Você está na página 1de 51

Introdução à Filosofia: História e

Grandes Temas

Balbino Queiroz
Especialista em Docência do Ensino Superior
Pela Fundação Visconde de Cairu

1
“Filosofia, que palavra acertada(...) todo o nosso saber
sempre permanecerá filosofia, isto é, sempre um saber
apenas em progresso, cujo grau superior ou inferior
devemos apenas ao nosso amor à sabedoria, isto é, à nossa
liberdade”.
Schelling

2
G
R Nas suas origens, a civilização grega está intimamente
É relacionada à história de Creta, que desenvolveu uma
brilhante civilização entre os séculos XX a XV a.C.
C
I Tendo uma situação geográfica privilegiada, essa grande ilha
A do Egeu teve contatos marítimo-comerciais com as mais
O importantes civilizações orientais. Creta teve a mais plena
hegemonia comercial sobre a orla do Mediterrâneo,
R
estendendo seus domínios à Grécia Continental.
I
G Porém, em meados do século XV a.C., os aqueus, povos que
E habitavam grande parte da Grécia Continental, invadiram e
dominaram Creta. Esse fato deu início à civilização creto-
N
micênica que tanto contribuiu para o povoamento da região.
S

3
GRÉCIA:ORIGENS
Contudo, o povoamento da Grécia, que marcou
sobremaneira o período conhecido como pré-
Homérico (séculos XX – XII a.C.), tem provavelmente
nos pelasgos, ou pelágios, os primeiros habitantes da
Grécia. Ao que tudo indica, esses povos de cultura
primitiva e rudimentar, por volta do século XX a.C.,
organizados em comunidades primitivas, ocupavam a
porção litorânea e pontos isolados da Grécia
Continental. Foi por volta desse período que tiveram
início, na Grécia, as migrações e invasões que se
propagaram até o século XII a. C.

4
Contexto histórico – geográfico

Grécia -Formação: Jônios, Dórios, Eólios e Aqueos...


Cidades independentes;
Cultura Arcaica: mitos que contavam verdades parciais,
Pensamento mítico; contraposição do Mito ao Logos,
Finalidade dos mito: Explicar a origem de algo(pandora);
A origem da filosofia, rompimento com o mito, período pré-
socrático;
Período pós-socrático e a polis;
Pensamento racional.

5
GRÉCIA ANTIGA

6
7
CONCEITOS
• A palavra filosofia é de
origem grega e significa
amor à sabedoria.
• Ela surge desde o momento
em que o homem começou
a refletir sobre o
funcionamento da vida e do
universo, buscando uma
solução para as grandes
questões da existência
humana.
• Os pensadores, inseridos
num contexto histórico de
sua época, buscaram
diversos temas para
reflexão.
8
O que sei sobre filosofia:

• Filosofia é uma palavra derivada do


grego que significa "amor pela
sabedoria" (filos / sophos).
• O "filósofo“ era visto como "amigo
da sabedoria".
O filósofo é, portanto, concebido
como aquele que busca o
conhecimento puro e não se deixa
corromper por sistemas pré-
estabelecidos.

Olhar o que é banal ou que se


está acostumado e
estranhar/questionar
9
O desenvolvimento da
Consciência
O homem como sistema aberto:
O homem:
Com+ciência=consciente/consciência.
O homem com ciência de si mesmo,
sabedor de si.
A biologia classifica o homem como:
Sapiens Sapiens= O homem que sabe.
O homem que é capaz de fazer sua
inteligência debruçar sobre si mesma
para tomar posse de seu próprio
saber...para se apropriar do seu eu
consciente, reflexivo e atuante.
10
A consciênciaConsciência crÍtica
centra-se sobre o próprio sujeito

