ + . k ∈ Z. Denominamos cossecante de x e indicamos por csc x a medida alg´brica do segmento OC. Consideremos a reta OM e seja C sua interse¸˜o com e ca o eixo d da figura. x = kπ + π . k ∈ Z. Dado um n´ mero real x. k ∈ Z temos △OAT ∼ △OP1P AT P1 P sen x tg x sen x = ⇒ = ⇒ tg x = 1 cos x cos x OA OP1 Vale a rela¸˜o em qualquer quadrante que estiver x. seja M sua imagem no c´ u ırculo trigonom´trico. Consideremos a reta l que passa pelos pontos e A e T da figura. M x O T A l Seja T a interse¸˜o da reta l com OM. vale a rela¸˜o ca 2 sen x tg x = cos x Prova a) Se x = kπ.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca Teorema 2 Para todo x ∈ R.

x = kπ + sec x = Prova a) Se x = kπ. x = kπ. temos que sec x = 1 = cos x (k par) ou sec x = −1 = cos x (k ´ ımpar). k ∈ Z. 1 Logo. k ∈ Z. x = kπ. ca b) Se x = kπ. k ∈ Z temos 2 △OBC ∼ △OM1M ⇒ BC M1 M cotg x cos x = ⇒ = 1 sen x OB OM1 Vale a rela¸˜o em qualquer quadrante que estiver x.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . vale a rela¸˜o ca 2 1 cos x O y M T x M1 A x Vale a rela¸˜o em qualquer quadrante que estiver x. cos x Teorema 5 Para todo x ∈ R. temos cotg x = 0 = 2 sen x Teorema 4 Para todo x ∈ R. sec x = . k ∈ Z. ca π cos x b) Se x = kπ + . k ∈ Z temos △OM1 M ∼ △OAT ⇒ OM OM1 1 cos x 1 = ⇒ = ⇒ sec x = sec x 1 cos x OT OA π . vale a rela¸˜o ca 1 csc x = sen x B M1 O x C M A 265 CEDERJ .AULA 22 Teorema 3 Para todo x ∈ R. vale a rela¸˜o ca cotg x = cos x sen x y B M1 x O Cd M x Prova π a) Se x = kπ + . k ∈ Z. k ∈ Z.

Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca Prova a) Se x = kπ + π . valem as rela¸˜es: co 2 cotg x = 1 tg x tg2 x + 1 = sec2 x 1 + cotg2 x = csc2 x 1 cos2 x = 1 + tg2 x tg2 x sen2 x = 1 + tg2 x Prova cotg x = 1 cos x 1 = sen x = sen x tg x cos x 1 sen2 x sen2 x + cos2 x +1= = = sec2 x 2x 2x cos cos cos2 x cos2 x sen2 x + cos2 x 1 1 + cotg2 x = 1 + = = = csc2 x 2x 2x sen sen sen2 x 1 1 cos2 x = = 2 2x sec tg x + 1 tg2 x + 1 = sen2 x = cos2 x · sen2 x 1 tg2 x = cos2 x tg2 x = · tg2 x = cos2 x 1 + tg2 x 1 + tg2 x Exerc´ ıcios resolvidos 3 π 1. k ∈ Z temos csc x = = 1 (k par). Sabendo que sen x = e < x < π. csc x = = −1 2 sen x sen x (k ´ ımpar) Corol´rio Para todo x ∈ R. k ∈ Z temos 2 △OM1M ∼ △OBC ⇒ 1 OC OB csc x 1 = ⇒ = ⇒ csc x = 1 sen x sen x OM OM1 Vale a rela¸˜o em qualquer quadrante que estiver x. x = a kπ . calcular as demais fun¸˜es co 5 2 circulares de x. ca π 1 1 b) Se x = kπ+ . π Solu¸˜o ca < x < π ⇒ cos x < 0 2 CEDERJ 266 .

Sabendo que tg x = e π < x < . calcular as demais fun¸˜es co 4 2 circulares de x. Sabendo que csc x = . 4 1 1 Solu¸˜o ca cotg x = = 3 = tg x 3 4 3π ⇒ sec x < 0 J´ que π < x < a 2 sec x = − 1 + tg2 x = − 1 + cos x = 1 4 =− sec x 5 3 4 − 4 5 =− 3 5 9 5 =− 16 4 sen x = tg x · cos x = csc x = 1 5 =− sen x 3 √ 3 2 3. Calcular m de modo que sen x = 2m + 1 e cos x = 4m + 1.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 .AULA 22 Temos √ 9 4 cos x = − 1 − sen2 x = − 1 − =− 25 5 tg x = 3 sen x 3 = 54 = − cos x 4 −5 cos x 4 cotg x = =− sen x 3 1 5 1 sec x = = 4 =− cos x 4 −5 1 1 5 csc x = = 3 = sen x 3 5 3 3π 2. y= Solu¸˜o ca sen2 x + cos2 x = 1 ⇒ (2m + 1)2 + (4m + 1)2 = 1 √ −12 ± 144 − 80 2 ⇒ 20m + 12m + 1 = 0 ⇒ m = 40 1 1 ⇒ m = − ou m = − 2 10 267 CEDERJ Ent˜o a . calcular o valor da express˜o y = sen2 x + a 2 2tg2 x 2 4 1 csc x = ⇒ sen x = √ ⇒ sen2 x = sen x 18 3 2 4 14 cos x = 1 − sen x = 1 − = ⇒ tg2 x = 18 18 2 2 4 18 14 18 = 4 2 = 14 7 4 2 4 4 28 + 72 100 50 +2· = + = = = 18 7 18 7 126 126 53 4.

Sendo cos x = m m 1 csc a − sen a 3. Se 5 sec x − 3tg2 x = 1. calcular o valor de y = sen4 x + cos4 x e z = sen6 x + cos6 x. m2 = 1 + 2n CEDERJ 268 . Se sen x + cos x = m e sen x · cosx = n. obter uma rela¸˜o entre m e n. 2. ca independente de x. determinar m. Gabarito 1. 5. m = 2 ou m = −1 3. cos x = 1 2 5. (1 + cos x)(1 − cos x) √ 1 m+1 e sen x = . − 25 7 2.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca 5. y = −4 4. Solu¸˜o ca Como a2 + b2 = (a + b)2 − 2ab temos: y = (sen2 x)2 + (cos2 x)2 = (sen2 x + cos2 x)2 − 2sen2 xcos2 x = 1 − 2k 2 Como a3 + b3 = (a + b)(a2 − ab + b2 ) temos z = (sen2 x)3 + (cos2 x)3 = (sen2 x + cos2 x)(sen4 x − sen2 xcos2 x + cos4 x) z = sen4 x + cos4 x − sen2 xcos2 x = y − k 2 = 1 − 2k 2 − k 2 Logo z = 1 − 3k 2 Exerc´ ıcios propostos 3π 7 . Sabendo que sen x = − e π < x < 25 2 tg x · cos x y= . Sendo tg a = . calcular o valor da express˜o a 1. calcular cos x. Dado que sen x · cos x = k. calcular y = . 2 sen a − cos a 4.

e sen x cos x sen2 x + cos2 x 1 1 + = = · = sec x·csc x cos x sen x sen x · cos x sen x cos x ⇒ tg x + cotg x = sec x · csc x 2.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . Dizemos que f ´ idˆntica a g.AULA 22 Identidades Defini¸˜o ca Sejam f e g duas fun¸˜es de dom´ co ınios D1 e D2 . o 2◦ membro (g). Solu¸˜o ca (1 − cos2 x)(1 + tg2 x) = sen2 x · sec2 x = sen2 x · 3. sec x csc x 269 CEDERJ . ∀x ∈ D1 ∩ D2 . (sen x + cos x)2 = 2 +1 sec x · csc x 1 = tg2 x cos2 x (sen x + cos x)2 = sen2 x + 2 sen x cos x + cos2 x = 1 + 2 sen x cos x 1 cos x 2 + 1 = 2 sen x cos x + 1 1 · sen x 2 + 1. Provar que tg x + cotg x = sec x · csc x. ∀x e e em que ambas as fun¸˜es est˜o definidas. Existem basicamente trˆs processos para provar a identidade de f ≡ g. a 3◦ ) Construimos a fun¸˜o h = f − g e provamos que h ≡ 0. separadamente. Provar que (1 − cos2 x)(1 + tg2 x) = tg2 x. 2◦ ) Transformamos o 1◦ membro (f ) e. chegando com ambos a mesma express˜o (h). respectivamente. Provar que (sen x + cos x)2 = Solu¸˜o ca 2 +1= sec x csc x Logo. se e somente se f (x) = g(x). co a f ≡ g ⇔ f (x) = g(x). 1◦ ) Partimos de um dos membros (geralmente o mais complicado) da identidade e o transformamos no outro. e indicamos f ≡ g. Solu¸˜o: ca tg x+cotg x = Vamos aplicar o 1◦ m´todo. ca Exerc´ ıcios resolvidos 1. e Conforme a dificuldade da demonstra¸˜o escolhemos o m´todo mais adeca e quado entre os seguintes.

Provar que a) (1 − sen2 x)(1 + cotg2 x) = cotg2 x b) (csc2 x − cotg2 x)(sec2 x − tg2 x) = tg x + cotg x cos x · sen x c) sen4 x − cos4 x = sen2 x − cos2 x Redu¸˜o ao 1◦ quadrante ca Introdu¸˜o ca Dado um ˆngulo no c´ a ırculo trigonom´trico ´ sempre poss´ fazˆ-lo core e ıvel e π co e responder a outro no intervalo 0. calcular sen 150◦ . Desse modo. y B M 150◦ α O C A x ⌢ Pela extremidade B do arco. Como o ˆngulo a e a α ´ o suplementar de 150◦ . a a ˆ Angulo no 2◦ quadrante Vamos. . ent˜o e a α = 180◦ − 150◦ ⇒ α = 30◦ 1 = sen 150◦ . marcamos o ˆngulo de 150◦ no c´ a ırculo trigonom´trico. e determinando o arco AB. fun¸˜es trigonom´tricas 2 s˜o calculadas para qualquer valor. reduzindo o ˆngulo dado ao 1◦ quadrante. obtendo c C. 2 Note que se o ˆngulo α ´ o correspondente ao ˆngulo no 1◦ quadrante a e a Logo. O ˆngulo α ´ o correspondente a 150◦ no 1◦ quadrante. sen 30◦ = sen 150◦ = OM ⇒ ent˜o a sen(180◦ − α) = sen α. por exemplo. CEDERJ 270 . tra¸amos uma paralela ao eixo x.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca Exerc´ ıcios propostos 1. Inicialmente.

