P. 1
Biorreatores (Revista Biotecnologia)

Biorreatores (Revista Biotecnologia)

|Views: 1.134|Likes:
Publicado pormtorre1234684

More info:

Published by: mtorre1234684 on Mar 14, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/22/2013

pdf

text

original

Pesquisa

BIORREATORES
Fotos cedidas pelo autor

Biorreatores para células, tecidos e órgãos vegetais - Produção de mudas em larga escala
Introdução
João Batista Teixeira,
Ph.D., Biologia Celular batista@cenargen.embrapa.br Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

A micropropagação é uma forma vegetativa de propagação de diferentes espécies de plantas por meio da técnica denominada cultura de tecidos. Essa técnica requer laboratórios bem estruturados e pessoal treinado. Em resumo, o procedimento envolve os seguintes passos: inicialmente, é feita a escolha da planta matriz e do tipo de material a ser utilizado, tais como

Figura 1. Sistema de biorreator de imersão temporária, desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, utilizando tanque de ar comprimido

gemas, segmentos nodais, folhas, flores, etc. Em seguida, o material é desinfestado já em condições de laboratório em ambiente estéril, e introduzido em frascos igualmente estéreis, contendo meio de cultura esterilizado. Esse meio contém, todos os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento do material em cultivo, além de substâncias reguladoras de crescimento. Os frascos com o material são mantidos em salas

de crescimento, sob condições de temperatura, luminosidade e fotoperíodo adequados. Milhões de plantas são produzidas anualmente, em todo o mundo, por meio da micropropagação. Entretanto, esse método de multiplicação é altamente demandante de mão-de-obra e só em condições especiais tal procedimento deve ser utilizado. Basicamente, a escolha da micropropagação frente a outras formas de propagação baseia-se no valor venal da muda ou do produto a ser obtido pela muda micropropagada. A metodologia tradicional de micropropagação baseia-se em cultivos em pequenos frascos, com número reduzido de plântulas por frasco, e uso de meio nutritivo gelificado, o que acarreta intensa manipulação das culturas, e envolve, com isso um grande contingente de mão-de-obra especializada. Biorreatores podem ser conceituados como equipamentos para cultivo sob imersão temporária ou permanente de células, gemas, embriões ou qualquer tipo de propágulo que possa ser utilizado na micropropagação. Os biorreatores utilizam meio de cultura líquido, permitem a renovação do ar durante o cultivo, bem como o monitoramento de alguns parâmetros essenciais ao crescimento do propágulo, tais como pH, oxigênio dissolvido, temperatura, concentração de íons, etc. Os primeiros biorreatores derivaram dos equipamentos denominados fermentadores, os quais foram, há muitas décadas, desenvolvidos para cultivo de fungos e bactérias para fins industriais. Assim, os primeiros biorreatores testados para plantas continuaram sendo chamados de fermentadores, por serem utilizados basicamente para o cultivo de células vegetais isoladas, de forma mui-

36

Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento - nº 24- janeiro/fevereiro 2002