Nesse sentido:
Sonda a interioridade;
Respeita a alteridade: Alter
(latim= outro).
Reflexão: consciência de si.
Atenção: consciência do outro,
do mundo.
Wolfgang Goethe(1749-1832).
“O o homem só conhece o
mundo dentro de si se toma
consciência de si mesmo dentro
do mundo”.
11
Os tipos de consciência:
Mítica: idéia falsa para retratar
uma verdade(o mito da
superioridade racial);
Religiosa: compartilha com a
anterior o elemento do
sobrenatural;
Intuitiva: insight, imediatismo.
Racional: compreensão da
realidade por meio de alguns
princípios, a saber, o da causa e
efeito.
12
12
Os tipos de consciência:
Racional: O conhecimento
racional desenvolve-se em um
trabalho de abstração e análise:
Abstrair significa: separar,
isolar as partes essenciais.
Analisar significa: decompor o
todo em suas partes.
Com isso, busca-se a
compreensão do que define e
caracteriza fundamentalmente o
objeto de estudo.
13
13
SENSO COMUM
De maneira geral, os vários modos de consciência
coexistem, em maior ou menor grau, quando emitimos
algum juízo de valor sobre a realidade. Isso se manifesta
no que conhecemos como senso comum.
Baseia-se em conversas informais;
Opiniões sobre os mais diversos assuntos;
Tais opiniões ganham um consenso ou opiniões aceitas
por diversos segmentos sociais;
Ganha notoriedade e surge o SENSO COMUM. 14

14
O Senso que caracteriza o homem

consenso: concordância da maioria das pessoas


de um grupo sobre determinado assunto.

Senso comum: concepções aceitas como


verdadeiras em determinado meio social.

As concepções geram frases de efeito social e


moral: filho de peixe...Deus ajuda...
15

15
IDEOLOGIA
Em virtude da ausência da razão crítica, o
senso comum se torna terreno favorável ao
desenvolvimento do fenômeno da ideologia.
A palavra pode assumir
diversos significados: A palavra não seria apenas
um conjunto de idéias que
Inicialmente-ciência das elaboram uma compreensão
idéias; da realidade, mas um
Idéias próprias de certos conjunto de idéias que
grupos sociais; dissimulam essa realidade,
pois, mostram as coisas de
Tipos: ideologia liberal, forma parcial ou distorcida
ideologia de esquerda, em relação ao que realmente
ideologia burguesa. são. 16

16
IDEOLOGIA

Seria, portanto, uma forma de consciência da realidade, mas


uma consciência parcial e ilusória, como meio de preservar a
dominação das classes sociais. Baseia-se na criação de
conceitos e preconceitos como instrumento de dominação.
De acordo com a filósofa Marilena Chauí, a noção de
ideologia apresenta, em resumo, os seguintes traços:
Anterioridade: conjunto de idéias e valores destinados a
fixar de antemão os modos de pensar, ou seja predetermina o
pensamento.
Generalização:sua finalidade é produzir um consenso
coletivo, uma aceitação geral em torno de certas teses e
valores.
17

17
Disciplinas da Filosofia

1 - Metafísica - concebida como o estudo da


natureza, da realidade em seus aspectos mais
gerais, na medida em que se pode fazê-lo. Lida
com questões do seguinte tipo:
De que modo a matéria se relaciona com o
espírito? Qual dos dois é anterior?
São os homens livres?
0 que chamamos de eu (self)? é uma substância
ou apenas uma seqüência de experiências?
É o universo infinito? Deus existe? Até que ponto
o universo é uma unidade ou uma diversidade?
Até que ponto um sistema é racional?
18
Disciplinas da Filosofia

2 - Filosofia crítica: trata da investigação da


natureza e dos critérios de verdade, assim como da
maneira pela qual obtemos conhecimento. É
chamada de epistemologia (teoria do
conhecimento). Questões específicas desse campo
são, entre outras, as seguintes:
Como podemos definir a verdade?
Qual a distinção entre conhecimento e crença?
Podemos estar certos daquilo que sabemos?
Quais as funções relativas do raciocínio, da
intuição e da experiência sensorial.
19

