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Charles Haanel

A Chave-Mestra

Tradução: Diogo Chaves

Introdução

A Natureza impele-nos a mover através da vida. Por mais que o desejás-

semos não conseguiríamos permanecer estáticos. Qualquer pessoa de bom

senso deseja, não só mover-se através da vida como uma planta sã e ambu- lante, mas também desenvolver-se – melhorar – e continuar a desenvolver-

se mentalmente até ao término da sua vida física.

Este desenvolvimento ocorre apenas através do melhoramento da qualida- de dos pensamentos individuais e dos ideais, acções e condições que sur- gem como consequência. Portanto é da maior importância para todos nós o estudo dos processos criativos do pensamento e o seu modo de aplicação. Este conhecimento é o meio pelo qual a evolução da vida humana na Terra pode ser acelerada e elevada.

A Humanidade busca intensamente a Verdade e explora todos os caminhos

para a encontrar. Neste processo produziu literatura específica que abran- ge toda a gama de pensamentos, desde o trivial ao sublime – desde a Adi- vinhação, através de todas as Filosofias, até à grandiosa Verdade da “Cha- ve-Mestra”.

A “Chave-Mestra” é aqui revelada ao mundo como um meio de sondar a

grande Inteligência Cósmica e atrair dela tudo o que corresponde às ambi- ções e aspirações de cada leitor.

Todas as coisas e instituições que vemos à nossa volta, criadas por agentes humanos, tiveram a sua primeira existência no pensamento de alguma mente humana. O pensamento é, portanto, construtivo. O pensamento humano é o poder espiritual do Cosmos a operar através do Homem, a Criação. A “Chave-Mestra” ensina ao leitor o modo de usar esse poder, tan- to construtiva como criativamente. As coisas e condições que desejamos que se tornem realidades têm de ser criadas primeiro no pensamento. A “Chave-Mestra” explica e orienta este processo.

Os ensinamentos da “Chave-Mestra” foram publicados sob a forma de um curso por correspondência com 24 lições, recebendo os estudantes uma lição por semana, durante 24 semanas. O leitor, que recebe agora as 24 lições de uma só vez, é advertido a não ler o livro como um romance mas tratá-lo como um curso para ser estudado, interiorizando conscientemente o significado de cada parte – lendo e relendo apenas uma parte por semana antes de prosseguir com a próxima. De outra forma, as últimas partes ten- derão a ser mal-entendidas e o leitor estará a desperdiçar tempo e dinhei- ro.

Usada da forma aconselhada, a “Chave-Mestra” criará no leitor uma maior e melhor personalidade, equipada com um novo poder de alcançar qual- quer propósito pessoal digno e uma nova capacidade de gozar a beleza e as maravilhas da vida.

F.H.BURGESS

Prefácio

Alguns homens parecem atrair sucesso, poder, riqueza e posses com muito pouco esforço consciente; outros obtêm-nos com grande dificuldade; e outros fracassam completamente em realizar as suas ambições, desejos e ideais. Porque é que isto acontece? Porque há homens que realizam facil- mente as suas ambições, outros que as realizam com dificuldade e outros que não as realizam de todo? A causa não pode ser física, senão o Homem mais perfeito fisicamente seria aquele com maior sucesso. A diferença deve ser, portanto, mental – deve estar na mente; assim, a mente deve ser a for- ça criativa, deve ser o que constitui a única diferença entre os homens. É a mente, portanto, que determina o ambiente e permite vencer todos os obs- táculos que cruzam o caminho dos homens.

Quando o poder criativo da mente for plenamente compreendido, o seu efeito será maravilhoso. Mas tais resultados não se obtêm sem a aplicação, a determinação e a concentração correctas. O estudante descobrirá que as leis que governam o mundo espiritual e mental são tão fixas e infalíveis como aquelas que governam o mundo material. Para alcançar os resulta- dos desejados, é necessário conhecer e agir em concordância com a lei. A correcta concordância com a lei produzirá o resultado desejado, com uma exactidão invariável. O estudante que aprende que o poder nasce no inte- rior, que é fraco apenas porque sempre dependeu de ajuda do exterior e que, sem hesitação, se lança dentro do seu próprio pensamento, subita- mente ergue-se, caminha direito, assume uma atitude dominante e produz milagres.

É, portanto, evidente que aquele que não investigar totalmente e não tirar partido deste progresso que está a ocorrer nesta derradeira e grandiosa ciência, estará tão ultrapassado como o Homem que se recusa reconhecer e aceitar os benefícios dados à humanidade pelo conhecimento das leis da electricidade.

É claro que a mente cria também condições negativas desfavoráveis. Quando, consciente ou inconscientemente, visualizamos qualquer forma de carência, limitação ou discórdia, estamos a criar essas mesmas condições; isto é o que muitos estão a fazer a todo o momento, sem se darem conta disso.

Esta lei, tal como qualquer outra lei, não discrimina ninguém, está cons- tantemente em actividade e traz implacavelmente a cada indivíduo aquilo

que ele próprio criou; por outras palavras, “O Homem irá colher tudo aqui-

lo que semear.”

Portanto, a Abundância depende de um reconhecimento das leis da Abun- dância e do facto de que a Mente é não só criativa, como criadora de tudo quanto existe. É certo que nada pode ser criado antes de sabermos que pode ser criado e antes de aplicarmos o esforço adequado. Não existe hoje no mundo mais electricidade do que a que existia há 50 anos, mas até alguém ter reconhecido a lei pela qual ela nos pode servir, não obtínhamos qualquer benefício; agora que a lei é compreendida, quase todo o mundo é iluminado pela electricidade. Assim acontece com a lei da Abundância; só aqueles que reconhecem a lei e se colocam em harmonia com ela é que podem partilhar os seus benefícios.

O espírito científico domina actualmente todos os campos de trabalho, por-

tanto, as relações de causa e efeito são agora reconhecidas.

A descoberta de uma área de conhecimento regida por leis marcou uma

época do progresso humano. Eliminou o elemento de incerteza e de capri- cho da vida dos homens, substituindo-o pela lei, razão e certeza.

Os homens compreendem agora que para qualquer resultado existe uma causa definida e adequada, de modo que quando um determinado resulta- do é desejado, procuram as condições exclusivas pelas quais este resultado pode ser alcançado.

A base sobre a qual todas as leis assentam foi descoberta através do pen-

samento indutivo, que consiste na comparação de um determinado número de acontecimentos separados até ser revelado o factor comum que lhes dá origem.

É a este método de estudo que as nações civilizadas devem grande parte da

sua prosperidade e a parte mais valiosa do seu conhecimento; prolongou a vida, mitigou a dor, permitiu cruzar rios, iluminou a noite com o esplendor do dia, aumentou o alcance de visão, acelerou o movimento, aniquilou a distância, facilitou a comunicação, permitiu aos homens descer ao fundo do

mar e subir até ao céu. Que surpresas aguardam então aqueles que em pouco tempo tentarão aplicar as dádivas deste sistema de estudo ao seu próprio método de pensamento, de forma que quando se tornar completa- mente evidente que certos resultados resultam de um determinado método de pensamento, é apenas necessário depois classificar estes resultados.

Este método é científico e é o único método pelo qual nos é permitido reter

o grau de liberdade que determinámos como direito inalienável, pois uma

pessoa apenas está segura em casa e no mundo se o seu ambiente nacional se reflectir num excedente de cuidados de saúde, numa eficácia acumulada das empresas públicas e privadas de todo o tipo, no avanço contínuo das ciências e das artes e no crescente e dominante esforço de fazer com que todos estes e outros aspectos do desenvolvimento nacional sejam centrais e

que perspectivem uma vida em ascensão, tanto individual como colectiva, para a qual a ciência, a arte e a ética fornecem orientação e propósito.

A Chave-Mestra é baseada na verdade científica absoluta, revela as possi-

bilidades que existem adormecidas no indivíduo e ensina o modo como podem ser postas em acção, como podem aumentar a capacidade efectiva da pessoa, trazendo um aumento de energia, discernimento, vigor e elasti- cidade mental. O estudante que compreender o alcance das leis mentais que se seguem, possuirá uma capacidade de garantir resultados nunca

antes sonhados e recompensas que dificilmente se traduzem em palavras.

Explica o correcto uso dos elementos receptivos e activos da natureza men- tal, ensina o aluno a reconhecer oportunidades; fortalece a vontade e a capacidade racional, ensina a cultivar e a melhorar o uso da imaginação, desejos, emoções e capacidades intuitivas. Fornece iniciativa, tenacidade, sabedoria nas decisões, inteligência e uma profunda satisfação pela vida em níveis mais elevados.

A

Chave-Mestra ensina a usar o Poder Mental, o verdadeiro Poder Mental

e

não uma das suas perversões ou substitutos; nada tem a ver com Hipno-

tismo, Magia ou qualquer outra ilusão mais ou menos fascinante, através das quais muitos são levados a pensar que alguma coisa se pode obter a partir do nada.

A Chave-Mestra cultiva e desenvolve o entendimento que lhe permitirá

controlar o corpo e a saúde. Melhora e fortalece a Memória. Desenvolve a Perspicácia, aquele tipo de Perspicácia rara que é o traço distintivo de todos os homens de negócios de sucesso, do tipo que permite aos homens

ver as possibilidades e as dificuldades de cada situação, do tipo que permi-

te vislumbrar a oportunidade quando esta aparece. Milhares fracassam em

ver oportunidades que estão quase ao seu alcance enquanto trabalham

industriosamente em situações onde não existe nenhuma possibilidade de realizar qualquer retorno substancial.

A Chave-Mestra desenvolve o Poder Mental, o que significa: que outros

reconhecerão instintivamente que você é uma pessoa de força, de carácter – eles desejarão fazer aquilo que você deseja que eles façam; que você atrai pessoas e coisas a si; que é aquilo a que algumas pessoas chamam de “um homem de sorte”; que as coisas lhe “caem no colo”; que ganhou um enten- dimento das leis fundamentais da Natureza e se colocou em harmonia com elas; que está agora sintonizado com o Infinito; que compreende agora a lei da atracção, as leis do crescimento natural e as leis psicológicas sobre as quais repousam todos os benefícios do mundo social e empresarial.

O Poder Mental é poder criativo, dá-lhe a capacidade de criar para si pró-

prio; não significa a capacidade de tirar alguma coisa de alguém. A Natu- reza não trabalha dessa maneira. A Natureza permite que duas folhas de relva cresçam onde antes crescia apenas uma, e o Poder Mental permite aos homens fazer o mesmo.

A Chave-Mestra desenvolve perspicácia e sagacidade, maior independên-

cia, capacidade e disposição para ser prestável. Destrói a desconfiança, a depressão, o medo, a melancolia e qualquer forma de carência, limitação ou fraqueza, incluindo a dor e a doença; desperta talentos adormecidos, forne- ce iniciativa, força, energia, vitalidade – desperta um novo apreço pela beleza na Arte, na Literatura e na Ciência.

Mudou a vida de milhares de homens e mulheres ao substituir métodos

vagos e incertos por princípios definidos – princípios fundamentais sobre

os

quais repousam todos os sistemas eficientes.

O

presidente da Corporação do Aço dos Estados Unidos, Elbert Gary, disse

que “Os serviços dos conselheiros, monitores, especialistas de gestão são indispensáveis à maioria das empresas de grande dimensão, mas eu defendo que o reconhecimento e adopção dos princípios correctos é ainda mais importante.”

A Chave-Mestra ensina os princípios correctos e sugere métodos de aplica- ção prática desses princípios; nisto difere de qualquer outra matéria de estudo. Ensina que qualquer princípio apenas tem valor através da sua aplicação. Muitos lêem livros, fazem cursos em casa, assistem a palestras sem nunca terem a capacidade de demonstrar o valor dos princípios envol- vidos. A Chave-Mestra sugere métodos pelos quais os princípios ensinados podem ser demonstrados e colocados em prática diariamente.

Está a ocorrer uma mudança no pensamento do mundo. Esta mudança alastra-se silenciosamente à nossa volta e é mais importante do que qual- quer outra que o mundo já assistiu desde a queda do Paganismo.

A presente revolução nas opiniões de todas as classes de homens, desde os

mais cultos e distintos à classe trabalhadora, não tem comparação na his- tória do mundo.

O mundo da Ciência fez tais descobertas, revelou uma tal infinidade de

recursos, mostrou tais possibilidades e forças nunca antes vistas, que os homens da ciência cada vez mais hesitam em afirmar certas teorias como

estabelecidas e indubitáveis, ou em negar outras teorias como absurdas ou impossíveis, permitindo assim o nascimento de uma nova civilização; os costumes e credos estão a desaparecer; a visão, a fé e o serviço estão a tomar os seus lugares. As limitações das tradições da Humanidade estão a desintegrar-se e à medida que as impurezas do materialismo são consumi- das, o pensamento liberta-se e a verdade ergue-se majestosamente perante uma multidão estupefacta.

O

mundo inteiro está à beira de uma nova consciência, de um novo poder e

de

um novo reconhecimento dos recursos dentro do ser. O último século viu

os

maiores progressos materiais da história. O presente século produzirá o

maior progresso no poder mental e espiritual.

A Ciência Física dividiu a matéria em moléculas, as moléculas em átomos,

os átomos em energia e Sir Ambrose Fleming, num discurso perante a

Royal Institution, atribuiu esta energia à mente. Disse: “Na sua essência,

a energia é algo incompreensível, excepto se tomada como uma operação directa daquilo a que chamamos Mente ou Vontade.”

Vejamos quais as forças mais poderosas na Natureza. No mundo mineral tudo é sólido e fixo. No mundo animal e vegetal tudo está num estado de fluxo, em constante mudança, sempre a ser criado e recriado. Na atmosfe-

ra encontramos calor, luz e energia. Cada reino torna-se mais subtil e espi- ritual à medida que vamos passando do visível ao invisível, desde o mais rude ao mais delicado, do baixo potencial ao alto potencial. Quando che- gamos ao invisível encontramos energia no seu estado mais puro e volátil.

Da mesma forma que as forças mais poderosas da Natureza são invisíveis,

a força mais poderosa do Homem é também ela uma força invisível, a sua

força espiritual. A única forma desta força espiritual se manifestar é atra- vés do processo de pensamento. Pensar é a única actividade que o espírito possui, o pensamento é o único produto do acto de pensar.

A adição e subtracção são, portanto, transacções espirituais; raciocinar é

um processo espiritual; as ideias são concepções espirituais; questões são lanternas espirituais e a lógica, argumentação e filosofia são a maquinaria espiritual.

Todo o pensamento activa um determinado tecido físico, uma parte do cérebro, seja nervo ou músculo. Isto produz uma mudança física na consti- tuição desse tecido. Portanto, é apenas necessário ter um determinado número de pensamentos sobre um determinado assunto de modo a criar uma mudança completa na organização física de um homem.

Este é o processo pelo qual o fracasso se transforma em sucesso. Pensa- mentos de coragem, poder, inspiração e harmonia substituem pensamentos de fracasso, desespero, carência, limitação, discórdia. À medida que aque- les pensamentos se enraízam, o tecido físico altera-se e o indivíduo vê a vida com uma nova luz, as coisas antigas desaparecem, tudo se torna novo, ele renasce, renasce do espírito, a vida tem um novo significado, ele está reconstruído e pleno de alegria, confiança, esperança, energia. Ele vê opor- tunidades de sucesso para as quais anteriormente estava cego. Reconhece possibilidades que dantes não tinham qualquer significado. Os pensamen- tos de sucesso com os quais está impregnado irradiam para aqueles à sua volta, que por sua vez o ajudam a prosseguir e a erguer-se mais alto; ele atrai a si novos e bem-sucedidos associados, o que altera o seu ambiente; assim, através do simples exercício do pensamento, um homem muda não

só o seu ser, como também o seu ambiente, circunstâncias e condições.

Você verá, terá de ver, que estamos na alvorada de um novo dia; que as possibilidades são tão maravilhosas, tão fascinantes, tão ilimitadas que quase nos desorientam. Há um século atrás um homem com uma arma Gatling poderia aniquilar um exército inteiro, equipado com os materiais de guerra da altura. Assim é no presente. Qualquer Homem com o conhe- cimento das possibilidades contidas na Chave-Mestra possui uma vanta- gem inconcebível sobre a multidão.

Parte Um

É meu privilégio entregar a Parte Um da Chave-Mestra. Desejaria trazer

mais poder à sua vida? Obtenha-o conscientemente. Mais saúde? Obtenha-a conscientemente. Mais felicidade? Obtenha-a conscientemente. Viva no espírito destas coisas até se tornarem suas por direito. Será então impossí- vel retirarem-nas de si. As coisas no mundo são fluidas a um poder dentro do Homem, um poder que as comanda.

Você não precisa de adquirir este poder. Você já o possui. Mas precisa de compreendê-lo; precisa de o usar; precisa de o controlar; precisa de se impregnar com ele, para que possa seguir em frente e levar o mundo inteiro consigo.

Dia após dia, à medida que avança, que ganha balanço, que a sua inspira- ção se torna mais profunda, que os seus planos se cristalizam, que alcança conhecimento, chegará à conclusão de que este mundo não é apenas uma pilha de pedras mortas e madeira, mas uma coisa viva! É feita dos corações vivos da Humanidade. É algo que possui vida e beleza.

É evidente que é necessária compreensão para trabalhar com material des-

ta natureza e aqueles que adquirem este entendimento são inspirados por uma nova luz, uma nova força, ganham confiança e um novo poder a cada dia que passa, realizam os seus sonhos e esperanças, a vida tem um signifi- cado mais profundo, mais pleno e mais claro do que alguma vez teve.

E agora, a Parte Um.

Parte Um

1. É verdade em qualquer plano de existência que ganhos atraem mais ganhos e perdas atraem mais perdas.

2. A Mente é criativa, as condições, ambientes e todas as experiências na

vida resultam das nossas atitudes mentais habituais ou predominantes.

3. A necessária atitude de mente depende daquilo em que pensamos. Assim, o segredo de todo o poder, de toda a conquista e de toda a posse depende da nossa forma de pensamento.

4. Isto é verdade porque devemos “ser” antes de “fazer”, apenas podemos

“fazer” dentro do alcance daquilo que “somos” e aquilo que “somos” depen- de daquilo em que “pensamos”.

5. Não é possível expressarmos um poder que não possuímos. A única maneira pela qual podemos adquirir poder é tornando-nos conscientes des- se poder, e nunca poderemos ganhar essa consciência de poder até apren- dermos que todo o poder existe apenas no interior.

6. Existe um mundo interior – um mundo de pensamento, sentimento e

poder; de luz, vida e beleza e embora invisível, a sua força é poderosa.

7. O mundo interior é governado pela mente. Quando descobrirmos este

mundo, encontraremos a solução para qualquer problema, a causa para todos os efeitos; e dado que o mundo interior está sob o nosso controlo, todas as leis que regem esse poder e posse estão também sob o nosso con- trolo.

8. O mundo exterior é um reflexo do mundo interior. O que parece estar

fora é encontrado sempre no interior. No mundo interior encontramos a Sabedoria infinita, o Poder infinito, Recursos infinitos de tudo aquilo que é necessário e que está à espera de ser revelado, desenvolvido, expresso. Se

formos capazes de reconhecer estas potencialidades no mundo interior, elas ganharão forma no mundo exterior.

9. A harmonia que existir no mundo interior reflectir-se-á no mundo exte- rior através de condições harmoniosas, ambientes agradáveis, o melhor de tudo. É o fundamento da saúde e a essência de toda a grandeza, poder, aquisição, conquista e sucesso.

10. Harmonia no mundo interior significa a capacidade de controlar os

nossos pensamentos e de determinar para nós próprios o modo como qual- quer experiência nos afecta.

11. Harmonia no mundo interior resulta em optimismo e afluência; afluên-

cia interior resulta em afluência exterior.

12. O mundo exterior reflecte as circunstâncias e condições da consciência

interior.

13. Se descobrirmos sabedoria no mundo interior, seremos capazes de dis-

cernir as possibilidades maravilhosas que estão latentes neste mundo e ser-nos-á dado o poder de manifestar estas possibilidades no mundo exte- rior.

14. À medida que nos tornamos conscientes da sabedoria do mundo inte-

rior, mentalmente tomamos posse desta sabedoria e ao fazê-lo, acabamos por obter efectivamente o poder e a sabedoria necessários para manifestar a essência do nosso mais completo e harmonioso desenvolvimento.

15. O mundo interior é o mundo prático no qual os homens e as mulheres

de poder geram coragem, esperança, entusiasmo, confiança e fé, pelos quais recebem a inteligência subtil que lhes permite ter visão e a capaci-

dade prática com a qual tornam essa visão real.

16. A vida é um desenvolvimento, não uma acumulação. O que vem até nós

no mundo exterior é o que já possuímos no mundo interior.

17. Qualquer posse é baseada na consciência. Todo o ganho é o resultado

de uma consciência acumulativa. Toda a perda é o resultado de uma cons- ciência dispersa.

18. A eficácia mental depende de harmonia; discórdia significa confusão;

portanto, quem desejar adquirir poder deve estar em harmonia com a Lei Natural.

19.

Nós relacionamo-nos com o mundo exterior através da mente objectiva.

O cérebro é o órgão desta mente, o sistema de nervos cerebro-espinal põe-

nos em contacto consciente com o resto do corpo. Este sistema de nervos responde a qualquer sensação de luz, calor, odor, som e sabor.

20. Quando esta mente pensa correctamente, quando compreende a verda-

de, quando os pensamentos enviados através do sistema nervoso cérebro- espinal para o resto do corpo são construtivos, criam-se sensações agradá-

veis, harmoniosas.

21. O resultado disto é que construímos no nosso corpo força, vitalidade e

outras forças construtivas, mas é também através da mesma mente objec- tiva que toda a ansiedade, doença, carência, limitação e qualquer forma de

discórdia e desarmonia são aceites nas nossas vidas. É, portanto, através da mente objectiva, através de pensamentos errados, que nos relacionamos com todas as forças destrutivas.

22. Relacionamo-nos com o mundo interior através da mente subconscien-

te. O plexo solar é o órgão desta mente; o sistema nervoso simpático presi- de a todas as sensações subjectivas tais como alegria, medo, amor, emoção, respiração, imaginação e todos os outros fenómenos subconscientes. É através do subconsciente que estamos ligados à Mente Universal e às Infi-

nitas forças construtivas do Universo.

23. O grande segredo da vida é a coordenação e a compreensão das funções

destes dois centros do nosso ser. Com este conhecimento conseguimos levar a mente objectiva e subjectiva a uma cooperação consciente e assim coor- denar o infinito com o finito. O nosso futuro está inteiramente dentro da nossa capacidade. Não está à mercê de nenhum capricho ou de forças externas incertas.

24. Todos concordarão que existe apenas um Princípio ou Consciência em

todo o Universo, ocupando todo o espaço, sendo em essência, a mesma substância em qualquer lugar. É Omnipotente, Omnisciente e Omnipre- sente. Todos os pensamentos e coisas estão contidos em si. É o todo no Todo.

25. Existe apenas uma consciência no Universo com a capacidade de pen-

sar; quando pensa, os seus pensamentos tornam-se coisas objectivas. Como

esta Consciência é Omnipresente, tem de estar dentro de cada indivíduo; cada indivíduo tem de ser uma manifestação dessa Consciência Omnipo- tente, Omnisciente e Omnipresente.

26.

No Universo só existe uma Consciência capaz de pensar, segue-se

necessariamente que a sua consciência é idêntica à Consciência Universal,

ou por outras palavras, a mente é apenas uma. Não há como escapar a esta conclusão.

27. A consciência que se concentra nas suas células cerebrais é a mesma

que se concentra nas células cerebrais de qualquer outro indivíduo. Cada indivíduo é apenas a individualização do Universal, da Mente Cósmica.

28. A Mente Universal é energia estática ou potencial; é, simplesmente;

manifesta-se apenas através do indivíduo e o indivíduo manifesta-se ape-

nas através do Universal. Eles são um.

29. A capacidade de pensar do indivíduo corresponde à sua capacidade de

actuar no Universal e de o manifestar. A consciência humana consiste apenas na capacidade de pensar do Homem. A própria mente é considera- da como uma forma subtil de energia estática, da qual surgem as activida- des denominadas “pensamentos” que são a fase dinâmica da mente. A mente é energia estática, o pensamento é energia dinâmica – duas fases da mesma coisa. O pensamento é, portanto, a força vibratória formada pela conversão da mente estática em mente dinâmica.

30. Como todos os atributos estão contidos na Mente Universal que é

Omnipotente, Omnisciente e Omnipresente, estes atributos estão presen- tes a todo o momento no indivíduo, na sua forma potencial. Assim, quando o indivíduo pensa, esse pensamento é compelido naturalmente a manifes- tar-se objectivamente numa condição correspondente à sua origem.

31. Cada pensamento é, portanto, uma causa e qualquer condição é um

efeito; por este motivo é essencial que controle os seus pensamentos de modo a manifestar apenas condições desejáveis.

32. O poder é sempre interior e está totalmente sob o seu controlo; surge

através do conhecimento e do exercício voluntário de princípios exactos.

