INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL CECILIA MARIA DE MELO BARCELOS FACULDADE ASA DE BRUMADINHO CURSO DE DIREITO

DÉBORA GOMES RIBEIRO EUFRAZIO

DIREITO PROCESSUAL PENAL II RECURSOS EM ESPÉCIE

BRUMADINHO 02 de dezembro de 2009

DÉBORA GOMES RIBEIRO EUFRAZIO

DIREITO PROCESSUAL PENAL II RECURSOS EM ESPÉCIE

Trabalho apresentado ao Curso de Direito e Instituição Faculdade ASA de Brumadinho – MG, como requisito parcial para a obtenção de créditos. Disciplina: Direito Processual Penal - II. Professor: Guilherme C. de Freitas Bravo

BRUMADINHO 02 de dezembro de 2009

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ÍNDICE INTRODUÇÃO DOS RECURSOS EM ESPÉCIE 1.3 Prazo 2. AGRAVOS 3.1 Finalidade 8.2 O agravo em execução penal 3.4 Legitimidade 4.3 Prazo 5.5 Observações Gerais 5 6 6 6 6 7 8 8 9 9 9 10 10 11 12 12 12 12 13 13 13 14 14 14 14 15 15 16 16 16 16 16 16 18 18 18 18 18 18 19 21 21 21 21 22 22 3 . EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 6.4 Legitimidade 8.4 Legitimidade 1.2 Requisitos de admissibilidade 1. EMBARGOS INFRINGENTES 5.2 Requisitos de admissibilidade 2.3 Prazo 6.5 Observações gerais 2.1 Finalidade 5.2 Requisitos de Admissibilidade 8.5 Observações gerais 3.1 O agravo de decisões de membros de tribunais 3.1 Finalidade 1.5 Observações Gerais 7.4 Legitimidade 6.2 Requisitos de Admissibilidade 5.5 Prazo 3. APELAÇÃO 1.1 Finalidade 6. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 2.4 Legitimidade 5.3 Prazo 4.5 Observações Gerais 5.2 Requisitos de Admissibilidade 6. PROTESTO POR NOVO JÚRI 8.4 Requisitos de admissibilidade 3.6 Legitimidade 4.2 Requisitos de admissibilidade 4.5 Observações Gerais 6.1 Finalidade 4. CORREIÇÃO PARCIAL 8. CARTA TESTEMUNHÁVEL 4.3 O agravo de instrumento contra a decisão denegatória de recurso extraordinário ou especial 3.3 Prazo 8.3 Prazo 1.4 Legitimidade 2.1 Finalidade 2.

1 Finalidade 9. AGRAVO. 4 . 574 ao 667 no Código de Processo Penal (CPP). A matéria esta regulamenta a partir do art. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO.2 Requisitos de Admissibilidade 9.3 Prazo 9.9. EMBARGOS INFRINGENTES.4 Legitimidade CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA INTRODUÇÃO Foi proposto que fizesse um trabalho sobre os Recursos no Direito Processual Penal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO 23 23 23 24 24 26 27 ESPECIAL 9. CARTA TESTEMUNHÁVEL. Os recursos que iremos tratar são: • • • • • APELAÇÃO.

Não sou mestre no assunto. Para um enriquecimento do trabalho desenvolvido utilizei à doutrina. o prazo recursal. apresentando um trabalho que possa melhorar a formação de cada um.689.• • • • EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. de 09/06/2008. mas quero com este trabalho somar para a nossa turma. Dentro das condições tentarei explicar cada um dos itens listados. o requisito de admissibilidade. explicando o conceito. PROTESTO POR NOVO JÚRI – Foi revogado pela lei 11. CORREIÇÃO PARCIAL E RECURSO ESPECIAL E RECURSO EXTRAORDINÁRIO. a finalidade. 5 . o Código de Processo Penal e também artigo da internet (ver a bibliografia). a legitimidade e ainda outras observações que se fizerem necessário como os efeitos de cada recurso. acrescentando mais conhecimento na vida acadêmica.

