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Bens CC

O documento aborda a classificação dos bens no Direito Civil, dividindo-os em categorias como bens móveis e imóveis, individuais e coletivos, fungíveis e infungíveis, entre outros. Cada categoria é explicada com exemplos e referências ao Código Civil, destacando características e implicações legais. A análise busca esclarecer a natureza dos bens e sua relevância nas relações jurídicas.

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SAYMER SOUZA SAM
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Bens CC

O documento aborda a classificação dos bens no Direito Civil, dividindo-os em categorias como bens móveis e imóveis, individuais e coletivos, fungíveis e infungíveis, entre outros. Cada categoria é explicada com exemplos e referências ao Código Civil, destacando características e implicações legais. A análise busca esclarecer a natureza dos bens e sua relevância nas relações jurídicas.

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Saymer

Souza

Bens e suas classificações no Direito Civil econômico ou através de interesse que


desperta em cada pessoa.
Laura Leandra Vieira de Melo ¹
Sendo os bens divididos em: bens
Paula Regina Soares Gonçalves ² considerados em si mesmos; bens
reciprocamente considerados e os bens
CONCEITO DOS BENS quanto titular do domínio público e
particulares. Os bens considerados em si
Os bens são todas as coisas matérias ou mesmos são classificados em: moveis e
imateriais, que possuem algum valor imóveis; individuais (singulares) ou
econômico e que, caso preciso, podem coletivos; fungíveis e infungíveis; divisíveis
servir de objeto a uma relação jurídica. Mas, ou indivisíveis; corpóreos ou incorpóreos
para que seja considerado um objeto de (também chamados de matérias ou
relação jurídica, é necessário que tenha imateriais); consumíveis e inconsumíveis.
algumas características, como: idoneidade
para satisfazer um interesse econômico, Por outro lado, os bens reciprocamente
gestão econômica autônoma e considerados são divididos em: bens
subordinação jurídica ao seu titular. principais e acessórios, tem as várias
classes dos bens acessórios; os frutos; os
Esses bens servem para entender algumas produtos; as pertenças; as benfeitorias. E
necessidades humanas, podendo assim, os bens quanto titular do domínio públicos e
que sejam vendidos; trocados em uma particulares.
relação jurídica, em razão do seu valor
Saymer
Souza

BENS CONSIDERADOS EM SI MESMO pré-fabricada, enquanto a mesma ainda


está exposta para ser vendida ou
Bens moveis transportada, essa casa não pode ser
considerada um bem imóvel.
Os bens moveis são todos aqueles bens
que podem ser transportados através de De acordo com o Código Civil, art. 81, I, se
movimentos forçados, sem que sofra nunca antes tiver sido assentada sobre as
qualquer alteração da substancia ou da fundações do adquirente, é considera
destinação econômica-social ou por seus móvel, depois de assentada já se passa a
próprios movimentos (sem depender da ser considera um bem imóvel.
ajuda de outras coisas ou pessoas).
Podendo ser adquiridos através de Alguns exemplos de bens moveis por
compras, heranças entre outros. Alguns natureza também são: animais; de acordo
exemplos de bens moveis são: com o art. 84, matérias para construção que
eletrodomésticos; celular; roupas; livros; ainda não foram utilizados ou até mesmo
carros e vários outros. materiais que são de demolições de antigos
prédios.
Bens moveis por natureza
Bens moveis por determinação legal
Os bens moveis por natureza são todos
aqueles bens que podem ser transportados É aquele móvel com fins legais, são os
naturalmente, por força própria ou estranha. direitos reais sobre o objeto móvel, assim
Podemos utilizar como exemplo, uma casa como, os direitos pessoais patrimoniais e
Saymer
Souza

suas ações. Os direitos e obrigações


também se encaixam nos bens por São aqueles bens incorporados ao solo,
determinação legal, um exemplo é: o direito mas tem o objetivo de transforma-los em
autoral sobre um objeto móvel; desenhos moveis. Pode-se dizer que, são os bens
industriais; obras artísticas. imóveis que surge uma vontade humana e
que se mobiliza em função de uma
Conforme o art. 83 do Código Civil é finalidade econômica.
considerado moveis para efeitos legais: “II –
os direitos reais sobre objetos moveis e as Assim, como as arvores que são destinadas
ações correspondentes; III – os direitos ao corte e com os seus frutos não colhidos
pessoais de caráter patrimonial e ainda. Segundo Agostinho Alvim, as árvores
respectivas ações”. e seus frutos só aderem ao imóvel,
enquanto não sejam “objeto de negócio”.
Os bens citados no inciso II, traz uma
compreensão de, tanto os de gozos e O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu:
fruição sobre objetos moveis, como os de “Ação que versa sobre contrato de venda e
garantia e as ações a eles correspondentes, compra de safra de laranjas, as quais
já o inciso III que dizer que, são os direitos constituem coisas moveis futuras, também
pessoais ou direitos de obrigações, de ditas ‘moveis por antecipação’.
caráter patrimonial, são suscetíveis de Competência do Tribunal de Alçada Civil,
circulação jurídica e respectivas ações. relativa a coisa móvel. Remessa dos autos
determinada” (JTJ, Lex, 2017/25).
Bens moveis por antecipação
Saymer
Souza

