CAPÍTULO 1 MEDIR

1. Introdução Há milhares de anos, quando o Homem intensificou a vida em grupo, a necessidade de estabelecer a comunicação interpessoal levou ao desenvolvimento das primeiras formas de linguagem. Com a evolução das primeiras sociedades, a capacidade de contar, isto é, de descrever alguns fatos por meio de números, foi sendo, aos poucos, desenvolvida. A contagem de animais, os membros das famílias, armas e alimentos (Figura 1) são alguns exemplos. Com o passar do tempo, o contínuo aprimoramento tornou a vida em sociedade mais sofisticada. A descrição de certas quantidades apenas por números tornou-se insuficiente para algumas necessidades cotidianas. Era necessário acrescentar um elemento adicional aos números para descrever de forma mais clara e precisa certas quantidades. O número dos passos que caracterizam uma distância, o número de sacas que correspondem a uma certa produção de cereais ou o número de barris de vinho (Figura 2) são alguns exemplos de unidades que passaram a ser usadas com os números para deixar a comunicação e as transações comerciais mais claras. Foram essas as primeiras medições rudimentares.

Figura 1 – Algumas formas de realizar contagens.
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Figura 2 – Contagens de unidades para sua quantificação.

Certamente, o desenvolvimento do comércio interno e entre grupos e tribos vizinhas fortaleceu a necessidade de estabelecer um processo de medição mais elaborado e aceito pelas partes envolvidas. À medida que as civilizações floresceram, as técnicas e unidades de medição foram sendo aperfeiçoadas para satisfazer as demandas de cada época. Inicialmente, medições baseadas em partes da anatomia humana como jarda, pé e polegada, por exemplo (Figura 3), se mostraram suficientes para medir comprimentos e volumes, porém instáveis e confusos por questões comerciais entre as civilizações. Com o desenvolvimento tecnológico, unidades de medição mais estáveis e bens definidas mostraram-se necessárias.

Figura 3 – Medições feitas com base das partes anatômicas do ser humano.

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Para que transações comerciais possam ser efetuadas de forma justa e pacífica, é necessário descrever as quantidades envolvidas em termos de uma base comum, isto é, de unidades de medição conhecidas e aceitas pelas partes envolvidas. O volume de petróleo, a massa de grãos ou minérios, o volume de produto contido em uma embalagem são exemplos. O percentual de enxofre no petróleo, os teores de umidade dos grãos, o teor de pureza do minério ou a composição química do produto embalado são exemplos de outras quantidades que influenciam transações comerciais. É muito importante que quem vende e quem compra saibam, claramente, com que e com quanto estão lidando. Na era da globalização, produtos devem ser projetados para funcionar além das fronteiras dos países. Mecanismos de precisão produzidos na Suíça devem ser integrados a um periférico de computador montado na China que comporá um sistema alemão para medição de peças produzidas por uma companhia de aviação americana. As partes devem se encaixar precisamente para que funções do componente, do mecanismo e do produto sejam cumpridas com a qualidade necessária. Não há mais espaço para o artesão que, com paciência e habilidade manual, consegue ajustar individualmente peças de forma magistral. Peças são hoje produzidas para encaixaremse umas com as outras da forma prevista pelo projetista, sem exceções. Essa garantia é possível graças à adoção internacional de um sistema de metrologia maduro e estável. Hoje, em plena era na nanotecnologia, é possível reproduzir o metro com incertezas de apenas 10-11 m, isto é, 0,00000000001 m. Embora esse seja um número fantástico, esse limite não é absoluto. O desenvolvimento da metrologia foi, é e sempre será impulsionado pela evolução tecnológica. É possível esperar grandes avanços para os próximos anos que, fatalmente, trarão os limites da metrologia para níveis ainda mais formidáveis.

2. Definição de Metrologia, Medição e Indicação O que é “medir”? Medir é o procedimento experimental pelo qual o valor momentâneo de uma grandeza física (mensurando) é determinado como um múltiplo

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É necessário expressá-lo de modo quantitativo. Para exprimir quantitativamente uma grandeza física. o comprimento de um certo muro. a medição é o conjunto de operações que tem por objetivo determinar um valor de uma grandeza. Um paquímetro. a Metrologia é a ciência da medição. é necessário medi-lo. Por sua vez. Neste texto. afirmou. um voltímetro portátil são exemplos 4 . que “o conhecimento amplo e satisfatório sobre um processo ou um fenômeno somente existirá quando for possível medi-lo e expressá-lo por meio de números”. De tudo o que está descrito até aqui é o que denominamos de Metrologia. é necessário compará-la com uma unidade e determinar o número de vezes que essa unidade está contida na grandeza avaliada. fica claro que palavras e impressões não são suficientes para descrever de forma clara um fenômeno ou um processo. Medir é uma forma clara e objetiva de descrever o mundo. A partir dessa afirmação. que abrange todos os aspectos técnicos e práticos relativos às medições. A operação de medição é realizada por um dispositivo denominado instrumento de medição ou sistema de medição. um termômetro. a expressão instrumento de medição tem sido reservada para denominar sistemas de medição de pequeno porte. qualquer que seja a incerteza. a pressão da caldeira.e/ou uma fração de uma unidade. em quaisquer campos da ciência ou tecnologia. o mensurando é o objeto da medição. Lord Kelvin. É fundamental que a unidade utilizada seja muito bem definida e amplamente reconhecida internacionalmente. ambas as expressões são utilizadas para designar o dispositivo usado para realizar medições. Só assim as medições assumem caráter universal. Na Metrologia. normalmente encapsulados em um único conjunto fisicamente individualizado. em 1883. Assim. que é definido como a grandeza específica submetida à medição. a área de um terreno e a altura de um edifício são alguns exemplos de mensurandos. Segundo o Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM). cientista britânico. O tempo que velocista percorre os 100 m rasos. estabelecida por um padrão e reconhecida internacionalmente. A grandeza física que está sendo medida recebe o nome de mensurando.

neste caso o comprimento da peça retangular. Já o termo sistema de medição tem sido aqui preferido para descrever. Normalmente. permite determinar que cerca de 28. Na Figura 4.5 mm. Por definição. Para entender sobre indicação. Uma outra forma de saber a indicação de uma medida é por meio de indicação direta. a indicação direta é o número mostrado pelo sistema de medição.5 unidades da escala estão contidas dentro do mensurando. incluindo desde os instrumentos de medição mais simples até aqueles compostos por vários módulos interligados. Entre os exemplos de 5 . a indicação é expressa na mesma unidade do mensurando. quando aplicado sobre o mensurando. tem-se um exemplo da mensuração do comprimento de uma peça retangular. de forma mais abrangente. obtém-se dessa medição a indicação de 28. Sendo cada unidade equivalente a um milímetro. qualquer meio de medição. A escala graduada é o instrumento de medição que. cujo assunto será discutido mais adiante. a sua definição se dá pelo valor de uma grandeza fornecido por um sistema de medição. mas nem sempre isso acontece por conta de diferentes sistemas de medição. como as máquinas de ensaios de tração de materiais e as máquinas por coordenadas. podendo ou não ser apresentada na unidade do mensurando.de instrumentos de medição. Figura 4 – Medição de um comprimento de uma peça retangular.

velocímetros. Há casos mais complexos de conversão nos quais deve ser feita por meio de equações matemáticas não-lineares. Erros em Medições Podem-se ter erros em medições? A resposta é bem simples. Para realizar uma medição perfeita sem erros. 3. constantes aditivas ou ambas. termômetros. Figura 5 – Instrumentos de medidas usados para indicação direta de valores de grandezas físicas. manômetros. 6 .um sistema de medição perfeito. (Figura 5). de tabelas ou mesmo de gráficos. seriam necessários: . A conversão da indicação direta em indicação pode envolver constantes multiplicativas.instrumentos que realizam este tipo de medida são os voltímetros. podendo ser analógicos ou digitais. Nas Figuras 4 e 5. porém objetiva e com justificativas: sim! Por quê? Porque é impossível medir sem cometer erros de medição em qualquer grandeza física. a indicação e a indicação direta coincidem. etc.

