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2010 - Caderno do Aluno - Ensino Médio - 3º Ano - Matemática - Vol. 1

2010 - Caderno do Aluno - Ensino Médio - 3º Ano - Matemática - Vol. 1

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Caderno do Professor com todas atividades e respostas para uso em dúvidas.
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1

Caro Professor,
Em 2009 os Cadernos do Aluno foram editados e distribuídos a todos os estudantes da
rede estadual de ensino. Eles serviram de apoio ao trabalho dos professores ao longo de
todo o ano e foram usados, testados, analisados e revisados para a nova edição a partir
de 2010.
As alterações foram apontadas pelos autores, que analisaram novamente o material, por
leitores especializados nas disciplinas e, sobretudo, pelos próprios professores, que
postaram suas sugestões e contribuíram para o aperfeiçoamento dos Cadernos. Note
também que alguns dados foram atualizados em função do lançamento de publicações
mais recentes.
Quando você receber a nova edição do Caderno do Aluno, veja o que mudou e analise
as diferenças, para estar sempre bem preparado para suas aulas.
Na primeira parte deste documento, você encontra as respostas das atividades propostas
no Caderno do Aluno. Como os Cadernos do Professor não serão editados em 2010,
utilize as informações e os ajustes que estão na segunda parte deste documento.
Bom trabalho!
Equipe São Paulo faz escola.
2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
A GEOMETRIA E O MÉTODO DAS COORDENADAS
GABARITO
Caderno do Aluno de Matemática – 3ª série – Volume 1




Páginas 3 - 10
1.
a) u d
AB
5 25 16 9 ) 3 7 ( ) 2 5 (
2 2
= = + = ÷ + ÷ =
b)
3
4
2 5
3 7
=
÷
÷
=
A
A
=
x
y
m

2. y = 5

3. x = – 2

4. Resposta pessoal. Professor, discuta com os alunos as fórmulas e as propriedades que
foram envolvidas nos atividades de 1 a 3.

5.
a) y = x + 3
b) y =
2
1
÷ x + 5

6.
a) m = 1 e h = 3
3

b) m = –
2
1
e h = 5

7.
a) concorrentes (m
1
≠ m
2
)
b) paralelas (m
1
= m
2
)
8.
a) A(–5; –5 3 ), B(5; –5 3 ), C(10; 0), D (5; 5 3 ); E(–5; 5 3 ); F (–10; 0);
M (0; 0).
b)

3
3
,
3
3
, 0 , 3
, 3 , 3 , 3 , 3
÷ = = = ÷ =
= = ÷ = =
FB AC ED FA
AM BC DC FE
m m m m
m m m m

c) AB: (0; –5 3 ), FC: (0; 0); FM: (–5; 0); AE: (–5; 0); BC: (7,5;
2
3 5
÷ );
DC: (7,5;
2
3 5
);
AD: (0; 0)

9.
a) A(5; 0), B(15; 0), C(20; 5 3 ), D(15; 10 3 ), E(5; 10 3 ), F(0; 5 3 )
b) M(10; 5 3 )
c)
3 , 3 ÷ = =
BE AD
m m

d) AE: (5; 5 3 ), BD: (15; 5 3 )
e)
u d d d
FC BE AD
20 300 100 ) 3 10 0 ( ) 15 5 (
2 2
= + = ÷ + ÷ = = =








4


10.


a) Calculando as inclinações dos segmentos AB e CD, notamos que elas são iguais:
m
AB
= 3
1 3
2 8
=
÷
÷
m
CD
=
3
2
6
) 2 ( 4
8 2
=
÷
÷
=
÷ ÷ ÷
÷

Logo, AB e CD são paralelos. De modo análogo, mostramos que AD e BC também
são paralelos. Resulta, então, que o quadrilátero ABCD é um paralelogramo.

b) u d
AB
10 2 4 36 ) 1 3 ( ) 2 8 (
2 2
= + = ÷ + ÷ =

c) u d
AC
5 3 9 36 ) 1 2 ( ) 2 8 (
2 2
= + = ÷ ÷ + ÷ =
d)


5

Basta lembrar que as diagonais do paralelogramo se cruzam no ponto médio de cada
uma delas, e achar o ponto médio de AC, por exemplo:
) 5 ;
2
1
( 5
2
8 2
2 2
1
2
) 2 ( 1
2
÷ =
+
=
+
= ÷ =
÷ +
=
+
= M
y y
y e
x x
x
C A
M
C A
M

e) Verificando no desenho, a base de AMD tem comprimento 5 e altura 3; logo a
área de AMD é: 2
5 , 7
2
3 . 5
2
.
u
h b
A
AMD
= = =



Páginas 11 - 12
1.


a) )
2
13
; 1 (
2
13
2
13 0
2
1
2
) 2 ( 0
2
÷ =
+
=
+
= ÷ =
÷ +
=
+
= M
y y
y e
x x
x
C A
M
C A
M

) 10 ;
2
1
( 10
2
13 7
2 2
1
2
) 2 ( 3
2
N
y y
y e
x x
x
C B
N
C B
N
=
+
=
+
= =
÷ +
=
+
=
b)
3
7
) 1 (
2
1
2
13
10
3
7
=
÷ ÷
÷
= =
MN AB
m e m

Como as inclinações são iguais, concluímos que os segmentos AB e MN são
paralelos.
6


c) u d
AB
58 49 9 ) 0 7 ( ) 0 3 (
2 2
= + = ÷ + ÷ =
u d
MN
2
58
4
9
4
49
) 1 (
2
1
2
13
10
2 2
= + =
|
.
|

\
|
÷ ÷ +
|
.
|

\
|
÷ =
Ou seja, d
AB
= 2 d
MN


Páginas 12 - 14
1.
a) Devemos ter m
AB
= m
BC
, logo: 9 7
2
4
3 4
7
1 3
3 7
= ¬ ÷ = ¬
÷
÷
=
÷
÷
k k
k


b) A área do triângulo ABC será nula quando os três pontos estiverem alinhados,
ou seja, quando k = 9. É interessante aproximar essas duas informações: sempre que
três pontos estão alinhados, a área do triângulo formado por eles é nula, e vice-versa.

c) Vamos construir uma figura para orientar a solução.
Por inspeção direta na figura, verificamos que a base AC mede 3 e a altura relativa
mede 4, logo a área é:
2
6
2
4 3
2
u
h b
A
ABC
=
·
=
·
=

