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Lyotard, A Condição Posmoderna

Lyotard, A Condição Posmoderna

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE NÚCLEO DE PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS MESTRADO EM SOCIOLOGIA DISCIPLINA: TEORIA SOCIAL I PROFESSOR: PROF

. DR. FRANZ JOSEF BRÜSEKE ALUNO: UÍLDER DO ESPÍRITO SANTO CELESTINO

Sobre o Autor: Jean-François Lyotard formou-se em Filosofia em 1950 e recebeu seu Doutorado em Letras, em 1971. Ensinou filosofia por dez anos em escolas do ensino secundário (inclusive na Argélia de 1950 a 1952), vinte anos de ensino superior (Sorbonne, Nanterre, CNRS, Vincennes), e trabalhou doze anos em estudos teóricos e práticos no grupo "Socialismo ou Barbárie". Também ensinou filosofia na Universidade de Paris. O Professor Lyotard foi um membro do conselho do Collège International de Philosophie, professor emérito da Universidade de Paris, e foi por vários anos professor de Teoria Crítica da Universidade da Califórnia, Irvine. Depois mudou-se para a Emory

University em Atlanta, onde foi professor de Francês e Filosofia. Faleceu em Paris durante a noite de 20 para 21 de abril de 1998. Fonte: <http://sun3.lib.uci.edu/~scctr/Wellek/lyotard/>

Sobre a Obra A Condição Pós-Moderna

Jean-François Lyotard declara na introdução da obra “A condição Pós-Moderna” o propósito de estudar a posição do saber nas sociedades mais desenvolvidas. A intenção final é realizar uma análise da condição do “saber” pós-moderno. Delimitando mais ainda os espaços, percebe-se que a obra trata prioritariamente de um campo específico do saber, representado pelas ciências. A partir de aspectos do saber científico, Lyotard reflete sobre vários deslocamentos da condição do “saber” e sua relação com a chamada sociedade pós-moderna. Reconhece ser um “escrito de circunstância”, encomendado pelo Conselho das Universidades junto ao governo de Quebec. Alguns eixos explicativos da obra em questão podem ser evidenciados: como a natureza do “saber exteriorizado”; as relações entre “saber”, “saber narrativo” e “saber científico”; os jogos de linguagens dos saberes; o problema da legitimação do saber, especificamente das ciências; e a condição do saber científico no mundo moderno e no pós-moderno. As sociedades mais desenvolvidas são, em outras palavras, as sociedades informatizadas. Nelas, a circulação da informação e do conhecimento acontece em grande velocidade. A alta e crescente capacidade de transmissão de dados observável em tais sociedades concedeu elementos para se pensar numa “exteriorização do saber” em relação ao sujeito que sabe. Tem-se o “saber” enquanto algo que se acomoda de maneira sistemática em máquinas, nos chamados grandes bancos de dados. Projeta-se a imagem de sociedades informatizadas, com meios cada vez mais eficientes de transmissão e de acesso ao saber, de preferência saberes de naturezas diversas, disponibilizados de maneira integrada. O sujeito que sabe, nesse contexto, é remanejado

