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HOLMES, David S. Psicologia dos Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artmed.

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

SINTOMAS COGNITIVOS: apreensão – condenação indivíduo antecipa, focaliza em desastres potenciais e não presta
atenção em problemas reais próximos, podendo ser desatenta e distraído.
SINTOMAS SOMÁTICOS: suor, boca seca, respiração curta, pulso rápido, aumento da pressão sanguínea, latejo na
cabeça, tensão muscular (alto nível de estimulação do sistema nervoso autônomo), hiperventilação (dor de cabeça,
formigamentos, palpitações, falta de ar) se prolongado, pode ocasionar hipertensão crônica, dor de cabeça, fraqueza
muscular ex, na garganta e má digestão e cólicas estomacais)
SINTOMAS MOTORES: movimentos rápidos sem objetivo (pés, pernas, mãos) sustos exagerados.

Cheniaux: Na síndrome de ansiedade, há basicamente uma exaltação afetiva, mas, além da


afetividade, outras funções psíquicas podem se alterar. Observam-se muitas vezes labilidade
da atenção (um estado de hipotenacidade com hipermobilidade); hipomnésia anterógrada
(alteração da memória – de adiquirir novas informações); logorreia e diminuição da latência
da resposta (linguagem); aceleração do curso do pensamento; insônia inicial ou
intermediária; aumento ou diminuição do apetite; aumento da sede (potomania – hiperbulia
específica) e impulsividade (ambos conação); e hipercinesia (exaltação psicomotricidade –
aumento patológico da atividade motora voluntária- níveis: inquietação, agitação e furor).

TRANSTORNOS FÓBICOS - medos irracionais e persistentes de um objeto, atividade ou situações específicas (não tem
justificativa na realidade (medo de lugares abertos, borboletas) ou medos exagerados (voar) – são pessoas que sabem
da irracionalidade de seus medos, mesmo assim não deixam de ter medo, ex. elevador- separação aspectos cognitivos
dos emocionais. Grau disruptivo (prejuízo) – depende da probabilidade em ter que lidar com situação temida. Ex.
Claustrofobia não é prejudicial para um agricultor
 AGORAFOBIA medo de estar em ambientes públicos dos quais poderia ser difícil de escapar (por ser
constrangedor, tendem a evitar situações sociais), medo de ficar sozinhos (medo intenso ou esquiva
ativa)
A. Medo ou ansiedade marcantes acerca de duas (ou mais) das cinco situações seguintes:
1. Uso de transporte público (p. ex., automóveis, ônibus, trens, navios, aviões).
2. Permanecer em espaços abertos (p. ex., áreas de estacionamentos, mercados, pontes).
3. Permanecer em locais fechados (p. ex., lojas, teatros, cinemas).
4. Permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão.
5. Sair de casa sozinho.
*** mais de 6 meses
FOBIA SOCIAL não é um medo vago de perder o controle, medo irracional de que se comportara de
forma constrangedora e será criticado (evita pessoas para evitar críticas). Ex.: manter conversa,
encontrar pessoas não familiares, ser observado comendo ou bebendo, desempenho diante dos
outros - *** pelo menos 6 meses
 FOBIAS ESPECÍFICAS Medo irracional em relação a objetos e situações diferente de multidões
(agorafobia) e critica pessoal (fobia social). Ex.: voar, altura, animais, injeção, ver sangue,
fenômenos naturais. Comum múltiplas pelo menos 3.
*** Duração mínima de 6 meses F40

Gabbard – pensamentos sexuais e agressivos proibidos e que podem levar a punição retaliadora, ameaçam emergir do
ics, a ansiedade sinal é ativada e leva a três mecanismos de defesa: deslocamento, projeção e evitação. (ex.: Sr M-
derivativo: dizer seu nome, projeção: apresentação oral – perigo do ambiente, na verdade a origem estava no seu
superego, punição ou medo de reprovação de ideal de ego – internalizado pelas expectativas de sua infância e evitação:
afastar de situações em que tinha que se expor em público). Perda/ separação na infância ou superproteção parental
associado a questão psicopatológica (depressão ou fobia social). Introjeção dos irmãos como humilhantes,
constrangedores,

