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Nutrição

Escola Secundária de Bocage


Curso de Técnicos de Apoio à Infância
Turma I do 10º ano
Disciplina: Saúde Infantil
Professor/a: Vanessa Nascimento

Título do trabalho
Nutrição no 1º ano de vida

11 de Maio de 2008
Ano lectivo 2008/2009

Realizado Por :
Ana Isabel nº1
Bruna Ferreira nº5
Fábio Machuqueiro nº8
Vânia Piedade nº 23
Índice
Introdução............................................................................................................................2
1.A Nutrição – Passo a Passo...............................................................................................3
2.A importância dos legumes...............................................................................................6
2.1Quanto mais cedo melhor...........................................................................................6
2.2A importância dos legumes e vegetais na alimentação dos mais pequenos................6
2.3A partir de que idade se deve promover o consumo junto das crianças?....................7
2.4O consumo deve ser diário?........................................................................................7
2.5Quais os vegetais e legumes mais importantes na alimentação dos mais pequenos? 8
3.O processo de alimentação no 1º ano de vida.................................................................10
3.1Durante quanto tempo pode manter-se uma alimentação exclusivamente à base de
leite?...............................................................................................................................10
3.2O que é a alimentação diversificada e quando se inicia?..........................................11
3.3Porque é que a introdução de novos alimentos só deve ser iniciada entre o quarto e
o sexto mês de vida?......................................................................................................11
3.4Quais são as desvantagens da introdução precoce de novos alimentos?..................12
3.5Com que intervalo se devem introduzir os novos alimentos?...................................12
4.As várias fases da diversificação alimentar....................................................................12
4.1Qual deve ser o primeiro alimento dado ao bebé quando se inicia a diversificação
alimentar?.......................................................................................................................12
4.2A partir dos seis meses..............................................................................................13
5.Outros aspectos essenciais..............................................................................................15
5.1Que tipo de papas de cereais devem ser utilizados na alimentação dos bebés?.......15
5.2O que é o glúten? E porque é que se desaconselha a sua administração antes dos
seis meses de vida?........................................................................................................15
5.3Como se prepara a sopa de legumes?.......................................................................16
5.4Que tipo de iogurtes devem ser dados aos bebés?....................................................17
5.5Os bebés devem comer alimentos com açúcar?........................................................17
5.6Que suplementos vitamínios é preciso dar no primeiro ano?...................................17
5.7Porque é que não se deve dar leite de vaca inteiro antes dos doze meses de idade? 18
5.8Alimentos não recomendados nos primeiros 12 meses ...............................................19
6.Esquematização da alimentação diversificada................................................................21
Conclusão...........................................................................................................................22
Bibliografia........................................................................................................................23

Introdução

1
Este trabalho, está inserido na disciplina de Saúde Infantil e tem como
tema “A alimentação no primeiro ano de vida”.
Com este trabalho pretendemos dar a conhecer o quão importante é a
alimentação de um bebé no primeiro ano de vida e, como e quando poderemos
introduzir os primeiros alimentos.

1.A Nutrição – Passo a Passo

2
A nutrição juntamente com o meio e
interacções genéticas resulta no crescimento da
criança. No primeiro ano de vida os bebés
necessitam de nutrição específica. A
alimentação do bebé inicia-se se possível com o
leite materno que é o mais adequado às
necessidades da criança. Quanto às vantagens
deste, destacam-se o facto de estar sempre
pronto e à temperatura ideal, com óptimas condições de higiene, estar adaptado
à imaturidade do sistema digestivo. O leite contém ainda anticorpos que dão ao
bebé uma protecção contra as infecções e alergias. Alem disso é económico e
fortalece a relação mãe-bebé.