para a condição de alimentador do sistema, em alguns momentos transformando-se num expert. De maneira mais precisa, expert é aquele que faz a manutenção do sistema em termos de sua linguagem. O cientista que apenas domina o jogo de linguagem científico não é, neste exemplo, um expert. O saber científico deve ser traduzido (e antes ser traduzível) para uma outra linguagem que não a científica, como a da cibernética, a da robótica ou da informática. Os experts cumprem esse papel. Eles desenvolvem sistemas de controle de informação cada vez mais eficientes, garantindo a “exteriorização do saber”, que transitou da esfera do jogo de linguagem científico para a linguagem do sistema de dados. O expert deve transitar nas duas linguagens. Deve conhecer a linguagem científica e os sistemas de transmissão. O “jogo” é uma metáfora para o entendimento da produção e transmissão do saber. Distintos jogos de linguagens são encontrados no “saber narrativo” e no “saber científico”. Em outras palavras, cada um desses jogos possui regras próprias que norteiam sua aceitação. O “saber narrativo” é identificado com a tradição. Quando alguém de uma sociedade narra um mito, um rito ou uma anedota, a própria tradição legitima o integrante da sociedade a contá-lo. O contador (o remetente do mito) tem autoridade de dizê-lo aos demais. O remetente diz contar o mito tal como ouviu da geração anterior, que por sua vez ouviu de um outro anterior, até que se remonte ao momento do acontecimento do mito. De igual maneira, aquele que ouve agora, vai contá-lo à geração posterior, dando-se assim transmissões de mito e de legitimidade. Não importa o quanto o remetente se distancia do mito. Ele pode contá-lo simplesmente porque antes ouviu. E pode mesmo contá-lo de maneira diferente da que ouviu, porque a autoridade de ter

ouvido é superior à de saber a exata verdade do mito. A preocupação com o que é verdadeiro e falso participa de um outro jogo de linguagem, o científico. As regras do jogo de linguagem científico são outras. O pesquisador deve reunir provas em relação ao seu referente (o tema de sua pesquisa). As provas devem ser apresentadas de maneira que outros pesquisadores, desempenhando o mesmo percurso, cheguem às mesmas conclusões. Trata-se da chamada verificação da pesquisa e a possibilidade de sua falsificação. Enquanto a pesquisa não é falsificada, ela é aceita enquanto uma verdade em relação àquele referente. Outra característica, ou outra regra do jogo de linguagem científico, é a exigência da coerência do discurso, onde não existe espaços para contradições. É assim que o cientista ordena e classifica seu referente (seu tema) de acordo com sua mentalidade, razão pela qual se diz que junto à “verdade” do discurso, também importa a competência do pesquisador em apresentar seus enunciados. As regras do jogo de linguagem científico são dadas anteriormente à produção científica, sendo elas os próprios critérios considerados por ocasião da avaliação do trabalho científico. O “saber científico” é obtido de acordo com estes padrões. Dessa maneira, não é lícito valer-se dos critérios do saber científico na apreciação de outros saberes, como, por exemplo, o saber narrativo. As ciências respondem apenas por uma parcela do saber, com uma linguagem específica. Uma característica básica das ciências, a sua acessibilidade pela observação, frequentemente não compõe uma exigência perante outros saberes. No contexto do saber científico, o expert é aquele que domina o saber tal como quem o produziu. Neste ponto, a reprodução didática de verdades científicas tem

extremo valor. O expert é quem ensina o que sabe. Pela didática, transmite-se o saber. Ocorre que a tendência geral das sociedades desenvolvidas (informatizadas) é tornar-se sempre crescente o uso de máquinas para a armazenagem e transmissão do saber. A didática não é mais a dona exclusiva da transmissão. Deve-se transmitir por máquinas. Deve-se, por conseqüência, dominar as linguagens das máquinas. Engenheiros, biólogos e geneticistas, para citar alguns exemplos, trabalham suas pesquisas pela mediação de linguagens de máquinas. Graças às supermemórias artificiais, armazenam-se as seqüências genéticas ou fazem-se cálculos extensos em tempo reduzido. O cientista expert dialoga com a linguagem dos dados, nele encontrando e depositando respostas. Ensinar o que sabe pode ser sinônimo de alimentar o sistema com os novos dados obtidos na observação científica. Em geral, disponibiliza-se o saber científico por meio de discursos, onde o caminho e o resultado da pesquisa são narrados. A narração evidencia os méritos da pesquisa em seu jogo específico. Uma parcela do saber científico caminha pela narração. Daí o porquê da importância da competência do pesquisador no apresentar de seus enunciados. Mas a pesquisa não é exatamente a narração da pesquisa. A narração é um veículo de transmissão. Ocorre que um outro veículo de transmissão foi inaugurado na chamada pós-modernidade. Os geneticistas decifram os códigos genéticos e os armazenam em computadores. Os resultados chegam, em parte, aos livros, mas estão, integralmente, em bancos de dados. Neste caso, a ciência prescindiu da narração. A narração científica difere dos saberes narrativos porque os critérios da coerência científica também devem estar presentes na narração. Enquanto, no saber narrativo, a autoridade do discurso se dá pela tradição, na narração do saber científico a autoridade se dá pelos diversos critérios do jogo das ciências. O pesquisador, por

