APARELHO PSÍQUICO

Funcionamento Psíquico: Compõe três parte: 1-ECONÔMICO • Quantidade de energia que alimenta o aparelho psíquico. Econômico (existe uma quantidade de energia que “alimenta” os processos psíquicos),

• 2-O TÓPICO(o aparelho psíquico é constituído de um número de sistemas que são diferenciados quanto a sua natureza e modo de funcionamento, o que permite considerá-lo como “lugar” psíquico) Freud: distinguiu três níveis de consciência, em sua inicial divisão topográfica da mente:

São eles:

Primeira tópica (divisão topográfica da mente) • Inconsciente: (parte filogenética (inconsciente coletivo) o filogenético) SE CONSTRÓI NO DESEJO, no contato com o do desejo do outro).energia psíquica que se encontra livre das exigências da realidade do tempo da ordem (atemporal, amoral). • • Pré-consciente: PODE SER EVOCADO. Relaciona-se aos conteúdos que podem facilmente chegar a consciência; ou seja, é aquele aspecto que não se acha dentro do conhecimento consciente, mas poderia ser trazido com um gasto mínimo de energia; é a parte que se encontra latente no inconsciente e que poderá se tornar consciente. • • Consciente: Diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento; ou seja, tem a função de recepcionar as informações. Este sistema cuida dos processos do pensamento, do juízo, assim como, é o aspecto da função mental que, no momento da observação, se acha dentro do conhecimento corrente do indivíduo.

Segunda tópica

dos limites e da autoridade. Princípio da realidade. Preocupa-se apenas com a satisfação imediata dos instintos. regem o funcionamento mental. na medida em que altera o princípio do prazer para buscar satisfação considerando as condições objetivas da realidade. . a partir da internalização das proibições. é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id. Um pensamento ou uma lembrança. básica e central do ser humano. DA ORDEM DOS INSTINTOS.Id . Forma par com o princípio de prazer. atua independente de regras. O conteúdo do superego referese a exigências sociais e culturais. rege o funcionamento psíquico. Regido pela lei externa DA ORDEM DO SOCIAL. eles incluem configurações mentais que nunca se tornaram conscientes. que se acha presente no nascimento e está presente na constituição. O Id seria o reservatório de energia de toda a personalidade. O Id pode ser associado a um cavalo cuja força é total.reservatório de toda energia do organismo ao nascer instinto e id é uma coisa só. As funções básicas do ego são: percepção. que. sem que um anule o outro. e. Serve de intermédio entre o mundo externo e interno. . será capaz de influenciar toda vida mental de uma pessoa Ego parte consciente parte inconsciente. acima de tudo os instintos que se originam da organização somática e encontram expressão psíquica sob formas que nos são desconhecidas O Id é a estrutura da personalidade original. mas que depende do cavaleiro para usar de modo adequado essa força. havendo assim. na medida em que se consegue impor-se como princípio regulador. pensamentos. inimigo do id. Neste sentido. assim como o material que foi considerado inaceitável pela consciência. É um regulador. As leis lógicas do pensamento não se aplicam ao Id. o mediador entre o ego e o superego. • Id: Princípio do prazer. segundo Freud. as exigências da realidade e as “ordens” do superego. É regido pelo princípio da realidade. a busca do prazer pode ser substituída pelo evitamento do desprazer. O bebê é puro Id. Ego é uma parte do ID desenvolvida. Regido pelo princípio do prazer . impulsos contrários lado a lado. • Origina-se do complexo de Édipo. Regido pelo princípio da realidade DA ORDEM DO EU. modifica-o. O Id contém tudo o que é herdado. mas faz desvios e adia o seu resultado em função das condições impostas pelo mundo exterior) Superego parte consciente parte inconsciente. os ideais são funções do superego. ou sem que um diminua o outro. mas localizado na área do Id. exposta tanto às exigências somáticas do corpo às exigências do ego e do superego.. (Princípio de realidade. Os conteúdos do Id são quase todos inconscientes. a procura da satisfação já não se efetua pelos caminhos mais curtos. Procura “dar conta” dos interesses da pessoa. memória.um dos dois princípios que. A moral. • Ego: Sua função é de mediador. com o princípio do prazer. excluído da consciência. sentimentos. primitivo. Porção inata dos instintos.