também foi aceito no direito canônico e no reino de Portugal. 581.DOS RECURSOS EM ESPÉCIE 1. 1. II – das decisões definitivas. 6 . APELAÇÃO O recurso de Apelação já vem sendo utilizado desde o Império Romano. No inciso I serão apeláveis as sentenças condenatórias e absolutórias – stricto sensu – as mesmas estão previstas nos artigos 386 e 387 do CPP e julgam da procedência ou improcedência da acusação. caracterizando por ampla devolução cognitiva ao órgão ad quem. são eles: a) Decisões do juiz singular: I – das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular. 1. art. No Brasil. o Código de processo Criminal do Império de 1832 teve a previsão do recurso de apelação em seus artigos 593-603. proferidas por juiz singular nos casos não previstos no Capítulo anterior. VI do CPP. 411 do CPP que trata da absolvição sumária dos processos de júri é uma exceção a regra porque é impugnável mediante recurso em sentido estrito. Atualmente está previsto nos artigos 593-606 do Código de Processo Penal (CPP). previsto na quase totalidade das legislações modernas. É eficaz instrumento processual para a atuação do princípio do duplo grau de jurisdição. É importante ressaltar que o art.1 Finalidade Constitui a apelação na atualidade recurso ordinário por excelência.2 Requisitos de admissibilidade Os requisitos de admissibilidade estão bem claros nos incisos do artigo 593 do CPP.

Ainda não poderá o recorrente. d. sendo conferida sua tempestividade pela data de interposição. embora despachada tardiamente”. O prazo para interposição da apelação. no caso de assistente não habilitado nos autos. ou seja. b. As razões poderão ser oferecidas no prazo de oito dias.As decisões definitivas – lato sensu – são as resoluções de mérito que encerram o processo.ocorrer nulidade posterior à pronúncia. É importante ressaltar a súmula 320 e 428 do STF que diz: “A apelação despachada pelo juiz no prazo legal não fica prejudicada pela demora da juntada. que também será o para o caso de existência de assistente de acusação. quando: a. Nos juizados especiais. ampliar nas razões o âmbito da devolução do recurso para incluir outra. o prazo para arrazoar será de três dias.houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. citada as condições acima. são vinculadas as hipóteses. por culpa do cartório”. nada impede que estando ainda o prazo em andamento que a parte acrescente à impugnação outra matéria. em qualquer hipótese. 1. será de quinze dias contados da expiração do prazo de recurso do Mistério Público. e ainda “não fica prejudicada a apelação entregue em cartório no prazo legal. após ter restringido na petição a sua impugnação a determinada hipótese.for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. No recurso de apelação no júri. c. a apelação terá o prazo de dez dias e já serão apresentadas as razões. No entanto. 593 do CPP. 7 . Caso o processo seja de contravenção.3 Prazo A apelação será interposta por uma petição e/ou por termo nos autos no prazo de 5 (cinco) dias. diversas das sentenças condenatórias e absolutórias.das decisões do Tribunal do Júri. quando alegar uma das alíneas não poderá o tribunal julgar com base em outra. b) Decisões do Tribunal do Júri: III. conforme o art.for a decisão dos jurados manifestadamente contrária à prova dos autos. quando o prazo já estiver prescrito.

têm ampla legitimidade para apelar). 393. para a apresentação das razões. 8 . 1. não se exigindo capacidade postulatória. entretanto.5 Observações gerais • • Depois de haver apelado o réu condenado vier a fugir a apelação será considerada deserta. seu procurador ou defensor. bastando que o recorrente revele o seu inconformismo com a decisão. mas o direito). o querelante (nos crimes de ação pública ou privada. A apelação poderá ser interposta com relação a todo o julgado ou com relação a parte do mesmo. exceto quando ocorrer as duas hipóteses do art. demonstrando o desejo do recurso. Somente não será admitido o recurso da parte que não tiver interesse em modificar ou reformar a sentença.A apelação por termo é aquela desprovida de rigor formal. que será necessária. A apelação da sentença penal absolutória não é requisito para impedir que o réu seja posto imediatamente em liberdade. 1. A apelação não suspenderá a execução da medida de segurança aplicada provisoriamente. 577 do CPP têm legitimidade para interpor recurso o Ministério Público (não tem o dever de recorrer. o réu (o fato de ter sido considerado revel não o impede de recorrer). • • Em regra a apelação tem o efeito suspensivo.4 Legitimidade Segundo o art.

Corresponde em linhas gerais. II . 581 seguem um rol taxativo de cabimento (no entanto. De maneira Geral. 2.2. 581 a 592 e serve.que concluir pela incompetência do juízo. em regra.que não receber a denúncia ou a queixa. pode-se dizer que o recurso cabe contra: • • • • Decisões Definitivas (absolvição sumária do procedimento do júri). para o fim de vê-la modificada pelo juiz de primeiro grau. 9 .Caberá recurso. art. em juízo de retratação. 581).da que recebe só cabe Habeas Corpus).1 Finalidade O recurso em sentido estrito é a impugnação voluntária. mediante julgamento pelo seu órgão com competência criminal. Art. 581 do CPP. no sentido estrito. nos casos por ele relacionados. 2. além de previsto em leis especiais. Decisões com Força de Definitiva (que reconhece a decadência). Terminativas (que não recebe a denúncia .2. de decisão. ao agravo do Código de Processo Civil. despacho ou sentença: I . ainda há outras decisões contra as quais cabe RSE e não estão previstas no art. As hipóteses do art. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO O recurso em sentido estrito está previsto no CPP nos art. quando determinado por lei. para tanto subindo os autos principais ou mediante translado. nos expressos dizeres do art. despacho e sentença. Decisões em Questões Incidentais de Natureza Processual (declaração de incompetência). 581 do CPP. para a impugnação de decisões interlocutórias. da decisão. Requisitos de admissibilidade O recurso em sentido estrito (RSE). ou pelo tribunal ad quem. 522 a 529. 581 . é cabível. manifesta pela parte interessada e prejudicada por decisão judicial criminal que se amolde a uma das situações descritas no art.

