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DENGUE

https://imagem.biz/wp-content/uploads/2015/03/Aedes-aegypti.jpg

FMT – HVD
Sheila Serpa
Interna – UFAM 03/01/2017
 Arbovirose – Flavivírus – Sorotipos 1, 2, 3, 4
 Aedes aegypt (Febre Amarela Urbana)
 Verão, entre os trópicos (Canadá, Chile)
 Reservatório: Homem
 Séc XVIII (Ásia/África)

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 Década de 50: hiperendemia (sudeste
asiático)
 1954: Febre hemorrágica da dengue
 Brasil: 1920
 Sorotipos 1 (1986), 2 (1990), 3 (2000), 4 (2011)

 Mais crianças acometidas, mais casos graves.

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 Apresentação:
 Infecção inaparente
 Dengue clássica
 Febre Hemorrágica da Dengue
 Síndrome do Choque da Dengue

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http://www.dengue.org.br/aedes_1.gif

Transmissão
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http://www.combateadengue.com.br/wp-content/gallery/imagens-diversas/ciclo-
transmissao-da-dengue-mds.jpg

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 Viremia: 1 dia antes da febre ate 6º dia de
doença.
 8 a 12 dias na glândula salivar
 Transmissão transovariana do vírus.
 Transmissão vertical: dengue neonatal
 Não transmite: pessoa-a-pessoa, secreção,
objetos.

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https://imagem.biz/wp-content/uploads/2015/03/Aedes-aegypti-3.jpg

Patogênese
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 Multiplicação: Linfonodo + Células
musculares esqueléticas
 Sangue: Monócitos (disseminação)
 Tropismo: monócitos/macrófagos e células
musculares esqueléticas
 Citocinas TNF-alfa e IL-6

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 Resposta imunológica na primeira semana
(humoral e celular)
 IgM (4º dia) e IgG (1ª semana)(imunidade
sorotipo-específica)

 Forma grave (FHD)


 Sorotipo 2 (2>3>4>1)
 Anticorpos homólogos X anticorpos heterólogos
 Teoria de Halstead: facilitação
Teoria de Ransen
Teoria da Multicausalidade

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 Forma grave (FHD):
 Liberação em massa de fatores inflamatórios
  súbito da permeabilidade capilar

Hipovolemia relativa

Hemoconcentração NS-1

Edema

Hemorragia tecidual
https://dialogospoliticos.files.word
press.com/2010/08/feto-it1.jpg

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http://conteudo.ebc.com.br/portal/projetos/2015/zika/images/aedes_aegypti_info
grafico-portal_mb.png

Quadro Clínico
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 Infecção inaparente
 Dengue clássica
 Febre Hemorrágica da Dengue
 Síndrome do Choque da Dengue
 Incubação 5-6 dias (3-15)
 Evolução X Diagnóstico Definitivo
 Caso suspeito? Abordagem clínico-evolutiva

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 Caso suspeito (2 ou mais):

-Cefaleia
-Mialgia
-Artralgia
-Dor retro-orbitária
-Prostração
-Exantema

+ área de transmissão
nos últimos 15 dias

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 Abordagem clínico-evolutiva:
 Grupo A
 Grupo B
 Grupo C
 Grupo D

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Dengue Clássica
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 Febre alta (39-40ºC)
 Cefaleia
 Dor retro-orbitária
 Mialgia intensa
 Artralgia
 Náuseas, Vômitos
 Anorexia
 Prostração
 Exantema (3º ou 4º dia)
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 Exame físico:
 Hepatomegalia dolorosa, micropoliadenopatia
 Fenômenos hemorrágicos leves (petéquias,
equimoses, epistaxe, gengivorragia)

 Laboratório:
 LEUCOPENIA, linfocitose relativa
 Pode ter trombocitopenia leve
 HT normal
 AST 2-3x VR

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Dengue Hemorrágica
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 Fatores de risco: dengue prévia, sorotipo 2,
crianças < 12 anos, lactentes de mães com
passado de dengue, sexo feminino, raça
branca.
 EXTRAVASAMENTO PLASMÁTICO:
hipovolemia relativa, edema intersticial,
derrames cavitários, choque.

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 Eventos hemorrágicos mais graves (podem
estar ausentes!).
 Letalidade 5-50%
 Manifestações hemorrágicas 2º ou 3º dia
 Petéquias em extremidades

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 Hepatomegalia + discreta esplenomegalia
 3º e 7º dia:  febre, sinais hemodinâmicos,
rápida evolução para o estado de choque
(PA convergente, hipotensão absoluta,
PA inaudível) (letargia, acidose metabólica
e óbito em 12-24h)

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 Sinais de alarme
•Dor abdominal intensa e contínua
•Vômitos persistentes
•Hipotensão ortostática e/ou lipotímia
•Hepatomegalia dolorosa
•Hemorragias importantes
•Sonolência e/ou irritabilidade
•Diminuição da diurese
•Hipotermia ou queda abrupta da
temperatura
•Desconforto respiratório
•Aumento repentino do hematócrito
•Queda abrupta das plaquetas
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 Prova do laço (5’ adulto-20; 3’ criança-10)
http://consultadeenfermagem.com/wp-content/uploads/2014/10/prova-do-laco-ou-
prova-de-rumpel-leede41.jpg

