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Realismo: Movimento Literário e Social

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REALISMO

Prof. Emerson Fontinele


 O realismo foi um movimento literário e artístico que
teve início em meados do século XIX, na França.
 Como o próprio nome sugere, essa manifestação
cultural significou um olhar mais realista e objetivo
sobre a existência e as relações humanas, surgindo
como oposição ao romantismo e sua visão
idealizada da vida.
 Os romances que inauguraram o Realismo na Europa e
no Brasil são, respectivamente, Madame Bovary, de
Gustave Flaubert, e Memórias póstumas de Brás Cubas,
de Machado de Assis. Em oposição ao Romantismo, os
autores realistas buscaram representar o mundo sob
uma ótima mais racional, objetiva e impessoal.
Contexto histórico
 O Realismo reflete as profundas transformações econômicas,
políticas, sociais e culturais da Segunda metade do século XIX.
 A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, entra numa nova
fase, caracterizada pela utilização do aço, do petróleo e da
eletricidade; ao mesmo tempo o avanço científico leva a novas
descobertas nos campos da Física e da Química.
 O capitalismo se estrutura em moldes modernos, com o
surgimento de grandes complexos industriais; por outro lado, a
massa operária urbana avoluma-se, formando uma população
marginalizada que não partilha dos benefícios gerados pelo
progresso industrial mas, pelo contrário, é explorada e sujeita a
condições subumanas de trabalho.
 É nesse contexto socio-político-científico que surgem o Realismo,
o Naturalismo e o Parnasianismo. A alteração do quadro social e
cultural exigia dos escritores outra forma de abordar a realidade:
menos idealizada do que a romântica e mais objetiva, crítica e
participante.
CORRENTES FILÓSICAS E
CIENTÍFICAS
 O POSITIVISMO, de Augusto Comte;
 PESSIMISMO, de Schopenhauer;
 A PSICANÁLISE, de freud;
 A NEGAÇÃO DA DIVINDADE DE CRISTO E
DA EXISTÊNCIA DE DEUS (Nietzsche);
 DETERMINISMO (Hipólito Taine): história/
raça / meio
CARACTEÍSTICAS
LITERÁRIAS
 Objetividade: Opondo-se ao excesso de
subjetividade presente nas obras românticas,
cheias de idealizações.
 Correção e clareza de linguagem: uso da
linguagem direta e objetiva era fundamental
para manter o ideal de representar a realidade
verdadeiramente.
 Contenção emocional: Ainda vislumbrando o
ideal da objetividade, não era interessante para
os autores realistas apresentarem obras com
 Lentidão na narrativa: Para além de contar um
enredo, as narrativas realistas também buscavam
construir análises – muitas vezes, inclusive, utilizando
métodos científicos – da sociedade contada nas
histórias
 Impessoalidade do narrador: Principalmente no
Realismo europeu, é também uma das estratégias
utilizadas pelos autores o uso do narrador em terceira
pessoa.
 Engajamento social e político;
 Retrato fiel da sociedade (em todas as suas
camadas);
 Críticas às instituições sociais (Igreja, Casamento,
Família, Burguesia, etc.).
 Críticas às classes dominantes, à hipocrisia
e aos costumes da nova burguesia;
 Aceitação e descrição da realidade tal
como ela é;
 Ideais teóricos, usando as ciências exatas
como referência;
 Abordagem psicológica das personagens;
 Correção e clareza na linguagem;
 Narrativa lenta e reflexiva.
Cottage scene, Pierre
Edouard Frère (1867)

As respigadeiras, Jean
François Millet (1857)
“Outrora uma novela romântica, em lugar de estudar o
homem, inventava-o. Hoje o romance estuda-o na sua
realidade social. [...] Desde que se descobriu que a lei
que rege os corpos brutos é a mesma que rege os seres
vivos [...] que a lei que rege os movimentos dos mundos
não difere da lei que rege as paixões humanas, o
romance, em lugar de imaginar, tinha simplesmente de
observar. [...] A arte tornou-se o estudo dos fenômenos
vivos e não a idealização das imaginações inatas.”

Eça de Queirós. Idealismo e realismo. In: Cartas inéditas de Fradique Mendes.


