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V SEMINÁRIO SOBRE TRANSTORNOS PSICÓTICOS

V CAMILA LESSA
V ILMA DE ALMEIDA
V JAMILLE SOUZA
V JULIANA GALLO
V MAYLLANNE FREIRE
V MARCO ROCHA
V SHEILA DE AZEVEDO
V VANESSA SILVA

V SALVADOR, NOVEMBRO 2010

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V Tipos:  


   
        
          
        
          
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Ayur-Veda,1400 aC.
´Estados demoníacosµ

Sorano, 93 ² 138 dC.


´Doente recusava urinar,
com medo de provocar um dilúvioµ

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V 1852 ² Primeira descrição formal, pelo Psiquiatra
Belga Benedict Morel, que a denominou de m 
 

V 1896 - Emil Kraepelin, Psiquiatra Alemão, aplicou


o termo m
  a um grupo de doenças
que se iniciava na adolescência e levava à
demência.

V 1911- O Psiquiatra Suiço Eugen Bleuler introduziu


o termo 6 

  
  

 

  . Não há sinais ou sintomas
patognomônicos; ao invés disso, há um grupo de
achados característicos que fazem o diagnóstico
.
 
V Timothy Crow, 1981

Tipo I
Sintomas característicos: positivos:
-Boa resposta aos antipsicóticos
-Ausência de prejuízo intelectual
-Receptores dopaminérgicos aumentados
Tipo II
Sintomas característicos: negativos:
-Fraca resposta aos antipsicóticos
-Eventual prejuízo intelectual
-Perda celular e alterações estruturais no
-Cérebro

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V Tipo mais freqüente de doença psicótica
Ë No Brasil, 1.170.000 casos de esquizofrenia
Ë 80 mil novos casos por ano
Ë SP: 70% de pacientes diagnosticados sem tratamento
Ë 2004: 3,4% das hospitalizações do SUS , pacientes acima de 20
anos, em decorrência de distúrbios mentais ² esquizofrenia 43%
Ë 1% da população mundial
Ë EUA: mais de 300.000 episódios agudos por ano
Ë 25% dos leitos hospitalares
Ë EUA: gastos de 10 bilhões/ano
Ë Sem relação de prevalência por sexo
Ë Homens: idade de inicio mais precoce 18-25 ² mulher 25 -35
Ë 25-50% dos pacientes tentam o suicídio pelo menos uma vez em
toda a vida
Ë 10% se suicidam

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Fatores Genéticos
Estudos genético-epidemiológicos
Estudos de população
Estudos de famílias
Estudos de gêmeos
Estudos de adoção
Estudos genético-moleculares
Regiões cromossômicas Ê Estudos de ligação
Variantes gênicas
Fatores Ambientais
Acometimentos cerebrais
Fisiológicos
Psicossociais

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Estudos de População:

População...................................... 1%
Parentes em primeiro grau....4 a 8 %
Estudos de Família (Gottesman e Shields, 1982)
U RELAÇÃO: %
U Pai..........................................................5,6
U Irmão....................................................10,1
U Irmão e um dos pais afetados..........16,7
U 1 dos pais afetado...............................12,8
U 2 pais afetados.....................................46,3
U Tio - primo............................................ 2,8
U Neto........................................................3,7
U População............................................0,86
Ë Estudos de Gêmeos
U Monozigóticos........................53%
U Dizigóticos..............................15%

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Ë Acometimentos cerebrais
U Exposição pré-natal a viroses Ê influenza A2
Excesso de 8%± HN: Jan-Abr HS: Jul-Set
U Privação nutricional pré-natal
1as semanas de gestação Ê folato
Ê não fechamento do tubo neural
U Complicações de gestação e parto
Anóxia

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V Pacientes esquizofrênicos demonstram alterações
no desempenho em uma grande variedade de
testes neuropsicológicos. Estima-se que déficits
cognitivos podem ser identificados em 40% a 60%
dos indivíduos acometidos por essa condição
psiquiátrica.

