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REDES E MÍDIAS SOCIAIS COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO PARA ANUNCIANTES REGIONAIS

REDES E MÍDIAS SOCIAIS COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO PARA ANUNCIANTES REGIONAIS

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01/08/2013

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UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS CURSO DE COMUM ICAÇÃO SOCIAL – HABILITAÇÃO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA

Carolina Becker Jenifer Mendes

REDES E MÍDIAS SOCIAIS NA INTERNET COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO PARA ANUNCIANTES REGIONAIS

Chapecó – SC, 2010

CAROLINA BECKER JENIFER MENDES

REDES E MÍDIAS SOCIAIS NA INTERNET COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO PARA ANUNCIANTES REGIONAIS

Trabalho de conclusão de curso, apresentado à Unochapecó como parte dos requisitos para obtenção do grau de Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Publicidade e Propaganda. Orientador: Prof. Msc. Érico Gonsalves de Assis

Chapecó – SC, Mai de 2010

Rede social é gente, é interação, é troca social. É um grupo de pessoas, compreendido através de uma metáfora de estrutura, a estrutura de rede. Raquel Recuero

Dedicatória

Eu Jenifer dedico a minha família em especial a meu marido Rafael e filho Giancarlo e a todos os anunciantes e profissionais de comunicação que ainda não se permitem ser colaborativos.

AGRADECIMENTOS

A Deus que nunca nos abandonou em nenhuma circunstância. A nossas famílias que sempre tiveram a compreensão e nos deram apoio incondicional nesta caminhada. Aos autores que com suas ideias nos ajudaram a desenvolver este projeto, em especial a Raquel Recuero por ter sido uma das pioneiras no Brasil e estudar redes sociais. A Henry Jenkins simplesmente por ser quem ele é. Ao professor orientador, Érico Assis, por compartilhar conosco sua vivência em pesquisa e acima de tudo por ter sido um amigo, um colega um excelente mestre. Eu Jenifer agradeço a Evan Willians, por ter escrito: ―just setting up my twttr‖ e por ter criado a minha rede social favorita. E agradeço em especial a meu esposo Rafael e minha mãe Maria, meu pai Claudio e minha irmã Mariéllen, por todo o apoio e ajuda

A todos, obrigado.

Resumo

O presente trabalho de conclusão de curso traz primeiramente definições que permeiam as Redes e Mídias Sociais, através de estudos e pesquisas bibliográficas. Após, dados estatísticos que mensuram o uso da Internet no mundo e no Brasil são exibidos juntamente com cases de empresas brasileiras que obtiveram grande sucesso através destas ferramentas online. E, entrevistas semi-estruturadas realizadas com agências web de Chapecó-SC, para que o anunciante regional possa inserir sua marca e se relacionar com seus clientes através da comunicação mediada por computadores. Palavras chave: Redes Sociais, Mídias Sociais, Internet e anunciante regional.

Abstract

This work for the conclusion of course brings primarily definitions that permeate the Social Media, trought studies and research bibliographical references. After, statistical data that measure the use of the Internet in the world and in the Brazil are shown together with cases of Brazilian companies whitch received great success throught theses tools online. And, semistructured interviews performed with web agencies about Chapecó-SC, for whitch the regional advertiser can insert its brand and relate their customers trough communication mediated by computers. Key words: Social network, Social Media, Internet and regional advertiser.

Sumário
Lista de figuras ........................................................................................................................................ 0 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 1 1.1 Tema .............................................................................................................................................. 2 1.2 Problema da Pesquisa .................................................................................................................... 2 1.3 Justificativa ................................................................................................................................... 4 1.4 Objetivos ................................................................................................................................. 5

1.4.1 Geral ....................................................................................................................................... 5 1.4.2 Específicos ............................................................................................................................. 5 1.5 1.6 Procedimentos Metodológicos ................................................................................................ 6 Organização do Estudo............................................................................................................ 8

2 ASPECTOS GERAIS SOBRE EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INTERNET, PUBLICIDADE NA INTERNET, CONCEITOS DE REDES E MÍDIAS SOCIAIS E ANUNCIANTE REGIONAL . 10 2.1 2.2 Aspectos históricos da Internet ............................................................................................. 10 Publicidade na Internet .......................................................................................................... 11

2.3 Web 2.0 ........................................................................................................................................ 13 2.4 Interação Social no Ciberespaço ................................................................................................ 14 2.4.1 Comunicação assíncrona e síncrona ..................................................................................... 14 2.4.2 Interação Reativa e Interação Mútua .................................................................................... 15 2.5 Redes Sociais .............................................................................................................................. 16 2.5.1 Atores ................................................................................................................................... 16 2.5.2 Conexões .............................................................................................................................. 17 2.5.3 Capital Social / Whuffie ........................................................................................................ 17 2.6 Mídias Sociais ............................................................................................................................. 18 2.6.1 Orkut .................................................................................................................................... 19 2.6.2 Flickr .................................................................................................................................... 20 2.6.3 Facebook .............................................................................................................................. 20

2.6.4 Twitter .................................................................................................................................. 21 2.6.5 Blogs ..................................................................................................................................... 21 2.6.7 Podcasting ............................................................................................................................ 22 2.6.8 Linkedin ................................................................................................................................ 23 2.7 Usuários das Redes Sociais ......................................................................................................... 24 2.7.1 Evangelistas da Marca .......................................................................................................... 24 2.7.2 Trendsetters .......................................................................................................................... 25 2.7.3 Coolhunters .......................................................................................................................... 25 2.8 Convergência de mídias .............................................................................................................. 26 2.9 Anunciante regional / mídia regional .......................................................................................... 27 3 ASPECTOS ESTATÍSTICOS SOBRE OS USUÁRIOS DE INTERNET E DE REDES SOCIAIS NO MUNDO E NO BRASIL................................................................................................................ 32 3.1 Internet no mundo ....................................................................................................................... 32 3.2 Internet no Brasil ......................................................................................................................... 33 3.3 Brasileiros nas Redes Sociais ...................................................................................................... 34 3.4 O Orkut no Brasil ........................................................................................................................ 36 3.5 3.6 Empresas nas redes sociais .................................................................................................... 38 Cases de empresas em Redes Sociais.................................................................................... 43

3.6.1 Camiseteria ........................................................................................................................... 43 3.6.2 Tecnisa ................................................................................................................................. 48 3.6.3 Fiat........................................................................................................................................ 63 3.6.3.1 Fiat Mio ............................................................................................................................. 65 3.6.3.2 Novo Fiat Uno ................................................................................................................... 69 4 ANÁLISE QUALITATIVA E ADAPTAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE REDES SOCIAIS PARA O MERCADO REGIONAL ...................................................................................................... 74 4.1 A falta de conhecimento por parte dos anunciantes regionais: ................................................... 74 4.2 A insegurança do investimento e a falta de credibilidade nas redes sociais................................ 75 4.3 As prioridades de investimento da empresa e a banalização do serviço ..................................... 76 4.4 A migração do Offline para o Online .......................................................................................... 77 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................. 79 REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 81 ANEXOS............................................................................................................................................... 94

0

Lista de figuras
Figura 1 : Comunidade "Chapecó" no orkut ......................................................................................... 29 Figura 2: World internet usage and population statistics ..................................................................... 32 Figura 3: Internet users in the world by geographic regions ................................................................ 33 Figura 4: Dados demográficos Orkut .................................................................................................... 37 Figura 5: A maioria das empresas não tem cadastro em redes sociais .................................................. 39 Figura 6: Cadastro em redes sociais – por porte ................................................................................... 40 Figura 7: Comunidades sociais das empresas ....................................................................................... 41 Figura 8: A empresa costuma monitorar o que é dito sobre ela em redes sociais ................................. 42 Figura 9: Blog camiseteria .................................................................................................................... 45 Figura 10: Twitter camiseteria .............................................................................................................. 46 Figura 11: Orkut camiseteria ................................................................................................................. 46 Figura 12: Facebook camiseteria........................................................................................................... 47 Figura 13: Twitteria............................................................................................................................... 47 Figura 14: Flickr camiseteria................................................................................................................. 48 Figura 15: Site Tecnisa .......................................................................................................................... 51 Figura 16: Blog Tecnisa ........................................................................................................................ 52 Figura 17: Google maps, Tecnisa .......................................................................................................... 55 Figura 18: Aplicativo Tecnisa para Iphone ........................................................................................... 56 Figura 19: Perfil tecnisa "me adiciona" ................................................................................................. 57 Figura 20: Flickr Tecnisa ...................................................................................................................... 57 Figura 21: Twitter Tecnisa .................................................................................................................... 58 Figura 22: Promoção tecnisa em redes sociais ...................................................................................... 59 Figura 23: Painel Google Analytics Tecnisa ......................................................................................... 59 Figura 24: Slideshare Tecnisa ............................................................................................................... 60 Figura 25: Youtube Tecnisa .................................................................................................................. 61 Figura 26: Facebook Tecnisa ................................................................................................................ 61 Figura 27: Site Fiat Mio ........................................................................................................................ 66 Figura 28: Seção Ideias livres ............................................................................................................... 67 Figura 29: Seção montagem técnica...................................................................................................... 67 Figura 30: Blog Making of .................................................................................................................... 68 Figura 31: Concept Car Fiat III ............................................................................................................. 68 Figura 32: Site Novo Uno...................................................................................................................... 70 Figura 33: Gráficos site Novo Uno ....................................................................................................... 71 Figura 34: Fiat Uno personalizado e compartilhamento em rede social ............................................... 71 Figura 35: Formspring.me Fiat desculpas ............................................................................................. 73 Figura 36: Trecho de diálogo com Roberto Aloureiro no GoogleWave ............................................... 77

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INTRODUÇÃO

A comunicação vem se modificando a cada dia, as novas tecnologias vêm se mostrando como propulsora destas modificações, junto a este fato surge à popularização das TICS (tecnologias da informação e comunicação), com um cenário favorável na economia, os brasileiros, em especial, tem acesso a computadores e a internet. Com preços mais acessíveis e políticas de inclusão digital e acesso a internet, o brasileiro tem mostrado empatia com as novas mídias. A internet é uma ferramenta democrática e popularizadora de ideias, em qualquer lugar a qualquer momento pessoas diferente estão produzindo informação, entretenimento ou conteúdo colaborativo de qualquer tipo e de diversas formas e compartilhando com diversos usuários na internet. No Brasil, em específico, as redes sociais são responsáveis pela maioria dos conteúdos colaborativos produzidos, sites como o Orkut, vem mostrando a importância da internet na vida dos brasileiros. Além dos sites de relacionamento, o brasileiro demonstra participar ativamente e ser engajado em outras plataformas sociais de relacionamento, tais como blogs, e sites de compartilhamento de vídeos (Youtube), por exemplo. A forma como estes sites de relacionamento criaram interesse dos brasileiros e como estes, produzem conteúdos nestas mídias, vem despertando o interesse de muitos pesquisadores. A dinâmica de construção de relacionamentos sociais e o engajamento dos indivíduos também desperta interesse das empresas em saber como se inserir nesta realidade. O presente estudo abordará os conceitos a cerca de redes sociais na internet trazidos de autores e estudiosos do assunto, elencando aspectos sobre interação social, além de mostrar dados estatísticos sobre o acesso na internet e relatando cases de empresas que utilizam as redes sociais na internet como ferramenta de comunicação com os diversos públicos, por fim fazendo uma relação com o mercado ―web‖ regional de comunicação, compreendendo a viabilidade e como as empresas regionais podem utilizar estas novas mídias a fim de melhorar a comunicação.

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1.1 Tema

A utilização de Redes e Mídias Sociais na Internet como ferramenta de comunicação para anunciantes regionais.

1.2 Problema da Pesquisa

A internet é uma ferramenta importante de comunicação, entretenimento e informação onde o conteúdo é produzido de forma colaborativa.

Os websites colaborativos vêm se consolidando nos últimos anos e se tornando uma das principais ferramentas presentes na Internet para estimular os usuários a produzirem os seus próprios conteúdos. A presente comunicação se insere dentro desta pesquisa sobre comunicação colaborativa procurando aprofundar aspectos teóricos ligados a esse fenômeno que se insere dentro de uma lógica de produção em rede e de uma expansão da Internet no cenário contemporâneo. (BELTRÃO, 2009, online1)

Assim como a TV, o Rádio e outras mídias tradicionais, a Internet também começou a despertar o interesse das empresas se tornando uma ferramenta de divulgação e publicidade, graças a sua possibilidade de interação vem se destacando como uma importante ferramenta de relacionamento seja de pessoas ou de empresas para com os mais diversos públicos. A internet passou a ser vista como uma nova mídia, naturalmente, a publicidade começou a ―migrar‖ para este espaço, assim surgiram os primeiros formatos de banner na internet e também sites comerciais.

Os banners surgiram como a primeira forma de publicidade online homologada. Os tamanhos em pixels e kbytes dos anúncios haviam sido definidos pelo Internet Advertising Bureau. Sua performance seria medida pelo índice de cliques e os dados obtidos através de um software gerador de relatórios estatísticos. (Prellwitz, 2001, online2)

1

BELTRÃO, Felipe Barros. Produção Colaborativa na Rede: um olhar sociocultural ,2009 [online]. Disponível em: http://www.contemporanea.uerj.br/pdf/ed_12/contemporanea_n12_11_filipe.pdf . Acesso em: 9 de Mai.de 2010 2 PRELLWITZ, Rafael. Novos banners, velhos problemas, 2001 [online]. Disponível em: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2001/03/08/novos-banners-velhos-problemas. Acesso em: 9 de Mai.de 2010

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Com o crescimento dos acessos a Internet e a democratização da distribuição da informação além da produção independente de conteúdo, a Internet se remodelou como mídia e passou a se atribuir novos formatos de publicidade na Internet.
A internet permite, pela primeira vez, que o consumidor se relacione com a marca de maneira mais intensa. A comunicação bidirecional agora é possível, e uma quantidade maior de informação pode enfim chegar ao fabricante. (RIBEIRO, 2003, p.31)

A internet é uma rede democrática, não elitizada, onde qualquer individuo pode produzir conteúdo, reclamar, elogiar e comprar. Graças ao seu dinamismo as informações repercutem em grande velocidade e neste ponto é que as redes sociais, vem ganhando forte destaque, pois graças a elas o caráter de interação social se torna evidente, ou seja, as pessoas cada vez mais se relacionam via Internet, através de sites de relacionamento blogs e outras diversas plataformas. O anunciante por vezes detêm-se a um estereótipo de comunicação na Internet e acaba utilizando-a apenas para o website, sem se preocupar com o relacionamento e a produção de conteúdo junto aos demais usuários, tampouco com a utilização das ferramentas de mídias sociais e a análise e mensuração sobre o que se fala em torno de sua marca. Este cenário tende a ser mais intransigente regionalmente, pois nas cidades de interior onde as informações e a mídia tendem a serem mais localizadas e voltadas às peculiaridades culturais regionais as informações nem sempre chegam com mesma velocidade dos grandes centros e a população tende a se prender a tradições. Devido a esta falta de informação e também pelo condicionamento estereotipado pelas próprias agencias web e prestadores de serviço de Internet em Chapecó, pouco se sabe sobre a utilização das redes sociais como ferramenta de comunicação para as empresas, Sabe-se que está área ainda é recente e que poucos livros existem sobre o assunto, se trata de uma forma de comunicação relativamente nova, mas que precede conceitos já conhecidos, como o marketing de relacionamento e as redes sociais (sociologia).

Os proprietários de pequenas empresas ainda estão tatiando o seu caminho nos sites de mídia social, especialmente quando se trata de utilizar estas ferramentas para aumentar os seus negócios[...]Enquanto a mídia social pode proporcionar canais adicionais à rede e ajudar um negócio a crescer, muitas pequenas empresas não tem a força de trabalho ou o tempo necessário para tirar proveito deles. (BRAUN, online3).
3

BRAUN, Eric. Pesquisa: mídias sociais não são prioridade para pequenas Empresas, 2009, [online]. Disponível em: http://www.digitalhappenings.com.br/blog/2009/10/pesquisa-midias-sociais-nao-sao-prioridadepara-pequenas-empresas. Acesso em: 28 Nov. 2009

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Neste contexto, o questionamento proposto para o presente estudo é como o anunciante regional pode inserir sua marca, analisar e se relacionar com seu público através da Internet e da comunicação mediada por computador, de forma colaborativa utilizando as Redes Sociais online dentro do contexto web 2.0 de audiência colaborativa?

1.3 Justificativa A publicidade online não se propõe a um conceito estático, são considerados pouco efetivos os formatos tradicionais de publicidade como os banners. A comunicação é totalmente interativa e qualquer individuo pode ser formador de opinião e conteúdo. Sendo assim, é necessário mostrar através de pesquisa, levantamento de dados e exemplos, como a Internet é uma forma de construção de informação diferente de todas as mídias tradicionais. As Redes Sociais são comuns no cotidiano das pessoas. Todo usuário tem alguma forma de construção identitária na rede, ou seja, é condição primária possuir pelo menos um perfil em alguma Rede Social como o Orkut, para fazer parte das interações propostas pela web 2.0. Apesar da inclusão digital ainda não ter sido explorada a fundo em nosso país, as Redes Sociais na Internet são um sucesso entre os brasileiros. Porém, a publicidade regional se condicionou um estereótipo com relação à publicidade na Internet, em função de poucos estudos com aplicação regional, relacionados á Mídias Sociais. A publicidade de anunciantes regionais nas Mídias Sociais geralmente segue o formato de banner. É necessário perceber que as Redes Sociais funcionam de uma maneira onde as pessoas se tornar responsáveis pela propaganda feita nesse meio. Nas Redes Sociais as mídias são as pessoas e o valor é o capital social. O capital social é produzido quando as pessoas estão falando sobre o produto e/ou serviço. Por uma questão condicional já citada, acredita-se que o anunciante regional tem como concepção de que é necessário um site institucional para sua empresa, e tem por suficiente este espaço online. A participação das empresas regionais em redes sociais é pequena e pouco utilizada como forma de relacionamento com seus públicos, no entanto a internet é uma realidade principalmente para o público jovem que consome conteúdos e entretenimento produzidos na rede. Muitos anunciantes globais, por exemplo, já perceberam a importância desse relacionamento direto, mas de forma que proporcione o debate e a conversação sobre a marca. Isso gera grande valor social e repercute na imagem da marca e relacionamento com os

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clientes. Um exemplo de marca com grande valor nas Mídias Sociais é a Apple. Antes de cada lançamento de algum produto, surgem verdadeiras redes de especulação sobre a importância do mesmo, como no caso do lançamento do mais novo produto o Ipad4. Essas discussões agregam valor à marca e geram publicidade gratuita ―boca-a-boca‖ na Internet e graças aos evangelistas da marca. Essa forma de comunicação se evidencia cada vez mais. No campo regional é possível para muitas marcas a geração de valor junto com seu público através da rede, bem como a construção de laços e construções identitárias nas Mídias Sociais. O anunciante regional acostumado a formatos tradicionais estáticos da web 1.0, pode se inserir nessa nova forma de comunicação interativa, onde todos podem ser produtores de conteúdo, criando o seu próprio capital social dentro da audiência colaborativa da região.
O capital social é relacionado a um determinado grupo (rede social). O capital social, para Bourdieu, não se encontra nos indivíduos, mas ao contrário, encontra-se embutido nas relações sociais das pessoas‖.(RECUERO, online 5.)

Este estudo tem sua importância e relevância social no fato de poder mostrar novas opções para a comunicação online regional e a inserção de anunciantes regionais nas Redes Sociais.

