Você está na página 1de 125

Proteção Ativa

A proteção ativa pode ser entendida como aquela que, em face da


ocorrência do incêndio, o sistema instalado na edificação
responde aos estímulos provocados pelo fogo de forma manual ou
automática, como por exemplo:
• extintores de incêndio;
• sistema de hidrantes;
• sistema de chuveiros automáticos;
• sistema de alarme de incêndio;
• sistema de detecção de fumaça;
• sistema de sinalização de emergência;
• sistema de comunicação de emergência;
• sistema de iluminação de emergência;
• sistema de exaustão de fumaça.
Princípio de Incêndio
Sendo o fogo detectado em sua fase inicial, mais fácil será
controlá-lo, minimizando seus efeitos, além disso, serão
maiores as chances dos ocupantes da edificação escaparem
sem sofrer qualquer tipo de injúria. Uma vez que o fogo é
identificado, as seguintes ações são normalmente tomadas:
• alertar o controle central da edificação;
• fazer as primeiras tentativa de extinção do foco do
incêndio;
• alertar usuários para o abandono da edificação;
• informar o Corpo de Bombeiros.
Objetivo do Sistema de Detecção
O sistema de detecção e
alarme de incêndio é
utilizado com o intuito de
vencer, o mais rápido
possível estas ações,
propiciando a
possibilidade de tomar se
uma atitude imediata de
controle do fogo e de
evacuação da edificação,
quando essa for
necessária.
Objetivo do Sistema de Detecção
Componentes do sistema
Componentes do sistema
Configuração básica (mais usada)
COMPONENTES DO SISTEMA DE
DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO

Central – Equipamento de controle e indicação


A central é o equipamento destinado a processar os sinais
provenientes dos circuitos de alarme e converte-los em indicação
adequada. Também comanda e controla os demais componentes do
sistema.
É usada para supervisionar automaticamente o correto
funcionamento do sistema e dar um aviso sonoro e/ou visual de
falhas específicas identificando e ativando um sinal de alarme de
incêndio.
Pode também indicar a localização do incêndio, memorizando
qualquer informação recebida. Pode ser configurada também, para
transmitir o sinal de alarme de incêndio, por exemplo, para os
bombeiros ou a uma instalação de extinção automática
Central – Equipamento de controle e
indicação
Basicamente uma central de controle e alarme de incêndio
é divida em quatro partes:

1) Módulo de entrada:

Supervisionam a fiação dos detectores, acionadores


manuais e as linhas de detecção contra o rompimento dos
fios que os alimentam com a tensão e corrente exatas para
o seu funcionamento. Recebem, em caso de alarme, essa
informação e retransmitem para o sistema lógico da
central, além de manter o estado de alarme na linha até a
re-inicialização manual;
Central – Equipamento de controle e
indicação
2) Módulo de lógica:

A lógica da central converte as informações de alarme de


incêndio em comandos pré-estabelecidos para atuar sobre
os módulos de saída. Esta lógica é estabelecida e acordada
entre o cliente, o projetista do sistema, o projetista de
central e o pessoal capacitado que posteriormente utilizará
o sistema;
Central – Equipamento de controle e
indicação
3) Módulo de saída:

Os módulos de saída atuam sobre os avisadores


audiovisuais e comandam, em sistemas automáticos, o
disparo dos agentes de extinção e equipamentos
secundários como sistemas de ar condicionado,
fechamento de portas, sistema de exaustão de fumaça,
entre outros. Em sistemas com combate, as linhas de
comando são supervisionadas contra o rompimento de fio,
para os avisadores destas áreas específicas e também para
os comandos de disparo;
Central – Equipamento de controle e
indicação
4) Módulos de alimentação:

A alimentação de um sistema de alarme de incêndio é


sempre dupla. Normalmente se utiliza como alimentação
primária a rede de energia 110/220Vac e um banco de
baterias de 24Vcc como alimentação em caso de falta de
energia AC. Esta bateria deve estar sempre com sua
capacidade nominal completa para manter o sistema em
funcionamento por um tempo definido estabelecido entre
o cliente e o projetista.
A Central deve ser capaz de indicar
A Central deve ser capaz de indicar de forma inequívoca as seguintes
condições funcionais:
• condição normal: quando a central está energizada por uma fonte de
alimentação e nenhuma outra condição funcional esteja indicada;
• condição de alarme de incêndio: quando um alarme de incêndio está
indicado;
• condição de sinal de supervisão: quando um sinal de supervisão está
indicado;
• condição de aviso de falha: quando algum componente interligado a
central apresenta algum problema de comunicação;
• condição de desabilitação: quando alguma função da central está
desabilitada;
• condição de teste: quando a central está executando testes em seus
componentes e sistema.
A Central MUNDIALFIRE
A Central
A Central CARACTERISTICAS
A Central CARACTERISTICAS