As necessidades e o ritmo fisiológico do bebé diferem. Os primeiros


meses a duração das mamadas pode variar, contudo com o passar do tempo
normalizam. É importante que o leite materno seja dado até aos quatro a seis
meses, se não for possível deve-se recorrer a uma variedade de leites com
fórmulas infantis. Isto deve ser feito com o acompanhamento de um pediatra.
Após a fase da amamentação deve-se iniciar uma alimentação
diversificada, devendo ser um processo lento e cuidadoso para que o aparelho
digestivo do bebé se adeqúe às necessidades nutricionais para o seu
desenvolvimento. É nesta fase que o bebé inicia a maturidade neuro-motora que
permite uma boa coordenação na boca e diminui o risco de engasgamento.
Pode-se também introduzir nesta fase uma das refeições principais como uma
papa sem Glúten ou uma sopa simples (Batata, cenoura, abóbora e cebola)
temperada com um fio de azeite virgem extra em cru. Se possível não adicionar
sal. No caso de uma papa deve ser considerado que o bebé ainda é imaturo e
muito sensível em tolerâncias e alergias alimentares portanto a papa deve ser
sem Glúten: Proteínas existentes em alguns cereais, sendo que se for
introduzido muito cedo pode causar uma intolerância a nível intestinal ou até
mesmo desenvolver uma doença Celíaca.

3
No caso da sopa, a quantidade de
legumes deve ser gradual e um de cada
vez, deixando os de sabor mais forte para
o final. De preferência, os legumes devem
ser frescos e muito bem lavados para que
não se perca vitaminas e minerais, a
confecção deve ser a vapor ou com
pouca água. Tanto a papa como a sopa
devem ser dadas à colher. Para isso é necessário ambas terem uma textura
homogénea e dada em pequenas quantidades.
Para que o bebé desenvolva o mecanismo de mastigação e deglutinação que
permite desenvolver a fala, é necessário que o bebé se torne autónomo a comer
com a colher.
Um mês depois podem ser introduzidas duas refeições principais
ingeridas à colher. Após esta fase deve ser iniciada a introdução da sobremesa
de fruta, que deve ser simples como uma maçã ou uma banana madura. É
importante que estas sejam bem lavadas e retiradas a pele, até mesmo numa
primeira fase sendo cozidas e passadas. A fruta deve variar e dada nas
refeições principais após a sopa.
Aos seis meses pode ser introduzida 30g de carne (Vitela, Borrego, Coelho,
Frango e Peru). Nesta primeira semana a carne deve ser cozida e retirada antes
da passar a sopa para que o seu sabor apenas fique na sopa. Posteriormente
deve-se passar a carne na sopa. Aos oito meses pode-se introduzir o iogurte
natural com a adição de três a quatro bolachas Maria, substituindo ou alternando
com a papa. O iogurte é benéfico para a flora intestinal pelo seu efeito
próbiótico.

Por volta do nono mês, deve-se alternar a carne com o peixe. O peixe
deve ser dado de preferência brancos magros (Pescada, Marúca, Linguado e
Robalo). Deve-se dar preferência aos lombos de peixe ou aqueles com poucas

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espinhas. Quanto à sua cozedura, deve ser feita à parte, sem adicionar sal,
retirando a pele e as espinhas e assim adicionar à sopa, passando tudo
posteriormente. Quinze dias após a introdução do peixe e se não houver
nenhuma manifestação alérgica pode-se introduzir meia gema de ovo. A clara
deve ser apenas introduzida depois dos doze meses. Os ovos devem estar
frescos e dentro do prazo de validade. Para que a gema fique bem cozida, o ovo
deve ser cozido no mínimo oito a dez minutos. Por uma a duas vezes por
semana, pode-se adicionar a gema à sopa de legumes contudo não adicionar na
mesma carne ou peixe. Aos dez/onze meses pode-se introduzir pequenas
quantidades de leguminosas, que é o caso dos feijões e ervilhas. Nas primeiras
vezes retirando-se a casca das mesmas. Se o bebé tiver uma boa deglutinação
pode-se ainda juntar à sopa massinhas ou bagos de arroz bem cozidos. Quanto
á água, esta é indispensável quando se inicia a diversificação alimentar, que
numa primeira fase, deve ser em pequenas quantidades dada á colher. Mais
tarde, utilizando o biberão e por volta dos dez/onze meses utilizar um copo de
água com asas.
A partir de um ano de vida, o bebé está pronto para diversificar a sua
alimentação para a chamada “Alimentação familiar”.

