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1 Tratamento de Fraturas (2)

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Tratamento de Fraturas.

Princípios: - não ser nocivo; - basear o tratamento em um diagnóstico e prognóstico acurados; - cooperar com as leis da natureza; - selecionar o tratamento com objetivos específicos; - ser realista e prático; - selecionar o tratamento para o paciente como um individuo. (ou seja, não posso pegar todos os tratamentos e colocar para todos os pacientes). Indicação de imobilização -imobilizar provisoriamente uma fratura ainda não reduzida. Ex.: fratura de antebraço que ainda vai se submeter a redução cruenta ou incruenta). imobilizar uma fratura reduzida; (provisoriamente – tem uma fratura, o paciente vai esperar a redução. E após a redução também, para manter a redução que eu obtive). -imobilizar o seguimento após o trauma. Ex.: entorse no joelho ou cotovelo. - imobilizar o seguimento em um processo infeccioso. Ex.: bio artrite de joelho ou de qualquer outra articulação e dói muito, faz-se o tratamento cirúrgico, imobiliza no pos-operatorio porque qualquer movimento em lugar com infecção dói demais. - manter correções de deformidades. Ex.: deformidade de joelho, bloqueio de extensão ou flexão. Não pode deixar muito tempo imobilizado. - após cirurgia. Ex.: transposição tendinosa, imobiliza ate cicatrizar. (Deformidade no cotovelo, bloqueio de extensão/flexão. Corrijo esse bloqueio e imobilizo por uns dias, não posso deixar muito tempo se não nem a fisioterapia recupera. Tem que ter mobilização precoce. Então, eu corrigi uma deformidade, o paciente tem uma fratura do rádio viciosamente consolidada, eu fui lá corrijo essa deformidade, mantenho essa imobilização. - Após cirurgia: eu operei, fiz uma transposição tendinosa, eu tenho que imobilizar até cicatrizar esse tendão e começar a movimentar. Se eu liberar para movimentar logo, isso vai romper. - Mas tem alguns que eu não posso. Por exemplo, operar o joelho, se ficar imobilizado muito tempo, já era). Tipos de imobilizações

Ela tem o nome de onde ela começa e de onde ela termina para evitar aumento de volume, edema, garroteamento. A imobilização tem que incluir uma articulação abaixo e acima da fratura ou do trauma. Ex. quebra o antebraço tem que envolver punho e cotovelo, fazendo uma luva tem que ter movimento de pronosupinação, a exceção é a fratura da clavícula). 1. goteira gessada, calha ou tala gessada: suropodálica, inguino-podálica. (imobilizações provisórias. Áxilo-palmar. Ou braquio-palmar. Antebráquio-palmar. Suro-podálica. Curopodálica. 2. colete ou colar de Schanz: para traumas leves da região cervical e torcicolo. (Você pode improvisar fazendo de algodão e atadura, ou papelão). 3. minerva: trauma da coluna cervical e dorsal alta. (essa é a imobilização da coluna cervical. Não dá pra tratar com colar de Schanz). Hoje é pouco utilizada. Trauma grave da coluna cervical e dorsal é cirúrgico. Pode também usar o colar de Filadelfia. 4. halogesso: fraturas estáveis ou após estabilização cirúrgica. (para dar mais estabilidade). 5. colete de Putti: traumas da coluna dorsal baixa e lombar. (gessado ou de plástico). Muito utilizado nas fraturas estáveis. 6. Velpeau: traumas escapulo-umeral—após redução de luxações, fraturas do colo, clavícula, omoplata e após cirurgias. (paciente teve trauma no ombro, luxação gleno-umeral. Faço a redução e posso colocar o velpeau. Hoje, está aprovado que as partes moles não cicatrizam, sendo desnecessários aqueles 21 dias. Tenho que suturar essas partes moles. Em idoso não pode, porque pode dar ombro congelado. Fraturas da escápula, após cirurgia do ombro). É mais preferível em criança que em adulto. A dipoia canadense é mais indicada no adulto. 7. Velpeau com malha: traumas no ombro (entorse, fraturas de clavícula- crianças). (pega uma malha tubular. Para entorses do ombro, fratura de clavícula, colo do úmero em criança. Esse pode ser trocado pela tipóia canadense, faz o mesmo efeito). 8. enfaixamento clavicular em 8: fraturas da clavícula. (fratura de clavícula. Ou você coloca uma tipóia tipo canadense ou você opera. Você se limita a não usar muito esse tipo de imobilização, só em fratura de clavícula em adulto, que fica cavalgado. E em criança, só uma tipóia.)