Apud: SIMÕES, J. G.: Eça de Quirós – trechos escolhidos. Rio de Janeiro, Agir,
1968.
Romantismo Realismo
 Sentimentalismo doentio  Observação impessoal

 Linguagem culta, em estilo poético  Linguagem culta, mas direta

 Supremacia da imaginação  Supremacia da verdade física

 Espiritualismo, religiosidade  Materialismo, espírito científico

 Subjetivismo / Individualismo  Objetivismo / Universalismo

 Narrativa de ação e aventura  Narrativa lenta, tempo


psicológico
 Heróis íntegros, de caráter  Gente comum, vulgar
irrepreensível

 O mundo é como eu vejo  O mundo é como ele é


“Era uma expressão fria,
pausada, inflexível, que
jaspeava sua beleza,
dando-lhe quase a “Era esbelta, airosa, olhos
meigos e submissos; tinha
gelidez da estátua. Mas
vinte e cinco anos e p
no lampejo de seus arecia não passar de
grandes olhos pardos dezenove. [...] e da parte
brilhavam as irradiações da mulher para com o
da inteligência”. marido, uns modos que
transcendia o respeito e
confinavam na resignação
e no temor”.
PRINCIPAIS AUTORES –
EUROPA
 Gustave Flaubert, Madame Bovary
 Eça de Queirós, Primo Basílio,

O Crime do Padre Amaro


PRINCIPAIS AUTORES/OBRAS –
BRASIL
MACHADO DE ASSIS
 é considerado um dos mais importantes escritores da literatura
brasileira.
 Sua obra marca a inovação do romance e apresenta técnicas
apuradas de conto e crônica. Nasceu no Rio de Janeiro, mulato de
origem humilde, atuou como funcionário público.
 Trabalhou também como tipógrafo e revisor em uma editora e
começou a publicar seus escritos no periódico Correio Mercantil.
 Atuou como jornalista, crítico literário, crítico teatral, poeta,
teatrólogo, cronista, romancista e contista.
 Foi a sua obra, Memória Póstumas de Brás Cubas, publicada em
1881, que marco o início do Realismo no Brasil.
Resumo da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas
 A obra tem início com a declaração da morte de Brás Cubas,
cujo narrador e protagonista relata suas memórias após ter sido
vítima de pneumonia.
 Pertencente a uma família abastada do século XIX, Brás Cubas
narra primeiramente sua morte e enterro onde apareceram
onze amigos.
 Por conseguinte, ele relata diversos momentos de sua vida,
desde eventos da sua infância, adolescência e fase adulta.
 Ainda no início da obra ele revela suas expectativas com o
“emplastro”, um medicamento que contém grande potencial de
cura.
 Durante sua infância, Brás Cubas comenta sua relação com seu
escravo, o negrinho Prudêncio. Como um menino aristocrata,
pertencente à classe alta, Brás Cubas esboça a relação que
tinha com o garoto desde suas brincadeiras e caprichos.
Aluísio Azevedo
 Nascido em São Luís do Maranhão, Aluísio de
Azevedo tinha como passatempo a pintura,
enquanto trabalhava no comércio. Como
funcionário do Itamaraty atuou na Espanha,
Inglaterra, Argentina e Japão.
 Sua obra, O Mulato, publicada em 1881, é
considerada a marca do Naturalismo no Brasil,
embora o romance também seja enquadrado no
movimento Realismo.
 Publicou, ainda, O Cortiço, em 1890, obra que, da
mesma forma, também é considerada realista.
 O Cortiço é um romance escrito por Aluísio
Azevedo que tem como cenário e
personagem principal uma habitação
coletiva de pessoas pobres. O autor conta
sobre a rotina e as relações dos personagens que
nela vivem, explicando seus comportamentos a
partir das influências do meio-ambiente, da raça e
do contexto histórico.
 O Mulato é uma obra com forte crítica social. Por
meio de seus personagens estereotipados, Aluísio
de Azevedo aborda temas como o preconceito
racial, a escravidão, a hipocrisia do clero e
ainda o provincianismo.
Raul Pompéia
 Natural de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, Raul
Pompéia estudou Direito e atou em movimentos
abolicionistas e republicados.
 Trabalhou no jornal Gazeta de Notícias onde publicou
a novela As Joias da Coroa. Publicou ainda Uma
Tragédia no Amazonas (1880) e Canções sem Metro
(1881).
 Sua mais importante obra é, contudo, O Ateneu,
publicada em 1888. Narrado em primeira pessoa, o
romance autobiográfico o consagra como escritor.
Raul Pompeia suicida-se na noite de Natal, em 1895.
 O ATENEU - Sérgio é o narrador e
protagonista que revela suas
experiências quando era interno do
colégio Ateneu. A obra é dividida em
12 capítulos. Uma de suas principais
características é a descrição física e
psicológica. A linguagem é
rebuscada e utiliza de muitas
figuras de linguagem: comparação,
metáforas, hipérboles.

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