EEEMBA – ESCOLA TÉCNICA ELETROMECÂNICA DA BAHIA

DESENHO TÉCNICO




- 2011 -









Colaboradores:
Profa. Ana Rita Reis
Profa. Catarina Alves
Profa. Elisa Casaes
Profa. Elisabete Ulisses
Prof. Sônia Reis
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 2
Sumário
1 ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA GEOMETRIA 8
1.1 PONTO 8
1.2 LINHA 8
2 SUPERFÍCIE 8
3 CLASSIFICAÇÃO DAS LINHAS 9
3.1 LINHA RETA 10
3.2 SEMIRETA 10
3.3 SEGMENTO DE RETA 10
3.4 PONTO MÉDIO DE UM SEGMENTO 10
3.5 MEDIATRIZ DE UM SEGMENTO 11
3.6 SEGMENTOS COLINEARES 11
3.7 SEGMENTOS CONSECUTIVOS 11
3.8 SEGMENTOS COLINEARES E CONSECUTIVOS 11
3.9 SEGMENTOS CONGRUENTES 11
4 POSIÇÃO ABSOLUTA DA RETA NO ESPAÇO 12
4.1 REVERSAS 12
4.2 COPLANARES 12
4.3 PARALELAS 12
4.4 COINCIDENTES 12
4.5 CONCORRENTES 12
4.5.1 PERPENDICULARES 12
4.5.2 OBLÍQUAS 12
4.6 CONVERGENTES 12
4.7 DIVERGENTES 12
5 LINHA CURVA 13
6 LINHA COMPOSTA 13
7 LINHA POLIGONAL 13
8 LINHA MISTA 13
9 LINHA SINUOSA 13
10 ÂNGULOS 14
10.1 BISSETRIZ DE UM ÂNGULO 14
10.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ÂNGULOS 15
10.2.1 Ângulo Reto 15
10.2.2 Ângulo Agudo 15
10.2.3 Ângulo Obtuso 15
10.2.4 Ângulo Raso ou de Meia Volta 15
10.2.5 Ângulo Pleno ou de Volta Inteira 16
10.2.6 Ângulo Nulo 16
10.3 Classificação quanto ao valor das somas das medidas: 16
10.3.1 Ângulos Complementares 16
10.3.2 Ângulos Suplementares 16
10.3.3 Ângulos Replementares 17
11 FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS 17
11.1 TRIÂNGULOS 18
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 3
11.1.1 ELEMENTOS: 18
11.2 CLASSIFICAÇÃO: 19
11.2.1 EQUILÁTERO 19
11.2.2 ISÓSCELES 19
11.2.3 ESCALENO 19
11.2.4 ACUTÂNGULO 19
11.2.5 OBTUSÂNGULO 19
11.2.6 RETÂNGULO 19
11.3 CEVIANAS 20
11.4 PONTOS NOTÁVEIS DO TRIÂNGULO: 21
11.5 CONSTRUÇÕES: 22
12 QUADRILÁTEROS 23
12.1 CLASSIFICAÇÃO 23
12.1.1 Paralelogramo 23
12.1.2 Quadrado 24
12.1.3 Retângulo 25
12.1.4 Losango 26
12.1.5 Trapézio 26
12.1.6 Trapézio Escaleno 27
12.1.7 Trapézio Isóscele 27
12.1.8 Trapézio Retângulo 27
13 CIRCUNFERÊNCIA E CÍRCULO 27
13.1 ELEMENTOS DA CIRCUNFERÊNCIA 28
13.2 POSIÇÕES RELATIVAS DAS CIRCUNFERÊNCIAS 29
13.3 REGIÕES DO CÍRCULO 30
13.4 ÂNGULOS DA CIRCUNFERÊNCIA 30
14 POLIGONOS 30
14.1 ELEMENTOS DO POLÍGONO 30
14.2 CLASSIFICAÇÃO DOS POLÍGONOS: 31
14.2.1 REGULARES 31
14.2.2 IRREGULARES 31
14.2.3 CONVEXO 32
14.2.4 CÔNCAVO (não convexo) 32
14.3 POLÍGONOS REGULARES CONVEXOS 32
14.4 POLÍGONOS REGULARES INSCRITOS 33
14.5 POLÍGONOS REGULARES CIRCUNSCRITOS 33
15 DIVISÃO DA CIRCUNFERÊNCIA EM PARTES IGUAIS E INSCRIÇÃO DE POLÍGONOS REGULARES. 33
15.1 PROCESSO ÂNGULO CENTRAL 33
15.2 PROCESSOS PARTICULARES 34
16 ÁREAS E PERÍMETROS 35
16.1 UNIDADES DE ÁREA. 35
16.2 UNIDADES DE PERÍMETRO 35
16.3 RETÂNGULO 35
16.3.1 ÁREA 36
16.3.2 PERÍMETRO 36
16.4 QUADRADO 37
16.4.1 ÁREA 37
16.4.2 PERÍMETRO 37
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 4
16.5 PARALELOGRAMO 38
16.5.1 ÁREA 38
16.5.2 PERÍMETRO 38
16.6 TRIÂNGULO 39
16.6.1 ÁREAS (FÓRMULA GERAL). 39
16.6.2 PERÍMETRO 40
16.7 TRAPÉZIO 40
16.7.1 ÁREA 40
16.8 LOSANGO 41
16.8.1 ÁREA 41
16.8.2 PERÍMETRO 41
16.9 CÍRCULO 41
16.9.1 ÁREA 42
16.9.2 COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA = PERÍMETRO 42
17 FORMATOS DE PAPEL 42
9.1 LEGENDA 44
9.2 DOBRAMENTO DE FOLHAS. 45
9.3 CALIGRAFIA TÉCNICA 48
9.4 ESCALA 50
17.1.1 ESCALA NATURAL 50
17.1.2 ESCALA DE REDUÇÃO 50
17.1.3 ESCALA DE AMPLIAÇÃO 51
18 LINHAS UTILIZADAS EM DESENHO TÉCNICO 52
19 COTAGEM 52
19.1 ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA COTAGEM 53
19.1.1 Cotagem em série e em paralelo: 56
19.1.2 Cotagem de chanfros: 56
19.1.3 Cotagem de inclinação: 56
20 SÓLIDOS GEOMÉTRICOS 58
20.1 SUPERFÍCIE PLANA: POLIÉDRICA 58
20.1.1 ELEMENTOS DOS POLIEDROS 58
20.1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS POLIEDROS 59
20.2 POLEDROS IRREGULARES 59
20.2.1 PRISMAS 60
20.3 CLASSIFICAÇÃO 60
20.3.1 ELEMENTOS 60
20.4 PIRÂMIDES 60
20.4.1 CLASSIFICAÇÃO 61
20.4.2 ELEMENTOS 61
20.4.3 SUPERFÍCIE CURVA: SUPERFÍCIE DE REVOLUÇÃO 61
20.5 CILINDROS 62
20.5.1 ELEMENTOS 62
20.6 CONES 62
20.6.1 ELEMENTOS 63
20.7 ESFERA 63
20.7.1 ELEMENTOS 64
20.8 SÓLIDOS TRUNCADOS 64
21 PERSPECTIVA 65
21.1 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 65
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 5
21.1.1 CONSTRUÇÃO DOS EIXOS 66
21.1.2 CONSTRUÇÃO: PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DO PRISMA RETANGULAR 67
21.1.3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE ELEMENTOS OBLÍQUOS 69
21.1.4 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DO CÍRCULO 70
21.2 PERSPECTIVA CAVALEIRA 70
22 PROJEÇÃO 72
22.1 SISTEMAS DE PROJEÇÃO 72
22.1.1 Sistema de Projeção Oblíquo 73
22.1.2 Sistema de Projeção Cilíndrico 73
23 PROJEÇÕES ORTOGONAIS 73
23.1 SISTEMA TRIÉDRICO OU TRÊS VISTAS 75
23.1.1 ÉPURA 76
23.1.2 CONVENÇÕES 77
24 CORTE 78
24.1 CLASSIFICAÇÃO DOS CORTES 79
24.1.1 CORTE PLENO OU TOTAL 80
24.1.2 MEIO - CORTE 82
24.1.3 CORTE COMPOSTO OU CORTE EM DESVIO 82
24.2 SEÇÃO 83
25 CROQUIS / ESBOÇO (DESENHO À MÃO LIVRE) 83
25.1 CONSIDERAÇÕES 83
25.1.1 TRAÇADO DE RETAS 83
25.1.2 TRAÇADO DE CIRCUNFERÊNCIAS 84
25.2 TRAÇADO DAS PROJEÇÕES ORTOGONAIS (VISTAS) 84
25.3 TRAÇADO DA PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 85
26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 87
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 6

CONVENÇÕES ADOTADAS
















































EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 7


















































EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 8

CAPÍTULO I

1 ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA GEOMETRIA

O desenho é a expressão gráfica da forma, e deste modo não é possível desenhar sem o
conhecimento das formas a serem representadas.
Chamam-se elementos fundamentais da geometria o ponto, a linha e o plano. Este último é um
caso particular da superfície.

