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Contencioso Administrativo

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Contencioso Administrativo

1) Que operações históricas se operaram na Justiça Administrativa em Portugal? A primeira fase corresponde à época liberal, de 1832 a 1924 (associada à época francesa, com início na Revolução Francesa – 1789). Ao nível local, nesta fase, o modelo era designado de judiciarista ou quasejudicialista. Os litígios relativos à matéria administrativa foram submetidos, sucessivamente aos Conselhos de Prefeitura, Conselhos de Distrito e aos Tribunais Administrativos Distritais que eram órgãos da função administrativa que detinham uma competência decisória, funcionando praticamente como tribunais mas fora da função decisória. Nos períodos de 1835 a 1842 e de 1892 a 1896, adoptou-se o modelo judicialista de tribunais comuns. Ao nível central, a partir de 1845, adoptou-se um modelo administrativista mitigado do tipo de “recurso hierárquico” em processo jurisdicionalizado. O Conselho de Estado e o Supremo Tribunal Administrativo tinha aqui uma intervenção consultiva obrigatória. Em termos globais, a partir de 1832, adoptou-se um modelo misto, de predominância administrativista, embora mitigada no que diz respeito aos recursos das decisões de 1ª Instancia para o Conselho de Estado e, mais tarde, para o Supremo Tribunal Administrativo. Numa segunda fase, num período autoritário-corporativo (1930/1933 até 1974/76), desenvolveu-se um sistema de tribunais administrativos que representou um modelo quase-judicialista ou mesmo um modelo judicialista mitigado. Ao nível local, o contencioso era protagonizado pelas Auditorias Administrativas; Ao nível central, o contencioso era levado a cabo pelo Supremo Tribunal Administrativo. As sentenças tinham uma força executiva limitada e o Governo podia escolher a forma menos prejudicial para o interesse público. A terceira fase inicia-se com a actual Constituição de 1976, que institui um modelo judicialista, atribuindo competência especializada a uma ordem judicial autónoma. Desde a revisão de 1989, os tribunais administrativos e fiscais surgem como verdadeiros tribunais, integrados numa ordem judicial (art. 209.º n.º 1 al. b) CRP), com competência na jurisdição comum em matéria administrativa e fiscal (art. 212.º n.º 2 CRP).

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predominou um modelo tradicional. propôs-se um modelo subjectivista (Modelo Judicialista).º n. quando estejam em causa e na medida em que sejam lesados direitos dos cidadãos.No âmbito do contencioso administrativo. prescreve-se a existência de um domínio nuclear de contencioso administrativo comum. a fim de se lhes garantir uma protecção judicial efectiva em todas as situações. subtraído aos tribunais judiciais e atribuído a tribunais administrativos (não eram considerados verdadeiros tribunais. constituído pelo recurso de anulação de decisões administrativas – um recurso que. . com raízes no modelo sul-Alemão que se contrapunha ao modelo prussiano de cariz objectivista. com base na jurisprudência do Conselho de Estado Francês (Modelo administrativista): . quase-tribunais ou órgãos administrativos independentes.º CRP). isto é. que considerando-se o recurso de anulação como um processo/conflito resultante de um acto.Estabeleceu-se garantias de autonomia (art.º 2 CRP). 2) Compare os dois modelos processuais de Justiça Administrativa existentes no Continente Europeu: Na Europa.Fixa-se um regime processual com natureza objectivista. onde se exigia um contencioso especial para actuação de direito público da Administração.Desenvolvimento dos meios de acção de jurisdição plena. 216. com a Revolução Francesa. sucessivo e limitado. colocação e transferência dos juízes a um órgão de governo próprio (Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais – art. deixando-se de reconhecer o princípio da enumeração e o recurso contencioso de anulação como núcleo essencial do sistema. tende a ser de mera legalidade. em regra. mas sim. com separação orgânica da jurisdição comum.Prevê-se a jurisdicionalização total do contencioso administrativo. . segundo um processo jurisdicionalizado).Baseava-se na separação de poderes. conhecido como o modelo francês que se desenvolveu a partir de 1789. apesar de não judicialização. instituído no pós II Guerra Mundial na Alemanha. 2 . com competência para a nomeação. 217. Procura-se um procedimento de fiscalização judicial da actividade administrativa no que diz respeito à limitação dos poderes discricionários: . destinado a fiscalizar a legalidade do exercício autoritário de poderes administrativos.º 1 e 2 CRP) e de imparcialidade dos juízes administrativos (art.º n. . 212. a instituição de uma verdadeira justiça administrativa. em que os particulares que pretendem recorrer desempenham a função de auxiliares da legalidade porque são interessados no resultado. bem com autonomia da magistratura. Com influências das concepções anglo-saxónicas (de protecção judicial plena e efectiva dos administrados).