permanentemente. Pulsão de morte Tanatos.• ego e. Freud. que entram em conflito. também. o que demonstra uma interdependência entre esses três sistemas. posteriormente. O id refere-se ao inconsciente. • Podem ser três: (no interior do psiquismo existem forças que entram em conflito e estão. • É importante considerar que estes sistemas não existem enquanto uma estrutura em si. AÇÃO. *Instinto ( filogenético ) biológico herdado. estímulos-sinais específicos. (É o propulsor do funcionamento psíquico). mas são sempre habitados pelo conjunto de experiências pessoais e particulares de cada um. retirando a idéia de sistemas separados. ativas. A origem dessas forças é a pulsão). E compreender os processos e fenômenos psíquicos é considerar os três pontos de vista simultaneamente. que nos leva em direção a algo através das infinitas possibilidades de se representar o desejo. • • • Pulsão Pulsão de vida Eros. sendo o fator propulsor do funcionamento do aparelho psíquico. etc). que se constitui como sujeito em sua relação com o outro e em determinadas circunstâncias sociais. aspectos ou “partes” inconscientes. mas o ego e o superego têm . a pulsão é um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático. *Pulsão (ontogenético)fica situado entra a fronteira do biológico e do psíquico. DO SOCIA. próprio de uma espécie animal. o superego são diferenciações do id. . que pouco varia e que se desenrola segundo uma seqüência temporal pouco suscetível de alterações e que parece corresponder a uma finalidade (mecanismos inatos de desencadeamento. 3-DINÂMICO • força que interagem. O instinto refere-se a um esquema de comportamento herdado. A PULSÃO nos remete a idéia de IMPULSO.

como por exemplo: a capacidade natural de lidar com necessidades fisiológicas. A actividade de nutrição fornece as significações selectivas palas quais as exprime e se organiza a relação do objeto: por exemplo. São caracterizados por uma tendência à destruição. sentindo-se aconchegado. 99-100).Para ilustrar o que estamos querendo dizer. . a alegria. ao ciúme. a liberdade. 1986. vamos tomar como exemplo a primeira atividade da criança com a alimentação e sua relação com a mãe. a relação do amor com a mãe será marcada pelas significações seguintes comer e ser comido. irão comprometer o seu desenvolvimento e a maturidade de alguns aspectos específicos. (PONTI. São caracterizados pela impaciência. a falta. Ao ser alimentado e nutrido satisfaz a fome mas ao mesmo tempo vive uma experiência de contato físico e emocional com a mãe. FASE ORAL . pp. segundo Freud. por relações ásperas. um espírito aberto a novas idéias. A primeira fase que Freud se refere é a fase oral em síntese: “Primeira fase da evolução libidinal: o prazer sexual está então ligado de forma predominante à excitação da cavidade bucal e dos lábios que acompanha a alimentação. do cheiro e das várias impressões e sensações que estão simultaneamente ocorrendo. uma tendência a inquietação e à pressa. à hostilidade. um espírito conservador ( no sentido amplo do termo). essa experiência de satisfação. Tipos orais vinculados à fase secundária:. embora apoiada inicialmente nas necessidades biológicas. maturidade psicomotora e as percepções e separação do eu com relação ao meio e a outro indivíduo. ultrapassa-a pois vai além da vivência do bebê de apenas saciar a sua fome e se estende às qualidades psíquicas prazerosas que vivencia no contato com a mãe. ao passar por essa fase com segurança e estímulos adequados.1988 pp. sendo o fator propulsor do funcionamento do aparelho psíquico. por um caráter acerbo. O bebe sente fome que se expressa como dor e desconforto e precisa que a mãe perceba seu estado e traga o alimento. a pulsão é um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático. 241-246) Tipos orais vinculados à fase primária:. Portanto. Nesse sentido. Caso contrário. desta fase que irão perdurar nas fases posteriores e no seu comportamento na vida adulta. a criança irá em busca dos seus primeiros passos para independência. assim como excesso. à inveja. através do calor. Assim. A sociabilidade.” (PONTALIS.