. policarbonato. tendo como objetivo final a produção de mudas em larga escala. embriões e plantas. A grande desvantagem desse modelo de biorreator é que. Nesse tipo de biorreator. Entretanto. Constituição básica dos biorreatores A constituição dos biorreatores usados para cultura de embrião. motor elétrico conectado a um eixo que se estende até o interior do frasco.. para controle da temperatura de cultivo (Takayama & Akita. Basicamente. O tamanho do frasco de cultivo normalmente varia entre 1 e 20 litros. Biorreatores tipo aerador agitador (“aeration agitation bioreactor”) Esse tipo de biorreator é o mais parecido com os fermentadores convencionais. Onishi et al. Biorreator tipo tambor rotatório (“roller drum bioreactor”) Nesse tipo de biorreator. ou maiores. por onde circula água com temperatura pre-determinada. e uma série de modelos específicos para plantas foram desenvolvidos. o frasco de cultivo apresenta um envoltório metálico em forma de jaqueta. que servem não apenas de apoio. 1993. 1994). tecidos. bomba compressora de ar. embora volumes menores como 250 e 500 ml. utilizando bomba compressora de ar to parecida com o que era feito com os fungos e bactérias. A homogeneização do meio de cultura e a aeração do material em cultivo são feitos de diversas formas.. Esses biorreatores são classificados pelo tipo de agitação e construção do frasco (Takayama & Akita. 1988). polipropileno ou qualquer outro material que suporte a autoclavagem a uma temperatura de 121 ° C durante 15 a 30 minutos. 1994). O primeiro relato sobre o uso de biorreatores para propagação vegetal foi primeiramente feito por Takayama e Misawa (1981) para micropropagação de begônia. Akita & Takayama. os biorreatores começaram a ser utilizados para cultivo de células. Nesse caso. 1994). É basicamente utilizado para células e embriões somáticos (Kessel & Carr . pH e oxigênio (Takayama & Akita.nº 24. principalmente na década de 80. 1992 e sementes sintéticas (Attree et al. Os frascos podem ser feitos de vidro. a maioria dos frascos utilizados está na faixa de 1 a 4 litros (Takayama & Akita. sendo a Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento .44 micras de diâmetro. os fermentadores foram empregados com pouca ou nenhuma modificação para o cultivo de células vegetais. Principais tipos de biorreatores utilizados para cultivo de hastes caulinares e embrião Vários tipos de biorreatores têm sido desenvolvidos e utilizados ou têm potencial de uso em cultivo de gemas. 1992. combinada com o movimento de uma hélice no interior do frasco de cultivo (Takayama & Akita.1972. o frasco de cultivo gira suavemente em movimentos rotacionais sobre dois eixos.22 a 0. O ar que entra no sistema é esterilizado ao ser forçado a passar através de uma membrana com poros de 0. pequenos ajustes foram feitos na taxa de renovação do ar e nas formas de agitação das células. 20 ou até mesmo 300 litros já tenham sido utilizados. Biorreatores para cultivo de células vegetais foram bastante estudados. principalmente em hastes e gemas. causa dano mecânico acentuado ao material em cultivo. gemas e plântulas.. Freqüentemente. Procedimentos similares foram adaptados para uma série de outras espécies vegetais (Noriega & Söndahl. 1994). 1994). bactérias e células vegetais (Takayama & Akita. A agitação é basicamente feita por meio de hélices conectadas a um eixo giratório. aço inoxidável. regra geral.. Essa metodologia exige completo domínio sobre o processo de indução e seleção de calos embriogênicos.janeiro/fevereiro 2002 . é necessário que a hélice gire em velocidades suficientemente elevadas. Recentemente. 1994. sensores de temperatura. O frasco de cultura é desenhado de tal forma a permitir uma ótima aeração do meio de cultura. seguindo protocolos de cultivos convencionais em meio gelificado. os biorreatores tradicionais apresentam os seguintes componentes: frasco de cultivo. os autores utilizaram segmentos nodais de plântulas estabelecidas in vitro. Preil et al.mais comum a injeção de um fluxo de ar a uma determinada pressão. o que. Inicialmente. bem como uma homogeneização satisfatória com um mínimo de dano mecânico do material em cultivo. bem como da diferenciação e encapslulamento dos embriões somáticos. 1994). gemas e hastes caulinares para fins de micropropagação é fundamentalmente a mesma dos equipamentos utilizados para cultivo de fungos. para haver uma boa homogeneização do meio. 1994). Denchev et al. além da germinação das sementes sintéticas. 1994). Sistema de biorreator. modelo compacto de 4 pares de frascos. Para isso. o dano mecânico é mínimo e é adequado ao 37 Figura 2. mas que também são responsáveis por imprimir ao frasco de cultivo o movimento rotatório. Os biorreatores são aplicados igualmente à produção de embriões somáticos (Tautorus et al.

