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‡ CAPS ± A Saúde Mental no Sistema Único de Saúde ‡ Os Centros de Atenção Psicossocial foram institucionalizados a partir da Portaria/SNAS Nº 224

, de 29 de janeiro de 1992, cujo objetivo definido pelo Ministério da Saúde é oferecer atendimento à população, realizar o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

- prestar atendimento clínico em regime de atenção diária, evitando as internações em hospitais psiquiátricos;acolher e atender as pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, procurando preservar e fortalecer os laços sociais do usuário em seu território; -promover a inserção social das pessoas com transtornos mentais por meio de ações intersetoriais; - regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental na sua área de atuação; - dar suporte a atenção à saúde mental na rede básica; - organizar a rede de atenção às pessoas com transtornos mentais nos municípios; - articular estrategicamente a rede e a política de saúde mental num determinado território - promover a reinserção social do indivíduo através do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços

REDES DE SAÚDE MENTAL ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Metamorfose Multicentralidade Fractalidade Vizinhança Solidariedade .

CAPS iA Residência Terapêutica Oficinas de geração de renda Ambulatórios de especialidades PSF escola CAPS III Hospital geral CAPS AD Hospital Psiquiátrico De volta pra casa PACS ONGs MP .

um lugar onde a vida acontece. Milton Santos ‡ território ± tem um caráter processual. O que é objeto de analise é o uso que se faz do território e não ele em si mesmo.. resultado do jogo de interesses entre diversos atores sociais. * Os serviços devem olhar para fora! . ‡ cidadania e território ± o valor do indivíduo depende. de construção e reconstrução. A fartura ou escassez de recursos econômicos e sociais do território e do indivíduo seriam determinantes na utilização da rede intersetorial.. porque indica a sua possibilidade de acesso ao sistema de bens e serviços da cidade. em larga escala.Território... *instrumentalizar o território ± realidade local é ponto de partida para o ³gerenciamento de casos´ na comunidade. do lugar onde ele está. concorrendo para o exercício diferenciado de cidadania.

. o lugar onde se vive junto. entretanto.. penso que o horizonte é a linha que deve fechar nossos territórios. é preciso selecionar UM território e tomar a si a responsabilidade de cuidar! . Como Roland Barthes.Território...

Desafios para cuidar no território ‡ 1º desafio ± Acessibilidade ao cuidado ‡ 2º desafio ± Sustentabilidade das ações ‡ 3º desafio ± Qualificação do cuidado .

benefício . SRTs SAMU ³De volta pra casa´ .1º desafio: garantir o acesso ao cuidado ‡ Expansão da rede : Atenção Básica CAPS.

2º desafio: Sustentabilidade ‡ Sustentação jurídica ± Legislações ‡ Financiamento ‡ Tecnologias de processo .

718/2003 .a alocação de pacientes na comunidade .substituição progressiva dos leitos psiquiátricos ‡ Lei Federal 10.216/ 2001 .Leis ‡ Lei Federal 10.

além dos repasses efetuados através de convênios. . Os dados de 2005 foram colhidos até novembro. são incluídos na composição dos gastos extra-hospitalares os repasses do Programa de Volta Para Casa. do Incentivo Inclusão Social.Composição de Gastos do MS com ações hospitalares e ações e programas extra-hospitalares em saúde mental Composição de Gastos % Gsto Ho ita re e S ú eMn l a s sp la s m a d e ta % Gsto xtra o ita re e S ú eMn l a s -h sp la s m a d e ta ol ta 1997 9 4 2001 9 54 4 2004 2005* 54 45 * A partir de 2005. do Incentivo Qualificação dos CAPS.

treinamentos » Seminários » Congressos .3º desafio: qualificação do cuidado ‡ Supervisão: » Programática » Clínico-institucional ‡ Capacitação: » Cursos.

articulada a melhor utilização dos recursos humanos e institucionais existentes nas equipes. . nos serviços e no território envolvido.Supervisão clínicoinstitucional ‡ A supervisão clínico-institucional é um instrumento de integração e qualificação das equipes que trabalham em serviços de saúde mental visando alcançar uma boa prática clínica.