ESTADOS DE ANSIEDADE – resposta emocional é difusa e não relacionada a qualquer situação ou estímulo particulares
(flutuante)
 TRASNTORNO DE PÂNICO – breves períodos de ansiedade espontânea excepcionalmente intensa “vir do nada”.
Sintomas somáticos: respiração curta, palpitações, dores no peito, asfixia, tontura, sentimentos de irrealidade,
formigamento, calafrios, calores, suor, fraqueza e temor. Ataques: medo de perder o controle, sensação de
loucura. Pode estar associado com Agorafobia
*** A. 4 ou mais sintomas (DSM V) – mais de um ataque completo para caracterizar o transtorno, pode ser
noturno
Palpitações, coração acelerado, taquicardia.
2. Sudorese.
3. Tremores ou abalos.
4. Sensações de falta de ar ou sufocamento.
5. Sensações de asfixia.
6. Dor ou desconforto torácico.
7. Náusea ou desconforto abdominal.
8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio.
9. Calafrios ou ondas de calor.
10. Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento).
11. Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar
distanciado de si mesmo).
12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”.
13. Medo de morrer.
B. Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês (ou mais) de uma ou de ambas as
seguintes características:
1. Apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de pânico adicionais ou sobre
suas conseqüências (p. ex., perder o controle, ter um ataque cardíaco, “enlouquecer”).
2. Uma mudança desadaptativa significativa no comportamento relacionada aos ataques (p.
ex., comportamentos que têm por finalidade evitar ter ataques de pânico, como a esquiva
de exercícios ou situações desconhecidas).
Gabbard – Pânico associado alteração no nível de expectativas colocadas sobre o paciente, relação com estressores
antes do início dos ataques (no trabalho, ou perda de familiares). Percepção comum de que pais são ameaçadores,
temperamentais, críticos, controladores e exigentes. Dificuldades na socialização na infância, relações parentais não
apoiadoras (representação abusiva dos pais), e sentimento de ser colocado em armadilhas – dependência hostil e
cheia de medo. Não conseguem lidar com a raiva e agressão. Tenta evitar separação e também o vínculo. Ameaças
ao vínculo parecem despertar ataques. Ansiedade sinal muito ativada para ativar recursos do ego. Defesas: formação
reativa, neutralização, somatização e externalização. Auxiliar na diferenciação de uma catástrofe real e uma
representação.
 TRASNTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA ansiedade difusa e persistente, pelo menos um mês (menos
intensa que pânico). Deixa-os mais vigilantes e pesquisando ameaças (distração e fadiga)
A. Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos
dias por pelo menos seis meses, com diversos eventos ou atividades (tais como desempenho
escolar ou profissional).
B. O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.
C. A ansiedade e a preocupação estão associadas com três (ou mais) dos seguintes seis sintomas
(com pelo menos alguns deles presentes na maioria dos dias nos últimos seis meses).
Nota: Apenas um item é exigido para crianças.
1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele.
2. Fatigabilidade.
3. Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente.
4. Irritabilidade.
5. Tensão muscular.
6. Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e
inquieto).
Os adultos com transtorno de ansiedade generalizada frequentemente se preocupam com
circunstâncias diárias da rotina de vida, como possíveis responsabilidades no trabalho, saúde e
finanças, a saúde dos membros da família, desgraças com seus filhos ou questões menores (p.
ex., realizar as tarefas domésticas ou se atrasar para compromissos)
TRASNTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO reexperiência de um evento traumático (memórias dolorosas
e recorrentes, sonhos, pesadelos, flashbacks – minutos ou horas). Pode haver entorpecimento de
responsividade geral ou envolvimento reduzido com o mundo externo – diminuição de interesse,
desprendimento e respostas embotadas quando não está revivendo o trauma. Ou ao contrário, estimulação
geral continuada: hiperalerteza, problemas com o sono, culpa por sobreviver, estimulação com qualquer
associação com evento traumático.
Gabbard – trauma maciço impele o ego a reunir defesas primitivas – negação, minimização e negação projetiva.
Raiva projetada nos outros e no mundo, ficam hipervigilantes num esforço de se protegerem de nova agressão.
Culpa e vitimização (ex.: estupro) pode mascarar pensamento mais perturbador que está desamparada num mundo
violento e caótico. Difícil reintegração do trauma ao sentido do self – foco na aliança terapêuticas, sentimento de
segurança, postura psicoeducativa das reações ao trauma
 TRASNTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO: Obsessão: ideia, pensamento, imagem ou impulso persistente
(perseveram) que não consegue tirar de sua cabeça, egodistônica ( não está sob controle voluntário e são
repugnantes) – pensamento perseverativo, geralmente de um tópico singular (sujeira, pensar em matar -
prejudicar alguém, dúvida – se fez ou magoou alguém, agressão) – limitam pensamento e prejudicam vida
social. Compulsão alteração da conação (comportamentos repetitivos e intencionais em resposta a ideia
obsessiva: de novo e de novo, modo estereotipado. – Individuo percebe irracionalidade, não tem prazer e se
torna tenso e ansioso se o comportamento não é realizado (lavar as mãos, contar, verificar e tocar) – não
obtém prazer, geralmente associado com depressão.
A. Presença de obsessões, compulsões ou ambas:
Obsessões são definidas por (1) e (2):
1. Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento
durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e indesejados e que, na
maioria dos indivíduos, causam acentuada ansiedade ou sofrimento.
2. O indivíduo tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou
neutralizá- -los com algum outro pensamento ou ação.
As compulsões são definidas por (1) e (2):
1. Comportamentos repetitivos (p. ex., lavar as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais
(p. ex., orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que o indivíduo se sente compelido a
executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser
rigidamente aplicadas.
2. Os comportamentos ou os atos mentais visam prevenir ou reduzir a ansiedade ou o sofrimento ou
evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses comportamentos ou
atos mentais não têm uma conexão realista com o que visam neutralizar ou evitar ou são
claramente excessivos.
Nota: Crianças pequenas podem não ser capazes de enunciar os objetivos desses
comportamentos ou atos mentais.
B. As obsessões ou compulsões tomam tempo (p. ex., tomam mais de uma hora por dia) ou
causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social,
profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo
A frequência e a gravidade das obsessões e compulsões
variam entre os indivíduos com TOC (p. ex., alguns têm sintomas leves a moderados, passando
1 a 3 horas por dia com obsessões ou executando compulsões, enquanto outros têm
pensamentos intrusivos ou compulsões quase constantes que podem ser incapacitantes).
Gabbard – rituais compulsivos podem servir como defesa a anseios sexuais por sua mãe- sintoma é uma formação
de compromisso, expressa o desejo subjacente como a defesa contra o desejo. Ex.: Sr N que dependia de sua mãe
para vestir-se – expressão do desejo sexual e trunfo com relação ao seu pai. Adaptação dos familiares em
participação nos rituais. paciente a redefinir um sentido de self separado da experiencia dos rituais e pensamentos
obsessivos e desenvolver uma maior consciência ou capacidade de mentalização com respeito à vida interna dos
outros.
 TRASNTORNO DE ESTRESSE AGUDO – ansiedade intensa que dura até um mês. Desastre natural ou pessoal
(violência, estupro)
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão grave ou violação sexual em uma
(ou mais) das seguintes formas:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento ocorrido a outras pessoas.
3. Saber que o evento ocorreu com familiar ou amigo próximo. Nota: Nos casos de morte
ou ameaça de morte de um familiar ou amigo, é preciso que o evento tenha sido violento ou acidental.
4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos do evento traumático (p.ex.
socorristas que recolhem restos de corpos humanos, policiais repetidamente expostos a detalhes do
abuso infantil).
Nota: Isso não se aplica à exposição por intermédio de mídia eletrônica, televisão, filmes ou fotografias, a
menos que tal exposição esteja relacionada ao trabalho.
B. Presença de nove (ou mais) dos seguintes sintomas de qualquer uma das cinco categorias de intrusão, humor
negativo, dissociação, evitação e excitação, começando ou piorando depois da ocorrência do evento
traumático:
Sintomas de intrusão
1. Lembranças angustiantes recorrentes, involuntárias e intrusivas do evento traumático.
Nota: Em crianças, pode ocorrer a brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento traumático são
expressos.
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o afeto do sonho estão relacionados ao evento.
Nota: Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo identificável.
3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo sente ou age como se o evento traumático
estivesse acontecendo novamente. (Essas reações podem ocorrer em um continuum, com a expressão mais
extrema sendo uma perda completa de percepção do ambiente ao redor.) Nota: Em crianças, a reencenação
específica do trauma pode ocorrer nas brincadeiras.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ou reações fisiológicas acentuadas em resposta a sinais
internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento traumático.
Humor negativo
5. Incapacidade persistente de vivenciar emoções positivas (p. ex., incapacidade de vivenciar sentimentos de
felicidade, satisfação ou amor).
Sintomas dissociativos
6. Senso de realidade alterado acerca de si mesmo ou do ambiente ao redor (p. ex., ver-se a partir da
perspectiva de outra pessoa, estar entorpecido, sentir-se como se estivesse em câmera lenta).
7. Incapacidade de recordar um aspecto importante do evento traumático (geralmente devido a amnésia
dissociativa, e não a outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).
Sintomas de evitação
8. Esforços para evitar recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do, ou fortemente
relacionados ao, evento traumático.
9. Esforços para evitar lembranças (pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos, situa-
ções) que despertem recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do,
ou fortemente relacionados ao, evento traumático.
Sintomas de excitação
10. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade de iniciar ou manter o sono, sono agitado).
11. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou nenhuma provocação) geralmente expressos
como agressão verbal ou física em relação a pessoas ou objetos.
12. Hipervigilância.
13. Problemas de concentração.
14. Resposta de sobressalto exagerada.
C. A duração da perturbação (sintomas do Critério B) é de três dias a um mês depois do trauma
Gabbard - amnésia em relação a aspectos importantes do trauma, despersonalização, desrealização, menor consciência em
relação ao ambiente em torno do paciente ou um sentido subjetivo de afastamento, entorpecimento ou falta de resposta
emocional – tratamento semelhante ao transtorno dissociativo.
 PSICODINÂMICO: Psicanálise - tratamento longo, associação livre, sonhos, resistência e transferência. Psicoterapia
(usa elementos da psicanálise) a) problema dentro do paciente ou restrições psicossociais que limitam crescimento
pessoal b) ênfase no passado ou no presente (Gabbard) – Eficácia pelo apoio social
 APRENDIZAGEM – COMPORTAMENTAL: ansiedade acontece devido a condicionamento clássico inapropriado.
Tratamento em três estratégia: 1. Extinção (exposição repetida -inundação ou implosão) 2. Inibição: substitui
resposta da ansiedade pelo relaxamento (muscular progressivo) -usado na dessensibilização sistemática (pensa no
cachorro pequeno e ativa resposta de relaxamento – aumentando grau de estímulos ansiosos). 3. Relaxamento para
todos os estímulos ansiosos – Eficácia: questionável porque envolve ativação de crenças. Estratégias de exposição
e confirmação de desempenho são mais eficazes
 TERAPIA COGNITIVA: originam-se de crenças incorretas e papel da terapia é mudar a crença. Como: 1. Terapia
cognitiva/ reestruturação cognitiva Terapeuta pode oferecer novas crenças e hipóteses não provocadoras de
ansiedade (prédios altos não são perigosos – terapia cognitiva) 2. Paciente construa próprias crenças – através de
interrogatório cruzado (confrontação/desafiando as crenças – Terapia racional-emotiva) 3. Distração – meditação,
uso de mantra (estudos indicaram que depende de crença de que a meditação vai ser efetiva). Eficácia: Eficaz para
fobias específicas e social, mas não em transtorno de ansiedade generalizado e pânico (não há crença) - mexe na
crença "se eu tiver ataque, não vou morrer", mas não diminui ataques.
 FISIOLÓGICO
TAG - baixo GABA
TOC - baixa serotonina
t. Pânico - lactato de sódio