liberdades e garantias. . 3) Porque se pode afirmar que só a partir da revisão constitucional de 1989. proporcionar um alargamento do âmbito de utilização da acção de reconhecimento (aplicação mais equilibrada da suspensão da eficácia. 268. 214. aproximando-se do modelo alemão. completada com a de 1997. o que implica que os tribunais possam cumprir a sua função.. enquanto processo de partes. Passou a garantir-se o direito de recurso contencioso aos titulares dos direitos subjectivos contra quaisquer actos administrativos ilegais que os lesem e não como anteriormente que possibilitava que qualquer interessado pudesse recorrer. análoga aos direitos. na medida em que se iniciou uma nova fase do modelo processual de justiça administrativa que culminou na Reforma de 2002.º 5 art.No plano processual. Deve-se ultrapassar as limitações e os formalismos processuais. uma interpretação menos restritiva das limitações ao direito de indemnização por danos causados por actos administrativos não impugnados).Numa dimensão substancial. e definiu-a como jurisdição comum em matéria de relações jurídicas administrativas (art. 17. no que respeita à legitimidade. assim. admissibilidade de providências cautelares não especificadas. b) CRP).Acentuam-se os aspectos subjectivistas no processo administrativo. 3 . Também a tutela jurisdicional não era assegurada só através do recurso contra actos mas ainda em quaisquer outras circunstâncias sempre que essa tutela fosse necessária (n. a garantia constitucional de acesso à justiça administrativa passou a ser direito fundamental dos administrados (protecção jurisdicional efectiva. reconhecendo-se um princípio de favorecimento do processo. aos poderes e deveres processuais das partes.º n. ao uso dos meios cautelares. com a revisão constitucional de 1989 começou-se a alterar de formar relevante o modelo de justiça administrativa.º CRP). a consagração do princípio da protecção judicial efectiva veio permitir ou impor uma aplicação das normas processuais. aos efeitos da sentença. de aplicação imediata – art.º n. a alterar de forma relevante o modelo de justiça administrativa: De facto. É de notar que estas alterações tiveram repercussões profundas no regime do contencioso administrativo português: . aos limites do caso julgado ou à execução das decisões judiciais.º3 CRP).º CRP).º 1 al. Além disso. se começou em Portugal. a revisão de 89 instituiu a jurisdição administrativa como jurisdição obrigatória (art. 211.º e 18. entende-se a jurisdição administrativa não apenas como fiscalização da legalidade da administração mas como jurisdição especializada. A plenitude dos meios de acesso à jurisdição administrativa deixa de entender-se como jurisdição limitada.