1.4 Objetivos 1.4.1 Geral Analisar como o anunciante regional pode utilizar a publicidade em Redes Sociais para atingir públicos também regionais. 1.4.2 Específicos Estudar a história e a evolução da publicidade na Internet; Conceituar o que são Redes e Mídias Sociais e como funcionam; Exemplificar através de cases como acontece a publicidade em Mídias/Redes Sociais;
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Se trata de um tablet, ou computador de mão portátil. RECUERO, Raquel. Um estudo do Capital Social gerado a partir de Redes Sociais no Orkut e nos Weblogs, s.d, [online]. Disponível em: http://www.compos.org.br/data/biblioteca_913.pdf. Acesso em: 23 set. 2009
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Adaptar estratégias de publicidade em Redes Sociais à realidade de mercados regionais. 1.5 Procedimentos Metodológicos

No decorrer de uma pesquisa de conclusão de curso é necessária a adoção de uma metodologia de estudo para desenvolver de forma correta a pesquisa, para o presente projeto serão adotados procedimentos de alguns autores relacionados à pesquisa social, pois o tema da pesquisa é relacionado a comunicação e pessoas. Segundo Duarte & Barros (2005), a elaboração do projeto de pesquisa, por mais pragmática que seja, é uma atividade acadêmica como qualquer outra e, portanto, requer reflexão e conhecimento teórico. Para desenvolver e executar o estudo proposto neste projeto se faz necessário de forma primária uma pesquisa bibliográfica aprofundada teórica, sobre vários conceitos que fazem parte do universo das Redes Sociais na Internet e também sobre o anunciante regional. Para isso será feito o levantamento, pesquisa, leitura de referências e cruzamento de opiniões de autores.

Pesquisa bibliográfica, num sentido amplo, é o planejamento global inicial de qualquer trabalho de pesquisa que vai desde a identificação, localização e obtenção da bibliografia pertinente sobre o assunto, até a apresentação de uma texto sistematizado, onde é apresentada toda a literatura que o aluno examinou,de forma a evidenciar o entendimento do pensamento dos autores, acrescido de sua próprias ideias e opiniões.(BARROS & DUARTE, 2005, p.51)

Dentre as várias leituras necessárias destaca-se como principal referência o livro de Raquel Recuero, publicado em 2009 intitulado ―Redes Sociais na Internet‖. Por se tratar da publicação mais recente no mercado brasileiro referente ao assunto. Também serve como embasamento teórico o livro de Henry Jenkins ―Cultura da Convergência‖ e secundariamente livros que trazem conceitos importantes, como as publicações de Alex Primo, ―Interação Mediada por Computador‖ e de Juliano Spyer ―Para entender a Internet: noções, práticas e desafios da comunicação em rede‖. Os dados estatísticos referentes à Internet e também á Redes Sociais, serão retirados de fontes como o IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) CGI (comitê gestor de Internet) e de sites como o, Internet World Stats e servirão como forma de embasamento empírico.

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Para conhecer um pouco mais sobre o pensamento do anunciante regional em relação às Redes Sociais na Internet será necessário uma consulta (caracterizada como pesquisa de campo ou pesquisa exploratória).

As pesquisas exploratórias tem como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. De todos os tipos de pesquisa, estas são as que apresentam menos rigidez no planejamento. Habitualmente envolvem levantamento bibliográfico. (GIL, 1999, p.43)

A forma de abordagem será em uma entrevista social semiestruturada que será feita com profissionais do mercado web em agências de Chapecó e anunciantes que utilizam redes sociais, sendo elas: Elo ideias, Lilah e Setor de Publicidade da Unochapecó.

As entrevistas semi-estruturadas combinam perguntas abertas e fechadas, onde o informante tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto. O pesquisador deve seguir um conjunto de questões previamente definidas, mas ele o faz em um contexto muito semelhante de uma conversa informal. O entrevistador deve ficar atento para dirigir, no momento que achar oportuno, a discussão para o assunto que interessa, fazendo perguntas adicionais para elucidar questões que não ficaram claras ou ajudar a recompor o contexto da entrevista, caso o informante tenha fugido ao tema ou tenha dificuldades com ele. Este tipo de entrevista é muito utilizado quando se deseja delimitar o volume de informações, obtendo assim um direcionamento maior, para o tema, intervindo afim de que os objetivos sejam alcançados.(BONI E QUARESMA, 2005, online6)

Logo depois de feitas as entrevistas faz-se necessário um levantamento de cases e anunciantes que utilizaram e utilizam as redes sociais, como ferramenta de comunicação, (casos de ordem nacional) como forma de exemplificar os relacionamentos das marcas com o público das redes sociais, caracterizada como pesquisa documental.

O desenvolvimento da pesquisa documental segue os mesmos passos da pesquisa bibliográfica. Apenas há que se considerar que o primeiro passo consiste na exploração das fontes documentais, que são em grande número. Existem, de um lado, os documentos de primeira mão, que não receberam qualquer tratamento analítico, tais como: documentos oficiais, reportagens de jornal, cartas, contratos, diários, filmes, fotografias, gravações e etc. De outro lado, existem os documentos de segunda mão, que de alguma forma já foram analisados, tais como: relatórios de pesquisa, relatórios de empresa, tabelas estatísticas etc. (GIL, 1999, p.66).

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BONI, Valdete; QUARESMA Silvia Jurema. Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais. Revista Eletrônica dos Pós-Graduandos em Sociologia Política da UFSC. Ano 2005, Vol. 2 nº 1 (3), janeiro-julho/2005, p. 68-80, Disponível: http://www.emtese.ufsc.br/3_art5.pdf. Acesso em: 9 de Mai.de 2010.

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A etapa conclusiva do projeto se dará a partir da análise de dados obtidos pelas etapas anteriores, na possibilidade ou impossibilidade de adaptação de estratégias utilizadas pelos anunciantes nacionais, sejam em comunidades, sites de relacionamentos ou outras ferramentas de mídias sociais, para a realidade regional observando as peculiaridades do mercado chapecoense nas Redes Sociais.
Após a coleta de dados, a fase seguinte da pesquisa é a de análise e interpretação. Estes dois processos, apesar de conceitualmente distintos, aparecem sempre estreitamente relacionados. A análise tem como objetivo organizar e sumariar os dados de forma tal que possibilitem o fornecimento de respostas para o problema proposto para investigação. Já a interpretação tem como objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriormente obtidos. (GIL, 1999, p.168).

Para fazer a análise e interpretação qualitativa dos dados obtidos pela pesquisa documental (cases) e também pelas respostas conseguidas junto às agências digitais de Chapecó, tendo um panorama sobre o anunciante regional da web (pesquisa exploratória). Será feita uma análise das cases, partindo das estratégias utilizadas e como foram executadas nas Redes Sociais, tentando trazer e adaptar a partir das características locais/regionais como forma de comunicação também voltada ao público regional. 1.6 Organização do Estudo

O trabalho está organizado em cinco capítulos. O capítulo 1 refere-se à introdução, e é composto pelo problema de pesquisa, os objetivos, a justificativa, os procedimentos metodológicos e esta organização do estudo. O capítulo 2 será referente ao aprofundamento teórico da pesquisa, trazendo conceitos sobre a história da Internet, a evolução da publicidade na Internet, a web 2.0, Interação social no ciberespaço, redes e mídias sociais na internet, tipos de usuários de redes sociais, a cultura da convergência, e conceitos sobre o anunciante regional. No capitulo 3 serão mostrados nas pesquisas dados relativos ao números de usuários de internet no mundo, no Brasil além de um perfil a cerca dos brasileiros em redes sociais, e os brasileiros no Orkut e concluindo o capítulo serão mostradas as cases de empresas brasileiras em redes sociais. Já o capítulo 4 terá a descrição e a análise das entrevistas semiestruturadas, trazendo um comparativo com as estratégias utilizadas pelas empresas nacionais em suas cases em redes sociais, apontando adaptações destas estratégias regionalmente.

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Por fim no capítulo 5 será composto pela conclusão do estudo tendo as opiniões e o resultado por parte das acadêmicas que desenvolveram o estudo.

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2 ASPECTOS GERAIS SOBRE EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INTERNET, PUBLICIDADE NA INTERNET, CONCEITOS DE REDES E MÍDIAS SOCIAIS E ANUNCIANTE REGIONAL 2.1 Aspectos históricos da Internet7 A rede mundial de computadores surgiu durante a Guerra Fria como uma ferramenta de comunicação segura para os americanos. Sendo uma forma de dar segurança para as informações que necessitavam ser propagadas dentro do exército americano. Em 1957, a antiga União Soviética colocou em órbita o primeiro satélite espacial artificial, o Sputnik. Logo depois deste acontecimento, o então presidente Americano Dwight Einsenhower criou a ARPA – Advanced Research Projects Agency, que tinha por principal objetivo desenvolver alta tecnologia para fins militares. Segundo Pinho (2000), na época foi contratado uma consultoria chamada Rand Corporation, que sugeriu ao Pentágono que a comunicação fosse feita de maneira não hierárquica, ou seja, um sistema menos suscetível a ataques. O sistema foi nomeado como Arpanet e entrou em fase de experimentação nas universidades em 1969, para se observar o funcionamento e se poderia ser aplicado aos objetivos militares. Porém, muitas vezes a conexão era insatisfatória ou de difícil acesso. Em 1973, a Inglaterra e a Noruega foram os dois primeiros países a estabelecer conexão internacional através da Arpanet, até então possuía apenas 256 máquinas conectadas. Em 1980 foi criada a Bitnet uma rede acadêmica da cidade de Nova York com a conexão com a Universidade de Yale. Ela utilizava um sistema de correio eletrônico e um mecanismo conhecido como ―list serv‖ que permitia aos usuários publicar artigos e subscrever mailings lists especializados. Atualmente a Bitnet.

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Dados históricos sobre a internet foram retirados de PINHO (2000)

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A partir de 1983 é que a Arpanet se tornou Internet, pois se dividiu em uma rede específica para fins militares e outra para os demais fins. Em 1988 um estudante Americano criou o 1º vírus, a fim de demonstrar a fragilidade do sistema. A partir deste acontecimento iniciou-se uma série de estudos para prover mais segurança na rede. No Brasil, a Internet chegou em 1990. Em algumas universidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em 1993, os meios de comunicação e o mundo dos negócios entraram para a rede, os primeiros sites foram da ONU (www.un.org) e da Casa Branca (www.whitehouse.gov). Em 1994 surgem as primeiras ferramentas de busca. Em 1995 surge o Internet Explorer criado por Bill Gates, e com ele as primeiras ameaças de hackers na Internet. O primeiro site de notícias surge em 1996 o MSNBC, sendo a primeira a fundir TV aberta, TV a cabo e Internet. Nesse mesmo período muitas nações começaram a se preocupar com a difusão de informações na Internet e tentam limitá-la, tal como a China. Em 1995 surge a abertura comercial de Internet no Brasil e é criado o primeiro Comitê Gestor da Internet (CGI). Ficou a ele a responsabilidade de fomentar o desenvolvimento da Internet, regulamentar e padronizar o uso da mesma. A partir de 1997 a FAPESP (Fundação de Amparo à pesquisa do Estado de São Paulo) ficou autorizada a determinar a cobrança pela utilização dos domínios (endereços de sites) de acordo com os valores internacionais. Até então a Internet dava seus primeiros passos comercialmente e aos poucos se tornou uma importante ferramenta de entretenimento.

2.2 Publicidade na Internet Segundo Merigo (2009), a propaganda online surgiu no momento que alguém enviou um link via e-mail para outra pessoa, o ato de compartilhar algo via internet já identifica um tipo de propaganda. Apesar de existirem diferenças entre os termos publicidade e propaganda será abordado no presente estudo o significado de publicidade.

(...)publicidade é montar uma boa campanha. Além de planejar com o cliente, saber qual o retorno que ele espera obter com o produto, realizar pesquisas de opinião com os consumidores, definir o público-alvo e o perfil dos veículos que serão usados para a divulgação. Sem esquecer que o CLIENTE é que aprovará ou não as soluções apresentadas. Seja de texto ou de imagem. (BARREIROS, 2008, online8)
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AZEVEDO, Marcos. Publicidade, O Que É Isto?, 2008, [online]. Disponível em: http://www.artigonal.com/carreira-artigos/publicidade-o-que-e-isto-532825.html. Acesso em: 28 Nov. 2009

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As primeiras formas de publicidade foram os banners e GIFs animados que nada mais foram que migrações de formatos de mídias tradicionais para a Internet.

Depois vieram os banners, imagens estáticas, GIFs animados, flashs cheios de efeito, e uma maneira de se fazer publicidade online que simplesmente tentava imitar aquilo que já se fazia nas mídias offlines. Ou seja, espaços em sites vendidos com base na quantidade de impressões, a famosa sigla CPM (Custo Por Impressão). (MERIGO, 2009, p.55)

A propaganda online tentou trazer os moldes da publicidade tradicional para a mídia e durante um tempo funcionou. Ainda hoje é uma forma de publicidade que se engrandeceu com recursos de animação e áudio, porém, sabe-se a web 2.0 mudou a percepção do banner. Por uma questão de convenção o banner ainda é muito utilizado. Também surgiram as malas diretas, conhecidas hoje como e-mail-marketing, que muitos consideram como Spans, também uma migração do formato já conhecido de publicidade tradicional. Segundo Merigo, 2009 a tentativa de transpor a publicidade offline para a Internet com o tempo foi perdendo força, pois a nova mídia possibilitava muitos recursos para a publicidade que com o tempo foram ganhando mais espaço e forma diferenciada. O consumidor passou a ser mais exigente e ficar avesso a publicidade invasiva se importando muito mais com o conteúdo e principalmente o contexto. A publicidade começou a se tornar muito mais interativa, os usuários começaram a buscar entretenimento e informação e a publicidade acabou se embutindo nessas formas de manifestação online de conteúdo e entretenimento.
Na Web, a interação com o consumidor potencial é instantânea. Permite que a empresa tenha um feedback da efetividade de sua publicidade on-line; permite saber imediatamente o que o visitante pensa sobre a mensagem e o produto e serviço que estão sendo anunciados; permite iniciar uma transação e receber o pedido do comprador diretamente no site. (PINHO, online9)

Com essa ideia de interatividade as marcas começaram a participar online como forma de se relacionar com os consumidores e não de forma invasiva enchendo as caixas de e-mail das pessoas, ainda segundo Merigo, 2009 hoje a publicidade pode ser um link patrocinado ou um hotsite com produção hollywoodiana.

9

PINHO, J B. A Internet como veículo de comunicação publicitária. Revista FAMECOS , Porto Alegre, nº 10, junho 1999, semestral, 9 de Mai 2010, p.86-92. Disponível: http://www.unifra.br/professores/13647/PINHO_Internet_publicidade.pdf. Acesso em: 4 de Abr .de 2010

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As pessoas interagem com a publicidade por conta própria e muitas vezes são as responsáveis por ampliar o alcance da mensagem de maneira que nenhuma outra mídia permitiria.Você provavelmente já enviou um vídeo publicitário para alguém, seja por e-mail ou link do Youtube. São os virais que alcançam o sucesso na internet, muitas vezes fazem o caminho inverso e chegam a televisão. (MERIGO, 2009, p.55)

Para Merigo 2009, fazer publicidade online é pensar em conceitos antes ignorados tais como: engajamento, relevância, interação, facilidade uso, facilidade de disseminação, comunidade e personalização. No contexto em que a comunicação na internet se encontra as pessoas é que são os produtores de conteúdo, são elas que interagem e ditam as regras, ou seja, a comunicação é bidirecional e deixou de ser unilateral.

2.3 Web 2.0
A idéia foi lançada em 2004 pela O'Reilly Media, uma editora e empresa de comunicação. O termo se tornou o nome de uma conferência que acontece anualmente nos Estados Unidos, e alastrou-se a ponto de uma busca pelo Google indicar a existência de centenas de milhares de páginas fazendo referência ao assunto. (SPYER, 2009, p.28)

A web 2.0 é conhecida como a revolução digital. Desde que surgiu o conceito as pessoas vêm reinventando a maneira de se comunicar na Internet. Na web 1.0 se condicionava o acesso aos grandes portais e de certa forma já havia uma tentativa de monopólio da comunicação online, as pessoas buscavam notícias, entretenimento e cultura nesses grandes veículos online. Se antes o anunciante tinha seu domínio, pagava por um espaço e lá inseria as suas informações através de um website e considerava aquilo como suficiente, hoje se sabe que isso não funciona tão efetivamente.

Apesar dessa tentativa, ainda que natural, de transpor os métodos de um meio para um outro completamente novo, a Internet acabou criando um estimulante e vasto mundo cheio de oportunidades para a publicidade. A diferença é que o que interessa agora não é interromper o espectador e enchê-lo de comerciais indesejados, e sim o contexto. (MERIGO, 2009, p. 55)

Não basta inserir informações num espaço estático. É necessária a interação dessa representação com os outros espaços, ou seja, é cada vez mais importante que haja um relacionamento propiciado pela comunicação mediada pelo computador na Internet. Todas as representações de atores online podem fazer parte da construção de conteúdo na Internet e

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informação, seja em forma de um weblog, de um comentário, uma conversa via Messenger10, um scrap11 no Orkut ou ainda um reply12 no twitter13. Atualmente a internet tem se popularizado com mais facilidade através de múltiplas formas de acesso seja através do celular, internet domiciliar e até mesmo da tecnologia 3G, onde a internet toma características móveis assim como o celular, basta existir sinal de celular e o penmoden. Portanto, todas essas características propiciam a comunicação na internet, abrindo espaços e atingindo cada vez mais públicos. 2.4 Interação Social no Ciberespaço 14

Interação é uma palavra amplamente difundida quando se fala de internet, no entanto, ela possui um significado muito amplo. No Ciberespaço ela se comporta de uma maneira específica.

2.4.1 Comunicação assíncrona e síncrona

Segundo Recuero (2009, p. 32), a comunicação no Ciberespaço pode se dar de forma síncrona ou assíncrona. Em toda comunicação existe um estímulo resposta, ou seja, é sempre presente o feedback15. O fator que exerce a diferenciação nesses termos é a temporalidade. Para Recuero 2009, toda vez que se envia uma mensagem usando alguma mídia ou suporte dentro da comunicação mediada por computador, se gera uma expectativa de resposta. Aquela mensagem que possibilita uma interação de resposta imediata. (por exemplo, conversa instantânea no messenger) é considerada síncrona, no entanto quando a expectativa de
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é um programa da mensagens instantâneas criado pela Microsoft Corporation. O serviço nasceu a 22 de Julho de 1999, anunciando-se como um serviço que permitia falar com uma pessoa através de conversas instantâneas pela Internet. (Fonte Wikipédia: Acesso em: 15 out. 2009). 11 Pequeno recado, com limite de 1024 caracteres, no site de relacionamentos Orkut. (Fonte Wikipédia: Acesso em: 15 out. 2009). 12 É a resposta que o usuário dá a um tweet no serviço de microblog Twitter (Fonte Wikipédia: Acesso em: 15 out. 2009). 13 é uma Rede Social e servidor para microblogging que permite aos usuários que enviem e leiam atualizações pessoais de outros contatos (em textos de até 140 caracteres, conhecidos como "tweets") (Fonte Wikipédia: Acesso em: 15 out. 2009). 14 é um espaço de comunicação que descarta a necessidade do homem físico para constituir a comunicação como fonte de relacionamento, dando ênfase ao ato da imaginação, necessária para a criação de uma imagem anônima, que terá comunhão com os demais. (Fonte Wikipédia: Acesso em: 15 out. 2009). 15 recurso porque permite que se observe como se é visto pelos outros. É ainda, uma atividade executada com a finalidade de maximizar o desempenho de um indivíduo ou de um grupo. (Fonte Wikipédia: Acesso em: 15 out. 2009).

15

resposta não é imediata acontece a comunicação assíncrona (por exemplo, mensagens enviadas por e-mail ou participação em fóruns de discussão online). A importância do entendimento da diferença entre comunicação assíncrona e síncrona é indispensável para a compreensão de interação social na internet.

2.4.2 Interação Reativa e Interação Mútua

De acordo com Primo (2003), existem duas formas de interação no contexto da interação mediada por computador: a interação mútua e a interação reativa. Estas formas distinguem-se pelo relacionamento mantido.
A interação mútua é caracterizada por relações interdependentes e processos de negociação, em que cada interagente participa da construção inventiva e cooperada da relação, afetando-se mutuamente; já a interação reativa é limitada por reações determinísticas de estímulo e resposta. (PRIMO, 2003, p. 62).

Sendo assim, existe uma interação limitada e outra não limitada. Quando o indivíduo clica em algum link, ele está fazendo parte de uma interação limitada, pois não pode decidir o destino que o link leva. Ele tem a opção de clicar ou não, no entanto quando se participa de um fórum ou mesmo um comentário se tem a possibilidade de interagir com os demais comentaristas e com o próprio autor, fazendo parte de uma interação mútua, onde sempre há troca de informações e construções de conteúdo.

