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º FÓRUM INiCiATiVAS À I&D+i

27 DE NOVEMBRO, LISPÓlIS

UM EVENTO aINDa MaIS COMPLETO E aGREGaDOR
É sabido e comum que a inovação tecnológica gerada pela investigação e desenvolvimento desempenha um papel fundamental no impulso à competitividade empresarial, tornando-se, portanto, numa valiosa ferramenta para o crescimento socioeconómico do país. Para que isso seja uma realidade, é necessário que existam players preparados para responder às necessidades do universo empresarial, o mesmo que funciona como o «motor» da economia nacional, e que, nos últimos tempos, tem atravessado alguns momentos de agrura.

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F. Iniciativas assume-se como esse parceiro de excelência, onde qualquer serviço «made in» F. Iniciativas tem execução imediata, desde o primeiro contacto com o cliente, assumindo a compreensão do diagnóstico inicial, até ao processo de avaliação das candidaturas efetuadas aos Sistemas de Incentivos em vigor. Mas muito mais aporta a F. Iniciativas. Um dos principais «cartões de visita» da empresa passa pela realização do Fórum Iniciativas à I&D+i, que se vai realizar, pelo segundo ano consecutivo, a 27 de novembro, na Lispólis, Pólo Tecnológico de Lisboa. Telma Paz e Paulo Reis, respetivamente Diretora-Geral Adjunta e Responsável pelo Desenvolvimento do Novo Negócio, em entrevista à Revista Pontos de Vista deram a conhecer os desideratos deste evento, a importância do mesmo para diversos players, universidades, empre-

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sas, entre outros, bem como as razões que levam a que este segundo Fórum seja mais ambicioso do que o primeiro e tenha atraído mais atenções. Podemos analisar essa relevância na recetividade do mesmo, pois para esta edição a F. Iniciativas ainda não tinha apresentado o programa final “e já tínhamos inscrições realizadas”, refere Telma Paz, a quem este interesse e relevância pelo certame “provoca um sentimento de orgulho e de dever cumprido”. Um dos vocábulos mais referidos no início desta conversa por parte dos nossos interlocutores foi ambicioso. Quisemos saber as razões de toda a ambição aqui imposta. “Fomos ambiciosos a todos os níveis com o 2º Fórum Iniciativas à I&D+i. Primeiramente porque o primeiro evento tinha um alinhamento composto numa manhã. O de este ano será um dia inteiro. Além disso, conseguimos reunir um painel de enorme valia, tal como no ano transato, mas este terá a capacidade de abordar novas áreas e

Paulo Reis e Telma Paz mais segmentos, permitindo que este evento seja ainda mais completo”, salienta Paulo Reis. De acordo com Innovation Union Scoreboard 2013, Portugal encontra-se entre os países moderadamente inovadores, estando consequentemente abaixo da média da UE27, sendo portanto necessário e urgente que se criem medidas e metodologias alternativas em prol de soluções inovadoras e acima de tudo capazes de marcar a diferença. O 2º Fórum Iniciativas à I&D+i tem essa capacidade, até porque permitirá um dia completo de apresentações e debates que serão do interesse de empresas, investigadores, universidades, entre outros. Se o evento de 2012 correu muito bem e os nossos entrevistados recolheram um feedback bastante positivo, o de 2013 tem tudo para ser ainda melhor. A F. Iniciativas está a consolidar o seu conhecimento no âmbito do Programa «Horizonte 2020», que terá como enfoque a uniformização de todo o financiamento em

Depois de darmos a conhecer os diferentes modelos de inovação existentes a nível local, iremos dar um enfoque grande ao conceito do intraempreendedorismo. Temos de saber olhar para o seio das nossas organizações e perceber as mais-valias do capital humano existente. Não basta olhar para o exterior, pois corremos o risco de perder oportunidades de enorme valor

investigação e inovação, focando-se no desenvolvimento de uma melhor sociedade, indústrias mais competitivas, bem como uma ciência de excelência. O 7º Programa Quadro de Investigação & Desenvolvimento Tecnológico, com um orçamento global superior a 50 mil milhões de euros para o período 2007-2013, foi o maior instrumento da Comunidade Europeia especificamente orientado para o apoio à investigação, através do cofinanciamento de projetos de investigação, desenvolvimento tecnológico e demonstração. O Horizonte 2020 assegurará a liderança industrial em matéria de inovação, com um orçamento de aproximadamente 70 mil milhões de euros e inclui um importante investimento em tecnologias essenciais, bem como um maior apoio às PME. “A grande mais-valia do Horizonte 2020 é que permitirá que projetos de enorme valia deixem de «estar na gaveta» e passem a ter impacto direto no e para o mercado. Em Portugal temos de aproveitar esta iniciativa, porque temos empresas de qualidade, ciência de excelência, faltando apenas essa interligação que permitirá que os projetos cheguem de facto ao mercado, logo tenham uma finalidade”, salientam os nossos entrevistados, lembrando que o Horizonte 2020 aporta desde logo apoios participados a cem por cento em atividades de I&D, comparativamente à realidade do 7º Programa Quadro. “Além disso, o time-to-grant será reduzido, ou seja, se no passado era de quase um ano, agora será segundo a proposta apresentada de oito meses. A outra grande novidade é que haverá um grande enfoque na inovação. Isto significa que as empresas irão participar ativamente nos consórcios para

