CONDUTAS EM

Escalas de avaliação em depressão

Material de distribuição exclusiva à classe médica.

Dr. Ricardo Alberto Moreno Dra. Clarice Gorenstein

1 . síndrome O termo “depressão” pode ser usado tanto no senso comum – indicação de um estado alterado de humor – quanto para designar um sintoma ou uma síndrome. levam-se em consideração sintomas psíquicos. Como síndrome. apatia ou perda da capacidade de sentir prazer). com diversos sintomas. nas esquizofrenias e no alcoolismo) e não-psiquiátricos (tais como hipotireoidismo. como alterações cognitivas. a depressão pode surgir nos mais variados quadros clínicos psiquiátricos (como. fisiológicos e manifestações comportamentais. sintoma. a depressão inclui não apenas alterações do humor (tristeza. Como sintoma. nem todos os pacientes relatam essas sensações subjetivas de tristeza. Nenhum sintoma é patognomônico de depressão.Editorial Depressão: estado afetivo. irritabilidade. No diagnóstico da depressão. Embora o que melhor caracterize os estados depressivos sejam principalmente os sentimentos de tristeza ou vazio. mas também uma gama de outros sinais e sintomas. psicomotoras e vegetativas. Muitos referem perda da capacidade de experimentar prazer nas atividades em geral. por exemplo. Pode manifestar-se ainda como resposta a situações estressantes ou a circunstâncias sociais e econômicas adversas. e os pacientes podem exibir diferentes formas clínicas. tumores cerebrais e infecções). redução do interesse pelo ambiente ou até mesmo estados dolorosos. nas demências.

médio e longo prazos. utilizamse entrevistas clínicas. sua duração e seu curso). HCFMUSP Diagnóstico da depressão versus mensuração de sintomas A ausência de marcadores biológicos consistentes faz com que a maioria dos diagnósticos psiquiátricos se baseie na presença de síndromes e sintomas clínicos.Escalas de avaliação em depressão Dr. Assim. utilizam-se as escalas de avaliação. por exemplo. o processo diagnóstico em psiquiatria leva em consideração a presença ou a ausência de uma série de características clínicas da síndrome depressiva (presença e padrão de sinais e sintomas. tais como o efeito fisiológico de drogas ou medicamentos. Já quando o propósito é estimar a gravidade dos sintomas de um paciente previamente diagnosticado com depressão. que podem ser livres. Para o diagnóstico padronizado. condição médica geral. estressores psicossociais e funcionamento social. Clarice Gorenstein Professora Associada. que permite considerar uma série de aspectos na formulação diagnóstica a fim de estabelecer estratégias de tratamento e estimar o prognóstico das doenças mentais em curto. transtorno de personalidade. Ricardo Alberto Moreno Professor do Departamento de Psiquiatria e coordenador do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP Dra. semiestruturadas ou estruturadas. e condições médicas como hipotireoidismo ou esquizofrenia. Departamento de Farmacologia. requer uma avaliação psiquiátrica do estado mental do paciente e a exclusão de alternativas que expliquem os sintomas. Instituto de Ciências Biomédicas da USP Pesquisadora do Departamento de Psiquiatria. 2 . O diagnóstico formal de depressão pelo DSM-IV. como o “Structured Clinical Interview for DSM-IV” (SCID) ou o “Schedules for Clinical Assessment in Neuropsychiatry” (SCAN). O diagnóstico multiaxial engloba cinco dimensões: diagnóstico do transtorno mental atual. O processo diagnóstico em psiquiatria tem evoluído ao longo das últimas décadas com o advento do diagnóstico multiaxial.

crises de choro. são úteis para o pesquisador e para o clínico. É importante que o entrevistador seja habilitado em programas de treinamento que englobem estudos de confiabilidade entre avaliadores para padronização dos julgamentos. peso. Tanto a escala HAM-D quanto a MADRS avaliam a intensidade dos sintomas depressivos no mesmo sentido. isto é. perda de discernimento (insight. essas “medidas” devem ser consideradas como estimativas aproximadas. Sociais – Apatia. além de familiaridade com o instrumento. isolamento e incapacidade para o desempenho de tarefas cotidianas. Entre as mais amplamente utilizadas estão as de Hamilton (HAM-D) e de Montgomery-Åsberg (MADRS). libido. maior a gravidade. remissão ou recaída) ou de recuperação de um episódio. Cognitivos – Desesperança. Motores – Inibição ou retardo. perda de interesse e/ou prazer. Vegetativos ou somáticos – Alterações de sono. quanto maior o número de pontos. Escalas de avaliação do observador Para utilizar uma escala de avaliação do observador. Ansiedade – Ansiedade psíquica. outras. sendo utilizadas em ensaios clínicos de psicofarmacologia em diversos países. possibilitando a comunicação internacional e a comparação de resultados obtidos em diferentes centros. medidas de evolução (resposta clínica. auto ou heteroagressão (a auto-agressão associa-se ao risco de suicídio). Escala de Avaliação para Depressão de Hamilton (HAM-D) A Escala de Avaliação para Depressão de Hamilton (HAM-D) foi desenvolvida há mais de quarenta anos 3 . mas a mais comumente adotada é a que distingue as de auto- avaliação e as de avaliação clínica do observador. Ambas vêm sendo empregadas em pesquisas como critério clínico de inclusão. dependendo de seu referencial teórico subjacente. A avaliação das categorias de sintomas que compõem a síndrome depressiva varia de uma escala para outra. o humor. Há muitas escalas do observador desenvolvidas para avaliar a depressão (Tabela 1). Como há sempre uma parcela de subjetividade tanto do paciente quanto do entrevistador na atribuição de escores e como muitos dos sintomas dos transtornos psiquiátricos são inerentemente subjetivos. adotando critérios objetivos preestabelecidos. variação diurna do humor. reconhecimento de que está doente). as escalas de avaliação têm mais de vinte anos de uso e passaram por estudos de validação e confiabilidade. Algumas valorizam mais os sintomas cognitivos. o observador não deve se deixar levar pela primeira impressão nem permitir que o estado geral do paciente influencie a avaliação dos itens individuais (efeito halo). somática e fóbica. desamparo. apetite.Escalas de avaliação de depressão As escalas de avaliação de depressão são empregadas para quantificar a presença e a gravidade de sintomas. As principais categorias de sintomas depressivos são: Humor – Tristeza. A concordância entre diferentes investigadores aumenta consideravelmente quando a atribuição do diagnóstico é orientada por critérios operacionais e entrevistas psiquiátricas padronizadas. Essas diferenças podem ser constatadas pela contribuição de cada uma dessas categorias ao escore total da escala. Irritabilidade – Inclui hostilidade. Suas informações se complementam e. agitação e inquietação. indecisão. Além disso. idéias de culpa (podem ser delirantes) e suicídio. Em sua maioria. portanto. Há muitas maneiras de se classificarem escalas. é necessário que o profissional tenha um amplo conhecimento dos conceitos avaliados. constipação e fadiga.

4 Elaborada para avaliar e quantificar a sintomatologia depressiva em pacientes portadores de transtornos do humor. a HAM-D não é recomendada para outro tipo de paciente e não constitui instrumento diagnóstico para identificação de depressão. incorporou itens para a avaliação de sintomas “atípicos” (como hipersonia. a HAM-D é particularmente sensível a mudanças vivenciadas por pacientes gravemente deprimidos.83 a 0. sendo considerada o padrão-ouro para avaliação de confiabilidade e validade das escalas posteriormente desenvolvidas. acima de 0. tem sido demonstrada em vários estudos. EXEMPLOS DE ESCALAS DE AVALIAÇÃO DE DEPRESSÃO ESCALAS DO OBSERVADOR Escala de Avaliação para Depressão de Hamilton Escala de Avaliação para Depressão de Montgomery-Åsberg Escala de Melancolia de Bech-Rafaelsen Escala de Depressão da Organização Mundial da Saúde (OMS) Escala de Raskin Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) ESCALAS DE AUTO-AVALIAÇÃO Inventário de Depressão de Beck Escala de Auto-Avaliação de Depressão de Zung Inventário de Sintomatologia Depressiva (IDS) de Rush Escala de Auto-Avaliação de Depressão de Carroll Escalas de Humor e Escala de Depressão de von Zerssen Lista de Adjetivos para Depressão de Lubin (Hamilton. desamparo e autodesvalorização. medido pela consistência interna e pela confiabilidade entre avaliadores. a presença de doenças físicas pode desvirtuar as conclusões. isolamento social. os aspectos cognitivos e somáticos totalizam mais de 50% do escore total possível. é considerado bom ou excelente. Sua validade. em geral. fadiga e variação diurna reversa.94.TABELA 1. aumento do apetite. Por enfatizar sintomas somáticos. enquanto 16% estão associados aos sintomas ansiosos. Nessa escala. Os coeficientes de consistência interna variam de 0. a versão mais utilizada. A versão de 24 itens inclui também desesperança. Os itens da escala HAM-D são pontuados de 0 a 2 ou de 0 a 4.85. Hamilton descreveu 21 itens e posteriormente reduziu seu número para 17. mais recente. o escore total varia de 0 . 1960) e mesmo assim mantém sua posição de escala do observador mais usada mundialmente. 21 e 24 itens (Anexo 1). O grau de confiabilidade da escala HAM-D. Na versão de 17 itens. A confiabilidade entre avaliadores tem sido. comparada a outros instrumentos para avaliação de sintomas de depressão. De outro lado. A categoria humor representa apenas 8%. dependendo do estudo. Originalmente. embora sejam de interesse para a pesquisa. Versões e pontuações da HAM-D A escala HAM-D possui três versões: de 17. desrealização. Outra versão. uma vez que a melhora dos sintomas relacionados à doença pode ser confundida com a melhora do episódio depressivo. Os quatro sintomas excluídos – variação diurna do humor. com piora no fim do dia). nos quais os escores são comparados em grupos de pacientes com transtornos depressivos de gravidade diferente. da ingestão de carboidratos e do peso. sintomas paranóides e sintomas obsessivos –. ocorrem menos freqüentemente e nem sempre correspondem a um quadro depressivo mais grave.

