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50 cadeiras que mudaram o mundo_130410_Tales:001-112_C52105 13/09/2009 10:25 Página 1

CINQUENTA
CADEIRAS
QUE
MUDARAM
O MUNDO

Job:E03-10039 Title:Design Museam Fifty Chairs


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DESIGN
MUSEUM

CINQUENTA
CADEIRAS
QUE
MUDARAM
O MUNDO

autêntica

Job:E03-10039 Title:Design Museam Fifty Chairs


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CINQUENTA
CADEIRAS

6 Introdução

8 Cadeira sem Braços nº 14


10 Cadeira de encosto alto para os Salões de Chá de Miss Cranston
12 Poltrona para o Sanatório Purkersdorf
14 Sitzmaschine
16 Cadeira nº 728 para o Cabaré Fledermaus
18 Cadeira Vermelho/Azul
20 B3
22 Cantiléver
24 Transat
26 B32
28 Barcelona
30 Poltrona Paimio
32 Banco empilhável modelo nº 60
34 Zig-Zag
36 Cadeira nº 406
38 Landi
40 LCW (Lounge Chair Wood)
42 LAR, DAR e RAR
44 Antelope
46 Cadeira de tela de arame DKR
48 Diamante
50 Banco de balanço
52 Modelo 3107
54 Tulipa
56 Poltrona Eames – A 670
58 Mezzadro

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60 Superleggera
62 Polyprop
64 Universale
66 Cadeira inflável
68 Sacco
70 Panton
72 Up5 Donna
74 Birillo
76 Synthesis 45
78 OMKSTAK
80 Cadeira sem braços Wiggle
82 Cadeira Supporto
84 Rover
86 Cadeira Queen Anne
88 How High the Moon
90 Cadeira Plywood
92 Cadeira S
94 Louis 20
96 Cadeira para escritório Aeron
98 Cadeira FPE
100 Air-chair
102 Banco Tronco
104 Samouraï
106 Chair_One

108 Índice
112 Créditos

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CINQUENTA
CADEIRAS

Seria possível traçar a história do design nos últimos 150 anos À direita: Bancos empilháveis
simplesmente com uma sequência de cadeiras. Bem no início, a Alvar Aalto modelo nº 60,
dispostos em fileiras no
história remontaria ao trabalho da empresa austríaca Thonet, cuja auditório da Biblioteca
transformação da feitura de móveis para um processo industrial, Pública de Viipuri (1933-
através da abolição das habilidades artesanais, poderia ser 1935). Durante o século XX
encarada como a representação do impacto da produção em muitos designers e arquitetos
modernistas criaram cadeiras
massa em todos os tipos de design. O uso do aço tubular por para contextos específicos.
Marcel Breuer teve um impacto e um significado semelhantes, o
mesmo podendo ser dito do trabalho de Charles e Ray Eames com
o plástico. O papel icônico e representativo desempenhado pela
cadeira tem sido uma espécie de profecia que se cumpriu. Como as
cadeiras se tornaram símbolos muito relevantes de mudanças
estilísticas e tecnológicas, os arquitetos e designers que querem
ser considerados importantes precisam ter desenhado pelo menos
um exemplo de sucesso para demonstrar suas credenciais.A
cadeira, além de ser ela mesma, é também muito mais.
Elas têm uma longa história, tão longa que a palavra se inseriu
profundamente na língua inglesa.Usam-se os termos: chairmen e
chairwomen, seats of power, ex cathedra pronouncements, e assim
por diante.Em português, também temos a expressão “falar de
cátedra” (significando falar com conhecimento de causa), catedrático e
cátedra (em terminologia ligada ao mundo universitário) e inúmeros
usos da palavra “cadeira”, com outros significados que não os de uma
peça do mobiliário, como ao se referir aos membros da Academia
Brasileira de Letras.Cadeiras podem simbolizar autoridade, identidade
e domesticidade.E por fornecerem uma tela tão restrita, dão a seus
designers muito pouco espaço para se esconder...Uma cadeira é um
poema, não um romance.
Por todas essas razões, o Design Museum valoriza sua coleção
de cadeiras contemporâneas, e este livro apresenta uma introdução
a 50 das principais delas, que moldaram a história do design.

