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apostila completa-metrologia

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  • CAPÍTULO 1
  • MEDIR
  • 1. Introdução
  • 2. Definição de Metrologia, Medição e Indicação
  • 3. Erros em Medições
  • 4. Processos de Medição
  • 5. O Resultado da Medição
  • 6. A Linguagem da Metrologia
  • 7. Exercícios de Fixação
  • 8. Referências Bibliográficas
  • INSTUTITO NACIONAL DE METROLOGIA – INMETRO. Portaria Inmetro 029
  • CAPÍTULO 2
  • SISTEMAS DE UNIDADES DE MEDIDAS
  • 2. Análise Dimensional
  • Grandeza física Unidade (SI) Símbolo (SI)
  • 3. Ordem de Grandeza
  • Prefixo Potência de dez Símbolo
  • 4. Sistema Métrico x Sistema Inglês
  • 5. Conversão de Unidades
  • 6. Conversão de Unidades dentro do Sistema Internacional
  • 7. Algarismos Significativos e Notação Científica
  • 8. Exercícios de Fixação
  • 9. Referência Bibliográficas
  • CAPÍTULO 3
  • MEDIDAS E INTRODUÇÃO À TEORIA DE ERROS
  • 1. Como se Representa um Resultado Experimental?
  • 2. Classificação das Medidas
  • 3. Noções sobre Teoria Estatística de Erros
  • 3.1 Classificação dos Erros
  • 3.2 Variáveis Estatísticas
  • 3.2.1 Uma única medida (incerteza)
  • 3.2.2 Para várias medidas
  • 4. Estatística de Dados em Metrologia
  • 4.1 Média
  • 4.2 Desvio Absoluto
  • 4.3 Desvio Absoluto Médio
  • 4.4 Desvios Padrão
  • 4.5 Desvios Padrão da Média
  • 5. Exercício
  • 6. Referência Bibliográfica
  • CAPÍTULO 4
  • MEDIDAS DE INCERTEZAS
  • 1. Paquímetro
  • 1.1 Definição
  • 1.2 Identificação dos Componentes do Paquímetro
  • 1.3. Posicionamento Correto para Medição do Paquímetro Leitura de Valores
  • Medidos
  • 1.4 Sensibilidade do Paquímetro
  • 2. Micrômetro
  • 2.1 Definição
  • 2.2 Identificação dos componentes do micrômetro
  • 2.3 Sensibilidade e Posicionamento do Paquímetro
  • 2.4 Leitura de Valores Medidos com o Micrômetro
  • 3. Régua
  • 4. Prática Experimental
  • 5. Referências Bibliográficas
  • CAPÍTULO 5
  • Medição Angular
  • 1 Unidades de Medição Angular
  • 2 Sistema Sexagesimal
  • 3 Sistema Centesimal
  • 4.1 Ângulo reto
  • 4.2 Ângulo agudo
  • 4.3 Ângulo obtuso
  • 4.4 Ângulo raso
  • 4.5 Ângulos Complementares e Suplementares
  • 4.5.1 Ângulos complementares
  • 4.5.2 Ângulos suplementares
  • Observação:
  • 5 Soma dos Ângulos Internos dos Triângulos
  • 6. Exercícios de Fixação
  • 7. Referência Bibliográfica
  • SENAI/CST – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM
  • INDUSTRIAL/COMPANHIA SIDERÚRGIA DE TUBARÃO. Programa de
  • CAPÍTULO 6
  • Goniômetro
  • 1. Definição
  • 2. Tipos e Usos
  • 3. Divisão Angular
  • 4. Leitura do Goniômetro
  • 5. Utilização do Nônio

CAPÍTULO 1 MEDIR

1. Introdução Há milhares de anos, quando o Homem intensificou a vida em grupo, a necessidade de estabelecer a comunicação interpessoal levou ao desenvolvimento das primeiras formas de linguagem. Com a evolução das primeiras sociedades, a capacidade de contar, isto é, de descrever alguns fatos por meio de números, foi sendo, aos poucos, desenvolvida. A contagem de animais, os membros das famílias, armas e alimentos (Figura 1) são alguns exemplos. Com o passar do tempo, o contínuo aprimoramento tornou a vida em sociedade mais sofisticada. A descrição de certas quantidades apenas por números tornou-se insuficiente para algumas necessidades cotidianas. Era necessário acrescentar um elemento adicional aos números para descrever de forma mais clara e precisa certas quantidades. O número dos passos que caracterizam uma distância, o número de sacas que correspondem a uma certa produção de cereais ou o número de barris de vinho (Figura 2) são alguns exemplos de unidades que passaram a ser usadas com os números para deixar a comunicação e as transações comerciais mais claras. Foram essas as primeiras medições rudimentares.

Figura 1 – Algumas formas de realizar contagens.
1

Figura 2 – Contagens de unidades para sua quantificação.

Certamente, o desenvolvimento do comércio interno e entre grupos e tribos vizinhas fortaleceu a necessidade de estabelecer um processo de medição mais elaborado e aceito pelas partes envolvidas. À medida que as civilizações floresceram, as técnicas e unidades de medição foram sendo aperfeiçoadas para satisfazer as demandas de cada época. Inicialmente, medições baseadas em partes da anatomia humana como jarda, pé e polegada, por exemplo (Figura 3), se mostraram suficientes para medir comprimentos e volumes, porém instáveis e confusos por questões comerciais entre as civilizações. Com o desenvolvimento tecnológico, unidades de medição mais estáveis e bens definidas mostraram-se necessárias.

Figura 3 – Medições feitas com base das partes anatômicas do ser humano.

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Para que transações comerciais possam ser efetuadas de forma justa e pacífica, é necessário descrever as quantidades envolvidas em termos de uma base comum, isto é, de unidades de medição conhecidas e aceitas pelas partes envolvidas. O volume de petróleo, a massa de grãos ou minérios, o volume de produto contido em uma embalagem são exemplos. O percentual de enxofre no petróleo, os teores de umidade dos grãos, o teor de pureza do minério ou a composição química do produto embalado são exemplos de outras quantidades que influenciam transações comerciais. É muito importante que quem vende e quem compra saibam, claramente, com que e com quanto estão lidando. Na era da globalização, produtos devem ser projetados para funcionar além das fronteiras dos países. Mecanismos de precisão produzidos na Suíça devem ser integrados a um periférico de computador montado na China que comporá um sistema alemão para medição de peças produzidas por uma companhia de aviação americana. As partes devem se encaixar precisamente para que funções do componente, do mecanismo e do produto sejam cumpridas com a qualidade necessária. Não há mais espaço para o artesão que, com paciência e habilidade manual, consegue ajustar individualmente peças de forma magistral. Peças são hoje produzidas para encaixaremse umas com as outras da forma prevista pelo projetista, sem exceções. Essa garantia é possível graças à adoção internacional de um sistema de metrologia maduro e estável. Hoje, em plena era na nanotecnologia, é possível reproduzir o metro com incertezas de apenas 10-11 m, isto é, 0,00000000001 m. Embora esse seja um número fantástico, esse limite não é absoluto. O desenvolvimento da metrologia foi, é e sempre será impulsionado pela evolução tecnológica. É possível esperar grandes avanços para os próximos anos que, fatalmente, trarão os limites da metrologia para níveis ainda mais formidáveis.