exemplo, nunca começa nenhum trabalho do zero. Sempre existem várias narrativas em relação ao seu referente (seu tema) antes de ele iniciar a pesquisa. Dominar as narrativas anteriores consiste em mais um critério do jogo científico. O saber científico, percebe-se, sobrevive num cenário de complexas relações. Lyotard, refletindo sobre o estatuto das ciências, apresenta um panorama das condições em que se produziu o saber científico, antagonizando elementos presentes na modernidade e na pós-modernidade. O principal problema para o estatuto das ciências é o entendimento de sua legitimidade. A modernidade trabalhou, em síntese, com dois modelos de legitimidade: o político e o filosófico (ou o libertário e o idealista). O relato de legitimação das ciências baseado no modelo político é, ao mesmo tempo, libertário porque tem como sujeito a humanidade como herói da liberdade (p. 58). O exemplo das universidades é esclarecedor: na modernidade, enquanto o ensino básico tem características funcionais, o universitário tem características especulativas. No ensino básico, o saber está pronto, fechado e a aprendizagem é passiva. Nas universidades, o saber sofre especulação, é filosófico, e pretende sempre renovar a sociedade. As universidades são as estufas dos quadros do Estado e este, por sua vez, deve garantir as liberdades do povo, de onde se emana o poder. O poder e o saber são do povo, emanam do povo, que deve ser governado em respeito à sua liberdade. A ciência, nesse contexto, tem regras próprias, mas seus resultados devem nortear o caminho dos Estados. O saber é um herói da liberdade porque esclarece e faz caminhar para o progresso. Este é um metarrelato no qual, na modernidade, as ciências legitimaram-se.

Outro caminho de legitimação apresentado por Lyotard como característico da modernidade é o filosófico ou idealista. O que está em jogo agora não é o caminho do povo e do Estado, mas o caminho do “espírito humano”. Trata-se de um metarrelato racional que enxerga um caminho natural da Vida criadora do homem em direção ao saber. Tem-se um sujeito-vida (...) uma representação particularmente viva de uma solução dada ao problema da legitimidade do saber (p. 62). A filosofia está ainda mais presente neste metarrelato, porque cria um sujeito transcendente como o “espírito humano”, enquanto uma grande ideologia. Lyotard lembra do marxismo ao apresentar os metarrelatos político e filosófico. Aponta que ele transitou nas duas possibilidades, ou seja, o marxismo tanto pode ser visto enquanto um metarrelato político, observável nas ocasiões em que ele assumiu o poder, como no caso do stalinismo, mas também tem aspectos de metarrelato filosófico quando preconizou a tomada do poder pelo proletariado no curso natural da história. No primeiro caso, o marxismo, assim como se esperava das universidades, forneceu quadros para o Estado (na verdade criou um outro Estado). No segundo caso, trata-se de uma ideologia em favor da previsão de um futuro incontornável. No entanto, a delimitação dos dois principais metarrelatos da modernidade foi realizado pelo autor na finalidade precípua de refletir sobre o saber científico. Lyotard aponta o desastre que significa a falta de legitimação para as ciências. Estando todas as ciências da modernidade amparadas em dispositivos filosóficos (metarrelatos), chega-se à conclusão de que elas sequer merecem o epíteto de “saber”. “Isso significa que, em sua imediaticidade o discurso denotativo que versa sobre um referente (um organismo vivo, uma propriedade química, um fenômeno físico, etc.) não sabe na verdade o que