33. Deverá ser claro que quando adquirir um profundo conhecimento desta

lei e tiver a capacidade de controlar o seu pensamento, poderá aplicá-la a qualquer condição; por outras palavras, estará em perfeita cooperação consciente com a lei Omnipotente que é a base fundamental de todas as

coisas.

34. A Mente Universal é o princípio de vida de qualquer átomo da Criação;

cada átomo está em esforço contínuo para manifestar mais vida; todos pos-

suem inteligência e todos procuram realizar o propósito para o qual foram criados.

35. A maioria dos seres humanos vive no mundo exterior; poucos encontra-

ram o mundo interior e é este que cria o mundo exterior; é criativo, tudo aquilo que encontra no mundo exterior foi criado por si no mundo interior.

36. Este sistema torná-lo-á consciente de um poder que será seu quando

compreender esta relação entre o mundo exterior e o mundo interior. O mundo interior é a causa, o mundo exterior é o efeito; para mudar o efeito tem de primeiro mudar a causa.

37. Você aperceber-se-á de que esta é uma ideia radicalmente nova e dife-

rente; a maioria dos homens tenta mudar os efeitos actuando sobre eles. Não compreendem que estão apenas a trocar uma forma de distúrbio por outra. Para eliminar a discórdia, temos de eliminar a causa e esta causa apenas pode ser encontrada no mundo interior.

38. Todo o crescimento tem origem no interior. Isto é claro em toda a Natu-

reza. Qualquer planta, qualquer animal, qualquer ser humano é um tes- temunho vivo desta grande lei. O erro de todas as eras foi o de procurar a força e o poder no exterior.

39. O mundo interior é a fonte Universal dos recursos, o mundo exterior é o

local de descarga desses recursos. A nossa capacidade de receber depende do nosso reconhecimento desta Fonte Universal, desta Energia Infinita, da qual cada indivíduo é um canal de descarga e assim uno com todos os outros indivíduos.

40. O reconhecimento é um processo mental, assim, a acção mental é a

interacção do indivíduo com a Mente Universal e como esta é a Inteligência que abrange todo o espaço e anima todas as coisas vivas, esta acção e reac- ção mental corresponde à lei da causalidade, ainda que o princípio da cau- salidade não resida no indivíduo mas na Mente Universal. Não é uma capacidade objectiva, mas um processo subjectivo, cujos resultados podem ser vistos numa variedade infinita de condições e experiências.

41. Para que a vida se expresse, tem de existir mente; nada pode existir

sem a mente. Tudo quanto existe é uma manifestação desta substância básica a partir da qual e pela qual todas as coisas foram criadas e estão constantemente a ser recriadas.

42.

Vivemos num insondável oceano de substância mental plástica. Esta

substância está sempre viva e activa. É sensível ao mais alto grau. Ganha

forma de acordo com as exigências da mente. O pensamento forma o molde ou a matriz pela qual a substância se expressa.

43. Lembre-se que o valor reside apenas na aplicação do princípio e que um

entendimento prático desta lei irá substituir a pobreza por abundância, a ignorância por sabedoria, a discórdia por harmonia e a tirania por liberda-

de. Decerto não há maior dádiva que esta, a partir de uma perspectiva material e social.

44. Agora aplique-a: Escolha um quarto onde possa estar sozinho e sosse-

gado; sente-se direito, confortavelmente, mas sem sonolência; deixe os seus

pensamentos vaguearem à vontade mas mantenha-se imóvel entre quinze e trinta minutos; repita-o durante três ou quatro dias ou durante uma semana, até ter pleno controlo do seu ser físico.

45. Para muitos será extremamente difícil; outros consegui-lo-ão com faci-

lidade, mas é essencial alcançar um pleno controlo do corpo antes de pro- gredir. Na próxima semana receberá instruções relativamente ao próximo passo; entretanto já deverá ter dominado este exercício.

Perguntas de estudo com Respostas

1. O que é o mundo exterior relativamente ao mundo interior?

- O mundo exterior é um reflexo do mundo interior.

2. De que depende toda a posse?

- A posse é baseada na consciência.

3. Como se relaciona o indivíduo com o mundo objectivo?

- O indivíduo relaciona-se com o mundo objectivo através da mente objecti- va; o cérebro é o órgão da mente.

4. Como se relaciona com a Mente Universal?

- Relaciona-se com a Mente Universal através da mente subconsciente; o Plexo Solar é o órgão desta mente.

5. O que é a Mente Universal?

- A Mente Universal é o princípio que dá vida a todos os átomos da exis-

tência.

6. Como pode o Indivíduo actuar sobre o Universal?

- A capacidade de pensar do indivíduo é o que lhe permite actuar sobre o Universal e de o manifestar.

7. Qual é o resultado desta acção e interacção?

- O resultado desta acção e interacção é causa e efeito; cada pensamento é uma causa e cada condição, um efeito.

8. Como são conseguidas condições harmoniosas e desejáveis?

- Condições harmoniosas e desejáveis são alcançadas através do pensa- mento correcto.

9. Qual a causa de toda a discórdia, desarmonia, carência e limitação?

- Discórdia, desarmonia, carência e limitação resultam do pensamento

incorrecto.

10. Qual é a fonte de todo o poder?

- A fonte de todo o poder é o mundo interior, a Fonte Universal dos Recur- sos, a Energia Infinita da qual cada indivíduo é um canal de descarga.

Parte Dois

As nossas dificuldades devem-se principalmente a ideias confusas e à igno-

rância do nosso verdadeiro interesse. A grande tarefa é descobrir as leis da natureza às quais nos devemos ajustar. O pensamento claro e a perspicácia moral possuem, portanto, um valor incalculável. Todos os processos, mesmo

os do pensamento, repousam em fundações sólidas.

Quanto maior a sensibilidade, mais apurado é o julgamento, mais delicado é o paladar, mais refinados são os princípios morais, mais subtil a inteli- gência, mais altas as aspirações – mais puras e intensas são as gratifica- ções que a existência oferece. É por isto que o estudo do melhor que foi pen- sado no mundo nos dá um prazer supremo.

O poder, o uso e as possibilidades da mente sob novas interpretações são

incomparavelmente mais maravilhosos do que as conquistas mais extrava- gantes ou sonhos de progresso material.

Pensamento é energia. Pensamento activo é energia activa; pensamento concentrado é energia concentrada. O pensamento concentrado num deter- minado propósito torna-se poder. Este é o poder que é usado por aqueles que não acreditam na virtude da pobreza ou na beleza da auto-negação. Para eles, isto são conversas dos fracos de espírito.

A capacidade de receber e de manifestar este poder depende da capacidade

de reconhecer a Energia Infinita que continuamente habita no Homem, que cria e recria constantemente o seu corpo e mente, e que está sempre pronta para se manifestar a qualquer momento através dele, de qualquer forma necessária. A vida exterior do indivíduo manifesta-se na exacta proporção

do reconhecimento desta verdade.

A Parte Dois explica o método pelo qual isto é alcançado.

Parte Dois

1. As operações da mente são produzidas por dois modos paralelos de acti-

vidade, um consciente e outro subconsciente. O Professor Davidson diz:

“Aquele que pensa iluminar toda a área da acção mental com a luz da sua consciência, é semelhante àquele que tenta iluminar todo o universo com uma lanterna.”

2. Os processos lógicos do subconsciente são executados com uma tal certe-

za e regularidade que seriam impossíveis caso houvesse a menor possibili-

dade de erro. A nossa mente organiza por nós as mais importantes funda- ções da cognição, ainda que não tenhamos o menor entendimento do seu modo de acção.

3. A alma subconsciente, como um benévolo estranho, trabalha e provê sempre para nosso benefício, colocando no nosso colo apenas os frutos maduros; assim, uma análise dos processos de pensamento mostra que o subconsciente é o palco dos mais importantes fenómenos mentais.

4. Foi através do subconsciente que Shakespeare se apercebeu, sem esfor-

ço, de grandes verdades que estão escondidas da mente consciente do alu- no; que Fídias talhou o mármore e o bronze; que Rafael pintou Madonnas; e que Beethoven compôs sinfonias.

5. A facilidade e a perfeição dependem inteiramente do grau em que dei-

xamos de depender da consciência; tocar piano, esquiar, escrever à máqui-

na, dependem do processo da mente subconsciente para a sua perfeita exe- cução. A capacidade de tocar uma brilhante peça ao piano enquanto se mantém uma conversa acesa ao mesmo tempo, mostra a grandeza dos nos- sos poderes subconscientes.

6. Todos temos noção do quanto estamos dependentes do subconsciente e

quanto melhores, mais nobres e mais brilhantes forem os nossos pensa- mentos, mais óbvio se torna para nós que a origem reside para além das

nossas capacidades. Encontramo-nos dotados de tacto, instinto, sentido do belo na arte, musica, etc., cujas origens ou fonte desconhecemos completa- mente.

7. O valor do subconsciente é enorme; inspira-nos, avisa-nos, fornece-nos

nomes, factos e cenas do nosso armazém da memória. Orienta os nossos pensamentos, gostos e executa tarefas tão intricadas que nenhuma mente consciente seria capaz de fazer, mesmo que tivesse poder para tal.

8. Você pode andar à sua vontade; pode erguer o braço sempre que quiser;

conseguimos dar atenção a qualquer coisa através do olho ou do ouvido. Por outro lado, não conseguimos parar o bater do coração nem a circulação do sangue, ou o crescimento físico, ou a formação dos tecidos nervosos e musculares, nem o crescimento dos ossos ou tantos outros processos vitais.

9. Se compararmos estes dois modos de acção, um decretado pela vontade

do momento, o outro actuando com um majestoso curso rítmico, sem vaci- lar e sempre constante, rendemo-nos à grandiosidade do segundo e pedi- mos que nos seja revelado este mistério. Vemos claramente que estes são processos vitais da nossa vida física e chegamos à conclusão que estas importantes funções estão propositadamente afastadas do domínio da nos- sa vontade exterior, sujeita a variações e transições, e colocadas sob a direcção de um poder permanente e confiável dentro de nós.

10. Destes dois poderes, o exterior e mutável é chamado de “Mente Cons-

ciente” ou “Mente Objectiva” (que lida com objectos exteriores). O poder interior é chamado de “Mente Subconsciente” ou “Mente Subjectiva” que, além do trabalho que exerce no plano mental, controla as funções regula- doras que tornam possível a vida física.

11. É necessário ter um entendimento claro das funções respectivas dentro

do plano mental, bem como de outros princípios básicos. Ao percepcionar e trabalhar através dos cinco sentidos físicos, a mente consciente lida com impressões e objectos da vida exterior.

12. Possui a capacidade de discriminar, detendo assim a responsabilidade

da escolha. Tem o poder do raciocínio – quer indutivo, dedutivo, analítico ou silogístico – que pode ser desenvolvido a um grau bastante elevado. É a

origem da vontade, com todas as energias que daí derivam.

13. Não só consegue imprimir outras mentes, mas também é capaz de orientar a mente subconsciente. Desta forma, a mente consciente torna-se

o soberano e guardião responsável pela mente subconsciente. É esta gran- diosa função que permite reverter totalmente as condições da sua vida.

14. É verdade que condições de medo, preocupação, pobreza, doença, desarmonia e quaisquer outras perversidades dominam-nos devido a sugestões falsas, aceites pela mente subconsciente desprotegida. Tudo isto pode ser evitado pelo treino da mente consciente, através da sua acção pro- tectora e vigilante. Poderá mesmo ser chamada de “sentinela do portão” do grande domínio do subconsciente.

15. Certo escritor expressou a grande distinção entre estas duas fases da

mente da seguinte forma: “A mente consciente é a vontade racional. A mente subconsciente é o desejo instintivo, resultado de uma vontade racio-

nal passada.”

16. A mente subconsciente tira conclusões precisas e equilibradas de pre-

missas fornecidas por fontes exteriores. Quando a premissa é verdadeira, a mente subconsciente chega a uma conclusão infalível, mas se a premissa ou a sugestão estiverem erradas, toda a estrutura falha. A mente subcons- ciente não entra no processo de discernir. Confia inteiramente na mente consciente, “a sentinela do portão”, para a proteger de impressões erradas.

17. Ao receber qualquer sugestão como verdadeira, a mente subconsciente

entra em acção em todo o domínio da sua tremenda área de trabalho. A mente consciente pode sugerir tanto a verdade como o erro. Se sugere erro, será em prejuízo do estado de todo o ser.

18. A mente consciente deve estar de guarda durante todas as horas em

que estiver desperta. Quando a “sentinela” está “de folga” ou quando o seu discernimento adequado é suspenso devido a uma variedade de circuns- tâncias, a mente subconsciente fica desprotegida e à mercê de sugestões de

qualquer origem. Momentos de grande pânico, um acesso de raiva, impul- sos de uma multidão irresponsável ou qualquer momento de uma emoção incontrolável são as condições mais perigosas. A mente subconsciente fica exposta a sugestões de medo, ódio, egoísmo, ganância, auto depreciação e outras forças negativas vindas de pessoas e circunstâncias envolventes. O resultado é extremamente prejudicial à saúde, com efeitos que podem con- tinuar a afectar durante um longo período de tempo. É, portanto, da maior importância proteger a mente subconsciente de impressões falsas.

19. A mente subconsciente percepciona através da intuição. Logo, os seus

processos são rápidos. Não espera pelos lentos métodos da razão conscien- te. De facto, nem os consegue aplicar.

20.

A mente subconsciente nunca dorme, nunca descansa, tal como o seu

coração ou o seu sangue. Foi descoberto que ao simplesmente afirmar à mente subconsciente coisas específicas que devem ser executadas, dá-se início a forças que levam ao resultado desejado. É aqui que reside a fonte do poder que nos põe em contacto com a Omnipotência. Aqui reside um

profundo princípio que vale todo o esforço do nosso mais dedicado estudo.

21. É interessante o modo como esta lei opera. Aqueles que a colocam em

acção descobrem que quando se vão encontrar com uma pessoa com quem prevêem ter um encontro difícil, algo esteve lá antes deles e dissolveu as supostas diferenças; tudo se altera; tudo se harmoniza; eles descobrem que quando qualquer dificuldade ou problema se lhes apresenta, podem dar-se ao luxo de o adiar e algo sugere a solução mais adequada; tudo fica correc-

tamente tratado; de facto, aqueles que aprenderam a confiar no subcons- ciente, descobriram que possuem recursos infinitos à sua disposição.

22. A mente subconsciente é onde residem os nossos princípios e aspira-

ções. É a fonte dos nossos ideais artísticos e altruístas. Estes instintos

apenas podem ser derrubados através de um processo gradual de sabota- gem dos princípios inatos.

23. A mente subconsciente não é capaz de contrariar. Assim, se aceitou

sugestões erradas, o método correcto de as eliminar é através do uso de fortes sugestões contrárias, repetidas frequentemente e que a mente deve- rá aceitar, formando assim novos e saudáveis hábitos de pensamento e de vida, pois a mente subconsciente é a morada do hábito. Aquilo que fazemos vezes sem conta torna-se mecânico; deixa de ser um acto racional, passan- do a estar enraizado na mente subconsciente. Isto é-nos favorável se o hábito for saudável e correcto. Se for prejudicial e errado, a cura está em reconhecer a omnipotência da mente subconsciente e sugerir libertar-se no momento presente. O subconsciente, sendo criativo e uno com a nossa fon- te divina, criará de imediato a liberdade sugerida.

24. Em suma: As funções normais do subconsciente, a nível físico, estão

relacionadas com processos vitais e reguladores, com a preservação da vida

e restauro do estado saudável; com a procriação, que inclui um desejo ins- tintivo de preservar toda a vida e de melhorar as condições em geral.

25. Do lado mental, é o armazém da memória; guarda os maravilhosos

mensageiros do pensamento que trabalham livres do tempo e do espaço; é

a fonte da iniciativa prática e das forças construtivas da vida; é a morada do hábito.

26.

Do lado espiritual, é a fonte dos ideais, das aspirações, da imaginação;

é o canal através do qual reconhecemos a nossa Fonte Divina e quanto

mais a reconhecermos, mais ganhamos entendimento sobre a fonte do poder.

27. Alguns poderão perguntar: “Como pode o subconsciente mudar as con-

dições?” A resposta é: o subconsciente é parte da Mente Universal e a parte tem de ser do mesmo tipo e qualidade que o todo; a única diferença é o

grau em que se manifesta. O todo, como sabemos, é criativo, na verdade, é

o único criador que existe, logo, percebemos que a mente é criativa e como

o pensamento é a única actividade que a mente possui, segue-se que o pen- samento tem de necessariamente ser também criativo.

28. Mas existe uma grande diferença entre simplesmente pensar e direc-

cionar o nosso pensamento de forma consciente, sistemática e construtiva; quando o fazemos, a nossa mente harmoniza-se com a Mente Universal, colocamo-nos em sintonia com o Infinito, pomos em marcha a força mais poderosa da existência, o poder criativo da Mente Universal. Este poder, tal como tudo o resto, é regido pela lei natural, esta lei é a “Lei da Atrac- ção”, afirmando que a Mente é criativa e que se relacionará automatica- mente com o seu objecto, manifestando-o.

29. Na semana passada dei-lhe um exercício com o propósito de controlar o

seu corpo físico; se já o dominou, está pronto para prosseguir. Desta vez começará por controlar o seu pensamento. Use sempre o mesmo quarto, a mesma cadeira e a mesma posição, se possível. Nalguns casos não é possí- vel usar a mesma divisão, de qualquer forma, tire o melhor partido das condições que tiver à disposição. Mantenha-se perfeitamente imóvel, mas desta vez iniba qualquer pensamento; isto dar-lhe-á a capacidade de con- trolar todos os pensamentos de preocupação, ansiedade, medo e de consi- derar apenas os pensamentos que deseja. Repita este exercício até o conse-

guir dominar.

30. Conseguirá fazê-lo apenas durante alguns momentos em cada repeti-

ção, mas o exercício é valioso, pois é uma demonstração prática dos inúme- ros pensamentos que estão constantemente a tentar entrar no seu mundo mental.

31. Na próxima semana receberá instruções para um exercício que será um

pouco mais interessante, mas é necessário que domine este primeiro.

A causa e efeito são tão absolutos e inescapáveis tanto no reino oculto do pensamento, como no mundo visível da matéria. A mente é o mestre tecelão,

tanto do tecido interior do carácter como do tecido exterior da circunstân- cia.

James Allen

Perguntas de estudo com respostas

11. Quais são os dois modos de actividade mental?

- Consciente e subconsciente.

12. De que dependem a facilidade e a perfeição?

- Dependem inteiramente do grau no qual deixamos de depender da mente

consciente.

13. Qual o valor do subconsciente?

- É enorme; guia-nos, avisa-nos, controla os processos vitais e é a morada da memória.

14. Que função tem a mente consciente?

- Possui a capacidade de discriminação; o poder de raciocinar; é a morada da vontade e imprime o subconsciente.

15. Como foi expressa a distinção entre o consciente e subconsciente?

- “A mente consciente é a vontade racional. A mente subconsciente é o desejo instintivo, resultado de uma vontade racional passada.”

16. Qual o método necessário para imprimir a mente subconsciente?

- Afirmar mentalmente aquilo que se deseja.

17. Qual será o resultado?

- Se o desejo estiver em harmonia com o movimento progressivo do Todo,

começarão a operar forças que manifestarão o resultado.

18. Qual é o resultado da acção desta lei?

- O nosso ambiente reflectirá condições que correspondem à atitude mental

predominante que temos.

19. Qual o nome atribuído a esta lei?

- Lei da Atracção.

20. Como se define a lei?

-

O pensamento é energia criativa e relacionar-se-á automaticamente com

o

seu objecto, manifestando-o.

Parte Três

Tomou já conhecimento de que o Indivíduo pode actuar sobre o Universal e

de que o resultado desta acção e interacção é de causa e efeito. O pensamen-

to é a causa e as experiências com que se depara na vida são os efeitos.

Elimine então qualquer possível tendência para se queixar da maneira como as condições se lhe apresentam, pois tem a capacidade de as alterar e de as transformar naquilo que desejaria que fossem.

Oriente o seu esforço no reconhecimento dos recursos mentais que estão sempre à sua disposição, dos quais provém todo o seu poder real e duradou- ro.

Persista nesta prática até chegar à conclusão de que não poderá haver fra- casso em alcançar qualquer objectivo na vida se compreender o poder e per- sistir nesse mesmo objectivo, pois as forças da mente estão sempre prontas a actuar quando há uma vontade concentrada, esforçando-se para cristalizar o pensamento e o desejo em acções, eventos e condições.

O início de cada função de vida e de cada acção é resultado do pensamento

consciente, depois as acções habituais tornam-se automáticas e o pensamen-

to que as controla passa para o reino do subconsciente; ainda assim man-

têm o mesmo grau de inteligência. É necessário que se torne automático, ou subconsciente, de modo a que a mente consciente se concentre noutros assuntos. As novas acções irão, no entanto, tornar-se habituais, depois automáticas e depois subconscientes, de modo a que a mente possa de novo ser libertada destes pensamentos e prosseguir para outras actividades.

Quando se aperceber disto, descobrirá uma fonte de poder que lhe permite resolver qualquer situação que se possa desenvolver na sua vida.

Parte Três

1. A interacção necessária da mente consciente e subconsciente requer

uma interacção semelhante entre os sistemas de nervos correspondentes. O Juiz Troward explica o belo método em que esta interacção ocorre, ele diz: O sistema cerebrospinal é o órgão da mente consciente, o sistema sim- pático é o órgão do subconsciente. O sistema cerebrospinal é o canal atra- vés do qual recebemos a percepção consciente dos sentidos físicos e onde exercemos controlo sobre os movimentos do corpo. Este sistema de nervos tem o seu centro no cérebro.”

2. O Sistema Simpático tem o seu centro numa massa ganglionar na zona

posterior do estômago, conhecida como Plexo Solar, e é o canal das acções mentais que suportam inconscientemente as funções vitais do corpo.

3. A ligação entre os dois sistemas é feita pelo nervo vago, que passa pela

região do cérebro, fazendo parte do sistema voluntário, até ao tórax, rami- ficando ao coração e pulmões e finalmente passando pelo diafragma, per- dendo aí o seu revestimento e juntando-se aos nervos do Sistema Simpáti- co, onde forma uma ligação entre os dois. Isto torna o Homem uma “enti-

dade una”, fisicamente.

4. Vimos já que cada pensamento é recebido pelo cérebro, o órgão do cons-

ciente; aqui, fica sujeito ao nosso poder racional. Quando a mente objectiva assume a veracidade do pensamento, este é enviado para o Plexo Solar, ou o cérebro da mente subjectiva, para se tornar na nossa carne e manifestar- se no nosso mundo como uma realidade. Neste ponto não é susceptível de qualquer tipo de contrariedade. A mente subconsciente não é capaz de argumentar; apenas age. Aceita fielmente as conclusões da mente objecti-

va.

5. O Plexo Solar foi comparado ao Sol do corpo, pois é um ponto central de

distribuição da energia que o corpo gera constantemente. Esta é uma ener- gia bem real e este Sol é um sol real. A energia está a ser distribuída por

nervos reais a todas as partes do corpo e irradiada numa atmosfera que envolve o corpo.

6. Se esta radiação for suficientemente forte, a pessoa é vista como magné-

tica; diz-se estar cheia de magnetismo pessoal. Essa pessoa pode conter um

enorme poder de fazer o bem. As mentes confusas, com as quais ela contac- ta, sentir-se-ão tranquilizadas apenas pela sua presença.

7. Quando o Plexo Solar opera activamente e irradia vida, energia e vitali-

dade a todas as partes do corpo e a todos os que encontra, as sensações são agradáveis, o corpo está pleno de saúde e todos aqueles com quem contacta

experimentam uma sensação agradável.

8. Se houver alguma interrupção desta radiação, as sensações serão desa-

gradáveis, a corrente de vida e energia é interrompida nalguma parte do corpo e esta é a causa de toda e qualquer doença da raça humana, quer

física, mental ou ambiental.

9. É física porque o Sol do corpo não gera energia suficiente para vitalizar

todas as partes do corpo; mental porque a mente consciente depende da mente subconsciente para lhe dar a vitalidade necessária que suporta o pensamento; e ambiental porque é interrompida a ligação entre a mente consciente e a mente Universal.

10. O Plexo Solar é o ponto no qual a parte se encontra com o Todo, onde o

finito se torna Infinito, onde o Incrível se cria, onde o Universal se torna individualizado e o Invisível se torna visível. É o ponto onde a vida surge e não há limite para a quantidade de energia que um indivíduo é capaz de geral deste centro Solar.

11. Este centro de energia é Omnipotente porque este é o ponto de contacto

de toda a vida e de toda a inteligência. Pode, portanto, alcançar qualquer coisa que se proponha alcançar e aqui reside o poder da mente consciente; o subconsciente levará consigo todos e quaisquer planos e ideias sugeridos pela mente consciente.

