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Direito Constitucional Artigo 37 Ao 39

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DIREITO CONSTITUCIONAL ARTIGO 37 AO 39 Art. 37.

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical; VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público; X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Regulamento) XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como li-mite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o sub-sídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco

aos Procuradores e aos Defensores Públicos. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. 39. sociedades de economia mista. fundações. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. direta ou indiretamente. III. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34. § 4º.é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. 150. nos termos da lei. 19. § 2º. no âmbito do Poder Judiciário. as obras. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. cabendo à lei complementar. I. de 1998) XVI . de 1998) XVIII . (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19. em espécie. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. de sociedade de economia mista e de fundação. de 1998) XV . precedência sobre os demais setores administrativos.a administração fazendária e seus servidores fiscais terão.2003) XII . serviços. XIII . de 1998) XIV . pelo poder público. mantidas as condições efetivas da proposta. de 1998) a) a de dois cargos de professor.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.12. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. na forma da lei. definir as áreas de sua atuação.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo.centésimos por cento do subsídio mensal.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. de 1998) c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. 153.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19. de 2001) XVII . com profissões regulamentadas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. quando houver compatibilidade de horários. em cada caso. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XXI . XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. empresas públicas.depende de autorização legislativa. e sociedades controladas. II. exceto. dos Ministros do Supremo Tri-bunal Federal. de 1998) XX . neste último caso. suas subsidiárias. (Regulamento) . e 153.ressalvados os casos especificados na legislação.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores.

A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente.o prazo de duração do contrato. 5º. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. servidor ou não. a perda da função pública. exercidas por servidores de carreiras específicas. cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada. § 2º . na forma e gradação previstas em lei. . atividades essenciais ao funcionamento do Estado. dos Estados. informativo ou de orientação social. X e XXXIII. externa e interna. nos termos da lei.2003) § 1º . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. emprego ou função na administração pública.12. programas. § 5º . inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais. do Distrito Federal e dos Municípios. de 19. obras. direitos. de 1998) II .as administrações tributárias da União. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. causarem a terceiros. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. da qualidade dos serviços. na forma da lei ou convênio. de 1998) III . de 1998) I . II . de 1998) § 8º A autonomia gerencial.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.A publicidade dos atos. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral.XXII .os controles e critérios de avaliação de desempenho. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. dela não podendo constar nomes. nessa qualidade. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. § 6º . observado o disposto no art. regulando especialmente: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. de 1998) § 4º . sem prejuízo da ação penal cabível. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. de 1998) I . que causem prejuízos ao erário.

perceberá as vantagens de seu cargo. 42 e 142 com a remuneração de cargo. de 1998) § 11. emprego ou função. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. dos Estados.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo. 39. em seu âmbito. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo. III . ficará afastado de seu cargo. será afastado do cargo." § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. aplicam-se as seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. no exercício de mandato eletivo.III . regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. Ao servidor público da administração direta. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. que receberem recursos da União.para efeito de benefício previdenciário. de 1998) § 10. IV . Seção II DOS SERVIDORES PÚBLICOS (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. exceto para promoção por merecimento. Não serão computadas. fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar. V . ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Or gânica. emprego ou função. o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça. de 2005) § 12. emprego ou função.investido no mandato de Vereador. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. de 1998) I . e. II . como limite único. no caso de afastamento. as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. os Estados. estadual ou distrital. emprego ou função pública. (Vide ADIN nº 2. de 2005) Art. 38. autárquica e fundacional. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. e suas subsidiárias. será aplicada a norma do inciso anterior. A União. havendo compatibilidade de horários. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. de 1998) . no âmbito de sua competência. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. 40 ou dos arts. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais.a remuneração do pessoal. os valores serão determinados como se no exercício estivesse.135-4) § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.investido no mandato de Prefeito. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47. das autarquias e das fundações públicas. sendolhe facultado optar pela sua remuneração. não havendo compatibilidade. de 1998) Art.tratando-se de mandato eletivo federal.

de 1998) ARTIGO 37 DA CONSTITUIÇÃO . de 1998) § 5º Lei da União. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. verba de representação ou outra espécie remuneratória. dos Estados. XXII e XXX. dos Estados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.os requisitos para a investidura. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. autarquia e fundação. abono. prêmio. 37. de 1998) III . reaparelhamento e racionalização do serviço público. de 1998) § 7º Lei da União. de 1998) § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. IX. o disposto no art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. adicional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XVII. o detentor de mandato eletivo. treinamento e desenvolvimento. 7º. XIX. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. de 1998) § 2º A União. XI. de 1998) § 6º Os Poderes Executivo. em qualquer caso.a natureza. XV. obedecido. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira.I . XII. X e XI. XIII. VII.as peculiaridades dos cargos. XVI. de 1998) II . VIII. para isso. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. de 1998) § 4º O membro de Poder. facultada. em qualquer caso. o disposto no art. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. modernização. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. 37. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XVIII. XX. IV. obedecido. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.