2.A importância dos legumes

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2.1Quanto mais cedo melhor

Os hábitos alimentares durante a


infância são fundamentais para a qualidade de
vida futura. Assim quanto mais cedo os bebés
começarem a ter o hábito de comer legumes,
maiores serão as probabilidades de terem
uma boa saúde no futuro.
Os pais devem ter a preocupação de
incentivar, o mais cedo possível, a criança a
ingerir legumes. Contudo este incentivo, não
deve partir só dos pais, mas também dos
educadores e auxiliares de educação.
O ambiente familiar bem como os seus
comportamentos alimentar tem um papel preponderante na definição dos
hábitos alimentares, quer sejam eles positivos ou negativos.
Como actualmente, nos dias que correm, as crianças são inseridas em
instituições de infância por volta dos três meses, os educadores e auxiliares têm
também um papel essencial, devendo colaborar com os pais de modo a
promover os melhores hábitos alimentares perante as crianças.

2.2A importância dos legumes e vegetais na alimentação dos


mais pequenos

Os legumes e os vegetais são alimentos


fundamentais para os mais pequenos, visto que
contêm muitas fibras, vitaminas, sais minerais e
água. Estes nutrientes são importantes para a
formação e regulamento do organismo. De facto,
este grupo é um dos maiores das rodas dos
alimentos, indicando que os seus alimentos
devem ser ingeridos em grandes e variadas quantidades.

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2.3A partir de que idade se deve promover o consumo junto das
crianças?

A partir dos 4-6 meses de idade, o


aparelho digestivo já pode consumir
alimentos mais diversificados. Deve-se optar
por produtos naturais, tendo em conta que os
produtos congelados são muito menos
nutritivos que os produtos frescos, que como
tal devem ser usados na alimentação dos
mais pequenos.
Os alimentos deste grupo devem ser dados às crianças para que estas
experimentem as suas diferentes texturas, temperaturas e sabores. Assim estes
alimentos serão aceites no futuro e a criança ganhará até uma certa apetência
por experimentar novos sabores, tendo em conta contudo, os intervalos de
introdução entre os diferentes alimentos.
Devem ser introduzidos um de cada vez e com intervalos superiores a 4
dias para que se possam identificar eventuais reacções alérgicas.
Primeiramente, devem ser introduzidos os legumes e vegetais com um sabor
menos intenso e de cor amarela o laranja e só posteriormente verde visto serem
mais ricos em fibras.

2.4O consumo deve ser diário?

Claro que sim, e de preferência em variadas quantidades. Não podemos


esquecer que estes alimentos são reguladores de apetite, da saciedade e do
trânsito intestinal, além de serem uma enorme fonte de vitaminas e sais
minerais.

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Quais as grandes vantagens dos legumes e vegetais em termos de prevenção
de doenças e promoção da saúde?

Os legumes e os vegetais,
permitem não só a regulação do trânsito
intestinal e da sensação de fome /
saciedade (devido à sua grande
quantidade de fibras), como também
são fornecedores de vitaminas e de sais
minerais. Estes são importantes
sobretudo para o sistema imunitário do organismo. Os sais minerais e as
vitaminas asseguram funções vitais, essenciais para a saúde da criança.
Quando se cozem os legumes e os vegetais, deve-se aproveitar a água
para fazer sopas, caldos, ensopados, cozer arroz, etc. Pode-se ainda cozer os
vegetais e legumes a vapor o que tornará os alimentos nutricionalmente mais
ricos, mais atractivos do ponto de vista visual, com uma cor mais forte e um
sabor mais acentuado, evitando assim o uso do sal.