2. Basta seguir os passos do enunciado: calcular os pontos médios dos quatro
segmentos determinados pelos pontos escolhidos arbitrariamente, calcular as
7

inclinações dos segmentos determinados por esses quatro pontos médios, e verificar
que elas são iguais duas a duas. Converse com seus colegas e procure verificar que
isso vale para qualquer quadrilátero. Em outras palavras, os pontos médios dos lados
de um quadrilátero qualquer sempre formam um paralelogramo.
Desafio!
Página 15
Por inspeção direta, notamos que a distância de P até a reta y = 3 é igual a
15 – 3 = 12. Analogamente, notamos que a distância de P até a reta x = 9 é 9 – 2 = 7.
Para calcular a distância de P até a reta y = 3x + 1, observando na figura a
semelhança entre os triângulos PAB e MNQ, temos:
QN
PA
QM
PB
=

Logo,
u d d
d
5
10 4
10
10 8
10
8
1 3
8
1
2 2
= ¬ = = ¬
+
=


8

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
A RETA, A INCLINAÇÃO CONSTANTE E A
PROPORCIONALIDADE



Páginas 16 - 21
1. O aumento de y será de 473,5, pois esse valor é a taxa de variação do y para cada
unidade do x.

2.



9



3.

1 2 . 3 5 ÷ = ¬ + = ¬ + = h h h mx y
, a reta terá equação: y = 3x – 1.

4.

4 3 4 3
4 . 16
1 . 7
+ = = = ¬
¹
´
¦
+ =
+ =
¬ + = x y h e m
h m
h m
h mx y


5.
a) AB: y = 5,
BC: x = 5,
CD: y = 0,
DA: x = 0, AC: y = -x + 5,
BD: y = x
b) EF: y = – 3 x + 5 3 ,
FG: y = 0, GE: 3 5 3 + = x y ,
10

OM: x y 3 =
6.
A A ( (0 0; ; 0 0) ) ( (0 0; ; 4 4) ) ( (0 0; ; – –3 3) ) ( (0 0; ; 7 7) ) ( (1 1; ; 2 2) )
r r
y = 4 – 3x y = 2x – 5 y = 0,2x + 7 y = –
3
x + 2 y = 3x + 7
m m
r r
–3 2 0,2 =
5
1

3
3
m m
t t
3
1

2
1
– –5
3
3

3
1


A(0; 0) e m =
3
1

y = x
3
1
+ h, como a reta passa pela origem (0; 0), h = 0 e temos: y = x
3
1

A(0; 4) e m =
2
1

y = h x +
÷
2
1
, como a reta passa pelo ponto (0; 4), temos:
4
2
1
4 0 .
2
1
4 + ÷ = = ¬ + ÷ = x y h h
Nos demais casos, temos, sucessivamente: y = –5x –3, 7
3
3
+ = x y e
3
7
3
1
+ ÷ = x y

7. A: y ≥ 3x + 5 B: y < 5 – 0,5x C: – 3 + 2x ≤ y ≤ 5 + 2x
D: 4 – 0,9x ≤ y < 7 – 0,5x E: 4 ≤ y ≤ 4 + x para 0 ≤ x ≤ 7 F: t –
2
x < y ≤ t
para 0 ≤ x ≤ 5

8.
a) Sendo x a quantidade de gramas de A a ser ingerida, devemos ter x . 0,15 ≥ 75.
Concluímos, então, que x ≥ 500, ou seja, devem ser ingeridos no mínimo 500 g do
alimento A.
b) A quantidade y em gramas de proteína ingerida é uma função da quantidade x
em gramas ingerida do alimento A, temos y = 0,15x.
11

c) Os pares (x; y) do plano cartesiano que correspondem ao atendimento à
prescrição da dieta são os pontos da reta y = 0,15x tais que x ≥ 500, ou seja, são os
pontos à direita da reta x = 500.


d) Os pares (x: y) que correspondem a alimentos mais ricos em proteínas do que A
são tais que
y > 0,15x, ou seja, ingerindo-se x gramas, a quantidade y de proteínas será maior do
que 0,15x; trata-se da região acima da reta y = 0,15x. Como devemos ter a ingestão
de, no mínimo, 75g de proteína, então y ≥ 75, e devemos considerar apenas os pontos
acima da ou na reta y = 75.


12


Páginas 21 - 23
1.
a) Sabendo que existe a opção de não plantar todos os 18 alqueires, devemos ter,
então, a soma x + y menor ou igual a 18, ou seja, x + y ≤ 18.
b) Representando no plano cartesiano, obtemos o semiplano abaixo da reta
x + y = 18, e mais os pontos da reta x + y = 18; naturalmente, somente faz sentido
no problema em questão os pares (x; y) em que temos x ≥ 0 e y ≥ 0.


c) Sabendo que devem ser plantados no mínimo 5 alqueires de milho, temos, então,
x > 5, no plano, teremos a região à direita da reta x = 5, e abaixo da reta x + y = 18.




d) Sabendo que devem ser plantados no mínimo 5 alqueires de milho e no mínimo
3 alqueires de alfafa, devemos ter, simultaneamente, x + y s 18, x ≥ 5 e y ≥ 3; no
13

plano, trata-se da região acima da ou na reta y = 3, à direita da ou na reta x = 5, e
abaixo da ou na reta x + y = 18.

14

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
PROBLEMAS LINEARES – MÁXIMOS E MÍNIMOS



Páginas 24 - 28
1.
a)



b) O custo fixo é 3 000 e o custo variável é 150x, eles são iguais quando:
3 000 = 150x, ou seja, quando x = 20



15

c) O custo fixo passará a corresponder a 10% do custo total quando 3 000 = 10%
de (3 000 + 150x), ou seja, quando 3 000 = 0,1(3 000 + 150x) e então, x = 180.

2.
a) Para termos 2 400 = 5x + 8y, podemos ter x = 0 e y = 300, ou então, y = 0 e x =
480, ou ainda x = 400 e y = 50. Existem infinitos pares de valores de x e de y que
satisfazem a relação dada: são os correspondentes aos pontos da reta cuja equação
5x + 8y = 2 400 está representada a seguir:


b) Sendo C = 3 200, então temos: 5x + 8y = 3 200. Os pares (x; y) correspondentes
situam-se sobre a reta 5x + 8y = 3 200.
Quando y = 0, x assume o valor máximo possível: x = 640
Quando x = 0, y assume o valor máximo possível: y = 400



16

c) Teremos o custo C menor ou igual a 3 200 na região do primeiro quadrante
situada na reta 5x + 8y = 3 200 ou abaixo dela:



3.
a) Como cada pacote do alimento I fornece 1,2 mg de vitamina B
2
, x pacotes de I
fornecerão x.1,2 mg de vitamina B
2
; se cada pacote de II fornece 0,15 mg de B
2
,
então y pacotes de II fornecerão 0,15.y mg de vitamina B
2
. Logo, ingerindo x pacotes
de I e y pacotes de II, a quantidade ingerida de B
2
será igual a 1,2x + 0,15y. Para a
dieta ser satisfeita, devemos ter
1,2x + 0,15y > 6.
b) Os pontos (x;y) que satisfazem a relação 1,2x + 0,15y > 6 são os pontos do
primeiro quadrante que se situam acima da ou na reta 1,2x + 0,15y = 6. Essa reta
corta o eixo OX no ponto (5;0) e o eixo OY no ponto (0;40):



17

4.
a) Como cada pacote de I custa R$ 5,00 e cada pacote de II custa R$ 2,00, o custo
C será igual a 5x + 2y, ou seja: C = 5x + 2y (C em reais).
b) Sendo o custo C
1
= 40, os pares (x; y) que satisfazem a relação 40 = 5x + 2y são
os pontos da reta r
1
, representada a seguir.
Para representar tal reta, basta notar que quando x = 0, y = 20, e que quando
y = 0, x = 8, ou seja, os pontos (0;20) e (8;0) pertencem a r
1
.

c) Os pontos que correspondem ao custo C
2
= 60 e C
3
= 80 são pontos,
respectivamente, das retas r
2
: 5x + 2y = 60 e r
3
: 5x + 2y = 80, representadas a seguir.
Para representar r
2
, basta notar que: se x = 0 então y = 30 e se y = 0 então x = 12.
Para representar r
3
, analogamente, temos: x = 0, y = 40; y = 0, x = 16.
(As retas r
2
e r
3
são paralelas, pois têm a mesma inclinação m determinada pelos
coeficientes 5 e 2: m =
2
5
– )

d) Para cada valor fixado de C, a reta C = 5x + 2y corta o eixo OY no ponto
(0;
2
C
); assim, quanto menor o custo, menor o valor de
2
C
. Podemos observar esse
fato nos exemplos dos itens anteriores, para C igual a 40, 60 e 80 (reais).

18

e) Recordemos da Atividade 3 que, para a dieta ser satisfeita, os pares (x; y) devem
pertencer à região do primeiro quadrante situada na reta 1,2x + 0,15y = 6 ou acima
dela. Estamos, agora, procurando o par (x; y) que corresponde ao custo mínimo,
dentre os pontos da região em que 1,2x + 0,15y ≥ 6.

Vamos observar como as retas que traduzem os custos da alimentação, representadas
anteriormente, situam-se na região que corresponde à satisfação da dieta.
Notamos que:
• para os diversos valores do custo, as retas representativas são paralelas
(inclinação igual a –
2
5
);
• quanto mais baixa for a reta que representa o custo, menor é ele
(seu valor determina o ponto em que a reta corta o eixo y, que é (0;C/2);
• o ponto mais baixo a que se pode chegar SEM SAIR DA REGIÃO QUE
SATISFAZ A DIETA (acima ou na reta 1,2x + 0,15y = 6) é o ponto (5; 0);
• nesse ponto, o custo será C = 5 . 5 + 2 . 0 = 25, que é o custo mínimo.










19

Todos esses fatos estão reunidos na figura a seguir:



Páginas 28 - 30
1.
a) Cada alqueire de milho renderá 20 000; logo, se forem plantados x alqueires, o
rendimento será 20 000x. Cada alqueire de cana renderá 15 000; logo, ao se plantar y
alqueires de cana, o rendimento será 15 000y. O rendimento total será R = 20 000x +
15 000y.

b) Sendo x a quantidade de alqueires a serem plantados de milho e y a quantidade
de alqueires plantados de cana, a soma x + y não pode ultrapassar os oito alqueires
disponíveis, ou seja; x + y ≤ 8.

20



c) Como cada alqueire de milho requer 20 000 L de água, x alqueires requererão
20 000x L; da mesma forma, y alqueires de cana utilizarão 10 000y L de água.
Assim, o total de litros de água utilizados será 20 000x + 10 000y, e não poderá
ultrapassar o limite de 120 000, ou seja:
20 000x + 10 000y s 120 000. Isso corresponde aos pontos situados abaixo da ou na
reta 20 000x + 10 000y = 120 000. Confira a representação a seguir:

d) Os pontos do plano que satisfazem simultaneamente as duas restrições são os
pontos situados abaixo ou na reta x + y = 8 e abaixo ou na reta 2x + y = 12. Formam
o quadrilátero ABCD indicado na representação a seguir.

21

e) Os pontos (x; y) que correspondem ao rendimento R
1
= 75 000 reais são os
pontos da reta r
1
de equação 75 000 = 20 000x + 15 000y, ou seja, simplificando os
coeficientes, 4x + 3y = 15;
Os pontos que correspondem ao rendimento R
2
= 120 000 são os pontos da reta r
2
de
equação 120 000 = 20 000x + 15 000y, ou seja, simplificando os coeficientes, 24 =
4x + 3y. As duas retas são paralelas e estão representadas a seguir:




f) Para cada valor fixado do rendimento R, a reta R = 20 000x + 15 000y corta o
eixo OY no ponto em que x = 0, ou seja, em que y =
000 15
R
. Isso significa que
quanto maior o rendimento, mais alta a ordenada do ponto em que a reta que o
representa corta o eixo y.
g) Buscamos agora o ponto da região de viabilidade do problema, ou seja, a que foi
determinada no item d, no qual o rendimento total R era o maior possível. O mais
alto possível para a reta R = 20 000x + 15 000y cortar o eixo y SEM SAIR DA
REGIÃO DE VIABILIDADE corresponde à reta que passa pelo ponto de interseção
das retas x + y = 8 e 2x + y = 12. Calculando tal ponto, obtemos x = 4 e y = 4. No
22

ponto (4; 4), portanto, o valor de R é o maior possível, respeitadas as condições de x
+ y ≤ 8 e 2x + y ≤ 12. Calculando o valor de R nesse ponto, obtemos: R = 20 000.4 +
15 000.4, ou seja, R = 140 000 reais. Acompanhe o raciocínio desenvolvido na
figura a seguir:


Desafio!
Páginas 30 - 32
a) Cada unidade de P
1
utiliza 2h de M
1
; cada unidade de P
2
utiliza 1h de M
1
; logo,
produzindo-se x unidades de P
1
e y unidades de P
2
, a máquina M
1
ficará ocupada
x.2 + y.1 horas. Como M
1
poderá trabalhar no máximo 10 h, devemos ter 2x + 1y s
10. Corresponde à região do plano abaixo da ou na reta 2x + y = 10. Gráfico a seguir:
23


b) Analogamente ao item anterior, cada unidade de P
1
utiliza 2h de M
2
e cada unidade
de P
2
utiliza 4h de M
2
. Logo, x unidades de P
1
e y unidades de P
2
utilizarão 2x + 4y
horas de M
2
, e devemos ter 2x + 4y s 16. O gráfico está representado a seguir.



