y

ss ¸+. s·+ss ·.s.·.s+s .·.s· s s|·ss··.sss. .+·
.·s s +.·s ¡s ||.s +s ¡s. .|·s· sé|·. s.s s.s+·
¸s ss ¡s·.. ·.s·.·ss'
Isso se da porque, de fato, ocorreráa extinção da solidariedade em
relação a esse co-devedor. incidindo as regras dos mis. 277 e 282 do
CC-02 (arts. 906 e 912 do CC-16). játratados em tópico anterior' .
E para que não remanesçam dúvidas, figuremos, à guisa de arre-
mate, o seguinte exemplo: A, B e C são devedores solidários de D da
quantia de RS 300,00. D, por sua vez. perdoa a dívida de C. Nesse
caso, subsistiráa solidariedade em face dos demais devedores (A e B).
que estarão obrigados ao pagamento de RS 200. 00. uma vez que deve-
ráser abatida a quota-parte do devedor perdoado (RS 100.00).
9. Cf. o tópico 3. 4. 1. ("A Sol i dar i edade") e seus sublópicos do Capi t ul o VI
("Classificação Especial das Obr i gações") .
262
Capítulo X)
TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES
CESSÃO DE CRÉDITO, CESSÃO DI
DÉBITO (ASSUNÇÃO DE DÍVIDA
E CESSÃO DE CONTRATC
\+ss·· I. I nt r odução. 2. Cessão de crédito. 2. 1. Concei t o
espécies. 2.2. Institutos análogos. 2. 3. Exempl i fi cação e disciplina k
gal . 2.4. Not i fi cação do devedor e r esponsabi l i dade do cedent e.
Cessão de debi t o i as s unção de di vi dal . 4. Cessão de cont rai o. 4.1
Cessão do cont rai o de t rabal ho.
1. I NTRODUÇÃO
A obrigação, em geral, não éum vínculo pessoal imobilizado.
Poderá, pois, transíerir-se. ativa (crédito) ou passivamente (débi
to), segundo as normas estabelecidas na legislação vigente.
Essa ideia não. era comum entre os romanos, que não criaran
instrumentos jurídicos eficazes para a transferência do crédito ou d<
débito. Para conseguir isso, tinham de recorrer a uma manobra radi
cal : a novação (t ransformando em obri gação nova o conteúdo d;
ant i ga)' . Todavia, tal expedi ent e, além de pouco prático, não operav;
exat ament e uma t ransmi ssão obri gaci onal , visto que, consoante j ;
vimos, na novação, ext i ngue-se, e não simplesmente se transfere. ;
obrigação primitiva.
Trataremos, pois. de um fenómeno acidental, que se reveste dc
alta importância prática, mormente sob o prisma comercial.
1. Robert o de Ruggi ero, |+s.·.+·¸¯.s s. b··.·. (·.·| Campi nas: Booksel l er
1999, v. 3. p. 225.
263
A transferência de créditos, a assunção de dívidas, enfim, a circu-
lação de títulos em geral, apontam para a importância do tema, que
estáintimamente ligado às relações negociais.
Afinal, a transmissibilidade das obrigações, em grande parte, faz
girar as engrenagens económicas do mundo.
Com apurada precisão, realçando a importância do tema, ANTU-
NES VARELA observa que: 's.ss +s ¡sís.s .s +ss .s·/·.s¸s
s+.ó+ss s s··.·. .s.·.·s| ss |.·s .·.·s .+.·++ss s .·s.s· s
ss.é··s .s ¡·s+s. s.s.+.|.·s.+. s·+s| ss ss++..+¸s s s.+ ·+·
.+..s.s..| ·+..·.ss. ¡·s.·. | s|·ss ss|·s ¸+. ss /·sss .|sss·.ss
ss .·s+ss·sss sss |··¡s¸¯.s ·.¡+|ssss +s |.· .·.·| ss .ss|és
+sssss ¡.|s .s.·.·s+..s .s| .s .s .+.·s¡s·.·ss é.sss .., ss·s
/·.¸+.+.. ·..+·s +s .+.·s.s¸s .·.·| sss /·sss s. .·s+ss·sss
+ s. .+s.·.+·¸s s. .·és·.s .·¡·.ss.+.. .s.·.·s·s .s .+ss·
s + s .s·sss s. .|.¸+.s . |..·ss'·
Nessa ordem de ideias, serão analisadas, no decorrer deste capi-
tulo, três modalidades de transmissão:
a) a cessão de crédito:
b) a cessão de débito;
c) a cessão de contraio.
0 Código Civil de 1916. talvez pela época em que fora redigido' ,
período marcado pela pri mari edade da economia e. pri nci pal ment e,
pelos fones resquícios de uma sociedade escravocrata e politicamente
conservadora, não tratou satisfatoriamente da matéria.
Em verdade, cuidou, apenas, de dispensar um título próprio para
a ..sss s. .·és·. (arts. 1.065 e s.). sem que houvesse disciplinado a
cessão de débito e a cessão de contrato.
O Código Civil de 2002, mel horando a disciplina, criou um título
próprio ("Da Transmissão das Obrigações
-
' ), onde tratou da ..sss s.
.·és·. e também da ..sss s. sé|·. sss++¸s s. sí.·ss) dei xando
de fora da incidência de suas normas, todavia, a cessão de contrato,
que merecia tratamento específico.
2. João de Mat t os Varel a. bss 0|··¡s¸¯.s .s 0.·s| 7. ed.. Coi mbr a: Al medi -
na. 1997, v. 2. p. 287.
3. Final do século XI X, mais pr eci sament e. 1899 (sobre a história da codi fi ca-
ção e a const i t uci onal i zação do di rei t o ci vi l . cf. o nosso vol ume 1. Parte Geral , Ca-
pítulo II).
264
Vejamos, cada uma delas, a seguir.
2. CESSÃO DE CRÉDITO
2.1. Conceit o e espécies
A cessão de crédito consiste em +s +.¡ó.· ¡+·ís·. ¡· s.· s
¸+s| .·.s· ..s.+..) .·s+ss·.. ..s| + ¡s·.·s|s.+.. s.+ .·és·.
s +s ..·..·· ..ss·+s··) ss+..+s·s. s ·.|s¸s |··¡s.·+s| ¡···
s·.·.s .s s.ss s...s· ..s·s)
Em geral, énegócio jurídico oneroso, pactuado com propósito
lucrativo, embora nada obste a transmissão gratuita do crédito.
Essa forma negocial de cessão é. sem dúvida, a mais importante,
e a que mais de peno nos interessa. Todavia, a doutrina reconhece a
existência da ..sss ¡+s·.·s| realizada por meio de uma decisão do
juiz (a exemplo da decisão que atribui ao herdeiro ou legatário um
crédito do falecido), e da ..sss |.¡s| operada por força de lei (como
a cessão dos acessórios da dívida — garantias, juros, cláusula penal
— determinada pelo art. 2X7 do CC-02 e an. 1.066 do CC-16)
4
.
Vale destacar que é desnecessário o consentimento prévio do de-
vedor para que ocorra a cessão, ou seja, o sujeito passivo não tem o
direito de impedir a transmissão do crédito, muito embora s s+s +.··
/·.s¸s s.¡s .s·¡·ss ¡s·s ¸+. · +.¡ó.· ¡·s+,s s ./.·.s s.s.¡sss
conforme a seguir serádemonstrado.
2.2. Inst it ut osanálogos
Diferentemente do que se dácom a novação, a obrigação não é
extinta, operando-se, apenas, a transmissão da qualidade "creditória a
um terceiro, inexistindo, portanto, da mesma forma, o s+·s+s +.s+s·
necessário para caracterização desse instituto análogo. .
Não há que ser confundida, também, com a sub-rogação legal, uma
vez que s+|··¡ss +s ¡s.·s .s.·..· s s··.·.s . s¸¯.s s .·.·
s· s|és ss |·s·..s s s.s.s||s Tal restrição não éimposta à
cessão de crédito. Se a sub-rogação, todavia, for convencional, o tra-
I i
4. Sem equi val ent e no CC de 2002. a exi st ênci a da cessão judicial e legal era
admi t i da pelo art. 1.068 do CC de 1916 '1·. |º´· 1 s·s¡s·¸s s s·.·¡ s+..·
..s.+.. ¡s·.. ¡··s.··s +s s. s¡|·.s ò.·s+s/.·.+.·s s. .·és·.s ¡.·sss ¡· |.·
+ s.+..+¸s')
265
tíimento dado pela lei éo mesmo da cessão de crédito (art. 348 do
CC-02 e art. 987 do CC-16).
Ainda na diferenciação da cessão de crédito para a sub-rogação
legal, é possível esquematizar:
a) enquanto uma éa cessão particular nos direitos do credor, origi-
nada de uma declaração de vontade, a outra se assenta no pagamento
do crédito original:
b) cessão de crédito pode se dar a título gratuito, o que não ocor-
re com a sub-rogação;
c) na cessão de crédito, conserva-se o vínculo obrigacional, en-
quanto a sub-rogação pressupõe o seu cumprimento por parte de um
terceiro, direta ou indiretamente.
2.3. Exemplificação e di sci pl i na legal
Exemplo de cessão de crédito, de natureza onerosa, é apresentado
por ANTUNES VARELA, valendo ser transcrito, em virtude de sua
clareza: '1 .s¡·.s.+ ´ººº .+.s | ¡.| ¡·s, s. .·.s s+s ..+·
s s sí.·ss s·s s/·s+¸sss ¡· ( |sssss +s s+ s+.+s+.. ..s
·/·.s¡.·ssss.+.. +...ss·sss. s. s·+|.·· (s +s ¡s. s·+ss .s··
·· s ·.s.·.+·¸s ss ¸+s+.·s s+.+sss ..+s. .·.s·. ¡· -iºº .+.s
s b ¸+. +s |.s·.s .s ss¸+···· ¡.|s .+/·s+¸s ¸+. s.¡s·.s +s
s|.s|·|·sss. s /·ss·''
Se A não tivesse "vendi do" (leia-se: cedido onerosament e), mas
apenas transmitido o crédito, sem exigir cont raprest ação al guma, a
cessão seria considerada gratuita.
Note-se. por outro lado. que o título da obrigação — no exempl o
dado. o contrato de mútuo — poderia proibir a cessão do crédito.
Isso se dáporque as normas disciplinadoras da cessão são essen-
cialmente dispositivas, podendo ser afastadas pela vontade das partes,
sem que houvesse violação a princípio de ordem pública.
Todavia, essa cláusula proibitiva ¡s.. s. ++ ..s.+s) sópo-
deráser oposta ao terceiro de boa féa quem se transmitiu o crédito
(cessionário), se constar expressamente do instrumento da obrigação.
Por óbvio, se o contrato era silente a respeito, presume-se que a ces-
são seria possível.
5. João de Mai t os Varel a, ob. cit.. p. 294.
266
Tendo em vista todos esses aspectos, o Código Civil de 2002,
consagrando regra mais abrangente, disciplinou a cessão de crédito em
seu art. 286 (correspondente ao art. 1.065 do CC-16):
'1·· 2<S' ó. 0 .·.s· ¡s. ..s.· s.+ .·és·. s. s
·ss +s s. ¡+s.· s +s.+·.,s ss |··¡s¸s s |.· + s
.+..+¸s .s s...s· s .|s+s+|s ¡··|·.·.s ss ..s·
ss +s ¡s.·s s.· ¡s.s s ..ss·+s·· s. |s·/é s.
+s .+s.s· s ·+s.·+s.+. ss |··¡s¸s''
Da análise dessa regra conclui-se. com facilidade, que cessão de
crédito não poderáocorrer, em três hipóteses:
a) se a natureza da obrigação for incompatível com a cessão;
bi se houver vedação legal;
o se houver cláusula contratual proibitiva.
Sobre a terceira hipótese jáfalamos, de modo que nos testa estu-
dar as duas primeiras.
Ora, por inequívocas razões, nem toda r elação*obrigacional admi-
te a transmissibilidade credilória. E o caso do direito aos alimentos. O
menor/alimentando não pode "negociar" com um terceiro, e ceder o
crédito que tenha em face do seu pai/alimentante. Da mesma forma,
não se admite a cessão de direitos da personalidade", como a honra, o
nome. a intimidade ele.
d O Projeto de Lei n. o. 960/ 02 reformul a esse artigo, ao dispor que: '0 ····
·.s· ¡s. · ci/cr s.+ .·.s·. ·+.|+s·.. .s¡.+ss..| .s s·.·sss /·s.s·s . ¡s·s/·s·
.s·s s·. \¹-) s. s ·ss s· s. ¡+s.· s +s.+·.,s ss |··¡s¸s s |.· + s .+..+·
¸s .s s...s· ,1 .|s+s+|s ¡··|·.·.s .·s ..sss +s ¡.|.·s s.· ¡s.s s ..s·
s·+s·· s. |s /é s. +s .+s.s· .· ·+s.·+s.+. ss |··¡s¸s' Sobre a compensação
tributária, prel eci ona Paul o Robeno Lyno Pi ment a, em sua excelente e indispensável
obra |/.·.s ss b..·ss s. |+.+s.·.+.·+s|·sss. .s b··.·. T··|+.s·· (São Paulo:
Di al cl i ca. 2002. pág. 139), que se trata 's. +s s..s+·ss ¸+. .·ss ¡ss·|·|·.s· s
·.s.·.+·¸s s .··|+. ·+s..·s s.s ¸+. ¡s·s ·ss .+.··|+·+.. |.+|s ¸+. s. s+|·
s...· ss ¡·..s·s.+.s ¡sss·+·s.·s.·. + ¡+··ss·.·+s|| ¡·..·s.s ¡s·s s ·.¡..·¸s
s ·+sé|·. \·s+|.s+.ss.+.. é +ss /·ss .·. .s.·+¸s ss |··¡s¸s .··|+.s··s . ss
|··¡s¸s s. s..|..· s .s·¡ s |·s.' Lembr e- se. por fim. que dívidas parafis-
cais t raduzem um dever jurídico de cont ri bui r perante ent i dades autárquicas (contri-
bui ções sociais), a exempl o da anui dade a ser paga a OAB. ao CREA. bem como as
cont ri bui ções para a seguri dade social devi das. INSS. dent re out ras. Nesses casos, o
Fi sco delega para essas ent i dades a capaci dade tributária aliva.
7. Lembre-se de que a proi bi ção é da cessão do di rei t o em si. não obstante seja
possível, em al gumas espécies de di rei t os, a cessão cont rat ual de uso (a exempl o do
di rei t o à i magem) . 0 que se proíbe, poi s. éque o cedent e seja despojado do seu di-
rei t o. Sobre o l ema. cf. nosso vol ume 1, Parle Geral, item 6.4, Capítulo V.
267
Também não poderáocorrer a cessão, se houver proibição legal.
Éo caso da regra prevista no art. 520 do CC-02 (art. 1.157 do CC-16),
que proíbe a cessão do direito de preferência'* a um terceiro. Da mes-
ma forma, o art. 1.749. III, do CC-02 (art. 428, III. do CC-16) proíbe
que o tutor seja cessionário de direito, contra o tutelado.
Por ter natureza negocial, a cessão pressupõe a observância dos pres-
supostos gerais de validade, sobretudo a capacidade e a legitimidade das
partes. Quanto a esta última, lembre-se de que o an. 1.749, III, do —
CC-02 (art. 428, III, do CC-16) nega legitimidade ao tutor para que se
constitua cessionário de direito contra o menor tutelado. Vale dizer,
embora capaz, pesa contra si um impedimento legal específico em vir-
tude do encargo público que desempenha em prol do menor.
Para valer frente a terceiros, nos termos do art. 288 do CC-02
(art. 1.067 do CC-16). a cessão de crédito deveráconstar de ·+s.·+·
s.+. ¡ú||·. ou. se for celebrada por ·+s.·+s.+. ¡s·.·.+|s· deve-
rá revestir-se das sol eni dades previstas no $ l
u
do art. 654 do CC-02
(an. 1.289, CC-16). quais sejam, a indicação do lugar em que foi pas-
sado, a qualificação das panes, a data. o seu objetivo e conteúdo,
sendo indispensável, em ambos os casos, o registro do ato. para que
gere efeitos .·¡s s·..s A cessão de direitos hereditários e de cré-
ditos hipotecários, por sua vez. sóadmite a cel ebração por meio de
instrumento público
1
".
Transmitido o crédito, os acessórios e garantias da dívida tam-
bém serão cedidos, s. +s |+..· .s.·¡+|s¸s .s¡·.sss .s s.+.·s
.+.·s·· em virtude do princípio de que o acessório segue o princi-
pal (art. 287 do CC-02 e an. 1.066 do CC-16). Havendo^garantia real
imobiliária (uma hipoteca, p. ex.), é indispensável a anuência do côn-
juge do cedent e", para que a cessão seja considerada válida.
8. O direito de preferenci a ou preempçáo pode vir previ st o em cláusula espe-
cial de uni cont rat o de compr a e venda, e '·s¡¯. s .s¡·ss· s |··¡s¸s s. /.·
·...· s ..+s.s· s .·ss ¸+. s¸+.|. .s· ..+s.· + ss· .s ¡s¡ss.+. ¡s·s ¸+.
.s.. +s. s. s.+ s··.·. s. ¡·.|s¸s ¡·./.·.+.·s) +s .s¡·s .s+. ¡· .s+.' (art.
513 do CC- 02. an. 1.149 do CC- 16) (gri famos).
9. Cf. ans . 127. I. e 129. 9
a
. da Lei de Reei st r os Públicos (Lei n. 6. 015, de ? l -
12-1973).
10. CC- 02. art. 289 ( CC/ 16, parágrafo único. a n. 1.067) e an. 1.793 do CC- 02.
11. Essa rest ri ção, no Novo Código Ci vi l , sósubsistirá, em nosso ent endi men-
to, se o cedente não for casado em r egi me de separ ação absol ut a de bens ( an. 1.647).
268
2.4. Not ificação do devedor e r esponsabilidade do cedent e
Aspecto importante que merece ser ressaltado diz respeito à noti-
ficação do devedor, para que a cessão tenha eficácia jurídica em face
deste último.
Conforme já explicitamos, o devedor não precisa autorizar a cessão.
Isso não quer dizer, todavia, que não deva ser notificado a respeito
do ato. até para saber que, a partir daquela comunicação, não pagarámais
a dívida ao credor primitivo (cedente), mas sim ao novo (cessionário).
Esse dever de informar toca, inclusive, a questão da boa féobje-
tiva nos contratos. Trata-se de um dever anexo de lealdade, imposto
ao cedente, como requisito indispensável para a eficácia jurídica do
negócio de transmissão que realiza.
A esse respeito, precisas são as palavras de CRISTOPH FABIAN:
'+s .s.s¡| s. s...· s. ·+/·ss· .s s...· ò¡·.s.s¸s .+.+.·s·
s. +s ..sss s. .·és·.s ¡s·s s.· .s|·ss s ..sss .s ·.|s¸s s s.·
..s· .|s s... s.· +.·/·.sss s .ss. s·. |º´º s (( s. |º\) \.
..s.+.. +s +.·/·.s· s ..sss .|. ¡s. s.· ·.s¡+ss..| ¡· ss+s s
..ss·+s·· \.s.s ¡.·s¡...·.s s +.·/·.s¸s é+s s...· s+.s ¸+.
sss.¡+·s s ·.s|·,s¸s ss ..sss .s ·.|s¸s s s...s·'·
Por tais razões, o Código Civil de 2002 prevê em seu art. 290
(art. 1.069 do CC-16) que:
'1·. iºº 1 ..sss s .·és·. +s ..s ./·.s.·s .s
·.|s¸s s s...s· s.+s ¸+s+s s .s.. +.·/·.sss sss
¡· +.·/·.ss s. ..s s...s· ¸+. .s .s.··. ¡ú||·.
+ ¡s·.·.+|s· s. s..|s·+ .·.+.. ss ..sss /.·.s'
Assim, se A cede o seu crédito a B, deverá, como condição s·+.
¸+s ++ para a eficácia jurídica do ato de transmissão, notificar —
judiciai ou extrajudicialmente — o devedor C para que tome ciência
da cessão. Aliás, aí estáuma outra diferença para o pagamento com
sub-rogação, visto que o terceiro que paga — e se sub-roga nos direi-
tos do credor — não estáadstrito a essa regra.
Dispensa-se, outrossim, a notificação, se o devedor, por escrito
público ou particular, se declarar ciente da cessão realizada.
12. Cri si oph Fabi an, 0 b...· s. |+/·ss· + b··.·. (·.·| São Paul o: RT,
2002, p. 64.
269
Não havendo a notificação, a cessão não geraráo efeito jurídico
pretendido, e o devedor não estaráobrigado a pagar ao novo credor
(cessionário).
Aliás, por expressa determinação legal, /·.s s.s|··¡ss s...·
s· ¸+. antes de ter conhecimento da cessão, ¡s¡s s .·.s· ¡··s··
.·. ..s.+..)
Notificado, o devedor vincula-se ao cessionário, podendo opor a
este as exceções (defesas) que lhe competirem, bem como as que, +
ss.+. .s ¸+. ..· s ..· .+|..·s.+. ss ..sss
|-
tinha contra o
cedente.
Essa regra, prevista no art. 294 do CC-02 (art. 1.072 do CC-16).
revesfe-se da mais alta importância prática, e significa que o sujeito
passivo da obrigação poderádefender-se. utilizando as "armas jurídi-
cas" que apresentaria contra o cedente. Assim, se o crédito foi obtido
mediante erro ou lesão, por exempl o, poderáopor essas exceções à
cessão do crédito. Da mesma forma, poderáprovar que jápagou, ou
que a dívida fora remitida (perdoada).
Note-se. ainda, que o Novo Código Civil suprimiu a parte final
do art. 1.072 do CC-16. que proibia ao devedor opor ao cessionário de
boa téa s·s+|s¸s s ..s.+.. A explicação para esse fato émuito
simples. Como no Código Civil de 2002 a simulação deixa de ser cau-
sa de anulação, e passa a figurar entre as hipóteses de ++|·sss. s|s·
|+.s s +.¡ó.· ¡+·ís·. qualquer pessoa, inclusive o Ministério Pú-
blico, quando lhe couber intervir, ou o próprio J U I Z . de ofício, pode
apontar a invalidade do ato simulado.
Havendo simulação, portanto, presume-se ter havido violação a
interesses superiores, de ordem pública, e, de tal forma, esse vício social
poderáser arguido pelo próprio devedor, em face do cessionário de
boa fé.
13. Cf. art. 292 do CC- 02 . a n. 1.071 do CC- 16. Esses a ni gos di spõem ai nda
que, se houver vánas cessões do mes mo crédito, o devedor se desobr i ga pagando ao
cessionário que lhe apresent ar o t i t ul o da obngação cedi da. Da mesma forma, quando
o crédito constar de escri t ura pública, havendo mai s de um credor (nada i mpede que
a cessão seja fracionada), terádi rei t o de preferênci a aquel e que notificou o devedor
em primeiro lugar.
14. Essa expressão é ut i l i zada pel o Código Ci vi l , e, não havendo critério obje-
tivo para se defini-la, ent endemos que o prazo para a apr esent ação das exceções (de-
fesas) do devedor deveráser apr eci ado, em cada caso concr et o, pel o magi st r ado.
270
Finalmente, quanto à responsabilidade pela cessão do crédito, por
força do art. 295 do CC-02 (art. 1.073 do CC-16), firmou-se a regra
geral de que, +s ..sss s .í.+| +.·s o cedente ficaráresponsável
pela exist ência do crédito, ao tempo em que lho cedeu, ainda que o
contrato nada diga a respeito. Vale dizer, o cedente deverágarantir que
o crédito existe, embora não responda pela solvabilidade do devedor.
Trata-se, no caso. da denominada cessão ¡· s|+.
Na mesma linha, se a cessão tiver sido gratuita, somente rema-
nesce a mesma responsabilidade (pela existência do crédito) se o ce-
dente houver procedido de máfé.
Por outro lado. nada impede que, no ato de transmissão do crédito, o
cedente expressamente se responsabilize pela solvência do devedor. Nesse
caso, além de garantir a exist ênciado crédito, toma-se co-responsável pelo
pagamento da dívida, atéo limite do que recebeu do cessionário, ao que se
acrescem juros, bem como a obrigação de ressarcimento das despesas da
cessão e as que o cessionário houver feito para a cobrança da dívida. Trata-
se da denominada cessão ¡· s|..+s a qual exige prévia estipularão con-
tratual (arts. 296 e 297 do CC-02 e arts. 1.074 e 1.075 do CC-16).
Quando a transferência do crédito se dápor força de lei. estabele-
cia o art. 1.076 do CC- 16" (sem equivalente direto no CC-02) que o
credor originário não respondia pela realidade da dívida, regra esta que.
por força da circunstância excepcional de tal cessão, parece-nos que deve
ser não somente mantida, mas também aplicável à cessão judicial.
Vale registrar, ainda. que. uma vez penhorado um crédito, este
não mais poderáser transferido pelo credor que tiver conhecimento da
penhora. No entanto, se o devedor não tiver conhecimento da penhora
e pagar ao cessionário, ficarádesobrigado, restando apenas ao terceiro
prejudicado entender-se com o credor (art. 298 do CC-02 e..!art. 1.077
do CC-16).
3. CESSÃO DE DÉBITO (ASSUNÇÃO DE DÍVIDA)
O Novo Código Civil, diferentemente do Código anterior, que era
silente a respeito, reservou todo o Capítulo II do Título II para disci-
plinar a matéria (arts. 299 a 303).
15. CC- 16: '1·. |º¹´ ¸+s+s s .·s+s/.·.+.·s s .·és·. s. ¡.·s ¡· /·¸s
s. |.· .·.s· ··¡·+s·· +s ·.s¡+s. ¡.|s ·.s|·sss. ss s·.·ss +.s ¡.|s s|..+·
.·s s s...s·'