Leds de Identificação:
A Central CARACTERISTICAS
Teclas de Identificação:
Equipamento de controle e indicação
Podem ser:
• Endereçáveis:
Os componentes do sistema (acionadores manuais,
avisadores) recebem um número, chamado de endereço.
Todos os componentes do sistema ficam constantemente
monitorando o barramento e quando “leem” os seus
endereços presentes no mesmo, se ativam, estabelecendo
uma comunicação com a central
• Convencionais:
A definição de central convencional vem da maneira como os
componentes ou circuitos são interligadas com a central. No
tipo convencional, existe um fio, ou conjunto de fios, ligando
cada zona até a central
Painel Repetidor
• São equipamentos que mostram remotamente,
informações identificadas pela central. Os
modelos mais simples mostram através de LEDS a
zona que foi ativada e em outros casos possuem
uma planta do local, com o led acendendo no
ponto respectivo.
• Outros modelos informam em forma de texto em
um display, vários dados com o nome da zona
alarmada e também o tipo de problema
identificado, existe um fio, ou conjunto de fios
ligando cada zona até a central
Acionadores Manuais
Componente do sistema que possibilita a iniciação
manual de um alarme de incêndio.
Os acionadores manuais devem conter, no mínimo,
dois leds de indicação. A indicação do alarme
recebido deve estar na cor vermelha e, quando
possível, estar piscando. A indicação verde
piscando ou com iluminação constante indica o
funcionamento normal do dispositivo e sua
interligação com uma central convencional.
Acionadores Manuais
Segundo a ISO 7240-11 (INTERNATIONAL
ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION, 2005)
são definidos dois tipos de acionadores:
• Tipo A: operação direta (ação única) – nesse tipo,
a alteração para a situação de alarme é feita
simplesmente quando o elemento frangível é
quebrado ou deslocado;
• Tipo B: operação indireta (ação dupla) – nesse
tipo além da quebra ou do deslocamento do
elemento frangível, será necessária a outra
operação como o acionamento de um botão.
Acionadores Manuais
Alarmes de Incêndio Conexões
Alarmes de Incêndio Conexões
Alarme de Incêndio - Composição
Central de Alarme Endereçável;
 Sensores:
- 1 Sensor de Gás Endereçável;
- 2 Sensores de Fumaça Endereçáveis;
-2 Sensores Termovelocimétrico Endereçáveis;