Benzodiazepínicos – mais de seis meses em alta dosagem, pode gerar dependência

 HUMANÍSTICO-EXISTENCIAL: quando há uma discrepância entre o vível atual do funcionamento da personalidade


e um nível mais elevado (auto-atualização) a qual o indivíduo aspira – diferença entre eu real e eu ideal – Ao
mesmo tempo, discrepância gera ansiedade e impossibilita de diminuir discrepância, não atingindo
autorrealização (ansiedade é a falha em atingir a autorrealização) - Existencialistas: escolhas provocam ansiedade
- problemas e escolhas são constantes – assumir a responsabilidade/ escolhas mais implicadas com aspirações de
nossa vida.

TRANSTORNOS SOMATOFORMES E DISSOCIATIVOS

TRANSTORNOS SOMATOFORMES
Sintomas Físicos: dor, cegueira, paralisia ou surdez (sem causa física, sem danos físicos) **
**Distúrbios psicossomáticos: úlceras, dores de cabeça devido a tensão e problemas
cardiovasculares – há dano físico.

SOMATIZAÇÕES: numerosas queixas somáticas recorrentes e de longa duração que não se devem a nenhuma causa
física – crença de que problema médico existe (não confundir com hipocondríaco) – ex: poliqueixoso

HIPOCONDRIA: preocupação irrealista e gera ansiedade no individuo por imaginar problemas físicos potenciais,
interpretando sensações ou sinais físicos menores como anomalias que conduziram a quadros graves (dor de cabeça,
um tumor cerebral – exagero), difere da somatização porque nesta há preocupação com possíveis “sintomas físicos”
variados, enquanto os hipocondríacos mostram ansiedade excessiva em relação a um ou dois sintomas e antecipam
doenças graves futuras

CONVERSÃO ou Transtorno de conversão: um ou mais sintomas físicos que prejudicam muito seu funcionamento, sem
uma base orgânica. Geralmente no sistema músculo-esquelético ou sensorial: paralisia, convulsões, cegueira, surdez,
visão em túnel, anestesia e parestesia (formigamento ou ferroadas) – maioria das vezes associado a atividade
ocupacional (ex: pilotos cegueira noturna). Individuo apresenta pouca preocupação com sintomas – geralmente não
acompanhado de reação emocional ou não considera funcionamento anato-funcional (anestesia em luva), ou
ausência de consequências negativas (não se machuca)
TRANSTORNO DOLOROSO: queixa de dor na ausência de uma causa orgânica identificável – problemas de coluna.
Levar a distúrbio social ou ocupacional. Limitado ao sintoma de dor

TRANSTORNO DISMÓRFICO CORPORAL: algum defeito imaginado ou secundário na própria aparência física (verruga,
nariz). Leva a retração social, disfunção ocupacional, ou suicídio.

** Transtorno factício: conscientemente simulados

TRASNTORNO DISSOCIATIVO

Grave separação de funções da personalidade de modo que o indivíduo não está consciente de ou perde contato com
aspectos importantes da própria personalidade.

SINTOMAS: amnésia, personalidade múltipla e perda de identidade – últimos dois (fugindo de partes da personalidade
que suscitam estresse)

Amnésia dissociativa: não lembra informações pessoais - pode vir após discussões e estresse severos (acidentes
automobilísticos, batalhas militares) podendo ser disparada por atos inaceitáveis (caso extraconjugal) .

Fuga dissociativa: pode vir após discussões e estresse severos (conflito conjugal, rejeição pessoal, conflito militar)
podendo durar horas ou meses.