V Alguns autores defendem o argumento de que as


alterações do desempenho cognitivo observadas
na esquizofrenia têm características compatíveis
com um padrão de "déficit generalizado",
semelhante àquele observado em processos
patológicos difusos do SNC (por exemplo,
intoxicação por metais pesados, hipoxia cerebral).
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V As principais características clinicas da Esquizofrenia envolvem uma
faixa de disfunções cognitivas e emocionais que acometem a percepção,
o pensamento inferencial, a linguagem e a comunicação, o
monitoramento comportamental, o afeto, a influência e a produtividade
do pensamento e do discurso, a capacidade hedônica, a volição, o
impulso e a atenção.
V Wang, Minatogaia e Tavares (2006) identificam os seguintes
períodos evolutivos da doença:
V 1. Fase prodrômica: onde há retraimento social gradual, diminuição
de interesses, mudanças na aparência e higiene, alterações
cognitivas, comportamento bizarro ou excêntrico;
V 2. Fase ativa: quando há alterações na forma e conteúdo do
pensamento, distorções da percepção, prejuízo da volição,
inadequação do afeto, alteração do juízo, declínio cognitivo e de
funcionamento social.
V 3. Fase residual: ausência de sintomas da fase ativa, porém, há
evidência de perturbação, como por exemplo, a existência de crenças
bizarras, experiências perceptuais incomuns, afeto inadequado.

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V Tipo Residual

V Tipo Desorganizada

V Tipo Catatônica

V Tipo Paranóide

V Tipo Indiferenciada
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V Anteriormente chamada de esquizofrenia simples, estão presentes
os sinais negativos da doença: afastamento e inadequação social,
comportamento excêntrico, inadequação afetiva e pensamento
ilógico.

V Há ausência dos sintomas positivos e pruridos de outras formas de


esquizofrenia. Não são observados sintomas catatônicos, delírios ou
alucinações, tornando-a por isso o tipo de mais difícil diagnóstico.

V O quadro progride durante anos, levando lentamente à destruição


da personalidade. Os indivíduos afetados demonstram, em sua fase
inicial, uma falta de consideração para com seus familiares e amigos
e indiferente negligência às obrigações sociais, podendo
demonstrar alguma amabilidade superficial para com os estranhos,
mas todos os sentimentos profundos parecem inexistir.
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V A) Sintomas característicos: dois ou mais dos seguintes, por
pelo menos um mês:

1. Delírios (Bizarros);

2. Alucinações (Vozes que comentam ou dialogam);

3. Discurso desorganizado;

4. Comportamento desorganizado ou catatônico;

5. Sintomas negativos: Alogia, avolição ou embotamento


afetivo.
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V Neuroimagem Estrutural - Volumetria
$ TC ² alargamento de ventriculos cerebrais
$ RM Estrutural

$ Controle Paciente com esquizofrenia

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V Diminuições volumétricas sutis
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V Gênese ambiente

Estudos com gêmeos idênticos

± População geral 1%
± Gêmeos 48%

Diferenças na estrutura cerebral

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V A hipótese dopaminérgica da esquizofrenia baseia-se
em dados que demonstram de forma inequívoca que as
drogas antipsicóticas, conhecidas como neurolépticos,
reduzem a transmissão dopaminérgica no SNC.

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V Antipsicóticos

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V Antipsicóticos
V Classificação

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V A incidência das distonias agudas e discinesia
tardia é menor com antipsicóticos atípicos 
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V Hipótese  bloqueio pronunciado de receptores


muscarínicos, ou certo grau de seletividade pela via
mesolímbica em contraposição à via nigroestriatal
da dopamina.
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A evolução é bastante variável:

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V Matemático, professor e Prêmio Nobel de Economia
cuja vida é retratada no filme ´Uma Mente Brilhanteµ(A
beautiful Mind) nasceu a 13 de Junho de 1928 em
Bluefield, West Virginia, nos Estados Unidos da
América.
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V Vincent Willem Van Gogh, (Zundert, 30 de Março de 1853 ³
Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890), aclamado pintor
holandês, considerado o pioneiro na ligação das tendências
impressionistas com as aspirações modernistas e cujo talento só
foi reconhecido após a sua morte.
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