Muitos autores consideram escores totais de 7 ou menos pontos como normais. depressão leve. Ela apresenta alta validade e confiabilidade quando aplicada por um entrevistador clínico e também por enfermeiros treinados na observação de pacientes internados em unidades psiquiátricas. Elaborada a partir da “Comprehensive Psychopathological Rating Scale” (CPRS). a recomendação é para que a entrevista dure trinta minutos em média e que. lassidão. Seus itens incluem aspectos biológicos. Sua aplicação tem se mostrado útil especialmente em situações nas quais não é viável um treinamento intensivo dos entrevistadores. A escala HAM-D. cognitivos. e a avaliação do humor e dos sintomas vegetativos/somáticos representam. não há remissão do episódio depressivo. com pontuação inicial de 40). que sintetizam a freqüência e a intensidade dos sintomas em cada item. esse critério pode não ter um significado clínico relevante: o paciente continua deprimido ou com melhora parcial e. 1988) (Anexo 2). avalia alguns dos principais sintomas do transtorno depressivo. A MADRS difere da HAM-D por não incluir sintomas somáticos e psicomotores. 5 . sendo bastante utilizada em ensaios com medicamentos antidepressivos. entre 8 e 13. e escores entre 7 e 17 pontos indicam graus leves de depressão. afetivos e comportamentais. na prática. de 0 a 50. 2000). a atribuição de escores seja feita por dois avaliadores: um conduzindo a entrevista e o outro fazendo perguntas complementares no final. Assim. chegou aos 10 itens mais significativos para indicar os sintomas do transtorno depressivo (Anexo 3). depressão moderada. depressão muito grave (Blacker. selecionou inicialmente os 17 mais freqüentes indicadores da gravidade da doença e. grave. Escala de Avaliação para Depressão de MontgomeryÅsberg (MADRS) A Escala de Avaliação para Depressão de MontgomeryÅsberg (MADRS) (Montgomery-Åsberg. Cada um dos 10 itens da MADRS engloba quatro descrições das manifestações de sintomas e permite pontos intermediários. entre 14 e 18. de modo que o escore de cada item varia de 0 a 6 e o escore total. como tristeza. em sua versão final. para um paciente com depressão grave (por exemplo. 30% do total do escore da escala. mesmo tendo melhorado. exige muita habilidade do entrevistador. A recomendação informal de definir remissão como escores da HAM-D de 7 ou menos tem sido confirmada em estudos recentes. Essa característica da escala possibilita ao entrevistador uma avaliação mais precisa da intensidade dos sintomas que correspondem às descrições observadas. Esse manual tem a vantagem de fornecer instruções padronizadas que auxiliam no treinamento e no aumento da consistência da administração e da atribuição de escores. que abrangia 65 itens. o paciente não pode ser considerado assintomático. também tem sido utilizada por aplicadores treinados. em geral. entre 19 e 22. redução do sono. A maioria dos ensaios clínicos relata melhora quando ocorre redução de 50% nos escores da escala. Entretanto. No entanto. pessimismo e pensamentos suicidas. Nessa escala. O escore total da HAM-D é usado com freqüência como critério de inclusão de pacientes em pesquisas com antidepressivos. do ponto de vista clínico. A MADRS distingue entre os sintomas relatados e os observados (indicadores não-verbais de depressão). escores entre 18 e 24 pontos referem-se a graus moderados. cada um. visando à padronização das indagações do entrevistador. Em 1988. que precisa saber coletar as informações e decidir sobre os escores.a 50. 1979) foi desenvolvida especialmente para avaliar mudanças clínicas no curso do tratamento. Embora o autor não tenha proposto um ponto de corte padrão. o objetivo de um tratamento antidepressivo adequado. Por não ter uma entrevista padronizada. originalmente elaborada para avaliadores clínicos. de 23 ou mais. considera-se que escores acima de 25 (ou 28) pontos identificam pacientes gravemente deprimidos. evitando dúvidas que possam prejudicar a avaliação. foi publicado o Manual Estruturado para Entrevista da Escala HAM-D (Williams.

baseada ou não em sintomas somáticos (como múltiplas consultas a médicos generalistas). Outro cuidado importante na utilização das escalas é a pontuação dupla. No item 16. para a depressão grave. sintomas somáticos gastrointestinais. Recomendações práticas para a utilização das escalas HAM-D e MADRS Alguns procedimentos devem ser observados para a otimização dos resultados na aplicação das escalas HAM-D e MADRS. Nesse caso. no caso da HAM-D. respectivamente). a realização de sessões de treinamento e. Escore 2 – Um ou vários sintomas estão presentes (sintomas freqüentes. Outras condutas importantes incluem: definir precisamente o período explorado para a pontuação (em geral. ruminações sobre eventos do cotidiano e não apresentar sintomas somáticos. não deve ser confundido com queixas somáticas. mas com pouco embaraço ou raramente embaraçosos). Regras gerais para avaliar tais itens incluem: Escore 1 – Um ou vários sintomas estão presentes (sintomas nem freqüentes nem embaraçosos). O item 15. Especificamente em relação à escala HAM-D. Este item corresponde a uma preocupação específica do paciente acerca de sua saúde física. perda de peso. somente anotar uma resposta: A ou B deve ser pontuado. Em caso de dúvida entre duas pontuações. a utilização do Manual Estruturado para Entrevista HAM-D. As escalas HAM-D e MADRS devem ser completadas imediatamente após a entrevista e não enquanto esta estiver sendo realizada ou muito tempo depois. Freqüentemente. o grau mais alto é sistematicamente escolhido. Escore 3 – Um ou vários sintomas estão presentes (sintomas freqüentes e embaraçosos). o fato de o paciente apresentar dificuldades para comer por si só já é suficiente para a pontuação 2. preocupação. a última ou as duas últimas semanas). A pontuação para um sintoma não relatado ou não observado deve ser igual a 0. 6 No item 12. todo sintoma manifestado como prejuízo angustiante relatado pelo paciente deve ser anotado como importante. No item 14. Ansiedade psíquica refere-se à expressão psicológica da ansiedade. Entretanto. muitas vezes se confunde ansiedade psíquica com ansiedade somática (itens 10 e 11 da HAM-D. e a ansiedade somática. Todos os itens devem ser explorados e pontuados.Não foram definidos pelos autores os pontos de corte da MADRS para as diferentes gravidades. trabalho e atividades. a dimensão “hipocondria” aparece antes do diagnóstico de depressão. A discussão psicopatológica dos conceitos é fundamental nesses casos para evitar tal tipo de erro. hipocondria. Embora não exista um consenso para se definir a remissão pela MADRS. acredita-se que escores de 35 ou mais na MADRS corresponderiam a 28 pontos ou mais na HAM-D de 17 itens. sintomas genitais. não é necessário que o paciente preencha todos os exemplos para chegar à pontuação máxima de intensidade. ao aspecto cognitivo. No item 6. mesmo que este não use laxantes ou medicamentos para sintomas intestinais ou gástricos. sugere-se que o ponto de corte de 11 (ou 10) seja comparável ao escore 7 da HAM-D. Por exemplo. um paciente pode referir tensão. “parar de trabalhar por causa da depressão” é suficiente para se alcançar a pontuação 4. Escore 4 – Um ou vários sintomas estão presentes (sintomas permanentes e quase incapacitantes). a intensidade 0 deve ser a escolhida. pontua-se apenas o item ansiedade psíquica. a “perda de interesse pela sexualidade” é suficiente para dar a pontuação 2. No item 7. Por exemplo. a insônia terminal (nas primeiras horas da manhã) é . às manifestações fisiológicas concomitantes da ansiedade. Além disso. mesmo que o paciente não apresente alterações menstruais. anotar somente o que se observa ou se escuta e evitar inferências ou interpretações pessoais do investigador. Entre eles. A pontuação deve ser dada separadamente. mesmo que o avaliador tenha a impressão de que o paciente “exagera” ou “dramatiza”. Se o sintoma é duvidoso ou incerto.