Interação reativa se caracteriza como um sistema fechado. A interação mútua forma um todo global. Não é composto por partes independentes; seus elementos são interdependentes. Onde um é afetado, o sistema total se modifica. O contexto oferece importante influência ao sistema, por existirem constantes trocas entre eles. Por conseguinte, os sistemas interativos mútuos estão voltados para a evolução e desenvolvimento. E por engajar agentes inteligentes, os mesmos resultados de uma interação podem ser alcançados de múltiplas formas, mesmo que independente da situação inicial do sistema (princípio da equifinalidade). (PRIMO, 2000, p. 91).

Mesmo quando se aceita uma amizade no Orkut, ―apesar de ser uma interação reativa, há impacto em ambos os lados criando reflexos em ambas às partes‖ (RECUERO, 2009, p.33). A interação reativa permite laços menos complexos ao contrário da interação mútua.

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2.5 Redes Sociais

Uma rede social transcende o conceito da internet, ela parte de um contexto, onde as pessoas vivem em sociedade, vem de um conceito sociológico de partilha e socialização.

Uma rede social é definida por um conjunto de dois elementos: atores (pessoas, instituições ou grupos; os nós da rede) e suas conexões (interações ou laços sociais) (Wasserman e Faust 1994; Degenne e Forsé 1999). Uma rede, assim, é uma metáfora para observar padrões de conexão de um grupo social, a partir das conexões estabelecidas entre os diversos atores. A abordagem da rede tem, assim, seu foco na estrutura social, onde não é possível isolar os atores e nem suas conexões (RECUERO, 2009, p.24).

É necessário pelo menos dois atores para constituir uma rede e um meio onde aconteça o relacionamento social. É perceptível desde os primórdios da humanidade essa relação, os homens das cavernas dividiam a caça. Hoje na era da informação dividem conteúdo e o produzem de forma colaborativa.
Como as redes sociais na Internet ampliaram as possibilidades de conexões, ampliaram também a capacidade de difusão de informações que esses grupos tinham. No espaço offline, uma notícia ou informação só se propaga na rede através das conversas entre as pessoas. Nas redes sociais online, essas informações são muito mais amplificadas, reverberadas, discutidas e repassadas. Assim, dizemos que essas redes proporcionaram mais voz às pessoas, mais construção de valores e maior potencial de espalhar informações. São, assim, essas teias de conexões que espalham informações, dão voz às pessoas, constroem valores diferentes e dão acesso a esse tipo de valor. (RECUERO, 2009, p.25).

Uma rede social não é o site que suporta ela. Ela é constituída basicamente por pessoas. Os indivíduos é que fazem uma rede social ser interativa ou ser uma rede de disseminação de informação. Sites expressam as redes, uma rede social não é uma ferramenta, mas apropria-se das ferramentas existentes para construir redes. Para compreender melhor como se dá as construções sociais, é necessário entender os elementos necessários e componentes da rede social.

2.5.1 Atores Atores são os nós da rede. São os participantes responsáveis por toda e qualquer interação online, suas ações, suas opiniões e seus perfis são responsáveis pelas construções de laços e interatividade nas redes sociais.

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Atores são o primeiro elemento da Rede Social, representados pelos nós ou nodos. Trata-se das pessoas envolvidas na rede que se analisa. Como partes do sistema, os atores atuam de forma a moldar as estruturas sociais, através da interação e da constituição de laços sociais. (RECUERO, 2009, p.25)

Na internet, a percepção sobre os atores se dá de uma forma um pouco diferenciada, pois a comunicação é mediada pelo computador, ou seja, existe um distanciamento e o envolvimento se dá no espaço online. Os atores nas redes sociais são na verdade representações, ou seja, uma pessoa possui sua representação na internet, seu perfil ou sua identidade online. É através dessa ou de várias identidades que ele atua nas redes sociais. Atores constroem expressões pessoais/pessoalizada na internet, uma forma também caracterizada como construção do self. Para Recuero (2009), um ator pode ser representado por um Twitter, um Fotolog, Weblog, perfil do Orkut, ou muitos outros. No entanto, cada perfil representa um nó nas redes, ou seja, um mesmo ator pode ter vários nodos.

2.5.2 Conexões Conexões são constituídas de laços sociais criados na rede social, os atores são os nós das redes, eles constroem laços com demais atores ou nós por meio das interações e esses laços constituem a conexão. Segundo (RECUERO, 2009, p.30) ―as conexões são o principal foco de estudo das redes sociais, pois as alterações que acontecem nos laços e conexões é que estrutura o comportamento da rede social‖. As interações na internet podem ser percebidas por rastros deixados pelo ator, seja um comentário num Weblog ou um scrap no Orkut. Estes é que permitem as trocas sociais. 2.5.3 Capital Social / Whuffie Segundo Recuero (2009), o valor social constituído na rede social é o valor constituído a partir das interações entre os atores sociais. Para Dias (2009) é sinônimo de Whuffie. O capital social é o valor que uma marca, pessoa ou organização representa nas redes sociais. Porém, esse valor não é mensurável, palpável. É algo subjetivo, mas totalmente inserido nas interações.

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É claro que a economia do whuffie não é perfeita. Ela ainda é usada por seres humanos com suas falhas e problemas. Nela, por exemplo, continua valendo a máxima de que "dinheiro chama dinheiro". Whuffie chama whuffie. Pessoas com mais whuffie recebem destaque, são convidadas para eventos, são citadas em artigos... chamando para si e para seu trabalho a atenção de outras e, com isso, ganhando mais whuffie. (DIAS, 2009, p.10)

Não se trata de um índice de popularidade, mas sim da representação que aquela marca, organização ou pessoa tem na rede. Um exemplo disso são as celebridades online, são completamente desconhecidos offline, porém, nas redes sociais são muito conhecidos. Seja por terem inúmeros seguidores no Twitter ou muitos amigos no Orkut, são pessoas que geram um grande capital social sobre seus nomes. Segundo Dias (2009), também pode ser considerado capital social a capacidade de criar credibilidade e segurança nas redes sociais. Se algum usuário de mídias sociais for questionado sobre alguma marca que tem grande valor na rede, provavelmente a resposta será Apple, devido a grande estima criada junto ao público usuário de redes sociais. No Brasil a Tecnisa pode ser citada como marca lembrada nas redes sociais. O capital social encontra-se embutido nas interações e nos relacionamento das redes sociais, apesar de ter vários conceitos ainda se trata de uma definição complexa. 2.6 Mídias Sociais Mídias sociais são ferramentas que servem de suporte para as redes sociais na internet. Pode ser um programa de mensagens instantâneas, um site com ferramentas que propiciem a interação social entre atores, ou um weblog, onde o ator ou conjunto de atores postam textos com certa periodicidade. Mídias sociais para Palagi (2009, online16), são ferramentas online projetadas para permitir a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos. Já segundo Comm, 2009, mídia social é um termo bastante abrangente e é possível produzi-la em tipos e maneiras diferentes, porém a melhor definição é: ―o conteúdo que foi criado por seu público‖.

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PALAGI, Leo. Midias Sociais: A inserção da publicidade em redes sociais. 2008, [online]. Disponível em: http://www.slideshare.net/leopalagi/midias-sociais-a-insero-da-publicidade-em-redes-sociais-presentation. Acesso em: 17 out. 2009.

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É como se a Fox demitisse todos os seus autores, produtores, âncoras de noticiários, roteiristas, abrisse suas portas e dissesse ao mundo que todos seriam bem-vindos para entrar e gravar seus próprios programas. E então permitisse que eles distribuíssem esses programas pela redes sem nenhum custo também. (COMM, 2009 p.2).

Para Comm, 2009 as conversas e diálogos é que promovem a formação de comunidades e por consequência caracterizam as mídias sociais, quando as conexões são formadas em torno de negócios, o resultado pode ser um tipo de fidelidade e compromisso com a marca, a definição de mídia social descreve a forma de publicação em que as histórias são trocadas em vez de publicadas. Para Palagi, encontra-se também uma explicação mais generalizada, mas de fácil entendimento possibilitando a compreensão da diferença entre rede social e mídia social. É importante também para o presente estudo, identificar as mídias sociais mais utilizadas no Brasil17, contando um pouco de seu surgimento, função e popularidade.

2.6.1 Orkut O Orkut é um site de relacionamento social que possui grande popularidade no Brasil. Quando foi criado seu foco era a rede de usuários americanos, mas foi no Brasil e na Índia que obteve maior número de usuários. No Brasil, segundo a própria Google18, o Orkut é massivo em sua penetração, cerca de 70% dos usuários de Internet brasileiros estão no Orkut, desses, 85% acessa o site pelo menos uma vez ao dia e 60% declara acessar mais de duas vezes ao dia. Foi criado por Orkut Buyukokkten, ex-aluno da Universidade de Stanford e funcionário do Google. Nas horas vagas trabalhava em seu projeto pessoal. Foi lançado pelo Google em Janeiro de 2004. O Orkut fez grande sucesso pela sua capacidade de convergir diversos recursos de sites de relacionamentos anteriores como o fotolog, por exemplo. Através do Orkut é possível adicionar amigos, se comunicar e interagir com eles, criar um perfil descritivo, falando sobre as características gostos e ódios do usuário. Além de possibilitar postagem de fotos divididas por álbuns, envio de recados de texto, gifs ou imagens. É possível também participar de comunidades onde há identificação do usuário, criando tópicos de discussão semelhante aos fóruns. Recentemente o Orkut acrescentou uma
17 18

Dados sobre os conceitos das principais mídias sociais de RECUERO (2009) http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/07/29/Orkut-75-dos-internautas-brasileiros-acessam-rede-social-dogoogle

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nova função que agrega mais interatividade aos usuários, o sistema de bate-papo via G-Talk (Google Talk) que possibilita a conversação em tempo real com os amigos que estiverem logados19 no site. 2.6.2 Flickr

O Flickr é uma ferramenta criada para a postagem de fotografias e possibilita comentários sobre as imagens. Atualmente ele também possibilita a postagem de vídeos e permite a etiquetagem das postagens para facilitar nas pesquisas. Foi originalmente criado por uma companhia canadense chamada Ludicorp em 2004. Em 2005 foi adquirida pela Yahoo. O Flickr permite a socialização de imagens e vídeos e a publicação de comentários bem como a divisão e organização das imagens em álbuns. 2.6.3 Facebook

O Facebook foi criado pelo americano Marck Zuckerberg, enquanto era estudante de Harvard. A ideia inicial era focar nos estudantes oriundos do segundo grau e que estavam entrando para a Universidade. Foi lançado em 2004 e hoje é um dos sistemas com maior base de usuários no mundo, porém não tão localizados como o Orkut. No inicio, o Facebook exigia que fosse membro de alguma escola ou universidade, pois o objetivo era conectar estudantes com esse estilo de vida comum. É considerado mais privado por esse motivo é possível à visualização de perfis pertencentes à mesma rede, diferente do Orkut. Ele pode agregar aplicativos e ferramentas, tais como jogos. O Facebook tem crescido consideravelmente na América Latina e recentemente também no Brasil.

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registrar-se ou entrar em um sistema de computação, identificando o nome do usuário e sua senha. SABATTINI, Renato Marcos Endrizzi. Glossário da Geração Digital. 1996, [online]. Disponível em: http://www.sabbatini.com/renato/correio/gloss.htm. Acesso em: 17 out. 2009

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2.6.4 Twitter

O Twitter é um serviço de microblogging que permite o envio de mensagens de até 140 caracteres simultaneamente para todos os followers ou seguidores. A dinâmica do site se dá pela resposta da pergunta: - O que está acontecendo?

O Twitter foi o precursor, aquele que definiu o conceito, as novas possibilidades e a nova forma de irrigar o mundo com conteúdo. Permitiu que uma verdadeira legião de programas, sites e mash-ups pudessem proporcionar formas diferentes de publicar e interagir com a quantidade colossal de mini-conteúdos já disponível nesse pequeno, e crescente, universo. Já se percebe que ao redor dessa plataforma se forma uma economia própria, onde ela própria é o início e o fim, o meio e o objetivo. (SEIXAS, 2009, p.45)

O Twitter se estrutura a partir de seguidores e pessoas a seguir, ou seja, o usuário pode escolher quem quer seguir e pode ser seguido também, tudo de acordo com a relevância de seus tweets ou micropostagens de até 140 caracteres.

2.6.5 Blogs

O termo weblog foi criado por Jorn Barger em 1997 para definir um conjunto de sites que divulgavam links interessantes na web. A palavra weblog vem web + log (web + arquivo).

Blog é uma abreviação de weblog, qualquer registro frequente de informações pode ser considerado um blog. Blogueiro é aquele que mantém um blog. Um blog pode ter qualquer tipo de conteúdo e ser utilizado para diversos fins. Uma das vantagens das ferramentas de blog é permitir que os usuários publiquem seu conteúdo sem a necessidade de saber como são construídas páginas na internet, ou seja, sem conhecimento técnico especializado. Ao facilitar a publicação de conteúdo o blog personalizou o ato de escrever. Hoje qualquer pessoa com acesso a internet e que saiba operar um teclado tem plenas condições de manter um blog. Blogs são ferramentas de democratização de publicação de conteúdo. (AMARAL; RECUERO; MONTARDO, 2009)

Em 1999 o weblog começou a se popularizar graças as novas ferramentas de web e manutenção de sites em 1999 surgiram às primeiras publicações sobre a anatomia dos blogs, em 2004 a Google comprou o Blogger que era um serviço de blogs e gerenciamento de postagens que vinha se tronando cada vez mais popular. As primeiras utilizações de blogs foram nos formatos de diários pessoais, de expressão pessoal, publicações de relatos e acontecimentos da vida dos autores. Os blogs são sites com

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atualizações periódicas onde é possível postar vídeos, imagens e arquivos de som, onde é possível comentar as postagens do autor e interagir. Os sites mais comuns utilizados para publicação em blogs são o Blogger (Google) e o Wordpress. Os blogs são considerados mídias sociais pois, através dos comentários acontece a interação entre autor e leitor.

2.6.6 Youtube

O Youtube é um site para o compartilhamento de vídeos, onde os usuários criam seus perfis e podem interagir com os demais usuários e suas publicações de vídeos, deixando comentários e dando notas ao vídeo, o conteúdo é produzido pelos próprios usuários.
Fundado em fevereiro de 2005, o YouTube é uma comunidade mundial de vídeo mais popular online, permitindo que milhões de pessoas a descobrir, assistir e compartilhar vídeos criados originalmente. O YouTube oferece um fórum para as pessoas se conectam, informar e inspirar outras pessoas ao redor do mundo e atua como uma plataforma de distribuição para criadores de conteúdo original e anunciantes grandes e pequenos.(YOUTUBE, s.d, online20)

Os vídeos publicados no youtube podem ser visualizados também em postagens de blogs e sites através da incorporação dos códigos HTML, essa característica possibilita cada vez mais versatilidade ao site. É considerado, uma rede social porque existem perfis/atores e comentaristas/atores que criam uma interação reativa seja comentando ou produzindo conteúdo no site.

2.6.7 Podcasting

Podcasting é uma ferramenta de comunicação online, semelhante ao rádio sua produção é voltada para formatos digitais e é distribuído na internet.

(...) uma forma de transmitir e ao mesmo tempo transferir conteúdo em áudio ou vídeo pela internet. Essa transmissão é tão transmissão quanto a do broadcasting, pois une produtor e consumidor de forma simples e direta. Não precisa apelar para gambiarras como a fita cassete ou o TiVo. Um podcast, nome dado aos ―programas‖ transmitidos em podcasting, não passa – ele chega ao aparelho receptor; no caso, um computador ou um dispositivo móvel. (FRANCO, 2009, p52).

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YOUTUBE. Sobre o Youtube, s.d, [online]. Disponível em: http://www.youtube.com/t/about. Acesso em: 2 Março. 2010

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O termo podcasting comumente é confundido com audiocast ou videocast, mas a palavra surgiu da junção de dois termos diferentes Ipod (aparelho Apple de mídia digital) e Broadcast (transmissão de conteúdo de TV e rádio). O podcast possui uma periodicidade em sua transmissão online (datas de postagens), assim como as mídias tradicionais, mas permite que o usuário acesse o quando quiser.

Como a linearidade da transmissão em broadcasting, essa é uma característica técnica do podcasting. Aqui, o equivalente à antena da TV que capta uma transmissão é o leitor de RSS, um software que reconhece e captura atualizações em sites, blogs e podcasts previamente escolhidos (assinados) pelo usuário. Uma página de podcasts, após ter sido assinada, passa a transmitir automaticamente novos ―programas‖ para o computador do assinante. O podcast fica armazenado no leitor de RSS, podendo ser acessado a qualquer momento, mas também pode ser salvo no próprio computador do usuário. Assim, cai o conceito de grade de programação – o consumidor decide quando e como consumir o áudio ou o vídeo. (FRANCO, 2009, p53).

Os produtores de podcast são chamados de podcasters, e no Brasil a produção de podcasts é muito difundida, através de sites como o Mypodcast permitem a postagem gratuita de arquivos de áudio na internet.

2.6.8 Linkedin

O Linkedin é uma rede social voltada para divulgação profissional, às proximidades, conexões e laços de interação são criados a partir de interesse profissionais, ou seja, é uma rede de busca e interação com currículos profissionais das pessoas.

LinkedIn é uma rede social online para contatos profissionais. É diferente de outros sites de rede social, como o MySpace e o Facebook porque foi criado especialmente para relacionamentos profissionais - encontrar um emprego, descobrir malas diretas, entrar em contato com possíveis parceiros de negócios - e não apenas para fazer amigos ou compartilhar fotos, vídeos e músicas. (ROSS, s.d,online21).

Segundo Ross, online, o Linkedin foi fundado em Maio de 2003 por quatro sócios: por Reid Hoffman, Allen Blue, Jean-Luc Vaillant e Konstantin Guericke, formados em Stanford Hoffman e Guericke, planejavam o site desde o final dos anos 90. Segundo Correia online22,

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ROSS, Dave. Como funciona o LinkedIn, s.d, [online]. Disponível em: http://informatica.hsw.uol.com.br/linkedin.htm. Acesso em: 7 de Abr de 2010 22 CORREIA, Gerson. O networking nos tempos do LinkedIn, 2007, [online]. Disponível em: http://www.gestaodecarreira.com.br/coaching/network/o-networking-nos-tempos-do-linked-in.html. Acesso em: 7 de Abr de 2010.

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atualmente existem cerca de 700 mil usuários do Linkedin espalhados pelo mundo, destes, 52 mil são brasileiros.

2.7 Usuários das Redes Sociais Com as Redes Sociais na Internet é possível identificar atores que estão presentes de forma intensa, transmitindo informações relevantes e também considerados formadores de opinião. Para isso, geralmente são considerados referencias pela forma como podem induzir e provocar as opiniões nas Redes Sociais. É necessária a distinção de alguns.

2.7.1 Evangelistas da Marca Evangelistas nas Redes Sociais são pessoas que promovem a marca, falando de seus benefícios, suas características e não recebem nada em troca.
Fazer Social Media também está ligado à ideia de encontrar os evangelistas da marca e através deles propagar uma mensagem na internet. Esse não foi o caso da Stefhany, mas pode ser o de outras empresas, como a Doritos, na campanha do Doritos de 5 kg.(FWF,2009, online23).

Dentre as várias ações em mídias sociais que se focaram em evangelistas da marca destacam-se a ação do Doritos, em promover um relacionamento com os usuários do Orkut, tratando-se de uma comunidade com mais de 60 mil usuários. A estratégia era encontrar pessoas realmente envolvidas com a marca.
A campanha foi simples. Um pacote gigante de Doritos, com tortillas de verdade, foi elaborado. Quem acertasse quantos snacks continham no pacote de 132 kg e 3 metros de altura levava o prêmio. A Cubo. cc enviou para o casting de moderadores das comunidades Doritos, no Orkut, — ―Eu amo Doritos‖ (mais 60 mil membros), ―Amantes de Doritos‖ (mais 70 mil membros) para agências e blogs conceituados a versão de 5 kg do salgadinho.(MASINI, 2009, online24).