ópticas. a ação dos esforços de corte. alterando diretamente a indicação do sistema de medição ou agindo sobre a grandeza física (mensurando). umidade do ar excessiva e pressão atmosférica são exemplos de fatores que podem. afetar o desempenho do sistema de medição e mesmo modificar o mensurando. Vibrações mecânicas. podem causar erros de medição. verifica-se 7 . Em parte dos casos. Mesmo que disponha de um sistema de medição perfeito. Perturbações externas. material. campos eletromagnéticos. entre as quais a qualidade das guias.uma grandeza física que tivesse um valor único. A ação do operador. . Cilindros reais não. Características da máquina que produz o cilindro. As leis e princípios físicos que regem o funcionamento de alguns sistemas de medição nem sempre são perfeitamente lineares. como uma análise simplista poderia supor. o sistema de medição sempre gera erros. Portanto. propriedades elétricas.um ambiente controlado e perfeitamente estável.. em maior ou menor grau. a grandeza física não possui um valor muito bem definido ou estável. Não há sistemas de medição perfeitos. Aspectos tecnológicos fazem com que qualquer sistema de medição construído resulte em imperfeições: suas dimensões. variações de temperatura. . incluindo o procedimento de medição e a técnica de utilização do sistema de medição empregada. etc. nenhuma dessas quatro condições costuma acontecer isoladamente. A existência de desgaste e a deterioração de partes agravam ainda mais essa condição.. Na prática. também são fatores que podem afetar o resultado da medição. forma geométrica. perfeitamente definido e estável. as características do material e da ferramenta empregados afastam a forma geométrica real obtida do cilindro da ideal. muito menos simultaneamente. pneumáticas. Apenas cilindros matematicamente ideais apresentariam valor único para o seu diâmetro. não correspondem exatamente aos ideais.um operador perfeito. como as condições ambientais.

O sistema de medição utilizado e os acessórios e padrões envolvidos são parte dos meios de medição.grandeza física (mensurando). a presença dos erros de medição não impede que informações confiáveis sejam obtidas sobre a grandeza física.que diferentes medições do diâmetro. As condições em que o processo de medição é efetuado devem estar perfeitamente claras para que ele possa ser repetido nas mesmas condições sempre que necessário. Embora indesejável. o número de vezes e as posições em que as medições são repetidas e. em diferentes posições angulares de uma mesma seção transversal ou em diferentes seções transversais. 4. A ação combinada desses diferentes efeitos afasta a resposta de um sistema de medição da ideal. .condições em que as medições são efetuadas. sendo constituído por: .procedimentos de medição utilizados. . mas aponta para caminhos que possibilitam conviver e delimitar a ação dos erros e. .sistema de medição. Processos de Medição Processo de medição é o conjunto de métodos e meios que são empregados para efetuar uma medição. . o tempo que deve ser esperado antes de a medição ser efetuada. a maneira de aplicar o sistema de medição sobre o mensurando fazem parte do processo de medição.operador. Os erros de medição são inevitáveis. A maneira de preparar o mensurando para a medição. As condições ambientais e a presença de outras grandezas de influência e demais particularidades devem ser controladas para que o processo de medição esteja bem definido. por fim. levam a distintas indicações. A Metrologia não nega a existência do erro de medição. 8 . ainda. obter informações confiáveis.

Para entender o resultado de uma medição.5. Os erros de medição sempre deixam uma parcela de dúvidas que permite determinar apenas aproximadamente o valor da grandeza física. É sempre uma faixa de valores (Figura 6). basta a aplicação do sistema de medição sobre o mensurando para produzir um número: a indicação. 9 . correspondendo a metade do comprimento da faixa simétrica e está centrada em torno do resultado-base. Ele é calculado a partir da indicação ou da média de várias indicações à qual pode ser aplicada uma correção. A incerteza de medição é a parcela de dúvidas associada à medição. Figura 6 – Resultado da medição com a faixa de valores de incerteza. Em toda a medição efetuada. Porém. o trabalho de medição não se encerra com a obtenção da indicação. O resultado da edição é composto de duas parcelas: o resultado-base (RB) e a incerteza de medição (IM). compensar o que for possível e apresentar a faixa de dúvidas ainda remanescente no resultado da medição. O resultado da medição não é um número. acredita-se. É necessário considerá-los. mais se aproxima do seu valor verdadeiro. correspondendo à posição central do resultado da medição. O Resultado da Medição O resultado da medição é a faixa de valores dentro da qual deve estar o valor verdadeiro da grandeza física (mensurando). O resultado-base é a estimativa do valor da grandeza física que. que exprime a faixa de dúvidas associada à medição. como indicam a Figura 6. há erros de medição. o que dá origem à faixa de valores dentro da qual o valor verdadeiro do mensurando é esperado.

empregando as técnicas e procedimentos apropriados. Define o tamanho da faixa. técnicas e mecanismos envolvidos em um processo de medição são fundamentais para que o resultado-base e a incerteza de medição possam ser corretamente determinados. A incerteza da medição está relacionada à dúvida presente no resultado da medição. por sua vez. Contudo. A linguagem usada na Metrologia até há alguns anos não causava um efeito muito diferente. como em qualquer outra atividade humana. A honestidade é uma qualidade indispensável a um metrologista. princípios. A Linguagem da Metrologia A passagem bíblica da Torre de Babel é um exemplo extremo das conseqüências trágicas que a falta de uma linguagem comum traz para um grupo de pessoas que precisam interagir. com considerável segurança. mantendo o metrologista atento a efeitos inesperados e continuamente crítico em cada etapa do processo. A correta determinação do resultado da medição está baseada nos três princípios básicos da Metrologia: conhecimento. Decorre da ação combinada dos vários componentes de erro que agem sobre o processo de medição. o resultado de uma medição. que não pode ser tendencioso e deve estar perfeitamente convicto do trabalho que faz ao medir e transmitir o resultado da medição para terceiros. honestidade e bom senso. deve estar sempre presente. ambas as palavras são sinônimas. normalmente por métodos estatísticos que. O bom senso. não há uma forma mágica de verificar se o resultado da medição está correto. 6. onde se espera encontrar o valor verdadeiro da grandeza física e é calculada a partir de vários componentes da incerteza. 10 . centrada em torno do resultdo-base.Quanto à relação entre incerteza e dúvida. Como o valor verdadeiro da grandeza física é normalmente desconhecido. O conhecimento dos fenômenos. é possível estimar. serão discutidos em outra oportunidade. Uma mistura de termos técnicos. como precisão.

era usada de forma confusa para designar conceitos não muito bem definidos e interpretados de forma distinta.acuracidade. Exercícios de Fixação 1 – Na sua opinião. 5 – Cite quatro fatores que podem dar origem a erros de medição. de 10 de março de 1995. 4 – Descreva dois exemplos em que medições são usadas na pesquisa tecnológica. por que é importante que a unidade de medição seja amplamente reconhecida? 2 – Com suas próprias palavras. Um grande esforço internacional foi feito visando a uniformizar os termos utilizados na Metrologia. que estabelece o Vocabulário de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia. Uma grande discussão envolvendo organizações internacionais. 3 – Identifique no seu dia a dia três exemplos de medições que são utilizados para monitorar e três exemplos. a clareza é uma virtude importantíssima na Metrologia. 7. 6 – Como são denominadas as duas parcelas que compõem o resultado da medição? O que elas representam? 7 – Qual o nome do documento que regulamenta a linguagem da metrologia no Brasil? 11 . como o Bureal Internacional de Pesos e Medidas (BIPM). Esse vocabulário é muito bem aceito em termos mundiais. é necessário utilizar uma linguagem que não deixe dúvidas. resultou na compilação de um vocabulário internacional de termos em Metrologia. defina o que é mensurando. aferição e muitos outros. Para que conceitos e resultados sejam expressos de maneira clara. Por sua vez. Foi traduzido para o português e oficializado no Brasil pela Portaria do Instituto Nacional de Metrologia (INMETRO) Nº 29. em vigor desde então. para controlar.