ele acredita saber. A ciência positiva não é um saber. E a especulação nutre-se da sua supressão.” (p. 70). Tem-se, portanto, uma crítica endereçada a todas as ciências modernas. Restaria saber, no excerto acima, em que consiste a “imediaticidade” do discurso denotativo (científico), porque é exatamente nesta esfera que a ciência não sabe o que ela acha que sabe. A frase “a ciência positiva não é um saber” é mais explícita. Ela parece excluir da crítica “ciências não-positivas”, mas esta é apenas uma primeira impressão. Na verdade, todas as ciências buscam a positividade e, portanto, nenhuma delas participa do “saber”, tal como elas pretendem. Assim,observa-se que, num dado momento, todas as ciências nutrem-se da especulação. Para Lyotard, o pior nível em que uma ciência pode chegar é o de procurar amparar-se em ideologias. Nestes casos, as ciências existem em função de um conhecimento pré-científico. Não raro, a ciência torna-se refém do não-científico, que em alguns casos são “relatos vulgares”, de modo que não há condições de submeter o que é “pré-científico” ao jogo de linguagem que legitimaria a própria ciência. Enfrenta-se, assim, uma crise do saber científico moderno procedente de “uma erosão interna do princípio de legitimação do saber” (p. 70). Lyotard, portanto, acredita no que disse P. B. Medawar, que, “‘ter idéias é o supremo êxito para o cientista’, que não existe ‘método científico’ e que um cientista é em princípio alguém que ‘conta histórias’, cabendo-lhe simplesmente verificá-las.” (p. 108). Contudo, as fragilidades do saber científico não causaram impedimentos em relação à sua intervenção na sociedade. Em síntese, o saber científico é extremamente eficiente na produção de enunciados denotativos e prescritivos. Os enunciados

denotativos descrevem o que são as coisas. E dizer as coisas significa (dentro do jogo de linguagem das ciências) estabelecer o que é verdadeiro e o que é falso. Assim, a rigidez científica tem o poder de anular os enunciados não provenientes das ciências. Neste momento, ela é também eficiente na prescrição. Ora, a sociedade mantém preocupações em relação à justiça. As leis têm a função de estabelecer o justo, o correto, que, em alguns casos, confunde-se facilmente com o que é tido como verdadeiro. Dessa forma, o parecer da ciência pode ser o definitivo no assunto. E a ciência, no mínimo sempre que é convocada, não exita em elaborar enunciados prescritivos, aqueles que dizem como se deve proceder. Lyotard, com o exemplo da porta, recusa essa prerrogativa científica. No seu exemplo: entre o enunciado denotativo “a porta está fechada” e o prescritivo “abra a porta” não existe seqüência proposicional. Ambos devem ser tratados como discursos autônomos. “Simplificando ao extremo, considera-se ‘pós-moderna’ a incredulidade em relação aos metarrelatos.” (p. xvi). Pensar sobre a especificidade do jogo de linguagem científico significa evidenciar o ponto em que a ciência se corrói. A rigidez do jogo é tamanha que não se torna possível legitimar o que não é científico. E o metarrelato é pré-científico. A ciência não é capaz de legitimar-se por si própria por que ela é tributária de elementos que lhe são externos (pré-científicos). O desafio da pósmodernidade em relação às ciências consiste em redimensionar sua legitimidade. Ocorre que a alternativa pós-moderna para Lyotard não se demonstra atraente. Na sua leitura da pós-modernidade, a exteriorização do saber transforma-o em valor de uso. O saber não pertence ao sujeito, é antes depositado em ferramentas artificiais de memória. Guarda-se e transmite-se saber com grande desempenho. O pós-moderno é o mundo da velocidade, mundo da avaliação de performances.