inutilidade. o Inventário de Depressão de Beck valoriza muito mais a categoria dos sintomas cognitivos (52%). pois fornecem um elemento valioso e singular: a avaliação da depressão feita sob a ótica do próprio paciente. Apesar dessas limitações. Recomenda-se que essa prática seja seguida sempre que se utilizem as escalas em estudos envolvendo vários pesquisadores e principalmente quando houver pesquisadores de centros diferentes. Devem ser pesquisados os hábitos e as condições físicas e fisiológicas do paciente. Na experiência do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 1996). Escalas de auto-avaliação de depressão Escalas de auto-avaliação têm a vantagem da rapidez e da economia. Entre as várias escalas de auto-avaliação (Tabela 1). porque os sintomas são mais amplos e complexos em pacientes gravemente deprimidos. Por meio dessas escalas. no caso de estudos multicêntricos.. Em 1996. mas não tem parâmetros para comparar a gravidade de seus sintomas em relação à de outros pacientes. enquanto a presença de prejuízo cognitivo pode interferir nos resultados. distorção da imagem corporal. foi publicada a forma II do BDI. Pode ser mais difícil distinguir entre depressão moderada e grave do que entre leve e moderada. é realizado um treinamento de confiabilidade entre avaliadores para cada um dos estudos. preocupação somática e inibição para o trabalho – foram substituídos por outros que avaliam sintomas associados a graus mais intensos de depressão (agitação.5% e os sintomas sociais e a irritabilidade contribuem com 5% cada um. incluindo sintomas e atitudes cuja intensidade varia de 0 a 3 (Anexo 4). que reflete melhor os critérios diagnósticos para transtorno depressivo maior do DSM-IV. torna-se possível minimizar as diferenças conceituais de psicopatologia. as escalas de avaliação do paciente são complementares às do observador. A versão revisada difere da primeira por se referir à “última semana” em vez de “hoje” e por pequenas alterações no vocabulário de 15 dos seus itens. com validação para o Brasil de Gorenstein e Andrade. Na forma II. Com isso. pacientes com depressão leve podem se auto-avaliar como mais deprimidos do que quando avaliados pelo observador clínico. que podem ter dificuldade em compreender a redação de uma escala. isto é. dificuldade de concentração e perda de energia). o paciente consegue avaliar se melhorou ou não. o humor. as escalas de HAM-D e MADRS são sistematicamente utilizadas na avaliação da eficácia e da tolerabilidade de medicamentos antidepressivos. são identificados e excluídos os pacientes que respondem a placebo. 9. já que não requerem a observação de um profissional treinado. Por exemplo. 1961. a medida de autoavaliação de depressão mais amplamente utilizada. A escala original consiste em 21 itens. que sofrem a influência da distorção cognitiva provocada pelo estado depressivo ou têm baixa motivação para responder às questões. 4 itens da versão anterior – perda de peso. ou seja. Além 7 . O treinamento dos investigadores no uso dos instrumentos diagnósticos e das escalas de avaliação tem contribuído sensivelmente para uma seleção apropriada da amostra e para a redução da discrepância entre avaliadores de diferentes centros de pesquisa. aqueles que tiverem os escores iniciais da HAM-D reduzidos em 50% ou mais. Pelo fundamento teórico que o embasa. Entre as limitações de tais escalas está o fato de não se aplicarem a analfabetos ou a sujeitos com pouca instrução. Idosos podem apresentar uma tendência a negar a depressão. enquanto os sintomas vegetativos representam 29%. destaca-se o Inventário de Depressão de Beck (BDI) (Beck et al. A avaliação do paciente leva em consideração somente sua própria experiência. e o contrário também pode ocorrer: o paciente gravemente deprimido pode se auto-avaliar de forma mais branda. Após discussão sobre cada item das escalas. durante o período de lavagem (wash-out).freqüentemente mal explorada durante a entrevista.

Em amostras não diagnosticadas. foi desenvolvida como uma avaliação global do observador sobre o funcionamento psicológico. por constituírem uma forma rápida e econômica de dividir a população estudada 8 . A Escala de Rastreamento Populacional para Depressão do “Center for Epidemiologic Studies Depression Scale” (CESD) e o Questionário de Transtornos de Humor (“Mood Disorder Questionnaire de Hirschfeld”) têm sido utilizados para a identificação preliminar de casos de depressão e transtorno bipolar. as diretrizes são diferentes: escores acima de 15 indicam disforia e acima de 20. em dois grupos. Há diferentes propostas de pontos de corte no BDI para distinguir os vários níveis de depressão. os efeitos terapêuticos e os efeitos colaterais de um determinado tratamento. Embora o BDI não tenha sido desenvolvido com pretensão diagnóstica. 2002) avaliam o desempenho instrumental (tempo consumido) e afetivo em várias áreas. Também são bastante úteis as escalas de rastreamento. o impacto dos sinais e sintomas na vida dos pacientes. • depressão em idosos – “Geriatric Depression Scale” (GDS) e “Cornell Scale for Depression in Dementia”. a tendência é o uso de múltiplas escalas para avaliar as diferentes características envolvidas na síndrome depressiva. A Escala de Avaliação Global de Funcionamento (GAF). As de funcionamento social. • 19 a 29 = depressão moderada a grave.. os itens correspondentes às alterações de apetite e sono permitem a avaliação de aumento e diminuição desses comportamentos. Hoje. • depressão pós-parto – Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo. com validação para o Brasil de Gorenstein et al. de Weissman. As escalas de qualidade de vida avaliam. de Bosc). respectivamente. que faz parte do DSM-IV. têm sido avaliadas por meio de escalas de qualidade de vida e funcionamento social. • 30 a 63 = depressão grave. a melhora global. Essa é a abordagem mais confiável na clínica e nos ensaios clínicos. que avalia a gravidade da doença. tais como a “Medical Outcomes Study Short Form 36” (SF-36) e a Escala de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL). os que supostamente teriam diagnóstico e os que não. foram obtidos índices de sensibilidade e especificidade de 90% a 100%. Escalas de avaliação de depressão em populações especiais Existem escalas específicas de avaliação de depressão em populações especiais. como a Escala de Auto-Avaliação de Adaptação Social (Social Adaptation Self-Evaluation Scale. tais como aquelas que avaliam: • depressão em crianças – “Children’s Depression Inventory” (CDI) e “Children’s Depression Rating Scale-Revised” (CDRS-R). dependendo dos pontos de corte adotados. Em amostras de pacientes com transtorno afetivo. e a Escala de Auto-Avaliação de Adequação Social (Social Adjustment Scale Self-Report. mas necessitam de posterior confirmação diagnóstica. lazer e relações interpessoais. o “Center for Cognitive Therapy” recomenda os seguintes pontos de corte: • < 10 = sem depressão ou depressão mínima. isto é. Utilizando uma entrevista clínica semiestruturada como medida de validação (SCAN). mais eficazes e seguros. de cujo rigor dependerá a introdução de novos antidepressivos. Escalas complementares Escalas não específicas para depressão também complementam a avaliação do paciente. no BDI-II. especialmente utilizadas em epidemiologia. As conseqüências da morbidade psiquiátrica. tais como trabalho. SASS. social e ocupacional do paciente. depressão. Entre as escalas do observador. entre outros. estudos têm mostrado sua capacidade preditiva na detecção de transtornos depressivos na população geral.disso. destaca-se a Escala de Impressão Clínica Global de Guy. SAS-SR. • 10 a 18 = depressão leve a moderada. o bem-estar físico e a procura por serviços médicos.

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4 ( ) Ouve vozes que acusam ou denunciam e/ou tem alucinações visuais ameaçadoras. 2 Sentimentos de culpa 0 ( ) Ausentes. exceto para necessidades fisiológicas). ou seja. 2 ( ) Perda de interesse em atividades. 3 ( ) Acha que a doença atual é um castigo. 7 Trabalho e atividades 0 ( ) Sem dificuldades. 1 ( ) Acorda de madrugada. 3 ( ) Redução do tempo gasto em atividades ou queda de produtividade (marque 3 se não ocupa pelo menos três horas/dia em atividades – trabalho ou passatempos –. 1 ( ) Queixa-se de dificuldade ocasional para conciliar o sono. 2 ( ) Não consegue voltar a dormir se acordar de madrugada ou sair da cama. tanto em seu relato verbal como na comunicação não-verbal. trabalho ou passatempos. Assinale sua opção no espaço apropriado. exceto as de rotina). na postura. 1 ( ) Auto-recriminação. na voz e na tendência ao choro. 8 Retardo (lentificação do pensamento e do discurso. delírio de culpa. ESCALA DE HAMILTON PARA AVALIAÇÃO DE DEPRESSÃO Instruções: Em cada item. vacilação (sente que precisa se forçar para trabalhar ou desenvolver atividades). 1 ( ) Queixa-se de sentir inquietude e perturbação durante a noite. 4 ( ) Parou de trabalhar devido à doença atual (marque 4 se o paciente não desenvolve atividades além das de rotina ou deixa de executá-las sem ajuda). marcar 2. 2 ( ) Gostaria de estar morto. 4 ( ) Tentativa de suicídio (qualquer tentativa séria. 2 ( ) Idéias de culpa ou ruminações sobre erros ou ações do passado. 3 Suicídio 0 ( ) Ausente. menos valia) 0 ( ) Ausente. 2 ( ) Sentimentos são relatados espontaneamente com palavras. espontaneamente. passatempos ou trabalho relatada diretamente pelo paciente ou indiretamente pela falta de iniciativa. indecisão. 4 Insônia inicial 0 ( ) Sem dificuldade para iniciar o sono. desamparo. dificuldade de concentração. mas volta a dormir. 1 ( ) Acha que a vida não vale a pena. 3 ( ) Entrevista difícil. 3 ( ) Comunica esses sentimentos não verbalmente. marque 4). 1 ( ) Discreta lentificação durante a entrevista. diminuição da atividade motora) 0 ( ) Pensamento e discurso normais. 3 ( ) Idéias ou gestos suicidas. 6 Insônia terminal (madrugada) 0 ( ) Sem dificuldade. 2 ( ) Óbvia lentificação durante a entrevista.ANEXO 1. fadiga ou fraqueza relacionados a atividades. 1 ( ) Pensamentos e sentimentos de incapacidade. mais de meia hora. 2 ( ) Acorda durante a noite (qualquer saída da cama. 4 ( ) Paciente comunica quase exclusivamente esses sentimentos. 2 ( ) Queixa-se de dificuldade para conciliar o sono todas as noites. 1 ( ) Sentimentos são relatados somente se perguntados. 1 Humor deprimido (tristeza. 10 5 Insônia intermediária 0 ( ) Sem dificuldade. 4 ( ) Estupor. acha que decepcionou as outras pessoas. desesperança. escolha a pontuação que melhor caracteriza o sintoma do paciente na última semana. . ou qualquer cogitação sobre possível morte para si mesmo. na expressão facial. ou seja.

