Diretrizes de Enfermagem Obstétrica
Diretrizes de Enfermagem Obstétrica
E N F E R M A G E M OBSTÉTRICA
PROF. ª MA. D A N I E L E
MENESES
POLITICAS DE
H UM A N I Z A Ç Ã O
Alguns dados...
A C A D A A N O A C O N T E C E M N O BRASIL CERCA DE 3 M I L H Õ E S DE
N A S C I M E N TO S , E N V O LV E N D O Q U A S E 6 M I L H Õ E S D E P E S S O A S , O U SEJA, A S
PA RT U R I E N T E S E O S S E U S F I L H O S O U FILHAS, C O M C E R C A D E 98% D E L E S
A C O N T E C E N D O E M E S TA B E L E C I M E N TO S H O S P I TA L A R E S , S E J A M P Ú B L I C O S
ENFERM AG EM OBSTÉTRICA
O U P R I VA D O S
parto; toda gestante tem direito à assistência ao parto e ao puerpério e que esta
seja realizada de forma humanizada e segura, de acordo com os princípios
gerais e condições estabelecidas na prática médica;
todo recém-nascido tem direito à assistência neonatal de forma humanizada e
segura.
Diretrizes Nacionais de Assistência ao
Parto Normal
E N F E R M A G E M OBSTÉTRICA
E N F E R M A G E M OBSTÉTRICA
ENFERM AG EM OBSTÉTRICA
Métodos e técnicas de indução do parto
ENFERM AG EM OBSTÉTRICA
E C ET O SE
DESIDRATAÇÃO
M P R O M E T IMENTO D O BE
M risco iminente para anestesia geral podem ingerir uma
MATERNA, C O
ESTAR FETA L, FR EQ UE N TE TRATAMENTO dieta leve.
G LI C O SA D A , PROBLEMAS
C O M SOLUÇ Ã O
À IN FU S Ã O EX C ESSIVA DE Os antagonistas H2 e antiácidos não devem ser
ASSOCIADOS
SORO GLICOSA D O , E SS ES E V E NTOS SÃO utilizados de rotina para mulheres de baixo risco para
U E N TE S Q U E O RISCO
BEM MA IS FR E Q
IR A Ç ÃO D O CONTE ÚDO
anestesia geral durante o trabalho de parto.
TEÓRICO D E A SP
GÁSTRIC O N A A N E S TE SIA GERAL As mulheres que receberem opióides ou apresentarem
fatores de risco que aumentem a chance de uma
anestesia geral devem receber antagonistas H2 ou
antiácidos.
C U I D A D O S G E R A I S C O M A PA RT U R I E N T E
Medidas de assepsia para o parto vaginal
OBSTÉTRICA
e uso de luvas únicas não necessariamente estéreis, são
apropriadas para reduzir a contaminação cruzada
entre as mulheres, crianças e profissionais.
E NF E R M AG E M
C U I D A D O S G E R A I S C O M A PA RT U R I E N T E
Avaliação do bem-estar fetal
25 A avaliação do bem-estar fetal em parturientes de
baixo risco deve ser realizada com ausculta
intermitente, em todos os
locais de parto:
Uti lizar estetoscópio de Pinard ou sonar Doppler:
-realizar a ausculta antes, durante e imediatamente
OBSTÉTRICA
após uma contração, por pelo menos 1 minuto e a
cada 30
minutos, registrando como uma taxa única;
- registrar acelerações e desacelerações se ouvidas;
-Palpar o pulso materno se alguma anormalidade for
E NF E R M AG E M
suspeitada para diferenciar os batimentos fetais e da
mãe.
Garantir à parturiente e a família privacidade durante o trabalho de parto e parto
(ambiente com luminosidade baixa, pouco ruídos estressores – momento mais intimo)
ENFERM AG EM OBSTÉTRICA
• ANTECEDENTES PESSOAIS;
• ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS.
EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO
• Palpação: altura
uterina,
• Inspeção: cabeça,
circunferência
pescoço, glândula
abdominal (90 a 92
mamária, abdômen,
cm em mulher não-
membros inferiores,
obesa), consistência
aparelho genital
uterina,
OBSTÉTRICA
externo.
regularidade da
superfície uterina.
E NF E R M AG E M
• O polo mais volumoso é o pélvico, esferoide de
• superfície
A região irregular,
dorsal apresenta-se
às vezes dá como uma assuperfície
pra sentir cristas
resistente
ilíacas comoeduas
contínua, (atentar para o lado), do outro
proeminências.
• Opercebe-se os membros.
polo cefálico Nesse tempo
tem a superfície vamos
regular, checar
tem duaso
sentidocaracterísticas:
regiões (dorso do bebe planoe =a fronte.
occipital sentido longitudinal;
dorso do bebê convexo = sentido transversal).
sentindo contrações
ritmadas, usar luva
estéril.
REVISÃO ANATOMIA
ENFERM G EM OBSTÉTRICA
REVISÃO ANATOMIA
ENFERM G EM OBSTÉTRICA
REVISÃO ANATOMIA
ENFERM G EM OBSTÉTRICA
MECANISMO DO PARTO
ESTUDAR
ESTÁTICA
FETAL
É O ESTUDO DA MECÂNICO DO
PARTO, NA MAIORIA DOS CASOS,
OBSTÉTRICA
E EM ESSÊNCIA, O DOS MOVIM
ENTOSQUE A CABEÇA DESCREVE,
SOB AÇÃO DAS CONTRAÇÕES
UTERINAS, A TRANSITAR PELO
DEFILADEIRO PELVIGENITAL. SÃO TRÊS TEMPOS DO
ENFERM G EM
MECANISMO DO PARTO:
1. INSINUAÇÃO;
2. DESCIDA
3. DESPRENDIMENTO
MECANISMO DO PARTO
DECREVAM OBJETIVAMENTE:
1. ATITUDE
OBSTÉTRICA
2. SITUAÇÃO
3. APRESENTAÇÃO
4. POSIÇÃO
5. NOMENCLATURA
ENFERM G EM
A. Fletida B. Bregma C. Fronte D. Face
MECANISMO DO PARTO
DECREVAM OBJETIVAMENTE:
1. ATITUDE
OBSTÉTRICA
2. SITUAÇÃO
3. APRESENTAÇÃO
4. POSIÇÃO
5. NOMENCLATURA
Usamos o critério de DeLee para expressar a altura:
Pontos deInclinação
referência materno:
da (1) púbis;
cabeça. (2) eminência
Sinclitismo
quantos centímetros acima do plano expressamos com
ENFERM G EM
íleopectínea
(A),(variedades esquerda
assinclitismo e direita
posterior (B) anterior);
e
sinal negativo (-3, -2, -1), abaixo com sinal positivo
(3) extremidades
anterior diâmetro transverso (variedade
(C).
(+1, +2, +3, +4, +5), e coincidente ao plano, 0.
esquerda e direita transversa); (4) articulação
sacroilíaca (variedades esquerda e direita posterior);
(5) sacro.
VOLTAMOS EM 15 MIN...
MECANISMOS DO PARTO
1. INSINUAÇÃO
É A PASSAGEM DE MAIOR
CIRCUNFERÊNCIA DA APRESENTAÇÃO
ATRAVÉS DO ANEL DO ESTREITO
SUPERIOR.
MECANISMOS DO PARTO
A DESCIDA SE PROCESSA DESDE O INÍCIO DO TP E SÓ
TERMINA COM A EXPULSÃO TOTAL DO FETO.
2. DESCIDA
ROAÇÃO INTERNA DA
INSINUAÇÃO DAS
CABEÇA
ESPÁDUAS
3. DESPRENDIMENTO
VOLTAMOS
DAQUI 1 HORA...