2. Definição de Metrologia, Medição e Indicação O que é “medir”? Medir é o procedimento experimental pelo qual o valor momentâneo de uma grandeza física (mensurando) é determinado como um múltiplo

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A grandeza física que está sendo medida recebe o nome de mensurando. em 1883. fica claro que palavras e impressões não são suficientes para descrever de forma clara um fenômeno ou um processo. Para exprimir quantitativamente uma grandeza física. Um paquímetro. afirmou. A partir dessa afirmação. Segundo o Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM). em quaisquer campos da ciência ou tecnologia. um voltímetro portátil são exemplos 4 . Só assim as medições assumem caráter universal. a medição é o conjunto de operações que tem por objetivo determinar um valor de uma grandeza. qualquer que seja a incerteza. De tudo o que está descrito até aqui é o que denominamos de Metrologia. que é definido como a grandeza específica submetida à medição. é necessário medi-lo. ambas as expressões são utilizadas para designar o dispositivo usado para realizar medições. É fundamental que a unidade utilizada seja muito bem definida e amplamente reconhecida internacionalmente. Medir é uma forma clara e objetiva de descrever o mundo. Lord Kelvin. cientista britânico. Por sua vez. a área de um terreno e a altura de um edifício são alguns exemplos de mensurandos. estabelecida por um padrão e reconhecida internacionalmente. que “o conhecimento amplo e satisfatório sobre um processo ou um fenômeno somente existirá quando for possível medi-lo e expressá-lo por meio de números”. que abrange todos os aspectos técnicos e práticos relativos às medições.e/ou uma fração de uma unidade. um termômetro. Na Metrologia. normalmente encapsulados em um único conjunto fisicamente individualizado. o comprimento de um certo muro. a expressão instrumento de medição tem sido reservada para denominar sistemas de medição de pequeno porte. é necessário compará-la com uma unidade e determinar o número de vezes que essa unidade está contida na grandeza avaliada. A operação de medição é realizada por um dispositivo denominado instrumento de medição ou sistema de medição. a Metrologia é a ciência da medição. O tempo que velocista percorre os 100 m rasos. a pressão da caldeira. Neste texto. Assim. o mensurando é o objeto da medição. É necessário expressá-lo de modo quantitativo.

Já o termo sistema de medição tem sido aqui preferido para descrever.5 mm. neste caso o comprimento da peça retangular. A escala graduada é o instrumento de medição que. permite determinar que cerca de 28. Sendo cada unidade equivalente a um milímetro. podendo ou não ser apresentada na unidade do mensurando. incluindo desde os instrumentos de medição mais simples até aqueles compostos por vários módulos interligados.de instrumentos de medição. mas nem sempre isso acontece por conta de diferentes sistemas de medição. Entre os exemplos de 5 . a sua definição se dá pelo valor de uma grandeza fornecido por um sistema de medição. Para entender sobre indicação. Uma outra forma de saber a indicação de uma medida é por meio de indicação direta. qualquer meio de medição. Por definição. Na Figura 4. como as máquinas de ensaios de tração de materiais e as máquinas por coordenadas. Normalmente. a indicação é expressa na mesma unidade do mensurando. quando aplicado sobre o mensurando. de forma mais abrangente. Figura 4 – Medição de um comprimento de uma peça retangular. tem-se um exemplo da mensuração do comprimento de uma peça retangular. obtém-se dessa medição a indicação de 28.5 unidades da escala estão contidas dentro do mensurando. cujo assunto será discutido mais adiante. a indicação direta é o número mostrado pelo sistema de medição.

Há casos mais complexos de conversão nos quais deve ser feita por meio de equações matemáticas não-lineares. podendo ser analógicos ou digitais. A conversão da indicação direta em indicação pode envolver constantes multiplicativas.instrumentos que realizam este tipo de medida são os voltímetros. etc. Para realizar uma medição perfeita sem erros. 6 . termômetros. constantes aditivas ou ambas. Erros em Medições Podem-se ter erros em medições? A resposta é bem simples. seriam necessários: . (Figura 5). de tabelas ou mesmo de gráficos. Nas Figuras 4 e 5.um sistema de medição perfeito. a indicação e a indicação direta coincidem. 3. porém objetiva e com justificativas: sim! Por quê? Porque é impossível medir sem cometer erros de medição em qualquer grandeza física. Figura 5 – Instrumentos de medidas usados para indicação direta de valores de grandezas físicas. velocímetros. manômetros.

umidade do ar excessiva e pressão atmosférica são exemplos de fatores que podem. a grandeza física não possui um valor muito bem definido ou estável. incluindo o procedimento de medição e a técnica de utilização do sistema de medição empregada. nenhuma dessas quatro condições costuma acontecer isoladamente. Mesmo que disponha de um sistema de medição perfeito. propriedades elétricas. o sistema de medição sempre gera erros. também são fatores que podem afetar o resultado da medição.. perfeitamente definido e estável. podem causar erros de medição. As leis e princípios físicos que regem o funcionamento de alguns sistemas de medição nem sempre são perfeitamente lineares. . Na prática. A existência de desgaste e a deterioração de partes agravam ainda mais essa condição. Em parte dos casos. em maior ou menor grau. Aspectos tecnológicos fazem com que qualquer sistema de medição construído resulte em imperfeições: suas dimensões. Perturbações externas. ópticas. como as condições ambientais. não correspondem exatamente aos ideais.. como uma análise simplista poderia supor. afetar o desempenho do sistema de medição e mesmo modificar o mensurando. A ação do operador. Vibrações mecânicas. verifica-se 7 . a ação dos esforços de corte.uma grandeza física que tivesse um valor único. Apenas cilindros matematicamente ideais apresentariam valor único para o seu diâmetro. Portanto. pneumáticas. variações de temperatura.um ambiente controlado e perfeitamente estável. campos eletromagnéticos. muito menos simultaneamente. etc. material. Características da máquina que produz o cilindro. Não há sistemas de medição perfeitos. Cilindros reais não. . alterando diretamente a indicação do sistema de medição ou agindo sobre a grandeza física (mensurando). entre as quais a qualidade das guias. forma geométrica.um operador perfeito. as características do material e da ferramenta empregados afastam a forma geométrica real obtida do cilindro da ideal.

sendo constituído por: . . em diferentes posições angulares de uma mesma seção transversal ou em diferentes seções transversais. . Processos de Medição Processo de medição é o conjunto de métodos e meios que são empregados para efetuar uma medição. a maneira de aplicar o sistema de medição sobre o mensurando fazem parte do processo de medição. O sistema de medição utilizado e os acessórios e padrões envolvidos são parte dos meios de medição. A Metrologia não nega a existência do erro de medição. por fim.sistema de medição. o número de vezes e as posições em que as medições são repetidas e. 8 .operador. As condições ambientais e a presença de outras grandezas de influência e demais particularidades devem ser controladas para que o processo de medição esteja bem definido.que diferentes medições do diâmetro. A ação combinada desses diferentes efeitos afasta a resposta de um sistema de medição da ideal. A maneira de preparar o mensurando para a medição. o tempo que deve ser esperado antes de a medição ser efetuada. . levam a distintas indicações. As condições em que o processo de medição é efetuado devem estar perfeitamente claras para que ele possa ser repetido nas mesmas condições sempre que necessário. Os erros de medição são inevitáveis. ainda.procedimentos de medição utilizados. obter informações confiáveis. 4. a presença dos erros de medição não impede que informações confiáveis sejam obtidas sobre a grandeza física. mas aponta para caminhos que possibilitam conviver e delimitar a ação dos erros e. .condições em que as medições são efetuadas. Embora indesejável.grandeza física (mensurando).

Para entender o resultado de uma medição. o trabalho de medição não se encerra com a obtenção da indicação. basta a aplicação do sistema de medição sobre o mensurando para produzir um número: a indicação. Figura 6 – Resultado da medição com a faixa de valores de incerteza. A incerteza de medição é a parcela de dúvidas associada à medição. Porém. O resultado-base é a estimativa do valor da grandeza física que. há erros de medição. mais se aproxima do seu valor verdadeiro. É sempre uma faixa de valores (Figura 6). o que dá origem à faixa de valores dentro da qual o valor verdadeiro do mensurando é esperado. O resultado da medição não é um número. O Resultado da Medição O resultado da medição é a faixa de valores dentro da qual deve estar o valor verdadeiro da grandeza física (mensurando). correspondendo a metade do comprimento da faixa simétrica e está centrada em torno do resultado-base. É necessário considerá-los. correspondendo à posição central do resultado da medição. Os erros de medição sempre deixam uma parcela de dúvidas que permite determinar apenas aproximadamente o valor da grandeza física. compensar o que for possível e apresentar a faixa de dúvidas ainda remanescente no resultado da medição. que exprime a faixa de dúvidas associada à medição. como indicam a Figura 6. Em toda a medição efetuada.5. Ele é calculado a partir da indicação ou da média de várias indicações à qual pode ser aplicada uma correção. O resultado da edição é composto de duas parcelas: o resultado-base (RB) e a incerteza de medição (IM). 9 . acredita-se.