com dificuldade de interação com o meio ou dependência e insegurança quanto a sua capacidade de produção. É esse elogio que permite a criança adquirir o controle dos ... é a mais reprimida. Ponti (1988) afirma: que as características dessa fase são mais convincentes porque são mais visíveis. Nas reflexões sobre a teoria de Freud. teimosia) com erotismo anal da criança. porém com déficit de interação interpessoal e de percepção do indivíduo enquanto aluno dotado de características que lhe são próprias.. um adulto dependente manterá a relação de dependência do aluno. duvidando de sua personalidade e de sua capacidade. Freud pôs em evidência. por menor que seja.234).A personalidade do educador e motivações inconscientes e problemáticas Isso poderá decorrer num comportamento autista. FASE ANAL A segunda fase do desenvolvimento de acordo com Freud: "Fase anal sádica: Segunda fase da evolução libidinal. é caracterizada por uma organização da libido sob o primado da zona erógena anal. que o educador com características autistas. [. ligam-se à atividade de defecação valores simbólicos de dom e de recusa.[.] Freud relaciona já os traços de caracter que persiste no adulto ( a tríade : ordem. O controle da excreção visa a dois objetivos: reprimir na criança a tendência à cropofilia. 1986. parcimônia.] Na fase anal. a equivalência simbólica feses=prenda=dinheiro. Infere-se diante dos estudos de Freud. Tem sua origem na experiência da criança ao longo da educação para o asseio. será capaz de dar sua aula com profundo conhecimento teórico da matéria. à sujeira. criando vínculos que nutrem sua própria carência (do educador) impedindo assim a evolução e individuação daquele. p. desconsiderando comprometimentos em nível patológico. nesta perspectiva.. Psicologicamente essa educação significa que a criança sacrifica-se. A relação do objeto está impregnada de significações ligadas à função de defecação (expulsão –retenção) e ao valor simbólico das fases. LAPLANCHE. e regularizar os momentos de excreção. que podemos situar aproximadamente entre os dois e os quatro anos. O educador deprimido ficará exageradamente triste com cada fracasso pedagógico. Vemos aqui afirmar-se o sado-masoquismo em relação com o desenvolvimento muscular. pelo do elogio dos pais. troca O prazer narcísico . ( PONTALIS. Por outro lado. segundo Freud(1905).

Recusam qualquer solicitação. DUm componente sado masoquista inconsciente de torturar ou ser torturado. Ocupam-se de seu dinheiro de modo minucioso. sua roupa exterior e impecável. Ponti identifica quatro traços de caráter anal distinguidos no indivíduo com fixação nesta fase: AVontade de poder: O sujeito anal só considera bem feito o que ele faz. Poupar. é obstinado. Então o pedagogo torturará as crianças ou será vítima de torturas infantis. O mesmo furta-se às solicitações de fora. ou dão em pequenas somas o que se pede. às regras que se impuseram. porém é sensível a sua autonomia. mas não sabem tirar proveito dele. porém sua roupa íntima pode apresentar-se suja cuidando só com o exterior. e um descontente.seus esfíncteres É por amor ao outro que ela faz esse sacrifício. Resultando disso para a criança e o adultos nos quais essa fase está fixada. A recusa da excreção representaria o esboço do caráter anal. É freqüentemente ciumento. numa diminuição do rendimento das relações interpessoais. Entre esses há os que esquecem suas dívidas e os que fazem questão de pagar até os centavos. são fiéis às decisões formadas por eles mesmos. é a mesma coisa que se conter. Essa tendência tem relação com o retardamento da excreção e constipação intestinal. nos dois casos trata-se de uma necessidade exagerada de não ser dependente ou demonstrar dependência. O sujeito anal critica e controla os outros. perseverante. embora essa seja mais aparente que real como por exemplo. ordem. . a relação do sujeito com o dinheiro é complicada e apresentando mesquinharias. busca a limpeza de modo obsessivo. CTendência a só agir no último momento: o indivíduo age diferente da regra ou norma comum a todos. BO educador obsessivo introduz um padrão exagerado de exatidão e obsessão no trabalho e espera o mesmo de seus alunos. Eles resistem a toda intrusão dos outros. EInteresse por dinheiro: Os sujeitos distingem-se pela avareza. D. assim como são e detalhista. e considera o terceiro como intruso.gosto meticuloso por limpeza. ou atendem em pequenas quantidades o se pede. pureza e gastos: O indivíduo com essa característica. São afogados em si mesmo. resistem as interferências vindas de fora.com tudo e com todos que o cercam. para aqueles. persegue a ação até o fim.