Acionadores;
-2 Acionadores Manuais Quebra Vidro Endereçáveis;
 1 Indicador Sonoro e Luminoso (Strobo);
 Sistema Auxiliar de Baterias;
 Cabo Tripolar de Alimentação;
 Cabos do tipo banana de 2mm;
Alarme de Incêndio - Composição
Avisadores Audiovisuais
Os avisadores sonoros e/ou visuais como dispositivos
que tem a função de alertar as pessoas que se
afastem da área afetada em caso de situação de
alarme de incêndio. Devem ter características de
audibilidade ou visibilidade compatíveis com o
ambiente em que estão instalados, de forma a serem
ouvidos ou vistos em qualquer ponto do ambiente em
que se encontram nas condições normais de trabalho
desse ambiente. As funções básicas dos avisadores
são:
Avisadores Audiovisuais
• Informar o pessoal responsável de uma área para
que se possam tomar as medidas necessárias para
segurança em um princípio de incêndio;
• Avisar as pessoas dentro das áreas afetadas pelo
incêndio para evacuação;
• Indicar as saídas de emergências que devem ser
usadas para o abandono da área;
• Controlar o fluxo de saída do pessoal para evitar
tumulto, não obstruindo o caminho para entrada
da brigada de incêndio ou dos bombeiros;
Avisadores Audiovisuais
• Os avisadores visuais devem:
a) Ser pulsantes, com frequência entre 1 Hz e 6 Hz
(NBR 17240) ou entre 1 Hz e 5 Hz (NBR 9050);
b) Ter intensidade luminosa mínima de 15 cd e
máxima de 300 cd.
c) Ter aparência intermitente;
d) Ter luz em xenônio de efeito estroboscópico ou
equivalente;
e) Ter a intensidade mínima de 75 candelas;
Avisadores Audiovisuais
• Os avisadores sonoros devem:
a) Ter intensidade e frequência entre 500 Hz e 3 000
Hz;
b) Frequência variável alternadamente entre som
grave e agudo, se o ambiente tiver muitos
obstáculos sonoros (colunas ou vigas);
c) Intermitência de 1 a 3 vezes por segundo;
d) Intensidade de no mínimo 15 dBA superior a ruído
médio do local ou 5 dBA acima do ruído máximo
do local.
Avisadores Audiovisuais
Podem ser caracterizados
como:
a) gongos;
b) avisadores eletrônicos;
c) avisador visual tipo flash;
d) Avisador audiovisual;
Detectores Automáticos
Detectores de Fumaça
Esse componente do sistema tem como objetivo atuar na
presença dos gases gerados pela combustão. Seu princípio de
funcionamento é simples e é baseado na reflexão da luz
emitida de uma fonte luminosa interna do detector que incide
sobre as partículas de fumaça em suspensão no ar. A luz
refletida é captada por uma foto-célula que gera um sinal
elétrico proporcional a sua intensidade.
Detectores de temperatura

Os detectores de temperatura são destinados a atuar quando


a temperatura de um ambiente ultrapassar um valor pré
determinado.

Existem dois tipos de detectores de temperatura:

1) Detectores térmicos (de temperatura fixa), que entram em


alarme quando o ar atinge uma determinada temperatura,
em um tempo pré-determinado, que define a classificação do
detector;
Detectores de temperatura

2) Detectores termovelocimétricos, que entram em alarme


quando a variação da temperatura, em um intervalo de
tempo pré-determinado, é maior que os valores do ajuste
e/ou quando a temperatura máxima do ar é ultrapassada num
intervalo de tempo pré-determinado.
Detector Iônico
Nos detectores de câmara de ionização, os átomos do ar são
ionizados por uma fonte de partículas alfa. Colocam-se duas
placas com diferentes potenciais, consequentemente os ions
positivos (gerados previamente devido a interação com as
partículas alfa) deslocam se para a placa com o menor
potencial, enquanto os eletrons livres se deslocam para a
outra placa, sendo que a corrente gerada é proporcional à
quantidade de átomos ionizados.
Detector Iônico

Quando a fumaça entra no detector, as partículas interagem


com os ions produzidos, dando origem a partículas sem carga,
o que resulta na abertura do circuito, baixando a corrente
entre as placas do detector.
Detector de Chama

Detectores de chama detectam o fogo pela visão direta da


chama e são limitados pela distância e pelo ângulo da visão.
Em sistemas sem lentes óticas, no ângulo de 45º , a
sensibilidade diminui para a metade da sensibilidade do
ângulo de 90º (em relação à superfície plana do receptor).
Com lentes apropriadas, os ângulos de visão podem ser
alterados.
Detector de Chama
Detector de Chama
Detectores de Amostragem

Os detectores de amostragem te um princípio de


funcionamento simples, mas sua sensibilidade é bem
maior e é usado em ambientes onde se exige um
monitoramento mais preciso.
Detectores de Amostragem

O ar é tragado, por um aspirador de alta eficiência, para


dentro da sub-central através da rede de tubos de
amostras. Dentro dessa sub-central, a amostra de ar passa
pela câmara de detecção a laser através de um filtro de ar
de dois estágios.
Detectores Lineares

Estes sistemas são baseados na emissão e detecção de um


feixe luminoso colimado, emitido ao longo de um amplo
espaço aberto, normalmente em grandes corredores ou
zonas com vãos muito altos. Em caso se de fumaça dentro
desses espaços, o feixe emitido chega atenuado ao
fotodetector.
Sensores...
Dispositivo elétrico, eletrônico, mecânico ou biológico
capaz de responder a estímulos.