Deyan Sudjic, diretor do Design Museum

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CADEIRA SEM BRAÇOS Nº 14 1859


Thonet

Os arcos curvos gestuais e comprimidos da Cadeira Thonet sem À direita: Presença comum
Braços nº 14 evocam o romantismo eterno de um café com mesas em cafés, bares e espaços
públicos, a Cadeira Thonet
na calçada. Contudo, eles revelam um pouco da revolução na sem Braços é provavelmente
moderna produção em massa que essa discreta e muito familiar uma das cadeiras mais
peça de mobiliário representa. reconhecidas, mais
Até o final do século XIX, as cadeiras, em sua maioria, eram reproduzidas e mais
reinterpretadas de todos os
feitas à mão. No entanto, o aumento da demanda fez com que os tempos.Abaixo: A cadeira é
fabricantes desenvolvessem métodos de produção em massa que feita de uma série de
se apoiassem em novas tecnologias e conquistassem novos pontos componentes de madeira
comerciais. Em 1859, a produtora de móveis austríaca Thonet – vergada produzidos em
massa, que depois são
fundada por Michael Thonet (1796-1871) na década de 1830 – montados com o uso de
desenvolvera com sucesso uma cadeira feita com apenas seis peças parafusos.
de madeira vergada no vapor, dez parafusos e duas arruelas. Barata
e simples de fazer, leve e durável, fácil de desmontar e transportar, a
Cadeira sem Braços nº 14 – geralmente conhecida por seu apelido
alemão Konsumstuhl – rapidamente se tornou um dos produtos
industriais de maior sucesso do século XIX.
Dizem que, comentando sobre a cadeira nº 14, Le Corbusier
afirmou: “Nunca houve um design melhor e mais elegante, e jamais
foi criado um item tão prático e tão precisamente trabalhado”. A
cadeira permaneceu sinônimo de uma descontraída cultura de
café.Ainda hoje são feitas variações de sua forma, embora
geralmente com outros materiais – tais como metal soldado – que
têm pouco a ver com a concepção original do que foi, talvez, a
primeira peça de mobiliário montada compactamente.

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CADEIRA DE ENCOSTOALTO 1900


Charles Rennie
PARA OS SALÕES DE CHÁ DE Mackintosh
MISS CRANSTON

A virada do século XX trouxe consigo uma onda de designers À direita: A forma alongada
e arquitetos revolucionários que ajudaram a abrir caminho para o de influências geométricas da
cadeira de Charles Rennie
Movimento Modernista. Na Escócia, Charles Rennie Mackintosh Mackintosh para os Salões de
(1868-1928) eloquentemente fundiu o artesanato celta com o Chá de Miss Cranston estava
elegante rigor japonês, para criar um estilo diferenciado, suspenso na vanguarda do
entre o Art Nouveau, o Arts and Crafts e o Secessionismo da desenvolvimento de uma
nova linguagem visual para o
Europa Central. O trabalho de Mackintosh – geralmente executado design do século XX.
em colaboração com sua esposa, Margaret MacDonald (1865-
1933) – abarcou os campos da arquitetura, da pintura decorativa e
do mobiliário, para produzir interiores experimentais de uma
surpreendente modernidade – o equivalente no design ao
wagneriano Gesamtkunstwerk, ou “trabalho de arte total”.
Em 1900, Catherine Cranston encomendou a Mackintosh o
desenho de uma sala de almoço para senhoras, para seus amplos
Salões de Chá no nº 205 da Ingram Street, no coração do distrito
comercial de Glasgow. O interior realizado por Mackintosh era, ao
mesmo tempo, austero e luxuoso – as janelas da altura do pé direito
e o revestimento longitudinal em madeira enfatizavam com
insistência a dramática verticalidade de seu desenho.A severa
forma geométrica da cadeira de encosto alto, posicionada ao longo
das mesas de chá em fileiras quase militares, confirmava o tema,
sendo suavizada apenas por alguns detalhes decorativos, como as
formas curvas no encosto vazado da cabeça, do estofado e da
barra entre as pernas de trás.
As elegantes composições arquitetônicas de Mackintosh teriam
uma extensa influência no desenvolvimento do design europeu do
início do século XX – talvez mais notavelmente no trabalho do
austríaco Josef Hoffmann e de outros designers ligados à Wiener
Werkstätte (ver páginas 12-17).As simples e precisas cadeiras de
encosto alto – das quais Mackintosh fez muitas variações –
permaneceram um clássico.