2000. Pp.8. DF. Portaria Inmetro 029 de 1955 – Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia – VIM. São Paulo. SP. 12 . R. Brasília. Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial.. A. DE SOUZA.SENAI/DN. 2ª Edição. 2008. 1 Medir. 1:15. Referências Bibliográficas ALBERTAZZI G. 75 P. A. INSTUTITO NACIONAL DE METROLOGIA – INMETRO. Jr.. Editora Manole.

Exemplos: um motorista pede 30 l de gasolina para encher o tanque do seu carro. uma dona de casa vai ao supermercado e compra 250 g de margarina. Portanto. Este procedimento auxilia a minimizar a necessidade de memorização das equações.CAPÍTULO 2 SISTEMAS DE UNIDADES DE MEDIDAS 1. as medidas desempenham um papel muito importante. vamos ressaltar alguns conhecimentos básicos sobre medidas e unidades usadas a fim de serem selecionadas. 13 . tratam-se das dimensões como grandezas algébricas. A análise dimensional tem sua grande utilidade na previsão. são utilizadas sete grandezas fundamentais. 2. No Sistema Internacional de Unidades. verificação e resolução de equações que relacionam as grandezas físicas garantindo sua integridade e homogeneidade. Em análise dimensional. Na Metrologia. você mede sua altura e obtém um valor de 1.75 m. Análise Dimensional A análise dimensional é a área da Física que se interessa pelas unidades de medidas das grandezas físicas. conhecido pela sigla SI. isto é. apenas somam-se ou subtraem-se grandezas nas equações quando elas possuem a mesma dimensão. como mostra a Tabela 1. Introdução As unidades de diversas medidas estão presentes do nosso dia-a-dia.

devendo obedecer a princípios automáticos comuns dos números. isto é. 14 .Tabela 1 – Grandezas fundamentais do Sistema Internacional (SI) Grandeza física comprimento massa tempo corrente elétrica temperatura quantidade de matéria Intensidade luminosa Unidade (SI) metro quilograma segundo ampère kelvin mol candela Símbolo (SI) m kg s A K mol cd Vantagens do uso do Sistema de Unidades aplicação de tabelas que devem ser usadas para obtenção de dados. As grandezas físicas. Ao mencionar isto. Figura 1 – Ligação dos pontos A e B por uma corda de 30 m de comprimento. O valor numérico de uma grandeza observada depende da unidade. simplificação na hora de desenvolver cálculos para transformação de múltiplos (ou submúltiplos) de uma unidade em outra. por definição. definição das grandezas que são derivadas através das equações. Um exemplo disso é a distância entre dois pontos fixos A e B por uma corda que tem 30 m de comprimento (Figura 1). pode-se corresponder que a corda tem a sua extensão 30 vezes maior do que um objeto cujo comprimento foi definido como tendo 1 m. do padrão de referência adotado. são propriedades observáveis que podem ser expressas em termos quantitativos.

quando o sinal é positivo no expoente de base 10. isto é. a ordem de grandeza de 0. a ordem de grandeza de 1. Ordem de Grandeza Usa-se a expressão ordem de grandeza de um número para designar a potência de dez que lhe é mais próxima. massa específica. Exemplos para estas grandezas: força. Assim. pois a vírgula decimal percorre quatro casas decimais para a direita a fim de chegar ao número 3. velocidade.00032 é 10-4. * grandezas derivadas: são aquelas cujas dimensões são expressas em termos fundamentais. volume.5 x 100. Caso o sinal for negativo ao expoente de base 10. diz-se que a vírgula decimal terá andado n casas decimais para a esquerda.5 está mais próximo de 1 que de 10.O conceito de dimensão indica as grandezas básicas e os re3spectivos expoentes que formam a grandeza derivada. etc. 80 está mais próximo de 100 que de 10. que é o primeiro número diferente de zero. Por outro lado. a vírgula decimal terá andado n casas decimais para a direita. é 102. pressão. Para facilitar o entendimento. A Tabela 2 apresenta o uso de prefixos usados para potências de dez designados nas ordens de grandeza. 1. aceleração. e sua ordem de grandeza. O que vai determinar a ordem de grandeza de um número é a vírgula decimal. 3. 15 . no caso o 100. A dimensão pode ser dividida em dois grupos: * grandezas fundamentais: são aquelas que estabecelem escalas arbitrárias dadas na Tabela 1. área.

Tabela 2 – Prefixos para potências de dez. Prefixo exa peta tera giga mega kilo hecto deca deci centi mili micro nano pico fento atto Potência de dez 10 18 10 15 10 12 10 9 10 6 10 3 10 2 10 1 10 -1 10 -2 10 -3 10 -6 10 -9 10 -12 10 -15 10 -18 Símbolo E P T G M k h da d c m µ n p f a Seguem-se vários exemplos de emprego de múltiplos de dez e seus prefixos. Comprimento 1 nanômetro = 1 nm = 1 x 10-9 m (usada para projeção óptica) 1 micrômetro = 1 µm = 1 x 10-6 m (usada comumente em Biologia) 1 milímetro = 1mm = 1 x 10-3 m 1 centímetro = 1 cm = 1 x 10-2 m 16 . com múltiplos e submúltiplos. além de algumas unidades de grandezas do SI.

1 quilômetro = 1 km = 1 x 103 m Massa 1 micrograma = 1 µg = 1 x 10-6 g = 1 x 10-9 kg 1 miligrama = 1 mg = 1 x 10-3 g = 1 x 10-6 kg 1 grama = 1 g = 1 x 10-3 kg Tempo 1 nanosegundo = 1 ns = 1 x 10-9 s (também conhecido como bilionésimo de segundo) 1 microsegundo = 1 µs = 1 x 10-6 s (também conhecido como milionésimo de segundo) 1 milisegundo = 1 ms = 1 x 10-3 s (também conhecido como milésimo de segundo) 1 centisegundo = 1 cs = 1 x 10-2 s (também conhecido como centésimo de segundo)

4. Sistema Métrico x Sistema Inglês Como vimos no Capítulo 1, a anatomia humana era a referência para realização de uma série de medidas com vistas comerciais. Vários países monárquicos europeus adotavam suas unidades de medidas, tendo como referência as partes anatômicas de seus respectivos reis e rainhas: jarda, pé, polegada, etc (Figura 2), ocasionando dificuldades de transação entre eles. Outra inconveniência sobre as unidades era que as relações entre as derivadas não eram decimais (exemplo: 1 jarda = 3 pés = 36 polegadas), causando confusão em cálculos matemáticos com elas.

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Figura 2 – Unidades de comprimento usadas antigamente (antes do surgimento do sistema métrico decimal), a partir das partes anatômicas de um rei, como 1 jarda (A), 1 polegada (B) e 1 pé (C). Ainda em alguns países da língua inglesa (veja no final deste item), estas unidades são usadas.