y ⌢ 240◦ O A x B Prolongando o raio OB. e a 271 CEDERJ . y C β 240◦ O B A x Como o ˆngulo β ´ o explementar de 240◦. calcular cos 240◦ .Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . agora. ent˜o β = 240◦ −180◦ = 60◦ . a e a Considere a figura   OB = OC    ˆngulo de 90◦ nos dois triˆngulos (caso especial) a a    ′  M OB = M OC. ı 2 Note que qualquer ˆngulo no 3◦ quadrante temos que a cos(180◦ + β) = − cos β onde β ´ o correspondente do ˆngulo dado no 1◦ quadrante.AULA 22 ˆ Angulo no 3◦ quadrante Vamos. Inicialmente. marcamos o ˆngulo α = 240◦ no c´ a ırculo trigonom´trico. Temos que △OMC ≡ △OM ′ B pois y C 240◦ 60◦ M′ O M A x B 1 Da´ cos 240◦ = − cos 60◦ = − . encontramos C e determinamos o correspondente de 240◦ no 1◦ quadrante. e determinando o arco AB.

tg 330◦ = − tg 30◦ = − . onde α ´ o correspondente do ˆngulo dado no 1◦ quadrante. marcamos o ˆngulo α = 330◦ no c´ a ırculo trigonom´trico. a e y 330◦ O C β x Como β ´ o replementar de 330◦ ent˜o β = 360◦ − 330◦ = 30◦ . tra¸amos uma paralela ao eixo y. a Temos que △OAT ≡ △OAT ′ pois 330◦ O y CT 30◦ A BT ′ x 1 Logo. O ˆngulo β ´ o correspondente de 330◦ na igualdade.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ˆ Angulo no 4◦ quadrante Vamos calcular tg 330◦ . obtendo C. e a CEDERJ 272 . e a Considere a figura   ˆngulo de 90◦ nos dois triˆngulos (ALA)  a a   T OA = AOT ′     OA comum Ent˜o |AT | = |AT ′ |. y ⌢ 330◦ O A B x c Pela extremidade B do arco. Inicialmente. 2 Note que para qualquer ˆngulo no 4◦ quadrante temos que a tg α = − tg(360◦ − α). e determinando o arco AB.

j´ que 120◦ ∈ 2◦ quadrante e o cosseno a ´ negativo. Calcular o valor da express˜o y = a Solu¸˜o ca x= 7 · 180◦ 7π = = 420◦ 3 3 Como 420◦ ultrapassa a 1a volta. sabendo que x = . e sen 180◦ = 0 Substituindo em (1) os valores obtidos. a e ent˜o a √ 2 ◦ ◦ sen 135 = sen 45 = 2 √ 2 ◦ ◦ cos 135 = − cos 45 = − 2 tg 135◦ = − tg 45◦ = −1 cos 2x + tg2 4x 7π . ı-lo Substituindo o ˆngulo (60◦ ) na express˜o. e tg 240◦ = tg(240◦ − 180◦ ) = tg 60◦ . 1 + sen 3x 3 2.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . vem: a a y= cos 120◦ + tg2 240◦ 1 + sen 180◦ (1) Temos que cos 120◦ = − cos 60◦ . vamos reduz´ 420◦ − 360◦ = 60◦ .AULA 22 Resumindo: ˆ Quadrante do angulo x Angulo corresponde na 1a volta ˆ 2◦ 3◦ 4◦ Exerc´ ıcios resolvidos 1. Calcular a) sen 135◦ Solu¸˜o ca Como 135◦ ∈ 2◦ quadrante. j´ que 240◦ ∈ 3◦ quadrante e a a tangente ´ positiva. vamos calcular o suplemento de 135◦ α = 180◦ − 135◦ = 45◦ b) cos 135◦ c) tg 135◦ suplementar a x explementar a x replementar a x Procedimento 180◦ − x x − 180◦ 360◦ − x No 2◦ quadrante o cosseno e a tangente s˜o negativos e o seno ´ positivo. temos √ − 1 + ( 3)2 5 2 y= = 1+0 2 273 CEDERJ .

a Substituindo esses valores na express˜o dada vem: a −cos2 x cos3 x cos x · (− cos x) = . j´ que π − x ∈ 2◦ quadrante a ◦ tg(−x) = tg(360 − x) = − tg x. j´ que 360◦ − x ∈ 4◦ quadrante. Mostre que sen Solu¸˜o ca 3π −x 2 = − cos x. Considere um arco x ∈ 1◦ quadrante. y B x A x A partir de x. tg(−x) 4. co e a ◦ considerando x ∈ 1 quadrante. y π sen −x 2 M O C B x NA x AC= ⌢ π −x 2 Temos que △ONB ≡ △OMC. 2 cos(π − x) = − cos x. x = + − tg x − sen x sen x cos CEDERJ 274 . π Ent˜o ON = OM. da´ sen a ı − x = cos x. a sen π 2 △ONB ≡ △OMC pois   OC = OB  caso especial  x  O NB = C MO = 90◦     B ON = C OM − x · cos(π − x) . Simplificar a express˜o a Solu¸˜o ca Vamos simplificar cada uma das fun¸˜es trigonom´tricas da express˜o. marcamos y 3π 2 3π − x. 2 −x O C x M B x N ent˜o sen a 3π −x 2 = − cos x j´ que OM = −ON.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca 3.

Calcule o valor das express˜es: o sen 60◦ + tg 315◦ cotg(−45◦ ) + cos 210◦ sen 45◦ · tg 45◦ · cotg 45◦ b) y = cos 210◦ · sec 240◦ · csc 300◦ a) y = a) y = b) sen Gabarito 3 1. Calcule: a) cos 150◦ b) tg 210◦ 2. Calcule x = cos 20◦ + cos 40◦ + cos 60◦ + . 5 2 4. a) sen x · cos x b) − 2 4 b) cos2 x 275 CEDERJ . a) 7 − 4 3 6. Calcule sen 1920◦ π 3 3. 3 5 √ √ 3 b) 3 √ 3 c) − 2 √ √ 2 3 d) − 3 sen(2π − x) · cos(π − x) tg(π − x) cotg(2π − x) 9π 2 − cos x + 15π 2 · sen(7π − x) c) sen 240◦ d) csc 300◦ 6. Se cos x = . x = −1 √ 5. . Simplificar a express˜o: a 4. 2 3.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . calcular sen +x . + cos 180◦ 5. a) − 2 √ 3 2.AULA 22 Exerc´ ıcios propostos 1. .

.

− sen b) A = (1. D e E os pontos do ciclo associados aos n´ meros a. Da´ cos(a + b) = cos a cos b − sen a sen b . Em rela¸˜o ao eixo cartesiano XOY as coordenadas ca desses pontos s˜o: a y B D A′ 0 C A a+b a x −b C = (cos a. Transforma¸˜o em produto ca F´rmula da Adi¸˜o o ca Cosseno da Soma Sejam C. sen a) D = (cos(a + b). respectivamente. sen(a + b)) E = (cos b. portanto.AULA 23 Aula 23 – Transforma¸˜es co Fun¸˜es Trigonom´tricas de arcos: soma.Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . ent˜o: a a 2 2 2 2 d2 AD = (xD − xA ) + (yD − yA ) = [cos(a + b) − 1] + [sen(a + b) − 0] = 2 − 2 cos(a + b) 2 dEC = (xC − xE )2 + (yC − yE )2 = [cos a − cos b]2 + [sen a + sen b]2 = 2 − 2 cos a · cos b + 2 · sen a · sen b ⌢ ⌢ Como dAD = dEC ⇒ 2 − 2 cos a cos b + 2 sen a sen b = 2 − 2 cos(a + b). as cordas AD e e CE s˜o iguais. duco e c plo. triplo. metade. 0) B E ′ Os arcos AD e EC tˆm a mesma medida. a + b e u −b. diferen¸a. ı Cosseno da Diferen¸a c cos(a − b) = cos(a + (−b)) = cos a · cos(−b) − sen a · sen(−b) = cos a cos b + sen a sen b ent˜o cos(a − b) = cos a cos b + sen a sen b a 277 CEDERJ .

Transforma¸˜es co Seno da Soma sen(a + b) = cos π π − (a + b) = cos −a −b 2 2 π π = cos − a · cos b + sen − a · sen b 2 2 ent˜o sen(a + b) = sen a · cos b + sen b · cos a a Seno da Diferen¸a c sen(a − b) = sen(a + (−b)) = sen a cos(−b) + sen(−b) cos a Como cos(−b) = cos b e sen(−b) = − sen b ent˜o a sen(a − b) = sen a cos b − sen b cos a . b e (a + b) devem ser diferentes de kπ. 2 tg a + tg(−b) 1 − tg a · tg(−b) Observa¸˜o: a. vem Observa¸˜o: a. b e (a − b) devem ser diferentes de kπ + ca C´lculo de cotg(a + b) a π . b e (a + b) devem ser diferentes de kπ + ca Tangente da Diferen¸a c tg(a − b) = tg(a + (−b)) = Como tg(−b) = − tg b temos tg(a − b) = tg a − tg b 1 + tg a tg b π . k ∈ Z.k∈Z 2 cos(a + b) cos a cos b − sen a sen b = sen(a + b) sen a cos b + sen b cos a Dividindo o numerador e o denominador por sen a sen b = 0. vem: cotg(a + b) = cotg(a + b) = cotg a cotg b − 1 cotg a + cotg b CEDERJ 278 Observa¸˜o: a. ca . Tangente da Soma tg(a + b) = sen(a + b) sen a cos b + sen b cos a = cos(a + b) cos a cos b − sen a sen b tg(a + b) = tg a + tg b 1 − tg a tg b Dividindo o numerador e o denominador por cos a cos b = 0. k ∈ Z.

Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . sendo dado sen a = − e cos b = − . sendo que 5 3 a ∈ 3◦ quadrante e b ∈ 3◦ quadrante. Solu¸˜o ca 1◦ ) C´lculo de cos a a √ 4 cos a = − 1 − sen2 a = − 5 2◦ ) C´lculo de sen b a √ √ 2 2 2b = − sen b = − 1 − cos 3 3◦ ) C´lculo de cos(a + b) a 4 1 cos(a + b) = cos a cos b − sen a sen b = − · − 5 3 √ √ 4 6 2 4−6 2 =+ − = 15 15 15 3 − − 5 √ 2 2 − 3 279 CEDERJ . k ∈ Z. b e (a − b) devem ser diferentes de kπ.AULA 23 Cotangente da Diferen¸a c cotg(a − b) = cotg(a + (−b)) = Como cotg(−b) = − cotg b temos cotg(a − b) = cotg a · cotg b + 1 cotg b − cotg a cotg a · cotg(−b) − 1 cotg a + cotg(−b) Observa¸˜o: a. Calcular cos(a + b). Calcular a) cos 75◦ b) sen 15◦ Solu¸˜o ca ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ) a) cos 75 = cos(45 + 30√ = cos 45 cos 30 − sen 45 sen 30 = √ √ √ √ √ √ 2 3 2 1 6 2 6− 2 = · − · = − ⇒ cos 75◦ = 2 2 2 2 4 4 4 ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ 30◦ b) sen 15 = sen(45 − 30 ) = sen 45 cos √ − sen 30 cos 45 √ √ √ √ 2 3 1 2 6− 2 · − · = = 2 2 2 2 4 3 1 2. ca Exerc´ ıcios Resolvidos 1.