 Obesidade e choque

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 Complicações
 Derame pleural
 Ascite
 Encefalopatia
 SDRA
 Insuficiência hepática fulminante
 Disfunção miocárdica
 Insuficiência renal

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 Laboratório:
 Leucopenia
 Aumento das aminotransferases
 Alteração nas provas de coagulação (TAP, TTPA,
redução do fibrinogênio sérico)

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 Classificação
 Grau I
 Grau II
 Grau III
 Grau IV

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Síndrome do Choque da Dengue


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 Pulso rápido e fraco
 Diminuição da pressão de pulso ou
hipotensão
 TEC >2”, pele fria e úmida, mosqueada
 Ausência de febre
 Taquicardia/bradicardia
 Taquipneia
 Oligúria
 Agitação ou torpor
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Diagnósticos diferenciais
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 Dengue clássica
 Gripe
 Leptospirose (anictérica)
 Viroses exantemáticas (sarampo, rubéola,
mononucleose, enterovirose)
 Hepatite A (anictérica)

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 Dengue clássica
 Infecções bacterianas agudas (pielonefrite,
pneumonia, colecistite, endocardite,
faringoamigdalite estreptocóccica)
 Leucocitose com desvio
 Anemia aplásica
 Leucemia aguda

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 Dengue hemorrágica
 Sepse bacteriana
 Meningococcemia (petéquias/equimoses no 1º dia)
 Malária
 Febre amarela
 Febre maculosa brasileira
 Leptospirose
 Hantavirose

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 Confirmação diagnóstica
 Sorologia (sorotipos, reação cruzada)
 Inibição da hemaglutinação (HAI)
 ELISA (IgG – pareamento – aumento > 4x)
 MAC- ELISA – IgM (6º-90º dia) – falso positivo
 ISOLAMENTO VIRAL (imunofluorescência)
 Detecção de antígenos NS1

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Tratamento
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 HIDRATAÇÃO (oral, EV)
 Sintómáticos (paracetamol, metoclopramida,
dexclorfeniramina...)
 AINEs, salicilatos
 Reavaliar 3º - 7º dias

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 Abordagem clínico-evolutiva:
 Grupo A: caso suspeito, sem sinais de alarme,
sem sangramentos espontâneos ou induzidos,
sem comorbidades crônicas importantes.
 Exames específicos apenas em casos isolados
 Tratamento em regime ambulatorial. HIDRATAÇÃO.

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 Abordagem clínico-evolutiva:
 Grupo B: caso suspeito, sem sinais de alarme,
com sangramentos espontâneos ou induzidos,
ou com comorbidades crônicas, doenças
hematológicas, hepatopatias, doenças
autoimunes, <2 anos, >65 anos, gestantes.
 Exames específicos sempre, hemograma.
 HIDRATAÇÃO na unidade até resultado do exame.
 HT normal - ambulatorial, diariamente.
 HT aumentado – interna SRO
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 Abordagem clínico-evolutiva:
 Grupo C: caso suspeito, COM sinal de alarme,
COM/SEM manifestações hemorrágicas.
 Exames específicos, hemograma, AST/ALT, albumina
sérica, RX Tórax, USG abdome
 INTERNAR 48h, HV

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 Abordagem clínico-evolutiva:
 Grupo D: caso suspeito, COM SINAIS DE
CHOQUE, DESCONFORTO RESPIRATÓRIO OU
DISFUNÇÃO GRAVE DE ÓRGÃOS, com/sem
manifestações hemorrágicas.
 Exames específicos, hemograma, AST/ALT, albumina
sérica, RX Tórax, USG abdome
 UTI, Reposição volêmica

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Gestantes
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 Risco de aumento de sangramentos
obstétricos
 Risco aumentado de aborto e baixo peso ao
nascer

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Crianças http://www.medicalnorteam.com.br/sites/default/files/baby2.jpg

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 Atraso do diagnóstico
 Sintomas inespecíficos (irritabilidade, choro,
hiporexia, vômitos, diarreia...)
 Febre aguda sem manifestação respiratória
ou outros sinais de localização  DENGUE
 Agravamento SÚBITO.
 Dificuldade para identificar sinais de alarme
CUIDADO REDOBRADO!

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Profilaxia
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aegypti-mosquito-desenho.jpg

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 Controle vetorial físico
 Educação em saúde para a comunidade
 Controle vetorial químico
 Vigilância entomológica
 Vacinação

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https://sites.google.com/site/tripacruzi/_/rsrc/1472868686
517/referencias-bibliograficas/laptop_livros.jpg

Referências
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1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Diretoria
Técnica de Gestão. Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e
criança. 4.ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
2. LOPEZ, F. A. CAMPOS JR, D. Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira
de Pediatria. 2.ed. São Paulo: Roca, 2009.
3. TAVARES,W; MARINHO, L.A.C. Rotinas de diagnóstico e tratamento
das doenças infecciosas e parasitárias. 2.ed. São Paulo:
Atheneu,2007.
4. FOCACCIA,R. Veronesi. Tratado de Infectologia. 3.ed. SãoPaulo:
Atheneu,2005.

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Chegou o momento das perguntas!


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