Pesquisa

BIORREATORES
Fotos cedidas pelo autor

Biorreatores para células, tecidos e órgãos vegetais - Produção de mudas em larga escala
Introdução
João Batista Teixeira,
Ph.D., Biologia Celular batista@cenargen.embrapa.br Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

A micropropagação é uma forma vegetativa de propagação de diferentes espécies de plantas por meio da técnica denominada cultura de tecidos. Essa técnica requer laboratórios bem estruturados e pessoal treinado. Em resumo, o procedimento envolve os seguintes passos: inicialmente, é feita a escolha da planta matriz e do tipo de material a ser utilizado, tais como

Figura 1. Sistema de biorreator de imersão temporária, desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, utilizando tanque de ar comprimido

gemas, segmentos nodais, folhas, flores, etc. Em seguida, o material é desinfestado já em condições de laboratório em ambiente estéril, e introduzido em frascos igualmente estéreis, contendo meio de cultura esterilizado. Esse meio contém, todos os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento do material em cultivo, além de substâncias reguladoras de crescimento. Os frascos com o material são mantidos em salas

de crescimento, sob condições de temperatura, luminosidade e fotoperíodo adequados. Milhões de plantas são produzidas anualmente, em todo o mundo, por meio da micropropagação. Entretanto, esse método de multiplicação é altamente demandante de mão-de-obra e só em condições especiais tal procedimento deve ser utilizado. Basicamente, a escolha da micropropagação frente a outras formas de propagação baseia-se no valor venal da muda ou do produto a ser obtido pela muda micropropagada. A metodologia tradicional de micropropagação baseia-se em cultivos em pequenos frascos, com número reduzido de plântulas por frasco, e uso de meio nutritivo gelificado, o que acarreta intensa manipulação das culturas, e envolve, com isso um grande contingente de mão-de-obra especializada. Biorreatores podem ser conceituados como equipamentos para cultivo sob imersão temporária ou permanente de células, gemas, embriões ou qualquer tipo de propágulo que possa ser utilizado na micropropagação. Os biorreatores utilizam meio de cultura líquido, permitem a renovação do ar durante o cultivo, bem como o monitoramento de alguns parâmetros essenciais ao crescimento do propágulo, tais como pH, oxigênio dissolvido, temperatura, concentração de íons, etc. Os primeiros biorreatores derivaram dos equipamentos denominados fermentadores, os quais foram, há muitas décadas, desenvolvidos para cultivo de fungos e bactérias para fins industriais. Assim, os primeiros biorreatores testados para plantas continuaram sendo chamados de fermentadores, por serem utilizados basicamente para o cultivo de células vegetais isoladas, de forma mui-

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Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento - nº 24- janeiro/fevereiro 2002