IV . no entanto.que deixar de revogar a medida de segurança. no todo ou em parte.4 Legitimidade 10 . XIV . negar ou revogar livramento condicional.que conceder. VII . contado da data da publicação definitiva da lista de jurados.que decretar a prescrição ou julgar. XVII .que converter a multa em detenção ou em prisão simples. XV . depois de transitar a sentença em julgado.que mantiver ou substituir a medida de segurança. V . XXIII .que conceder. por outro modo. XX . extinta a punibilidade. X . 411.que ordenar a suspensão do processo. XXIV . XII . XVI . nos casos em que a lei admita a revogação. no caso do inciso XIV. negar. segundo o art. nos casos do art. XIX . XXI .que conceder.que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir. VI . o prazo será de 20 (vinte) dias. conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante.que impuser medida de segurança por transgressão de outra. indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la. VIII . cassar ou julgar inidônea a fiança. XIII .que decidir o incidente de falsidade. em virtude de questão prejudicial.que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da punibilidade. 2. 586 do CPP. negar ou revogar a suspensão condicional da pena.que julgar quebrada a fiança ou perdido o seu valor. XI . arbitrar.que revogar a medida de segurança. XXII .que absolver o réu.que decretar medida de segurança. IX . nos casos do art.III . XVIII . 774. 2.3 Prazo O prazo para interpor o recurso voluntário será de 5 (cinco) dias.que decidir sobre a unificação de penas. salvo a de suspeição.que conceder ou negar a ordem de habeas corpus.que anular o processo da instrução criminal.que julgar procedentes as exceções.que pronunciar ou impronunciar o réu.que denegar a apelação ou a julgar deserta.

ficando o tribunal limitado a conhecer somente a questão que lhe deu causa. VIII e X e ainda quando o recurso não prejudicar o andamento do processo subirá nos próprios autos. nos casos do art. IV. exceto se prestar fiança. O recurso do despacho que julgar quebrada a fiança suspenderá unicamente o efeito de perda da metade do seu valor O réu somente poderá recorrer da pronúncia estando preso. 2. de concessão de livramento condicional e dos incisos XV. III. O querelante. • Havendo dois ou mais réus. não podendo examinar outras questões decididas no processo. e XXIV do art.5 Observações Gerais • • • Os recursos serão sempre para o Tribunal de Apelação. X e XIV. Qualquer pessoa (mas só pra tirar alguém da lista de jurados). 11 . VI. Quando o recurso for interposto de ofício. O jurado que foi excluído. incisos I. • • • • Terá o efeito suspensivo quando: na perda de fiança. O ofendido (em casos específicos .Têm legitimidade para propor o recurso em sentido estrito as seguintes partes: • • • • • • O réu.só quando fundamentado nos incisos IV. 581. nos casos admitidos por lei. VIII e XV). 581. Será para o presidente do Tribunal de Apelação a hipótese do inciso XIV. XVII. o recurso da pronúncia subirá em traslado. O recurso da pronúncia suspenderá tão somente o julgamento. O Ministério Público. quando qualquer deles se conformar com a decisão ou todos não tiverem sido ainda intimados da pronúncia. • Normalmente o RSE só tem efeito devolutivo. exceto nos casos dos incisos V.