Em 1795, na França, foi proposta a idéia de fixar unidades rigorosamente definidas a fim de serem adotadas universalmente: o Sistema Métrico Decimal. Nela (como é proposto no seu nome), as unidades foram escolhidas guardando relações decimais entre si. Como caráter universal do sistema proposto, o metro é a unidade básica de comprimento e foi definida a partir da distância entre o Equador e Pólo Norte da Terra (Figura 3).

Figura 3 – O metro foi definido como unidade básica de comprimento sendo, portanto, dado como a décima milionésima parte da distância entre a Linha do Equador e o Pólo Norte da Terra (o que corresponde a quarta parte do meridiano terrestre, que é de 40 000 km).

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A princípio, o novo sistema proposto enfrentou resistência da população francesa porque estava habituada com as unidades antigas, embora que este sistema foi uma das contribuições importantes para as conquistas obtidas durante o período da Revolução (1789-1798). Com a ascensão do Imperador Napoleão Bonaparte, o Sistema Métrico Decimal passou a ser obrigatório dentro do currículo das escolas em toda a França. Somente a partir de 1875 foi realizada, em Paris, a Convenção do Metro, com a participação de 18 países mais importantes da época, assumindo o compromisso de adotar o sistema métrico. Porém, nem todos concordaram com o novo sistema, como foi o caso da Inglaterra (que nem chegou a participar do evento), por motivos políticos, econômicos, culturais, etc. Por este motivo, os países de língua inglesa (Inglaterra, Estados Unidos, por exemplo) ainda usam as unidades antigas que, hoje, conhecemos como Sistema Inglês. No sistema inglês, em função do dimensionamento das unidades não apresentarem valores numéricos inteiros, são usadas frações para compensar tais valores. Exemplo: comprimento de uma barra é de 1 ½” = 1.5 ” (uma polegada e meia, ou uma polegada mais meia polegada, e o símbolo para a polegada é o dupla aspas ”). Hoje, o sistema internacional é aceito universalmente, inclusive nos países de língua inglesa que, em função da atual conjuntura da globalização, a sua adoção vem sendo apresentada à população, pois, na área científica e coemrcial, seu uso já é generalizado.

5. Conversão de Unidades As unidades do sistema inglês são atualmente definidas oficialmente em termos das unidades do SI da seguinte forma: Comprimento 1 pé = 12 polegadas = 30, 48 cm = 304,8 mm (símbolos para pé e polegada: ft e in, respectivamente) 1 polegada = 2,54 cm = 25,4 mm
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609 km/h = 0.914 m (símbolo para jarda: yd) Massa 1lb (1 libra) = 0.48 cm/s 6.45 N 1 lb/in2 (uma libra por polegada ao quadrado) = 6 891 Pa 1 lb/ft2 (uma libra por pé ao quadrado) = 47.447 m/s 1 mpm (1 milha por minuto) = 60 mph = 96.85 Pa Nota: do SI para o sistema inglês: 1 atm (1 atmosfera) = 1. Conversão de Unidades dentro do Sistema Internacional Tempo [Unidade de referência – segundo (s)] 1 h (hora) = 60 min (minutos) = 3 600 s (segundos) 1 min (minuto) = 60 s (segundos) 1 dia = 24 h (horas) = 1 440 min (minutos) = 86 400 s (segundos) 20 .7 lb/in2 = 2 117 lb/ft2 Velocidade 1 mph (1 milha por hora) = 1.013 x 105 Pa = 14.4536 kg Força 1 lbf (uma libra-força) = 4.54 km/h 1 ft/s (1 pé por segundo) = 30.1 milha = 5 280 pés = 1.609 km = 1 609 m 1 (1 jarda) = 0.

001 m = 1 x 10-3 m 1 µm = 0.Distância [Unidade de referência – metro (m)] 1 km = 1 000 m = 1 x 103 m 1 hm = 100 m = 1 x 102 m 1 dam = 10 m = 1 x 10 m 1 dm = 0.001 g = 1 x 10-3 g 1 µg = 0.1 m = 1 x 10-1 m 1 cm = 0.000001 m = 1 x 10-6 m Massa [Unidade de referência – grama (g)] 1 kg = 1 000 g = 1 x 103 g 1 hg = 100 g = 1 x 102 g 1 dag = 10 g = 1 x 10 g 1 dg = 0.000001 g = 1 x 10-6 g Volume [Unidade de referência – litro (l)] 1 kl = 1 000 l = 1 x 103 l = 1 m 3 1 hl = 100 l = 1 x 102 l 1 dal = 10 l = 1 x 10 l 21 .1 g = 1 x 10-1 g 1 cg = 0.01 g = 1 x 10-2 g 1 mg = 0.01 m = 1 x 10-2 m 1 mm = 0.

22 . deve-ser notar que o valor da velocidade da luz c tem três algarismos significativos (3. Com maior precisão.11 x 10-31 kg e 3. Muitas calculadoras de bolso usam a notação científica e. a totalidade deles não é significativa! Em vez de escrevê-lo assim. respectivamente.1 dl = 0. move-se a vírgula decimal onze casas à esquerda e multiplica-se por 1011.01 l = 1 x 10-2 l 1 ml = 0. aproximadamente.00 x 108 m/s. A distância da Terra ao Sol é. mas o metrologista deve ser capaz de fazer estes cálculos a mão. cuja expressão matemática elaborada por Albert Einstein é conhecida mundialmente como Ec = mé x c2. igual a 149 000 000 000 m. seria incorreto escrever a velocidade da luz dessa forma: c = 3.000 x 108 m/s.49 x 1011 m. c é igual a 2. portanto. Um exemplo disso é a energia cinética (Ec) correspondente à massa de um elétron (mé). 149 000 000 000 m = 1. Desta forma.000001 g = 1 x 10-6 l 7. mesmo que dois deles sejam zero. isto é. Os números apropriados para mé e c são 9.1 l = 1 x 10-1 l 1 cl = 0. portanto. onde c é a velocidade da luz. é claro que o número de algarismos significativos é três. Algarismos Significativos e Notação Científica Em cálculos com números muito grandes ou muito pequenos.001 l = 1 x 10-3 l 1 µg = 0. Certamente. nos poupam o incômodo trabalho de adicionar expoentes. A propósito. às vezes chamadas de notação científica. Considerações semelhantes são aplicáveis quando números muito grandes ou muito pequenos têm de ser multiplicados ou divididos.997925 x 108 m/s. mas escrever o número desta forma não dá indicação a respeito do número de algarismos significativos. quando necessário.00). as considerações sobre algarismos significativos são muito simplificadas pelo uso da notação em potência de dez.

a) massa de 10 lb para quilogramas.4 dam em m c) 5 cm em mm d) 10 mm em m e) 2 h em min f) 900 min em h g) 45 min em s h) 78 kg em g i) 5 mg em g j) 50 g em cg k) 1 ml em l l) 7 kl em l m) 36 l em ml 3 – Converta as unidades do sistema inglês para o sistema internacional. em notação científica. b) velocidade de 135 mph para km/h.0000038 c) 290 x 10 6 d) 0. c) força de 3 Pa para lbf. 23 . Exercícios de Fixação 1 – Escreva.40 g) 12.6 f) 1 574.8.008 x 10 –2 e) 254.5 x 10 –4 2 – Converta as seguintes unidades do sistema internacional: a) 1 km em m b) 25. e vice-versa. os seguintes números: a) 157 000 b) 0.

