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Alunas Lethicia Araujo Cordeiro e Elisa Ferreira Soares

Professra dra Renata


Definição
• Um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia persistente,
decorrente de deficiência na produção de insulina ou na sua ação, ou em
ambos os mecanismos.
• Coletivamente,as síndromes de diabetes mellitus são as disfunções
endócrinas/metabólicas mais comuns da infância e adolescência.
Classificação
Dm tipo 1
• Uma doença autoimune, poligênica, decorrente de destruição das células β pancreáticas,
ocasionando deficiência completa na produção de insulina
• Embora a prevalência de DM1 esteja aumentando, corresponde a apenas 5 a 10% de todos
os casos de DM.
• É mais frequentemente diagnosticado em crianças, adolescentes e, em alguns casos, em
adultos jovens, afetando igualmente homens e mulheres.
• Subdivide-se em DM tipo 1A e DM tipo 1B, a depender da presença ou da ausência
laboratorial de autoanticorpos circulantes, respectivamente.
• TIPO 1 A: Forma mais frequente de DM1, confirmada pela positividade de um ou mais
autoanticorpos.
• Picos de apresentação ocorrem em dois grupos de idade: entre 5 a 7 anos de idade e no
momento da puberdade.
Etiopatogenia
• Ocorre interação entre fatores genéticos e ambientais que induzem uma reação
autoimune contra as células beta pancreáticas e evolui com insulinopenia relativa
ou absoluta, Alguns indivíduos nascem com uma predisposição genética
• Alguns indivíduos nascem com predisposição genética para o desenvolvimento
da doença. Em certo momento de suas vidas, há o contato com algum fator
ambiental que age como “gatilho”
• Inicialmente, ocorre diminuição da secreção de insulina, mas com manutenção
dos níveis glicêmicos e sem repercussão clínica. Posteriormente, há a evolução
progressiva dos sintomas e sinais típicos
• Em diferentes populações, descreve-se forte associação com
antígeno leucocitário humano (HLA) DR3 e DR4
• Entre as principais exposições ambientais associadas ao DM1 estão
infecções virais, componentes dietéticos e certas composições da
microbiota intestinal
• Os marcadores conhecidos de autoimunidade são: anticorpo anti-
ilhota (ICA), autoanticorpo anti-insulina (IAA), anticorpo
antidescarboxilase do ácido glutâmico (anti-GAD65), anticorpo
antitirosina-fosfatase IA-2 e IA-2B e anticorpo antitransportador de
zinco
• Quanto maior o número de autoanticorpos presentes e mais
elevados seus títulos, maior a chance de o indivíduo desenvolver a
doença.
Estágios

• Estágios do DM1 autoimune propostos pela Associação Americana de


Diabetes (American Diabetes Association, ADA) para estadiamento,
baseados nos níveis glicêmicos e na sintomatologia.
Quadro clínico
• Os sintomas típicos do DM1 são poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso e decorrem
secundariamente da hiperglicemia.
• Há glicosúria, que exerce efeito osmótico, aumentando a perda hídrica
• Geralmente iniciam de forma abrupta
• Um início insidioso com letargia e fraqueza associadas à perda de peso é bastante comum. Apesar
do aumento da ingestão da criança, a mesma perde muita água e glicose, as perdas calóricas
excessivas continuam e aumentam o catabolismo e a perda de peso decorrente.
• Duas faixas etárias apresentam maior dificuldade diagnóstica: lactentes e adolescentes.
• Se o quadro não for diagnosticado rapidamente, pode evoluir para
CAD.
• As manifestações iniciais podem ser relativamente leves e
consistem em vômitos, poliúria e desidratação.
• Em casos mais prolongados e graves, a respiração Kussmaul está
presente e há um odor de acetona na respiração
• Os achados laboratoriais incluem glicosúria, cetonúria,
hiperglicemia, cetonemia e acidose metabólica. A leucocitose é
comum e os níveis séricos de amilase inespecíficos podem ser
elevados
Fisiopatologia da CAD