12. O pensamento consciente é, portanto, o regente deste centro Solar, do

qual fluem a vida e a energia de todo o corpo; a qualidade do pensamento em que persistimos, determina a qualidade do pensamento que este Sol irá irradiar; o carácter do pensamento em que a nossa mente consciente per- siste, determina o carácter do pensamento que este Sol irá irradiar; e a natureza do pensamento em que a nossa mente consciente persiste, deter-

mina a natureza do pensamento que este Sol irá irradiar, consequente- mente determinando a natureza da experiência resultante.

13. É, portanto, evidente que tudo o que temos de fazer é deixar a nossa

luz brilhar; quanto mais energia conseguirmos irradiar, mais rapidamente seremos capazes de transformar condições indesejáveis em fontes de pra- zer e benefício. A questão essencial é, então, como fazer com que esta luz brilhe; como gerar esta energia.

14. Pensamentos desprovidos de resistência expandem o Plexo Solar; pen-

samentos resistentes contraem-no. Pensamentos agradáveis expandem-no; pensamentos desagradáveis contraem-no. Todos os pensamentos de cora- gem, poder, confiança e esperança produzem um estado correspondente, mas o grande arqui-inimigo do Plexo Solar que deve ser absolutamente eliminado, para que alguma luz possa brilhar, é o medo. Este inimigo deve ser totalmente destruído; deve ser expulso para sempre; ele é a nuvem que cobre o sol; que causa uma sombra eterna.

15. É este demónio pessoal que faz os homens recearem o passado, o pre-

sente e o futuro; recearem-se a si próprio, os amigos e os inimigos; recea- rem tudo e toda a gente. Quando o medo é efectiva e completamente des- truído, a sua luz brilhará, as nuvens dispersarão e terá encontrado a fonte

de todo o poder, energia e vida.

16. Quando descobrir que você é uno com o poder Infinito e quando reco-

nhecer conscientemente este poder através de uma demonstração prática da sua capacidade de superar qualquer condição adversa com o poder do seu pensamento, não terá nada a recear; o medo terá sido destruído e esta- rá na posse do poder que é seu por direito desde a nascença.

17. É a nossa atitude mental face à vida que determina as experiências

que encontramos; se não esperarmos nada, não receberemos nada; se dese- jarmos muito, receberemos uma grande porção. O mundo é cruel apenas porque falhamos em defender aquilo que afirmamos. O criticismo do mun- do é amargo apenas para aqueles que não criam espaço para as suas ideias. É o medo deste criticismo que faz com que muitas ideias não che- guem a ver a luz do dia.

18. Mas o Homem que reconhecer que tem um Plexo Solar, não receará o

criticismo ou qualquer outra coisa, pois estará demasiado ocupado a irra- diar coragem, confiança e poder; através da sua atitude mental antecipará o sucesso; destruirá obstáculos e saltará sobre o abismo da dúvida e da hesitação que o medo coloca no seu caminho.

19.

O conhecimento da nossa capacidade de conscientemente irradiarmos

saúde, força e harmonia dar-nos-á a certeza de que não há nada a recear,

pois estamos em contacto com a Força Infinita.

20. Este conhecimento é alcançado apenas através da aplicação prática

desta informação. Aprendemos ao fazer; através da prática, o atleta torna- se poderoso.

21. Como a afirmação seguinte é de uma importância considerável, colocá-

la-ei de diversas maneiras para que não lhe escape o seu completo signifi- cado. Se tiver uma forte vertente religiosa, direi para deixar a sua luz bri-

lhar. Se a sua mente se foca mais nas ciências físicas, direi para despertar

o seu Plexo Solar; se preferir uma interpretação puramente cientifica, direi para imprimir a sua mente subconsciente.

22. Já referi qual o resultado desta impressão. É o método de o fazer que

agora lhe interessa. Já aprendeu que o subconsciente é inteligente, criativo

e reactivo à vontade da mente consciente. Qual é então a forma mais natu- ral de fazer a impressão desejada? Concentre-se mentalmente no objecto que deseja; quando se concentra, está a imprimir o subconsciente.

23. Esta não é a única forma, mas é uma forma simples e eficaz, a mais

directa e, consequentemente, a forma de alcançar os melhores resultados. É o método que produz resultados tão extraordinários que a muitos pare- cem ser milagres.

24. É o método pelo qual todos os grandes inventores, financeiros e estadis-

tas conseguiram converter a subtil e invisível força do desejo, fé e confian- ça em factos reais, tangíveis e concretos no mundo objectivo.

25. A mente subconsciente é parte da Mente Universal. O Universal é o

princípio criativo do Universo e uma parte tem de ser do mesmo tipo e qua- lidade do todo. Isto significa que este poder criativo é absolutamente ilimi- tado; não está sujeito a nenhum tipo de precedência e, consequentemente, não possui qualquer padrão pré-existente pelo qual aplique o seu princípio construtivo.

26. Descobrimos que a mente subconsciente reage à nossa vontade cons-

ciente, o que significa que o poder criativo e ilimitado da Mente Universal

está ao alcance da mente consciente do indivíduo.

27. Quando fizer uma aplicação prática deste princípio, de acordo com os

exercícios dados nas lições subsequentes, é bom lembrar que não é neces- sário descrever o método pelo qual o subconsciente produz os resultados

que deseja. O Infinito não informa o finito. Você simplesmente afirma aquilo que deseja, não o modo como o obtém.

28. Você é o canal pelo qual o indiferenciado se torna diferenciado e esta

diferenciação é alcançada através de apropriação. Requer apenas reconhe- cimento para colocar em marcha as causas que criarão resultados concor- dantes com o seu desejo, isto acontece porque o Universal actua apenas através do indivíduo e o indivíduo actua apenas através do Universal; eles são um.

29. Como exercício desta semana, pedir-lhe-ei que vá um pouco mais longe.

Quero que esteja perfeitamente imóvel, iniba qualquer pensamento o melhor que puder, mas relaxe, abandone-se, deixe os músculos tomarem o seu estado normal; isto retirará qualquer pressão sobre os nervos e elimi- nará aquela tensão que frequentemente produz cansaço físico.

30. O relaxamento físico é um exercício voluntário da vontade e o seu exer-

cício é de grande valor, pois permite que o sangue circule livremente do

cérebro para o corpo e vice-versa.

31. As tensões levam à inquietação mental e a uma actividade mental

anormal; produz preocupação, medo e ansiedade. O relaxamento é, portan- to, uma necessidade absoluta para que as faculdades mentais se exercitem de uma forma livre.

32. Pratique este exercício da forma mais exaustiva e completa que lhe for

possível, determine mentalmente que irá relaxar todos os músculos e ner- vos, até se sentir tranquilo, descansado e em paz consigo e com o mundo.

33. O Plexo Solar estará então em condições de funcionar e você ficará sur-

preendido com o resultado.

Perguntas de estudo com Respostas

21. Que sistema de nervos é o órgão da Mente Consciente?

- Cerebrospinal.

22. Que sistema de nervos é o órgão da mente subconsciente?

- Simpático.

23. Qual é o ponto central de distribuição da energia que o corpo gera cons-

tantemente?

- O Plexo Solar.

24. Como pode ser interrompida esta distribuição?

- Através de pensamentos de resistência e discordância, mas principalmen- te de medo.

25. Qual é o resultado de tal interrupção?

- Qualquer doença que afecte a raça humana.

26. Como pode esta energia ser controlada e direccionada?

- Através do pensamento consciente.

27. Como pode o medo ser totalmente eliminado?

- Através de um entendimento e reconhecimento da verdadeira fonte de todo o poder.

28. O que determina as experiências que encontramos na vida?

- A nossa atitude mental predominante.

29. Como podemos despertar o plexo solar?

- Concentrando-nos mentalmente na condição que desejamos ver manifes- tada nas nossas vidas.

30. Qual é o princípio criativo do Universo?

- A Mente Universal.

Parte Quatro

Entrego-lhe agora a Parte Quatro. Esta parte mostrará porque é que aquilo que pensa, faz ou sente é indicativo daquilo que você é.

O pensamento é energia, energia é poder e é devido ao facto de todas as

religiões, ciências e filosofias, com as quais o mundo se tornou familiariza- do se terem baseado na manifestação desta energia em vez da própria ener- gia, que o mundo tem estado limitado a efeitos enquanto as causas são ignoradas ou incompreendidas.

É por estar razão que temos Deus e o Demónio na religião, o positivo e o

negativo na ciência, o bem e o mal na filosofia.

A Chave-Mestra reverte este processo; o seu interesse é apenas na causa. As

cartas dos alunos contam uma história maravilhosa; indicam conclusiva- mente que estão a descobrir a causa pela qual são capazes de alcançar saú- de, harmonia, abundância e tudo o mais necessário para o seu bem-estar e felicidade.

A vida é expressão e a nossa tarefa é expressarmo-nos harmoniosa e cons-

trutivamente. Desgosto, miséria, infelicidade, doença e pobreza não são necessidades, portanto, temos de as eliminar.

Este processo de eliminação consiste em erguermo-nos acima e para além de qualquer tipo de limitações. Aquele que fortaleceu e purificou o seu pen- samento não precisa de se preocupar com micróbios; e aquele que com- preendeu a lei da abundância vai directamente à fonte dos recursos.

É desta forma que o destino e a sorte são controlados da mesma forma que

um capitão controla o seu barco, ou um maquinista controla o seu comboio.

Parte Quatro

1.

O seu “Eu” não é o corpo físico; isso é simplesmente um instrumento que

o

“Eu” usa para cumprir o seu propósito; o “Eu” não pode ser a Mente, pois

mente é simplesmente outro instrumento que o “Eu” utiliza, com a qual pensa, raciocina e planeia.

a

2.

O “Eu” tem de ser algo que controla e orienta tanto o corpo como a men-

te; algo que determina o que fazem e como o fazem. Quando tomar cons- ciência da verdadeira natureza deste “Eu”, desfrutará de uma sensação de poder como nunca sentiu antes.

3. A sua personalidade é feita de inúmeras características, peculiaridades,

hábitos e traços de carácter individuais; eles são o resultado da sua ante- rior forma de pensamento, mas nada têm a ver com o verdadeiro “Eu”.

4. Quando diz “Eu penso”, o “Eu” diz à mente o que ela irá pensar; quando

diz “Eu vou”, o “Eu” diz ao corpo físico para onde ir; a verdadeira natureza deste “Eu” é espiritual e é a fonte do poder real atribuído aos homens e mulheres quando reconhecem a sua verdadeira natureza.

5. O maior e mais maravilhoso poder com que este “Eu” foi dotado é o poder de pensar e como poucas pessoas sabem pensar construtivamente ou correctamente, alcançam assim resultados que lhes são indiferentes. A maioria das pessoas permite que os seus pensamentos se dispersem em propósitos egoístas, resultado inevitável de uma mente infantil. Quando a mente amadurece, compreende que o germe da derrota reside em cada pensamento egoísta.

6. A mente treinada sabe que qualquer transacção deve beneficiar todas as

pessoas relacionadas com a transacção e qualquer tentativa de beneficiar através da fraqueza, da ignorância ou da necessidade de outro, acabará inevitavelmente em prejuízo.

7.

A razão é que o Indivíduo é uma parte do Universal. Uma parte não

pode contrariar outra parte, antes pelo contrário, o bem-estar de cada par-

te depende do reconhecimento do interesse do todo.

8. Aqueles que reconhecem este princípio, possuem uma grande vantagem

nas diversas áreas da vida. Eles não se consomem. São capazes de eliminar pensamentos errantes com facilidade; de se concentrarem ao mais alto nível em qualquer assunto. Eles não desperdiçam tempo ou dinheiro em objectos onde não há qualquer benefício possível.

9. Se não é capaz de fazer estas coisas, é porque não fez o esforço necessá-

rio. O momento de fazer esse esforço é agora. O resultado será exactamen- te proporcional ao esforço despendido. Uma das afirmações mais fortes que pode usar para fortalecer a vontade e reconhecer o seu poder é, “Eu posso ser aquilo que a minha vontade deseja.”

10. De cada vez que o repetir, reconheça quem e o que é este “Eu”; tente

chegar a um profundo entendimento da verdadeira natureza do “Eu”; se o conseguir, será invencível; isto é, desde que os seus objectivos e propósitos sejam construtivos e em harmonia com o princípio criativo do Universo.

11. Se decidir usar esta afirmação, use-a continuamente, à noite, de manhã

e sempre que se lembrar dela durante o dia. Continue a fazê-lo até se tor- nar uma parte de si; crie o hábito.

12. Se não o fizer desta forma, mais vale nem sequer começar, pois a psico-

logia moderna diz-nos que quando começamos alguma coisa e não a termi- namos ou fazemos uma resolução e não a cumprimos, estamos a criar o hábito de fracasso; fracasso absoluto e vergonhoso. Se não tiver intenção de fazer alguma coisa, não a comece; se a começar, assegure-se de que a aca- ba, nem que o céu lhe caia na cabeça; se decidir fazer alguma coisa, faça-a;

não deixe nada nem ninguém interferir; o seu “Eu” determinou, está deci- dido; a sorte está lançada, não há mais discussão.

13. Se persistir nesta ideia, começando com coisas pequenas que sabe poder controlar e gradualmente for aumentando o esforço sem deixar que o seu “Eu” seja subjugado em nenhuma circunstância, descobrirá que é capaz de se controlar a si próprio. Muitos homens e mulheres descobriram, para seu desgosto, que é mais fácil dominar um reino que a eles próprios.

14. Mas quando tiver aprendido a controlar-se, terá encontrado o “Mundo

Interior” que controla o mundo exterior; tornou-se irresistível; pessoas e coisas acederão a todos os seus desejos sem qualquer esforço aparente da sua parte.

15.

Isto não é tão estranho ou tão difícil como possa parecer se se lembrar

que o “Mundo Interior” é controlado pelo “Eu”, que este “Eu” é uma parte, una com o “Eu” Infinito, com a Energia ou Espírito Universal, normalmen-

te referido como Deus.

16. Não é uma mera afirmação ou uma teoria feita com o propósito de con-

firmar ou estabelecer uma ideia, é um facto aceite tanto pelas maiores cor-

rentes religiosas, como pelas maiores correntes científicas.

17. Herbert Spender disse: “Dentre todos os mistérios que nos rodeiam,

nada é mais certo do que o facto de estarmos sempre na presença de uma Energia Infinita e Eterna da qual todas as coisas surgem.”

18. Lyman Abbott, num discurso perante os alunos do Seminário de Teolo-

gia de Bangor, disse: “Estamos a começar a pensar em Deus como algo que habita o Homem em vez de algo que actua no Homem a partir de fora.”

19. A ciência percorre o mesmo caminho e bloqueia. A ciência descobre esta

Energia Eterna, mas a Religião descobre o Poder por detrás da energia e

localiza-o no Homem. Esta descoberta não é nova; a Bíblia diz exactamente

a mesma coisa e o discurso é igualmente simples e convincente: “Não

sabeis que sois o templo do Deus vivo?” Aqui está, portanto, o segredo do maravilhoso poder criativo do “Mundo Interior”.

20. Este é o segredo do poder, da mestria. Superar não significa renunciar

às coisas. A auto negação não é sucesso. Não podemos dar se não receber- mos; não podemos ser prestáveis se não formos fortes. O Infinito nunca está em falência e nós, que somos os representantes do poder Infinito, nun- ca iremos à falência; se queremos ser prestáveis aos outros, temos de ter poder e mais poder, mas para tê-lo temos de o dar; temos de prestar servi-

ço.

21.

Quanto mais dermos, mais receberemos; devemo-nos tornar num canal

pelo qual o Universal expressa a sua actividade. O Universal está constan- temente à procura de expressão, à procura de ser útil e procura o canal mais activo para o fazer, onde pode fazer o maior bem, onde pode oferecer o melhor benefício à humanidade.

22. O Universal não se pode expressar através de si enquanto estiver ocu-

pado com os seus planos, com os seus propósitos; tranquilize os sentidos, procure inspiração, foque a actividade mental no interior, mergulhe na consciência da sua unidade com a Omnipotência. “As águas tranquilas

residem nas profundezas”; contemple as inúmeras oportunidades a que tem acesso espiritual, através da Omnipotência do poder.

23. Visualize os acontecimentos, as circunstâncias e as condições que estas

ligações espirituais podem ajudar a manifestar. Reconheça o facto de que a essência e a alma de todas as coisas são espirituais e que o espiritual é o real, a vida de tudo aquilo que existe; quando o espírito desaparece, a vida desaparece, morre, deixa de existir.

24. Estas actividades mentais pertencem ao mundo interior, ao mundo da

causa; as condições e circunstâncias resultantes são o efeito. É desta forma

que você se torna um criador. Esta é uma importante tarefa, quanto mais altos, mais ambiciosos, mais grandiosos e mais nobres forem os ideais que conseguir conceber, mais importante será o trabalho.

25. O excesso de trabalho, de execução e de actividade corporal de qualquer

tipo produzem condições de apatia e estagnação mental que tornam impos- sível que se faça o importante trabalho que permite o reconhecimento do poder consciente. Devemos, portanto, procurar frequentemente o Silêncio. O Poder surge do repouso; é no Silêncio que relaxamos e quando relaxa- mos, conseguimos pensar e o pensamento é o segredo para alcançarmos o que queremos.

26. O pensamento é uma forma de movimento e é transportado segundo a

lei da vibração da mesma forma que a luz ou electricidade. As emoções dão-lhe vida, através da lei do amor; ganha forma e expressão através da lei do crescimento; é um produto do “Eu” espiritual, logo, é de natureza Divina, Espiritual e criativa.

27. Dado isto, é evidente que de modo a manifestar poder, abundância ou

qualquer outro propósito construtivo, as emoções deverão ser chamadas para dar sentimento ao pensamento, para que este tome forma. Como pode ser conseguido? Este é o ponto essencial; como conseguir desenvolver a fé, a coragem, o sentimento que resulta nessa manifestação?

28. A resposta é: através do exercício; a força mental é assegurada exacta-

mente da mesma forma que a força física, ou seja, pelo exercício. Pensamos em algo, talvez com alguma dificuldade ao início; pensamos nessa coisa outra vez e torna-se mais fácil; pensamos uma e outra vez até se tornar

num hábito mental. Continuamos a pensar na mesma coisa; finalmente torna-se automático; não conseguimos deixar de o pensar; temos agora cer- teza do que pensamos; não há qualquer dúvida em relação a isso. Estamos certos; sabemos.

29.

Na semana passada pedi-lhe que relaxasse, que se abandonasse fisi-

camente. Esta semana vou pedir-lhe que se abandone mentalmente. Se praticou o exercício dado na semana passada durante quinze ou vinte minutos por dia, de acordo com as indicações dadas, de certeza que já con- segue relaxar fisicamente; quem não o conseguir fazer conscientemente, de

forma rápida e completa, não tem domínio sobre si próprio. Não alcançou a liberdade; é ainda um escravo das condições. Assumirei que dominou o exercício e que está já pronto para tomar o próximo passo, a liberdade mental.

30. Esta semana, depois de tomar a sua posição habitual, elimine toda a

tensão, relaxando completamente. Abandone-se mentalmente de todas as condições adversas, como ódio, raiva, preocupação, ciúme, inveja, desgosto,

problemas ou desilusões de qualquer espécie.

31 Poderá dizer que não consegue “abandonar-se” de todas estas coisas, mas consegue; consegue fazê-lo ao determinar que o quer fazer, através de uma intenção voluntária e persistente.

32. O motivo pelo qual alguns não o conseguem é porque permitem ser con-

trolados pelas emoções em vez do seu intelecto. Aqueles que se guiam pelo intelecto alcançarão o sucesso. Não o conseguirá à primeira tentativa, mas a prática leva à perfeição, aqui e em qualquer outra coisa. Primeiro deverá ser bem-sucedido em ignorar, eliminar e destruir completamente estes pensamentos negativos e destrutivos; eles são a semente de tudo aquilo que está constantemente a criar todo o tipo de condições discordantes.

Não há nada mais verdadeiro do que o facto de a qualidade do pensamento em que persistimos se relacionar com certos elementos do mundo exterior. Esta é a Lei da qual não se pode escapar. E foi esta Lei, esta relação do pensamento com o seu objecto que levou as pessoas a acreditar, desde os tempos mais remotos, numa Providência Divina.

Wilmans

Perguntas de estudo com Respostas

31. O que é o pensamento?

- Energia espiritual.

32. Como é transportado?

- Segundo a lei da vibração.

33. Como ganha vitalidade?

- Pela lei do amor.

34. Como ganha forma?

- Pela lei do crescimento.

35. Qual é o segredo do seu poder criativo?

- É uma actividade espiritual.

36. Como conseguimos desenvolver a fé, a coragem e o entusiasmo que resultam na manifestação do que queremos?

- Através do reconhecimento da nossa natureza espiritual.

37. Qual é o segredo do Poder?

- Serviço.

38. Porquê?

- Porque recebemos aquilo que damos.

39. O que é o Silêncio?

- Tranquilidade física.

40. Qual o seu valor?

- É o primeiro passo para o autocontrolo, autodomínio.

Parte Cinco

Junto encontrará a Parte Cinco. Após estudar atentamente esta parte, verá que qualquer força, facto ou objecto concebível é o resultado da mente em acção.

A mente em acção é pensamento e o pensamento é criativo. Os homens estão a pensar agora como nunca pensaram antes.

Esta é, portanto, uma época criativa e o mundo está a atribuir as mais ricas recompensas aos pensadores. A matéria é impotente, passiva, inerte. A mente é força, energia, poder. A mente dá forma e controla a matéria. Qualquer forma que a matéria tome é apenas a expressão de algum pensa- mento pré-existente.

Mas o pensamento não produz transformações mágicas; obedece a leis naturais; põe em marcha forças naturais; liberta energias naturais; mani- festa-se na sua conduta e nas suas acções que, por sua vez, reagem sobre os seus amigos, conhecidos e eventualmente sobre o todo do seu ambiente. Você produz pensamentos e como os pensamentos são criativos, você pode criar para si próprio as coisas que deseja.

Parte Cinco

1. Pelo menos noventa por cento da nossa vida mental é subconsciente,

portanto, aqueles que se recusam a usar este poder mental, vivem dentro de limites muito estreitos.

2. O subconsciente pode resolver e resolverá qualquer problema por nós, se

soubermos como direccioná-lo. Os processos subconsciente estão sempre activos; a questão é, seremos nós simplesmente receptores passivos desta actividade ou podemos conscientemente orientar a sua acção? Será que devemos ter uma visão do destino a alcançar e os perigos a evitar ou dei- xamo-nos simplesmente à deriva?

3. Vimos já que a mente está espalhada por todas as partes do corpo físico

e é sempre possível direccioná-la ou dar-lhe impressões vindas da mente

objectiva ou dominante.

4. A mente, que impregna o corpo, é em grande parte resultado da heredi-

tariedade, o que por sua vez é simplesmente o resultado de todos os ambientes de todas as gerações passadas sobre as reactivas e dinâmicas forças de vida. Uma compreensão deste facto permite-nos usar a nossa autoridade quando vemos manifestar-se um traço de carácter indesejável.

5. Podemos conscientemente usar todas as características desejáveis que

nos foram atribuídas e podemos reprimir ou impedir as indesejáveis de se manifestarem.

6. Uma vez mais, a mente que impregna o nosso corpo físico não só é o

resultado de tendências hereditárias, mas também é o resultado do ambiente doméstico, laboral e social, onde milhares de impressões, ideias, preconceitos e pensamentos semelhantes são recebidos. Muitos são recebi- dos por outros, resultado de opiniões, sugestões ou afirmações; muitos são resultado do nosso próprio pensamento, embora a maioria seja aceite com pouca ou nenhuma consideração ou avaliação.

7.

Se a ideia pareceu ser plausível, a consciência aceitou-a e passou-a ao

subconsciente, onde foi assimilada pelo Sistema Simpático e daí passou a fazer parte do nosso corpo físico. “A palavra tornou-se carne”.

8. Esta é a forma como estamos consistentemente a criar e a recriarmo-

nos; somos hoje o resultado do nosso pensamento passado e seremos aquilo que pensamos agora. A Lei da atracção não nos traz as coisas que gosta- ríamos, que desejamos ou que outro tenha, traz-nos apenas as “nossas” coi- sas, as coisas que nós criamos através do nosso processo de pensamento, quer tenhamos ou não consciência disso. Infelizmente, muitos de nós criam estas coisas inconscientemente.

9. Se algum de nós estivesse a construir uma casa própria, quão cuidado-

sos seríamos com os planos; estudaríamos todo e qualquer detalhe; procu- raríamos o material e escolheríamos apenas o melhor de casa coisa; e no entanto, somos demasiado descuidados quando se trata de construir a nos- sa Casa Mental, infinitamente mais importante que a nossa casa física, pois tudo aquilo que entra nas nossas vidas depende da qualidade do material usado na construção da nossa Casa Mental.

10. Em que consiste este material? Já vimos que é o resultado de impres-

sões que se acumularam no passado, guardadas na nossa Mentalidade subconsciente. Se estas impressões foram de medo, preocupação, ansieda- de, se foram descuidadas, negativas, duvidosas, então a textura do mate- rial que tecemos agora será da mesma qualidade negativa. Em vez de con- ter em si algum valor, será bolorento e podre e trazer-nos-á apenas mais trabalho, preocupação e ansiedade. Estaremos eternamente ocupados a tentar remendá-lo e a dar-lhe uma aparência no mínimo elegante.