271
A ..sss s. sé|·. ou sss++¸s s. s·.·ss consiste em um negócio
jurídico por meio do qual o devedor, com o expresso consentimento do
credor, transmite a um terceiro a sua obrigação. Cuida-se de uma trans-
ferência debitória, com mudança subjetiva na relação obrigacional.
Não se confunde com a novação subjetiva passiva, uma vez que a
relação obrigacional permanece a mesma (lembre-se de que na nova-
ção a dívida anterior se extingue, e ésubstituída por uma nova).
Obviamente, como haveráalteração subjetiva na relação-base. e
ao se considerar que o patrimônio do devedor é a garantia da satisfa-
ção do crédito, o credor deveráanuir expressamente, para que a ces-
são seja considerada válida e eficaz.
Mesmo antes do Código Civil de 2002. não admitíamos, de forma
alguma, a ideia de que essa anuência pudesse ser tácita, a defluir das cir-
cunstâncias. Como a própria satisfação do seu crédito estáem jogo. o credor
deve consentir expressamente, sendo essa a regra geral a ser seguida.
Aliás, dirimindo qualquer dúvida a respeito, o art. 299 do CC-02
éde intelecção cristalina
1
":
'1·. iºº | /s.+|.ss s ..·..·· sss+s·· s |··¡s¸s
s s...s· .s .+s.+.·s.+. .s¡·.ss s .·.s· /·.s+·
s .s+.·ss s...s· ¡··s·.·. ss|. s. s¸+.|. s ..s·
¡ ss sss++¸s .·s ·+s|..+.. . .·.s· ·¡+·s.s
|s·s¡·s/ ú+·. ¸+s|¸+.· sss ¡s·..s ¡s. sss·+s·
¡·s, s .·.s· ¡s·s ¸+. .+s·+.s +s sss++¸s ss sí.·ss
·+..·¡·..s+s·s. s.+ s·|.+.· .s ·..+ss'
16. Obscr vc- se que o Projct o de Lei n. 6. 960/ 2002, sc apr ovado, ira reest rut u-
rar esse di sposi t i vo l egal , nos segui nt es t ermos: '1+ 299. | /s.+|.ss s ..·..··
sss+s·· s |··¡s¸s s s...s· ¡s.+s s sss++¸s ..+/·.s··s. | — |· .+.·s.
.s .·.s· ·+s.¡.+s.+..s.+.. s sss.+.·s.+. s s...s· || — |· .+.·s·
.s s...s· .s .+s.+.·s.+. .s¡·.ss s .·.s· ;| |s ¸+s|¸+.· sss |·¡ó·
..s.s ·./.··sss +.s.. s·.·¡ s sss++¸s só .s+.·s s...s· ¡··s·.·. s. |+..·
s..|s·s¸s .s¡·.sss s .·.s· b .+.·s·· +. s...s· ·.s¡+s.·s s|·ss··s·
s.+.. .s s+.·¡ ;i' \.ss |s..+s s..|s·s¸s .s¡·.sss s .·.s· ..s·s. .s
·+s+|s·s..+.. s .s+.·s¸s s ¡··s·.·. s...s· s.s¡·. ¸+. +. s...s· s ..s¡
ss sss++¸s .·s ·+s|..+.. . .·.s· ·¡+·s.s ss|. ¡·..·ss .s .+.·s·· +
·+s.·+s.+. .+.·s.+s| ;: ¸+s|¸+.· sss ¡s+.s ¡s. sss·+s· ¡·s, s .·.s· ¡s·s
¸+. .+s·+.s +s sss++¸s ss sí.·ss ·+..·¡·..s+s·s. s.+ s·|.+.· .s ·..+ss
;-
'
|+¸+s+. +s /· ·s.·/·.ss ¡.| .·.s· ¡s.s ss ¡s·..s |·.·.s.+.. s·s.·s.s·
.+.·s. s ¸+. s. ·./.·. ·+.·s || s.s.. s·.·¡' Not c- se, da análise dessas nor mas,
que o l egi sl ador pri ori zou o consent i ment o do credor, pr ot egendo- o de cessões de
débito danosas ao seu di rei t o.
272
A importância do consentimento do credor é de tal forma, que o
silêncio é qualificado como recusa, contrariando, portanto, atémesmo
a máxima do cotidiano de que '¸+.s .s|s .+s.+..'
Note-se que a lei não admite a exoneração do devedor se o ter-
ceiro, a quem se transmitiu a obrigação, era insolvente e o credor o
ignorava. Não se exige, no caso. a máfédo cedente, bastando que o
credor não saiba do est ado de insolvência preexistente à cessão de
débito, para se restabelecer a obrigação do devedor primitivo. Por isso,
éde boa cautela dar ciência ao credor do estado de solvabilidade do
novo devedor.
Aliás, serátambém restabelecida a obrigação se a substituição do
devedor vier a ser invalidada, restaurando-se o débito com todas as suas
garantias, excetuando-se as garantias prestadas por terceiro (uma fiança,
por exemplo). Neste último caso. se o terceiro atuou de má fé. sabendo
do vício da cessão, a sua garantia subsistirá(art. 301 do CC-02).
Para que seja reputada válida, além dos pressupostos gerais do
negócio jurídico, a cessão de débito devera observar os seguintes re-
quisitos:
a) a existência de uma relação jurídica obrigacional juridicamente
válida e existente;
b) a substituição do devedor, mantendo-se a relação jurídica ori-
ginária;
c) a anuência expressa do credor.
ANTÔNIO CHAVES, citado por SÍLVIO VENOSA, aponta como
casos mais frequentes de cessão de débito os 's. ..+ss s. .s.s|.|..··
s.+. .s.·.·s| + s. /+ss s. s+ss + ss·s ¡.ssss ¡+·ís·.ss |.s
.s s s. s·ss|+¸s s. s.·.sss.s ¸+s+s +s + s|¡++s ss só·
.·s sss+s.s sí.·sss ss ¡.sss ¡+·ís·.s + ¡·ó¡·· +s.'
|