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FWF COMUNICAÇÃO. Quando o consumidor vira evangelista da marca, 2009, [online]. Disponível em: http://www.fwfcomunicacao.com/blog/quando-o-consumidor-vira-evangelista-da-marca. Acesso em: 25 de Set de 2009 24 MASINI, Marcos. Social Media Brasil 2009: erros e acertos - Cubo.cc e o case Doritos, 2009, [online]. Disponível em: http://www.nossanoite.com.br/divadomasini/exibemateria.asp?codigo=1362. Acesso em: 25 de Set de 2009

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Este é um exemplo de como encontrar evangelistas nas Redes Sociais e como eles são importantes na difusão das estratégias de Mídias Sociais. Eles são apaixonados pela marca e podem falar melhor que ninguém dos atributos. 2.7.2 Trendsetters
A força do indivíduo na cultura contemporânea pode ser medida pela expressão inglesa trendsetter (aquela que aponta tendências). Cada período histórico teve seus personagens referenciais, homens e mulheres que funcionavam simultaneamente como ícones da elegância e árbitros do bom gosto. O que muda, no presente, é que, do ponto de vista do mercado, o indivíduo comum pode ter o mesmo peso das figuras de referência do passado, via de regra pertencente às elites. Identificar estes trendsetters é parte da atividade do ―caçador de tendências‖. (CALDAS, 2004, p.60).

Trendsetters são formadores de opinião, são eles quem primeiro tem contato com as novidades e tendências de diversas áreas, como cinema, televisão, moda etc. Geralmente os trendsetters são procurados por empresas para que sua marca caia no gosto destes apontadores de tendências e repassem para sua vasta rede de contatos uma imagem positiva sobre o produto ou serviço. Nas mídias sociais encontram-se verdadeiros trendsetters em blogs e comunidades. No Brasil, existem nomes expressivos pela sua contribuição de conteúdo nas mídias sociais e principalmente pela capacidade de revelar e influenciar tendências. Em planos de comunicação que são voltados á mídias sociais é comum à preocupação em encontrar esses trendsetters. Muitas vezes, de maneira errada e com alguns exemplos de estratégias mal sucedidas, é possível perceber que acontecem práticas consideradas pouco éticas, como postagens pagas em blogs influentes, ou perfis em redes sociais completamente pagos, que acabam por limitar a opinião do autor ou eventual trendsetter. O órgão regulamentador sobre a ética do marketing na Internet é a Womma (http://womma.org), se trata de uma organização que limita algumas atitudes consideradas pouco éticas na Internet.

2.7.3 Coolhunters Coolhunters ao pé da letra significa ―caçadores do legal‖. São profissionais que se dedicam na busca de conteúdos que podem se tornar tendência futuramente. São muitas vezes

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associados á moda, no entanto, podem descobrir muitas novidades em todas as áreas, inclusive no entretenimento e na mídia. Segundo Carmo (2000), coolhunters são caçadores de novidades. Identificam o que pode estar na vanguarda da moda e do comportamento. O coolhunter pode se basear no que os trendsetters estão falando para saber das novidades e dos conteúdos que podem ser ditados como referência de comportamento se tornando ícones.
Até os coolhunters estão se tornando intelectualóides; ao final dos anos 90 a coqueluche do setor era se remodelar menos como um clubber moderninho do que um estudante universitário pedante. De fato, há quem insista que eles não eram coolhunters, mas ―antropólogos urbanos‖. (KLEIN, 2008, p.111)

Apesar do olhar mais crítico de Klein sobre os coolhunters, a autora aponta uma definição importante. Cita que alguns consideram os coolhunters como verdadeiros antropólogos urbanos, pois tratam de investigar o comportamento contemporâneo relacionado a hábitos e tendências. É possível afirmar que os coolhunters estão sempre caçando os trendsetters e suas ideias. Esse perfil de usuário está presente em espaços online e offline e interage diretamente com comunidades e redes sociais em busca de novidades. 2.8 Convergência de mídias A cada dia surgem mais formas de mídias, a substituição das mídias tradicionais por essas novas formas caracteriza a cultura da convergência, de uma forma mais generalizada às novas mídias coexistem e se tornam participativas e interativas.

A convergência exige que as empresas midiáticas repensem antigas suposições sobre o que significa consumir mídias, suposições que moldam tanto decisões de programação quanto de marketing. Se os antigos consumidores eram tidos como passivos, os novos consumidores são ativos. Se os antigos consumidores eram previsíveis e ficavam onde mandavam que ficassem, os novos consumidores são migratórios, demonstrando uma declinante lealdade á redes ou a meios de comunicação. Se os antigos consumidores indivíduos isolados, os novos consumidores, são mais conectados socialmente. Se o trabalho de consumidores de mídia já foi silencioso e invisível, os novos consumidores são agora barulhentos e públicos. (JENKINS, 2008, p.45)

Jenkins sintetiza toda a proposta embutida no estudo das redes sociais. Fala sobre o comportamento do consumidor desta rede e o compara com o consumidor das mídias

27

tradicionais e o atual, que é interativo e participativo, criando e colaborando com a informação, e o entretenimento. A convergência será uma forma de amarrar as tecnologias midiáticas, ao invés de um sistema completamente integrado. Essa é uma característica da interatividade proposta pela web 2.0.

2.9 Anunciante regional / mídia regional

A mídia regional existe desde o surgimento dos meios de comunicação, pois ao surgimento do jornal, TV e rádio as audiências eram localizadas devido a pouca abrangência dos sinais de transmissão. Depois de algum tempo alguns veículos aumentaram o alcance a abrangência de transmissão, outros ainda mantiveram sua abrangência local nesse período o rádio criou sua identidade atrelada comunicação regional. A TV no Brasil começou a expandir sua abrangência depois do surgimento do videoteipe (1960), pois o recurso permitia que fossem gravadas as programações e distribuídas em emissoras de outras partes do país.
No Brasil, o desenvolvimento das comunicações, principalmente através das grandes redes de televisão, acabou priorizando a centralização da produção de mensagens nos grandes centros urbanos de onde passam a ser disseminadas por todo o país. Essa estratégia evoluiu com a política de ―integração nacional‖ herdada na época da ditadura militar e se desenvolve com o avanço das telecomunicações e das mídias digitais. (PERUZZO, 2005, online25)

Segundo Peruzzo 2005 apesar da centralização de produção nacional de mídia, as produções locais nunca perderam atividade e apesar de pouco espaço na grade de programação ela sempre está presente, muitas vezes em forma de noticiários locais. No Brasil, cada região possui sua peculiaridade, suas características que a identificam. Essa regionalização delimita ainda mais de acordo com as necessidades de cada local, seja uma delimitação por grandes regiões (Norte, Nordeste, Centroeste, Sudoeste, Sul) ou estadual (Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná), municipal (Chapecó) e inclusive em micro regiões dentro da cidade.

25

PERUZZO, Cecília M Krohling. Mídia regional e local: aspectos conceituais e tendências. Comunicação & Sociedade, Brasil, v. 1, n. 38, 2005 Disponível: http://revistas.univerciencia.org/index.php/cs_umesp/article/view/196/154. Acesso em: 4 de Abr .de 2010

28

A globalização da comunicação possibilitou, além da quebra de barreiras, o apego das pessoas as suas raízes. Para entender como se dá a regionalização, da mídia brasileira, analisa-se como o local vem ganhando evidencia no Brasil e o processo de regionalização da mídia no país [...] a regionalização da mídia brasileira é necessidade dos meios de comunicação que vem se organizando pra conquistar a fidelidade do público que busca a preservação da cultura e informações de qualidade ligadas á sua realidade. (CABRAL, online 26)

Na era da informação, onde se fala muito em globalização, o que mais se percebe são características e novos grupos surgindo a cada momento. Com isso as mídias têm por obrigação compreender essas linguagens e peculiaridades para comunicar, informar e anunciar no âmbito regional. Essa regionalização se aplica a todas as mídias, seja a TV, o rádio, o jornal e também a internet. Segundo CABRAL, 2006, apud, TEIXEIRA (1999, p.29) ao analisar os veículos de comunicação, verificou-se que ―uma emissora local possibilita ao grupo e região em que atua que se intercomuniquem e se auto identifiquem, pois, oferece informações adequadas a necessidade da comunidade, estimula a consciência critica e revaloriza a cultura local. A regionalização está em inúmeras mídias, no rádio, por exemplo, ela é fundamental. Pois segundo CABRAL, apud, OTRIWANO (1985, p.28) a programação nacional do rádio deixou de ter razão de existir, voltando-se mais para aspectos regionais, ligado a comunidade em que atua. A regionalização das mídias também possibilita que o anunciante regional que geralmente tem pequenas empresas consiga divulgar sua marca com mais facilidade, visto os valores de mídia de acordo com a cobertura regional. Já na Internet, apesar de existir a compra de espaços (no caso dos banners e domínios) a veiculação não tem o limite geográfico, visto que qualquer pessoa em qualquer parte do mundo pode ter acesso á informação. Nas redes sociais na internet é possível a delimitação de acordo com as redes mais acessadas em determinados países, nesse caso geralmente não há uma regionalização de redes sociais, por estados ou cidades, de acordo com as pesquisas publicadas pelo Ibope/Nielsen e também pelo CETIC (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação). Observa-se ainda uma, expansão no acesso do brasileiro ás redes sociais, apesar das mídias convencionais como rádio e TV ainda estarem na maioria dos domicílios brasileiros.

26

CABRAL, Eula Dantas Taveira. A regionalização da mídia brasileira. UNIrevista - Vol. 1, n° 3: (julho 2006) Disponível: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Taveira.PDF. Acesso em: 15 out. 2009

29

Essas pesquisas demonstram uma popularidade nacional com relação a determinadas redes sociais como o Orkut ou Twitter. Apesar das características globais que a Internet toma, dentro das redes sociais é possível delimitar a busca pelo público através de ferramentas de pesquisa disponibilizadas nas próprias mídias utilizadas. Além de poder criar espaços nessas redes como, comunidades no Orkut, por exemplo, onde se delimite o tema ou a região desejada, como na imagem abaixo:

Figura 1 : Comunidade "Chapecó" no orkut Fonte: ORKUT, 2010, online27

No Brasil a primeira empresa de comunicação a se preocupar com a questão local foi a RBS que foi pioneira na criação de rádios de interior. Ainda segundo Peruzzo (2005) a regionalização esteve muito mais ligada aos aspectos mercadológicos, pois a televisão por exemplo explora muito mais o aspecto regional como nicho de mercado para o mercado publicitário/comercial, outro fator delimitador à produção regional de conteúdo na mídia é o tempo que as redes maiores destinam a produção local, ou seja, as grades de programação são extremamente limitadas.

27

ORKUT. Comunidade “Chapecó”.jpg. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=57081>. Acesso em: 25 de Set.de 2009

30

A partir de 1990, a mídia regional começou a ter mais espaço na produção de conteúdos e exibição nacional, também exibindo nacionalmente informações de cunho regional.

Hoje está superada a noção de território geográfico como determinante do local e do comunitário. Para lá das dimensões geográficas, surge um novo tipo de território, que pode ser se base cultural, ideológica, idiomática, de circulação da informação etc. Dimensões como as de familiaridade no campo das identidades histórico culturais (língua, tradições, valores, religião etc.) e de proximidade de interesses (ideológicos, políticos, de segurança, crenças etc.) são tão importantes quanto as de base física. São elementos propiciadores de elos culturais e laços comunitários que a simples delimitação geográfica pode não ser capaz de conter. (PERUZZO, online28).

Segundo Peruzzo (2005) a globalização torna a cultura regional/local ou comunitária mais conhecida proporcionando uma valorização, ou seja, a horizontalidade de distribuição de conteúdos e informação tende a valorizar os aspectos regionais e culturais.
Houve, assim, a superação da tendência pessimista de considerar que as forças globalizadas – da economia, da política e da mídia – detêm o poder infalível de sufocar as sociedades e as culturas nos níveis nacional e local. A realidade vai evidenciando que o local e o global fazem parte de um mesmo processo: condicionam-se e interferem um no outro, simultaneamente. (PERUZZO, online29).

A mídia regional se apoia na informação gerada em seu território onde pertence a sua identidade, Peruzzo (2005) ainda diz que não há uniformidade no tipo de vínculo dos meios de comunicação em suas regiões pois, a inserção vinculada localmente depende da política editorial de cada veículo.

Portanto, quando se fala de comunicação comunitária, está implícito o sentido de um rocesso que envolve a participação popular autônoma, da gestão à produção de conteúdos, ou seja, trata-se de uma comunicação destinada a atender demandas locais mediante o exercício da cidadania a partir dos próprios cidadãos. Suas diferenças em relação à mídia local comercial são claras, embora possa atuar no mesmo universo territorial e temático. (PERUZZO, online 30)

A mídia regional muitas vezes está ligada a aspectos políticos e partidários que podem ocasionar uma limitação de divulgação das informações, no entanto Peruzzo (2005) afirma

28

PERUZZO, Cecília M Krohling. Mídia regional e local: aspectos conceituais e tendências. Comunicação & Sociedade, Brasil, v. 1, n. 38, 2005 Disponível: http://revistas.univerciencia.org/index.php/cs_umesp/article/view/196/154. Acesso em: 4 de Abr .de 2010
30

PERUZZO, Cecília M Krohling. Mídia regional e local: aspectos conceituais e tendências. Comunicação & Sociedade, Brasil, v. 1, n. 38, 2005 Disponível: http://revistas.univerciencia.org/index.php/cs_umesp/article/view/196/154. Acesso em: 4 de Abr .de 2010.

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que a população de diversas localidades demanda produção de informação regional e existe também interesse comercial dos veículos nesses tipos de produções midiáticas locais.

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3 ASPECTOS ESTATÍSTICOS SOBRE OS USUÁRIOS DE INTERNET E DE REDES SOCIAIS NO MUNDO E NO BRASIL 3.1 Internet no mundo Segundo dados obtidos do site Internet world stats31 até a data de 20 de março de 2010 eram contabilizados 1,733,993,741 usuários de internet no mundo, com uma penetração de 25.6 % no ano de 2009. São também disponibilizados dados segmentados por continentes e países.

Figura 2: World internet usage and population statistics Fonte: INTERNET WORLD STATS, online32

A tabela acima mostra dados referentes ao número de usuários de internet distribuídos pelo mundo, como é possível perceber A Ásia é o continente com maior número de usuários (42,6%), em seguida vem a Europa com (24,1%) e na terceira posição fica América do Norte (14,6%), A América Latina e América do Sul figuram na 4ª posição com 10,3% do número total de usuários distribuídos pelo mundo.

31 32

, INTERNET WORLD STATS. World internet usage and population statistics. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.internetworldstats.com/stats.htm>. Acesso em: 20 de Mar.de 2010

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O gráfico a seguir mostra o ranking de continentes com maior número de usuários de internet e os respectivos números de usuários em milhões, até a data de 20 de Março de 2010.

Figura 3: Internet users in the world by geographic regions Fonte: INTERNET WORLD STATS, online33

3.2 Internet no Brasil34

Segundo Felitti, 2010, o Brasil atingiu 66,3 milhões de internautas em 2009. Os dados são provenientes da pesquisa do Ibope Nielsen, e apontam um crescimento de 6% em relação á 2008. As conexões são provenientes de domicílios, empresas, lanhouses, bibliotecas e tele centros de distribuição de acesso à internet, segundo o Ibope Nielsen, a internet em domicilio tem crescido e os acessos provenientes destes tipos de conexões têm sido cada vez maiores, porém ainda não superam os acessos provenientes das lanhouses que segundo o CGI (comitê gestor de internet) são da ordem de 48%. O número de internautas ativos no Brasil é de 36,6 milhões contemplando apenas acessos provenientes de conexões domiciliares e corporativas. A pesquisa ainda aponta o

33

INTERNET WORLD STATS. World internet usage and population statistics. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.internetworldstats.com/stats.htm>. Acesso em: 20 de Mar.de 2010 34 FELITTI, Guilherme. Brasil atingiu 66,3 milhões de internautas em 2009. 2010, [online]. Disponível em: http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/02/10/brasil-atingiu-66-3-milhoes-de-internautas-ativos-em-2009/. Acesso em: 17 Jan. 2010

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brasileiro como líder em número de horas mensais navegadas na internet, (44 horas), ficando a frente de países como Estados Unidos, Austrália e França. A pesquisa também aponta os conteúdos que geram mais interesse dos brasileiros na internet. Em primeiro lugar ficam os acessos á e-mails, downloads e serviços de mensagem instantânea (34,58 milhões), com cerca de 9 horas mensais online. Em segundo lugar, ficam os buscadores, comunidades e portais, incluem-se nessa categoria também as redes sociais (Orkut, Facebook.), além de plataformas de blogs (blogspot e wordpress) com 34,51 milhões de internautas, passando em média 6 horas e 43 minutos mensais online. Em terceiro lugar, a categoria entretenimento que engloba sites de vídeos (youtube e vídeos em sites), com 31,6 milhões de internautas, passando em média 4horas e 55 minutos mensais online.

3.3 Brasileiros nas Redes Sociais Conhecer o comportamento dos brasileiros nas redes sociais na internet é importante para o desenvolvimento do estudo. Várias pesquisas são publicadas, pois o assunto tem se tornado amplamente discutido. No Brasil as redes sociais têm crescido com grande velocidade, por isso tem se tornado objeto de estudo interessante para muitas organizações e institutos. O IBOPE (instituto brasileiro de opinião pública e estatística), em 2009 publicou um estudo35 chamado Conectimídia. Onde faz um levantamento de dados sobre o comportamento midiático dos brasileiros com relação às novas mídias e a convergência. De acordo com a pesquisa, a internet, as novas tecnologias e a convergência das mídias possibilitam ainda mais a conectividade das pessoas. Isso revela que os usuários estão atingindo um patamar de participação nunca antes imaginado.
As personagens dessa nova história interagem, produzem conteúdo, intervém e opinam com muito mais vigor e velocidade sobre os fatos e acontecimentos. Há maior voracidade na busca de informação e entretenimento. (IBOPE NIELSEN, 2009, p.1).

Segundo a pesquisa, o consumo de mídia acontece na maioria das vezes de maneira exclusiva (82%), ou seja, consome uma mídia de cada vez, como, por exemplo, assistir TV. Porém, dentro dos 18% que declaram consumir mídias simultaneamente existem alguma situações peculiares, como é o caso da TV e da internet.
35

IBOPE. Conectmídia. 2009, [online]. Disponível em: http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=6&proj=PortalIBOPE&pub=T&nome=h ome_materia&db=caldb&docid=DF1CAE890B4D16F88325746D00604588-. Acesso em: 22 Nov. 2009

35

Cerca de 27% dos entrevistados da pesquisa declaram que assistem TV e ao mesmo tempo acessam internet, portanto recebendo informações de mídias diferentes ao mesmo tempo, nesse número se destaca a população jovem, (entre 18 e 24 anos). Já a população adulta (25 a 34 anos) declara priorizar a qualidade da informação independente do local, caracterizando-se principalmente por consumir mídia impressa e televisão, por exemplo, lendo jornal e assistindo TV (26%). A pesquisa ainda mostra que os jovens estão cada vez mais fazendo downloads de filmes e séries. E 45% declaram ter esse hábito. O Brasil é o país que mais usa redes sociais no mundo, segundo a Ibope/NetRankings36. Até maio de 2008 eram cerca de 20,6 milhões de pessoas por mês acessando redes sociais no Brasil, correspondendo a 90% dos usuários que acessam á internet mensalmente.

Este crescimento acentuado das redes sociais no Brasil e a influência que elas exercem sobre os usuários que são também consumidores, ainda não são amplamente conhecidos pelas corporações. Pelo que temos observado ao longo dos últimos meses, conhecer bem essas redes sociais e aprender como fazer parte delas não apenas previne eventuais crises ou problemas de imagem das empresas, como também as aproxima de seus públicos, funcionando como uma valiosa ferramenta estratégica. (MAGALHÃES,s.d, online37).