c) Trata-se da região do primeiro quadrante situada abaixo das ou nas retas 2x + y = 10
e 2x + 4y = 16; é o quadrilátero A de vértices (0; 0), (5; 0), (0; 4) e (4; 2).
Para encontrar o vértice (4; 2), basta achar a interseção das retas 2x + y = 10 e
2x + 4y = 16. Gráfico a seguir:

24


d) O lucro total L, que resulta da venda de todas as x unidades produzidas de P
1
e y
unidades produzidas de P
2
, é igual a 40x + 60y, pois cada unidade de P
1
gera um
lucro de R$ 40,00 e cada unidade de P
2
gera um lucro de R$ 60,00. Assim, temos
L = 40x + 60y.
e) Se o lucro L for igual a 120 reais, temos: 120 = 40x + 60y. Os pontos que satisfazem
a essa relação pertencem a uma reta, representada a seguir:



f) Queremos agora encontrar o ponto da região A, indicada no item c para o qual o
lucro total L seja máximo. A região A é formada pelos pares (x;y) que obedecem a
duas restrições inicialmente apresentadas, constituindo, assim, a região de
viabilidade para o problema. Para descobrir tal ponto, vamos relacionar o lucro L
com a região A.
25

       
Para cada valor de L, a expressão L = 40x + 60y representa uma reta; para valores
diferentes de L, as retas correspondentes são todas paralelas.
Por exemplo, para L = 240, temos 240 = 40x + 60y, que é uma reta que intercepta o
eixo x no ponto (6; 0), e o eixo y no ponto (0; 4). Para encontrar o lucro máximo,
basta procurar entre as retas paralelas L = 40x + 60y aquela que corta o eixo y o mais
alto possível, sem sair da região de viabilidade do problema. Tal reta é a que passa
pelo ponto (4; 2); o valor de L correspondente é L = 40 . 4 + 60 . 2 = 280. O lucro
total máximo é, portanto, R$ 280,00.
26

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
CIRCUNFERÊNCIAS E CÔNICAS: SIGNIFICADOS, EQUAÇÕES,
APLICAÇÕES



Páginas 35 - 36
1.
a) 16 ) 4 ( ) 4 ( 4 ) 4 ( ) 4 (
2 2 2 2 2
= ÷ + ÷ ¬ = ÷ + ÷ y x y x














b) A reta s que passa pela origem e pelo centro da circunferência tem inclinação
igual a 1, logo, sua equação é y = x.
c) Os pontos de interseção da reta s com a circunferência são as soluções do
sistema formado pelas equações y = x e (x – 4)
2
+ (y – 4)
2
= 16. Substituindo y por x
na segunda equação, obtemos:
2 2 4 8 ) 4 ( 16 ) 4 ( 2 16 ) 4 ( ) 4 (
2 2 2 2
± = ¬ = ÷ ¬ = ÷ ¬ = ÷ + ÷ x x x x x
P
1
(4 + 2
2
; 4 + 2
2
) e P
2
(4 – 2
2
; 4 – 2
2
)

x
P

4

 
4
 
4
P
2
s
27

d) A distância entre P
1
e P
2
é o diâmetro da circunferência, visto que a reta s passa
pelo centro da circunferência. Portanto d(P
1
P
2
) = 8 u.


Páginas 38 - 40
1. De fato, se os pontos (x; y’) de uma circunferência de centro na origem e raio a
satisfazem a equação x
2
+ y´
2
= a
2
, os pontos (x; y) da elipse obtida reduzindo todas
as ordenadas na proporção de a para b (a > b > 0) são tais que
b
a
y
y
=
`
, ou seja,
y’ = y ·
b
a
.



Substituindo este valor de y' na equação da circunferência x
2
+ y'
2
= a
2
, obtemos
2
2
2
. a
b
a
y x =
|
.
|

\
|
+ , de onde resulta: 1
2
2
2
2
= +
b
y
a
x
, que é a equação da elipse.

2.
a) Observando o triângulo retângulo formado na figura, de hipotenusa a e catetos b
e c, concluímos que a
2
= b
2
+ c
2
.
28

b) Como c =
2 2
b a ÷
, notamos que, sendo fixado o valor de a, quanto maior for o
valor de b, menor será c, e, portanto, menor a excentricidade, ou seja, a elipse se
aproxima de uma circunferência; quanto menor o valor de b, mais próximo de a é o
valor de c e, portanto, maior é a excentricidade, que se aproxima do valor 1, ou seja,
a elipse aproxima-se de um segmento de reta.

3.
a) 1
25 169
1
5 13
1
2 2
2
2
2
2
2
2
2
2
= + ¬ = + ¬ = +
y x y x
b
y
a
x

b) A excentricidade da elipse é e =
a
c
, sendo c =
2 2
5 13 ÷
= 12. Calculando o
valor de e, temos: e = 923 , 0
13
12
= .
c) Os focos da elipse são os pontos de coordenadas (c; 0) e (–c; 0), ou seja, são os
pontos (12; 0) e (–12; 0).
d)

13
60
169
144
25 169
25
169
169
25
1
25 169
5
1
25 169
2 2 2 2 2 2
± = ¬ = ¬ ÷ = ¬ = + ¬ = + k
k k k y x

Sendo P do primeiro quadrante, segue que: |
.
|

\
|
= =
13
60
; 5
13
60
P y k
.

e) Podemos calcular a soma das distâncias do ponto P (5;
13
60
) até os focos obtidos
no item (c).
f) Mas sabemos, no entanto, que tal valor será igual a 2a, ou seja, a 26.


