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Os Lusíadas vs Mensagem

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Os Lusíadas vs.

A Mensagem

Introdução
Este trabalho consiste numa comparação parcial entre Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, e A Mensagem, de Fernando Pessoa. Pretendemos mostrar a estrutura de cada obra e encontrar a História de Portugal, bem como os Descobrimentos dos Valentes Lusitanos, em cada verso e palavra que os estes grandes autores escreveram, exprimiram, pensaram e sentiram, sobre o excepcional povo que é o povo Português. Existem semelhanças entre A Mensagem e Os Lusíadas. É simples dizer que são ambas semelhantes em intenção, como obras de glorificação nacional, mas essa simplicidade camufla uma complexidade enorme. António Quadros, um estudioso de Pessoa, diz que A Mensagem é um ³poema nacional, uma versão moderna, espiritualista e profética dos Lusíadas´. Será realmente? Esperamos responder a essa pergunta, com este trabalho.

Estrutura das obras
Os Lusíadas
Os Lusíadas é uma obra escrita por Luís Vaz de Camões, que está dividida em dez Cantos, cada estrofe tem oito versos e cada verso tem dez sílabas métricas, tendo, assim, versos decassílabos. Esta grande epopeia, internamente está dividida em cinco partes: Proposição (I, 1-3), Invocação (I, 4-5), Dedicatória (I, 6-18), Narração (I, 19; X, 144) e Epílogo (X, 145 -156). Os Lusíadas,podemos encontrar quatro planos de acção: o plano da viagem, o plano da mitologia, o plano da história de Portugal e o plano das considerações do poeta. Em relação ao plano da viagem, a acção central é a viagem de Vasco da Gama, ³As armas e os Barões assinalados/ Que da Ocidental praia Lusitana/ Por mares nunca de antes navegados/ Passaram ainda além da Taprobana,/ Em perigos e guerras esforçados/ Mais do que prometia a força humana,/ E entre gente remota edificaram/ Novo Reino, que tanto sublimaram;´(I,1). Escrevendo mais de meio século depois, Luís de Camões tinha já o distanciamento suficiente para perceber a importância histórica desse acontecimento, devido às alterações que provocou, tanto em Portugal, como na Europa. Por essa razão considerou a primeira viagem marítima à Índia como o episódio mais significativo da história

de Portugal. No entanto, tratava-se de um acontecimento relativamente recente e historicamente documentado. Para manter a ferocidade, o poeta estava obrigado a fazer um relato relativamente objectivo e potencialmente monótono, o que constituía um perigo fatal para o seu projecto épico. Daí que Camões tenha sentido a necessidade de introduzir um segundo nível narrativo. No plano mitológico (conflito entre os deuses pagãos), Camões imaginou um conflito entre os deuses pagãos: Baco opõe-se à chegada dos portugueses à Índia, pois receia que o seu prestígio seja colocado em segundo plano pela glória dos portugueses, enquanto Vénus, apoiada por Marte, os protege, ³Quando os Deuses no Olimpo luminoso,/ Onde o governo está da humana gente,/ Se ajuntam em consílio glorioso,/ Sobre as cousas futuras do Oriente.´(I,20), ³O padre Baco ali não consentia/ No que Júpiter disse, conhecendo/ Que esquecerão seus feitos no Oriente/ Se lá passar a Lusitana gente.´(I.30), ³Os fortes Portugueses que navegam./ Sustentava contra ele Vénus bela,/ Afeiçoada à gente Lusitana/ Por quantas qualidades via nela/ Da antiga, tão amada, sua Romana; / Nos fortes corações, na grande estrela/ Que mostraram na terra Tingitana, / E na língua, na qual quando imagina,´(I,32-33), ³Mas Marte, que da Deusa sustentava/ Entre todos as partes em porfia, / Ou porque o amor antigo o obrigava, / Ou porque a gente forte o merecia,´(I,36). No plano da história de Portugal, o objectivo de Camões era enaltecer o povo português e não apenas um, ou alguns, dos seus representantes mais ilustres. Não podia por isso limitar a matéria épica à viagem de Vasco da Gama. Tinha que introduzir na narrativa todas aquelas figuras e acontecimentos que, no se u conjunto, afirmavam o valor dos portugueses ao longo dos tempos. E fê -lo, recorrendo a duas narrativas secundárias, inseridas na narrativa da viagem, cujo narrador é o poeta. E para isso fê-lo de três maneiras, primeiro a narrativa de Vasco da Gama ao rei de Melinde, ao chegar a este porto indiano, o rei recebe-o e procura saber quem é ele e donde vem. Para lhe responder, Vasco da Gama localiza o reino de Portugal na Europa e conta-lhe a História de Portugal até ao reinado de D. Manuel, ³E também as memórias gloriosas/ Daqueles Reis que foram dilatando/ A Fé, o Império, e as terras viciosas/ De África e de Ásia andaram devastando,/ E aqueles que por obras valerosas/ Se vão da lei da Morte libertando,/ Cantando espalharei por toda parte,/ Se a tanto me ajudar o engenho e arte.´(I,2). Ao chegar a este ponto, conta inclusivamente a sua própria viagem desde a saída de Lisboa até chegarem ao Oceano Índico, visto que a narrativa principal iniciara-se "in media res", isto é quando a armada já se encontrava em frente às costas de Moçambique, ³Já no largo Oceano navegavam,´(I,19). Em segundo, a narrativa de Paulo da Gama ao Catual. Em

Calecut, uma personalidade hindu (Catual) visita o navio de Paulo da Gama, ³O Gama e o Catual iam falando´ (VII,46), que se encontra enfeitado com bandeiras alusivas a figuras históricas portuguesas. O visitante pergunta-lhe o significado daquelas bandeiras, o que dá a Paulo da Gama o pretexto para narrar vários episódios da História de Portugal. E por ultimo , as profecias ± Os acontecimentos posteriores à viagem de Vasco da Gama não podiam ser introduzidos na narrativa como factos históricos. Para isso, Camões recorreu a profecias colocadas na boca de Júpiter, Adamastor e Thétis, principalmente. Para finalizar, temos o quarto plano, o plano das considerações do poeta, normalmente em final de canto, a narração é interrompida para o poeta apresentar reflexões de carácter pessoal sobre assuntos diversos, a propósito dos factos narrados, ³São os deuses, são as gotas,/ é a nuvem a chorar / passos perdidos das rotas / que só eu sei encontrar.´. Em suma, podemos dizer que os Lusíadas pretendem enaltecer os feitos do povo português, e para isso, Luís de Camões escreveu esta obra onde relata toda a História de Portugal, com principal destaque, a Viagem de Vasco da Gama a Índia, que ocorreu mais de meio século primeiramente ao autor escrever esta obra. Assim com esta obra Luís Vaz de Camões conseguiu engrandecer os feitos heróicos dos portugueses. Fonte: http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/letras/ensaio28.htm http://faroldasletras.no.sapo.pt/mensagem_textos_teoricos.htm http://members.tripod.com/netopedia/Literatura/lusiadas.htm http://oslusiadas.no.sapo.pt/cantos.html http://pwp.netcabo.pt/0511134301/lusiadas.htm http://pwp.netcabo.pt/0511134301/lusiadas.htm http://web.rccn.net/camoes/camoes/index.html http://www.educom.pt/proj/por-mares/obra.htm http://www.somentepoesias.hpg.ig.com.br/paginas/poetas.htm Macedo, J. Oliveira. Sob o signo do Império. Edições ASA, 1ª edição, Novembro de 2002.

A Mensagem
A Mensagem é uma obra composta por três partes, Brasão, Mar Português e Encoberto, cada uma destas partes subdivididas em noutras: Brasão ± 5 partes; Mar Português ± 1 parte com 12 poemas e o Encoberto ± 3 partes. Esta divisão tem um simbolismo e tem como base o facto das profecias se realizarem três

Sebastião. Dinis como o rei capaz de antever o futuro e interpreta isso através das suas acções. e falou da ³voz da terra ansiando pelo mar´. Ora. símbolo do Homem universal. quanto do teusal/São lágrimas de Portugal!´. outros que a tomem/Com o que nela ia. Pessoa vê D./ Cadáver adiado que procria?´. Daí serem figuras incorpóreas. foi em frente. ³ Sem a loucura que é o homem/ Mais que a besta sadia. . Em ³O Infante´. Sebastião. ainda que de modo diferente e em tempos distintos. de onde foi retirada a madeira para as caravelas. A lenda. ³Sem existir nos bastou/Por não ter vindo foi vindo/E nos criou . ou seja. mesmo após sua morte. faz o milagre de tornar a vida mundana insignificante. Em ³Mar Português´. Em ³D. que realiza o sonho por vontade divina: ele reúne todas as qualidades./Minha loucura. Em ³D. Corresponde à evolução do império português que tal como o ciclo da vida. o símbolo da renovação dos mitos: Ulisses de facto não existiu mas bastou a sua lenda para nos inspirar. do desejo de que a aventura ultrapasse a mediocridade. o Brasão: o princípio da nacionalidade em que fundadores e antepassados criaram a pátria. Em ³O Mostrengo´. D. a obra nasce. apesar de ter falhado o empreendimento épico . e essa é a ideia que deve persistir. ao penetrar na realidade. passa por três fases: Brasão ± nascimento/fundadores. Na segunda parte. ³ Ó mar salgado. Ele plantou o pinhal de Leiria. ³Quem é que ousou entrar/Nas minhas cavernas que não desvendo. Dinis´. Na primeira parte. Em o ³Ulisses´. ³Deus quer.´. virtudes e valores para ser o intermediário entre os homens e Deus. dos perigos e dos medos que os portugueses tiveram que enfrentar para realizar o seu sonho: revoltado por alguém usurpar os seus domínios. e morreu por uma ideia de grandeza.´. rei de Portugal´. que servem para ilustrar o ideal de ser português. /Meus tectos negros do fim do mundo?´. símbolo da loucura audaciosa e aventureira. símbolo da importância da poesia na construção do Mundo.´. símbolo do sofrimento por que passaram todos os portugueses: a construção de uma ³supra-nação´. Mar Português ± vida/realização e O Encoberto ± morte/ressurreição. O que importa é o que elas representam. ³O Mostrengo´ é uma alegoria do medo. ³Ficou meu ser que houve. o Mar Português a realização através do mar em que heróis com uma grande missão de descobrir foram construtores do grande destino da Nação. que tenta impedir os portugueses de completarem o seu destino. É irrelevante que as figuras de quem o poeta se vai ocupar tenham tido ou não existência histórica. não o que há. o homem sonha. de uma Nação mítica implica o sacrifício do povo.vezes. símbolo dos obstáculos.