Nas fraturas dos ossos da perna estáveis. vai dar garroteamento da musculatura. por causa do índice de artrofibrose – que aumenta em torno de 75% quando eu pego o camarada que é atleta de final de semana e opero logo o joelho dele. antebraço. Vocês vêem que o tem que colocar o gesso em todo o membro. (Quando eu pego esse gesso e incluo o primeiro dedo. suropodálico: patologias do pé e tornozelo. 10. imobilizo por 5 dias – PRICE – retiro.úlceras de pressão. (hoje só utilizado nas fraturas da tíbia. hoje não se utiliza mais a cintura pélvica). levam o escafóide ao movimento. pode utilizar o sarmento. . 13. E se o paciente teve um trauma. E não se imobiliza mais. Isso não era bom. ele vai pisar.trombose venosa local.) 15. imobilizo com hemipelvicopodálico ou pelvipodálico. porque as instáveis são cirúrgicas). No adulto é aconselhável tratamento cirúrgico. Se eu sofri uma entorse de joelho. 16. vai perder a redução. tenho que imobilizar uma articulação acima e uma articulação abaixo para evitar pronosupinação. a melhor imobilização para o joelho é um par de muletas. só utiliza esse gesso na fratura da criança. Então. Só opera logo o atleta de elite. se usava em fratura cominutiva do úmero. cirúrgico. fraturas do radio distal. Você não pode imobilizar o dedo reto. deixa a articulação dura). antebraquiopalmar: traumas no punho e ossos do carpo. 11. (fraturas do tornozelo e do pé. O paciente ficava 2 meses na tração. dentro do hospital e depois ficava mais 2 meses com esse gesso. (pode ser feita com a parte externa do esparadrapo. E se tiver uma fratura. o joelho e o quadril duros. Se for uma fratura do antebraço. Se eu não bloquear. Ou botava o hemipelvico ou o pélvico. aquela capa. o paciente faz pronosupinação. A finalidade desse gesso. mexe o escafóide e a estrutura não consolida). Então. Incluindo sempre o dedo vizinho.aderências intra-articularesm Tratamento cirúrgico . Se eu colocar só um antebráquio-palmar. . Tem que manter em flexão. Evita a rotação do joelho mas ele permite a flexoextensão. aparelho gessado sarmento: fratura dos ossos da perna. tala digital: trauma nas falanges e lesão do aparelho extensor. Uma atrofia muscular e uma atrofia óssea. Se utilizava em fratura do antebraço em criança. O pós-operatório é gelo e mobilização. Eu tenho que imobilizar SEMPRE uma articulação acima do trauma. o antebraço vai doer.) 14. a fratura ficava encurtada. braquiopalmar pendente: traumas do úmero cominutidas e antebraço em crianças. (evita a rotação mas permite flexoextensão. 12. Então. Se for atleta de final de semana. Complicações: (então. quando ele mexe o dedão. Vai dar edema e isso forma um garrote). Quando tiver coragem e não sentir mais dor. (fraturas do fêmur na criança. braquiopalmar ou axilo-palmar: traumas no cotovelo e antebraço. faz-se uma retração na cicatrização. Muito utilizado em fratura dos ossos da perna.contratura muscular e capsular. Usa no dedo em martelo – lesão do tendão extensor.atrofia de desuso do músculo e do osso. Só tem indicação de imobilizar dedo reto. inguinomaleolar: trauma no joelho (não se usa mais. CINTURA PELVICA (Calção gessado): (fratura do anel pélvico. Quando se está preocupado com a movimentação precoce do joelho. o próprio peso do gesso vai alinhar a fratura. tem que bloquear o primeiro dedo – abdutor longo e o extensor curto. Era utilizada pós-trauma de joelho.9. se você levar um corte no dedo nesse sentindo. Se você não colocar. . Hoje. (fraturas da falange. (é um gesso com uma argola que a tipóia passa por dentro dessa argola [SEMPRE DO TERÇO MEDIAL PARA DISTAL]. e uma abaixo). As fraturas do joelho não! Opera-se + movimentação precoce. o gesso leva a tudo isso. o ideal é operar no 3º mês. Para cicatrizar a parede extensora). fraturas de base do metacarpo. (região do braço até a mão. O tratamento é cirúrgico – na maioria das vezes – ou é conservador – repouso no leito. escama de peixe: fraturas das falanges e interfalanges do pé. Se levar conservador. movimentar logo). eu estou tratando a fratura do escafóide.inguinopodálico: joelho e perna. hemipelvicopodálico: patologias das articulações coxo-femoral e fêmur (fraturas)— somente em criança. 17. e vai pisar em base do platô. Qualquer trauma no cotovelo. inclui os dois – lateral e medial). . pode pisar. . Se é no 3º dedo. e vou exercitar. Então. Ou se for atleta de elite com lesão ligamentar. 18. Colocava-se essa argola a nível do foco de fratura para manter o equilíbrio). E movimentação a vontade.