1.1 PONTO
O ponto determina uma posição no espaço, é um ente ideal, isto é, existe apenas se relacionado a
outros elementos. Ele não possui tamanho algum, mas por necessidade de representação: chama-
se ponto gráfico ao resultado do toque de um lápis no papel e de ponto geométrico à interseção
de duas linhas, sendo identificado por uma letra maiúscula de nosso alfabeto.
Ex:
A B C

1.2 LINHA
A linha pode ser entendida como a representação gráfica obtida pelo deslocamento de um ponto.
É concebida como infinita, e a parte dela representada será identificada por uma letra minúscula
de nosso alfabeto.
Ex:



2 SUPERFÍCIE
A superfície pode ser definida como a representação gráfica obtida pelo deslocamento de uma
linha em direção diferente dela própria.
O PLANO é um caso particular de superfície, também concebido como ilimitado, é representado
graficamente através de um paralelogramo, identificando-o por uma letra do alfabeto grego. É o
caso das letras: o(alfa), | (beta), e ¸ (gama).O plano tem duas dimensões: sobre ele podemos
medir comprimentos e larguras, mas nele jamais podemos medir espessuras.Se tomarmos uma
reta qualquer de um plano, dividimos o plano em duas partes, chamadas semiplanos.
Num plano existem infinitos pontos.








r

o
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 9
3 CLASSIFICAÇÃO DAS LINHAS

Quando deslocamos a ponta da grafite sobre a superfície do papel, temos como conseqüência à
representação gráfica de uma linha, que receberá denominação própria dependendo da
configuração resultante.
As linhas classificam-se em:













































EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 10

3.1 LINHA RETA
Gerada pelo deslocamento de um ponto no espaço em uma única direção, por definição, não
possui início e nem fim, é ilimitada nos dois sentidos, podendo ser percorrida em dois sentidos,
pelo ponto gerador. Um destes sentidos se chama sentido positivo, e o outro sentido negativo. A
reta só tem uma dimensão: sobre ela só podemos medir comprimentos.
È aquela que pode ser geometricamente entendida como a menor distância entre dois pontos.

¬ É possível afirmar que por um ponto passam infinitas retas, porém, por dois pontos
quaisquer somente é possível passar uma única reta.



Notação: r – lê-se reta r

3.2 SEMIRETA
É a representação obtida a partir da marcação sobre uma reta, de um ponto.
Cada semireta obtida será também identificada por uma letra minúscula do alfabeto latino com
um segmento orientado em um só sentido.




Notação: Ar - lê-se semireta Ar .

3.3 SEGMENTO DE RETA
É a representação obtida sobre uma reta pela marcação de dois pontos distintos sobre a mesma.
O segmento de reta será identificado pelas letras que o limita, com um pequeno traço acima das
mesmas.




¬ A reta a qual o segmento pertence é denominada de reta suporte. No exemplo anterior temos
que r é a reta suporte do segmento AB.

3.4 PONTO MÉDIO DE UM SEGMENTO
Ponto médio é o ponto que divide um segmento em dois outros segmentos congruentes.












A r
r
A B
r
A B O
Ponto Médio
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 11

3.5 MEDIATRIZ DE UM SEGMENTO
É uma reta perpendicular que passa pelo ponto médio do segmento.












Obs. Qualquer ponto da mediatriz é eqüidistante das extremidades do segmento.

3.6 SEGMENTOS COLINEARES
São segmentos que pertencem a uma mesma reta suporte, como, por exemplo: AB e CD.





3.7 SEGMENTOS CONSECUTIVOS
São aqueles que possuem um ponto, início ou fim, em comum, como por exemplo: AB, BC e
CD.







3.8 SEGMENTOS COLINEARES E CONSECUTIVOS
São aqueles que satisfazem simultaneamente as condições relativas a cada um desses segmentos,
isto é, quando pertencendo a uma mesma reta suporte a origem de um coincide com o final do
outro. No exemplo abaixo, AB e BC, BC e CD.




3.9 SEGMENTOS CONGRUENTES
Dois ou mais segmentos são congruentes quando têm a mesma medida, exemplo: AB é
congruente a CD. Indica-se: AB ~ CD.




C
A
B
D
A B C D
m
C A B D
C
A B
D
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 12

4 POSIÇÃO ABSOLUTA DA RETA NO ESPAÇO
A reta pode estar em posição vertical, horizontal ou inclinada.
- Vertical é a reta que coincide com a direção do prumo, instrumento utilizado pelo pedreiro para
verificar a verticalidade das paredes.
- Horizontal é a reta que segue a linha do horizonte (linha que separa o céu e o mar).
- Inclinada é a reta intermediária das posições horizontal e vertical tomadas como limites.










4.1 REVERSAS
São retas contidas em planos diferentes.
4.2 COPLANARES
São retas contidas em um mesmo plano. Podem ser:
4.3 PARALELAS
Quando mantém sempre a mesma distancia entre si, prolongadas até o infinito, não têm ponto em
comum; as retas paralelas formam ângulo de 0°, o paralelismo pode ser indicado pelo sinal |.
4.4 COINCIDENTES
Quando possuem todos os pontos em comum.
4.5 CONCORRENTES
Quando possuem um ponto em comum. E podem ser:
4.5.1 PERPENDICULARES
Quando se encontram formam entre si um ângulo de 90°; a perpendicularidade pode ser indicada
pelo sinal |.
4.5.2 OBLÍQUAS
Quando formam um ângulo diferente de 90° e 0°.
4.6 CONVERGENTES
Quando se direcionam para um mesmo ponto, denominado Ponto de Convergência.
4.7 DIVERGENTES
Quando se originam de um mesmo ponto, então denominado Ponto de Divergência.














VERTICAL
HORIZONTAL
INCLINADA
PARALELAS PERPENDICULARES OBLÍQUAS
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 13











5 LINHA CURVA
Além de ser primitivamente entendida como toda linha não reta, a curva pode ser também
definida com figura gerada por um ponto que muda constantemente de posição no espaço.
A linha curva pode ser: Côncava quando a curvatura está voltada para o observador e quando
acontece o inverso é conhecida como convexa.







6 LINHA COMPOSTA
É aquela formada pela reunião de linhas de mesma classe ou de classes distintas e pode ser assim
classificada.

7 LINHA POLIGONAL
Linha formada por segmentos de retas consecutivos e não colineares.





Também conhecida como linha quebrada.

8 LINHA MISTA
É a linha formada por linhas retas e curvas.





9 LINHA SINUOSA
É a linha formada por uma sucessão de curvas em sentidos contrários.





RETAS CONVERGENTES RETAS DIVERGENTES
Côncava Convexa
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 14
10 ÂNGULOS
É a região do plano formada por duas semiretas de mesma origem.

V – vértice do ângulo
r e s – lados do ângulo
 - abertura do ângulo= medida do ângulo
Amplitude = Medida em grau,
radiano ou grado



Representação: r v s – lê-se ângulo r v s ou ângulo v ou o - lê-se ângulo alfa.
Os ângulos podem ser identificados de diferentes maneiras:
Letras minúsculas do alfabeto grego com acento circunflexo sobre ela;
Letra do alfabeto latino, maiúscula ou minúscula, com acento circunflexo sobre ela;
Quando o ângulo for formado por segmento de reta, ele será identificado pelas três letras
correspondentes aos pontos notáveis com acento circunflexo sobre a letra correspondente ao
vértice.

¬ Em um ângulo não importa a extensão dos seus lados, mas sim o espaço compreendido entre
eles.















10.1 BISSETRIZ DE UM ÂNGULO
È a semireta que tem origem no vértice e divide o ângulo em dois ângulos congruentes (mesma
medida).













EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 15

10.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ÂNGULOS

Quanto a sua grandeza:

10.2.1 Ângulo Reto
– quando seus lados formam um ângulo de 90
o
.










10.2.2 Ângulo Agudo
– quando a abertura é menor do que um ângulo reto.










10.2.3 Ângulo Obtuso
– é o ângulo que possui sua abertura maior do que um ângulo reto e menor que o ângulo
raso (180°).









10.2.4 Ângulo Raso ou de Meia Volta
– é o ângulo que possui 180
o
, isto é, dois ângulos retos. Tomando-se por referência o
vértice, os seus lados são semiretas opostas.






V
 = 90º
V
<90º
V
90º<  < 180º
V
 = 180º
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 16

10.2.5 Ângulo Pleno ou de Volta Inteira
– é o ângulo com medida igual a 360º.











10.2.6 Ângulo Nulo
– é um ângulo que mede 0°.




10.3 Classificação quanto ao valor das somas das medidas:

10.3.1 Ângulos Complementares
– são dois ângulos que somados medem 90
o
, ou seja, quando os lados não-comuns são
perpendiculares entre si. Complemento de um ângulo que falta para que a soma das medidas seja
90°.

 é complemento de  e vice-versa.








10.3.2 Ângulos Suplementares
– quando os lados não-comuns têm a mesma reta - suporte, ou seja, são semiretas de
sentidos opostos. Portanto, dois ângulos são suplementares quando sua soma vale 180°.