Bens imóveis e frutos pendentes, o espaço aéreo e o


subsolo.
Os bens imóveis são considerados aqueles
que não podem ser deslocados; retirados É possível utilizar as árvores como um
do local onde se encontra, sem que haja grande exemplo, as árvores são imóveis por
destruição do local ou do bem. É necessário acessão física industrial ou artificial; são
que haja uma escritura e registro em um todas aquelas adquiridas devido ao trabalho
cartório. Não são considerados bens humano e assim são incorporadas ao solo,
imóveis aqueles que suas partes podem ser logo, são imóveis por natureza.
separadas do solo e colocadas em outro
lugar. Alguns exemplos de bens imóveis Alguns exemplos que podemos utilizar para
são: apartamento; sobradinhos; casas; bens imóveis por natureza são as árvores
tuneis, ou seja, bens imóveis, são todos (como foi citado a cima), as plantações de
aqueles bens que não se deslocar para grandes variedades de plantas (que
outro lugar, por vontade própria. produzem frutos ou não) e também as
construções.
Bens imóveis por natureza
Bens imóveis por acessão intelectual
São considerados bens imóveis por
natureza aqueles que possuem o solo, a Os bens imóveis por acessão intelectual,
superfície, e os acessórios. E adjacências são todos aqueles imóveis devido à vontade
naturais, assim compreendendo as árvores intencionalmente do proprietário de
determinado bem. Esses bens não são
Saymer
Souza

integrados ao solo, mas fazem parte do condição de moveis, continuando ao


mesmo, devido ao entendimento do domínio do vendedor.
proprietário.
Bens imóveis por determinação legal
Assim, as máquinas agrícolas; tratores;
arados; animais ligados em determinada É considerado bens imóveis por
fazenda. Todos esses exemplos são determinação legal, bem que não pode ser
colocados no imóvel por seu devido móvel ou imóvel, porém, em caso de fins de
proprietário, para assim serem realizados os segurança jurídica o legislador considera-lo
fins do desejo do empreendedor. Logo, imóvel. Assim, são de direitos reais sobre o
esses bens são moveis por natureza, mas imóvel; usufruto; habitação e outros, o
por desejo; vontade humana do seu penhor agrícola e as ações que o
proprietário, torna-se imóvel; o imobiliza, asseguram; direito a sucessão aberta.
para sua destinação.
O art. 80 do Código Civil assevera que:
Nos casos de venda da propriedade onde “consideram-se imóveis para os efeitos
se encontra todos os bens, não esteja legais: I – os direitos reais sobre imóveis e
presente na escritura que os mesmos não as ações que as asseguram; II – o direito à
estão incluídos na venda, logo serão sucessão aberta”.
vendidos juntamente com a propriedade.
Sendo assim, a simples menção na Bens imóveis por determinação legal, é na
escritura, que os objetos não estão à venda, verdade, direitos que a lei quer proteger
eles voltam para sua origem natural
Saymer
Souza

especialmente. O art. 80, considera imóveis, Já o bem composto, são quando suas
primeiramente os bens incorpóreos. partes se encontram ligadas pela indústria
humana. São todas as coisas que se
Bens individuais ou singulares juntam, unindo diferentes objetos, formando
um todo; mas nunca deixando desaparecer
São bens individuais ou singulares, aqueles a condição particular de cada um. Podemos
que, mesmo em conjunto (reunidos a outros utilizar como exemplo o edifício.
bens) são independentes dos demais bens
ali presentes. Por exemplo, um carro, um Bens coletivos ou universais
boi. Mesmo fazendo parte de uma
concessionária ou uma boiada, podem ser Bens que são considerados coletivos de
vendidos separadamente, não são fato ou de direito, são os que, mesmo sendo
dependentes concessionária ou da boiada. compostos por muitas coisas singulares, se
consideram em conjunto, assim formando
Sendo assim, os bens individuais ou um todo, formando uma unidade, assim
singulares, podem ser simples ou passa a ter individualidade própria. Assim
compostas. O bem simples são as coisas como uma floresta; rebanho; uma biblioteca.
constituídas de um tudo formado por uma
consequência humana ou de um todo No art. 90 do Código Civil, considera
formado naturalmente. Por exemplo um universidade de fato “a pluralidade de bens
edifício; um touro; uma escultura ou uma singulares, que pertinentes à mesma
árvore. pessoa, tenham destinação unitária”.
Saymer
Souza

Podendo assim, ser uma galeria de quadros mesmo que o bem seja dele, uma coisa
também. fungível não pode tornar-se infungíveis.

No parágrafo único do dispositivo legal A fungibilidade é qualidade própria da coisa.


citado “bens que formam essa Haverá situações em que apenas o caso
universalidade podem ser objeto de relação concreto em si poderá classificar o objeto.
jurídicas próprias”. Os bens universais, Deste modo, uma garrafa de vinho bem
mesmo que reunidos, são considerados raro, de uma determinada vindima,
universais e independentes. contendo poucas garrafas, tornara
infungíveis, mas o vinho em si, de maneira
Bens fungíveis geral é fungível.

Os bens fungíveis de acordo com o Código Bens infungíveis ou não fungíveis


Civil, art. 85, são bens moveis que podem
ser trocados; substituídos por outro bem da São bens infungíveis os que são
mesma espécie; quantidade e qualidade. insubstituíveis; não podem ser trocadas,
Podemos utilizar como exemplo dinheiro; porque são únicas. Um bem infungível não
alimentos; roupas e várias outras coisas. tornara um bem fungível, mas um bem
fungível, poderá tornar-se infungível no
São fungíveis as coisas que avaliadas e momento em que o mesmo se tonar único
consideradas no comércio em sua massa ou com poucos exemplares.
quantitativa. Não se esquecendo, mesmo
que seja da vontade de um ser humano,
Saymer
Souza

Logo a cima utilizamos o exemplo de um Logo, são divisíveis aquele bem que pode
vinho, que mesmo o geral é fungível, se for ser partido em porções reais e distintas,
o caso de uma garrafa raríssima, formando assim cada um todo perfeito. Na
automaticamente ela se torna infungível. dicção do art. 52 do Código Civil de 1916,
Sendo assim várias outras coisas podem se sendo assim, os bens divisíveis são os
tornar infungíveis. terrenos; barras de ouro entre outros bens.