2 O agravo em execução penal Diz o art. (Recursos no Processo Penal. CPP. Agravo de decisões proferidas pelo juiz na execução criminal. devia a lei conter dispositivo que estendesse o agravo do art. 1º a 12 da lei 8. pág. Revogou ainda o art. 39 para as decisões proferidas pelo relator nos tribunais estaduais e federais. da Lei de Execução Penal (Lei 7.038 para as ações de competência originária dos ‘Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. 197). 3. estendeu os arts. Os modos e meios de impugnação do agravo serão de acordo com o regimento do tribunal.3 O agravo de instrumento contra a decisão denegatória de recurso extraordinário ou especial 12 .1 O agravo de decisões de membros de tribunais “A lei 8. de 26. por analogia. 3. admitir que o agravo do art. no prazo de cinco dias.05.210/84): “Das decisões proferidas pelo juiz caberá recurso de agravo. sem efeito suspensivo”. 3.1993. Havendo evidente omissão.3. 625.038/90”. que previa o agravo das decisões do relator nas causas de competência originária. CPP. Havendo outras decisões dos membros dos tribunais estaduais e federais pode-se utilizar o agravo regimental de acordo com o art. por aplicação analógica do art. § 3º. 557. Em suma. deve-se.. 39 se aplica também às decisões do relator em processos de competência originária das Cortes dos Estados e Distrito Federal e dos Tribunais Regionais Federais. as decisões do relator em causas de competência originária serão impugnáveis por agravo. Agravo de decisões de membros de tribunais para órgãos colegiados dos mesmos tribunais (agravo regimental). 197. parágrafo único. Nada constou na lei. AGRAVOS No sistema vigente temos três tipos de agravo: • • • Agravo de decisões que não admitem recurso especial e recurso extraordinário. Em virtude dessa revogação. CPP. 39 da lei 8. parágrafo único. com a revogação do art.658. 5º Ed. e dos Tribunais Regionais Federais’. 557.

297).6 Legitimidade De acordo com o art. caberá agravo de instrumento. não cabendo ao presidente do tribunal a quo o indeferimento. parente ou descendente). 195 da Lei de Execução Penal estão legitimados para propor o agravo: • • • O Ministério Público.sentenciado. conforme o caso”. 13 . (Recursos no Processo Penal. O interessado . pág. de entendimento consolidado no STF com a edição da Súmula 727: ‘Não pode o magistrado deixar de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal o agravo de instrumento interposto da decisão que não admite recurso extraordinário. conforme o caso.5 Prazo O prazo para a interposição do agravo será de 5 (cinco) dias.Lei 8. “O agravo de instrumento deve ser necessariamente encaminhado ao STF ou ao STJ. mesmo no caso de manifesta intempestividade (RTJ 76/667. aliás.. 3. ainda que referente a causa instaurada no âmbito dos juizados especiais ”. para a apreciação. para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça. no prazo de 5 (cinco) dias.4 Requisitos de admissibilidade Cabe agravo em toda decisão do juiz da execução penal e também da que resolve sobre unificação da pena. O representante do interessado (cônjuge. Trata-se. 3. 3.038/90. RT 484/217). artigo 28: “Denegado o recurso extraordinário ou o recurso especial. 5º Ed.

2 Requisitos de admissibilidade O art. Em caso de rejeição liminar de recurso extraordinário. para outros. II .1 Finalidade Remédio judicial que tem por finalidade tornar efetivos os recursos denegatórios. Também caberá agravo regimental. encontrando similar no direito inglês com o “writ de procedendo”. admitindo embora o recurso. existe uma discussão doutrinária quanto a sua natureza.3 Prazo 14 . 4. não carta testemunhável. da decisão que denega seguimento aos embargos infringentes. 639 nos dá as duas hipóteses em que se poderá utilizar a carta testemunhável.da decisão que denegar o recurso. da decisão denegatória de embargos declaratórios. no entanto. mas agravo regimental.4. cabe recurso em sentido estrito.da que. é um instrumento processual. não cabe carta testemunhal. 4. são elas: Art. se for obstada a sua apresentação à superior instância. obstar à sua expedição e seguimento para o juízo ad quem. quando admitidos. Deve ser instruída com peças extraídas do processo correspondentes à instância inferior. 4. 639 a 646 do CPP. para alguns autores é uma espécie de recurso. e sim agravo de instrumento. A previsão legal da carta testemunhável está nos art. Ocorrendo denegação de apelação. 639 . CARTA TESTEMUNHÁVEL A carta testemunhável é de origem lusitana. Também não cabe carta testemunhável.Dar-se-á carta testemunhável: I . ou o respectivo seguimento.

ou secretário do tribunal. fará entrega da carta. no caso de recurso extraordinário. nas 48 horas seguintes ao despacho que denegar o recurso. 577. ou deixar de entregar.A carta testemunhável será requerida ao escrivão ou ao secretário do Tribunal. O escrivão. no prazo máximo de 5 (cinco) dias. 4. 15 . o instrumento. ou o secretário dará recibo da petição à parte e. devidamente conferida e concertada. 4.5 Observações Gerais • A carta testemunhável não terá efeito suspensivo.4 Legitimidade A legitimidade é a mesma da regra geral do CPP descrita no art. conforme o caso. sob qualquer pretexto. ou de 60 (sessenta) dias. indicando o requerente as peças do processo que deverão ser trasladadas. será suspenso por 30 (trinta) dias. O escrivão. que se negar a dar o recibo. no caso de recurso no sentido estrito.

