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Análise e crítica a uma planificação sobre a alimentação

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Pós-Graduação em Necessidades Educativas Especiais Domínio Cognitivo e Motor

Desenvolvimento Curricular e Diferenciação Pedagógica Módulo: Desenvolvimento Curricular

Análise e crítica a uma “Planificação Semanal sobre a Alimentação”
Autoras: Ana Ribeiro 090234009 Sara Oliveira 090234036

Professor Doutor: Ramiro Marques

Discentes: Turma B Manuela Cristina de Oliveira - 110226041 Sandra Isabel Santos Domingos - 110226042 Sandra Marta Correia Pedro - 110226021 Tânia Alexandra de Passos Caneira - 110226040

2011/2012

Análise e crítica a uma “Planificação semanal sobre a alimentação”

Índice

Pág.

1. Introdução ………………………………………………………........... 2. Conteúdos / Objetivos …………………………………………………. 3. Estratégias / Atividades ……………………………………………….. 4. Recursos / Avaliação ……………………………………………………. 5. Conclusão ……………………………………………………………….. 6. Bibliografia ……………………………………………………………….

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Análise e crítica a uma “Planificação semanal sobre a alimentação”

1. Introdução
No presente trabalho iremos fazer uma análise crítica e construtiva à planificação elaborada pelas alunas Ana Ribeiro e Sara Oliveira do 1º ano do curso de ensino básico. Antes de mais importa referir que é através de uma planificação que se delineia uma linha orientadora que deve servir de guia a qualquer professor. É importante que qualquer planificação seja coerente, possuindo conteúdos, objetivos, atividades, estratégias, recursos e avaliação bem definidos. Ao construir uma planificação o professor reflete sobre as melhores estratégias, métodos e materiais que devem ser utilizados durante as suas aulas, e que sejam mais facilitadores e adequados à aprendizagem dos alunos. Após a análise da presente planificação são vários os aspetos merecedores da nossa atenção. O primeiro aspeto a ser contemplado numa planificação é a apresentação do plano semanal da planificação em questão de forma a facilitar a leitura e a compreensão do que se pretende trabalhar ao longo da semana. Outro aspeto que se destaca são os dias da semana não estarem divididos por períodos letivos - manhã e tarde. Importa mencionar que ao longo da planificação não são explorados dois dos objetivos mencionados pelas autoras: “importância da água potável e verificação do prazo de validade dos alimentos”. Sendo uma planificação semanal esta deve contemplar a matemática, a língua portuguesa, o estudo do meio e as expressões e não ser estruturada apenas com base num conteúdo de estudo do meio. Na organização da estrutura da planificação apresentada faria sentido constar a correspondência entre áreas, conteúdos, objetivos, atividades e avaliação. Ressalvamos o facto de as atividades planificadas terem um link ao qual nós não tivemos acesso, podendo este conter informação útil para a análise da planificação em questão. As atividades parecem adequadas ao tema, pelo nome das mesmas e pelo que se supõe da estratégia para as explorar, no entanto, parece impraticável tantas tarefas para cada dia da semana, como por exemplo, a visita programada, na terça-feira, à horta pedagógica. Esta pode exigir uma manhã ou uma tarde ou mesmo um dia inteiro.
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Como a planificação apresenta erros de construção, as críticas e as sugestões que apresentamos referem-se, de um modo geral, à planificação global sendo que não é possível fazer a referência por páginas.

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2. Conteúdos / Objetivos Críticas Sugestões

O intuito da planificação foi apenas Através do conteúdo abordado o propósito abordar um conteúdo na área de estudo deve ser trabalhar de todas forma as a áreas existir esta

do meio para toda a semana, no disciplinares

entanto, ao analisarmos os objetivos transdisciplinaridade.

Sendo

deparamo-nos com objetivos referentes planificação a nível do 1º ciclo é a conteúdos de outras áreas, como a fundamental existir esta linha transversal língua portuguesa, formação cívica e a dos conteúdos, pois desta forma as educação e expressão físico-motora e aprendizagens serão significativas. plástica. Verificamos a ausência da A planificação deveria apresentar os educação e expressão dramática e conteúdos e os objetivos de todas as áreas musical, assim como a matemática. trabalhadas durante a semana de uma forma explícita. Na matemática poderia ser trabalhado o conteúdo grandezas e medidas através das receitas da salada de frutas e da sopa de agriões. A educação e expressão dramática poderia ser explorada através de uma pequena dramatização relacionada com o tema da alimentação. Através de uma canção alusiva ao tema seria abordada a educação e expressão musical. Esta interdisciplinaridade é importante para diversificar as aprendizagens dos alunos. Ao utilizar este método de ensino

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existe

uma

maior

probabilidade

de

sucesso por parte dos alunos, pois o professor trabalha de forma a que sejam exploradas múltiplas. Os objetivos estão mal formulados Numa planificação semanal os objetivos restringindo-se gerais. apenas a objetivos devem ser específicos, uma vez que os objetivos gerais encontram-se todas as inteligências

referenciados nos conteúdos. Na planificação em questão, por exemplo, as autoras referem como objetivo “verificar a importância de lavar bem os alimentos”, sendo que o objetivo poderia estar formulado da seguinte forma: “descreve os cuidados a ter na lavagem dos alimentos”. Em algumas atividades os objetivos não que são Quando se planeia uma atividade deve-se se ter em conta os objetivos que queremos

apresentados

pretendem alcançar com as mesmas, que os alunos adquiram. isto verifica-se por exemplo na “visita à horta pedagógica”.

