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Apostila Doenças Sexualmente Transmissíveis

Apostila Doenças Sexualmente Transmissíveis

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Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca Curso Técnico de Segurança do Trabalho Professora: Leila Bastos

Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são transmitidas de pessoa a pessoa através do contato sexual, sendo portanto possível evitá-las, bastando não manter relação sexual com pessoas portadoras de tais doenças. Algumas pessoas não sabem que são portadoras dessas moléstias, seja porque não apresentam manifestações evidentes no corpo, seja por desconhecimento dessas manifestações. A propósito da prevenção, a principal atuação do trabalhador na área da Saúde, não especialista, é o reconhecimento das DST/AIDS, de maneira que consiga orientar e conduzir o paciente ao tratamento. Para tanto, não são necessários conhecimentos profundos sobre a gênese das doenças ou a sua terapêutica.

Diagnóstico e Tratamento das DST:
Em muitos casos, o médico diagnostica a doença no momento da consulta, e os exames laboratoriais são solicitados somente para confirmação diagnóstica. Sempre que possível, os parceiros sexuais também devem comparecer à consulta para investigação clínica. Na maioria dos casos, o tratamento é fácil e normalmente as manifestações clínicas desaparecem em curto espaço de tempo. Em algumas situações especificas como a AIDS, muitas vezes são necessários testes comprobatórios. A despeito de se encontrar amplamente divulgado, o teste anti-HIV pode ser recusado pelo paciente. Cabe ao profissional de saúde conduzir o aconselhamento, de forma a dirimir dúvidas e preconceitos.

a) Sífilis
Também conhecida como Lues, começa com uma discreta ferida nos órgãos genitais (pênis, vulva, vagina, colo uterino), geralmente única, indolor, que surge em 20 a 30 dias após a relação sexual suspeita. Esta pequena lesão é chamada de Cancro Duro, e desaparece espontaneamente em um mês (fase primária). Depois de aproximadamente

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quando os apresenta. em esquemas diferenciados de acordo as fases da doença. O tratamento é por meio de antibiótico. principalmente ao redor dos órgãos genitais. que se parecem uma alergia. e seu agente causal é uma bactéria. ou seja. os problemas são traduzidos por corrimento vaginal amarelado. Na mulher. Passam cerca de 30 dias sem manifestações. só ocorre vários meses após o tratamento. e sua negativação. ou VDRL. Embora seja raro. mesmo não tratadas. pode evoluir para a fase tardia. por toda a vida. Em algumas pessoas. b) Gonorréia No homem inicia-se após um período variável entre dois a dez dias do contato sexual. A doença só avança quando não há tratamento adequado. É sempre necessária a orientação do médico. Não sendo tratada. Outras drogas alternativas são a eritromicina e as tetraciclinas. a gonorréia faz parte da síndrome (conjunto de sinais e 2 . No homem leva à infecção da próstata e dos testículos. Numa abordagem prática. em muitos casos. este exame pode ficar positivo. pois só ele sabe interpretar os resultados da sorologia para sífilis. A salpingite pela Gonorréia complica-se com obstrução das trompas. Já na mulher pode não haver manifestações (forma assintomática). A Sífilis tem como agente causal uma bactéria espiroqueta. Daí em diante a doença evolui com aparecimento eventual de alterações na pele e mucosa. O importante é que este exame só dá positivo após cinco semanas do contato sexual contaminante. o tratamento é feito de forma sindrômica. fígado e até no cérebro. Passados um a dois anos de evolução. e após esse período. Existe um exame de sangue específico. ou mesmo mortas. para então surgirem manchas avermelhadas na pele. que pode causar fortes dores na barriga. com lesões no coração e no cérebro. mesmo após a cura completa da doença. a Neisseria gonorrhoeae. As gestantes com sífilis podem abortar ou gerar crianças com graves problemas. mas geralmente não coçam (fase intermediária). a gonorréia pode evoluir causando lesões em articulações.10 dias do aparecimento do Cancro Duro. bem viscoso e quase sempre com cheiro desagradável. seguida de ardência e dor ao urinar. que serve para fazer o diagnóstico e controlar a cura da doença. a doença entra na fase de latência. contudo. o Treponema pallidum. freqüentemente é causa de salpingite (infecção nas trompas). mais conhecida como Gonococo. podem haver complicações. caracterizada pela total ausência de manifestações no corpo. O tratamento é com injeção intramuscular de penicilina benzatina (Benzetacil). podendo a criança apresentar problemas nos olhos. sendo causa de esterilidade (impossibilidade de ficar grávida). A gonorréia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais freqüentes. como primeira escolha absoluta. surgem gânglios nas virilhas (as ínguas) que também desaparecem espontaneamente. quando não tratadas. a mulher com gonorréia transmite a doença ao recém nascido. Durante o parto. quando surge uma secreção amarelada e viscosa na uretra (canal do pênis). em concentração muito baixa. a Sorologia para Lues.