11. Mas se guardámos apenas pensamentos de coragem, se fomos optimis-

tas, positivos e deitámos qualquer tipo de pensamento negativo no lixo, recusando identificarmo-nos com ele ou associarmo-nos a ele, qual será o resultado? O nosso material mental é agora da melhor qualidade; podemos tecer o que quer que seja; podemos dar-lhe a cor que desejamos; sabemos que a textura é firme, que o material é sólido, que não se quebrará, não temos medo ou ansiedade relativamente ao futuro; não há nada a esconder e não há buracos a remendar.

12. Isto são factos psicológicos; não há qualquer teoria ou enigma acerca

destes processos de pensamento; não têm nada de oculto; de facto, são tão claros que qualquer um os compreende. O que é preciso é ter uma empre- gada doméstica mental, tê-la a trabalhar todos os dias e manter a casa

limpa. A limpeza mental, moral e física é indispensável, se desejarmos algum tipo de progresso.

13. Quando este processo de limpeza doméstica estiver terminado, o mate-

rial que sobrar será o adequado para a criação do tipo de ideais ou de ima-

gens mentais que desejamos manifestar.

14. Existe uma propriedade distinta à espera de ser reclamada. Vastos hectares com colheitas abundantes, água corrente e excelente madeira, estendendo-se até onde a vista alcança. Tem uma mansão espaçosa e ale- gre, com quadros raros, uma livraria recheada, lustres majestosos, com todos os confortos e luxos. Tudo o que o herdeiro tem que fazer é tomar posse da sua herança e usar a propriedade. Ele tem de a usar, não a pode deixar apodrecer; o uso é a única condição pela qual ele a pode possuir. Negligenciá-la é perder a posse.

15. Nos domínios da mente e do espírito, nos domínios do poder prático,

essa propriedade pertence-lhe. Você é o herdeiro! Você pode assumir-se como herdeiro e tomar posse, usufruir desta rica herança. Um dos frutos é o poder sobre as circunstâncias; saúde, harmonia e prosperidade são bens que lhe pertencem. Este poder concede-lhe repouso e paz. Só exige de si o trabalho de conhecer e recolher os seus vastos recursos. Não exige qual- quer sacrifício excepto o de perder as suas limitações, as suas servidões, as suas fraquezas. Este poder veste-o honradamente e coloca-lhe um ceptro nas suas mãos.

16. Para receber esta propriedade, são necessários três processos: Deve

verdadeiramente desejá-la. Deve reivindicá-la. Deve tomar posse.

17. Tem de admitir que não são condições difíceis.

18. Decerto está familiarizado com o conceito de hereditariedade. Darwin,

Huxley, Haeckel e muitos outros cientistas físicos acumularam inúmeras provas de que a hereditariedade é uma lei que regula a criação progressi- va. É a hereditariedade progressiva que dá ao Homem a sua atitude erec- ta, a sua capacidade de movimento, os órgãos de digestão, circulação san- guínea, força nervosa, força muscular, estrutura óssea e inúmeras outras faculdades físicas. Existem factos ainda mais impressionantes relativos à hereditariedade da força mental. Todos estes constituem aquilo a que se

pode chamar a sua hereditariedade humana.

19. Mas existe um tipo de hereditariedade sobre a qual os cientistas físicos

não se debruçaram. É mais antiga e mais profunda que todas as pesquisas feitas. Esta hereditariedade divina é vista no seu máximo esplendor nas

alturas em que estes cientistas levam as mãos à cara em desespero, dizen- do que não são capazes de explicar aquilo que vêem.

20. É a força benigna que decreta a criação primária. Uma vibração que

desce directamente do Divino a todos os seres criados. Dá origem à vida, o que o cientista não fez, nem nunca fará. É a maior de todas as forças, inal- cançável. Nenhuma hereditariedade humana pode aproximar-se dela. Nenhuma hereditariedade humana se lhe compara.

21. Esta Vida Infinita flui através de si; é você. As portas desta vida são as

faculdades que a sua consciência compreende. Manter abertas estas portas

é o Segredo do Poder. Não vale a pena fazer o esforço?

22. O facto principal é o de que a fonte de toda a vida e de todo o poder está

no interior. Pessoas, circunstâncias e eventos podem sugerir necessidades e oportunidades, mas a perspicácia, a força e o poder para responder a estas necessidades encontra-se no interior.

23. Afaste-se de falsificações. Construa fundações firmes para a sua cons-

ciência, sobre forças que fluem directamente da fonte Infinita, da Mente Universal da qual você é a imagem e a semelhança.

24. Aqueles que tomam posse desta herança nunca mais serão os mesmos.

Tomam posse de um sentimento de poder apenas sonhado. Nunca mais serão tímidos, fracos, vacilantes ou medrosos. Estão indissoluvelmente ligados à Omnipotência. Algo neles foi despertado; subitamente, descobri- ram que possuem uma tremenda capacidade latente que até então desco- nheciam totalmente.

25. Este poder é interior, mas não o receberemos até o termos dado. O uso

é a condição pela qual recebemos a herança. Nós somos apenas o canal por

onde o poder Omnipotente se diferencia em forma; se não dermos, o canal fica obstruído e não receberemos nada. Isto é verdadeiro em qualquer nível da existência, em qualquer área de trabalho e em qualquer desafio na vida. Quanto mais dermos, mais receberemos. O atleta que deseja ser mais forte tem de usar a força que tem e quanto mais der, mais irá receber. O empre- sário que deseja ganhar dinheiro tem de usar o dinheiro que tem, pois apenas usando-o pode receber mais.

26. O comerciante que não escoar os seus produtos não receberá mais

nenhuns; a empresa que não é capaz de prestar um serviço eficaz, em pou- co tempo ficará sem consumidores; o advogado que não mostrar resultados ficará sem clientes e assim sucessivamente, em tudo; o poder está condi- cionado ao uso adequado do poder que temos ao nosso alcance; aquilo que é

verdadeiro em qualquer campo de acção, em qualquer experiência de vida, é verdadeiro acerca do poder que é a fonte de todo o poder conhecido pelo Homem – o Poder Espiritual. Retire-se o espírito e o que sobra? Nada.

27. Se o espírito é tudo o que existe, a capacidade de manifestar qualquer

poder, quer físico, mental ou espiritual, depende apenas do reconhecimento deste facto.

28. Qualquer tipo de posse é resultado da atitude acumulativa da mente,

ou consciência monetária; esta é a varinha mágica que lhe permitirá rece- ber a ideia e que criará as circunstâncias a cumprir; e sentirá tanto prazer

na execução destas circunstâncias, como no momento em que alcança aqui- lo que deseja.

29. Agora dirija-se ao seu quarto, na mesma cadeira, na mesma posição de

sempre e, mentalmente, visualize um local que tenha associações agradá- veis. Faça um retrato mental completo, veja os edifícios, o chão, as árvores, amigos, tudo. Ao início pensará em tudo o que lhe vem à cabeça em vez de se concentrar no ideal que deseja. Não deixe que isso o desanime. A persis- tência trará frutos, mas persistir significa que deve praticar estes exercí- cios todos os dias, sem falta.

Perguntas de estudo com Respostas

41. Quanto da sua vida mental é subconsciente?

- Pelo menos noventa por cento.

42. Este armazém mental é utilizado regularmente?

-

Não

43.

Porquê?

- Porque poucos compreendem ou dão valor ao facto de que é uma activida-

de que podem comandar conscientemente.

44. De onde é que a mente consciente recebeu as tendências que a gover-

nam?

- Hereditariamente – o que significa que é o resultado de todos os ambien- tes de gerações passadas.

45. O que é que a lei da atracção nos traz?

- As coisas que já são ‘nossas’.

46. Que coisas são ‘nossas’?

- Aquilo que somos, resultado do nosso pensamento passado, tanto cons-

ciente e inconsciente.

47.

Em que consiste o material com o qual construímos a nossa casa men-

tal?

- Nos pensamentos em que persistimos.

48. Qual é o segredo do Poder?

- O reconhecimento da omnipresença da Omnipotência.

49. Qual a sua origem?

- Toda a vida e todo o poder nascem no interior.

50. De que é que depende a posse do poder?

- Depende do uso adequado do poder que está ao nosso alcance.

Parte Seis

Envio-lhe agora a Parte Seis. Esta parte dar-lhe-á um claro entendimento do mais belo mecanismo alguma vez criado. Um mecanismo pelo qual pode criar para si próprio Saúde, Força, Sucesso, Prosperidade e qualquer outra condição que deseje.

Necessidades são desejos, os desejos criam acção e acções criam resultados.

O processo de evolução está constantemente a criar o amanhã a partir de

hoje. O desenvolvimento Individual, tal como o desenvolvimento Universal,

deve ser gradual, sempre com um aumento de capacidade e de volume.

O reconhecimento de que se negarmos os direitos dos outros, nos tornamos

moralmente incorrectos e acabamos por criar problemas em qualquer passo que dermos, deve ser indicativo de que o sucesso depende das ideias morais mais elevadas, ou seja, “O maior bem para o maior número de pessoas”. Aspirações, desejos e relações harmoniosas que se mantenham constantes e persistentes, trarão resultados. Os maiores obstáculos são ideias erradas e obsessivas.

Para estarmos sintonizados com a verdade eterna, devemos ter tranquili- dade e harmonia interior. De modo a receber inteligência, o receptor deve estar sintonizado com o transmissor.

O pensamento é um produto da Mente e a Mente é criativa, o que não quer

dizer que o Universal mudará o seu modo operacional para se ajustar a nós ou às nossas ideias, significa antes que podemos criar uma relação harmo- niosa com o Universal e ao tê-la alcançado, poderemos pedir tudo aquilo a que temos direito; e o caminho tornar-se-á claro.

Parte Seis

1. A Mente Universal é tão bela que é difícil compreender os seus poderes,

possibilidades e efeitos ilimitados.

2. Sabemos já que esta Mente não só compreende toda a inteligência, como

também toda a matéria. Como é que então a diferenciamos em forma? Como conseguimos assegurar o efeito que desejamos?

3. Pergunte a qualquer electricista qual é o efeito da electricidade e ele responderá que “a Electricidade é uma forma dinâmica, que o seu efeito depende do mecanismo ao qual está ligada.” Depende deste mecanismo o facto de recebermos calor, luz, energia, música ou qualquer outra belíssima manifestação de poder onde esta energia vital foi canalizada.

4. Que efeito pode ser produzido pelo pensamento? A resposta é que o pen-

samento é mente em movimento (tal como o vento é ar em movimento) e o seu efeito dependerá inteiramente do “mecanismo ao qual está ligado”.

5. Este é o segredo de todo o poder mental; depende inteiramente do meca-

nismo que lhe ligarmos.

6. Que mecanismo é este? Você conhecerá certamente os mecanismos que

foram inventados por Edison, Bell, Marconi e outros génios da electricida- de, através dos quais lugares, espaço e tempo tornaram-se apenas figurati- vos, mas alguma vez parou para pensar que o mecanismo que lhe foi dado a si para transformar o Universal, ou Poder Potencial Omnipresente, foi inventado por alguém maior que Edison?

7. Estamos habituados a examinar os mecanismos dos aparelhos que usa-

mos para trabalhar a terra e tentamos compreender o mecanismo do automóvel que conduzimos, mas a maioria permanece ignorante quanto ao maior mecanismo alguma vez criado, o cérebro humano.

8.

Examinemos as maravilhas deste mecanismo; talvez assim tenhamos

um melhor entendimento dos vários efeitos que causa.

9. Em primeiro lugar, existe um grande mundo mental no qual vivemos,

nos movemos e ao qual devemos a nossa existência; este mundo é omnipo- tente, omnisciente e omnipresente; responderá aos nossos desejos na pro- porção da nossa fé e propósito; este propósito deverá estar em concordância com a lei do nosso ser, isto é, deve ser criativo ou construtivo; a nossa fé deve ser suficientemente forte, de modo a gerar uma corrente com energia suficiente para manifestar o nosso propósito. “Ser-te-á dado de acordo com a tua fé”, esta afirmação é cientificamente exacta.

10. Os efeitos produzidos no mundo exterior resultam da acção e da inte-

racção do indivíduo sobre o Universal; corresponde ao processo a que cha- mamos pensamento; o cérebro é o órgão através do qual este processo é realizado; pense o quanto isto é maravilhoso! Será que gosta de música, flores, literatura ou se sente inspirado pelo pensamento de um génio actual ou antigo? Lembre-se, para cada porção de beleza à qual reage, tem de haver um elemento correspondente no seu cérebro para que a possa apre- ciar.

11. Não existe uma única virtude ou princípio no armazém da Natureza

que o cérebro não consiga expressar. O cérebro é um mundo embrionário, pronto para se desenvolver a qualquer momento, se necessário. Se com- preender que esta é uma verdade científica e uma das belíssimas leis da Natureza, ser-lhe-á mais fácil entender o mecanismo pelo qual estes resul- tados extraordinários estão a ser conseguidos.

12. O sistema nervoso foi comparado a um circuito eléctrico com uma bate-

ria onde a força é criada, e a matéria branca comparada a fios por onde a corrente passa; é através destes canais que cada impulso ou desejo é

transportado através do mecanismo.

13. A espinha dorsal é o grande motor e veículo sensorial pela qual as

mensagens são transportadas de, e para o cérebro; depois, temos a reserva de sangue, correndo pelas veias e artérias, renovando a nossa força e ener- gia, uma perfeita estrutura organizada da qual depende todo o corpo físico e, finalmente, a bela e delicada pele, vestindo todo o mecanismo com um manto de beleza.

14. Este é o “Templo do Deus vivo” que o “Eu” individual é capaz de contro-

lar, assim, qualquer resultado dependerá do grau de entendimento que o “Eu” possui acerca do mecanismo que está sob o seu controle.

15.

Cada pensamento activa células cerebrais; inicialmente, a substância

para a qual o pensamento é direccionado não responde, mas se o pensa- mento for suficientemente refinado e concentrado, a substância finalmente cede e expressa-se na perfeição.

16. Esta influência da mente pode ser exercida em qualquer parte do cor-

po, eliminando assim qualquer efeito indesejado.

17. Em qualquer transacção de negócios, é de um valor inestimável o

entendimento perfeito das leis que governam o mundo mental, pois desen- volve a capacidade de discernimento, dando uma compreensão e apreensão

mais claras dos factos.

18. O Homem que olha para dentro em vez de olhar para fora, usará sem-

pre adequadamente as forças poderosas que eventualmente determinarão o rumo da sua vida, colocando-o no nível de vibração de tudo o que de melhor, mais forte e mais desejável existe.

19. A atenção, ou concentração, é provavelmente o elemento mais impor-

tante no desenvolvimento da cultura mental. Os resultados de uma aten- ção adequadamente direccionada são tão inquietantes que dificilmente pareceriam credíveis a quem fosse estranho a estas matérias. O cultivo da

atenção é a característica que distingue todos os homens e mulheres de sucesso e corresponde à mais alta conquista pessoal que se pode ter.

20. O poder da atenção pode ser melhor compreendido se comparado com

uma lupa onde se focam os raios do sol; não possuem nenhuma força em especial quando a lupa está em movimento; mas se mantivermos a lupa imóvel e os raios de sol focados num ponto durante algum tempo, o efeito torna-se claro.

21. Assim é com o poder do pensamento; nenhum resultado nasce se o

poder estiver dissipado, o pensamento dispersado em vários objectos; mas se focar este poder através da concentração, ou atenção, num único objecti- vo durante algum tempo, nada é impossível.

22. Alguns poderão dizer que é uma solução muito simples para uma

situação demasiado complexa. Muito bem, aqueles que nunca tiveram a experiência de concentrar o pensamento num propósito ou objecto definido, que o tentem. Escolha um objecto e concentre a sua atenção nele com um determinado propósito apenas por dez minutos; não o consegue; a mente vagueará dezenas de vezes, será necessário trazê-la sempre de novo ao propósito original; de cada vez ter-se-á perdido o efeito e ao final dos dez

minutos não terá ganho nada, pois não foi capaz de manter o pensamento firme no seu propósito.

23. Mas é através da atenção que finalmente será capaz de ultrapassar

obstáculos de qualquer tipo que apareçam no seu caminho. A única forma de adquirir este incrível poder é através do uso – a prática leva à perfeição, aqui e em tudo o resto.

24. De modo a cultivar o poder da atenção, leve consigo uma fotografia

para o quarto habitual e sente-se no mesmo lugar, na mesma posição. Examine-a atentamente durante dez minutos, repare na expressão dos olhos, na forma das feições, na roupa, no penteado; repare em todos os detalhes da fotografia. Agora tape-a, feche os seus olhos e tente vê-la men-

talmente; se conseguir ver todos os detalhes na perfeição e for capaz de criar uma boa imagem mental da fotografia, está de parabéns; senão, repi- ta o processo até o conseguir.

25. Este passo tem o objectivo de preparar o terreno; na próxima semana

estaremos prontos para lançar a semente.

26. É através deste tipo de exercícios que conseguirá controlar as suas dis-

posições mentais, a sua atitude, a sua consciência.

27. Grandes homens de negócios estão a aprender a retirar-se cada vez

mais das multidões para que tenham mais tempo para planear, pensar e gerar as correctas disposições mentais.

28. Empresários de sucesso demonstram constantemente o facto de que

compensa manter o contacto com o pensamento de outros empresários de sucesso.

29. Uma simples ideia pode valer um milhão de dólares e estas ideias ape-

nas surgem naqueles que estão receptivos, que estão preparados para as receber, que estão num enquadramento mental de sucesso.

30. Os homens estão a aprender a colocar-se em harmonia com a Mente

Universal; estão a aprender a unicidade de todas as coisas; a aprender os métodos e princípios básicos do pensamento, resultando em diferentes condições e multiplicando os resultados.

31. Estão a descobrir que as circunstâncias e o ambiente seguem a forma

do progresso mental e espiritual; que o crescimento segue o conhecimento; que as acções seguem a inspiração; que a oportunidade segue a percepção;

que o espiritual vem sempre primeiro e depois segue-se a transformação nas possibilidades ilimitadas e infinitas da conquista.

32. Como o indivíduo é apenas o canal para a diferenciação do Universal,

estas possibilidades são necessariamente inesgotáveis.

33. O pensamento é o processo pelo qual absorvemos o Espírito do Poder e

mantemos o resultado na nossa consciência interior até se tornar parte da nossa consciência habitual. O método para o conseguir, através da prática persistente de alguns princípios fundamentais explicados neste Sistema, é a chave mestra que abre o armazém da Verdade Universal.

34. As duas grandes fontes do sofrimento humano actual são: as doenças

físicas e a ansiedade mental. Podem ser facilmente relacionáveis com o desrespeito de alguma Lei Natural. Isto deve-se, sem dúvida, ao facto de que até agora o conhecimento tem-se mantido parcial, mas as nuvens negras que se têm acumulado desde há muito tempo estão a começar a dis- sipar-se, assim como muitos dos mistérios que conhecíamos de forma imperfeita.

A conclusão de qualquer mente desperta, relativamente ao poder do correcto pensamento em acções construtivas, é que um homem tem a capacidade de se mudar, de se melhorar, de se recriar, de controlar o seu ambiente e de comandar o seu próprio destino.

Larsen

Perguntas de estudo com Respostas

51. Quais são alguns dos efeitos que podem ser produzidos pela electrici-

dade?

- Calor, luz, energia, música.

52. De que dependem estes efeitos?

- Do mecanismo que estiver ligado à electricidade.

53. Qual o resultado da acção e da interacção da mente individual sobre o

Universal?

- As condições e experiências que encontramos.

54. Como podem estas condições ser alteradas?

- Mudando o mecanismo através do qual o Universal se diferencia em for- ma.

55. Que mecanismo é este?

- O cérebro.

56. Como se pode mudar?

- Através daquilo a que chamamos pensamento. Pensamentos produzem

células cerebrais e estas células respondem ao correspondente pensamento do Universal.

57. Que valor tem o poder da concentração?

- É a mais alta conquista pessoal que se pode ter e é a característica que distingue todos os homens e mulheres de sucesso.

58. Como se consegue esse poder?

- Através da prática persistente dos exercícios deste Sistema.

59. Porque é que isto é tão importante?

- Porque nos permite controlar os nossos pensamentos e como os pensa-

mentos são causas, as condições terão de ser efeitos; se controlarmos a causa, controlamos também o efeito.

60. O que é que está a mudar as condições e a multiplicar resultados no

mundo objectivo?

- O facto de os homens estarem a aprender os métodos básicos do pensa- mento construtivo.

Parte Sete

Desde sempre, o Homem acreditou num poder invisível através do qual e pelo qual todas as coisas foram criadas e estão continuamente a serem recriadas. Podemos personalizar este poder e chamar-lhe Deus, ou podemos pensá-lo como a essência ou o espírito que permeia todas as coisas, mas em qualquer dos casos, o efeito é o mesmo.

No que diz respeito ao indivíduo, o lado objectivo, físico, visível é o pessoal, aquilo que pode ser conhecido pelos sentidos. Consiste no corpo, cérebro e nervos. O subjectivo é o espiritual, o invisível, o impessoal.

O lado pessoal é consciente, por ser uma entidade pessoal. O impessoal, por

ser do mesmo tipo e qualidade em todo o Ser, não tem consciência de si próprio e por isso foi designado subconsciente.

O lado pessoal, ou consciente, tem a faculdade da vontade e da escolha,

podendo por isso seleccionar os métodos através dos quais irá resolver as dificuldades.

O impessoal, ou espiritual, sendo parte ou uno com a fonte, com a origem de

todo o poder, não tem capacidade de escolha mas possui Infinitos recursos à sua disposição. Tem a capacidade de produzir resultados através de meios que a mente humana, ou individual, é incapaz de conhecer.

Verá então que é uma decisão sua, depender da vontade humana, com todas as suas limitações e incompreensões, ou utilizar as potencialidades do Infinito, dando uso à mente subconsciente. Aqui está a explicação científica do maravilhoso poder que foi colocado nas suas mãos, basta apenas com- preendê-lo, apreciá-lo, reconhecê-lo.

A Parte Sete descreve um método para utilizar conscientemente este poder

omnipotente.

Parte Sete

1. A Visualização é o processo de criar imagens mentais, essas imagens são

o molde ou o modelo daquilo que irá definir o padrão do seu futuro.

2. Faça desse padrão algo claro e bonito; não tenha medo; faça-o grandioso;

lembre-se que nenhuma limitação lhe pode ser imposta, excepto se for imposta por si próprio; não existem limitações de custo ou materiais; retire do Infinito aquilo de que precisa, construa-o na sua imaginação; terá de estar lá antes de poder aparecer em qualquer outro sítio.

3. Crie uma imagem clara e bem definida, segure-a com força na sua men-

te e começará a aproximá-la de si, de forma gradual e constante. Você pode ser “aquilo que a sua vontade deseja”.

4. Este é outro facto psicológico bem conhecido mas, infelizmente, ler sobre

isso não trará qualquer resultado que tenha em mente; nem o ajudará a formar a imagem mental e muito menos manifestá-la. É necessário traba- lho – um árduo trabalho mental, um grau de esforço que poucos estão dis- postos a conceder.

5. O primeiro passo é a idealização. É igualmente o passo mais importante,

pois trata-se da fundação sobre a qual vai construir a imagem. Deve ser sólida; deve ser permanente. Quando o arquitecto projecta um edifício de 30 andares, cada linha e cada detalhe são planeados cuidadosamente. O engenheiro, ao construir uma ponte, primeiro certifica-se da força necessá- ria para juntar milhões de peças independentes.

6. Eles visualizam o objecto final antes de darem o primeiro passo; da mesma forma, você deve formar a imagem mental daquilo que quer; está a lançar a semente, mas antes de lançar a primeira, tem de saber aquilo que quer colher. Trata-se de Idealização. Se tem dúvidas, volte para a cadeira todos os dias até a imagem se tornar clara; ela revelar-se-á gradualmente; de início, o plano geral será difuso, mas eventualmente ganhará forma, o

contorno e os pormenores ficarão definidos e gradualmente desenvolverá o poder através do qual será capaz de formular os planos que se materializa- rão no mundo objectivo. Saberá o que o futuro lhe reserva.

7. Segue-se o processo de visualização. Irá começar a ver a imagem cada

vez mais completa e em pormenor e à medida que se revelam os pormeno- res, revelam-se também os modos e os meios de a manifestar. Uma coisa levará à outra. O pensamento levará à acção, a acção desenvolve-se em métodos, os métodos trazem amigos, os amigos trarão circunstâncias e terá alcançado finalmente o terceiro passo, a Materialização.

8. Todos reconhecemos que o Universo deve ter sido pensado antes de se

ter tornado numa forma física. E se seguirmos a linha de pensamento que subjaz a este Grande Arquitecto do Universo, descobriremos que os nossos pensamentos ganham forma da mesma maneira que o universo tomou a sua forma específica. É a mesma mente a operar através do indivíduo. Não há diferença de tipo ou de qualidade, a diferença reside apenas no grau de expressão.

