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DIVISACI DE CONïENCIçSO ã ASSTSSORIA JURIDICÂ

Constituição da República Portuguesa, e considerando que os Estabelecimentos de


Restauração e Bebidas existem para satisfazer as necessidades de consumo quer das
poputações, querde visitantes e ÍurisÍas, necessidades essas que são por vezes das mais
básrbas, como seja o acesso a comida e bebida, e que são proporcionadas pelos nossos
estabelecimenÍos.
t)rge que, existindo clientes, se proceda à satisfação da sua procura, devendo a Administração
Pública, no âmbito dos poderes que the são conferidos, autorizar o funcionamento dos referidos
estabelecimentos, não impedindo o livre acesso aos mesmos, por parte dos consumidores.
Esse alargamento deve verificar-se quando o interessado turístico da tocatidade e actividade
profissional o justifiquem, aliás, a AHRESP, sempre tem entendido que os horários dos
EstabelecimenÍos de Resfauração e Bebidas devem ser livres, cabendo aos empresaríos do
secÍor a fixação do horário de cada estabelecimento. (...)
Os háôr'Íos de consumo adquiridos pelos consumidores devem ser preservados e estimutados,
bem como, devem ser saÍisfeiÍas necessrdades de consumo, quer das populações resrdenfes,
quer de ÍunsÍas e outros visitantes.
Analisando o estabelecimento alvo do presente pedido de parecer, e considerando o teor do
requerimento apresentado pelo proprietário do mesmo, assu/ne especial relevância o noticiado
na revista "Sábado" acerca do Bar Turco, considerando-o o bar com melhor ambiente da
localidade de Vila Nova de Milfontes e o 50 melhor de todo o Alentejo.
Ora, sendo a localidade onde se situa o estabelecimento, uma região muito dependente do
turismo, que não se resume apenas aos meses de Verão, pois a procura da vila é constante ao
longo do ano, fácil e de concluir que o funcionamento do Bar Turco em muito contribuirá para
que os Íurisfas continuem a procurar a localidade para satisfazer os seus hábitos de consumo.
Por outro lado, resulta igualmente do requerimento apresentado que, duranÍe esÍe ano não
existiram quelxas por parte dos maradores, relativas a barulhos ou desordem pubtica.
Atém do mais, uma medição acústica recentemente efectuada ao estabelecimento, comprova
gue os limites do ruído se encontram dentro do legalmente admitido.
Pelo exposÍo, o nosso parecer vai no sentido de ser totalmente favorável ao pedido de reposição
do horárìo de funcionamento do estabelecimento referenciado, das 00h00 para 02h00, que em
nossa opinião deve ser autorizado pela Câmara Municipal."

Alega, também, que existe uma medição acústica recente que comprova que os limites
do ruído estão dentro do legalmente admitido.

Tendo, ainda esta edilidade recolhido parecer da DECO que, em 15 de Outubro de


pRAÇA oa Repúgr-tcA - 7630-139 oDEMtRÂ Teleí.283320900 . TeleÍax 28332?323 )
lnternetl http;\\www.cm-odemira.pt Ëmail-dcaj@cm-odemíra.pt
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DIVISAO DE CONïENCIOSO E ASSESSORIA JURIDICA

2010, se pronunciou favoravelmente referindo para o efeito, que:

" A DECO defende a liberalização do horario de funcionamento dos estabelecimenÍos


comerciais- Entende-se gue deve ser cada comerciante a decidir o horário de funcìonamento
de
acordo com o seu ramo de negocio e a localização de estabelecimento, adequando-o aos
rnÍeresses dos consumidores. E inquestionável que na defesa dos interes.ses dos consumidores,
o horário de funcionamento deve ser o mais amplo possível e abranger todos os dias da
semana- Cabe âs Câmaras Municipais decidir quat o período de funcionamento dos
estabelecimenÍos, devendo ter em conta diyersos requisitos, nomeadamente:
.Se o a segurança, a tranquitidade e o repouso dos cidadãosresrdenÍes;
atargamento não afecta
.se não põe em causa a qualidade de vida dos cidadãos resrdenÍes;
.Se não desrespeÍa as características socio-culturais, e ambientais da zona, assim como as
condições de circulação e esÍac iotnamento;
.Devem ter sempre em consideração os rnÍeresses dos consumidores e as novasnecessldades
e exigências de mercado.
Devem as autoridades autárquicas e regionais fiscalizar o cumprimenÍo desse s princípios gerais
e sempre que :existam razões devidamente fundamentadas dè segurança e/o'u protecção da
qualidade de vida dos munícipes repensar o horário, tendo por base o princípio da
proporcionatidade e adequação e de acordo com a prossecução dolnÍeresse púbtico."

Pronunciou=se, ainda, o
Sindicato Dos Trabalhadores Na lndústria De Hotelaría,
Turismo, Restaurantes E Similares Do sur, favoravelmente ao prolongamento do
horário.

3- Assim, êffi face ds pedido de reapreciação do prolongamento de horário de


funcionamento do referido estabelecimento das 00:00 horas para as 02:00 horas
efectuado pelo seu propríetário e atendendo à inexistência de queixas de ruído, ao
cumprimento dos limites de ruído comprovado com recente medição acústica, aos
pareceres Íavoráveis das Associação Da Hotelaria, Restauração E Similares De
Portugal, da DECO, do Sindicato dos Trabalhadores na lndústria de Hotelaria, Turismo,
Restaurantes, decidiu a Câmara Municipal no âmbito das suas atribuições e
competências conceder o alargamento de horário de funcionamento do
estabelecimento de bebidas,,"Bar Turco", das 00:00 horas para 02:00 horas.

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DìV|$ÃO DE CONïENC|OSO r ASSESSORTA .lUni'Drc*

Consideradas esclarecidas as questões suscitadas, colocamo-nos ae vosso inteiro


dispor para eventuais esclarecimentos julgados pertinentes.
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Com os melhores cumprimentos


o Presi da Câmara,

eias,Guereiio

DC

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