Como o valor verdadeiro da grandeza física é normalmente desconhecido. técnicas e mecanismos envolvidos em um processo de medição são fundamentais para que o resultado-base e a incerteza de medição possam ser corretamente determinados. centrada em torno do resultdo-base. não há uma forma mágica de verificar se o resultado da medição está correto. é possível estimar. 6. que não pode ser tendencioso e deve estar perfeitamente convicto do trabalho que faz ao medir e transmitir o resultado da medição para terceiros. A honestidade é uma qualidade indispensável a um metrologista. Contudo. por sua vez. onde se espera encontrar o valor verdadeiro da grandeza física e é calculada a partir de vários componentes da incerteza. Uma mistura de termos técnicos. Define o tamanho da faixa. A Linguagem da Metrologia A passagem bíblica da Torre de Babel é um exemplo extremo das conseqüências trágicas que a falta de uma linguagem comum traz para um grupo de pessoas que precisam interagir. A incerteza da medição está relacionada à dúvida presente no resultado da medição. princípios. como em qualquer outra atividade humana. O conhecimento dos fenômenos. normalmente por métodos estatísticos que. O bom senso. ambas as palavras são sinônimas.Quanto à relação entre incerteza e dúvida. como precisão. A linguagem usada na Metrologia até há alguns anos não causava um efeito muito diferente. A correta determinação do resultado da medição está baseada nos três princípios básicos da Metrologia: conhecimento. empregando as técnicas e procedimentos apropriados. honestidade e bom senso. 10 . com considerável segurança. deve estar sempre presente. Decorre da ação combinada dos vários componentes de erro que agem sobre o processo de medição. o resultado de uma medição. serão discutidos em outra oportunidade. mantendo o metrologista atento a efeitos inesperados e continuamente crítico em cada etapa do processo.

de 10 de março de 1995. era usada de forma confusa para designar conceitos não muito bem definidos e interpretados de forma distinta. Esse vocabulário é muito bem aceito em termos mundiais. 4 – Descreva dois exemplos em que medições são usadas na pesquisa tecnológica. por que é importante que a unidade de medição seja amplamente reconhecida? 2 – Com suas próprias palavras. como o Bureal Internacional de Pesos e Medidas (BIPM). resultou na compilação de um vocabulário internacional de termos em Metrologia.acuracidade. Um grande esforço internacional foi feito visando a uniformizar os termos utilizados na Metrologia. Uma grande discussão envolvendo organizações internacionais. defina o que é mensurando. 7. que estabelece o Vocabulário de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia. 5 – Cite quatro fatores que podem dar origem a erros de medição. aferição e muitos outros. em vigor desde então. Para que conceitos e resultados sejam expressos de maneira clara. é necessário utilizar uma linguagem que não deixe dúvidas. a clareza é uma virtude importantíssima na Metrologia. para controlar. Exercícios de Fixação 1 – Na sua opinião. Foi traduzido para o português e oficializado no Brasil pela Portaria do Instituto Nacional de Metrologia (INMETRO) Nº 29. 3 – Identifique no seu dia a dia três exemplos de medições que são utilizados para monitorar e três exemplos. 6 – Como são denominadas as duas parcelas que compõem o resultado da medição? O que elas representam? 7 – Qual o nome do documento que regulamenta a linguagem da metrologia no Brasil? 11 . Por sua vez.

A. 1 Medir. Jr. DF. Pp.8. 12 . 75 P. 1:15. 2000. A. 2ª Edição. 2008. Portaria Inmetro 029 de 1955 – Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia – VIM. SP. INSTUTITO NACIONAL DE METROLOGIA – INMETRO.SENAI/DN. Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial.. Brasília. Editora Manole.. São Paulo. DE SOUZA. Referências Bibliográficas ALBERTAZZI G. R.

como mostra a Tabela 1. Portanto. 2. Em análise dimensional. vamos ressaltar alguns conhecimentos básicos sobre medidas e unidades usadas a fim de serem selecionadas. isto é. conhecido pela sigla SI. 13 . verificação e resolução de equações que relacionam as grandezas físicas garantindo sua integridade e homogeneidade. A análise dimensional tem sua grande utilidade na previsão.75 m. uma dona de casa vai ao supermercado e compra 250 g de margarina. Introdução As unidades de diversas medidas estão presentes do nosso dia-a-dia. as medidas desempenham um papel muito importante. No Sistema Internacional de Unidades. Exemplos: um motorista pede 30 l de gasolina para encher o tanque do seu carro.CAPÍTULO 2 SISTEMAS DE UNIDADES DE MEDIDAS 1. tratam-se das dimensões como grandezas algébricas. são utilizadas sete grandezas fundamentais. apenas somam-se ou subtraem-se grandezas nas equações quando elas possuem a mesma dimensão. Na Metrologia. você mede sua altura e obtém um valor de 1. Análise Dimensional A análise dimensional é a área da Física que se interessa pelas unidades de medidas das grandezas físicas. Este procedimento auxilia a minimizar a necessidade de memorização das equações.

simplificação na hora de desenvolver cálculos para transformação de múltiplos (ou submúltiplos) de uma unidade em outra. As grandezas físicas. são propriedades observáveis que podem ser expressas em termos quantitativos. por definição. Figura 1 – Ligação dos pontos A e B por uma corda de 30 m de comprimento. O valor numérico de uma grandeza observada depende da unidade. 14 . pode-se corresponder que a corda tem a sua extensão 30 vezes maior do que um objeto cujo comprimento foi definido como tendo 1 m.Tabela 1 – Grandezas fundamentais do Sistema Internacional (SI) Grandeza física comprimento massa tempo corrente elétrica temperatura quantidade de matéria Intensidade luminosa Unidade (SI) metro quilograma segundo ampère kelvin mol candela Símbolo (SI) m kg s A K mol cd Vantagens do uso do Sistema de Unidades aplicação de tabelas que devem ser usadas para obtenção de dados. isto é. Ao mencionar isto. do padrão de referência adotado. definição das grandezas que são derivadas através das equações. Um exemplo disso é a distância entre dois pontos fixos A e B por uma corda que tem 30 m de comprimento (Figura 1). devendo obedecer a princípios automáticos comuns dos números.

15 . etc. A dimensão pode ser dividida em dois grupos: * grandezas fundamentais: são aquelas que estabecelem escalas arbitrárias dadas na Tabela 1.O conceito de dimensão indica as grandezas básicas e os re3spectivos expoentes que formam a grandeza derivada. isto é. pois a vírgula decimal percorre quatro casas decimais para a direita a fim de chegar ao número 3. * grandezas derivadas: são aquelas cujas dimensões são expressas em termos fundamentais. Ordem de Grandeza Usa-se a expressão ordem de grandeza de um número para designar a potência de dez que lhe é mais próxima. 1. quando o sinal é positivo no expoente de base 10. 80 está mais próximo de 100 que de 10. a ordem de grandeza de 0. 3. Por outro lado. a vírgula decimal terá andado n casas decimais para a direita. O que vai determinar a ordem de grandeza de um número é a vírgula decimal. aceleração. Exemplos para estas grandezas: força.5 x 100. A Tabela 2 apresenta o uso de prefixos usados para potências de dez designados nas ordens de grandeza. e sua ordem de grandeza. Para facilitar o entendimento. massa específica. no caso o 100. Assim.00032 é 10-4. área. velocidade.5 está mais próximo de 1 que de 10. a ordem de grandeza de 1. é 102. Caso o sinal for negativo ao expoente de base 10. que é o primeiro número diferente de zero. volume. pressão. diz-se que a vírgula decimal terá andado n casas decimais para a esquerda.

além de algumas unidades de grandezas do SI. com múltiplos e submúltiplos. Prefixo exa peta tera giga mega kilo hecto deca deci centi mili micro nano pico fento atto Potência de dez 10 18 10 15 10 12 10 9 10 6 10 3 10 2 10 1 10 -1 10 -2 10 -3 10 -6 10 -9 10 -12 10 -15 10 -18 Símbolo E P T G M k h da d c m µ n p f a Seguem-se vários exemplos de emprego de múltiplos de dez e seus prefixos.Tabela 2 – Prefixos para potências de dez. Comprimento 1 nanômetro = 1 nm = 1 x 10-9 m (usada para projeção óptica) 1 micrômetro = 1 µm = 1 x 10-6 m (usada comumente em Biologia) 1 milímetro = 1mm = 1 x 10-3 m 1 centímetro = 1 cm = 1 x 10-2 m 16 .