Esse elemento é responsável igualmente pela homogeneização. Biorreator do tipo levantamento de ar (“air lift bioreactor”) O meio de cultura nesse tipo de biorreator é movido de baixo para cima dentro de um tubo situado verticalmente no interior do frasco pelas bolhas de ar produzidas no fundo do frasco de cultivo. Detalhe dos frascos do biorreator. Biorreator tipo borbulhamento (“air driven bioreactor”) O biorreator tipo borbulhamento apresenta uma constituição muito simples. A única diferença desse biorreator para o modelo anterior é que o borbulhamento de ar é feito dentro de um tubo centralizado no frasco de cultivo. que irão afetar o crescimento e desenvolvimento do material em cultivo. bem como a aeração são feitos via borbulhamento de ar no fundo do frasco. Eventualmente. tecidos e órgãos porque não há dano mecânico nem agitação via borbulhamento. Pode ser de dois tipos: aeração simples ou coluna de bolha. órgãos e plântulas. entretanto.nº 24. pulverizado sobre o material em cultivo é. 1987). Esse tipo de biorreator funciona satisfatoriamente bem para propagação via embriogênese somática (Wheat et al. o material em cultivo permanece imerso continuamente no meio de cultura. A homogeneização do meio. Esse modelo apresenta bons resultados. Biorreator de imersão temporária Em todos os modelos descritos anteriormente. drenado pela base de suporte e novamente bombeado e pulverizado a intervalos preestabelecidos (Ushiyama. em seguida. 1985). esse tipo de aeração pode ser combinado com agitação suave do meio (Ishibashi et al. Biorretor de aeração por membrana porosa ao oxigênio (“oxygen permeable membrane aerator bioreactor”) O frasco de cultura desse tipo de biorreator contém uma canalização fina em forma de espiral feita de material poroso ao oxigênio. O meio de cultura. Visando a eliminar ou a minimizar Figura 3.. através do qual o oxigênio passa para o meio de cultura. bem como pela aeração do material em cultivo. 1986).janeiro/fevereiro 2002 . Biorreator do tipo fase gasosa (“gaseous phase bioreactor”) Esse modelo é equipado com um suporte perfurado sobre o qual o material em cultivo é posicionado.. o que pode comprometer o crescimento. Takayama et al. com exceção daquele que utiliza um sistema de pulverização do meio. Dependendo da espécie e do tipo de meio utilizado. 1994). 1991). Biorreator do tipo sobre-aeração (“overlay aeration bioreactor”) Nesse modelo. com células embriogênicas de café em cultivo cultivo de embriões e plantas. uma vez que há uma boa aeração e homogeneização do meio de cultura e pouco dano mecânico ao material em cultivo (Park et al. a hiperhidratação dos tecidos pode causar distúrbios fisiológicos sérios. de células e tecidos. a homogeneização do meio de cultura fica prejudicada (Luttman et al. 1983). Esse tipo de Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento . Biorreator de aeração simples e coluna de bolha (“bubble column bioreactor”) A relação altura/diâmetro de 1 a 2 define o biorreator de aeração simples e se a relação é 3 ou acima. Esse modelo apresenta deficiência na aeração. o que pode ser contornado com a inclusão de um sistema de aeração via injeção de ar estéril. Biorreator tipo filtro rotatório (“spin filter biorreactor”) Biorreator de filtro rotatório apresenta um filtro conectado a um eixo central. a aeração é feita por sopramento do ar estéril sobre o meio de cultura. por Takayama & Misawa (1981). por onde o meio de cultura é descarregado (Styer. Esse modelo de biorreator foi desenvolvido e utilizado primeiramente na micropropagacão. bulbos. Essa imersão contínua causa problemas de hiperhidratação dos tecidos. o biorreator é do tipo coluna de bolha.. cormos e tubérculos (Takayama & Misawa. sobretudo. uma vez que não há nenhum tipo de agitação. O inconveniente desse modelo é a não renovação do ar interno do frasco de cultivo. Esse modelo de biorreator não apresenta problemas relacionados com o dano mecânico. que pode ser de teflon. 1989). silicone. Esses modelos 38 de biorreatores apresentam bons resultados no cultivo de hastes caulinares. policarbonato ou polipropileno.biorreator apresenta excelentes resultados no cultivo de células. o nível de oxigenação só é adequado quando se utilizam meios de cultura com alta viscosidade (Tanaka et al. 1984). Entretanto. 1981.