Pontos de Vista Novembro 2013

Fomos ambiciosos a todos os níveis com o 2º Fórum Iniciativas à I&D+i. Primeiramente porque o primeiro evento tinha um alinhamento composto numa manhã. O de este ano será um dia inteiro. Além disso, conseguimos reunir um painel de enorme valia, tal como no ano transato, mas este terá a capacidade de abordar novas áreas e mais segmentos, permitindo que este evento seja ainda mais completo
como uma aposta na inovação, ciências e tecnologias pode ter um impacto positivo nas empresas e na economia nacional. Da parte da tarde, teremos aquele que porventura será o melhor painel de financiamento existente atualmente em Portugal, em que iremos abarcar também o próximo Quadro Nacional de Financiamento, o Horizonte 2020, bem como o Iniciativa EUREKA e o Programa EUROSTARS”, revela Paulo Reis, assegurando que apesar de não ser, este ano, tema de maior relevância, a internacionalização não foi esquecida. “Além da temática do Risk Sharing Instrument do Fundo Europeu de Investimento, teremos Antoine Abbatucci, da F. Iniciativas Internacional, a abordar o tema da internacionalização, dando a conhecer as diferentes tipologias existentes nos diversos mercados, para as empresas que pretendam apostar na internacionalização”. Que não subsistam dúvidas. A F. Iniciativas, através da realização do 2º Fórum Iniciativas à I&D+i, funciona como um elemento facilitador e potenciador do negócio de cada um dos presentes. Como? Através da promoção de um evento totalmente gratuito, “onde será dada a oportunidade aos presentes de terem acesso a conhecimento e informação de enorme relevância. Será um dia, onde poderão estar de perto e partilhar dúvidas e preocupações com experts nas mais diversas matérias, aos quais teriam dificuldade de acesso num outro contexto. Queremos que este evento represente uma forma de proximidade e ligação entre as partes, facilitando o networking, para que cada um dos presentes aproveite da melhor forma em prol das suas organizações e assim, de utilidade para o país”, concluem Telma Paz e Paulo Reis.

levar a ciência e a investigação aplicada à componente empresarial. A aplicabilidade dos projetos investigados deve ser uma realidade urgente e queremos pelo menos dar início a essa discussão”, refere Telma Paz. O crescimento de algumas das maiores empresas do nosso tempo tem por base uma cultura de intraempreendedorismo. Em Portugal, começamos a ver exemplos claros de intraempreendedorismo, não só em grandes empresas mas também em PME, funcionando como um fator importante de crescimento e de criação de vantagens competitivas. O crescimento desta realidade necessária depende dos funcionários destas empresas que, munidos de ideias concretas e vontade de empreender, lançam o desafio aos seus empregadores. “Depois de darmos a conhecer os diferentes modelos de inovação existentes a nível local, iremos dar um enfoque grande ao conceito do intraempreendedorismo. Temos de saber olhar para o seio das nossas organizações e perceber as mais-valias do capital humano existente. Não basta olhar para o exterior, pois corremos o risco de perder oportunidades de enorme valor”, explica Telma Paz. Em Portugal, felizmente, existe uma grande dinâmica ao nível das redes de conhecimento, e esse conceito não será descurado no 2º Fórum Iniciativas à I&D+i. Como? “Através de entidades como o MIT Portugal e outros, que irão explicar

APROVEITaR a PROXIMIDaDE

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F. Iniciativas e a Nanotecnologia Portugal assume-se como um dos países pioneiros na investigação da aplicação de nanotecnologia, onde os desafios existentes no âmbito deste segmento são imensos, semelhantes por exemplo ao desenvolvimento de novas tecnologias. A F. Iniciativas não quis deixar de estar ligada a esta vertente. Porquê? Principalmente porque a Nanotecnologia é o futuro. Além disso, no seio da base de clientes da F. Iniciativas existem algumas empresas focadas nesta área. “Além disso, no 2º Fórum Iniciativas à I&D+i ficará marcado pela presença de Vasco Teixeira, personalidade muito considerada na Nanotecnologia. Desta forma, vamos tentar aproximar as empresas da investigação no âmbito da Nanotecnologia. Mais uma vez, pretendemos que estes projetos em fase de investigação sejam viáveis para o universo empresarial e estejam direcionados para o mercado. Pretendemos fazer a ponte para a Nanotecnologia”, revela Paulo Reis.

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