pois podem causar sérios problemas quando usadas sem os cuidados necessários.18. Contudo. podem ser bem diferentes. Human Papillomavirus. O bubão geralmente se rompe por meio de um orifício único. com possível evolução maligna (câncer) nos genitais. também conhecido como HPV. que recebem um número. O tratamento do Condiloma Acuminado é feito com substâncias ou intervenções que só os médicos devem manusear. que tende a se romper em múltiplos orifícios. pode também causar estreitamento do ânus. que em português é Papillomavírus Humano. O tratamento é com antibiótico. que na maioria dos casos nem é percebida. 11. é causado por uma bactéria. popularmente conhecidas como “crista de galo”. e o seu tratamento é por meio do emprego de antibiótico.) possam causar câncer no colo do útero e até no ânus. sabemos que os tipos 6 e 11 são mais causadores de condiloma acuminado ou verrugas genitais. a Haemophilus ducreyi. Na mulher. que é um aumento acentuado dos órgãos genitais externos. f) Herpes Genital 3 .. Embora seja muito falado que os HPV de alto risco (16. Iniciase com discreta lesão nos órgãos genitais. em algumas manifestações clínicas. d) Condiloma Acuminado (HPV) Conhecido como Crista de Galo. ureaplasma e tricomoníase. é uma doença causada por um vírus humano. exemplos: 6. As lesões do Condiloma nos órgãos genitais são do tipo verrugas. Assim.18. mas ser portador do vírus. essa evolução não ocorre em todos os casos.. Sua evolução é muita lenta e pode causar elefantíase. Causa grande íngua na virilha (bubão). é causado por uma bactéria. c) Cancro Mole Popularmente chamado de Cavalo. na fase bem avançada da doença. acompanhadas de íngua na virilha (bubão). enquanto o outro parceiro pode não ter lesão evidente.. Alguns tipos são mais agressivos do que outros. lembrando couve-flor. 16. que desaparecem quando são tratadas. Em outras ocasiões. Já os tipos 16 e 18 estão intimamente ligados com lesões neoplásicas. É típica doença benigna. um dos parceiros pode apresentar lesões típicas (tipo couve-flor).sintomas) do corrimento ureteral. HPV é uma sigla em inglês. que também pode ocorrer nas infecções por clamídea.. É um vírus com mais de 100 tipos diferentes. a Chlamydia trachomatis. Apresentam-se nos órgãos genitais várias feridas ulceradas e dolorosas. e) Linfogranuloma Venéreo Também chamado de Mula. e cada tipo pode causar diferentes manifestações clínicas.