5. estão legitimados a interpor o réu ou o defensor. não é pacífica. um julgamento injusto. 5. O Ministério Público também poderá ser parte legítima desde que em favor do acusado. na forma do art. visando a reforma da decisão proferida e os de nulidades.2 Requisitos de Admissibilidade Para a proposição de um embargo infringente é necessário a decisão não unânime do juízo de segundo grau. a prevalecer o voto divergente. abrindose a possibilidade de que. Se o desacordo for parcial. 5. amplia-se a composição da turma julgadora. 216). seja melhorada a situação do acusado”. (Recursos no Processo Penal.1 Finalidade Os embargos infringentes devem versar sobre matéria de mérito. cuja previsão parece estar fundada no receio de que possa cristalizar-se. os embargos serão restritos à matéria objeto de divergência. de sorte a propiciar o reexame da matéria que foi objeto de divergência. pois a existência de um voto mais favorável constitui indício de que a solução dada à causa. EMBARGOS INFRINGENTES “Trata-se de impugnação privativa da defesa.. a contar da publicação de acórdão. 5. 5. onde o embargante se debaterá em questões processuais que poderão invalidar o acórdão ou o processo. no mínimo. contra o réu. ou seja. 5º Ed.3 Prazo Os embargos infringentes e de nulidade poderão ser opostos dentro de 10 (dez) dias. 613. desfavorável ao réu. pág.5. Através dos embargos infringentes.5 Observações Gerais 16 .4 Legitimidade Os embargos infringentes são recursos privativos da defesa.

• • • Em primeiro momento o efeito do recurso será devolutivo. Não havendo a necessidade de recolhimento do réu à prisão o efeito da sentença será suspenso. 17 . porque a oposição dos embargos infringentes devolve ao órgão competente o conhecimento da matéria. A turma julgadora envolvida da prolação da decisão embargada terá um juízo de retratação.

6. 18 . obscuridades. e está fora do capítulo de recursos. contraditória ou omissa. 6.5 Observações Gerais • Depois da proposição e recebimento dos embargos de declaração o prazo para a interposição de outros recursos não podem continuar correndo. 619 e 620. sem lhe dar nome. 577 do CPP. é evitar e/ou esclarecer ambigüidades. também conhecidos como embarguinhos. ver art. 619.1 Finalidade A finalidade dos embargos de declaração é bem clara no art. 6.2 Requisitos de Admissibilidade Para a proposição de um embargo infringente é necessário a decisão do tribunal seja ambígua. 6. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Os embargos de declaração estão previstos no Código de Processo Penal nos art.6. obscura. 382 trata. 6. câmaras ou turmas. contradições ou omissões nas decisões dos Tribunais.3 Prazo A proposição de embargos de declaração tem o prazo de 2 (dois) dias contado da publicação do acórdão proferido pelos Tribunais de Apelação.4 Legitimidade Os embargos de declaração podem ser interpostos por qualquer pessoa legítima a recorrer. dos embargos de declaração em primeiro grau de jurisdição. O art.