rói as unhas. 1 ( ) Perda de apetite. CV: palpitação. ( ) Auto-observação (corporal) aumentada.5 kg de perda de peso na semana. ( ) Preocupação excessiva com a saúde. persistentes ou incapacitantes na maior parte do tempo. costas ou cabeça. mas come sem necessidade de encorajamento. Pontuação total da HAM-D 17 itens:_______ (Faixa de variação: 0 a 50) 18 Variação diurna A.9 Agitação 0 ( ) Nenhuma. morde os lábios. flatulência. ao clima. ou informação insuficiente. 1 Pior de manhã. 11 . indigestão. acompanhado de estresse subjetivo e prejudicando o funcionamento normal.: hiperventilação. 13 Sintomas somáticos (gerais) 0 ( ) Nenhum. puxa os cabelos. 1 ( ) Provável emagrecimento associado à doença atual. ao excesso de trabalho. pedidos de ajuda etc. B. 1 Leve. de cabeça ou musculares. aponte a gravidade da variação (marque “nenhuma” caso não haja variação). Pede ou requer laxantes ou medicação para sintomas gastrointestinais. cefaléias. 2 ( ) Graves: desinteresse ou impotência. 4 ( ) Medos expressos espontaneamente. 2 Pior à tarde. 1 ( ) Leves: redução da libido ou desempenho sexual insatisfatório. marque “nenhuma”). 2 ( ) Perda de peso indubitável (de acordo com o paciente). digestivo) 0 ( ) Nenhum. 1 ( ) Reconhece estar doente. 1 ( ) Inquietude. cólicas. Peso no abdome. 2 ( ) Marque 2 para qualquer sintoma bem definido. 2 ( ) Dificuldade para comer sem encorajamento ou insistência. ataques de pânico. 2 ( ) Nega estar doente. Observar se os sintomas são piores pela manhã ou à tarde (caso não haja variação. sudorese. ( ) Tensão e irritabilidade subjetivas. 1 ( ) Leve: sintomas menores relatados quando inquirido. 0 Nenhuma. 16 Perda de peso (avalie A ou B) A. ( ) Atitude apreensiva aparente na fisionomia ou no discurso. 14 Sintomas genitais (perda de libido. Perda de energia e fatigabilidade. 3 ( ) Movimenta-se. 0 ( ) Menos de 0. ( ) Preocupação excessiva com trivialidades. mas atribui isso à má alimentação. 3 ( ) Grave: número e freqüência maiores que 2. ( ) Delírio hipocondríaco. Quando presente. 2 ( ) Mais de 1 kg de perda de peso na semana. tensão prémenstrual grave. 2 Grave. 12 Sintomas somáticos (apetite. 1 ( ) Peso ou lassidão em membros. 11 Ansiedade somática: concomitantes fisiológicos da ansiedade (GI: boca seca. 2 ( ) Brinca com as mãos ou os cabelos etc. 15 0 1 2 3 4 Hipocondria ( ) Ausente. 10 0 1 2 3 Ansiedade psíquica ( ) Sem problemas. Resp.5 kg de perda de peso na semana. distúrbios menstruais) 0 ( ) Ausentes. Dores nas costas. à necessidade de descanso etc. a um vírus. 0 ( ) Nenhuma. não consegue se sentar quieto durante a entrevista. Com base em medidas semanais. 4 ( ) Retorce as mãos. 4 ( ) Incapacitante: numerosos sintomas. De acordo com o paciente. tensão pré-menstrual leve. ter de urina freqüentemente) 0 ( ) Ausente. diarréia. 0 Nenhuma. ou não estar deprimido esta semana. suspiros. eructação. 17 Crítica 0 ( ) Reconhece estar deprimido e doente. ( ) Queixas freqüentes. B. 2 ( ) Moderado: paciente descreve espontaneamente sintomas não incapacitantes. 1 ( ) Mais de 0.

orientação e reasseguramento para completar tarefas. 4 Delírios de inutilidade. Fonte: Adaptado de Blacker.Nota: Apenas o escore referente à sua gravidade (1 ou 2 pontos no item 18B) deve ser incluído no escore final. Pontuação total da HAM-D de 21 itens:_______ (Faixa de variação: 0 a 62) 22 0 1 2 Desamparo Ausente. desespero e pessimismo quanto ao futuro que não podem ser desfeitos. 2 Paciente indica espontaneamente sentimentos de inutilidade. 4 Espontânea e inapropriadamente persevera “nunca vou melhorar” ou algo equivalente. Pontuação total da HAM-D de 24 itens: ______ (Faixa de variação: 0 a 70) NB: A aplicação da escala deve ser feita sempre pelo mesmo pesquisador. 2 Consistentemente se sente desesperançado. Leves. 24 Baixa auto-estima 0 Ausente. Idéias de referência. 19 0 1 2 3 4 20 0 1 2 3 21 0 1 2 Despersonalização e desrealização Ausente. Sentimentos subjetivos extraídos apenas pela entrevista. Sintomas paranóides Nenhum. Graves. mas pode ser reassegurado. Incapacitante. O item 18A não deve ser computado. Paciente relata espontaneamente sentimentos de desamparo. Requer assistência para se vestir. 3 4 Necessita de insistência. 2000. 12 . 1 Indica sentimentos de inutilidade (perda da autoestima) apenas quando perguntado. 23 Desesperança 0 Ausente. 1 Dúvida intermitente de que “as coisas irão melhorar”. mas aceita reasseguramentos. Desconfiança. Sintomas obsessivos e compulsivos Nenhum. 3 Difere de (2) acima por grau: paciente relata espontaneamente que é “ruim”. “inferior”. comer ou realizar higiene pessoal. Somar os pontos obtidos em todos os itens (exceto 18A). Delírios de referência e perseguição. Moderada. Leve. 3 Expressa sentimentos de desencorajamento. Grave.

Desse modo. 4 Ouve vozes que o acusam ou denunciam e/ou tem alucinações visuais ameaçadoras. desamparo. todavia. 1 Sentimentos relatados somente se perguntados. suficientes para avaliar o item com segurança.ANEXO 2. mesmo que ainda esteja abaixo de seu peso habitual. Como tem estado seu humor na última semana? Você tem se sentido para baixo ou deprimido? Triste? Sem esperança? Na última semana. pergunte: Há quanto tempo você tem se sentido dessa maneira? 2. a não ser que ele tenha começado a readquirir o peso perdido. As questões especificadas devem ser utilizadas até haver informação suficiente para se avaliar o item com segurança. Delírio de culpa. de alguma forma. Entrevista estruturada para a Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton Introdução Gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre a última semana. inutilidade) 0 Ausente. 3 Comunica os sentimentos não com palavras. a voz e a tendência ao choro. 1 Auto-recriminação. acha que decepcionou as outras pessoas. as perguntas devem ser precedidas por “nos últimos dois dias”. Em alguns casos. você é responsável pela sua depressão? Você sente que está sendo punido ao ficar doente? Sentimentos de culpa 0 Ausente. Perda de peso Recomenda-se que se avalie positivamente sempre que o paciente tenha perdido peso em relação ao seu peso habitual (por exemplo. Se pontuar de 1 a 4. isto é. basear suas avaliações nos últimos 2 ou 3 dias. ele não deve ser avaliado positivamente nesse item. a postura. tanto em seu relato verbal como na comunicação não-verbal. Em alguns casos. 3 Paciente acha que a doença atual é uma punição (castigo). sentindo que fez coisas erradas ou decepcionou outras pessoas? Se sim: Quais foram esses pensamentos? Você tem se sentido culpado em relação a coisas que fez ou não fez? Você tem pensado que. com a expressão facial. No entanto. com que freqüência você se sentiu (utilize a palavra referida pelo paciente)? Todos os dias? O dia inteiro? Você tem chorado? Humor depressivo (tristeza. com palavras. nem deprimido nem eufórico) por pelo menos algumas semanas. uma vez que o paciente comece a ganhar peso. 2 sentimentos relatados espontaneamente. Questões adicionais são fornecidas. esta pergunta extrairá informações sobre a gravidade e a freqüência de um sintoma. antes do episódio depressivo atual). Notas Período de tempo Embora as perguntas indiquem que as avaliações devem se basear nas condições do paciente na última semana. 4 O paciente comunica quase exclusivamente esses sentimentos. Freqüentemente. 1. o referencial deve ser a última vez em que esteve bem (ou seja. ENTREVISTA ESTRUTURADA PARA A ESCALA DE AVALIAÇÃO DE DEPRESSÃO DE HAMILTON A primeira questão para cada item deve ser feita exatamente como está escrita. por exemplo. Funcionamento habitual Muitas das perguntas da entrevista referem-se ao funcionamento habitual do paciente. como medida de mudança. Como você tem se sentido desde a última (dia da semana)? Se paciente ambulatorial: Você tem trabalhado? Se não: Especifique por que não. você poderá que adicionar suas próprias perguntas para obter as informações necessárias. alguns investigadores podem ter o desejo de. o paciente apresentar distimia ou transtorno afetivo sazonal. 13 . desesperança. quando. 2 Idéias de culpa ou ruminações de erros ou ações pecaminosas (más) no passado. Você tem se sentido especialmente autocritíco nesta última semana. caso seja necessária maior exploração ou clarificação de um sintoma.