O caminho da legitimação científica, ao que parece, se dará em função de seu desempenho. Tendo em vista a tendência da complexificação da compreensão do saber, torna-se premente a obtenção direcionamentos eficazes. A técnica surge, nesse momento, como aquilo que garante o desempenho. Alguns exemplos tornam os enunciados de Lyotard inteligíveis. O autor menciona o desenvolvimento de tradutores de bolso de alta precisão das línguas modernas. Os experts trabalham para decodificar as estruturas de cada língua, promovendo em seguida sua tradução para uma outra língua também previamente decodificada. Uma tradução imediata e de alta precisão se torna possível graças ao advento de uma tecnologia. Esse é um exemplo que torna apreensível o redimensionamento pretendido para a legitimidade da ciência. Ela deve trabalhar para garantir performances cada fez melhores na sociedade. O saber científico deve, portanto, inserir-se na cadeia de decodificações. O jogo de linguagem científico precisa ser traduzível para o jogo de linguagem da técnica. Com a conversão, o saber científico se exterioriza, sendo mais facilmente localizado, operacionalizado, também proporcionado rápidas descobertas de novos saberes num sistema constantemente retroalimentado. Outro exemplo (esse mais ou menos inteligível) é a análise dos enunciados dos diversos jogos de linguagem. As ciências modernas presenciaram o fracasso de todos os modelos deterministas. Por esta razão, sua atual tendência é a da complexificação das respostas dadas para cada um de seus problemas de pesquisa. Na pós-modernidade, o raciocínio determinista bidimensional cede lugar ao raciocínio tridimensional, que considera, para um mesmo problema, a existência de várias possibilidades, mas cada uma delas relacionada a uma resposta determinada. Pode-se vislumbrar esse modelo

acrescentando-se, ao tradicional plano cartesiano, um terceiro corte dando a idéia de profundidade, em que se ordenarão as diversas possibilidades de cada momento, em seguida registrando as determinações do “momento” no plano a ele correspondente. Em síntese, o registro tridimensional é uma tentativa de garantir a decodificação do saber produzido pela ciência para a linguagem técnica, promovendo sua interação com outros jogos de linguagem. Quanto maior for a interação, mais rapidamente se dará sua compreensão e, por conseqüência, sua performance, assim como o tradutor de bolso promove de maneira mais performática (mais rápida) a compreensão de textos de diversas línguas. Embora a idéia da performance esteja presente na reflexão sobre a convergência dos jogos de linguagens (dos quais o científico é o mais importante para se convergir, devido ao seu peso na sociedade), Lyotard consegue argumentar de maneira mais consistente a idéia do apelo à performance do mundo pós-moderno quando vale-se de considerações econômicas. O autor considera a medição de custos dos inputs (entradas) em relação aos ganhos dos outputs, (saídas) para demonstrar em qual momento se dá a otimização das performances. Numa razão econômica, quanto menor for o input (menor quantidade de energia, de tempo, ou qualquer outro elemento mensurável financeiramente) e quanto maior for o output (quantidade de dados de relevância estratégica, maior capacidade de resolução de problemas, maior capacidade de produção de novas tecnologias), melhor. Jean-François Lyotard encerra as considerações em ralação à pós-modernidade interpretando o novo modelo de legitimação das ciências como uma paralogia, um espécie de sofisma, um raciocínio não válido. O autor resume o novo procedimento daqueles que produzem o saber científico ao considerar que eles deixam de perguntar

“isso é verdadeiro?” e passam a perguntar “para que serve isso?”. Há uma mudança no jogo da linguagem que não trabalha mais na relação verdadeiro/falso, mas na relação alto desempenho/fraco desempenho. Utilizando-se de idéias de mercantilização, compreende que o alto desempenho passa pela consideração do que é vendável, sendo então o melhor saber aquele que vende mais. A obra é um balanço pessimista das ciências em geral, e da sociedade pós-moderna, em particular.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA LYOTARD, Jean-François. A Condição pós-moderna. 8 ed. Rio de Janeiro: Jose Olympio, 2004. 131p.

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