Uma moeda; dinheiro, pode ser considerado Portanto, um relógio não seria e não é
bem fungível, porém, para um colecionador considerado um bem divisível, porque, não
esse bem pode se tornar infungível, porque seria e não é possível dividi-lo sem danificar
para ele aquele bem será único, não poderá o conjunto todo, devidamente porque cada
ser trocado por outra. parte dividida não funcionaria e não irá
funcionar, não seria conservada as
Bens divisíveis qualidades do todo, logo o relógio não teria
a mesma função.
Os bens divisíveis são aqueles que podem
ser divididos; repartidos. O art. 87 do Bens indivisíveis ou não divisíveis
Código Civil diz, “são os que se podem
fracionar sem alteração na sua substancia, São considerados bens não divisíveis
diminuição considerável de valor, ou aqueles que não podem ser divididos;
prejuízo do uso a que se destinam”. separados; fracionados, sem que lhes
ocorra uma alteração na sustância. Em
caso que, esses bens que não podem ser
Saymer
Souza

divididos são divididos, perdem o seu valor incorpóreos são os que não possuem uma
econômico. existência real, são relativos aos direitos
que as pessoas físicas ou jurídicas
Assim, como foi utilizado de exemplo nos possuem sobre as coisas, apresentando
bens divisíveis, um relógio, se for dividido, valor econômico.
automaticamente perderá o seu valor
econômico, porque não terá mais a utilidade Bens consumíveis e inconsumíveis ou não
de antes, perdendo assim a função real do consumíveis
bem.
Bens consumíveis são os que não duram
Outros exemplos que podem ser eternamente, são aqueles bens que vão se
utilizados são: um animal; um navio destruindo conforme são utilizados pelos
(deverá ser hipotecado); o dinheiro, porque seus donos. São rapidamente eliminados ou
se for dividido perderá o seu valor consumidos, tais como: alimentos; bebidas.
econômico, ficando assim inútil para os
donos de sua parte ou o dono. O art. 86 do Código Civil estabelece, “os
bens moveis cujo uso importa destruição
Bens corpóreos e incorpóreos imediata da própria substancia sendo
também considerados tais os destinados à
Os bens corpóreos são todos aqueles que alimentação”.
tem existência material, logo uma casa; um
livro; um terreno; uma roupa, são Já os bens inconsumíveis, são os que
considerados bens corpóreos. Já os bens possuem natureza durável, que podem ser
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Souza

utilizados por um longo prazo, porque não principais são os terrenos; solo; contratos
se destroem rapidamente. Que podem ser de locação e, compra e venda.
utilizados continuadamente, ou seja, podem
ter uma utilização continua, sem que haja Bens acessórios
uma destruição do bem. Utilizamos como
exemplos as roupas; livros; CDS; televisão; Acessórios são todos aqueles que a sua
casas entre outros. existência supõe a existência do principal.
Para que sua existência seja feita, eles
BENS RECIPROCAMENTE dependem do principal. O acessório é
CONSIDERADOS aquele que acompanha o principal em seu
destino, quando um bem principal se
Bens principais extingue, logo, o bem acessório também.

São todos aqueles bens que não dependem Podemos citar como exemplos as árvores
de outro; são independentes. Existem (acessório do solo), uma joia (acessório de
abstratamente ou concretamente, em si ou um colar; pulseira; anel etc.). De acordo
por si. É aquele bem que tem sua existência com o Código Civil dos art. 95 a 97,
própria, autônoma, como diz no Código classificam-se em: frutos; produtos;
Civil, art. 92 “Principal é o bem que existe pertenças e benfeitorias.
sobre si, abstrata ou concretamente;
acessório, aquele cuja existência supõe a Os frutos
do principal”. Alguns exemplos de bens
Saymer
Souza

São aquelas coisas produzidas em um São aqueles que se extraídos de algo


determinado tempo, e se forem retirados diminui a sua quantidade. Assim
não iram afetar o valor da coisa em si. percebemos que são diferentes dos frutos,
Como as frutas brotadas das árvores, os porque sua colheita não diminui o valor e
vegetais, as crias dos animais. É tudo aquilo nem a substancia, nos produtos já se
que o bem pode gerar e pode ser recolhido diminui.
sem que afete o seu valor.
Mas, quando os produtos são utilizados
O fruto tem sua origem dividida em: para uma riqueza posta em atividade
naturais: aqueles que se desenvolvem e se econômica, seguem a natureza dos frutos.
renovam periodicamente em virtude da Essa distinção, tem interesse jurídico,
força orgânica da própria natureza. Os porque apenas nessas condições, que o
industriais, aqueles que são construídos produto submete aos preceitos
pela mão do homem. estabelecidos ao fruto.

E temos também a civis, são os As pertenças


rendimentos produzidos pela coisa, sua
virtude é de utilização por outro que não As Pertenças são os bens móveis que não
seja o proprietário, assim podemos utilizar constituindo partes integrantes como os
como exemplos os alugueis; os juros. frutos, produtos e benfeitorias, estão
afetados por uma forma duradoura ao
Os produtos serviço ou ornamentação do outro, como
Saymer
Souza

tratores destinados a uma exploração de voluptuárias, quando são utilizadas para fins
propriedade agrícola. de beleza, como jardins; fontes; arbustos.