do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. publicidade e eficiência. Distrito Federal e Municípios). do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União.EXERCÍCIOS Assinale as alternativas corretas: 1 . do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. Estados. impessoalidade. moralidade. impessoalidade. elenca os princípios relacionados à Administração Pública. moralidade.. ao seguinte [.. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. pessoalidade. dos Estados. publicidade e interesse político. c ( ) A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. moralidade.O artigo 37 da Constituição Federal de 1988. . ARTIGO 37 .] Estes princípios devem ser totalmente seguidos pelos agentes públicos. não podendo se desviar destes princípios sob pena de invalidade do ato e sujeitar-se à responsabilidade disciplinar civil ou criminal conforme do caso. 37. moralidade. Art. impessoalidade.com base no artigo 37 da constituição podemos afirmar que: a ( ) A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. também. dos Estados. que são: legalidade. dos Estados. controlando as atividades administrativas de todos os quadros que integram a federação brasileira (União. impessoalidade e confiança política. publicidade e eficiência e. publicidade e eficiência. b ( ) A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. dos Estados. A razão de ser desses princípios é a de nificar de forma coerente o Direito Administrativo.

Gabarito: 1b 2a 3a Art. publicidade e eficiencia e. quando houver permissão expressa de superior hierárquico. conforme seu papel social. b ( ) o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos por cada um dos órgãos da administração. A administração pública direta. exceto. dos Estados. por igual período 3 . impessoalidade. de 5/6/98. indireta ou fundacional. c ( ) o prazo de validade do concurso público será de dois anos.com base no artigo 37 da constituição podemos dizer que: a ( ) é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. prorrogável uma vez.com base no artigo 37 da constituição é correto afirmar que: a ( ) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. exceto. ao seguinte:(Redacao dada pela Emenda Constitucional nº 19. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade.2 . b ( ) é permitida a acumulação remunerada de cargos públicos. quando houver compatibilidade de horários. de qualquer dos Poderes da União. c ( ) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. quando houver compatibilidade de horários. exceto.) . também. moralidade. 37.

. pelo mesmo autor. não há liberdade nem vontade pessoal. Maria Sylvia Zanella di Pietro salienta que o principio da eficiencia nao se sobrepoe ao da legalidade. 122) e de Cuba (art.conforme o caso. Seu conceito. por meio do exercicio de suas competencias de forma imparcial. eficaz. civil e criminal. neutralidade. eficacia. e deles não se pode afastar ou desviar. transparencia. participativa. do Suriname (art. Secao 3). Na Administração Pública.37. caput). sob pena de praticar ato inválido e expor-se à responsabilidade disciplinar." Legalidade_ A legalidade. II. o coloca como o principio que impoe a administracao publica direta e indireta e a seus agentes a pesecucao do bem comum. visando chegar ao melhor resultado possivel em relacao aos fins que almeja (resultado final eficiente). mas esta nivelado a ele e aos demais que norteiam a administracao publica. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei..os cargos . 37. das Filipinas (art. (Const. a Administracao estara sendo eficiente se aproveitar da forma mais adequada o que se encontra disponivel (acao instrumental eficiente). significa que o administrador público está. participacao e aproximacao dos servicos publicos da populacao ( e isso aparece claramente na nova redacao do art. Para Jose Eduardo Matins Cardoso. § 3º). ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. sujeito aos mandamentos da lei. 66. art.. Enquanto na administração particular é lícito fazer tudo o que a lei não . I. A eficácia de toda atividade administrativa está condicionada ao atendimento da lei. e às exigências do bem-comum. Rep.103). de maneira a evitarem-se os desperdicios e a garantir-se maior rentabilidade social. c). Alexandre de Moraes enumera as caracteristicas do principio da eficiencia: direcionamento da atividade e dos servicos publicos a efetividade do bem comum. neutra.Segundo anota Alexandre de Moraes. como princípio de administração. o principio da eficiencia (ou eficacia) ja existia expressamente nas Constituicoes da Espanha (art. sem burocracia e sempre em busca da qualidade. transparente. desburocratizacao e busca da qualidade. IX. primando pela adocao dos criterios legais e morais necessarios para a melhor utilizacao possivel dos recursos publicos. B. imparcialidade. em toda a sua atividade funcional.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos.