JáORLANDO GOMES, o brilhante jurista baiano, lembrava que
a assunção de dívida não poderia ser confundida com a ¡·s.sss s.
|·|.·s¸s nem com o ·./·¸ ¡.sss| ss |··¡s¸s A promessa é um
negócio jurídico pelo qual alguém se obriga em face do devedor a pagar
a sua dívida. Trata-se de um contrato preliminar, cujo objeto éuma
obrigação de fazer (o pagamento do débito de terceiro), de modo que
17. Sílvio de Sal vo Venosa. b··.·. (·.·| — T.··s 0.·s| sss 0|··¡s¸¯.s .
T.··s 0.·s| ss (+.·s.s 2. ed.. Sâo Paul o: Atlas. 2002. p. 342.
273
o devedor continua obrigado à obrigação principal. O reforço da obri-
gação, por sua vez, ocorre quando um terceiro ingressa na relação
obrigacional, tornando-se devedor solidário, sem exonerar o devedor.
E como se houvesse, apenas, um reforço patrimonial para a satisfação
do crédito'".
Quanto aos meios de substituição, a assunção de dívida poderáse
dar por duas formas:
a) Por delegação — decorre de negócio pact uado entre o deve-
dor originário e o terceiro, com a devida anuênci a do credor. O de-
vedor-cedent e éo del egant e: o terceiro-cessionário. del egado: e o
credor, o delegatário. Poderáter efeito excl usi vament e liberatório
(delegação privativa), não remanescendo qual quer responsabi l i dade
para o devedor originário (del egant e). como também poderáadmitir
a subsistência da responsabilidade do del egant e. que responderápelo
débito em caso de inadimplência do novo devedor (del egação cumu-
lativa ou simples).
b) Por expromissão — hipótese em que o terceiro assume a obri-
gação, i ndependent ement e do consent i ment o do devedor primitivo.
Assim como na delegação, poderáter eficácia simplesmente liberató-
ria, ou. em situação mais rara, o terceiro poderávincular-se solidaria-
mente ao cumprimento da obrigação, ao lado do devedor originário
(expromissão cumulativa)' ". Neste último caso. não hápropriamente
sucessão no débito, havendo nítida semelhança com o ·./·¸ ¡.sss|
s. |··////¸s
Observe-se, ainda, que. por expressa dicção legal, o novo deve-
dor não pode opor ao credor as exceções (defesas) pessoaisque compe-
tiam ao devedor primitivo (exemplo: incapacidade, dol o. coação et c) .
nos termos do art. 302 do Código Civil de 2002. Nada impede, por
outro lado, que oponha defesas não pessoais (como o pagamento da
dívida ou a exceção de contrato não cumpri do).
Além disso, salvo assentimento expresso do devedor primitivo,
consideram-se extintas, a partir da assunção da dívida, as garantias
especiais por ele originariamente dadas ao credor, na forma do art. 300
do CC-02:
18. Or l ando Gomes, Obrigações, 8. ed. . Rio de Janei r o: For ense, 1992, p. 260.
19. Cf. Or l ando Gomes . ob. cit.. p. 269- 70.
274
'1·. :ºº \s|. sss.+.·s.+. .s¡·.ss s s...s·
¡··s·.·. .+s·s.·ss·s. .s.·+.ss s ¡s·.·· ss sss++¸s ss
sí.·ss ss ¡s·s+.·ss .s¡..·s·s ¡· .|. ··¡·+s··ss.+.. ss·
sss s .·.s·'
|
'
Por fim. cumpre-nos advertir que o adquirente de um imóvel hipote-
cado poderáassumir o débito garantido pelo imóvel. Em tal hipótese, se
o credor hipotecário, notificado, não impugnar em trinta dias a cessão do
débito, entender-se-áválido o assentimento. Trata-se de uma exceção,
admitida pela própria lei. à regra geral de que o credor deve anuir sempre
de forma expressa. Razões superiores, inclusive sociais — lembre-se do
constitucional direito à moradia —. aconselham, no caso. a assunção do
débito, podendo, no caso. o cessionário (adquirente do imóvel) pagar a
dívida, sub-rogando-se nos direitos do credor em relação ao cedente (de-
vedor original), consoante já estudamos (art. 303 do CC-02).
4. CESSÃO DE CONTRATO
A cessão .de contraio ou de posição contratual éinstituto jurídico
conhecido da doutrina que. surpreendentemente, não mereceu a devida
atenção no Código Civil de 2002.
Diferentemente do que ocorre na cessão de crédito ou de débito,
neste caso. o cedente .·s+s/.·. s s+s ¡·ó¡··s ¡s·¸s .+.·s.+s| (com-
preendendo créditos e débitos) a um terceiro (cessionário), que passará
a substituí-lo na relação jurídica originária.
Com absoluta propriedade. SÍLVIO VENOSA observa que: 's ..s·
ss s. .·és·. s+|s.·.+· +ss sss ¡s·..s +s |··¡s¸s s¡.+ss s |ss s.··
. . .s +s ú+·. ss¡... ss ·.|s¸s ¡+·ís·.s s.ss .··.+s ¡.|
|ss ¡sss·. +s sss++¸s s. sí.·ss Tss.·s s .·s+s/.··· +ss ¡s·¸s
.+.·s.+s| |s +s .s¡|.s s. ·.|s¸¯.s ¸+. s. .·s+s/.·. sé|·.s .·és··
.s s..ssó··s ¡·.s.s¸¯.s .s /s.· s. ..·..··s s...·.s s. s|s..+¸s
... \s .·s+s/.·.+.·s ss ¡s·¸s .+.·s.+s| ¡·.s+. |s ..ss¯.s s. .·é·
s·. + ¡s.s |s..·) . sss++¸¯.s s. sí.·ss +s .s ¡s·.. /+|.·s| +
+.¡ó.· sss .s .|.s.+. ·+..¡·s+.. s ¡·ó¡·· +.¡ó.·'·
|

20. O Projet o de Lei n. 6. 960/ 2002 altera essa regra, ao di spor que '.s s
sss++¸s s. s·.·ss |·s+ss·..s·s. s +. s...s· .sss ss ¡s·s+.·ss . s..ssó··s
s sé|·. com exceção das garantias especiais originariamente dadas ao credor
primitivo e inseparáveis da pessoa deste" (gri famos).
2 1 . Sílvio de Sal vo Venosa, ob. cit. p. 346.
275
Note-se que parte respeitável da doutrina, adepta da ..··s s.·
sís.·.s fragmentava a análise científica do instituto sob exame, para
concluir que, em verdade, a cessão da posição contratual não seria mais
do que um plexo de cessões múltiplas — de crédito e débito—, con-
jugadas, carecedoras de autonomia jurídica.
Não concordamos com esse ent endi ment o.
Quando, em um det ermi nado cont rat o (imagine uma promessa
irretratável de compra e venda), uma das partes cede a sua posição
contratual, o faz de forma integrada, não havendo, pois, a intenção de
transmitir, separadamente, débitos e créditos.
Por isso. entendemos assistir razão à doutrina unitária, defendida
por juristas de escol (PONTES DE MI RANDA. SILVIO RODRIGUES.
ANTUNES VARELA. SÍLVIO VENOSA, dentre outros), segundo a qual
a cessão de contrato oper aat r ansfer ência daposição cont r at ual como
um t odo. sem que se possa identificar a fragmentação (ou atomização)
dos elementos jurídicos componentes da posição contratual.
Para que seja consi derada válida, a cessão de contrato deverá
observar os seguintes requisitos:
a) a celebração de um negócio jurídico entre cedente e cessionário:
b) integralidade da cessão (cessão global);
c) a anuência expressa da outra parte (cedido).
Por óbvio, obrigações há, de natureza personalíssima, que não
admitem cessão. Assim, se eu contrato a feitura de uma obra de arte
com um artista famoso, este não poderáceder a sua posição contra-
tual. Entendemos que a natureza mesma da obrigação impede, na hi-
pótese, a cessão contratual.
Pode ocorrer, outrossim, que a obrigação não seja pactuada ·+.+·.
¡.·s+s. (personalíssima), e, ainda assim, o contrato proíba a cessão.
Entretanto, não havendo cláusula proibitiva, a cessão de posição con-
tratual é possível, desde que hajaexpr esso consent iment o daoutr apar t e.
Não havendo esse consent i ment o, o cedente continuaráobrigado
à satisfação do crédito.
Em conclusão, cumpre-nos destacar a enumeração dos principais
casos de cessão de contrato no Direito brasileiro, segundo o pensamento
de SILVIO RODRI GUES":
22. Silvio Rodri gues. b··.·. (·.·| — |s·.. 0.·s| sss 0|··¡s¸¯.s 30. ed. . S3o
Paul o: Sarai va. 2002. v. 2. p. 116.
276
a) os contratos de cessão de locação, em que o contrato-base é
transferido, com a anuência do cedido, transpassando-se para o ces-
sionário todos os direitos e obrigações deles resultantes;
b) os contratos de compromisso de venda (nesse caso, havendo a
cessão sem o consentimento do promitente vendedor, haveráresponsa-
bilidade solidária entre o cedente e o cessionário
1
');
c) os contratos de empreitada:
d) os contratos de lavra e fornecimento de minérios, em que o
titular da lavra, ao transmiti-la a terceiros, transfere-lhes a própria
posição contratual, isto é. direitos e deveres decorrentes dos contratos
de fornecimento de minérios:
e) o próprio contrato de mandato, que. costumeiramente, é transfe-
rido a terceiro, por meio do substabelecimento sem reserva de poderes.
Em relação ao contrato individual de trabalho, por envolver aspec-
tos peculiares, procederemos, a seguir, a uma análise mais minuciosa.
4.1. Cessão do cont r at o de t r abal ho
Uma das regras básicas aplicáveis às relações trabalhistas no sis-
tema brasileiro éo chamado princípio da .+.·++·sss. ss .s¡·.ss
consistente em '.+s·s.·s· ¸+. s ·.|s¸s ·+s·.·s+s| s. .s¡·.¡ .s·
.s|.|..·ss .s s .s¡·.ss .+s.+s s+s .+.·++·sss. .s..+.·.s à for-
fait sss s+ss+¸ss s. .s.·+.+·s ¡+·ís·.s + s. ssí+· ss ¡·ó¡··s
.s¡·.ss '