D. curioso. O Bandarra 2. Filipa de Lencastre Afonso 3..ª ± Brasão ± I ± Os campos 1. ³Nem rei nem lei. no erguer da asa. Henriques 6. do estado caótico em que nos encontramos. Noite 2./Triste de quem é feliz!´. D. António Vieira 3. O Quinto Império de Pessoa é a mística certeza do vir a ser pela lição do ter sido. D. III ± Os Tempos 1. D. O Império 4. Tareja 5. Em ³O Quinto Império´.. tanto espiritual e emocional como mentalmente: algo ficou consubstanciado. nem paz nem guerra. Fernando Pessoa pretende dar a conhecer aos portugueses os feitos dos seus antepassados e a conquista do Quinto império. corajoso e aventureiro. pois temos o desejo de voltarmos a ser o que éramos. tanto mais forte quanto a hora da decadência a estimula. João o Primeiro 7(II). a morte ou fim das energias latentes é o novo ciclo que se anuncia que trará a regeneração e instaurará um novo tempo. Castelos O dos Parte 12 2. ³Triste de quem vive em casa/Contente com o seu lar/Sem um sonho.ª Parte ± O Encoberto ± I ± Os Símbolos 1. O das Quinas II ± Os Castelos 1. Tormenta Quinto 2. Henrique 4. o «Portugal -espírito». ³(Que ânsia distante perto chora?)´.ª parte ± Mar Português ± I ± O Infante II ± Horizonte III ± Padrão IV ± O Mostrengo V ± Epitafio de Bartolomeu Dias VI ± Os Colombos VII ± Ocidente VIII ± Fernão Magalhães de 13 3. vivente de cultura e esperança. As Afortunadas II ± Os Avisos 1. símbolo da inquietação necessária ao progresso.´. O Encoberto. O Conde D. Dinis 7(I).Na terceira parte.A Ultima Nau . D. O Encoberto IX ± Ascensão de Vasco da Gama X ± Mar Português XI . mas não temos os meios. Viriato 3. há que estar inquieto e descontente com o que se tem e o que se é. Em ³Nevoeiro´. símbolo da nossa confusão. assim como o sonho: não se pode ficar sentado à espera que as coisas aconteçam. D. há que ser ousado. Sebastião 2.. Mensagem 44 Poemas 19 1. 'Screvo meu livro à beiramágoa. O Desejado Ilhas 5.. Ulisses 2. Com a Mensagem.

simbolizado pelo nevoeiro que envolve Portugal. Inf. D. Antemanhã 5. ‡Vinca-se o mito sebastianista com a figura do Encoberto. Duarte. Pedro. D. o lutador) ‡Apogeu dos Portugueses conseguido pelas descobertas: ± ³ O Infante ´ ± ³ O Mostrengo ´ ´ ± ³ Mar Português ‡Fim das energias. ³D. de Portugal 4. de Portugal 3. João o Segundo A Outra Asa do Grifo: Afonso de Albuquerque ‡Origem da nossa nacionalidade. Sebastião. Fernando. Nevoeiro V ± O Timbre A Cabeça do grifo: O Infante D. D. Rei de Portugal´. D.III ± Quinas 1. Reg. Rei de Portugal IV ± A Coroa Nuno Pereira Álvares XII: Prece 3. o sonhador. Sebastião. Infante de Portugal 5. Calma 4. Dinis´ . ‡Esperança e impaciência do poeta na vinda do Messias. para a construção do Quinto Império (³Quando é o Rei? Quando é a Hora?´ ± ³Screvo meu libro à beira-mágoa´ ) â ® Morte Ressurreição â Nascimento ® â Vida . destacando-se figuras míticas (³Ulisses´ ) e históricas (³ D. Henrique Uma Asa do Grifo: D. João. D. Rei de Portugal 2.

Gregos e Romanos. me ensina/O que contou ao rei o ilustre Gama.htm http://faroldasletras.22).di. Júpiter afirma.htm A História Os Lusíadas A narração d' Os Lusíadas desenvolve-se em quatro planos. 24). acerca dos Lusos.no. ³Agora tu. ³Eternos moradores do luzente. 19 a 46).pt/forum. que no seu nome/Se vê que de homem forte os feitos teve. .sapo. a que a mitologia está submetida. Segue-se a formação da nacionalidade. após a invocação de Camões a Calíope. ³Esta foiLusitânia.pt/mensagem_textos_teoricos.Fontes: http://alfarrabio. bem como.exames.htm http://faroldasletras.fis./Cuja fama ninguém virá que dome. pelas profecias de Júpiter.sapo. ³Desta o Pastor nasceu.pt/vercial/zips/bezerra01. No Primeiro Canto.prof2000.doc http://www.pt/personal/marques/old/pessoa/mensagem.htm http://paulacruz./Estelífero pólo e claro assento.html http://omj.pt/poesia_mensagem. No Canto III.pt/users/jsafonso/Port/Mensagem.uminho. Vasco da Gama é o narrador dos Cantos III.no.htm http://nautilus./Pois a grande de Roma não se atreve«´(III. Calíope. constituído pelos discurso de Vasco da Gama a Rei de Melinde. e de Paulo da Gama a Catual.sapo.no.1).uc.org/apontamentos/uploads/portugues-mensagem. Vasco da Gama começa a sua narrativa da História de Portugal ao Rei de Melinde. no Concílio dos Deuses (I. Começa pela situação de Portugal na Espanha e pela Lendária história de Luso a Viriato (chefe da resistência dos lusitanos por ocasião da conquista romana da Espanha).rtf http://faroldasletras.sapo. porque filhos do Fado e do Destino. derivada/De Luso ou Lisa«´(III. Persas.no. que eles são antecedentes aos próprios deuses e melhores que os grandes heróis do passado histórico conhecido. IV e V. do Adamastor e de Thétis.htm http://www./Se do grande valor da forte gente/De Luso não perdeis o pensamento/Deveis de ter sabido claramente/Como é dos Fados grandes certos intento/Que por ela se esqueçam os humanos/De Assírios. um dele é o Plano da História de Portugal.pt/users/hjco/mensagem/Pg000006.21).´ (I.prof2000.pt/indice_mensagem_pessoa.´(III.com/bin/documentos/A___mensagem.doc http://www.

³Quis o rei castelhano que casado/Com Teresa. trovador. em quem se encerra/Todo o valor. só tu. para finalizar. o Rei humanista. ³Mas um .136). ³Tu. sendo alheia. D. D. onde se destaca também episódios de Egas Moniz e da Batalha de Ourique../Que os corações humanos tanto obriga´(III. Dom João!»´(IV. Fundador da dinastia de Avis e vencedor de Aljubarrota.98). Duarte. Dinis. ³Mas nunca foi que este erro se sentisse/No forte Dom Nuno Álvares«´(IV. enfim. ³Tirar Inês ao mundo determina´(III.24). plantou pinhal de Leiria. (alçando a mão. reinado em que a Armada de Vasco da Gama parte para a Índia. primeiro se assinala:/Derriba e encontra.106).97).120). Afonso IV.história de D. Afonso III./Que. João II e.14).123). castelos mui seguros´(III./A tomou dos fugidos homicidas. com força crua. sua filha. o justiceiro. Sancho I./Uns leva a defensão da própria terra. em tomando do Reino a governança. ledo e cego. D. D.´(III. e a terra. por nome Afonso.30)) e a 2ªDinastia: D. sob o olhar e palavras profeticamente pessimistas do Velho do Restelo na praia lusitana.25). criador da Universidade.96) ³Fez primeiro Coimbra exercitar-se´(III. Portugal. posta em sossego/De teus anos colhendo o doce fruto. ³Nobres vilas de novo edificou/ Fortalezas./Não visse Pedro das mortais feridas. Manuel I. e enumeração dos grandes feitos guerreiros dos Reis da 1ªDinastia: D. lavrador. ³Um rei. ³Do justo e duro Pedro nasce o brando«Fernando/Que todo o Reino pôs em muito aperto´. D./Logo o grande Pereira. ³Eis de pois vem Dinis«/. onde se destaca episódio da Formosa Maria. o reinado de D.23).Com este o Reino próspero florece´ (III./Outros a esperança de ganhá-la.3). D. Pedro I. linda Inês.´(III. D. João I. ³Começa-se a travar a incerta guerra:/De ambas as partes se move a primeira ala.´(IV. notável por suas conquistas. Afonso II.119)../E com ela das terras tomou posse. Afonso Henriques. o conde fosse. D./Disse) pelo Rei novo. D. e de Inês de Castro. D. D. ³Estavas. Sancho II. o cruel./Do outro Pedro cruíssimo os alcança´(III. Henrique que se tornou conde de Portugal em 1095 pelo casamento com a princesa de Leão. Afonso V. semeia/Dos que a tanto desejam. ³ ± «Portugal. ³Não correu muito tempo que a vingança. ³Quis o famoso Afonso que obras tais/Levassem prémio digno e dons iguais´(III. agora com a Revolução de 1383-85 (Batalha de Aljubarrota e Nuno Álvares Pereira. puro amor. Fernando. No Canto IV a narrativa de Vasco da Gama prossegue. foi na Espanha/«muitos fez perder a vida e a terra´(III. ³Não de outra sorte a tímida Maria/Falando está«´(III./Daquele engano da alma.