sendo suficiente a gravidade da sanção imposta. contudo. “Na atual conjuntura recursal. fazendo o juiz todas as contas exatamente para que não ultrapasse os tais 20 (vinte) anos. 5º Ed. mas já reforça a necessidade de revogação dos dispositivos. como pensam alguns. alínea c. inciso XXXVIII. cassação) do primeiro julgamento. chega o mesmo projeto de 19 . o protesto por novo júri é um favor libertatis que perdeu toda a sua aplicação diante da atual avalanche de processos que recai sobre o Judiciário. aplica pena igual ou superior a esta quantia. e aliviando o juiz-presidente para que este aplique a pena que lhe entender justa ao caso concreto. r Importante ressaltar que o objetivo de suprimir tal recurso não está fulcrado na suposição. mas não porque se reconheçam defeitos formais ou eventual erro de apreciação dos jurados. não seria mais necessário mover todo o aparato novamente para ocorrer um novo julgamento pelo júri se este já se realizou. por outro júri. todavia. Ora. de modo que possibilite o advogado de defesa entrar com o recurso em questão. no entanto. atrasando ainda mais os futuros julgamentos que seriam realizados. desconsiderando quase tudo (não pode a pena aumentar. Tais fundamentos não são fortes o suficiente para se conseguir revogar qualquer recurso no âmbito criminal. na aplicação da medida da pena: parte da premissa de que sua sentença não poderá conter pena com tempo igual ou superior a 20 (vinte) anos de reclusão. mas somente manter-se ou diminuir) e estabelecendo nova data para o plenário. PROTESTO POR NOVO JÚRI “Trata-se de um recurso sui generis. Data vênia. muita vez. E mais. ou então. esse não é o melhor entendimento a ser vislumbrado. não se justifica mais na realidade do ordenamento jurídico. (Recursos no Processo Penal. ou que o Código Penal e o Código de Processo Penal têm sido excessivamente benevolente com aqueles que praticam uma infração penal. 240). Não é este o motivo. é uma certa desconfiança no critério dos juízes leigos. O protesto por novo júri estava disciplinado nos art.. data máxima vênia. sustentou o Deputado Federal João Alfredo em seu projeto de lei para revogar os referidos artigos. pois isto seria outra questão a ser discutida (problemática do sistema prisional brasileiro). perdeu sua razão de ser. como. fica aquém daquela que para ele o réu mereceria. O que prepondera. pois a pena. não há mais razão para sua manutenção. através do qual a reforma da decisão recorrida é alcançada por intermédio da realização de um novo julgamento da causa. de modo que o magistrado (juiz-presidente) permanece entre colunas. 5º. 607 e 608 do CPP. Tal princípio não é atingido porque a nova decisão também será proferida pelo tribunal popular. em última análise. mas o que é defendido é demonstrar que se o dispositivo perdeu o seu valor. mesmo com esta posição desfavorável no sentido de tentar revogar o recurso de protesto. da Lei Fundamental) é enfraquecido em razão da existência do protesto por novo júri. de modo que melhor é sua supressão por via de revogação. encerrando então sua vigência. cometendo até injustiças. seu acolhimento leva. se isso é melhor ou não para a sociedade. de 09/06/2008. não se procura aqui argumentar se as pessoas devem ou não ficar mais tempo presas.7. foi revogado pela lei 11. porém em outro julgamento. Há juristas que entendem que o próprio princípio da soberania dos veredictos (art. pág. sua revogação colocaria por terra esta discussão sobre a constitucionalidade ou não do recurso. especialmente quando a consequência é altamente desfavorável ao acusado”. de que a morosidade do Judiciário tem beneficiado demasiadamente os criminosos brasileiros. à invalidação (rectius. uma vez que com a supressão deste recurso reforçamos o princípio da soberania do júri e eventuais erros no julgamento podem ainda serem sanados por outros recursos já previstos no codex processual.689. assim.

mas pela forma como são colocados os quesitos. A rigor. inadequações. inciso XXXVIII. Revogados. Disponível em 20 .º 3. a sentença igual ou acima do numerário da pena aplicada de 20 (vinte) anos por um crime. segundo ainda alguns juristas. A revogação do recurso http://www. pois se não é com uma grande reforma. dificilmente cometerá o mesmo erro que o homem do povo que muita vez é confundido pelas próprias perguntas dos quesitos (errare humanum est).br 15 fev. mas somente aqueles que são julgados pelo tribunal do povo. o que iria contra isonomia consolidada na Constituição. Todavia.689 de 1941) vai de encontro com o que disciplinaria o art. erros podem ser argüidos através da via recursal já existente sem a necessária realização de novo plenário. de que há compatibilidade entre o recurso e a Constituição de 1988. mas trata-se de argumento relevante que sanado seria se fosse revogado os dois artigos do Código de Processo Penal. porque é direito constitucional que não pode ser violada por artigo de lei. Há entendimento de que a soberania do júri fica mitigada pelo recurso. quando emanado de um juiz singular. apesar de ainda ser reconhecido pelos tribunais o recurso em análise. que venha a fulminar uma condenação injusta. aqueles que são julgados pelo tribunal popular têm um risco maior de serem julgados erroneamente. ambos do Código de Processo Penal.lei a mencionar que a aplicação da pena acima de 20 (vinte) anos por crimes nos quais os processos são julgados por juiz singular não beneficiam todos. justamente por que esta não teria recepcionado aquilo que. que com pequenas alterações possamos sanar peculiaridades do âmbito do direito criminal para melhorarmos nossa Justiça”. o juiz não pode se sentir acorrentado ao proferir uma sentença.com. Diante de um massacre judiciário que termine em condenação. que tem todo conhecimento técnico e científico do direito. não se justifica mais a permanência deste recurso no ordenamento pátrio pelas razões supracitadas. porque os casos merecem peculiaridades no tratamento. pois outros recursos já estão à disposição para sanar arbitrariedades. essa discussão estaria encerrada. O recurso perdeu sua razão de ser e teve seu fundamento desvirtuado ao longo do tempo. tanto que o Supremo Tribunal Federal é neste sentido. a Carta Política de 1988. já teria revogado aquilo que defendemos. ora. com a revogação deste. alínea c. Rodrigo Alberto. Desta feita. invalidaria a decisão soberana do júri que recebe proteção constitucional. sob o fundamento de que a quantidade de pena atingiu determinado limite. cabe ressaltar que o princípio da igualdade (isonomia) é respeitado pelo protesto por novo júri. tanto é assim que normalmente é procurado explicar aos jurados como devem votar. pelo princípio da recepção. tornandose instituto anacrônico que não satisfaz mais o seu objetivo. pois são os leigos que os julgam e não um técnico do direito (magistrado). ora. sabe-se que eventuais irregularidades.iuspedia. portanto. não ser esse o melhor posicionamento a respeito. Em verdade. pois. o protesto por novo júri é um instrumento que dispõe o juiz visando dar nova oportunidade ao acusado quando aquele vislumbra flagrante desnível absoluto da atuação em plenário. Aquilo que está em desacordo com a nova ordem constitucional por ela não é recepcionada. No entanto. Protesto por Novo Júri. 2008). Trata-se diferentemente. precisam ser os artigos 607 e 608. pois estes podem estar querendo a absolvição. Mas frisa-se. de modo a ajustarmos melhor o engessado Código de Processo Penal. podem se enganar entre o "sim" e o "não". criando desigualdade. 5º. (PITON. isto porque. por lei ordinária (Decreto-Lei n. o presente recurso poderia sanar a decisão injusta.