Estáele enunciado, desnecessariamente, em dois dispositivos da
CLT — art. 10 do Título I. e art. 448 do Título I V". talvez no intuito
de realçar sua importância no ordenament o nacional.
Por força dele. tem-se que. se uma empresa passar de ·+s·.·s+s|
a c-o/f//' i' a(segundo as expressões do art. 2
a
da própria CLT) ou. sendo
.|..·.s (pessoa jurídica), tiver alterada a forma societária, nada disso
23. Nesse sentido, também Amol do Wal d. b··.·. sss (·sss 9. ed.. São Paulo:
RT. 1993. p. 230.
24. JoséAugust o Rodr i gues Pinlo e Rodol fo Pampl ona Filho. P.¡.·.ó·· s.
(+..·.s T·s|s||·s.ss São Paul o. LTr. 2000. p. 139.
25. '1·. |º ¸+s|¸+.· s|..·s¸s +s .s.·+.+·s ¡+·ís·.s ss .s¡·.ss +s s/..s·s
s s··.·.s ss¸+···ss ¡· s.+s .s¡·.¡sss'
'1·· --· 1 s+ss+¸s +s ¡·¡··.sss. + +s .s.·+.+·s ¡+·ís·.s ss .s¡·.ss +s
s/..s·s s .+.·s.s s. .·s|s|| ss ·.s¡...·.s .s¡·.¡sss'
277
alteraráa vigência dos contratos celebrados antes dessas mudanças de
.s.·+.+·s ¡+·ís·.s
Do mesmo modo, passando a .·.+|s··sss. (vale dizer, ¡·¡··.ss·
s.) da empresa de um para outro empregador (sejam eles pessoas físi-
cas ou jurídicas), essa mudança de ¡·¡··.sss. não perturbaráa con-
tinuidade executiva dos contratos celebrados com o titular sucedido em
relação ao titular sucessor.
Concebida como uma regra destinada a sustentar o ¡··+.·¡· ss
¡·..¸s s |·¡ss+/·.·.+.. ..+ós·. viga mestra do Direito do Tra-
balho, a análise de tais preceitos, soba ótica da teoria das obrigações,
pode acabar, em determinadas circunstâncias, por construir conclusão
em sentido diametralmente oposto.
De fato, a hipótese, quando diz respeito à modificação da titulari-
dade da empresa, é de uma típica cessão de contrato, pois o adquirente
assume o posto do antigo titular em todos os direitos e obrigações de-
correntes dos vínculos empregatícios mantidos com este último.
Nesse sentido, a esmagadora doutrina trabalhista especializada
entende que se trata de uma sucessão de empregadores, em que a su-
cessora responde por todos os encargos trabalhistas dos empregados
da empresa sucedida, que ficaria, assim, isenta de qualquer responsa-
bilidade, salvo nos casos de fraude ou simulação.
CESARINO JR. e MARLY CARDONE, por exemplo, afirmam
que: ' ¡··+.í¡· ss .+.·++·sss. s .+.·s· s. .·s|s|| .·s+s/.·.
¡s·.·s s+..ss·s ·sss ss |··¡s¸¯.s ·.s+|.s+..s ss .+.·s.s s. .·s·
|s|| ..|.|·sss ¡.|s s+..s·ss . +s ·.s.·+s·sss s+..s s. .s¡|..s··
s. s .·s+s/.·.+.·s s s..+· ss..··s| s. +ss . +.·s .s¡·.ss''
Segundo AMAURI MASCARO NASCI MENTO, vi ncul ando o
conceito de "empresa" ao de empregador, '/·..s ·.s¡+s. s.s¡·. és
.s¡·.ss ++·sss. ¡+·ís·.·..+ôs·.s' 0 s+..s·s ¡·.s+. /·.s··s
·s.+. s. ·.s¡+ss|·|·sss. ss|. s. ¡·..·s.s + .+.·s. s. .·ss¡ss·
s. /··sss .+.·. ss ¡.ssss ¡+·ís·.ss s+..s·ss . s+..ss·s |·és
.ss. sss++. ¡.·..+.. ò.s/.·s s. ss|s és..·s·s +s ¡+s.·¸s .·
s+s '
¹

26. Cesari no Jr. e Marl y Car done, b··.·. \.·s| i ed.. São Paul o: LTr, 199 ·
v. 1, p. 137.
27. Amauri Mascar o Nasci ment o, (+·s s. b··.·. s T·s|s|| 8. ed. . São
Paulo: Saraiva, 1989, p. 373.
278
í
MAURÍCIO GODI NHO DELGADO, da mesma forma, entende
que 's s+..sss ¡.·s ./.·.s .s ·.|s¸s s s+.·¡ .·.+|s· s .s·
¡·..+s·s.+. ·s.+.s+s· s. ¸+s|¸+.· ·.s¡+ss|·|·sss. s.ss. s ss.s
ss .·s+s/.·.+.·s ¡.| ¡sss·. .·s|s||·s.s .·s+s/.··s \s |s ¡·s
·.s¡+ss|·|·sss. s|·ss··s + s+|s·s·s··s s s+..s·s + b··.·. |·s·
s·|.·· .s...+ssss ss |·¡ó..s.s s. s+..sss /·s+s+|.+.s s s.·.s .s·
¡..·/·.ss.+.. .s¡·.ssss s·. º' (|T)'
i

EVARISTO DE MORAES FILHO, por sua vez, em obra clássica,
preleciona: '+s ·.s.s s s.+· sú.·ss ¸+. s. .·s.s s. +ss sss++¸s s.
sí.·sss ¡··.s.·.s .s ¸+. ss.+.. s+..ss· é·.s¡+ss..| ¡.|s ..s|··
sss. sss |··¡s¸¯.s +s ·.s¡s.ssss + .s .+·s sss+s·sss ¡.| s+..·
s·s .s ·.|s¸s òs ¡.ssss s. s.+s .s¡·.¡sss ns sss·s +ss s+¡|s
..sss s. .·és·. . s. sé|·. |··¡s.ó··s ¡· /·¸s s. |.· ¸+. sss+s.
ss .s·s...·ís.·.ss ¡+·ís·.ss s. +ss s+..+.·.s s+..sss s+..ss· s+|.+·
.·s ¡s·s s ./.·.s s s··.·. s .·s|s|| +s ++·..·ss|·sss. ¸+. .+s·
.·.+· s .s¡·.ss + .s.s|.|..·s.+. s+|s.·.+·+s s ¡.sss s s+....s·
s· .s s. /ss. .|. ¡·ó¡·· .+.·++s+s· ·+s.¡.+s.+.. s .+s.+·
.·s.+. s .s¡·.¡ss ·+..·.ssss s.ss. ¸+. +s |s¡s /·s+s. ò|.· +
ss·/é é.|s·) 1 ·.|s¸s ¡+·ís·.s ¡.·ss+... s s.sss .s ·+..··s |··
|.·s¸s s s+....ss· ¸+. s. /s, s+|s.·.+·· ¡.| s+..ss·'
Por isso. o conterrâneo JOSÉMARTI NS CATHARI NO. seguin-
do tal raciocínio, afirma peremptoriamente que 's s+..sss é ope le-
gis. s. .ss s .·és·.s . sé|·.s s..··.+..s ss ·.|s¸s s. .s¡·.¡
¸+. /·.s ·+.ó|+s. 1ss·s .|s é .s .+s·s.·ss + s··.·. s|.ss
.·s+ss·sss s. .·és·. . sss++¸s ss sí.·ss 0+ s.||· ·s¡s·¸s
·|. .·és·. . s. sé|·. s¡+s.s..| ¡· ·+..·· ò·.|s¸s s. .s¡·.¡ ¸+.
és. .·s. s+..ss·. .s ..+s.+.·s s ¡.·ss+...· ) ¸+s+. ò ·.s·
¡+ss|·|·sss. s..··.+.. ss s+..sss s +sss |.· +s s ..s .s
s|·ss··s s. s+..ss· . s+..s·s .·+ + .ss s. ¡·+¡ .s¡·.ss··
||s és ¡··s.·· ¡· /·¸s s. |.· s.¡s ¸+. /· ¸+. .+.·. s· .+..+·
.·+s·.s 1 s¸s ss .s¡·.¡sss é.+.·s s+..ss· s ¸+.s ¡s.·s
.s|.· .s s...·s·+sss .sss s¸s ·.¡·.ss·.s (actio in rem verso) .+.·s
s+..s·s s·. -´´ ss (|T ¡·... |·¡ó..s. s.s.||s+..)
28. Maurício Godi nho Del gado. Sujei t os do Cont r ai o de Tr abal ho: O Emprega-
dor, in (+·s s. b··.·. s T·s|s|| coord. Al i ce Mont ei r o de Barros, São Paulo:
LTr, 1993. v. 1, p. 393.
29. Evari st o Mor aes Fi l ho, \+..sss +ss 0|··¡s¸¯.s . s T.··s ss |s¡·.ss
Ri o de Janei ro: For ense, 1960, p. 249.
279
1 |··¡s¸s |.¡s| ·s¡s.s s .s¡·.¡ss··s+..ss· é s+s .s.|+·
s·.ss.+.. \.s s|·ss··s +.s s+|s·s·s··s +.s s|..·+s.·.s +s |s ¡|+·
·s|·sss. s. |¡..)'
s