9. O arquitecto visualiza o seu edifício, vê-o segundo o seu desejo. O seu

pensamento torna-se um molde de plástico a partir do qual o edifício surgi- rá, poderá ser alto, baixo, bonito ou simples, a sua visão toma forma no

papel, o material necessário é utilizado e o edifício fica construído.

10. O inventor visualiza a sua ideia sempre da mesma maneira. Nikola Tesla, por exemplo, que possuía um intelecto gigantesco, um dos maiores inventores de sempre, o homem que manifestou realidades fantásticas, visualizava sempre as suas invenções antes de trabalhar nelas. Ele não se apressou a dar-lhes forma para depois gastar o seu tempo a corrigir os erros. Tendo construído a ideia na sua imaginação, manteve-a como ima- gem mental para que fosse reconstruída e melhorada no pensamento. “Desta forma”, escreve no Electrical Experimenter, “consigo rapidamente desenvolver e aperfeiçoar a concepção sem tocar em nada. Quando consigo dotar a invenção do melhor que possa pensar e ver que não há erros em lado nenhum, começo então a dar forma ao produto da minha mente. Inva- riavelmente, o meu conceito funciona tal como eu o pensei; em vinte anos não houve uma única excepção.”

11. Se for capaz de seguir estas orientações de forma consciente, desenvol- verá a Fé, aquele tipo de Fé que é a “Substância das coisas desejadas, a prova daquilo que não se vê”; desenvolverá confiança, o tipo de confiança que lhe dá perseverança e coragem; desenvolverá o poder de concentração que lhe permite excluir todos os pensamentos, excepto os que estiverem relacionados com o seu objectivo.

12.

A lei diz que o pensamento se manifesta na forma e apenas aquele que

souber ser o pensador divino dos próprios pensamentos poderá tomar o lugar do Mestre e falar com autoridade.

13. A clareza e precisão são obtidas apenas quando se retém a imagem na

mente. Cada acção repetida concede à imagem mais clareza e precisão que a anterior e a manifestação exterior será proporcional a essa clareza e pre-

cisão da imagem. Tem de a construir firmemente e retê-la no seu mundo mental, o mundo interior, antes de poder ganhar forma no mundo exterior, pois nunca conseguirá construir nada de valor, nem sequer no mundo men- tal, se não tiver o material adequado. Quando tem o material, pode cons- truir aquilo que desejar, por isso assegure-se do material que usa. Não se pode tecer um pano fino a partir de trapos.

14. Este material será trazido por milhões de trabalhadores mentais silen-

ciosos e será montado com a forma da imagem que tem em mente.

15. Pense nisso! Você tem mais de cinco milhões destes trabalhadores mentais a postos e em actividade; chamam-se células cerebrais. Além des- tes, existe outra força de reserva com pelo menos a mesma quantidade, pronta a ser chamada à acção à mais pequena necessidade. O seu poder de pensar é praticamente ilimitado, isto significa que o seu poder de criar o tipo de material necessário para construir para si próprio qualquer ambiente que deseje é praticamente ilimitado.

16. A somar a estes milhões de trabalhadores mentais, você tem biliões de

trabalhadores mentais no corpo, cada um dotado de inteligência suficiente para compreender e actuar sobre qualquer mensagem ou sugestão dadas. Estas células estão constantemente ocupadas a criar e recriar o corpo e também dotadas de actividade psíquica, pela qual são capazes de atrair a

si próprias a substância necessária para um desenvolvimento perfeito.

17. Elas fazem-no através da mesma lei e da mesma maneira que qualquer

outra forma de vida ao atrair a si mesma o material necessário para o seu crescimento. O carvalho, a rosa, o lírio, todos precisam de certos materiais para a sua expressão mais perfeita e conseguem-no através de uma exi- gência silenciosa, a Lei da Atracção, a maneira mais segura de receber aquilo que deseja para o seu desenvolvimento mais completo.

18. Construa a Imagem Mental; torne-a clara, distinta, perfeita; segure-a

firmemente; os modos e os meios seguir-se-ão; a oferta seguirá a procura; você será levado a fazer a coisa certa, no momento certo, da maneira certa. Um Intenso Desejo trará uma Expectativa Confiante que deverá ser refor-

çada por uma Exigência Firme. Estes três trarão inevitavelmente a Reali- zação, pois o Intenso Desejo é sentimento, a Expectativa Confiante é o pensamento e a Exigência Firme é a vontade e, como já vimos, o sentimen- to dá vitalidade ao pensamento e a vontade segura-o firmemente, até a lei do Crescimento o manifestar.

19. Não é maravilhoso que o Homem possua um tal poder dentro de si, que

possua faculdades transcendentes das quais não tinha qualquer conheci- mento? Não é estranho terem-nos ensinado desde sempre a procurar a for- ça e o poder no “exterior”? Foi-nos ensinado a procurar em todo o lado, menos no “interior” e sempre que este poder se manifestava nas nossas vidas, era-nos dito ser algo sobrenatural.

20. Muitos já reconheceram este poder maravilhoso, esforçam-se de forma

séria e consciente para criar saúde, poder e ainda assim falham. Parecem não ser capazes de colocar a Lei em prática. Na maioria dos casos deve-se ao facto de estarem a lidar com elementos externos. Eles querem dinheiro, poder, saúde, abundância, mas não conseguem reconhecer que estes são efeitos que surgem apenas quando é encontrada a verdadeira causa.

21. Aqueles que não prestarem atenção ao mundo exterior, tenderão a

encontrar a verdade, a sabedoria e descobrirão que esta sabedoria revelará

a fonte de todo o poder, que se manifestará através do pensamento, criando

as condições exteriores desejadas. Esta verdade expressar-se-á em propósi-

tos nobres e acções corajosas.

22. Crie apenas ideais, não pense nas condições externas, faça do mundo

interior algo belo e opulento e este expressará e manifestará a condição que existe no interior de si. Você reconhecerá o seu poder em criar ideais e estes ideais projectar-se-ão no mundo dos efeitos.

23. Por exemplo, um homem possui uma dívida. Está constantemente a

pensar na dívida, concentrando-se nela. Como os pensamentos são causas,

o resultado é que não só se torna mais identificado com ela, como cria mais

dívidas. Ele está a colocar em prática a Lei da Atracção que produz sempre resultados constantes e inevitáveis – Perda atrai mais Perda.

24. Qual é então o princípio correcto? Concentrar-se nas coisas que quer,

não nas coisas que não quer. Pense em abundância; idealize os métodos e planos de colocar em prática a Lei da Atracção. Visualize a condição que a Lei da Atracção cria; isto resultará em manifestação.

25. Se a lei opera na perfeição quando traz pobreza, carência e qualquer

forma de limitação àqueles que constantemente se concentram em pensa-

mentos de carência e de medo, também funcionará com a mesma precisão em trazer condições de abundância e opulência àqueles que se concentram em pensamentos de coragem e poder.

26. Este é um problema difícil para muitos; estamos demasiado ansiosos;

manifestamos ansiedade, medo, inquietação; queremos sempre fazer alguma coisa; queremos ajudar; somos como uma criança que acabou de plantar uma semente e que a cada quinze minutos mexe na terra para ver se cresceu. Em tais circunstâncias, a semente nunca germinará e é exac- tamente o que muitos de nós fazemos no mundo mental.

27. Devemos plantar a semente e deixá-la crescer. Isto não significa que

nos sentemos sem fazer nada, nada disso; estaremos a trabalhar mais e melhor do que alguma vez trabalhámos, pois novos canais aparecerão constantemente, novas portas se abrirão; tudo o que é preciso é ter uma mente aberta e estar pronto a agir quando chegar o momento.

28. O poder do pensamento é o meio mais poderoso de obter conhecimento

e se estiver concentrado num determinado objecto, resolverá o problema. Nada está para além do poder da compreensão humana, mas é necessário trabalhar para dominar a força do pensamento e dar-lhe o rumo que dese- ja.

29. Lembre-se que o pensamento é o fogo que cria o vapor que faz girar a

roda da fortuna, da qual dependem as suas experiências.

30. Coloque a si próprio algumas questões e depois, reverentemente, aguarde a resposta; não reconhece e sente o ser dentro de si? Você coman- da este ser ou segue a maioria? Lembre-se que as maiorias são sempre dirigidas, nunca dirigem. Foi a maioria que lutou, com unhas e dentes, contra a máquina a vapor, o tear mecânico e todos os outros avanços ou melhoramentos propostos.

31. Como exercício para esta semana, visualize um amigo, veja-o exacta-

mente como o viu pela última vez, veja a sala, a mobília, relembre a con- versa; agora veja a sua cara, olhe-a claramente; agora fale com ele sobre algum assunto de interesse mútuo; veja as mudanças na sua expressão, veja-o sorrir. Consegue fazê-lo? Muito bem, consegue; agora desperte o seu interesse, conte-lhe uma história de aventura, veja os seus olhos brilharem

de surpresa e excitação. Consegue fazer isto tudo? Se sim, tem uma boa imaginação e está a fazer excelentes progressos.

Perguntas de estudo com Respostas

61. O que é a visualização?

- É o processo de criar imagens mentais.

62. Qual o resultado deste método de pensamento?

- Ao mantermos a imagem na nossa mente, trazemos essa imagem para

perto de nós, de forma gradual e inevitável. Podemos ser aquilo que dese- jamos ser.

63. O que é a Idealização?

- É o processo de idealizar ou visualizar os planos que eventualmente se materializarão no nosso mundo objectivo.

64. Porque são necessárias, clareza e precisão?

- Porque “ver” cria o “sentir” e “sentir” cria o “ser”. Primeiro o mental,

depois o emocional e depois as possibilidades ilimitadas da realização.

65. Como são conseguidas?

- Cada acção repetida concede a cada imagem mais precisão do que a ante-

rior.

66. Como é assegurado o material de construção da sua imagem mental?

- Através de milhões de trabalhadores mentais. Chamam-se células cere- brais.

67. Como são asseguradas as condições necessárias para materializar o seu

ideal no mundo objectivo?

- Através da Lei da Atracção - A lei natural pela qual todas as condições e experiências se manifestam.

68. Quais os três passos necessários para colocar esta Lei em prática?

- Intenso Desejo, Expectativa Confiante e Exigência Firme.

69. Porque é que tantos falham em consegui-lo?

- Porque se concentram na perda, na doença e na desgraça. A lei opera na perfeição; as coisas que receiam recaem sobre eles.

70. Qual é a alternativa?

- Concentre-se nos ideias que deseja manifestar na sua vida.

Parte Oito

Nesta parte descobrirá que pode escolher livremente aquilo em que pensa,

só que o resultado desse pensamento é regido por uma lei imutável! Não é

um pensamento maravilhoso? Não é maravilhoso saber que as nossas vidas não estão sujeitas a caprichos ou variações de qualquer género? São regidas segundo uma lei. Esta estabilidade representa a nossa oportunidade, pois ao agirmos segundo a lei, podemos assegurar o efeito desejado com uma precisão absoluta.

É a Lei que faz do Universo um enorme hino de Harmonia. Se não fosse

esta Lei, o Universo seria Caos em vez de Cosmos.

É este o segredo da origem do bem e do mal, pois contém em si todo o bem e

todo o mal que alguma vez existiu ou que venha a existir.

Deixe-me ilustrá-lo. O pensamento resulta em acção, se o seu pensamento for construtivo e harmonioso, o resultado será bom; se o seu pensamento é destrutivo ou desarmonioso, o resultado será mau.

Há, portanto, apenas uma lei, um princípio, uma causa, uma Fonte de Poder. O bem e o mal são apenas palavras usadas para indicar o resultado da nossa acção ou da nossa concordância ou discordância com a lei.

A importância disto está bem ilustrada nas vidas de Emerson e Carlyle.

Emerson amava o bem e a sua vida era uma sinfonia de paz e harmonia; Carlyle odiava o mal e a sua vida era uma constante discórdia e desarmo- nia.

Temos aqui dois grandes homens, ambos pretendendo chegar ao mesmo ideal, mas um deles faz uso de pensamentos construtivos e está assim em harmonia com a Lei Natural, o outro usa pensamentos destrutivos e, por- tanto, atrai a si todo e qualquer tipo de discórdia.

É, portanto, evidente que não devemos odiar nada, nem mesmo o “mal”, pois o ódio é destrutivo e leva-nos à conclusão de que ao persistirmos em pensamentos destrutivos, estamos a semear “ventos” e, portanto, iremos colher “tempestades”.

Parte Oito

1. O pensamento contém em si um princípio vital, o princípio criativo do

Universo que, pela sua natureza, irá combinar-se com outros pensamentos semelhantes.

2. Como o único propósito da vida é o crescimento, todos os princípios que

subjazem à existência devem contribuir para esse efeito. Assim, o pensa-

mento ganha forma, sendo manifestado a seu tempo pela lei do crescimen- to.

3. Você pode escolher livremente aquilo em que pensa, mas o resultado do

seu pensamento é regido por uma lei imutável. Qualquer pensamento em que persistir produz inevitavelmente um resultado no carácter, na saúde e nas circunstâncias do indivíduo. É por isso da maior importância encontrar os métodos pelos quais conseguimos substituir hábitos de pensamento des- trutivo que produzem apenas efeitos indesejados, por hábitos de pensa- mento construtivo.

4. Todos sabemos que não é uma tarefa fácil. Hábitos mentais são difíceis

de controlar, mas podem ser alcançados. A maneira de o fazer é começar imediatamente a substituir pensamentos destrutivos por pensamentos construtivos. Crie o hábito de analisar cada pensamento. Se este pensa- mento for necessário, se a sua manifestação trouxer benefício ao objectivo, não apenas para si, mas para todos os que possam ser afectados por ele, guarde-o; estime-o bem; é de grande valor; está em sintonia com o Infinito; irá crescer, desenvolver-se e produzir uma multiplicidade de frutos. Por outro lado, guarde na memória esta citação de George Matthews Adams, “Aprenda a manter a porta fechada, mantenha fora da sua mente, fora do seu escritório e fora do seu mundo qualquer elemento que não possua nenhum benefício específico.”

5.

Se o seu pensamento foi crítico ou destrutivo, se teve como resultado no

seu ambiente alguma condição de discórdia ou desarmonia, será necessário cultivar uma atitude mental que o oriente para pensamentos construtivos.

6. A imaginação é de uma grande ajuda para esta atitude mental; cultivar

a imaginação leva ao desenvolvimento do ideal a partir do qual o seu futu- ro irá emergir.

7. A imaginação reúne o material com o qual a Mente produz o tecido que o

seu futuro irá vestir.

8. A imaginação é a luz com a qual podemos penetrar em novos mundos de

pensamento e de experiência.

9. A imaginação é o poderoso instrumento que todos os descobridores e

inventores usaram para abrir o caminho entre o precedente e a experiên- cia. O precedente diz, “Não pode ser feito”; a experiência diz, “Está feito”.

10. A imaginação é um poder plástico que molda os elementos dos sentidos

em novas formas e ideais.

11. A imaginação é a forma construtiva de pensamento que deve preceder

qualquer forma construtiva de acção.

12. Um empreiteiro não pode construir uma estrutura até ter recebido os

planos do arquitecto e este recebe-os da sua imaginação.

13. Um chefe industrial não pode criar uma corporação gigantesca, que inclua centenas de pequenas corporações e milhares de trabalhadores, e usar milhões de dólares de capital sem antes ter criado tudo isso na sua imaginação. Os objectos do mundo material são como o barro nas mãos do oleiro; as coisas reais são criadas na Mente Universal e é através da ima- ginação que a tarefa é cumprida. De modo a cultivar a imaginação, deve- mos exercitá-la. O exercício é essencial tanto aos músculos mentais como aos físicos. Devem ser alimentados, senão não há crescimento.

14. Não confunda Imaginação com Fantasia ou com qualquer outra forma

de devaneio em que algumas pessoas gostam de se perder. O devaneio é uma forma de dispersão mental que pode levar ao desastre.

15. A Imaginação construtiva significa trabalho mental, considerado por

alguns como o mais duro tipo de trabalho, mas se assim for, promete os maiores resultados, pois as grandes coisas da vida foram alcançadas por

homens e mulheres que tiveram a capacidade de pensar, de imaginar e de tornar os seus sonhos realidade.

16. Quando estiver completamente consciente do facto de que a Mente é o

único princípio criativo, que é Omnipotente, Omnisciente e Omnipresente,

e quando for capaz de conscientemente colocar-se em harmonia com esta Omnipotência através do seu poder de pensamento, terá dado um enorme passo na direcção certa.

17. O próximo passo é colocar-se na posição de receber este poder. Como é

Omnipresente, tem de estar dentro de si. Sabemo-lo, porque todo o poder vem do interior mas precisa de ser desenvolvido, despertado, cultivado; de forma a fazê-lo, devemos primeiro estar receptivos e esta receptividade é

adquirida da mesma forma que se obtém força física, ou seja, através de exercício.

18. A lei da atracção irá trazer a si, de forma precisa e sem qualquer erro,

as condições, o ambiente e as experiências de vida que corresponderem à sua atitude mental predominante e habitual. Não interessa aquilo que pensa ocasionalmente, quando vai à Igreja ou quando lê um bom livro, é a sua atitude mental predominante que interessa.

19. Você não pode esperar que dez minutos por dia de pensamentos positi-

vos e criativos manifestem condições harmoniosas e belas, se durante dez

horas tiver pensamentos negativos, maldosos, fracos.

20. O verdadeiro poder nasce no interior. Todo o poder que qualquer pes-

soa possa vir a usar, está dentro do Homem à espera de se manifestar, primeiro através do reconhecimento desse poder e depois afirmando-o como seu, fixando-o na consciência até se tornar uno com ele.

21. As pessoas dizem desejar uma vida abundante e realmente desejam-

na, mas pensam que para isso precisam de exercitar os seus músculos, respirar de forma científica, comer certos alimentos de determinada maneira, beber um número de copos de água a uma certa temperatura todos os dias ou afastarem-se das correntes de ar. O resultado de todos estes métodos é irrelevante. No entanto, quando o Homem desperta para a Verdade e afirma a sua unidade com toda a Vida, tudo se torna claro, com o vigor da juventude; ele descobre a fonte de todo o poder.

22. Todo o erro nasce da ignorância. A obtenção de conhecimento e do

poder consequente é o que determina o crescimento e a evolução. O reco- nhecimento e a demonstração de conhecimento é o que constitui poder,

este poder é espiritual, é o poder que reside no âmago de todas as coisas; é

a alma do Universo.

23. Este conhecimento resulta da capacidade de pensar do Homem; o pen-

samento é, portanto, o embrião da evolução consciente do Homem. Quando

o Homem deixa de evoluir nos seus pensamentos e ideais, as suas forças

começam imediatamente a desintegrar-se e a sua vida acaba por manifes- tar gradualmente estas novas condições.

24. Os homens de sucesso persistem firmemente nas condições ideais que

desejam realizar. Visualizam constantemente o próximo passo necessário do ideal que desejam alcançar. Os pensamentos são o material com que constroem e a imaginação é a sua oficina mental. A Mente é a força dinâ-

mica com que determinam as pessoas e as circunstâncias necessárias para construir a sua estrutura de sucesso e a imaginação é a matriz na qual todas as coisas são dispostas.

25. Se se manteve fiel ao seu ideal, ouvirá o chamamento quando as cir-

cunstâncias materializarem aquilo que planeou e os resultados correspon- derem exactamente ao seu ideal. A persistência firme no ideal é o que pre- determina e atrai as condições necessárias à realização do mesmo.

26. É desta forma que você pode entrançar o fio do espírito e do poder na

teia da sua existência; que pode ter uma vida encantada e estar para sem-

pre protegido de qualquer mal; que se pode tornar numa força positiva, através da qual atrai a si condições de opulência e de harmonia.

27. Esta é a causa latente que vai gradualmente permeando a consciência

geral e é grandemente responsável pelas condições de inquietação eviden- tes à nossa volta.

28. Na última parte criou uma imagem mental, trouxe-a do invisível ao

visível; esta semana quero que pegue num objecto e descubra a sua origem, em que é que ele realmente consiste. Ao fazê-lo, irá desenvolver a imagina- ção, a perspicácia, a percepção, a sagacidade que não se obtêm pela obser- vação superficial da multiplicidade, mas através de uma precisa observa- ção analítica, capaz de olhar para além da superfície.

29. São poucos os que possuem o conhecimento de que as coisas que vêem

são apenas efeitos e que compreendem as causas pelas quais estes efeitos se manifestam.

30. Coloque-se na mesma posição que anteriormente e visualize um navio

de guerra; veja o temível monstro a flutuar no mar; não parece haver vida

em lado algum; você tem a noção de que a maior parte do navio se encontra debaixo de água, fora do alcance do olhar; você sabe que o navio é tão grande tão pesado como um arranha-céus; que há centenas de homens prontos para tomarem os seus lugares a qualquer momento; que cada departamento tem a seu cargo oficiais treinados e capazes, que provaram ser competentes para dominar esta incrível estrutura mecânica; que embo- ra não pareça, tem olhos que conseguem ver a enormes distâncias, nada escapa à sua poderosa visão; que embora pareça imóvel, submisso e ino- cente, está preparado para lançar um projéctil de aço, pesando milhares de quilos, a um qualquer inimigo que possa estar a muitos quilómetros de dis- tância; você consegue, sem grande esforço, trazer estas imagens à sua mente e muito mais. Mas como é que o navio de guerra chegou onde está agora, como é que lhe foi dada existência? Você será capaz de o saber, se for um bom observador.

31. Siga as grandes placas de aço através das fundições, veja os milhares

de homens envolvidos na sua produção; vá ainda mais atrás e veja o miné- rio a ser extraído da mina, a ser carregado em contentores ou camiões, a ser derretido e devidamente tratado; recue ainda mais, veja o arquitecto e os engenheiros que planearam o navio; deixe que o seu pensamento o leve ainda mais atrás e descubra a razão do planeamento desse navio; você verá agora que está tão recuado no tempo, que o navio é neste momento algo

intangível, não existe, é apenas um pensamento na mente do arquitecto; mas de onde surgiu a ordem para planear o navio? Provavelmente do

Secretário da Defesa; mas, ainda assim, este navio deve ter sido planeado antes de se pensar em guerra; o Congresso teve de aprovar o dinheiro para

a

sua construção; possivelmente, houve alguma oposição, discursos a favor

e

contra essa aprovação. Quem representam esses congressistas? Repre-

sentam-no a si e a mim, pelo que esta linha de pensamento começa no navio de guerra e termina connosco, descobrindo assim que o nosso próprio pensamento é responsável por esta e muitas outras coisas em que rara- mente pensamos e que, com um pouco mais de reflexão, chegamos à mais importante conclusão de todas, a de que se ninguém tivesse descoberto a lei pela qual esta tremenda massa de ferro e aço é capaz de flutuar sobre a água em vez de se afundar imediatamente, o navio de guerra nunca chega- ria a existir.

32. Esta lei diz que “a gravidade específica de qualquer substância é o peso

do seu volume comparado com um igual volume de água.” A descoberta desta lei revolucionou todo o tipo de viagem oceânica, seja comercial ou belicosa e tornou possível a existência do navio de guerra, do porta-aviões e dos navios de cruzeiro.

33. Estes exercícios possuem um valor incalculável. Quando o pensamento é treinado para olhar abaixo da superfície, tudo ganha uma nova aparên- cia, o insignificante torna-se significativo, o desinteressante torna-se inte- ressante; as coisas que julgamos não terem a menor importância acabam por ser as únicas realmente essenciais da existência.

Olhe bem para este dia pois ele é a Vida, a verdadeira Vida da Vida. Na sua breve passagem, repousam todas as Verdades e Realidades da sua existência; a Alegria do Crescimento; a Glória dos Actos; o Esplendor da beleza; pois o Ontem foi apenas um Sonho e o Amanhã é apenas uma Visão; mas o dia de Hoje, bem vivido, faz com que o Ontem seja um Sonho de Felicidade e o Amanhã uma Visão de Esperança. Por isso, observe bem este Dia.

Retirado do Sânscrito

Perguntas com respostas

71. O que é a imaginação?

- Uma forma de pensamento construtivo. É a luz pela qual entramos em

novos mundos de pensamento e de experiência. É o poderoso instrumento pelo qual qualquer inventor ou explorador abriu caminho do precedente à experiência.

72. Qual é o resultado da imaginação?

- O cultivo da imaginação leva ao desenvolvimento do ideal, de onde o seu

futuro irá surgir.

73. Como pode ser cultivado?

- Pelo exercício; deve ser alimentado, senão não é capaz de sobreviver.

74. Como se distingue imaginação de devaneio?

- Devaneio é uma forma de dispersão mental, imaginação é uma forma de

pensamento construtivo que deve preceder qualquer acção construtiva.

75. Em que consistem os erros?

- São resultado da ignorância.

76. O que é o conhecimento?

- É o resultado da capacidade de pensar do Homem.

77. Que tipo de poder permite aos homens construir o seu sucesso?

- A mente é a força dinâmica com a qual eles determinam as pessoas e as circunstâncias necessárias para realizarem os seus planos.