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POLTRONA PARA O SANATÓRIO 1904-1905


Koloman Moser
PURKERSDORF

Essa cadeira radicalmente geométrica simboliza o trabalho da À direita: Com sua estrutura
Wiener Werkstätte, as inspiradoras “oficinas artesanais em forma de gaiola e seu
assento quadriculado, a
vienenses” fundadas em 1903 por um grupo de designers de poltrona de Moser para o
vanguarda associados à Secessão de Viena – principalmente o Sanatório Purkersdorf
designer gráfico Koloman Moser (1868-1918) e o arquiteto Joseph introduz uma estética para a
Hoffman (1970-1956). era moderna.
Os fundadores da Wiener Werkstätte inspiraram-se na Guild of
Handicraft, de C. R.Ashbee, estabelecida no East End de Londres
em 1888. Uma exposição em Viena de objetos artesanais ingleses
em 1900 e visitas feitas à cidade por destacados designers
ingleses, incluindo Ashbee e Charles Rennie Mackintosh (ver
páginas 10-11), ajudaram a garantir a influência britânica entre a
comunidade do design vienense.Assim como a Guild, a Wiener
Werkstätte valorizava o bom desenho inovador e a alta qualidade
do artesanato tradicional.
Do mesmo modo que a cadeira de encosto alto de Mackintosh,
a poltrona de Moser foi desenhada como parte de um projeto
coordenado, vinculando arquitetura e design de interior. O
Sanatório Purkersdorf (1904-1905), desenhado por Hoffmann, era
a primeira grande incumbência da Wiener Werkstätte em que os
designers se responsabilizaram por tudo, da própria construção em
ferro e concreto, até cada mínimo detalhe do interior.As poltronas
de Moser ficavam no saguão do sanatório, cuidadosamente
dispostas em torno de altas mesas octogonais.A estrutura em
forma de caixa e o assento quadriculado replicavam o tema
“quadrado” encontrado nas paredes e no chão e criavam uma
atmosfera de luxuosa modernidade para o que era,
essencialmente, um hotel da moda e uma estação de cura.

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SITZMASCHINE c.1905
Josef Hoffmann

Bem no início do século XX, os designers não apenas desafiavam À direita: Até o nome da
preconceitos sobre qual deveria ser o aspecto das coisas, mas Sitzmaschine de Joseph
Hoffmann parece inaugurar
também exploravam os caminhos pelos quais o design impactava a uma nova abordagem
vida das pessoas. O mundo estava mudando de maneira rápida e funcional ao design de
muito visivelmente. Novas técnicas de construção com “estrutura cadeiras.
de coluna” impeliam as construções em direção ao céu, enquanto
os primeiros veículos a motor se introduziam ruidosamente na cena
urbana de rua.A apropriadamente denominada Sitzmaschine
(máquina para se sentar) – uma das inovações de Josef Hoffmann,
criada para a luxuosa estação de cura de Purkersdorf (ver páginas
12-13) – é um importante exemplo de como a mecanização estava
se infiltrando no design como um tema novo e importante.
Enquanto a Sitzmaschine descende, incontestavelmente, da
cadeira Morris, da Arts and Crafts, desenhada por Philip Webb
(1831-1915) em 1866, em sua forma e construção racionalizadas,
esta era uma cadeira focada firmemente na Era das Máquinas.
Com sua aerodinâmica feita de extensas curvas de faia vergada e
painéis de sicômoro escavados, com grades geométricas de
vazados quadrados e retangulares, a estética da Sitzmaschine
ecoa os componentes móveis de um motor movido a correia.
Além disso, a cadeira tem funções mecanizadas próprias – o
encosto se inclina, sendo então segurado por um bastão que se
encaixa em um dos pares de uma sucessão de maçanetas
esféricas. Apesar de toda sua louvável funcionalidade utilitária, a
Sitzmaschine é, acima de tudo, um elegante exercício de
abstração geométrica.

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CADEIRA Nº 728 PARA O 1907


Josef Hoffmann
CABARÉ FLEDERMAUS

Em 1907, a Wiener Werkstätte terminou outro projeto ambicioso – À direita: A cadeira de linhas
o design para o Cabaré Fledermaus, no nº 22 da Kärtner Strasse, definidas de Josef Hoffmann,
fotografada no interior
em Viena – que compreendia não apenas a decoração interior, meticulosamente desenhado
como mobiliário, louças, talheres e até o crachá usado pelas para o qual foi feita.Abaixo: A
recepcionistas. Entre os colaboradores, constavam nomes ilustres estrutura minimalista da
como Gustav Klimt e Oskar Kokoschka, além, é claro, do genius cadeira do Cabaré
Fledermaus tornou-a
loci da Werstätte, Josef Hoffmann. radicalmente moderna.
A contribuição mais relevante de Hoffmann foi, sem dúvida, Apenas as pequenas esferas
esta simples cadeira de corte regular, que era colocada em torno de negras debaixo dos braços e
mesas redondas igualmente discretas, também desenhadas por do assento conferem um
ligeiro ar de extravagância.
Hoffmann.A modéstia do desenho e a falta de ostentação
funcionavam como um contraste perfeito para o esplendor
Jugendstil do resto da decoração, mais notavelmente o exuberante
mosaico de majólica de 7.000 peças, obra de Bertold Löffler e
Michael Polwony.
Um crítico da época descreveu entusiasmado o efeito geral do
Cabaré Fledermaus: “[É] maravilhoso – as proporções, a atmosfera
da iluminação, as alegres setas indicativas, os elegantes
acessórios de luz, as cadeiras confortáveis em novo formato e,
finalmente, o bom gosto de todo o conjunto. Um genuíno Hoffmann”.