 é suplemento de  e vice-versa.










v
α + β = 180°
o
|
v
α + β = 90°
o
|
v
v
 = 360º
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 17
10.3.3 Ângulos Replementares
– quando o vértice e os dois lados desses ângulos são coincidentes, ou seja, são aqueles
que somados medem 360
o
.

 é replemento de  e vice-versa.










11 FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS

Uma figura qualquer é plana quando todos os seus pontos situam-se no mesmo plano. As
principais figuras planas são:






























Obs. As figuras planas com três ou mais lados são chamadas de PÓLIGONOS.

Trapézio Paralelogramo
Retângulo
Quadrado Triângulo
Círculo
Hexágono Losango Pentágono
o
|
α + β = 360°
v
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 18
11.1 TRIÂNGULOS

Triângulo é uma figura plana fechada por três linhas que se encontram. É o polígono de menor
número de lados, que resulta da interligação de três segmentos de reta consecutivos não-
colineares.

Obs. Condição de existência do triângulo: a < b + c.
























11.1.1 ELEMENTOS:

-Lado – é uma das linhas que, em conjunto com outras, forma o triângulo, a linha que está
apoiada chama-se base;

-Ângulo – é o espaço interno compreendido entre duas linhas;

-Mediana – é a reta que sai do ponto médio de um dos lados do triângulo e encontra o vértice do
lado oposto;

-Altura – é a distância do vértice à base do triângulo (h).

Obs.: A soma dos três ângulos internos de um triângulo é 180°






EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 19
11.2 CLASSIFICAÇÃO:

Quanto ao tamanho dos lados:

11.2.1 EQUILÁTERO
(Três lados iguais)





11.2.2 ISÓSCELES
(Dois lados iguais)





11.2.3 ESCALENO
(Três lados diferentes)







Quanto à abertura dos ângulos:

11.2.4 ACUTÂNGULO
(Três ângulos agudos)





11.2.5 OBTUSÂNGULO
(Tem um ângulo obtuso)





11.2.6 RETÂNGULO
(Tem um ângulo reto)
Os lados que formam o ângulo reto cateto hipotenusa
chamam-se cateto e o lado oposto
a 90° chama-se hipotenusa.


cateto
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 20

11.3 CEVIANAS

É todo segmento que tem uma extremidade num vértice qualquer de um triângulo e a outra em
um ponto qualquer do lado oposto.
São três as cevianas: altura, mediana e bissetriz.

a) Altura: é a perpendicular traçada de um dos vértices ao lado oposto.
Obs.: é a única ceviana que pode ser externa (no caso do triângulo obtusângulo).
A A
B
B
C C
ha
hc
hb
A=Hb=Hc
C
B
Hb
Ha
Hc
ha
hb
hc
Ha
Hc
Hb
ha
Ha
hc
hb


b) Mediana: é o segmento que liga um dos vértices ao ponto médio do lado oposto.
A
B
C
ma
Ma
A
B
C
Mb
mb
A
B
C
Mc
mc


c) Bissetriz: segmento que divide o ângulo interno em dois ângulos congruentes.
A
B
C
bb
A
B
C
Bb
A
B
C
ba
Ba
Bc
bc




EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 21
11.4 PONTOS NOTÁVEIS DO TRIÂNGULO:

a) ORTOCENTRO (H): É o ponto de encontro das alturas de um triângulo.
Obs.: 1- no triângulo retângulo o ortocentro é o ângulo reto.
2- no triângulo obtusângulo o ortocentro se encontra no exterior.
A A
B
B
C C
ha
hc
hb
A=H
C
B
Hb
Ha
Hc
ha
hb
hc
Ha
Hc
Hb
ha
Ha
hc
hb
H
H

b) BARICENTRO: É o ponto de encontro das medianas de um triângulo.
Obs.: 1- está sempre no interior do triângulo.
A
B
C
ma
Ma
Mb
mb
Mc
mc
G

c) INCENTRO (I): É o ponto de encontro das bissetrizes dos ângulos internos de um triângulo.
Obs.: O incentro é o centro da circunferência inscrita e para determinar o raio dessa
circunferência, faz-se necessário a determinação de um ponto de tangência, obtido traçando
uma perpendicular pelo incentro em direção a um dos lados.
A
B
C
I
T3
T1
T2





EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 22
d) CIRCUNCENTRO (O): É o ponto de encontro das mediatrizes dos lados de um triângulo.

Obs.: 1- o circuncentro é o centro da circunferência que circunscreve o triângulo.
2- no triângulo retângulo o circuncentro é o ponto médio da hipotenusa
A
B
C
O

11.5 CONSTRUÇÕES:

Triângulo Eqüilátero;










Triângulo Isósceles;











Triângulo Escaleno;










EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 23

Triângulo Retângulo;











12 QUADRILÁTEROS

São polígonos que possuem quatro vértices, quatro lados e quatro ângulos.
















Obs.: em todo quadrilátero a soma dos ângulos internos é sempre igual a 360°.

12.1 CLASSIFICAÇÃO

PARALELOGRAMOS: (lados opostos paralelos) Quadrado, Retângulo, Paralelogramo,
Losango.
TRAPÉZIOS: (lados opostos paralelos denominados bases) Trapézio Retângulo, Trapézio
Isóscele, Trapézio Escaleno.
TRAPEZÓIDES: não possuem lados paralelos.

12.1.1 Paralelogramo
Polígono de quatro lados, tendo os lados opostos paralelos dois a dois e ângulos opostos
iguais.






EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 24


















Construção:












12.1.2 Quadrado
É um paralelogramo que possui os lados e os ângulos iguais.


















EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 25

Construção:













12.1.3 Retângulo
Paralelogramo com lados paralelos iguais dois a dois, que formam quatro ângulos retos.

















Construção:
















EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 26

12.1.4 Losango
Paralelogramo com lados iguais, porém com ângulos não retos (agudos e obtusos).
















Construção:











12.1.5 Trapézio
É um quadrilátero que apresenta somente dois lados opostos paralelos entre si.

Construção:
















EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 27


12.1.6 Trapézio Escaleno
(é o que tem quatro lados diferentes)
Construir um trapézio escaleno, conhecendo-se
A base maior, a base menor, o lado e um ângulo
Da base maior.
B = 5,0 cm
B = 2,5 cm
 = 60°


12.1.7 Trapézio Isóscele
(apresenta dois lados iguais)
Construir um trapézio isóscele, dadas as bases e
a altura.
B = 5,0 cm
B = 3,0 cm
H = 4,0 cm




12.1.8 Trapézio Retângulo
(apresenta dois ângulos retos)
Construir um trapézio retângulo, conhecidos:
A base maior (AB), base menor (CD) e um dos
Lados (BC).
B = 6,0 cm
b = 4,0 cm
l = 5,0 cm





13 CIRCUNFERÊNCIA E CÍRCULO

Circunferência é a figura plana formada por uma linha curva e fechada, cujos pontos são
eqüidistantes (têm a mesma distância) de um ponto fixo chamado centro.

O – centro








A circunferência divide o plano em duas regiões, uma interna e outra externa a ela.
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 28











CÍRCULO é a porção do plano limitada pela circunferência.









13.1 ELEMENTOS DA CIRCUNFERÊNCIA

– Raio: É o segmento de reta que une o centro a qualquer ponto da circunferência.








– Corda: É o segmento que une dois pontos quaisquer da circunferência

-Diâmetro: É qualquer corda que passa pelo centro da circunferência. É, pois, a maior corda e
divide a circunferência em duas partes iguais.















EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 29

-Arco: É uma parte qualquer da circunferência.











– Flecha: É a porção do raio perpendicular à corda.

s – Secante: É a reta que corta a circunferência em dois pontos. Sendo a reta- suporte da corda.

t – Tangente: É a reta ( t ) que toca a circunferência em um só ponto ( T ), chamado Ponto de
Tangência.











13.2 POSIÇÕES RELATIVAS DAS CIRCUNFERÊNCIAS




















C
B A
O
t
s
G
F
E D
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 30

13.3 REGIÕES DO CÍRCULO
















13.4 ÂNGULOS DA CIRCUNFERÊNCIA
















14 POLIGONOS

A palavra Polígono é originária do Grego, Poli (muitos) e Gono (ângulo), sendo, portanto a
figura geométrica formada por muitos ângulos, ou seja, por uma linha poligonal, fechada.

14.1 ELEMENTOS DO POLÍGONO

- Vértice (E): é o ponto comum a dois lados consecutivos.
- Lado (AB): é o segmento que forma o polígono, une os vértices
- Ângulo Interno (b): ângulo convexo formado por dois lados consecutivos
- Ângulo Externo (a): ângulo suplementar do ângulo interno
- Diagonal (DF): segmento de reta que une vértices não-consecutivos
- Centro (O): ponto eqüidistante dos vértices, centro da circunferência inscrita e circunscrita nos
polígonos regulares
- Raio (OF): distância do centro ao vértice
- Apótema (OM): distância do centro ao ponto médio de um lado do polígono
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 31
- Ângulo Central (d): ângulo formado por dois raios consecutivos

Raio
F
A
p
o
t
é
m
a
A M B
O
C
E
D


14.2 CLASSIFICAÇÃO DOS POLÍGONOS:

14.2.1 REGULARES
Quando todos os seus lados e ângulos forem iguais. ( Eqüilátero e Eqüiângulo)









14.2.2 IRREGULARES
Quando possui pelo menos um lado desigual.










Obs. Independente da regularidade de seus de seus lados, um Polígono pode ser ainda:




EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 32

14.2.3 CONVEXO
Quando ao prolongarmos qualquer de seus lados, os mesmos não interceptam nenhum
outro lado. Todos os ângulos internos são convexos (menores que 180°).