78. O que é que predetermina o resultado?

- O ideal firmemente estabelecido na mente atrai as condições necessárias para a sua realização.

79. Qual é o resultado de uma profunda observação analítica?

- O desenvolvimento da imaginação, perspicácia, percepção e sagacidade.

80. A que levam estes conceitos?

- À abundância e harmonia.

Parte Nove

Nesta parte irá aprender a usar as ferramentas com as quais pode cons- truir para si qualquer condição desejada. Se desejar mudar qualquer con- dição, terá primeiro de se mudar a si próprio. Os seus caprichos, desejos, fantasias e ambições podem ser derrubados a qualquer momento, mas os seus pensamentos mais profundos manifestar-se-ão e isto é tão certo como a flor nascer da semente.

Vamos supor que desejamos mudar determinadas condições, como o pode- remos fazer? A resposta é simples: Através da lei do crescimento. A causa e efeito são igualmente absolutos e precisos, tanto no reino oculto dos senti- dos, como no mundo material.

Retenha na sua mente a condição desejada; afirme-a como um facto existen- te. Isto confere-lhe o valor de uma afirmação poderosa. Através da repetição constante, torna-se uma parte de nós próprios. Estamo-nos a mudar; esta- mo-nos a tornar naquilo que queremos ser.

O carácter não aparece por acaso, é resultado de um esforço contínuo. Se é

tímido, hesitante, cauteloso ou se é demasiado ansioso e assombrado por pensamentos de medo ou de perigos constantes, lembre-se do axioma que diz que “duas coisas não podem existir ao mesmo tempo no mesmo sítio.”

O mesmo é verdadeiro no mundo mental e espiritual; assim, a solução é

simplesmente substituir os pensamentos de medo, carência e limitação por

pensamentos de coragem, força e confiança.

A maneira mais fácil e natural de o fazer é escolher uma afirmação que se

adeqúe ao seu caso em particular.

O pensamento positivo irá destruir o negativo e isto é tão certo como a luz

destruir a escuridão. Os resultados serão igualmente contrastantes.

A acção é o florescer do pensamento e as condições são o resultado da acção, de maneira que você está constantemente na posse das ferramentas através das quais poderá, certa e inevitavelmente, criar-se e destruir-se, tendo como recompensa alegria ou sofrimento.

Parte Nove

1. Existem apenas três coisas que podem ser desejadas no “mundo exte-

rior” e cada uma delas pode ser encontrada no “mundo interior”. O segredo para as encontrar é simplesmente aplicar o “mecanismo” adequado ao poder omnipotente a que todo o indivíduo pode aceder.

2. As três coisas que toda a Humanidade deseja e que são necessárias para

a sua mais alta expressão e completo desenvolvimento são Saúde, Riqueza e Amor. Todos admitirão que a Saúde é essencial; ninguém pode ser feliz se o corpo físico estiver em sofrimento. Nem todos irão admitir que a Riqueza é necessária, mas todos concordarão que um proveito suficiente o

será e o que é considerado suficiente para alguns pode ser uma extrema carência para outros; como a Natureza não produz apenas o suficiente mas produz de forma abundante, excessiva e pródiga, concluímos que qualquer carência ou limitação deve-se apenas à limitação criada por um método artificial de distribuição.

3. Alguns admitirão que o Amor é o terceiro, outros dirão que será a pri-

meira coisa de que necessitamos para a felicidade da humanidade; de qualquer das formas, aqueles que possuem os três, Saúde, Riqueza e Amor, não encontrarão mais nada que possa ser adicionado à sua taça de felici- dade.

4. Já foi referido que a substância Universal contém “Toda a Saúde”, “Toda

a Substância” e “Todo o Amor” e que o mecanismo através do qual nos podemos conscientemente ligar a esta oferta Infinita é a nossa forma de pensamento. Pensar correctamente é entrar no “Mais Elevado Lugar Secreto”.

5. Em que iremos pensar? Se o soubermos, teremos encontrado o mecanis-

mo adequado que nos ligará a “Tudo aquilo que desejarmos”. Este meca- nismo poderá parecer demasiado simples quando o revelar, mas não desis- ta; descobrirá que é na verdade a “Chave-Mestra”, a “Lâmpada de Aladi-

no”, se quiser; descobrirá que é a fundação, a condição imperativa, a lei absoluta do bem-fazer ou do bem-estar.

6. Para pensar correctamente e de forma precisa, temos de conhecer a

“Verdade”. A Verdade é o princípio básico de qualquer relação social ou laboral. É uma condição que precede qualquer acção correcta. Saber a Ver- dade, ter certezas e confiança, confere uma satisfação incomparável; é o único ponto de terra firme num mundo de dúvida, conflito e perigo.

7. Saber a Verdade é estar em harmonia com o poder Infinito e Omnipo-

tente. Saber a Verdade é, portanto, ligar-se a um poder irresistível que

fará desaparecer qualquer tipo de discórdia, desarmonia, dúvida ou erro, porque a “Verdade é poderosa e prevalecerá”.

8. Até o intelecto mais humilde é capaz de prever o resultado de qualquer acção quando sabe que esta é baseada na Verdade. Por outro lado, o inte- lecto mais poderoso, a mais profunda e penetrante mente falhará o seu objectivo e não será capaz de prever qualquer resultado quando as suas esperanças forem baseadas numa falsa premissa.

9. Qualquer acção que não esteja em harmonia com a Verdade, por igno-

rância ou por intenção, resultará em discórdia e em eventuais perdas que

serão proporcionais à sua magnitude e carácter.

10. Como podemos então conhecer a Verdade, de modo a podermos ligar-

lhe este mecanismo que nos permite relacionar com o Infinito?

11. Nunca nos enganaremos se tomarmos consciência de que a Verdade é o

princípio vital da Mente Universal e de que é Omnipresente. Por exemplo, se desejar saúde, a noção do facto de que o “EU” dentro de si é espiritual e que todo o espírito é uno e que onde estiver uma parte tem de estar o todo também, trará condições de saúde, porque todas as células do corpo têm de manifestar a verdade como é vista por si. Se vir doença, elas manifestarão doença; se vir perfeição, elas manifestarão perfeição. A afirmação “Eu sou íntegro, perfeito, forte, poderoso, amável, harmonioso e feliz” atrairá condi- ções harmoniosas. A razão disto é porque a afirmação está em absoluta concordância com a Verdade e quando a Verdade surge, qualquer forma de erro ou discórdia têm necessariamente de desaparecer.

12. Já sabe que o “EU” é espiritual e por isso terá necessariamente de ser,

no mínimo, perfeito. A afirmação “EU sou íntegro, perfeito, forte, poderoso, amável, harmonioso e feliz” é, portanto, uma afirmação científica precisa.

13.

O pensamento é uma actividade espiritual e o espírito é criativo, logo, o

resultado de reter um pensamento na consciência é o de manifestar condi-

ções que estejam em harmonia com esse pensamento.

14. Se deseja Riqueza, a noção de que o “EU” dentro de si é uno com a

Mente Universal que contém toda a substância e é Omnipotente, ajudá-lo- á a colocar em prática a lei da atracção, que o colocará na mesma vibração das forças que conduzem ao sucesso e que atraem condições de poder e influência, na mesma proporção do carácter e propósito da sua afirmação.

15. A visualização é o mecanismo necessário para o fazer. A visualização é

um processo diferente da visão; ver é um processo físico, está, portanto, relacionado com o mundo objectivo, o “mundo exterior”, a Visualização é um produto da Imaginação e é, portanto, um produto da mente subjectiva, do “mundo interior”. Como tal, possuindo vitalidade, crescerá. A coisa visualizada manifestar-se-á. O mecanismo é perfeito, foi criado pelo Mestre Arquitecto que “faz tudo de forma perfeita”. Ainda que algumas vezes aquele que o opera possa ser inexperiente ou ineficaz, a prática e a deter- minação dar-lhe-ão a mestria necessária.

16. Se deseja Amor, deve compreender que a única forma de receber amor

é dar, que quanto mais der, mais receberá de volta e a única maneira de o

dar é encher-se de amor até se tornar magnético. O método foi explicado numa anterior lição.

17. Aquele que aprendeu a colocar as grandes verdades espirituais em con-

tacto com as chamadas coisas menores da vida, descobriu o segredo da solução do seu problema. O indivíduo torna-se mais astuto, mais conscien- cioso quando está próximo de grandes ideias, de grandes acontecimentos, de grandes fenómenos naturais e de grandes personalidades. Diz-se que Lincoln provocava em todos os que se aproximavam dele um sentimento

semelhante ao de nos aproximarmos de uma grande montanha. Este sen- timento ganha ainda mais força quando temos consciência de que ele sem- pre se guiou por aquilo que é eterno, pelo poder da Verdade.

18. É muitas vezes inspirador ouvir alguém que colocou estes princípios

em prática, alguém que os demonstrou na própria vida. Uma carta de Fre- derick Andrews conta o seguinte:

19. Tinha cerca de treze anos, quando o falecido Doutor T.W. Marsee disse

à minha mãe: “Não há qualquer esperança, Sra. Andrews, eu perdi o meu filho da mesma forma depois de ter feito tudo o que era possível. Realizei um estudo acerca destes mesmos casos e sei que não há qualquer hipótese de melhorias.”

20.

Ela virou-se para ele e disse: “Doutor, o que é que faria se ele fosse o

seu filho?”, ao que ele respondeu, “Eu lutaria e continuaria a lutar enquan- to houvesse um sopro de vida naquele ser.”

21. Este foi o início de uma longa batalha com muitos altos e baixos. Os

médicos concordavam todos que não havia qualquer cura possível, embora nos encorajassem e motivassem o melhor que podiam.

22. Mas finalmente a vitória foi alcançada e eu passei de um rapaz peque-

no, retorcido, aleijado, que caminhava sobre as mãos e os joelhos, para um homem alto, erecto e bem constituído.

23. Eu sei que neste momento deseja saber a fórmula e eu dar-lha-ei da

forma mais breve e rápida que for capaz.

24. Eu defini para mim próprio uma afirmação, contendo as qualidades de

que mais precisava e repeti-a vezes sem conta. “Eu sou íntegro, perfeito, forte, poderoso, amável, harmonioso e feliz”. Mantive sempre esta afirma- ção, sem nunca variar, até dar por mim a acordar a meio da noite a repeti- la. “Eu sou íntegro, perfeito, forte, poderoso, amável, harmonioso e feliz”. Era a última coisa nos meus lábios à noite e a primeira coisa pela manhã.

25. Não só a afirmava para mim próprio, mas também para outros que

precisavam. Quero enfatizar este ponto: o que quer que deseje para si pró- prio, afirme-o para os outros e ajudá-los-á a todos. Nós colhemos aquilo que semeamos. Se enviarmos pensamentos de amor e saúde, eles regressarão como o pão lançado na água; mas se enviarmos pensamentos de medo, preocupação, inveja, raiva, ódio, etc., colheremos os resultados disso na nossa própria vida.

26. É costume dizer-se que um ser humano se recria totalmente em sete

anos, mas alguns cientistas afirmam agora que nos recriamos a todos os onze meses; por isso, na verdade temos apenas onze meses de idade. Se recriamos também os defeitos nos nossos corpos, ano após ano, os únicos culpados disso seremos nós próprios.

27. O Homem é a soma total dos seus pensamentos; portanto, a questão é

como conseguimos ocupar-nos apenas de bons pensamentos e rejeitar os maus? Ao início, não conseguimos impedir os maus pensamentos de apare- cerem, mas conseguimos impedir que eles se mantenham. A única forma de o fazer é esquecendo-nos deles – o que significa substitui-los por outros pensamentos. É aqui que entra a afirmação definida anteriormente.

28.

Quando surge algum pensamento de raiva, inveja, medo ou preocupa-

ção, repita a sua afirmação. A maneira de dominar as trevas é com a luz; de combater o frio é com calor; e de combater o mal é com o bem. Pessoal- mente, a negação nunca me ajudou em nada. Afirme o bem e o mal desa- parecerá. – Frederick Elias Andrews.

29. Se necessita de alguma coisa, será certamente do seu interesse fazer

uso desta afirmação, pois não pode ser melhorada. Use-a tal como está; leve-a consigo para o silêncio até estar bem enterrada no seu subconscien- te, para que a possa usar em todo o lado, no escritório e em casa; esta é a vantagem dos métodos espirituais, eles estão sempre disponíveis. O espíri- to é omnipresente, sempre activo; tudo o que é preciso é o reconhecimento da sua omnipotência e uma vontade ou desejo em ser o receptor dos seus

efeitos benéficos.

30. Se a nossa atitude mental predominante for de poder, coragem, amabi-

lidade e simpatia ou se for fraca, crítica, invejosa e destrutiva, veremos que em qualquer dos casos o nosso ambiente reflectirá condições corresponden-

tes com estes pensamentos.

31. Os pensamentos são causas, as condições são efeitos. Esta é a explica-

ção da origem do bem e do mal. O pensamento é criativo e relacionar-se-á automaticamente com o seu objecto. Esta é uma lei Cosmológica (uma lei universal), a Lei da Atracção, a lei da Causa e Efeito; o reconhecimento e a aplicação desta lei determinarão tanto o princípio como o fim; esta é a lei pela qual, em todas as épocas, as pessoas foram levadas a acreditar no poder da oração. Outra maneira melhor de o dizer é, “Que seja feito segun- do a vossa fé”.

32. Esta semana visualize uma planta; escolha uma flor, a que gostar mais, traga-a do invisível ao visível, plante a pequenina semente, regue-a, cuide dela, coloque-a num local onde apanhe os primeiros raios de sol da manhã, veja a semente rebentar; é agora uma coisa viva, algo que possui vida e começa a procurar meios de subsistência. Veja as raízes penetrarem na terra, veja-as a crescer em todas as direcções, lembre-se de que são células vivas a dividir-se e a multiplicar-se; que em pouco tempo serão milhões; que cada uma delas é inteligente, sabe o que quer e como obtê-lo. Veja o caule a elevar-se, a furar a superfície da terra, a dividir-se e a for- mar ramos, veja como são perfeitos e simétricos, veja as folhas a começa- rem a formar-se, os pequenos caules, cada um segurando um botão e á medida que vai observando, o botão começa a abrir e a sua flor preferida aparece; e se se concentrar profundamente, tomará consciência de uma fragrância; a fragrância percorre o ar à medida que a brisa suavemente faz ondular a maravilhosa criação que acabou de visualizar.

33.

Quando for capaz de tornar a sua visão clara e completa, terá conse-

guido entrar no espírito do objecto da visão; tornar-se-á extremamente real; aprenderá a concentrar-se e o processo é o mesmo, quer se trate de saúde, uma flor preferida, um ideal, uma difícil proposta de trabalho ou

qualquer outro problema da vida.

34. Todo o sucesso foi alcançado através de uma persistente concentração

no objecto visualizado.

Perguntas de estudo com respostas

81. Qual é a condição imperativa do bem-estar?

- Bem-fazer.

82. Qual é a condição que precede toda a acção correcta?

- O pensamento correcto.

83. Qual é a condição necessária, subjacente a qualquer transacção de negócios ou relação social?

- O conhecimento da Verdade.

84. Qual é o resultado do conhecimento da Verdade?

- Podermos prever o resultado de qualquer acção baseada numa premissa verdadeira.

85. Qual é o resultado de uma acção baseada numa falsa premissa?

- Não somos capazes de prever os resultados que daí advêm.

86. Como podemos conhecer a Verdade?

- Reconhecendo que a Verdade é o princípio vital do Universo e é, portanto, omnipresente.

87. Qual é a natureza da Verdade?

- É espiritual.

88. Qual é o segredo para a solução de todos os problemas?

- A aplicação da Verdade espiritual.

89. Qual é a vantagem dos métodos espirituais?

- Estão sempre disponíveis.

90. Quais são os requisitos necessários?

- Um reconhecimento da omnipotência do poder espiritual e um desejo de ser o receptor dos seus efeitos benéficos.

Pensamento significa vida, portanto, num sentido real ou mais elevado, todos os que não pensam não vivem. O pensamento faz o Homem.

A.B. Alcott

Parte Dez

Através de um estudo aprofundado da Parte Dez, aprenderá que nada acontece sem uma causa específica. Será capaz de formular os seus planos de acordo com um conhecimento exacto. Saberá controlar qualquer situa- ção, criando as causas adequadas. Assim, quando ganhar, o que acontecerá certamente, saberá exactamente porquê.

O Homem comum, que não possui um conhecimento específico sobre causas

e efeitos, vive governado pelos seus sentimentos e pelas suas emoções.

Ele preocupa-se demasiado em justificar a sua acção. Se fracassar como homem de negócios, dirá que a sorte está contra ele. Se não gostar de músi- ca, dirá que é um luxo demasiado caro. Se for incompetente no escritório, dirá que teria mais sucesso num trabalho ao ar livre. Se lhe faltarem ami- gos, dirá que a sua individualidade é demasiado fina para ser apreciada.

Nunca vai ao fundo dos seus problemas. Em suma, não sabe que cada efeito

é o resultado de uma causa específica, consolando-se com explicações e des- culpas. Pensa apenas em autodefesa.

Pelo contrário, o Homem que compreende que não existe um efeito sem uma causa adequada, pensa impessoalmente. Cinge-se aos factos sem pensar em consequências. É livre de seguir o trilho da verdade onde quer que esta o possa levar. Ele vê todo o problema de forma clara, cumprindo os requisitos na perfeição e o resultado é receber do mundo tudo aquilo que este tem para lhe dar, na forma de amizade, honra, amor e aprovação.

Parte Dez

1. A abundância é uma lei natural do Universo. A prova desta lei é eviden-

te, vemo-la por todo o lado. Em qualquer parte, a Natureza é generosa, gastadora, extravagante. A economia nunca está presente nas coisas cria- das. Tudo se manifesta abundantemente. Os milhões e milhões de árvores, plantas, flores, animais, o vasto esquema de reprodução pelo qual o proces- so de criação e recriação se perpetua, tudo isto é prova da generosidade com que a Natureza abastece o Homem. É evidente que existe abundante- mente para todos, mas também é evidente que muitos fracassam em apro- veitar esta abundância; ainda não tomaram consciência da Universalidade de toda a substância, nem do facto de a mente ser o princípio activo pelo qual nos relacionamos com as coisas que desejamos.

2. Toda a riqueza nasce do poder; as posses têm valor enquanto conferirem

poder. Os acontecimentos são significativos quando afectam o poder; todas as coisas representam determinadas formas e graus de poder.

3. O conhecimento do fenómeno da causa e efeito presente nas leis que governam a electricidade, a química e a gravidade, permite ao Homem planear corajosamente e executar de forma implacável. Estas leis têm o nome de Leis Naturais porque governam o mundo físico, mas nem todo o poder é físico; existe também o poder mental, moral e espiritual.

4. O poder espiritual é superior, pois existe num plano mais elevado. Per-

mite ao Homem descobrir a lei pela qual estas maravilhosas forças da Natureza podem ser dominadas de maneira a produzir trabalho equivalen- te ao de centenas e milhares de homens. Permite ao Homem descobrir leis pelas quais o tempo e espaço são suprimidos e a lei da gravidade domina- da. O modo de operação desta lei depende do contacto espiritual ou, como Henry Drummond disse:

5. “Do que conhecemos no mundo físico, existe o orgânico e o inorgânico. O

inorgânico, ou mundo mineral, está completamente separado do mundo

vegetal ou animal; a passagem entre os dois está hermeticamente selada. Estas barreiras nunca foram quebradas. Nenhuma mudança de substân- cia, alteração de ambiente, processo químico, electricidade, forma de ener- gia, ou evolução de qualquer tipo podem alguma vez conceder vida a qual- quer átomo do mundo mineral.”

6. “A única forma destes átomos mortos receberem qualquer propriedade

vital é fazer descer a este mundo morto algum tipo de forma viva; sem este

contacto com a vida, eles permanecem presos para sempre na esfera inor- gânica. Huxley diz que a doutrina da Biogénese (ou da vida apenas a partir do que é vivo) triunfa em todos os aspectos e Tyndall diz: ‘Eu afirmo que não existe qualquer testemunho fiável que prove alguma vez ter surgido vida independente de formas de vida antecedentes.’

7. “As leis físicas poderão explicar o mundo inorgânico, a Biologia explica e

expõe o desenvolvimento do mundo orgânico, mas a Ciência é muda acerca do ponto de contacto entre os dois. Uma distinção semelhante existe entre os mundos Natural e Espiritual; esta passagem está hermeticamente sela- da pelo lado Natural. A porta está fechada; nenhum Homem a pode abrir, nenhuma mudança orgânica, energia mental, esforço moral ou qualquer tipo de progresso permitem a qualquer ser humano entrar no mundo Espi- ritual.”

8. Mas tal como a planta desce até ao mundo mineral, concedendo-lhe o

mistério da Vida, a Mente Universal desce até à mente Humana, atribuin- do-lhe qualidades novas, incríveis e maravilhosas. Todos os homens e mulheres que conquistaram algo no mundo da indústria, comércio ou arte, conseguiram-no devido a este processo.

9. O pensamento é o elo de ligação entre o Infinito e o finito, entre o Uni-

versal e o individual. Vimos já que existe uma barreira inultrapassável entre o orgânico e o inorgânico e que a matéria apenas se desenvolve se for impregnada com vida; à medida que a semente desce ao mundo mineral e se começa a desenvolver e a rebentar, a matéria morta ganha vida, milha- res de dedos invisíveis começam a tecer o ambiente adequado a esta nova vida, a lei do crescimento começa a fazer efeito, observamos um processo contínuo até a Vida finalmente aparecer e nem “Salomão, em toda a sua glória, foi adornado como qualquer uma destas [riquezas].”

10. Da mesma forma, um pensamento é vertido na substância invisível da Mente Universal, a substância onde todas as coisas são criadas e à medida que enraíza, a lei do crescimento começa a fazer efeito. Assim, percebemos que as condições e ambientes são apenas a forma objectiva do nosso pen- samento.

11.

A lei diz que o Pensamento é uma forma activa e vital de energia

dinâmica, que possui o poder de se relacionar com o seu objecto, e de o tra- zer da substância invisível onde todas as coisas são criadas, para o mundo visível e objectivo. Esta é a lei pela qual e através da qual todas as coisas

se manifestam; é a Chave-Mestra com a qual você entra no Mais Elevado Lugar Secreto e lhe é “concedido o domínio sobre todas as coisas”. Através de um entendimento desta lei, você pode “decretar uma coisa e ela se esta- belecerá diante de si.”

12. Não poderia ser de outra forma; se a alma do Universo, tal como o

conhecemos, é o Espírito Universal, então o Universo é simplesmente a condição que o Espírito Universal determinou para si próprio. Somos ape-

nas espírito individualizado, criando as condições do nosso crescimento exactamente da mesma forma.

13. Este poder criativo depende do nosso reconhecimento do poder poten-

cial do espírito ou da mente e não deve ser confundido com Evolução. A Criação é trazer à existência aquilo que não existe no mundo objectivo. Evolução é simplesmente o desenvolvimento das potencialidades das coisas que já existem.

14. Ao tirar partido das maravilhosas possibilidades que nos são dadas por esta lei, devemo-nos lembrar que não contribuímos em nada para a sua eficácia ou, como disse o Grande Mestre: “Não sou eu que faço a obra, mas

o Pai que habita em mim, Ele é que faz a obra”. Devemos tomar exacta-

mente a mesma posição; não podemos fazer nada para ajudar algo a mani- festar-se, simplesmente obedecemos à lei e a Mente que Tudo cria traz o resultado.

15. O grande erro nos dias que correm é a ideia de que é o Homem que cria

a Inteligência que o Infinito usa para manifestar um determinado resulta-

do. Não é verdade; nós podemos depender totalmente da Mente Universal para nos revelar os modos e os meios de criar qualquer manifestação necessária. Temos, no entanto, de criar o ideal e este ideal deverá ser per- feito.

16. Sabemos que as leis que governam a Electricidade foram formuladas

de tal maneira que este poder invisível pode ser controlado e usado para

nosso benefício e conforto de milhares de formas diferentes. Sabemos que devido à Electricidade, mensagens podem ser transportadas por todo o mundo, máquinas poderosas fazem o que lhes é pedido e praticamente todo

o mundo está iluminado, mas sabemos também que se conscientemente ou

ignorantemente violarmos a lei ao tocar num cabo que não esteja isolado, o

resultado será desagradável e possivelmente desastroso. A falta de com- preensão das leis que governam o mundo invisível produz o mesmo resul- tado e muitos sofrem constantemente as consequências disso.

17. Já foi dito que a lei da causalidade depende da polaridade, portanto,

tem de existir um circuito; este circuito forma-se apenas quando estamos em harmonia com a lei. Como poderemos estar em harmonia com a lei se não soubermos o que ela é? Como poderemos saber o que a lei é? Através do estudo, da observação.

18. Vemos, por todo o lado a lei em actividade; toda a Natureza é testemu-

nha da expressão da lei, operando de forma silenciosa e constante, através da lei do crescimento. Onde há crescimento, tem de haver vida; onde há

vida, tem de haver harmonia, de maneira que tudo o que possui vida está constantemente a atrair a si as condições e a provisão necessárias para a sua completa expressão.