Segundo a pesquisa Conectmídia do IBOPE, o sucesso das redes sociais no Brasil se dá pela curiosidade das pessoas que se traduz em um efeito viral, o estudo ainda mostra que o Twitter apresentou um crescimento superior a 280% dos internautas residenciais entre junho de 2008 e junho de 2009. O Brasil é o primeiro país em penetração no serviço e também são os que passam mais tempo no Twitter. O Brasil possui cerca de 68 milhões de pessoas conectadas á internet e segundo a Ibope Nielsen, desse número cerca de 80% declarou participar de alguma rede social, visitar sites de relacionamento ou blogs:

O país do futebol pode também ser considerado a nação das redes sociais. É o que sugere o último relatório da Nielsen Online, que diz que 80% dos internautas

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, IBOPE. Conectmídia. 2009, [online]. Disponível em: http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=6&proj=PortalIBOPE&pub=T&nome=h ome_materia&db=caldb&docid=DF1CAE890B4D16F88325746D00604588-. Acesso em: 22 Nov. 2009.

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brasileiros visitou redes de relacionamento e blogs ao longo de 2008. (PAVARIN, 2009, online38).

Já a pesquisa do Conectmídia, mostra que 45% dos entrevistados declaram que as redes sociais fazem parte de sua rotina. 52% dos entrevistados declaram que acessam comunidades virtuais ou redes de relacionamento e 41% cria ou mantém alguma comunidade, ou seja, trata-se de uma audiência colaborativa e interativa, pessoas que acessam e interagem. É importante ressaltar que na pesquisa do Conectmídia são levadas em consideração pessoas que participam frequentemente de redes sociais.

Sites de relacionamento são os que mais crescem em número de visitações na web, segundo a Nielsen Online, tornando-se a quarta atividade mais popular na internet, ultrapassando até mesmo o serviço de e-mail. O crescimento de redes sociais e blogs chega a ser duas vezes maior que os dos três primeiros colocados: busca, portais e software para PCs. (PAVARIN, 2009, online39).

A maioria dos usuários de Redes Sociais são os jovens entre 12 a 19 anos. Os assuntos mais comentados por eles são: celulares, eletroeletrônicos, roupas, automóveis, vida saudável e alimentos. A pesquisa revela que quanto mais jovem, maior a preferência por relacionamentos em redes sociais na internet, provando que as pessoas estão cada vez mais revelando seus hábitos de consumo nas redes sociais.

O Google aponta que 57% dos internautas brasileiros entram diariamente em redes sociais, um número acima da média mundial, que está em 31%. Na Índia, 41% dos internautas entram todos os dias em uma rede social e nos Estados Unidos o total é de 33%.(BRAUN; RIBEIRO, 2009, online40).

As redes sociais no Brasil fazem parte do dia-a-dia dos brasileiros e já se incorporaram aos hábitos de consumo de informação e conteúdo.

3.4 O Orkut no Brasil

37,

PAVARIN. Brasil, o país que reina nas redes sociais. 2009, [online]. Disponível em: http://info.abril.com.br/noticias/internet/brasil-o-pais-que-reina-nas-redes-sociais-06042009-41.shl-. Acesso em: 20 Set. 2009 39 PAVARIN. Brasil, o país que reina nas redes sociais. 2009, [online]. Disponível em: http://info.abril.com.br/noticias/internet/brasil-o-pais-que-reina-nas-redes-sociais-06042009-41.shl-. Acesso em: 20 Set. 2009 40 41 BRAUN, Daniela; RIBEIRO Evelin. Orkut: 75% dos internautas brasileiros acessam rede social do Google. 2009, [online]. Disponível em: http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/07/29/orkut-75-dos-internautasbrasileiros-acessam-rede-social-do-google/. Acesso em: 20 Ago. 2009

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37

Segundo a pesquisa do Ibope Nielsen (julho de 2009), a rede social com maior número de usuários no Brasil é o Orkut. Aproximadamente 75% dos usuários de internet estão presentes, mostrando grande representatividade na popularidade das redes sociais, a pesquisa ainda mostra o perfil do usuário do Orkut:
Segundo a Nielsen Online, o Orkut possui 24 milhões de usuários ativos no Brasil. Cerca de 70% dos internautas com mais de 35 anos de idade estão na rede. Aproximadamente sete milhões de usuários são mulheres com mais de 25 anos de idade, enquanto 6,8 milhões são homens com idade entre 25 e 49 anos.(BRAUN & RIBEIRO, 2009, online41).

Figura 4: Dados demográficos Orkut Fonte: ORKUT, 2010, online42

A pesquisa apresenta alguns dados com relação á frequência que os brasileiros acessam o Orkut. 84% declaram acessar o Orkut pelo menos uma vez ao dia, enquanto destes 63% declara entrar várias vezes ao dia com inúmeros objetivos, mas principalmente para se relacionar ou reencontrar amigos antigos.
41

BRAUN, Daniela; RIBEIRO Evelin. Orkut: 75% dos internautas brasileiros acessam rede social do Google. 2009, [online]. Disponível em: http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/07/29/orkut-75-dos-internautasbrasileiros-acessam-rede-social-do-google/. Acesso em: 20 Ago. 2009 42 ORKUT. Dados demográficos Orkut. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.orkut.com.br/Main#MembersAll>. Acesso em: 25 de Jan.de 2009

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O tempo médio mensal que os usuários do Orkut passam navegando na rede social é de 6 horas e 40 minutos. Sendo que o tempo de permanência por acesso é de 15,7 minutos.

Questionados sobre os assuntos mais interessantes no Orkut, os mil entrevistados (com mais de 15 anos), apontaram a preferência por fotografia (67%), conhecimentos gerais (65%), tecnologia (65%), compras (63%) e jogos (57%). Já quando o assunto é publicidade, os usuários preferem ver anúncios de tecnologia (61%), mídia e entretenimento (61%), viagens (59%), empregos (59%) e telecomunicações (59%), sem falar, é claro, em ofertas/descontos para lojas online, que representa 71% nesta modalidade. (ALMEIDA, online 43).

Em síntese, a pesquisa do Ibope Nielsen demonstra como o Orkut é responsável pela popularização das redes sociais no Brasil, mas sabe-se que vários usuários estão migrando ou se inserindo em novas redes sociais, tais como o Facebook e o Twitter que demonstram como essas ferramentas representam os hábitos desse público.

3.5 Empresas nas redes sociais

As mídias sociais tem despertado o interesse das empresas, para serem mais uma ferramenta de comunicação e relacionamento, mas as mídias sociais ainda são pouco conhecidas pelas empresas e muitas vezes não são utilizadas, ou simplesmente ignoradas pelas empresas. A associação Comercial de São Paulo (ACSP)44, realizou uma pesquisa junto a 500 empresas do estado de São Paulo concluída em Janeiro de 2010, nesta pesquisa são demonstrados dados importantes para este estudo, pois relatam a situação localizada/regional e também se delimita-se a pequenas empresas. Os dados obtidos na pesquisa revelam que 17% das empresas entrevistadas possuem cadastro em redes sociais, as mais populares são o Orkut, Twitter e Facebook, o principal motivo que leva a utilização dessas mídias é o relacionamento com o cliente.

Uma pesquisa inédita de mapeamento da Internet, realizada para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e concluída em janeiro de 2010, mediante 500 entrevistas com gestores de empresas de todos os segmentos, em São Paulo, mostra que 83% das empresas não têm cadastro em redes sociais, e as que o possuem, optam principalmente por Orkut, Twitter e Facebook. A pesquisa teve como foco as micro e pequenas empresas. (ACSP, 2010, online45).
43

ALMEIDA, Yuri. Dados sobre o Orkut no Brasil (2009). 2009, [online]. Disponível em: http://herdeirodocaos.com/?p=406l-. Acesso em: 20 Mar. 2010 44 http://www.acsp.com.br/ 45 ACSP. 17% das empresas paulistanas têm cadastro em redes sociais, aponta ACSP. 2010, [online]. Disponível em: http://www.acsp.com.br/upload/nce/ligadonaacsp/23_noticia1.html. Acesso em: 12 Mai. 2010

39

Como visto, a pesquisa da ACSP delimitou-se a pequenas empresas da região de São Paulo, os dados demonstram que as empresas ainda estão conhecendo as redes sociais e que alguns setores tem maior propensão á utilização das redes sociais:

Figura 5: A maioria das empresas não tem cadastro em redes sociais Fonte: ACSP, online46.

As empresas que mais utilizam redes sociais no estado de São Paulo são as instituições financeiras, logo em seguida as empresas de serviços (21%) e depois comércio atacadista (17%), já o setor que menos usa redes sociais é o comércio varejista (12%).

Em relação ao porte das empresas que apresentam cadastro em redes sociais, quase ¼ das pequenas empresas o possuem. ―Embora ainda seja um número incipiente, seu potencial é imenso. Cada vez mais, o pequeno e médio empreendedor percebe a importância da web 2.0 para seu negócio e o retorno que pode apresentar no seu dia a dia‖. (ACSP, 2010, online47).

46

ACSP. A maioria das empresas não tem cadastro em redes sociais. 2010. Largura: 769 pixels. Altura: 418pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.acsp.com.br/upload/nce/ligadonaacsp/23_noticia1.html>. Acesso em: 12 de Mai 2010. 47 ACSP. 17% das empresas paulistanas têm cadastro em redes sociais, aponta ACSP. 2010, [online]. Disponível em: http://www.acsp.com.br/upload/nce/ligadonaacsp/23_noticia1.html. Acesso em: 12 Mai. 2010

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Figura 6: Cadastro em redes sociais – por porte Fonte: ACSP, online48.

Como é possível visualizar no gráfico, as empresas pequenas possuem mais cadastros que as microempresas, demonstrando o interesse destas empresas em redes sociais. Com relação às mídias sociais, Orkut, Twitter e Facebook são as mais utilizadas, tanto no setor de serviços como no setor de comércio.

O Orkut já é velho conhecido dos brasileiros e o Twitter vem crescendo, exponencialmente, devido à sua praticidade e rapidez‖, menciona Sandra, destacando também o potencial do Facebook, a rede mais utilizada no mundo ―pelo fato de sua plataforma unir ferramentas comuns ao Orkut e ao Twitter, a tendência é que seu uso cresça ainda mais‖, considera a executiva. (ACSP, 2010, online 49).

É possível visualizar no seguinte quadro as redes sociais mais utilizadas pelas empresas paulistanas. Em primeiro lugar está o Orkut e em último o MSN, demonstrando a familiaridade das empresas com o Orkut, visto que isso é reflexo da popularidade do site de relacionamentos no Brasil entre os usuários.

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ACSP. Cadastro em redes sociais – por porte. 2010. Largura: 769 pixels. Altura: 418pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.acsp.com.br/upload/nce/ligadonaacsp/23_noticia1.html>. Acesso em: 12 de Mai 2010. 49 ACSP. 17% das empresas paulistanas têm cadastro em redes sociais, aponta ACSP. 2010, [online]. Disponível em: http://www.acsp.com.br/upload/nce/ligadonaacsp/23_noticia1.html. Acesso em: 12 Mai. 2010

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Figura 7: Comunidades sociais das empresas Fonte: ACSP, online50.

Além de demonstrar as informações sobre as redes sociais mais utilizadas e sobre os cadastros em mídias sociais, a pesquisa traz informações sobre para quais fins ás empresas paulistanas tem utilizado as redes sociais em suas empresas.

O relacionamento com o cliente é visto como prioridade na utilização das plataformas 2.0 pelas empresas, seguido do acesso a novos clientes e da busca de informações de mercado. "abrir canais de comunicação com os clientes e o público é fundamental para a sobrevivência das companhias, pois se elas não fazem isso, o cliente vai procurar outros canais para expôr suas insatisfações".(ACSP, 2010, online51).

Os principais motivos que justifiquem a utilização de redes sociais, declarados pelas empresas entrevistadas são: para relacionamentos com clientes (64%), para ter acesso a novos clientes (31%), para estudar sobre o mercado (18%), para buscar informações e criar novos produtos (15%). Além de possuírem cadastro, e justificarem o uso das redes sociais as empresas ainda declaram se preocupar com o monitoramento do que se fala sobre seus serviços e produtos nas redes sociais.
Apesar de poucas empresas terem seus cadastros nas redes sociais, como citado acima, mais da metade das empresas pesquisadas, 51% já procura monitorar o que é dito sobre elas na web. Daquelas que fazem esse monitoramento, em 61% dos casos, isso é feito internamente por um profissional de marketing, de outra equipe ou pelo proprietário. Isto é feito diariamente (27% dos casos) ou semanalmente (41%). No entanto, 68% admitem não responder aos comentários feitos sobre elas nas redes sociais", [...] ―Isso não é de todo ruim, pois, nas redes sociais é importante ter muito cuidado e saber como atuar. Não é indicado ter uma atitude invasiva. O ideal é monitorar e responder a alguma solicitação ou queixa diretamente ao cliente, fora da rede, pois muitas vezes ele mesmo retorna àquela rede para fazer elogios à atuação da empresa"".(ACSP, 2010, online52).
50

ACSP. Comunidades sociais das empresas. 2010. Largura: 769 pixels. Altura: 418pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.acsp.com.br/upload/nce/ligadonaacsp/23_noticia1.html>. Acesso em: 12 de Mai 2010. 51 ACSP. 17% das empresas paulistanas têm cadastro em redes sociais, aponta ACSP. 2010, [online]. Disponível em: http://www.acsp.com.br/upload/nce/ligadonaacsp/23_noticia1.html. Acesso em: 12 Mai. 2010 52 ACSP. 17% das empresas paulistanas têm cadastro em redes sociais, aponta ACSP. 2010, [online]. Disponível em: http://www.acsp.com.br/upload/nce/ligadonaacsp/23_noticia1.html. Acesso em: 12 Mai. 2010

42

Figura 8: A empresa costuma monitorar o que é dito sobre ela em redes sociais Fonte: ACSP, online53

Observando o gráfico percebe-se que as empresas que declaram monitorar as menções em redes sociais em sua maioria (61%) o faz de forma manual/caseira, demonstrando a falta de profissionais dedicados a este tipo de trabalho de comunicação, ou mesmo, demonstrando a falta de conhecimento por parte do anunciante em procurar um analista de mídias sociais para este tipo de trabalho. A pesquisa ainda demonstra que o monitoramento é feito diariamente (27%), semanalmente (41%), quinzenalmente (11%) ou mensalmente (16%), porém apesar de monitorarem com certa periodicidade, a maioria declara não responder os comentários (68%). Outro fator interessante que a pesquisa traz, é o interesse das empresas paulistanas no serviço de monitoramento em redes sociais, quando perguntadas sobre este aspecto 70% declara interesse no monitoramento. A pesquisa feita pela ACSP tem relevância para a delimitação do presente estudo, por prestigiar aspectos regionais, porém, a delimitação da amostragem de pesquisa é no estado de São Paulo e mesmo sabendo que se tratam de micro e pequenas empresas, os dados não consideram os fatores culturais dos anunciantes locais como fator determinante nos dados.
53

ACSP. A empresa costuma monitorar o que é dito sobre ela em redes sociais. 2010. Largura: 769 pixels. Altura: 418pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.acsp.com.br/upload/nce/ligadonaacsp/23_noticia1.html>. Acesso em: 12 de Mai 2010.

43

O presente estudo se volta aos aspectos também culturais que influenciam a decisão do anunciante regional na utilização de redes sociais como ferramenta de comunicação e por este motivo, as entrevistas com profissionais do mercado que trabalham diariamente com este público é fator determinante para compreender mais do anunciante regional e conhecer os motivos que levam ou não ao uso de redes sociais. 3.6 Cases de empresas em Redes Sociais

Apesar de se tratar de uma nova mídia, que ainda está em desenvolvimento, algumas empresas já tem utilizado as mídias sociais como ferramenta de comunicação e relacionamento, para compreender como essas empresas têm utilizado essas mídias é necessário conhecer relatos demonstrados em forma de cases.

3.6.1 Camiseteria O Camiseteria54 é um site de e-commerce (comércio eletrônico) voltado à venda de camisetas personalizadas. A ideia de vender camisetas online surgiu a partir de um molde similar, quando o designer e atual sócio do Camiseteria, Rodrigo David participou de um concurso lançado pelo site Threadless (www.threadless.com) em 2004. Através de uma pesquisa realizada pelos próprios idealizadores do site, 80% das pessoas entrevistadas diziam não gostar da ideia de adquirir camisetas pela Internet. Porém, mesmo assim, após um ano, em agosto de 2005, Rodrigo David e seu amigo Fábio Seixas (programador e webdesigner) colocavam no ar a loja virtual Camiseteria. Apostando na eficiência da interação da web 2.0, para conquistar seus clientes. Para financiar o empreendimento, Fábio e Rodrigo criaram o que chamaram de ―Clube Vip‖. Ofereciam para os seus amigos as camisetas que ainda não existiam. Vendiam seis camisetas pelo preço de três. Assim, conseguiram vender 230 kits e adquiriram o valor que necessitavam. Os dois na época, trabalhavam no portal Ibest55 e nas horas em que não estavam trabalhando, tiravam os pedidos e entregavam as encomendas. • Comunidade virtual Camiseteria: Tudo começa na Comunidade Virtual do Camiseteria, onde o internauta é convidado a desenvolver estampas que podem ser criadas nos programas:
54 55

www.camiseteria.com.br http://www.ibest.com.br/

44

Corel Draw, Adobe Illustrator, Freehand ou outro. A partir disso, outros usuários do site podem votar na estampa, que fica a disposição por 10 dias, o próprio designer pode divulgar para seus amigos o site, aumentando as votações e as chances de ganhar. O que torna o usuário a melhor forma de divulgação. Assim, os melhores layouts posicionados no ranking, se transformam em camisetas de alta qualidade e acabamento produzidas por uma empresa terceirizada e vão para a loja virtual a cada 15 dias. O autor da estampa escolhida recebe um valor de R$ 600,00 reais em dinheiro, ganha créditos no site e tem o seu trabalho divulgado. Assim, o cliente deixa de ser apenas consumidor e passa a ser um colaborador e evangelista da marca. Ambos se mostram satisfeitos, desde quem cria a estampa, quem compra, quem divulga o site ou quem manda fotos usando alguma camiseta do Camiseteria. Com estas abordagens sociais, se a foto for aprovada, o usuário ganhará R$ 2,00 reais para a próxima compra, além de ver sua foto publicada no site. O atendimento diferenciado faz parte da política do Camiseteria, como por exemplo, à entrega das camisetas são realizadas em embalagens com estampas criadas pelo site, trazendo em seu interior, juntamente com o produto, balas que também estão em embalagens personalizadas pelo Camiseteria, presenteando o consumidor com exclusividade. A loja virtual tem em seus arquivos mais de 15 mil estampas recebidas, possuí 70 mil usuários cadastrados, sendo destes 30 mil ativos, tendo a idade média de 22 anos, vendendo por mês 2,5 mil camisetas, cada uma no valor de R$ 55,00 faturando por ano mais de 1 milhão de reais. Em pouco tempo, obtiveram o sucesso que muitas empresas buscam atualmente nas mídias sociais para potencializar seus negócios. O que torna a Camiseteria a maior loja de camisetas online do Brasil e o segundo melhor site de e-commerce, ficando a frente de grandes empresas como as Lojas Americanas e Shop Time. Já premiando R$ 300.000,00 reais em estampas vencedoras. O sucesso da Camiseteria deriva de seu posicionamento, inovação e de marketing. Porém, existe algo maior, o seu canal de venda, a internet. Além de permitir a venda, a internet divulga ao mesmo tempo. Pois quem expõe seus produtos na internet, pode vender para o mundo inteiro. Tendo então, uma mídia espontânea de divulgação.

A Internet é por natureza um canal inovador e que muita gente do meio empresarial ainda não utiliza. O que os sócios do Camiseteria fizeram foi um mandamento de marketing: seja o primeiro na sua categoria ou crie uma categoria na qual seja o primeiro. Optaram por inovar por meio do canal de distribuição. (OLIVEIRA, 2007, p. 51).

45

• Blog Camiseteria: Através da internet, o Camiseteria utiliza as mídias sociais para divulgar o serviço, expandir as vendas, ganhar clientes e criar no consumidor a satisfação de poder fazer parte desta marca. O blog do Camiseteria é hospedado dentro do próprio site, através dele o consumidor possui acesso às novas estampas, informações e últimas notícias da loja, podendo deixar seu comentário sobre cada notícia postada. Também através do blog, usuários podem se comunicar com outros usuários.

Figura 9: Blog camiseteria Fonte: CAMISETERIA, online56.