1 quilômetro = 1 km = 1 x 103 m Massa 1 micrograma = 1 µg = 1 x 10-6 g = 1 x 10-9 kg 1 miligrama = 1 mg = 1 x 10-3 g = 1 x 10-6 kg 1 grama = 1 g = 1 x 10-3 kg Tempo 1 nanosegundo = 1 ns = 1 x 10-9 s (também conhecido como bilionésimo de segundo) 1 microsegundo = 1 µs = 1 x 10-6 s (também conhecido como milionésimo de segundo) 1 milisegundo = 1 ms = 1 x 10-3 s (também conhecido como milésimo de segundo) 1 centisegundo = 1 cs = 1 x 10-2 s (também conhecido como centésimo de segundo)

4. Sistema Métrico x Sistema Inglês Como vimos no Capítulo 1, a anatomia humana era a referência para realização de uma série de medidas com vistas comerciais. Vários países monárquicos europeus adotavam suas unidades de medidas, tendo como referência as partes anatômicas de seus respectivos reis e rainhas: jarda, pé, polegada, etc (Figura 2), ocasionando dificuldades de transação entre eles. Outra inconveniência sobre as unidades era que as relações entre as derivadas não eram decimais (exemplo: 1 jarda = 3 pés = 36 polegadas), causando confusão em cálculos matemáticos com elas.

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Figura 2 – Unidades de comprimento usadas antigamente (antes do surgimento do sistema métrico decimal), a partir das partes anatômicas de um rei, como 1 jarda (A), 1 polegada (B) e 1 pé (C). Ainda em alguns países da língua inglesa (veja no final deste item), estas unidades são usadas.

Em 1795, na França, foi proposta a idéia de fixar unidades rigorosamente definidas a fim de serem adotadas universalmente: o Sistema Métrico Decimal. Nela (como é proposto no seu nome), as unidades foram escolhidas guardando relações decimais entre si. Como caráter universal do sistema proposto, o metro é a unidade básica de comprimento e foi definida a partir da distância entre o Equador e Pólo Norte da Terra (Figura 3).

Figura 3 – O metro foi definido como unidade básica de comprimento sendo, portanto, dado como a décima milionésima parte da distância entre a Linha do Equador e o Pólo Norte da Terra (o que corresponde a quarta parte do meridiano terrestre, que é de 40 000 km).

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A princípio, o novo sistema proposto enfrentou resistência da população francesa porque estava habituada com as unidades antigas, embora que este sistema foi uma das contribuições importantes para as conquistas obtidas durante o período da Revolução (1789-1798). Com a ascensão do Imperador Napoleão Bonaparte, o Sistema Métrico Decimal passou a ser obrigatório dentro do currículo das escolas em toda a França. Somente a partir de 1875 foi realizada, em Paris, a Convenção do Metro, com a participação de 18 países mais importantes da época, assumindo o compromisso de adotar o sistema métrico. Porém, nem todos concordaram com o novo sistema, como foi o caso da Inglaterra (que nem chegou a participar do evento), por motivos políticos, econômicos, culturais, etc. Por este motivo, os países de língua inglesa (Inglaterra, Estados Unidos, por exemplo) ainda usam as unidades antigas que, hoje, conhecemos como Sistema Inglês. No sistema inglês, em função do dimensionamento das unidades não apresentarem valores numéricos inteiros, são usadas frações para compensar tais valores. Exemplo: comprimento de uma barra é de 1 ½” = 1.5 ” (uma polegada e meia, ou uma polegada mais meia polegada, e o símbolo para a polegada é o dupla aspas ”). Hoje, o sistema internacional é aceito universalmente, inclusive nos países de língua inglesa que, em função da atual conjuntura da globalização, a sua adoção vem sendo apresentada à população, pois, na área científica e coemrcial, seu uso já é generalizado.

5. Conversão de Unidades As unidades do sistema inglês são atualmente definidas oficialmente em termos das unidades do SI da seguinte forma: Comprimento 1 pé = 12 polegadas = 30, 48 cm = 304,8 mm (símbolos para pé e polegada: ft e in, respectivamente) 1 polegada = 2,54 cm = 25,4 mm
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54 km/h 1 ft/s (1 pé por segundo) = 30.7 lb/in2 = 2 117 lb/ft2 Velocidade 1 mph (1 milha por hora) = 1.48 cm/s 6.85 Pa Nota: do SI para o sistema inglês: 1 atm (1 atmosfera) = 1.013 x 105 Pa = 14.609 km = 1 609 m 1 (1 jarda) = 0.609 km/h = 0.45 N 1 lb/in2 (uma libra por polegada ao quadrado) = 6 891 Pa 1 lb/ft2 (uma libra por pé ao quadrado) = 47. Conversão de Unidades dentro do Sistema Internacional Tempo [Unidade de referência – segundo (s)] 1 h (hora) = 60 min (minutos) = 3 600 s (segundos) 1 min (minuto) = 60 s (segundos) 1 dia = 24 h (horas) = 1 440 min (minutos) = 86 400 s (segundos) 20 .4536 kg Força 1 lbf (uma libra-força) = 4.914 m (símbolo para jarda: yd) Massa 1lb (1 libra) = 0.1 milha = 5 280 pés = 1.447 m/s 1 mpm (1 milha por minuto) = 60 mph = 96.

001 g = 1 x 10-3 g 1 µg = 0.000001 g = 1 x 10-6 g Volume [Unidade de referência – litro (l)] 1 kl = 1 000 l = 1 x 103 l = 1 m 3 1 hl = 100 l = 1 x 102 l 1 dal = 10 l = 1 x 10 l 21 .01 g = 1 x 10-2 g 1 mg = 0.1 m = 1 x 10-1 m 1 cm = 0.001 m = 1 x 10-3 m 1 µm = 0.01 m = 1 x 10-2 m 1 mm = 0.Distância [Unidade de referência – metro (m)] 1 km = 1 000 m = 1 x 103 m 1 hm = 100 m = 1 x 102 m 1 dam = 10 m = 1 x 10 m 1 dm = 0.000001 m = 1 x 10-6 m Massa [Unidade de referência – grama (g)] 1 kg = 1 000 g = 1 x 103 g 1 hg = 100 g = 1 x 102 g 1 dag = 10 g = 1 x 10 g 1 dg = 0.1 g = 1 x 10-1 g 1 cg = 0.

seria incorreto escrever a velocidade da luz dessa forma: c = 3. mas o metrologista deve ser capaz de fazer estes cálculos a mão. A distância da Terra ao Sol é. é claro que o número de algarismos significativos é três. a totalidade deles não é significativa! Em vez de escrevê-lo assim.997925 x 108 m/s. 149 000 000 000 m = 1. Algarismos Significativos e Notação Científica Em cálculos com números muito grandes ou muito pequenos.000001 g = 1 x 10-6 l 7. quando necessário. Um exemplo disso é a energia cinética (Ec) correspondente à massa de um elétron (mé).01 l = 1 x 10-2 l 1 ml = 0.1 l = 1 x 10-1 l 1 cl = 0. nos poupam o incômodo trabalho de adicionar expoentes. Com maior precisão. 22 . Certamente. igual a 149 000 000 000 m. deve-ser notar que o valor da velocidade da luz c tem três algarismos significativos (3. Muitas calculadoras de bolso usam a notação científica e.49 x 1011 m. as considerações sobre algarismos significativos são muito simplificadas pelo uso da notação em potência de dez. cuja expressão matemática elaborada por Albert Einstein é conhecida mundialmente como Ec = mé x c2. às vezes chamadas de notação científica. mas escrever o número desta forma não dá indicação a respeito do número de algarismos significativos.11 x 10-31 kg e 3.000 x 108 m/s. A propósito. mesmo que dois deles sejam zero.00). aproximadamente.1 dl = 0. portanto. move-se a vírgula decimal onze casas à esquerda e multiplica-se por 1011.001 l = 1 x 10-3 l 1 µg = 0.00 x 108 m/s. portanto. Considerações semelhantes são aplicáveis quando números muito grandes ou muito pequenos têm de ser multiplicados ou divididos. c é igual a 2. respectivamente. Desta forma. onde c é a velocidade da luz. Os números apropriados para mé e c são 9. isto é.