que as mágoas lá deixavam. No Canto VII e VIII. No Canto V./Ficava o caro Tejo e a fresca serra/De Sintra. ³Na primeira figura se detinha/O Catual que vira estar pintada./Arrepiam-se as carnes e o cabelo. que se atiça/Cúa aura popular. mais             . entre a gente./Pois os vedados términos quebrantas/E navegar meus longos mares ousas./Que nós no mar ouvimos claramente/Cum saber só de experiências feito. que ficavam. Paulo da Gama refere com alguns episódios da História portuguesa. meneando/Três vezes a cabeça./Ficava-nos também na amada terra/O coração. já despois que toda se escondeu./Postos em nós os olhos. ³ Não acabava. lusos. pede a Paulo da Gama que lhe explique o significado das figuras das bandeiras portuguesas.velho. cuja voz discreta/O Mauritano sábio lhe interpreta. robusta e válida. ao qual./E. donde a fama/O nosso Reino Lusitânia Ó gente ousada. e por que causa lhe convinha/A divisa. que/tormentas. /Não vimos mais./O rosto carregado./As novas Ilhas vendo e os novos ares. que honra se chama!/Que castigo tamanho e que justiça/Fazes no peito vão que muito te ama!/Que mortes. e a postura/Medonha e má e a cor terrena e pálida./ Assi fomos abrindo aqueles mares./A barba b ranca. de aspeito venerando/Que ficava nas praias. 3 e 4)./Bravos em vista e feros nos aspectos/./Tu. são recebidos calorosamente pelo Catual./A voz pesada um pouco alevantando. quando portugueses chegam a Calecut. e nela os olhos se alongavam./E por trabalhos vãos nunca repousas./De disforme e grandíssima estatura./A mi e a todos./Este que vês é Luso. 39 a 41). que mar e céu. ó vã cobiça/Desta vaidade.Mais bravos e mais feros se conhecem./Que geração algüa não abriu. a quem chamamos Fama!/Ó fraudulento gosto. a fúria de um monstro. a barba esquálida.94 e 95). que tem na mão tomada?"/Paulo responde. mas ainda resplandecem/Colo nome. no episódio do Gigante Adamastor e as mortes provocadas pelo escorbuto. se encontram em busca da Índia. perigosíssima e gloriosa aventura marítima em que eles. pouco e pouco./Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho./Pela fama. se desterra/Daqueles pátrios montes. Vasco da Gama prossegue a sua narrativa contando ao rei de Melinde a grande. ³ Já a vista. quando üa figu ra/Se nos mostra no ar./Os olhos encovados./Que crueldades neles experimentas!´(IV. nas obras e nos feitos:/Antigos são./Tais palavras tirou do experto peito:/ "-Ó glória de mandar.´(V. que perigos. entre os engenhos mais perfeitos. longa e penteada:/"Quem era.´(V. enfim. que por guerras cruas. que visita a Armada e impressionado com as bandeiras das naus. tais e tantas. "Estas figuras todas que aparecem. descontente./ /Que pareceu sair do mar profundo. só de ouvi-lo e vê-lo!/ E disse: que quantas/No mundo cometeram grandes cousas./Que por divisa um ramo na mão tinha.

referindo episódios da nossa História Lusa./Que os ânimos levanta de contino/A ter pera trabalhos ledo o rosto.´(X./Te tirará do mundo e seus enganos. co que quero à nação minha!´(X. e fará o ditoso Henrique/Que perpétua memória dele fique./Com se experiência misturado. ó grão rainha/Das Musas./Cá na Europa Lisboa ingente funda (VII.´(VIII. ´(X. o poeta termina. ³Mas eu que falo. ó Rei. ³Vão os anos descendo. ó Rei. e já do Estio/Há pouco que passar até o Outono./Dão-os logo a avarentos lisonjeiros. e incitando o Rei D.25). eu te fico/Que ele seja entre a gente ilustre e claro.chama. cuja idade/É maior na prudência que nos anos. que aqui vereis juntas raramente./Que./Outro Meneses logo. humilde./É ele pera dar-te um Reino rico. como os de Duarte Pacheco e Ulisses./E tu nisto culpado por avaro. ´(X./Os desgostos me vão levando ao rio /Do negro esquecimento e eterno sono./De vós não conhecido nem sonhado?/Da boca dos pequenos sei.. Ulisses e a morte de Vasco da Gama./Governará./Tem me falta na vida estudo.24). só nisto inico/Se não és pera dar-lhe honroso estado. No Canto X. de Aiace merecidos/À língua vã de Ulisses. Manuel. ´(X. ³ Mas tu.9)./Enquanto for o mundo rodeado/Dos Apolíneos raios. contudo./Se não os dão a sábios cavaleiros./Do qual já não me jacto nem me abono. fraudulenta./Mas tu me dá que cumpra./Ilustrado co a Régia dignidade./Cousas que sai às vezes longa acham acabado.154). 1 e 2). Sebastião a continuar o Brasão e a glória dos Portugueses.54). ³E não sei por que influxo de Destino/Não tem um ledo orgulho e geral gosto.D./Mas vingo-me: que os bens mal repartidos/Por quem só doces sombras apresenta. lamentando-se pelo seu destino desafortunado de poeta incompreendido por aqueles a quem canta. 5). Ulisses é o que faz a santa casa/Á deusa que lhe dá língua fecunda./A Fortuna me faz o engenho frio./Que o louvor honesto presente./Nem engenho. que por ¡ ¡ ¡ . baxo e rudo. de quem ficou tão mal pagado/Um tal vassalo. ³ Mas aquela fatal necessidade/De quem ninguém se exime dos humanos./Por isso vós. se lá na Ásia Tróia insigne abrasa. ³ Isto fazem os Reis quando embebidos/Nüa aparência branda que os contenta/Dão os prémios.

conta a situação de apoio de Inglaterra para com Portugal e. edições ASA. 56)./Vivo e desnudo.html http://oslusiadas.sapo. em que se apoia o rosto./O Ocidente.pt/proj/por-mares/obra. ./O mesmo sol que abre os céus/É um mito brilhante e mudo/O corpo morto de Deus./A mão sustenta./E toldam-lhe românticos cabelos/Olhos gregos. pelo contrário. com olhar esfíngico e fatal.pt/proj/por-mares/lamentacao. A primeira parte da obra./Fita. Oliveira. como sendo rosto da Europa ± símbolo de humanidade.no. Fontes: Camões./Este diz Inglaterra onde.´ (Ulisses ± Os Castelos). deu-lhe o nome de fundador de Portugal e da Europa.com/poesia1. Novembro 2002 A Mensagem Na obra A Mensagem.htm http://www. constitui o Quinto Império.divino/Conselho estais no régio sólio posto. Sob o signo do Império. tornou-se um símbolo de incentivo para lusitanos. Análise comparativa. o Império Espiritual emergente./O direito é em ângulo disposto. morre.´ (Os Castelos ± Os Campos). 2002 http://lusiadas. ligado a nossa capital Lisboa. Luís de./Este. a vida. pois apesar de ele ser um mito. ³O mito é o nada que é tudo. metade/De nada.educom. apesar de lenda. há referência ao mito de Ulisses. que aqui aportou. há uma comparação entre o mapa físico da Europa com figura feminina humana. sonho e mistério. Círculo de Leitores. /O cotovelo esquerdo é recuado. expõe a situação e Localização de Portugal na Europa na época dos Descobrimentos (construção do Império português) ³A Europa jaz. Fernando Pessoa escreve História de um povo português heróico e um Rei. revela a importância de Portugal. posta nos cotovelos:/De Oriente a Ocidente jaz. colecção Saber Ler.htm Macedo.´(X. fitando. que apesar de Mito. designada por BRASÃO. Nesta Parte I. Os Lusíadas. futuro do p assado. Pessoa foi ao mítico Ulisses pois não o quis apagar.pt/cantos./Olhai que sois (e vede as outras gentes)/Senhor só de vassalos excelentes./Por não ter vindo foi vindo/E nos criou. Os Lusíadas ² Mensagem./Em baixo./Sem existir nos bastou.educom. J./E a fecundá-la decorre. afastado./Foi por não ser existindo.html http://www./Assim a lenda se escorre/A entrar na realidade. ao contrário do que fez Camões aos deuses clássicos e às suas lendas./Aquele diz Itália onde é pousado./O rosto com que fita é Portugal. lembrando.gertrudes.

