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UM NOVO OLHAR HUMANÍSTICO ODONTOLOGIA Autores: Maiara Ester Schappo; Renata Aparecida De Oliveira Silva; Vanessa Silveira
UM NOVO OLHAR HUMANÍSTICO
ODONTOLOGIA
Autores: Maiara Ester Schappo; Renata Aparecida De Oliveira Silva; Vanessa Silveira
Orientadora: Prof a . Fernanda Angeloni De Souza
SEMANA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - 2016

A ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO DENTISTA NA INCLUSÃO SOCIAL:

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

Uma atitude empática do dentista, seu respeito às queixas e sentimentos do paciente e a explicação clara dos procedimentos que serão realizados podem minimizar e até suprimir a ansiedade do paciente. Dessa forma, confiança, segurança, tranquilidade e serenidade devem ser encorajadas pelo cirurgião dentista durante as consultas. A incorporação de disciplinas voltadas para a formação humanística de alunos de Odontologia tem ajudado a desenvolver nesses profissionais o entendimento de um atendimento mais humanístico.

UM NOVO OLHAR HUMANÍSTICO ODONTOLOGIA Autores: Maiara Ester Schappo; Renata Aparecida De Oliveira Silva; Vanessa Silveira
UM NOVO OLHAR HUMANÍSTICO ODONTOLOGIA Autores: Maiara Ester Schappo; Renata Aparecida De Oliveira Silva; Vanessa Silveira
UM NOVO OLHAR HUMANÍSTICO ODONTOLOGIA Autores: Maiara Ester Schappo; Renata Aparecida De Oliveira Silva; Vanessa Silveira

Ao abordar a atuação do cirurgião dentista na pluraridade cultural, fazemos uma reflexão com um olhar mais humanizado, para a diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, investindo na superação de qualquer tipo de discriminação e valorizando a trajetória particular dos grupos que compõe a sociedade. Neste estudo, procuramos fazer uma breve reflexão acerca da atuação do Cirurgião Dentista na pluraridade cultural, principalmente, quando observados os múltiplos olhares desses profissionais frente às diversidades. O principal objetivo dessa reflexão é provocar algumas inquietações aos cirurgiões dentistas e acadêmicos de odontologia para um olhar mais humanizado acerca das diversidades culturais e propor a promoção e prevenção da saúde bucal na diversidade cultural.

DESENVOLVIMENTO

DESENVOLVIMENTO

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde do indivíduo como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não sendo apenas a ausência de doença. Não temos como duvidar de que a saúde da boca é fundamental para alcançarmos a plenitude desta definição, pois a mesma não pode ser isolada do restante do corpo, tendo em vista que o que acontece na boca reflete em todo o organismo. No ano de 2006, o Ministério da Saúde notou a necessidade de um sistema de saúde e assim, iniciou-se a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), que visa:

promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidade e riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação,

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lazer, cultura, acesso a bens e serviços essenciais [

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(BRASIL, 2006).

Sendo um grande marco político/ideológico importante no processo vivo e cotidiano de construção do Sistema Único de Saúde. Entretanto, o principal objetivo da prevenção em todas as áreas ligadas à saúde é melhorar a qualidade de vida e proporcionar um hábito de vida saudável.Viver com saúde, disposição e qualidade de vida, envolve não só aspectos biológicos, mas também psicológicos econômicos e sociais.Neste aspecto, o desenvolvimento das relações interpessoais é fundamental para que se estabeleça um melhor entendimento entre o paciente e o profissional. O cirurgião dentista tem que pensar no indivíduo como um “ser” e não se preocupar apenas com a sua sintomatologia. As pessoas desejam profissionais capazes tecnicamente, mas almejam também o aspecto humano nas relações sociais. Portanto, é necessário dar um significado mais humanístico à prática odontológica, pois, quanto mais o dentista compreende as pessoas que o procuram, mais positivo poderá torna-se o tratamento. Pensar no outro, no diferente, na diversidade, é pensar na possibilidade de reduzir e eliminar as barreiras do preconceito, da discriminação e da desigualdade. Neste contexto, Oliveira (2006, p.70) afirma:

Aceitar o argumento do outro supõe-se o aceitar o outro como igual, e esta aceitação do outro como igual é uma posição ética, é o reconhecimento ético ao outro como igual, quer dizer, aceitar o argumento não é somente uma questão de verdade, é, também uma aceitação da pessoa do outro.

UM NOVO OLHAR HUMANÍSTICO ODONTOLOGIA Autores: Maiara Ester Schappo; Renata Aparecida De Oliveira Silva; Vanessa Silveira

Fonte: Elaborado pelo próprio autor

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CONSIDERAÇÕES CONSIDERAÇÕES FINAIS FINAIS

UM NOVO OLHAR HUMANÍSTICO ODONTOLOGIA Autores: Maiara Ester Schappo; Renata Aparecida De Oliveira Silva; Vanessa Silveira

O cirurgião dentista deve ter consciência que o seu atendimento deve ser em um contexto plural, pensando em todo o contexto do paciente e não apenas direcionar sua atenção à sua área de atuação. Do ponto de vista do paciente, é a oportunidade de ter sua dignidade respeitada, independentemente de ser atendido em clínicas em uma instituição de ensino ou em clínicas públicas ou privadas. Cabe, pois, à educação em Odontologia, incorporar aluno e paciente como os dois principais alvos do processo de mudança curricular e, para isso, a atenção à pessoa humana deverá ser o alicerce para a construção de uma nova Odontologia. Essa nova construção, se inicia quando todos temos a capacidade de pensar e sonhar juntos. A partir desse novo olhar, começamos a trabalhar e investir em tudo que dispúnhamos na construção do ideal. Em cada rosto, esforço, persistência e uma grande vontade de lançar-se ao futuro. Chega o momento de alcançarmos a vitória maior, e é aí que descobrimos o quanto ainda somos pequenos e temos muito ainda que aprender através de um olhar mais humanizado .

REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRÁFICAS

O paciente ao ser atendido de forma mais tranquila e humana, torna-se mais cooperativo. O cirurgião dentista não pode ignorar a parte emocional dos pacientes, e aumentar o vínculo afetivo entre profissional e paciente é vital para o bom andamento do tratamento odontológico.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria N.º 248, Ministério da Saúde, 2006. Disponível em:

<http://www.saude.sc.gov.br/gestores/Pacto_de_Gestao/portarias/GM-648.html> Acesso em 22 de setembro de 2016

OLIVEIRA, Ivanilde Apoluceno de. A problemática da ética da diferença e da exclusão social: um olhar dusseliano. In: MARTINS, Lúcia de Araújo Ramos. et. al. [orgs.]. Inclusão: compartilhando saberes. Petrópolis: ed. Vozes, 2006. p.67-77

JUNQUEIRA, CILENE RENNÓ et al. Formação Humanística, Social e Ética do Graduando em

Odontologia. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, Vol. 14, n. 4, 2011. p. 25-36.

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