2.5Quais os vegetais e legumes mais importantes na


alimentação dos mais pequenos?

Não existem legumes e vegetais mais ou menos importantes. Deve-se ter


em conta a variedade visto que existem uns mais ricos em determinadas
substâncias e outros noutras. É por isso que se deve variar e fazer variadas
combinações de modo a assegurar o suporte nutricional.
Até aos 6 meses de idade, deve-se evitar o uso de vegetais com elevado
teor de nitratos como é o caso do feijão verde, dos espinafres e da beterraba. Os
alimentos infantis comercializados nos chamados boiões, devem ser utilizados
em viagens, férias ou em situações particulares e não utilizados
sistematicamente.
Muitos destes produtos não são nutricionalmente equilibrados além de
não favorecerem uma correcta aprendizagem alimentar. Tenha sempre em

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atenção que, se servir o seu filho, com menos quantidade do que aquela que
espera que ele ingira, incentiva-o e deixa-o contente por “ter comido tudo”.
Assim, dará à criança a oportunidade de pedir mais se não estiver satisfeita!
Dicas para os pais
Habitualmente as crianças tendem a
negar o consumo de legumes e vegetais,
sendo um “não quero” bastante usual.
Quanto a este problema, os pais/educadores
devem levar em atenção e respeitar o gosto
da criança, dado que nem todas gostam do
mesmo que os pais ou familiares. Contudo, a
insistência e o incentivo, junto com
criatividade por parte dos pais/educadores
ajudam para que a criança descubra novos sabores e os comece a ganhar o
gosto pelos mesmos. Quanto à criatividade deve ser aplicada com paciência
juntamente com alternativas, devem inventar novos pratos e diferentes
apresentações, como legumes e verduras e dando-lhes um toque mais divertido.
Também utilizando um tomate para fazer uma boca, a cenoura como um nariz e
os brócolos como cabelo. Caso as crianças rejeitem um alimento é fundamental
que estes continuem a estar ao alcance da visão da criança, dado que só por
verem este alimentos já lhes faz adquiri a ideia de que a comida não é de outro
planeta. Caso alimentos que a criança anteriormente não gostava sejam
substituído por outros formatos, estes podem atrair a criança. Dado que muitas
vezes as crianças não gostam apenas do aspecto da comida rejeitando-a assim,
apenas pela cor, a consistência à textura pode mudar o pensamento da criança.
Um alimento pouco apreciado, no entanto se tiver bem disfarçado e apresentado
de forma original, pode tornar-se apetitoso.

3.O processo de alimentação no 1º ano de vida

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Uma nutrição adequada durante a infância é importante para que haja o
desenvolvimento humano da criança.
Os dois primeiros anos são fundamentais para o crescimento adequado,
saudável e um desenvolvimento comportamental apropriado.

O leite materno é o alimento mais


adequado para a criança nos primeiros meses de
vida, contém todos os nutrientes essenciais na
multiplicação e quantidade necessárias ao
crescimento e desenvolvimento da criança.
A Organização Mundial de Saúde
recomenda o Aleitamento Materno até aos 6
meses de idade. A partir desta fase, o leite
materno deixa de ser suficiente para superar as
necessidades nutricionais, sendo assim essencial
a introdução de novos alimentos.

3.1Durante quanto tempo pode manter-se uma alimentação


exclusivamente à base de leite?

A partir do segundo semestre de vida o leite, humano ou artificial, começa


a não ser suficiente para cobrir as necessidades energéticas e nutritivas do
bebé, tornando-se assim necessários outros alimentos complementares, que
forneçam nutrientes, vitaminas e ferro. Por outro lado se a criança continuar a
ser alimentada exclusivamente à base de leite após os primeiros seis meses de
vida, corre o risco de não manter uma progressão adequada de peso,
desenvolver anemia por falta de ferro ou apresentar carencias vitaminicas.

3.2O que é a alimentação diversificada e quando se inicia?