14.2.4 CÔNCAVO (não convexo)
Quando ao prolongarmos um lado, este intercepta pelo menos um outro lado.Possui
ângulo interno maior que 180°.










14.3 POLÍGONOS REGULARES CONVEXOS

























N° DE LADOS DENOMINAÇÂO
3 Triângulo
4 Quadrilátero
5 Pentágono
6 Hexágono
7 Heptágono
8 Octógono
9 Eneágono
10 Decágono
11 Undecágono
12 Dodecágono
13 Tridecágono
14 Tetradecágono
15 Pentadecágono
16 Hexadecágono
17 Heptadecágono
18 Octadecágono
19 Eneadecágono
20 Icoságono
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 33
14.4 POLÍGONOS REGULARES INSCRITOS
Quando os seus lados são cordas de uma circunferência, por conseqüência, todos os
vértices situam-se sobre a linha da circunferência.









14.5 POLÍGONOS REGULARES CIRCUNSCRITOS
Quando estando a circunferência inscrita, todos os seus lados, por conseqüência, são
tangentes à mesma (circunferência).










15 DIVISÃO DA CIRCUNFERÊNCIA EM PARTES IGUAIS E INSCRIÇÃO
DE POLÍGONOS REGULARES.
A divisão da circunferência e conseqüentemente a inscrição de polígonos, podem ocorrer por
diversos processos. Temos como exemplos abaixo:

15.1 PROCESSO ÂNGULO CENTRAL
Este processo deve ser utilizado somente quando o quociente da divisão de 360° por N
for exato, sendo N o número de lados do polígono:
Exemplo: uma circunferência corresponde a 360°. Se a dividirmos em partes iguais (arcos), as
cordas definidas serão congruentes entre si.
















Hexágono – ângulo central:
360
o

= 60
o

6
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 34
15.2 PROCESSOS PARTICULARES











EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 35
16 ÁREAS E PERÍMETROS

16.1 UNIDADES DE ÁREA.

A área de uma superfície é medida em metros quadrados (m
2
) ou num dos múltiplos ou
submúltiplos do metro quadrado, como por exemplo, o quilômetro quadrado (km
2
) e o
centímetro quadrado (cm
2
).
Recordemos que:
1 m
2
é a área de um quadrado de lado de 1m;
1 km
2
é a área de um quadrado de lado de 1km;
1 cm
2
é a área de um quadrado de lado de 1cm.










Quando dizemos área do quadrado, estamos nos referindo à área da superfície quadrada ou a
região quadrada que é constituída pelo quadrado e seu interior.
O mesmo acontece para outros polígonos. Portanto, a área do retângulo é a área da superfície ou
da região retangular, a área do triângulo é a área da superfície ou da região triangular, etc.

16.2 UNIDADES DE PERÍMETRO

O perímetro de uma superfície é medida em metros (m) ou num dos múltiplos ou submúltiplos
do metro, como por exemplo, o quilômetro (km) e o centímetro (cm).
Recordemos que:
Um quadrado (figura com 4 lados iguais), de lado = 1m, terá por perímetro a soma dos lados,
conseqüentemente, 4 lados x 1 m = 4 m;
Se a unidade utilizada for km, o perímetro será de 4 km;








16.3 RETÂNGULO




b = Base
h = Altura


b
h
1 cm
1 cm
1 cm
1 cm
área = 1 cm
2

área =6 cm
2
1 cm
1 cm
perímetro = 4 cm
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 36
16.3.1 ÁREA

A área de um retângulo é igual ao produto da medida da base pela da altura.

Indicando:

A = Área

Exemplo: Calcular a área de um retângulo de base 5 cm e altura 3 cm.



Portanto, a área do retângulo é 15 cm
2
.


16.3.2 PERÍMETRO

O perímetro de um retângulo é igual à soma dos seus lados, ou seja, duas vezes a base mais duas
vezes à altura.

Indicando:

P = Perímetro


Exemplo: Calcular o perímetro de um retângulo de base 5 cm e altura 3 cm.

P = 2b + 2h = 2x5 + 2x3 = 10 + 6 = 16

Portanto, o perímetro do retângulo é 16 cm.


A = b x h
P = 2b + 2h
A = b x h = 5 x 3 = 15
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 37
16.4 QUADRADO



l = Lado






16.4.1 ÁREA

A área de um quadrado é igual ao produto da medida da base pela da altura, como a medida da
base é igual à da altura e ambas representadas por l o lado do quadrado.
Aplicando a fórmula da área do retângulo para b = l e h = l, temos:

A = b x h = l x l = l
2

Logo, a área do quadrado é igual ao quadrado da medida do lado:




Exemplo: Para um quadrado de lado 4 cm, temos:

A = l
2
= (4)
2
= 16

Logo, a área do quadrado é 16 cm
2
.


16.4.2 PERÍMETRO

O perímetro de um quadrado é igual à soma dos seus lados, ou seja, quatro vezes a base ou
quatro vezes a altura.




Exemplo: Calcular o perímetro de um quadrado de lado igual a 3 cm.

P = 4 x l = 4 x 3 = 12 m.

Portanto, o perímetro do quadrado é 12 cm.
A = l
2

l
l
P = 4 x l
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 38
16.5 PARALELOGRAMO


b = Base
h = Altura
l = Lado




16.5.1 ÁREA
A área do paralelogramo é igual à área do retângulo.









A área do paralelogramo é igual ao produto da medida da base pela da altura:




Exemplo: A área de um paralelogramo de base b = 5 cm e altura h = 4 cm.




Portanto, a área do paralelogramo é 20 cm
2
.

16.5.2 PERÍMETRO
O perímetro de um paralelogramo é igual à soma dos seus lados, ou seja, duas vezes a base mais
duas vezes o lado.









Exemplo: Calcular o perímetro de um paralelogramo de base 6 cm e lado 5 cm.

P = 2b + 2l = 2x6 + 2x5 = 12 + 10 = 18

Portanto, o perímetro do paralelogramo é 18 cm.
A = b x h
A = b x h = 5 x 4 = 20
P = 2b + 2l
h
b
h
b
h
b
b
l
h
b
b
l
b
b
l
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 39
16.6 TRIÂNGULO









16.6.1 ÁREAS (FÓRMULA GERAL).
Podemos considerar qualquer um dos três lados como base do triângulo, que será representada
por b. A altura relativa à base será indicada por h.










A área do triângulo é igual à metade da área do paralelogramo. Concluímos que a área de um
triângulo é igual ao produto da medida da base pela da altura dividido por dois:














Exemplo:

A área do triângulo desenhado ao lado é:







Portanto, a área do triângulo é 8 cm
2
.

A =
b x h
2
A =
b x h
=
4 x 4
=
16
= 8 cm
2

2 2 2
b
h
b
h
b
h
b
h
h = 4cm
b = 4 cm
b
h
b
h
b
h
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 40
16.6.2 PERÍMETRO

O perímetro de um triângulo é igual à soma dos seus lados.










Exemplo: O perímetro do um triângulo isósceles com a base de 5 cm e lados 6 cm é de 17 cm.

P = a + b + c = 6 + 5 + 6 = 17 cm

16.7 TRAPÉZIO











16.7.1 ÁREA

A área de um trapézio é igual à soma das bases multiplicada pela altura e dividida por dois.

Indicando:


A = Área


Exemplo: Calcular a área de um trapézio de base maior 6 cm, base menor 4 cm e altura 3 cm.




Portanto, a área do trapézio é 15 cm
2
.
A =
(B + b)
x h
2
A =
(B + b)
x h =
(6 + 4)
x 3 = 5 x 3 = 15 cm
2

2 2
h
B
b
a
b = Base menor
B = Base maior
h = Altura
P = a + b + c
b
a c
=
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 41
PERÍMETRO

O perímetro de um trapézio é igual à soma dos seus lados.

Indicando:

P = Perímetro

Exemplo: Calcular o perímetro de um trapézio de lados: B = 6 cm, b = 4 cm, h = 3 cm e a = 2
cm.

P = 6 + 4 + 3 + 2 = 15

Portanto, o perímetro do trapézio é 15 cm.

16.8 LOSANGO



d = Diagonal menor
D = Diagonal maior







16.8.1 ÁREA
A área de um losango é a metade do produto das medidas das suas diagonais.





Exemplo: Calcular a área de um losango de diagonal maior 6 cm, diagonal menor 4 cm.



Portanto, a área do losango é 12 cm
2
.

16.8.2 PERÍMETRO

O perímetro de um losango é igual à soma dos seus lados.