conferidos à Administração Pública para serem utilizados em benefício da coletividade não podem ser renunciados ou descumpridos pelo administrador. Desses princípios é que o direito público extraiu e sistematizou a teoria da moralidade administrativa. Administração legítima só é aquela que se reveste de legalidade e probidade administrativas.proíbe. passou agora a ser imposição legal entre nós. uma vez que contém verdadeirospoderes-deveres. o sistematizador de tal conceito _ da moral comum. O princípio da legalidade. c. Cumprir simplesmente a lei na frieza de seu texto não é o mesmo que atendê-la na sua letra e no seu espírito. pra que ao legal se ajunte o honesto e o conveniente aos interesses sociais. Tais poderes. Além de atender à legalidade. na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza. significa "pode fazer assim". caput). a natureza da função pública e a finalidade do Estado impedem que seus agentes deixem de exercitar os poderes e de cumprir os deveres que a lei lhes impõe. pela lei reguladora da ação popular que considera nulos os atos lesivos ao patrimonio público quando eivados de "ilegalidade do objeto". no sentido de que. entendida como "o conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior da Administração". 2º. 37. pressuposto da validade de todo ato da Administração Pública (Const. que é o supremo e único objetivo de toda ação administrativa. art. como se conforma com os preceitos da instituição pública. que até bem pouco só era sustentado pela doutrina. para o administrador público significa "deve fazer assim". Moralidade_ A moralidade administrativa constitui hoje em dia. deve ser orientada pelos princípios do direito e da moral. c e parágrafo único. A administração. art. Rep. . e seus preceitos não podem ser descumpridos. o ato do administrador público deve conformar-se com a moralidade e a finalidade administrativas para dar plena legitimidade à sua atuação.. As leis administrativas são normalmente. por isso.717/65. mas sim de uma moral jurídica. regulamento ou outro ato normativo" (Lei 4. irrelegáveis pelos agentes públicos. Por outras palavras. de ordem públlica. nem mesmo por acordo ou vontade conjunta de seus aplicadores e destinatários. sem ofensa ao bemcomum. Não se trata_ diz Hauriou. A lei para o particular. que a mesma norma assim conceitua: "A ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei. tanto atende às exigências da lei.

embora movido por zelo profissional invade a esfera reservada a outras funções. Há que conhecer. que é o de concorrer pra a criação do bem-comum". se determina não só pelos preceitos vigentes.embora mantendo ou aumentando o patrimônio gerido. conforme já proclamavam os romanos: _ non omne quod licet honestum est. mas também à lei ética da própria instituição. por legalidade ou legitimidade se entende não só a conformação do ato com a lei. foi determinado por fins imorais ou desonestos. para atuar. A moralidade administrativa está intimamente ligada ao conceito do "bom administrador". terá ainda de corresponder à vontade constante de viver honestamente. porque nem tudo que é legal é honesto.como aquele que desprezou a ordem institucional e. erigindo-se em fator de legalidade. e a finalidade de sua ação: o bem-comum. de não prejudicar outrem e de dar a cada um o que lhe pertence _ princípios de direito natural já lapidarmente formulados pelos jurisconsultos romanos. remata Hauriou. Falando. ou procura obter mera vantagem para o patrimônio confiado à sua guarda. mas.Por considerações de direito e de moral. contudo de boa administração. a moral administrativa é imposta ao agente público para sua conduta interna. de uma maneira ou de outra. mas também pela moral comum". A moral comum. dão valor jurídico à vontade psicológica do administrador".ou. tanto infringe a moralidade administrativa o administrador que. que no dizer autorizado de Franco Sobrinho "é aquele que usando de sua competência legal. além de traduzir a vontade de obter o máximo de eficiência administrativa. sem os quais toda atividade pública será ilegítima. À luz dessas idéias. O inegável é que a moralidade administrativa integra o direito como elemento indissociável na sua aplicação e na sua finalidade. . O certo é que a moralidade do ato administrativo. juntamente com a sua legalidade e finalidade. é para admitir a lei como regra comum e medida ajustada. referimo-nos subjetivamente a critérios morais que. segundo as exigências da instituição a que serve. é imposta ao homem para sua conduta externa. assim. do justo e do injusto nos seus efeitos. as fronteiras do lícito e do ilícito. constituem pressupostos de validade. pois violam o equilíbrio queu deve existir entre todas as funções.como também com a moral administrativa e com o interesse coletivo". o ato administrativo não terá que obedecer somente à lei jurídica. Daí porque o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu com inegável acerto que "o controle jurisdicional se restringe ao exame da legalidade do ato administrativo. Já disse notável jurista luso _ Antonio José Brandão _ que "a atividade dos administradores.os seus atos são infiéis à idéia que tinha de servir. Em ambos os casos. desviam-no do fim institucional.