Gabarito √ √ 6+ 2 1. cos(x + y) e tg(x + y) 6. Se tg(x + y) = 33 e tg x = 3. sen y = − . 4 5 4. 0. 10 4. tg(x + y) = − 85 85 13 b) √ 6+ 4 √ 2 c) 2 − √ 3 CEDERJ 280 . 0 < x < e π < y < . y = 2 √ 2 3. Solu¸˜o ca √ 3 1◦ ) cos b = + 1 − sen2 b = + 5 4 −5 4 2◦ ) tg b = 3 = − 3 +5 2 −4 tg a + tg b 6 3 3 3 ) tg(a + b) = = =− 2 4 1 − tg a tg b 17 1 − 3 · −3 ◦ Exerc´ ıcios Propostos 1. sabendo-se que x+y = 3 π e sen y = . Demonstra¸˜o ca 84 13 84 . determine tg y. Sabendo que sen x = 15 3 π 3π .Transforma¸˜es co 4 2 3. provar que: a a sen(a + b) < sen a + sen b. cos(x + y) = . Se a e b s˜o ˆngulos agudos e positivos. x ∈ 1◦ quadrante. Determine o valor de: a) sen 75◦ b) cos 15◦ c) tg 15◦ 2. Sabendo que tg a = e sen b = − com b ∈ 4◦ quadrante. 17 5 2 2 Calcular sen(x + y). sen(x + y) = − 6.3 5. a) 4 √ 2 2. Calcular y = sen 105◦ − cos 75◦ 3. Calcular 3 5 tg(a + b). 5. Calcular sen x.

Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . C´lculo de cos 2a a cos 2a = cos(a + a) = cos a cos a − sen a sen b ⇒ cos 2a = cos2 a − sen2 a cos 2a = cos2 a − sen2 a C´lculo de sen 2a a sen 2a = sen(a + a) = sen a cos a + sen a cos a ⇒ sen 2a = 2 sen a cos a sen 2a = 2 sen a cos a C´lculo tg 2a a tg 2a = tg(a + a) = 2 tg a tg a + tg a = 1 − tg a · tg a 1 − tg2 a  π  a = kπ + .AULA 23 Arco Duplo Trata-se de obter as express˜es das fun¸˜es trigonom´tricas dos arcos o co e ´ da forma 2a. k ∈ Z 4 Arco Triplo Trata-se de obter as express˜es das fun¸˜es trigonom´tricas dos arcos o co e da forma 3a. ´ suficiente fazer o ca e a = b. e 2  1 − tg a   a = kπ + π . cos 3a = cos(2a + a) = cos 2a cos a − sen 2a sen a = (2 cos2 a − 1) cos a − 2 sen2 a cos a = 2 cos3 a − cos a − 2(1 − cos2 a) cos a = 4cos3 a − 3 cos a cos 3a = 4 cos3 a − 3 cos a Temos que 281 CEDERJ . E um caso particular das f´rmulas de adi¸˜o. C´lculo de cos 3a a Sabemos que: cos2 a − sen2 a = cos 2a ⇒ cos 2a = 2 cos2 a − 1 e sen 2a = 2 sen a cos a Logo. k ∈ Z   2 2 tg a tg 2a = .

sen 3a = sen(2a + a) = sen 2a cos a + sen a cos 2a = 2 sen a cos2 a + (1 − 2 sen2 a) sen a = 2 sen a(1 − sen2 a) + (1 − 2 sen2 a) sen a = 3 sen a − 4 sen3 a Temos que: C´lculo de tg 3a a 2 tg a + tg a tg 2a + tg a 1−tg2 a tg 3a = tg(2a + a) = = 2 tg a 1 − tg 2a tg a 1 − 1−tg2 a tg a 3 3 tg a − tg a = 1 − 3 tg2 a  π  a = kπ +   3 2 3 tg a − tg a . sen e tg . Da´ tg 3a = ı e  1 − 3 tg2 a   a = kπ + π 6 sen 3a = 3 sen a − 4 sen3 a Arco Metade b . obter cos . fazendo 2a = b e da´ a = ı b b cos b = 2cos2 − 1 ⇒ cos = ± 2 2 C´lculo de sen a b 2 b temos: 2 b temos: 2 1 + cos b 2 Sendo cos 2a = 1 − 2 sen2 a. fazendo 2a = b e da´ a = ı cos b = 1 − 2 sen2 CEDERJ 282 b b ⇒ sen = ± 2 2 1 − cos b 2 . 2 Consiste em relacionar as fun¸˜es de um arco b com as fun¸˜es do arco co co Destacam-se os seguintes casos: b b b Dado cos b.Transforma¸˜es co C´lculo de sen 3a a Sabemos que cos 2a = 1 − 2 sen2 a pois cos 2a = cos2 a − sen2 a e cos2 a = 1 − sen2 a. 2 2 2 b C´lculo de cos a 2 Sendo cos 2a = 2 cos2 a − 1. Logo.

sem o o conhecer b. tg b = = ⇒ tg b = . b 2 Dado tg = t. k ∈ Z) 1 + t2 C´lculo de cos b a cos b = 2t 1+t2 2t 1−t2 = 1 − t2 . b cos 2 (k ∈ Z) (b = 2kπ + π. (b = 2kπ + π. k∈Z 2 283 CEDERJ .Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . obter sen b. k ∈ Z. b = 2kπ + π. 1 + t2 b= kπ . e b 1 − t2 1 − t2  1 − tg2 2   b = 2kπ + π tg 2a = C´lculo de sen b a b Sendo sen 2a = 2 sen a cos a. fazendo 2a = b e portanto a = . 1 − tg a 2   b = kπ + π   b 2 2 tg 2 2t 2t Logo. sen b = b b 2 tg 2 2 tg 2 = b b sec2 2 1 + tg2 2 2t . con2 b b clu´ ımos que sen b = 2 sen cos . 1 + cos b Os sinais ± das express˜es s´ tem sentido quando se conhece cos b. k ∈ Z) sen b = Portanto. 2 2 b b 2 sen 2 cos2 2 sen b = . cos b e tg b C´lculo de tg b a 2 tg a b 2 .AULA 23 C´lculo de tg a b 2 b 2 b 2 tg ı Da´ tg Observa¸˜o: ca = =± sen cos b 2 b 2 1 − cos b . fazendo 2a = b ⇒ a = .

25 25 4 5 −1 = 1 + cos x 2 √ x = 22◦ 30′ ⇒ x = 45◦ . Calcular sen 2a e cos 2a. j´ que a 1 + cos x 5 7 7 ⇒ cos 2x = . Calcular cos 2x. Simplificar a express˜o y = a Solu¸˜o ca y = y = 3 sen x − 4 sen3 x + sen3 x 3 sen x − 3 sen3 x = cos3 x − (4 cos3 x − 3 cos x) 3 cos x − 3 cos3 x kπ sen 3x + sen3 x . k ∈ Z. 2 1 + cos 45◦ = 2 2+ 2 Ent˜o cos 22◦ 30′ = + a CEDERJ 284 2 . 3 3 sen x(1 − sen2 x) sen x cos2 x cos x = = ⇒ y = cotg x 2 x) 2x 3 cos x(1 − cos cos x sen sen x x 1 = e x ∈ 4◦ quadrante.x= . Mas cos 2x = 2 cos x − 1 = 2 4.Transforma¸˜es co Exerc´ ıcios Resolvidos 1. 2 3 3. sendo dado cos a = Solu¸˜o ca √ 2 sen a = + 1 − cos2 a = 3 ◦ 2 ) C´lculo de sen 2a a √ √ 5 2 4 5 sen 2a = 2 sen a cos a = 2 · · = 3 3 9 ◦ 3 ) C´lculo de cos 2a a 4 8 1 cos 2a = 1 − 2 sen2 a = 1 − 2 · = 1 − = 9 9 9 2. 3 x + cos 3x cos 2 1◦ ) C´lculo de sen a a √ 5 . a ∈ 1◦ quadrante. sabendo que tg Solu¸˜o ca    tg x = ± 1 − cos x  2 1 + cos x Temos    tg x = 1 2 3 1 1 − cos x 1 ent˜o = ± a ⇒ 3 1 + cos x 3 x ∈ 4◦ quadrante. Calcular cos 22◦ 30′ Solu¸˜o ca Temos que cos Fa¸amos c x =± 2 2 2 = 2 1 − cos x 4 ⇒ cos x = .

x x Da´ tg = 0 ou tg = 1 ı 2 2 Exerc´ ıcios Propostos 4 a) sen 2a b) cos 2a 1. Determine o ˆngulo x. a 6. Se sen a = .AULA 23 5. 4. .Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . t = tg . 04. Simplificar y = 1 − cos 4x 9. calcular: 5 1 2. Se sen x · cos x = 0. Provar que Solu¸˜o ca 2 sen x = sec 2x · tg x cos 3x + cos x De fato. Se y = 3 + sen x cos x. ca 10. Determine o maior valor que y pode 2 assumir. determine cotg2 2x. 2 sen x 2 sen x 2 sen x = = cos 3x + cos x 4 cos3 x − 3 cos x + cos x 4 cos3 x − 2 cos x sen x sen x = = 2 cos3 x − cos x cos x(2 cos2 x − 1) sen x = = sec 2x · tg x cos x · cos 2x x 6. 7 10 √ 1+ 5 ◦ 7. Sabendo que sen θ = 285 CEDERJ 8. calcular tg(a + 2b). 4 3 π e < θ < π. 0 ≤ x ≤ . m > 0. Calcular tg . determine cos 72◦ . Se tg x = m e tg 2x = 3m. 12 12 3 3 5. Sabendo que cos 36 = . Se sen a − cos a = . 2 2 1+t 1+t 2 Vem: 2t + 1 − t2 = 1 + t2 ⇒ 2t2 − 2t = 0 ⇒ t = 0 ou t = 1. Calcular y = sen2 π π π 14π − cos2 + tg + tg . calcule sen 2a 5 π 3. calcule 5 2 θ A = 25 sen θ + 10 sen 2 6 + 2 cos 4x em fun¸˜o de tg x = t. Se tg a = 1 1 e sen b = √ . sabendo-se que sen2 x + cos2 x = 1 2 Solu¸˜o ca 2t x 1 − t2 2 2 Sabemos que sen x + cos x = 1 ⇒ + = 1.

24 25 7 2 √ 3 2 24 25 b) cos 2a = − 7 25 4. J´ sabemos que a cos(a + b) = cos a cos b − sen a sen b cos(a − b) = cos a cos b + sen a sen b sen(a + b) = sen a cos b + sen b cos a sen(a − b) = sen a cos b − sen b cos a (i) (ii) (iii) (iv) (i)+(ii) (i)−(ii) (iii)+(iv) (iii)−(iv) cos(a + b) + cos(a − b) = 2 cos a cos b cos(a + b) − cos(a − b) = −2 sen a sen b sen(a + b) + sen(a − b) = 2 sen a cos b sen(a + b) − sen(a − b) = 2 sen b cos a (v) (vi) (vii) (viii) As express˜es assim obtidas chamam-se F´rmulas de Revers˜o ou F´rmulas o o a o de Werner. y = t2 Transforma¸˜o em Produto ca O problema consiste em transformar certas express˜es. 1 √ 7. 15 + 3 10 1 + t4 10. em express˜es onde co e o aparecem apenas produto de fun¸˜es trigonom´tricas dos mesmos arcos de co e outros arcos com eles relacionados. 180◦ k + 30◦ . 9 16 √ 9. − 5.Transforma¸˜es co Gabarito 1. CEDERJ 286 . que aparecem o soma de fun¸˜es trigonom´tricas de um ou mais arcos. a) sen 2a = ± 2. k ∈ Z 6. 3. 5−1 4 8.

Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . o e Exerc´ ıcios Resolvidos 1.AULA 23 p+q a+b=p 2 Fazendo e resolvendo este sistema vem p−q a−b=q b= 2 Das f´rmulas de revers˜o vem: o a a= cos p + cos q = 2 cos cos p − cos q = −2 sen sen p + sen q = 2 sen sen p − sen q = 2 cos Temos que tg p ± tg q = Da´ ı sen p cos q ± cos p sen q sen p sen q ± = cos p cos q cos p · cos q p+q 2 p+q 2 p+q 2 p+q 2 cos sen cos sen p−q 2 p−q 2 p−q 2 p−q 2 (ix) (x) (xi) (xii) sen(p + q) (xiii) cos p cos q sen(p − q) tg p − tg q = (xiv) cos p cos q tg p + tg q = De forma similar temos: cotg p + cotg q = sen(p + q) (xv) sen p · sen q sen(p − q) cotg p − cotg q = − (xvi) sen p · sen q As f´rmulas de (ix) a (xvi) chamam-se F´rmulas de Transforma¸˜es em o o co Produto ou F´rmulas de Prostaf´rese. Transformar em produto: sen p − cos p Solu¸˜o ca p− π −p p+ π −p π 2 2 sen p − cos p = sen p − sen − p = 2 cos sen 2 2 2 √ √ 2p − π 2 π π π 2 = 2 cos · sen =2 · sen p − = 2 sen p − 4 2 2 4 4 287 CEDERJ .

Simplificar cos(a − 3b) − cos(3a − b) sen 2a + sen 2b 8π π · cos 12 12 4.Transforma¸˜es co 2. 12 12 √ 2 sen π + a 4 cos a Logo. Calcular y = cos CEDERJ 288 . Transformar em produto: y = sen 3x + sen x 5. Simplificar y = Solu¸˜o ca 2 sen 2x+4x cos 2x−4x sen 2x + sen 4x 2 2 y= = cos 2x − cos 4x −2 sen 2x+4x sen 2x−4x 2 2 y= 2 sen 3x cos(−x) 2 sen 3x cos x = = cotg x −2 sen 3x sen(−x) 2 sen 3x sen x ⇒ y = cotg x 5. y = 1 2 sen 2x + sen 4x cos 2x − cos 4x 4. Transformar em produto: 1 + tg a Solu¸˜o ca 2 sen π + a sen π + a π 4 = = √ 4 1+tg a = tg +tg a = 4 cos π cos a 2 cos a 4 3. Calcular o valor da express˜o y = 2 sen a ca Solu¸˜o Como 2 sen a sen b = sen(a + b) + sen(a − b) y = 2 sen 5π 7π 5π 7π cos = sen + 12 12 12 12 π 1 1 = sen π + sen = 0 + = 6 2 2 + sen 7π 5π − 12 12 5π 7π · cos . Determine a soma sen 75◦ − cos 75◦ Solu¸˜o ca sen 75◦ − cos 75◦ = sen 75◦ − sen 15◦ = 2 cos √ √ 2 1 2 ◦ ◦ = 2 cos 45 · sen 30 = 2 · · = 2 2 2 75◦ + 15◦ 75◦ − 15◦ sen 2 2 Exerc´ ıcios Propostos 1. Calcular y = cos 20◦ · cos 40◦ · cos 80◦ 3. Simplificar y = cos 6x + cos 4x sen 6x − sen 4x 2.

− 8 6.Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 .AULA 23 π π 6. 0 < b < a a e 2 2 sen a + sen b √ 3a = 3. determine sen + cos 3b sen a − sen b 5 7. y = 1 8 3. y = 4 289 CEDERJ . 2 sen(a − b) 4. y = 2 sen 2x · cos x √ √ 2+ 6 5. y = − sen 2x · sen 4x 8. Transformar em produto: y = sen2 x − sen2 3x 8. √ 2 7. Se a e b s˜o ˆngulos complementares. Calcular y = tg 9◦ − tg 27◦ − tg 63◦ + tg 81◦ Gabarito 1. y = cotg x 2. 0 < a < .

.

k∈Z ou   α = π − β + 2kπ 291 CEDERJ    .Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . isto ´. a Portanto α = β + 2kπ sen α = sen β ⇔ . s˜o cˆngruos. denominado e conjunto solu¸˜o dos n´ meros r para os quais f (r) = g(r) ´ uma senten¸a ca u e c verdadeira. por este motivo.AULA 24 Aula 24 – Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Equa¸˜es Fundamentais co Considere f e g duas fun¸˜es trigonom´tricas. est˜o em e e a ′ P ou P . e e a o 2a ) α e β tˆm imagens sim´tricas em rela¸˜o ao eixo dos senos. P′ P1 O P r ou P O P1 P′ r H´. e e ca e s˜o suplementares. duas possibilidades: a 1a ) α e β tˆm a mesma imagem. portanto. isto ´. Resolver a equa¸˜o trico e ca gonom´trica f (x) = g(x) significa determinar o conjunto S. Quase todas as equa¸˜es trigonom´tricas reduzem-se a uma das trˆs co e e equa¸˜es seguintes: co 1a ) sen a = sen b 2a ) cos a = cos b 3a ) tg a = tg b denominadas. ent˜o as imagens de α e β no ciclo est˜o sobre a reta r que ´ perpendicular ao eixo dos senos no ponto P1 . equa¸˜es fundamentais. isto ´. co Equa¸˜o do tipo sen α = sen β ca a a Se sen α = sen β = OP1 .

temos: 4y 2 − 11y + 6 = 0 √ 2 11 ± 121 − 96 y= ⇒y= 3 8 4 √ Se y = sen2 x = 2 ⇒ y = ± 2 (Falso. co π a) sen x = sen 10 b) csc x = −2 c) sen 3x = 1 Solu¸˜o ca  π  x= + 2kπ   10 π a) sen x = sen ⇒ ou  10   x = π − π + 2kπ 10 Temos a solu¸˜o ca π 9π S= x∈R|x= + 2kπ ou x = + 2kπ. k∈Z 6 3 c) sen 3x = 1 = sen A solu¸˜o ´ ca e S= 2.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Exerc´ ıcios Resolvidos 1. k ∈ Z 10 10 b) csc x = −2   x = 7π + 2kπ    6 1 1 7π = −2 ⇒ sen x = − = sen ⇒ ou  sen x 2 6    x = π − 7π + 2kπ 6 Da´ a solu¸˜o ı ca 7π π + 2kπ ou x = − + 2kπ. k ∈ Z S= x∈R|x= 6 6 π π π 2kπ ⇒ 3x = + 2kπ ⇒ x = + 2 2 6 3 x∈R|x= π 2kπ + . j´ que −1 ≤ sen x ≤ 1) a √ 3 3 y = sen2 x = ⇒ sen x = ± 4 2 CEDERJ 292 4 sen4 x − 11 sen2 x + 6 = 0 . Determine os valores de x ∈ R. que satisfazem a equa¸˜o 4 sen4 x − ca 2 11 sen x + 6 = 0. Resolver as seguintes equa¸˜es em R. Solu¸˜o ca Considere sen2 x = y.

2a ) α e β tˆm imagens sim´tricas em rela¸˜o ao eixo dos cossenos. s˜o cˆngruos. e a Portanto   α = β + 2kπ  cos α = cos β ⇔ . isto ´. k ∈ Z 3 Equa¸˜o do Tipo cos a = cos b ca Se cos α = cos β = OP2 . s˜o replementares.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . r P A′ A O P2 P′ r P ou A′ P′ A P2 O H´ portanto duas possibilidades: a e e a o 1a ) α e β tˆm a mesma imagem. isto ´. ent˜o as imagens de α e β no ciclo est˜o sobre a a a reta r que ´ perpendicular ao eixo dos cossenos no ponto P2 . k∈Z ou   α = −β + 2kπ 293 CEDERJ . isto e e ca ´. est˜o e e a ′ em P ou P . vem: 2   x = 2kπ + π  √   3 3 π ou sen x = ⇒ sen x = sen ⇒  2 3   x = 2kπ + π − π = 2kπ − 2π  3 3  4π  x = 2kπ +  √   3 3 4π sen x = − ⇒ sen x = sen ⇒ ou  2 3    x = 2kπ + π − 4π = 2kπ − π 3 3 Podemos escrever ent˜o que a solu¸˜o S ´: a ca e π S = x ∈ R | x = kπ ± .AULA 24 Resolvendo sen x = ± √ 3 .

k∈Z 2 4 2. k∈Z 3 c) cos 4x = −1 ⇒ 4x = 2kπ + π ⇒ x = S= x∈R|x= kπ π + 2 4 kπ π + . Resolver as seguintes equa¸˜es em R co π a) cos x = cos 20 2π b) sec x = sec 3 c) cos 4x = −1 Solu¸˜o ca a) cos x = cos π π ⇒ x = 2kπ ± 20 20 S = x ∈ R | x = 2kπ ± b) sec x = sec π . 2 1 S = {x ∈ R | x = 2kπ. x = 2kπ. k ∈ Z} CEDERJ 294 .Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Exerc´ ıcios Resolvidos 1. k∈Z 20 2π 1 1 2π ⇒ = 2π ⇒ cos x = cos 3 cos x 3 cos 3 S= x ∈ R | x = 2kπ ± 2π . Resolver a equa¸˜o 2 − 2 cos x = sen x · tg x em R ca Solu¸˜o ca 2 − 2 cos x = sen x · tg x sen x 2 − 2 cos x = sen x · ⇒ 2 cos x − 2 cos2 x = sen2 x cos x ⇒ 2 cos x − 2 cos2 x = 1 − cos2 x ⇒ cos2 x − 2 cos x + 1 = 0 √ 1 2± 4−4 cos x = ⇒ cos x = Logo.

Resolver as seguintes equa¸˜es: co a) tg 5x = tg 4x b) tg 3x = 1 √ c) tg 4x = − 3 Solu¸˜o ca a) tg 5x = tg 4x ⇒ 5x = 4x + kπ ⇒ x = kπ S = {x ∈ R | x = kπ. s˜o cˆngruos. isto ´. e a T P A P O P′ r ou O P′ A T r H´.AULA 24 Equa¸˜o do tipo tg α = tg β ca Se tg α = tg β = AT . isto ´. est˜o em P ou P ′ . k ∈ Z ou   α = π + β + 2kπ Exerc´ ıcios Resolvidos 1.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . e e a o 2a ) α e β tˆm imagens sim´tricas em rela¸˜o ao centro do ciclo. duas possibilidades: a 1a ) α e β tˆm a mesma imagem. k∈Z 4 6 295 CEDERJ . ent˜o as imagens de α e β est˜o sobre a reta r a a determinada por O e T . isto ´. a Portanto   α = β + 2kπ  tg α = tg β ⇔ ⇔ α = β + kπ. portanto. k ∈ Z} π π π kπ b) tg 3x = 1 = tg ⇒ 3x = + kπ ⇒ x = + 4 4 12 3 kπ π S= x∈R|x= + . e e ca e s˜o explementares. k∈Z 3 12 √ 2π π kπ 2π c) tg 4x = − 3 ⇒ tg 4x = tg ⇒ 4x = + kπ ⇒ x = + 3 3 6 4 kπ π S= x∈R|x= + .