a partir do sistema gastrintestinal. mas podem transmitir a moléstia ao seu parceiro. Atualmente se aceita como freqüente a transmissão pela via sexual. em especial na mulher grávida. Dietas adequadas. mas podem ser portadores de tais germes. ricas em aminoácidos lisina (grãos e cereais integrais) e vitamina C podem ajudar na cura. seja bastante comum. i) Candidíase A candidíase é uma infecção provocada por fungo do gênero Cândida. A regularização dos hábitos intestinais. uma medicação para o tratamento do herpes. sente pouca dor e discreta ardência ao urinar.É causado por um vírus e sua maior manifestação é a formação de vesículas (pequenas bolhas) que se rompem causando dor com queimação e ardência nos órgãos genitais. os fatores predisponentes. está indicado o exame médico especializado e o tratamento dessas pessoas. extensiva ao parceiro. os seguintes cuidados devem ser observados: higiene íntima diária com sabão neutro e água. 4 . o uso de lactobacilos. Para melhorar a eficácia da terapêutica. que afastando-se o fator irritante e traumático a doença pode ficar sob controle. A candidíase tem aumentado muito a sua incidência nos últimos tempos. até que o próprio organismo desenvolva um mecanismo interno de defesa. A maioria dos homens com uretrite não gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra (canal do pênis). A recidiva ou reinfecção constitui-se um problema crucial da candidíase vulvovaginal. g) Uretrite Não Gonocócica Infecção na uretra que pode ser causada por vários germes. Apesar de não se ter. é falso pensar que a doença não tem cura. ferver roupas íntimas. e afastar tanto quanto possível. É relatado. Na candidíase vulvovaginal recidivante recomenda-se o tratamento da forma vaginal e intestinal. coceira. Quanto ao tratamento. Pode se tornar uma doença grave quando não tratada. Por isso. O uso de medicamentos antivirais apenas abrevia o tempo de evolução da doença. constitui-se em um dos tipos mais comuns de vulvovagininite. estando ligada a fatores desencadeantes como o stress e exposição intensa ao sol. A maior parte das mulheres não possui sintomas da doença. dor durante a relação sexual. proporcionar boa aeração vulvar. Aceitam-se como causas importantes de reinfecção a contaminação a partir do sistema digestivo ou a partir do parceiro sexual. a diminuição dos carboidratos e o grande consumo de fibras alimentares estão associados ao controle da infestação. Na maioria dos casos os parceiros sexuais não apresentam sintomas. até hoje. É importante lembrar que todo corrimento uretral ou vaginal deve ser investigado h) Infecções Vaginais São causadas por diferentes tipos de germes. O sofrimento e a angústia. ardor e odor ativo. A doença aparece e desaparece espontaneamente. depende do diagnóstico. embora a contaminação. evitando uso de roupas de fibras sintéticas ou vestimentas apertadas. provocam corrimento branco-amarelado ou acinzentado.

o que fica caracterizada a feminilização da epidemia do HIV/Aids. como estas são capazes de transmitir a doença e a maioria apresentará manifestações clínicas. mas alguns apresentam quadro clínico típico de uma uretrite não gonocócica. sendo. o primeiro caso de Aids foi notificado no Estado de São Paulo como tendo ocorrido em 1980. j) Tricomoníase A tricomoníase é uma infecção que geralmente se associa a outras D. em sua terceira fase (1992 até os dias atuais). a nível mundial. estatisticamente desprezíveis. O tratamento deve ser simultâneo entre os parceiros sexuais. Entretanto. ou seja. um dos mais graves problemas de saúde pública.. k) HIV / AIDS Os primeiros casos da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) ocorreram nos Estados Unidos da América em 1978. todavia. sob condições especiais. em sua segunda fase (1987 a 1991). Verifica-se grande número de casos de Aids em algumas cidades com características turísticas. em sua primeira fase (1980 a 1986) caracterizava-se pela preponderância da transmissão em homens homo e bissexuais. A epidemia. devem ser tratadas. verificou-se uma rápida disseminação para os demais países. Dos primeiros casos até a atualidade. acrescida de prurido no meato uretral ou sensação de fisgadas na uretra. de escolaridade elevada. Por 5 . Finalmente. outras formas de transmissão são possíveis. No Brasil. constituindo hoje. Na mulher a ausência de sintomas ocorre com freqüência nas mulheres infectadas por Tricomonas. um grande aumento de casos por exposição heterossexual vem sendo observado. passou a caracterizar-se pela transmissão sangüínea.causados pela recidiva ou persistência dos sintomas. e que se tratava de uma doença provavelmente infecciosa e transmissível. No homem a quase totalidade dos casos é assintomática.T. É o tipo mais freqüente de vulvovaginite na mulher adulta. sendo causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis no trato genito-urinário da mulher e do homem. A partir daí. assumindo cada vez maior importância a introdução de casos do sexo feminino. dando início a um processo mais ou menos simultâneo de pauperização e interiorização da epidemia. Considerados as limitações e os custos extremamente elevados dos tratamentos específicos. o número de doentes tem aumentado notavelmente e importantes mudanças vêm ocorrendo no perfil epidemiológico.S. homossexuais. portuárias ou aquelas situadas ao longo da rota do tráfico de drogas. mais pessoas com baixa escolaridade e de pequenas cidades do interior estavam se infectando. A principal via de transmissão é pelo contato sexual. especialmente na subcategoria de usuários de drogas injetáveis. que apresentavam comprometimento do sistema imune com conseqüentes infecções oportunistas. podem produzir desajuste conjugal e requerer apoio psicológico. a partir da identificação de um número elevado de pacientes adultos do sexo masculino. a prevenção primária continua sendo a principal arma contra a doença.