art. art. § 1º. art. Impessoalidade _ O princípio da impessoalidade. isto é. que a nossa Lei de Ação Popular conceituou como o "fim diverso daquele previsto. 1º. que produzem conseqüências jurídicas fora dos órgãos que os emitem exigem publicidade para adquirirem validade universal. na regra de competência"do agente ( Lei 4. a moralidade administrativa ficou consagrada pela Justiça. 2º.. 37. casos em que é lícito conjugar a pretensão do particular com o interesse coletivo. Daí porque as leis. o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. 37. Publicidade _ Publicidade é a divulgação oficial do ato para conhecimento público e início de seus efeitos externos. parágrafo único. e. sob a forma de desvio de finalidade.Com esse julgado pioneiro. por favoritismo ou perseguição dos agentes governamentais. Esse desvio de conduta dos agentes públicos constitui uma das mais insidiosas modalidades de abuso de poder. explícita ou implicitamente. perante as partes e terceiros. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de direito indica expressa ou virtualmente como objetivo do ato. o interesse público coincidir com o de particulares. E a finalidade terá sempre um objetivo certo e inafastável de qualquer ato administrativo: o interesse público. Rep. caput ). como necessária à validade da conduta do administrador público. O que o princípio da finalidade veda é a prática de ato administrativo sem interesse público ou conveniência para a Administração.(Quanto às leis só entram em vigência após a sua publicação oficial . Desde que o princípio da finalidade exige que o ato seja praticado sempre com finalidade pública. atos e contratos administrativos. Todo ato que se apartar desse objetivo sujeitar-se-á à invalidação por desvio de finalidade .. nada mais é que o clássico principio da finalidade . como veremos adiante.) . visando unicamente satisfazer interesses privados.). de forma impessoal. como ocorre normalmente nos atos administrativos negociais e nos contratos públicos. Esse princípio tambem deve ser entendido para excluir a promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos sobre suas realizações administrativas (Const.Lei de Introdução ao Código Civil. Pode.referido na Constituição de 1988 (art. sob esta epígrafe.717/65. o administrador fica impedido de buscar outro objetivo ou de praticá-lo no interesse próprio ou de terceiros. entretanto.

5º. . ou interesse superior da Administração a ser preservado em processo previamente declarado sigiloso nos termos do Decreto federal 79. porque ambas são desmembramentos do serviço público. b). XXXIV. abrangendo obviamente as repartições da Administração direta e indireta. Em princípio. e como tais têm o dever legal de informar o público sobre a sua atuação funcional. quando na realidade são públicos e devem ser divulgados e mostrados a qualquer pessoa que deseje conhecêlos e obter certidão. de 6.1. LXXIII). LXXII). todo ato administrativo deve ser publicado. . genericamente. a). "as repartições públicas". nem os regulares a dispensam para sua exeqüibilidade. quando a lei ou o regulamento a exige.) _ e para tanto a mesma Constituição impõe o fornecimento de certidões de atos da Administração. sob o falso argumento de que são "sigilosos". § 4º. por vício burocrático. ação popular (art. 37.. visa propiciar o seu conhecimento e controle pelos interessados diretos e pelo povo em geral. os quais devem ser indicados no requerimento. Lamentavelmente.. 5º. investigações policiais. só se admitindo sigilo nos casos de segurança nacional. sem apoio em lei e contra a índole dos negócios estatais. habeas data(art. Observese que a Constituição alude. direito de petição(art. além de assegurar os seus efeitos externos. 5º. 5º. LXIX). 5º. através dos meios constitucionais _ mandado de segurança(art.A publicidade não é elemento formativo do ato. para defesa de direitos ou esclarecimentos de situações (art. requeridas por qualquer pessoa. XXXIV. é requisito de eficácia e moralidade. os atos e contratos administrativos vêm sendo ocultados dos interessados e do povo em geral.1977. O princípio da publicidade dos atos e contratos administrativos.099. . suspensão dos direitos políticos por improbidade administrativa (art. Por isso mesmo os atos irregulares não se convalidam com a publicação. por que pública é a Administração que o realiza.

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