Páginas 42 - 46
1. Assíntotas: 2x – 3y = 0 e 2x + 3y = 0
29


2.
a) 1
16 9
2 2
= ÷
y x

b)


3. Em relação ao sistema de eixos XOY, em que o eixo Y corresponde à reta y = x
a
b
, e
o eixo X corresponde à reta y =
x
a
b ÷
, a equação da hipérbole seria: X.Y = K
(constante).
x y
3
4
=
x y
3
4
÷ =
1
16 9
2 2
= ÷
y x
30

Em relação ao sistema ortogonal xOy, é possível mostrar que ao produto x.y = k
corresponde o produto: (y –
x
a
b
).(y x
a
b
+ ) = k. Um indício de tal fato é a
correspondência:
Y = 0 corresponde a y –
x
a
b
= 0 e X = 0 corresponde a y +
x
a
b
= 0
(eixo X) (assíntota da hipérbole) (eixo Y) (assíntota da hipérbole)

Calculando o produto indicado, temos:
X.Y = K corresponde a (y – x
a
b
) . (y + x
a
b
) = k, ou seja, y
2

2
2
2
x
a
b
= k
Como a curva passa pelo ponto (a; 0), podemos calcular o valor de k: 0
2

2
2
2
a
a
b
= k,
ou seja, k = –b
2
.
Logo, a equação da hipérbole é y
2

2
2
2
x
a
b
= – b
2
, de onde obtemos: 1
2
2
2
2
= ÷
b
y
a
x
.
4.
a) Temos a = 4, b = 3; logo, c =
2 2
b a +
= 5. Os focos são os pontos (5; 0) e
(–5; 0).
A diferença entre as distâncias de um ponto qualquer da hipérbole até os dois focos é
igual a 2a, ou seja, 8.
b) Analogamente, a = 5, b = 12 e c = 13. Focos: (13; 0) e (–13; 0)
A diferença entre as distâncias de um ponto qualquer da hipérbole até os dois focos é
2a = 10.
c) Nesse caso, os eixos estão invertidos e os focos estão no eixo y. Temos c = 5
2

e os focos (0; 5
2
) e (0; –5
2
).
A diferença entre as distâncias de um ponto qualquer da hipérbole até os dois focos é
2a = 10.

31


Página 48
1.
a) Consideremos a parábola y = k . x
2
.
Se o foco for o ponto F(0; c), então a diretriz r será a reta y = –c, pois o ponto (0; 0)
pertence à parábola e a distância dele ao foco deve ser a mesma que a distância dele à
diretriz.
Sendo P (x; y) um ponto qualquer da parábola, a distância de P ao foco deve ser igual
à distância até a diretriz, ou seja: d(P, F) =
2 2
) ( c y x ÷ + = y + c = d(P, r). Logo,
x
2
+ (y – c)
2
= (y + c)
2
.
Substituindo y por kx
2
e efetuando os cálculos, obtemos:
x
2
+ (kx
2
– c)
2
= (kx
2
+ c)
2

¬
x
2
+ k
2
x
4
+ c
2
– 2kx
2
c = k
2
x
4
+ c
2
+ 2kcx
2

¬
x
2
– x
2
4kc = 0
¬
c =
k x
x
4 .
2
2

Daí segue que, para a igualdade valer para todo x, devemos ter c =
k 4
1

Logo, o foco é o ponto (0;
k 4
1
) e a diretriz é a reta y = –
k 4
1




32

b) Analogamente, se a parábola fosse x = ky
2
, teríamos: foco (
k 4
1
;0) e diretriz
x = –
k 4
1



c) Para uma parábola de equação y = kx
2
+ h, o foco e a diretriz seriam
transladados na direção do eixo OY de um valor h, ou seja, teríamos
F(0; h +
k 4
1
) e r: y = h –
k 4
1



33



Página 48
Experiência Pessoal.


AJUSTES
Caderno do Professor de Matemática – 3ª série – Volume 1
Professor, a seguir você poderá conferir alguns ajustes. Eles estão sinalizados a cada
página.


14
Para calcular a distância de um ponto a
uma reta, deixando de lado o caso mais sim-
ples, em que a reta é paralela a um dos eixos,
podemos explorar a semelhança de triângu-
los indicada na fgura:
r : y = mx + h
y
p
– y
r
y
r
= mx
p
+h
d (P, r)
m
y
r
y
P
x
p
P
1
x
y
d P r
y y
m
d P r
y y
m
d P r
y
r p
r p
p
( ; )
 – 
( ; )
 – 
( ; )
=
+
=
+
=
1
1
1
2
2
 –  – m
.
x h
m
r
1
2
+
Para continuar nosso estudo de Geometria
Analítica, três lembretes são importantes.
Em primeiro lugar, trata-se de uma retoma-
da de modo mais sistemático de um uso dos sis-
temas de coordenadas que, de fato, já se iniciou
bem anteriormente, na solução de sistemas de
equações lineares e no estudo das funções.
m
1
= 0 r
1
r
2
não existe m
2
r
1
e r
2
perpendiculares
(caso particular)
x
y
r
1
y
1
= m
1
x + h
1
y
2
= m
2
x + h
2
r
2
r
1
e r
2
perpendiculares: m
1
. m
2
= –1
x
y
19
Matemática – 3ª- série, 1
o
bimestre
É interessante associar esse fato ao resul-
tado da Atividade 3, notando que os lados do
paralelogramo são os segmentos que unem os
pontos médios dos lados dos triângulos em que
o quadrilátero inicial se divide quando são tra-
çadas as suas diagonais.
Atividade 6
Calcule a distância do ponto P de coor-
denadas (2; 15) à reta r nos casos indicados
a seguir:
a) r: y = 3 b) r: x = 9 c) y = 3x + 1
Vamos fazer uma fgura para orientar a solução:
Atividade 5
Em um sistema de coordenadas qualquer,
represente quatro pontos de modo a forma-
rem um quadrilátero ABCD. Pode escolher as
coordenadas à vontade. Analisando o quadri-
látero formado:
a) Calcule os pontos médios dos lados AB,
BC, CD e DA.
b) Mostre que os quatro pontos médios
obtidos formam um paralelogramo.
Basta seguir os passos do enunciado: calcular os
pontos médios dos quatro segmentos determi-
nados pelos pontos escolhidos arbitrariamente,
calcular as inclinações dos segmentos determi-
nados por esses quatro pontos médios, e veri-
fcar que elas são iguais duas a duas. Converse
com seus colegas e procure verifcar que isso vale
para qualquer quadrilátero. Em outras palavras,
os pontos médios dos lados de um quadrilátero
qualquer sempre formam um paralelogramo.
y
B
C
x
4 3
A
7
3
1
D
A
B
C
N
3
M
Q
P
y
A
x
B
d
15
7
3
1
0 2 9
15 – 7 = 8
y
2
= 3 . 2 + 1 = 7
y = 3