19
3. Ética, lógica e Moral.
Disciplinas suplementares, que
possuem certa afinidade com a
filosofia , embora dela sejam
distintas na medida em que são
dotadas de relativa autonomia. São
elas:
Lógica - um estudo dos diferentes
tipos de proposições e de suas
relações que justificam uma
inferência.
Ética ou Filosofia Moral - estuda os
valores e a problemática do
"dever". Questões: Qual o bem
supremo? Qual a definição de
bem? A retidão de um ato depende
unicamente de suas
conseqüências?
20
Ética e Moral

“Toda cultura e cada sociedade institui uma moral,


isto é, valores concernentes ao bem e ao mal, ao
permitido e ao proibido, e à conduta correta,
válidos para todos os seus membros. Culturas e
sociedades fortemente hierarquizadas e com
diferenças muito profundas de castas ou de
classes podem até mesmo possuir várias morais,
cada uma delas referida aos valores de uma casta
ou de uma classe social.”(Marilena Chauí).
No Ocidente, a ética ou filosofia moral inicia-se
com Sócrates.

21
O que é Ética e Moral? Ética e Moral

Tais conceitos são vistos como sinônimos, devido à


presença dos costumes nos comportamentos individuais;
Ambas designam o mesmo objeto: o costume e o hábito.
Moral como limitação, ética como possibilidade; moral como
algo vindo de fora.
Ética como algo vindo de dentro.
• A moral fala do conjunto de normas e condutas
reconhecidas com adequadas ao comportamento humano;
• A ética como estudo sistematizado das morais no sentido
de explicar seus pressupostos teóricos da prática humana.

22

22
TEORIA DO CONHECIMENTO:AS FONTES DO
CONHECIMENTO
Sócrates perguntava aos atenienses, jovens ou
velhos, o que eram os valores nos quais
acreditavam e que respeitavam ao agir. O que é a
coragem? O que é a justiça? O que é a piedade?
O que é a amizade? O que é o amor?
Resposta: virtudes.
Sócrates: O que é a virtude?
Resposta: É agir em conformidade com o bem.
Sócrates : Que é o bem? O que a verdade?
Principio da depuração.
23

23
TEORIA DO CONHECIMENTO: INVESTIGAÇÃO DO SABER
FILOSÓFICO
Em que consiste a teoria do conhecimento? É um
resumo, uma reflexão filosófica com o objetivo de
investigar as origens, as possibilidades, os
fundamentos a extensão e o valor do conhecimento.

ELEMENTOS DO CONHECIMENTO

SUJEITO E OBJETO.
A REPRESENTAÇÃO é o processo pelo qual a mente
torna presente diante de si a imagem ou idéia de algum
objeto.
24

24
TEORIA DO CONHECIMENTO: INVESTIGAÇÃO DO SABER
FILOSÓFICO
Relação entre sujeito e objeto
Sujeito: conhecedor do objeto(nossa consciência, nossa
mente).
Objeto instrumento de investigação do sujeito(a
realidade, o mundo, os inúmeros fenômenos).

SUJEITO OBJETO

25

25
TEORIA DO CONHECIMENTO:AS POSSIBILIDADES DO CONHECIMENTO

É possível conhecer a verdade? Principais teses e suas


concepções a respeito do conhecimento.
Ceticismo absoluto: Górgias – conhecido como o pai do
ceticismo afirmava que”o ser não existe; se existisse não
poderíamos conhecê-lo; e se pudéssemos conhecê-lo não
poderíamos comunicá-lo aos outros. Pirro, afirmava ser
impossível ao homem conhecer a verdade devido a dois
principais erros humanos:
1. Os sentidos: nosso conhecimentos vem dos sentidos e
estes podem nos enganar.
2. Razão: diferentes opiniões nos revelam limitações, jamais
alcançaremos certeza de qualquer coisa. 26

26
TEORIA DO CONHECIMENTO:AS POSSIBILIDADES DO
CONHECIMENTO

Ceticismo Relativo: nega apenas parcialmente a


existência do conhecimento da verdade.
1. Subjetivismo: conhecimento é apenas uma relação
subjetiva e pessoal do sujeito.
2. Relativismo:não verdade absoluta, mas, relativa.
3. Probabilismo: nosso conhecimento é incapaz de atingir a
certeza plena do objeto. Alcançamos uma verdade
provável.
4. Pragmatismo:O homem é um ser prático e não pensante. 27