. e pela falta de limpeza. por exemplo. 1988 pp. com maior ou menor êxito. é sexualizada. apresenta-se de modo inverso: amor pelo progenitor do mesmo sexo e ódio ciumento pelo progenitor do sexo oposto. Complexo de Édipo desempenha papel fundamental na estruturação da personalidade e na orientação do desejo humano. São indivíduos sufocados em si mesmos. um caráter anal. . Segundo Freud. são preocupações excessivas utilizadas de forma defensiva e como forma de controlar ou aliviar suas próprias angústias não conseguindo livrar-se desses rituais.(PONTI. num tipo especial de escolha do objeto. que é o personagem do sexo oposto”. Há uma relação com o outro e com características sexuais do outro. mas voltada para um aparelho corporal que não é o aparelho genital. Na realidade. Ainda conforme Freud na segunda zona erógena a criança pode obter satisfação ao se exibir diante dos pais. Temos ainda crianças que fixam-se nessa fase e sua concentração excessiva com os detalhes tiram-lhes a concentração necessária a atividade que precisam realizar O COMPLEXO DE ËDIPO E A FASE FÁLICA “Conjunto organizado de desejos amorosos e hostis que a criança sente em relação aos pais sob a forma dita positiva. resistentes à solicitação dos outros e a última palavra é sempre a sua. Na realidade. horror pelas funções do corpo. Ainda não está aqui presente a sexualidade no sentido adulto. podendo afetar as relações com o outro e sua percepção do mundo. São rituais os quais não consegue livrar-se. prendendo as fezes como forma de desafio Este ato de reter pode tornar se uma fixação. 105. cerceando sua criatividade. 106). fica controlando o aluno ou os passos que orientou. Se a passagem por esta fase não for tratada com cuidado. É revivido na puberdade e é superado. ou ainda compete com o ele para provar que o professor sempre está certo. a sexualidade não é aqui descrita no sentido restrito da palavra. ou o educador que depois de citar todos os passos de uma determinada atividade. essas duas formas se encontram em graus diversos na chamada forma completa do Complexo de Édipo. apresenta-se como na história de Édipo-Rei: desejo de morte do rival. se os pais reprovarem inadequadamente o interesse da criança pelas fezes pode provocar-lhes fixações intensas ou obsessões com a sujeira. o seu declínio marca a entrada no período de latência. O traço que define esta fase é “vontade pelo poder” (controle). Como por exemplo. Sob a forma negativa. ““Não é legítimo dizer que Freud quis mostrar que a boca. o apogeu do Complexo de Édipo é vivido entre os três e cinco anos. ou seja.Nas fases pré-genitais (fase oral e anal) que acontece antes da puberdade. o caso do marido que recusa o dinheiro à sua mulher quando ela pede e depois lhe dá mais tarde. no sentido que a palavra pode ter no adulto” “. durante a fase fálica.