errada./E é já o ir a haver o dia/Na antemanhã. do Templo/Que Portugal foi feito ser.Tal como em Os Lusíadas./A que repele. sem o saber. como um trigo/De Império./O herói a si assiste. cujo pó/A terra espreita. também. ³Todo começo é involuntário./ Que farei eu com esta espada?»´(O Conde D. João foi Mestre sem saber./Vivemos. o primeiro. Afonso Henriques ± Os Castelos). Henrique./Arroio. João./Povo porque ressuscitou/Ou tu. como sendo a Força./E ouve um silêncio múrmuro consigo:/É o rumor dos pinhais que. Dinis ± Os Castelos). contra a hora em que./É./À espada em tuas mãos achada/Teu olhar desce. sofrendo na pele e no coração as injúrias da Roma famosa. ³Que ¢ . ³Se a alma que sente e faz conhece/Só porque lembra o que esqueceu. vário/E inconsciente. No poema de Pessoa. marulho obscuro. defensor do Templo sagrado da Pátria e a eterna chama de Portugal. confuso nada./Nação porque reencarnaste. este descreve-o como ³destro´ guerreiro. Pessoa mostra que D./Novos infiéis vençam. na ara da nossa alma interna./A bênção como espada. fala do facto de este se ter visto desorientado perante o enorme problema que era consolidar Condado Portucalense perante os Mouros (e por ter sido o primeiro a principiar os Descobrimentos)./Dá-nos o exemplo inteiro/E a tua inteira força!/Dá. Afonso Henriques. Em D. O Lavrador. o Exemplo e a nossa bênção. Henrique ± Os Castelos)./Que houveste a glória e deste o exemplo/De o defender. O Elogio à cultura como sendo o caminho para o tão ambicionado Quinto Império. ³Na noite escreve um seu Cantar de Amigo/O plantador de naus a haver. ondulam sem se poder ver. D. Dinis é salientado como O Poeta. porque houvesse/Memória em nós do instinto teu./Busca o oceano por achar. Dinis é um Cantar de Amigo e profetiza a epopeia marítima./O mais é carne./Hoje a vigília é nossa. Pessoa refere./A espada como bênção! (D. ³Pai./Mestre. eterna chama. /Teu ser é como aquela fria/Luz que precede a madrugada.´ (D./A sombra eterna. o que atacou Roma com um exército de elefantes. O poema D. jovem e puro./É a voz da terra ansiando pelo mar. O Rei. /Teu nome. Em A Mensagem. João. foste cavaleiro. ³O homem e a hora são um só/Quando Deus faz e a história é feita. atravessando os Alpes (nota-se a ironia do termo ³primor´)./Deus é o agente. Fernando Pessoa também escreve sobre Conde D.´ (D. eleito em sua fama. o primeiro ± Os Castelos). Filipa de Lencastre foram a origem da geração de Avis (infantes) e D. João e sua esposa D.´ (Viriato ± Os Castelos). raça./É o som presente desse mar futuro./E a fala dos pinhais. esse cantar. ³vencedor invencível´ não sujeito à humilhação que Roma atormentara ao comandante Pirro. a história do bravo Viriato. bem como de D. ou o de que eras a haste ±/Assim se Portugal formou.

enigma havia em teu seio/Que só génios concebia?/Que arcanjo teus sonhos veio/Velar./Cheio de Deus. como Deus ao mundo./A regra de ser Rei almou meu ser. ³Deu-me Deus o seu gládio porque eu faça/A sua santa guerra. um Brasão. desgraça/prisão. uma cultura e um sonho./Inutilmente? Não. da névoa ondeando os véus/Primeiro um movimento e depois um assombro/Ladeiam-no. não valeria viver. o infante de Portugal ± As Quinas). Filipa de Lencastre ± Os Castelos)./Por isso onde o areal está/Ficou meu ser que houve. Sebastião representa o mito que é esperança. /Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me/A fronte com o olhar. porque o cumpri./Não coube em mim minha certeza.´ (D. que é loucura. logo. tal vivi. maternos. Pessoa mostra que Portugal tinha uma marca nobre. porque quis grandeza/Qual a Sorte a não dá. venha o que vier. homem de letras./E este querer grandeza são seu nome/Dentro em mim a vibrar. personalidade tão distinta na nossa História. Há uma referencia a D. um dia? /Volve a nós teu rosto sério. ´Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra/Suspendem de repente o ódio da sua guerra/E pasmam. MAR PORTUGUÊS. /Firme em minha tristeza. como sendo esse o único caminho para o Quinto Império.´Louco./Cadáver adiado que procria?´ (D. sim. deixou de lado guerra e dedicou-se à cultura e cumpriu de corpo e alma o destino da governação. não o que há. ³Meu dever fez-me. outros que mea tomem/Com o que nela ia. o infante de Portugal . que me consome. Sebastião./E esta febre de Além. Pessoa. Pelo vale onde se ascende aos céus/Surge um silêncio. o tema é a honra/dever. e a luz do gládio erguido dá/Em minha face calma. que é a ambição. Fernando. /E eu vou. D. e vai. Duarte./Cumpri contra o Destino o meu dever./Sagrou-me seu em honra e em desgraça./Princesa do Santo Gral.´ (D./Às horas em que um frio vento passa/Por sobre a fria terra. nesta primeira parte. há um louvor ao povo português. fala de D. Duarte. Sebastião./Em dia e letra escrupuloso e fundo./Pois. rei de Portugal ± As Quinas). uma História. Na Parte II. no poema Ascensão de Vasco da Gama. um mito./Humano ventre do Império. não temo o que virá. louco. pois sem loucura/sonho/paixão. /Madrinha de Portugal!´ (D. Ao terminar a Parte I. nunca será/Maior do que a minha alma./Minha loucura. estavam prontos para ir para o ³Mar Português´. ombro . rei de Portugal ± As Quinas). aceitação do martírio e fé. ao durar. Fernando. nomeadamente a Vasco da Gama./Sem a loucura que é o homem/Mais que a besta sadia. os medos. O Eloquente. No poema D. fazendo um elogio à loucura.

/Mas nele é que espelhou o céu. em crise de idade. e em êxtase vê. à luz de mil trovões. O ENCOBERTO. /É a hora!/ Valete./ Ninguém sabe que coisa quer. Lisboa. 2006 Apontamentos Professora Lurdes Magalhães http://omj.pt/forum. o poema mais célebre./Define com perfil e ser/Este fulgor baço da terra/Que é Portugal a entristecer/Brilho sem luz e sem arder. nada é inteiro.no.´ (Mar Português).htm Descobrimentos Os Descobrimentos constituíram. Fratres. O poema Nevoeiro. dada a ânsia do Homem de conhecer o mundo e por este proclamar o seu conhecimento. Fernando Pessoa mostra a situação de um Portugal bem diferente do do início da obra.´ (Nevoeiro). começando o Quinto Império. mas há esperança. hoje és nevoeiro../Quantos filhos em vão rezaram!/Quantas noivas ficaram por casar/Para que fosses nosso. a esperança. . Português 12º.sapo. Sebastião numa manhã de Nevoeiro). em crise política. Na Parte III. revela-se uma nação mais imperfeita. apenas o inicio do caminho doloroso./Ninguém conhece que alma tem. ³Nem rei nem lei. à glória. quanto do teu sal/São lágrimas de Portugal!/Por te cruzarmos./Numa o que é mal numa o que é bem/. o pastor gela. as lágrimas das mães e mulheres.a ombro. e esta ³É a Hora!´ para voltar ao inicio. em crises de valores./Tudo é disperso. o medo. esperança e sonho (ligados à lenda do regresso de D. quantas mães choraram. Ana./E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões./Deus ao mar o perigo e o abismo deu. Nesta segunda parte. ³Ó mar salgado. Fontes: Garrido. é um ³cumprimento´ com dois conteúdos/sentidos: escuridão e noite. o que condensa a (futura) glória dos Lusitanos que marcará para sempre a História dos portugueses: ao sangue.´ (Ascensão de Vasco da Gama). aqui não há glória nem derrota. uma das causas e consequências do Renascimento. ao Brasão. O país está mal. Antologia.(Que ânsia distante perto chora?)/Tudo é incerto e derradeiro./Como o que o fogo -fátuo encerra. nem paz nem guerra./O céu abrir o abismo à alma do Argonauta. simultaneamente. onde a terra é. Lisboa Editora. ó mar!/Valeu a pena? Tudo vale a pena/Se a alma não é pequena./Ó Portugal.. e a flauta/Cai-lhe./ Em baixo. o mar salgado e a coragem./Quem quer passar além do Bojador/Tem que passar além da dor.

inda que fora verdadeiro. fundamentados na observação directa e na experimentação./Que excedem as sonhadas. que foram dilatando/A Fé./Cantando espalharei por toda parte. relatam-se vários episódios da História de Portugal.´(I. concedido/C¶um foi pequeno./Se a tanto me ajudar o engenho e arte. Os avanços da técnica. ³E também as memórias gloriosas/Daqueles Reis. a Viagem da Armada de Vasco da Gama. astronomia. como nas estranhas/Musas./Cale-se de Alexandro e de Trajano/A fama das vitórias que tiveram. que rega o Tejo ameno:/Pois contra o Castelhano ./Que eu canto o peito ilustre Lusitano´(I.prof2000. de engrandecer-se desejosas:/As verdadeiras vossas são tamanhas.´(I. até Os Lusíadas Na obra Os Lusíadas.3). No Canto I há um louvor do próprio poeta ao povo português e suas conquistas muito antigas.As grandes descobertas marítimas obrigaram a novos métodos de investigação científica. sendo vários os seus contributos para o crescimento científico da humanidade. faunas e floras. ³Cessem do sábio Grego e do Troiano/As navegações grandes que fizeram. que são relatadas em diversos momentos da obra. mentirosas. bem como as conquistas deste grande povo./Louvar os vossos./E aqueles. crer que pode dominar a natureza e o mundo.pt/users/hjco/Descoweb/Pg000001. "Já poder fabulosas. e as terras viciosas/De África e de Ásia andaram devastando.11). Portugal./Fantásticas. tornou -se um dos países mais relevantes da Europa. nomeadamente na botânica / medicina./Que lhe tão (bem singelo o e excedem vistes) tão Rodamonte. ³Ouvi. A descoberta do caminho marítimo para a Índia proporcionou então desconhecidos. nesta época. o Império. cartografia. que não vereis com vãs façanhas./Tomar ao Mouro forte e guarnecido/Toda a terra. geografia e antropologia Fonte: http://www.htm o proximidade com outros povos (seus costumes e saberes)./E Orlando. com a construção de embarcações e o aperfeiçoamento de instrumentos náuticos permitem ao homem.2 ± império Português na Ásia). e o vão Rugeiro. matemática. que por obras valerosas/Se vão da lei da morte libertando. fingidas.

