Você está na página 1de 3

Voto de Cabresto

2° “C”


26/09/2014
Escola de Referência em Ensino Médio Alfredo de Carvalho


Voto de cabresto
Origem: InfoEscola, Navegando e Aprendendo.
Ficou popularmente conhecido como voto de cabresto o sistema tradicional de
controle de poder político por meio do abuso de autoridade, compra de votos ou
utilização da máquina pública para favorecimento pessoal ou de simpatizantes
políticos.

Nas regiões mais pobres do Brasil a prática foi (e, de certo modo ainda é) bastante
recorrente uma das principais características do que se costuma definir
como coronelismo. Desde os tempos do Império, onde se realizaram as primeiras
eleições do Brasil como país independente, a prática da fraude eleitoral é uma praga
de difícil combate. No período áureo do coronelismo, no início do século XX, o eleitor
só precisava levar um pedaço de papel com o nome do seu candidato e depositar na
urna. Tratava-se de um papel qualquer, trazido de casa mesmo. Para os coronéis,
bastava entregar a cada um de seus empregados um papel já preenchido, e como a
grande maioria destes "eleitores" era analfabeta, estes apenas assinavam seus nomes
(lembrando que analfabetos não podiam votar). Isso não era de modo algum problema
para os coronéis, já que eles mesmos escreviam nos papéis o que bem desejassem.
Como os criados não sabiam ler, muitas vezes eles votavam sem sequer saber o que
estava escrito no papel que depositavam na urna. Aliás, eram práticas do coronel
fornecer o transporte a estes pretensos eleitores, que recebiam as "instruções" ao
irem votar.

As regiões do vasto interior
do Brasil estavam cheias
desta figura, um grande
fazendeiro que exercia
poder total sob uma
comunidade de
camponeses humildes, pela
via moral ou pela força
mesmo. Assim, este
utilizava de seu poder
econômico para garantir a
eleição dos candidatos que
apoiava.

Quando o convencimento pela via econômica não surtia efeito, o coronel recorria à
violência para que os eleitores de seu "curral eleitoral" obedecessem às suas ordens.
Com um sistema de voto era aberto, ficava fácil para os capangas do "candidato"
pressionar e fiscalizava os eleitores para que votassem nos candidatos "indicados".
Outras formas conhecidas de fraude eleitoral eram a compra de votos, votos
fantasmas e as troca de favores.
As próximas eleições... “de cabresto”, charge de 1927 publicada na
revista Careta. A legenda original era a seguinte:
Ella – É o Zé Besta? Elle – Não, é o Zé Burro!
Com a Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, a situação mudaria
lentamente. Em 1932 entra em vigor o primeiro Código Eleitoral do Brasil, que garante
o voto secreto, medida fundamental para o início de uma maior correção nas eleições.
Por outro lado, o fator social iria influenciar também, pois, a população rural iria
gradualmente mudar do campo para as cidades, enfraquecendo assim, naturalmente,
o poder do coronel. Com a instalação do sistema de voto por meio da urna eletrônica,
em 1996, as chances de fraude foram consideravelmente diminuídas.

Referências
http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/voto-de-cabresto/

Equipe:
Cellis Maria dos Santos Lima
Jeimeson da Silva Xavier
José Mateus dos Santos Tenório
Lívia Maria da Silva Santos
Lyandra dos Santos Souza
Natália de Lima Silva
Natália Rafaela de Pádua Bezerra