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A alimentação diversificada consiste
na transição de uma alimentação
unicamente láctea para outra que inclui,
além do leite, outros alimentos de maior
consistência até chegar a alimentos sólidos.
A Nutrição Pediátrica defende que a
alimentação diversificada não deve iniciar-
se antes dos 4-6 meses de idade, nem
depois dos 6-8 meses.
A introdução precoce de novos
alimentos pode causar algumas desvantagens, como o aumento do risco de
aparecimento de alergias alimentares e excesso de peso.

3.3Porque é que a introdução de novos alimentos só deve ser


iniciada entre o quarto e o sexto mês de vida?

A idade aconselhada para introduzir novos alimentos na alimentação do


bebé, está associada a factores de maturação e desenvolvimento do aparelho
digestivo, da função renal e do sistema nervoso central, sem excluir como é
claro os factores nutritivos já referidos. O desenvolvimento do bebé entre os
quatro e os seis meses, é essencial para que esta introdução de novos
alimentos seja possível visto que já é capaz de se sentar com ajuda, tem um
bom controlo da cabeça e do pescoço, inicia movimentos de mastigação, usa a
língua para introduzir alimentos na boca estando por isso apto a aceitar comida
de consistência mole, dada à colher. Antes desta idade, o bebé possui reflexos
que o levam a projectar com a língua os alimentos colocados na boca, o que
dificulta a administração de alimentos à colher. De notar ainda, que antes dos
quatro meses de idade, as funções do aparelho digestivo e renal do bebé são
ainda imaturas, tornando prejudicial a introdução precoce de outros alimentos.

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3.4Quais são as desvantagens da introdução precoce de novos
alimentos?

A introdução precoce de novos alimentos pode causar algumas complicações no


desenvolvimento natural do bebé, das quais se destacam:

• Interferencia no aleitamento materno


• Aumenta do risco de aparecimento de alergias alimentares
• Alteração da regulação do apetite
• Aumento do risco de infecções
• Introdução prejudicial ao funcionamento do rim.
• Insuficiente coordenação dos movimentos de mastigação dificultando a
adaptação aos alimentos sólidos

3.5Com que intervalo se devem introduzir os novos alimentos?

Ao longo da diversificação alimentar deve-se ter o cuidado de inserir um


alimento de cada vez, com um espaço de 3 a 5 dias entre cada alimento. Desta
forma se ocorrer alguma reacção ao novo alimento é possível detectar e corrigir
eficazmente.

4.As várias fases da diversificação alimentar

4.1Qual deve ser o primeiro alimento dado ao bebé quando se


inicia a diversificação alimentar?

O primeiro alimento que habitualmente se deve dar ao bebé a seguir ao


leite é a papa de cereais. O bebé ao iniciar uma diversificação alimentar, vai ter
a necessidade de se adaptar não só a uma nova consistência de alimentos, visto

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que estes passam a ser semi sólidos e consequentemente sólidos ao invés dos
habituais líquidos, como também a novos sabores. A grande proximidade de
sabores entre o leite e a papa facilita a adaptação do bebé aos novos alimentos.
Contudo, é tambem muito usual escolher a sopa de legumes como alimento
inicial à introdução da nova alimentação do bebé.

4.2A partir dos seis meses

Aos 6 meses pode ser introduzida a


fruta. Deve começar-se pela maçã, pêra e
banana. A fruta no início pode ser cozida,
passando depois a ser crua.
A criança pode começar a comer sopa
de hortícolas por volta dos 6-7 meses. Numa
fase inicial deve incluir-se na sopa, a
cenoura, a batata e a abóbora introduzindo outros hortícolas como a cebola, o
alho-francês e a couve branca.

Aos 8 meses, a carne deve ser cozida e retirada da sopa. Deve optar-se
por peru, coelho e frango, e quando a criança já estiver habituada ao sabor
pode-se triturar a carne na sopa.