Despersonalização – experiencia “como se” extremidades mudarem de tamanho, agindo mecanicamente, num sonho,
fora do corpo (diferente de esquizofrenia, sabem que não é real) – acompanhado de ansiedade por medo de ficarem
loucos. – Sintoma mais comum, principalmente em períodos de estresse. Só considera transtorno quando resulta em
prejuízo significativo para vida social e ocupacional – não tem perda de memória ou alteração de consciência
Explicações
 PSICODINÂMICO: Psicanálise – energia emocional reprimida converte-se em sintomas físicos (parte preserva carga
duradoura -ansiedade, parte causa inervações incomuns e sintomas físicos). Emoções aprisionadas, por isso
importância da catarse. Respostas dissociativas seriam uso massivo da repressão, para total esquecimento dos
eventos banidos do consciente.
 APRENDIZAGEM – COMPORTAMENTAL: Sintomas são respostas operantes e mantidas porque resultam em
gratificação, que podem ser de três tipos: 1. Evitar alguma situação desagradável ou ameaçadora (ex.: musculo
estirado do nadador antes de provas) 2. Explicação ou justificativa para fracasso- alivia responsabilidade de
frustração passada (passar mal depois de resultado ruim) 3. Atrair preocupação e simpatia – não apresenta
diferença emocional com sintomas. Teoria dos papéis internalizados que deixam de ser conscientes (aprenderam
pela observação ou experiencia) explicações: familiares tem sintomas físicos, geralmente ocorre em pessoas que a)
apresenta muitas derrotas b) alto nível de doença familiar c) um baixo limiar de ddor
 TERAPIA COGNITIVA:
 FISIOLÓGICO- pessoas mais sensíveis a sensações corporais ou fisiologicamente mais estimuladas. Pode ser em
decorrência de ansiedade (aumenta pressão sanguínea e batimentos cardíacos, então é interpretado como sintoma
físico e crença de outras doenças)

TRANSTORNOS DEPRESSIVOS

Transtornos Depressivos Unipolares: CID – Depressão Episódica (F32) e a Depressão Recorrente (F33) –
DSM V Depressão Maior F(33)min: duas semanas – pode ser de episódio único ou recorrente, não mais do que por
dois anos de forma ininterrupta. Os duram geralmente entre três a 12 meses).
Depressão com retardo – sem energia, menor tarefa parece sacrifício, lentificação.
Depressão Agitada – incapazes de sentar, torcem as mãos, cabelos, pele – sintomas de ansiedade (agitado e triste).
Pode haver padrão e de agitação/ preocupação no inicio que depois se torna reduzido quando depressão aumenta
(pessoa desiste de lutar)
Transtornos Depressivos Bipolares – próximo capítulo
Transtorno Distímico – forma menos severa do transtorno depressivo. Muitas vezes não diagnosticado, sofrem e
perdem muita qualidade de vida.
Transtorno Ciclotímico – tem a haver com períodos de maior disposição e energia (forma abrandada de mania)
SINTOMAS COGNITIVOS: autoestima baixa, pessimismo, redução da motivação, generalização de atitudes negativas
(efeito domino), exagero da seriedade dos problemas (delírio), processos de pensamentos mais lentos (menor
desempenho na memória de longo prazo) – mais acurados com relação ao próprio desempenho
SINTOMAS MOTORES: retardo psicomotor (lentificação, olhar inexpressivo, fala pouco e em tom de voz baixo) ou pode
apresentar agitação psicomotora (inquietas e preocupadas), ações aleatórias
SINTOMAS SOMÁTICOS: padrão de sono perturbado (insônia ou hipersonia); padrões alimentares perturbados
(redução alimentar, falta de gosto ou energia para fazer comida) ou comer torna-se único prazer) e interesse ou
impulso sexual reduzido, perda da libido. Prejuízo no sistema imunológico – alguns pacientes só relatam os sintomas
somáticos (depressão mascarada)
*conjunção de sintomas que tornam a depressão um círculo vicioso
* Diagnostico: dependerá da profundidade do quadro depressivo e de sua duração , afetando várias áreas da vida.
DSM V- Depressão Maior
1. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, conforme indicado por relato
subjetivo (p. ex., sente-se triste, vazio, sem esperança) ou por observação feita por outras
pessoas (p. ex., parece choroso). (Nota: Em crianças e adolescentes, pode ser humor irritável.)
2. Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades na
maior parte do dia, quase todos os dias (indicada por relato subjetivo ou observação feita por
outras pessoas).
3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta (p. ex., uma alteração de mais
de 5% do peso corporal em um mês), ou redução ou aumento do apetite quase todos os
dias. (Nota: Em crianças, considerar o insucesso em obter o ganho de peso esperado.)
4. Insônia ou hipersonia quase todos os dias.
5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observáveis por outras pessoas, não
meramente sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento).
6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.
7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada (que podem ser delirantes)
quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente).
8. Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou indecisão, quase todos os dias (por
relato subjetivo ou observação feita por outras pessoas).
9. Pensamentos recorrentes de morte (não somente medo de morrer), ideação suicida recorrente
sem um plano específico, uma tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio

Especificadores para Transtornos Depressivos

Especificar se:
Com sintomas ansiosos: Definido como a presença de pelo menos dois dos seguintes sintomas durante a maioria dos dias de um
episódio depressivo maior ou transtorno depressivo
persistente (distimia):
1. Sentir-se nervoso ou tenso.
2. Sentir-se anormalmente inquieto.
3. Dificuldade de se concentrar devido a preocupações.
4. Temor de que algo terrível aconteça.
5. Sentimento de que o indivíduo possa perder o controle de si mesmo.
Especificar a gravidade atual:
Leve: Dois sintomas.
Moderada: Três sintomas.
Moderada-grave: Quatro ou cinco sintomas.
Grave: Quatro ou cinco sintomas e com agitação motora.
Nota: Foi observado que sintomas ansiosos são uma característica proeminente do transtorno bipolar e do transtorno depressivo maior
em ambientes tanto de atenção primária quanto de cuidados
especializados. Altos níveis de ansiedade têm sido associados a risco aumentado de suicídio, maior
duração do transtorno e maior probabilidade de não resposta ao tratamento. Desse modo, é clinicamente útil especificar com precisão a
presença e os níveis de gravidade dos sintomas ansiosos para
o planejamento do tratamento e o monitoramento da resposta a ele.
Com características mistas:
A. Pelo menos três dos seguintes sintomas maníacos/hipomaníacos estão presentes quase todos
os dias durante a maioria dos dias de um episódio depressivo maior:
Especificadores para Transtornos Depressivos 185
1. Humor elevado, expansivo.
2. Autoestima inflada ou grandiosidade.
3. Mais loquaz que o habitual ou pressão para continuar falando.
4. Fuga de ideias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão acelerados.
5. Aumento na energia ou na atividade dirigida a objetivos (seja socialmente, no trabalho ou na
escola, seja sexualmente).
6. Envolvimento maior ou excessivo em atividades com elevado potencial para consequências
prejudiciais (p. ex., comprar desenfreadamente, indiscrições sexuais, investimentos insensatos nos negócios).
7. Redução da necessidade de sono (sentir-se descansado apesar de dormir menos do que o
habitual; deve ser contrastado com insônia).
B. Sintomas mistos são observáveis por outras pessoas e representam uma alteração do comportamento usual do indivíduo.
C. Para os indivíduos cujos sintomas satisfazem todos os critérios para mania ou hipomania, o
diagnóstico deve ser transtorno bipolar tipo I ou bipolar tipo II.
D. Os sintomas mistos não são consequência de efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex.,
droga de abuso, medicamento ou outro tratamento).
Nota: As características mistas associadas a um episódio depressivo maior se revelaram como
fator de risco significativo para o desenvolvimento de transtorno bipolar tipo I ou bipolar tipo II.
Desse modo, é clinicamente útil observar a presença desse especificador para o planejamento
do tratamento e o monitoramento da resposta a ele.
Com características melancólicas:
A. Uma das seguintes está presente durante o período mais grave do episódio atual:
1. Perda de prazer em todas ou quase todas as atividades.
2. Falta de reatividade a estímulos em geral prazerosos (não se sente muito bem, mesmo temporariamente, quando acontece alguma
coisa boa).
B. Três (ou mais) das seguintes:
1. Uma qualidade distinta de humor depressivo caracterizado por prostração profunda, desespero e/ou morosidade ou pelo chamado
humor vazio.
2. Depressão regularmente pior pela manhã.
3. Despertar muito cedo pela manhã (i.e., pelo menos duas horas antes do despertar habitual).
4. Acentuada agitação ou retardo psicomotor.
5. Anorexia ou perda de peso significativa.
6. Culpa excessiva ou inadequada.
Nota: O especificador “com características melancólicas” é aplicado se essas características estão presentes no estágio mais grave do
episódio. Existe ausência quase total da capacidade para o prazer, não
meramente uma diminuição. Uma diretriz para a avaliação da falta de reatividade do humor é que mesmo
os eventos muito desejados não estão associados a acentuada melhora do humor. O humor absolutamente não melhora, ou então
melhora apenas de forma parcial (p. ex., até 20 a 40% do normal por apenas alguns minutos de cada vez). A “qualidade distinta” de
humor que é característica do especificador
“com características melancólicas” é experimentada como qualitativamente diferente do que ocorre durante um episódio depressivo
não melancólico. Um humor depressivo que é descrito como meramente
mais grave, de maior duração, ou que se apresenta sem uma razão não é considerado distinto em qualidade. Alterações psicomotoras
estão quase sempre presentes e são observáveis por outras pessoas.
As características melancólicas exibem apenas uma tendência modesta a se repetir em um mesmo
indivíduo. Elas são mais frequentes em pacientes internados, em comparação com pacientes ambulatoriais; têm menos probabilidade de
ocorrer em episódios depressivos maiores mais leves do que em
episódios mais graves; e têm mais probabilidade de ocorrer naqueles com características psicóticas.
Com características atípicas: Este especificador pode ser aplicado quando essas características
predominam durante a maioria dos dias do episódio depressivo maior atual ou mais recente ou do
transtorno depressivo persistente.
A. Reatividade do humor (i.e., o humor melhora em resposta a eventos positivos reais ou potenciais).
186 Transtornos Depressivos
B. Duas (ou mais) das seguintes características:
1. Ganho de peso ou aumento do apetite significativos.
2. Hipersonia.
3. Paralisia “de chumbo” (i.e., sensação de peso nos braços ou nas pernas).
4. Um padrão persistente de sensibilidade à rejeição interpessoal (não limitado aos episódios
de perturbação do humor) que resulta em prejuízo social ou profissional significativo.
C. Não são satisfeitos os critérios para “com características melancólicas” ou “com catatonia” durante o mesmo episódio.
Nota: “Depressão atípica” tem significado histórico (i.e., atípica em contraste com as apresentações
agitadas “endógenas” mais clássicas de depressão que eram a norma quando a doença era raramente diagnosticada em pacientes
ambulatoriais e quase nunca em adolescentes ou jovens adultos)
e hoje não tem a conotação de uma apresentação clínica incomum ou excepcional, como o termo
poderia implicar.
A reatividade do humor consiste na capacidade de se alegrar ante eventos positivos (p. ex., visita
dos filhos, elogios de outras pessoas). O humor pode se tornar eutímico (não triste) até mesmo por
longos períodos de tempo quando as circunstâncias externas permanecem favoráveis. O aumento
do apetite pode ser manifestado por clara elevação no consumo alimentar ou por ganho de peso. A
hipersonia pode incluir um período de sono noturno estendido ou cochilos diurnos que totalizam no
mínimo 10 horas de sono por dia (ou pelo menos duas horas a mais do que quando não deprimido). A
paralisia “de chumbo” é definida como sentir-se pesado, “de chumbo”, ou com sobrecarga, geralmente nos braços ou pernas. Essa
sensação costuma estar presente por pelo menos uma hora por dia,
mas com frequência dura muitas horas seguidas. Diferentemente de outras características atípicas, a
sensibilidade patológica à percepção de rejeição interpessoal é um traço de início precoce que persiste durante a maior parte da vida
adulta. A sensibilidade à rejeição ocorre tanto quando a pessoa está
quanto quando não está deprimida, embora possa ser exacerbada durante os períodos depressivos.
Com características psicóticas: Delírios e/ou alucinações estão presentes.
Com características psicóticas congruentes com o humor: Delírios e alucinações cujo conteúdo é coerente com os temas depressivos
típicos de inadequação pessoal, culpa, doença,
morte, niilismo ou punição merecida.
Com características psicóticas incongruentes com o humor: Delírios ou alucinações cujo
conteúdo não envolve temas depressivos típicos ou inadequação pessoal, culpa, doença, morte,
niilismo ou punição merecida ou cujo conteúdo é uma mistura de temas incongruentes e congruentes com o humor.
Com catatonia: O especificador de catatonia pode ser aplicado a um episódio de depressão se
características catatônicas estão presentes durante a maior parte do episódio. Ver os critérios para
catatonia associada a um transtorno mental (para uma descrição de catatonia, ver o capítulo “Espectro da Esquizofrenia e Outros
Transtornos Psicóticos”).
Com início no periparto: Este especificador pode ser aplicado ao episódio atual ou, se atualmente
não são satisfeitos todos os critérios para um episódio depressivo maior, ao episódio mais recente de
depressão maior se o início dos sintomas de humor ocorre durante a gravidez ou nas quatro semanas
seguintes ao parto.
Nota: Os episódios de humor podem ter seu início durante a gravidez ou no pós-parto. Embora
as estimativas difiram de acordo com o período de seguimento após o parto, entre 3 e 6% das
mulheres terão o início de um episódio depressivo maior durante a gravidez ou nas semanas ou
meses após o parto. Na verdade, 50% dos episódios depressivos maiores no “pós-parto” começam antes do parto. Assim, esses episódios
são designados coletivamente como episódios
no periparto. As mulheres com episódios depressivos maiores no periparto com frequência têm
ansiedade grave e até mesmo ataques de pânico. Estudos prospectivos demonstraram que os
sintomas de humor e ansiedade durante a gravidez, bem como baby blues, aumentam o risco de
um episódio depressivo maior no pós-parto

Síndrome x transtorno

Síndrome: coleção de sinais e sintomas em relação mas tem variações

Transtornos: tem características parecidas com a síndrome mas tempo de duração e concomitância de sintomas e
nexos causais mais particulares

Alterações sensopercepção (visuais, olfativas)

Alterações no conteúdo do pensamento (ideias delirantes) e do curso do pensamento (fragmentado e incoerência)

Desorientação no tempo espaço

Isolacionismo, desconfiança e desinteresse das relações sociais (pode ter tendência a hostilidade)