e vice-versa. os seguintes números: a) 157 000 b) 0. c) força de 3 Pa para lbf.4 dam em m c) 5 cm em mm d) 10 mm em m e) 2 h em min f) 900 min em h g) 45 min em s h) 78 kg em g i) 5 mg em g j) 50 g em cg k) 1 ml em l l) 7 kl em l m) 36 l em ml 3 – Converta as unidades do sistema inglês para o sistema internacional. b) velocidade de 135 mph para km/h.6 f) 1 574.0000038 c) 290 x 10 6 d) 0.8.40 g) 12. a) massa de 10 lb para quilogramas.008 x 10 –2 e) 254.5 x 10 –4 2 – Converta as seguintes unidades do sistema internacional: a) 1 km em m b) 25. Exercícios de Fixação 1 – Escreva. 23 . em notação científica.

(E) 4.2 * 10 3. (C) m. km. mm. (B) 4. m. µm.0 * 10 2. cm.4 – (FASP) Uma partida normal de futebol é disputada em 90 minutos.25 * 10 5. (B) 3. (C) 10 3 kg. (E) 10 5 kg.0 * 10 3. (E) 7. mm. cm. Qual é o seu comprimento em metros? (A) 4.0 * 10 3. m. (D) 10 4 kg. em 1960. O estádio do Morumbi. mm. 28 mil. µm. cm. µm. já recebeu cerca de 30 milhões de torcedores desde sua abertura. qual é a ordem de grandeza do total de minutos de futebol já jogados no Morumbi? 5 – (FCMSC-SP) Uma estrada mede 425 km de comprimento. (C) 4. 24 . expresso em segundos. km.25 * 10 3. aproximadamente. em ordem decrescente. A média de torcedores por partida é de. µm. em São Paulo. (D) 6. cm. as unidades de comprimento apresentadas? (A) km. (B) 10 2 kg.25 * 10 4. (D) km. 6 – (FCMSC-SP) Em qual das opções abaixo se colocam corretamente. o intervalo de tempo de duas aulas seguidas. você diria que é da ordem de: (A) 10 kg. (D) 4.25 * 10 2. m. mm. Então. (B) km. cm. é: (A) 3. (E) mm. µm. 8 – (USF-SP) Avaliando a ordem de grandeza da massa de um automóvel. (C) 3.6 * 10 3. 7 – (Unifor-CE) Considerando-se que cada aula dura 50 minutos.25 * 10 6. m.

São Paulo. L. Editora Saraiva. então. K.98 x 1024 kg.. FUKE. F. B. SP. usando a notação em potências de dez e o número correto de algarismos significativos. FísicaNet – O Canal de Física na Internei. s. 12ª Edição Reformulada. A. YAMAMOTO. 3.9 – (FUVEST-SP) Um pedaço de papel tem massa de 0. de 20 linhas cada. 1982. Link: http://www. obtendo-se 0. escreve-se uma linha neste papel. Pp.et al. F. poderão ser escritas com uma caneta de 2 g de carga? 10 – A massa da Terra é de 5.net. Física – Volume Único. RJ. E. Compialdo em Fev. Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda. Pp.. PRÄSS. MÁXIMO.. 2ª Edição. Física para Ciências Biológicas e Biomédicas. Os Alicerces da Física – 1 Mecânica. nova medida. Com uma caneta esferográfica.2785 g. T. 461:462.d.38 x 106 m. 5. 7:8. OKUNO. Editora Scipione.2789 g. SP. et al. 473. C. SEARS. Realiza-se. 25 . Referência Bibliográficas ALVARENGA./2008 (com adaptações). SP. 1983. A. SHIGEKIYO. Rio de Janeiro. 9.fisica. 1997. e o seu raio é 6. Editora Harba Ltda. Física 1 – Mecânica de Partícula e dos Corpos Rígidos. Quantas folhas de papel. Calcular a densidade da Terra.

Como obter tais quantidades é o que veremos a seguir. Quando efetuamos uma medida ou várias medidas (nas mesmas condições. de uma forma ou de outra. o erro de que está afetada. Exemplos: altura (a leitura é feita diretamente na trena). * Medida Direta: É a medida (leitura) obtida diretamente do instrumento de medida. o valor dessa grandeza deve ser expresso pela relação: x = ( x ± σ x ) unidade (Eq. 26 . Basta medirmos uma única vez. de uma mesma grandeza).CAPÍTULO 3 MEDIDAS E INTRODUÇÃO À TEORIA DE ERROS 1. chamada de incerteza para uma única medida. Nesta categoria ainda temos: ** Medida direta de uma única medida: Quando somente uma leitura é suficiente. e uma noção de estatísticas de erros. e de desvio para várias medidas. Como se Representa um Resultado Experimental? Uma medida terá sentido somente quando se puder determinar. 2. I) no caso de uma única medida x é a própria medida e para várias medidas é a média dos valores medidos. Exemplo: Medida da largura de uma mesa. e σ x . Classificação das Medidas As medidas podem ser de dois tipos: diretas e indiretas. Para isso primeiramente vamos falar a respeito da classificação das medidas. tempo (leitura feita diretamente no cronômetro).

utilizamos a medida do diâmetro da esfera. Noções sobre Teoria Estatística de Erros Se tentarmos efetuar uma série de medidas de uma mesma grandeza (tal como tempo de queda de uma dada massa de uma altura fixa) empregando os mesmos métodos. Exemplo: Tempo de queda de um corpo. 3. em geral. 27 . os mesmos instrumentos de medida e nas mesmas condições experimentais. a condições de operação de instrumentos eletrônicos. O volume é expresso por: V = πd 3 6 (Eq. temos que os resultados serão diferentes.** Medida direta de várias medidas: Quando é necessário medirmos várias vezes a mesma grandeza para minimizar a imprecisão na medida. erros nos cálculos durante a análise dos dados. * Medida Indireta: É quando uma medida é obtida com o auxílio de uma equação. devidos a má calibração dos instrumentos. Sendo assim. II) Para determinar o volume. que número deverá ser assumido como medida da grandeza? Qual o valor que melhor a representará? Qual a confiabilidade que uma série de medições pode inspirar? Como comparar entre si duas ou mais séries de medidas? A resposta a essas perguntas constitui o objeto da Teoria de Erros. Exemplo: A determinação do volume de uma esfera. por exemplo: erro na leitura de escalas. ao uso de padrões mal aferidos.1 Classificação dos Erros * Erros Grosseiros: São erros devido à imperícia do operador. 3. * Erros Sistemáticos: São aqueles que ocorrem sempre no mesmo sentido (sistematicamente para mais ou para menos em relação ao valor verdadeiro) e são. Medimos várias vezes e tiramos a média.