a competência para administrar a justiça (art. Sendo assim. em comparação dos outros tribunais. boa-fé e o da racionalidade). mas também por actos das funções legislativa e jurisdicional.Numa perspectiva funcional. A decisão administrativa prévia só se mantinha como condição de acesso aos tribunais se fosse imposta pela lei ou pela natureza da relação e não pusesse em causa a tutela efectiva do administrado sendo que os juízes podiam controlar o uso dos poderes discricionários em função de um conjunto de princípios jurídicos fundamentais (igualdade. embora com claras introduções objectivistas. podemos afirmar que a revisão de 1989 foi confirmada pela revisão de 1997. aprovado pela Lei n.º 4 do art. Compreendeu-se um modelo projectado de justiça administrativa.º e 4. de 19 de Fevereiro e o CPTA. através das alterações ao art. que entraram em vigor em 1 de Janeiro de 2004.º CRP.º CRP. proporcionalidade.º 13/2002. processual e funcional. 268. Daqui resultou o ETAF. aprovado pela Lei n. impondo ao legislador que regule o processo administrativo de modo a assegurar as condições para a superação das limitações ainda existentes no plano substancial. 268. nos termos constitucionais.º 15/2002.No que respeita ao âmbito da justiça administrativa. 4 . de 22 de Fevereiro. . 4) Qual foi a reforma legal que se operou em Portugal após a revisão constitucional de 1989 e 1997? Comente o art. atribuiu-se aos tribunais administrativos. a jurisdição administrativa não pode ser considerada uma jurisdição diminuta. devendo respeitar apenas à autonomia do poder administrativo e à autoridade do acto administrativo. 1. As principais reformas foram: .º do ETAF). Ampliou-se o âmbito tradicional não apenas para actos praticados no exercício da função administrativa.Transforma-se o alcance do direito de recurso contencioso contra actos administrativos por força do desaparecimento das referências à “definitividade” e executoriedade” no n. próximo do modelo alemão. do CPTA (Código de Processo nos Tribunais Administrativos” e de um diploma sobre “Comissões de Conciliação Administrativa. alterado num sentido subjectivista. Estas alterações constitucionais permitem-nos concluir que o sistema da justiça administrativa evoluiu no sentido do aperfeiçoamento das garantias das posições jurídicas substantivas dos cidadãos e que o motor dessa evolução foi a norma constitucional.º da CRP Foi sobretudo depois da revisão de 1989 e 1997 que surgiram os anteprojectos do ETAF (Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais). Os tribunais administrativos passam a ter todos os poderes normais de condenação e de injunção. 268.

º CPTA).º n.. 50. em prazo razoável uma decisão judicial que aprecie com força de caso julgado. constituindo assim um verdadeiro processo de partes. 62. e aos processos relativos a normas (art.º1 CPTA). .º e ss).A protecção cautelar dos administrados é alargada e abrange quaisquer providências antecipatórias ou conservatórias para assegurar a utilidade da sentença (art.Admite-se a cumulação de pedidos em função da mesma relação jurídica ou ma mesma matéria de facto ou de direito (art. . na acção administrativa comum. destinadas a assegurar o efeito útil da decisão (art. O recurso de anulação deixa de ser considerado meio normal do contencioso a nível da acção administrativa especial (art. 78. possibilidade da sua condenação por litigância de má-fé (art.º e art. 2. desdobrado em pedidos declarativos e condenatórios (art. estabeleceuse regras uniformes (art.º e ss CPTA).º n. 152.º 1 e 2 CPTA).º 2.º 3-5. com particularidades relativas à impugnação de actos (art.º n.º CPTA). . 77.º n.O Ministério Público continua a ter um papel processual importante na fiscalização da legalidade (58. 112. 46.Consagrou-se o princípio da tutela jurisdicional efectiva (e também a cautelar).º e 9. .Alterou-se a definição de meios processuais principais criando duas formas processuais: a acção administrativa comum e a acção administrativa especial. .º.º ss CPTA).º n. 189.º e ss CPTA).º. no pagamento de custas pela Administração (art. 5 . art.º CPTA). 37.º n. .º 2 CPTA). 35. afirmando-se que compreende o direito de obter. 97. 47. 55.No que diz respeito à tramitação das acções administrativas especiais. além de se eliminarem as restrições à prova testemunhal. 6. 66.º e 73.º. a acção para o reconhecimento de direitos ou interesses legalmente protegidos deixa de constituir um meio autónomo. 104. para além de se estabelecerem processos principais urgentes (art.Consagra-se o princípio da igualdade de armas entre o recorrente e a Administração.º e ss).º CPTA).º e ss).º e 155. 85. à condenação à prática de actos devidos (art. .º n. 4.O conceito de legitimidade para a impugnação de actos mantém-se e alarga-se às pessoas colectivas e aos órgãos administrativos (art. 72. cada pretensão deduzida em juízo assim como a possibilidade de fazer executar e obter as providências cautelares.º 2.º 2 e art.º CPTA). 146.