O art. 93 do Código Civil diz: “são pertenças O direito romano tem uma classificação dos
os bens que, não constituindo partes bens em três partes: 1º despesas ou
integrantes, se destinam, de modo benfeitorias necessárias; 2º despesas ou
duradouro, ao uso, ao serviço ou ao benfeitorias úteis; 3º despesas ou
aformoseamento de outro”. benfeitorias de luxo.

Completa ainda o art. 94 do Código Civil, O Código Civil brasileiro diz que as
“os negócios jurídicos que dizem respeito benfeitorias são necessárias, mas aquelas
ao bem principal não abrangem às que têm por fim conservar o bem ou evitar
pertenças, salvo se o contrário resultar da que esse mesmo bem se deteriore. As úteis
lei, da manifestação de vontade, ou das são as que aumentam ou facilitam o uso do
circunstâncias do caso”. bem e as de luxo são as que mero deleite
ou recreio, que não aumentam o uso
As benfeitorias habitual do bem, ou mesmo que seu valor
aumente.
Podem ser necessárias, quando são feitas
para a conservação (pagamentos de BENS QUANTO AO TÍTULO DO
impostos; obras), são uteis quando servem DOMINIO: PÚBLICOS E PARTICULARES
para criar condições ao uso de algo;
Saymer
Souza

O Código Civil no art. 98 considera públicos Públicos de uso especial, são utilizados
“os bens do domínio nacional pertencentes pelos próprios poderes públicos, logo são
às pessoas jurídicas de direito público constituídos por imóveis aplicados ao
interno. Já os particulares são definidos por serviço ou estabelecimento federal;
exclusão “todos os outros são particulares estadual ou municipal, por exemplos como
seja qual for a pessoa a que pertencerem”. os prédios (onde funcionam os tribunais);
escola públicas; secretarias.
Bens públicos são aqueles que pertencem
as pessoas jurídicas de direito público; E os bens públicos dominicais, são aqueles
políticos, à União; aos Estados e aos que compõem o patrimônio da União (tudo
Municípios. Já os particulares, são os que aquele que é encontrado a baixo do solo,
pertencem a pessoas naturais ou jurídicas como: pedras preciosas; petróleo; água.),
de direito privado. dos Estados ou dos Municípios, como
objeto do direito pessoal ou real dessas
Os bens públicos são divididos em três pessoas, abrangem assim bens moveis ou
partes: públicos de uso comum do povo; imóveis.
que embora eles pertencem as pessoas
jurídicas de direito público interno, podem OUTROS BENS
ser utilizados sem restrição e gratuitamente
por todos, sem necessidade de qualquer Bens de raiz: propriedades territoriais;
permissão especial. prédios rústicos ou urbanos; os dentes, os
cabelos e as unhas.
Saymer
Souza

Bens dotais: Os que constituem o dote da CENTRAL Jurídica Dos bens. Disponível
esposa. em:
<https://www.centraljuridica.com/doutrina/58
Bens hereditários: Os que são transmitidos /direito_civil/dos_bens.html>. Acesso em>
por herança. 19 out. 2017.

Bens imprescritíveis: Os que não estão DIREITO a saber direito. Disponível em:
sujeitos a usucapião. <http://caduchagas.blogspot.com.br/2012/07
/direito-civil-bens-principaisebens.html>.
Bens semoventes: Os que são constituídos Acesso em: 19 out. 2017.
por animais selvagens, domesticados ou
domésticos; os escravos. DIREITO civil – Dos bens. Ok concursos.
Disponível em:
Bens sonantes: Dinheiro. <http://www.okconcursos.com.br/apostilas/a
postila-gratis/121-direito-civil/1424-direito-
civil-dos-ben.... Acesso em: 19 out. 2017.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS GONÇALVES, Carlos Roberto. DIREITO


CIVIL Brasileiro. 10º ed. São Paulo: Editora
AZEVEDO, Álvaro Villaça. Teoria Geral do Saraiva; 2012.
Direito Civil. São Paulo: Editora Atlas; 2012.
TITULO único – Das diferenças das classes
de bens (art. 70 a 103). Direito com ponto
Saymer
Souza

com. Disponível em: Corpóreos X Incorpóreos


<https://www.direitocom.com/código-civil-  Bens materiais (Corpóreos):
comentado/livro-ii-dos-bens/titulo-único-das- Aqueles com existência física. Ex: casa
diferentes-clas.... Acesso em: 19 out. 2017.  Bens intangíveis (Incorpóreos):
Aqueles sem existência física. Ex: patente
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil. 16º Superado essa introdução, vejamos como o
ed. São Paulo: Atlas, 2016. Código Civil classificou os bens.
Dos Bens Considerados em Si Mesmos
O Código Civil nos apresenta um capítulo
sobre os bens considerado em si
mesmos, esses não dependem da
relação com outros, pois há uma
Introdução individualidade do próprio bem, nesse
Ainda que exista bastante divergência sentido existem as seguintes classificações
doutrinária sobre o conceito de “bem”, se no CC:
seria ou não sinônimo de “coisa”, podemos  Bens Imóveis X Móveis
definir bem de forma genérica como um  Bens Fungíveis X Infungíveis
objeto que pertencem a uma pessoa natural  Bens Consumíveis X Inconsumíveis
ou jurídica e que este bem pode ser objeto  Bens Divisíveis X Indivisíveis
de relações jurídicas, nesse sentido  Bens Singulares X Coletivos
poderíamos ter objetos materiais ou Vejamos uma a uma.
intangíveis, inclusive essa distinção é
apresentada na doutrina:
Saymer
Souza