Embora o controle da troca gasosa fosse insatisfatório. o frasco tipo Erlenmeyer era mudado automaticamente de posição a intervalos predeterminados.6 mg em meio líquido. em determinado momento. um equipamento desenvolvido por Harris & Mason (1983). O meio de cultura passa do compartimento inferior para o superior pela injeção de ar no compartimento inferior. dando origem ao sistema de biorreator denominado RITA® (Teisson et al. a produção de brotos foi sete vezes superior ao rendimento obtido pelo mesmo período em meio com agar. O estoque inicial de explantes era obtido através do cultivo. 1995. conectados entre si por um tubo. Após esse período. Aitken-Chistie & Davies (1988) desenvolveram um sistema semi-automático de cultivo sob imersão temporária. que consistia de uma grande câmara de cultura. Em 1985. com diferentes tipos de explantes. faz com que o meio retorne ao compartimento inferior. 1999). ocorre borbulhamento e aeração do meio em contato com o material em cultivo. por 28 dias. (1993) foi modificado no que se refere à construção. no momento seguinte. os segmentos de raiz eram expostos ao ar e. por gravidade. Cabasson et al. o princípio da imersão temporária para cultivo de fragmentos vegetais relativamente grandes foi primeiramente descrito por Steward et al. no superior. de tal forma que. o explante se encontrava submerso e. esse método de cultivo por imersão temporária mostrou ser muito superior aos cultivos em meios gelificados.. Posteriormente. Visando a contoraclimatadas nar esse problema. Atken-Christie & Jones (1987) utilizaram igualmente um sistema de cultivo em imersão temporária na propagação de Pinus. o meio nutritivo líquido era colocado sobre o meio sólido sobre o qual estavam os explantes. Após 90 dias de cultivo no meio de imersão temporária. Etienne et al. para cultivo de explantes de uva em meio líquido em frascos tipo Erlenmeyer. Segundo Harris & Mason (1983). o meio era retirado através de uma bomba de vácuo. em outra posição. (1952) e relatado por Harris & Mason (1983). Simonton et al. em biorreator de imersão temporária. de tal forma que. Mudas alongadas de abacaxi. Steward et al.. não submerso. Em seguida. O meio de cultura é colocado no compartimento inferior e o material a ser cultivado. o meio é drenado e o explante deixa de ficar em contato direto com o meio de cultura. no qual plântulas eram cultivadas em um grande recipiente com meio gelificado. apresentando resultados muito bons (Alvard et al. com adição e remoção automática e periódica do meio líquido. permanecendo aí até que o ciclo recomece. mas mantendo as mesmas características de funcionamento. o meio de cultura permanece em contato com o explante por um período predeterminado. com isso. no “auxophyton”. (1952) demonstraram que raízes de cenoura imersos em meio líquido não apresentavam crescimento satisfatório e concluíram que o motivo se Figura 5. Hastes de abacaxi. Esse procedimento era repetido a cada semana. Pouco tempo depois. Tisserat & Vandercook desenvolveram um sistema de cultivo em imersão temporária. foi desenvolvido um modelo de biorreator chamado de imersão temporária (Alvard et al.. Nesse sistema. apresentava o mesmo princípio relatado por Steward et al.nº 24. submersos no meio líquido. delinearam e construíram um equipamento que foi denominado “auxophyton”.Figura 4. em cultivo. (1952). Na realidade. um aumento da matéria fresca de 38. prontas para serem cultura. 1993).janeiro/fevereiro 2002 . Após um período preestabelecido. após a tratava de deficiência de multiplicação e alongamento em biorreator de oxigenação do meio de imersão temporária. Nesse equipamento. a pressão do ar no compartimento inferior é aliviada. o que. O meio permanecia em contato com o explante por 4 a 6 horas. um superior e um inferior... 1997. (1991) desenvolve39 Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento . 1993. Etienne et al. O modelo desenvolvido por Alvard et al. O sistema RITA® vem sendo utilizado para uma série de espécies vegetais. 1997.1 mg em meio gelificado para 98. Quando todo o meio passa para o compartimento superior. a qual era periodicamente cheia de meio de cultura.. 1995). o qual movimentava os frascos de cultura de forma rotacional sobre uma roda. (1993) é constituído de um frasco de dois compartimentos.. em meio de multiplicação esse problema. conseguindo. O modelo desenvolvido por Alvard et al. Teisson et al. O ar é expelido através de um orifício na tampa do compartimento superior. em certa posição. Nesse tipo de biorreator. em meio gelificado com agar.