Predomínio mundo interno, embotamento afetivo – comportamento apragmatismo (padrões diferentes de rotina,
rituais, falar sozinho)

SINTOMAS POSITIVOS: relacionados a exacerbação do comportamento – alucinações, delírios (persecutórios, místicos,


somáticos) curso do pensamento (incoerência, tangencialidade) comportamento desorganizado

SINTOMAS NEGATIVOS: rebaixamento de algumas funções, retraimento – rigidez afetiva, não sentir prazer ou
emoção, isolamento, falta de persistência em atividades ou déficit de atenção

TRANSTORNO PSICÓTICO BREVE

Sintomas parecidos com Esquizofrenia, mas duração mais breve. Ex.: Psicose puerperal, evento estressor, ex. situação
de luto – mínimo por um dia, máximo por um mês

TRANSTORNO ESQUIZOFRENIFORME
Também variam devido ao tempo de duração – mais de um mês, não ultrapassar a mais de um mês. Sintomas mais
brandos

ESQUIZOFRENIA

Mais de 6 meses

Quadro Crônico, profunda perda de funcionalidade social. Tratamento: remissão ou diminuição dos sintomas nos
quadros agudos e manutenção que é a ressignificação dos sintomas, diminuir ou remitir as crises (estender os
períodos sem crise)

PARANOIA – ideias delirantes de perseguição e grandeza, alucinações correspondentes (ex.: mente brilhante)

CATATONICA - estupor, negativismo (negar-se a comer) e posturas catatônicas bizarras

DESORGANIZADA- prejuízos do funcionamento social, perda de coerência podendo apresentar maneirismos (salada de
palavras) – HEBEFRENICA (início quando jovem)

DIFERENCIADO – não se encontra nas anteriores

RESIDUAL – apresentam quadro há décadas. Os prejuízos já não se refere aos surtos – fica cronificada – isolamento,
pensamentos ilógicas,

SIMPLES – paulatinamente isolamento social- confundido com depressão (não tem muitos surtos agudos, dificuldade
maior)

TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO

Aparece sintomas de esquizofrenia com sintomatologia do humor também, como a depressão o transtorno bipolar

– para diagnostico diferencial se deve considerar os sintomas são mais proeminentes e duradouros que também
estarão associados com os maiores prejuízos.

T. Humor T. Esquizoafetivo Esquizofrenia

TRANSTORNO DELIRANTE (PARANÓIA)

Delírios devem durar mais que um mês. Não teria tanto comprometimento da linguagem – podem apresentar visuais
e auditivas, mas mais olfativa. Mais central (de ciúme, autoreferencial)

o EROTOMANICACO – outros estão apaixonadas por ele (famosos estão apaixonados por ela/ele) Caso R do CS)
o MEGALOMANIACO- destacar-se, teria um grande talento e conhecimento (SOU MULHER MAIS BELA)
o CIUMENTO: Delírios de traição
o PERSECUTÓRIO – sempre alvo de prejuízo
o SOMATICO – crença de que possui uma doença, deficiência, distorção
o MISTO- delírios misturados – erotomaniaco + persecutório bem comum
o INESPECIFICIO

TRANSTORNO PSICOTICO INDUZIDO

Duas pessoas – uma delas desenvolve o transtorno e outra, devido a laço afetivo. Deve ser separado – irmãs gêmeas
(colagem de sintomas)

Bom prognostico – início e curso mais tardio, identificação de evento estressor (conteúdo para trabalhar) presença de
sintomas afetivos (humor) as formas paranoides e catatônica (porque preserva mais a funcionalidade social, se
acompanhado – que pode ser prévio – amigos, namorados)
Mal prognostico: início muito precoce e insidioso (escondido e constante isolado – passa despercebido – ex.> Cisne
Negro), ausência de fatores precipitantes e sintomatologia de humor, forma desorganizada (hebefrenica) e
personalidade esquizoide (esquisito e excêntrico)

F20.0- ESQUIZOFRENIA

o F20.0 – ESQUIZOFRENIA PARANOIDE


o F20.1 ESQUIZOFRENIA HEBEFRENICA (ANTIGO Tipo desorganizado)
o F20.2 ESQUIZOFRENIA CATATONICA
o F20.3 ESQUIZOFRENIA DIFERENCIADA
o F20.4 DEPRESSÃO PÓS ESQUIZOFRENICA
o F20.5 ESQUIZOFRENIA RESIDUAL
o F20. 6 ESQUIZOFRENIA SIMPLES
o F20.8 OUTRAS ESQUIZOFRENIAS
o F20.9 ESQUIZOFRENIA NÃO ESPECIFICADA

F21 T. ESQUIZOATIPICO

Mais relacionada ao transtorno de personalidade esquizotípico – assemelha-se a esquizofrenia- não especifica-se.


Dificulta desenvolvimento social (difícil de diagnosticar)

F22 – T DELIRANTE PERSISTENTE

F23 T PSICÓTICOS AGUDO E TRANSITORIOS

F24 T. DELIRANTE INDUZIDO

F25 T. ESQUIZOAFETIVO

F25.0 T. ESQUIZOAFETIVO tipo maníaco

F25.1 T. ESQUIZOAFETIVO TIPO DEPRESSIVO

F25.2 T. ESQUIZOAFETIVOTIPO MISTO

F28 OUTROS T. PSICOTICOS NÃO-ORGANICOS

F29 PSICOSE NÃO-ORGANICO NÃO ESPECIFICADO

Dalgalarrondo

Ícone – elemento significante evoca significado (desenho de uma maça)

Indicador – Existe uma relação de contiguidade entre significante e significado (fumaça indica fogo – choro, tristeza?)

Símbolo – Significante e significado não possuem contiguidade, nem aproximação (linguagem gráfica/ pomba =
espírito santo)

Avaliação – Entrevista Inicial

Primeiro se apresentar – se necessário devido a ansiedade apontar espaço de privacidade e sigilo

Se capacidade intelectual e desenvoltura: procurar ficar mais em silencio e fazer perguntas aberta ( como? o que
acha? )

Se capacidade intelectual prejudicada, ansiedade ou psicose exacerbada: iniciar com perguntas neutras (nome,
profissão, com quem mora) e depois ser mais diretivos com perguntas curtas e claras

3 minutos iniciais importante para avaliação


Alterações patológicas quantitativas da consciência

Obnubilação -diminuição da clareza do sensório com lentidão da compreensão e dificuldade de concentração. Mesmo
quando não está sonolento, apresenta-se perplexo com pensamento ligeiramente confuso

Supor (estupor) – despertado apenas com estímulo enérgico. Apresenta-se evidentemente sonolento, apresenta
reações de defesa mas é incapaz de reações espontâneas.

Coma – profundo rebaixamento da consciência, não é possível qualquer atividade voluntária.