PERÍODOS CLÍNICOS DO PARTO
1. FASE DE DILATAÇÃO
INICIA-SE COM CONTRAÇÕES UTERINAS DOLOROSAS, QUE COMEÇAM A
MODIFICAR ATIVAMENTE A CÉRVICE, E TERMINA QUANDO A DILATAÇÃO
ESTÁ COMPLETA (10 CM)
PERÍODOS CLÍNICOS DO PARTO
1. FASE DE DILATAÇÃO
VA 5
1. FASE DE DILATAÇÃO
T I E
A D M
S E I R C
A T 9
F AR TÉ
P A
A M
pródromos
C
PERÍODO
EXPULSIVO
PERÍODOS CLÍNICOS DO PARTO
3. SECUNDAMENTO
AS CONTRAÇÕES UTERINAS E A AÇÃO
O SECUNDAMENTO DACONTA COM
GRAVIDADE 3 TEMPOS:A
CONDICIONAM
NO CANAL VAGINAL, A PLACENTA
MIGRAÇÃO DA PLACENTA,
• DESCOLAMENTO QUE SE NOVA SENSAÇÃO DE “PUXO”
PROVOCA
CUMPRE COM A MODALIDADEDETERMINANDO
DO ESFORÇOS
• DESCIDA DESCOLAMENTO ABDOMINAIS SEMELHANTES AO
SEGUNDO PERÍODO DO PARTO.
• EXPULSÃO OU DESPRENDIMENTO
PERÍODOS CLÍNICOS DO PARTO
4. QUARTO PERÍODO
PRIMEIRA HORA APÓS A SAÍDA DA
PLACENTA.
MIOTAMPONAGEM
TROMBOTAMPONAGEM
INDIFERENÇA UTERINA
PARTOGRAMA
INDICAÇÕES:
• A metanálise de estudos controlados da
ACOMPANHAR EVOLUÇÃO DO TP;
Cochrane mostrou que o uso
REGISTRARpartograma
O TP; melhora desfechos
obstétricos e reduz taxas de cesarianas
DIAGNÓSTICAR ALTERAÇÕES NO TP;
em países de baixa/média renda.
• O uso
INDICAR do partograma
A TOMADA DE éCONDUTAS;
recomendado
pelo Ministério da Saúde do Brasil e
EVITAR INTERVENÇÕES DESNECESSÁRIAS.
pela FEBRASGO.
PARTOGRAMA
A construção do partograma, algumas observações são necessárias, exigindo da equipe uma padronização
completa.
3. Realizam-se toques vaginais subseqüentes, a cada duas horas, respeitando em cada anotação o tempo
expresso no gráfico. Em cada toque deve-se avaliar a dilatação cervical, a altura da apresentação, a
variedade de posição e as condições da bolsa das águas e do líquido amniótico, quando a bolsa estiver
rota – por convenção, registra-se a dilatação cervical com um triângulo e a apresentação e respectiva
variedade de posição são representadas por uma circunferência.
4. O padrão das contrações uterinas e dos batimentos cardíacos fetais, a infusão de líquidos e drogas e o
uso de analgesia devem ser devidamente registrados.
5. A dilatação cervical inicial é marcada no ponto correspondente do gráfico, trocando-se na hora
imediatamente seguinte a linha de alerta e em paralelo, quatro horas após, assinala-se a linha de ação,
desde que a parturiente esteja na fase ativa do trabalho de parto (Phillpot & Castle, 1972).
Dilatação e descida
Verificar BCF
Contrações 10min/hora
PARTOGRAMA
1. Qual a frequência
cardíaca fetal nas
horas 2 e 7?
PARTOGRAMA
1. Após analisar o
partograma, qual
fase do TP a paciente
está?
2. É possível afirmar
que está acontecendo
alguma
anormalidade?
Literatura indicada
Prof.ª Ma. Daniele Meneses
danielecerqueira1@gmail.com
@doutoracuravida