em dada situação. decisões incompatíveis com o momento processual. como a inversão de atos. CORREIÇÃO PARCIAL A falta de recurso para impugnação de certas decisões que causam desentendimentos e/ou tumultos no processo fez surgir.3 Prazo 21 . não o error in judicando. 8.010/66. no direito brasileiro. e em legislações esparsas de cada estado sobre a organização judiciária. a falta de recurso para ataque a decisões proferidas durante o desenvolvimento da causa. 8. A correição parcial apresenta semelhanças com a “reclamação” prevista no ordenamento da Alemanha. demora em decidir etc.1 Finalidade A finalidade e/ou objetivo da correição parcial é corrigir erros derivados de ação ou omissão do juiz. Para que ocorra a admissibilidade tem como requisito básico que haver error in procedendo. a supressão de atos necessários. O erro a ser sanado pela correição é normalmente de caráter procedimental. de que resulte a inversão tumultuária dos atos e fórmulas da ordem legal do processo. A correição parcial é útil para suprir. o recurso da correição parcial. A correição tem como fonte a ordenação não guardada que dimana da antiga supplicatio romana e da sopricação portuguesa. 6º e 9º.2 Requisitos de Admissibilidade A correição presta-se ao ataque às decisões ou despachos dos juízes não impugnáveis por outro recurso e que tenham erros ou abusos. que também constitui medida disciplinar de controle dos juízes e é de natureza recursal.8. 8. art. A previsão legal do recurso esta na lei federal 5.

caput. no entanto. o Ministério Público. o querelante. o advogado. em caso excepcionalmente.5 Observações Gerais • O efeito de recebimento da correição parcial é o devolutivo. poderá o relator conceder o efeito suspensivo a pedido da parte recorrente. quando houver perigo de dano irreparável (art. 8. CPC). 558. 22 . 8.4 Legitimidade Têm legitimidade para interpor correição parcial o réu.Em geral a correição parcial é medida formulada no prazo de cinco dias.

mediante recurso extraordinário. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. hoje também conhecido como recurso especial.038 de 1990. levando-se em conta a finalidade da impugnação (proteção do direito subjetivo da parte ou do próprio direito objetivo). para o Superior Tribunal de Justiça.. que constituem a interpretação mais autorizada a respeito das disposições atinentes à matéria”. RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL “A distinção entre recursos ordinários e extraordinários pode ser feita segundo critérios diversos. para que a interpretação da Constituição da República seja autoridade e uniforme. dirigido ao Supremo Tribunal Federal. excluída a análise de matéria de fato. constituem impugnações extraordinárias exatamente em função das características acima apontadas: são meios de impugnação que estão à disposição das partes. ainda. precipuamente. finalmente. Compete ao Supremo Tribunal Federal. ainda. e o recurso especial. a óbices consagrados nas súmulas de jurisprudência do STF e do STJ. 105.2 Requisitos de Admissibilidade Art. 102. III (recurso extraordinário) e 105. e. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: 23 . III (recurso especial) da Constituição Federal. pág. a matéria que pode ser objeto de rediscussão (fato e direito ou apenas direito) ou. os requisitos de admissibilidade (gerais ou especialíssimos). as causas decididas em única ou última instância. Art. é a garantia da inteireza positiva.9. prestam-se somente ao reexame de questões de direito. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. além do que estão sujeitos a rígidos controles de admissibilidade fixados na Lei 8. que regula o seu processamento. nos Regimentos Internos dos referidos Tribunais Superiores. 102. e. (Recursos no Processo Penal. cabendo-lhe: III . 5º Ed. de 2004). o recurso extraordinário. 259 e 260). Entre nós. são cabíveis apenas nas hipóteses taxativamente arroladas nos arts. mas que visam na verdade à tutela do próprio direito federal. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. 9. 9. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição. a guarda da Constituição.1 Finalidade A finalidade do recurso extraordinário.julgar.