27
TEORIA DO CONHECIMENTO:AS FONTES DO
CONHECIMENTO

Empirismo: do grego empeiria, que significa


experiência sensorial. O empirismo defende que todas
as nossas idéias são provenientes de nossas
percepções. Para Lock, “nada vem à mente sem ter
passado pelos sentidos”.
Racionalismo: derivado do latim, ratio, que significa
razão. Aqui, racionalismo é empregado para designar a
doutrina que atribui exclusiva confiança na razão
humana como instrumento capaz de conhecer a
verdade dos objetos.
28

28
A ORIGEM DA FILOSOFIA

O declínio da mitologia: do saber mítico ao pensamento


racional;
O mundo dos deuses para explicar as origens;
O questionamento dos mitos a partir da ordem da pólis;
o mundo racional;
Os primeiros filósofos gregos: Tales de Mileto (tudo é
água); Anaximandro de Mileto – a origem pelas substancias;
Anaximandro de Mileto – a origem pelo a; Pitágoras de
Samos - todas as coisas são números(ordem matemática);
Heráclito de Éfeso- o movimento perpétuo do mundo; Zenão
de Eléia dentre outros. 29

29
A ORIGEM DA FILOSOFIA: Do pensamento clássico ao
greco-romano.

Sofistas: os primeiros mestres na arte da argumentação;


Período: conhecido como pré-socrático, dominado pela
investigação da natureza;
Arché: a busca da explicação racional do universo,
contrapondo-se ao modo mítico.
Sofistas eram professores viajantes;
Vendiam à elite grega o conhecimento e arte de falar em
público.
30

30
A ORIGEM DA FILOSOFIA: Do pensamento clássico ao
greco-romano.

SÓCRATES DE ATENAS: O HOMEM QUE SABIA PERGUNTAR

“Ele supões saber alguma coisa e não sabe nada,


enquanto eu, se mão sei, tampouco suponho saber.
Parece que sou exatamente um pouco mais sábio que
ele exatamente por não supor que saiba o que não sei”.
Sócrates.

31

31
Por que os atenienses sentiam-se embaraçados com as
perguntas de Sócrates?
Por dois motivos :
• 1º- por perceberem que confundiam valores morais com
os fatos constatáveis em sua vida cotidiana (diziam, por
exemplo, “Coragem é o que fez fulano na guerra contra
os persas”);
• 2º- porque, inversamente, tomavam os fatos da vida
cotidiana como se fossem valores morais evidentes
(diziam, por exemplo, “É certo fazer tal ação, porque
meus antepassados a fizeram e meus parentes a
fazem”).
Em resumo, confundiam fatos e valores, pois
ignoravam as causas ou razões por que valorizavam
certas coisas, certas pessoas ou certas ações e
desprezavam outras (Marilena Chauí).
32

32
SÓCRATES DE ATENAS: O HOMEM QUE SABIA PERGUNTAR
´SÓCRATES: O GRANDE EDUCADOR DA GRÉCIA ANTIGA
Considerado o homem que sabia perguntar, Sócrates:
Viveu am Atenas( 469 – 399 a, C.)
Dividiu com suas idéias a história da filosofia na antiga Grécia;
Reconhecido pelos seus métodos pedagógicos aplicados aos jovens
indistintamente;
Filho de uma parteira o que notadamente o ajudou a estabelecer a
teoria a maiêutica(parto das idéias);
Ao contrário dos sofistas, Sócrates não vendia suas aulas;
Famoso por suas aulas ao ar livre;
Considerado extremamente polêmico para os seus dias.

33

33
Sócrates: O questionador:
O que é o bem? O que é a virtude, o que é certo ou
errado?
Sua pergunta essencial era: O QUE É A ESSÊNCIA
DO HOMEM?
Conheça-te a ti mesmo,
Suas aulas apresentavam características críticas
diante dos críticos diálogos travados.