Síndromes associadas a rebaixamento da consciência

Delium = rebaixamento leve a moderado do nível de consciência, acompanhados de desorientação temporoespacial,


dificuldade de concentração, perplexidade, ansiedade em graus variáveis, agitação ou lentificação psicomotora, discurso
ilógico e confuso e ilusões e/ou alucinações, quase sempre visuais. Trata-se de um quadro que oscila muito ao longo do dia

Estado onírico – sonho intenso com agitação (intoxicações ou síndromes de abstinência)

Alterações Qualitativas

1. Estados crepusculares – obnubilação da consciência (afunilamento) com preservação de atividade motora


coordenada global, dura minutos ou horas, semanas. Estados de explosão violenta, com implicações para a
psicologia forense (epilepsia, intoxicações, traumatismo, quadros dissociativos histéricos agudos, choques
emocionais intensos)
2. Estado segundo – semelhante ao crepuscular, com atividade motora coordenada permanece estranha a
personalidade (psicogênica) – realizam ações não habituais em contradição compersonalidade da pessoa, mas
não grave como nos crepusculares
3. Dissociação da consciência – divisão do campo da consciência. (quadro histérico dissociativo) devido a
conteúdo consciente ou inconsciente que gera muita ansiedade – pode ser após queda, abalo (crise
pseudoepiléptica) – pode acontecer em quadros ansiosos intensos sendo uma estratégia defensiva
4. Transe – sonhar acordado. Suspensão parcial de movimentos voluntários
5. Estado hipnótico – consciência reduzida e atenção concentrada
6. Experiência de quase morte

Avaliação inicial e perguntas introdutórias


1. Providenciar um local com o mínimo de privacidade e conforto para a entrevista (no caso de pacientes muito irritados, potencialmente agressivos,
evitar lugares trancados e de difícil acesso ou evasão).
2. Apresentar-se ao paciente e depois explicar brevemente o objetivo da entrevista.
3. Buscando estabelecer um contato empático com o paciente, iniciar com as perguntas gerais sobre quem é ele: Como se chama? Quantos anos tem?
Qual seu estado civil? Tem filhos? Com quem mora? Até que ano foi à escola? Qual a sua profissão? Em que trabalha? Qual a sua religião? Pratica?
4. Qual o seu problema? (alternativa: O que o traz aqui? Como tem se sentido? Tem alguma dificuldade? Sente que algo não vai bem? Está se sentindo
doente?) – palavras do paciente
5. Como começaram seus problemas? Como tem passado nos últimos anos (meses ou semanas)? (ordem cronológica)
6. Quais os tratamentos que fez até hoje? Quais foram os resultados desses tratamentos?
7. De onde vêm seus problemas? (alternativa: A que atribui os seus problemas?) – sistema de crenças
8. Observar com atenção, desde o início da entrevista, postura, atitudes globais, roupas e acessórios, comportamentos não-verbais e mímica; enfim,
prestar atenção e descrever com detalhes a aparência física e psíquica geral do paciente.
9. Verificar o impacto que o paciente causa no entrevistador, os sentimentos que a entrevista produz (pena, medo, curiosidade, chateação, confusão,
dúvidas, tédio, irritação, etc.). Perguntar a si mesmo se o paciente é repulsivo ou atraente, simpático ou antipático, produz o desejo de ajudá-lo ou de não
querer mais vê-lo, etc.
10. Lembrar-se de que é necessário, na entrevista, utilizar linguagem e vocabulário compatíveis com o nível intelectual do paciente, adequados ao seu
universo cultural e aos seus valores morais e religiosos.
11. É conveniente utilizar perguntas mais abertas para os pacientes com bom nível intelectual. Para pacientes com déficit intelectual, quadros
demenciais ou muito desestruturados, empregar perguntas mais fechadas, mais estruturadas, que permitam respostas do tipo “sim” ou “não”.

História psiquiátrica
I. Identificação
Nome do examinador:
–––––––––––––––––––––––––––– Data: –––– /–––– /–––– Local de atendimento: –––––––––––––––––––––
Nome do paciente: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Sexo: –––––––––––––––––––– Idade: –––––––––
Estado civil: –––– (1. casado/amasiado; 2. solteiro; 3. separado/divorciado; 4. viúvo) No de filhos: –––– Escolaridade (anos de escola com sucesso):
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Etnia: –––– (1. branca; 2. parda; 3. negra; 4. amarela)
Quem acompanha o paciente: –––––––––––––––––––––––––– Que instituição o encaminha: –––––––––––––––––––––––––––––
Procedência/endereço: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Naturalidade (cidade, estado): ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Há quantos anos mora no local atual de residência: ––––––––––– Profissão: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Vínculo empregatício: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Ocupação atual: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––(1. dona de casa; 2. ativo; 3. ativo, mas irregular; 4. inativo)
Religião (igreja que freqüenta): ––––––––––––––––––––––––––––––––– Há quanto tempo está nessa igreja: –––––––––––––
Freqüência à igreja: ––––––––––––––––––––––– (vezes por mês que a freqüenta) 2a religião: ––––––––––––––––––––––––––
Nível socioeconômico:
1. Tipo de residência: –––––––––––––––––––––––– (1. alvenaria; 2. madeira e pavimentada; 3. madeira e piso de terra)
2. Propriedade da casa: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (1. própria; 2. alugada; 3. emprestada ou irregular)
3. Telefone em casa: –––––––––––––––––––––––– (1. sim; 2. não) 4. Carro da família: ––––––––––––––––––– (1. sim; 2. não)
Quantas pessoas moram em sua casa: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Renda familiar: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Renda per capita: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

II. Queixa principal e história da doença atual


Descrever (de preferência com as palavras do paciente) sintomas, sinais e comportamentos desde o início do
último episódio até o presente momento.
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Você já consultou, no passado, médico ou psicólogo (ou profissional de saúde mental) para problemas dos nervos, psicológicos ou psiquiátricos? –––––––
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Há quanto tempo foi a primeira consulta? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Já tomou remédio para os nervos? ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Há quanto tempo tomou pela primeira vez? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Muitas pessoas procuram ajuda de benzedeira, padre, pastor, centro espírita ou de outra pessoa com poderes de cura. Você já procurou alguma ajuda
desse tipo? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (Em caso positivo, qual e como foi?) –––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Internação psiquiátrica: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
(Em caso positivo, há quanto tempo foi a primeira internação psiquiátrica?) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Quantas internações psiquiátricas você teve até hoje? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Em média, quanto tempo duraram as internações? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Há quanto tempo foi a última internação? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

III. Interrogatório sintomatológico complementar


Cardiorrespiratório; gastrintestinal; geniturinário e ginecológico; endócrino; neurológico; imunológico; osteoarticular; etc. Descrever: ––––––––––––––––
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

IV. Antecedentes mórbidos pessoais Psiquiátricos:

Episódios psiquiátricos anteriores (descrever): –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– –––––––––––––––––––––––––––––––––––