10
x = 9
y = 3x + 1
1

10
23
Matemática – 3ª- série, 1
o
bimestre
Para a familiarização com tais fatos são
apresentados a seguir alguns exercícios. As
questões formuladas são simples, mas repre-
sentam conhecimentos fundamentais. Com
os valores de h e m, podemos escrever direta-
mente a equação da reta (Atividade 1). Tam-
bém podemos facilmente escrever a equação
da reta que passa por um ponto dado, com
inclinação dada, ou que passa por dois pontos
dados (Atividades 2 e 3).
Atividade 1
Represente no plano cartesiano as retas
r
1
a r
9
correspondentes aos valores de h e m
tabelados abaixo:
m
1
≠ m
2
r
1
e r
2
concorrentes
y
x
0
r
1
r
2
y = m
1
. x + h
1
y = m
2
. x + h
2
Um esboço das nove retas, destacando-se os
valores relativos dos coefcientes m e h, é
indicado a seguir:
h m
r
1
0 5
r
2
3 –2
h m
r
3
–3 –2
r
4
–1
∙∙∙
5
r
5
∙∙∙
3
–7
r
6

∙∙∙
5
6,4
r
7
π 0
r
8
–0,5

∙∙∙
7
r
9
–0,8 π
y = – 
5 + 6,4x
y = – 0,5 –

7 x
y = 
3 – 7x
y = – 0,8 + πx
y = 3 – 2x
y = 5x
y = – 3 – 2x
y = π
r
1
r
2
r
3
r
4
r
5
r
6
r
7
r
8
r
9
y = –1 + 
5 x
y
x
38
Os pontos do plano que satisfazem simulta-
neamente as duas restrições são os pontos
situados abaixo ou na reta x + y = 8, e abai-
xo ou na reta 2x + y = 12. Formam o qua-
drilátero ABCD indicado na representação
a seguir.
e) Determine o conjunto dos pontos
(x; y) do plano que correspondem
ao rendimento R
1
= 75 000 reais e os
que correspondem ao rendimento
R
2
= 120 000 reais.
Os pontos (x; y) que correspondem ao rendi-
mento R
1
= 75 000 reais são os pontos da reta
r
1
de equação 75 000 = 20 000x + 15 000y,
ou seja, simplifcando os coefcientes,
4x + 3y = 15.
Os pontos que correspondem ao rendimento
R
2
= 120 000 são os pontos da reta r
2
de equa-
ção 120 000 = 20 000x + 15 000y, ou seja,
simplifcando os coefcientes, 24 = 4x + 3y.
As duas retas são paralelas e estão represen-
tadas a seguir:
c) Qual a relação entre x e y que traduz a
exigência de que o total de água a ser
utilizado não pode superar os 120 000L?
Represente no plano cartesiano os pon-
tos (x; y) que satisfazem essa relação.
Como cada alqueire de milho requer 20 000L
de água, x alqueires requererão 20 000x L; da
mesma forma, y alqueires de cana utilizarão
10 000y L de água. Assim, o total de litros
de água utilizados será 20 000x + 10 000y, e
não poderá ultrapassar o limite de 120 000,
ou seja: 20 000x + 10 000y ≤ 120 000. Isso
corresponde aos pontos situados abaixo da
reta ou na reta 20 000x + 10 000y = 120 000.
Confra a representação:
Para representar a reta, podemos simplifcar
os coefcientes, obtendo 2x + y = 12.
para x = 0, temos y = 12; f
para y = 0, temos x = 6. f
d) Represente no plano cartesiano o con-
junto dos pontos que satisfazem simul-
taneamente as duas exigências expressas
nos itens b e c (lembrando que devemos
ter x ≥ 0, y ≥ 0).
y
12
0 6 8
2x + y = 12
2x + y ≤ 12
x
y
12
8 A
D
C
B
0 6 8
2x + y = 12
x + y = 8
x
39
Matemática – 3ª- série, 1
o
bimestre
r
1
: 4x + 3y = 15 r
2
: 4x + 3y = 24
x = 0 ⇒ y = 5 x = 0 ⇒ y = 8
y = 0 ⇒ x =
15
4

y = 0 ⇒ x = 6
f) Mostre que, quanto maior o rendimento
R, maior a ordenada do ponto em que a
reta que o representa corta o eixo OY.
Para cada valor fxado do rendimento R, a
reta R = 20 000x + 15 000y corta o eixo
OY no ponto em que x = 0, ou seja, em que
y =
R
15 000
. Isso signifca que quanto maior o
rendimento, mais alta a ordenada do ponto em
que a reta que o representa corta o eixo y.
g) Determine o ponto da região do item
d que corresponde ao rendimento total
máximo.
Buscamos agora o ponto da região de viabi-
lidade do problema, ou seja, que foi deter-
minado no item d, no qual o rendimento total
R é o maior possível. O mais alto possível para
a reta R = 20 000x + 15 000y cortar o eixo y
sem sair da região de viabilidade corresponde
à reta que passa pelo ponto de interseção das
retas x + y = 8 e 2x + y = 12. Calculando tal
ponto, obtemos x = 4 e y = 4. No ponto (4; 4),
portanto, o valor de R é o maior possível, res-
peitadas as condições de x + y ≤ 8 e 2x + y ≤ 12.
Calculando o valor de R nesse ponto, obtemos:
R = 20 000.4 + 15 000.4, ou seja, R = 140 000
reais. Acompanhe o raciocínio que foi feito na
fgura abaixo:
Atividade 6
Uma fábrica utiliza dois tipos de máquinas,
M
1
e M
2
, para produzir dois tipos de produtos,
P
1
e P
2
. Cada unidade de P
1
exige 2 h de tra-
balho de M
1
e 2 h de M
2
; cada unidade de P
2

exige 1 h de trabalho de M
1
e 4 h de M
2
. Sabe-
se que as máquinas M
1
e M
2
podem trabalhar
no máximo 10 h por dia e 16 h por dia, respec-
tivamente, e que o lucro unitário, na venda de
P
1
, é igual a 40 reais, enquanto na venda de P
2
,
o lucro unitário é de 60 reais. Representando
y
12
B
x + y = 8
8 6

