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Aula Intemperismo

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INTEMPERISMO DE ROCHAS

Claudyanne Costa
Doutoranda em Agronomia-AT
1.Mas o que é Intemperismo?
Modificações

Química Física

Biológica

Ocasionam a desagregação e a
decomposição das rochas
Fatores que influenciam o Intemperismo

1. Clima (temperatura e chuvas);


2. Relevo (infiltração e drenagem da água);
3. Fauna e Flora (matéria orgânica e
remobilização de materiais);
4. Material de Origem (resistência ao
intemperismo) ;
5. Tempo (exposição aos agentes intempéricos)
Congelamento
Variação de
Físico Temperatura
Cristalização de
Sais

Intemperismo Químico Chuva

Biológico
INTEMPERISMO FÍSICO

Desagregação e Fragmentação da Rocha

resultam no rompimento de rochas em


blocos menores.

Nesse caso altera-se apenas a unidade física


da rochas e não a sua composição química.
INTEMPERISMO FÍSICO
DEFINIÇÃO: Desintegração de rochas e de partículas de
minerais em partículas menores por forças físicas como
aquecimento e resfriamento.

De acordo com os fatores atuantes, o


intemperismo físico pode ser subdividido em
TERMAL e MECÂNICO.
Intemperismo físico - TERMAL
 É um processo de desagregação em
função de VARIAÇÃO DE TEMPERATURA
nos corpos rochosos

expandem quando contraem quando


aquecidos (dia) resfriados (noite).

aquecimento e resfriamento tendem a levar a


fragmentação da rocha pelo enfraquecimento
de sua estrutura.
Intemperismo físico - TERMAL
 Fatores que influenciam:

 Composição mineralógica
Coeficiente diferenciado de dilatação dos minerais;

 Clima

áridos ou semi-áridos (fortes variações de temperatura)


Intemperismo físico - TERMAL

Fatores que influenciam:

● Cor
- Rochas mais escuras > aquecimento > desagregação
● Rochas de cor uniforme < suscetibilidade à
fragmentação
● Granulometria

- Rochas de granulação grossa: maior desagregação


- Rochas de grãos pequenos: menor desagregação
Regiões áridas
 A absorção do calor dos raios solares durante o
dia, eleva a temperatura das rochas para 60º a
70°C.

 À noite, a temperatura ambiente em muitos casos


pode cair até próxima de zero, com a produção de
uma pequena geada.

 Esses fenômenos causam nas rochas pequenas


fraturas que vão se alargando com o tempo e
acabam por desintegrar as rochas.
A cor da rocha influencia na absorção de calor, consequentemente
no intemperismo dos minerais
Na Caatinga (Bahia) foram observados os
seguintes dados:

Natureza 14 horas (dia) º C 5 horas (manhã) º C


Temperatura da
36 22
atmosfera
Temperatura do
Norito 63 26
(rocha preta)
Temperatura do
Gnaisse 55 23
(rocha clara)
Intemperismo físico- MECÂNICO

- Os fatores atuantes imprimem esforços


mecânicos às rochas levando a sua
fragmentação

Congelamento de água

Cristalização e crescimento de cristais


Intemperismo físico- MECÂNICO
 A) Congelamento de água
Consiste no congelamento da água inclusa em fraturas ou
fendas de rochas.
Regiões de clima
frio, onde a água
congela.

Ao se congelar a água aumenta o seu volume em cerca 9%


exercendo pressões sobre as paredes das rochas.
Intemperismo físico- MECÂNICO

Ação do gelo e degelo, levando à fragmentação as rochas


Intemperismo físico- MECÂNICO
 B) Cristalização e crescimento de cristais

Ocorre quando os sais (cloretos, carbonatos e sulfatos) são


solubilizados pela pouca água existente nas fendas das
rochas.

Ao se dar a evaporação os sais se precipitam, cristalizando-se


(aumenta de tamanho) exercendo uma certa pressão,
causando expansão das fissuras e fragmentação de rochas.