1 Lentificação discreta à entrevista. puxa os cabelos. Avaliação baseada na observação durante a entrevista Retardo (lentificação do pensamento e da fala. 1 Acorda durante a madrugada. Avaliação baseada na observação durante a entrevista Agitação 0 Nenhuma. com exceção das tarefas rotineiras da enfermaria. passatempos ou trabalho. 3 Diminuição no tempo gasto em atividades ou queda de produtividade. 4 Estupor completo. 6. morde os lábios. 3 Entrevista difícil. relacionado a atividades. com exceção das tarefas rotineiras da enfermaria. indecisão ou vacilação (sente que precisa se esforçar para o trabalho ou as atividades). mais de meia hora. 2 Lentificação óbvia durante a entrevista. fadiga ou fraqueza. 8. 2 Perda de interesse em atividades. 3 Movimenta-se bastante. você teve pensamentos de que não vale a pena viver ou que você estaria melhor morto? Ou pensamentos de se machucar ou até de se matar? Se sim: O que você tem pensado sobre isso? Você já se machucou? Suicídio 0 Ausente. rói as unhas. 3 Idéias ou atitudes suicidas. Como tem sido seu sono na última semana? Você teve alguma dificuldade em iniciar o sono? Após se deitar. 4. ou seja. 1 Inquietação. . você volta a dormir logo? Você sente que seu sono é agitado ou perturbado em algumas noites? Insônia intermediária 0 Sem dificuldade. 2 Acorda durante a noite (qualquer saída da cama. quanto tempo leva para conseguir dormir? Em quantas noites nesta última semana você teve problemas para iniciar o sono? Insônia inicial 0 Sem dificuldades para iniciar o sono. 2 Mexe as mãos. 2 Deseja estar morto ou pensa em uma possível morte para si. Nesta última semana. antes de ficar deprimido)? Insônia tardia 0 Sem dificuldade. Durante esta última semana. quer relatado diretamente pelo paciente. 4 Parou de trabalhar devido à doença atual. quer indiretamente por desatenção. exceto para necessidades fisiológicas). dificuldade de concentração. os cabelos etc. Como você tem passado seu tempo na última semana (quando não está no trabalho)? Você se sente interessado em fazer (essas atividades) ou você tem de se forçar? Você parou de fazer atividades que costumava fazer? Se sim: Por quê? Há alguma coisa que você aguarda ansiosamente? Seu interesse voltou ao normal? Trabalho e atividades 0 Sem dificuldades. não consegue permanecer sentado durante a entrevista. o paciente se ocupa por menos de 3 horas por dia em atividades (trabalho hospitalar ou passatempos). 4 Tentativas de suicídio. 4 Retorce as mãos. ou se não consegue realizá-las sem ajuda. No hospital. No hospital. 1 Queixa-se de agitação e perturbação durante a noite. 1 Pensamentos e sentimentos de incapacidade. sem atividades. 1 Acha que não vale a pena viver. você tem acordado no meio da noite? Se sim: Você sai da cama? O que você faz? Somente vai ao banheiro? Quando volta para a cama. 14 7. 5. trabalho ou passatempos. 1 Queixa-se de dificuldade ocasional para iniciar o sono. diminuição da atividade motora) 0 Pensamento e fala normais. 9. mas volta a dormir. 2 Não consegue voltar a dormir quando levanta da cama durante a noite. 2 Queixa-se de dificuldade para iniciar o sono todas as noites. A que horas você tem acordado pela manhã na última semana? Se cedo: Acorda com despertador ou sozinho? A que horas você normalmente acorda (ou seja.3.

1 Tensão e irritabilidade subjetivas. 13. Na última semana. 4 Grave: numerosos sintomas. 2 Dificuldade para comer se não insistirem. Você se queixa muito de sintomas físicos? Você tem se deparado com situações em que você pede ajuda para fazer coisas que poderia fazer sozinho? Se sim: Como o que. indigestão. persistentes e incapacitantes na maior parte do tempo. Sudorese. Como tem estado seu interesse por sexo nesta semana? (Não estou lhe perguntando sobre seu desempenho sexual. você teve dor nas costas. de cabeça ou muscular? Nesta última semana.10. mas come sem necessidade de insistência. Como tem estado sua “energia” nesta última semana? Você se sente cansado o tempo todo? Nesta última semana. desempenho sexual prejudicado. Quanto estes sintomas o incomodaram na última semana? Quão intensos foram? Quanto tempo ou com que freqüência os teve? Nota: Não considerar se claramente relacionados à medicação (por exemplo. 11. 2 Qualquer sintoma bem caracterizado e nítido. 2 Leve: paciente descreve espontaneamente os sintomas. ou ataques de pânico quase diariamente. 1 Perda de apetite. Perda de energia e fatigabilidade. 1 Leves ou infreqüentes: perda de libido. suspiros. 0 Ausente. boca seca e imipramina). quanto seus pensamentos têm se focalizado na sua saúde física ou no funcionamento de seu corpo (quando comparado ao seu pensamento habitual). 12. 2 Óbvio e graves: perda completa do interesse sexual. 3 Atitude apreensiva aparente no rosto ou na fala. cefaléias. nas costas ou na cabeça? Sintomas somáticos: gerais 0 Nenhum. flatulência. eructações. distúrbios menstruais) 0 Ausentes. Como tem estado seu apetite nesta última semana? Como se compara ao seu apetite habitual? Você tem tido de se forçar a comer? As outras pessoas têm de insistir para você comer? Sintomas somáticos: gastrointestinais 0 Nenhum. você tem sentido um peso nos membros. 14. Respiratórios: hiperventilação.) Houve alguma mudança em seu interesse por sexo (em relação à época na qual você não estava deprimido)? Isso é algo em que você tem pensado muito? Se não: Isso é pouco habitual para você? Sintomas genitais (como perda de libido. 1 Peso em membros. parando após cada sintoma para resposta. Ter de urinar freqüentemente. 3 Moderada: mais de dois sintomas e com maior freqüência. Você tem se sentido especialmente tenso ou irritado nessa última semana? Você tem estado preocupado com coisas pouco importantes com as quais normalmente não se preocuparia? Se sim: Com o que. 1 Duvidosos ou triviais: sintomas menores. costas ou cabeça. 1 Auto-observação aumentada (com relação ao corpo). 3 Queixas freqüentes. CV: palpitação. 4 Paciente expressa medo sem ser perguntado. na cabeça ou muscular. 2 Preocupação com a saúde. 2 Preocupa-se com trivialidades. 15. dor nas costas. mas sobre seu interesse por sexo. cólicas. diarréias. quanto você tem pensado nisso. Na última semana. por exemplo? Com que freqüência isso tem ocorrido? Hipocondria 0 Ausente. Ansiedade: somática Concomitantes fisiológicos da ansiedade: GI: boca seca. 4 Delírios hipocondríacos. São acompanhados de estresse subjetivo e prejudicam o funcionamento normal. 15 . pedidos de ajuda etc. isto é. você sofreu de alguns dos seguintes sintomas físicos? Leia a lista. por exemplo? Ansiedade psíquica 0 Sem dificuldade. que não são acentuados ou incapacitantes. relatados quando questionados.

Nota: Caso haja variação diurna. Você perdeu algum peso desde que essa depressão começou? Se sim: Quanto? Se incerto: Você acha que suas roupas estão mais folgadas? No seguimento: Você voltou a ganhar peso? Perda de peso (desde o início da doença ou última avaliação) 0 Sem perda de peso ou perda de peso não causada pela doença atual. Perda de menos de 0. Pontuação total HAM-17 itens: __________________ 18. 19. ( ) Sem variação ou não deprimido no momento. B. 2 Perda de peso definitivamente causada pela doença atual. mas atribui a causa à má alimentação. Se não houver variação diurna. 2 Idéias de referência. você teve de fazer alguma coisa várias vezes? Houve algo que você teve de fazer e refazer várias vezes. 2 Grave. definida (mais de 1 hora mais cedo.5 kg ou mais. 21. ao clima.16. Perda de 0. 1 Perda de peso provavelmente causada pela doença atual. 17. 2 Graves. você teve subitamente a sensação de que tudo é irreal. Pontuação total HAM-21 itens:_____________ 22. todas as noites). 1 Leve. a um vírus. 1 Leves. Nesta última semana. ou separado do contato das outras pessoas de uma maneira estranha? 16 Alguma sensação de flutuação? Se sim: Quão ruim isso tem sido? Quantas vezes isso aconteceu nesta última semana? Despersonalização e desrealização (como sensação de irrealidade a idéias niilistas) 0 Ausentes. Na última semana. O item 18A não deve ser computado. Quanto presente. 3 Delírios de referência e perseguição. 1 Leves. marque “nenhuma”. você tem ido se deitar e adormecido mais cedo que o habitual? Pelo menos uma hora mais cedo? Em quantas noites nesta semana isso aconteceu? Hipersonia: adormecer precoce 0 Não. ao excesso de trabalho. 3 Graves. 2 Moderadas. 20. 2 Nega estar doente. Na última semana. 1 Leve. Avaliação baseada na observação crítica (consciência da doença) 0 Reconhece estar deprimido e doente ou não estar deprimido no momento. ( ) Pior pela manhã. você se sentiu melhor ou pior em algum período específico do dia (manhã ou noite)? Se variação: Quão pior você se sente (de manhã ou de noite)? Se indeciso: Um pouco pior ou muito pior? Variação diurna A. Na última semana. ou que você está em um sonho. Retornando ao seu padrão de sono. Você tem dormido em excesso. mas que fica voltando à sua cabeça sempre sem parar? Se sim: Você pode me dar um exemplo? Sintomas obsessivos e compulsivos 0 Nenhum. 4 Incapacitantes. infreqüente (menos de 1 hora). Sintomas paranóides 0 Nenhum. 1 Reconhece estar. 1 Desconfiado. à necessidade de descanso etc.5 kg. ( ) Pior à tarde/noite. 23. ficando na cama além da sua hora habitual de levantar? Por quantas horas? Quantas vezes isso aconteceu na última semana? . Anote se os sintomas são piores de manhã ou à noite. anote a gravidade da variação: 0 Nenhuma. só a contagem referente à sua gravidade (1 ou 2 pontos no item 18B) é que deve ser incluída na contagem final. 2 Óbvia. como checar se as portas estão fechadas? Se sim: Você pode me dar um exemplo? Você teve algum pensamento que não faz sentido para você. você sentiu que alguém tentou lhe prejudicar ou lhe machucar? Se não: E sobre alguém falando de você pelas costas? Se sim: Fale mais sobre isso.