24 . km. (B) km. m. 28 mil. µm. µm. m. aproximadamente. cm. (C) 3.25 * 10 6. (B) 4. (E) 7. você diria que é da ordem de: (A) 10 kg. mm.25 * 10 4.2 * 10 3.25 * 10 2. A média de torcedores por partida é de. qual é a ordem de grandeza do total de minutos de futebol já jogados no Morumbi? 5 – (FCMSC-SP) Uma estrada mede 425 km de comprimento. (B) 3. Qual é o seu comprimento em metros? (A) 4. em 1960. (D) km. (B) 10 2 kg. (E) mm. o intervalo de tempo de duas aulas seguidas. (D) 10 4 kg.0 * 10 3. (C) 4. (D) 6. (D) 4.4 – (FASP) Uma partida normal de futebol é disputada em 90 minutos. em ordem decrescente. é: (A) 3. cm.25 * 10 5. m. em São Paulo.6 * 10 3. km. µm. já recebeu cerca de 30 milhões de torcedores desde sua abertura. Então. mm.25 * 10 3. µm. µm. expresso em segundos.0 * 10 2. 6 – (FCMSC-SP) Em qual das opções abaixo se colocam corretamente.0 * 10 3. O estádio do Morumbi. cm. 8 – (USF-SP) Avaliando a ordem de grandeza da massa de um automóvel. mm. (C) 10 3 kg. mm. (E) 4. m. cm. as unidades de comprimento apresentadas? (A) km. (C) m. (E) 10 5 kg. cm. 7 – (Unifor-CE) Considerando-se que cada aula dura 50 minutos.

RJ. A.net. F. 25 . Rio de Janeiro. Link: http://www. de 20 linhas cada. YAMAMOTO. T. 7:8. poderão ser escritas com uma caneta de 2 g de carga? 10 – A massa da Terra é de 5. e o seu raio é 6. s. obtendo-se 0. Editora Harba Ltda. 1983. SP. E. São Paulo.38 x 106 m. Editora Scipione. SEARS. 473. B. Os Alicerces da Física – 1 Mecânica. Referência Bibliográficas ALVARENGA. Física – Volume Único. C. K. MÁXIMO. 3. Realiza-se. 12ª Edição Reformulada. et al. nova medida. 2ª Edição. FUKE. A. escreve-se uma linha neste papel. Física 1 – Mecânica de Partícula e dos Corpos Rígidos. F. 5. Pp. SP. Compialdo em Fev.. Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda.fisica. SP. PRÄSS.et al. L. usando a notação em potências de dez e o número correto de algarismos significativos. OKUNO./2008 (com adaptações). 9. Editora Saraiva.9 – (FUVEST-SP) Um pedaço de papel tem massa de 0. 1982.2789 g. Quantas folhas de papel. 1997. Com uma caneta esferográfica. FísicaNet – O Canal de Física na Internei. SHIGEKIYO. Calcular a densidade da Terra..2785 g..98 x 1024 kg. Física para Ciências Biológicas e Biomédicas.d. Pp. então. 461:462.

e σ x . de uma mesma grandeza). chamada de incerteza para uma única medida.CAPÍTULO 3 MEDIDAS E INTRODUÇÃO À TEORIA DE ERROS 1. Basta medirmos uma única vez. Classificação das Medidas As medidas podem ser de dois tipos: diretas e indiretas. de uma forma ou de outra. Exemplo: Medida da largura de uma mesa. Como se Representa um Resultado Experimental? Uma medida terá sentido somente quando se puder determinar. * Medida Direta: É a medida (leitura) obtida diretamente do instrumento de medida. o erro de que está afetada. tempo (leitura feita diretamente no cronômetro). Exemplos: altura (a leitura é feita diretamente na trena). Quando efetuamos uma medida ou várias medidas (nas mesmas condições. Nesta categoria ainda temos: ** Medida direta de uma única medida: Quando somente uma leitura é suficiente. I) no caso de uma única medida x é a própria medida e para várias medidas é a média dos valores medidos. Para isso primeiramente vamos falar a respeito da classificação das medidas. Como obter tais quantidades é o que veremos a seguir. e de desvio para várias medidas. 2. e uma noção de estatísticas de erros. o valor dessa grandeza deve ser expresso pela relação: x = ( x ± σ x ) unidade (Eq. 26 .

Sendo assim. em geral. temos que os resultados serão diferentes. que número deverá ser assumido como medida da grandeza? Qual o valor que melhor a representará? Qual a confiabilidade que uma série de medições pode inspirar? Como comparar entre si duas ou mais séries de medidas? A resposta a essas perguntas constitui o objeto da Teoria de Erros. Exemplo: A determinação do volume de uma esfera. a condições de operação de instrumentos eletrônicos. 27 . utilizamos a medida do diâmetro da esfera. * Medida Indireta: É quando uma medida é obtida com o auxílio de uma equação. os mesmos instrumentos de medida e nas mesmas condições experimentais. Medimos várias vezes e tiramos a média. por exemplo: erro na leitura de escalas. Exemplo: Tempo de queda de um corpo. devidos a má calibração dos instrumentos. II) Para determinar o volume. erros nos cálculos durante a análise dos dados. 3. Noções sobre Teoria Estatística de Erros Se tentarmos efetuar uma série de medidas de uma mesma grandeza (tal como tempo de queda de uma dada massa de uma altura fixa) empregando os mesmos métodos. 3. O volume é expresso por: V = πd 3 6 (Eq.** Medida direta de várias medidas: Quando é necessário medirmos várias vezes a mesma grandeza para minimizar a imprecisão na medida. * Erros Sistemáticos: São aqueles que ocorrem sempre no mesmo sentido (sistematicamente para mais ou para menos em relação ao valor verdadeiro) e são. ao uso de padrões mal aferidos.1 Classificação dos Erros * Erros Grosseiros: São erros devido à imperícia do operador.

na maioria dos casos. 3.2. xn representam 28 .2 Para várias medidas Necessitamos primeiramente tirar a média das medidas (que será o valor mais provável da medida) e calcular o desvio. 4. Estatística de Dados em Metrologia 4.5 mm. ou seja. realizada em condições idênticas. uma segunda medida realizada nas mesmas condições de x1 da mesma grandeza x será representada por x2 e sucessivamente para as demais medidas. x4.5 mm para mais ou para menos. e se distribuem para mais ou para menos em torno do valor verdadeiro..* Erros de Flutuação: São erros que variam de uma medida para a seguinte. Por exemplo: Condições ambientais (temperatura.1 Média Vamos representar uma medida da grandeza x por x1. x3.2 Variáveis Estatísticas 3.5) mm. x5. O que significa que o valor medido está entre 619.5mm que corresponde a metade da menor divisão da trena. 3.. Exemplo: Efetuando uma medida de um comprimento (largura de uma mesa. umidade.1 Uma única medida (incerteza) O critério é o seguinte: Quando efetuamos uma única medida tomamos como incerteza da medida a metade da menor subdivisão. Dessa forma. A incerteza na medida será de: 0.5 mm e 620. Tal que a representação ficará então l = (620. tensão da rede). por exemplo: 62 cm) utilizando uma trena com precisão de 1 mm. possui uma incerteza de 0. x1. assim vejamos como se calculam essas quantidades.0 ± 0. x2..2.