Esse processo se dá em condições de pouca água e evaporação


intensa, características de climas áridos e semi-áridos.
Intemperismo físico- MECÂNICO

B) Cristalização e crescimento de cristais

Esse tipo de fragmentação é um dos principais


problemas que afetam monumentos feitos com rocha.
Intemperismo físico- MECÂNICO
 C) Alívio de pressão
Intemperismo físico- MECÂNICO

 D) Ação das raízes


INTEMPERISMO QUÍMICO
 Compreende as fases de decomposição química dos minerais
primários das rochas e de síntese de minerais secundários.

 AGENTES: ÁGUA, OXIGÊNIO E CO2

 Reação que representa o intemperismo químico:

Mineral I + solução de alteração Mineral II + solução de lixiviação


INTEMPERISMO QUÍMICO
Envolve a ação separada ou simultânea de
vários processos químicos, a saber:

a) Oxidação;
b) Hidratação;
c) Hidrólise;
d) Carbonatação.
a) Oxidação (Fe+2 → Fe+3 + e-)

Consiste na mudança do estado de oxidação de um


elemento, normalmente por meio de reação com o
oxigênio.

http://www.geoturismobrasil.com/Material%20didatico/Intemperismo%20e%20eros%E3o.pdf
a) Oxidação

Essa reação produz a destruição da estrutura


cristalina do mineral, afetando comumente rochas
ferromagnesianas que são escuras (Olivina, anfibólio,
biotita, piroxênios), liberando óxido de ferro.

 Abaixo temos a oxidação da Olivina:

Fe2SiO4 + ½ O2 + 2H2O ➞ Fe2O3 + H4SiO4


(Olivina) (Hematita)
b) Hidratação
 É o processo mais comum no intemperismo

 Consiste na incorporação de água ao mineral

Fe2O3 + H2O ➞ 2FeO(OH)


(hematita ) ( goethita )

 Diz-se que tais rochas enferrujam na presença de


água já que a reação é acompanhada por mudança de
cor para amarelado
b) Hidratação

http://www.geoturismobrasil.com/Material%20didatico/Intemperismo%20e%20eros%E3o.pdf
b) Hidratação
Ex:

K Al Si3 O8 + H2O  Al2Si2O5(OH)4 + SiO2 + K


(K feldspato) água adsorvida K liberado
na estrutura
c) Hidrólise

 É uma reação química entre os íons H+ e OH- da água e


do íon mineral.

 A hidrólise se processa principalmente nos silicatos


complexos de Ca, Mg, K, Na, Al e Fe, conforme o
exemplo abaixo.

KAlSi3O8 + H+ + OH- ➞ H(AlSi3O8) + K+ + OH-


(K feldspato)

 Na superfície do mineral, os íons H+ substituem os íons


K+.
c) Hidrólise
O restante do mineral não é mais estável depois
dessa substituição, resultando na continuação de sua
decomposição hidrolítica.

2H(AlSi3O8) + 5H+ + 5OH- ➞ Al2Si2O5(OH)4 + 4H2SiO3


(caulinita)

Al2Si2O5(OH)4 + 5H+ + 5OH- ➞ 2Al(OH)3 + 2H4SiO4


(caulinita) (gibsita)
c) Hidrólise

Estrutura do mineral é rompida, liberando Si e Al


para a solução

Recombinação de Si e Al, neoformando minerais


secundários: argilas 2:1 ou 1:1 ou óxido de Al
(gibbsita)

Maior ou menor percolação de H2O


c) Hidrólise
c) Hidrólise
d) Carbonatação

Esse processo refere-se à dissolução de minerais


carbonatados em função de ácidos carbônicos,
resultante da acidificação da água pelo CO2.
CaCO3 + H+ + HCO3 ➞ Ca(HCO3)2
(calcita) (bicarbonato de Ca)

 O bicarbonato é cerca de 30 vezes mais solúvel em


água que a calcita, intensificando dessa forma a
dissolução dos calcários
Observações:

A taxa de mobilidade relativa dos principais


elementos químicos decresce na seguinte ordem
Ca > Na > Mg > K > Fe > Al > Si

 Por isso as rochas que estão se decompondo


tendem a perder principalmente os primeiros, e
mostram um relativo enriquecimento nas
proporções de óxidos de Fe , Al e Si.
Intemperismo físico-químico

Marmitamento

Buracos que aparecem no leito dos rios produzidos


pelas águas turbilhonares. logo após uma
cachoeira.