15

___

4

x
C
R
2
= 120 000
2x + y = 12
R
1
= 75 000
A
5
D
0

fora da região
da viabilidade
R
máximo
4
4
y
12
B
x + y = 8
8 6
15

___

4

x
C
R
2
= 120 000
2x + y = 12
R
1
= 75 000
A
5
D
0

41
Matemática – 3ª- série, 1
o
bimestre
d) Qual a expressão do lucro total L que
resulta da venda de todas as unidades
produzidas de P
1
e P
2
?
O lucro total L, que resulta da venda de todas
as x unidades produzidas de P
1
e y unidades
produzidas de P
2
, é igual a 40x + 60y, pois
cada unidade de P
1
gera um lucro de 40, e
cada unidade de P
2
gera um lucro de 60. As-
sim, temos L = 40x + 60y.
e) Represente os pontos do plano que cor-
respondem a um lucro total igual a 120
reais.
Se o lucro L for igual a 120 reais, temos:
120 = 40x + 60y. Os pontos que satisfazem
a essa relação pertencem a uma reta, repre-
sentada a seguir:
f) Qual o ponto da região do item c que
corresponde ao lucro total máximo?
Queremos agora encontrar o ponto da re-
gião A, indicada no item c, para o qual o
lucro total L seja máximo. A região A é
formada pelos pares (x; y), que obede-
cem às duas restrições inicialmente apre-
sentadas, constituindo, assim, a região de
viabilidade para o problema. Para desco-
brir tal ponto, vamos relacionar o lucro L
com a região A.
Para cada valor de L, a expressão L = 40x
+ 60y representa uma reta; para valores
diferentes de L, as retas correspondentes
são todas paralelas. Por exemplo, para
L = 240, temos 240 = 40x + 60y, que é uma
reta que intercepta o eixo x no ponto (6;
0), e o eixo y no ponto (0; 4).
Para encontrar o lucro máximo, basta
procurar entre as retas paralelas L = 40x +
60 . y aquela que corta o eixo y o mais alto
possível, sem sair da região de viabilidade
do problema. Tal reta é a que passa pelo
ponto (4; 2); o valor de L correspondente é
L = 40 . 4 + 60 . 2 = 280. O lucro total má-
ximo é, portanto, 280 reais.
y
x
3
2
0
120 = 40x + 60y
2x + 4y ≤ 16
y
10
8 6 5 3 4
x
2
2x + y ≤ 10
L
máximo

L

= 240
Lucro crescente
A
L

= 120
45
Matemática – 3ª- série, 1
o
bimestre
Atividade 1
Considere a circunferência de centro (4; 4)
e de raio 4.
a) Represente-a no plano cartesiano e de-
termine sua equação.
A equação da circunferência é
(x – 4)
2
+ (y – 4)
2
= 16; ver fgura a seguir.
b) Determine a equação da reta s que pas-
sa pela origem e pelo centro da circun-
ferência.
A reta s que passa pela origem e pelo centro
da circunferência tem inclinação igual a 1;
logo, sua equação é y = x.
c) Calcule as coordenadas dos pontos P
1
e
P
2
, de interseção da reta s com a circun-
ferência dada.
Os pontos de interseção da reta s com a circun-
ferência são as soluções do sistema formado
pelas equações y = x e (x – 4)
2
+ (y – 4)
2
=
16. Substituindo y por x na segunda equa-
ção, obtemos x
1
= 4 + 2
∙∙∙
2 e x
2
= 4 – 2
∙∙∙
2 .
Logo, P
1
= (4 + 2
∙∙∙
2 ; 4 + 2
∙∙∙
2 ) e
P
2
= (4 – 2
∙∙∙
2 ; 4 – 2
∙∙∙
2 ).
d) Calcule a distância entre P
1
e P
2
.
Calculando a distância entre P
1
e P
2
, encon-
tramos 8, que é o diâmetro da circunferência.
Elipse
As curvas chamadas cônicas – a elipse, a
hipérbole e a parábola – ocorrem com muita
frequência na natureza e no dia-a-dia. Vamos
conhecer suas principais características, ini-
ciando pela elipse.
Quando inclinamos um recipiente cilíndri-
co aberto, de seção circular, contendo água em
repouso, o contorno da superfície da água é
uma elipse. Também é uma elipse a sombra
projetada de uma circunferência situada em
um plano vertical, quando a luz do Sol, ou
outra luz qualquer, incide obliquamente.
Foi Kepler (1571-1630), em seus estudos de
Astronomia, quem associou às trajetórias dos
planetas ao redor do Sol não mais circunferên-
cias, mas sim elipses, ou seja, circunferências
“achatadas”. Nessas elipses, Kepler destacou
Professor:
Outros exercícios poderiam ser propos-
tos, articulando o reconhecimento da
equação da circunferência e os resulta-
dos já conhecidos sobre retas. Em virtu-
de da limitação do espaço do Caderno,
deixamos tal tarefa para o discernimento
e a disponibilidade do professor.
y
x
0
4
4
4
S
P
1
P
2
46
a existência de dois pontos simetricamente
opostos em relação ao centro, chamados fo-
cos, em um dos quais o Sol se situava.
A partir desses dois pontos, uma proprieda-
de fundamental pode ser utilizada para caracte-
rizar uma elipse: qualquer ponto da elipse é tal
que a soma das distâncias até esses dois pontos
fxados, que são os focos, é constante. Jardineiros
utilizam frequentemente essa propriedade para
construir canteiros elípticos: fncando-se duas
estacas, uma em cada foco, e deslocando-se um
estilete, com um barbante de comprimento L
(maior do que a distância entre os focos) estica-
do, obtém-se uma elipse.
d(P, F
1
) + d(P, F
2
) = constante
Um coador de café de plástico pode ilus-
trar o fato de que as elipses podem ser con-
sideradas como curvas intermediárias entre a
circunferência e o segmento de reta:
Uma elipse apresenta dois eixos de sime-
tria: o semieixo maior costuma ser represen-
tado por a, o menor por b. Assim, os dois
eixos são 2a e 2b.
Como já foi dito anteriormente, a elipse é
como uma circunferência "achatada". Com
isso em mente, vamos obter a equação da elipse
com centro na origem na atividade seguinte.
F
1
F
2
0
x
y
Semieixos
a

–a
–b
b
52
Ou seja, y
2

b
2
a
2
x
2
= k.
Como a curva passa pelo ponto (a; 0), pode-
mos calcular o valor de k:
0
2

b
2
a
2
a
2
= k, ou seja, k = – b
2
Logo, a equação da hipérbole é
y
2

b
2
a
2
x
2
= – b
2
, de onde obtemos:
x
2
a
2

y
2
b
2
= 1
Exemplo ilustrativo
A curva de equação
x
2
9

y
2
16
= 1 é uma hi-
pérbole que passa pelo ponto (3; 0) e tem como
assíntotas as retas y =
4
3
x e y = –
4
3
x.
Atividade 6
Sendo y =
b
a
x e y =
–b
a
x , com a e b posi-
tivos, as assíntotas de uma hipérbole que passa
por (a; 0), os pontos F
1
: (c; 0) e F
2
: (–c; 0), tais
que c
2
= a
2
+ b
2
, são chamados focos da hipérbole.
Na fgura a seguir, são mostrados os focos da
hipérbole. É possível mostrar que a diferença
Professor:
Neste ponto, seria interessante apresen-
tar diversos exercícios de representação
no plano cartesiano de hipérboles da-
das por equações na forma apresentada
acima, sempre destacando as assínto-
tas, que podem ser obtidas pela simples
fatoração da diferença de quadrados,
característica da equação da hipérbole
nessa forma.
entre as distâncias de um ponto qualquer da hi-
pérbole até F
1
e até F
2
é constante e igual a 2a.
Para cada uma das hipérboles a seguir, deter-
mine os focos e calcule o valor constante da di-
ferença das distâncias entre um ponto qualquer
da hipérbole e os focos. Confra o valor obtido
fazendo os cálculos diretamente para um ponto
da hipérbole arbitrariamente escolhido.
a)
Temos a = 4, b = 3; logo, c = a
2
+ b
2
= 5.
Os focos são os pontos (5; 0) e (–5; 0).
A diferença entre as distâncias de um pon-
to qualquer da hipérbole até os dois focos é
igual a 2a, ou seja, é 8.
∙∙∙∙∙∙∙
x
y
4
3
0
x
5
b
y
c
c a
0
– a – c
F
2
F
1
y =
b
a

