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Ficar é pecado? Por quê? Quais suas conseqüências?

Primeiramente vamos entender o que é “ficar”. Ficar é uma gíria brasileira que designa uma relação afetiva sem
compromisso, que normalmente tem natureza efêmera. É um namoro "relâmpago"; diferencia-se de namorar porque o namoro
envolve um compromisso (que comumente envolve fidelidade) e ao menos teoricamente, tem como característica a
durabilidade (pelo menos de meses), enquanto que o ficar (ou a ficada) acontece por minutos ou horas. De modo que o(a)
garoto(a) possa ficar com quem quiser depois, e não precisa sentir ciúmes se vê-la(o) com outro(a), nem ligar no dia seguinte.
Normalmente é só um beijo.

Ficar é pecado por dois motivos: em primeiro lugar, eu começo a “coisificar as pessoas, elas não passam de objeto para
eu satisfazer minhas vontades, ou seja, to afim de beijar alguém, mais não quero ter compromisso, não quero saber se tem
problemas, se a pessoa está passando por alguma dificuldade, o importante é o quanto beija bem.

È como uma laranja que chupo e jogo o bagaço fora, como se eu pudesse separar a boca do resto da pessoa, e
esquecemos que somos seres compostos de corpo e alma, é um conjunto inseparável criado a imagem e semelhança de Deus.

E em segundo lugar, o “ficar” é um grande propagador de doenças, atualmente nossa sociedade incorporou o hábito de
"ficar", no qual pode-se beijar várias pessoas, geralmente desconhecidas, em uma mesma balada. Porém, o hábito do beijo na
boca, visto por muitos como algo inofensivo, trás o perigo da transmissão de várias doenças, inclusive as sexualmente
transmissíveis.

A gengivite, por exemplo, é uma infecção bacteriana que teve sua incidência aumentada nos últimos anos,
provavelmente em decorrência do hábito de “ficar”. De acordo com um estudo publicado em fevereiro de 2006 no British
Medical Journal, beijar na boca várias pessoas aumenta em quatro vezes o risco de adolescentes contraírem meningite, uma
infecção cerebral potencialmente fatal. Já a bactéria causadora da temida cárie dental, streptococcus mutans, também pode ser
transmitida pelo beijo na boca.

Além das bactérias, o beijo também pode transmitir vírus causadores de doenças. Uma dessas doenças, a
mononucleose, recebeu como nome popular "doença do beijo". Mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e, depois
de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo. Mononocleose
pode ser uma doença assintomática, ou apresentar sintomas que incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios,
perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço. Outra doença por vírus mais conhecida, e também transmitida
pelo beijo, é o herpes labial. Essa doença é provocada pelo vírus herpes simplex e pode causar bolhas e feridas nos lábios e pele
ao redor da boca.

As temidas doenças sexualmente transmissíveis (DST) também podem ser contraídas pelo beijo. O Departamento de
Saúde dos EUA considera que pode haver risco, apesar de muito pequeno, de transmissão do vírus HIV, causador da doenças da
AIDS, através do beijo da boca caso existam feridas ou sangramento na boca. O risco de transmissão do HIV através do beijo na
boca teoricamente é maior em pessoas com body-piercing na língua ou lábios. Um beijo mais ardente poderia provocar
sangramento na região do body-piercing, havendo o risco de infecção do vírus HIV se o sangue entrar em contato com uma
lesão bucal ou corte. Outras DST também transmissíveis pelo beijo incluem sífilis e gonorréia

Então nunca nos esqueçamos o que diz São Paulo em 1 Cor. 06:19: Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do
Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?.

Somos de Deus e viemos de Deus, e conforme disse Santo Agostinho: Nossa alma não descansa enquanto não repousar
em Deus.

Paz e bem

Henrique Dias

Núcleo Mj Goiás

Postado por Grupo Renascer -RCC Camocim