268.º n. impuseram ao legislador que este regule o processo administrativo de modo a assegurar as condições para a superação das limitações ainda existentes no plano substancial.º e ss CPTA).º 4 e 5 CRP. devendo apenas respeitar a divisão de poderes. Conclui-se assim que com estas alterações constitucionais permitiu-se o aperfeiçoamento das garantias dos cidadãos face à Administração com base nessa plenitude da jurisdição administrativa.º CRP que. confirmando-se assim a tendência para a criação de uma plena jurisdição administrativa. Os tribunais passaram a ter. processual e funcional. assegurado por um direito fundamental específico. 157. Na realidade. verifica-se a determinação expressa da possibilidade do juiz condenar a Administração na prática de actos administrativos. consagra a protecção cautelar adequada e para além disso as garantias foram ainda reforçadas pelas alterações do art. ou seja. 268. se estes forem devidos. conforme a natureza do processo. no seu nº 4 se consagra expressamente o princípio da tutela jurisdicional efectiva dos direitos e deveres legalmente protegidos dos cidadãos. Assim.. 20.º. todos os poderes normais de condenação e de injunção. pela revisão de 1989 e 1997. Da própria letra do art. o art. onde se consagra o direito a uma decisão num prazo razoável e o direito a procedimentos céleres para defesa de direitos. A jurisdição administrativa não pode ser entendida como uma jurisdição diminuída se comparada com a jurisdição de outros tribunais visto os juízes passarem a controlar o uso dos poderes discricionários em função de um conjunto de princípios jurídicos fundamentais. 6 . um direito a um procedimento. a plenitude da jurisdição dos Tribunais Administrativos? Pode dizer-se que existe essa plenitude desde logo pelas alterações do art. art. pretendeu apenas definir as garantias dos administrados nas suas relações com a Administração. desde logo pela possibilidade de meios de acesso aos tribunais como manifestação da tutela judicial efectiva. aperfeiçoou-se as garantias dos particulares e da legalidade no processo executivo e reforçando a garantia da efectividade das decisões judiciais (art. em especial o principio da justiciabilidade dos actos da Administração. liberdades e garantias pessoais.Os poderes do juiz foram alvo de alargamento. 268. 268. 5) Haverá através deste normativo. inerente à essência do sistema de administração executiva.º CRP.º CRP.