 Por acessão: Por acréscimo


Bens Imóveis X Móveis Natural: Acréscimo sem a intervenção
Comecemos pela definição de bens humana Ex: ilha
imóveis. Podemos dizer que são bens Artificial (industrial): Ex: prédio
imóveis aqueles que não podem ser  Por Determinação Legal Ex: direito
transportados sem ser destruídos ou à sucessão aberta
danificados, também conhecidos como bens Em contrassenso ao bem imóvel, os bens
de raiz, assim o CC nos diz que: móveis são aqueles que podem ser
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo transportados sem que haja alteração
quanto se substancial.
lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 82. São móveis os bens suscetíveis
de movimento próprio, ou de remoção
Também temos bens imóveis por mera por força alheia, sem alteração da
definição legal. substância ou da destinação econômico-
Art. 80. Consideram-se imóveis para os social.
efeitos legais: Assim como os imóveis, existem bens
I – os direitos reais sobre imóveis e as móveis por mera definição legal.
ações que os asseguram; Art. 83. Consideram-se móveis para os
II – o direito à sucessão aberta. efeitos legais:
Da análise desses artigos I – as energias que tenham valor
podemos classificar o bem imóvel da econômico;
seguinte forma: II – os direitos reais sobre objetos
 Por natureza (essência): Ex: Solo móveis e as ações correspondentes;
Saymer
Souza

III – os direitos pessoais de caráter Bens Fungíveis X Infungíveis


patrimonial e respectivas ações. A fungibilidade é a característica que diz se
Logo podemos classificar o bem móvel da o bem pode ou não ser substituído por
seguinte forma: outro, assim temos no CC que:
 Por natureza (essência) Ex: Cavalo Art. 85. São fungíveis os móveis
 Por antecipação: remoção por força que podem substituir-se por outros da
alheiam, há finalidade econômica Ex: fruto mesma espécie, qualidade e quantidade.
de uma árvore Podemos classificar quanto a
 Por Determinação Legal Ex: direito fungibilidade do bem da seguinte forma:
à sucessão aberta  Infungíveis: Não podem ser
Direito Civil – Bens Móveis vs Imóveis substituídos, pois são distintos dos demais.
Bens de construção Ex: Carro, imóveis
É necessário cuidado especial em relação  Fungíveis: Podem ser substituídos
aos bens de construção, pois a depender da por outros da mesma espécie, qualidade e
destinação eles poderão ser bens móveis quantidade. Ex: Dinheiro, alimento
ou imóveis. De forma esquematizada temos
que: Bens Consumíveis X Inconsumíveis
 Bem móvel (Art. 84): Materiais Temos que os bens consumíveis são
novos ou usados destinado em obra aqueles que exaurem no primeiro uso.
diversa, enquanto não forem empregados. Art. 86. São consumíveis os bens móveis
 Bem imóvel (Art. 81, II): Materiais cujo uso importa destruição imediata da
provisoriamente separados de um prédio, própria substância, sendo também
para nele se reempregarem.
Saymer
Souza

considerados tais os destinados à substância, diminuição considerável de


alienação. valor, ou prejuízo do uso a que se destinam.
Logo, temos que a classificação quanto à Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis
consuntibilidade: podem tornar-
 Consumíveis: uso importa na se indivisíveis por determinação da lei ou
destruição, ou no caso de venda Ex: por vontade das partes.
Dinheiro, alimentos Assim, quanto à divisibilidade podemos
 Inconsumíveis: É possível classificar os bens em:
reiterados usos. Ex: Carro, roupas;  Divisíveis: podem ser fracionados
Atente-se que um livro, por exemplo, pode sem prejuízos Ex: Jogo de caneta, pois
ser tanto consumível quanto inconsumível a cada caneta continuaria com seu valor
depender da finalidade. Para uma livraria, inalterado.
ao vendê-lo, o livro é consumível; porém  Indivisíveis: Não podem ser
para quem compra, o bem é inconsumível, fracionados
afinal permitirá várias leituras. Por natureza: Ex: Diamante
Bens Divisíveis X Indivisíveis Por determinação legal: Apesar da
A divisibilidade diz respeito à possibilidade possibilidade de fracionar, a lei não permite.
de fracionamento do bem sem alteração na Ex: Herança antes da partilha.
sua substância, diminuição do valor ou Por vontade das partes: Apesar da
prejuízo do uso. possibilidade de fracionar, o contrato não
Art. 87. Bens divisíveis são os que permite. Ex: Entrega de mercadoria
se podem fracionar sem alteração na sua acordada em sua totalidade.
Saymer
Souza

Bens Singulares X Coletivos  Coletivos: pluralidade de bens que


Vejamos agora a classificação quanto à formam um todo.
individualidade. Iniciemos pelos bens Universalidade de Fato: pluralidade de
singulares: bens singulares que, pertinentes à mesma
Art. 89. São singulares os pessoa, tenham destinação unitária, ou
bens que, embora reunidos, seja, são ligados pela vontade humana.
se consideram de per si, Ex: biblioteca
independentemente dos demais. Universalidade de Direito: complexo de
Já os bens coletivos, podendo ser relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas
universalidade de fato ou de direito. de valor econômico, ou seja, são ligados
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pela norma. Ex: herança
pluralidade de bens singulares que, Dos Bens Reciprocamente Considerados
pertinentes à mesma pessoa, tenham Dissemos que os Bens Considerados em Si
destinação unitária. Mesmos independiam da relação com outro
Art. 91. Constitui universalidade de bem, não podemos dizer o mesmo dos
direito o complexo de relações jurídicas, de Bens Reciprocamente Considerados, pois
uma pessoa, dotadas de valor econômico. esses são considerados uns em relação aos
De forma esquematiza, temos que: outros.
Bens quanto à individualidade Assim, temos o bem principal que existe
 Singulares: embora possam ser por si e o bem acessório que depende da
reunidos, são considerados de forma existência do principal. Ex: O fruto
individual. Ex: Livro (acessório) em relação à árvore (principal).
Saymer
Souza