possui uma incerteza de 0.5 mm e 620. A incerteza na medida será de: 0. uma segunda medida realizada nas mesmas condições de x1 da mesma grandeza x será representada por x2 e sucessivamente para as demais medidas. xn representam 28 . Tal que a representação ficará então l = (620. x1. realizada em condições idênticas.5 mm. x4. e se distribuem para mais ou para menos em torno do valor verdadeiro. tensão da rede). na maioria dos casos.5 mm para mais ou para menos.2. 3... por exemplo: 62 cm) utilizando uma trena com precisão de 1 mm.* Erros de Flutuação: São erros que variam de uma medida para a seguinte.1 Média Vamos representar uma medida da grandeza x por x1. umidade.. 3. x3.0 ± 0. 4.2. Exemplo: Efetuando uma medida de um comprimento (largura de uma mesa. x2.5) mm. ou seja.2 Para várias medidas Necessitamos primeiramente tirar a média das medidas (que será o valor mais provável da medida) e calcular o desvio.5mm que corresponde a metade da menor divisão da trena. x5. assim vejamos como se calculam essas quantidades. Estatística de Dados em Metrologia 4.2 Variáveis Estatísticas 3. O que significa que o valor medido está entre 619. Dessa forma. Por exemplo: Condições ambientais (temperatura.1 Uma única medida (incerteza) O critério é o seguinte: Quando efetuamos uma única medida tomamos como incerteza da medida a metade da menor subdivisão.

se o desvio for positivo significa que o valor da medida está acima da média. da mesma forma e com as mesmas condições. + x n x= 1 = n ∑x i =1 i n (Eq.O x2 − x . 4.. em relação à média é dado pela diferença desvio da segunda medida. ∆x1 = x1 − x ∆x2 = x2 − x . de uma dada grandeza x. a média que utilizaremos será uma média aritmética simples: n x + x 2 + x 3 + . III) onde n corresponde ao número total de medidas realizadas. x2. De uma forma geral.2 Desvio Absoluto ‘O desvio da primeira medida. 29 . como expressaremos o valor dessa grandeza? Para isso. Se tivermos diferentes medidas para uma mesma grandeza. em relação à média é dado pela diferença x1 − x . Esse desvio nos dirá o quanto a respectiva medida estará distante do valor médio. podemos escrever os desvios como: ∆xi = xi − x .um conjunto de medidas realizadas. se o desvio for negativo significa que a medida está abaixo da média. onde i representa a i-ésima medida. Portanto. o peso atribuído a cada medida será o mesmo. para o desvio da primeira medida (i = 2). e de forma similar para o cálculo do desvio das demais medidas. x1. utilizamos o valor médio. para o desvio da primeira medida (i = 1).. ou. . Uma vez que todas as medidas foram obtidas da mesma forma (com as mesmas condições).

(Eq. para o desvio da primeira medida (i = 3). Tal que ∆x = x − x será o desvio absoluto da medida. os dados ficam “bem próximos” uns dos outros. Quando o arranjo experimental é preciso e a variação da grandeza a ser medida é pequena. para arranjos pouco precisos ou grandes variações na grandeza a ser medida.∆x3 = x3 − x . VI) 30 . Por outro lado. os dados ficam “bastante espalhados”. V) 4. IV) 4. O desvio padrão permite avaliar a precisão instrumental e o procedimento experimental adotado no caso de grandezas cujas variações são pequenas ou avaliar variações da grandeza propriamente dita quando elas são grandes. O desvio padrão. n ∑ ∆x ∆x = i =1 n i (Eq. concentrando-se em torno da média. e assim por diante.4 Desvios Padrão Podemos dizer que o desvio padrão é uma medida de quanto os dados em média se “desviam” da média.3 Desvio Absoluto Médio O desvio médio é fazer a média dos desvios absolutos. em ambos os casos é dado por: n ∑(x − x) i 2 σ = i =1 (n − 1) (Eq.

determinamos o desvio padrão da média. que corresponde à incerteza da média: n σx = σ n ∑(x − x) i 2 = i =1 n(n − 1) (Eq.Observação: Esta equação é utilizada quando poucas medidas são feitas (menos de 100).5 Desvios Padrão da Média Para estimar o quanto o valor médio aproxima-se do valor verdadeiro da grandeza medida. 4. a incerteza é expressa por essa equação. sendo a equação que utilizaremos neste curso. 31 . VII) Quando temos muitas medidas (mais de 100).

5. Referência Bibliográfica CARMO. 1º semestre/2008. núcleo Nova Iguaçu. Centro Universitário Geraldo di Biase.10 22.04 22. Exercício Considere a tabela abaixo.06 ∑ xi = ∑ ( xi − x )2 = Diâmetro de um anel (em mm) 6. 32 .12 22.14 22. RJ. Medidas e Introdução à Teoria dos Erros.12 22.12 22. Nota de aula experimental de Física Geral I.06 22.08 22. xi xi − x ( xi − x )2 22. A.14 22. obtenha o valor médio x e o desvio padrão.14 22. S.08 22.10 22.

bicos para medição externa.1 Definição É um instrumento de medida usado para medir as dimensões lineares internas. 1. Figura 1 – Paquímetro universal. haste (também chamado de lingüeta) para medição de profundidade e parafuso de fixação.2 Identificação dos Componentes do Paquímetro É constituído basicamente de uma escala de precisão graduada. Paquímetro 1. externas e de profundidade de uma peça. um cursor móvel com nônio (ou vernier) que se desloca sobre a escala. entalhes (também chamados de garras ou facas) para medição interna. 33 . A Figura 1 ilustra estes componentes que integram um paquímetro universal.CAPÍTULO 4 MEDIDAS DE INCERTEZAS 1.

Posicionamento Correto para Medição do Paquímetro Leitura de Valores Medidos Quanto ao seu uso. fazendo-se uma leitura na escala fixa o valor numérico da medida em milímetros inteiros dado à esquerda do zero do nônio. O cursor é provido de uma escala chamada nônio ou vernier. que se desloca em frente às escalas da régua e indica o valor da dimensão tomada. Figura 2 – Posições para medições com paquímetro. entre as garras para medições internas. A escala é graduada em milímetros e polegadas. deve-se ler a parte fracionária da medida observando qual traço do nônio coincide com algum traço da escala fixa e calcule o valor da fração multiplicando o número desse traço pela sensibilidade do paquímetro (Figura 3). podendo a polegada ser fracionada ou milesimal. os paquímetros são instrumentos acabados. e suas graduações referem-se a 20 ºC. deve-se posicionar o bico móvel de forma tal que a peça a ser medida se adapte com folga entre os bicos fixo e móvel para medições externas. Em seguida. 1. com as superfícies planas e polidas. ou entre a haste de profundidade e a escala fixa para medições de profundidade (Figura 2). 34 .3. de modo que permita a sua livre movimentação com um mínimo de folga. Geralmente é construído de aço inoxidável.Em geral. O cursor é ajustado à régua. garra ou haste) encoste suavemente na peça. Deve-se mover a parte móvel com o polegar atuando no impulsor até que esta parte (bico.

no terceiro traço 3 mm (Figura 3c). o qual deve-se dividir o menor valor da escala fixa representada pela letra e pelo número de divisões da escala móvel (nônio) representada pela letra n. As medidas podem ser de dois tipos: diretas e indiretas. Na Figura 3. o nônio com número de divisões diferentes: 10. a leitura da medida será 1 mm (Figura 3a). e assim sucessivamente. no décimo sétimo traço 17 mm (Figura 3d). se deslocar o cursor do paquímetro até que o zero do nônio coincida com o primeiro traço da escala fixa. 20 e 50 divisões (Figura 4). isto é: a= e n (Eq.Figura 3 – Combinação de leitura da escala fixa com a do nônio. no segundo traço com 2 mm (Figura 3b). isto é.4 Sensibilidade do Paquímetro Quanto à sensibilidade do paquímetro representada pela letra a. 35 . observam-se diferentes sensibilidades. 1. ela é dada por meio de um cálculo simples. I) De acordo com a procedência do paquímetro e o seu tipo.

o segundo do traço será de 0.02 mm. tem-se 0. o décimo sexto traço será de 0. o terceiro traço será de 0.02 mm menor do que cada divisão da escala fixa do paquímetro. para cada divisão do nônio.32 mm (Figura 5d). Na Figura 5 têm-se alguns exemplos de leituras da menor divisão do nônio com a escala fixa do paquímetro com sensibilidade igual a 0. Exemplo: Um paquímetro apresenta o menor valor da escala fixa na régua igual a 1 mm e o seu nônio (ou vernier) contém 50 divisões.02 mm (Figura 5a). a sensibilidade para este paquímetro é igual a: a= 1 = 0. Assim.06 mm (Figura 5c).Figura 4 – Paquímetro com escala do nônio de dez divisões. a medida será 0.02mm 50 Isto significa que. 36 . Se deslocar o cursor do paquímetro até que o primeiro traço (divisão) do nônio coincida com o da escala.04 mm (Figura 5b).