transferência de tendão . Também em tornozelo. . luxações congênitas.recuperar movimentos. Na síndrome do túnel do carpo.) . Ainda está em estudo a prótese de tornozelo). . ele não consegue pisar com esse pé. após uma pioartrite). (trocar.tenorrafia (exemplo: lesão no tendão de Aquilles). Tem que fazer três: 1) qual a via de acesso? 2) opero logo ou posso esperar? Se for uma fratura de tornozelo tenho que operar logo.alongamento (paciente que nasce com encurtamento congênito do tendão de Aquilles. em que só troca a cabeça do fêmur e a total. fica na ponta do pé). fraturas de pequeno desvio. Lava bem e depois você faz a redução). . tira o tumor e descomprime o nervo). é a prótese de quadril. na gestação – por alteração hormonal -. . Em fratura de fêmur distal com . (passam 4 tendões flexores superficiais e 4 profundos. e ela vai alinhar. diminuir. Exemplo: 60kg  6kg. passa o abdutor longo e o extensor curto. você libera esse tendão do túnel A3). . redução Cruenta (com bisturi. Não opera quando não se sabe operar.tenodese (fazer com que o tendão bloqueie uma articulação). Fecha a mão e engatou o dedo.neurólise: liberar o nervo.lesão de partes moles (coloca a tração na pele para ela não retrair e não dificultar o fechamento depois nesse coto). . menisco rompido.enxerto de nervo . Corrigindo a deformidade. Paciente que tem um tumor que está comprimindo o nervo. NÃO DÁ PARA FAZER EM CRIANÇA GORDINHA. você vai lá e abre o túnel extensor. (abertura). Então. Usada para alinhar fratura. Pessoas que movimentam muito a mão digitando.alinhar fratura. Pessoal da digitação.artroscopia (olhar). mas às vezes ela penetra no túnel do carpo. fratura de todos os metatarsos. Nervos: -neurorrafia sutura do nervo (pode usar cola de fibrina para fazer a rafia desse nervo). então ele fica comprimindo. lesão de parte mole dever ser diminuída.: artrite reumatoide . As fraturas têm que ser operadas logo.pósoperatório em amputações. O flexor do primeiro dedo e o nervo mediano. não pode esperar. 2. Articulações: -artrotomia: tira-se pus da articulação. Em algumas pessoas. Quando você não tem material adequado para aquela cirurgia.: na fratura da tíbia.1.artrocentese: tira-se sangue (punção. 3. . não vai improvisar). diminuir mobilidade do foco. A prótese de melhor resultado.reduzir luxações. pre-operatorio de luxação traumática. Ex. . . Existem fraturas do joelho. Tem a parcial. corrigir. Ou o dedo em gatilho. incisão) (aquela que é aberta – os objetivos delas são idênticos.artrodese: fundi a articulação (unir. De ombro não dá bom resultado.enxerto de tendões . a artéria interóssea – porque ela termina antes do carpo. redução Incruenta (manipulador) (faço manipulação.tenonotomia (cortar o tendão – utilizado muito em paralisia cerebral). É o famoso “pegador” – ele sabe onde ele está pegando. pus. 4.reduzir fraturas. você tem que abrir todo o túnel do carpo.corrigir deformidades.fratura de fêmur . pessoas com artrite reumatóide. b) transesquelética .osteossíntese: quando vai fixar uma fratura na outra.osteotomia (quebrar o osso. reduzo. Tendões: são lesões espontâneas . não posso esperar.usa de 7 até 10% de peso do corpo. faz transposição do nervo cubital para região anterior para evitar compressão). fraturas de fêmur em crianças até 4 anos. do platô que pode conservar – dependendo do desvio e do afundamento.alivio da dor.artoplastia: substitui a articulação lesada. Muito comum. . eu faço uma osteotomia e fixo.melhorar a função e a capacidade. tem uma pioratrite. articulações. . Doença de DEKERVEIN(?) Tenosinovite de dekervein (?) – primeiro túnel extensor. boto no lugar. Sai verde. . . Ex. . . pós-operatória de pioartrite. Fusão de L5 e S1.tenólise (liberação do tendão. Uma fratura que consolidou torta. corrigir retrações. .prevenir e/ou corrigir deformidades Métodos cirúrgicos 1. E na criança não pode passar de 3kg senão arranca. após a gestação – aquelas que amamentam a criança no seio -. De joelho. 3) quando não operar? Risco/beneficio.neurectomia: secciona o nervo para ele não funcionar mais (faz-se em paralisia cerebral). .transposição do nervo (utilizado muito em Mal de Hansen. Esse túnel vai comprimir o nervo.tração contínua: a) percutanea: . Ossos . . fundir. . 2. .