Art. 92. Principal é o bem que existe Os bens públicos, conforme o artigo 98, são
sobre si, abstrata ou os bens do domínio nacional pertencentes
concretamente; acessório, aquele às pessoas jurídicas de direito público
cuja existência supõe a do principal. interno, sendo todos os demais bens
Ainda existem subclassificações dos particulares. Apesar da literalidade,
bens acessórios, nesse sentido o devemos entender que existem exceções,
Professor Paulo Sousa nos apresenta: como por exemplo, os bens pertencentes à
Subclassificações dos bens acessórios pessoa jurídica de direito privado que esteja
Direito Civil – Bens no Código Civil afetado à prestação de serviços públicos,
Benfeitorias esse são considerados também como bens
Falando especificamente sobre as públicos (Enunciado 287 da IV Jornada de
benfeitorias, elas podem ser de três tipos: Direito Civil do CJF).
 Necessárias: têm por fim conservar Os bens públicos possuem
o bem ou evitar que se deteriore algumas características ímpares se
 Úteis: aumentam ou facilitam o uso comparado aos bens privados, tais como:
do bem  Inalienabilidade (Art. 100): Não
 Voluptuárias: mero embelezamento podem ser vendidos, exceto os bens
ou recreio dominicais (Art. 101).
Obs. Não se considera como benfeitoria  Impenhorabilidade: O bem público é
eventos naturais, pois não se originam pela impenhorável, afinal os créditos públicos
intervenção do proprietário, possuidor ou são satisfeitos por precatório (CF, Art. 100,
detentor (Art. 97). §6º)
Dos Bens Públicos
Saymer
Souza

 Imprescritibilidade (Art. 102): Os Ficamos por aqui, espero que tenham


bens públicos não estão sujeitos a gostado do artigo sobre a classificação dos
usucapião. bens no Código Civil.
Talvez a questão mais abordada sobre o Salientamos que o resumo não tem por
tema é a classificação dos bens públicos objetivo substituir as aulas que são muito
quanto à destinação, assim: mais aprofundadas, trazendo aspectos
 Uso comum (Art. 99, I): Uso comum jurisprudenciais, doutrinários, além de
de todos, sem beneficiar um grupo em resoluções de exercícios para a perfeita
específico. Ex: mar, ruas e praças e etc.* compreensão do assunto, logo não deixe de
 Uso especial (Art. 99, II): Bens conferir nossos cursos!
destinados à necessidade pública. Ex:
Edifícios ou terrenos destinados a serviço O Direito Civil dos Bens é o ramo do
da administração pública; Direito responsável por disciplinar as
 Dominicais (Art. 99, III): O relações jurídicas entre as pessoas e os
patrimônio não afetado, ou seja, patrimônio bens materiais ou imateriais. Ele
disponível. Ex: prédio desativado estabelece as regras sobre classificação,
*A mera cobrança de entrada em um posse, uso, fruição, disposição e
parque público, por exemplo, não proteção dos bens — conceitos essenciais
descaracteriza o bem como de uso comum, tanto para o dia a dia das relações privadas
conforme o artigo 103. quanto para transações patrimoniais
Considerações Finais complexas.
Neste artigo, você vai entender o que são
bens jurídicos, como são classificados,
Saymer
Souza

quais os principais direitos relacionados


à propriedade e posse, e como isso se Classificação dos bens: os principais
aplica na prática.
critérios
O Direito Civil dos Bens organiza os bens
O que são bens no Direito Civil? jurídicos de acordo com diversos critérios,
Segundo o Código Civil, bens são todas as que facilitam sua identificação e tratamento
coisas que podem ser objeto de direito. legal. Veja os principais:
Para o Direito, não importa apenas o valor
material, mas sim a utilidade jurídica do
bem: sua aptidão para integrar relações 1. Quanto à mobilidade
patrimoniais.
 Bens móveis: Podem ser
Art. 79, CC/2002 – São bens móveis os transportados (ex: veículos, móveis,
suscetíveis de movimento próprio, ou de dinheiro, ações).
remoção por força alheia, sem alteração da  Bens imóveis: Não podem ser
substância ou da destinação econômico- transportados sem destruição (ex:
social. terrenos, edifícios, árvores
enraizadas).
Art. 82, CC/2002 – São bens fungíveis os
móveis que podem ser substituídos por
outros da mesma espécie, qualidade e
quantidade.
Saymer
Souza

2. Quanto à fungibilidade 4. Quanto à existência

 Fungíveis: Podem ser substituídos  Bens corpóreos: Têm existência


por outros da mesma espécie (ex: física (ex: uma casa).
dinheiro, grãos).  Bens incorpóreos: São direitos ou
 Infungíveis: São insubstituíveis ou valores abstratos (ex: crédito, marca
únicos (ex: obras de arte, joias registrada).
personalizadas).
5. Quanto à destinação
3. Quanto à divisibilidade
 Bens públicos: Pertencem ao
 Divisíveis: Podem ser fracionados Estado e seguem regime jurídico
sem perda de valor (ex: lote de próprio (ex: ruas, escolas públicas).
mercadorias).  Bens particulares: Pertencem a
 Indivisíveis: Perdem valor ou pessoas físicas ou jurídicas privadas.
utilidade se divididos (ex: imóvel
único, obra de arte).
Posse e propriedade: conceitos centrais

no Direito dos Bens


Saymer
Souza

Posse Modos de aquisição e perda da


É a exteriorização do domínio: quem
exerce poderes de uso, gozo ou disposição, propriedade
ainda que não seja o dono jurídico.
Ex: o inquilino possui a posse direta; o Formas de aquisição:
proprietário tem a posse indireta.
 Compra e venda
 Doação
Propriedade  Herança
É o direito real pleno sobre o bem,  Usucapião
conferindo ao titular usar, gozar, dispor e  Acessão (ex: construção em terreno
reaver o bem de quem o detenha próprio)
injustamente.  Adjudicação judicial

Art. 1.228, CC/2002 – O proprietário tem a


faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, Formas de perda:
e o direito de reavê-la do poder de quem
injustamente a possua.  Alienação (venda, doação)
 Desapropriação
 Renúncia
 Perecimento (ex: destruição do bem)
 Sentença judicial
Saymer
Souza

arbitragem com segurança, celeridade e


Aplicações práticas: onde o Direito dos validade jurídica plena.