. em relação à média é dado pela diferença desvio da segunda medida.um conjunto de medidas realizadas. De uma forma geral. 29 . Se tivermos diferentes medidas para uma mesma grandeza. como expressaremos o valor dessa grandeza? Para isso. e de forma similar para o cálculo do desvio das demais medidas. se o desvio for positivo significa que o valor da medida está acima da média. x1. para o desvio da primeira medida (i = 1). ∆x1 = x1 − x ∆x2 = x2 − x . utilizamos o valor médio. Esse desvio nos dirá o quanto a respectiva medida estará distante do valor médio. Uma vez que todas as medidas foram obtidas da mesma forma (com as mesmas condições). em relação à média é dado pela diferença x1 − x .O x2 − x . x2. o peso atribuído a cada medida será o mesmo. a média que utilizaremos será uma média aritmética simples: n x + x 2 + x 3 + . 4. de uma dada grandeza x. para o desvio da primeira medida (i = 2). podemos escrever os desvios como: ∆xi = xi − x . III) onde n corresponde ao número total de medidas realizadas.. + x n x= 1 = n ∑x i =1 i n (Eq.2 Desvio Absoluto ‘O desvio da primeira medida. onde i representa a i-ésima medida. se o desvio for negativo significa que a medida está abaixo da média. da mesma forma e com as mesmas condições.. ou. Portanto.

Quando o arranjo experimental é preciso e a variação da grandeza a ser medida é pequena. para o desvio da primeira medida (i = 3). em ambos os casos é dado por: n ∑(x − x) i 2 σ = i =1 (n − 1) (Eq. os dados ficam “bastante espalhados”. concentrando-se em torno da média. para arranjos pouco precisos ou grandes variações na grandeza a ser medida.4 Desvios Padrão Podemos dizer que o desvio padrão é uma medida de quanto os dados em média se “desviam” da média. (Eq. Por outro lado.3 Desvio Absoluto Médio O desvio médio é fazer a média dos desvios absolutos. O desvio padrão.∆x3 = x3 − x . n ∑ ∆x ∆x = i =1 n i (Eq. IV) 4. V) 4. VI) 30 . Tal que ∆x = x − x será o desvio absoluto da medida. e assim por diante. os dados ficam “bem próximos” uns dos outros. O desvio padrão permite avaliar a precisão instrumental e o procedimento experimental adotado no caso de grandezas cujas variações são pequenas ou avaliar variações da grandeza propriamente dita quando elas são grandes.

que corresponde à incerteza da média: n σx = σ n ∑(x − x) i 2 = i =1 n(n − 1) (Eq.5 Desvios Padrão da Média Para estimar o quanto o valor médio aproxima-se do valor verdadeiro da grandeza medida. 31 . 4. a incerteza é expressa por essa equação. determinamos o desvio padrão da média. VII) Quando temos muitas medidas (mais de 100).Observação: Esta equação é utilizada quando poucas medidas são feitas (menos de 100). sendo a equação que utilizaremos neste curso.

1º semestre/2008. RJ. Exercício Considere a tabela abaixo. 32 . obtenha o valor médio x e o desvio padrão. S.12 22.14 22.14 22.04 22.14 22.08 22.12 22.5. núcleo Nova Iguaçu.06 ∑ xi = ∑ ( xi − x )2 = Diâmetro de um anel (em mm) 6. A. xi xi − x ( xi − x )2 22. Referência Bibliográfica CARMO. Medidas e Introdução à Teoria dos Erros.12 22.10 22.10 22.06 22.08 22. Centro Universitário Geraldo di Biase. Nota de aula experimental de Física Geral I.

Paquímetro 1.CAPÍTULO 4 MEDIDAS DE INCERTEZAS 1. haste (também chamado de lingüeta) para medição de profundidade e parafuso de fixação.1 Definição É um instrumento de medida usado para medir as dimensões lineares internas. bicos para medição externa. Figura 1 – Paquímetro universal. 33 . 1. um cursor móvel com nônio (ou vernier) que se desloca sobre a escala. entalhes (também chamados de garras ou facas) para medição interna. A Figura 1 ilustra estes componentes que integram um paquímetro universal.2 Identificação dos Componentes do Paquímetro É constituído basicamente de uma escala de precisão graduada. externas e de profundidade de uma peça.

deve-se ler a parte fracionária da medida observando qual traço do nônio coincide com algum traço da escala fixa e calcule o valor da fração multiplicando o número desse traço pela sensibilidade do paquímetro (Figura 3).Em geral. Geralmente é construído de aço inoxidável. ou entre a haste de profundidade e a escala fixa para medições de profundidade (Figura 2). de modo que permita a sua livre movimentação com um mínimo de folga. A escala é graduada em milímetros e polegadas. 34 . Deve-se mover a parte móvel com o polegar atuando no impulsor até que esta parte (bico. Posicionamento Correto para Medição do Paquímetro Leitura de Valores Medidos Quanto ao seu uso. 1. podendo a polegada ser fracionada ou milesimal. e suas graduações referem-se a 20 ºC.3. O cursor é provido de uma escala chamada nônio ou vernier. garra ou haste) encoste suavemente na peça. O cursor é ajustado à régua. os paquímetros são instrumentos acabados. que se desloca em frente às escalas da régua e indica o valor da dimensão tomada. Em seguida. entre as garras para medições internas. deve-se posicionar o bico móvel de forma tal que a peça a ser medida se adapte com folga entre os bicos fixo e móvel para medições externas. com as superfícies planas e polidas. Figura 2 – Posições para medições com paquímetro. fazendo-se uma leitura na escala fixa o valor numérico da medida em milímetros inteiros dado à esquerda do zero do nônio.

o nônio com número de divisões diferentes: 10. 1. o qual deve-se dividir o menor valor da escala fixa representada pela letra e pelo número de divisões da escala móvel (nônio) representada pela letra n. ela é dada por meio de um cálculo simples. observam-se diferentes sensibilidades. e assim sucessivamente.Figura 3 – Combinação de leitura da escala fixa com a do nônio. I) De acordo com a procedência do paquímetro e o seu tipo.4 Sensibilidade do Paquímetro Quanto à sensibilidade do paquímetro representada pela letra a. As medidas podem ser de dois tipos: diretas e indiretas. Na Figura 3. no segundo traço com 2 mm (Figura 3b). no décimo sétimo traço 17 mm (Figura 3d). isto é: a= e n (Eq. 35 . se deslocar o cursor do paquímetro até que o zero do nônio coincida com o primeiro traço da escala fixa. a leitura da medida será 1 mm (Figura 3a). no terceiro traço 3 mm (Figura 3c). 20 e 50 divisões (Figura 4). isto é.

02mm 50 Isto significa que. Na Figura 5 têm-se alguns exemplos de leituras da menor divisão do nônio com a escala fixa do paquímetro com sensibilidade igual a 0.Figura 4 – Paquímetro com escala do nônio de dez divisões. Assim. Se deslocar o cursor do paquímetro até que o primeiro traço (divisão) do nônio coincida com o da escala. Exemplo: Um paquímetro apresenta o menor valor da escala fixa na régua igual a 1 mm e o seu nônio (ou vernier) contém 50 divisões. a sensibilidade para este paquímetro é igual a: a= 1 = 0.04 mm (Figura 5b). tem-se 0.02 mm.02 mm (Figura 5a).32 mm (Figura 5d).06 mm (Figura 5c). 36 . o segundo do traço será de 0.02 mm menor do que cada divisão da escala fixa do paquímetro. o terceiro traço será de 0. o décimo sexto traço será de 0. para cada divisão do nônio. a medida será 0.

2 Identificação dos componentes do micrômetro Este instrumento é constituído por: arco.Figura 5 – Combinação de leitura da escala fixa com a do nônio (destaque em vermelho). isolante térmico. etc. goniômetro.01 mm e 0. escala de meio (mm). Micrômetro 2. escala milimétrica. Observação: O cálculo da sensibilidade obtido pela divisão do mesmo valor da escala principal pelo número de divisões do nônio é aplicado a todo e qualquer instrumento de medição possuidor de nônio.001 mm. por leitura direta. as dimensões reais com uma sensibilidade entre 0. 2.1 Definição É um instrumento de medida linear utilizado quando a medição requer uma precisão acima da possibilitada com um paquímetro permitindo uma medição. o micrômetro. catraca (ou 37 . tambor graduado. escala de centésimos de mm. 2. tais como o próprio paquímetro.