além de propiciar uma Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento . multiplicadas em biorreator de imersão temporária ram um equipamento automático de micropropagação. no qual o meio líquido era injetado sobre as plântulas em cultivo. o equipamento pode funcionar sob regime de borbulhamento contínuo com diferentes fluxos de ar ou sob borbulhamento temporário.. Sistema de Biorreator desenvolvido pela Embrapa A Embrapa-Recursos Genéticos e Biotecnologia desenvolveu e submeteu ao INPI. para fins de patenteamento um sistema de biorreator tomando como base o modelo desenvolvido por Alvard et al. os modelos de imersão temporária são mais simples na sua concepção. são equipamentos: a) complexos.c) o sistema foi desenhado para comportar diferentes números de frascos de cultivo. Uma modificação mais recente do modelo de biorreator de imersão temporária foi feito por Lorenzo et al. (1999) para gemas de abacaxi. b) a montagem é simples e os componentes (válvulas solenóides. transformação de um modelo de imersão contínua para imersão temporária e vice-versa. f) no regime de imersão contínua. (1998) para micropropagação de gemas de cana-de-açúcar e Escalona et al. etc. tipo de tampa. como células e gemas. por 40 ex.. não foram apresentados detalhes adicionais da construção e funcionamento desse tipo de biorreator. Esse sistema utiliza dois frascos. além de alguns problemas de contaminação especialmente do tipo bacteriana. (1993) e Lorenzo et al. que permite uma grande versatilidade de uso. em experimentos de multiplicação para fins de comparação com o cultivo em meio líquido estacionário e em meio gelificado. Estão igualmente em andamento os primeiros testes de cultivo de células embriogênicas de café. uso de uma fonte de ar artificial com dosagens específicas de oxigênio. etc. (1998). como o uso de um frasco relativamente grande. como novos e mais adequados tipos de frascos e tampas e novos sistemas de iluminação com vistas a ajustá-lo para cultivo de explantes específicos. sob regime de imersão temporária. No momento. Entretanto. descarga e troca do meio de cultura. c) de difícil manipulação durante as fases de esterilização. Embora esse sistema tenha apresentado uma excelente performance quanto ao preciso controle da exposição do explante ao meio de cultura.. carga. e) o equipamento pode ser utilizado para cultivo em regime de imersão temporária ou contínua. temporizadores. b) destinam-se apenas ao cultivo sob condições de imersão contínua. formato. constituição. transparência. Figura 6. são necessários pequenos ajustes no equipamento. nitrogênio e gás carbônico. fonte de ar comprimido. Por ser um equipamento recémdesenvolvido. h) o equipamento pode ser utilizado tanto para cultivo de células e embriões. estão em andamento testes definitivos com hastes de abacaxi. montagem e funcionamento. fluxômetro.) podem ser de fácil aquisição ou feitura. quanto para gemas e segmentos nodais e raiz. de difícil manuseio. Nos primeiros ensaios.janeiro/fevereiro 2002 . O meio de cultura é transferido de um frasco para o outro por meio de um vácuo de 250 mm de Hg. Para isso. os resultados preliminares foram excelentes. várias modificações estão sendo introduzidas no sistema. de acordo com um esquema de tempo preestabelecido. os quais podem variar em tamanho. Por sua vez. cujo período pode ser definido pelo temporizador. o que é determinado pela extensão das tubulações. Plantas aclimatadas de abacaxi. filtros de ar. o sistema foi testado para cultivo de microestacas de batata para microtuberização e hastes de abacaxi visando à multibrotação e ao alongamento das mudas. não permitindo versatilidade no seu uso. g) o equipamento permite fazer. fotoperíodo e temperatura. alguns problemas foram identificados. em termos gerais.nº 24. d) o equipamento pode ser montado em diferentes ambientes de intensidade de luz. conexões metálicas. Em ambos os casos. sendo um para cultivo do material vegetal e outro para estocagem do meio de cultura. O equipamento apresenta as seguintes características não encontradas em outros modelos de biorreatores: a) o equipamento pode utilizar diferentes tipos de frascos. do ponto de vista de montagem e funcionamento. ainda. Os modelos de biorreatores de imersão contínua encontrados na literatura científica. mangueiras de silicone. bem como pela potência do compressor ou da fonte de ar comprimido.