Aos 9 meses pode introduzir-se a gema de ovo e só aos 10 meses é que


se introduz o peixe, sendo a melhor opção a pescada, o linguado e a solha,
outra das opções é o iogurte, começando pelo natural.

A partir do 11º mês introduzem-se as leguminosas e devem ser fornecidas


2 vezes por semana com arroz ou hortícolas, a criança já consegue mastigar e
começa-se a introduzir o arroz, a massa e o pão.

No 1º ano de idade, já se pode começar a introduzir legumes tais como


os espinafres e o nabo e também pode iniciar uma alimentação com outras

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frutas como o kiwi, os morangos, o pêssego e a manga porque são essências
para a criança.
Os boiões de comida só devem ser
utilizados para emergências, e optar por fazer a
sopa e preparar a fruta em casa, sendo mais
vantajoso para a criança e mais económico para a
família.
O açúcar e o sal não devem ser
adicionados aos alimentos da criança. Quanto
mais tarde contactarem com este tipo de sabores, mais tarde vão adquirir a sua
preferência por eles.
É importante a criança provar novos alimentos, mas não forçá-la porque é
normal a recusa de alguns alimentos.
O leite materno é o alimento mais adequado para
uma criança nos seus primeiros meses de vida.
É um alimento completo e que apresenta outras
vantagens além das nutricionais, deve ser, a base da
alimentação do bebé no primeiro ano de vida.

Calendário da diversificação alimentar:


0 - 6º mês Leite materno ou leite adaptado
4º -6º mês Cereais sem glúten
5º -6º mês Frutas, verduras e carne
7º -8º mês Cereais com glúten
8º -9º mês Iogurte natural
8º -10º mês Gema de ovo, peixe branco
12º mês Leite de vaca inteiro, ovo inteiro

Na idade em que se faz a diversificação alimentar a criança faz


habitualmente cinco refeições, prescindindo da refeição da noite até ao fim do
primeiro ano. Quando se inicia a diversificação alimentar, começa-se por

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substituir uma das refeições de leite, geralmente o almoço, por uma papa láctea
sem glúten. Ao fim de algum tempo, depois da criança se adaptar ao uso da
colher e ao sabor da papa, inicia-se a sopa de legumes ao almoço, passando a
dar-se a papa à hora do jantar.
Terá então uma refeição de leite ao acordar e outra ao lanche, uma sopa
com carne seguida de fruta ao almoço, e uma papa láctea ao jantar. Este
esquema de quatro a cinco refeições mantém-se até aos doze meses, podendo
a partir dos nove ou dez meses fazer-se duas refeições de legumes com carne
ou peixe numa delas apenas, alternando a papa com o iogurte ou o leite à hora
do lanche.

5.Outros aspectos essenciais

5.1Que tipo de papas de cereais devem


ser utilizados na alimentação dos bebés?

Existe uma grande variedade de papas no


mercado. Contudo, estas podem ser classificadas
segundo dois grandes tipos: as papas lácteas e as
papas não lácteas. As papas lácteas são aquelas
que contêm leite na sua composição, devendo ser
preparadas apenas com água. Por outro lado, as
papas não lácteas não têm qualquer tipo de leite e
por isso mesmo devem ser preparadas adicionando-as ao leite utilizado pelo
bebé. De notar ainda que até ao sexto mês, as papas devem apenas conter
cereais sem glúten.

5.2O que é o glúten? E porque é que se desaconselha a sua


administração antes dos seis meses de vida?

O glúten é uma proteína existente nalguns cereais como o trigo, o


centeio, a cevada ou a aveia. Estas proteinas são as principais causadoras de

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reacções de intolerância ao nível intestinal, em crianças portadoras de uma
doença hereditária denominada Doença Celíaca.
Esta doença, que pode afectar crianças ou adultos, manifesta-se nos
bebés a partir do primeiro contacto com alimentos que contenham glúten. Os
seus principais sintomas são:

• Diarreia persistente
• Aumento insuficiente de peso
• Atraso de crescimento
• Má absorção dos alimentos
• Desnutrição.