Embora assentada a doutrina sobre a matéria, há um detalhe que
não quer calar: embora se trate de cessão de contrato (ou assunções de
dívidas cumuladas com cessões de crédito, para aquela minoria que nega
a autonomia da figura da cessão de contrato), em nenhum moment o
houve consentimento expresso da outra parte, a saber, o trabalhador.
Assim, tal interpretação dos dispositivos legais pertinentes leva à
conclusão de que, na chamada "sucessão trabalhista", é possível o
desvirtuamento do instituto da cessão do contrato (e. por premissa ló-
gica, da assunção de dívida), para autorizá-la. independentemente da
manifestação de vont ade do cedi do (credor trabalhista), como uma
exceção à regra legal.
Entende-se tal possibilidade por motivos de ordem económica, no-
tadamente a inviabilidade prática, por exemplo, de se consultar todos os
empregados da empresa acerca da mudança da titularidade, bem como a
ideia de que a mão-de-obra não seria encarada como um terceiro, em
relação à empresa, mas sim um dos seus elementos orgânicos
1
'. Além
disso, a despersonalização da figura do empregador, para identificá-lo
somente com a organização empresarial, ajudaria a fundamentar tal afas-
tamento da necessidade de consentimento do trabalhador.
* 30. JoséMart i ns Cat hunno. (s¡.+s· U+·..·s·.s·· s. b··.·. s T·s|s||
São Paul o: Ed. Juri di ca e Universitária. 1972. v. 1, p. 173 e 17-4-5.
31. Nesse sent i do. Evar i st o de Morai s Fi l ho ( ob. cil. . p. 234-51:
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280
Isso, porém, pode ser extremamente prejudicial à parte cedida, pelo
fato de que, mesmo abstraindo-se a fraude, o novo empregador pode
não ter, de fato, idoneidade económica para manter a atividade empre-
sarial por muito tempo.
Adot ando. todavia, uma visão ideológica de preservação da iden-
tidade do cidadão trabalhador, e não se podendo refutar a possibilida-
de de cessão integral do contrato de emprego sem o consentimento do
cedido, o ideal seria que fosse estabelecida, por causa disso, a respon-
sabilidade civil do antigo titular, até o limite da sua atuação, em soli-
dariedade com o novo empregador.
Tal proposta já era. há muito, incentivada pelo magistral ORLAN-
DO GOMES. que. ainda que s. |.¡. /.·.+ss prelecionava: 's+.·.s
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281
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Nesse sentido, defende o arguto EDILTON MEIRELES a possi-
bilidade de responsabilização solidária, s. |.¡. |s.s do sucedido, jus-
tamente por esse descumpri ment o da obrigação de consentimento do
trabalhador, nos seguintes termos:
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.s¡·.ss +s s/..s s .+.·s.s s. .·s|s|| ss ·.s¡...·.s .s¡·.¡s·
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s+..ss· s... sss+s·· .sss ss |··¡s¸¯.s s..··.+..s ss .í+.+|s
.s¡·.¡s.í.·s ss+.·ss s.é .+.s .s ¡·..¸s ss s··.·.s ss .s·
¡·.¡sss +s s·¡+·/·.s+s ·ss s ·s.+¸s s s+..s·s ¡.|s sé|·.s
.+s.·.+íss s.é .+.s º s+..s·s .+.·++s··s ·.s¡+ss..| ¡.|s ss.·s/s·
¸s s. s.+s sé|·.s .+s.·.+íss s.é s ss.s ss s+..sss ¡s ¸+. s ..s·
ss s. s.+ sé|·. +s s+·.. ./.·. .s ·.|s¸s s .s¡·.¡ss .+¸+s+.
¸+. s .s¡·.ss s+..ss·s .s .·.s¡sss. sss+s···s .ss|és s ¡s·¸s
s. s...s·s sss ..·|ss s..·sss s.é .+.s ¡· /·¸s s. |.· s·. |º.
--· ss (|T) ¡s ¸+. ¡ssss s sss+s·· s ¡s·¸s s. .s¡·.¡ss·
1.·.s..+..·s. s·+ss ¸+. +·ss .+.·s.+s| .s s.+.·s ¡s. ·+·
s.··ss + ¡s.. /·ss|·,ss ¡.|ss .s¡·.sss s+..s·ss . s+..ss·s +s
..s ¸+s|¸+.· ./.·. .s ·.|s¸s ss .+.·s.s ss+.·ss .s s .s¡·.·
¡sss ¡s ¸+. .+.·s··s s·s¡s. + s·. --· ss (|T ¡· s.s·.s¡.·.s·
s··.·. ss¸+···s s .·s|s||ss· .+/·s. ·+..·¡·..s¸s ¸+. ||. ss·
ss s.·ss — s¸+· .s s¡· .s |.s··s. s. \·s.s Filho —, .+s··
s.·s+s s·+ss s.· .s.. ¡·...·. .+s|·sss s. ·s.s ¡ú||·.s'^
32. Orlando Gomes, b··.·. s T·s|s|| |s.+ss São Paulo: LTr. 1979, p. 121-2.
33. Edi l t on Mei r el es, Sucesso Trabal hi st a e Assunção da Dívida. Da Sol i dari e-
dade Empr esar i al , in T.sss s. b··.·. . |·..ss s T·s|s|| Bel o Hor i zont e:
Leditathi Edi t ora do Brasi l , 1997, p. 27.
282
Registre-se, a bem da verdade, porém, que a tese, embora atrati-
va, ainda não encontrou guarida expressa nos tribunais superiores'
4
,
merecendo, portanto, ser discutida, ainda, em processos judiciais.
34. " SUCESSÃO DE EMPRESAS. CONTRATO DE TRABALHO RESCI N-
DI DO ANTES DA NEGOCI AÇÃO. Ésabi do da pol emi ca em t omo das i mpl i cações
da sucessão de empr egador es de que t rat am os artigos 10 e 448 da CLT. em relação
ao empr egado ou empr egados di spensados ant es da sua ocorrênci a. Mal grado os que
dela excl uem o sucessor, i nspi r ados na Iiterai idade dos preceitos legais — e aqui se
encont r am na cont r amão da i nt erpret ação teleológica que preside as regras de herme-
nêutica —. é preci so enfatizar que a sucessão no Direito do Trabal ho é consi derada,
segundo Evaristo de Moraes Pilho, modal i dade de assunção na qual o sucessor subentra
nas rel ações J o sucedi do, r espondendo com seu património por t odos os direitos ira-
hal hi sl as pendent es. Por cont a dessa sua mar cant e singularidade e que a responsabi -
lidade do sucessor alcança i ndi ferent ement e os débitos proveni ent es dos cont rat os em
vigor á época do trespasse da empr esa e aquel es al usi vos aos cont rat os resilidos an-
l enor menl e. 1: que. de acor do com Evari st o de Morai s Filho, "as relações jurídicas
passadas e present es per manecem as mesmas, com t odos os seus el ei t os, pelo que os
débitos constituídos antes da cessão, ao t empo do pri mi t i vo titular, passam para o
patrimônio do novo t i t ul ar ' i * i n' "Sucessão nas Obr i gações" e a "Teoria da Empre-
sa", p. 254. vol. II). Sendo assi m, t i rma-se a cert eza da l egi t i mi dade de parte da re-
corrent e, pois éinegável o falo de ler ela sucedi do ao Banco Banone. t ornando-se
responsável i ncondi ci onal pelos créditos devi dos á recorrida, não obstante lenham sido
contraídos áépoca em que t rabal hara para o Banco Banone. Revista conheci da, à
que se nega pr ovi ment o" i TST. RR 526. 623. 4 ' T.. Rei. Min. Amónio Joséde Barros
Levenhagen. j. 10-4-2002. b| 26- 4- 20021.
" EMBARGOS DA RFFSA - CONTRATO DE ARRENDAMENTO — SU-
CESSÃO — RESPONSABI LI DADE SOLI DARI A DA SUCEDI DA. Notória a juri s-
prudênci a desta Seção Especi al i zada no sent i do de que não afronta o art. 896 da CLT
deci são de Tur ma que. apr eci ando pr emi ssas concret as de especificidade dos arestos
par adi gmas, concl ui pelo conheci ment o ou não do apel o (OJ n. 37/ SBDI - l ) . Embar-
gos não conheci dos. EMBARGOS DA ALL — AMÉRICA LOGÍSTICA DO BRA-
SIL S/A — SUCESSÃO — ARRENDAMENTO — RESPONSABI LI DADE — ROM-
PI MENTO DO CONTRATO DE TRABALHO OCORRI DO ANTES DA SUCESSÃO
DE EMPRESAS — REDE FERROVI ÃRI A FEDERAL S/A. A regra quant o ã suces-
são de empr egador es, no Di rei l o do Tr abal ho, por se configurar modal i dade de as-
sunção de débito e crédito vi ncul ada à lei. i mpori a na responsabi l i dade do sucessor,
e não do sucedi do, pel os débitos pr oveni ent es dos cont rat os em vigor na época de
sua confi guração e daquel es r esci ndi dos anl cr i or ment e. Todavi a, a col enda SDI jáse
pronunci ou no sent i do de que. no específico caso da sucessão havida entre a Rede
Ferroviária Federal e as empr es as que pr ossegui r am na expl oração da mal ha ferro-
viária, quando o cont rat o de t r abal ho foi desfei t o ant es da vi gênci a do cont rai o de
ar r endament o de bens da RFFSA, estáafast ada a responsabi l i dade da empresa suces-
sora, r emanescendo a r esponsabi l i dade excl usi va da RFFSA. Recurso conheci do e
pr ovi do" ( TST, ERR 530. 144, ano 1999, Subseção I. Rei. Mi n. Wagner Pimenta, j .
15-4-2002. b| 26- 4- 2002) .
" SUCESSÃO TRABALHI STA. ARRENDAMENTO. 1. Na hipótese de suces-
são de empr esas, a r esponsabi l i dade quant o a débitos e obri gações trabalhistas recai
283

ed. 1. 2. Vale destacar que é desnecessário o consentimento prévio do devedor para que ocorra a cessão. das formas de transmissão ou de constituição de créditos tipicamente comerciais.068 do CC de 1916 ("Art.). enfim. pelos fones resquícios de uma sociedade escravocrata e politicamente conservadora. cuidou. não se aplica à transferência de créditos. operada por força de lei (como a cessão dos acessórios da dívida — garantias.068. 2. Nessa ordem de ideias. o animus novandi necessário para caracterização desse instituto análogo.1. 2X7 do CC-02 e an. c) a cessão de contraio.').065 e s. três modalidades de transmissão: a) a cessão de crédito: b) a cessão de débito. e a que mais de peno nos interessa.2. Não há que ser confundida. principalmente. Em geral. a assunção de dívidas. a existência da cessão judicial e legal era admitida pelo art. O Código Civil de 2002. Essa forma negocial de cessão é. deixando de fora da incidência de suas normas. a cessão de contrato. a transmissão da qualidade "creditória a um terceiro. Tal restrição não é imposta à cessão de crédito. mais precisamente. parte primeira. Das Obrigações em Geral. aliás. realçando a importância do tema. 0 Código Civil de 1916. inexistindo. serão analisadas. ou seja. operando-se. o sujeito passivo não tem o direito de impedir a transmissão do crédito. sinal da manutenção do seu incontestável interesse prático. Todavia. e da cessão legal. negócio produza os efeitos desejados. em grande parte. Vejamos. Se a sub-rogação. cláusula penal — determinada pelo art. cada uma delas. a mais importante. com a sub-rogação legal. Institutos análogos Diferentemente do que se dá com a novação. todavia. não tratou satisfatoriamente da matéria. Final do século XIX. mantendo-se a relação obrigacional primitiva com o mesmo devedor (cedido). ANTUNES VARELA observa que: "mesmo nos países com uma codificação autónoma do direito comercial. pactuado com propósito lucrativo. 1. Capítulo II). a circulação de títulos em geral. todavia. 1997. melhorando a disciplina. faz girar as engrenagens económicas do mundo. uma vez que o sub-rogado não poderá exercer os direitos e ações do credor além dos limites do desembolso. a obrigação não é extinta. Conceito e e p ce s éis A cessão de crédito consiste em um negócio jurídico por meio do qual o credor (cedente) transmite total ou parcialmente o seu crédito a um terceiro (cessionário). reguladas na lei civil. juros. é cada vez mais frequente o recurso. sem dúvida. que merecia tratamento específico. a doutrina reconhece a existência da cessão judicial. E. realizada por meio de uma decisão do juiz (a exemplo da decisão que atribui ao herdeiro ou legatário um crédito do falecido). talvez pela época em que fora redigido'. Parte Geral.066 do CC-16) 4 . na contratação civil. no decorrer deste capitulo. CESSÃO DE CRÉDITO 2. como o endosso ou a emissão de cheques e letras'"-. onde tratou da cessão de crédito e também da cessão de débito (assunção de dívida). portanto. tal como. a seguir. de dispensar um título próprio para a cessão de crédito (arts. cf. sem que houvesse disciplinado a cessão de débito e a cessão de contrato. for convencional. p. Afinal. 264 265 . que está intimamente ligado às relações negociais. também. Em verdade.A transferência de créditos. criou um título próprio ("Da Transmissão das Obrigações . embora nada obste a transmissão gratuita do crédito. João de Mattos Varela. conforme a seguir será demonstrado. operada por lei ou sentença"). as leis civis continuam a tratar a matéria com grande desenvolvimento. o traI i 4. 2. v. 7. 1. é negócio jurídico oneroso. 1899 (sobre a história da codificação e a constitucionalização do direito civil. 3. apenas. A disposição do artigo antecedente. a transmissibilidade das obrigações. período marcado pela primariedade da economia e. 1. 287. sabido que as formas clássicas da transmissão das obrigações. em contrapartida. apontam para a importância do tema. Coimbra: Almedina.. . 2. muito embora a sua notificação seja exigida para que <. da mesma forma. Com apurada precisão. são também usadas pelos comerciantes. apenas. o nosso volume 1. Sem equivalente no CC de 2002.

286 (correspondente ao art. Lembre-se. Se A não tivesse "vendido" (leia-se: cedido onerosamente). bem como as contribuições para a seguridade social devidas. e ceder o crédito que tenha em face do seu pai/alimentante. p.. Sobre a compensação tributária. 0 que se proíbe. Sobre o lema. a lei. vende o credito por 4200 contos a D. O menor/alimentando não pode "negociar" com um terceiro. Exemplificação e disciplina legal Exemplo de cessão de crédito. Como não pode ainda c. a exemplo da anuidade a ser paga a OAB. em três hipóteses: a) se a natureza da obrigação for incompatível com a cessão. E o caso do direito aos alimentos. que cessão de crédito não poderá ocorrer. se não constar tio instrumento da obrigação". Da análise dessa regra conclui-se. enquanto a sub-rogação pressupõe o seu cumprimento por parte de um terceiro. presume-se que a cessão seria possível. não obstante seja possível. Tendo em vista todos esses aspectos. disciplinou a cessão de crédito em seu art. 2.. Da mesma forma. se o contrato era silente a respeito. com facilidade. que o título da obrigação — no exemplo dado. de natureza onerosa. Por óbvio. o que não ocorre com a sub-rogação. se não constar do instrumento da obrigação"". João de Maitos Varela. podendo ser afastadas pela vontade das partes. que não hesita em o adquirir pela confiança que deposita na solvabilidade do fiador"". 348 do CC-02 e art. Lembre-se de que a proibição é da cessão do direito em si. pois. bi se houver vedação legal. cf. a outra se assenta no pagamento do crédito original: b) cessão de crédito pode se dar a título gratuito. ob. mas apenas transmitido o crédito. ou a convenção com o devedor: . Todavia. Simultaneamente. inclusive o compensável com dividas fiscais e parafiscais (art. Note-se. não se admite a cessão de direitos da personalidade". 266 267 . o. porfim. nem toda relação*obrigacional admite a transmissibilidade credilória. se a <ó ' isso não se opuser a natureza da obrigação.que dívidas parafiscais traduzem um dever jurídico de contribuir perante entidades autárquicas (contribuições sociais).960/02 reformula esse artigo. 5.065 do CC-16): "Ari. Capítulo V. a lei. originada de uma declaração de vontade. o contrato de mútuo — poderia proibir a cessão do crédito. tendo a dívida sido afiançada por C. como a honra. O credor pode ceder o seu crédito.3. 987 do CC-16). a intimidade ele. 1. c) na cessão de crédito. cit. ao dispor que: "O irritar pode i ci/cr o seu credito. direta ou indiretamente. se a isso mio se opuser a natureza da obrigação. que se trata "de um mecanismo que visa possibilitar a restituição do tributo indevido. Parle Geral. de modo que nos testa estudar as duas primeiras. valendo ser transcrito. em virtude de sua clareza: "A emprestou 5000 contos o B. S74). é uma forma cie extinção da obrigação tributária e da obrigação de devolver. por inequívocas razões. é possível esquematizar: a) enquanto uma é a cessão particular nos direitos do credor. em algumas espécies de direitos. o Fisco delega para essas entidades a capacidade tributária aliva. Nesses casos. 294. é apresentado por ANTUNES VARELA. Passado um ano. dentre outras. por outro lado. Ora. o nome. essa cláusula proibitiva (pacto de non cedendo) só poderá ser oposta ao terceiro de boa fé a quem se transmitiu o crédito (cessionário). ao CREA. 7. INSS. item 6. pelo prazo de três anos. Ainda na diferenciação da cessão de crédito para a sub-rogação legal. ou a convenção com o devedor: a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé.4. o se houver cláusula contratual proibitiva. a cessão contratual de uso (a exemplo do direito à imagem). nosso volume 1. se constar expressamente do instrumento da obrigação.xioir a restituição da quantia mutuada. Isso se dá porque as normas disciplinadoras da cessão são essencialmente dispositivas.tíimento dado pela lei é o mesmo da cessão de crédito (art. a cessão seria considerada gratuita. sem exigir contraprestação alguma. Sobre a terceira hipótese já falamos. a cargo do Fisco". preleciona Paulo Robeno Lyno Pimenta. conserva-se o vínculo obrigacional.1 clausula proibitiva tia cessão não potlerá ser oposta ao cessionário de boa fé. o mutuante tem i/iesperadamente necessidade de dinheiro. 2 S. pág. em sua excelente e indispensável obra Efeitos da Decisão de Inconstitucionalidade em Direito Tributário (São Paulo: Dialclica. é que o cedente seja despojado do seu direito. d O Projeto de Lei n. sem que para isso o contribuinte lenha que se submeter aos procedimentos [administrativo ou jurisdicionall previstos para a repetição do indébito. consagrando regra mais abrangente. o Código Civil de 2002. 2002. 139). sem que houvesse violação a princípio de ordem pública.