Responde o Gama:/² "Este que vês. A conquista de Viriato desta pequena terra que no futuro seria Portugal. considerada como o início da expansão portuguesa./Teve os troféus pendentes da vitória./Veio a fazer no mundo tanta parte./Onde a terra se acaba e o mar começa. Gama narra episódios dos nossos Reis da 1ª Dinastia. ³Desta o pastor nasceu. nem ter puderam/O primor que com Pirro já tiveram. usado à guerra. e o torpe Mahometa/Deita fora. quase cume da cabeça/De Europa toda. quanto excede/A lei de Cristo à lei de Mafamede. e lá na ardente/África estar quieto o não consente. ou companheiros./Este quis o Céu justo que floresça/Nas armas contra o torpe Mauritano./Sempre alcançou favor do Céu sereno.´(I.21)./A qual se o Céu me dá que eu sem perigo/Torne.6 ± narração de Paulo Gama a Catual). Henrique. (conquista relativamente fácil. má. 48 e 49).(VIII. ³Esta é a ditosa pátria minha amada./Não tem com ele./Viriato sabemos que se chama. e foi desta arte:´(III./Se vê que de homem forte os feitos teve. ³Eis aqui. "Este. enfim./Deitando-o de si fora.26). ³Eis mil nadantes aves pelo argento/Da furiosa Tethys inquieta/Abrindo as pandas asas vão ao vento./Este é o primeiro Rei que se desterra/Da Pátria./E assim não tendo a quem vencer na terra. ou Lisa./Criando-a Reino ilustre.22). depois que contra os descendentes/Da escrava Agar vitórias grandes teve. organizada por D. derivada/De Luso. aparecem algumas conquistas./Cuja fama ninguém virá que dome. início de Os Descobrimentos./Esta foi Lusitânia./Ganhando muitas terras adjacentes´(III.25 ± Mouros e Castelhanos). pastor já foi de gado.´. ³Não sofre o peito forte. o seu grande impulsionador./Para onde Alcides pôs a extrema meta./Vai cometer as ondas do Oceano./E onde Febo repousa no Oceano. João I. com esta empresa já acabada./Injuriada tem de Roma a fama. que de Baco antigo/Filhos foram. Na narração de Vasco da Gama sobre História de Portugal. que no seu nome./Vencedor invencível afamado.´(IV. e segura toda Espanha/Da Juliana. em 1415) a aventura ultramarina ganharia grande impulso através da acção do Infante D./Não ter amigo já a quem faça dano. não.´(III.tão temido. por fazer que o Africano/Conheça./Destro na lança mais que no cajado./Pois a grande de Roma não se atreve. Afonso Henriques contra os Mouros na conquista do território Luso. com fama e glória./O monte Abila e o nobre fund amento/De Ceita toma./E nela então os Íncolas primeiros. pelas armas. o velho que os filhos próprios come/Por decreto do Céu. Ainda no canto III e IV. ³Assim o Gentio diz.(III./Assim que sempre. o Reino Lusitano. parece. a conquista de Ceuta. e desleal manha./Esta. as batalhas de D./Acabe-se esta luz ali comigo. ³Mas já o Príncipe Afonso . nomeadamente. ligeiro e leve.20).

com a Ilha ilustre que tomou/O nome dum que o lado a Deus tocou."/² "Quem será estoutro cá. claro e longo. Rio Zaire./Tendo o término ardente já passado. que no Mundo/Facilmente das outras és princesa./Contra deleitoso.aparelhava/O Lusitano do exército Tejo ditoso."Cinco Lua escondera. ³Sempre enfim para o Austro a aguda proa/No grandíssimo gólfão nos metemos.´ (V. Senegal e Cabo Verde.´(III. entre Tânger e Ceuta.5 ± narração de Paulo Gama Catual). . Cabo das Palmas. foi ocupada em 1458. "E tu. pertencente a Marrocos. que para o Norte os carros guia. Ilha de São Tomé. que acode/A defender Alcácer. a quem obedece o mar profundo. Tânger. Serra Leoa./Que./Quanto obrigava o firme pressuposto/De vencedores ásperos e ousados. que o campo arrasa/De mortos. Congo. onde batendo soa/O mar nas praias notas que ali temos.7)./Chamando -se dos nossos Cabo Verde./Defronte do inimigo Sarraceno./Co'o cabo a quem das Palmas nome demos./Foi a batalha tão sanguina e fera. cidade no norte de África. Equador) ³Este pôde colher as maçãs de ouro./Onde o Cabo Arsinário o nome perde./Por cujo engano foi Dardânia acesa./Onde jazem os povos a quem nega/O filho de Climene a cor do dia.´(IV./E de vencidos já desesperados./Deixando a serra aspérrima Leoa. os habitantes de Tânger compreendendo que o objectivo final dos lusos era a tomada da sua cidade./Na fronte a palma leva e o verde louro/Das vitórias do Bárbaro. que lhe dá língua facunda. que lhe estava posto. 55).´(V./Por nós já convertido à fé de Cristo./Cá na Europa Lisboa ingente funda. a exploração de África (Alcácer Ceguer.´ (III./Por este largo mar enfim me alongo/Do conhecido pólo de Calisto. nobre Lisboa./Aqui gentes estranhas lava e rega/Do negro Sanagá a corrente fria. "Passamos o limite aonde chega/O Sol. "Ulisses é o que faz a santa casa/A Deusa./Ri o pelos antigos nunca visto./Onde o meio do mundo é limitado./Ficou.13). a tomada de Lisboa. 57 e 59)./Ajudada foi também vezes da a forte se Boreais mandada´."(VIII./Que das à força partes Portuguesa./Tângere populoso e a dura Arzila. forte vila. com presença furibunda?/Grandes batalhas tem desbaratadas.´(V./Que edificada foste do facundo./O grande rio./Tu./E outras tantas mostrara cheio o rosto.42). abandonaram-na. em 1471 com a tomada de Arzila./Obedeceste armada./Quando a cidade entrada se rendera/Ao duro cerco.12). "Ali o mui grande reino está de Congo. o bravo Mouro/A cerviz inda agora não sacode. se lá na Ásia Tróia insigne abrasa./Já o no Mouro campo que de as terras se habitava/D¶além claro Ourique assentava/O arraial soberbo e belicoso./Que somente o Tiríntio colher pôde:/Do jugo que lhe pôs./Que as águias nas bandeiras tem pintadas./Por onde o Zaire passa./Posto que em força e gente tão pequeno.

Ilhas Canárias)."Passamos a grande Ilha da Madeira. ³² "Ó maldito o primeiro que no mundo/Nas ondas velas pôs em seco lenho./Terras por armadas./Se enfraqueça e se vá deitando a longe?/Buscas o incerto e incógnito perigo/Por que a fama te exalte e te lisonge. ou vivo engenho. Pérsia. a primeira. pelas filhas/Do velho Hespério. onde novas maravilhas/Andaram vendo porto com bom vento./Mais célebre por nome que por fama:/Mas nem por ser do mundo a derradeira/Se lhe aventajam quantas Vênus ama. ³² "Não tens junto contigo o Ismaelita./Entramos. com larga cópia./Das que nós povoamos./Por tomarmos já nossas da terra alto e profundo./Por ires buscar outro de tão longe. Gnido.8).5)./Mas contigo se acabe o nome e .´(V./Te dê por isso fama nem memória./Por quem se despovoe o Reino antigo. este repreende os portugueses pela sua ambição e ganância por conquistas e novas descobertas quando já têm tantas. 100 a 102)./Chamando-te senhor.´(IV./Se tu pela de Cristo só pelejas?/Não tem cidades mil./Da Índia. Pafos e Citera./Ali tomamos mantimento. terra infinita.´ (V./Que tiveram por nome Fortunadas./Se queres por vitórias ser louvado?´. ³Passadas tendo já as Canárias ilhas./Dino da eterna pena d o profundo. sendo esta sua. Hespérides chamadas./Antes./Se terras e riqueza mais desejas?/Não é ele por armas esforçado./Nem cítara sonora. ³² "Deixas criar às portas o inimigo./Que do muito arvoredo assim se chama. No plano da viagem dos portugueses. se esquecera/De Cipro./Se é justa a justa lei. Arábia e de Etiópia?´./Com quem sempre terás guerras sobejas?/Não segue ele do Arábio a lei maldita. que sigo e tenho!/Nunca juízo algum glória. navegando.No episódio das profecias do Velho do Restelo. Armada de Vasco da Gama passa por terras Lusas e relembra conquistas passadas (Madeira.