as decisões jurisdicionais proferidas por tribunais não integrados na jurisdição administrativa e fiscal e actos relativos ao inquérito e à instrução criminais. isto é. as relações entre os órgãos administrativos e os respectivos membros ou titulares. A relação jurídica administrativa abrange a generalidade das relações jurídicas externas ou intersubjectivas de carácter administrativo. quer seja a que corresponde ao mero exercício da sua capacidade privada (negócios auxiliares. ainda que uma das partes seja uma pessoa colectiva de direito público. a fiscalização dos actos materialmente administrativos praticados pelo Conselho Superior da Magistratura e pelo seu presidente.º n. a apreciação de litígios emergentes de contratos individuais de trabalho. seja as que se estabelecem entre os particulares e os entes administrativos. que seja regulado por normas jurídicas. utentes ou sujeitos de relações especiais de direito administrativo ligados a essa instituição. gestão de estabelecimentos económicos de concorrência).º ETAF São excluídos do conceito de relação jurídica administrativa desde logo. ao exercício da acção penal e à execução das respectivas decisões.6) Diga o que entende por relação jurídica administrativa Uma relação jurídica. das quais decorrem as posições jurídicas (activas e passivas) que constituem o respectivo conteúdo. gestão privada de estabelecimentos públicos. sejam as que ocorrem entre sujeitos administrativos. administração do património. 4. O nº 3 do mesmo artigo exclui também a apreciação das acções de responsabilidade por erro judiciário cometido por tribunais pertencentes a outras ordens de jurisdição bem como das correspondentes acções de regresso. as decorrentes das actividades de direito privado da Administração. as relações entre órgãos administrativos dentro da mesma pessoa colectiva. intervenções privadas). quer se trate de actividades funcionalmente administrativas desenvolvidas através de instrumentos jurídicos privatísticos (subvenções. enquanto relação social disciplinada pelo direito. as relações internas ou intrapessoais. fornecimento de bens e serviços. e as relações orgânicas entre os órgãos de uma instituição e os funcionários.º 2 do ETAF exclui ainda das relações jurídicas administrativas os litígios relativos às actividades materialmente políticas ou legislativas. 4. O art. ou seja. 7) Quais são as relações jurídicas que se excluem do conceito de relação jurídica administrativa? Comente o art. Excluem-se também destas relações as questões administrativas de puro direito privado. pressupõe um relacionamento entre dois ou mais sujeitos. 7 . a fiscalização dos actos materialmente administrativos praticados pelo Presidente do STJ.

(ver art. 161.º CPA). direito de queixa para o provedor de justiça).º 2 CPA).º n.º 2. de mérito e mistas). 159. 159. O recurso hierárquico consiste no pedido de reapreciação do acto administrativo dirigido ao superior hierárquico do seu autor (art.º n.º 163.º CPTA).º e 167. 171. 1 CPA) ou por determinação da lei (resulta de uma outra previsão normativa que o institui – art. Numa outra perspectiva. direito de oposição administrativa.º 2 CPA).º. A reclamação consiste no pedido de reapreciação do acto administrativo dirigido ao seu autor (art.º e 174. (ver arts.º n.º n. 158.º. O recurso tutelar consiste no pedido de reapreciação de um acto administrativo praticado por um órgão de uma entidade pública dirigido a um órgão de outra entidade pública que exerce sobre aquela um poder de superintendência ou de tutela – art.º 1. aproveitando as próprias estruturas administrativas (que podem ser de legalidade. 8 .º2. constituindo a impugnação administrativa uma simples tentativa de levar a própria administração a satisfazer a pretensão do interessado).º 1 CPA).º e 167. a) CPA). 169. 166.º CPA). 162. 177.º n. 176. são meios jurídicos de defesa dos particulares que se efectivam através dos órgãos da Administração Pública.º n. se se tiver presente que ele representa sempre uma debilidade da autonomia jurídica da pessoa colectiva tutelada (art.º 2. 165.º 2 CPA).º n. o recurso hierárquico. O recurso hierárquico impróprio é o pedido de reapreciação de um acto administrativo dirigido a um órgão da mesma entidade pública a que pertence o autor do acto recorrido e que exerce sobre este um poder de supervisão (art.º n. integram a justiça administrativa? Comente. O recurso tutelar tem carácter excepcional. como formas de controlo e fiscalização da actividade administrativa.º 1 e 2. 176. As garantias impugnatórias pressupõem sempre um comportamento administrativo. direito de denúncia.º n. o recurso hierárquico impróprio e o recurso tutelar.º 167. A quem se dirige a reclamação e o recurso hierárquico? Justifique com o CPA.º 2 al.º CPA e 59.º CPA). As garantias petitórias não pressupõem a prévia prática de um acto administrativo (direito de petição. Podemos distinguir duas espécies de recurso hierárquico: recurso necessário (quando o acto administrativo impugnado por via administrativa o não podia ser também por via jurisdicional) e facultativo (quando a impugnação judicial era possível. Dentro das garantias impugnatórias temos a reclamação. 167. direito de representação. (ver arts 159. Existem duas espécies de recurso hierárquico impróprio: por natureza (decorre da existência de poder de supervisão de um órgão administrativo sobre outro – art.º. 175.º n.8 e 9) Poderemos afirmar que a reclamação e os recursos administrativos. Não se pode afirmar que a reclamação e o recurso hierárquico integrem a justiça administrativa pois estes são garantias graciosas. 176. sendo um meio de ataque a tal comportamento.º n. as garantias administrativas podem ser petitórias ou impugnatórias.º 1 CPA. (ver arts 159. ou seja. 177.º n.º n. 168.