Sistemas/Sensores Convencionais
&
Sistemas/Sensores Endereçáveis
Sistemas Autônomos
Não comunicam com nenhuma central;
Possuem circuitos integrados;
Bateria incorporada de +- 9V;
Conhecidos como “Sensor Stand Alone”
Sensores
Acionador Manual

Características:
Caixa Metálica 4x4
Votagem: Bivolt 12/24V
Leds Indicadores (Supervisão/Acionado)
Peso: +/-0,5Kg
Sensores
Detector de Fumaça Óptico

Características:
Sensibilidade: 15%M
Operação: 24V
Peso:160g
Cobertuta: 4 a 20 metros (75m² )
Sensores
Termovelocimétrico

Características:
Operação: 24V
Peso:160g
Cobertuta:até 4 metros (efeito
150m²)
4 a 20 metros (efeito
75m²)
Sensores
Gás

Características:
Operação: 24V
Peso:130g
Cobertuta:0,05% até 0,3%
de gás
Ativação: < 1 segundo
Sensores Gás – Instalação Correta
Rede de Comunicação
Comunicação Simplex, Half Duplex e Full-Duplex
NBR9441
www.abnt.com.org.br

NFPA-72
Nacional Fire Protection Association
www.nfpa.org
EXEMPLO: ABNT
4.4 Acionadores manuais
4.4.1 Devem ser na cor vermelha e possuir corpo rígido, para impedir dano mecânico ao
dispositivo
de acionamento.
4.4.2 Devem conter informações de operação no próprio corpo, de forma clara e em lugar visível
após a instalação. Quando estas forem na forma escrita, devem ser em língua portuguesa
(Brasil).
4.4.3 No caso de possuir dispositivo de rompimento para acionar, esse dispositivo quando
rompido,
não deve formar fragmentos cortantes, que tragam risco ao operador.
4.4.4 Deve ser de acionamento do tipo travante, permitindo a identificação do dispositivo
acionado.
Este tipo de acionamento obriga colocá-lo manualmente em posição normal e não
eletronicamente
via central de alarme.
4.4.5 Devem ser construídos sem cantos vivos, de tal maneira que evitem lesões às pessoas. Sua
fixação na parede pode ser de maneira sobreposta ou embutida.
4.4.6 É recomendado que o acionador manual sinalize localmente as condições de alarme e
supervisão da linha de detecção
Dimensionamento
O dimensionamento de um sistema de alarme de incêndio deve considerar os
seguintes itens:
• detectar o foco de incêndio o mais rápido possível;
• alertar todos os ocupantes da edificação;
• localizar facilmente a área do foco de incêndio para facilitar o combate o mais
rápido possível;
• fácil visualização e configuração da Central de Alarmes;
• evacuar de forma rápida e eficiente todas as pessoas da edificação;
• minimizar a ocorrência de alarmes falsos no sistema;
• garantir a disponibilidade do sistema por, pelo menos, 95% do ano;
• fácil manutenção corretiva;
• rápida reposição de componentes do sistema (menos de 24 horas no local);
• baixo custo dos materiais de reposição;
• completa documentação do sistema;
• vida útil elevada do sistema;
• acompanhamento periódico do fabricante;
• garantir a responsabilidade técnica do sistema pelo fabricante.
• Decreto 56.819 São Paulo 2011
As edificações são classificadas conforme sua
ocupação, sua altura e áreas de risco quanto à
carga de incêndio. O Corpo de Bombeiros
Militares do Estado de São Paulo elaborou
Instruções Técnicas que tem como objetivo
regulamentar as medidas de segurança contra
incêndio nas edificações e áreas de risco.
• 5.21 Em edifícios residenciais com altura até
30 metros, o sistema de alarme pode ser
substituído pelo sistema de interfone, desde
que cada apartamento possua um ramal
ligado à central que deve ficar em portaria
com vigilância humana de 24 horas, e tenha
fonte autônoma com duração mínima de 60
minutos
• NBRs - Normas Brasileiras
NORMA ABNT NBR 17240/2010
NORMA ABNT NBR 17240/2010
NORMA ABNT NBR 17240/2010
NORMA ABNT NBR 17240/2010
NORMA ABNT NBR 17240/2010
Acionadores Manuais
• A distância máxima a ser percorrida: não pode ser
superior a 30m;
• Nas edificações com mais de um pavimento, cada
pavimento da edificação deve possuir pelo menos um
acionador manual;
• Os mezaninos só estarão dispensados desta exigência se
a distância percorrida por uma pessoa, do ponto mais
desfavorável do mezanino até o acionador manual mais
próximo, for inferior a 30 m.
NORMA ABNT NBR 9050
Acionadores Manuais
Mecanismos e dispositivos de emergência devem conter
informações táteis e visuais, representadas através de
símbolos;
As informações visuais devem seguir premissas de textura,
dimensionamento e contraste de cor dos textos e das
figuras para que sejam perceptíveis por pessoas com baixa
visão;
As informações visuais podem estar associadas aos
caracteres em relevo.ou em Braile (as informações em
Braile não dispensam a sinalização visual com caracteres
ou figuras em relevo).
NORMA ABNT NBR 9050
Acionadores Manuais
Na NBR 17240 Acionadores manuais : entre 0,90 m e 1,35
m do piso acabado;
NBR 9050 Acionadores manuais: entre 0,60m e 1,00m do
piso acabado.
Para que pessoas em cadeiras de rodas possam ter acesso
ao acionador manual.
NORMA ABNT
Acionadores Manuais
Na NBR 17240 Acionadores manuais : entre 0,90 m e 1,35
m do piso acabado;
NBR 9050 Acionadores manuais: entre 0,60m e 1,00m do
piso acabado.
Para que pessoas em cadeiras de rodas possam ter acesso
ao acionador manual.
NORMA ABNT
NORMA ABNT
Comparação dos símbolos gráficos
Comparação dos símbolos gráficos
Comparação dos símbolos gráficos
Projetos
O projeto de sistemas de detecção e alarme de
incêndio deve conter todos os elementos
necessários ao seu completo funcionamento, de
forma a garantir a detecção de um princípio de
incêndio, no menor tempo possível.
Requisitos
Requisitos
Requisitos