os parceiros sexuais dos pacientes contaminados HIV positivos. receptores através dos quais o HIV se fixa e penetra na célula. . e por razões desconhecidas. Entre eles. A presença do HIV no organismo humano pode passar despercebida por muitos anos – há registro de casos em que se passaram 15 anos até o aparecimento das infecções 6 . A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é o resultado do processo de destruição dos glóbulos brancos.esta razão. normalmente sob controle do sistema imunológico em perfeito funcionamento. . porque a mucosa do intestino. Uma vez internalizado. herpes. candidíase oral. os estudos epidemiológicos devem ser conduzidos com regularidade. com a introdução das drogas antiretrovirais. tais como tuberculose. meningite. suprimem fortemente a imunidade). Somente assim os programas de controle terão condição de abordar a doença de maneira mais efetiva. tumores. possuem em sua superfície. os microrganismos presentes no corpo.os homens com hábitos homossexuais. etc. aponta para a necessidade de se acompanhar a evolução da morbi-mortalidade causada pela doença. fígado e baço aumentados. Os glóbulos brancos têm a função de defender o organismo contra infecções. dependendo da via de contaminação.os usuários de drogas por via venosa que fazem uso em grupo (cocaína. . Os vírus produzidos buscam novos linfócitos que vão sendo destruídos progressivamente até o comprometimento severo do sistema imunológico. heroína. através das quais o organismo se defende das infecções e outras doenças. possui receptores para o vírus. maximizando a sua prevenção. Por outro lado. Esta destruição é causada pela ação do vírus denominado HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana.. Adoecem mais facilmente: . assim se caracterizando a Aids doença. etc. infecções de garganta.as crianças que nascem de mães infectadas. dando origem às "doenças oportunistas". .As mulheres. o vírus atinge seu núcleo onde se reproduz continuamente até a destruição do linfócito. os recentes avanços na terapêutica. Como conseqüência. os linfócitos CD4 são os responsáveis pela regulação e manutenção da capacidade imunológica do organismo humano. com a finalidade de elucidar os aspectos mais relevantes da comunidade e monitorar a sua evolução. inclusive o reto. Contudo são receptoras naturais do esperma contaminado. diarréia. O período de incubação varia de algumas semanas a alguns meses. aproveitam-se desse estado de deficiência e se manifestam. aumento de gânglios. . que sem dúvida nenhuma veio trazer uma melhor qualidade de vida às pessoas vivendo com o HIV/Aids. mesmo não sendo boas transmissoras do vírus podem contaminar seus parceiros.as pessoas transfundidas com sangue e derivados contaminados. Após este prazo o doente pode apresentar a fase aguda cujos sintomas variam desde uma simples gripe até formas com febre. já que uma única transfusão é suficiente para infectar o indivíduo.

roupas. leite materno. Para o diagnóstico da Aids deve-se levar em conta o quadro epidemiológico. toalhas. denominado período de incubação. nem pelo beijo. Este período de tempo. sêmen. 7 . . aperto de mão. uso de banheiros. A figura apresentada a seguir traduz os estágios clínicos que a infecção pode percorrer até o desenvolvimento da Aids. Uso de agulhas e seringas não esterilizadas. pode ser abreviado por vários fatores.Aumento da carga viral. pela reexposição ao HIV através de práticas sexuais sem uso de preservativos e do compartilhamento de seringas contaminadas no uso de drogas injetáveis. IMPORTANTE: A Sida/Aids não pega pela convivência em casa ou no trabalho. abraço. talheres. O HIV já foi isolado no sangue. doação de sangue e picadas de insetos. Porém. permitindo que a doença se desenvolva mais precocemente. secreções vaginais. São eles: . especialmente pelos avanços terapêuticos e pela experiência adquirida ao longo dos anos no manejo das intercorrências clínicas e dos pacientes. lágrima.oportunistas. Assim. a ocorrência de doenças secundárias e as manifestações da imunodeficiência. o que confere a eles uma sobrevida cada vez maior e de melhor qualidade.Doenças sexualmente transmissíveis. copos e pratos.Tipo de vírus infectante. Uso de derivados de sangue não controlados. o conjunto de sinais e sintomas presentes. líquido amniótico e urina. líquor. as evidências epidemiológicas mundiais indicam que somente através de sangue. secreção vaginal. . A Aids é considerada uma doença crônica. a transmissão do vírus da Aids está associada aos seguintes fatores de risco: Variações freqüentes de parceiros sexuais que não se protegem. esperma e leite materno o HIV pode ser transmitido de uma pessoa a outra.