º ETAF estabelece a fixação da competência dos tribunais de jurisdição administrativa (fixa-se no momento da propositura da causa).º e ss CPTA e art. 5. com juiz relator. 209. 31. . 177. que exercem uma competência de jurisdição compulsória e os tribunais arbitrais constituídos ad hoc por acordo das partes. O art. O art. podem dividir-se por subsecções que funcionam em formação de três juízes.º 2 CRP. .º CPTA dispõe que o âmbito da jurisdição administrativa e a competência dos tribunais 9 .O recurso tutelar apresenta uma relação íntima com uma situação de tutela administrativa – art. 11 e 12) Comente o que entende por repartição de competência entre tribunais administrativos. As competências dos tribunais administrativos podem repartir-se quanto à matéria.º 2 al.º ETAF. a repartição de competências entre os tribunais administrativos tornou-se menos complexa. Secção do Contencioso Administrativo que têm respectivamente sede no Porto e em Lisboa e jurisdição nas respectivas regiões.º n 5. 35.Os Tribunais Centrais Administrativos (do Norte e do Sul).º n. 40.º n. b) do CPTA e art. O CPA determina a aplicação subsidiária das regras relativa ao recurso hierárquico – art. quanto à hierarquia e quanto ao território.O Supremo Tribunal Administrativo. 10) Quais são os tribunais administrativos permanentes previstos na lei? Exemplifique com o ETAF Podemos distinguir.º ETAF. 17. com juiz relator após a discussão em conferência. Os tribunais administrativos arbitrais são voluntários e está consagrado no art. se tal for requerido por qualquer das partes) ou em formação de três juízes nas acções administrativas especiais de valor superior à alçada – art.º 3 e 4 CPA). decidem em conferência em termos semelhantes aos referidos para o STA – ART. Os tribunais permanentes previstos na lei são: . 13. no conjunto dos tribunais administrativos. podendo ser formulado e publicados votos de vencido por parte dos juízes dissidentes (art. os tribunais permanentes. comente o que entende sobre a repartição de competências em razão do território? Com a reforma de 2002.º n.º ETAF). 180. o acórdão é decidido por maioria e devidamente fundamentado. secção do contencioso administrativo que pode dividir-se por subsecções: funciona em dois níveis – em formação de três juízes ou em pleno (estando presentes pelo menos 2/3 dos juízes da secção). 177.Os Tribunais Administrativos de Círculo são tribunais locais que funcionam com um juiz singular (que profere a sentença embora a matéria de facto seja apreciada por um colectivo.

