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O QUE É CRAS

• Unidade pública estatal responsável pela oferta de serviços continuados de


proteção social básica de Assistência Social às famílias e indivíduos em
situação de vulnerabilidade social;
• Unidade efetivadora da referência e contra-referência do usuário na rede
socioassistencial do SUAS e unidade de referência das demais políticas
públicas;
• “Porta de entrada” dos usuários de proteção social básica do SUAS;
• Unidade que organiza a vigilância social em sua área de abrangência;
• Unidade pública que concretiza o direito socioassistencial quanto à garantia
de acesso aos serviços de proteção social básica com matricialidade sócio-
familiar e ênfase no território de referência;
• Equipamento onde são necessariamente ofertados os serviços de ações do
Programa de Atenção Integral á Família (PAIF) e onde podem ser prestados
outros serviços, programas, projetos e benefícios de proteção social básica,
relativos às seguranças de rendimento, autonomia, acolhida, convívio ou
vivencia familiar e comunitária e de sobrevivência a riscos circunstanciais;
• Unidade de mobilização e articulação da rede no território.
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DO CRAS
• A área de maior vulnerabilidade onde o 1º CRAS – Centro de
Referência da Assistência Social está localizado, compreende os
seguintes bairros: Prudenciana, Vila Nova Florínea, Nova Assis, Jardim
Eldorado e Jardim 3 Américas 2, Parque Universitário, Vila Souza, Vila
São Benedito, Marialves, Maria Izabel e Assis III.

• Uma grande parte das famílias desta área são trabalhadores rurais,
com pouca ou nenhuma qualificação profissional, absorvidos no corte
de cana que atualmente passa por mecanização. Além dos baixos
salários vindos do trabalho rural, esta população sofre com o caos
social provocado na época da entre safra, acarretando sérias
conseqüências, como por exemplo, desemprego e subemprego.
Temos também um número relativo de famílias que trabalham como
catadores de material reciclável, sendo algumas destas cooperadas.

• Vale ressaltar também que nesta área não há unidades que ofereçam
formação profissional que possam atender e criar novas
oportunidades de promoção destas famílias para a auto sustentação
condizentes com o mercado de trabalho. Dentro desta perspectiva, as
gerações futuras se vêem comprometidas, sem perspectivas, não
conseguindo dar conta de um planejamento de um projeto de vida
diferente.
NÚMEROS DE FAMÍLIAS ATENDIDAS NOS
PROGRAMAS SOCIAIS NA ÁREA DO CRAS

• Renda Cidadã: 228


• Bolsa Família: o sistema não oferece
dados por bairros
• BPC: 88 – Idoso= 98
87 – PPD= 82
• Ação Jovem: 287
FUNCIONAMENTO DO CRAS
As famílias da área estão sendo
cadastradas, através de:
• Demanda espontânea
• Encaminhamento
• Cadastros do Programa Renda Cidadã
• Cadastros do Programa Ação Jovem
• Cadastros do Programa Bolsa Família
INDICE DE VULNERABILIDADE
Fatores de Riscos:

1. Famílias sem renda


2. Famílias que ganham de ½ a 01 salário mínimo
3. Famílias que ganham acima de 01 salário mínimo
4. Famílias momentaneamente em situação de crise
5. Famílias vivendo do subemprego
6. Famílias com grande número de agregados
7. Famílias com dependentes químicos (álcool/droga)
8. Famílias com mais de 03 filhos menores de idade
9. Famílias com situação de analfabetismo
10. Famílias com apenas 01 provedor
11. Famílias com crianças e adolescentes fora da escola
12. Famílias de presidiários e interno-egressos da FEBEM
13. Famílias com gestante adolescente
14. Famílias com moradia precária
15. Famílias com idosos e portadores de deficiência.
16. Sem risco

Índices de Vulnerabilidade:

Nível Fatores de Riscos Alto Médio Baixo


I 1 + 5 +14 + vários X
II 2 + 6 + 10 X
II 3 + 4 + 11 + 12 + 8 X
IV 7 + 9 + 13 + 15 X
ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE
Agente Administrativo
• Acolhimento

• Organização do setor administrativo – ofícios,


documentos, cadastros, entre outras coisas

• Digitação

ASSISTENTE SOCIAL
Acolhimento

• Triagem das famílias para priorizar atendimento

• Visitas domiciliares – atendimento as necessidades emergenciais

• Reunião com famílias do Programa Renda Cidadã e Ação Jovem

• Acompanhamento das famílias do Bolsa Família

• Acompanhamento dos beneficiários do BPC, que fazem parte da área de abrangência do CRAS

• Inclusão e Exclusão de famílias nos programas sociais

• Acompanhamento dos grupos, juntamente com a psicóloga, das famílias priorizadas

• Articulação com os outros setores da Rede


PSICÓLOGA
• Acolhimento

• Cadastramento

• Informação/Orientação sobre os serviços dos CRAS

• Triagem de famílias/jovens para inclusão e exclusão nos programas sociais

• Visita Domiciliar - Atendimento as necessidades emergenciais, estabelecimento de vínculo

• Acompanhamento famílias/jovens inseridas nos programas sociais

• Atendimento grupal das famílias/jovens inseridas nos programas sociais

• Treinamento de educadores sociais

• Articulação com outros serviços da rede


AÇÕES DA EQUIPE
Avaliação Permanente
• Reuniões semanais junto a equipe de trabalho

• Atualização permanente frente aos recursos da


comunidade (parcerias)

• Replanejamento das Ações

• Pesquisa
PONTOS POSITIVOS
• Maior vínculo com as famílias atendidas

• Novo “olhar” para as famílias – integralidade

• Maior aproximação dos técnicos de outras


secretarias buscando parcerias
DESAFIOS
• Falta de capacitação dos técnicos para esse
novo modelo
• Dificuldade em se manter parceria por falta de
entendimento em alguns setores
• Falta de recursos financeiros
• Dificuldade em aceitar a nova política por parte
das ONGs
Falta de uma política municipal de assistência
social amplamente discutida
MUDANÇAS DE PARADIGMAS

Política Antiga Política Atual

• Procura espontânea Busca Ativa


• Visão compartimentalizada Visão Sistêmica
• Dependência Auto sustentabilidade
• Impacto Pessoal Impacto na comunidade
• Comunidade Dependente Comunidade co-responsável
• Ações desconectadas Ações em sintonia com a
comunidade
REFLEXÃO FINAL
Nesse novo contexto, os profissionais são impulsionados a
aprender a ouvir; respeitar a diversidade sociocultural;
desenvolver habilidades de comunicação, observação,
indagação, reflexão e da ação transformadora da realidade.
Devem estar motivados ainda, a conhecer a realidade das
famílias pelas quais são responsáveis, com ênfase em suas
características sociais, demográficas e epidemiológicas;
identificar os problemas prevalentes e as situações de risco
às quais a população está exposta; promover ações
intersetoriais para o enfrentamento dos problemas
identificados; trabalhar em equipe com criatividade e
iniciativa; estarem predispostos para o trabalho comunitário e
em grupo; construir visão ampla e generalista de promoção
da comunidade onde atua.
O CRAS QUE QUEREMOS
CRAS
A Coragem em transformar
(...)

“Assim o homem vai se transformando


E crescendo
E evoluindo
Nas suas múltiplas possibilidades de “virar borboleta”
Buscar a sintonia com a mudança que se aproxima
Ganhar consciência da nova transformação
E fazer historia
E estar presente no coração do mundo

Transformando-se a si mesmo
Deixando seu sinal de amor naquele que passa e sente a mudança

Deixando seu traço no ambiente que se renova


Deixando seu rastro no caminho percorrido como sinal de esperança
Assim caminha o Homem que se abre às transformações”

Equipe do CRAS

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