Este resultado não significa que a pessoa está ou ficará doente de Aids. por exemplo. será considerado como definitivo. Aspectos Psicossociais das Doenças Sexualmente Transmissíveis: Os profissionais atuantes nesta área relatam que a maioria das pessoas reage negativamente à notícia de que estão com uma DST. com alimentos mais naturais e dieta balanceada. o período de tempo que o organismo demora a produzir anticorpos contra o vírus em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste.Negativo: significa que no momento do exame não foram detectados anticorpos contra o vírus. como preservativo. um dos testes confirmatórios. ou seja. por exemplo.HIV: . deve submeter-se a testes específicos. No entanto. a pessoa foi infectada. se não usar métodos de barreira. algumas pessoas mostram-se tão relutantes em admitir que possam estar 8 . retardando o processo de destruição do sistema imunológico. Deve-se considerar o fenômeno da "janela imunológica". aumentando a sua sobrevida ("coquetel"). nas relações sexuais. • Resultados do teste anti. utilizados para tratamento do paciente com Aids. doses elevadas de auto-estima e otimismo têm efeito importante sobre o aumento da resistência imunológica. Mais recentemente se constatou que a associação dos medicamentos citados acima traz melhoras significativas ao paciente. estabeleceu-se o consenso de que uma vida saudável. É o teste Elisa. Em muitas situações há necessidade de confirmação do resultado do exame realizado por essa técnica. O teste usado rotineiramente detecta a presença de anticorpos contra o vírus no sangue. a técnica de Western Blot. Portanto.Positivo: indica a presença de anticorpos contra o vírus no sangue. quando o resultado for negativo. permite uma sobrevida maior e com melhor qualidade do que há alguns anos. porém ela poderá transmitir o vírus a outras. como o AZT. Alguns deles.Se uma pessoa suspeita de estar infectada. ou seja. apenas reduzem a velocidade de multiplicação viral. controle do stress. Ainda não existem medicamentos capazes de eliminar o HIV do corpo humano. . terapia complementar com nutrientes. o diagnóstico precoce e o tratamento correto das infecções e afecções que acometem o paciente. não se pode afirmar com certeza a ausência de infecção. Infelizmente. Neste caso pode ser utilizada. Tampouco existem medicamentos capazes de reconstruir este sistema quando ele já foi severamente injuriado. DDC. DDI. já diagnosticado de Aids. com possibilidade muitíssimo reduzida de erro. com incredulidade e raiva. Se este exame for positivo. Além disso.

www. Tal aspecto varia de pessoa para pessoa. Muitas vezes. Como a maioria dos sintomas das DST desaparece em poucas semanas. Doenças sexualmente transmissíveis. Guanabara Koogan. social adequada e rápida. junio de 2004: 2004 report on the global AIDS epidemic : 4th global [3] UNAIDS Global estimates of HIV and AIDS as of end 2003. que adiam a ida ao médico como meio de negar a realidade da situação. KK. pela segurança na confiabilidade do atendimento. Algumas pessoas relutam em ir a um médico quando apresentam sintomas de uma possível DST porque têm receio de receber um sermão ou preocupam-se com o sigilo com que o caso será tratado. sendo influenciada pelo tipo de doença adquirida. Embora as DST não interfiram diretamente com o componente físico da atividade sexual.com uma DST. H. Bibliografia: [1] Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS DST/Aids. (www. pela reação emocional desencadeada em si e/ou em seu parceiro.16 E. In Medicina Interna de Harrison. entre outros. Ed. esses indivíduos enganam a si mesmos pensando que "afinal de contas não foi nada". assim abrigando a doença no corpo e expondo os seus parceiros sexuais ao risco de uma infecção. tratamento e acompanhamento. esses indivíduos sentem-se culpados e constrangidos em relação à doença. psicológica.org [4] Holmes.gov. algumas pessoas se vêem com dificuldades sexuais devidos aos efeitos psicológicos trazidos pela descoberta de que estão com uma DST.aids. Nem sempre uma infecção ou outra alteração nos órgãos genitais interfere na sexualidade do indivíduo acometido ou de seu parceiro sexual.unaids. Handsfield. pela possibilidade de atenção médica.br ) [2] UNAIDS / 04. pela possibilidade imediata de diagnóstico. 1992 9 .

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