• Lista completa de equipamentos


• Cálculo de fontes de alimentação e baterias
• Quadro resumo da instalação
• Manuais de operação, manutenção preventiva e corretiva do
sistema
• Garantias
Requisitos

Conforme a IT 20 (São Paulo, 2011) Em complementação a


essa sinalização, deve ser aplicado, na entrada principal da
edificação, uma placa indicando todos os sistemas de
proteção contra incêndio instalados na edificação.
Requisitos
Central de Alarme Programável
Dimensionamento de Condutores
- Cabos para sensores endereçáveis:
Devem atender o padrão RS-485 (FP1);
Verificar o ambiente para instalação, para uma possível necessidade
de cabos blindados ou com recobrimento;
Geralmente são cabos mais caros;

-Cabos para sensores convencionais:


Fáceis de Encontrar;
Um cabo Unifilar ou multifilar atende os sensores convencionais;

-Cabos de Alimentação:
Deverão atender o Padrão NBR5410 – Instalações Elétricas.
Central de Alarme Programável
Dimensionamento de Condutores

- Critério de Instalação

1- Corrente Consumida pelos detectores.


(FP1 fornece 450mA por saída no total 1,8 A, nossos sensores
consomem 5mA-microamper )
2- Tensão mínima para detectores é de normalmente 19,2Vcc.
3- Bitola e Comprimento de cabo

**Se qualquer um dos itens acima não for cumprido, deve-se


considerar a instalação de Fontes de alimentação auxiliares.
Central de Alarme Programável
Cálculos das Perdas nos Cabos de Alimentação
Fórmulas Úteis

Queda de Tensão(V): ΔV= R x i x (n +1)

Quantidade de Detectores(n): n=( ΔV/R x i) – 1

Comprimento do Cabo(L): L= ( ΔV ) / [(n + 1) x i x R]

Resistência do Cabo(R); R= ( ΔV ) / [(n + 1) x i x L]


Central de Alarme Programável
Cálculos das Perdas nos Cabos de Alimentação
Fórmulas Úteis
Central de Alarme Programável
Dimensionamento de Condutores

- Cabos para sensores endereçáveis;


Central de Alarme Programável
Exemplo 1:
Central de Alarme Programável
Ligação dos Sensores no Kit:
Central de Alarme Programável
Fiação
Central de Alarme Programável
Exemplo de Central de Alarme Programável
Características