´(V.´. onde se estende/Diverso povo. que Adamastor futuros./E o Ganges. que no céu terreno mora. Pompônio. que depois de ultrapassado pelos portugueses. gente forte.41).´(VII. levantando as mãos ao santo coro/Dos anjos. na primeira estrofe./Que nunca a Ptolomeu. a frota portuguesa chega finalmente a Calecute. ardente especiaria./Por isso só vos guia./Desfez -se a nuvem negra. ³Já se viam chegados junto à terra.60)./E navegar meus longos mares ousas./Que desejada já de tantos fora. ³² Eu sou aquele oculto e grande Cabo. tornou -se o Cabo da Boa Esperança (por chegarem à Índia)./A quem vossa ousadia tanto ofende./Ora./Que para o Pólo Antarctico se estende. disse. já tendes diante/A terra de riquezas abundante./Que mor cousa parece que tormenta?"(V./Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho./Eu./Cheiro suave./A Deus pedi que removesse os duros/Casos./Sabei que estais na Índia. "Assim contava./Pois os vedados términos quebrantas.38)./Nunca arados d'estranho ou próprio lenho:´(V. do vento irado.Ainda no Canto V./Que pôs nos corações um grande medo./E por trabalhos vãos nunca repousas./E que os Gentios Reis que não dariam/A cerviz sua ao jugo. a 20 de Maio de 1498. de longe brada/Como se desse em vão nalgum rochedo. porque pretende/Algum serviço seu por vós obrado. à tão desejada Índia. estabelecendo assim o Caminho Marítimo para a Índia. "Deus por certo vos traz. e quantos passaram. pelo mar que o Gama abrira. rico e prosperado/De ouro luzente e fina pedraria. mais que quantas/No mundo cometeram grandes cousas. e vos defende/Dos inimigos./Já sois chegados. o ferro e contou ./Aqui toda a Africana costa acabo/Neste meu nunca visto Promontório. ³"E disse: ² "Ó gente ousada. No Canto VII./Bramindo o negro mar. fui notório. sus. ou que segredo/Este clima e este mar nos apresenta. e com um medonho choro/Súbito diante os olhos se apartou. a tão temerosa e ansiosa aventura: o Cabo das Tormentas.50). sublimada!/Que ameaço divino.31). "Tão temerosa vinha e carregada./Armadas que as ribeiras venceriam/Por onde o Oceano Índico suspira./Que entre as correntes Indicas se encerra. tais e tantas.´(V./Plínio. que por guerras cruas. que tão longe nos guiou./A quem chamais vós outros Tormentório. do mar. ³Cantava a bela Deusa que viriam/Do Tejo./² "Ó Potestade. e com um sonoro/Bramido muito longe o mar soou./Tu. Estrabo. que na guerra/Quereis levar a palma vencedora.

lendas e sonhos. ³Ó mar anterior a nós. além dos mitos. para que os portugueses sejam guiados por Nuno Pereira e sigam o seu Destino. Pessoa associa fama de D./Até render-se a ele ou logo à morte. erguida. ³Que auréola te cerca?/É a espada que./Ergue a luz da tua espada/Para a estrada se ver!´. Pessoa também descreve episódios essenciais da nossa História. assim. com fé. mas que o sonho. Fernando Pessoa abre a segunda parte da obra com uma viagem iniciática que permite a realização do sonho (espiritual. nublado. flores. fantasmagórico (Nevoeiro). que contribuíram para formação do Império Português e o tão desejado Quinto Império. desconhecido.wikipedia. a figura da Batalha de Aljubarrota. e o Sul sidério/µSplendia sobre as naus da iniciação. este poema pode ser interpretado como uma glorificação terminada em prece (³Ergue a luz da tua espada/Para a estrada se ver!´)./Onde era só.´ (X.html A Mensagem Na obra A Mensagem. onde se revê a Pátria. o santo singular. cultural e físico). tornando -se um momento de descoberta de um caminho marítimo. o herói. Nuno Álvares Pereira./Mais perto. nomeadamente algumas conquistas e descobertas dos lusitanos. João à «auréola» que era Nuno Álvares Pereira para Portugal. Fontes: http://pt. com uma perspectiva de algo desconhecido./µSperança consumada. a ungida. a esperança. este era o Messias. como Diogo Cão fez (Padrão)./S. alma e sonho de realização. o desejo. 10 ± Camões valoriza grandes feitos dos portugueses). longe./Mas que espada é que./Que o Rei Artur te deu./Linha severa da longínqua costa ±/Quando a nau se aproxima erguese a encosta/Em árvores onde o Longe nada tinha.ira/Provariam do braço duro e forte. de conhecimento do diferente.gertrudes. há aves. teus medos/Tinham coral e praias e arvoredos. para que sejam tão vitoriosos quanto o Rei Artur e a sua espada sagrada. de júbilo./Abria em flor o Longe. abre-se a terra em sons e cores:/E./As tormentas passadas e o mistério.org/wiki/Descobrimentos_portugueses http://lusiadas. No Poema. Portugal em ser.com/poesia3./Faz que o ar alto perca/Seu azul negro e brando. de longe a . Este é lembrado por ter dado o primeiro passo para abrir o horizonte do sul e./Desvendadas a noite e a cerração. no desembarcar. a vontade faz com que lutemos contra a neblina e sigamos em frente. dobrar o Cabo Bojador./Faz esse halo no céu?/É Excalibur. volteando.

/Buscar na linha fria do horizonte/A árvore./E disse no fim de tremer três vezes:/«Aqui ao leme sou mais do que eu:/Sou um Povo que quer o mar que é teu. desvendo. enfrentou o desconhecido e elaborou o novo atlas./Voou três vezes a chiar. é minha a parte feita:/O por-fazer é só com Deus.O Capitão do Fim. e rodou três vezes. ³O esforço é grande e o homem é pequeno. /O sonho é ver as formas invisíveis/Da distância imprecisa./Três vezes rodou imundo e grosso. a praia. que aqui vês. ³O mostrengo que está no fim do mar/Na noite de breu ergueu-se a voar. a flor. com sensíveis/Movimentos da esp¶rança e da vontade./Que moro onde nunca ninguém me visse/E escorro os medos do mar sem fundo?»/E o homem do leme tremeu./À roda da nau voou três vezes.´( Epitáfio de Bartolomeu Dias). mais fácil. da obra ousada. e. Bartolomeu Dias é o símbolo da passagem do Cabo das Tormentas (posterior Cabo da Boa Esperança)./Três vezes ao leme as reprendeu. João Segundo!»/ «De quem são as velas onde me roço?/De quem as quilhas que vejo e ouço?»/Disse o mostrengo. Dobrado o Assombro./E disse: «Quem é que ousou entrar/Nas mundo?»/E minhas o cavernas do que não disse.´ (Padrão). Assim. navegador. que me a . mostra alto o mundo no seu ombro. a ave. deixei/Este padrão ao pé do areal moreno/E para diante naveguei./A alma é divina e a obra é imperfeita. e disse:/«EI-Rei D.O mar é o mesmo: Já ninguém o tema!Atlas. que nos deu acesso a um novo caminho./Meus tectos negros do fim do homem leme tremendo:/«EI-Rei D./E a Cruz ao alto diz que o que me há na alm a/E faz a febre em mim de navegar/Só encontrará de Deus na eterna calma/O porto sempre por achar.´ (Horizonte). na pequena praia extrema. João Segundo!» Três vezes do leme as mãos ergueu. o símbolo do poder de realização e luta dos portugueses./E mais que o mostrengo. ´ Jaz aqui. para um novo mundo./Eu. Diogo Cão./Este padrão sinala ao vento e aos céus/Que./E ao imenso e possível oceano/Ensinam estas Quinas. Este cabo está ligado ao Mostrengo./Que o mar com fim será grego ou romano:/O mar sem fim é português. o assombrado Cabo foi desvendado e já ninguém o temeu./«Quem vem poder o que só eu posso.abstracta linha. uma vez que foi ele que dobrou o tão pavoroso cabo. a fonte/Os beijos merecidos da Verdade.

Análise comparativa./Fosse Acaso./ Não voltou mais. Fontes: Macedo. ao céu/Uma ergue o facho trêmulo e divino/E a outra afasta o véu. Como não podia deixar de ser./Mas Sua luz projecta-o. que representa toda liberdade. No mesmo gesto. ou Vontade. união.´ (A Última Nau). alto o pendão/Do Império. chame-lhe a alma embora/Mistério. Lisboa Editora. Sebastião provoca uma grande variedade de emoções e arca com o mistério e o desejo de realização do sonho/missão impossível em prol do Império. Novembro 2002 Garrido. ao sol aziago/Erma./Manda a vontade que me ata ao leme. num mar que não tem tempo ou espaço/./Surges ao sol em mim./Foi alma a Ciência e corpo a Ousadia/Da mão que desvendou. fé./Demore-a Deus. bem como a consciência dos perigos e das possíveis ilusões e incertezas. ou seja. colecção Saber Ler. edições ASA. Português 12º./E erguendo.´ (O Ocidente). força e certezas de que o povo precisa. a alma divina e o meio para enfrentar horizontes. quanto mais ao povo a alma falta. o Sebastianismo é dos tema centrais.alma teme/E roda nas trevas do fim do mundo. ³Com duas mãos ² o Ato e o Destino ²/Desvendamos. ou Temporal/A mão que ergueu o facho que luziu. e a névoa finda:/A mesma. e entre choros de ânsia e de pressago/Mistério. 2006 Apontamentos Professora Lurdes Magalhães Pensamentos do poeta . uma vez que Portugal teve a ousadia e o conhecimento. e trazes o pendão ainda/Do Império. ³Levando a bordo El -Rei DE. Ana.Vejo entre a serração teu vulto baço/Que torna./Mais a minha alma atlântica se exalta/E entorna. sonho escuro/E breve. o Acaso e a Vontade. J./Fosse a honra que haver ou a que havia/A mão que ao Ocidente o véu rasgou. o Quinto Império. Antologia. João Segundo!»´ (O Mostrengo). Lisboa. A conquista mais desejada será o regressos deste Rei. A partida de El. mas sei que há a hora. A que ilha indescoberta/Aportou? Voltará da sorte incerta/Que teve?/Deus guarda o corpo e a forma do futuro. Os Lusíadas ² Mensagem. Oliveira. Ah. Sob o signo do Império. Esta ³alma divina´ originou a ousadia para descobrir o ³mar sem fim´ em contraste com o mar limitado (Mediterrâneo dos Gregos e Romanos)./Foi-se a última nau. Não sei a hora./E em mim. Sebastião.Rei D. A obra de Fernando Pessoa existe uma ligação entre o Acto e o Destino. como um nome./De El-Rei D./Foi Deus a alma e o corpo Portuga/lDa mão que o conduziu.