escala de centésimos de mm. tambor graduado. catraca (ou 37 . as dimensões reais com uma sensibilidade entre 0.1 Definição É um instrumento de medida linear utilizado quando a medição requer uma precisão acima da possibilitada com um paquímetro permitindo uma medição.01 mm e 0.2 Identificação dos componentes do micrômetro Este instrumento é constituído por: arco. por leitura direta. Micrômetro 2. 2.Figura 5 – Combinação de leitura da escala fixa com a do nônio (destaque em vermelho). goniômetro. etc. escala de meio (mm). tais como o próprio paquímetro. escala milimétrica. 2. isolante térmico.001 mm. o micrômetro. Observação: O cálculo da sensibilidade obtido pela divisão do mesmo valor da escala principal pelo número de divisões do nônio é aplicado a todo e qualquer instrumento de medição possuidor de nônio.

normalmente 38 . tubo graduado. fixador (ou trava). eliminador de folga. porca. e sensores de metal duro (Figura 6). 2. haste de medição. O parafuso micrométrico é temperado com rosca retificado com pontas de metal duro lapidadas. Figura 6 – Micrômetro e seus componentes. O comprimento do arco cresce de acordo com o aumento da faixa de operação do micrômetro. fuso micrométrico. O comprimento de medição do fuso micrométrico é geralmente de 25 mm.3 Sensibilidade e Posicionamento do Paquímetro O micrômetro é um instrumento de dimensão variável que mede comprimentos por leitura direta e deslocamento axial de um parafuso micrométrico com passo de alta precisão (normalmente de 0.controle de pressão).5 mm no sistema métrico e 0. A sensibilidade do instrumento está diretamente relacionada com a sensibilidade da rosca e do paralelismo entre as faces de medição. Seu arco é de aço forjado ou de ferro fundido nodular que poderá ou não ter plaquetas termo-isolantes para evitar a transmissão de calor da mão para o arco. podendo-se encontrar também parafusos com 13 mm e 30 mm.025 polegadas no sistema inglês) dentro de uma porca igualmente precisa e ajustável.

com surgimento do seu primeiro traço. 39 . 2. A Figura 7 ilustra o emprego do micrômetro convencional para realização de medidas.50 mm em relação a escala fixa.50 mm corresponde ao valor de 0.com escalonamento de 25 mm. Ao se saber o comprimento da escala da luva.50 passo. Figura 8 – A divisão da escala fixa de 0.4 Leitura de Valores Medidos com o Micrômetro Para se fazer uma leitura com o micrômetro. tem-se o seu deslocamento de 0. deve-se medir 25 mm e dividir o comprimento da escala pelo número de divisões existentes. neste caso 50 divisões. devem ser observadas as divisões da escala milimétrica registradas na luva. Resumindo: para dar uma volta com o tambor graduado. para que o resultado do valor da distância entre as divisões da escala milimétrica na luva do micrômetro seja igual a 0.50 mm. Figura 7 – Uso do micrômetro para medição de peças. o que corresponde ao passo do parafuso micrométrico (Figura 8).

01 mm. Figura 9 – Leitura do tambor graduado de um micrômetro. o quadragésimo nono traço será 0. 40 . se fizermos coincidir o primeiro traço do tambor com a linha de referência da luva. a leitura será 0.50 mm.Quanto à leitura do tambor graduado. conclui-se que cada divisão do tambor equivale a 0. Assim. O tambor graduado possui 50 divisões (Figura 9). Assim sendo. o segundo traço será 0. acabamos de saber que uma volta completa por ele equivale a 0.01 mm (Figura 10a). Figura 10 – Leituras de valores no micrômetro.02 mm (Figura 10b).49 mm (Figura 10c).

Régua É um instrumento utilizado para medida de distâncias pequenas e desenho de retas. Figura 12 – Régua com escala numérica. Para efetuar a leitura medida. 41 . plástico ou metal e pode conter uma escala. soma-se a leitura da escala fixa da luva com a do tambor. geralmente centimétrica e milimétrica (Figura 12).Sabendo a leitura da escala da luva e do tambor. Figura 11 – Leitura prática da escala da luva e do tambor no micrômetro. Diferente do paquímetro e do micrômetro. a régua não apresenta sensibilidade.32) mm = 8. como ilustra um exemplo na Figura 11. 3. pode-se fazer a leitura de qualquer medida registrada no micrômetro. ou seja: (8.82 mm.50 + 0. sendo composta por uma lâmina de madeira.

C. núcleo Nova Iguaçu. 42 . Referências Bibliográficas OLIVEIRA. paquímetro e micrômetro: 1º procedimento: medir a largura do pedaço de cartolina. RJ. micrômetro e régua) com os materiais a serem medidos (pedaço de cartolina. Para cada instrumento. 5º procedimento: medir o diâmetro do pedaço de fio de cobre. Micrômetro). Faça a comparação entre os valores de medidas obtidos nos instrumentos para cada procedimento. A metodologia para execução deste trabalho consiste em 5 (cinco) procedimentos utilizando os 3 (três) instrumentos de medidas da seguinte ordem: régua. QUIRINO. o modelo e a sua sensibilidade. Paquímetro.S. 3º procedimento: medir o diâmetro da moeda de R$ 0.R. Comente com as conclusões referentes a esta experiência.10. deve-se observar o número de divisões no nônio para calcular a sua sensibilidade. devem-se anotar a marca.4. 2006. os valores de leitura de suas dimensões. Os valores de medidas para cada procedimento deverão ser anotados juntamente com os valores de suas respectivas sensibilidades (incertezas) dos instrumentos utilizados. 5. 2º procedimento: medir a espessura da cartolina. Prática Experimental A prática experimental consiste em determinar o emprego correto dos equipamentos de medidas (paquímetro. No caso do paquímetro. Centro Universitário Geraldo di Biase. moeda de R$ 0. 4º procedimento: medir a espessura da moeda de R$ 0.10.10 e pedaço de fio de cobre) fornecendo.. D. assim.G. Relatório do primeiro trabalho experimental de laboratório de Física. Utilização de Equipamentos para Medidas (Régia. A. DE MACEDO.R et al.

43 . Curso Básico de Medição Industrial – Caderno do Aluno. RJ.FIRJAN/SENAI – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro/Serviço Nacional da Indústria. Centro Tecnológico de Metal Mecânica Euvaldo Lodi. Rio de Janeiro. 1997.

4583g = 27g 45c 83cc lê-se: 27 grados. 45 novos minutos. 2 Sistema Sexagesimal Sabe-se que o sistema que divide o círculo em 360 graus. 31 minutos e 12 segundos. 0 grau se divide em 60 minutos. enquanto que o grado e dividido em 100 novos minutos e o minuto em 100 novos segundos. ou de diâmetros. Os símbolos usados são: grados (g). de distâncias. novos minutos (c). Os símbolos usados são: grau (º). É este o sistema freqüentemente utilizado em mecânica.CAPÍTULO 5 Medição Angular 1 Unidades de Medição Angular A técnica da medição não visa somente a descobrir o valor de trajetos. mas se ocupa também da medição dos ângulos. é chamado sistema sexagesimal. o círculo e dividido em 400 grados. e o minuto se divide em 60 segundos. 3 Sistema Centesimal No sistema centesimal. novos segundos (cc). Exemplo: 54º31'12" lê-se: 54 graus. e 83 novos segundos. 44 . minuto (') e segundo ("). Exemplo: 27. A unidade do ângulo é o grau. e o grau em minutos e segundos.