O comprimento do arco cresce de acordo com o aumento da faixa de operação do micrômetro. tubo graduado. eliminador de folga. fuso micrométrico. porca. normalmente 38 . podendo-se encontrar também parafusos com 13 mm e 30 mm.025 polegadas no sistema inglês) dentro de uma porca igualmente precisa e ajustável.3 Sensibilidade e Posicionamento do Paquímetro O micrômetro é um instrumento de dimensão variável que mede comprimentos por leitura direta e deslocamento axial de um parafuso micrométrico com passo de alta precisão (normalmente de 0.5 mm no sistema métrico e 0. 2. e sensores de metal duro (Figura 6). Seu arco é de aço forjado ou de ferro fundido nodular que poderá ou não ter plaquetas termo-isolantes para evitar a transmissão de calor da mão para o arco. fixador (ou trava). haste de medição. Figura 6 – Micrômetro e seus componentes. O comprimento de medição do fuso micrométrico é geralmente de 25 mm.controle de pressão). A sensibilidade do instrumento está diretamente relacionada com a sensibilidade da rosca e do paralelismo entre as faces de medição. O parafuso micrométrico é temperado com rosca retificado com pontas de metal duro lapidadas.

Figura 8 – A divisão da escala fixa de 0. A Figura 7 ilustra o emprego do micrômetro convencional para realização de medidas. Ao se saber o comprimento da escala da luva. com surgimento do seu primeiro traço. para que o resultado do valor da distância entre as divisões da escala milimétrica na luva do micrômetro seja igual a 0.com escalonamento de 25 mm. Figura 7 – Uso do micrômetro para medição de peças.50 mm em relação a escala fixa. Resumindo: para dar uma volta com o tambor graduado. neste caso 50 divisões.50 passo.4 Leitura de Valores Medidos com o Micrômetro Para se fazer uma leitura com o micrômetro. o que corresponde ao passo do parafuso micrométrico (Figura 8). devem ser observadas as divisões da escala milimétrica registradas na luva.50 mm corresponde ao valor de 0.50 mm. 39 . 2. deve-se medir 25 mm e dividir o comprimento da escala pelo número de divisões existentes. tem-se o seu deslocamento de 0.

Assim sendo. o quadragésimo nono traço será 0. acabamos de saber que uma volta completa por ele equivale a 0. conclui-se que cada divisão do tambor equivale a 0.49 mm (Figura 10c).50 mm.01 mm (Figura 10a). O tambor graduado possui 50 divisões (Figura 9).02 mm (Figura 10b). se fizermos coincidir o primeiro traço do tambor com a linha de referência da luva. Figura 9 – Leitura do tambor graduado de um micrômetro. 40 .01 mm. a leitura será 0. o segundo traço será 0.Quanto à leitura do tambor graduado. Figura 10 – Leituras de valores no micrômetro. Assim.

plástico ou metal e pode conter uma escala. Figura 11 – Leitura prática da escala da luva e do tambor no micrômetro. Diferente do paquímetro e do micrômetro.82 mm.Sabendo a leitura da escala da luva e do tambor. Para efetuar a leitura medida. geralmente centimétrica e milimétrica (Figura 12). 41 . soma-se a leitura da escala fixa da luva com a do tambor. sendo composta por uma lâmina de madeira. Figura 12 – Régua com escala numérica. Régua É um instrumento utilizado para medida de distâncias pequenas e desenho de retas. ou seja: (8. a régua não apresenta sensibilidade. 3.50 + 0.32) mm = 8. como ilustra um exemplo na Figura 11. pode-se fazer a leitura de qualquer medida registrada no micrômetro.

micrômetro e régua) com os materiais a serem medidos (pedaço de cartolina. o modelo e a sua sensibilidade.4. C. os valores de leitura de suas dimensões. 5º procedimento: medir o diâmetro do pedaço de fio de cobre. assim. deve-se observar o número de divisões no nônio para calcular a sua sensibilidade. A. DE MACEDO. A metodologia para execução deste trabalho consiste em 5 (cinco) procedimentos utilizando os 3 (três) instrumentos de medidas da seguinte ordem: régua. 2006. Paquímetro.G. Comente com as conclusões referentes a esta experiência. 5.. Faça a comparação entre os valores de medidas obtidos nos instrumentos para cada procedimento. No caso do paquímetro.R et al. Centro Universitário Geraldo di Biase. 2º procedimento: medir a espessura da cartolina. paquímetro e micrômetro: 1º procedimento: medir a largura do pedaço de cartolina. 3º procedimento: medir o diâmetro da moeda de R$ 0. Relatório do primeiro trabalho experimental de laboratório de Física. RJ. QUIRINO. Micrômetro).10. D.10. devem-se anotar a marca. núcleo Nova Iguaçu. 42 . Os valores de medidas para cada procedimento deverão ser anotados juntamente com os valores de suas respectivas sensibilidades (incertezas) dos instrumentos utilizados. Referências Bibliográficas OLIVEIRA.S.R. Utilização de Equipamentos para Medidas (Régia. 4º procedimento: medir a espessura da moeda de R$ 0.10 e pedaço de fio de cobre) fornecendo. moeda de R$ 0. Prática Experimental A prática experimental consiste em determinar o emprego correto dos equipamentos de medidas (paquímetro. Para cada instrumento.

43 . Rio de Janeiro.FIRJAN/SENAI – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro/Serviço Nacional da Indústria. 1997. Curso Básico de Medição Industrial – Caderno do Aluno. Centro Tecnológico de Metal Mecânica Euvaldo Lodi. RJ.

o círculo e dividido em 400 grados. de distâncias. enquanto que o grado e dividido em 100 novos minutos e o minuto em 100 novos segundos. e o minuto se divide em 60 segundos. mas se ocupa também da medição dos ângulos. A unidade do ângulo é o grau. novos minutos (c). 31 minutos e 12 segundos.4583g = 27g 45c 83cc lê-se: 27 grados. minuto (') e segundo ("). ou de diâmetros. 3 Sistema Centesimal No sistema centesimal. e 83 novos segundos.CAPÍTULO 5 Medição Angular 1 Unidades de Medição Angular A técnica da medição não visa somente a descobrir o valor de trajetos. Exemplo: 54º31'12" lê-se: 54 graus. Os símbolos usados são: grau (º). 0 grau se divide em 60 minutos. novos segundos (cc). é chamado sistema sexagesimal. e o grau em minutos e segundos. 45 novos minutos. É este o sistema freqüentemente utilizado em mecânica. Os símbolos usados são: grados (g). 44 . 2 Sistema Sexagesimal Sabe-se que o sistema que divide o círculo em 360 graus. Exemplo: 27.

1996). chamado ângulo reto (90°). Agudo. é subdividido de acordo com os sistemas existentes. Figura 1 – Circunferência completa dividida em quatro partes com ângulo de 90º. 45 .1 Ângulo reto A unidade legal é o ângulo formado por duas retas que se cortam perpendicularmente.4 Ângulos: Reto. 1996).2 Ângulo agudo É aquele cuja abertura é menor do que a do ângulo reto (Figura 2). 4. Figura 2 – Ângulo agudo (SENAI. Obtuso e Raso 4. cada (SENAI. Esse valor. formando ângulos adjacentes iguais (Figura 1).