Este primeiro canto acaba com uma belíssima estrofe em que o poeta dá largas aos seus sentimentos acerca das falsidades da vida. por ser da gente humana/ Conhecido no mundo e nomeado. podridão./O mistério em cada curva.Os Lusíadas No Canto I ³Quem lá vemtraz escuridão/Ventre de nuvem de chuva. não passa de um pequeno grão de pó na imensidão deste planeta: ora o vento abrandava e as naus paravam. Não o escreve movido pelo desejo de dinheiro ou de honrarias. Sebastião que se digne a baixar os olhos para o seu poema. /Mais razão há que queira eterna glória/Quem faz obras tão dinas de memória. Pior do que tudo era não se saber ao certo para onde se ia. descobre que o homem. dos sonhos que nos levaram a partir para o Mundo. a narrativa leva-nos pelo conhecimento do povo que somos.´ Quem navega assim. Porque os portugueses são de tal forma extraordinários e cheios de valor que é decerto mais importante ser rei de Portugal do que do mundo inteiro. por mais que se queira fazer gigante. necessita do seu auxílio para fazer poesia épica. Na primeira estrofe. à mercê dos caprichos da Natureza. A partir da estrofe quarta./Monstro morto. Depois de o elogiar. o poeta pede a D. ora o vento enfurecia e as naus rangiam de dor quase a partirem-se. o poeta dirige-se às ninfas que habitam o rio Tejo. tanto engano e tanta mentira! Onde haverá segurança para o homem. pobre ser desamparado e fraco perante os perigos imensos que o cercam? ³Queimou o sagrado templo de Diana. /Se também com tais obras nos engana/O desejo de um nome aventajado.´. No Canto III. A fim de lhes pedir inspiração. já que até aqui usou apenas a doçura e a sensibilidade para a poesia lírica. tanta luta em terra. tanta desgraça nos temporais terríveis do mar. Camões não pode deixar de tecer as suas próprias considerações sobre o drama: e o amor é expressamente identificado como . e vinham tempestades e doenças e todos os perigos que seguem como sombras quase sempre as aventuras. /Heróstrato. /Do sutilTesifónio fabricado. das glórias que fomos. apenas pretender de ser conhecido como alguém que cantou os feitos dos heróis da sua terra.

que tanto te ama. ¤ £ . com a maior docilidade.´. já tendes diante/A terra de riqueza abundante!´. gente forte. No Canto VI. a perda das honras. os portugueses estão acima de todos os outros: um povo valente e ilimitado. /Nunca por Dafne. para convencer os deuses dos seus intentos. uma viagem? Um ir sem saber se o que imaginámos existe? Um ficar em quem nos ama e no que amamos? A Índia estava próxima. dos títulos. afinal. No Canto IV. Vai. Segue o teu sonho. a ferocidade daqueles homens sem bondade perante a figura feminina doce. e segundo a ordem da tragédia clássica. Depois./Te negue o amor devido. o desespero das lágrimas. /De quem Orfeu pariste. No Canto VII. Ficou para trás aquele Portugal que amam ainda mais quando se distanciam. ó linda Dama. Camões faz a descrição da felicidade da jovem. Avança contigo. /Assi o claro inventor da Medicina. que apenas conta com as lágrimas e as palavras para se defender e que se entrega. longa viagem. O que é. será talvez. Nuno Álvares Pereira diz ao povo e aos soldados que descendem de grandes homens e que terão de ser grandes como os seus antecessores. Que lutem por aquilo em que acreditam. ³Inspira imortal canto e voz divina/Neste peito mortal. um deus qualquer. Defende um ataque em forma aos portugueses: a manifestação da evidência do perigo. a imagem nova que de ti recolheres ao ser . dentro de ti. Os Portugueses não serão a prova de que Deus existe? De acordo com a opinião de Camões. Acredita em ti e acredita depois no que poderás colher se fores tu a tua meta. Clície ou Leucotoe. que não esboça um gesto para fugir. Se Deus existe não será um deus de mortos. Miragem? Não percas o ânimo. como soe.único culpado do crime. que na garra/Quereis levar a palma vencedora:/Já sois chegados. fraca. O que Camões aponta como mais chocante é a brutalidade. ³Ora sus. como o seu nome escrito no peito . mas aquele que descobre entre os vivos os que mais merecem a sua distinção. indefesa. aos carrascos. vivendo em função do homem que ama. viagem longa. Inês toma a figura de mártir vitimada em sacrifício de amor. a riqueza que te espera pode ser. No Canto V. o rei diz a Vasco da Gama que saudade é a melhor palavra para descrever o que sentiram quando saíram de Lisboa. é neste canto que Camões aplica os seus melhores dotes de oratória.

areal editores. nutriam um sentimento maior. de jogos e danças. No Canto VIII. isso é sabido. objectivo: ³ Em baixo. de prazer dado e recebido. e a que este reproduz aos seus. Por último. não se vai dar pormenores. morre´. musicas. Alias. dá-lhes uma dimensão de homens tocados pelos deuses e pelas graças divinas. Camões. de sonhos. mais do que o medo de enfrentarem homens tão valorosos. os heróis fundadores. uma folia. no poema ³Ulisses´. Ouviam em respeito o que Paulo da Gama lhes dizia. dita do mundo real. pois há sempre o dever primeiro e o prazer fica sempre na causa das tarefas. eles lá estiveram como quiseram. a vida. que tanto se emocionou com encantos de damas. ao entrar na realidade. É irrelevante. rogalhe ajuda em tempo tão difícil. 2004 A Mensagem No brasão II. e. Só readquire vida aquilo que o mito/nada tudo fecunda ± e o processo não é do passado. triste sortea de não poder ficar. com amores.´. na última estrofe. no Canto X. Catual e os seus estavam deveras admirados. parece dizer Pessoa desde este poema.A narrativa que os portugueses fazem a Monçaide. Fontes: Pinto Pais. ficou com uma pontinha de inveja. de admiração pelos portugueses. talvez assim para sempre. ³Aqui minha Calíope te invoco/Neste trabalho extremo por que em pago/Me tornes do que escrevo e vão pretendo/O gosto de escrever que vou perdendo. a passagem do nada ao tudo: a lenda vem ( escorre) de cima. fecunda-a ± fazendo o ³milagre´ de tornar irrelevante a vida cá de baixo. Amélia. Mesmo espreitando por detrás da cortina indiscreta. Talvez. o poeta chama por Calíope. de brincar. É tempo de nova invocação. partilhas. fonte inspiradora. que as figuras de que vai ocupar-se. de fantasias. Para Compreender Fernando Pessoa. não há nada para contar. namoros e folguedos destes. mas intemporal ± de onde os tempos verbais de presente. metade/De nada. em Os Castelos. tenham tido ou não existência histórica ± o que . deve ser sempre assim o amor: coisa de confiar. Vasco da Gama pensou: combater a violência com mais violência só gera violência.

justamente porque poeta visionário. as naus/cantar de amigo. essa. ³ com olhar esfíngico e fatal´. Em ³D. de ³bichos da terra´ ± e a morte é muito pouco e não é. já./Senhor.este final soberbo. não existindo. uma segunda parte./Do mar e nós em ti nos deu sinal. cadáver adiado que procria´. no poema ³D. Infante de Portugal´Uma vez recebida a marca divina ± o seu gládio ± num presente disfórico. como sabíamos já). como que distingue o homem da ³ besta sadia. as consequências da acção divina sobre o Eu fazem-se sentir: ³doirou-me a fronte´ ± e a inquietação: febre de Além. que define a loucura.importa é que todos eles tenham funcionado com a força do mito. Em ³ D. no futuro que ele sonha. da vontade de Deus e do sonho do Homem. Na realidade. na sua contingência física. haja o que houver na busca da realização do sonho. feita de fraqueza. é tudo. onde Pessoa nos diz: ³ Quem te sagrou criou-te português. a ³fala dos pinhais´ é. Pessoa vai ver D. o sonho. ³o oceano por achar´ (que a Europa e Portugal fitam./Cadáver adiado que procria?´./Cumpriu-se o Mar. querer grandeza. que. vê-loemos mais adiante. em as Quinas. que desvendarão. ³o som presente desse mar futuro/é a voz da terra ansiando pelo mar´. um momento de síntese e . o que pode impedir que o sonho prossiga noutras mãos. e o Império se desfez. de facto. Dinis como o rei capaz de antever futuros. esta quadra (terceira) representa. E a História. Sebastião. Fernando. perante o poder mobilizador do sonho ± loucura. Em Mar Português. resultará. No Brasão parte III. assim. a morte não passa de contingência física. em cujo cantar de amigo se fundem um rumor ± a ³fala dos pinhais´ ± e o mar futuro. os pinhais plantados pelo rei ± poeta ± visionário são ³um trigo de império´ e ³ondulam sem se poder ver´ (porque futuros ± só acessíveis aos sonhadores). onde Fernando Pessoa diz: ³Sem a loucura que é o homem/Mais que a besta sadia. falta cumprir-se Portugal!³. Rei de Portugal´. no poema ³O Infante´. tal ³divina loucura´ é fonte de energia que leva o homem a ser mais do que é. Dinis´. definido como ³horas em que um frio vento passa/Por sobre a fria terra ±³. Por isso ele é visto como ³plantador de naus a haver´. No poema. dá o tom último à Mensagem pessoana: o louvor da loucura que distingue o homem do animal e o faz ir em frente.