o frasco de cultivo gira suavemente em movimentos rotacionais sobre dois eixos.. sensores de temperatura.. Recentemente. embora volumes menores como 250 e 500 ml. bomba compressora de ar. Biorreatores tipo aerador agitador (“aeration agitation bioreactor”) Esse tipo de biorreator é o mais parecido com os fermentadores convencionais. e uma série de modelos específicos para plantas foram desenvolvidos.mais comum a injeção de um fluxo de ar a uma determinada pressão.. os biorreatores começaram a ser utilizados para cultivo de células. para controle da temperatura de cultivo (Takayama & Akita. Denchev et al. Basicamente. 1994). o dano mecânico é mínimo e é adequado ao 37 Figura 2. gemas e plântulas. O frasco de cultura é desenhado de tal forma a permitir uma ótima aeração do meio de cultura. Essa metodologia exige completo domínio sobre o processo de indução e seleção de calos embriogênicos. Inicialmente. gemas e hastes caulinares para fins de micropropagação é fundamentalmente a mesma dos equipamentos utilizados para cultivo de fungos. além da germinação das sementes sintéticas. os biorreatores tradicionais apresentam os seguintes componentes: frasco de cultivo. pH e oxigênio (Takayama & Akita. 1994). É basicamente utilizado para células e embriões somáticos (Kessel & Carr . pequenos ajustes foram feitos na taxa de renovação do ar e nas formas de agitação das células. O ar que entra no sistema é esterilizado ao ser forçado a passar através de uma membrana com poros de 0. 1994). 1994). bem como da diferenciação e encapslulamento dos embriões somáticos. o que. policarbonato.janeiro/fevereiro 2002 . causa dano mecânico acentuado ao material em cultivo. principalmente na década de 80. tecidos. 1994). Preil et al. O tamanho do frasco de cultivo normalmente varia entre 1 e 20 litros. Constituição básica dos biorreatores A constituição dos biorreatores usados para cultura de embrião. Freqüentemente. sendo a Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento . Os biorreatores são aplicados igualmente à produção de embriões somáticos (Tautorus et al. O primeiro relato sobre o uso de biorreatores para propagação vegetal foi primeiramente feito por Takayama e Misawa (1981) para micropropagação de begônia. para haver uma boa homogeneização do meio. seguindo protocolos de cultivos convencionais em meio gelificado. Procedimentos similares foram adaptados para uma série de outras espécies vegetais (Noriega & Söndahl. o frasco de cultivo apresenta um envoltório metálico em forma de jaqueta. Nesse caso. Biorreatores para cultivo de células vegetais foram bastante estudados.. Onishi et al. os fermentadores foram empregados com pouca ou nenhuma modificação para o cultivo de células vegetais. modelo compacto de 4 pares de frascos. aço inoxidável.44 micras de diâmetro. 20 ou até mesmo 300 litros já tenham sido utilizados. 1994).1972. Nesse tipo de biorreator. 1992. Akita & Takayama. regra geral. 1994). motor elétrico conectado a um eixo que se estende até o interior do frasco. bem como uma homogeneização satisfatória com um mínimo de dano mecânico do material em cultivo. que servem não apenas de apoio. por onde circula água com temperatura pre-determinada. é necessário que a hélice gire em velocidades suficientemente elevadas.. 1992 e sementes sintéticas (Attree et al.nº 24. A homogeneização do meio de cultura e a aeração do material em cultivo são feitos de diversas formas. os autores utilizaram segmentos nodais de plântulas estabelecidas in vitro. Principais tipos de biorreatores utilizados para cultivo de hastes caulinares e embrião Vários tipos de biorreatores têm sido desenvolvidos e utilizados ou têm potencial de uso em cultivo de gemas. a maioria dos frascos utilizados está na faixa de 1 a 4 litros (Takayama & Akita.22 a 0. combinada com o movimento de uma hélice no interior do frasco de cultivo (Takayama & Akita. Sistema de biorreator. Biorreator tipo tambor rotatório (“roller drum bioreactor”) Nesse tipo de biorreator. Os frascos podem ser feitos de vidro. principalmente em hastes e gemas. 1988). 1994. utilizando bomba compressora de ar to parecida com o que era feito com os fungos e bactérias. mas que também são responsáveis por imprimir ao frasco de cultivo o movimento rotatório. Entretanto. A agitação é basicamente feita por meio de hélices conectadas a um eixo giratório. 1994). polipropileno ou qualquer outro material que suporte a autoclavagem a uma temperatura de 121 ° C durante 15 a 30 minutos. bactérias e células vegetais (Takayama & Akita. 1993. Esses biorreatores são classificados pelo tipo de agitação e construção do frasco (Takayama & Akita. Para isso. tendo como objetivo final a produção de mudas em larga escala. A grande desvantagem desse modelo de biorreator é que. ou maiores. embriões e plantas.