Determinar x ∈ [0. . x4 = 24 24 25π 29π k = 2 ⇒ x5 = . atribu´ ca ımos a k ∈ Z todos os valores inteiros que acarretem as solu¸˜es estarem em I. 2π] 2   π  x = π + 2kπ  4x = + 2kπ      6 24 4 π sen 4x = sen ⇒ ⇒ ou ou   6     4x = π − π + 2kπ  x = 5π + 2kπ 6 24 4 Vamos calcular as solu¸˜es que pertencem ao intervalo [0. ca Solu¸˜o ca sec2 x = 1 + tg x ⇒ 1 + tg2 x = 1 + tg x ⇒ tg2 x − tg x = 0 ⇒ tg x(tg x − 1) = 0 ⇒ tg x = 0 ou tg x = 1 S = x ∈ R | x = kπ ou x = kπ + π . .Equa¸˜es Trigonom´tricas co e 2. 2π] tal que sen 4x = Solu¸˜o ca 1 sen 4x = . 2π] co π 5π . . π 5π 13π 17π 25π 29π 37π 41π . co Exerc´ ıcios Resolvidos 1. 24 24 24 24 24 24 24 24 1 2 S= CEDERJ 296 . . x ∈ [0. x6 = 24 24 k = 0 ⇒ x1 = k = 3 ⇒ x7 = 37π 41π . . x2 = 24 24 13π 17π k = 1 ⇒ x3 = . . x8 = 24 24 49π 53π k = 4 vamos achar e 24 24 Estas solu¸˜es n˜o pertencem ao co a intervalo fechado de 0 a π. n˜o tomando conhecimento do intervalo I at´ obtermos a solu¸˜o geral. k∈Z 4 Solu¸˜es de uma equa¸˜o dentro de um certo intervalo co ca Quando tivermos resolvendo uma equa¸˜o pertencente a um determica nado intervalo I devemos fazer o seguinte procedimento: ca a 1◦ ) Resolvemos normalmente a equa¸˜o. e ca 2◦ ) Obtida a solu¸˜o geral. Resolver a equa¸˜o sec2 x = 1 + tg x.

2x = 2kπ ± ⇒ x = kπ ± (Solu¸˜o Geral). π. Da´ cos2 x − sen2 x = 0 ⇒ cos 2x = 0 ı π π Portanto. vem: S= 0. . Achar as solu¸˜es de tg 6x = tg 2x para 0 ≤ x ≤ 2π. co Solu¸˜o ca tg 6x = tg 2x. 2π] ⇒ 6x = 2x + kπ ⇒ 4x = kπ ⇒ x = k=0⇒x=0 π 4 π k=2⇒x= 2 k=1⇒x= kπ 4 3π 4 3π 2 7π k=7⇒x= 4 k=6⇒x= k = 8 ⇒ x = 2π k=3⇒x= k=4⇒x=π k=5⇒x= 5π 4 π 3π 5π 7π Excluindo os valores . a soma das ra´ ´ + ızes e =π 4 4 Equa¸˜es Cl´ssicas co a Sugest˜es para resolver a equa¸˜o: a sen x + b cos x = c (a. para os quais n˜o existem as a 4 4 4 4 tangentes de 6x e 2x. π 3π . b. ızes ca Solu¸˜o ca cos 2x = 0 Temos que cos 2x = cos2 x − sen2 x. . x ∈ [0. . determinamos os poss´ ıveis valores de x.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . Encontre a soma das ra´ da equa¸˜o cos 2x = 0 no intervalo [0.AULA 24 2. π] temos as solu¸˜es: co π π k = 0 ⇒ x = 0π + = 4 4 π 3π k=1⇒x=π− = 4 4 π 3π Assim. 2π 2 2 3. . c ∈ R∗ ) o ca M´todo 1 e Fazer mudan¸a de vari´vel c a sen x = u e cos x = v e resolvemos o sistema au + bv = c u2 + v 2 = 1 297 CEDERJ Calculando u e v. π]. ca 2 4 No intervalo [0.

Equa¸˜es Trigonom´tricas co e M´todo 2 e Fazendo b = tg θ. u = 0 ou u = 2 Existem. e da´ calculamos x + θ. 3 − 6v + 3v 2 + v 2 = 1 ⇒ 4v 2 − 6v + 2 = 0 ⇒ 2v 2 − 3v + 1 = 0 √ 1 3± 9−8 v= ⇒v= 1 4 2 √ 3 Portanto. Resolver a equa¸˜o 3 cos x + ca Solu¸˜o ca Vamos resolver esse exerc´ pelos trˆs m´todos. sen x = ⇒ x = 2kπ + 2 2 3 π S = x ∈ R | x = 2kπ ou x = 2kπ + . k ∈ Z 3 ou CEDERJ 298 . ca 2 a sen x + b cos x = c ⇒ sen x + Exerc´ ıcio Resolvido 1. temos sen x = e cos x = . temos: a c c b cos x = ⇒ sen x + tg θ cos x = a a a sen θ c c ⇒ sen x + · cos x = ⇒ sen x cos θ + sen θ cos x = cos θ cos θ a a c ⇒ sen(x + θ) = cos θ. ıcio e e M´todo 1 e Fazendo sen x = u e cos x = v. duas possibilidades: cos x = 1. ı a M´todo 3 e 2t 1 − t2 x Fazendo tg = t. sen x = 0 ⇒ x = 2kπ √ 3 π 1 cos x = . assim. temos: √ 3v + 3u = 3 (1) u2 + v 2 = 1 (2) √ 3 − 3v √ = 3 − 3v (3) De (1) vem: u = √ 3 √ √ Substituindo (3) em (2) vem: ( 3 − 3v)2 + v 2 = 1 √ 3 sen x = 3. ent˜o: a 2 1 + t2 1 + t2 2t 1 − t2 a sen x+b cos x = c ⇒ a· = c ⇒ 2at+b−bt2 = c+ct2 +b 1 + t2 1 + t2 ⇒ (c + b)t2 − 2at + c − b = 0 e reca´ ımos em uma equa¸˜o de 2o grau ca em t. caso e ca c˜ π a em que a substitui¸˜o tg = t n˜o tem sentido. Observe que este m´todo falha se π + 2kπ for solu¸˜o da equa¸ao.

AULA 24 M´todo 2 e √ √ 3 3 cos x+ 3 sen x = 3 ⇒ cos x+ sen x = 1 ⇒ cos x+tg 30o sen x = 1 3 sen 30o ⇒ cos x + sen x = 1 ⇒ cos 30o cos x + sen 30o sen x = cos 30o cos 30o √ √ 3 3 o o ⇒ cos(x − 30 ) = ⇒ cos(30 − x) = 2 2 ⇒ x − 30o = 360o k ± 30o x − 30o = 360ok + 30o ⇒ x = 360o k + 60o ou x − 30o = 360ok − 30o ⇒ x = 360ok S = x ∈ R | x = 2kπ ou x = 2kπ + M´todo 3 e x 2t 1 − t2 = t. k∈Z 3 sen fi (x) = 0 ou i=1 i=1 cos fi (x) = 0 O m´todo de resolu¸˜o consiste em transformar a soma em produto e e ca estudar as possibilidades do anulamento de cada fator. ent˜o: a 2 1 + t2 1 + t2 √ √ 1 − t2 2t 3 cos x + 3 sen x = 3 ⇒ 3 + 3· =3 2 1+t 1 + t2 √ √ ⇒ 3(1 − t2 ) + 2 3t = 3 + 3t2 ⇒ 3 − 3t2 + 2 3t = 3 + 3t2 √ √ 3 6t2 − 2 3t = 0 ⇒ t = 0 ou t = 3 x x Se tg = 0 ⇒ = kπ ⇒ x = 2kπ 2 2 √ x x 3 π π Se tg = ⇒ = kπ + ⇒ x = 2kπ + 2 3 2 6 3 Fazendo tg x S = x ∈ R | x = 2kπ ou x = 2kπ + . sabemos que sen x = e cos x = . 1. k ∈ Z 3 Sugest˜o para resolver as equa¸˜es a co m m π . Resolver as equa¸˜es em R co a) sen 7x + sen 5x = 0 b) cos 6x + cos 4x = 0 299 CEDERJ .Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 .

k ∈ Z 6 2 b) cos 6x + cos 4x = 0 ⇒ 2 cos 5x · cos x = 0 ⇒ cos 5x = 0 ou cos x = 0. k ∈ Z 5 10 2 2. π kπ π Se cos 5x = 0 ⇒ 5x = kπ + ⇒ x = + 2 5 10 π Se cos x = 0 ⇒ x = kπ + 2 S= x∈R|x= π kπ π + ou x = kπ + . kπ Se sen 6x = 0 ⇒ 6x = kπ ⇒ x = 6 π Se cos x = 0 ⇒ x = kπ + 2 S= x∈R|x= kπ π ou x = kπ + .Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Solu¸˜o ca a) sen 7x + sen 5x = 0 ⇒ 2 sen 6x · cos x = 0 ⇒ sen 6x = 0 ou cos x = 0. Solu¸˜o ca Vamos transformar sen x + sen 5x em produto sen x + sen 5x = 2 sen 3x cos 2x Da´ sen x + sen 3x + sen 5x = 0 ⇒ 2 sen 3x cos 2x + sen 3x = 0 ı ⇒ sen 3x(2 cos 2x + 1) = 0 ⇒ sen 3x = 0 ou 2 cos 2x + 1 = 0 kπ Se sen 3x = 0 ⇒ 3x = kπ ⇒ x = 3 1 π (2k + 1)π π Se cos 2x = − ⇒ 2x = (2k + 1)π ± ⇒ x = ± 2 6 2 12 S= x∈R|x= kπ (2k + 1)π π ou x = ± . Calcular x ∈ R tal que sen x + sen 3x + sen 5x = 0. k∈Z 3 2 12 Sugest˜o para resolver a equa¸˜o do tipo sen4 x + cos4 x = a (a ∈ R) a ca Vamos usar a identidade sen4 x + cos4 x = 1 − sen2 2x 2 (∗) Vamos provar (∗) sen4 x + cos4 x = (sen2 x + cos2 x)2 − 2 sen2 x cos2 x 2 sen2 2x sen 2x =1−2 =1− 2 2 CEDERJ 300 .