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3. Estratégias / Atividades Críticas
As estratégias não são claras, uma vez que Nas

Sugestões
estratégias deveriam ser

não se consegue compreender o modo apresentadas “situações de trabalho e como as autoras organizam as tarefas de processos aprendizagem. Não existe concordância organização entre algumas estratégias e atividades. de mediação das tarefas e de de

aprendizagem”. (Januário, 1988)

Verifica-se também a inexistência de As autoras deveriam apresentar todas estratégias para algumas atividades. as tarefas de uma forma clara para que sejam percetíveis todos os passos que o professor deve realizar para fazer o aluno aprender. Aquando a realização da construção em grupos da roda dos alimentos deveriam ter em conta qual o objetivo que queriam alcançar com a atividade, pois não se percebe se as autoras pretendem apenas que os alunos identifiquem os grupos dos alimentos ou se também pretendem trabalhar a noção de proporção. É apresentada uma ficha de diagnóstico Segundo as autoras, o objetivo da ficha nas estratégias. de diagnóstico é a comparação entre os conhecimentos prévios dos alunos vs os conhecimentos adquiridos após a intervenção. No entanto, a intervenção deveria partir da análise destas pré conceções que os alunos têm sobre este tema, de a modo a puder adequar as estratégias de acordo com os seus conhecimentos. Para tal, a ficha de diagnóstico teria de ser aplicada
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previamente. A ficha de diagnóstico deveria estar contida na avaliação.

Existem algumas atividades que estão As atividades apresentadas deviam referidas na grelha que não são tarefas, estar em forma de tarefas a realizar como por exemplo, “Alimentação saudável pelos alunos em função da estratégia. vs. má alimentação” e “receita salada de frutas”.

A

atividade

do

jogo

“A

roda

dos Apesar de não termos conhecimento

alimentos” proposta para ser realizada do jogo apresentado, sugeríamos a individualmente no computador realização da atividade em grande

Magalhães não parece exequível porque é grupo através da projeção. impossível observar todos os alunos

individualmente e ao mesmo tempo.

Na grelha das estratégias é apresentada uma atividade em PowerPoint cujo

objetivo será explorar posteriormente as opiniões registadas dos alunos acerca dos benefícios da alimentação. Após a análise da planificação verificámos que esta estratégia nunca foi cumprida.

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4. Recursos / Avaliação Críticas Recursos

Existem alguns recursos referidos de A forma correta deveria ser imagens de forma incorreta, como por exemplo, alimentos para colorir. “alimentos para colorir”.

Nos recursos existem alguns materiais que não se percebem em que atividade vão ser utilizados, dificultando assim a perceção da sua utilidade, por exemplo, as tintas coloridas e as galochas. Uma das atividades contempla a

realização de uma sala de frutas a partir de uma receita, no entanto, a receita não aparece nos recursos

materiais. Em relação aos recursos humanos Ao planificar as atividades deve-se ter em verificamos diariamente a presença de conta se estas podem ser colocadas em uma auxiliar de ação educativa. prática sem o auxílio de terceiros, uma vez que não existe uma auxiliar permanente na sala de aula do 1º ciclo. Verifica-se que a avaliação é igual para Tendo em conta as atividades propostas todos os dias da semana e que não faria sentido os alunos terem realizado, existe diversidade nos métodos por exemplo um menu saudável, um utilizados. Para além disso, não existe a debate, etc… correspondência entre o instrumento de As autoras propuseram a realização de um avaliação e a atividade a que este seria livro de receitas saudáveis, no entanto, aplicado. não o utilizaram como instrumento de avaliação, o que na nossa opinião este seria uma mais-valia. As duas fichas de diagnóstico
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contempladas nas estratégias deveriam estar contidas na avaliação. Sendo que, a última ficha de diagnóstico deveria ser designada como ficha de aplicação de conhecimentos, uma vez que foi aplicada após aprendizagem deste conteúdo.

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5. Conclusão
Na formação inicial de professores um dos pontos fundamentais é formar profissionais reflexivos, sendo a construção de uma planificação um instrumento fundamental para a prática pedagógica. Sendo as autoras do trabalho em análise, alunas do 1º ano do curso de ensino básico, constatam-se muitas lacunas na elaboração de uma planificação, nomeadamente confusão entre objetivos e conteúdos, atividades e estratégias e a falta de diversidade nas formas avaliativas. As estratégias utilizadas prendem-se demasiado em apresentações de PowerPoint e exposições preparadas pelo professor, devendo este fornecer meios diversificados para que os alunos consigam chegar ao conhecimento autonomamente. Deste modo, as suas aprendizagens seriam mais significativas. Em todas as planificações deve existir uma transdisciplinaridade e

interdisciplinaridade entre as várias áreas curriculares de forma a dar igual oportunidade de aprendizagem a todos os alunos respeitando as capacidades intelectuais de cada um (inteligências múltiplas). Em suma, a análise crítica a esta planificação contribuiu, de uma forma fundamental, para a nossa consciencialização no que concerne à importância de planificar com coerência, adequação, flexibilidade, precisão, clareza e riqueza.

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6. Bibliografia  Ribeiro, C. e Ribeiro, L. (1989). Planificação e avaliação do ensinoaprendizagem. Lisboa: Universidade Aberta.

 Gaspar, I. e Roldão, M. C. (2007). Elementos do Desenvolvimento Curricular.
Lisboa: Universidade Aberta.     Januário, C. (1988). O currículo e a reforma do ensino. Lisboa: Livros Horizonte. Ministério da educação (2001). Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais. Lisboa: Departamento de Educação Básica. Ministério da educação (2004). Organização curricular e programas ensino básico – 1º ciclo. Mem Martins: Departamento de Educação Básica. Roldão, M. do Céu (2003). Gestão do Currículo e Avaliação de Competências – As questões dos professores. Lisboa: Editorial Presença.

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