Apesar da tentativa de adiamento na introdução de farinhas com glúten após os


seis primeiros meses de vida, a doença Celíaca continua a ser uma realidade
podendo dar-se o caso de aparecer, contudo esta forma de proceder adia as
suas manifestações para um período menos frágil da vida da criança.

5.3Como se prepara a sopa de legumes?

Inicialmente deve ser bastante fluida e


à base de batata, cenoura e um pouco de
azeite, aumentando-se progressivamente a
sua consistência até se tornar em puré.
Posteriormente, e em intervalos regulares,
podem começar a ser introduzidas verduras
entre outros legumes. Por volta do quinto ou sexto mês, pode-se comçar a
introduzir a carne em pequenas quantidades (cerca de 40 gramas por dia)
devendo ser passada juntamente com os legumes. Apesar de se poder
enriquecer a sopa com a utilização progressiva de novos legumes ou realçar o
seu sabor com o uso de temperos como salsa e coentros, não se deve utilizar o

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sal porque o seu uso está contra-indicado no primeiro ano de vida ,visto que
pode provocar problemas como Hipertensão.

5.4Que tipo de iogurtes devem ser dados aos bebés?

Antes do 1º ano de idade deve-se


optar pelo iogurte natural, sem açúcar,
podendo adicionar-se fruta fresca passada,
ou 2 bolachas tipo Maria. Os Iogurtes de
aroma devem ser evitados visto que têm um
grau elevado de açucar para as crianças.

5.5Os bebés devem comer alimentos com açúcar?

O açúcar assim como o sal, devem estar totalmente ausentes da


alimentação durante o 1º ano de vida, porque pode causar o aparecimento de
obesidade, diabetes e cáries dentárias. O açúcar existente de forma natural em
alimentos como o leite, a fruta, as batatas, etc. é suficiente para as
necessidades orgânicas do bebé.

5.6Que suplementos vitamínios é preciso dar no primeiro ano?

São poucas as situações em que se torna


necessário dar vitaminas a um bebé saudável. Se a
criança estiver a fazer o aleitamento materno e toda a
sua alimentação seguir os passos indicados até aqui,
então terá todas as vitaminas necessárias a um bom
desenvolvimento, à excepção da vitamina D. Se o leite
for adaptado, este encontra-se também suplementado
com as vitaminas necessárias ao seu crescimento,
incluindo também a vitamina D. Assim, as crianças
amamentadas a peito devem receber um suplemento diário de 400 U. I. de

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vitamina D, que deixa de ser necessário quando passam a tomar o leite
adaptado.
Os filhos de mães vegetarianas necessitam também de um suplemento
de vitamina B12, já que as dietas vegetarianas são pobres neste tipo de
vitamina. As outras vitaminas necessárias ao organismo existem em quantidade
suficiente na dieta normal de uma criança saudável. Algumas vitaminas, como a
A e a D podem ser perigosas se forem dadas às crianças em grandes
quantidades. Uma criança possui reservas de ferro suficientes para os primeiros
meses de vida, quando se alimenta apenas do leite da mãe. Quando se
introduzem novos alimentos na alimentação do bebé, estes vão repôr as
reservas que antes eram repostas com o leite materno. Já os leites artificiais são
constituidos essencialmente por Ferro, logo conseguem complementar a
ausencia do leite materno, quando dado ao bebé. Quando um bebé é prematuro,
o seu organismo apresenta reservas reduzidas de ferro, devendo por isso tomar
um suplemento de ferro a partir do 2º mês de vida. Já o Flúor deve ser dado ás
crianças que residam em zonas onde a quantidade de Flúor na água para
consumo seja baixa. A sua função é evitar o aparecimento de cáries dentárias
sendo essencial durante o 1º ano de vida.

5.7Porque é que não se deve dar leite de vaca inteiro antes dos
doze meses de idade?