5.5 Ângulos Complementares e Suplementares 4.3 Ângulo obtuso É aquele cuja abertura é maior do que a do ângulo reto (Figura 3). 1996).1 Ângulos complementares São aqueles cuja coma é igual a um ângulo reto (Figura 5). 4. Figura 4 – Ângulo raso (SENAI. Figura 3 – Ângulo obtuso. 4. (SENAI.4.4 Ângulo raso É aquele cuja abertura mede 180º (Figura 4). 1996). 46 .

Observação: Para somarmos ou subtrairmos graus. Figura 6 – Ângulos suplementares (SENAI. 4. Exemplo: 90º . devemos colocar as unidades iguais sob as outras. 1996).2 Ângulos suplementares São aqueles cuja soma é igual a um ângulo raso (Figura 6). 1996). teremos: 47 . Sabendo que 1º = 60’.Figura 5 – Ângulos complementares (SENAI.5.25º 12' = A primeira operação por fazer e converter 90º em graus e minutos.

minutos e segundos. minutos e segundos. podemos resolver alguns problemas de medição angular. eqüilátero (B) e isósceles (C). quando temos as unidades graus.10º 15' 20" = Convertendo 90º em graus. Exemplo: 90º .10º 15' 20" = 79º 44' 40" 5 Soma dos Ângulos Internos dos Triângulos Sabendo que a soma dos ângulos internos de todo e qualquer triângulo é igual a 180º (Figuras 7-A. teremos: 90º = 89º 59' 60" 89º 59' 60" . 7-B e 7-C). 48 . conforme mostra o exemplo abaixo.Devemos operar da mesma forma. Figura 7 – Triângulos retângulos escaleno (A).

Exemplo: Qual o valor do ângulo C da peça abaixo? ^ Solução: A + B + C = 180º ∴ C = 180º − A − B∴ C = 180º − 70º − 60º ∴ C = 50º ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ (Resposta) 6. Exercícios de Fixação 1 – Classifique os tipos de ângulos situados abaixo. (A) _________________________________ (B) _________________________________ 49 .

o valor de x é: (A) 70º (B) 90° (C) 100º (D) 110º (E) 140º ^ ^ 3 – (CBMERJ – TÉCNICO DE ENFERMAGEM – 2008) O ângulo convexo formado pelos ponteiros de um relógio às 14 h 25 min é igual a: (A) 46º 30’ (B) 89° 60’ (C) 12º 30’ (D) 86º 30’ (E) 77º 30’ 50 . Sendo BM a bissetriz do ângulo A B C e CM a bissetriz do ângulo A C B .(C) _________________________________ (D) _________________________________ (E) _________________________________ 2 – (NCE/UFRJ – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – 2009) A figura a seguir mostra um triângulo isósceles de base BC .

^ ^ ^ ^ Seja HD ^ BC (H entre A e C). Nestas condições. em graus: ^ (A) 25 (B) 65 (C) 35 (D) 55 (E) 25 5 – Calcule as seguintes questões envolvendo ângulos: a. 51 . A bissetriz interna de A intercepta o lado BC em D. é tal que A B C > A C B . retângulo em A . 9º 36’ 11” + 15’ 45” d. podemos afirmar que o ângulo H B D mede. 48’ 25” – 60’ e. a. 8º 2’ – 50” 6 – Calcule os ângulos nas figuras a seguir.4 – (CBMERJ – TÉCNICO DE ENFERMAGEM – 2008) O triângulo ABC. 45º + 17º 24’ c. 12º 12’ + 5º 25’ b. 91º 55’ – 16º 32’ f.

7 – Calcule os ângulos internos nas figuras geométricas a seguir.b. c. 52 . a.

Referência Bibliográfica SENAI/CST – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL/COMPANHIA SIDERÚRGIA DE TUBARÃO. Mecânica – Metrologia. 1996. 53 . ES.b. 89:92. Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção. Vitória. c. Pp. Medição Angular. 7.

e. o instrumento indicado é o goniômetro simples (transferidor de grau) (Figura 2). 1996). 2. O disco graduado e o esquadro formam uma só peça. Tipos e Usos Para usos comuns. 54 . apresentando quatro graduações de 0º a 90º. O articulador gira com o disco do vernier. em casos de medidas angulares que não exigem extremo rigor. em sua extremidade. Figura 1 – Ilustração do goniômetro com as suas especificações técnicas (SENAI.CAPÍTULO 6 Goniômetro 1. Na Figura 1. temos um goniômetro de precisão. há um ressalto adaptável à régua. Definição O goniômetro é um Instrumento que serve para medir ou verificar ângulos.

mostrando várias posições da lâmina. 1996).Figura 2 – Tipos de goniômetros simples com transferidor de grau (SENAI. 1996). A Figura 3 dá exemplo de realização de do goniômetro em diferentes medições de ângulos de peças ou ferramentas. 55 . Figura 3 – Diferentes formas de se medir corretamente com a lâmina do goniômetro (SENAI.

Daí conclui-se que cada divisão equivale a 1º (um grau). 56 . 4.3. Divisão Angular Em todo tipo de goniômetro. Leitura do Goniômetro Lêem-se os graus inteiros na graduação do disco com o traço zero do nônio (Figura 5-A). o ângulo reto (90º) apresenta 90 divisões. 1996). observa-se a divisão do disco graduado do goniômetro. onde uma parte equivale a um valor angular de 1º (SENAI. como da esquerda para a direita (Figura 5-B). O sentido da leitura tanto pode ser da direita para a esquerda. Figura 4 – Divisões do disco graduado do goniômetro em 90 partes iguais. Na Figura 4.

5. Quanto à aproximação (equivale à sensibilização) do goniômetro. e da direita para a esquerda (B).Figura 5 – Dois modos de se realizar uma leitura inteira no goniômetro em graus: da esquerda para a direita (A). ela é dada pela relação entre o menor valor do disco graduado e o número de divisões do nônio. Figura 6 – Demonstração do nônio (parte inferior) no disco graduado do goniômetro (SENAI. e à esquerda do zero do nônio (Figura 6). o nônio apresenta 12 divisões à direita. se for à esquerda. Utilização do Nônio Nos goniômetros de precisão. Se o sentido da leitura for à direita. usa-se o nônio da esquerda. utiliza-se o nônio da direita. isto é: 57 . 1996).

Se fizer coincidir o primeiro traço do nônio com o traço do disco graduado.Cada divisão do nônio é menor 5’ do que duas divisões do disco graduado. 0º 45’ (Figura 7-C). em (C). 0º 10’ (Figura 7-B). o segundo traço do nônio coincide com um dos traços fixos do disco graduado resultando em uma leitura de 0º 10’. o nono traço. o primeiro traço do nônio coincide com um dos traços fixos do disco graduado resultando em uma leitura de 0º 5’. Conhecendo-se o disco graduado e o nônio do goniômetro. o nono traço do nônio coincide com um dos traços fixos do disco graduado resultando em uma leitura de 0º 45’ (SENAI. em (B). 58 . 1996). pode-se fazer a leitura de qualquer medida (Figura 8). o segundo traço. Figura 7 – Leitura do nônio com o disco graduado no goniômetro: em (A). a leitura será 0º 5’ (Figura 7-A).

6. 59 . Exercícios de Fixação Faça a leitura de cada medida no goniômetro nas figuras a seguir. 1996).Figura 8 – Leitura à esquerda no goniômetro cujo seu resultado é de 29º 25’ (SENAI.

Mecânica – Metrologia. Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção. Medição Angular. 93:99. Referência Bibliográfica SENAI/CST – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL/COMPANHIA SIDERÚRGIA DE TUBARÃO. 60 . 1996. Vitória.7. ES. Pp.