Havendo^garantia real imobiliária (uma hipoteca. do — CC-02 (art. contra o tutelado. 287 do CC-02 e an. 8. Assim. 289 (CC/16.069 do CC de I9M). III. Essa restrição. ex. em nosso entendimento. A esse respeito. deverá revestir-se das solenidades previstas no $ l u do art. como condição sine qua non para a eficácia jurídica do ato de transmissão. ele pode ser responsável por danos ao cessionário. que proíbe a cessão do direito de preferência'* a um terceiro.066 do CC-16). I. senão quando a este notificada: mas por notificado se tem o devedor que. o devedor não precisa autorizar a cessão. Nesta perspectiva.749. Isso não quer dizer. 1. p.157 do CC-16). parágrafo único. 11. para que a cessão tenha eficácia jurídica em face deste último. ou dar em pagamento. Vale dizer.149 do CC-16) (grifamos).067) e an. o registro do ato. precisas são as palavras de CRISTOPH FABIAN: "um exemplo de dever de informar como dever à prestação encontrase na cessão de créditos: para ser válida a cessão em relação ao devedor.015.069 do CC-16) que: "Art. 513 do CC-02. em virtude do princípio de que o acessório segue o principal (art. os acessórios e garantias da dívida tambm serão cedidos.749. p. Trata-se de um dever anexo de lealdade. a data. tanto por tanto" (art. a notificação é um dever anexo que assegura a realização da cessão em relação ao devedor"'-. é indispensável a anuência do cônjuge do cedente". 1. para que a cessão seja considerada válida. se houver proibição legal. 428. Quanto a esta última. como requisito indispensável para a eficácia jurídica do negócio de transmissão que realiza. III. do CC-02 (art. 290. Cf. se não houver estipulação expressa em sentido é contrário. Notificação do devedor e responsabilidade do cedente Aspecto importante que merece ser ressaltado diz respeito à notificação do devedor. Da mesma forma. se for celebrada por instrumento particular. no Direito Civil. ela deve ser notificada a esse (art. 1. se declarar ciente da cessão realizada. o Código Civil de 2002 prevê em seu art. 1. só subsistirá. do CC-16) proíbe que o tutor seja cessionário de direito. para que gere efeitos erga omites'. 654 do CC-02 (an. 268 269 . 9 a . por escrito público ou particular. a indicação do lugar em que foi passado. 10. 1. lembre-se de que o an. todavia. outrossim. CC-02. a cessão pressupõe a observância dos pressupostos gerais de validade. Aliás. visto que o terceiro que paga — e se sub-roga nos direitos do credor — não está adstrito a essa regra. 2. se o cedente não for casado em regime de separação absoluta de bens (an. O direito de preferencia ou preempçáo pode vir previsto em cláusula especial de uni contrato de compra e venda. a qualificação das panes. 428. Conforme já explicitamos. 520 do CC-02 (art. no Novo Código Civil. Por ter natureza negocial. ans. de ?l12-1973). CC-16). 1. 127. para que este use de seu direito de prelação (preferência) na compra. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor. da Lei de Reeistros Públicos (Lei n.T m é não poderá ocorrer a cessão. São Paulo: RT. mas sim ao novo (cessionário). quais sejam. 288 do CC-02 (art. deverá. O Dever de Informar 2002. Dispensa-se. só admite a celebração por meio de instrumento público1". III. não p g r mais a aá a dívida ao credor primitivo (cedente). Transmitido o crédito. até para saber que. 64. e "impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender. 290 (art. Por tais razões. 9. a bm É o caso da regra prevista no art. do CC-16) nega legitimidade ao tutor para que se constitua cessionário de direito contra o menor tutelado. a partir daquela comunicação. imposto ao cedente. A cessão de direitos hereditários e de créditos hipotecários. a cessão de crédito deverá constar de instrumento público ou. o art. 12. se o devedor. 6. se A cede o seu crédito a B. que não deva ser notificado a respeito do ato. art. an. em ambos os casos.289. 1. notificar — judiciai ou extrajudicialmente — o devedor C para que tome ciência da cessão. nos termos do art. e 129. 1. Se o cedente não notificar a cessão. 1.647). 1. Crisioph Fabian. III. a questão da boa fé objetiva nos contratos. aí está uma outra diferença para o pagamento com sub-rogação. a notificação. Esse dever de informar toca.). inclusive. 1. sendo indispensável. an. o seu objetivo e conteúdo. embora capaz.067 do CC-16). pesa contra si um impedimento legal específico em virtude do encargo público que desempenha em prol do menor.4. em escrito público ou particular. se declarou ciente da cessão feita". Para valer frente a terceiros.793 do CC-02. sobretudo a capacidade e a legitimidade das partes. 1. por sua vez.

o cedenteficaráresponsável pela existência do crédito. • 270 271 . havendo mais de um credor (nada impede que a cessão seja fracionada). bem como a obrigação de ressarcimento das despesas da cessão e as que o cessionário houver feito para a cobrança da dívida. até o limite do que recebeu do cessionário. Vale registrar. quando lhe couber intervir. em face do cessionário de boa fé. de ofício. 1. Tratase da denominada cessão pro solvendo. 13. Da mesma forma. 1. toma-se co-responsável pelo pagamento da dívida. 296 e 297 do CC-02 e arts. Como no Código Civil de 2002 a simulação deixa de ser causa de anulação. Vale dizer. 14. que. revesfe-se da mais alta importância prática. ao tempo em que lho cedeu. somente remanesce a mesma responsabilidade (pela existência do crédito) se o cedente houver procedido de m fé. pelo magistrado. ao que se acrescem juros. no ato de transmissão do crédito.072 do CC-16. firmou-se a regra geral de que. nada impede que. 1. reservou todo o Capítulo II do Título II para disciplinar a matéria (arts. 295 do CC-02 (art. No entanto. o cedente deverá garantir que o crédito existe. ainda. o devedor vincula-se ao cessionário. parece-nos que deve ser não somente mantida. nem pela solvência do devedor".ficarádesobrigado. pode apontar a invalidade do ato simulado. no momento em que veio a ter conhecimento da cessão14. Trata-se. na cessão a título oneroso. 1. por exemplo. quanto à responsabilidade pela cessão do crédito. o devedor se desobriga pagando ao cessionário que lhe apresentar o titulo da obngação cedida. Esses anigos dispõem ainda que. que proibia ao devedor opor ao cessionário de boa té a simulação do cedente. A explicação para esse fato é muito simples. por força do art. de tal forma.. prevista no art. em cada caso concreto. Havendo simulação. 298 do CC-02 e. e o devedor não estará obrigado a pagar ao novo credor (cessionário).!art. Quando a transferência do crédito se dá por força de lei. poderá opor essas exceções à cessão do crédito. e. Note-se. esse vício social poderá ser arguido pelo próprio devedor. por força da circunstância excepcional de tal cessão. no caso. qualquer pessoa. Aliás. se houver vánas cessões do mesmo crédito. Quando a transferência do crédito se opera por força de lei. fica desobrigado o devedor que. e passa a figurar entre as hipóteses de nulidade absoluta do negócio jurídico. a cessão não gerará o efeito jurídico pretendido. 1. de ordem pública.075 do CC-16). este não mais poderá ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora. se o devedor não tiver conhecimento da penhora e pagar ao cessionário. uma vez penhorado um crédito. se a cessão tiver sido gratuita. 1. á Por outro lado. o credor originário não responde pela realidade da divida. Cf. 3. CC-16: "Art. regra esta que.073 do CC-16). ou o próprio J U I Z . e significa que o sujeito passivo da obrigação poderá defender-se. inclusive o Ministério Público. paga ao credor primitivo (cedente)'''. 1. a qual exige prévia estipularão contratual (arts. que era silente a respeito. Na mesma linha.076. o cedente expressamente se responsabilize pela solvência do devedor. Nesse caso. bem como as que.071 do CC-16. não havendo critério objetivo para se defini-la. diferentemente do Código anterior. Da mesma forma. CESSÃO DE DÉBITO (ASSUNÇÃO DE DÍVIDA) O Novo Código Civil. 292 do CC-02 e an. ainda.077 do CC-16). Essa expressão é utilizada pelo Código Civil. Notificado. utilizando as "armas jurídicas" que apresentaria contra o cedente. terá direito de preferência aquele que notificou o devedor em primeiro lugar. Finalmente. ou que a dívida fora remitida (perdoada). da denominada cessão pro soluto. por expressa determinação legal.072 do CC-16). embora não responda pela solvabilidade do devedor. 299 a 303). tinha contra o cedente. portanto. se o crédito foi obtido mediante erro ou lesão. 294 do CC-02 (art. podendo opor a este as exceções (defesas) que lhe competirem. quando o crédito constar de escritura pública. que o Novo Código Civil suprimiu a parte final do art.Não havendo a notificação. ainda que o contrato nada diga a respeito. entendemos que o prazo para a apresentação das exceções (defesas) do devedor deverá ser apreciado. restando apenas ao terceiro prejudicado entender-se com o credor (art. 1. e. além de garantir a existência do crédito.074 e 1. poderá provar que já pagou. 15. presume-se ter havido violação a interesses superiores.076 do CC-16" (sem equivalente direto no CC-02) que o credor originário não respondia pela realidade da dívida. Assim. mas também aplicável à cessão judicial. art. estabelecia o art. Essa regra. antes de ter conhecimento da cessão.