19. Se o seu pensamento estiver em harmonia com o Princípio criativo da

Natureza, está em sintonia com a Mente Infinita e fechará o circuito, não regressará a si vazio; mas é possível que tenha pensamentos que não estão em sintonia com o Infinito, então se não houver polaridade, o circuito não se fecha. Qual será então o resultado? Qual é o resultado quando se inter-

rompe o circuito de um dínamo que está a gerar electricidade? O dínamo pára.

20. Consigo acontecerá exactamente da mesma forma se tiver pensamentos

que não estejam de acordo com o Infinito. Desta forma, não se poderá pola- rizar; não existe circuito, está isolado, os pensamentos estão agarrados a si, assediam-no, preocupam-no e, finalmente, manifestam doença e possi- velmente a morte; o médico poderá não diagnosticar exactamente desta forma, ele poderá dar-lhe um nome vistoso, criado para as várias doenças

que são resultado de pensamentos incorrectos, ainda assim a causa será a mesma.

21. O pensamento construtivo é necessariamente criativo e o pensamento

criativo deve ser harmonioso, assim, deve eliminar qualquer pensamento destrutivo ou competitivo.

22. A sabedoria, a força, a coragem e todas as condições harmoniosas são o

resultado de poder e vimos já que todo o poder nasce no interior; da mesma forma a carência, a limitação ou qualquer condição adversa são o resultado de fraqueza e a fraqueza é simplesmente ausência de poder; nasce do nada, não é nada – a solução é simplesmente desenvolver poder, da forma que qualquer poder se desenvolve, ou seja, através de exercício.

23.

Este exercício consiste na aplicação do seu conhecimento. O conheci-

mento não se aplicará por si só. Deve aplicá-lo. A abundância não lhe che- gará do céu nem cairá ao seu colo, apenas o entendimento consciente da lei da atracção, a intenção de a usar para um propósito específico e a vontade de manifestar este propósito materializarão o seu desejo através de uma lei natural de transferência. Se estiver em negócios, poderá manifestar-se em canais regulares, possivelmente abrir-se-ão canais de distribuição novos ou pouco usuais; quando a lei estiver totalmente operacional, desco- brirá que as coisas que procura estão também à sua procura.

24. Esta semana, a partir do sítio de onde normalmente se senta, escolha

uma zona vazia da parede ou de qualquer outro sítio e, mentalmente, desenhe uma linha preta horizontal com cerca de vinte centímetros. Tente ver a linha tão definida como se estivesse pintada na parede; agora dese- nhe mentalmente duas linhas verticais ligadas à horizontal pelas respecti- vas pontas; desenhe mais uma linha horizontal ligada às verticais; tem agora um quadrado. Tente vê-lo na perfeição; quando o conseguir fazer, desenhe um círculo no seu interior; coloque um ponto no centro do círculo; faça com que esse ponto se aproxime de si cerca de trinta centímetros; ago- ra tem um cone sobre uma base quadrada; lembre-se que este trabalho foi todo feito a preto; mude-o para branco, vermelho e amarelo.

25. Se o conseguir fazer, está a ter excelentes progressos e em pouco tempo

será capaz de se concentrar em qualquer problema que tenha em mente.

Quando qualquer objecto ou propósito está claramente definido no pensa- mento, a sua precipitação em formas visíveis e tangíveis é apenas uma questão de tempo. A visão precede e determina sempre a realização.

Lillian Whiting

Perguntas de estudo com respostas

91. O que é a Riqueza?

- A riqueza é o resultado do poder.

92. Qual é o valor das posses?

- As posses têm valor apenas quando conferem poder.

93. Qual é o valor do conhecimento da causa e efeito?

- Permite que o Homem planeie corajosamente e execute de forma impla-

cável.

94. Como tem origem a vida no mundo inorgânico?

- Apenas através da introdução de alguma forma viva. Não há outra maneira.

95. Qual é o elo de ligação entre o Infinito e o finito?

- O pensamento.

96. Porquê?

- Porque o Universal manifesta-se apenas através do indivíduo

97. De que depende a causalidade?

- Da polaridade; o circuito deve ser fechado; o Universal é o lado positivo

da bateria da vida, o indivíduo é o negativo e o pensamento forma o circui- to.

98. Porque é que tantos falham em criar condições harmoniosas?

- Não compreendem a lei; não há polaridade; não formaram o circuito.

99. Qual é a solução?

- Um reconhecimento consciente da lei da atracção e a intenção de a usar com um propósito definido.

100. Qual é o resultado?

- O pensamento relaciona-se com o objecto e manifesta-o, pois o pensamen-

to é um produto do Homem espiritual e o espírito é o Princípio criativo do Universo.

Um pensamento vívido contém em si o poder de se manifestar; a força da sua projecção será proporcional à profundidade da sua origem. - Emerson

Parte Onze

A sua vida é governada por leis – por princípios reais e imutáveis que nun- ca variam. As leis operam em todo o lado, a toda a hora. Todas as acções humanas estão submetidas a leis fixas. Por esta razão, os homens que con- trolam indústrias gigantescas são capazes de determinar com uma precisão absoluta qual a percentagem de pessoas que irão responder a um dado con- junto de condicionamentos.

No entanto, é bom lembrar que enquanto cada efeito é resultado de uma determinada causa, esse efeito por sua vez torna-se uma causa que cria outros efeitos que, por sua vez, criam ainda outras causas; portanto, quan- do coloca a lei da atracção em acção deve lembrar-se de que está a iniciar um encadeamento de causas, tanto para o bem como para o mal, contendo em si possibilidades infinitas.

Ouvimos dizer frequentemente, “Apareceu na minha vida uma situação per- turbadora que não pode ter sido o resultado do meu pensamento, pois nun- ca persisti em nenhum pensamento que pudesse originar tal resultado.” Esquecemo-nos de que no mundo mental um pensamento atrai sempre o seu semelhante, que os pensamentos em que persistimos atraem a nós certas amizades e companhias de vários tipos que, por sua vez, atraem as condi- ções e o ambiente responsável por aquilo de que nos queixamos.

Parte Onze

1. Chamamos raciocínio indutivo ao processo realizado pela mente objecti-

va pelo qual comparamos elementos separados até encontrarmos um factor comum que os une.

2. A indução resulta da comparação de factos; esta forma de estudar a

natureza resultou na descoberta de inúmeras leis e marcou uma época do

progresso humano.

3. É a linha que separa a superstição da inteligência; eliminou os elemen-

tos de incerteza e de capricho das vidas dos homens, substituindo-os por

lei, razão e certeza.

4. É o “Guardião do Portão” mencionado numa lição anterior.

5. Devido a este princípio, o mundo a que os sentidos estavam acostumados

sofreu uma revolução; o sol foi travado do seu percurso, a terra aparente- mente plana foi moldada numa bola e posta a rodar à volta do sol; a maté- ria inerte foi convertida em elementos activos e o Universo apresentou-se pleno de força, de movimento e de vida, para onde quer que se dirigisse o telescópio ou microscópio; e com isto somos obrigados a perguntar quais os meios que permitem que as delicadas formas de organização que aqui exis- tem se mantenham ordenadas e capazes de se regenerar.

6. Os pólos e forças semelhantes repelem-se ou permanecem impenetráveis

umas nas outras. Esta causa parece ser, de um modo geral, suficiente para determinar os lugares e as distâncias relativamente às estrelas, aos homens e às forças. Tal como homens com virtudes distintas entram em sociedades, assim os pólos opostos se atraem; elementos que não têm nenhuma propriedade em comum, como ácidos ou gases, ligam-se uns aos outros preferencialmente, criando-se uma troca equilibrada entre o excesso de oferta e a procura.

7.

Da mesma forma que o olho procura e recebe satisfação de cores com-

plementares às que são dadas, assim a necessidade, a carência e o desejo

induzem, guiam e determinam a acção.

8. É um privilégio nosso ter consciência deste princípio e agir de acordo

com ele. Cuvier descobre um dente pertencente a uma raça extinta de animais. Este dente precisa de um corpo para executar a sua função e por si só define o tipo de corpo com tal precisão que Cuvier é capaz de recons- truir a imagem deste animal.

9. Observam-se perturbações nos movimentos de Úrano. Leverrier precisa

de outro corpo num determinado sítio para manter em ordem o Sistema Solar. Neptuno aparece no local e hora determinados.

10. As necessidades instintivas do animal e as necessidades intelectuais de

Cuvier, as necessidades da Natureza e as da mente de Leverrier eram semelhantes e por isso os resultados assemelham-se; primeiro, os pensa- mentos de uma existência, depois, a existência daquilo que se pensou. A razão de ser das mais complexas operações da Natureza traduz-se numa necessidade bem definida e ordenada.

11. Ao registarmos correctamente as respostas dadas pela Natureza, ao alargarmos o espectro dos nossos sentidos e ao agarrarmos com as duas mãos as alavancas que movem a terra, tornamo-nos conscientes de um contacto tão próximo, tão variado e tão profundo com o mundo exterior que percebemos que as nossas necessidades e objectivos estão identificados com as operações harmoniosas desta vasta organização, da mesma forma que a vida, a liberdade e a felicidade do cidadão estão identificadas com a exis- tência do respectivo governo.

12. Tal como os interesses do indivíduo são protegidos pelos braços do seu

país para além dos seus próprios braços; tal como as suas necessidades dependem de uma certa quantidade de oferta à medida que são sentidas de forma mais universal e firme; assim a cidadania consciente na República da Natureza protege-nos dos incómodos dos agentes subordinados, através da aliança com poderes superiores; e através do conhecimento das leis fun- damentais da resistência ou causalidade presentes nos agentes mecânicos e químicos, distribuímos o trabalho a ser executado entre estes e o Homem, da forma mais eficaz que o inventor for capaz de conceber.

13. Se Platão tivesse visto as imagens do Sol conseguidas pelo fotógrafo, ou

centenas de outras ilustrações semelhantes daquilo que o Homem faz através da indução, talvez se lembrasse da profusão intelectual do seu Mestre e tivesse criado na sua mente a visão de uma Terra onde todo o

trabalho manual e mecânico estaria a cargo do poder da Natureza, onde as nossas necessidades seriam satisfeitas apenas por operações mentais, pos- tas em acção pela vontade, onde a oferta seria criada pela procura.

14. Essa Terra pode parecer muito distante, mas a indução ensinou aos

homens a caminhar na sua direcção e permitiu rodeá-los de benefícios que são ao mesmo tempo as recompensas da fidelidade do passado e os incenti- vos para uma devoção ainda mais assídua.

15. É também uma ajuda à concentração e ao fortalecimento das nossas

capacidades, oferecendo-nos soluções a problemas individuais e universais

apenas através de meras operações mentais nas suas formas mais puras.

16. Aqui encontramos um método que defende que para conseguirmos

aquilo que procuramos, devemos acreditar que já está realizado. É um método defendido pelo mesmo Platão que, fora da sua esfera de conheci- mento, nunca descobriu como é que as ideias se tornam realidade.

17. Este conceito é também defendido por Swedenborg na sua doutrina por

correspondência; e outro grande mestre disse ainda, “Quando rezares, acredita que estás a receber tudo aquilo que desejas e tudo isso será teu.” (Marcos 11:24). É de notar as distinções entre os tempos verbais da cita-

ção.

18.

Devemos primeiro acreditar que o nosso desejo está já realizado, a sua

manifestação seguir-se-á. Esta é uma forma concisa de dar uso ao poder criativo do pensamento, impressionando a Mente subjectiva Universal com aquilo que desejamos na qualidade de um facto existente.

19. Estamos assim a pensar no plano do absoluto e a eliminar qualquer

consideração relativamente a condições ou limitações. Estamos a plantar uma semente que se não for perturbada, irá finalmente crescer no exterior.

20. Em suma: o raciocínio indutivo é o processo da mente objectiva através

do qual comparamos elementos distintos até encontrarmos o factor comum que os une. Vemos pessoas em todos os países civilizados do mundo a obte- rem resultados por processos que aparentemente não compreendem e aos quais atribuem um certo grau de mistério. A Razão é-nos dada com o pro- pósito de reconhecer a lei pela qual estes resultados são obtidos.

21. A operação deste processo de pensamento pode ser vista naquelas pes- soas mais afortunadas que possuem tudo aquilo que outros devem adquirir por esforço. Estas pessoas nunca lutam com a própria consciência, pois agem sempre correctamente, nunca agem senão com tacto, aprendem tudo

facilmente, terminam com alegria tudo o que começam, vivem em eterna harmonia com eles próprios sem nunca mostrarem muito o que fazem nem passarem por dificuldades ou esforço.

22. O fruto deste pensamento é uma dádiva dos deuses, mas uma dádiva

que poucos ainda apreciam ou compreendem. É de extrema importância o reconhecimento do maravilhoso poder que a mente possui sob condições adequadas e o facto de que este poder pode ser utilizado, direccionado e disponibilizado para resolver qualquer problema humano.

23. A Verdade é sempre a mesma, seja afirmada em termos científicos

modernos ou na linguagem de tempos apostólicos. Existem muitas almas tímidas que não reconhecem que é preciso várias afirmações para se

conhecer toda a Verdade – nenhuma fórmula humana mostrará todas as faces da Verdade.

24. A mudança, a ênfase, as novas linguagens, as novas interpretações, as

perspectivas não familiares não são indícios de um afastamento da Verda- de, antes pelo contrário, são provas de que a Verdade está a ser apreendida através de novas relações com as necessidades humanas e a ser compreen- dida de uma forma mais abrangente.

25. A Verdade tem de ser contada de formas diferentes e novas a cada

geração e a cada pessoa, de modo que quando o Grande Mestre diz, “Acre- dita que estás a receber e ser-te-á dado”, ou quando Paulo diz, “A fé é a substância das coisas desejadas, a prova daquilo que não se vê”, ou quando a ciência moderna diz, “A lei da atracção é a lei pela qual o pensamento se relaciona com o seu objecto”, cada uma destas afirmações, quando analisa- da, contém exactamente a mesma verdade. A única diferença reside na forma de apresentação.

26. Encontramo-nos no limiar de uma nova era. O Homem aprendeu agora

os segredos da mestria e está a preparar o caminho para uma nova ordem social, melhor do que qualquer coisa até hoje sonhada. O conflito da ciência moderna com a teologia, o estudo comparativo das religiões, o poder tre- mendo dos novos movimentos sociais, tudo isto abre caminho para uma nova ordem. Podem ter destruído formas tradicionais que se tornaram antiquadas e impotentes, mas nada de valor se perdeu.

27. Nasceu uma nova fé, uma fé que exige uma nova forma de expressão e

que está a tomar forma numa profunda consciência de poder, que começa a manifestar-se na actual actividade espiritual presente em todos nós.

28.

O espírito que está adormecido no mineral, que respira no vegetal, que

se move no animal e que atinge o seu maior desenvolvimento no Homem é

a Mente Universal. Esta impele-nos a conquistar o fosso entre ser e fazer, entre a teoria e a prática, manifestando o nosso entendimento do domínio que nos foi dado.

29. De longe, a maior descoberta de todos os séculos foi o poder do pensa-

mento. A importância desta descoberta tem chegado de uma forma lenta à consciência geral, mas chegou e está a ser demonstrada em todos os cam- pos de investigação.

30. Em que consiste o poder criativo do pensamento? Consiste na criação

de ideias que se objectivam através da apropriação, invenção, observação,

discernimento, descoberta, análise, governação, combinação e aplicação de matéria e força. Tem a capacidade de fazer isto tudo porque é um poder criativo e inteligente.

31. O pensamento atinge a sua maior actividade quando é lançado à sua

maior e misteriosa profundidade; quando quebra a estreita realidade do “Eu” e passa de verdade em verdade até à região da luz eterna onde tudo aquilo que é, foi ou será se funde em harmonia.

32. Deste processo de autocontemplação nasce a inspiração, que é inteli-

gência criativa e inegavelmente superior a qualquer elemento, força ou lei

da Natureza, pois pode compreendê-los, modificá-los, dominá-los e aplicá- los em qualquer uso ou propósito e pode, portanto, possuí-los.

33. A Sabedoria nasce com o amanhecer da Razão e a Razão não é mais do

que o entendimento dos princípios pelos quais podemos conhecer o verda- deiro significado das coisas. A Sabedoria é, portanto, Razão iluminada que nos orienta para a humildade, pois esta ocupa uma grande parte da Sabe-

doria.

34. Todos nós já vimos muitos que alcançaram o aparentemente impossí-

vel, que realizaram sonhos de vida, que mudaram tudo incluindo eles pró- prios. Ficámos muitas vezes maravilhados com a demonstração de um poder aparentemente irresistível que parece estar sempre disponível

quando se precisa dele. Mas agora tudo se torna claro. Tudo o que se exige

é o entendimento de certos princípios específicos e da sua aplicação.

35. O seu exercício esta semana é concentrar-se na citação retirada da Bíblia, “Quando rezares, acredita que estás a receber o que desejas e isso ser-te-á dado”; repare que não existe qualquer limitação, “O que quer que desejas” é bastante explícito e implica que a única limitação que possuímos

reside na nossa capacidade de pensar, de corresponder à ocasião, de nos elevarmos à emergência, de nos lembrarmos que a Fé não é uma sombra mas uma substância, “a substância das coisas desejadas, a prova daquilo que não se vê.”

A morte é o processo natural pelo qual todas as formas materiais são lan- çadas na fornalha, para que novas formas sejam criadas.

Perguntas de estudo com respostas

101. O que é o raciocínio indutivo?

- É o processo da mente objectiva pelo qual comparamos elementos separa-

dos até encontrarmos o factor comum que os une.

102. O que é que este método de estudo permitiu descobrir?

- Resultou na descoberta de um conjunto de leis que marcaram uma época do progresso humano.

103. O que é que orienta e determina a acção?

-

A necessidade, a carência e o desejo em larga medida induzem, orientam

e

determinam a acção.

104. Qual é a fórmula para resolver qualquer problema individual?

- Devemos acreditar que o nosso desejo está já realizado; a sua manifesta-

ção seguir-se-á.

105. Que grandes Mestres o defenderam?

- Jesus, Platão, Swedenborg.

106. Qual é o resultado deste processo de pensamento?

- Por pensarmos no plano do absoluto, ao plantarmos uma semente e a dei- xarmos imperturbável, ela germinará para o exterior.

107. Porque é que isto é cientificamente exacto?

- Porque é a Lei Natural.

108. O que é a Fé?

- “Fé é a substância das coisas desejadas, a prova daquilo que não se vê.”

109. O que é a Lei da Atracção?

- A Lei pela qual a Fé se manifesta.

110. Qual é a importância do entendimento desta lei?

- Leva à eliminação dos elementos de incerteza e capricho da vida dos homens, substituindo-os por leis, razão e certeza.

Parte Doze

Junto encontra a Parte Doze. No quarto parágrafo encontrará a seguinte afirmação: “Primeiro deverá ter o conhecimento do seu poder; segundo, a

coragem para arriscar; terceiro, a fé para o fazer.” Se se concentrar nos pen- samentos dados, se lhes der total atenção, encontrará um mundo de signifi- cados em cada frase, atrairá a si outros pensamentos em harmonia com eles

e em pouco tempo terá apreendido o pleno significado do conhecimento vital em que se está a concentrar.

O conhecimento não se aplica por si só; como indivíduos devemos aplicá-lo,

fertilizando o pensamento com um propósito dinâmico.

O tempo e o pensamento que a maioria das pessoas desperdiça em esforços

inúteis alcançaria maravilhas se fossem bem orientados para um objectivo específico. Para o fazer é necessário concentrar a sua força mental num pensamento específico e segurá-lo, ao ponto de excluir todos os outros pen- samentos. Se alguma vez olhou através do óculo de uma câmara, já reparou que quando o objecto não está focado, a impressão torna-se difusa e imper- ceptível. Mas quando se encontra o foco adequado, a imagem torna-se clara

e distinta. Isto ilustra o poder da concentração. Se não for capaz de se con-

centrar no objecto em vista, encontrará apenas um contorno difuso, indife- rente, vago, indistinto e esborratado do seu ideal. O resultado que obtiver corresponderá à sua imagem mental.

Parte Doze

1. Não existe qualquer propósito na vida que não possa ser alcançado atra-

vés do conhecimento científico ou do poder criativo do pensamento.

2. Este poder do pensamento é comum a todos. O Homem é, porque pensa.

O poder do pensamento do Homem é ilimitado, consequentemente, o seu poder criativo é ilimitado.

3. Sabemos que o pensamento está a construir e a trazer para perto de nós

aquilo em que pensamos, ainda assim, temos dificuldade em banir o medo,

a ansiedade ou a falta de coragem, também elas poderosas forças de pen-

samento que continuamente afastam de nós as coisas que desejamos. Por- tanto, frequentemente damos um passo em frente mas dois passos para trás.

4. A única forma de impedir que tornemos atrás é continuar sempre em

frente. O preço do sucesso é a eterna vigilância. Existem três passos, cada um é essencial. Primeiro deverá ter o conhecimento do seu poder; segundo,

a coragem para arriscar; terceiro, a fé para o fazer.

5. Com esta afirmação como fundação, você pode construir um negócio ideal, uma casa ideal, amigos ideais e um ambiente ideal. Você não está limitado quanto ao material ou ao custo. O pensamento é omnipotente e possui a capacidade de retirar do Infinito banco de matéria-prima tudo aquilo de que necessita. Tem, portanto, à sua disposição recursos Infinitos.

6. Mas o seu ideal tem de ser claro, distinto, definido; ter hoje um ideal,

outro amanhã e ainda um terceiro na próxima semana significa dispersar

as suas forças sem alcançar o que quer que seja; o resultado será uma combinação caótica e inútil de desperdícios.

7. Infelizmente, este é o resultado que muitos obtêm e a causa disso é evi-

dente. Se um escultor começasse a trabalhar com um pedaço de mármore e

um cinzel e mudasse o seu ideal a cada quinze minutos, o que é que obte- ria? E porque é que você haveria de ter um resultado diferente ao moldar a maior e mais plástica de todas as substâncias, a única substância real?

8. A consequência desta indecisão e deste pensamento negativo encontra-

se, frequentemente, na perda de riqueza material que exigiu muitos anos de trabalho e de esforço e que subitamente desaparece. Muitas vezes des- cobre-se que afinal o dinheiro e a propriedade não são independentes. Antes pelo contrário, a única independência consiste no conhecimento prá- tico do poder criativo do pensamento.

9. Este conhecimento prático não surgirá até você aprender que o único

verdadeiro poder que pode possuir é o de se ajustar aos princípios Divinos

e imutáveis. Você não pode alterar o Infinito, mas pode compreender as leis Naturais. A recompensa deste entendimento consiste num reconheci- mento consciente da sua capacidade de ajustar os seus pensamentos com o Pensamento Universal que é Omnipresente. A sua capacidade em cooperar com esta Omnipotência determinará o grau de sucesso que encontrará.

10. Existem muitas falsificações do poder do pensamento que podem até

ser bastante fascinantes, mas os resultados são prejudiciais em vez de benéficos.

11. É claro que a preocupação, o medo e todos os pensamentos negativos

produzem uma colheita da mesma espécie; aqueles que acolhem este tipo de pensamentos irão inevitavelmente colher aquilo que semearam.

12. Por outro lado, existem os que procuram Fenómenos, que devoram as

provas e as demonstrações obtidas em sessões espíritas. Estes abrem as suas portas mentais e ensopam-se nas mais venenosas correntes que podem ser encontradas no mundo psíquico. Não compreendem que é a ten- dência para se tornarem negativos, receptivos, passivos e esgotados da sua força vital que permite que se manifestem vibrações de pensamento cor- respondentes.

13. Há também os seguidores do Hinduísmo, que vêem uma fonte de poder

na materialização de fenómenos feitos pelos chamados adeptos, esquecen- do ou nunca reconhecendo que a partir do momento que a vontade é reti- rada, as formas murcham e as forças vibratórias que as compõem desapa-

recem.

14. A telepatia, ou transferência de pensamentos, tem recebido uma aten-

ção considerável, mas como requer um estado mental negativo da parte do receptor, é uma prática prejudicial. Um pensamento pode ser enviado com

a intenção de ouvir ou ver, mas obtém-se de volta a penalidade da inversão do princípio envolvido.

15. Em muitos casos, o hipnotismo é perigoso, tanto para o sujeito como

para o hipnotizador. Ninguém que esteja familiarizado com as leis que governam o mundo mental pensaria tentar dominar a vontade de outrem, pois ao fazê-lo iria gradualmente (mas efectivamente) esgotar o seu próprio poder.

16. Todas estas perversões têm a sua satisfação temporária e para alguns

são um grande fascínio, mas é infinitamente mais fascinante a verdadeira compreensão do mundo do poder interior, um poder que aumenta com o uso; que é permanente em vez de temporário; que não só é um poderoso remédio para curar os erros passados devidos a pensamentos incorrectos, mas também um agente profiláctico que nos protege de todas as formas e tipos de perigos; que é uma força criativa eficaz com a qual podemos cons- truir novas condições e novos ambientes.