29. fissura por comida). 30. Leve. incluindo se vestir. 2 Óbvio (ganho de peso de 0.5 kg). 4 Extremo (em estupor. 1 Leve. você se sentiu desamparado para fazer coisas que habitualmente faz. descreve inibição de volição). ou fissura). mas pode ser reassegurado. Durante a última semana. você tem notado se deseja comer mais que o habitual nesta última semana? Você teve fissura por comida? Você tem aumentado significativamente a quantidade do que come? Aumento de apetite (mudança no apetite caracterizada por aumento na quantidade de comida ingerida ou fissura excessiva) 0 Ausente. 1 Sentimentos subjetivos extraídos apenas pela entrevista. 4 Requer assistência para se vestir.Hipersonia: dormir mais que o habitual 0 Não. 24. 27. você tem tido esperança de que vai melhorar? Você está se sentindo desencorajado. Você ganhou peso durante a última semana? Você ganhou 1 kg ou mais nesta semana? Ou 2. Na última semana. Grave. retardo motor acentuado observado na marcha e na postura). Avalie com base na observação e na autodescrição. infreqüente (menos de 1 hora). discreto retardo na fala e no processo de pensamento. incapaz de completar suas tarefas. 1 Mínimo (aumento leve de apetite. se arrumar? Você precisou de ajuda para alguma dessas coisas? Desamparo 0 Ausente. quase em mutismo. pessimista quanto ao futuro? Desesperança 0 Ausente. marcha. Você tem dormido durante o dia? Seu cochilo tem duração maior que 30 minutos? Em quantos dias desta semana você dormiu durante o dia? Hipersonia: cochilos 0 Ausente. infreqüente (os cochilos duram menos de 30 minutos. 26. 1 Duvidoso/mínimo (menos que 0. 17 . mas diferencie de um real retardo motor) 0 1 2 3 4 Ausente. retardo na fala e no processo de pensamento suficiente para prolongar significativamente a entrevista. minimamente responsivo. Observações e relato: Você tem dificuldade de começar tarefas ou fazer coisas que você fazia habitualmente no curso do dia? Fazer esta entrevista? Retardo psíquico (lentificação na fala e no processo de pensamento: descreve inibição da vontade ou sensação de que os processos de pensamento estão paralisados. Extremo/excessivo. 28.5 kg nas duas últimas semanas? Ganho de peso 0 Ausente. 3 Necessita de insistência. 2 Paciente relata espontaneamente sentimentos de desamparo. Retornando ao seu apetite. comer. afeto embotado). 1 Duvida intermitentemente que “as coisas irão melhorar”.5 kg ou mais). mas diferencie de retardo de pensamento ou fala. 25. comer ou realizar higiene pessoal. 2 Consistentemente se sente desesperançado. Retardo de movimento e de expressão afetiva. em desespero. expressão fixa). mas aceita reasseguramentos. 2 Moderado (voz monótona e diminuição de movimentos espontâneos). 1 Leve. 2 Óbvia/definida (dorme em excesso por mais de 1 hora na maioria dos dias). Moderado (demora para responder às questões. orientação e reasseguramento para completar tarefas. 3 Grave (óbvio retardo de movimento. Retardo motor 0 Ausente. Avalie com base na observação e na autodescrição. 2 Definido (aumento acentuado na ingestão de comida. ou relata sonolência diurna excessiva). 2 Óbvia/definida (sonecas duram mais de 30 minutos na maioria dos dias). 1 Leve (discreto achatamento do afeto.

que não podem ser desfeitos.Expressa sentimentos de desencorajamento. 31. Diferente de (2) acima por grau: paciente relata espontaneamente que é “ruim”. você se sentiu inútil. 4 Espontânea e inapropriadamente persevera “nunca vou melhorar” ou equivalente. 1988. Delírios de inutilidade. pessimismo quanto ao futuro. 18 . Paciente indica espontaneamente sentimentos de inutilidade. “inferior”. Durante a última semana. ruim ou inferior? Você já teve sentimentos ruins sobre você mais fortes que isso? Baixa auto-estima 0 Ausente. desespero. Fonte: Adaptado de Williams. 3 1 2 3 4 Indica sentimentos de inutilidade (perda da autoestima) apenas quando perguntado.

infelicidade ou desânimo contínuo e invariável. seja semanal ou outro. independentemente de estarem refletidos na aparência. mas isso deve ser registrado. tensão mental crescente chegando até pânico. Sentimentos contínuos de tensão interna ou de pânico intermitente. ESCALA DE AVALIAÇÃO DE DEPRESSÃO DE MONTGOMERY-ÅSBERG (MADRS) A avaliação deve basear-se em uma entrevista clínica que se inicie com perguntas genéricas sobre sintomas e seja acompanhada de questões mais detalhadas que permitam uma avaliação precisa da gravidade. 0 1 2 3 4 5 6 Nenhuma tristeza. Avalie pela profundidade e incapacidade de alegrar-se. Sentimentos predominantes de tristeza ou melancolia. agitação interior. A escala pode ser usada para qualquer intervalo de tempo entre as avaliações. 2. em que o paciente só consegue dominar com alguma dificuldade. mas se alegra sem dificuldades. Extremamente desanimado. Lista de itens 1.ANEXO 3. 9. 3. 0 1 2 3 4 5 6 Tristeza ocasional compatível com as circunstâncias. 10. desânimo ou sentimento de desamparo e desesperança. O avaliador deve decidir se a avaliação se situa em graus definidos da escala (0. Tensão interior Representando sentimentos de desconforto indefinido. somente tensão interior fugaz. tristeza e desespero (mais que um abatimento simples e transitório). freqüência. Sentimentos ocasionais de inquietação e desconforto indefinido. pela duração e pelo grau com que se relata que o humor é influenciado pelos acontecimentos. mas se alegra sem dificuldades. duração do grau de reasseguramento necessário. Pânico incontrolável. Triste e abatido. O humor ainda é influenciado por circunstâncias externas. devem ser utilizados todos os indícios relevantes. Parece triste e infeliz a maior parte do tempo. 7. 1. 19 . Apreensão ou angústia persistente. bem como informações de outras fontes como base para a avaliação. É importante lembrar que somente em raras ocasiões se encontra um paciente deprimido que não pode ser avaliado de acordo com os itens da escala. 0 1 2 3 4 5 6 Tranqüilo. 5. 6) ou entre eles (1. Avalie pela intensidade. Inclui abatimento. Tristeza aparente Tristeza relatada Tensão interna Sono reduzido Diminuição do apetite Dificuldade de concentração Lassidão Incapacidade de sentir Pensamentos pessimistas Pensamentos suicidas 2. 5). Tristeza aparente Representando desânimo. pavor ou angústia. inquietação. Avaliar de acordo com intensidade. 2. Caso respostas definidas não possam ser obtidas do paciente. 4. de acordo com a prática clínica costumeira. 8. 4. Tristeza relatada Representando relatos de humor depressivo. Parece abatido. Parece muito triste todo o tempo. 3. 6. na expressão facial e na postura. Tristeza. refletidos na fala. 3. Sono diminuído Representando a experiência de redução de duração ou profundidade do sono comparada com o padrão normal próprio do indivíduo quando está bem. 4.