com o consentimento expresso do credor. Não se confunde com a novação subjetiva passiva. ira reestruturar esse dispositivo legal. p. Aliás. independentemente do assentimento do devedor. no caso. como haverá alteração subjetiva na relação-base. ao tempo da assunção. a assunção só exonera o devedor primitivo se houver declaração expressa do credor. ANTÔNIO CHAVES. E facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor. cujo objeto é uma obrigação de fazer (o pagamento do débito de terceiro). é de boa cautela dar ciência ao credor do estado de solvabilidade do novo devedor. o novo devedor responderá solidariamente com o antigo. Trata-se de um contrato preliminar. sc aprovado. contrariando. a m fé do cedente. aponta como casos mais frequentes de cessão de débito os "de venda de estabelecimento comercial ou de fusão de duas ou mais pessoas jurídicas. bastando que o á credor não saiba do estado de insolvência preexistente à cessão de débito. 299. dirimindo qualquer dúvida a respeito. além dos pressupostos gerais do negócio jurídico. a quem se transmitiu a obrigação. c) a anuência expressa do credor. e ao se considerar que o patrimônio do devedor é a garantia da satisfação do crédito. restaurando-se o débito com todas as suas garantias. §1' Em qualquer das hipóteses referidas neste artigo. ed. salvo previsão em contrário no instrumento contratual. Aliás. Obviamente. para se restabelecer a obrigação do devedor primitivo.. A importância do consentimento do credor é de tal forma. o brilhante jurista baiano. para que a cessão seja considerada válida e eficaz. transmite a um terceiro a sua obrigação. se o terceiro atuou de má fé. 301 do CC-02). Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida. citado por SÍLVIO VENOSA. §2" Mesmo havendo declaração expressa do credor. de modo que 17. Do contrário. mantendo-se a relação jurídica originária.A cessão de débito ou assunção de divida consiste em um negócio jurídico por meio do qual o devedor. 299. quando um ou alguns dos sócios assumem dívidas da pessoa jurídica no próprio nome'"1'. era insolvente e o credor o ignorava. salvo se aquele. uma vez que a relação obrigacional permanece a mesma (lembre-se de que na novação a dívida anterior se extingue. Sílvio de Salvo Venosa. ao tempo da assunção. que o silêncio é qualificado como recusa. Por isso. Notc-se. 6. sendo essa a regra geral a ser seguida. 272 273 . a defluir das circunstâncias. podendo a assunção venficar-se: I — Por contrato com o credor. nem com o reforço pessoal da obrigação. Note-se que a lei não admite a exoneração do devedor se o terceiro. por exemplo). nos seguintes termos: "An. E facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor.960/2002. o credor deverá anuir expressamente. 2. a ideia de que essa anuência pudesse ser tácita. da análise dessas normas. a cessão de débito devera observar os seguintes requisitos: a) a existência de uma relação jurídica obrigacional juridicamente válida e existente. 2002. A promessa é um negócio jurídico pelo qual alguém se obriga em face do devedor a pagar a sua dívida. II — Por contraio com o devedor. ficando exonerado o devedor primitivo. Para que seja reputada válida. excetuando-se as garantias prestadas por terceiro (uma fiança. Parágrafo único. até mesmo a máxima do cotidiano de que "quem cala. lembrava que a assunção de dívida não poderia ser confundida com a promessa de liberação. sabendo do vício da cessão. Sâo Paulo: Atlas. era insolvente e o credor o ignorava. Não se exige. com o consentimento expresso do credor. será também restabelecida a obrigação se a substituição do devedor vier a ser invalidada. não admitíamos. a sua garantia subsistirá (art. o art. b) a substituição do devedor. Neste último caso. Cuida-se de uma transferência debitória. o credor deve consentir expressamente. §3' Qualquer das panes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida. interpretando-se o seu silêncio como recusa. e é substituída por uma nova). 342. de forma alguma. que o legislador priorizou o consentimento do credor. Já ORLANDO GOMES. Obscrvc-se que o Projcto de Lei n. protegendo-o de cessões de débito danosas ao seu direito. Mesmo antes do Código Civil de 2002. interpretando-se o seu silêncio como recusa". com o expresso consentimento do credor. 299 do CC-02 é de intelecção cristalina1": "Art. tem-se como insubsistente a exoneração do primitivo devedor sempre que o novo devedor. com mudança subjetiva na relação obrigacional. §4! Enquanto não for ratificado pelo credor. Direito Civil — Teoria Geral das Obrigações e Teoria Geral dos Contratos. era insolvente e o credor o ignorava. 16. consente". bem como os de dissolução de sociedades. portanto. podem as partes livremente distratar o contrato a que se refere o inciso II deste artigo". Como a própria satisfação do seu crédito está em jogo.

CESSÃO DE CONTRATO A cessão . Por fim. ou. sub-rogando-se nos direitos do credor em relação ao cedente (devedor original). Todavia. o terceiro poderá vincular-se solidariamente ao cumprimento da obrigação. Trata-se de uma exceção. não há propriamente sucessão no débito. o novo devedor não pode opor ao credor as exceções (defesas) pessoais que competiam ao devedor primitivo (exemplo: incapacidade. Com absoluta propriedade. no caso. O Projeto de Lei n.. ao lado do devedor originário (expromissão cumulativa)'". sem exonerar o devedor. acessórios. podendo. aconselham. tornando-se devedor solidário. prestações em favor de terceiros. 260. ocorre quando um terceiro ingressa na relação obrigacional. 8. em situação mais rara. havendo nítida semelhança com o reforço pessoal de obriffffção. Razões superiores. não impugnar em trinta dias a cessão do débito. o mesmo ocorrendo pelo lado passivo na assunção de dívida. Assim como na delegação..o devedor continua obrigado à obrigação principal. mas como elemento integrante do próprio negócio"-1. 20. 303 do CC-02). as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor. que. "Art. e em um único aspecto da relação jurídica. consideram-se extintas. à regra geral de que o credor deve anuir sempre de forma expressa. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo. 300 do CC-02: 18. Na transferência da posição contratual. O devedor-cedente é o delegante: o terceiro-cessionário. 300. independentemente do consentimento do devedor primitivo. coação etc). poderá ter eficácia simplesmente liberatória. por outro lado. E como se houvesse. surpreendentemente. por expressa dicção legal. com exceção das garantias especiais originariamente dadas ao credor primitivo e inseparáveis da pessoa deste" (grifamos). não remanescendo qualquer responsabilidade para o devedor originário (delegante). na forma do art. ainda. ed. Obrigações. Diferentemente do que ocorre na cessão de crédito ou de débito. por sua vez. ao transferir uma posição contratual. ob. não como parte fulcral no negócio. que responderá pelo débito em caso de inadimplência do novo devedor (delegação cumulativa ou simples). Neste último caso. créditos. b) Por expromissão — hipótese em que o terceiro assume a obrigação. salvo assentimento expresso do devedor primitivo. 19. com a devida anuência do credor. o delegatário. p. cit. a assunção do débito. entender-se-á válido o assentimento. O reforço da obrigação.de contraio ou de posição contratual é instituto jurídico conhecido da doutrina que. delegado: e o credor. portanto. Em tal hipótese. cit. dolo. 274 275 . Além disso. a partir da assunção da dívida. no caso. não mereceu a devida atenção no Código Civil de 2002. Cf. 302 do Código Civil de 2002. a assunção de dívida poderá se dar por duas formas: a) Por delegação — decorre de negócio pactuado entre o devedor originário e o terceiro.960/2002 altera essa regra. como também poderá admitir a subsistência da responsabilidade do delegante. 21. inclusive sociais — lembre-se do constitucional direito à moradia —. 4. Quanto aos meios de substituição. Orlando Gomes. 6. admitida pela própria lei. notificado. deveres de abstenção etc. ob. Orlando Gomes. consoante já estudamos (art. consideram-se extintas. ao dispor que "com a assunção de divida lransmitem-sc ao novo devedor. o cessionário (adquirente do imóvel) pagar a dívida. 346. o cedente transfere a sua própria posição contratual (compreendendo créditos e débitos) a um terceiro (cessionário). Sílvio de Salvo Venosa. que passará a substituí-lo na relação jurídica originária. p. neste caso. Nada impede. se o credor hipotecário. as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor"1". Poderá ter efeito exclusivamente liberatório (delegação privativa). Rio de Janeiro: Forense. 269-70. p. a partir da assunção da dívida. há um complexo de relações que se transfere: débitos. 1992. cumpre-nos advertir que o adquirente de um imóvel hipotecado poderá assumir o débito garantido pelo imóvel. que oponha defesas não pessoais (como o pagamento da dívida ou a exceção de contrato não cumprido). um reforço patrimonial para a satisfação do crédito'". apenas. SÍLVIO VENOSA observa que: "a cessão de crédito substitui uma das partes na obrigação apenas do lado ativo. todas as garantias e acessórios do débito. Observe-se. nos termos do art. há cessões de crédito (ou podem haver) e assunções de dívida.

para concluir que. em verdade. dentre outros). 24. 2000. 4. desde que haja expresso consentimento da outra parte. 2. estabelecida com a empresa. se eu contrato a feitura de uma obra de arte com um artista famoso. e. desnecessariamente. que. entendemos assistir razão à doutrina unitária. p.Note-se que parte respeitável da doutrina. Pode ocorrer. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados". Direito das Coisas. pois. S3o Paulo: Saraiva. também Amoldo Wald. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados". a cessão da posição contratual não seria mais do que um plexo de cessões múltiplas — de crédito e débito—. v. obrigações há. ed. o cedente continuará obrigado à satisfação do crédito. isto é. em um determinado contrato (imagine uma promessa irretratável de compra e venda). havendo a cessão sem o consentimento do promitente vendedor. Entretanto. transfere-lhes a própria posição contratual. sendo coletiva (pessoa jurídica). Está ele enunciado. Direito Civil — Parte Geral das Obrigações. é transferido a terceiro. o contrato proíba a cessão. que não admitem cessão. a seguir. segundo a qual a cessão de contrato opera a transferência da posição contratual como um todo. tiver alterada a forma societária. em que o contrato-base é transferido. 1993. b) os contratos de compromisso de venda (nesse caso. carecedoras de autonomia jurídica.. não havendo cláusula proibitiva. José Augusto Rodrigues Pinlo e Rodolfo Pamplona Filho. tem-se que. 10. a cessão de contrato deverá observar os seguintes requisitos: a) a celebração de um negócio jurídico entre cedente e cessionário: b) integralidade da cessão (cessão global). "Ari. 9. ainda assim.1. não havendo. Por óbvio. Quando. por meio do substabelecimento sem reserva de poderes. de natureza personalíssima. 448. 276 277 . Repertório de Conceitos Trabalhistas. Silvio Rodrigues. 10 do Título I. SÍLVIO VENOSA. costumeiramente. em que o titular da lavra. separadamente. uma das partes cede a sua posição contratual.. adepta da teoria atomística. haverá responsabilidade solidária entre o cedente e o cessionário1'). a uma análise mais minuciosa. Em relação ao contrato individual de trabalho. Nesse sentido. Por isso. cumpre-nos destacar a enumeração dos principais casos de cessão de contrato no Direito brasileiro. a) os contratos de cessão de locação. segundo o pensamento de SILVIO RODRIGUES": 22. a cessão de posição contratual é possível. São Paulo: RT. a cessão contratual. em dois dispositivos da CLT — art. 25. talvez no intuito de realçar sua importância no ordenamento nacional. sem que se possa identificar a fragmentação (ou atomização) dos elementos jurídicos componentes da posição contratual. Por força dele. com a anuência do cedido. procederemos. direitos e deveres decorrentes dos contratos de fornecimento de minérios: e) o próprio contrato de mandato. São Paulo. a intenção de transmitir. que a obrigação não seja pactuada intuito personae (personalíssima). fragmentava a análise científica do instituto sob exame. c) a anuência expressa da outra parte (cedido). LTr. Assim. p. transpassando-se para o cessionário todos os direitos e obrigações deles resultantes. na hipótese. outrossim. Não concordamos com esse entendimento. consena sua continuidade executiva à forfait das mudanças de estrutura jurídica ou de domínio da própria empresa ":*. Não havendo esse consentimento. débitos e créditos. este não poderá ceder a sua posição contratual. 448 do Título IV". e art. Entendemos que a natureza mesma da obrigação impede. defendida por juristas de escol (PONTES DE MIRANDA. 116. 2002. p. Cessão do contrato de trabalho Uma das regras básicas aplicáveis às relações trabalhistas no sistema brasileiro é o chamado princípio da continuidade da empresa. c) os contratos de empreitada: d) os contratos de lavra e fornecimento de minérios. "Art. Em conclusão. SILVIO RODRIGUES. 2 a da própria CLT) ou. conjugadas. ed. por envolver aspectos peculiares. Para que seja considerada válida. 30. 139. o faz de forma integrada. ANTUNES VARELA. consistente em "considerar que a relação individual de emprego. 230. ao transmiti-la a terceiros. se uma empresa passar de individual a c-o/f//'i'a(segundo as expressões do art. nada disso 23.

por construir conclusão em sentido diametralmente oposto. substituindo a pessoa do antecessor. MAURÍCIO GODINHO DELGADO. passando a titularidade (vale dizer. Curso de Direito do Trabalho. 27. p. no Direito Brasileiro. v. pelo passivo trabalhista transferido.. seguinOÉ do tal raciocínio. sob a ótica da teoria das obrigações. uma dupla cessão de crédito e de débito obrigatória. ação regressiva (actio in rem verso) contra o sucedido (o art. Evaristo Moraes Filho. viga mestra do Direito do Trabalho. CLT)"2*. por exemplo. De fato. ajustável por inteiro à relação de emprego. 26. por força de lei. 29. corno no caso de grupo empresário. "(fitem responde sempre é a empresa. ed. p. A ação dos empregados é contra o sucessor. a hipótese. Maurício Godinho Delgado. que ficaria. que é de trato sucessivo. Assim ela é. que se faz substituir pelo sucessor'"''. como se fosse ele próprio. pode acabar. coord. e MARLY CARDONE. a análise de tais preceitos. seja o que for que entre si convencionarem. propriedade) da empresa de um para outro empregador (sejam eles pessoas físicas ou jurídicas). Do mesmo modo. Nesse sentido. assumidas pelo sucedido em relação às pessoas de seus empregados. EVARISTO DE MORAES FILHO. 1. Sucessão nas Obrigações e a Teoria da Empresa. Porém. essa mudança de propriedade não perturbará a continuidade executiva dos contratos celebrados com o titular sucedido em relação ao titular sucessor. Ela é do primeiro. A relação jurídica permanece a mesma. na universalidade que constitui a empresa ou o estabelecimento. CESARINO JR. excetuadas as hipóteses de sucessão fraudulenta. entende que "a sucessão opera efeitos com relação ao antigo titular do empreendimento. vinculando o conceito de "empresa" ao de empregador. que assume as características jurídicas de uma autêntica sucessão: o sucessor subentra. em que somente o sucessor é responsável pela totalidade das obrigações não resgatadas ou em curso. São Paulo: LTr. é de uma típica cessão de contrato. independente do consentimento do empregado interessado (desde que não haja fraude à lei ou má-fé. in Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: LTr.. isenta de qualquer responsabilidade. quando diz respeito à modificação da titularidade da empresa. de sucessor e sucedido. Direito Social. p. Não há. Amauri Mascaro Nascimento. 1989. 373. Sujeitos do Contraio de Trabalho: O Empregador. salvo se prevista no contrato de 'traspasse' firmado entre as pessoas jurídicas sucedida e sucessora. 137. é decidido na justiça comum ":7. como considerado no direito alemão. de todos os créditos e débitos decorrentes da relação de emprego. 278 í 279 .. 249. assim. Alice Monteiro de Barros. 393. por força de lei. 1. Segundo AMAURI MASCARO NASCIMENTO. salvo nos casos de fraude ou simulação.. afirmam que: "o princípio da continuidade do contraio de trabalho transfere partia sucessora rodas as obrigações resultantes dos contratos de trabalho celebrados pela sucedida e não rescindidas antes de completarse a transferência do acen-o material de uma e outra empresa. desde a data da transferência. esse assunto pertence à esfera de ambos. a esmagadora doutrina trabalhista especializada entende que se trata de uma sucessão de empregadores. assim. ficaria isento de responsabilidade. 1993. pois o adquirente assume o posto do antigo titular em todos os direitos e obrigações decorrentes dos vínculos empregatícios mantidos com este último. 8. por sua vez.'"". que fica incólume. 2.) quanto à responsabilidade decorrente da sucessão.. com tendência a permanecer (. unidade jurídico-econômica". é claro). preleciona: "não resta a menor dúvida que se trata de uma assunção de dívidas privativa. a nossa lei não a tem como solidária. 9". afirma peremptoriamente que "a sucessão é ope legis. em determinados casos. O sucedido. a quem poderá caber. transmissão de crédito e assunção da dívida. 199 i v. Rio de Janeiro: Forense. p. a serem especificamente comprovadas (art. em determinadas circunstâncias. Cesarino Jr. da mesma forma. Há. 455 da CLT prevê hipótese semelhante). e Marly Cardone. 1960. responsabilidade solidária ou subsidiária do sucedido. imposição ile crédito e de débito. Por isso. para os efeitos do direito do trabalho. portanto. 28. ed. o conterrâneo J S MARTINS CATHARINO. continuando-o. em que a sucessora responde por todos os encargos trabalhistas dos empregados da empresa sucedida.. isentando-o de qualquer responsabilidade.alterará a vigência dos contratos celebrados antes dessas mudanças de estrutura jurídica. Ou melhor. pois. com inteira liberação do antecessor. em obra clássica. Concebida como uma regra destinada a sustentar o principio da proteção do hipossuficiente económico. São Paulo: Saraiva.