º CPTA trouxe algumas alterações importantes que implicam o alargamento do âmbito material da jurisdição material: não se restringe a contratos administrativos mas também apreciam actos administrativos relativos à respectiva execução (n.Os recursos dos acórdãos do TCAs proferidos em primeiro grau de jurisdição são interpostos para o STA (art.º n. 24. é de ordem pública e o seu conhecimento precede o que qualquer outra matéria. .Os recursos dos acórdãos proferidos em primeiro grau de jurisdição pelo STA são conhecidos pelo pleno da Secção – art. estabelece a lei que os recursos admissíveis se hão-de fazer para os TCA (funcionam como uma espécie de Relação administrativa. quando exista contradição entre 2 acórdãos do STA ou dos TCA ou entre um acórdão do TCA e um dos STA. g) e n.º al. mas também à gestão privada da administração. .Os recursos das decisões de TACs são. E a maior novidade da reforma de 2002 foi que a arbitragem para as questões relativas a actos administrativos que possam ser revogados sem fundamento da sua ilegalidade. não respeita apenas a danos decorrentes de actos de gestão pública.º al. salvo nos casos em que haja recurso per saltum (art. .º CPTA e art. 24. em paralelo com a jurisdição civil). a) ETAF. quanto à responsabilidade civil extracontratual. . com excepção (art. em qualquer das suas espécies. a). . 37. 24. e) ETAF) daqueles cuja competência esteja reservada aos tribunais superiores – art. 37.º 1 ETAF . 140. . 25.º ETAF. a) ETAF.Cabe ao STA a uniformização da jurisprudência.º n. c) ETAF). nos termos da lei substantiva (DL n. 180. de 20 de Janeiro) e que abrange os actos referidos no art.º 2 ETAF) para o STA – art.º n. . conhecidos pela secção do contencioso administrativo dos TCAs.º 1 al. Em razão da hierarquia: em função do valor do processo assegura-se o duplo (ou as vezes triplo) grau de jurisdição competindo a apreciação das sentenças proferidas pelo tribunal da 1ª Instância a um tribunal superior.º n.Os tribunais arbitrais julgam as questões respeitantes a contratos ou de responsabilidade civil extracontratual de pessoas colectivas públicas mas o art.º 1 al.Quanto aos recursos das decisões dos tribunais arbitrais.Aos TACs é atribuída uma competência-regra. 151. Em razão da matéria: .º 2 ETAF). 10 . de todos os processos do âmbito da jurisdição administrativa. 44.º CPA. 24.º 1 al.º 10/2011.º n. em regra. em primeira instância.administrativos. cabendo-lhes conhecer.Ao STA compete conhecer os casos do art.º 1 al.Os TCAs conhecem as acções de regresso por responsabilidade funcional propostas contra juízes dos TAC e tribunais tributários e magistrados do MP em exercício de funções junto desses tribunais (art.

Existem várias excepções. intenta-se no tribunal da área onde deva ter lugar o comportamento pretendido (n. decorram junto do tribunal do lugar da situação do bem ou da ocorrência do acto) ou do objecto da acção. cuja competência há-de caber ao tribunal da área de sede do órgão. 16. Resolvido por: Daniel Cordeiro.º 7). 13) Comente o art. da matéria (quando a acção incida sobre bens imóveis. .º do CPTA A regra geral quanto à competência territorial é a de que o tribunal competente é o tribunal da residência habitual ou sede do autor ou da maioria dos autores do processo (art. 20. Autarquias e demais entidades de âmbito local. . governadores civis e assembleia distritais são propostas no tribunal da área da sede da entidade demandada (n. .Os pedidos dirigidos à adopção de providências cautelares são julgadas pelo tribunal competente para decidir a causa principal (n. o art.º 3 e 5). 16. concessionários.Em razão do território: as regras sobre a distribuição da competência territorial transitaram do ETAF para o CPTA que estabelece a regra geral da competência do tribunal da residência habitual ou sede do autor da maioria dos autores do processo (art.Os pedidos de produção antecipada de prova são deduzidos no tribunal em que a prova tenha de ser efectuada ou da área em que se situe o tribunal de comarca a que a diligência deve ser deprecada (n. 20.º 1 e 2). pessoas colectivas de utilidade pública. Contudo.º do CPTA excepciona esta regra: . Maria Clara Sousa e Virginie Protásio 11 . em função do tipo de processo.As acções relativas às Regiões Autónomas.Para o contencioso eleitoral. liberdades e garantias.º CPTA).º 6).º CPTA). ou para processos de intimação para a protecção de direitos.

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