2 S´ existe solu¸˜o se 0 ≤ 2(1 − a) ≤ 1. 3 3 8 3 8 2 √ 2 π Portanto. Portanto. ou seja. sen 2x = ± . ou seja. Ent˜o 2x = kπ ± a 2 4 S= x∈R|x= kπ π ± . k∈Z 4 S = x ∈ R | x = kπ ± Sugest˜o para resolver a equa¸˜o do tipo sen6 x + cos6 x = a (a ∈ R) a ca Vamos usar a identidade sen6 x + cos6 x = 1 − Vamos provar (∗∗) 3 sen2 2x 4 (∗∗) sen6 x + cos6 x = (sen2 x + cos2 x)(sen4 x − sen2 x cos2 x + cos4 x) = sen2 2x sen2 2x 3 sen2 2x = sen4 x + cos4 x − sen2 x cos2 x = 1 − − =1− 2 4 4 Temos ent˜o a 3 sen2 2x 4 − 4a = a ⇒ sen2 2x = sen x + cos x = a ⇒ 1 − 4 3 6 6 Note que s´ existe rela¸˜o se 0 ≤ o ca Exerc´ ıcio Resolvido 4 − 4a 1 ≤ 1. sen 2x = ±1. k∈Z 2 8 301 CEDERJ . o ca Exerc´ ıcio Resolvido 1. Ent˜o a π . 3 4 1. Resolver a equa¸˜o sen6 x + cos6 x = ca Solu¸˜o ca 5 8 4 4 5 4 3 1 Temos que sen2 2x = (1 − a) = 1− = · = .AULA 24 Temos ent˜o: a sen4 x + cos4 x = a ⇒ 1 − sen2 (2x) = a ⇒ sen2 2x = 2 − 2a = 2(1 − a) 2 1 ≤ a ≤ 1. ≤ a ≤ 1.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . Resolver a equa¸˜o sen4 x + cos4 x = ca Solu¸˜o ca 1 Temos que sen2 2x = 2 1 − 2 π π 2x = 2kπ ± ⇒ x = kπ ± 2 4 1 2 = 1.

Calcule x ∈ R nas equa¸˜es trigonom´tricas: co e π π − sen x − 4 4 = 2 em R. 0 < x < CEDERJ 302 π 2 . satisfazendo a co ca condi¸˜o 0 ≤ x ≤ 2π. Resolva a equa¸˜o sen x + ca c) sen(π − x) = 0 = √ π d) tg 2x + 6 3 3 2. Sendo 0 ≤ x ≤ 2π. Resolva as seguintes equa¸˜es trigonom´tricas: co e a) sec x = 2 1 b) sen x = − 2 a) sec x = cos x √ b) cos x = 3 sen x 3. co 5.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Exerc´ ıcios Propostos 1. Resolva as seguintes equa¸˜es: co a) sen x + sen 2x = 0 b) cos2 x · tg x = sen x c) cos 2x − cos2 x = −1 d) cotg x + tg x = sec x · csc x e) tg4 x − 4 tg2 x + 3 = 0 f) cos 2x = 3 sen x + 2 4. sabendo que 0o < x < 360o . −π < x < π 4 b) sen x + sen2 x + sen3 x + · · · = 1. 10. Resolva as seguintes equa¸˜es em R: co a) sen x + sen 3x + sen 4x + sen 6x = 0 b) sen 7x + cos 3x = cos 5x − sen x 9. ca 6. Resolva as seguintes equa¸˜es: co 3 a) cos x + cos2 x = . Determine as solu¸˜es da equa¸˜o sen4 x + cos4 x = 1. Achar as solu¸˜es de sen x − cos x = 1 para 0 ≤ x ≤ 2π. Resolva a equa¸˜o 2sen x = (4sen x )cos x . ca 7. determine a soma das ra´ ızes da equa¸˜o sen2 x + ca sen(−x) = 0. 8.

2π} 7. π. 3 3 π b) 6 303 CEDERJ . k∈Z 2 π e) S = x ∈ R | x = kπ ± . k ∈ Z} d) S = x∈R|x= 2. k ∈ Z} π b) S = x ∈ R | x = kπ + . a) S = − . a) S = x ∈ R | x = kπ ou x = (2k + 1)π ± π . k∈Z 3 b) S = {x ∈ R | x = 2kπ. 2 2 5. 300o } 6. a) S = x ∈ R | x = 2kπ ± b) S = π . a) S = b) S = 9. S = {60o . k ∈ Z} π c) S = x ∈ R | x = kπ + . π.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . S = π 3π . k∈Z 4 2 8 π π 10. k ∈ Z 6 π π f) S = x ∈ R | x = 2kπ − ou x = kπ − (−1)k . 180o . k ∈ Z 2 6 4. S = {0. k ∈ Z 2 kπ d) S = x ∈ R | x = .AULA 24 Gabarito 1. ∅ kπ kπ π ou x = − . 7π 2 x ∈ R | x = 2kπ ± x∈R|x= π (2k + 1) ou x = − π. a) S = {x ∈ R | x = kπ. k∈Z 2 c) S = {x ∈ R | x = π(1 − k). k ∈ Z 2 3 8. k ∈ Z 6 3. k∈Z 3 4π π x ∈ R | x = 2kπ + ou x = 2kπ − . k ∈ Z 3 3 kπ .

.

g : − . esta deve ser bijetora. ca e a e pois n˜o existe x ∈ R tal que sen x = 2. tal que y = arcsen x. 1]. ca ca π π Consideremos ent˜o a fun¸˜o seno restrita ao intervalo − . 2 2 Logo de (1) e (2) g ´ bijetora. 2 2 sen x 1 −π −π 2 −1 π 2 π x Note que : π π e a (1) g ´ sobrejetora. e associa a cada 2 2 π π x ∈ [−1.Fun¸˜es Circulares Inversas co ´ MODULO 1 . pois = ca a e 4 4 4 4 π π 3π 3π f e = =f . a ca e com 2 2 π π contradom´ [−1. a π 3π 3π π e sen = sen . da´ g admite inversa que vamos denotar e ı −1 por g e vamos denominar de arco-seno.AULA 25 Aula 25 – Fun¸˜es Circulares Inversas co Fun¸˜o Arco-Seno ca A fun¸˜o seno. isto ´. tal que 2 2 sen x = y π π (2) g ´ injetora. ou seja. 1]. ou seja f (x) = 2. A fun¸˜o seno n˜o ´ injetora. 1] tal que g(x) = sen x. ca a e 305 CEDERJ . y ∈ [−1. j´ que ∀y. 1]. 1]. π π g −1 tem dom´ ınio [−1. existe x ∈ − . ınio → [−1. contradom´ ınio − . j´ que no intervalo − . ∃y ∈ − . 4 4 4 4 Para acharmos a fun¸˜o inversa da fun¸˜o seno. e a se x1 = x2 ⇒ sen x1 = sen x2 . ou seja. f : R → R tal que f (x) = sen x n˜o ´ sobrejetora. 2 2 π π Portanto y = arcsen x ⇔ sen y = x e − ≤ y ≤ 2 2 Gr´fico da fun¸˜o arco-seno a ca Temos que os gr´ficos de duas fun¸˜es inversas entre si s˜o sim´tricas a co a e ◦ ◦ em rela¸˜o ` reta que cont´m as bissetrizes do 1 e 3 quadrantes.

Calcular α tal que α = arcsen Solu¸˜o ca √ √ 3 2 √ π π π 3 3 ⇔ sen α = e− ≤α≤ ⇒α= Temos α = arcsen 2 2 2 2 3 2. Calcular cos arcsen Solu¸˜o ca 1 1 π π = α ⇒ sen α = e − ≤ α ≤ 4 4 2 2 √ √ 1 15 Da´ cos α = 1 − sen2 α = 1 − ı = 16 4 Fazendo arcsen 3. Calcular cos arcsen Solu¸˜o ca Considere arcsen ⇒ cos α = 2 2 π π = α ⇒ sen α = e − ≤ α ≤ 5 5 2 2 √ 2 2 21 1− = 5 5 2 12 + arcsen 5 13 1 4 Considere arcsen cos β = 12 12 π π = β ⇒ sen β = e − ≤ β ≤ ent˜o a 13 13 2 2 144 5 1− = 169 13 2 12 Temos que cos arcsen + arcsen = cos(α + β) = cos α cos β − 5 13 √ √ √ 21 5 2 12 21 24 5 21 − 24 sen α sen β = · − · = − = 5 13 5 13 13 65 65 CEDERJ 306 .Fun¸˜es Circulares Inversas co Gr´fico de g(x) = sen x a sen x 1 Gr´fico de g −1(x) = arcsen x a arcsen x π 2 −π 2 O −1 π 2 x −1 O 1 x −π 2 Exerc´ ıcios Resolvidos 1.

pois ca a e = e cos = cos . j´ que no intervalo [0. 1].Fun¸˜es Circulares Inversas co ´ MODULO 1 . g −1 tem dom´ ınio [−1. 3 3 3 3 Para acharmos a fun¸˜o inversa da fun¸˜o cosseno. Portanto y = arccos x ⇔ cos y = x e 0 ≤ y ≤ π Gr´fico da fun¸˜o arco-cosseno a ca Temos que os gr´ficos de duas fun¸˜es inversas entre si s˜o sim´tricas a co a e em rela¸˜o ` reta que cont´m as bissetrizes do 1◦ e 3◦ quadrantes. da´ g admite inversa que vamos e ı denotar por g −1 e vamos denominar de arco-cosseno. contradom´ ınio [0.AULA 25 Fun¸˜o arco-cosseno ca A fun¸˜o cosseno. j´ que ∀y. e a Logo de (1) e (2) temos que g ´ bijetora. isto ´. f : R → R tal que f (x) = cos x n˜o ´ ca e a e sobrejetora. 1]. g : [0. f (x) = 4. ca a e Gr´fico de g(x) = cos x a cos x 1 π Gr´fico de g −1(x) = arccos x a arccos x π O −1 x x 307 CEDERJ −1 1 . 1]. ou seja. esta deve ser bijeca ca tora. ou seja. ∃y ∈ [0. π] se x1 = x2 ⇒ cos x1 = cos x2 . π] → [−1. pois n˜o existe x ∈ R tal que cos x = 4. π] e com a ca contradom´ ınio [−1. 1]. π] e associa a cada x ∈ [−1. f e = =f . Consideremos ent˜o a fun¸˜o cosseno restrita ao intervalo [0. ou 3 3 3 3 π π 5π 5π seja. 1] tal que g(x) = cos x. π] tal que cos x = y. cos x 1 π O −1 x Note que: (1) g ´ sobrejetora. y ∈ [−1. a π 5π π 5π A fun¸˜o cosseno n˜o ´ injetora. π] tal que y = arccos x. existe x ∈ [0. e a (2) g ´ injetora.