17. A lei diz-nos que o pensamento se relaciona com o seu objecto e se

manifesta no mundo material de forma correspondente à coisa pensada ou produzida no mundo mental. Assim vemos a absoluta necessidade de entender que cada pensamento contém em si o gérmen da Verdade, que se manifesta através da lei do crescimento na direcção do bem, pois apenas o bem possui um poder permanente.

18. O princípio que dá ao pensamento o poder dinâmico de se relacionar

com o seu objecto e, portanto, dominar qualquer experiência humana adversa é a lei da atracção, a que também se pode chamar de Amor. Este é um princípio eterno e fundamental, inerente a todas as coisas, a todos os sistemas Filosóficos, a todas as Religiões e a todos os ramos da Ciência. Não há maneira de escapar à lei do Amor. É o sentimento que concede

vitalidade ao pensamento. Sentimento é desejo e desejo é Amor. Um pen- samento impregnado de Amor torna-se invencível.

19. Encontramos esta verdade onde quer que o poder do pensamento seja

reconhecido. A Mente Universal não só é inteligente, como também é subs- tância e esta substância é a força atractiva que aproxima os electrões atra- vés da lei da atracção para que formem átomos; os átomos, por sua vez, aproximam-se para formar moléculas; as moléculas tomam formas objecti-

vas; e assim percebemos que a lei do amor é a força criativa por detrás de cada manifestação não só dos átomos, mas do mundo, do Universo, de tudo aquilo que a imaginação pode conceber.

20.

É a operação desta maravilhosa lei da atracção que levou os homens de

todas as épocas a acreditar que deveria haver algum ser que respondia aos seus pedidos e desejos e que manipulava os acontecimentos de forma a cor- responderem aos seus requisitos.

21. É a combinação de Pensamento com Amor que forma a força irresistí-

vel a que chamamos de Lei da Atracção. Todas as Leis Naturais são irre- sistíveis. A lei da Gravidade, Electricidade ou qualquer outra operam com

uma exactidão matemática. Não há variações; apenas o canal de distribui- ção é que pode conter imperfeições. Se uma ponte cai, não atribuímos o colapso a alguma variação da lei da gravidade. Se uma luz se apaga, não podemos concluir que as leis que governam a electricidade deixaram de ser fiáveis. Da mesma forma, se a lei da atracção parece ser imperfeitamente demonstrada por uma pessoa inexperiente ou desinformada, não podemos concluir que a maior e mais infalível lei sobre a qual todo o sistema de criação depende desapareceu. Devemos concluir que é necessário um maior entendimento da lei, pois a solução de um difícil problema Matemático nem sempre se obtém de forma rápida e fácil.

22. Todas as coisas são criadas primeiro no mundo mental ou espiritual,

antes de aparecerem como acções ou acontecimentos. Através do simples processo de controlarmos hoje as nossas forças de pensamento, estamos a ajudar a criar os acontecimentos que ocorrerão nas nossas vidas no futuro, ou mesmo amanhã. O desejo controlado é o meio mais poderoso de colocar a lei da atracção em acção.

23. O Homem está constituído de forma a primeiro criar as ferramentas ou

meios pelos quais obtém o poder de pensar. A mente só consegue com- preender uma ideia completamente nova quando existe uma célula cere- bral de vibração correspondente preparada para a receber. Isto explica porque é tão difícil para nós receber ou apreciar uma ideia inteiramente nova; não há nenhuma célula cerebral capaz de a receber; ficamos, portan- to, incrédulos; não acreditamos.

24. Se não está familiarizado com a Omnipotência da Lei da Atracção e

com o método científico pelo qual a podemos colocar em acção, ou se não está familiarizado com as possibilidades ilimitadas que a lei concede àque- les que forem capazes de tirar partido dos recursos que oferece, comece agora a criar as células cerebrais que lhe permitam compreender os pode- res ilimitados que podem ser seus se cooperar com a Lei Natural. Isto é fei- to através da concentração e da atenção.

25.

A intenção governa a atenção. O poder nasce do repouso. É através da

concentração que surgem todos os pensamentos profundos, todos os discur-

sos sábios e todas as forças de grande potencial.

26. É a partir do Silêncio que você entra em contacto com o poder Omnipo-

tente da mente subconsciente da qual todos os outros poderes se desenvol- vem.

27. Aquele que deseja sabedoria, poder ou sucesso de qualquer tipo encon-

trá-lo-á apenas no interior; é algo que se revela. Alguns poderão pensar que o silêncio é algo muito simples e fácil de obter, mas deve ser recordado

que só em absoluto silêncio é que se pode entrar em contacto com o Divino; que se pode compreender a lei imutável e abrir os canais onde a prática persistente e a concentração conduzem à perfeição.

28. Esta semana vá para o mesmo quarto, na mesma cadeira, na mesma

posição; certifique-se de que está relaxado, deixe-se ir, tanto mentalmente como fisicamente; faça sempre isto; nunca tente fazer qualquer trabalho mental sob pressão; certifique-se de que não há músculos ou nervos em tensão, de que está perfeitamente confortável. Agora reconheça a sua uni- dade com a Omnipotência; entre em contacto com este poder, obtenha um profundo entendimento, apreciação e compreensão do facto de que a sua capacidade para pensar é a faculdade que lhe permite agir sobre a Mente Universal para que esta se manifeste; reconheça que ela satisfará todo e qualquer requisito; reconheça que você tem exactamente a mesma capaci- dade potencial que qualquer outro indivíduo alguma vez teve ou terá, pois cada um é uma expressão ou manifestação do Uno, tudo é parte do todo, não há diferença no tipo ou na qualidade, a única diferença está no grau de expressão.

O pensamento não pode conceber nada que não se possa manifestar. Aquele que o falou pode ter apenas sugerido, mas chegará sempre aquele que o fará.

Wilson

Perguntas de estudo com Respostas

111. Como pode ser realizado qualquer propósito na vida?

- Através de uma compreensão científica da natureza espiritual do pensa-

mento.

112. Quais são os três passos essenciais?

- O conhecimento do nosso poder, a coragem para arriscar e a fé para fazer.

113. Como é assegurado o conhecimento prático?

- Através do conhecimento das Leis Naturais.

114. Qual é a recompensa do entendimento destas leis?

- O reconhecimento consciente da nossa capacidade de nos ajustarmos ao princípio Divino e imutável.

115. O que determinará o grau de sucesso que encontraremos?

- O grau de compreensão do facto de que não podemos mudar o Infinito, mas que devemos cooperar com ele.

116. Qual é o princípio que confere poder dinâmico ao pensamento?

- A Lei da Atracção, que actua através de vibrações que, por sua vez,

actuam através da lei do Amor. O pensamento impregnado de Amor torna- se invencível.

117. Porque é que esta lei é irresistível?

- Porque é uma Lei Natural. Todas as Leis Naturais são irresistíveis e imutáveis, e actuam com uma exactidão matemática. Não há quaisquer desvios ou variações.

118. Porque é então difícil por vezes encontrar a solução para os nossos

problemas na vida?

- Pela mesma razão porque é por vezes difícil encontrar a solução correcta para um exigente problema matemático. O indivíduo é inexperiente ou mal informado.

119. Porque é que é impossível para a mente absorver uma ideia totalmen-

te nova?

- Não possuímos células cerebrais de vibração correspondente para receber

essa ideia.

120. Como obtemos sabedoria?

- Através de concentração; é algo que se revela; nasce do interior.

Parte Treze

A ciência física é a responsável pela maravilhosa era de progresso em que

vivemos, mas a ciência espiritual só agora está a ser desenvolvida, contendo em si possibilidades que ninguém pode prever.

A ciência espiritual tem sido banalizada pelo homem inculto, pelo supersti-

cioso, pelo místico, mas agora o interesse foca-se em encontrar métodos

definitivos e factos demonstráveis.

Sabemos já que o pensamento é um processo espiritual, que a visão e a imaginação precedem a acção e o acontecimento, que chegou a era dos sonhadores.

Relativamente a esta entidade, a seguinte citação do Sr. Herbert Kaufman é de grande interesse:

“Eles são os arquitectos da grandeza, a sua visão repousa nas suas almas, eles vêem para além da névoa da dúvida e destroem as paredes do Tempo futuro. Fazedores de Impérios, eles lutaram por coisas maiores do que coroas e lugares mais elevados que tronos. As vossas casas estão colocadas na Terra que os sonhadores descobriram. As imagens nas paredes são visões da alma de um sonhador. Eles são os escolhidos – os batedores do caminho. Paredes desmoronam-se e Impérios caem, a grande onda mari- nha destrói a fortaleza pelas suas fundações. Nações apodrecidas caem dos ramos do Tempo, apenas perduram as coisas criadas pelos sonhadores.”

A

Parte Treze que se segue, explica porque é que os sonhos dos sonhadores

se

realizam. Explica a lei da causalidade pela qual os sonhadores, invento-

res, autores, financeiros, realizam os seus desejos. Explica a lei, pela qual tornamos nossa, a coisa imaginada na nossa mente.

Parte Treze

1. Tem sido uma tendência e uma necessidade por parte da ciência, procu-

rar uma explicação para os factos do dia-a-dia através de uma generaliza- ção de outros factos menos frequentes que formam as excepções. Desta forma, a erupção do vulcão manifesta o calor que existe no interior da Ter- ra e à qual esta deve grande parte da configuração.

2. Também o relâmpago revela uma força subtil que constantemente pro-

duz mudanças no mundo inorgânico. Línguas que outrora dominaram o mundo hoje mal se ouvem, da mesma forma, um dente gigante encontrado na Sibéria ou um fóssil enterrado nas profundezas da terra não só regis-

tam a evolução das eras passadas, como também nos revelam a origem dos montes e dos vales que hoje habitamos.

3. Assim, a generalização de factos que são raros, estranhos ou que for-

mam a excepção, tem sido a agulha magnética que orienta todas as desco- bertas da ciência indutiva.

4. Este método baseia-se na razão e na experiência e, portanto, destruiu a

superstição, o precedente e a convencionalidade.

5. Há já trezentos anos que Lord Bacon recomendou este método de estudo,

ao qual as nações civilizadas devem grande parte da sua prosperidade e a mais valiosa parte do seu conhecimento; fez com que as mentes expulsas- sem os seus limitados preconceitos e falsas teorias; através de experiências surpreendentes e com mais sucesso do que demonstrando a própria igno- rância, virou a atenção dos homens, do céu para a terra; educou as capaci- dades inventivas através da perspectiva de descobertas úteis acessíveis a

todos.

6. O método de Bacon capturou o espírito e o objectivo dos grandes filósofos

gregos e deu-lhe uma utilização prática, através de novos meios de obser- vação; gradualmente, revelou um incrível campo de conhecimento no infi-

nito espaço da Astronomia, no ovo microscópico da Embriologia e no incer- to mundo da Geologia; permitiu descobrir uma ordem que nem a lógica de Aristóteles poderia revelar e permitiu analisar separadamente os ante- riormente desconhecidos elementos da matéria, o que nem a dialéctica ou a escolástica conseguiriam fazer.

7. Este método prolongou a vida, eliminou a dor, acabou com doenças,

aumentou a fertilidade do solo, deu maior segurança ao marinheiro, permi-

tiu atravessar grandes rios com pontes de formas desconhecidas dos nossos antepassados, guiou o relâmpago do céu para a terra, iluminou a noite com o esplendor do dia, aumentou o alcance da visão humana, multiplicou o poder dos músculos humanos, acelerou o movimento, aniquilou distâncias, facilitou a comunicação, a correspondência entre amigos ou empresas, permitiu aos homens descer às profundezas do mar, voar pelos céus, pene- trar com segurança nas entranhas da Terra.

8. Esta é a verdadeira natureza e objectivo da indução. E quanto maior é o sucesso alcançado pelos homens através da ciência indutiva, mais o teor dos seus ensinamentos e exemplos nos imprimem a necessidade de cuida- dosa e pacientemente, com precisão, e com todos os instrumentos e recur- sos à nossa disposição, observar os factos individuais antes de nos aventu- rarmos na afirmação de leis gerais.

9. Que sejamos corajosos como Franklin e, sob a forma de um papagaio,

coloquemos às nuvens a questão da natureza do relâmpago, para que pos- samos determinar o comportamento da faísca criada pelo motor eléctrico em quaisquer circunstâncias. Que tenhamos a ousadia de perguntar à lua acerca da força que a prende à Terra para que, com a precisão de Galileu, possamos determinar a maneira como os corpos caem.

10. Em suma, através do valor que atribuímos à verdade da nossa espe-

rança num progresso estável e universal, não permitamos que um precon- ceito tirânico negligencie ou mutile factos indesejados, mas apoiemo-nos na superstrutura da ciência, sobre uma base imutável, onde toda a atenção é dirigida tanto ao fenómeno mais isolado, como ao mais frequente.

11. Através da observação reunimos cada vez mais matéria, mas os factos

acumulados possuem diferentes valores relativamente à explicação da Natureza e, tal como nós valorizamos mais as qualidades humanas que são raras, da mesma forma a filosofia natural filtra os factos e atribui uma especial importância à classe de elementos que não podem ser recolhidos através da observação diária habitual.

12.

Se encontrarmos, então, aquelas pessoas que parecem possuir um

poder fora do vulgar, o que poderemos concluir? Primeiro diríamos que não

pode ser, o que é simplesmente o reconhecimento da nossa falta de infor- mação, já que qualquer investigador honesto admite que existem muitos fenómenos estranhos e inclassificáveis a ocorrerem constantemente. No entanto, aqueles que se familiarizam com o poder criativo do pensamento, nunca mais os considerarão inclassificáveis.

13. Em segundo diríamos que são produto de uma interferência sobrenatu-

ral, embora um entendimento científico das Leis Naturais convencer-nos-á de que não existe nada sobrenatural. Todos os fenómenos resultam de uma causa específica, sendo esta um princípio ou lei imutável que opera com uma precisão invariável, quer a lei tenha sido colocada em acção de forma

consciente ou inconsciente.

14. Em terceiro diríamos que estamos em “terras proibidas”, que há coisas

que não deveríamos saber. Este argumento foi usado contra todos os pro- gressos do conhecimento humano. Todos os indivíduos que alguma vez avançaram com uma ideia nova, Colombo, Darwin, Galileu, Fulton ou Emerson, foram sujeitos a humilhações e perseguições, pelo que este argumento nunca deveria ser tomado em séria consideração; antes pelo contrário, deveríamos considerar cuidadosamente cada facto que nos cha- ma a atenção. Ao fazê-lo, determinaremos com mais precisão a lei sobre a qual se baseia.

15. Isto revela que o poder criativo do pensamento é a causa de qualquer

condição ou experiência física, mental ou espiritual.

16. O pensamento manifestará condições em exacta correspondência com a

atitude mental predominante. Portanto, se recearmos um fracasso e como o medo é uma forma de pensamento poderosa, o resultado desse pensa- mento será sem dúvida na forma de fracasso. É esta forma de pensamento que frequentemente deita abaixo o resultado de muitos anos de trabalho e esforço.

17. Se formos capazes de pensar nalguma forma de riqueza material,

somos capazes de a conseguir. Através do pensamento concentrado mani- festamos as condições e o esforço necessários, o que resultará na manifes- tação das circunstâncias necessárias para realizar os nossos desejos. Mas

muitas vezes, quando recebemos as coisas que pensávamos desejar, elas não produzem o efeito que esperávamos. Ou seja, a satisfação é apenas temporária ou possivelmente o inverso daquilo que esperávamos.

18.

Qual é, então, a maneira correcta de proceder? O que é que devemos

pensar de modo a conseguir o que realmente desejamos? Aquilo que você e eu desejamos, aquilo que todos desejam, que todos procuram é Felicidade e Harmonia. Se formos realmente felizes, teremos tudo aquilo que o mundo pode oferecer. Se formos realmente felizes, podemos fazer os outros felizes

também.

19. Mas não seremos felizes enquanto não possuirmos saúde, força, ami-

gos, um ambiente agradável, proveito suficiente não só para dar conta das nossas necessidades, mas para o conforto e luxo a que temos direito.

20. A velha maneira ortodoxa de pensamento dizia que devíamos ser “um

verme”, contentando-nos com a nossa porção da existência. Mas a ideia moderna é a de saber que temos direito ao melhor de tudo, que o “Pai e Eu somos um” e que o “Pai” é a Mente Universal, o Criador, a Substância Ori- ginal da qual todas as coisas procedem.

21. Admitindo que em teoria tudo isto é verdade, que tem sido ensinado

durante dois mil anos e que é a essência de todos os sistemas de filosofia e religião, como o tornamos uma prática nas nossas vidas? Como obter resul- tados tangíveis, aqui e agora?

22. Em primeiro lugar, temos de colocar o nosso conhecimento em prática.

Nada pode ser alcançado de outra forma. O atleta pode ler livros e ter lições durante toda a vida sobre treino físico, mas até começar a entregar força através de trabalho, ele nunca receberá mais força de volta. Ele rece- berá exactamente aquilo que dá, mas primeiro tem de dar. Acontece exac- tamente o mesmo connosco, receberemos exactamente o que dermos, mas primeiro teremos de dar. E o que recebermos virá em multiplicado, pois dar é simplesmente um processo mental, dado que os pensamentos são causas e as condições são efeitos. Assim, ao darmos pensamentos de cora-

gem, inspiração, saúde ou ajuda de qualquer espécie, estamos a dar início às causas que produzirão os respectivos efeitos.

23. O pensamento é uma actividade espiritual e é, portanto, criativo, mas

não se iluda, o pensamento não criará nada enquanto não for direccionado de forma consciente, sistemática e construtiva e esta é a diferença entre um pensamento ocioso, que é simplesmente uma dissipação de esforço e um pensamento construtivo, que possui um alcance praticamente ilimita-

do.

24.

Sabemos já que tudo aquilo que recebemos chega através da Lei da

Atracção. Um pensamento feliz não pode existir numa consciência infeliz, portanto, a consciência tem de mudar e à medida que muda, todas as con-

dições necessárias à nova consciência terão de gradualmente mudar, de modo a corresponderem aos requisitos da nova situação.

25. Ao criarmos uma Imagem Mental ou um Ideal, estamos a projectar um

pensamento na Substância Universal de onde todas as coisas são criadas. Esta Substância Universal é Omnipresente, Omnipotente e Omnisciente. Teremos nós o direito de informar o Omnisciente acerca do canal adequado a ser usado para materializar o nosso pedido? Pode o finito aconselhar o Infinito? Esta é a causa do fracasso, de todos os fracassos. Nós reconhece- mos a Omnipresença da Substância Universal, mas falhamos em reconhe- cer que esta substância é também Omnipotente e Omnisciente e, conse- quentemente, dará início a causas sob formas que nos são totalmente des- conhecidas.

26. A melhor maneira de conservarmos os nossos interesses é através do

reconhecimento do Poder e Sabedoria Infinitos da Mente Universal, sendo desta forma um canal pelo qual o Infinito realiza o nosso desejo. Isto signi- fica que o reconhecimento se traduz em materialização, portanto, para o seu exercício desta semana use este princípio, reconheça o facto de que você é uma parte do todo e que uma parte tem de ser do mesmo tipo e qua- lidade que o todo, a única diferença reside no grau de expressão.

27. Quando este tremendo facto começar a permear a sua consciência, quando realmente começar a reconhecer que você (não o seu corpo, mas o seu Ego), o Eu, o espírito que pensa é uma parte integrante do grande Todo; que é da mesma substância em qualidade e em tipo; que o Criador não poderia ter criado nada de diferente para Si próprio, também você poderá dizer, “O Pai e Eu somos um” e reconhecerá a beleza, a grandeza e as oportunidades transcendentes que foram colocadas à sua disposição.

Faz aumentar em mim aquela sabedoria que revela os meus verdadeiros interesses, fortalece a minha determinação, para que possa executar aquilo que a sabedoria ordena.

Franklin

Perguntas de estudo com Respostas

121. Qual é o método, pelo qual os filósofos naturais obtêm e aplicam o seu

conhecimento?

- Observando factos individuais de forma cuidadosa, paciente, precisa,

usando todos os instrumentos e recursos de que dispõem, antes de estabe- lecerem leis gerais.

122. Como nos podemos assegurar de que este método é correcto?

- Não permitindo que um preconceito tirânico negligencie ou mutile factos

indesejados.

123. Quais são as classes de factos mais valorizadas?

- Aquelas que não podem ser recolhidas pela observação diária e habitual da vida.

124. Sobre que princípio está estabelecido?

- Sobre a razão e a experiência.

125. O que é que permite destruir?

- A superstição, o precedente e a convencionalidade.

126. Como foram descobertas estas leis?

- Através da generalização de factos estranhos, raros, que formam as excepções.

127. Como é que podemos justificar muitos dos fenómenos estranhos e até

então inexplicáveis que ocorrem constantemente?

- Acontecem devido ao poder criativo do pensamento.

128. Porque é que é assim?

- Porque quando passamos a conhecer um facto, podemos ter a certeza de

que é resultado de uma causa específica e que esta causa opera com uma precisão invariável.

129. Qual é o resultado deste conhecimento?

- Explica a causa de qualquer possível condição, seja física, mental ou espi- ritual.

130. Como é que o nosso melhor interesse é conservado?

- Através do reconhecimento do facto de que o conhecimento da natureza criativa do pensamento nos põe em contacto com o poder Infinito.

Parte Catorze

Até este ponto, o seu estudo permitiu-lhe conhecer que o pensamento é uma actividade espiritual e possui, portanto, poder criativo. Isto não significa que apenas alguns pensamentos são criativos, mas que todo o pensamento é criativo. O mesmo princípio pode ser posto em acção de forma negativa, através do processo de negação.

O consciente e o subconsciente são apenas duas fases de acção ligadas a uma única mente. A relação entre o subconsciente e o consciente é seme- lhante àquela que existe entre o cata-vento e a atmosfera.

A mais pequena pressão da atmosfera causa uma reacção no cata-vento, da mesma forma, o mais pequeno pensamento em que a mente consciente per- siste produz na sua mente subconsciente uma acção, na exacta proporção da profundidade do sentimento que caracteriza esse pensamento e com a intensidade do próprio pensamento.

Segue-se então que se negar condições insatisfatórias, está a retirar-lhes o poder criativo do pensamento. Está a eliminá-las pela raiz. Está a retirar- lhes a sua vitalidade.

Lembre-se que a lei do crescimento governa todas as manifestações objecti- vas, portanto, a negação de condições insatisfatórias não manifestará uma mudança imediata. Uma planta permanecerá visível durante algum tempo depois de se lhe terem cortado as raízes, mas irá gradualmente esmorecer e eventualmente desaparecer. Portanto, ao fazer com que o pensamento deixe de contemplar condições insatisfatórias, essas condições irão gradualmente desaparecer.

Irá ver que este é o caminho oposto daquele que estaríamos inclinados a tomar.

Irá, portanto, ter um efeito oposto daquele que é habitualmente obtido. A maioria das pessoas concentra-se intensamente nas condições insatisfató- rias, dando a essas condições a medida de energia e vitalidade necessárias para permitir um vigoroso crescimento.

Parte Catorze

1. A Energia Universal, da qual todo o movimento, luz, calor e cor têm ori-

gem, não possui as limitações dos efeitos que causa, é superior a eles. Esta Substância Universal é a fonte de todo o Poder, Sabedoria e Inteligência.

2. Reconhecer esta Inteligência é familiarizar-se com a faculdade cognitiva

da Mente e, através dela, mover-se na Substância Universal, manifestan-

do-a em relações harmoniosas.

3. Isto é algo que nem o mais especializado cientista físico tentou fazer – é

um campo de descoberta sobre o qual ainda não se lançou: de facto, apenas algumas escolas materialistas captaram o primeiro raio desta luz. Parece não ter ainda despertado neles o facto de que a sabedoria está tão presente em todo o lado, como o estão as forças e as substâncias.

4. Alguns dirão que se estes princípios são verdadeiros, porque não os demonstramos? Se o princípio fundamental está obviamente correcto, por- que é que não obtemos os resultados adequados? A verdade é que obtemos. Obtemos resultados de acordo com o nosso entendimento da lei e de acordo com a nossa capacidade de a aplicar adequadamente. Não fomos capazes de obter qualquer resultado das leis que governam a electricidade, até alguém ter formulado a lei e nos ter mostrado como aplicá-la.

5. Isto coloca-nos numa posição completamente nova relativamente ao nos-

so ambiente, abrindo possibilidades até então sonhadas, basta apenas a correcta aplicação da lei que envolve naturalmente a nossa atitude mental.

6. A Mente é criativa e o princípio sobre o qual esta lei é baseada é são e

legítimo, inerente à natureza das coisas; este poder criativo não tem ori- gem no indivíduo mas no Universal, que é a origem e fonte de toda a ener- gia e substância, o indivíduo é apenas o canal de distribuição desta ener- gia. O indivíduo é o meio pelo qual o Universal produz as várias combina- ções que resultam na formação de fenómenos.

7.

Já sabemos que os cientistas dividiram a matéria numa imensidão de