. Isso se dá aproximadamente aos sete anos. Já o ódio pelo pai. O pedagogo fálico histérico (exageradamente corajoso) começa o seu trabalho com o maior entusiasmo. pretendendo-lhe o lugar. do tipo: “Eu quero ser tão grande quanto ele e poder fazer tudo o que ele faz”. “A antropologia psicanalítica procura encontrar a estrutura triangular do Complexo de Édipo. que já se considera castrada e que vive uma “inveja do pênis”. aderindo ao pai e tomando-o como seu amigo e assim. ainda. afirmando a sua universalidade nas culturas mais diversas e não apenas naquelas em que predomina a família conjugal”. até que a coisa se define nos seguintes termos: “Amo minha mãe e odeio o meu pai.Para os psicanalistas ele é o principal eixo de referência da psicopatologia. baseado na constatação diária de que ele desfruta de certos privilégios. o menino atravessa a fase fálica. que começa aí pelos três anos (às vezes menos) e atinge o auge aí pelos cinco. que ama seu pai e odeia sua mãe. reagindo com mágoa ou agressão tornando-se autoritário. sendo que neste momento. enquanto que nela. evitar a castração. pois ele a toma para si”. O egocêntrico – narcisista (exageradamente relacionado com a própria pessoa) relacionará toda e qualquer ação do aluno consigo mesmo. vê quase todos os seus alunos positivamente. A menina. para. o que reforça-lhe a idéia de uma possível castração a ser perpetrada pelo pai. O término se dará com o menino. estabelece um conflito entre si. O processo se dá dentro do seguinte esquema: o menino começa a perceber que o amor pela mãe. neutralizando a agressão que tanto teme. seguindo-se a latência. vai resultar numa mudança de posição. sendo isso o chamado Complexo de Édipo positivo. mas tem esperanças exageradas e por isso facilmente ficará decepcionado com o primeiro insucesso. um amor identificante com o pai. um filho de seu pai e isso marcam a solução do seu complexo. para cada tipo patológico eles procuram determinar as formas particulares da sua posição e da sua solução. conseguindo com isso alguma coisa. pois como vimos no caso do menino é uma possível castração o grande problema. passando ela a desejar um filho. a coisa termina de maneira diferente. a renúncia a uma desejada condição fálica.

ONIPOTÊNCIA E AMBIVALÊNCIA. duelo da perda dos pais idealizado. com algumas caraterísticas próprias: perda: do corpo e da segurança infantil. DE SEIS MESES A UM ANO: FORMAÇÃO REATIVA. POR EXEMPLO. INTROJEÇÃO E IDEALIZAÇÃO. Anna Freud (1946) continuando os estudos de seu pai sistematiza a teoria dos mecanismos de defesa: 1. a dessexualização das relações de objetos e dos sentimentos (e. assim como se sente onipotente e desafia o perigo . o superego ameaçador e as fortes pressões que emanam da realidade externa.Projeção.Deslocamento.(morte). 3. 5. especialmente. 4.Regressão. deste ponto de vista. uma diminuição das atividades sexuais. QUANDO A LIBIDO É PARTE SUBLIMADA E PARTE É INIBIDA E TROCADA POR IMPULSO AFETIVO. realização.Represão. Existe o predomino da identidade grupal e superego grupal e a busca por ídolos. a predominância da ternura sobre os desejos sexuais). o indivíduo muda seu objeto de amor e vai em busca de sua independência. DE TRÊS A SEIS MESES: IDENTIFICAÇÃO E REPARAÇÃO.Formação Reativa. 7. e a visão do pai real. o bebê desenvolve os seguintes mecanismos e tendo esta seguinte conceituação segundo os psicanalistas: ATÉ OS TRÊS MESES DE IDADE: CISÃO. crises de raiva e insatisfação. as contradições entre o medo de crescer e o desejo de ser adulto. é afirmar que dependendo de como cada fase foi estruturada internamente. nesse momento existe o retorno da ação masturbatória.Anulação. 8.“FASE DE LATÊNCIA”: O período que vai do declínio da sexualidade infantil ( aos cinco ou seis anos ) até ao início da puberdade. corresponde a uma intensificação do recalcamento – que tem como efeito uma amnésia que cobre os primeiros anos -. Acontecem as primeiras experiências hétero e homossexuais. PROJEÇÃO. assim como busca do grupo de iguais.Racionalização. busca da identidade. como sendo processos psíquicos inconscientes que aliviam o ego do estado de tensão psíquica entre o id intruso. A SUBLIMAÇÃO É DE SUMA IMPORTÂNCIA AOS SETE ANOS. Segundo a teoria psicanalítica. ESTES SE INTENSIFICAM MAIS OU MENOS DE ACORDO CONFORME A NECESSIDADE DE CADA FASE QUE SE SEGUE. e que marca um intervalo na evolução da sexualidade. a uma transformação dos investimentos de objetos em identificação com os pais e a um desenvolvimento das sublimações." (PONTALIS. 1986. 6. o período de latência tem sua origem no declínio do complexo de Edipo. Comum a todos os estudiosos desta área. o aparecimento de sentimentos como o pudor ou a repugnância e de aspirações morais e estéticas. LAPLANCHE.Sublimação. conceituando Mecanismos de Defesa. autonomia. pessoal e maturidade. Dos doze e quinze anos se dá a adolescência. tem início a fase de rebeldia. p 123). Dentro de uma visão psicanalista. Nele se observa. NEGAÇÃO. elas irão interferir no relacionamento com o mundo . SUBLIMAÇÃO.Negação. PUBERDADE Na puberdade inicia-se uma crise de identidade. 9. 2.