24 . Os recurso extraordinário e especial. a possibilidade de interposição está limitada às hipóteses em que pode recorrer supletivamente (arts. 577 do CPP: o Ministério Público.exposição do fato e do direito. pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. perante o Presidente do Tribunal recorrido. em única ou última instância. de 2004) c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. ou indicação do número e da página do jornal oficial. ou negar-lhes vigência. de 1990. em recurso especial. ou do repertório autorizado de jurisprudência. 26. 9.julgar. III . É o entendimento consagrado pela Súmula 210 do STF.3 Prazo A lei 8. nos casos previstos na Constituição Federal. o querelante. habilitado ou não como assistente do Ministério Público. unificou em seu artigo 26 o prazo para a interposição do recurso especial e recurso extraordinário: Art.038. quando a decisão recorrida: a) contrariar tratado ou lei federal. que o houver publicado.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. e 598 CPP). o procurador ou o defensor. II . o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão. Quanto ao ofendido. as causas decididas. Quando o recurso se fundar em dissídio entre a interpretação da lei federal adotada pelo julgado recorrido e a que lhe haja dado outro Tribunal. o réu. do Distrito Federal e Territórios. b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal.III . 9. serão interpostos no prazo comum de 15 (quinze) dias.4 Legitimidade As pessoas legitimadas para recorrer nos recurso extraordinário e especial são as do art.a demonstração do cabimento do recurso interposto.as razões do pedido de reforma da decisão recorrida. 584. em petições distintas que conterão: I . § 1º. Parágrafo único.

584. 25 . na ação penal. nos casos dos arts. inclusive extraordinariamente. parágrafo 1º e 598 do Código de Processo Penal”.“O assistente do Ministério Público pode recorrer.

como foi bom aprender mais do Direito Processual Penal Brasileiro. Da Revisão e também Do Habeas Corpus. é claro que uns gostam mais do que outros. Os mesmos são ações autônomas de impugnação a decisões proferidas no âmbito da justiça criminal. para a nossa carreira profissional jamais esqueceremos as brilhantes aulas ministradas.CONCLUSÃO A cada trabalho que faço venço um novo desafio. Como professor o senhor foi brilhante como pessoa superou todas as nossas expectativas e quero com este trabalho agradecer por contribuir com a minha formação. Apesar de esses dois institutos estarem no capítulo de recursos eles não o são. Guilherme Carlos de Freitas Bravo pela oportunidade de conhecer um pouco mais do Direito Processual Penal – Recursos. Aproveito essa oportunidade para agradecer ao professor Dr. 26 . No Título III – Dos Recursos em Geral – temos ainda duas previsões. inciso LXVIII da CRFB/1988. que não foi objeto do trabalho. os trabalhos em grupos e cada momento que passamos juntos durante o semestre aprendendo o nosso Código de Processo Penal. que é cheio de peculiaridades e merece ser estudado com muita dedicação. 5º. que. “Os Recursos em Espécie” são um exemplo claro das peculiaridades e cuidados do nosso Direito. O Habeas Corpus também é tratado como um remédio constitucional previsto no art. Agradeço e desejo ser uma acadêmica que o senhor terá orgulho quando me vir alcançando lugares mais altos. mas certo é. Temos ainda outras duas ações de impugnação: Mandado de Segurança Contra Ato Jurisdicional Penal e também a Reclamação aos Tribunais.

Ada Pellegrini. Márcia Cristina Vaz dos Santos. Livia. Vade Mecum compacto / obra coletiva de autoria da Editora Saraiva. Ver. atual. – São Paulo: Editora Revistas dos Tribunais. 27 . – São Paulo: Saraiva. Antonio Scarance. 2009.. CÉSPEDES. FILHO. Recursos no processo penal: teoria geral dos recursos.BIBLIOGRAFIA GRINOVER. – 5. Antonio Luiz Toledo. e ampl. ações de impugnação. FERNANDES. reclamação aos tribunais. 2008. Antonio Magalhães Gomes. Ed. recursos em espécie. PINTO. WINDT.

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