Indicando:
P = Perímetro

16.9 CÍRCULO

R = Raio
A =
D x d
2
A =
6 x 4
= 12 cm
2

2
P = B + b + h + a
R
P = 4 x l
d
D
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 42
D = Diâmetro = 2 x R

16.9.1 ÁREA

A área de um círculo é igual ao produto de π (PI) e o raio elevado ao quadrado.
π (PI) = Relação entre o comprimento da circunferência e o diâmetro = 3,1415....

Indicando:

A = Área

Exemplo: Calcular a área de um círculo de raio igual 3 cm.

A = π R
2
= 3,14 x 3
2
= 28,26

Portanto, a área do círculo é 28,26 cm
2
.

16.9.2 COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA = PERÍMETRO

Indicando:

P = Perímetro

Exemplo: Calcular o comprimento de uma circunferência de raio igual a 3 cm.



Portanto, o perímetro da circunferência é 18,85 cm.

CAPÍTULO II

17 FORMATOS DE PAPEL

A NBR 10068 é a Norma que padroniza as dimensões das folhas de desenho, seu leiaute,
margens e legenda.
As folhas de desenho são dimensionadas de acordo com a série ISO “A”. O formato básico para
desenhos técnicos é o retângulo de área igual a 1m² e de lados medindo 841mm x 1189mm, isto
é, guardando entre si a mesma relação que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal.

Ex.: A figura ao lado é um triângulo retângulo por lados = a e hipotenusa = b.
Aplicando o teorema de Pitágoras:


b² = a² + a²
b =
a a
2 2
+ =
a 2
2

b = a 2



A = π R
2

P = 2 π R
P = 2 π R = 2 x 3,1416 x 3 = 18,85
a
a
b
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 43













S = Área do Retângulo a =
2
1
=
2
1
=
4
2
1
= 0,8408964 m
S = a x b a = 840,8964 mm
S = a x a 2 a ~ 841 mm
S = a² 2 b = a 2
Como S=1m² b = 0,8408964 2 = 1,189207 m
1 = a² 2 b ~ 1.189 mm
a² =
2
1


Do formato básico do papel, denominado de A0 (A zero), derivam os demais formatos da série A
pela bipartição ou duplicação sucessiva, feita de acordo com a seguinte regra.
Cada submúltiplo é obtido pela bipartição do anterior imediato, segundo uma linha paralela ao
menor lado do retângulo bipartido, conforme figura abaixo.
Os formatos são geometricamente semelhantes entre si, guardando a mesma razão que existe
entre o lado de um quadrado e sua diagonal.














As folhas de desenho podem ser utilizadas tanto na posição vertical como na horizontal. O
desenho deve ser executado no menor padrão possível, desde que não se comprometa a
interpretação. Caso haja necessidade de um formato especial (fora do padrão), recomenda-se o
uso de formato com comprimento ou largura correspondente a múltiplos e submúltiplos dos
formatos padrões – Formato Expandido.
b=a 2
S=1m²
a
b
a
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 44

As margens são limitadas pelo contorno externo do papel e o quadro que limita o espaço para o
desenho.
Limite do papel
Espaço para
desenho
Quadro


Tabela com as dimensões dos formatos da série A e suas margens.
Obs.: A margem Esquerda mede 25 mm em todos os formatos e serve para ser perfurada e
utilizada no arquivamento.














9.1 LEGENDA

As folhas de desenho devem ter legenda, posicionadas no canto inferior direito dentro do quadro
e devem conter todas as informações relacionadas ao desenho.

As indicações mais importantes que devem constar da legenda são: Nome da Empresa, Firma,
Repartição, etc., Título do Desenho, Escalas, Unidades em que são expressas as dimensões,
Número do desenho, Datas e assinaturas dos responsáveis pela execução, verificação e
aprovação, Indicação de “substituída” ou “substituído por”, quando for o caso. Além destas,
podem ainda ser acrescentadas outras que forem julgadas necessárias.

Os comprimentos das mesmas deverão ser de 175mm, nos formatos A4, A3 e A2 e de 178mm
nos formatos A1 e A0, sendo as alturas variáveis conforme as necessidades.
O nome da firma, o n.° do desenho e o título são escritos em caracteres maiores e em traços
grossos.

Formatos
Série A
Linha de Corte
mm
Margens
Sup.Inf. e Direita
mm
Folha não recortada
(medidas mínimas)
mm



Múltiplos
4 A0 1682 x 2378 20 1720 x 2420
2 A0 1189 x 1682 15 1230 x 1720
Padrão A0 841 x 1189 10 880 x 1230
Submúltiplos
A1 594 x 841 10 625 x 880
A2 420 x 594 7 450 x 625
A3 297 x 420 7 330 x 450
A4 210 x 297 7 240x330
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 45

CEFET - BA
CURSO DE EXTENSÃO
DISCIPLINA:
DESENHO TÉCNICO
EXERCÍCIO DE RETA
01
PROFESSOR:
MARIA JOSÉ
ALUNO:
JOSÉ MARIA
DATA:
JAN/2008
ESCALA:
1:50
178
1
0
1
5
1
0
1
5

SALVADOR, BAHIA
BELTRANO
CONSTRUTORA EVEREST
FULANO


9.2 DOBRAMENTO DE FOLHAS.

A NBR 13142 define que as cópias dos formatos de papel devem ser dobradas a fim de
assumirem o formato A4 para arquivamento e fixa a forma de dobramento.
O quadro das legendas deve ficar visível após o dobramento.
Obs.: Dimensões em cm.







EEEMBA
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 46



















































1
ª

d
o
b
r
a
2
ª

d
o
b
r
a
3
ª

d
o
b
r
a
4
ª

d
o
b
r
a
5
ª

d
o
b
r
a
6
ª

d
o
b
r
a
7
ª

d
o
b
r
a
9ª dobra
8ª dobra
21,0 11,95 11,95 18,5 18,5 18,5 18,5
2
9
,
7
2
9
,
7
2
4
,
7
10,5
1
ª

d
o
b
r
a
2
ª

d
o
b
r
a
3
ª

d
o
b
r
a
4
ª

d
o
b
r
a
5
ª

d
o
b
r
a
6ª dobra
2
9
,
7
2
9
,
7
10,5
21,0 13,05 13,05 18,5 18,5
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 47
2
9
,
7
21,0
1
ª

d
o
b
r
a
2
ª

d
o
b
r
a
2
9
,
7
13,0 10,5 18,5



















































1
ª

d
o
b
r
a
2
ª

d
o
b
r
a
3
ª

d
o
b
r
a
4ª dobra
10,5
21,0 19,2 19,2
2
9
,
7
1
2
,
3
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 48

9.3 CALIGRAFIA TÉCNICA

Tão importante em um desenho quanto a boa representação do mesmo, são as letras e algarismos
que dele fazem parte. Os caracteres deverão estar perfeitamente desenhados para que traduzam
sempre um bom efeito, não deixando margens a possíveis duplas interpretações quanto a valores
ou palavras.
Aplicação:
- Apresentação de especificações técnicas
- Anotação em geral
- Cotagem
- Preenchimento da legenda
- Notas explicativas em geral

As letras e algarismos a serem utilizados em desenho técnico, deverão ser do tipo Bastão
padronizado pela NBR 8402 – Execução de caracteres para escrita em Desenho Técnico.
Letra Bastão – reduzidos à sua estrutura linear, mantidas forma e proporção de cada um, os
caracteres são formados por linhas de grossura uniforme, não apresentando barras de acabamento
(serifas) ou qualquer outro enfeite.










A altura das minúsculas corresponde a 2/3 da altura das maiúsculas.










Abaixo estão representados os caracteres padronizados em Padrão Vertical e Padrão Inclinado
(75°).









EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 49















































EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 50

9.4 ESCALA

Tudo que admite representação sejam um segmento de reta, um polígono, uma superfície ou um
sólido chamamos de OBJETO. A representação gráfica do objeto chama-se de FIGURA ou
DESENHO.

Utilizamos o recurso da Escala muitas vezes, porque nem sempre é possível desenhar os objetos
no seu tamanho real. É necessária a redução ou ampliação, para que se possa representá-lo
graficamente no papel.

Escala é a relação que existe entre as dimensões dos objetos reais e as de sua representação.






As escalas mais usuais são as escalas numéricas, elas são sempre expressas na relação 1 para
algum número ou algum número para 1.

17.1.1 ESCALA NATURAL
Se o desenho tem as mesmas dimensões que o objeto real, a escala é denominada NATURAL. A
escala 1:1 significa que 1 cm normal do desenho é igual a 1 cm do objeto.

d = D - O objeto está representado em verdadeira grandeza. A relação entre qualquer elemento
do desenho e seu correspondente é unitária.
Ex.: 1 / 1 ou 1:1







17.1.2 ESCALA DE REDUÇÃO
Se o desenho é representado graficamente numa dimensão menor que a do objeto, a escala é
denominada escala de redução. A escala 1:2 significa que 1 cm normal do desenho equivale a 2
cm do objeto

d < D – A figura é menor que o objeto. Designa-se 1:X (X>1).
Ex.: 1:2, 1:5, 1:10, 1:20, 1:50, 1:100 etc. ...









EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 51

17.1.3 ESCALA DE AMPLIAÇÃO
Se o desenho é representado graficamente numa dimensão maior que a do objeto, a escala é
denominada escala de Ampliação (aumento). A escala 2:1 significa que 2 cm do desenho
equivalem a 1 cm do objeto.

d > D - A figura é maior que o objeto. Designa-se X:1 (X>1).
Ex.: 2:1, 5:1, 10:1, 20:1, 50:1, 100:1 etc.











Porém, é importante notar que no desenho as medidas dos objetos que aparecem nas cotas são
sempre como normais, isto é; como são na realidade.


D = Distância real
d = Distância gráfica
E = Escala

E = d
D
D = d
E
d=DxE

Ex. A medida do comprimento de uma peça na escala 1:20 é igual a 4cm. Qual a medida real do
comprimento da peça?

E = 1
20 d = 4 D = ?
1 ____ 4
20 ____ D ¬ 1xD = 20x4 ¬ D = 80 cm











EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 52

18 LINHAS UTILIZADAS EM DESENHO TÉCNICO


























Exemplos:














19 COTAGEM

Cotagem é a indicação das medidas da peça em seu desenho conforme a NBR 10126.
A cotagem de um desenho técnico deve ser executada de forma funcional e objetiva,
possibilitando uma perfeita idéia de todas as dimensões, não deixando dúvidas que justifiquem
futuros cálculos.
GROSSA
MÉDIA
FINA
a
b
c
d
e
f
g
Arestas e contornos visíveis
Corte e seções
Arestas e contornos invisíveis
Ruptura curta
Linhas de cota e de extensão
Hachuras e diagonais
Eixos de simetria e linhas de
centro
Ruptura longa
TIPO EMPREGO
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 53
Os elementos fundamentais de uma cotagem são: linha de cota, linha de auxiliar (ou linha de
chamada), valor da cota e os limites da linha de cota.
O valor das cotas devem ser apresentadas em caracteres com tamanho suficiente para garantir
completa legibilidade.
Obs.: As linhas de cota e as linhas auxiliares devem ser representadas por um traço contínuo
estreito.























19.1 ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA COTAGEM
















EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 54



















































EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 55



















































EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 56
19.1.1 Cotagem em série e em paralelo:
As cotas que tiverem a mesma direção são dispostas em série e quando admitirem origem
comum, em paralelo



19.1.2 Cotagem de chanfros:
Os chanfros podem ser cotados das seguintes formas:



19.1.3 Cotagem de inclinação:




EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 57
Havendo necessidade de representar uma perspectiva cotada, as cotas deverão estar também
perspectivadas, afim de não causar distorções, respeitando-se as demais regras que se aplicam a
uma cotagem.
Na execução de um desenho técnico, a cotagem deve ser feita ao final do mesmo.















































EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 58
CAPÍTULO III

20 SÓLIDOS GEOMÉTRICOS

Quando uma figura geométrica tem pontos situados em diferentes planos, temos um sólido
geométrico. Trata-se do campo da Geometria Espacial, onde se estuda a forma volumétrica dos
sólidos.
O sólido geométrico tem três dimensões: comprimento, largura e altura.

Define-se Superfície como o resultado do deslocamento de uma linha reta ou curva, chamada
geratriz, sobre outra linha reta ou curva, chamada de diretriz.

Na classificação das Superfícies, o estudo ficará restrito à:
- Superfície Plana: Poliédricas
- Superfície Curva: de Revolução

20.1 SUPERFÍCIE PLANA: POLIÉDRICA

São aquelas formadas por planos.
É o resultado do deslocamento de uma geratriz reta sobre uma diretriz poligonal fechada.

Quando uma superfície poliédrica possui um número finito de planos, delimitando um espaço
interior temos o Sólido Geométrico denominado: POLIEDRO.



20.1.1 ELEMENTOS DOS POLIEDROS

- Faces: Regiões planas que delimitam o sólido
- Arestas: Retas de interseção das faces
- Vértices: Ponto de interseção das arestas
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 59
Faces
A
B C
D
E H
G F
Arestas
Vértices


20.1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS POLIEDROS

- POLIEDROS REGULARES: são aqueles que possuem todas as faces e ângulos internos
congruentes. São:
- Tetraedro: 04 faces triângulos eqüiláteros
- Hexaedro: 06 faces quadrados
- Octaedro: 8 triângulos eqüiláteros
- Dodecaedro: 12 pentágonos regulares
- Icosaedro: 20 triângulos equiláteros



20.2 POLEDROS IRREGULARES
São aqueles que não possuem as faces congruentes.
Destacam-se:
- Prismas
- Pirâmides




EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 60


20.2.1 PRISMAS

É um poliedro delimitado por duas faces iguais e paralelas, chamadas de base, e por faces
laterais que são paralelogramos que têm um lado com cada uma das faces das bases.

O prisma recebe o nome da figura plana que lhe deu origem.
Ex. Prisma com triângulo como base = Prisma triangular
Prisma com pentágono como base = Prisma pentagonal

20.3 CLASSIFICAÇÃO

- Quanto à base: Regulares ou Irregulares
- Quanto às arestas: Oblíquos ou Retos (arestas laterais fazem 90º com o plano da base)

20.3.1 ELEMENTOS

- Base Inferior/Superior: região plana que dá origem ao prisma
- Face: região plana lateral que delimita o prisma
- Aresta: reta de interseção das faces
- Vértice: ponto de interseção das arestas

Obs¬ a)A Altura do prisma é a reta perpendicular entre os planos da base e chama-se Eixo do
prisma a linha imaginária que passa pelos centros da base.
b) Em um prisma reto as faces são polígonos retangulares congruentes.



20.4 PIRÂMIDES

É a reunião dos segmentos que tem como extremidade um ponto (V) no espaço, denominado
vértice da pirâmide, e a outra extremidade nos vértices de um polígono qualquer tomado com
base.

O prisma recebe o nome da figura plana que lhe deu origem.
Ex. Prisma com triângulo como base = Prisma triangular
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 61
Prisma com pentágono como base = Prisma pentagonal

20.4.1 CLASSIFICAÇÃO

- Quanto à base: Regulares ou Irregulares
- Quanto ao eixo: Oblíquos ou Retos (eixo faz 90º com o plano da base)

20.4.2 ELEMENTOS

- Base: região plana na qual se apóia a pirâmide
- Face: região plana triangular que delimita a pirâmide
- Aresta: reta de interseção das faces
- Vértice: é o ponto de interseção das arestas
- Vértice Principal: é o ponto fixo distante da base; ponto de concordância das arestas

Obs¬ a)A Altura do prisma é a reta perpendicular entre o vértice e a base e Eixo da pirâmide
é a linha imaginária que passa pelo centro da base e o vértice.
b) Em uma pirâmide reta as faces são polígonos triangulares congruentes.




20.4.3 SUPERFÍCIE CURVA: SUPERFÍCIE DE REVOLUÇÃO
É o resultado do deslocamento de uma geratriz reta sobre uma diretriz curva fechada.

A Superfície de Revolução é um caso particular de Superfícies Curvas.
São aquelas obtidas pela rotação de uma figura plana em torno de um eixo.
Rotação significa ação de rodar, dar uma volta completa.

A figura plana que dá origem ao sólido de revolução é chamada de figura geradora e, as linhas
que contornam a figura geradora são chamadas de linhas geratrizes.

Os principais sólidos de revolução são: cilindros, cones e esfera.


EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 62
20.5 CILINDROS
O cilindro de revolução é o sólido resultante da rotação de um retângulo em torno de um
eixo.



20.5.1 ELEMENTOS

- Base Inferior/Superior: é a região plana que contém a curva diretriz e todo o seu interior

- Eixo: é a linha imaginária que liga os centros das bases

- Superfície lateral: é o conjunto de todos os pontos do espaço que não estão na base, obtidos
pelo deslocamento da geratriz sobre a diretriz.

- Figura geradora: retângulo plano que dá origem ao cilindro.
Base
Superior
Base
Inferior
Eixo
O'
O
Linha
Geratriz
Superfície
Lateral
Figura
Geradora

Obs¬ a) A Altura do cilindro é a distância entre os dois pontos das bases.
b) No cilindro de revolução a altura é igual a linha geratriz.
c) Se diz que o cilindro é eqüilátero quando a sua altura é igual ao diâmetro da base.
d) Superfície Total é o conjunto dos pontos da superfície lateral reunido aos pontos da
base.


20.6 CONES
O cone de revolução é o sólido resultante da rotação de um triângulo retângulo em torno de um
eixo.

EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 63






20.6.1 ELEMENTOS

- Base: é a região plana que contém a curva diretriz e todo o seu interior
- Eixo: é a linha imaginária que liga o centro da base e o vértice
- Vértice: é o ponto fixo onde concorrem todas as linhas geratrizes
- Linha geratriz: é a linha que contorna a figura, segmento com extremidade no vértice e outro na
base
- Superfície lateral: é a reunião de todas as geratrizes
- Figura geradora: triângulo retângulo plano que dá origem ao cilindro.