Se a lei não a estabeleceu. pois. há muito. Entende-se tal possibilidade por motivos de ordem económica. Assim. v. de continuidade no seu exercício. Apenas nesta hipótese excepcional. a despersonalização da figura do empregador. prelecionava: "autores há.A obrigação legal imposta ao empregador-sucessor é sua exclusivamente. o pessoal. estabelecer a seguinte regra: toda vez que o novo empregador não puder assegurar ao empregado os direitos a que estes estão expressamente garantidos em lei. da assunção de dívida). Tal proposta já era. entretanto. o trabalhador. Compêndio Universitário de Direito do Trabalho. usufruto ou qualquer outra modificação quanto à sua propriedade ou titularidade. pois. Tal modalidade de obrigação só existe. 281 280 . os meios materiais e a organização". com efeito. não se pode negar. com todos ou alguns elementos indispensáveis para o seu funcionamento. O único critério válido e indispensável é que a empresa ou o estabelecimento apresentem reais e objetivas condições de sobrevivência. incentivada pelo magistral ORLANDO GOMES. 1. estaria o outro exonerado. cessão. que o precípuo objetivo da Legislação Trabalhista de amparar o trabalhador. Evaristo de Morais Filho (ob. Satisfeita por um devedor. obrigação disjuntiva. Nem solidária. como uma exceção à regra legal. nem alternativa (não há pluralidade de objeto)"m." (. fusão.). a saber. ajudaria a fundamentar tal afastamento da necessidade de consentimento do trabalhador. Pouco importam aos exercentes de uma relação de emprego as transformações subjetivas que se operem na estrutura juridica do organismo fazendário: venda.. o capital. e não se podendo refutar a possibilidade de cessão integral do contrato de emprego sem o consentimento do cedido. contudo. São Paulo: Ed. poderá o empregado voltar-se contra seu exempregador. de modo expresso ou sequer implícito. mesmo abstraindo-se a fraude. é possível o desvirtuamento do instituto da cessão do contrato (e. em relação à empresa. por exemplo. há um detalhe que não quer calar: embora se trate de cessão de contrato (ou assunções de dívidas cumuladas com cessões de crédito. Além disso. doação.. a esperança de lucros futuros. Adotando. isto é. Poder-se-ia. Embora assentada a doutrina sobre a matéria. bem como a ideia de que a mão-de-obra não seria encarada como um terceiro. nem subsidiária. como elemento indispensável da sua constituição. uma visão ideológica de preservação da identidade do cidadão trabalhador. até o limite da sua atuação. alteração. passam a constituir um dos seus elementos orgânicos. 31. idoneidade económica para manter a atividade empresarial por muito tempo. e não de sujeitos. que. Nenhum preceito legal estabelece. Ora. o ideal seria que fosse estabelecida. cil. exige o reconhecimento da responsabilidade do primitivo empregador.. de fato. em casos excepcionais. Quando muito. "Definitivamente incorporado ao estabelecimento. porém. José Martins Cathunno. Nesse sentido. ao contrário. ainda que de lege ferenda. Preferem outros explicar a responsabilidade do cedente e do cessionário pela existência de obrigação alternativa para o empregado. para autorizá-la. a solidariedade não se presume. na chamada "sucessão trabalhista". Ião necessário ao seu funcionamento — talvez o mais necessário — quanto os demais elementos. Estariam ambos ligados por uma obrigação solidária para com os empregados. a responsabilidade civil do antigo titular. para identificá-lo somente com a organização empresarial. acompanha-o o contrato de trabalho através de todas as suas vicissitudes. solidariedade não há. não são terceiros que com ela contratam.. é convencional ou legal. 1972.. por causa disso. ninguém se atreveu a sustentar ainda que o empregado pode dirigir-se indistintamente ao cedente ou ao cessionário para exigir de um ou outro o cumprimento das obrigações trabalhistas decorrentes da despedida injusta. por premissa lógica. mas sim um dos seus elementos orgânicos1'. 234-51: "O corpo de empregados da empresa. notadamente a inviabilidade prática. p. O que importa é a manutenção do seu aviamento. haveria uma obrigação disjuntiva. Mas. pode ser extremamente prejudicial à parte cedida. após a cessão. para aquela minoria que nega a autonomia da figura da cessão de contrato). seus operários e seus empregados de escritório. tal interpretação dos dispositivos legais pertinentes leva à conclusão de que. pelo fato de que. independentemente da manifestação de vontade do cedido (credor trabalhista). Não há. todavia. Juridica e Universitária. porém. Os que admitem a subsistência da responsabilidade do primitivo empregador só afirmam que se mantêm quando o cessionário (novo empregador) não pode cumprir as obrigações legais. " Isso. seu verdadeiro objetivo organizacional. porém. o novo empregador pode não ter. em solidariedade com o novo empregador. locação. que sustentam a permanência da responsabilidade do cedente. quando há pluralidade de objetos. 173 e 17-4-5. em nenhum momento houve consentimento expresso da outra parte. de se consultar todos os empregados da empresa acerca da mudança da titularidade. (. esta solidariedade.) ainda que de difícil fundamentação juridica. o primitivo patrão responderá subsidiariamente pelo cumprimento das obrigações correlatas a tais direitos. p.. mas... * 30.

conclui pelo conhecimento ou não do apelo (OJ n. CLT). imporia na responsabilidade do sucessor. apenas que o sucessor deve assumir todas as obrigações decorrentes dos vínculos empregatícios mantidos até então. Revista conhecida. de acordo com Evaristo de Morais Filho. Recurso conhecido e provido" (TST. a partir do trespasse. Min. no Direilo do Trabalho. já que a cessão de seu débito não surte efeito em relação ao empregado. Rei. quando o contrato de trabalho foi desfeito antes da vigência do contraio de arrendamento de bens da RFFSA. inspirados na Iiterai idade dos preceitos legais — e aqui se encontram na contramão da interpretação teleológica que preside as regras de hermenêutica —. ao se estabelecer que a mudança da propriedade ou na estrutura juridica da empresa não afeta os contratos de trabalho dos respectivos empregados (art. ainda. Embargos não conhecidos. Amónio José de Barros Levenhagen. não significando isso a isenção do sucedido pelos débitos constituídos até então. quer a lei consignar. enquanto que a empresa sucessora. A regra quanto ã sucessão de empregadores. 33. a colenda SDI já se pronunciou no sentido de que. Essa solidariedade resultaria de imposição legal pois. data vénia. da CLT). Belo Horizonte: Leditathi Editora do Brasil. modalidade de assunção na qual o sucessor subentra nas relações Jo sucedido. à que se nega provimento" iTST. embora atrativa..144. a responsabilidade quanto a débitos e obrigações trabalhistas recai 282 283 . Acrescente-se. Sendo assim. 448. não tem qualquer efeito em relação aos contratos mantidos com os empregados. 27. Sucesso Trabalhista e Assunção da Dívida. em relação ao empregado ou empregados dispensados antes da sua ocorrência. Por conta dessa sua marcante singularidade e que a responsabilidade do sucessor alcança indiferentemente os débitos provenientes dos contratos em vigor á época do trespasse da empresa e aqueles alusivos aos contratos resilidos anlenormenle. 26-4-20021. Malgrado os que dela excluem o sucessor. ARRENDAMENTO. Orlando Gomes. 896 da CLT decisão de Turma que. É sabido da polemica em tomo das implicações da sucessão de empregadores de que tratam os artigos 10 e 448 da CLT. apreciando premissas concretas de especificidade dos arestos paradigmas. 15-4-2002. 1997. se houver fraude ou simulação"'':. Na hipótese de sucessão de empresas. p. p. EMBARGOS DA ALL — AMÉRICA LOGÍSTICA DO BRASIL S/A — SUCESSÃO — ARRENDAMENTO — RESPONSABILIDADE — ROMPIMENTO DO CONTRATO DE TRABALHO OCORRIDO ANTES DA SUCESSÃO DE EMPRESAS — REDE FERROVIÃRIA FEDERAL S/A. ano 1999. considerando. 10-4-2002. "SUCESSÃO DE EMPRESAS. no específico caso da sucessão havida entre a Rede Ferroviária Federal e as empresas que prosseguiram na exploração da malha ferroviária. Da Solidariedade Empresarial. assumiria também a posição de devedora das verbas devidas até então. salvo. e não do sucedido. somente a segunda. respondendo com seu património por todos os direitos irahalhislas pendentes. do sucedido. 1: que. Subseção I.623. merecendo. DJ. vol. já que passa a assumir a posição de empregador. 26-4-2002). ainda. 32. j . ERR 530. remanescendo a responsabilidade exclusiva da RFFSA. 1979. ser este preceito consolidado de ordem pública"^. à posição de devedores solidários nos débitos constituídos até então. justamente por esse descumprimento da obrigação de consentimento do trabalhador. tirma-se a certeza da legitimidade de parte da recorrente. portanto. com o trespasse. Nesse sentido. Direito do Trabalho. pelo que os débitos constituídos antes da cessão. as empresas sucedidas e sucessoras passariam. passam para o patrimônio do novo titular' i * in' "Sucessão nas Obrigações" e a "Teoria da Empresa". São Paulo: LTr. por se configurar modalidade de assunção de débito e crédito vinculada à lei. porém.CONTRATO DE ARRENDAMENTO — SUCESSÃO — RESPONSABILIDADE SOLIDARIA DA SUCEDIDA. entretanto. está afastada a responsabilidade da empresa sucessora. 254. in Temas de Direito e Processo do Trabalho. DJ. defende o arguto EDILTON MEIRELES a possibilidade de responsabilização solidária. "as relações jurídicas passadas e presentes permanecem as mesmas."Esta conclusão é repelida. com todos os seus eleitos. em processos judiciais. seria responsável pelas dividas contraídas após a sucessão. RR 526. já que contraria o disposto no art. constituídos até a data da sucessão. ser discutida. pela maioria dos escritores sob o fundamento de que a responsabilidade do primitivo empregador cessa no dia em que transfere o estabelecimento. ainda não encontrou guarida expressa nos tribunais superiores' 4 . 0 sucedido continuaria responsável pela satisfação de seus débitos. pois é inegável o falo de ler ela sucedido ao Banco Banone. 1. a bem da verdade. II). Todavia. conforme interpretação que lhe damos acima — aqui com apoio em Evaristo de Moraes Filho —. ao tempo do primitivo titular. de lege lata. "SUCESSÃO TRABALHISTA. ressaltando-se que. que norma contratual em sentido oposto. 448 da CLT. ainda. CONTRATO DE TRABALHO RESCINDIDO ANTES DA NEGOCIAÇÃO. 37/SBDI-l). pelos débitos provenientes dos contratos em vigor na época de sua configuração e daqueles rescindidos anlcriormente. Wagner Pimenta. nos seguintes termos: "Não concordando com a cessão do débito. Edilton Meireles. naturalmente. por força de lei (art. inserida no pacto formalizado pelas empresas sucedida e sucessora. por desrespeitar direito adquirido do trabalhador. j . Min. não obstante lenham sido contraídos á época em que trabalhara para o Banco Banone. 4' T. 34. que a tese. em proteção aos direitos dos empregados. Rei. tornando-se responsável incondicional pelos créditos devidos á recorrida. Estudos. Registre-se. é preciso enfatizar que a sucessão no Direito do Trabalho é considerada. p. 10'e 448. "EMBARGOS DA RFFSA . Notória a jurisprudência desta Seção Especializada no sentido de que não afronta o art. 121-2. segundo Evaristo de Moraes Pilho.

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