13 13 49 144 5 24 =+ e sen β = 1 − = Temos que cos α = + 1 − 625 25 169 13 7 5 323 24 12 · + · = Da´ cos(α − β) = cos α cos β + sen α sen β = ı 25 13 25 13 325 7 12 323 Logo cos arcsen − arccos = 25 13 325 Considere arcsen 7 12 − arccos 25 13 Fun¸˜o arco-tangente ca π → R tal que 2 π f (x) = tg x ´ sobrejetora. 3 cos α 3 4 √ 7 3 Logo tg arccos = tg α = 4 3 Fazendo arccos 3. 4 2. f : ca e x ∈ R | x = kπ + A fun¸˜o f n˜o ´ injetora. 25 25 2 2 12 12 Considere arccos = β ⇒ cos β = e 0 ≤ β ≤ π.Fun¸˜es Circulares Inversas co Exerc´ ıcios Resolvidos 1. k ∈ Z tal que e 2 tg x = y. ∃x ∈ R e x = kπ + . isto ´. Calcular α tal que α = arccos ca Solu¸˜o √ √ 2 . CEDERJ 308 . esta deve ser bijeca ca tora. Calcular tg arccos Solu¸˜o ca 3 3 = α ⇒ cos α = e 0 ≤ α ≤ π. A fun¸˜o tangente. ca a e Para acharmos a fun¸˜o inversa da fun¸˜o tangente. pois 0 = π e tg 0 = tg π. pois ∀y ∈ R. 2 √ 2 2 π ⇒ cos α = e 0 ≤ α ≤ π ent˜o α = a Temos que α = arccos 2 2 4 3 . 4 4 √ 7 9 Da´ sen α = + 1 − ı =+ 16 4 √ √ 7 7 sen α tg α = = 4 = . Calcular cos arcsen Solu¸˜o ca 7 7 π π = α ⇒ sen α = e− ≤α≤ .

. 2 2 tg x −π 2 O π 2 π 3π 2 x Logo de (1) e (2) g ´ bijetora.AULA 25 π π Consideremos ent˜o a fun¸˜o tangente restrita ao intervalo − .Fun¸˜es Circulares Inversas co ´ MODULO 1 . . 2 2 Note que: (1) g ´ sobrejetora e π π (2) g ´ injetora. ∃y ∈ − . 3 3 2 2 π a Ent˜o α = 6 309 CEDERJ . a ca e 2 2 π π com contradom´ ınio R. e associa a cada 2 2 π π x ∈ R. ca a e Gr´fico de g(x) = tg x a tg x Gr´fico de g −1(x) = arctg x a arctg x π 2 −π 2 O π 2 x O x −π 2 Exerc´ ıcios Resolvidos 1. 2 2 π π Portanto y = arctg x ⇔ tg y = x e − < y < 2 2 −1 Gr´fico da fun¸˜o arco-tangente a ca Temos que os gr´ficos de duas fun¸˜es inversas entre si s˜o sim´tricas a co a e em rela¸˜o ` reta que cont´m as bissetrizes do 1◦ e 3◦ qaudrantes. isto ´. π π g −1 tem dom´ ınio R. pois no intervalo − . contradom´ ınio − . tal que y = arctg x. a fun¸˜o tangente se x1 . g : − . x1 = x2 ⇒ tg x1 = tg x2 . da´ g admite inversa que vamos denotar e ı por g e vamos denominar de arco-tangente. Determine α tal que α = arctg Solu¸˜o ca √ √ 3 3 √ 3 3 π π Temos que α = arctg ⇔ tg α = e− <α< . e → R tal que g(x) = tg x. x2 ∈ e ca 2 2 π π − .

α ∈ − . β ∈ − . β = arctg 2 3 1 π π Ent˜o tg α = . 4 4 2 2 4 1 tg α − tg β Temos que tg arcsen − arctg = tg(α − β) = = 5 4 1 + tg α tg β 4 −1 13 3 4 4 1 = 16 1+ 3 · 4 Fazendo arcsen 3. 3 2 2 1 3+2 +1 5 6 tg α + tg β 2 3 6 = · =1 Temos que tg(α + β) = 1 1 = 1 = 1 − tg α tg β 6 5 1− 2 · 3 1− 6 π Logo α + β = 4 1 π 1 Ent˜o. Calcular y = sen arcsen 1 2 √ 1 3 + arcsen 2 2 1 2 3. arctg + arctg = a 2 3 4 1 1 π + arctg = 2 3 4 Exerc´ ıcios Propostos 1. 5 5 2 2 4 √ sen α 16 3 4 5 2α = Ent˜o cos α = 1 − sen a 1− = e tg α = = 3 = 25 5 cos α 3 5 1 1 π π Fazendo arctg = β ⇒ tg β = e β ∈ − . Determine o valor de arcsen cos CEDERJ 310 √ 2 x 4 33π 5 . Provar a igualdade arctg Solu¸˜o ca 1 1 Consideremos α = arctg . a 2 2 2 1 π π tg β = . Calcular tg arcsen Solu¸˜o ca 1 4 − arctg 5 4 4 4 π π = α ⇒ sen α = e − ≤ α ≤ .Fun¸˜es Circulares Inversas co 2. Resolver a equa¸˜o: arcsen x = arccos ca 5. Determinar y tal que y = arcsen − 2. Encontre a solu¸˜o da equa¸˜o arcsen x = 2 arcsen ca ca 4.

− 7. Calcular cos 3 · arcsen 7. Calcular cos 12 13 1 7 · arccos 2 25 1 5 √ √ π x + arccos x = 2 8. Calcular tg 2 · arctg 9. − π 6 2. 8. Calcular y = tg[arcsen(−0.AULA 25 6. infinitas solu¸˜es co 10. − 10 6. − 311 CEDERJ . 6)] Gabarito 1. Detemine o n´ mero de solu¸˜es da equa¸˜o arcsen u co ca 10.Fun¸˜es Circulares Inversas co ´ MODULO 1 . x = 2 √ 2 3 4. x = 3 π 5. 4 5 5 12 3 4 2035 2197 9. y = 1 √ 3 3.

.

Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . Tra¸amos por P1 a reta r perpendicular ao eixo dos senos. descrevendo assim os intervalos que satisfazem o problema.AULA 26 Aula 26 – Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e Os casos mais comuns de inequa¸˜es trigonom´tricas s˜o: co e a 1◦ ) sen x > m 2◦ ) sen x < m 3◦ ) cos x > m 4◦ ) cos x < m 5◦ ) tg x > m 6◦ ) tg x < m . P1 x 0 A r Determinamos ent˜o os intervalos que x pode pertencer. a co Inequa¸˜o do tipo sen x > m. procedemos da seguinte ca maneira: marcamos sobre o eixo dos senos o ponto P1 tal que OP1 = m. Resolver a inequa¸˜o sen x > − ca Solu¸˜o ca Temos que   0 + 2kπ < x < 2kπ + 7π    6 . As imagens dos c n´ meros reais x tais que sen x > m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o semi u a ca plano situado acima de r. Exerc´ ıcios resolvidos 1. tomando o cuia dado de partir de A e percorrer o ciclo no sentido anti-hor´rio at´ completar a e uma volta. k∈Z ou  11π    + 2kπ < x < 2π + 2kπ 4 1 2 7π 6 1 2 { O O ≡ 2π 11π 6 313 CEDERJ . m∈R Esses 6 tipos s˜o denominados inequa¸˜es fundamentais. m ∈ R ca Para resolver inequa¸˜o do tipo sen x > m.

tal que OP1 = m. Tra¸amos por P1 a reta r perpendicular ao eixo dos senos.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e Inequa¸˜o do tipo sen x < m. m ∈ R ca Para resolver inequa¸˜o do tipo sen x < m . As imagens dos c n´ meros reais x tais que sen x < m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o semiu a ca plano situado abaixo de r. k∈Z  3π    + 2kπ < x < 2π + 2kπ 4 1 2 3π 4 √ 2 2 { π 4 r O ≡ 2π 1 1 1 ⇔ − ≤ sen x ≤ 2 2 2 5π 6 7π 6 O −1 2 S = x ∈ R | 2kπ+ CEDERJ 314 7π 11π 5π ≤ x ≤ 2kπ+ ou +2kπ ≤ x ≤ 2kπ+2π ou 6 6 6 π 0+2kπ ≤ x ≤ 2kπ+ . procedemos da seguinte ca maneira: marcamos sobre o eixo dos senos o ponto P1 . Resolver a inequa¸˜o sen x < ca Solu¸˜o ca √ 2 2 2. k ∈ Z 6 { 1 2 { π 6 11π 6 . a partir de A e percorrendo o ciclo no sentido anti-hor´rio at´ completar uma volta. P1 x 0 A r Determinamos assim os intervalos que x pode pertencer. Resolver a inequa¸˜o | sen x| ≤ ca Solu¸˜o ca | sen x| ≤ Temos que   0 + 2kπ < x < 2kπ + π    4 ou . a e Exerc´ ıcios resolvidos 1.

Tra¸amos por P2 a reta r c perpendicular ao eixo dos cossenos. 2π] tal que sen 3x > 0 Solu¸˜o ca Fazendo 3x = y. m ∈ R ca Este tipo de inequa¸˜o se resolve da seguinte maneira: marcamos sobre ca o eixo dos cossenos o ponto P2 tal que OP2 = m. As imagens dos reais x tais que cos x > m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o semi-plano situado ` direita de r. a ca a x O P2 A Para finalizar.AULA 26 3. descreveremos os intervalos que conv´m ao problema. e 315 CEDERJ . temos sen y > 0 ⇒ 2kπ < y < 2kπ + π. Determinar os valores de x ∈ [0.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . 2π] ent˜o temos que k = 0 ou k = 1 ou k = 2 a k=0⇒0<x< ou k=1⇒ ou k=2⇒ S= 4π 5π <x< 3 3 π 2π 4π 5π ou < x < π ou <x< 3 3 3 3 2π <x<π 3 π 3 x∈R|0<x< Inequa¸˜o do tipo cos x > m. k ∈ Z y Como x = . resulta: 3 2kπ π 2kπ <x< + 3 3 3 A Mas x ∈ [0.

Resolver a inequa¸˜o: cos x > ca Solu¸˜o ca 1 2 Temos que 2kπ ≤ x < 2kπ + π 5π ou + 2kπ < x < 2kπ + 2π. m ∈ R ca Este tipo de inequa¸˜o se resolve da seguinte maneira: marcamos sobre ca c o eixo dos cossenos o ponto P2 tal que OP2 tal que OP2 = m. Tra¸amos por P2 a reta r perpendicular ao eixo dos cossenos. e Exerc´ ıcios Resolvidos 1. k∈Z 4 4 − √ 2 2 { O 5π 4 CEDERJ 316 .Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e Inequa¸˜o do tipo cos x < m. Resolver a inequa¸˜o cos x < − ca Solu¸˜o ca Temos que 2kπ + { 1 2 O A O ≡ 2π 3π 5π < x < 2kπ + . x O P2 Para finalizar. descreveremos os intervalos que conv´m ao problema. k ∈ Z 3 3 √ 2 2 3π 4 2. As imagens dos reais x tais que cos x < m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o semi-plano situado ` a ca a esquerda de r.

