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Faculdades Integradas Tibiriçá

Disciplina: Ética Prof.ª Fatima Regina de Souza


Nome: Cláudia Araújo dos Santos RGM: 64041

Resenha: O Escafandro e a Borboleta

O filme aborda a história do editor de uma renomada revista, Jean-


Dominique Bauby, após ter suas rotinas interrompidas por uma espécie de
derrame cerebral que o deixa incapaz de realizar atividades básicas, tendo como
único movimento no corpo, o olho esquerdo. E é por intermédio deste olho que ele
se comunica com o resto do mundo, através de uma técnica desenvolvida por uma
médica, a qual ao ditar as letras do alfabeto ele as escolhe e vai formando
palavras, frases e pensamentos que tem.

Nas primeiras cenas do filme nos deparamos com a angustia do


personagem, sua vontade de morrer por estar preso num corpo imóvel. No
transcorrer deste drama podemos visualizar a aceitação deste estado por parte do
personagem e seu humor sarcástico ao ironizar sua condição. Ele decide por não
sentir pena de si e resolve apoiar-se em suas memórias, opta por escrever um
livro com a ajuda de uma escritora que dedica seu tempo a tirar o ditado de Jean.

A idéia que o filme me passa é justamente de uma memória viva dentro de


um corpo morto, um filme sensível que nos remete a entender que somos donos
das nossas mentes, e que somos capazes de conduzir e controlar nossos
pensamentos. Jean mostra que conseguiu manter o equilíbrio e discernimento
diante do desespero e viveu tempo suficiente para demonstrar isso. O tempo
necessário para deixar pronto seu livro.
Achei o filme interessante, sensível e triste, mas que passou uma
mensagem muito bonita, a da superação que vai além da condição física,
transpassa os obstáculos e esta acima de qualquer explicação cientifica, a mente
humana.