–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Tentativas de suicídio: –––––––––––––––––––––––––––– Quantas: –––––––––––––––– Brigas, agressões: ––––––––––––––––––––
Problemas legais (processos): –––––––––––––––––––––––––––– Problemas com a polícia: ––––––––––––––––––––––––––––––
Não-psiquiátricos: Hipertensão: ––––––––––––––––––––––––––––––– Diabete: –––––––––––––––––––––––––––––––––
Traumatismo craniano com perda de consciência: –––––––––– Convulsões: –––––––––– Cisticercose: –––––––
Chagas: –––––––––––––– AIDS: –––––––––––––– Tuberculose: –––––––––––––– Descrever: –––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
V. Hábitos
Álcool: usa esporadicamente? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
(Em caso positivo, aplicar o CAGE.) Já sentiu que deveria parar ou diminuir a bebida? –––––––––––––––––––––––––––
Sente-se chateado consigo mesmo pela maneira com que costuma beber? ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Costuma beber pela manhã para diminuir o nervosismo ou a ressaca? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
As pessoas o aborrecem quando criticam o seu modo de beber? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
CAGE (soma simples): ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Há quanto tempo bebe pesadamente? –––––––––––––––––––––––––– Dose atual diária de álcool: ––––––––––––––––––––––
Tabagismo: –––––––––––––––––– (Cigarros/dia: ––––––––––– ) Café: –––––––––––––––– (Xícaras pequenas/dia: ––––––––––– )
Benzodiazepínicos: –––––––––––– Qual(is)? –––––––––––––––– Quantos mg/dia? –––––––– Há quanto tempo? ––––––––––
Drogas ilícitas: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Qual(is)? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Há quanto tempo? –––––––––––––––––––– Que freqüência e quantidade? ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Drogas injetáveis: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

VI. Antecedentes patológicos familiares em consangüíneos e parentes não-consangüíneos


(descrever e desenhar o familiograma)

VII. Relacionamento e dinâmica familiar (descrever)

VIII. Exame físico


Estado geral: Pulso: ––––––––––––––– PA: ––––––– / ––––––– Peso: ––––––––––––––– kg Altura: ––––––––––– IMC: ––––––––––
Desnutrido:
–––––––––––––––––– Desidratado: –––––––––––––––––– Descorado: ––––––––––––––––– Dispnéico: –––––––––––––
Cianótico:
–––––––––––––––––––– Linfonodomegalia: –––––––––––––––––– Ictérico: –––––––––––––––– Edemas: –––––––––––––
Descrever o estado físico geral. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Especial: Coração (ausculta anormal): ––––––––––––––––––––––– Pulmões (ausculta anormal): –––––––––––––––––––––––
Abdome (palpação anormal): ––––––––––––––––––– Outros: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Resumir os dados positivos do exame físico. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
IX. Exame neurológico
Fácies, atitude, marcha, equilíbrio
Nervos cranianos II, III, IV e VI: campo visual, reflexos pupilares, motilidade ocular; V: mastigação; VII: mm. da
mímica, XI: mm. pescoço e ombros; e XII: musculatura da língua.

Tônus e força muscular (grau 0 = paralisia; 1 = contração muscular sem deslocamento; 2 = contração muscular sem oposição da gravidade; 3 = contração
muscular contra a gravidade; 4 = capaz de vencer resistência; 5 = normal; reflexos miotáticos (axiais da face, membros superiores e inferiores) e reflexos
musculocutâneos.

Sistema sensitivo-somático (superficial: tato, dor, temperatura; profundo: sensibilidade vibratória, pressão,
cinético-postural); funções cerebelares (marcha, equilíbrio, coordenação). Movimentos involuntários (tremores,
tiques, fasciculações, mioclonias, coréia, atetose, balismo, etc.)
Resumir os dados positivos do exame. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
X. Exame psíquico (estado mental atual e nos dias anteriores à consulta; utilizar, de preferência, as palavras do paciente)
1. Aspecto geral: cuidado pessoal, higiene, trajes, postura, mímica, atitude global do paciente.
2. Nível de consciência.
3. Orientação alo e autopsíquica.
4. Atenção.
5. Memória (fixação e evocação).
6. Sensopercepção.
7. Pensamento (curso, forma e conteúdo).
8. Linguagem.
9. Inteligência.
10. Juízo de realidade.
11. Vida afetiva (estado de humor basal, emoções e sentimentos predominantes).
12. Volição.
13. Psicomotricidade.
14. Consciência e valoração do Eu.
15. Vivência do tempo e do espaço.
16. Personalidade.
17. Descrever sentimentos contratransferenciais.
18. Crítica em relação a sintomas e insight.
19. Desejo de ajuda.
20. Se for o caso, o tratamento é voluntário ou involuntário?
Súmula do exame psíquico (fazer um resumo, utilizando os termos técnicos). ––––––––––––––––––––––––––––––––––––

XI. História de vida (descrever)


1. Gestação e parto: criança desejada?, doenças da mãe na gravidez, condições do parto e ao nascer.
2. Desenvolvimento no 1o e no 2o ano de vida: (amamentação, idade em que engatinhou, ficou em pé, andou e falou).
3. Comportamento durante a infância: relacionamento com os pais, irmãos e amigos.
4. Na escola: relacionamento com colegas e professores, rendimento escolar, aceitação de regras, brigas etc.
5. Puberdade e adolescência: como foi a menarca, os primeiros namoros, a sexualidade, o desenvolvimento da identidade, o/a trabalho/profissão, a
relação com os pais.
6. Vida de adulto jovem: casamento, sexualidade, filhos pequenos, amizades, aceitação de responsabilidades.
7. Vida adulta madura e velhice: evolução do casamento, relação com amigos e filhos, aceitação do envelhecimento e da morte.
História da capacidade de adaptação e resiliência: Que estresses e dificuldades importantes já superou no passado? Como conseguiu superá-los? Qual foi
o melhor período da vida? Qual foi o pior período da vida?
Quais os pontos fortes e as vulnerabilidades do paciente?
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
XII. Resultados das avaliações complementares
Exames e dosagens laboratoriais gerais, exames do líquido cerebrospinal, EEG, psicodiagnóstico, testes
neuropsicológicos, exames de neuroimagem estrutural e funcional, etc.
XIII. Hipóteses diagnósticas (sindrômica e de acordo com os critérios da CID-10)
Diagnóstico sindrômico: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Diagnóstico psiquiátrico principal (CID-10): ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Diagnóstico psiquiátrico secundário (CID-10): –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Diagnóstico de personalidade e do nível intelectual (CID-10): –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Distúrbios e doenças físicas: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Formulação psicodinâmica do caso: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Formulação cultural do caso: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Análise dos fatores etiológicos envolvidos: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

XIV. Planejamento terapêutico e ações terapêuticas implementadas


Descrever:
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Medicamento que vem utilizando: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Medicamento prescrito: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Tratamento psicoterapêutico indicado: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Procedimentos socioterapêuticos indicados: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Modos sugeridos de manejo do caso: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––