x
y =
– b
a

x
53
Matemática – 3ª- série, 1
o
bimestre
b)
Analogamente, a = 5, b = 12 e c = 13.
Focos: (13; 0) e (–13; 0). A diferença entre
as distâncias de um ponto qualquer da hipér-
bole até os dois focos é 2a = 10.
c)
Neste caso, os eixos estão invertidos, e os fo-
cos estão no eixo y. Temos c = 5
∙∙∙
2 e os focos
(0; 5
∙∙∙
2) e (0; –5
∙∙∙
2). A diferença entre as
distâncias de um ponto qualquer da hipérbole
até os dois focos é 2a = 10.
Um dos sistemas utilizados para a locali-
zação de automóveis utiliza a propriedade ca-
racterística da hipérbole anteriormente referi-
da, ou seja, a diferença das distâncias de um
ponto P qualquer da hipérbole a dois pontos
fxados F
1
e F
2
, que são seus focos, é constan-
te, ou seja, o valor absoluto da diferença PF
1

PF
2
= constante. Se um auto situado no ponto
P enviar um sinal para cada uma das centrais
F
1
e F
2
, considerando a diferença dos tempos
de recepção dos sinais, e consequentemente,
das distâncias entre P e F
1
e P e F
2
, pode-se
concluir que o ponto P situa-se em um dos
ramos de uma hipérbole H
12
. Se outro sinal
for enviado do auto para uma terceira cen-
tral F
3
, combinando-se os dados de F
2
e F
3
,
pode-se concluir que o ponto P situa-se sobre
outra hipérbole H
32
. Os pontos de interseção
das duas hipérboles fornecem as posições pos-
síveis para o auto.
x
y
5
5
x
y
5
12
F
1
F
2
F
3
P
P
H
32
H
32
H
12
H
12
??
54
Parábola
Em geral, quando representamos grafca-
mente pares (x; y) de grandezas tais que y é
diretamente proporcional ao quadrado de x
(y = kx
2
, k constante e k ≠ 0), a curva corres-
pondente no plano cartesiano é uma parábola.
É o que ocorre, por exemplo, quando uma
pedra é abandonada e registramos a relação
entre a distância percorrida verticalmente e o
tempo de queda livre. Também é uma pará-
bola a trajetória de todos os projéteis lança-
dos obliquamente em relação à superfície da
Terra, desconsiderados os efeitos do ar.
Além disso, quando, de um ponto fxado no
solo, lançamos projéteis sempre com a mesma
velocidade inicial v
o
, em todas as direções pos-
síveis, em um plano vertical dado, o contorno
da região determinada pelos pontos que podem
ser atingidos pelos projéteis é também uma pa-
rábola, chamada parábola de segurança.
Como registramos no início desta Situação
de Aprendizagem, quando seccionamos um
cone circular reto por um plano que forma
com a base um ângulo exatamente igual ao
que uma geratriz do cone forma com a base,
obtemos também uma parábola.
A parábola tem certas propriedades carac-
terísticas que podem ser utilizadas para def-
ni-la. Uma delas é a existência de um ponto
F, fxado, e de uma reta r, fxada, tais que a
distância de cada ponto P da parábola até F
é igual à distância de P até r. F é o foco da
parábola e r é sua diretriz.
P
II
d(P, F) = d(P,r)
d(P', F) = d(P',r)
d(P
II
, F) = d(P
II
,r)
P'
P
F
Outra propriedade interessante das pará-
bolas é a seguinte: sendo P um ponto qual-
quer da parábola, a reta que passa pelo foco F
e por P forma com a tangente à parábola em
P um ângulo igual ao formado pela tangente
com a reta paralela ao eixo da parábola pas-
sando por P (ver fgura).
0
y
0
y = kx
2
x
F
56
F

0; h +
1
4k

e r: y = h –
1
4k
Considerações sobre a avaliação
Na grade de conteúdos proposta para
as três séries do Ensino Médio, pressupõe-
se que muitos dos temas se apóiam mutua-
mente, sendo mais fácil interessar os alunos
quando se apresenta um cenário de conteú-
dos mais abrangente do que quando se lhes
subtrai a possibilidade de contato com al-
guns dos temas. Na presente proposta, reser-
vou-se apenas um bimestre para a Geometria
Analítica Plana. Dependendo do número de
aulas disponíveis para o professor, nem
todos os temas podem ser tratados com a
mesma profundidade, cabendo ao professor
mesmo selecionar as ideias que serão mais
ou menos contempladas.
Na apresentação das circunferências e
das cônicas, buscou-se destacar mais o sig-
nifcado e as ocorrências de cada uma delas
em diferentes contextos do que as manipu-
lações algébricas com as equações. Trata-se,
naturalmente, de uma escolha, em razão das
limitações do tempo disponível. Sugere-se,
portanto, que a avaliação concentre-se na ca-
racterização da circunferência, da elipse, da
hipérbole e da parábola em situações simplif-
cadas, escrevendo as equações das curvas com
centro na origem, e adiando-se ou omitindo-
se uma exploração algébrica mais detida dos
casos mais gerais.
Quanto à forma de avaliação, também
aqui consideramos que o assunto favorece
uma utilização de múltiplos instrumentos,
não não devendo se limitar às provas. No
caso das cônicas, o reconhecimento destas
Professor:
Em função do tempo disponível, exercícios
de identifcação do foco e da diretriz de di-
versas parábolas, expressas por meio de
equações do tipo y = ax
2
+ bx + c, podem
ser propostos. Para achar o foco, é funda-
mental antes achar o vértice; a partir daí,
determina-se a equação da diretriz.

y = kx
2
+ h
y
h
r
x
0
F (0; h +
1
4k
)
1
4k
1
4k
x = ky
2
x
0
y
r
1
4k
x = –
1
4k

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