meio sócio.cultural). Cada fase é enriquecida pela posterior. responsável pelos comportamentos que integram o homem no universo das relações psicossociais. no quadro as de teoria freudiana do inconsciente. como designando o modo de inscrição de certos conteúdos representativos ( experiência. Neles encontram-se os propósitos de modificar atitudes e valores. A fixação pode ser manifesta e atual ou constituir uma virtualidade predominantemente que abre ao indivíduo o caminho de uma regressão A noção de fixação é geralmente compreendida no quadro de uma concepção genética que implica uma progressão ordenada da libido ( fixação numa fase). ( ELIAS. Os educadores vêm reconhecendo a importância do vínculo. e verifica-se este interesse nos Parâmetros Curriculares Nacionais (lei 8384/96). é por intermédio do conhecimento da dinâmica estrutural do indivíduo (afetividade. Podemos considerá-la. É desejo de a escola atuar. Por outro lado. influenciando a percepção e compreensão da realidade de seu próprio destino. existem indivíduos que no desenvolvimento dessas etapas apresentam lacunas que interferem no desempenho cognitivo/afetivo/psíquico/social. Fixação: O fato de a libido se ligar fermente a pessoa ou imagens. ou como continua Elias: Egoísmo: Interesse que o ego tem por si mesmo. por exemplo) e quanto à fonte da excitação sexual ( diversidade de zonas erógenas). revelando sintomas de uma atitude de rejeição em face de outras pessoas e outros comportamentos suscetíveis. quanto ao alvo (sublimação. 1996 p. intelecto. fora de qualquer referência genética. desenvolver interesses e agir sobre os vínculos envolvidos em dimensão emocional. imagens. Libido: Energia postulada por Freud como substrato das transformações da pulsão sexual quanto ao objeto (deslocamento dos investimentos) . histórico familiar. . isto é.externo. que a escola pode também contribuir para a introdução de valores e de idéias que a justificam como instituição social. 93) Em outras palavras. de reproduzir determinado modo de satisfação e permanecer organizada segundo a estrutura característica de uma das suas fases evolutivas. de produzirem efeitos dramáticos na disposição de aprender”.econômico. fantasmas) que persistem no inconsciente de forma inalterada e a que a pulsão permanece ligada. às vezes. como afirma Elias: “Muitos alunos já chegam tatuados pela falta de afeição na família. Assim nenhuma etapa acaba sem que a anterior tenha sido estruturada sem lacunas.

No que tange ao fortalecimento do ego a eficiência desses mecanismos depende de quão exitosamente o ego alcance maior ou menor integração dessas forças mentais conflitantes. Os principais mecanismos de defesa: Mecanismo de defesa: Diversos tipos de operações em que se pode especificar a defesa. o superego ameaçador e as fortes pressões que emanam da realidade eterna. pressionandoos para o inconsciente. em que as mesmas se opõem e lutam entre si surge a ansiedade cuja a função é a de assinalar um perigo interno. Esses mecanismos entram em ação para possibilitar que o ego estabeleça soluções de compromisso ( para problemas que é incapaz de resolver) ao permitir que alguns componentes dos conteúdos mentais indesejáveis cheguem à consciência de forma disfarçada. o grau de elaboração do conflito defensivo. oposto ao impulso inconsciente temido. Projeção: Sentimentos próprios indesejáveis são atribuídos a outras pessoas. pois diferentes modalidades de formação de compromisso poderão ( ou não) vir a tornar-se sintomas psiconeuróticos.Mecanismos de defesa: Mecanismos de defesa são processos psíquicos inconscientes que aliviam o ego do estado de tensão psíquica entre o id intruso. apegando-se a modos arcaicos de funcionamento maior é a possibilidade de sucumbir a essas forças. Formação Reativa: Fixação de uma idéia. a etapa genética. Devido a esse jogo de forças presente na mente. etc. afeto ou desejo na consciência. Existe acordo em dizer que os mecanismos de defesa são utilizados pelo ego. mas mantém-se em aberto a questão teórica de saber se sua utilização pressupõe sempre a existência de um ego organizado que seja o seu suporte Repressão: Retirada de idéias. Os mecanismos predominantes são diferentes consoantes o tipo de afeição que se considere. Quanto mais o ego estiver bloqueado em seu desenvolvimento. afetos ou desejos perturbadores da consciência. por estar enredado em antigos conflitos ( fixações ). .