• Twitter: O Twitter do Camiseteria possui hoje mais de 45 mil seguidores, se definem por ―Somos loucos por camisetas‖ e lá, o consumidor poderá tirar suas dúvidas, dar sugestões, ter acesso às futuras promoções, receber informações de lançamentos, reedições, promoções, sorteios e ainda poderá assinar o conteúdo para receber estas informações pelo celular ou email.

56

CAMISETERIA. Blog Camiseteria. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < www,camiseteria.com/blog >. Acesso em: 25 de Jan.de 2010

46

Figura 10: Twitter camiseteria Fonte: TWITTER, online57

• Orkut e Facebook: As comunidades em sites de relacionamento, como por exemplo, o Orkut, foi criada em agosto de 2009 e possuí mais de três mil membros. Lá, é possível discutir nos fóruns, o que será tendência, saber quais serão os lançamentos da semana e quais camisetas serão reeditadas, promoções, concursos etc.

Figura 11: Orkut camiseteria Fonte: ORKUT, online58

57

TWITTER. Twitter Camiseteria. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < www.twitter.com/camiseteria>. Acesso em: 25 de Jan.de 2010

47

A Camiseteria usa o Facebook para também divulgar seus lançamentos, promoções, sorteios, reedições, assim como nas outras ferramentas. Compartilham os vídeos de sorteios, fotos de seus fãs sendo que possuem mais de 21 mil deles.

Figura 12: Facebook camiseteria Fonte: FACEBOOK, online59.

No site do Camiseteria é possível acompanhar os updates da marca no Twitter através da sessão twitteria. Funciona como uma ferramenta aplicada ao negócio, para testar novos produtos e expandir negócios. O usuário passa a ser o centro das atenções, então, prêmios são sorteados a cada mês.

Figura 13: Twitteria Fonte: CAMISETERIA, online60.
58

ORKUT. Orkut Camiseteria. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=93246035>. Acesso em: 25 de Jan.de 2009. 59 FACEBOOK. Facebook camiseteria. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.facebook.com/photo.php?pid=332417&id=100000054946561#!/camiseteria?ref=search&sid=15966 52910.2733693831..1>. Acesso em: 25 de Jan.de 2009

48

• Flickr: O e-commerce utiliza o Flickr para divulgar os seus lançamentos da semana, assim como as outras redes sociais, contribuindo para o crescimento do Camiseteria.

Figura 14: Flickr camiseteria Fonte: FLICKR, online61.

O Camiseteria também investe em patrocínios, programas de fidelidade,

links

patrocinados e parcerias como por exemplo a Brastemp e O Boticário, onde o usuário é convidado a desenvolver estampas para estas marcas.

3.6.2 Tecnisa

A Tecnisa é uma construtora brasileira localizada em São Paulo com mais de 30 anos (1977) no mercado de construção civil brasileiro, é considerada uma das maiores construtoras do Brasil, é especializada em empreendimentos residenciais.
Em 22 de setembro de 1977, o então estudante de engenharia civil da Politécnica da USP, Meyer Joseph Nigri, criou a Tecnisa Engenharia com o sonho de se transformar em uma grande construtora e incorporadora no segmento da construção residencial brasileira.(TECNISA, s.d, online62).

60

CAMISETERIA. Twitteria. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < www,camiseteria.com/twitteria >. Acesso em: 25 de Jan.de 2010 61 FLICKR. Flickr camiseteria. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.flickr.com/photos/camiseteria/>. Acesso em: 25 de Jan.de 2009 62 TECNISA. Apresentação e História s.d, [online]. Disponível em: http://www.tecnisa.com.br/institucionalhistoria.html Acesso em: 20 Abr. 2010

49

Já existem mais de 80 obras entregues pela Tecnisa num total superior a 8000 unidades de moradias para os brasileiros, a empresa se identifica como inovadora e buscando sempre novos desafios apoiada no conhecimento e qualidade dos profissionais de sua equipe. A Tecnisa percebeu que o consumidor estava utilizando novas formas de relacionamento e comunicação e mesmo sabendo que muitos clientes ainda não abriam mão de estar ―fisicamente‖ na obra durante o estágio de construção, perceberam que o público da empresa estava inserido numa realidade de comunicação na internet. Analisando essa perspectiva de comunicação, priorizando o relacionamento entre marca e público e sempre preocupada com a inovação a partir de 2000 começou a pensar estratégias de comunicação online. Em 2000 a Tecnisa foi a primeira empresa do segmento imobiliário a realizar a venda de um empreendimento pela internet, nesse período a empresa criou sua primeira equipe de corretores online, sendo pioneira neste aspecto também. Também foi a primeira empresa de construção civil (julho de 2006) a ter um blog corporativo e foi reconhecida pela Google por ser a empresa brasileira do ramo imobiliários que obteve os melhores resultados de otimização na utilização de links patrocinados 63 no Brasil. Também foi pioneira no vídeo atendimento e no atendimento 24 horas online para futuros clientes. Em 2005 a Tecnisa reformulou seu site para fazê-lo mais uma ferramenta de comunicação e relacionamento com os clientes, procurando proporcionar uma navegação agradável e a produção de conteúdo interativo. O blog corporativo da Tecnisa foi criado em julho de 2006, nesse mesmo ano criaram os podcasts da empresa que eram postados no site além de uma área destinada para acadêmicos onde são postadas informações e cases da Tecnisa.

As inovações principais na área de comunicação e Marketing iniciaram-se com a renovação do website, em 2005. Os objetivos eram manter a facilidade de navegação e riqueza de conteúdos da versão anterior, lançado em Fevereiro de 2002, porém com a inclusão de novos elementos e, principalmente, buscando melhorias contínuas.(BUSARELLO, s.d, online 64).

63

* Quando as pessoas pesquisarem no Google usando uma de suas palavras-chave, seu anúncio poderá ser exibido próximo aos resultados de pesquisa. Agora você anuncia para um público-alvo que já está interessado em você. // Disponível em: https://www.google.com/accounts/ServiceLogin?service=adwords&cd=BR&hl=ptBR&ltmpl=adwords&passive=false&ifr=false&alwf=true&continue=https%3A%2F%2Fadwords.google.com.br %2Fselect%2Fgaiaauth%3Fapt%3DNone%26ugl%3Dtrue&sourceid=awo&subid=br-pt_br-ha-bk_001 64 BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 20 Abr. 2010

50

Em 2006 estava em forte crescimento o uso de blogs e redes sociais no Brasil e a Tecnisa soube utilizar este recurso no momento adequado, a principal ideia era melhorar o relacionamento utilizando novas mídias. As estratégias utilizadas pela Tecnisa foram de aperfeiçoar os recursos e ferramentas em mídias sociais para melhorar o relacionamento com os clientes aumentando a proximidade com os mesmos. As estratégias utilizadas foram: • A digitalização da comunicação e da venda: Um dos princípios da Tecnisa é a cultura da inovação, a marca é norteada por esse valor em todos os seus aspectos, seja na preocupação social ou na criação de novos empreendimentos específicos para determinados nichos de mercado. A internet acabou sendo vista pela Tecnisa como um ponto de venda, com isso a presença da Tecnisa internet não se detém apenas a divulgação, deve ser acima de tudo um espaço de interação entre consumidor e empresa e por consequência de venda. • Site Corporativo: O site corporativo não é novidade, mas a cultura da inovação proposta pela Tecnisa fez com que surgisse um portal interativo onde as pessoas poderiam navegar de forma simples e direta, disponibilizando informações completas dos imóveis e atendimento 24 horas por dia.
Assim, em 2008, a TECNISA reformulou seu site visando melhorar a experiência do usuário com os produtos, aumentar a interatividade e implementar um nível de inteligência de ofertas que se adequasse a qualquer necessidade do usuário durante o processo de busca de imóveis dentro de uma navegação simples e direta. (BORGHERESI, BUSARELLO E REIS, 2007, online65).

O atendimento foi um ponto determinante no novo site da Tecnisa, além de disponibilizar atendentes 24horas online (chat), a Tecnisa também se preocupou com a velocidade nas respostas de e-mails em no máximo 15 minutos os e-mails eram respondidos, também é possível através do site agendar visitas pessoais de vendedores e aos empreendimentos.

65

BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 20 Abr. 2010

51

Um dos pontos mais importantes do site é a simples arquitetura de navegação aliada a um layout atrativo, que instigue e encoraje o usuário a obter mais informações sobre o produto. Pode-se chegar a qualquer ponto do site com, no máximo, três cliques. (BORGHERESI, BUSARELLO E REIS, 2007, online66).

Aspectos como usabilidade e facilidade de navegação foram prestigiados o que possibilita aperfeiçoamento da navegação do site além de facilidade na busca de informações.

Figura 15: Site Tecnisa Fonte: TECNISA, s.d, online67.

Com relação às informações dos produtos a Tecnisa teve uma preocupação em enriquecer de detalhes e conteúdos as informações, permitindo que o usuário encontrasse o maior número de informações do produto, para isso a Tecnisa uniu ferramentas de navegação e informação.
As páginas dos produtos também foram remodeladas, de forma que imagens do empreendimento e do bairro, plantas dos projetos, vídeos descritivos e tabelas de preço ganhassem destaque diretamente no carregamento, organizando e aprofundando a quantidade de informações passadas. Incluiu-se também, com destaque, o mapa da região, para que o usuário conheça detalhadamente o bairro e sua estrutura. (BORGHERESI, BUSARELLO E REIS, 2007, online68).

66

BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 20 Abr. 2010 67 TECNISA. Site Tecnisa. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.tecnisa.com.br>. Acesso em: 24 de Mai 2010. 68 BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 20 Abr. 2010

52

• Blog Corporativo69: A Tecnisa foi à primeira empresa brasileira do ramo de construção civil a criar um blog corporativo, empresas americanas na época já utilizavam bastante, mas nos Brasil se tratava de algo relativamente novo.

Figura 16: Blog Tecnisa Fonte: TECNISA, s.d, online70.

Já nos primeiros posts foi possível notar que o blog era um excelente canal de questionamento para os consumidores. A TECNISA sempre soube disso e desde o começo adotou uma política de transparência e prioridade nas respostas aos internautas. (BORGHERESI, BUSARELLO E REIS, 2007, online 71).

Assim que alguém comenta no blog, os administradores recebem uma mensagem de texto (SMS) no celular e também um e-mail para que possam acompanhar e responder o mais breve possível, a moderação segue um código de conduta72 que está publicado no próprio site e apenas comentários de ofensa gratuita são excluídos. Críticas à empresa são publicadas e respondidas o mais breve possível.

69

TECNISA. Site Tecnisa. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.blogtecnisa.com.br/>. Acesso em: 24 de Mai 2010. 70 TECNISA. Blog tecnisa. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.blogtecnisa.com.br/>. Acesso em: 24 de Mai 2010. 71 BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 20 Abr. 2010 72 TECNISA. Código de conduta, s.d [online]. Disponível em: < www.blogtecnisa.com.br/codigo-de-conduta2/> Acesso em: 20 Abr. 2010

53

O propósito do blog é demonstrar a transparência empresarial, elevando o nível de governança corporativa, da relevância da marca, sua exposição e a relação que ela cria com os stakeholders. O compromisso da empresa é responder com agilidade, sendo que o maior desafio é o envolvimento de todos na empresa. Portanto, é imprescindível haver uma boa comunicação entre os departamentos e é importante que todos os colaboradores participem da elaboração do conteúdo. (BORGHERESI, BUSARELLO E REIS, 2007, online 73).

Os conteúdos do blog envolvem desde informações sobre os empreendimentos, e imóveis bem como sobre todo o processo de compra. A criação do blog corporativo da Tecnisa trouxe benefícios importantes para a marca, Segundo Busarello 2009 o blog permitiu o reforço de posicionamento de bens intangíveis, relacionamento com os clientes e parceiros, visibilidade e modernização da marca, além de avanço da politica de transparência e governança corporativa. Além dos resultados obtidos institucionalmente, foi possível obter resultados estatísticos, mensurados através de métricas de acesso:
Maio Total Geral de páginas visitadas Média geral de páginas visitadas (dia) Média de páginas visitadas (visitas) Tempo médio de visitas Média geral de visitas dia Total geral de visitantes únicos Total geral visitantes novos Total geral visitantes que retornaram Artigos postados Comentários 3.369 108 2,65 15'29" 1273 41 Jun 7.090 236 1,79 11'22" 3,964 132 Jul Ago Set Out Nov Dez 7.193 23.444 33.066 43.478 49.371 167.011 232 1.80 11'47" 3.997 128 756 2.86 2'47" 1.102 3.23 4'00" 1403 3.56 5'05" 1.646 4.54 5'41" 783 3.29 7'40" 50.764 255

8.202 10.238 12.210 10.880 264 341 394 363

284 (22%) 2.511(63%) 2.438 (61%) 236 48 3 6 2.344 167 8 18 2.217 221 8 15 15 26 6 17 8 37 9 22 57 141

Período: maio a novembro de 2006 Quadro 1: Acessos ao site Tecnisa Fonte: TECNISA

• Busca e Links patrocinados74: Dentro do plano de estratégias da Tecnisa na web 2.0, foi prestigiada ação de links patrocinados no Google, site mais conhecido na área de buscas e serviços na web. O Google possui um sistema de links patrocinados onde as empresas, ou

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BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 20 Abr. 2010 74 Acesso em: http://www.blogtecnisa.com.br

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pessoas, compram palavras chave por um determinado tempo e garantem que o site seja disponibilizado nos primeiros resultados de busca do Google. A Tecnisa foi reconhecida pela própria Google como empresa que melhor soube otimizar o uso de links patrocinados no Brasil.

A Tecnisa, uma das maiores construtoras e incorporadoras do Brasil, enfrentou um desafio em 2005. Precisava aumentar significativamente a audiência de seu portal (www.tecnisa.com.br) e, conseqüentemente, o número de cadastros efetuados pelos visitantes. No entanto, a empresa não possuía orçamento extra e precisava otimizar os recursos já investidos. O plano de ação desenvolvido pela Tecnisa e a Mídia Digital (agência full service de Internet que teve papel fundamental na formulação estratégica e tática das ações praticadas) incluiu o uso da plataforma de links patrocinados do Google, o AdWords. Com uma composição de 16 mil palavras-chave, sempre que um usuário inseria uma dessas palavras registradas, o Google automaticamente mostrava o link patrocinado da Tecnisa. Ao todo foram 30 mil anúncios.(TECNISA, s.d, online75).

A empresa comprava palavras chave a um custo relativamente baixo e quando o usuário utilizava o site de busca a procura de determinados termos encontrava nas primeiras respostas o link para o site da Tecnisa, a abordagem tomada pela empresa foi relativa à produção de conteúdo, por exemplo, ao invés de comprar as palavras: ―apartamento‖, ―construtora‖ ou ―imóvel‖ a empresa comprou palavras relacionadas a termos encontrados nos conteúdos de suas postagens.
Em 16/10/2006 escrevemos um texto sobre: ―Mais Maquiavél e menos Porter‖, compramos a palavra Maquiavel e príncipe nos links patrocinados e obtivemos 80 mil impressões e 2 mil visitas ao blog por um custo de R$100,00 em 1 mês. (TECNISA, 2006, online76).

• Mapas: Localização é um fator determinante na compra de um imóvel fator de interesse dos clientes, pois sempre procuram locais próximo ao trabalho, a escola que não tenha um trânsito ruim, enfim é um fator decisivo na hora de comprar o imóvel. A Tecnisa pensando sobre como esse aspecto é importante criou uma estratégia de mapas em sua comunicação online, disponibilizando mapas do GoogleMaps77 e integrando também com o GoogleEarth78 no site.
75

BUSARELLO, Romeo Deon. Case Tecnisa Google, 2006, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/case_tecnisa_google > Acesso em: 20 Abr. 2010 76 BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 3Abr. 2010 77 O Google Maps é um serviço de mapas que podem ser visualizados em seu navegador da web. Dependendo do seu local, você pode visualizar mapas básicos ou comuns e informações sobre empresas locais, incluindo sua localização, informações de contato e rotas. 78 O Google Earth permite-lhe voar para qualquer local na Terra para ver imagens de satélite, mapas, terreno edifícios em 3D, desde galáxias no espaço até aos desfiladeiros dos oceanos. Poderá explorar conteúdo

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A atuação em mapas vem justamente para facilitar o acesso a informações dos empreendimentos, contextualizando com a região. Além disso, tem outras duas vantagens: amplia a comunicação na região de forma diferenciada (já que há muitas restrições de modelos tradicionais de comunicação na rua devido à Lei da Cidade Limpa) e otimiza o tempo das pessoas na busca por opções de compra e estudo da região. (BORGHERESI, BUSARELLO E REIS, 2007, online79).

Figura 17: Google maps, Tecnisa Fonte: GOOGLE MAPS, s.d, online80

Além de conhecer melhor a região onde o futuro morador poderia adquirir um imóvel o uso dos mapas como apoio na escolha de compra pode ajudar na escolha de rotas, facilitando a visita do cliente ao ponto da cidade onde o imóvel está localizado, podendo ver o comércio e serviços da região. • Celulares e SMS: Além de diversas ferramentas utilizadas para se relacionar com o cliente, a Tecnisa também utiliza o SMS para celulares enviando informações periodicamente para seus clientes, além de parabenizando pelo aniversário, agradecendo à visita a obra. Com o crescimento do número de smartphones no Brasil e também percebendo a empatia do brasileiro por aplicativos sociais, a Tecnisa criou um aplicativo para ser utilizado no Iphone.
geográfico complexo, guardar os locais visitados e partilhá-los com outros utilizadores. // disponível em: http://earth.google.com/intl/pt/ // acesso em: 3 de abril de 2010. 79 BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 20 Abr. 2010 80 GOOGLE MAPS. Google maps tecnisa s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.google.com/maps?f=q&hl=en&geocode=&q=http:%2F%2Fwww.tecnisa.com.br%2Fgoogle-earthresidencial-apartamento-jardim%2Banalia%2Bfranco-sao%2Bpaulo-serenita.kml&mrt=kmlkmz&ie=UTF8&ll=23.504811,-46.638336&spn=0.841236,1.186523&source=embed >. Acesso em: 24 de Mai 2010.

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Figura 18: Aplicativo Tecnisa para Iphone Fonte: TECNISA, s.d, online81

Através do aplicativo é possível encontrar obras que estão em construção, pesquisar as localizações ver imagens das obras e conhecer mais sobre os produtos da Tecnisa. • Redes Sociais: As redes sociais são as principais ferramentas utilizadas na web para fomentar o marketing de relacionamento com os clientes Tecnisa, para isso, numa estratégia pioneira e inovadora no Brasil a Tecnisa investiu em estratégias, planejamento e mensuração em redes sociais utilizando várias mídias disponíveis na internet. A seguir serão relatadas as estratégias em redes sociais utilizadas pela Tecnisa:

81

TECNISA. Aplicativo Tecnisa para Iphone. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.tecnisa.com.br/lp-iphone.html>. Acesso em: 20 de Mai 2010.

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Figura 19: Perfil tecnisa "me adiciona" Fonte: ME ADICIONA, s.d, online82

• Flickr: A Tecnisa usa o Flickr para postar imagens de seus empreendimentos e para que os clientes pudessem acompanhar os estágios das obras, além de poderem comentar as imagens e interagir com a marca.

Figura 20: Flickr Tecnisa Fonte: FLICKR, s.d, online83.

82

MEADICIONA. Perfil tecnisa "me adiciona". s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://meadiciona.com/tecnisa>. Acesso em: 24 de Mai 2010.

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• Twitter: O perfil da Tecnisa foi criado em 20 de fevereiro de 2008 e foi utilizado no começo para divulgação de empreendimentos, de acordo com o crescimento de seguidores passou também a ser utilizado como mais um canal de relacionamento para sanar dúvidas e atender os clientes.

Figura 21: Twitter Tecnisa Fonte: TWITTER, s.d, online84

O Twitter disponibiliza informações em tempo real e logo a Tecnisa adquiriu muitos seguidores destes alguns são considerados Trendsetters ou formadores de opinião o que foi um ponto importante para a Tecnisa para o seu posicionamento em redes sociais. Hoje a empresas conta com 4.913 seguidores. Observando que os seguidores da Tecnisa se mostravam mais interessados em adquirir imóveis. A empresa lançou uma promoção específica para usuários de redes sociais, com um desconto específico para esses clientes.