Bens impacta?
Conclusão
 Negócios imobiliários (compra e
venda, permuta, doação) O Direito Civil dos Bens é um dos pilares
 Gestão patrimonial e planejamento do ordenamento jurídico, essencial para a
sucessório segurança nas relações econômicas e
 Contratos de locação, comodato e familiares. Entender sua estrutura é
usufruto fundamental para proteger e gerir
 Inventários e partilhas patrimônios com segurança — e, em caso
 Arbitragem e mediação de conflito, recorrer a métodos extrajudiciais
patrimonial em disputas envolvendo como a arbitragem pode resolver disputas
copropriedade com rapidez e discrição.
 Garantias reais (hipoteca, penhor,
alienação fiduciária)

A Arbitralis – Câmara de Arbitragem atua


diretamente na resolução de conflitos
sobre posse, propriedade e divisão de
bens, oferecendo mediação e
Saymer
Souza
Saymer
Souza

Corpóreos X Incorpóreos

I. Bens materiais (Corpóreos):


Aqueles com existência física. Ex: casa
II. Bens intangíveis (Incorpóreos):
Aqueles sem existência física. Ex: patente
Superado essa introdução, vejamos como o
Código Civil classificou os bens.

O que são Bens Considerados em Si


Mesmos?
Ao foco, o Código Civil nos apresenta um
Quanto as Classificações dos Bens capítulo sobre os bens considerado em si
Vamos conversar, sobre alguns exemplo, mesmos, esses não dependem da relação
para transferência de um bem imóvel é com outros, pois há uma individualidade do
necessário, o quê? próprio bem, nesse sentido existem as
seguintes classificações no CC:
I. registro do título translativo no Registro de
Imóveis, I- Bens Imóveis X Móveis
II- Bens Fungíveis X Infungíveis
II. enquanto para um bem móvel considera- III- Bens Consumíveis X Inconsumíveis
se na tradição. IV- Bens Divisíveis X Indivisíveis
Saymer
Souza

V - Bens Singulares X Coletivos


I- Bens Imóveis X Móveis Da análise desses artigos podemos
Vamos a definição de bens imóveis. classificar o bem imóvel da seguinte forma:
Podemos dizer que são bens imóveis
aqueles que não podem ser transportados a. Por natureza (essência): Ex: Solo
sem ser destruídos ou danificados, também b. Por acessão: Por acréscimo
conhecidos como bens de raiz, assim o CC Natural: (1) Acréscimo sem a intervenção
nos diz que: humana Ex: ilha

Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo Artificial (industrial) (2): Ex: prédio
quanto se lhe incorporar natural ou
artificialmente. Por Determinação Legal Ex: direito à
sucessão aberta
Também temos bens imóveis por mera Em contrassenso ao bem imóvel, os bens
definição legal. móveis são aqueles que podem ser
transportados sem que haja alteração
Art. 80. Consideram-se imóveis para os substancial.
efeitos legais:
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de
I – os direitos reais sobre imóveis e as movimento próprio, ou de remoção por força
ações que os asseguram; alheia, sem alteração da substância ou da
destinação econômico-social.
II – o direito à sucessão aberta.
Saymer
Souza

Assim como os imóveis, existem bens Por Determinação Legal Ex: direito à
móveis por mera definição legal. sucessão aberta
Direito Civil – Bens Móveis vs Imóveis
Art. 83. Consideram-se móveis para os
efeitos legais:
Bens de construção
I – as energias que tenham valor É necessário cuidado especial em relação
econômico; aos bens de construção, pois a depender da
destinação eles poderão ser bens móveis
II – os direitos reais sobre objetos móveis e ou imóveis. De forma esquematizada temos
as ações correspondentes; que:

III – os direitos pessoais de caráter Bem móvel (Art. 84): Materiais novos ou
patrimonial e respectivas ações. usados destinado em obra diversa,
enquanto não forem empregados.
Logo podemos classificar o bem móvel da Bem imóvel (Art. 81, II): Materiais
seguinte forma: provisoriamente separados de um prédio,
para nele se reempregarem.
Por natureza (essência) Ex: Cavalo Bens Fungíveis X Infungíveis
Por antecipação: remoção por força A fungibilidade é a característica que diz se
alheiam, há finalidade econômica Ex: fruto o bem pode ou não ser substituído por
de uma árvore outro, assim temos no CC que:
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Souza