na primeira estrofe. a que ninguém sabe se atingiu uma ilha ³indescoberta´ ou se voltará algum dia. este poema é mais um dos consagrados a D. poeta do presente. Em ³A Última Nau´. consegue ver. exactamente) do regresso de D. o descobrir. XX. quase invisível (só visível aos sonhadores. João II) e que é vencido pelo frágil ³bicho da terra tão pequeno´. na mítica ilha de Vénus ou Ínsua divina ± e aí receber ³os beijos merecidos da Verdade´. No poema ³Prece´. bruscamente. mas.reflexão. como herança. que se diz ³vontade´ de um povo que quer o mar que o monstro diz ser seu. trata-se de retomar a alegoria presente no Adamastor (Camões) ± o ³Mostrengo´ que assusta e ameaça os navegadores (neste poema o homem do leme ao serviço de D. É para aí que aponta o úl timo poema de ³Mar Português´. o ³nevoeiro´ a ensombrar os nossos dias. Em o ³Mostrengo´. Deus. talvez. é aquele que vê o invisível e o atinge. sagrados por Deus). Sebastião/ sonho por cumprir. a Verdade. No ³horizonte´. a Natureza mais luxuriante. pode projectá-lo. é um poema em que se reflecte sobre o presente à luz do passado. vencendo o desconhecido e os medos. é o desvendar da noite. no aproximar das naus ± lá. afinal. sabe que há a hora (ainda que não saiba quando. o passar das tormentas. Toda a vitória implica passar além da dor. Sebastião e ao sonho com que ele se foi. em corte repentino. a passagem para o presente ± ³e o Império se desfez´ ± é já a tristeza. mas. o vulto baço do Rei que torna. a bordo d¶A última nau a que ³não voltou mais´. diz. ³Quem (Deus) te (homem) sagrou. cujas águas salgadas ³são lágrimas de Portugal´. O poeta. Herói. O sonho sonhado pelos seus marinheiros ficou interrompido. O passado foi a tormenta. a quem ficava em terra. por detrás do Longe (metáfora do Desconhecido). No poema ³Mar Português´. do mistério. e recebendo o prémio de uma ilha ± toda ela de sonho. Assim se repita o ciclo: Deus volte a querer e o homem volte a sonhar. e deixou-nos. Fernando ± ³Cumpriuse o mar´ (resultado do sonho do Infante e da vontade divina). a vontade. o balanço: terá mesmo valido a pena? Pessoa responde que sim. este poema apresenta o que de sofrimento custou. E. capaz ainda de sonhar futuros. porque ³tudo vale a pena se a alma não é pequena´. do séc. A conquista do mar. signo. o . sagrou-te português´ para reflectir o significado histórico: ³Do mar e nós em ti nos deu sinal´ ± e aqui retoma-se a ideia do sinal. Ele. que ³guarda o corpo e a forma do futuro ´. entre a serração. Na segunda estrofe. ³sonho escuro/e breve´. bandeira ± já presente no poema D. diz o poeta.

que a vida em nós criou. oculta em cinzas. cumprindo o nosso . capaz de remover montanhas. é próprio do homem. crise de identidade. a prece: que Deus volte a querer dar o ³sopro. libertando-nos ³desta vil/Nossa prisão servil´. de assumirmos o sonho. também: ³este fulgor baço da terra/Que é Portugal e entristecer/Brilho sem luz e sem arder/Como o que o fogo -fátuo encerra´. o poema aponta para um tom geral de disforia. crise de valores morais. da alma: ³Ninguém sabe que coisa quer. Na terceira e última parte da mensagem O Encoberto I. na parte de Os Tempos./Nem o que é mal./Que as forças cegas se domem/Pela visão que a alma tem!´. capaz de nos reerguer. Para o poeta. a aragem ± ou desgraça ou ânsia ±³. já. nem paz nem guerra´. no poema a ³Noite´. Na terceira parte do O Encoberto. capaz de ter como força condutora a visão que a alma tem. mas que seja nossa!´. marcado por palavras e expressões de negatividade. mas de quê? Pessoa não o diz. ainda não é finda´. mas pode ser erguida pela mão do vento. esse. o Rei não dera licença de partir ao terceiro dos irmãos. passado. mas todo o livro o significa: a Hora de partir. O presente. ainda que no conforto sensato do lar. ³É a Hora!´. Competenos a nós ir buscá-los. Só que./se ainda há vida./Ninguém conhece que alma tem. Por isso. a noite veio e a alma é vil´. Ou seja: sem o sonho. de tristeza e melancolia. nem o que é bem´. no poema ³ O Quinto Império´. na parte d¶Os Símbolos. A história faz-se de descontentes. para que ³outra vez conquistemos a Distância/Do mar ou outra. Pessoa conta a história nos dois primeiros momentos do poema e extrai a conclusão no último: os dois irmãos (Gaspar e Miguel) são agora os irmãossímbolos do nosso nome: o Poder e o Renome que são. a vida é triste. a única coisa que faz sentido na vida é o sonho ± ³Triste de quem vive em casa/Contente com o seu lar/Sem que um sonho. ³Senhor. de novamente conquistarmos a ³Distância/Do mar ou outra. No último poema d¶A Mensagem. tal como outrora. e ser descontente. ³Eras sobre eras se somem/No tempo que em eras vem. no erguer de asa. porventura. Ela estará. como diz. há lugar para alguma esperança: ³mas a chama. o ³Nevoeiro´. mas que seja nossa!´ (poema ³Prece´)./Faça até mais rubra a brasa/Da lareira a abandonar´.mar universal e a saudade. também agora ³Deus não dá licença que partamos´./Ser descontente é ser homem. mas diz também na segunda estrofe. caracterizando uma situação de crise a vários níveis: político: ³Nem rei nem lei. trata-se de um poema que afirma uma filosofia sobre o homem e o viver. diz Pessoa.

uma versão moderna.di. absurdo. toda emoção.pt/CVC/bvc/revistaicalp/esfingicopessoa.pt/indice_mensagem_pessoa.htm . http://faroldasletras. propondo-nos em seu lugar a única coisa que vale a pena: o imaginário´. esse mesmo Rei está humilhado e despido de coisas humanas.br/images/chdia/n863a.sapo.uminho.cfh.di. toda alegria. em A Mensagem.institutocamoes.pdf#search=%22%22pensamentos%22%20lusiadas%20%22Mensagem%22%22 Conclusão No final deste trabalho chegamos à conclusão que A Mensagem não é um ³poema nacional.org/wiki/Mensagem_(livro) http://www. O que seria uma exaltação de valores nacionais converteu-se numa exortação renovadora e corajosa a D.ufsc.pt/vercial/letras/ensaio28.com.pt/vercial/zips/bezerra01.br/voltaire/cultura/2002/06/21/001.htm . por isso. uma utopia. http://alfarrabio. ³Em contraste com o realismo d¶Os Lusíadas ( ) a Mensagem reage pela altiva rejeição a um «Real» oco.ufrj. http://alfarrabio. http://educaterra.uminho./cadáver adiado que procria?´(Mensagem).destino ± assim a Obra nascerá de novo.pdf#search=%22historia%20 portugal%20mensagem%20pessoa%22 http://www. intolerável. espiritualista e profética dos Lusíadas´.terra. Como Prado Coelho afirmou. Sebastião (vivo ± Lusíadas ± oucomo mito ± Mensagem). Sebastião´. consideramos que toda a História. como em ³Mar Português´ ± e poderemos ³viver a verdade/que morreu D. toda aventura e toda glória descrita.prof2000. um sonho. Bibliografia .pt/users/jsafonso/Port/Mensagem. ³Sem a loucura que é o homem/mais que a besta sadia. http://cienciahoje.htm http://www.no.br/posverna/docentes/700571. Fontes: http://pt.htm#Lusíadas http://www.rtf .uol.htm ¥ .com. em Os Lusíadas constitui uma esperança e em A Mensagem. Os Lusíadas foram dedicados a um povo guerreiro e a um Rei aventureiro.br/~magno/oslusiadaseamensagem.letras.jpg .wikipedia.

wikipedia.esec-emidio-navarro- alm. http://www.com/netopedia/Literatura/lusiadas.pt/proj/por-mares/lamentacao.html .jpg .html .sapo.jpg .cfh. http://oslusiadas.jpg .pt/images/pessoas/pes_409.html . http://oslusiadas.pt/cantos.org/wikipedia/commons/thumb/2/24/ Luis_de_Camoes.php . http://lusiadas.htm .sapo.cartografia.gertrudes. http://www.htm . http://www. http://genealogia. http://users.fis.eng.sapo.com/photos/4380/p6091797a -seafarermon-te.html .pt/forum.htm .wikipedia.pt/BoasLeituras/images/d. http://members.rcts.netcabo.educom. http://faroldasletras.no.atalaia.pt/0511134301/lusiadas.jpg . http://orbita. http://upload.educom.pt/mensagem_textos_teoricos.htm .uc.sapo.starmedia.tripod. http://lusiadas.trekearth. http://www. http://www.html .sapo.pt/personal/marques/old/pessoa/mensagem. http://oslusiadas.html .retecal.no.br/~magno/oslusiadaseamensagem.pt/escolovar/historia_camoes_lusiada1. http://pt.org/wiki/Os_Lus%C3%ADadas .pt/viagem.servicios.com/poesia3.no.net/camoes/camoes/index.wikimedia.jpg/300px-Luis_de_Camoes.sebastiao.. http://paulacruz.com/bin/documentos/A_mensagem. http://www.jpg .no.wikipedia.es/jomicoe/Viriato-C.Santos. http://omj.org/images/encontros/atalaia_encontros_fotos_ 1073943289_8707718.pt/planos.rccn.netopia. http://nautilus.htm .com/~agoniaextase/navio.html .htm . http://pt.no.gertrudes.br/sandraperes/academico/lusiadas.doc . http://pwp.sapo.educom.jpg .A.jpg .org/wiki/Descobrimentos_portugueses .ufsc.org/wiki/Mensagem_(livro)) .htm .htm . http://web. http://faroldasletras.no. http://web.htm . http://i1.pt/proj/por-mares/obra.pt/poesia_mensagem.com/poesia1. http://pt.

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