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FLICKR. Flickr Tecnisa. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.flickr.com/photos/tecnisa/>. Acesso em: 3 de Mai 2010. 84 MEADICIONA. Perfil tecnisa "me adiciona". s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < http://meadiciona.com/tecnisa>. Acesso em: 24 de Mai 2010.

59

Figura 22: Promoção tecnisa em redes sociais Fonte: TECNISA, s.d, online85.

Durante a promoção 27 possíveis compradores se interessaram pela promoção, destes 3 iniciaram a negociação, 1 desistiu, 1 permaneceu em negociação e 1 efetivou a compra de um imóvel Tecnisa (Verana, localizado no Alto da Lapa, São Paulo), o comprador era seguidor da Tecnisa no Twitter e se interessou pela promoção através do próprio twitter. Como é possível visualizar no gráfico, a promoção obteve um pico de acessos no dia 27 de abril de 2009 (dia do lançamento) e a maioria dos acessos foram provenientes do Twitter, demonstrando que a ferramenta foi um importante canal de divulgação, tanto que o comprador foi um seguidor da Tecnisa no Twitter.

Figura 23: Painel Google Analytics Tecnisa Fonte: TECNISA, s.d, online86.

85

BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 20 Abr. 2010 86 BUSARELLO, Romeo Deon. Prêmio B2B 2007, 2007, [online]. Disponível em: <http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/B2B_2007_Case_Web_20_Tecnisa.pdf> Acesso em: 20 Abr. 2010

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O cliente que comprou o imóvel da Tecnisa soube da promoção através do Twitter, segundo a empresa ―Roberto N‖ seguia a Tecnisa desde 29 de janeiro de 2009. O resultado que a Tecnisa obteve foi à venda de uma unidade de R$ 500.000,00, mais de 140 retwitts sobre a venda em 24hs e mais de 100 novos followers nas primeiras 5 horas. Além do venda em si a Tecnisa obteve repercussão dentro do Twitter, além dos seguidores outras pessoas divulgaram o acontecimento, promovendo assim discussão na internet e em diversos blogs.

• Slideshare

Figura 24: Slideshare Tecnisa Fonte: SLIDESHARE, s.d, online87

Para cada empreendimento da Tecnisa é disponibilizado uma apresentação em powerpoint no site (www.slideshare.net) onde os clientes poderiam baixar os arquivos, comentar as apresentações, e esclarecer mais informações sobre o produto, com o objetivo de esclarecer ainda mais as informações que já eram disponibilizadas no site da Tecnisa.

• Youtube: O Youtube é fenômeno no mundo e no Brasil e através dele são disponibilizados vídeos amadores ou profissionais por qualquer usuário cadastrado no site. A Tecnisa utilizou o site como ferramenta de informação, divulgação e relacionamento com os usuários.

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SLIDESHARE. Slideshare tecnisa. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.slideshare.net/tecnisa>. Acesso em: 30 de mai.de 2010

61

Figura 25: Youtube Tecnisa Fonte: YOUTUBE, s.d, online88

Em seu canal no Youtube a Tecnisa disponibiliza vídeos institucionais, informativos e sobre os seus produtos para que sejam vistos por todos os usuários onde também, podem interagir, perguntar e comentar. • Facebook e Orkut: Sabendo do crescimento do Facebook no Brasil e também da grande inserção dos brasileiros no Orkut, a Tecnisa decidiu se inserir nestas mídias sociais como forma de criar mais um canal de discussão e relacionamento com seus clientes.

Figura 26: Facebook Tecnisa Fonte: FACEBOOK, s.d, online89

88

YOUTUBE. Youtube Tecnisa. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.youtube.com/tecnisa>. Acesso em: 30 de mai.de 2010

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Com o objetivo de fortalecer a comunicação e a interatividade com os clientes, a Tecnisa iniciou também ações em sites de comunidades e de relacionamento como o Facebook e o Orkut. Desta forma, os stakeholders podem ficar mais próximos e atualizados sobre o que a TECNISA está fazendo, além de orientar a comunicação para nichos. (BORGHERESI, BUSARELLO E REIS, 2009, p. 18).

Criando uma comunicação com os nichos de seus produtos interagindo com os usuários, e monitorando as discussões a cerca da marca e das necessidades dos clientes. • Resultados para a Tecnisa: Além dos expressivos resultados em números a Tecnisa demonstra que seus resultados vão muito além de estatísticas. O capital social da Tecnisa em redes sociais se tornou um forte aliado e positivo na efetivação de vendas. Através de uma cultura da inovação calçada em princípios de relacionamento com o cliente e rapidez a Tecnisa conseguiu se destacar no ramo imobiliário e de construção civil. As mídias sociais fazem parte de um planejamento maior que envolve acima de tudo a satisfação do cliente de forma individual.

A internet permitiu que a TECNISA tivesse um canal aberto, ágil e direto com os clientes, de forma que eles têm a segurança de que serão atendidos com qualidade. Apenas para se ter uma idéia é possível agendar a visita à obra do produto que adquiriu diretamente pelo site, a confirmação vem de forma eletrônica e, na medida em que a data se aproxima, o cliente ainda recebe uma mensagem de texto no seu celular apenas para lembrá-lo do compromisso e com orientações para chegar ao empreendimento. (BORGHERESI, BUSARELLO E REIS, 2009, p. 18).

Se um cliente estiver satisfeito ele será uma potencial maneira de divulgar a empresa. Em conversa obtida com o gerente de redes sociais Roberto Aloureiro, foi esclarecido que as mídias sociais são ―um boca-a-boa amplificado‖ as pessoas estão falando do que gostam, consomem, aprovam ou desaprovam nas redes sociais e é de suma importância a inserção das marcas nestes espaços como forma de interagir, mensurar e principalmente se relacionar com os usuários. As mídias sociais aliadas à utilização de ferramentas convencionais na internet como os e-mails marketing e também os informativos online, possibilita uma segurança nos compradores e maiores informações sobre o estágio da obra.

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FACEBOOK. Facebbok Tecnisa s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.facebook.com/pages/Tecnisa-Mais-construtora-porm2/46904134466?ref=ts>. Acesso em: 30 de mai.de 2010

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3.6.3 Fiat

A Fiat é uma empresa multinacional fabricante de veículos de origem italiana, está no Brasil desde 1976. Hoje a Fiat é uma das principais montadoras de veículos no mundo e no Brasil lidera o ranking entre as marcas que mais vendem veículos no Brasil. Segundo dados da ANFAVEA90 (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), até Abril de 2010 a Fiat permanecia líder de vendas.

A Fiat Automóveis foi à líder de vendas de carros novos agora no mês de Março com 64.469 carros emplacados, 24,7% dos emplacamentos de automóveis e veículos comerciais leves de todo o País foram carros Fiat quase ¼ dos carros emplacados em todo território nacional, os dados são do Registro Nacional de Veículos Automotores ―Renavam‖, e foram divulgados através da Anfavea.(SITE DE CARRO, s.d, online91).

A Fiat se declara uma empresa inovadora e pioneira e a cada ano supera seus níveis de vendas em relação aos anos anteriores, além disso, é uma empresa preocupada com projetos sociais e prioriza a opinião do consumidor ao fabricar um veículo.

A Fiat Automóveis prega a constante adoção de práticas de gestão que a colocam como sinônimo de excelência e orgulho entre seus clientes, acionistas, empregados e que proporcionam à marca ser líder de mercado. Em seus Princípios e Valores, a Fiat adota coerência, transparência, ética e exigência consigo mesma, com a constante busca de sempre fazer o melhor. Em suas práticas de gestão, que tornam a marca cada vez mais forte, a Fiat preocupa-se constantemente com o cliente, a razão da existência de qualquer negócio, e com toda a sociedade. A Fiat valoriza as pessoas e respeita o ambiente como um todo para crescer diante de uma sociedade mais justa e com perspectivas de futuro. (FIAT, s.d, online 92)

A preocupação da empresa com praticas inovadoras se reflete nas estratégias de marketing e comunicação adotadas para promover seus produtos junto ao consumidor, por consequência aumentando as vendas da mesma.

90 91

http://www.anfavea.com.br/tabelas.html SITE DE CARRO. Fiat é líder de vendas de carros novos em 2009, 2009 [online]. Disponível em: http://www.sitedecarro.com.br/noticias/fiat-e-lider-de-vendas-de-carros-novos.html. Acesso em: 31 de Mai.de 2010 92 FIAT. gestão, s.d [online]. Disponível em: http://www.fiat.com.br/mundo-fiat/institucional/gestao.jsp . Acesso em: 31 de Mai.de 2010

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Em 35 anos de Brasil, a Fiat passou de patinho feio da indústria automobilística para a liderança de mercado de automóveis - posto conquistado há oito anos -, com uma marca forte e campanhas inovadoras e ousadas. Ter um carro da montadora italiana poderia até ser um problema nas estradas brasileiras dos anos 70 e 80, mas na primeira década do século 21 virou motivo de orgulho para consumidores ávidos por novidades tecnológicas e design diferenciado.(MARTINS, 2010, online93).

Em sua história a empresa buscou aliar a emoção da marca italiana com a modernidade das mudanças contemporâneas através de campanhas publicitárias que procuraram demonstrar a evolução da marca junto aos seus públicos.
Um passo importante foi a campanha "Revendo conceitos", da Leo Burnett, agência que há 14 anos atende a montadora nas campanhas institucionais e desde o ano passado responde também pelo varejo. Aproveitando o lançamento do Novo Palio, em 2000, uma série de comerciais mostrava situações antiquadas e preconceituosas, contra gays, negros e pobres, que a sociedade contemporânea não admitia mais. "A Fiat procurou ser coerente com a enorme diversidade sociocultural em que vivemos", conta João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento. "A campanha pode ter sido um divisor no sentido emocional. E nessa categoria de consumo, o emocional é muito importante: o carro é a segunda roupa, é o cartão de visita", acrescenta Ruy Lindenberg, vice-presidente de criação da Leo Burnett. (MARTINS, 2010, online 94).

Com campanhas criativas e ideias inovadoras a Fiat vem ganhando cada vez mais consumidores e estas ideias e campanha refletem na imagem da empresa, preocupada com as novas mídias a partir de 2009 começou a investir em campanhas interativas e estratégias para a internet.
De olho no futuro, a empresa entrou forte no mundo digital, apostando em ações diferenciadas e impactantes. Para o Punto T-Jet, a campanha interativa criada pela AgênciaClick, que há oito anos atende a montadora, levou o Grand Prix de Cyber no Wave Festival em 2009. Não foi por menos: para transmitir os conceitos de modernidade e tecnologia do esportivo, a ação incluía um game no BBB 9, onde os brothers "pilotavam" um Punto que competia, de verdade, com um carro no Autódromo de Jacarepaguá, pilotado por Luciano Burti. "O forte conteúdo de tecnologia, que viabilizou a mistura do real e virtual, é atraente para uma marca que quer trabalhar o digital", comenta Abel Reis, presidente da AgênciaClick. (MARTINS, 2010, online95).

A Fiat então iniciou suas estratégias em redes sociais, juntamente com a Agência Click e o departamento de marketing da empresa. Neste estudo serão relatadas duas ações
93

MARTINS, Andreia. Cases mais inovadores: Fiat, 2010 [online]. Disponível em: http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Cases_mais_inovadores__Fiat&origem=ultimas . Acesso em: 31 de Mai.de 2010 94 MARTINS, Andreia. Cases mais inovadores: Fiat, 2010 [online]. Disponível em: http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Cases_mais_inovadores__Fiat&origem=ultimas . Acesso em: 31 de Mai.de 2010 95 MARTINS, Andreia. Cases mais inovadores: Fiat, 2010 [online]. Disponível em: http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Cases_mais_inovadores__Fiat&origem=ultimas . Acesso em: 31 de Mai.de 2010

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específicas da Fiat junto às redes sociais sendo elas o case do Fiat Mio e o case de lançamento do novo Uno. 3.6.3.1 Fiat Mio96 O Fiat Mio é um projeto da Fiat de um carro protótipo criado a partir da opinião dos usuários. A partir do site é possível conhecer todos os processos de fabricação e dar opiniões sobre como o veículo poder ser, a partir de uma comunidade criada dentro do próprio site que contém fóruns e blog, produção de vídeos (para veiculação exclusiva online) e produção de conteúdo relativo ao carro e ao universo dos veículos.

Com este fim, nasceu o Fiat Mio, projeto do centro de estilo da montadora, também conduzido em parceria com a Click, que prevê a cocriação com os usuários de um protótipo que será apresentado no Salão do Automóvel, em outubro. Depois de receber 13 mil sugestões de internautas de 150 países - 60% do Brasil -, a Fiat selecionou as melhores ideias e está desenvolvendo o modelo. "O internauta também poderá participar da estratégia de marketing do lançamento do carro, desde a escolha do nome até o slogan".(MARTINS, 2010, online 97).

O conteúdo produzido no site criado pelos usuários é disponibilizado a partir da licença creative commons, que permite que qualquer pessoa ou empresa utilize as informações construídas no site.

Vale lembrar que todo conteúdo será livre. A Fiat acredita que o conhecimento gerado neste projeto deve ser propagado sem restrições, podendo ser utilizado por simples usuários ou até mesmo engenheiros e outros fabricantes de veículos.(FIAT MIO, s.d, online98).

O carro Fiat mio está sendo desenvolvido a partir das ideias dos usuários enviadas ao site através das ferramentas de interação disponibilizadas. Serão relatadas as mídias sociais utilizadas e como se dá a estratégia de comunicação com o público.

O projeto Fiat Mio utilizará essas licenças para agregar e propagar as ideias enviadas por você para o fiatmio.cc. Através delas, juntamente com nossas equipes de engenharia e estilo, produziremos um carro conceito, o primeiro carro do mundo criado pelos e para os usuários.(FIAT MIO, s.d, online99).
96 97

http://www.fiatmio.cc/ MARTINS, Andreia. Cases mais inovadores: Fiat, 2010 [online]. Disponível em: http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Cases_mais_inovadores__Fiat&origem=ultimas . Acesso em: 31 de Mai.de 2010 98 FIAT MIO. Sobre o projeto, s.d [online]. Disponível em: http://www.fiatmio.cc/pt/sobre-o-projeto/ . Acesso em: 31 de Mai.de 2010. 99 FIAT MIO. Sobre o projeto, s.d [online]. Disponível em: http://www.fiatmio.cc/pt/sobre-o-projeto/

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• Site Fiat Mio: foi projetado para ser similar a uma plataforma de mídia social, semelhante aos sites de relacionamento comuns aos usuários. No site, é possível deixar as ideias para o ―concept car‖ através de um cadastro feito pelo usuário permitindo a participação através de um perfil através das seções: ideias livres, montagem técnica e Making-off. Este último se trata do blog do carro.

Figura 27: Site Fiat Mio Fonte: FIATMIO, s.d, online100.

Na sessão ideias livres, é possível deixar novas sugestões que podem ser utilizadas em futuros veículos da marca, se torna mais um espaço de socialização de opiniões.

. Acesso em: 31 de Mai.de 2010 100 FIAT MIO. Site Fiat Mio. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.fiatmio.cc>. Acesso em: 3 de Jun.de 2010

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Figura 28: Seção Ideias livres Fonte: FIATMIO, s.d, online101.

• Seção Montagem Técnica: nesta seção são publicadas discussões sobre as ideias que serão utilizadas no Fiat Mio, diferente da seção ideias livres onde as opiniões serão analisadas para próximos projetos da empresa.

Figura 29: Seção montagem técnica Fonte: FIATMIO, s.d, online102.

101

FIAT MIO. Ideias Livres. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.fiatmio.cc/pt/ideias/>. Acesso em: 3 de Jun.de 2010 102 FIAT MIO. Seção montagem técnica. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.fiatmio.cc/pt/discussoes/>. Acesso em: 3 de Jun.de 2010

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• Blog “Making of”: Aqui é possível acompanhar o processo de desenvolvimento do ―Fiat Concept Car III (FCC III)‖. São postados periodicamente conteúdos produzidos pela equipe responsável pelo projeto. Um destaque é dado aos vídeos, chamados de episódios do FCC III, a cada episódio são mostrados diferentes setores e processos que envolvem o desenvolvimento do veículo.

Figura 30: Blog Making of Fonte: FIATMIO, s.d, online103

No blog também é possível acompanhar as decisões da Fiat sobre o projeto, inspiradas nas opiniões dos usuários. Depois de mais de 15 mil ideias sugeridas no site, foi possível chegar a um conceito visual do veículo, postado no blog no dia 31 de maio de 2010.

Figura 31: Concept Car Fiat III Fonte: FIATMIO, s.d, online104

103

FIAT MIO. Blog Making of. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.fiatmio.cc/makingof/>. Acesso em: 3 de Jun.de 2010

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O FCC-III é o resultado da busca coletiva por um design inteligente, pensado para o cenário futuro, com características que facilitem o relacionamento entre a máquina e seus usuários. A essência dessa linha-guia é justamente encontrar as soluções mais precisas, sem deixar de agradar aos olhos. (FIAT MIO, s.d, online105).

Foram desenvolvidos alguns modelos de projetos de design de automóveis e após análises e pesquisas foi escolhido o modelo de ―Concept Car‖, Precision. Até outubro deste ano, o projeto será executado pela equipe de engenharia da Fiat, para ser exposto no salão do automóvel de 2010. Além das ferramentas já relatadas, a Fiat utiliza Orkut, Facebook e Twitter para o Fiat Mio. • Blog “Making of”: Aqui é possível acompanhar o processo de desenvolvimento do ―Fiat Concept Car III (FCC III)‖. São postados periodicamente conteúdos produzidos pela equipe responsável pelo projeto. Um destaque é dado aos vídeos, chamados de episódios do FCC III, a cada episódio são mostrados diferentes setores e processos que envolvem o desenvolvimento do veículo.

3.6.3.2 Novo Fiat Uno Segundo dados obtidos junto a ANFAVEA, o Fiat Uno é o segundo carro mais vendido da marca Fiat, ficando atrás do Fiat Pálio. O Uno é um dos carros mais populares do Brasil, sendo criado originalmente na Itália e depois veio para o Brasil.
Lançado em 1984 no Brasil, apenas um ano e meio depois de seu lançamento na itália, o novo modelo inaugura por aqui um conceito inédito de carro: ―pequeno por fora e grande por dento‖. Trazia novos conceitos de design, interior mais claro e confortável do que outros modelos de classe superior, boa aerodinâmica e baixo consumo de combustível.(UNOCLUB, s.d, online106).

O Fiat uno foi lançado incialmente no Brasil para atender um público com menos poder aquisitivo, em um momento que o país passava por uma crise econômica, foi um veículo que impulsionou o mercado e abriu uma nova categoria de consumo de automóveis.

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FIAT MIO. Concept Car Fiat III. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG. Disponível em: < http://www.fiatmio.cc/makingof/pt/2010/05/fcc-iii-%E2%80%93-yourvision-of-the-future/>. Acesso em: 3 de Jun.de 2010. 105 FIAT MIO. Precision: em busca da exatidão, 2010, [online]. Disponível em: < http://www.fiatmio.cc/makingof/pt/ > Acesso em: 03 Jun. 2010 106 UNO CLUB. Historia do Uno no Brasil, s.d, [online]. Disponível em: < http://www.unoclub.com.br/ofiatuno.php> Acesso em: 03 Jun. 2010

70

A Fiat resolveu em 2010 lançar uma remodelagem para o clássico Fiat uno (maio de 2010) e, para isso fez pesquisas mais apuradas junto ao público consumidor do Fiat Uno, optou, por estratégias de divulgação em redes sociais aliadas a utilização de mídias convencionais. A linguagem utilizada é associada ao público jovem e as características que lembram um pouco de sua história. Será relatado a seguir as estratégias em mídias sociais utilizadas pela Fiat junto á AgenciaClick para o lançamento do novo fiat uno com o conceito ―Novo Uno, novo tudo‖. • Site de lançamento: Para divulgar o lançamento a Fiat se preocupou em trazer interatividade e dinamismo no site, bem como nas demais ações.

Na estratégia online, desenvolvida pela AgênciaClick, o site oficial do Novo Uno carro traz uma proposta completamente inusitada de montagem de carro online. Usando a tecnologia de Data Visualization, os visitantes saberão em tempo real quais são as configurações de carro mais montadas pelos demais internautas, por meio de gráficos. Essa técnica permitirá que o layout do site seja dinâmico, aliando design e informação. A customização do carro é o tema principal da campanha de lançamento, que conta com peças focadas em features específicos, como motor, design, espaço interno etc. (MARTINS, 2010, online107).