transporte ósseo: quando há retirada de tumor de célula gigante. . Se for na mulher. tíbia proximal. drene a secreção purulenta que tem dentro). evita tirar da ponta por causa da cintura.alongamento: quebra um pedaço do osso para onde quer que ele cresça. (o melhor lugar de enxerto é do ilíaco. que vai cair. osteomielite: fura esse osso para drenar essa secreção.epifisiodese (criança. sangra. e se não danifica o periósteo ele tende a crescer. tira da parte interna do ilíaco. tira um pedaço. teve um trauma grave que danificou a físe. cureta.: fratura exposta com perda óssea. Esse joelho vai crescer torto. (tirar o osso morto.sequestrectomia: quando o osso ta branco--retira-se o osso. . não pode danificar o periósteo). você tira e isso vai sangrar. que é o osso esponjoso. Isso é um alongamento ósseo com transposição.enxerto ósseo: o melhor local de retirada é a asa do ilíaco. Fratura de fêmur proximal). . Faz-se a fixação da fise para não crescer mais.fixação com placa-parafuso. Pode ser retirado também da fíbula. Quando você corta. . . não tem mais. Paciente tem uma osteomielite e esse osso está morto. usa-se a fíbula proximal como enxerto. parar deixar a asa do ilíaco). . tira o seqüestro). Então. Ex. . Você fura.curetagem óssea: quando tem uma infecção ou pseudoartrose com osso dentro do canal. depois alonga).

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