34

34
Elementos de sua Filosofia(Sócrates).
1. A IRONIA: o termo grego quer dizer, interrogação.
Sócrates interrogava seus educandos e interlocutores
constantemente sobre o que pensavam de um dado
assunto;
Era conhecido por atacar implacavelmente as respostas
de seus interlocutores;
Procurava evidenciar as afirmações;
Seu objetivo era demolir em seus discípulos a arrogância
e a presunção;
Seu princípio aplicado consistia em: “Tudo que sei é que
nada sei”. Somente assim dar-se-ia o aprendizado efetivo.
35

35
2. A MAIÊUTICA

libertos do orgulho e da presunção;


Sócrates propositadamente propunha
aos discípulos uma série de questões
habilmente colocadas;
Nesse segunda fase do diálogo,
Sócrates tinha a intenção de ajudar aos
seus discípulos a conceberem, parirem
suas idéias;
Estava proposto o princípio da
Maiêutica;(arte de dar a luz idéias).

36
SÓCRATES: UM CORRUPTOR DE MENORES

Não dava importância a posição dos discípulos,


Dialogava com ricos e pobres de igual modo;
O que importava eram as condições interiores e
intelectuais;
Considerado subversivo numa sociedade
altamente elitista e sectária(escravos e não
cidadãos);
Por isso, representava uma ameaça social;
Por educar para a autonomia e pensamento
próprio, foi condenado. 37

37
SÓCRATES: UM CORRUPTOR DE MENORES

Condenado a beber cicuta, Sócrates aguardava


sua morte juntamente com seus discípulos,
quando perguntado se não tinha vergonha de ter
dedicado sua vida a uma atividade que o
condenara? Este respondeu:

“ Estás enganado, se pensas que um homem de


bem deve ficar pensando, ao praticar seus atos,
sobre a possibilidade de vida ou morte. O
homem de valor moral deve considerar apenas,
em seus atos, se eles são justos ou injustos,
corajosos ou covardes”.

PLATÃO. Defesa de Sócrates, p. 14(adaptado)


38
PLATÃO EO PROCESSO DE EVOLUÇÃO DOCONHECIMENTO
Arístocles = apelido Platão = de ombros largos
Conceito:mundo idéias(amor platônico); Pai da dialética(depuração das
idéias).
Mundo sensível Mundo das idéias
OJETOS OJETOS
SOMBRAS SENSÍVEIS MATEMÁTICOS IDÉIAS

ILUSÃO CRENÇA CONHECIMENTOS CONCEITOS


MATEMÁTICOS
39

39
O MITO DA CAVERNA EXPLICA
ARISTÓTELES DE ESTARGIRA
Ontologia;
Casualidade:O que determina
a realidade do ser - A causa;
Material: de que é feito o ser;
Formal: forma específica -uma
estátua em forma de homem e
não de cavalo;
Eficiente: o agente, ou seja, o
escultor(quem fez);
Final: intenção, finalidade ou
razão de ser daquela coisa ou
ser.

40
O pensamento cristão medieval
A PATRÍSTICA:
Origem dos padres católicos;
Domínio da educação medieval;
Conciliação entre fé e razão;
Toda a produção intelectual
atrelada ao catolicismo;
Influência de Agostinho:
reinterpretação das idéias de Platão;
A certeza da razão por meio da fé.
A fé em busca da argumentação
racional a partir do platonismo.

41
ESCOLÁSTICA
Carlos Magno: papel
fundamental para
consolidação das artes
e da educação;
O rei semi-analfabeto,
foi o elo entre igreja e
renascença carolíngia;
Quadrivium: geometria,
Renascença
aritmética, astronomia e música;
carolíngia: Apoio dado
as atividades culturais Continua a busca de harmonia
da época(letras, artes e entre a fé e a razão;
educação);
Tomás de Aquino: reinterpretação
Trivium: gramática, dos temas Aristotélicos aos
retórica e dialética, princípios da fé cristã.
42
A IDADE MODERNA:

Tentativa de construção de uma nova imagem do homem e


do mundo;
Ruptura com o sistema imposto na idade moderna,
Renascimento cultural e científico;
O homem como centro das questões(humanismo no lugar
do teocentrismo);
surgimento de novas questões políticas, econômicas e
sociais;
Quebra da unidade religiosa(reforma e contra-reforma);
Origem das ciências naturais e dos enciclopedistas;
43

43
A IDADE MODERNA:

Ebulição cultural: ARTES LITERÁRIAS- William


Shakspeare, Dante Alighieri, Miguel de Cervantes, Luis de
Camões;
ARTES PLASTICAS - Leonardo da Vinci, Michelangelo,
Rafael Sânzio; El Greco, dentre outros.
O universo ganha um novo centro: Copérnico e
Galileu.(Heliocentrismo e não Geocentrismo).
Teoria da razão e da experiência.

44

44
A IDADE MODERNA
A IDADE MODERNA: REPRESENTANTES
O racionalismo de René Descartes: “Cogito Ergo Sum
(latim), ou seja, “Penso, logo existo”.
Para Descartes, esta é uma verdade absolutamente firme,
certa e segura. Para Descartes a busca da verdade
pressupunha:
1. Regra da evidência: só aceitar algo como verdadeiro desde que seja
absolutamente evidente por sua clareza e distinção;
2. Regra da análise: dividir cada uma das dificuldades surgidas em tantas
partes quantas forem necessárias para resolvê-las.
3. Regra da síntese: ordenar o raciocínio indo dos problemas simples
para os mais complexos,
4. Regra da enumeração: realizar verificações completas e gerais para ter
absoluta segurança de que nenhum aspecto foi omitido.
45

45
A IDADE MODERNA: REPRESENTANTES
John Locke: a experiência como fonte das idéias-hipótese
e verificação;
Immanuel Kant: maior representante do iluminismo,baseia-
se no empirismo a posteriori (dados posteriores à
experiência), e no empirismo a priori (não depende de
quaisquer dados dos sentidos, ou seja, que é anterior a
experiência);
Augusto Comte: Culto a ciência - positivismo(influência no
Brasil)- o amor por princípio, a ordem por base e o
progresso por fim;
Karl Marx: O indivíduo é um ser social.

46

46
A FILOSOFIA PÓS-MODERNA: REPRESENTANTES

Ênfase no pluralismo cultural e nos caminhos globais;


Michel Foucault: nova ordem social, micro poderes e
macro poderes sociais, segundo Foucault, o poder está em
todas as relações sociais, econômicas e políticas;
Atrito entre saber científico e saber filosófico;
Ênfase nas ciências humanas e sociais;
Moral, ética e virtude.

47

47
ÉTICA ESTÉTICA
RELIGIÃO

ONTOLOGIA

EPISTEMOLOGIA
ECOLOGIA
TECNOCIÊNCIA POLÍTICA 48
Ideal tradicional da Filosofia.

vida prática do homem


princípios universais
atingir verdades metafísicas (acima do tempo e
da história)

Ser, cogito e a visão unitária da realidade


linguagem
Cogito Ergo Sum Ponto de vista de Deus

evidência definição unívoca dos conceitos


simplicidade
filosofia 49
Crise na consciência filosófica (séc. XIX ...)

princípios relativos
traduz-se em verdades contextualizadas (temporais e
históricas)
visões parciais da realidade

Ponto de vista do homem concreto

conceitos: dependentes do contexto

filosofia 50
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• ARANHA, Maria Lúcia de Arruda;
MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando:
Introdução à filosofia. 2 edição revista e
atualizada. São Paulo: Moderna, 1993. (Leitura
Preliminar)
• CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São
Paulo: Ática, 1994.
• COTRIM, Gilberto. Fundamentos da
Filosofia: história e grandes temas. São Paulo:
Saraiva.
• SAVATER, Fernando. Ética para meu filho.
São Paulo: Martins Fontes
• SOUZA, Sonia Maria Ribeiro de. Um outro
olhar. São Paulo: FTD, 1995. (Leitura
preliminar)
51