8. pecado. Lassidão completa. Dificuldades ocasionais em concluir ou organizar os pensamentos. 5.0 1 2 3 4 5 6 Dorme normalmente. remorso ou pecado irremediável. 6. Delírios de ruína. Dificuldades para se concentrar e sustentar o pensamento que reduzem a capacidade para ler ou manter uma conversa. A comida não tem sabor. 5 6 É necessário ser sempre persuadido para comer. Dificuldade para iniciar atividades. remorso e ruína. leve ou interrompido. 0 1 2 3 4 5 6 Interesse normal pelo ambiente e por outras pessoas. Auto-acusações persistentes ou idéias definidas. chegando à falta de concentração incapacitante. de culpa ou pecado. Capacidade reduzida de desfrutar interesses rotineiros. 0 1 2 3 4 5 6 Sem dificuldade para se concentrar. 7. Dificuldade para começar atividades rotineiras simples que são realizadas à custa de esforço. Menos de 2 ou 3 horas de sono. autoreprovação. Idéias flutuantes de falha. Pensamentos pessimistas Representando pensamentos de culpa. 3 4 Sem apetite. pesar ou prazer e uma falta de sentimentos completa ou mesmo dolorosa em relação a parentes próximos ou amigos. Auto-acusações que são absurdas e inabaláveis. auto-reprovação ou autodepreciação. mas ainda racionais. Incapaz de ler ou conversar. 2 horas. Sono reduzido ou interrompido por. A capacidade de reagir com emoção apropriada às circunstâncias ou às pessoas está reduzida. Avalie de acordo com a intensidade. Avalie pela perda da vontade de comer ou pela necessidade de se forçar a comer. Incapaz de fazer qualquer coisa sem ajuda. 0 1 2 3 4 5 6 Dificilmente apresenta qualquer dificuldade para iniciar atividades. 9. incapaz de sentir raiva. a não ser com grande dificuldade. a freqüência e o grau de incapacidade resultante. Perda de sentimentos pelos amigos e conhecidos. 20 . Diminuição do apetite Representando o sentimento de perda de apetite quando comparado ao seu normal. Leve dificuldade para adormecer ou sono discretamente reduzido. inferioridade. Perda de interesse pelo ambiente. Sem preguiça. 0 Apetite normal ou aumentado. pelo menos. A experiência de estar emocionalmente paralisado. Incapacidade de sentir Representando a experiência subjetiva de interesse reduzido pelo ambiente ou pelas atividades que são normalmente prazerosas. Dificuldade de concentração Representando dificuldade em concluir ou organizar os pensamentos. 0 1 2 3 4 5 6 Sem pensamentos pessimistas. 1 2 Apetite levemente diminuído. Lassidão Representando a dificuldade ou a lentidão para iniciar e realizar atividades rotineiras. Progressivamente pessimista sobre o futuro.

pensamentos suicidas e preparativos para suicídio. Pensamentos suicidas são freqüentes. 1979. mas sem planos ou intenções específicas. 0 Aprecia a vida ou a aceita como ela é. Providência para o suicídio. Planos explícitos para o suicídio quando houver uma oportunidade. e o suicídio é considerado uma solução possível. Pensamentos suicidas transitórios.10. 3 4 Tentativas de suicídio por si só não devem influenciar a avaliação. 5 6 Provavelmente seria melhor morrer. 1 2 Enfastiado de viver. Pensamentos suicidas Representando o sentimento de que não vale a pena viver. Fonte: Adaptado de Montgomery e Åsberg. de que uma morte natural seria bem-vinda. 21 .

Se várias afirmações num grupo parecerem se aplicar igualmente bem. em cada grupo. Eu me sinto sempre culpado. Estou tão triste ou infeliz que não consigo suportar. 1 Fico aborrecido ou irritado mais facilmente do que costumava. tudo o que posso ver é um monte de fracassos. 0 Não perdi o interesse pelas outras pessoas. 0 1 2 3 8. mas agora não consigo mesmo que o queira. Não sinto mais prazer nas coisas como antes. 1. Não me sinto decepcionado comigo mesmo. 3 Não consigo mais tomar decisões. 2 Acho que nada tenho a esperar. 1. Estou sempre triste e não consigo sair disto. Depois de ler cuidadosamente cada grupo. 0 Não sou mais irritado agora do que já fui. Eu me odeio. 4. 2 Atualmente. 0 1 2 3 22 9. Não acho que esteja sendo punido. Acho que posso ser punido. 0 1 2 3 10. 2 Quando olho para trás na minha vida. 1 Estou menos interessado pelas outras pessoas do que costumava estar. que descreve melhor a maneira como você tem se sentido na última semana. 0 Não estou especialmente desanimado quanto ao futuro. Tenho idéias de me matar. Estou insatisfeito ou aborrecido com tudo. incluindo hoje. Tome o cuidado de ler todas as afirmações. sinto-me irritado o tempo todo. 2 Eu me culpo sempre por minhas falhas. faça um círculo em torno do número (0. Não tenho quaisquer idéias de me matar. 3 Não me irrito mais com as coisas que costumavam me irritar. 2 Perdi a maior parte do meu interesse pelas outras pessoas 3 Perdi todo o meu interesse nas outras pessoas. Não choro mais que o habitual. 1 Adio as tomadas de decisões mais do que costumava. . Não me sinto especialmente culpado. 12. 11. Eu me sinto culpado grande parte do tempo. faça um círculo em cada uma. 3 Acho que. 0 Não me sinto um fracasso. Eu me mataria se tivesse oportunidade. sou um completo fracasso. 3. 0 1 2 3 6. Estou decepcionado comigo mesmo. 1 Eu me sinto desanimado quanto ao futuro. Costumava ser capaz de chorar. 2 ou 3) próximo à afirmação. 1 Sou crítico em relação a mim por minhas fraquezas ou erros. 2. 0 Não me sinto de qualquer modo pior que os outros. 13. choro o tempo todo. Acho que estou sendo punido. Creio que vou ser punido. 0 1 2 3 Não me sinto triste. antes de fazer sua escolha. Não encontro um prazer real em mais nada. 2 Tenho mais dificuldade em tomar decisões do que antes. Estou enojado de mim. Choro mais agora do que costumava.ANEXO 4. 1 Acho que fracassei mais do que uma pessoa comum. 0 1 2 3 5. 0 1 2 3 Tenho tanto prazer em tudo como antes. Gostaria de me matar. INVENTÁRIO DE DEPRESSÃO DE BECK Este questionário consiste de 21 grupos de afirmações. Agora. mas não as executaria. 3 Acho o futuro sem esperança e tenho a impressão de que as coisas não podem melhorar. Eu me sinto culpado na maior parte do tempo. 3 Eu me culpo por tudo de mau que acontece. 7. 0 Tomo decisões tão bem quanto antes. como pessoa. Eu me sinto triste. em cada grupo.

se é que perdi algum recentemente. Fico cansado com mais facilidade do que costumava. 0 Consigo dormir tão bem como o habitual. 0 Posso trabalhar tão bem quanto antes. 3 Perdi completamente o interesse por sexo. 0 Não tenho perdido muito peso. 3 Acredito que pareço feio. 2 Acho que há mudanças permanentes na minha aparência que me fazem parecer sem atrativos.14. 0 Não notei qualquer mudança recente no meu interesse por sexo. 2 Estou muito menos interessado em sexo atualmente. 19. Meu apetite está muito pior agora. 23 . indisposição do estômago ou prisão de ventre. 2 Acordo 1 a 2 horas mais cedo que o habitual e tenho dificuldade em voltar a dormir. 17. Não tenho mais nenhum apetite. 2 Perdi mais de 5 kg. Estou cansado demais para fazer qualquer coisa. 1 Estou preocupado por estar parecendo velho ou sem atrativos. Estou tentando perder peso de propósito.5 kg. 16. 1 Não durmo tão bem quanto costumava. 1 Estou preocupado com problemas físicos. 2 Estou muito preocupado com problemas físicos e é difícil pensar em outra coisa. 0 Não estou mais preocupado com minha saúde que o habitual. comendo menos: Sim ( ) Não ( ) 20. 0 1 2 3 Não fico mais cansado que o habitual. 3 Não consigo mais fazer nenhum trabalho. 2 Tenho que me esforçar muito para fazer alguma coisa. 1 Perdi mais de 2. Meu apetite não é tão bom quanto costumava ser. 1 Preciso de um esforço extra para fazer alguma coisa. 3 Estou tão preocupado com meus problemas físicos que não consigo pensar em qualquer outra coisa. 3 Perdi mais de 7 kg. 0 Não acho que minha aparência esteja pior do que costumava ser. 3 Acordo várias horas mais cedo do que costumava e não consigo voltar a dormir. 18. 15. tais como dores. 1 Estou menos interessado por sexo do que costumava estar. 21. 0 1 2 3 Meu apetite não está pior que o habitual. Sinto-me cansado ao fazer qualquer coisa.