Base
Eixo
O
Linha
Geratriz
Superfície
Lateral
Figura
Geradora
V - Vértice


Obs¬ a) A Altura é a reta perpendicular que vai do vértice ao plano da base.
b) Se diz que o cone é eqüilátero quando a medida da geratriz é igual ao diâmetro da
base.
c) Superfície Total é o conjunto dos pontos da superfície lateral reunido aos pontos da
base.

20.7 ESFERA

EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 64
A Esfera é o sólido resultante da rotação de um semi-círculo em torno de um eixo que contém o
diâmetro.


20.7.1 ELEMENTOS

- Raio: é o segmento de reta que une o centro da esfera a qualquer um dos seus pontos
- Diâmetro: é o segmento de reta que passa pelo centro e une dois de seus pontos
- Superfície esférica: é a reunião de todos os pontos do contorno aparente e os do seu interior
- Figura geradora: triângulo retângulo plano que dá origem ao cilindro.
Raio O
Superfície
Esférica
D
i
â
m
e
t
r
o
Centro da
Esfera

20.8 SÓLIDOS TRUNCADOS
Quando um sólido geométrico é cortado por um plano, resultam novas figuras geométricas:
os sólidos truncados.
Tronco de
Prisma
Tronco de
Cilindro
Tronco de
Pirâmide
Tronco de
Cone



EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 65
21 PERSPECTIVA

Quando olhamos para um objeto, temos a sensação de profundidade e relevo. As partes que estão
mais próximas de nós parecem maiores e as partes mais distantes parecem ser menores.
A fotografia mostra um objeto do mesmo modo como ele é visto pelo olho humano, pois
transmite a idéia de três dimensões: comprimento, largura e altura.
O desenho, para transmitir essa idéia, precisa recorrer a um modo especial de representação
gráfica: a perspectiva. Ela representa graficamente as três dimensões de um objeto em um único
plano, de maneira a transmitir a idéia de profundidade e relevo.
Existem diferentes tipos de perspectiva.
Exemplo de três tipos:








21.1 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA

Cada tipo de perspectiva mostra o objeto de um jeito. Comparando as três formas de
representação, você pode notar que a perspectiva isométrica é a que dá a idéia menos deformada
do objeto.
ISO = Mesma
MÉTRICA = Medida

O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semiretas que tem o mesmo
ponto de origem e formam entre si três ângulos de 120º. Essas semiretas, assim dispostas, são
chamadas de Eixos Isométricos.

















EIXO ISOMÉTRICO
Formam entre si, ângulos de 120º.
Obs.: O eixo vertical (c) pode situar-se
abaixo ou acima do vértice.
EIXO ISOMÉTRICO (OBLÍQUOS)
Formam com a horizontal, ângulos de
30º.
Perspectiva Cônica Perspectiva Cavaleira Perspectiva Isométrica
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 66



Para o traçado da perspectiva à mão livre usa-se um tipo de papel reticulado que apresenta uma
rede de linhas que formam ente si ângulos de 120º.


Os eixos isométricos podem ser representados de formas variadas, mas sempre formando entre si
um ângulo de 120º, como os exemplos abaixo:


21.1.1 CONSTRUÇÃO DOS EIXOS
30º
120º
C
O
M
P
R
IM
E
N
T
O
A
L
T
U
R
A
L
A
R
G
U
R
A

EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 67



21.1.2 CONSTRUÇÃO: PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DO PRISMA RETANGULAR
PASSO A PASSO


1º Passo: Traçar os eixos isométricos
30º
C
O
M
P
R
IM
E
N
T
O
A
L
T
U
R
A
L
A
R
G
U
R
A
120º


2º Passo: Marcar nos eixos as medidas básicas: comprimento, largura e altura
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 68
C
O
M
P
R
IM
E
N
T
O
A
L
T
U
R
A
L
A
R
G
U
R
A



3º Passo: Traçar a face da frente, cruzando as linhas isométricas a partir dos pontos marcados de
comprimento e da altura
C
O
M
P
R
IM
E
N
T
O
A
L
T
U
R
A
LA
R
G
U
R
A


4º Passo: Traçar a face lateral, cruzando as linhas isométricas a partir dos pontos marcados de
largura e altura
C
O
M
P
R
IM
E
N
T
O
A
L
T
U
R
A
LA
R
G
U
R
A

EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 69

5º Passo: Traçar a face superior, cruzando as linhas isométricas a partir dos pontos marcados de
comprimento e largura
C
O
M
P
R
IM
E
N
TO
A
L
T
U
R
A
LA
R
G
U
R
A


6º Passo: Apague as linhas de construção e os eixos isométricos e, reforce o contorno da figura


21.1.3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE ELEMENTOS OBLÍQUOS

As linhas que não são paralelas aos eixos isométricos são chamadas de linhas não isométricas ou
chanfros.





EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 70






21.1.4 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DO CÍRCULO

O círculo representado em perspectiva isométrica, tem sempre a forma parecida com uma elipse,
em qualquer face do modelo. A representação mais freqüente e prática, é feita pelo traçado
aproximado da elipse isométrica de quatro centros.



21.2 PERSPECTIVA CAVALEIRA

EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 71
Na Cavaleira, também chamada de Perspectiva Paralela Oblíqua, uma das faces do sólido a ser
representado é paralela ao plano de projeção e ao observador, conservando a sua forma e as suas
dimensões (verdadeira grandeza – VG), enquanto as demais faces sofrem redução.


Face Frontal
VG


Os parâmetros que a definem são:
- Ângulo das projetantes com o plano de projeção
- Redução na representação
Utiliza-se para essa relação o fator de conversão (K), onde:

(K) x aresta real = aresta reduzida

Os ângulos e as respectivas reduções utilizadas com mais freqüência são:
30º x (K) = 2/3 45º x (K) = 1/2 60º x (K) = 1/3
Face Frontal
VG
30º Face Frontal
VG
45º Face Frontal
VG
60º

O traçado da cavaleira é baseado em um sistema de três eixos correspondentes às três arestas de
um triedro. Dois dos eixos são perpendiculares entre si e o 3º eixo indica a direção da projeção (
30º, 45º ou 60º).

EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 72


Obs¬ a) Deve-se colocar na face frontal, face paralela ao observador, os contornos circulares
e/ou irregulares da peça.

22 PROJEÇÃO

Projetar significa representar graficamente uma figura do espaço num plano.
Determina-se um ponto (A) do espaço, através de sua projeção (A’), dada por uma reta (r),
denominada projetante, que contém o ponto (A) e intercepta um plano (a), denominado plano de
projeção.

(A) - ponto a ser projetado
(A’) - projeção do ponto
(r) - reta projetante
(α) - plano de projeção

r
A'
A


22.1 SISTEMAS DE PROJEÇÃO

As projeções são obtidas através de Sistemas de Projeção.
Os sistemas de projeção podem ser:
- Sistema de Projeção Cônico
- Sistema de Projeção Cilíndrico




EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 73
22.1.1 Sistema de Projeção Oblíquo
As retas projetantes saem de um ponto fixo, denominado de centro de projeções, situado
a uma distância finita do plano de projeção.




22.1.2 Sistema de Projeção Cilíndrico

O centro de projeções está situado a uma distância infinita do plano de projeção e as projetantes
são paralelas entre si e podem ser oblíquas ou perpendiculares ao plano de projeção. Assim o
sistema pode ser: Cilíndrico Oblíquo ou Cilíndrico Ortogonal.


Cilíndrico Oblíquo Cilíndrico Ortogonal

23 PROJEÇÕES ORTOGONAIS

O Desenho Técnico é a representação de objetos tridimensionais por meio de desenhos
bidimensionais, que tem como base a Geometria Descritiva idealizada por Gaspar Monge, no
séc. XVII.
O método consiste em representar, pelo sistema cilíndrico ortogonal, as projeções de modelos
sobre dois planos: Plano Horizontal de Projeção (PHp) e Plano Vertical de Projeção (PVp), que
se cortam entre si e, a interseção entre os dois planos é denominada Linha de Terra (LT).
Esse dois planos perpendiculares entre si, dividem o espaço em 4 regiões chamadas de
DIEDROS.
Cada diedro é a região limitada por dois semi-planos perpendiculares entre si. Os diedros são
numerados no sentido anti-horário.

EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 74



No Brasil, a ABNT ( Associação Brasileira de Normas Técnicas) recomenda a representação no
1º diedro que segue um princípio básico: o objeto a ser representado deverá estar entre o
observador e o plano de projeção.




Considerando o objeto imóvel no espaço e circundado por seis planos perpendiculares entre si e
paralelos dois a dois formando uma caixa, o observador obterá, aplicando o princípio básico, seis
vistas do objeto: as Vistas Principais do 1º diedro.

1- Vista Frontal ou elevação 4- Vista Lateral Direita
2- Vista Superior ou planta 5- Vista Inferior (vista do lado de baixo)
3- Vista Lateral Esquerda ou perfil 6- Vista Posterior (vista de trás)



EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 75


23.1 SISTEMA TRIÉDRICO OU TRÊS VISTAS

Na maioria dos casos o conjunto formado por três vistas principais é o suficiente para representar
o objeto, esse conjunto é conhecido como VISTAS ORTOGRÀFICAS. Esse sistema considera
três planos de projeção: Plano Vertical (PV), Plano Horizontal (PH) e Plano Lateral (PL) ou
Plano Perfil (PP), denominados TRIEDRO.