2 Ângulo agudo É aquele cuja abertura é menor do que a do ângulo reto (Figura 2). cada (SENAI. é subdividido de acordo com os sistemas existentes. 45 . Figura 1 – Circunferência completa dividida em quatro partes com ângulo de 90º. 1996). 4. formando ângulos adjacentes iguais (Figura 1). Obtuso e Raso 4. chamado ângulo reto (90°). Figura 2 – Ângulo agudo (SENAI.1 Ângulo reto A unidade legal é o ângulo formado por duas retas que se cortam perpendicularmente. 1996). Esse valor.4 Ângulos: Reto. Agudo.

1996).3 Ângulo obtuso É aquele cuja abertura é maior do que a do ângulo reto (Figura 3).5 Ângulos Complementares e Suplementares 4.4 Ângulo raso É aquele cuja abertura mede 180º (Figura 4). 4. 1996).5. Figura 3 – Ângulo obtuso.4. 46 . 4.1 Ângulos complementares São aqueles cuja coma é igual a um ângulo reto (Figura 5). (SENAI. Figura 4 – Ângulo raso (SENAI.

Figura 6 – Ângulos suplementares (SENAI. teremos: 47 . Observação: Para somarmos ou subtrairmos graus. Exemplo: 90º . Sabendo que 1º = 60’. 1996). devemos colocar as unidades iguais sob as outras.5.25º 12' = A primeira operação por fazer e converter 90º em graus e minutos.2 Ângulos suplementares São aqueles cuja soma é igual a um ângulo raso (Figura 6).Figura 5 – Ângulos complementares (SENAI. 1996). 4.

Exemplo: 90º . 7-B e 7-C). podemos resolver alguns problemas de medição angular.Devemos operar da mesma forma. minutos e segundos. teremos: 90º = 89º 59' 60" 89º 59' 60" . minutos e segundos. eqüilátero (B) e isósceles (C).10º 15' 20" = 79º 44' 40" 5 Soma dos Ângulos Internos dos Triângulos Sabendo que a soma dos ângulos internos de todo e qualquer triângulo é igual a 180º (Figuras 7-A. Figura 7 – Triângulos retângulos escaleno (A).10º 15' 20" = Convertendo 90º em graus. conforme mostra o exemplo abaixo. 48 . quando temos as unidades graus.

Exercícios de Fixação 1 – Classifique os tipos de ângulos situados abaixo.Exemplo: Qual o valor do ângulo C da peça abaixo? ^ Solução: A + B + C = 180º ∴ C = 180º − A − B∴ C = 180º − 70º − 60º ∴ C = 50º ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ (Resposta) 6. (A) _________________________________ (B) _________________________________ 49 .

o valor de x é: (A) 70º (B) 90° (C) 100º (D) 110º (E) 140º ^ ^ 3 – (CBMERJ – TÉCNICO DE ENFERMAGEM – 2008) O ângulo convexo formado pelos ponteiros de um relógio às 14 h 25 min é igual a: (A) 46º 30’ (B) 89° 60’ (C) 12º 30’ (D) 86º 30’ (E) 77º 30’ 50 . Sendo BM a bissetriz do ângulo A B C e CM a bissetriz do ângulo A C B .(C) _________________________________ (D) _________________________________ (E) _________________________________ 2 – (NCE/UFRJ – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – 2009) A figura a seguir mostra um triângulo isósceles de base BC .

45º + 17º 24’ c. 8º 2’ – 50” 6 – Calcule os ângulos nas figuras a seguir. Nestas condições. 91º 55’ – 16º 32’ f. é tal que A B C > A C B . em graus: ^ (A) 25 (B) 65 (C) 35 (D) 55 (E) 25 5 – Calcule as seguintes questões envolvendo ângulos: a. 9º 36’ 11” + 15’ 45” d. ^ ^ ^ ^ Seja HD ^ BC (H entre A e C).4 – (CBMERJ – TÉCNICO DE ENFERMAGEM – 2008) O triângulo ABC. 12º 12’ + 5º 25’ b. 48’ 25” – 60’ e. podemos afirmar que o ângulo H B D mede. 51 . A bissetriz interna de A intercepta o lado BC em D. a. retângulo em A .

a. c.b. 52 . 7 – Calcule os ângulos internos nas figuras geométricas a seguir.

ES.b. 89:92. 7. Vitória. Pp. c. Referência Bibliográfica SENAI/CST – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL/COMPANHIA SIDERÚRGIA DE TUBARÃO. Mecânica – Metrologia. 1996. 53 . Medição Angular. Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção.

1996). há um ressalto adaptável à régua. temos um goniômetro de precisão. 54 . em casos de medidas angulares que não exigem extremo rigor. O articulador gira com o disco do vernier. Figura 1 – Ilustração do goniômetro com as suas especificações técnicas (SENAI. e. O disco graduado e o esquadro formam uma só peça. Na Figura 1. apresentando quatro graduações de 0º a 90º. Tipos e Usos Para usos comuns. em sua extremidade. o instrumento indicado é o goniômetro simples (transferidor de grau) (Figura 2).CAPÍTULO 6 Goniômetro 1. Definição O goniômetro é um Instrumento que serve para medir ou verificar ângulos. 2.

55 . Figura 3 – Diferentes formas de se medir corretamente com a lâmina do goniômetro (SENAI. 1996).Figura 2 – Tipos de goniômetros simples com transferidor de grau (SENAI. A Figura 3 dá exemplo de realização de do goniômetro em diferentes medições de ângulos de peças ou ferramentas. 1996). mostrando várias posições da lâmina.

Daí conclui-se que cada divisão equivale a 1º (um grau). como da esquerda para a direita (Figura 5-B). 1996). onde uma parte equivale a um valor angular de 1º (SENAI. observa-se a divisão do disco graduado do goniômetro. 56 . 4. O sentido da leitura tanto pode ser da direita para a esquerda. Na Figura 4. Divisão Angular Em todo tipo de goniômetro. Leitura do Goniômetro Lêem-se os graus inteiros na graduação do disco com o traço zero do nônio (Figura 5-A).3. Figura 4 – Divisões do disco graduado do goniômetro em 90 partes iguais. o ângulo reto (90º) apresenta 90 divisões.

e à esquerda do zero do nônio (Figura 6). isto é: 57 . o nônio apresenta 12 divisões à direita. utiliza-se o nônio da direita.Figura 5 – Dois modos de se realizar uma leitura inteira no goniômetro em graus: da esquerda para a direita (A). se for à esquerda. e da direita para a esquerda (B). Utilização do Nônio Nos goniômetros de precisão. 1996). Quanto à aproximação (equivale à sensibilização) do goniômetro. Figura 6 – Demonstração do nônio (parte inferior) no disco graduado do goniômetro (SENAI. Se o sentido da leitura for à direita. 5. usa-se o nônio da esquerda. ela é dada pela relação entre o menor valor do disco graduado e o número de divisões do nônio.

o segundo traço. em (B). 1996). o primeiro traço do nônio coincide com um dos traços fixos do disco graduado resultando em uma leitura de 0º 5’. Figura 7 – Leitura do nônio com o disco graduado no goniômetro: em (A). a leitura será 0º 5’ (Figura 7-A). 0º 10’ (Figura 7-B). em (C). pode-se fazer a leitura de qualquer medida (Figura 8). Conhecendo-se o disco graduado e o nônio do goniômetro. 58 . o segundo traço do nônio coincide com um dos traços fixos do disco graduado resultando em uma leitura de 0º 10’. o nono traço. o nono traço do nônio coincide com um dos traços fixos do disco graduado resultando em uma leitura de 0º 45’ (SENAI. 0º 45’ (Figura 7-C). Se fizer coincidir o primeiro traço do nônio com o traço do disco graduado.Cada divisão do nônio é menor 5’ do que duas divisões do disco graduado.

Figura 8 – Leitura à esquerda no goniômetro cujo seu resultado é de 29º 25’ (SENAI. 59 . 1996). Exercícios de Fixação Faça a leitura de cada medida no goniômetro nas figuras a seguir. 6.

Mecânica – Metrologia. Medição Angular. 93:99. Referência Bibliográfica SENAI/CST – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL/COMPANHIA SIDERÚRGIA DE TUBARÃO. Vitória. ES.7. Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção. Pp. 1996. 60 .

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