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CADEIRAVERMELHO/AZUL 1917-1918
Gerrit Thomas Rietveld

A cadeira Vermelho/Azul, desenhada pelo arquiteto Gerrit Thomas À direita: A cadeira escultural
Rietveld (1888-1964), esteve na vanguarda dos experimentos de cores vibrantes de Gerrit
Thomas Rietveld abandonou
realizados por diversos membros do movimento De Stijl, da os estilos e motivos
Holanda. Fundado em 1917, o grupo procurou inserir o pensamento tradicionais em prol da pura
neoplatônico no design, criando objetos fundamentais que abstração como forma de se
expressassem a perfeição e a harmonia espiritual da geometria e chegar ao design moderno.
das cores primárias.
A cadeira Vermelho/Azul esteve entre as primeiras tentativas
de se aplicar a filosofia De Stijl em uma forma de três dimensões e é
uma construção rigorosa de linhas retas e planos chatos de cores
primárias; a forma tridimensional foi transformada em uma
expressão fundamental de pura abstração.A cadeira foi
originalmente pintada na típica paleta De Stijl, em cinza, preto e
branco, mas, em 1918, Reitveld repintou-a de vermelho, azul,
amarelo e preto, para ressoar as pinturas de Piet Mondrian (1872-
1944), um colega membro do De Stijl.
A surpreendente estética dessa peça de mobiliário causou
sensação e – como aconteceu com as pinturas retilíneas de
Mondrian – até hoje continua a evocar o ar de uma modernidade
abstrata. Embora, originalmente, Rietveld pretendesse que a
cadeira fosse produzida em massa (era feita de comprimentos
uniformes de madeira, exigindo pouca habilidade na construção),
na realidade, isso nunca aconteceu.Atualmente, a cadeira
Vermelho/Azul permanece uma peça icônica única – como uma
ideia concretizada de uma cadeira – no Toledo Museum of Art,
em Ohio.

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B3 – MAISTARDE CONHECIDA 1925


Marcel Breuer
COMO “CADEIRA WASSILY”

O modelo B3 foi um dos primeiros produtos a emergir da Dessau À direita: Construída com o
Bauhaus, ajudando a consolidar a reputação da escola como uma mesmo material de sua
querida bicicleta Adler, a
força de liderança no design funcional. Foi também um dos primeiros cadeira B3 de Marcel Breuer
desenhos a explorar o aço tubular, cujos aspectos, tais como força é um dos primeiros exemplos
estrutural, leveza, aparência rígida e elegante, permitiram a criação de tecnologia de aço tubular a
de móveis em novas e surpreendentes formas. se infiltrar no design
moveleiro.
Diz-se que seu designer, Marcel Breuer (1902-1981) – chefe da
oficina de produção de armários da Bauhaus –, inspirou-se
parcialmente no guidão de aço tubular de sua querida bicicleta
Adler. Breuer deu um dos primeiros protótipos a um colega da
Bauhaus, o pintor Wassily Kandinsky, com cujo nome a cadeira
acabou rebatizada, ao ser relançada na década de 1960.A cadeira
foi inicialmente fabricada pela Thonet, companhia austríaca
pioneira na fabricação de móveis (ver páginas 8-9) e estava
disponível em branco, preto ou tecido de malha de arame, nas
formas dobrável e não dobrável.
O modelo B3 foi uma solução para o desafio técnico de se
redefinir qual deveria ser a aparência de uma cadeira e como ela
deveria ser feita. Enquanto sua requintada concha, contornada por
finos tubos de metal niquelado, faz com que ela se pareça mais com
um desenho técnico linear, na verdade, seu volume espaçoso e seu
estilo simples resultam na cadeira perfeita.

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