O leite de vaca está adaptado ao


crescimento da espécie em questão. Por
este motivo, possui uma grande quantidade
de proteínas em relação às necessidades da
espécie humana, provocando uma
sobrecarga renal prejudicial e inútil.
O consumo deste tipo de leite provoca
também perdas microscópicas de sangue
gastro-intestinal, que em conjunto com a escassez de ferro, aumentam
probabilidade no aparecimento de anemia por carência de ferro aos 12 meses

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de idade. Por estas razões, na impossibilidade de aleitamento materno,
devemos utilizar no 1º ano de vida um leite adaptado, que apesar de derivado do
leite de vaca, se aproxima muito mais das caracteristicas do leite materno.

5.8Alimentos não recomendados nos primeiros 12


meses

Farinha de trigo: Contém glúten e a criança


pode apresentar intolerância à substância.

Ovo: O ovo inteiro pode ser introduzido,


sempre cozido, após o sexto mês. Excepto
crianças com alergias alimentares e quadros
alérgicos intensos.

Mel: Com excepção do industrializado, o mel selvagem deve ser evitado antes
do primeiro ano de vida, pois pode oferecer risco de contaminação, com o
Clostridium botulinum, microorganismo causador do botulismo.

Pescados e frutos do mar: Indicado somente após o primeiro ano, pois são muito
alergênicos.

Carne de porco: Deve ser evitada devido ao alto teor de gordura saturada, além
de causar possíveis alergias.

Sucos prontos (industrializados): São recomendáveis depois de 2 anos, e


mesmo assim, eventualmente. Os sucos naturais contêm mais vitaminas e muito
menos açúcar.

Embutidos e frios: Como possuem muita gordura, sal e conservantes, devem ser
evitados até os 2 anos.

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Alimentos industrializados: Em geral, estes
produtos têm em suas fórmulas corantes e
conservantes, por isso não devem ser
consumidos por crianças antes de um ano
de vida. Além disso, contém um alto teor de
gordura hidrogenada, o que pode provocar
obesidade e uma alteração nas taxas de
colesterol e triglicérides.

Refrigerantes: Esse tipo de produto tem elevada proporção de açúcar, corantes


e outras substâncias sem nenhum valor nutritivo. Além disso, atrapalham a
absorção de cálcio. Daí o motivo para serem evitados.

Enlatados: Contêm sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais que


podem irritar a mucosa gástrica da criança, comprometendo a digestão e a
absorção dos nutrientes, além do baixo valor nutritivo.

Doces: Os açúcares e doces tiram a fome e ainda prejudicam o valor calórico


das refeições. Neste caso, o ideal é que eles sejam consumidos no fim do
primeiro ano e em quantidades bem pequenas. Deve-se dar preferência às
frutas da estação.

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6.Esquematização da alimentação diversificada

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Conclusão

Com este trabalho adquirimos mais conhecimento acerca da “Nutrição no


primeiro ano de vida”, tema este que o grupo tinha poucas bases, e após este
trabalho obtemos conhecimento de pontos básicos e fundamentais da nutrição,
sendo este um factor determinante no crescimento sadio da criança.
Desde o leite materno, essencial a qualquer bebé, às pequenas refeições
que devem ser iniciadas conseguimos destacar e assim adquirir conhecimento,
que será apropriado para o nosso futuro, quer como técnicos, quer como pais.
À nosso ver, este tema foi importante para o nosso conhecimento,
gostando ainda de trabalhar no mesmo.

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Bibliografia

• http://www.portaldacrianca.com.pt/artigosa.php?id=34
• http://www.medicina.ufba.br/educacao_medica/graduacao/dep_pediatria/d
isc_pediatria/disc_prev_social/roteiros/aliment_1ano/alimentacao_primeir
o_ano.pdf
• http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2591/
• http://www.medicoassistente.com/modules/smartsection/item.php?itemid=
33

23