Essa imersão contínua causa problemas de hiperhidratação dos tecidos. Biorreator do tipo levantamento de ar (“air lift bioreactor”) O meio de cultura nesse tipo de biorreator é movido de baixo para cima dentro de um tubo situado verticalmente no interior do frasco pelas bolhas de ar produzidas no fundo do frasco de cultivo. Esse elemento é responsável igualmente pela homogeneização. cormos e tubérculos (Takayama & Misawa. Eventualmente.. a homogeneização do meio de cultura fica prejudicada (Luttman et al. 1991). Takayama et al.. Dependendo da espécie e do tipo de meio utilizado. Esse modelo de biorreator foi desenvolvido e utilizado primeiramente na micropropagacão. de células e tecidos. Biorreator tipo filtro rotatório (“spin filter biorreactor”) Biorreator de filtro rotatório apresenta um filtro conectado a um eixo central. o que pode ser contornado com a inclusão de um sistema de aeração via injeção de ar estéril. 1987). pulverizado sobre o material em cultivo é. uma vez que não há nenhum tipo de agitação. 1989). 1994). entretanto. Biorreator do tipo sobre-aeração (“overlay aeration bioreactor”) Nesse modelo. 1981. uma vez que há uma boa aeração e homogeneização do meio de cultura e pouco dano mecânico ao material em cultivo (Park et al. através do qual o oxigênio passa para o meio de cultura. drenado pela base de suporte e novamente bombeado e pulverizado a intervalos preestabelecidos (Ushiyama.. Biorretor de aeração por membrana porosa ao oxigênio (“oxygen permeable membrane aerator bioreactor”) O frasco de cultura desse tipo de biorreator contém uma canalização fina em forma de espiral feita de material poroso ao oxigênio. Esse tipo de biorreator funciona satisfatoriamente bem para propagação via embriogênese somática (Wheat et al. que pode ser de teflon. Biorreator do tipo fase gasosa (“gaseous phase bioreactor”) Esse modelo é equipado com um suporte perfurado sobre o qual o material em cultivo é posicionado. sobretudo. Esse modelo de biorreator não apresenta problemas relacionados com o dano mecânico. A única diferença desse biorreator para o modelo anterior é que o borbulhamento de ar é feito dentro de um tubo centralizado no frasco de cultivo. o que pode comprometer o crescimento. a aeração é feita por sopramento do ar estéril sobre o meio de cultura. Esse modelo apresenta deficiência na aeração. tecidos e órgãos porque não há dano mecânico nem agitação via borbulhamento. O meio de cultura. Entretanto. Detalhe dos frascos do biorreator. silicone. 1985). bem como pela aeração do material em cultivo. o biorreator é do tipo coluna de bolha. Biorreator de imersão temporária Em todos os modelos descritos anteriormente. O inconveniente desse modelo é a não renovação do ar interno do frasco de cultivo. bem como a aeração são feitos via borbulhamento de ar no fundo do frasco.biorreator apresenta excelentes resultados no cultivo de células. com células embriogênicas de café em cultivo cultivo de embriões e plantas. Pode ser de dois tipos: aeração simples ou coluna de bolha. em seguida. Visando a eliminar ou a minimizar Figura 3. por onde o meio de cultura é descarregado (Styer. Esse tipo de Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento .janeiro/fevereiro 2002 . 1986). a hiperhidratação dos tecidos pode causar distúrbios fisiológicos sérios. Biorreator de aeração simples e coluna de bolha (“bubble column bioreactor”) A relação altura/diâmetro de 1 a 2 define o biorreator de aeração simples e se a relação é 3 ou acima. A homogeneização do meio. 1983). o nível de oxigenação só é adequado quando se utilizam meios de cultura com alta viscosidade (Tanaka et al. órgãos e plântulas. bulbos. por Takayama & Misawa (1981). Biorreator tipo borbulhamento (“air driven bioreactor”) O biorreator tipo borbulhamento apresenta uma constituição muito simples. o material em cultivo permanece imerso continuamente no meio de cultura. Esse modelo apresenta bons resultados. que irão afetar o crescimento e desenvolvimento do material em cultivo. Esses modelos 38 de biorreatores apresentam bons resultados no cultivo de hastes caulinares. policarbonato ou polipropileno. com exceção daquele que utiliza um sistema de pulverização do meio.nº 24. esse tipo de aeração pode ser combinado com agitação suave do meio (Ishibashi et al. 1984).