Como se faz? ‡ Deve acontecer através da presença de um (a) supervisor (a) externo que acompanhe a equipe. durante duas horas. no mínimo para "trabalhar o trabalho" cotidiano das equipes. ou do exame de uma situação de crise. . numa espiral crescente de conhecimento e experiência compartida. em "encontros-instituintes" onde a partir da discussão de casos. ou ainda o debruçar-se sobre qualquer situação adversa ou não. possa se desenvolver uma cultura de compartilhamento e encontro de novas soluções para dilemas clínicos e/ou institucionais que. formará e informará a toda a rede que se estabelece na equipe. uma vez ao mês. por serem discutidos coletivamente.

é que se propõe uma reunião mensal com os supervisores. . sistematização e atrelamento a uma política de saúde mental que se desenvolve.Como instituir? ‡ Dado a ausência de experiências de um trabalho de supervisão de tal abrangência. com a intenção de desinstitucionalizar e criar chances de autonomia dos sujeitos num contexto de subordinação e pertencimento a projetos e programas de desenvolvimento humano para os que sofrem com transtornos mentais. "oficina de saberes" para cumprir a função de reflexão.

impessoal e pontual não deve nortear a política de cuidados da rede de serviços de saúde mental .O que a justifica? ‡ O privilégio dado a um atendimento baseado no modelo centrado na prescrição burocrática.

Supervisor / supervisão ‡ Saber operar em equipe é o exercício que um (a) supervisor (a) externo (a). favorecendo leituras que facilitem o grupo a trabalhar os conflitos. que possa agir como facilitador (a). é o objetivo maior da supervisão clínico-institucional numa equipe. tradutor (a) de sentimentos. catalizador (a). . crescendo com eles.

conflitos e sofrimentos experimentados em sua atuação profissional. sobre suas construções. ‡ Os supervisores convidados propõem uma abordagem que se centra na pessoa. . A evolução de estruturas e mudanças individuais e coletivas ‡ referem-se ao que é vivido nas equipes e serviços aos quais ela faz parte. Pretende-se que a discussão possibilite uma análise sobre as questões institucionais e os processos de mudança e sistematizeConhecimentos produzidos na equipe. mas que ao mesmo tempo são parte de si mesma. dificuldades.Oficina de saberes busca: ‡ Discutir a ligação entre o trabalho clínico/institucional no campo das instituições e das organizações e a elaboração de conceitos a partir do diálogo entre diferentes µteorias¶ é o que se buscará nesses encontros de supervisores.

a evolução de processos psíquicos (individual e coletivo) e mudança do sistema de organização a partir de novos valores instituintes. e.Instituição &Clínica ‡ A análise da instituição é um trabalho de elaboração. ao mesmo tempo. . um enquadre complexo e rigoroso. o qual demanda tempo.

visando à melhoria da qualidade das ações de promoção e tratamento. . dando a todos. e. ‡ Pretende-se criar um espírito de corpo que. tão presentes entre os que trabalham nos serviços. a potencialização da interação humana entre os sujeitos da equipe de cuidados dentro e fora das instituições. ‡ Cuidar dos cuidadores. frente à fragmentação e individualização. sadias ou enfermas. condições de melhor operar nas situações adversas que costumam povoar o cotidiano do trabalho com pessoas. habilitando-as para desenvolver o cuidado de pacientes e familiares no território. capacitar e desenvolver uma identidade coletiva nas equipes que trabalham nos CAPS. instituindo um ambiente saudável nos lugares de trabalho.Objetivos ‡ Monitorar.

instituindo-se projetos terapêuticos singulares para os pacientes e famílias.. adequando o aprendizado teórico-prático às condições de cuidado no território. através de supervisões e discussões de casos clínicos. enriquecendo aos dois grupos. ‡ Oferecer à equipe que trabalha nos CAPS. autonomia. projetos e dificuldades com o objetivo de elaboração conjunta de estratégias mais saudáveis de convivência. Discutir ações domiciliares necessárias aos seus itinerários terapêuticos. ‡ Acompanhar o trabalho realizado pelos técnicos nos CAPS. cidadania.Objetiva ainda. ‡ Exercitar o "gerenciamento de casos" na comunidade. e ainda. ‡ Possibilitar uma discussão e personalização dos casos.. um espaço de acolhida para suas angústias. explorando ações intersetoriais que potencializem o cuidado. o acompanhamento coletivo para a equipe. ³empoderando-as´. expandindo os muros da instituição para onde faça sentido acompanhar os usuários nos seus projetos de vida. .

.... mas..Despedindo. pensarmos iguais. desejar numa mesma direção faz a diferença! Obrigada! . Um atobá sozinho não faz verão.. Não precisamos ser iguais.