Art. 85. São fungíveis os móveis que podem Logo, temos que a classificação quanto à
substituir-se por outros da mesma espécie, consuntibilidade:
qualidade e quantidade.
Consumíveis: uso importa na destruição, ou
Podemos classificar quanto a fungibilidade no caso de venda Ex: Dinheiro, alimentos
do bem da seguinte forma: Inconsumíveis: É possível reiterados usos.
Ex: Carro, roupas;
Infungíveis: Não podem ser substituídos, Atente-se que um livro, por exemplo, pode
pois são distintos dos demais. Ex: Carro, ser tanto consumível quanto inconsumível a
imóveis depender da finalidade. Para uma livraria,
Fungíveis: Podem ser substituídos por ao vendê-lo, o livro é consumível; porém
outros da mesma espécie, qualidade e para quem compra, o bem é inconsumível,
quantidade. Ex: Dinheiro, alimento afinal permitirá várias leituras.
Bens Consumíveis X Inconsumíveis
Temos que os bens consumíveis são Bens Divisíveis X Indivisíveis
aqueles que exaurem no primeiro uso. A divisibilidade diz respeito à possibilidade
de fracionamento do bem sem alteração na
Art. 86. São consumíveis os bens móveis sua substância, diminuição do valor ou
cujo uso importa destruição imediata da prejuízo do uso.
própria substância, sendo também
considerados tais os destinados à Art. 87. Bens divisíveis são os que se
alienação. podem fracionar sem alteração na sua
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Souza

substância, diminuição considerável de Por determinação legal: Apesar da


valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. possibilidade de fracionar, a lei não permite.
Ex: Herança antes da partilha.
Está com dúvidas sobre seus direitos
Receba orientações iniciais e entenda o que Por vontade das partes: Apesar da
fazer no seu caso. possibilidade de fracionar, o contrato não
Solicitar orientação permite. Ex: Entrega de mercadoria
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis acordada em sua totalidade.
podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das Bens Singulares X Coletivos
partes. Vejamos agora a classificação quanto à
individualidade. Iniciemos pelos bens
Assim, quanto à divisibilidade podemos singulares:
classificar os bens em:
Art. 89. São singulares os bens que,
Divisíveis: podem ser fracionados sem embora reunidos, se consideram de per si,
prejuízos Ex: Jogo de caneta, pois cada independentemente dos demais.
caneta continuaria com seu valor inalterado.
Indivisíveis: Não podem ser fracionados Já os bens coletivos, podendo ser
Por natureza: Ex: Diamante universalidade de fato ou de direito.

Art. 90. Constitui universalidade de fato a


pluralidade de bens singulares que,
Saymer
Souza

pertinentes à mesma pessoa, tenham Universalidade de Direito: complexo de


destinação unitária. relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas
de valor econômico, ou seja, são ligados
Art. 91. Constitui universalidade de direito o pela norma. Ex: herança
complexo de relações jurídicas, de uma
pessoa, dotadas de valor econômico. Dos Bens Reciprocamente Considerados
Dissemos que os Bens Considerados em Si
De forma esquematiza, temos que: Mesmos independiam da relação com outro
bem, não podemos dizer o mesmo dos
Bens quanto à individualidade Bens Reciprocamente Considerados, pois
esses são considerados uns em relação aos
Singulares: embora possam ser reunidos, outros.
são considerados de forma individual. Ex:
Livro Assim, temos o bem principal que existe por
Coletivos: pluralidade de bens que formam si e o bem acessório que depende da
um todo. existência do principal. Ex: O fruto
Universalidade de Fato: pluralidade de bens (acessório) em relação à árvore (principal).
singulares que, pertinentes à mesma
pessoa, tenham destinação unitária, ou Art. 92. Principal é o bem que existe sobre
seja, são ligados pela vontade humana. Ex: si, abstrata ou concretamente; acessório,
biblioteca aquele cuja existência supõe a do principal.
Saymer
Souza

Ainda existem subclassificações dos bens


acessórios, nesse sentido o Professor Paulo Dos Bens Públicos
Sousa nos apresenta: Os bens públicos, conforme o artigo 98, são
os bens do domínio nacional pertencentes
às pessoas jurídicas de direito público
interno, sendo todos os demais bens
Subclassificações dos bens acessórios particulares. Apesar da literalidade,
devemos entender que existem exceções,
Direito Civil – Bens no Código Civil como por exemplo, os bens pertencentes à
pessoa jurídica de direito privado que esteja
Benfeitorias afetado à prestação de serviços públicos,
Falando especificamente sobre as esse são considerados também como bens
benfeitorias, elas podem ser de três tipos: públicos (Enunciado 287 da IV Jornada de
Direito Civil do CJF).
Necessárias: têm por fim conservar o bem
ou evitar que se deteriore Os bens públicos possuem algumas
Úteis: aumentam ou facilitam o uso do bem características ímpares se comparado aos
Voluptuárias: mero embelezamento ou bens privados, tais como:
recreio
Obs. Não se considera como benfeitoria Inalienabilidade (Art. 100): Não podem ser
eventos naturais, pois não se originam pela vendidos, exceto os bens dominicais (Art.
intervenção do proprietário, possuidor ou 101).
detentor (Art. 97).
Saymer
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Impenhorabilidade: O bem público é descaracteriza o bem como de uso comum,


impenhorável, afinal os créditos públicos conforme o artigo 103.
são satisfeitos por precatório (CF, Art. 100,
§ 6º)
Imprescritibilidade (Art. 102): Os bens
públicos não estão sujeitos a usucapião.
Talvez a questão mais abordada sobre o
tema é a classificação dos bens públicos
quanto à destinação, assim:

Uso comum (Art. 99, I): Uso comum de


todos, sem beneficiar um grupo em
específico. Ex: mar, ruas e praças e etc.*
Uso especial (Art. 99, II): Bens destinados à
necessidade pública. Ex: Edifícios ou
terrenos destinados a serviço da
administração pública;
Dominicais (Art. 99, III): O patrimônio não
afetado, ou seja, patrimônio disponível. Ex:
prédio desativado
*A mera cobrança de entrada em um
parque público, por exemplo, não

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