Mudas alongadas de abacaxi. Nesse tipo de biorreator. a qual era periodicamente cheia de meio de cultura. Etienne et al.1 mg em meio gelificado para 98. 1993). com diferentes tipos de explantes.. para cultivo de explantes de uva em meio líquido em frascos tipo Erlenmeyer. Visando a contoraclimatadas nar esse problema. (1993) é constituído de um frasco de dois compartimentos. (1991) desenvolve39 Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento .. de tal forma que. 1997. O sistema RITA® vem sendo utilizado para uma série de espécies vegetais. (1952) e relatado por Harris & Mason (1983). um aumento da matéria fresca de 38.nº 24. no momento seguinte. faz com que o meio retorne ao compartimento inferior. o explante se encontrava submerso e. o que. ocorre borbulhamento e aeração do meio em contato com o material em cultivo. O modelo desenvolvido por Alvard et al. no qual plântulas eram cultivadas em um grande recipiente com meio gelificado. no superior.. em determinado momento. Simonton et al. Nesse sistema. por gravidade. no “auxophyton”. submersos no meio líquido. Nesse equipamento.janeiro/fevereiro 2002 . Tisserat & Vandercook desenvolveram um sistema de cultivo em imersão temporária. (1952). 1999). foi desenvolvido um modelo de biorreator chamado de imersão temporária (Alvard et al. conseguindo. o meio é drenado e o explante deixa de ficar em contato direto com o meio de cultura. de tal forma que. o princípio da imersão temporária para cultivo de fragmentos vegetais relativamente grandes foi primeiramente descrito por Steward et al. o frasco tipo Erlenmeyer era mudado automaticamente de posição a intervalos predeterminados. Em 1985. Na realidade. O meio de cultura passa do compartimento inferior para o superior pela injeção de ar no compartimento inferior. Embora o controle da troca gasosa fosse insatisfatório. prontas para serem cultura. O modelo desenvolvido por Alvard et al. Esse procedimento era repetido a cada semana. o meio era retirado através de uma bomba de vácuo.. 1997. (1952) demonstraram que raízes de cenoura imersos em meio líquido não apresentavam crescimento satisfatório e concluíram que o motivo se Figura 5. Etienne et al.6 mg em meio líquido. os segmentos de raiz eram expostos ao ar e. 1995). Em seguida. Teisson et al. por 28 dias. permanecendo aí até que o ciclo recomece. um equipamento desenvolvido por Harris & Mason (1983). Aitken-Chistie & Davies (1988) desenvolveram um sistema semi-automático de cultivo sob imersão temporária. O meio de cultura é colocado no compartimento inferior e o material a ser cultivado. Cabasson et al. O ar é expelido através de um orifício na tampa do compartimento superior. Após um período preestabelecido. em certa posição. Pouco tempo depois.. conectados entre si por um tubo. em meio de multiplicação esse problema. Posteriormente. O meio permanecia em contato com o explante por 4 a 6 horas. Após 90 dias de cultivo no meio de imersão temporária. o qual movimentava os frascos de cultura de forma rotacional sobre uma roda. Quando todo o meio passa para o compartimento superior. em meio gelificado com agar. Steward et al. com isso.. Segundo Harris & Mason (1983).Figura 4. que consistia de uma grande câmara de cultura. apresentando resultados muito bons (Alvard et al. o meio nutritivo líquido era colocado sobre o meio sólido sobre o qual estavam os explantes. Hastes de abacaxi. apresentava o mesmo princípio relatado por Steward et al. a pressão do ar no compartimento inferior é aliviada. em cultivo. delinearam e construíram um equipamento que foi denominado “auxophyton”. a produção de brotos foi sete vezes superior ao rendimento obtido pelo mesmo período em meio com agar. mas mantendo as mesmas características de funcionamento. (1993) foi modificado no que se refere à construção. o meio de cultura permanece em contato com o explante por um período predeterminado. não submerso. O estoque inicial de explantes era obtido através do cultivo. após a tratava de deficiência de multiplicação e alongamento em biorreator de oxigenação do meio de imersão temporária. um superior e um inferior. dando origem ao sistema de biorreator denominado RITA® (Teisson et al. 1993. Atken-Christie & Jones (1987) utilizaram igualmente um sistema de cultivo em imersão temporária na propagação de Pinus.. em biorreator de imersão temporária. com adição e remoção automática e periódica do meio líquido. em outra posição. 1995. esse método de cultivo por imersão temporária mostrou ser muito superior aos cultivos em meios gelificados. Após esse período.