S. & Davies.. Rotating drum fermentor for plant cell suspension cultures.K. HortSci. T. Noriega. K.. Academic Press Inc. F. Escalona.I. C. Silicone-tubing aerated bioreactors for somatic embryo production.J. 1991. Bioeng. Plant Cell. and Org. M. 1994. Espinosa.P. 34:1209-1213. Plant Cell. Lulsdorf. -Plant 33:81-87. P. D. E. J. 226:99100. Tautorus. In: Cell Cultures and Somatic Cell Genetics. Direct sowing of Coffea arabica somatic embryos mass-produced in a bioreactor and regeneration of plants. 1999.. & Etienne. Bot.. Bertrand. Cult.. Ushiyama. 18(9):. Tissue and Org.B. 8:185-196. B.. Plant Cell. R. T. 19:111-117..H... 1988. S. M. microestacas de várias espécies para fins de crescimento e multiplicação das hastes caulinares. Henke. C. Hakko.. & Scragg.V. H. D. Teisson. Plenum Press. I. M. C. Denchev. W.D. C. 22(3):461-467. Vandercook. C. 38:46-51.. Bondrik. . W-S. 1989. H. Michaux-Ferrierre. Tiss. 13:601-606. Comparison of methods of liquid medium culture for banana micropropagation.nº 24. Tissue and Org.M. 1952. H. Wix. Acta Hortic. J.. Swedlund. 41 Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento . D. Gonzalez. Lartaud. 1988. Kuklin. Cote. em alta quantidade e em condições totalmente assépticas.I. S. Daquinta. and Org. Lorenzo. Alvard.. J. D. Mass propagation of Begonia x hiemalis) plantlets by shake culture. 50:33-37. New oxygen supplying methods for animal cell reactors. & Iwamoto. 32:55-60.) Voss.. plantlets in a bioreactor containing a single carbon and a single nitrogen source. Referência Bibliográfica Akita. New techniques for the investigation of metabolism. M. Biol. L. & Hughes.. H. Biotechnol. N.. Cult. Plant Cell. & Beck. Development of a semiautomated micropropagation system. Improvement of somatic embryogenesis in Hevea brasiliensis (Müll. 26:99-109. Ishibashi. Plant Cell Rep. Harris. 1983..H. Hitachi Hyouron 69:301305. 5:107-117. bem como no uso e economia da fonte luminosa.. Luttman.. Sugarcane shoot formation in an improved temporary immersion system. S. p.C. P. Cult. E. Teisson. D. 1999. Atken-Chistie. & Söndahl. Takayama. M. B. P. F. & Millar. 54:197-200. cultivo de raiz para experimentos diversos. 27:211-218. Cultivation of Artemisia annua L. Montpellier. Escalant. Gonzalez. J. Carron. D.L.A.K. Tisserat. Plant Cell Rep. Simonton. M. 8. K. Kikcio & Dunstan. U. N. Alvard.E.C. Etienne. & Borroto.E. 21:819. H. Cult. Plantations 2(5):32-33. Fujiwara. Plant Cell.C. Steward. Biotechnol. Cabasson. 1994. pp. (Eds. 1981.. Cult. R.. Kessel. Sakamoto.melhora no funcionamento. The effect of dissolved oxygen concentration on growth and differentiation of carrot (Daucus carota) tissue. T. Odawara. M. . 15e Colloque. R. Production of vigorous. Takayama. Microbiol. New York. A. 1985. 