4 Linas para 250 dispositivos;


Capacidade para 1000 dispositivos;
125 zonas programáveis;
Dois Circuitos para sirene;
Interface Serial RS-232 para PC;
Visor LCD de 40 caracteres;
Relógio calendário;
Saídas Relé para indicação: Alarme, Defeito e Supervisão;
Auto Programação;
Configurável pelo PC;
Auto Reconhecimento dos Dispositivos;
Comunicação RS485;
Exemplo de Placa de Controle
Central de Alarme Programável
Indicadores LED

- Alarme Fogo;

- Defeito;

- Supervisão;
Configurações
Para entrar no menu de configurações é
necessário que se desligue a central e religue
mantendo o botão Silencia/Reset pressionado,
aparecerá então no display da central a
mensagem “digite senha”, você deverá agora
digitar a senha que acompanha a central de
alarme de incêndios. (1234).
Ao terminar de digitar a senha a central entrará
no modo de configurações.
Configuração dos setores;
Nesta opção é possível habilitar e desabilitar os
setores e também configurar os nomes dos
mesmos, ao pressionar a tecla ENTRA a central
entrará na seguinte opção:
•“END” opção onde se escolhe o endereço a ser
configurado, através das teclas ←→ (Silencia/reset
e alarme geral) caso a tecla SAIR seja pressionada
a central volta ao menu principal se a tecla ENTRA
for pressionada a central vai para a opção
seguinte;
Configuração dos setores;
•“STATUS” opção onde pode ligar ou desligar
algum endereço, através das teclas ← →
(Silencia/reset e alarme geral) caso a tecla SAIR
seja pressionada a central volta para a opção
“END” se a tecla ENTRA for pressionada a central
vai para a opção seguinte;
• “NOME” opção onde pode ser escrito o nome
do setor através do teclado alfanumérico, ao
escolher a letra desejada deve se pressionar a
tecla “ENTRA” para
Acertar Hora;
Esta opção serve para ajustar o calendário da
central de alarme, para efetuar os ajustes siga os
seguintes passos;
•1° com a tecla “sair” escolha a opção Acertar
Hora.

•2° pressione a tecla “entra” para entrar na opção


selecionada. (obs.: Não esquecer de ligar a chave
para habilitar as teclas).
Ver Eventos;
A central possui a capacidade de armazenar os últimos 250
eventos ocorridos, esta opção serve para que se possam
visualizar os mesmos os quais são mostrados da seguinte
forma;
1° Na primeira linha você verá o tipo do evento FG que
significa fogo ou FL que significa falha em seguida o
dia/mês/ano do evento.
2° Na segunda linha você poderá ver o nome do local que
ocorreu o evento.
3° com a tecla “← alarme geral” você volta um evento, com
a tecla “→ silencia sirene” você avança um evento.
4° pressionando a tecla “sair” você volta a menu principal
de configurações.
Apagar Eventos;
Está opção serve para limpar os eventos
armazenados na memória central para efetuar a
limpeza proceda da seguinte forma;
1° Selecione a função “apagar eventos” e
pressione a tecla “entra”.
2° Agora aparecerá no display da central a
posição da memória que está sendo limpa. Ao
terminar a central volta ao menu principal, no
qual você pode escolher a próxima função
desejada.
Tempo de Sirene;
Está opção serve para programar o tempo de disparo da
sirene após a central receber um alarme, o tempo pode
ser programado de 1 a 250 segundos, nunca sendo igual
a 0. Ao receber um alarme a central mostrará no display
o tempo restante para o disparo e o nome do setor, para
silenciar o bip pode se pressionar a tecla silencia sirene,
Caso precise iniciar novamente a contagem pressione a
tecla silencia/reset até que a central seja resetada
iniciando novamente a contagem do tempo
programado, para efetuar o alarme antes do final da
contagem de tempo pressione a tecla alarme geral, para
programar o tempo execute os seguintes passos;
Ajustes
A central Focus foi desenvolvida de forma a
necessitar poucos para entrar em
funcionamento, bastando apenas efetuar as
conexões conforme exemplo mostrado ou de
acordo com as características de seu projeto.
Desta forma após efetuar todas as verificações das
ligações realizadas, basta simplesmente, ligar a
rede elétrica as baterias e efetuar as
configurações dos setores para que a central
entre em operação.
Conexões Fonte Focus
A fonte necessita apenas de duas ligações para seu
funcionamento à ligação de alimentação elétrica CA
que pode ser de 90 a 240 V. E a ligação das baterias
nos conectores vermelho positivo e preto negativo.
Conexões Fonte Focus
Conexões da Entrada de Alimentação Fonte Focus.
Conexão da linha endereçável placa processadora.