ANNA. Pode tratar-se de uma pessoa ou de um objeto parcial. motivo do comportamento por uma explicação razoável e segura. Retira do indivíduo não só a percepção necessária para lidar com os desafios esternos. Objeto: A noção de objeto é encarada em psicanálise sob três aspectos principais: A) enquanto correlativo a dada pulsão. porém assustador. Negação: Recusa consciente para perceber fatos perturbadores. . busca-se o cancelamento da experiência prévia e desagradável. devido aos conflitos que surgem em estágios posteriores do desenvolvimento. p.Regressão : Retorno a formas de gratificação de fases anteriores. RJ. Civilização Brasileira. Deslocamento: Redirecionamento de um impulso para um alvo substituto. ex. mas também a capacidade de valerse de estratégias de sobrevivência adequadas. amor que se tem pela imagem de si mesmo. Sublimação: Parte da energia investida nos impulsos sexuais é direcionada à consecução de realizações socialmente aceitáveis ( p. 50) PEQUENO GLOSSÁRIO Narcisismo: Em referência ao mito de Narciso. artísticas ou científicas) (FREUD. Racionalização: Substituição do verdadeiro. 1978. ele é aquilo em que e por que esta procura atingir seu alvo. isto é um certo tipo de satisfação. Anulação: Através de uma ação. O ego e Os Mecanismos de Defesas. de um objeto real ou de objeto fantasmático. Ed.

Não percebem que não é aí que o pensamento nasce. 1996 p 92). no seu conjunto. técnicos. etc. a relação em causa é então a da pessoa total. pulsão oral. ou da instância do ego. com um objeto visado também como totalidade( pessoa. educador e educando promovem o entrelaçamento entre o cognitivo o afetivo. Até uma pessoa pode identificar-se ou ser identificada com um objeto parcial.) : ( o adjetivo correspondente seria (“objectal”). O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. C) No sentido tradicional da filosofia e a da psicologia do conhecimento. independentemente dos desejos e das opiniões dos indivíduos ( o abjectivo correspondente seria “objectivo” Objeto parcial: Tipo de objetos visados pelas pulsões parciais. ideal. é aquilo que se oferece com características fixas e permanentes. reconhecíveis de direito pela universidade dos sujeitos. reais ou fantamadas ( seios. pulsão anal) e por exemplo. no espaço da sala de aula. pênis). entidade. mais computadores. . Termo “parcial” não significa só que as pulsões parciais são espécie que pertencem à classe da pulsão sexual na sua generalidade. pulsão de apossar-se). Cada um destes elementos se especifica por uma fonte (por exemplo. E a semente do pensamento é o sonho. enquanto correlativo do sujeito que percebe e conhece. Por isso os educadores. Pulsão parcial: Por esta expressão designa-se os elementos últimos a que chega a psicanálise na análise da sexualidade. deve ser sobretudo tomado num sentido genérico e estrutural: as pulsões parciais começam por funcionar independentemente a unir-se nas diversas organizações libidinais. seja tomada como objectodo amor. mais artefatos. Rubens Alves reforça a afirmação acima quando menciona: "os profissionais da educação pensam que o problema da educação se resolverá com a melhoria das oficinas: mais verbas. o social e o psicomotor “( ELIAS. “Ao se aproximarem para vivência de intercâmbio e construção de vínculos especiais.e dos seus equivalentes simbólicos. pulsão de ver. Trata-se principalmente de partes do corpo. sem que tal implique que uma pessoa.B) Enquanto correlativo do amor ( ou do ódio). fezes. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio.

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