Projeção no Plano Vertical ¬ Vista Frontal ou elevação
Projeção no Plano Horizontal ¬ Vista Superior ou planta
Projeção no Plano Lateral ¬ Vista Lateral Esquerda ou perfil



EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 76








23.1.1 ÉPURA

Determinada as três vistas, é necessário que o sistema possua uma representação bidimensional,
que os três planos sejam representados num mesmo plano. A ÉPURA é o resultado dessa
planificação através do rebatimento ou giro de um plano sobre o outro. O Plano Horizontal é
rebatido para baixo sobre o Plano Vertical e o Plano Perfil é rebatido lateralmente sobre o Plano
Vertical, num giro de 90º em torno da linha de interseção (LT).


EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 77













23.1.2 CONVENÇÕES

- LINHAS NÃO VISÍVEIS OU OCULTAS – São arestas ou contornos que ficam ocultos
para uma determinada posição do objeto. No exemplo abaixo a aresta AB é aresta não
visível em relação ao observador colocado à esquerda do objeto. Representada
convencionalmente com linha tracejada.

EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 78
A
B
C
D
A
B
C
D
O
B
S
E
R
V
A
D
O
R


- LINHA DE CENTRO E EIXO DE SIMETRIA- Quando o sólido apresenta a forma de
revolução (cilindro e cone), utilizam-se o eixo de simetria e a linha de centro,
representados convencionalmente com linha traços e pontos.


Eixo de
Simetria
Linha de
Centro











CAPÍTULO IV

24 CORTE

O corte é um recurso utilizado em desenho técnico, para facilitar a interpretação dos detalhes
internos de uma peça ou objeto. Para desenhar uma projeção em corte, é necessário indicar antes
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 79
onde a peça será supostamente cortada por um plano secante, imaginário, e a parte anterior a este
plano removida, deixando à mostra o interior da peça.


A linha utilizada para indicar o local do corte onde a peça será cortada, LINHA DE CORTE, é
uma linha grossa constituída de traços e pontos. A linha de corte é identificada por letras
colocadas em suas extremidades e o sentido de observação é identificado por retas
perpendiculares à linha de corte.

A superfície cortada, ou seja, a interseção do plano secante com a peça, devem possuir
HACHURAS que são linhas finas estreitas, geralmente indicadas a 45º em relação à base e
igualmente espaçadas que, ale de representarem a superfície imaginada cortada, mostram
também os tipos de matérias.





24.1 CLASSIFICAÇÃO DOS CORTES

Os cortes podem ser classificados de acordo com as características do plano secante.
O plano secante pode ser até constituído por um conjunto de planos

EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 80
Os principais são:
- Corte Pleno ou Total
- Meio-Corte
- Corte Composto ou Corte em Desvio


24.1.1 CORTE PLENO OU TOTAL

É aquele que atinge a peça em toda sua extensão, onde o plano de corte atravessa completamente
a peça. Poderá ser: Longitudinal, Horizontal ou Transversal.

- Corte Longitudinal ¬ Corte na Vista Frontal





Obs¬ a) As mesmas letras que identificam a linha do corte são utilizadas para identificar a
vista resultante do corte..
b) As vistas não atingidas pelo corte permanecem com todas as linhas.
- Corte Horizontal ¬ Corte na Vista Superior
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 81




- Corte Transversal ¬ Corte na Vista Lateral Esquerda





EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 82
24.1.2 MEIO - CORTE
É aquele empregado em peças simétricas no qual aparece somente meia-vista em corte, o plano
secante corta a peça até o seu meio limitado pelo eixo de simetria.




24.1.3 CORTE COMPOSTO OU CORTE EM DESVIO
É um caso particular do corte pleno. O objeto também é totalmente cortado, porém o plano
secante muda de direção para mostrar detalhes internos não alinhados.









EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 83
24.2 SEÇÃO

Seção é representação gráfica, tão somente, da interseção de uma superfície (plano secante) com
o objeto em estudo.

A figura a seguir exemplifica para um mesmo objeto, a diferença entre o corte e a seção.



25 CROQUIS / ESBOÇO (DESENHO À MÃO LIVRE)

Apesar de não serem utilizados quaisquer outros instrumentos que não sejam: lápis ou lapiseira
(grafite macio), borracha e papel, o esboço serve normalmente aos estágios iniciais de estudo ou
desenvolvimento de um desenho ou projeto, onde deverá ser um desenho proporcionado entre si,
e com um traçado uniforme, a fim de fornecer uma idéia, a mais próxima possível do real, com
relação ao que se pretende. Com a conclusão definitiva, transforma-se o esboço em desenho
definitivo, utilizando-se de todos os instrumentos necessários a um perfeito traçado.

25.1 CONSIDERAÇÕES

- O antebraço deve estar totalmente apoiado obre a prancheta para evitar um maior esforço
muscular e, em conseqüência, imperfeição do desenho.
- A mão deve segurar a lapiseira naturalmente, e também estar apoiada na prancheta.

25.1.1 TRAÇADO DE RETAS

Para traçar um segmento de reta que une dois pontos, deve-se colocar a lapiseira em um dos
pontos e manter o olhar sobre o outro ponto, não se deve acompanhar com a vista o movimento
da lapiseira.

- Inicialmente desenha-se uma linha leve para, em seguida, reforçar o traço.
- Os traços verticais, inclinados ou não, devem ser desenhados de cima para baixo.
- Os traços horizontais são desenhados da esquerda para a direita.


EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 84
25.1.2 TRAÇADO DE CIRCUNFERÊNCIAS

Inicialmente desenha-se duas linhas perpendiculares entre si, eixos da circunferência, depois
marca-se sobre elas as distâncias radiais, e a partir daí traça-se os arcos.









25.2 TRAÇADO DAS PROJEÇÕES ORTOGONAIS (VISTAS)

As Vistas têm suas posições definidas e devem preservar os mesmos comprimentos nas vistas de
frente e superior, as mesmas alturas nas vistas de frente e lateral e as mesmas larguras nas vistas
lateral e superior. Para um bom desenvolvimento do esboço deve-se considerar:

- Escolher em função da peca, a face que representará como vista de frente, levando-se em
consideração, a face que preferencialmente contenha o comprimento da peça e a mais rica em
detalhes.

- Demarcar, com traço muito leve e fino, os espaços destinados à execução de cada vista,
observando que as distâncias entre as vistas devem ser visualmente iguais.



- Desenhar os detalhes das projeções ortogonais, nas três vistas.



EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 85
- Reforçar com traço contínuo e forte, em cada vista, os detalhes visíveis.





- Apagar as linhas de construção e desenhar com traço médio, em cada vista, as linhas
tracejadas das arestas não visíveis e, se for o caso, as linhas de centro.



25.3 TRAÇADO DA PERSPECTIVA ISOMÉTRICA

- Traça-se uma reta horizontal, e por um ponto qualquer da mesma uma perpendicular, a
qual corresponderá ao eixo da altura.








- Divide-se cada um dos dois ângulos retos obtidos, em três partes iguais, de forma a obter-
se em esboço, ângulos de 30º, referentes aos eixos da largura e do comprimento.









- Analisada a forma da peça, em função das vistas apresentadas, inicia-se a demarcação
sobre os eixos isométricos, referentes às medidas de: comprimento, largura e altura,
formando-se um paralelepípedo, o qual envolverá a peça.
EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 86

Obs.: todo traçado inicial deverá ser executado com linhas claras.












- Para dar forma aos detalhes que compõem a peça, inicia-se, obedecendo ao paralelismo
com referência aos eixos isométricos primitivos e ao paralelepípedo envolvente.Caso
exista linha não isométrica (linhas não paralelas aos eixos isométricos), marca-se a
origem e o fim da aresta e uni-se os pontos.

































EEEMBA - DESENHO TÉCNICO 87
26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ABNT: NBR 10068, NBR 13142, NBR 8402, NBR 10126, NBR 6492

Apostilas elaboradas pelos professores do CEFET-BA, textos e publicações técnicas.

Apostilas do SENAI

FIESP, CIESP SESI, SENAI, IRS. Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico –
Telecurso 2000 Profissionalizante. Fundação Roberto Marinho. Três volumes. São Paulo – SP.
Ed. Globo, 2000.

FONSECA, Ana Angélica Sampaio; CARVALHO, Antonio Alves de e PEDROSO, Gilberto
Pedroso. Geometria Descritiva – Noções Básicas. 3ª edição. Salvador – Bahia: Ed. Quarteto,
1999.

PESSOA, Mª da Conceição; SANTOS, Elisabete de ª Ulisses e SILVA, Antônio de Andrade.
Desenho Geométrico. 3ª edição. Salvador – Bahia: Ed. Quarteto, 2005.

PRÍNCIPE JÚNIOR, A. dos Reis. Noções de Geometria Descritiva. 2 volumes. 38ª edição. São
Paulo: Nobel, 1983.

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