 As cavidades ou buracos de forma circular são


designadas de marmitas torrenciais
Intemperismo físico-químico

Intemperismo físico:
- A força da água batendo continuamente na rocha
produz uma energia sobre a rocha (Intemperismo
mecânico)

Intemperismo químico:
- A água hidrata as rochas provocando as reações
químicas sobre as mesmas
Intemperismo Biológico

É o intemperismo causados por organismos de uma


maneira geral e pode ser de natureza física e
química

a) Natureza física
- Pressão de raízes ocupando fendas de rochas
- Ação de animais escavadores (minhocas, formigas,
cupins, tatus etc)
Intemperismo Biológico

b) Natureza química

- Dissolução química das rochas por substâncias ácidas


produzidas pelos vegetais (raízes) e microrganismos
(enzimas) por meio de seus metabolismo.
Raízes e bactérias que penetram em fendas
causam reações químicas e físicas

Decomposição da rocha

Abertura da fenda
 Estágios Intemperismo químico e biológico sobre
uma rocha nua

1º Os microrganismos atua sobre a materia orgânica


formando húmus;

2º O húmus formados vai atuar como ácido orgânico


fraco favorecendo a decomposiçao de silicatos por
deslocamento de cátions destes;

3º Os nutrientes são liberados para o solo;

4º Instalação de vegetais
Ex: liquens (Fungo e algas)
Intemperismo químico-biológico
Intemperismo físico-biológico
Resistência de rochas ao Intemperismo

 São consideradas as seguintes caracteristicas:


Composição mineralógica

- Os minerais ferromagnesianos são mais


suscetíveis a alteração pelo intemperismo
 Olivina
 Piroxênios
 Anfibólios
 Biotita
OBS:

 A construção de subsolos de edifícios deve ser


realizada preferencialmente sobre rochas
sedimentares ou basaltos, porque as escavações
custam cinco vezes menos.

 Deve-se evitar, por motivos econômicos,


construí-los sobre granitos ou quartzitos.
Resistência de rochas ao Intemperismo

Cor
- Rochas ricas Em minerais máficos, são mais
escuras e menos resistentes ao intemperismo.
Ex: basalto

- Rochas ricas em SiO2 e minerais claros, são mais


resistentes ao intemperismo.
Ex: granito
Resistência de rochas ao Intemperismo
Textura
- Quanto mais grosseira a granulometria da rocha,
mais facilmente ela se intemperizará, pois haverá
maior infiltração de água
Ex:
- Arenito

Estrutura
- A presença de estruturas particulares tende a
facilitar o intemperismo, pois facilita a entrada de
água.
Ex: gnaisse (foliação), filito (xistosidade), rochas
sedimentares (estratificação)
Formação de Solos

- Do intemperismo das rochas origina-se um manto


material inconsolidado sobre o qual irão atuar
clima e organismos ao longo do tempo,
formando o Solo.

- Solos pouco intemperizados (jovens) mostram


minerais primários da rocha de origem.

- Solos bem intemperizados mostram minerais


secundários (argila, óxidos de Fe e Al)
Relação importante para se avaliar o grau
de intemperismo do solo.
Relação molecular SiO2 / Al2O3 – Relação Ki

 Quanto menor o valor desse índice apresentado


pelo solo mais adiantado o estágio de
intemperização dos constituintes minerais

 O valor 2,0 equivale a composição da caulinita,


enquanto que 2,2 representa o limite superior
reconhecido para os Latossolos.
 Valores de Ki acima de 3,0 representa um
baixo grau de intemperismo do solo com
presença de minerais primários.

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