janeiro/fevereiro 2002 . g) o equipamento permite fazer.) podem ser de fácil aquisição ou feitura. sendo um para cultivo do material vegetal e outro para estocagem do meio de cultura.c) o sistema foi desenhado para comportar diferentes números de frascos de cultivo. O equipamento apresenta as seguintes características não encontradas em outros modelos de biorreatores: a) o equipamento pode utilizar diferentes tipos de frascos. alguns problemas foram identificados. transparência. etc. o equipamento pode funcionar sob regime de borbulhamento contínuo com diferentes fluxos de ar ou sob borbulhamento temporário. além de propiciar uma Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento . como células e gemas. formato. descarga e troca do meio de cultura. o que é determinado pela extensão das tubulações. Figura 6. ainda. em experimentos de multiplicação para fins de comparação com o cultivo em meio líquido estacionário e em meio gelificado. Estão igualmente em andamento os primeiros testes de cultivo de células embriogênicas de café. fonte de ar comprimido. fluxômetro. Entretanto. fotoperíodo e temperatura.. em termos gerais. (1993) e Lorenzo et al. b) a montagem é simples e os componentes (válvulas solenóides. d) o equipamento pode ser montado em diferentes ambientes de intensidade de luz. várias modificações estão sendo introduzidas no sistema. Em ambos os casos. bem como pela potência do compressor ou da fonte de ar comprimido. uso de uma fonte de ar artificial com dosagens específicas de oxigênio. carga.. no qual o meio líquido era injetado sobre as plântulas em cultivo.nº 24. No momento. (1999) para gemas de abacaxi. não permitindo versatilidade no seu uso. Por sua vez. Sistema de Biorreator desenvolvido pela Embrapa A Embrapa-Recursos Genéticos e Biotecnologia desenvolveu e submeteu ao INPI. mangueiras de silicone. os resultados preliminares foram excelentes. constituição. tipo de tampa. (1998). transformação de um modelo de imersão contínua para imersão temporária e vice-versa. montagem e funcionamento. não foram apresentados detalhes adicionais da construção e funcionamento desse tipo de biorreator. multiplicadas em biorreator de imersão temporária ram um equipamento automático de micropropagação. que permite uma grande versatilidade de uso. filtros de ar. Os modelos de biorreatores de imersão contínua encontrados na literatura científica. para fins de patenteamento um sistema de biorreator tomando como base o modelo desenvolvido por Alvard et al. conexões metálicas. Nos primeiros ensaios. de difícil manuseio. O meio de cultura é transferido de um frasco para o outro por meio de um vácuo de 250 mm de Hg. Por ser um equipamento recémdesenvolvido. estão em andamento testes definitivos com hastes de abacaxi. o sistema foi testado para cultivo de microestacas de batata para microtuberização e hastes de abacaxi visando à multibrotação e ao alongamento das mudas. sob regime de imersão temporária. Esse sistema utiliza dois frascos.. Embora esse sistema tenha apresentado uma excelente performance quanto ao preciso controle da exposição do explante ao meio de cultura. por 40 ex. temporizadores. nitrogênio e gás carbônico. do ponto de vista de montagem e funcionamento. os modelos de imersão temporária são mais simples na sua concepção. os quais podem variar em tamanho. como o uso de um frasco relativamente grande. h) o equipamento pode ser utilizado tanto para cultivo de células e embriões. e) o equipamento pode ser utilizado para cultivo em regime de imersão temporária ou contínua. b) destinam-se apenas ao cultivo sob condições de imersão contínua. etc. cujo período pode ser definido pelo temporizador. além de alguns problemas de contaminação especialmente do tipo bacteriana. (1998) para micropropagação de gemas de cana-de-açúcar e Escalona et al. Plantas aclimatadas de abacaxi. Uma modificação mais recente do modelo de biorreator de imersão temporária foi feito por Lorenzo et al. são equipamentos: a) complexos. c) de difícil manipulação durante as fases de esterilização. Para isso. de acordo com um esquema de tempo preestabelecido. f) no regime de imersão contínua. são necessários pequenos ajustes no equipamento. como novos e mais adequados tipos de frascos e tampas e novos sistemas de iluminação com vistas a ajustá-lo para cultivo de explantes específicos. quanto para gemas e segmentos nodais e raiz.

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