É possível visualizar o número de carros montados no site através de um contador que demonstra os resultados atualizados. Além disso, é possível visualizar as novas opções do veículo, bem como informações técnicas, e acompanhar as atualizações pelo Twitter da marca.

Figura 32: Site Novo Uno Fonte: FIAT UNO, s.d, online108.

107

MARTINS, Andreia. Ação cheia de perguntas para o Novo Uno, 2010 [online]. Disponível em: http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Acao_cheia_de_perguntas_para_o_Novo_Uno&origem=ultimas > Acesso em: 3 de Jun.de 2010. 108 FIAT UNO. Site Novo Fiat Uno. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://uno.fiat.com.br/>. Acesso em: 3 de Jun.de 2010.

71

O site também permite que o usuário monte seu próprio veículo, e disponibiliza ainda os modelos mais escolhidos, através de gráficos. Observa-se uma apropriação dos recursos de social games, na internet.

(...) Além disso, esses jogos podem ser instrumentos de reputação (divulgar entre seus amigos que você é o melhor), de sociabilidade (conhecer pessoas, participar de fóruns, ampliar a rede social para melhor atuar no jogo), de suporte social (apoio da rede nas tarefas difíceis) e etc. Ou seja, em última análise, o Facebook permite canalizar parte do capital social construído pelas suas redes também para os aplicativos que são adotados por elas. (RECUERO, 2009, online109).

Figura 33: Gráficos site Novo Uno Fonte: FIAT UNO, s.d, online110

Depois de criado o modelo do carro personalizado é possivel compartilhar nas principais redes sociais o resultado, através de um link já disponibilizado no site.

Figura 34: Fiat Uno personalizado e compartilhamento em rede social Fonte: FIAT UNO, s.d, online111

109

RECUERO, Raquel. Social Games e o Facebook, 2009 [online]. Disponível em: http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/social_games_e_o_facebook.html> . Acesso em: 3 de Jun.de 2010 110 FIAT UNO. Carros montados no site. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://uno.fiat.com.br/>. Acesso em: 3 de Jun.de 2010.

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Além do conteúdo interativo e a dinâmica do site de lançamento a Fiat se apoiou em mídias sociais como o Twitter da marca. A campanha online estava associada com peças e vídeos veiculados offline. • Formspring.Me Fiat Uno: é um site de relacionamento onde é permitido que os usuários interajam com outros atores através de perguntas e respostas, onde os atores criam perfis na rede social e ficam sujeitos a perguntas anônimas ou não, todas as perguntas podem ser moderadas pelo ator do perfil. A Fiat se apropriou deste serviço, para criar segundo a montadora, a maior entrevista coletiva do mundo.

Em busca de uma maneira diferente de apresentar seus lançamentos ao mercado, a Fiat, desta vez, recorreu ao Formspring.Me para mostrar o novo Uno, o mais aguardado veículo da montadora para 2010. Dentro da rede social, os usuários poderão enviar perguntas a respeito do novo carro e tirar dúvidas diretamente com a Fiat, na página da montadora no Formspring.Me. (M&M ONLINE, 2010, online112).

Apesar do sucesso e o grande número de perguntas, um dos responsáveis pelas respostas das perguntas efetuadas pelos internautas, pecou ao dizer que o novo Fiat uno não era fabricado na cor rosa.

Não bastasse o fato de não responder adequadamente a pergunta, não explicando porque não se produzem carros cor de rosa, o responsável pelo ―grupo Happy Hour‖ ainda alfinetou a torcida do São Paulo – que é apelidada por torcedores adversários de ―bambi‖. Se uma pessoa comum faz uma provocação a um clube ou fiéis de uma religião, teoricamente isso não importa para o mercado. Agora, quando uma marca expõe isso num canal oficial de comunicação, o efeito é desastroso.(DEGÁSPERI, 2010, online113).

A montadora imediatamente após o incidente retirou a publicação da página, e depois de algumas horas se desculpou no Formspring.me para aqueles que se sentiram ofendidos.

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FIAT UNO. Fiat Uno personalizado e compartilhamento em rede social. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://uno.fiat.com.br/>. Acesso em: 3 de Jun.de 2010. 112 M&M ONLINE. Fiat escolhe Formspring.Me para lançar novo Uno, 2009 [online]. Disponível em: http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Fiat_escolhe_Formspring.Me_para_lancar_novo_Uno> . Acesso em: 3 de Jun.de 2010 113 DEGÁSPERI, Israel Scussel. Case Fiat nas Mídias Sociais, 2010 [online]. Disponível em: http://midiassociais.blog.br/2010/05/07/case-fiat-nas-midias-sociais/>. Acesso em: 3 de Jun.de 2010

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Figura 35: Formspring.me Fiat desculpas Fonte: FORMSPRING.ME, 2010, online114

Apesar do ocorrido a ação teve um grande número de perguntas enviadas, ficou comprovado que as redes sociais devem utilizadas de forma consciente e com cuidado para que a marca não seja prejudicada. As cases demonstradas neste capítulo, ilustram com as empresas vem utilizando as mídias sociais em prol do marketing de relacionamento e do entretenimento no contexto de produção colaborativa na internet.

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FORMSPRING.ME. Formspring.me Fiat desculpas. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900 pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 14,9KB. Formato JPG . Disponível em: < http://www.formspring.me/fiatbr/q/508659385 >. Acesso em: 3 de Jun.de 2010.

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4 ANÁLISE QUALITATIVA E ADAPTAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE REDES SOCIAIS PARA O MERCADO REGIONAL

Para desenvolver a análise qualitativa das pesquisas de campo realizadas junto aos profissionais, serão relatadas as opiniões obtidas e ao mesmo tempo será feita uma analise entre os pontos negativos apontados pelos profissionais e os relatos positivos da utilização de redes sociais obtidos pelas cases e pesquisas. Foram entrevistados profissionais das agências web de Chapecó: Lilah, Elo Ideias e também Valéria Casarotto Feijó, que responde pela área de marketing do setor de publicidade da Unochapecó. As entrevistas foram desenvolvidas entre Março e Abril de 2010, e as perguntas foram feitas através de uma entrevista semiestruturada. Nestas entrevistas foi possível conhecer melhor o perfil do anunciante regional e qual a sua percepção sobre a internet como ferramenta de comunicação para suas empresas. As perguntas que serviram de guia para a entrevista semiestruturada, se encontram no anexo deste estudo. Serão relatados os principais argumentos que são apontados como negativos ao uso de redes sociais, analisando o contexto regional e demonstrando em contraponto as realidades atuais utilizadas em redes sociais e como pode ser aplicado em Chapecó.

4.1 A falta de conhecimento por parte dos anunciantes regionais: As agências alegam que os seus clientes não sabem da existência das redes sociais e também não compreendem a sua importância como ferramenta de comunicação. Isso se dá por uma questão cultural/social. Muitas empresas regionais são constituídas por base familiar,

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ou seja, o pai e/ou a mãe da família são os donos do negócio e geralmente são pessoas com mais idade e que não conhecem, nem dominam a utilização da internet. Muitas das empresas (pequenos e médios negócios) não possuem sequer conta de email, segundo Rodrigo Bedin, sócio proprietário da Elo Ideias, é necessária uma ―alfabetização digital‖, para que as empresas comecem a utilizar melhor essas ferramentas na internet. A percepção do mercado regional, demonstrada em todas as entrevistas é comum em todas as opiniões, ou seja, o anunciante regional ainda é pouco inserido na internet. Várias são as razões que propiciam esta realidade. Existe um estereótipo, sobre publicidade, e muitas vezes as empresas depositam maior credibilidade a veículos tradicionais de mídia como o rádio e a TV, e quando procuram os fornecedores de serviços, online geralmente exigem apenas o desenvolvimento do site. Como relatado nos cases, as empresas (nacionais) que utilizaram as redes sociais, passaram também por uma mudança interna, como no caso da Tecnisa ―a cultura da inovação‖, onde a mudança se desenvolveu de forma interna e depois irradiou para suas estratégias de comunicação e relacionamento com os clientes. Portanto, é importante que as agências web também se preocupem com a promoção do conhecimento e inserção digital dos anunciantes regionais na internet e que há uma cultura de conhecimento da internet e das ferramentas que deve partir principalmente das empresas.

4.2 A insegurança do investimento e a falta de credibilidade nas redes sociais Segundo Guilherme Schabarum da agência web Lilah, as empresas que conhecem as redes sociais tem insegurança em investir nessas mídias, muitas vezes não dão crédito a internet, por possuírem uma imagem negativa, relacionada à banalização de conteúdos na web. De acordo com Schabarum, as empresas ainda imaginam que não é necessário estratégias em redes sociais para comunicação com seu público, e que não são todas as empresas que podem explorar este tipo de mídia, o próprio Guilherme não consegue visualizar algumas empresas em específico promovendo relacionamento nas redes sociais com seu público. A mesma opinião é compartilhada por Rodrigo Bedin, da Elo ideias. No entanto Valéria Feijó demonstra que sim é muito importante o conhecimento dessas redes e que inclusive, durante a reformulação do portal da Unochapecó foram

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elaboradas estratégias em redes sociais, em função de uma demanda dos próprios acadêmicos que, segundo Valéria, são as ferramentas mais utilizadas pelos ingressantes na Universidade. Valéria Feijó ainda relata que através de pesquisas promovidas pela universidade, foi comprovado que a mídia mais utilizada pelo jovem ingressante na universidade para conhecer sobre ela e sobre os cursos oferecidos na mesma, além do próprio vestibular é o site. Que até então a reformulação foi pensada para suprir esta demanda, bem como uma demanda dos acadêmicos em socializarem mais sobre seus cursos, interesses e pesquisas. No entanto, na entrevista com Valéria ainda foi relatado à dificuldade de manter as mídias sociais utilizadas pelos coordenadores dos cursos (canais de interação com os acadêmicos) atualizadas, pois muitas vezes os próprios docentes declaram não possuir familiaridade com as ferramentas de mídias sociais, como: Twitter e blog. Ou seja, quando a comunicação do anunciante deve ser mais voltada ao público jovem é nítida uma demanda maior por parte do próprio público, porém as agências web ainda acreditam que este tipo de utilização de redes sociais pode levar muito tempo para ganhar a credibilidade das pequenas e médias empresas. Os dados demonstrados na pesquisa realizada pelo IBOPE, Conectmídia, revelam que os jovens dominam as ferramentas de socialização na Internet e ainda consomem múltiplas plataformas e conteúdos midiáticos ao mesmo tempo. Esses dados contrapostos às entrevistas revelam que o anunciante regional ainda não conhece e pior, despreza os hábitos de mídia dos jovens e de cerca de 70 milhões de brasileiros que utilizam diariamente as diversas plataformas sociais e sites de relacionamento.

4.3 As prioridades de investimento da empresa e a banalização do serviço

As agências declaram que seus clientes são resistentes e conservadores á utilização de redes sociais e que muitas vezes as empresas declaram como argumento que preferem investir em outras necessidades para o negócio como, por exemplo, máquinas e estrutura, ao invés de focar mais em comunicação. Quando se sugere a utilização de redes sociais, muitas empresas declaram que não querem usar os serviços por que sabem que não manterão atualizados e que não saberão utilizar da melhor forma essas ferramentas. Segundo Schabarum, ainda declaram que não é necessário um profissional para monitorar e promover ações da marca junto à internet, alegando que ―Meu filho meche nessas

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coisas melhor que eu‖, de forma geral em todas os entrevistados demonstraram que os clientes são conservadores e que precisam de maior conhecimento sobre as redes sociais.

4.4 A migração do Offline para o Online

Durante as entrevistas, ainda se percebe, que os profissionais possuem também uma relutância sobre o uso das redes sociais na internet como ferramenta de comunicação e principalmente relacionamento. Percebe-se que as agências web se preocupam sempre com o fato ―número de acessos ao site da empresa‖ e não comentam o fator ―relacionamento marca/cliente‖ com o cliente. Segundo Bedin, a Elo ideias sempre sugere a utilização de links de redes sociais na internet, no entanto para eles a principal finalidade destas mídias é como mais um canal de “divulgação dos produtos e serviços”, porém através das pesquisas realizadas e segundo conversas com o gerente de redes sociais da Tecnisa (por meio do GoogleWave), o enfoque das estratégias utilizadas pela Tecnisa está no relacionamento com as pessoas e também na produção de conteúdo a venda é uma consequência, conforme relatado no capítulo 2 deste estudo.

Figura 36: Trecho de diálogo com Roberto Aloureiro no GoogleWave Fonte: GOOGLEWAVE, 2009, online115.

Através das entrevistas observou-se, que o estereótipo que o anunciante regional possui em relação às redes sociais se dá pela questão histórica da publicidade e das mídias convencionais. Por muito tempo as principais ferramentas de comunicação das empresas foram TV e Rádio, e a internet ainda é uma forma desconhecida de comunicação para as empresas, principalmente regionalmente, devido a este fator as empresa veem a internet como

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GOOGLEWAVE. Trecho de diálogo com Roberto Aloureiro no GoogleWave. s.d. Largura: 1440 pixels. Altura: 900pixels. 96 dpi. 24 BIT RGB. 28,29KB. Formato JPG . Disponível em: < https://wave.google.com/wave/?pli=1#restored:wave:googlewave.com!w%252BecYzZF8JD>. Acesso em: 3 de Jun. 2010

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uma migração destes meios convencionais, visualizando-a como exclusiva para sites e banners.
[...]Claro que dá, porque a verba para este tipo de publicidade é ENORME. E se forem analisar o ROI - Retorno sobre o Investimento -, com certeza muitos publicitários teriam dificuldades de justificar este investimento. Principalmente se houver uma comparação com o investimento feito na mídia on-line. Mas a cultura empresarial no Brasil é baseada naquilo que se consegue ENXERGAR E TOCAR. E a Publicidade online não se toca e não tem cheiro... E as vezes o empresário só olha os e-mails no final do dia....ou pior, só responde 24 ou 48 horas depois. Isso quando responde (KENDZERSKI, 2007, online116).

As cases relatadas demonstram que as estratégias de comunicação em redes sociais devem ser desenvolvidas de forma integrada e focada no relacionamento, na produção de conteúdo e nas respostas para os consumidores. O empresário regional deve se desvencilhar dos moldes tradicionais de publicidade offline. As entrevistas demonstraram que o anunciante regional possui um perfil conservador e arredio em relação à utilização de redes sociais na internet e que isso se deve principalmente pelo tipo de empresas que existem em Chapecó (familiares), por questões culturais e hábitos de mídias convencionais historicamente muito utilizados pelas agências de publicidade, além de um despreparo do mercado regional web em oferecer serviços de consultoria e análise de redes sociais para às empresas. Também foi possível observar que a maioria dos entrevistados possuem formação acadêmica em sistemas de informação e que poucos são os profissionais formados em comunicação presentes nas agencias web, isso muitas vezes acarreta um posicionamento destas agencias estereotipado de comunicação, delimitado á criação de sites e que isso se deve também aos condicionantes do próprio mercado regional que é conservador e desinformado sobre a utilização de redes sociais na internet como ferramenta de comunicação corporativa e de relacionamento.

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KENDZERSKI, Paulo Roberto. Publicidade Offline X Publicidade Online, 2007, [online]. Disponível em: < http://imasters.uol.com.br/artigo/5434/publicidade/publicidade_offline_x_publicidade_online/ > Acesso em: 4 Jun. 2010

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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após o desenvolvimento do trabalho de conclusão de curso, foi possível perceber a importância do assunto abordado, ―redes e mídias sociais como ferramenta de comunicação para anunciantes regionais‖. Mostrando ao anunciante chapecoense mais uma maneira online de poder divulgar seu produto ou serviço, desta vez, com o conceito de web 2.0, onde os conteúdos são produzidos de forma colaborativa. As empresas que utilizam deste artifício na cidade de Chapecó, ainda são poucas. Mesmo ouvindo este tema pela primeira vez, o anunciante que não possui compreensão alguma sobre o assunto, poderá assimilar facilmente através desta pesquisa, que possui definições para sanar e esclarecer qualquer tipo de dúvida e partir para o investimento na comunicação de web 2.0. Como citado acima, ainda são raríssimas as empresas que apostam neste tipo de comunicação, por conta disso surgiram dificuldades em encontrar materiais com dados de pesquisas regionais no decorrer do trabalho, surgindo à necessidade então, de serem coletados apenas materiais com dados nacionais. Como por exemplo, casos de empresas brasileiras que apostaram nas redes sociais como forma de promover seus negócios e que obtiveram sucesso. Algumas, sobrevivendo apenas disso, como é a situação da loja de camisetas, Camiseteria. Que possuí a loja virtual e o publico consumidor só adquire suas camisetas acessando o site da empresa. Portanto, assim como qualquer outra ferramenta, as Redes e Mídias Sociais, devem ser usadas adequadamente e conscientemente pelo anunciante, pois possuem um universo ilimitado de receptores, e quando se trata de falar da marca de uma empresa o cuidado, à análise e a intervenção devem ser feitas de forma cuidadosa e responsável. Por se tratar de um tema não assimilado por muitos, os resultados obtidos foram bastante significativos, pois todos os objetivos foram alcançados. Ainda consideramos o

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trabalho extremamente pertinente e relevante para o mercado regional e para os próprios cursos de comunicação, se tratando de uma área da comunicação que esta se desenvolvendo com maior intensidade no Brasil a pouco tempo e que demonstra um grande crescimento. A pesquisa também demonstra que as empresas e profissionais regionais ainda possuem um estereótipo sobre as redes sociais na internet e que é necessário o fomento de ações para conscientizar e esclarecer este público sobre a importância das redes sociais na internet como um importante canal de interação com o consumidor regional. As entrevistas revelaram um perfil de anunciante conservador e desinformado sobre o tema o que demonstra uma carência de produção acadêmica e profissional sobre o assunto, mesmo os profissionais atuantes se mostram desconformados com esta situação e não conhecem também o tema, por exemplo, os cases das empresas relatadas neste estudo. Observamos uma carência de cursos, palestras e eventos que disseminem os relatos mercadológicos da utilização das redes sociais, e mesmo na graduação ainda se faz necessário mais importância á este conteúdo. O fator mais importante e mais determinante na inserção do anunciante regional em redes sociais de forma correta e privilegiando o relacionamento com os consumidores se dá pela grande presença do brasileiro nas redes sociais, os dados trazidos neste estudo demonstram isso, através do grande número de brasileiros no Orkut, por exemplo. Portanto, concluímos que a maioria dos anunciantes regionais de Chapecó não está acompanhando os hábitos de mídia dos seus públicos, especialmente na faixa etária de (12 á 25 anos) e que o público vem demandando esta presença das empresas em redes sociais.

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ANEXOS

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ANEXO 01 – GUIA ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA Redes e mídias sociais na internet como ferramenta de comunicação para anunciantes regionais AGENCIA:_______________________________________________________ ENTREVISTADOS:_________________________________________________ - O que os clientes procuram ao solicitar os serviços de web em Chapecó?

- Quais as principais ferramentas utilizadas nos sites (recursos)?

- Qual a maior exigência das empresas em relação aos serviços web?

- Quais os principais serviços prestados?

- Como é a demanda do mercado?

- Como é feita a manutenção dos serviços prestados?

- Os clientes conhecem as redes sociais na Internet?

- Os clientes utilizam, solicitam links de sites de relacionamento em seus sites corporativos?

- Algum cliente ja procurou serviços de consultoria e análise em redes sociais na internet?

- Qual a principal justificativa do cliente ao solicitar a prestação do serviço de internet?

- O que os clientes pensam sobre a utilização de redes sociais como forma de comunicação e relacionamento com os públicos?

- Qual a maior dificuldade na hora de vender um serviço de web?

- Qual a percepção geral dos clientes em relação à Internet para fins corporativos?

- Qual a maior necessidade de serviços de Internet que o mercado Chapecoense demanda atualmente?

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- Quais as tendências de comunicação online que podem ser aplicáveis com facilidade no mercado regional?

- Como é a receptividade do cliente/empresa Chapecoense em relação as novas ferramentas de comunicação e publicidade

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