A linha endereçável deve ser ligada nos bornes com a inscrição laços 1 e
2 obedecendo às polaridades indicadas na placa, a linha nunca deve
ultrapassar a resistência máxima de 30 ohms entre os condutores VCC e
GND, essa resistência permite a utilização de aproximadamente 60
pontos a 1000 metros de cabo 1,5mm em classe B ou 120 pontos em
classe A.
Os cabos devem ser obrigatoriamente do tipo 3X1,5mm blindado, e
devem estar protegidos por uma tubulação metálica exclusiva para o
sistema de alarme de incêndios, devidamente aterrada, nunca encoste
os cabos ou a malha na tubulação sem que estejam bem isolados.
Nunca deixe ligado apenas os condutores GND e COM nos periféricos
conectados a linha de comunicação, pois podem gerar ruídos e falsos
alarmes ou até mesmo parar toda a comunicação.
Conexões
Conexão de Quatro Linhas Endereçáveis Classe B.
Exemplos de Ligação.
Conforme figura abaixo pode se observar a forma correta de fazer a
ligação dos equipamentos, deve ser efetuada nos 3 cabos VCC, GND e
COM sempre mantendo a malha emendada e isolada para não
encostar na tubulação.
Exemplos de Ligação.
Conexão Duas Linhas Endereçáveis Classe A.
Conexão Sirenes Processadora Focus.
Os sinalizadores sonoros e visuais são ligados na
placa processadora no borne, VCC sirene GND,
devem consumir no Maximo 1A..
Mensagem no display.
Mensagem no display.
Leds Processadora.
- VERDE PULSANTE: Existem 02 (dois) led´s verdes pulsantes
na placa processadora um interno que indica que os setores
estão sendo supervisionados e um externo que indica o
funcionamento geral da central o qual pode ser visualizado
no painel frontal com a inscrição de supervisão.
- VERDE FIXO: No painel frontal da central existe um led verde
que quando está acesso indica que as tecla silencia/reset e
alarme geral estão habilitadas, para habilitar e desabilitar
essas teclas utilizasse a chave existente no painel frontal.
- AMARELO: Indica que existe alguma falha no sistema, a qual
será especificada no display.
- VERMELHO: Indica que algum setor está em alarme ou o
botão alarme geral foi pressionado.
Configuração dos Endereços Físicos.
A tabela mostra como efetuar a configuração dos endereços físicos
nos periféricos que serão ligados a linha de comunicação da central.
Essa configuração e feita através da chave DIP de 8 posições, quando
uma chave está na posição ON indica que a mesma está ligada.
Certifique-se que não existem dois ou mais componentes com o
mesmo endereço.
Após dado o endereço físico conforme a tabela programe o nome do
setor na memória da central através da função “config. Setores”.
A configuração é feita da seguinte forma, cada chave que é colocada
na posição ON corresponde a um valor que será somado entre todas
as chaves acionadas na placa, as chaves que não estiverem na
posição ON valem 0 (zero).
Configuração dos Endereços Físicos.
O valor de cada chave acionada é mostrado na
tabela abaixo:
Dicas
Verificar se sistema de detecção e alarme de
incêndio, após sua instalação, está de acordo com
as necessidades ambientais, requisitos
operacionais e normas vigentes
Dicas
Considerações finais
Extratificação da fumaça: fenômeno que impede que os
gases gerados na combustão alcancem os detectores
Considerações Finais
A fumaça não sobe no ar quente. Quando a temperatura
entre ambiente e da fumaça é equilibrada, forma-se o
plume em uma distancia considerável abaixo do teto.
Considerações Finais
Sistema de ar-condicionado: Instalação de detectores
próximos a saída de ar.
Considerações Finais
Sistema de ar-condicionado: Instalação de detectores
próximos a saída de ar.
Considerações Finais
Distância a percorrer esta dentro da norma???
Considerações Finais
O sistema de fiação de detecção deve ser instalado para
detectar e transmitir um alarme até a central antes de ser
queimado pelo calor do incêndio. Como os detectores
automáticos estão hoje na maioria de material plástico, a
fiação da detecção deve suportar o calor que suporta um
detector.
Considerações Finais
Considerações Finais
Considerações Finais