incluindo selegilina em doses acima de 10 mg por dia. os pacientes devem ser cuidadosamente supervisionados durante o período inicial da terapia. A co-administração com cimetidina causou decréscimo substancial na eliminação da sertralina.br. Crianças: não se recomenda o uso de citalopram em crianças. Posologia: SERENATA 50 mg deve ser administrada em dose única diária.0021. podendo ser aumentada até 60 mg/dia. sudorese e dispepsia. O tratamento concomitante com IMAOs. Eles devem ser evitados em pacientes com epilepsia instável. no tempo de protrombina. Fone/fax: 11 3039-5669. com doses acima de 600 mg.Informações para prescrição ALCYTAM (citalopram) Registro MS Alcytam c/ 14 cps. hipoestesia. com idades variando entre 13 a 17 anos. pode modificar as respostas de insulina e glicose.(Mar 05). Pacientes sob tratamento concomitante com sertralina e outros medicamentos. o tempo de protrombina deve ser cuidadosamente monitorado quando a terapia com a sertralina for iniciada ou interrompida. O uso da sertralina em pacientes com doença hepática deve ser feito com cuidado. Superdosagem e tratamento: Conforme as evidências disponíveis. tontura. As convulsões podem aparecer repentinamente.br Diretor geral: Idelcio D. devem ser apropriadamente monitorizados. pode ocorrer uma mudança na fase maníaca. tremor e sonolência foram evidentes. podendo ser aumentada para até 60 mg/dia. diurese forçada. no 1. Uso em crianças: pacientes pediátricos. Só pode ser vendido com retenção da receita. Não foram relatadas arritmias graves ou hipotensão clinicamente significativa.0013. Rua Cunha Gago. Reações adversas: As reações adversas que ocorreram com freqüência significativamente maior em relação ao placebo foram: boca seca. pela manhã ou à noite. Gravidez e lactação: A experiência clínica de uso em mulheres grávidas é limitada. em pacientes com ou sem história de mania. Produto de controle especial C1. da publicação: 2501. Contra-indicações: Pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer um de seus componentes.0006. Nenhuma terapia específica está recomendada e não existem antídotos específicos para a sertralina. podem ocorrer convulsões nas primeiras horas após a ingestão. (Mar 05).06 . Conforme descrito para outros psicotrópicos. como o lítio. SERENATA (cloridrato de sertralina) Registro MS no 1. constipação e astenia. Elevações nas transaminases séricas foram raramente relatadas. cefaléia. Entre 6 e 12 anos. foram relatados em pacientes que estavam recebendo SERENATA em associação a um inibidor da monoaminoxidase (IMAO). Devido ao amplo volume de distribuição da sertralina. Contra-indicações: Em pacientes com conhecida hipersensibilidade à sertralina ou aos componentes de sua fórmula.0016. O uso em lactantes não é recomendado a menos que. Raramente. Venda sob prescrição médica. taquicardia. se necessário. disfunção sexual masculina (principalmente retardo na ejaculação). mais freqüentes durante a 1a ou a 2a semana. o qual pode ser utilizado com sorbitol. Alguns pacientes com transtorno do pânico podem apresentar sintomas de ansiedade intensificados no início do tratamento com antidepressivos (aguardar 14 dias depois da suspensão de IMAOs não-seletivos e no mínimo 1 dia depois da suspensão de moclobemida). SERENATA não deve ser usado em combinação com IMAO ou dentro de 14 dias após a descontinuação do tratamento com IMAO. sintomas depressivos. Indicações: Tratamento de sintomas de depressão. acompanhado ou não de agorafobia. náuseas e palpitação. Os pacientes devem ser advertidos quanto à sua capacidade de dirigir carros e operar máquinas. Patricio Diretor executivo: Jorge Rangel Diretor editorial: Maurício Domingues Coordenadora editorial: Caline Devèze Gerente de Negócios: Anna Maria Caldeira Projeto gráfico: Eduardo Magno Diagramação: Miguel Simon Revisão: Jandira Queiroz e Michel Kahan Apt Produção gráfica: Fabio Rangel Cód. boca seca. 21. Posologia: Depressão em adultos. SP. “AO PERSISTIREM OS SINTOMAS. Venda sob prescrição médica. O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO”. A cessação abrupta pode produzir sintomas de descontinuação. Raros casos de síndrome de abstinência foram relatados. Esses sintomas não são indicativos de vício. Associações contra-indicadas: IMAOs. Em pacientes maníaco-depressivos. que podem atuar por mecanismos serotoninérgicos. Deverá ser usado durante a gravidez somente quando os benefícios superarem os riscos potenciais. ansiedade. aumentando para 50 mg/dia após uma semana. recomenda-se que os pacientes sejam acompanhados apropriadamente. agitação. 2o andar. uma vez que a segurança desse fármaco não está estabelecida para crianças. Produto de controle especial C1. diarréia. alterações do ECG. transtorno do stress pós-traumático (TSPT). Assim como ocorre com outros antidepressivos. até 200 mg/dia. Carvão ativado. A mesma dosagem indicada para pacientes mais jovens pode ser utilizada em pacientes idosos. Depressão em idosos: dose máxima de 40 mg/dia. “sindrome serotoninérgica” tem sido relatada. até a dose máxima recomendada de sertralina que é de 200 mg/dia. Interações medicamentosas: O uso concomitante de SERENATA e álcool não é recomendado. Uma vez que a possibilidade de uma tentativa de suicídio é inerente à depressão e pode persistir até que uma remissão significativa ocorra. boca seca. TOC: 20 mg /dia. Interações medicamentosas: É improvável que o citalopram em doses terapêuticas iniba a metabolização de drogas mediada pelo citocromo P450. O uso de SERENATA em pacientes com doença hepática deve ser feito com cuidado. a dose pode ser subseqüentemente aumentada em incrementos de 50 mg/dia. pode ser tão ou mais eficaz do que emese ou lavagem e deve ser considerado no tratamento de superdose. Não foram encontradas interação farmacodinâmica nem farmacocinética quando o citalopram foi administrado simultaneamente com álcool. no tratamento dos sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual (STPM) e/ou transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM). Depressão e TOC: uma dose de 50 mg/dia.segmentofarma. Superdosagem: A experiência proveniente dos casos considerados como sendo provocados pelo citalopram em monoterapia mostrou o seguinte padrão: em doses abaixo de 600 mg. Raros casos de hiponatremia foram relatados e pareceram reversíveis quando SERENATA foi descontinuado. alucinações. o uso de ALCYTAM deverá ser interrompido. insônia. diálise. podendo-se adotar o tratamento contínuo (durante todo o ciclo menstrual) ou apenas durante a fase lútea do ciclo. fezes amolecidas. e pacientes com epilepsia controlada devem ser cuidadosamente monitorados. Os conceitos emitidos são de exclusiva responsabilidade de seus autores. selegilina em doses acima de 10 mg diários. Apresentações: Embalagens com 14 e 28 comprimidos de 20 mg. náuseas. Só pode ser vendido com retenção de receita. O início dos efeitos terapêuticos pode ocorrer dentro de 7 dias.0019 Apresentação: Embalagem com 20 comprimidos de 50 mg. transtornos do pânico com ou sem agorafobia e em transtorno obsessivo compulsivo. na avaliação do médico. podem ocorrer algumas horas depois. Transtorno do pânico em idosos: iniciar com 10 mg/dia.0525. devem começar com 50 mg/dia. O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO”. Caso o paciente entre na fase maníaca. Casos raros de alteração na função das plaquetas e/ou resultados clínicos laboratoriais anormais em pacientes utilizando sertralina foram relatados. Fenitoína: é recomendado que as concentrações plasmáticas de fenitoína sejam monitorizadas. o paciente deve ser advertido a respeito. USO ADULTO. no 1. sudorese aumentada. Existem informações sobre a excreção de citalopram no leite materno. Os efeitos mais comumente observados foram: náuseas. náusea. Uma vez que os medicamentos psicotrópicos podem interferir nas habilidades mentais ou físicas necessárias para a realização de tarefas potencialmente arriscadas como dirigir e operar máquinas.com. Indicações: Tratamento e prevenção de recaída ou recorrência da depressão. reações agressivas. mas estatisticamente significante. principalmente na forma dos complexos QRS alargados. “AO PERSISTIREM OS SINTOMAS. Warfarina: a co-administração de 200 mg diários de sertralina com warfarina resultou em um aumento pequeno.com.03. www. os benefícios superem os riscos. insônia. tremor. As doses de sertralina não precisam ser ajustadas com base no grau de insuficiência renal.0525. como tontura. cj. segmentofarma@segmentofarma. Hiponatremia tem sido relatada raramente com ISRSs. Transtorno do pânico e transtorno do stress pós-traumático (TSPT): iniciar com 25 mg/dia. tremor. Síndrome da tensão pré-menstrual (STPM) e transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM): o tratamento deve ser iniciado com 50 mg/dia. algumas vezes fatais.0525. transtorno obsessivo compulsivo (TOC). e ajustes apropriados na dose de fenitoína sejam realizados. SERENATA tem ampla margem de segurança em superdose. tontura. especialmente em idosos. sonolência. hemoperfusão e trocas transfusionais provavelmente não trarão benefícios. Transtorno do pânico: 10 mg na primeira semana. transtorno obsessivo compulsivo (TOC) em pacientes pediátricos. Se o tratamento concomitante com sertralina e sumatriptano for clinicamente justificado. sonolência. diarréia e distúrbio ejaculatório. Recomenda-se que se tenha cuidado no limite superior do intervalo de variação da dose do citalopram quando este for utilizado concomitantemente com altas doses de cimetidina. parestesia. de acordo com orientação médica. Alcytam c/ 28 cps. Superdose de SERENATA isoladamente em doses de até 6 g foram relatadas. Precauções e advertências: Não deve ser administrado junto com IMAOs. com exceção de selegilina em doses de até 10 mg por dia.0016. Reações adversas: Em geral são leves e transitórias. No caso de ausência de resposta clínica. transtorno do pânico. ansiedade e psicose. dose máxima de 40 mg/dia. apesar de uma diminuição apenas discreta do nível de consciência. As alterações nas doses devem ser realizadas com um intervalo mínimo de 1 semana. Convulsões são um risco potencial com o uso de medicamentos antidepressivos. sintomas leves de náuseas. devem começar com 25 mg/dia e aumentar para 50 mg/dia após 1 semana. não refletindo necessariamente a opinião da editora e do patrocinador. Portanto. os seguintes efeitos adversos têm sido raramente relatados e não podem ser distinguidos da história natural da doença de base: parestesia. dependendo da resposta individual do paciente. 412. Mulheres em idade fértil devem empregar métodos adequados de contracepção quando em tratamento com SERENATA. Pinheiros – 05421-001 – São Paulo. tremor. Precauções e Advertências: Casos de reações graves.