1983. Arabic coffee micropropagation through somatic embryogenesis via bioreactors.K. nutrition and growth in undifferentiated cells.. & Ookuma. Berthouly. Vasquez. Bioreactor technology for plant propagation.H. Nishijima.M. Alvard. and Bioeng. Takayama.L. 39:137-145. & Fowke.janeiro/fevereiro 2002 . Pine- apple (Ananas comosus L. Towards automation: radiata pine shoot hedges in vitro. Attree. gemas axilares e apicais para fins de multibrotação. F. C. D. & Misawa. Biotechnologie ASIC. ed. Plant Cell Tiss. 1997. além de outras aplicações.Y. Desjardins. M. & Miwa. Tanaka. J. 63:311-316.).E. 13:184187. 1993. U. In vitro culture by temporary immersion: a new device.G.111131. A. & Nystrom. C. & Teisson. Exp. P. Lorenzo.. 1994. Cult. Arg. M. Escalona. Berthouly. 1985. Cult. p. embriões somáticos de diferentes espécies. In: Tissue Culture In Forestry and Agriculture. 1992. Automated propagation of microbulbs of lilies. M & Takayama. & Preil. & Akita. Florek. K. Tissue and Org. 1984. Acta Horticult. To Kogyo 46:7-11. de forma semi-automática: cultivo de células embriogênicas e não embriogênicas. Large scale culture techniques of plant cells and the secondary metabolite production. Pomeroy.M. Cult. 1994. J. Bioreactor culture of Picea glauca-engelmannii (interior spruce) somatic embryos. Robacker.. Vol.) using the temporary immersion technique. Cote. Suwa. Alguns exemplos de uso podem ser enumerados para esse sistema de cultivo em meio líquido. Borroto. 230:81-87. ) tuberization by semicontinous liquid medium surface level control.. B. Tissue and Org. Hu. Onishi.C. 1992. M. Plant Cell Rep. D..J. Development of an automated plant culture system. Can. W. In Vitro Cell.. C. B. desiccation tolerant white spruce (Picea glauca (Moench..) synthetic seeds in a bioreactor. 1994. S. J. W. & Teisson. Somatic embryo production in bioreactors. Y.J. R. M. Caplin. incluindo a produção de metabólitos secundários. Bot. Growth parameters. Dambier. & Etienne. M. Merr) micropropagation in temporary immersion systems. & Staba. Gonzalez. J. R. Plant Cell Rep. Cult. Vasil... N. Ollitrault.73-81 1993. Improvement of Citrus somatic embryo development by temporary immersion. 1972.117-130. S. Aitken-Chistie. Plant Cell. Wheat.. J. Tiss. C. Styer. Etienne-Bary. F. 25:2359-2370. J. A.P. & Krueger. Two machines for in vitro propagation of plants in liquid medium. 39(2):157-170. Synthetic seeds as an application of mass production of somatic embryos. 1991. 1988.J.. 1987.743-748. C. M. Appl. & Mason. C. Florek.. 1997. A programable micropropagation apparatus using cycled liquid medium.R. U.M. Stimulation of potato (Solanum tuberosum L. Ann.B. Investigations on growth and metabolism of plant cells. & Jones. C. M. Plant Cell. B. & Teisson. 23:996-1007. 39:147-156... & Carr. S. Cell. Biotechnol. Tissue and Org. I. Plant Sci. F. & Hirosawa. P. Tissue and Org. The types of bioreactors used for shoots and embryos. Org. Plant & Cell Physiol. Preil. 1987.W. Park. como a germinação de embrião zigótico in vitro. Biotechnol.R. 1995. 1986. Dev. 16:5777.. Towards mass propagation by use of bioreactors.. Spin filter bioreactor technology as applied to industrial plant propagation. T.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->