AULA 26 3. resulta: 4 π kπ 5π kπ + ≤x≤ + . k ∈ Z 3 3 y Como x = . 2π] tal que cos 4x ≤ Solu¸˜o ca Considere 4x = y ⇒ cos y ≤ Temos que: π 5π + 2kπ ≤ y ≤ + 2kπ. k∈Z 12 2 12 2 1 2 π 3 O 5π 3 Mas x ∈ [0. 2π] ent˜o s´ interessam as solu¸˜es em que k = 0 ou k = 1 a o co ou k = 2 ou k = 3   k = 0 ⇒ π ≤ x ≤ 5π    12 12   ou       k = 1 ⇒ 7π ≤ x ≤ 11π    12 12 ou     k = 2 ⇒ 13π ≤ x ≤ 17π    12 12   ou       k = 3 ⇒ 19π ≤ x ≤ 23π 12 12 317 CEDERJ .Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . Resolver cos 2x + cos x ≤ 0 Solu¸˜o ca cos 2x + cos x ≤ 0 ⇒ cos2 x − sen2 x + cos x ≤ 0 ⇔ ⇔ 2cos2 x − 1 + cos x ≤ 0 ⇔ 2cos2 x + cos x − 1 ≤ 0 cos x = −1 ± √ 4 1+8 −1+3 2 −1−3 2 = −1 = 1 2 π 3 1 2 S= x∈R| π 5π ≤x≤ 3 3 1 2 −1 O 5π 3 4. Determinar x ∈ [0.

Como x ∈ [0. k ∈ Z 5π 3 3 3 5π π a > π. temos que k = 0 e ser´ ≤ x ≤ π. π] cos x − 1 2cos2 x + cos x − 1 > 0 se x ∈ [0. −1 < cos x < a ou 2 2 cos x > 1 Mas n˜o existe x ∈ R | cos x > 1 a / Vamos ent˜o resolver a inequa¸˜o: −1 < cos x < a ca π 3 1 2 1 2 5π 3 a ca a e Mas x ∈ [0. ou seja. π] 1 2 π 3 2cos x ≤ 2 2 . π]. como 2 > 1 ⇒ cos x ≤ Da´ ı O 5π π + 2kπ ≤ x ≤ 2kπ + . cos x − 1 6. 2a2 + a − 1 >0 Temos: a−1 2 Resolvendo vem: 2a + a − 1 = 0 ⇒ a = a−1=0⇒a=1 −1 ± √ 1+8 4 −1+3 4 −1−3 4 =1 2 = −1 1 1 Temos ent˜o −1 < a < + ou a > 1. π]. Resolver a inequa¸˜o ca Solu¸˜o ca Considere a inequa¸˜o dada ca Seja cos x = a.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e 5. Note que 3 3 π S= x∈R| ≤x≤π 3 2cos2 x + cos x − 1 > 0 se x ∈ [0. π] ent˜o a solu¸˜o no gr´fico ´: 1 2 Temos ent˜o que a solu¸˜o ´: a ca e S= x∈R| CEDERJ 318 π <x<π 3 . Resolver a inequa¸˜o: 2cos x ≤ ca Solu¸˜o ca 1 √ 2 se x ∈ [0.

e Inequa¸˜o do tipo tg x < m. descreveremos os intervalos que conv´m ao problema. a y B M A′ M′ r B′ T O A Para finalizar descreveremos os intervalos que conv´m ao problema. est˜o na interse¸˜o do ciclo com a ca ˆ o ˆngulo y Or. m ∈ R ca Este tipo de inequa¸˜o se resolve da seguinte maneira: marcams sobre ca c o eixo das tangentes o ponto T tal que AT = m. Resolver a inequa¸˜o tg x > ca Solu¸˜o ca Temos que O 7π 6 π 2 π 6 √ T A 3π 2 3 3   2kπ + π < x < 2kπ + π    6 2 ou .Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . tal que AT = m. Tra¸amos a reta r = OT . As imagens das reais x . c As imagens das reais x tais que tg x > m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o a ca ˆ a ˆngulo r Oy.AULA 26 Inequa¸˜o do tipo tg x > m. y T x O A x r Para finalizar. Tra¸amos a reta r = OT . k∈Z   3π 7π  2kπ +  < x < 2kπ + 6 2 que podem ser escritas: π π S = x | kπ + < x < kπ + . e Exerc´ ıcios Resolvidos 1. tais que tg x < m . k ∈ Z 6 2 319 CEDERJ . m ∈ R ca Este tipo de inequa¸˜o se resolve da seguinte maneira: marcamos sobre ca o eixo das tangentes o ponto T .

k ∈ Z 3 √ 4. 2π] tal que 1 ≤ tg 3x < 3 Solu¸˜o ca Considere 3x = y ⇒ 1 ≤ tg y < Temos que: √ 3 π 3 π 4 T2 } T1 1 A } √ 3 kπ + π y π ≤ y < kπ + . como x = . vem 4 3 3 kπ kπ π π + ≤x< + . k∈Z 3 12 3 9 5π 4 4π 3 CEDERJ 320 . Resolver a inequa¸˜o | tg x| ≤ 3 ca Solu¸˜o ca | tg x| ≤ √ √ √ 3 ⇒ − 3 ≤ tg x ≤ 3 y 2π 3 π 3 r T1 √ 3 A x Temos ent˜o que: a 4π 3 5π 3 √ − 3 T2 2π 4π π x ∈ R | 2kπ + 0 ≤ x ≤ 2kπ + ou 2kπ + ≤ x ≤ 2kπ + ou 3 3 3 5π 2kπ + ≤ x < 2kπ + 2π. Determinar x ∈ [0.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e 2. Resolver a inequa¸˜o tg x < 1 ca Solu¸˜o ca Temos que y π 4 r T A 5π 4 π 5π π S = x ∈ R | 2kπ + 0 ≤ x < 2kπ + ou 2kπ + < x < 2kπ + ou 4 2 4 3π 2kπ + < x < 2kπ + 2π. k ∈ Z 2 √ 3.

AULA 26 Mas x ∈ [0. 2π]. 2π]. π π k=0⇒ ≤x< 12 9 4π 5π k=1⇒ ≤x< 12 9 7π 9π ≤x< k=2⇒ 12 9 13π 10π k=3⇒ ≤x< 12 9 17π 13π k=4⇒ ≤x< 12 9 21π 16π k=5⇒ ≤x< 12 9 5. Resolver as inequa¸˜es abaixo: co √ 2 b) | sen x| > 2 √ 3 1 c) − ≤ cos x ≤ 2 2 5 d) | cos x| > 3 2. Para que valores de x ∈ R existe log2 (2 sen x − 1)? 321 CEDERJ . Determinar x ∈ [0. ent˜o s´ interessam as solu¸˜es em que: k = 0 ou a o co k = 1 ou k = 2 ou k = 3 ou k = 4 ou k = 5. π] ⇒ x∈R|0≤x< π 3π ou ≤x≤π 2 4 Exerc´ ıcios Propostos 1. x ∈ [0. Resolver a inequa¸˜o sen 3x ≤ ca a) senx ≥ 0 √ 3 se x ∈ [0. 2 3. π] tal que tg x ≥ −1 Solu¸˜o ca Considere a inequa¸˜o: tg x > −1.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . π] ca 3π 4 A 3π 2 5π 4 } 1 −1 Note que x ∈ [0.

x ∈ [0. x ∈ [0. 2π]. Resolver a inequa¸˜o sen 2x · sec2 x − ca 1 3 ≤ 0. 2π]. 2π]. − 3 < tg x ≤ ca √ 3 . x ∈ [0. Determinar no conjunto dos n´ meros reais o dom´ de y = u ınio 0 ≤ x ≤ 2π. x2 + x + tg α > π 4 π π b) < α < 4 2 π 3π c) < α < 2 4 3π d) α = 4 a co e) n˜o existe α nestas condi¸˜es a) 0 < α < CEDERJ 322 . ca 16. x ∈ [0. √ 7. sen x + cos x < 1. ca √ √ 10. sen x > 1 1 e cos x ≥ . x ∈ [0. Resolver a inequa¸˜o tg2 2x ≤ tg 2x. Resolver a inequa¸˜o sen2 x < 2 sen x. π]. ca 1 < 2 tg x. Resolver a inequa¸˜o (sen x + cos x)2 > 1. ca 5. 2π] tal que cos x ≤ 1. cos 2x 4sen2 x − 1 . cos2 x 13. Resolver a inequa¸˜o sen x > cos x. tg2 x − ( 3 − 1) tg x − 3 < 0. 2π]. ca 9. Resolver a inequa¸˜o em R. Resolver a inequa¸˜o em R. 2π] ca 17. x ∈ [0.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e 4. 3 ent˜o a 4 18. ca 14. 2 2 15. 3 8. Resolver a inequa¸˜o | cos x| ≥ sen x. ca 11. Resolver a inequa¸˜o em R. x ∈ [0. Para que valores de x ∈ R. cos x 6. Determinar x ∈ [0. Se 0 ≤ α ≤ π . para todo x real. Resolver a inequa¸˜o em R. 2π]. Resolver a inequa¸˜o | sen x| > | cos x|. ca 12.

a) {x ∈ R | 2kπ ≤ x ≤ 2kπ + π} b) x ∈ R | 2kπ + c) x ∈ R | 2kπ + d) S = ∅ 2. k ∈ Z 6 3 323 CEDERJ . 5. k ∈ Z 4 3 x ∈ R | kπ − 11. x∈R| 7π π π 5π 3π 11π ≤ x < ou ≤x≤ ou <x≤ 6 2 6 6 2 6 π 5π < x < 2kπ + 6 6 π < x < 2kπ + 2π 2 π 2π 3π 5π 4π 7π <x≤ ou < x< ou ≤x< ou 4 3 4 4 3 4 3π 5π 7π π < x < 2kπ + ou 2kπ + < x < 2kπ + 4 4 4 4 π 5π 7π 5π ≤ x ≤ 2kπ + ou 2kπ + ≤ x ≤ 2kπ + 3 6 6 3 3. ∅ 13. 4.AULA 26 Gabarito 1. 7. 9. 10.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . π 2π 7π ou 2kπ + < x ≤ 2kπ + ou x ∈ R | 2kπ ≤ x ≤ 2kπ + 6 3 6 5π + 2kπ < x < 2kπ + π 3 x|0≤x≤ x∈R| π 9π 3π 13π π 5π ou π ≤ x ≤ ou ≤x≤ ou ≤ x ≤ 8 8 2 8 2 8 8. 14. π 5π <x< 4 4 π π < x < kπ + . x∈R|0≤x≤ x ∈ R | 2kπ + π 3π ou ≤ x ≤ 2π 4 4 π π < x ≤ 2kπ + . {x ∈ R | 0 < x < π} 12. 8π 14π 2π 7π 12π x ∈ R | ≤ x ≤ ou ≤ x ≤ ou ≤ x ≤ 2π ou 9 9 9 9 9 π 0≤x≤ 9 x ∈ R | 2kπ + x ∈ R | 2kπ + x | x = 0 ou x = 2π 6.

18.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e 15. 16. 17. b x∈R| 3π π <x< 4 4 π 2 π 3π ou π ≤ x < 2 2 x∈R|0<x< x∈R|0≤x< CEDERJ 324 .

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